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Projeto Pedagógico em Arqueologia UFPel

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UNIVERSIDADE FEDERAL DE PELOTAS

BACHARELADO EM ARQUEOLOGIA
COLEGIADO DE CURSO DE GRADUAÇÃO

PROJETO PEDAGÓGICO DO CURSO (PPC)


Bacharelado em Arqueologia

Pelotas, Julho de 2020


PROJETO PEDAGÓGICO DO CURSO (PPC)
Bacharelado em Arqueologia

REDAÇÃO DO PROJETO

Gustavo Peretti Wagner (coordenação do colegiado)


Loredana Marise Ricardo Ribeiro
Lucio Menezes Ferreira
Rafael Corteletti

1
SUMÁRIO
I - PROPOSTA PEDAGÓGICA 4
1. CONTEXTUALIZAÇÃO 4
1.1. UNIVERSIDADE FEDERAL DE PELOTAS 4
1.1.1. Dados de Identificação da Universidade Federal de Pelotas – UFPel 4
QUADRO 1: DADOS DE IDENTIFICAÇÃO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE PELOTAS - UFPEL 4
1.1.2. Histórico e Contexto da Universidade Federal de Pelotas 5
1.2. CURSO DE BACHARELADO EM ARQUEOLOGIA 9
1.2.1. Dados de Identificação do Curso 9
QUADRO 2: DADOS DE IDENTIFICAÇÃO DO CURSO 9
1.2.2. Histórico e Contexto do Curso de Arqueologia 10
1.2.3. Legislação considerada no PPC 13
2. ORGANIZAÇÃO DIDÁTICO-PEDAGÓGICA 17
2.1. PRESSUPOSTOS E ESTRUTURA DO PPC 17
2.2. POLÍTICAS INSTITUCIONAIS NO ÂMBITO DO CURSO 18
2.3. CONCEPÇÃO DO CURSO 19
2.4. JUSTIFICATIVA DO CURSO 20
2.5. OBJETIVOS DO CURSO 21
2.6. PERFIL DO EGRESSO 22
2.7. COMPETÊNCIAS E HABILIDADES 23
3. ORGANIZAÇÃO CURRICULAR 24
3.1. ESTRUTURA CURRICULAR 30
3.2. TABELA SÍNTESE – ESTRUTURA CURRICULAR 30
TABELA 1: TABELA SÍNTESE PARA A INTEGRALIZAÇÃO CURRICULAR 30
3.3. MATRIZ CURRICULAR 31
QUADRO 3: MATRIZ CURRICULAR 31
3.4. FLUXOGRAMA DO CURSO 36
3.5. COMPONENTES CURRICULARES OPTATIVOS 37
QUADRO 4: QUADRO DE COMPONENTES CURRICULARES OPTATIVOS 37
3.6. ESTÁGIOS 38
3.7. TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO (TCC) 40
3.8. FORMAÇÃO COMPLEMENTAR 41

2
QUADRO 5: ATRIBUIÇÃO DE CARGA HORÁRIA DAS ATIVIDADES COMPLEMENTARES 41
3.9. FORMAÇÃO EM EXTENSÃO 43
TABELA 2: TABELA SÍNTESE DA FORMAÇÃO EM EXTENSÃO 43
3.10. CARACTERIZAÇÃO DOS COMPONENTES CURRICULARES 45
QUADRO 6: CARACTERIZAÇÃO DOS COMPONENTES CURRICULARES OBRIGATÓRIOS 45
QUADRO 7: CARACTERIZAÇÃO DOS COMPONENTES CURRICULARES OPTATIVOS 76
4. METODOLOGIAS DE ENSINO E SISTEMA DE AVALIAÇÃO 104
4.1. METODOLOGIAS, RECURSOS E MATERIAIS DIDÁTICOS 104
4.2. ACOMPANHAMENTO E AVALIAÇÃO DO ENSINO E DA APRENDIZAGEM 104
4.3. APOIO AO DISCENTE 106
5. GESTÃO DO CURSO E PROCESSOS DE AVALIAÇÃO INTERNA E EXTERNA 107
5.1. COLEGIADO DE CURSO 108
5.2. NÚCLEO DOCENTE ESTRUTURANTE – NDE 109
5.3. AVALIAÇÃO DO CURSO E DO CURRÍCULO 111
6. ACOMPANHAMENTO DE EGRESSOS 112
7. INTEGRAÇÃO ENTRE ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO 112
8. INTEGRAÇÃO COM OUTROS CURSOS E COM A PÓS-GRADUAÇÃO 114
9. TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO (TIC) NO PROCESSO DE
ENSINO E APRENDIZAGEM 115
II - QUADRO DOCENTE E TÉCNICO-ADMINISTRATIVO 116
III - INFRAESTRUTURA 117
REFERÊNCIAS 120

3
I - PROPOSTA PEDAGÓGICA

1. CONTEXTUALIZAÇÃO
1.1. UNIVERSIDADE FEDERAL DE PELOTAS
1.1.1. Dados de Identificação da Universidade Federal de Pelotas – UFPel

QUADRO 1: DADOS DE IDENTIFICAÇÃO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE


PELOTAS - UFPEL

Mantenedora: Ministério da Educação


IES: Universidade Federal de Pelotas – UFPel
Natureza Jurídica: CNPJ/MF:
Fundação de Direito Público - Federal 92.242080/0001-00
Endereço: Fone: +55 53 3921.1024
Rua Gomes Carneiro, 1 – Centro, Site: [Link]
CEP 96010-610, Pelotas, RS – Brasil e-mail: reitor@[Link]
Ato Regulatório: Credenciamento/
Decreto Prazo de Validade:
Nº documento: 49529 Vinculado ao Ciclo Avaliativo
Data de Publicação: 13/12/1960
Ato Regulatório: Recredenciamento
Decreto Prazo de Validade:
Nº documento: 484 Vinculado ao Ciclo Avaliativo
Data de Publicação: 22/05/2018
Ato Regulatório: Credenciamento EAD
Portaria Prazo de Validade:
Nº documento: 1.265 Vinculado ao Ciclo Avaliativo
Data de Publicação: 29/09/2017
CI – Conceito Institucional: 4 2017
CI – EAD - Conceito Institucional EAD: 3 2013
IGC – índice Geral de Cursos: 4 2017
IGC Contínuo: 3, 5050 2017

Reitor: Pedro Rodrigues Curi Hallal Gestão 2017-2020

4
1.1.2. Histórico e Contexto da Universidade Federal de Pelotas

A Universidade Federal de Pelotas (UFPel) foi criada pelo Decreto-Lei nº 750, de 8


de agosto de 1969 e a sua natureza social foi anunciada em Estatuto. Sua história remonta à
Universidade Rural do Sul (URS) que foi federalizada em 1967, pelo decreto nº 60.731.
Nesta ocasião a Universidade foi transferida para o Ministério da Educação e Cultura e
passou a denominar-se Universidade Federal Rural do Rio Grande do Sul (UFRRS). Em 8
de agosto de 1969, foi assinado o decreto que transformou a Universidade Federal Rural do
Rio Grande do Sul em Universidade Federal de Pelotas (UFPel).
Segundo seu Estatuto, trata-se de uma Fundação de Direito Público, dotada de
personalidade jurídica como órgão da Administração Federal Indireta, com autonomia
financeira, administrativa, didático-científica e disciplinar, de duração ilimitada, com sede e
foro jurídico no município de Pelotas, estado do Rio Grande do Sul, regendo-se pela
legislação federal do ensino, pelas demais leis que lhe forem atinentes, pelo Estatuto da
Fundação e pelo Regimento Geral.
Em 1991, a comunidade universitária, formada por estudantes, professoras/es e
técnico-administrativos/as em educação, produziu o primeiro Projeto Pedagógico da UFPel.
Este foi atualizado em 2003 e está disponível no seguinte endereço eletrônico:
[Link] A partir do PPI, em 2015,
foi constituído o Plano de Desenvolvimento Institucional – PDI da UFPEL. O PDI explicita
os compromissos coletivos e os esforços a serem feitos para, continuamente, aproximar a
Universidade existente daquela prevista em seu Projeto Pedagógico (PDI 2015).
A UFPel tem como missão: promover a formação integral e permanente da/o
profissional, construindo o conhecimento e a cultura, comprometidas/os com os valores da
vida com a construção e o progresso da sociedade. Sua visão institucional prevê o
reconhecimento como Universidade de referência pelo comprometimento com a formação
inovadora e empreendedora capaz de prestar à sociedade serviços de qualidade, com
dinamismo e criatividade.
A missão da Universidade será cumprida mediante o desenvolvimento simultâneo e
indissociável das atividades de ensino, pesquisa e extensão, com qualidade socialmente
referenciada. A UFPel ainda segundo seu Estatuto (1969), tem como objetivo fundamental,

5
a educação, o ensino, a pesquisa, a extensão e a formação profissional e pós-graduada em
nível universitário, assim como o desenvolvimento científico, tecnológico, filosófico e
artístico e a busca de inovação tecnológica, estruturando-se de modo a manter a sua
natureza orgânica, social e comunitária:
“a) Como instituição orgânica, assegurando perfeita integração e intercomunicação de seus
elementos constitutivos;
b) Como instituição social, pondo-se a serviço do desenvolvimento e das aspirações
coletivas;
c) Como instituição comunitária, contribuindo para o estabelecimento de condições de
convivência, segundo os princípios de liberdade, justiça e respeito aos direitos e demais
valores humanos." (UFPEL, 1969)
O órgão máximo da Universidade, com funções normativa, consultiva e
deliberativa, é o Conselho Universitário (CONSUN); as deliberações sobre as atividades de
ensino, pesquisa e extensão são da competência do Conselho Corrdenador do Ensino,
Pesquisa e Extensão (COCEPE), com funções consultiva, normativa e deliberativa; e o
órgão fiscalizador da gestão econômica financeira é o Conselho Diretor da Fundação
(CONDIR).
Sua estrutura organizacional também envolve as seguintes Pró-Reitorias: Pró-
Reitoria de Ensino, Pró-Reitoria de Extensão e Cultura, Pró-Reitoria de Pesquisa, Pós-
Graduação e Inovação, Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis, Pró-Reitoria de Gestão da
Informação e Comunicação, Pró-Reitoria Administrativa, Pró-Reitoria de Gestão de
Pessoas e Pró-Reitoria de Planejamento e Desenvolvimento. Há, ainda, as seguintes
comissões: Comissão de Ética (CE), Comissão Própria de Avaliação (CPA), Comissão
Permanente de Pessoal Docente (CPPD), Comissão Permanente de Processos
Administrativos Disciplinares (CPPAD) e CIS – Comissão Interna de Supervisão da
Carreira dos/as Servidores/as Técnico Administrativos/as (CIS).
As atividades que acontecem durante o ano letivo são apresentadas anualmente pelo
calendário acadêmico da Instituição.
Existem diferentes modalidades de ingresso na UFPel:
- Pelo Sistema de Seleção Unificada (SISU) do Ministério da Educação, por meio
do qual instituições públicas de ensino superior oferecem vagas a candidatos/as
participantes do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM);

6
- Na UFPel, o Vestibular é a forma de ingresso nos cursos à distância, que são
vinculados à Coordenação de Programas de Educação a Distância (CPED);
- Pelo Programa de Avaliação da Vida Escolar (PAVE), modalidade alternativa de
seleção para os cursos de graduação, constituindo-se em um processo gradual e sistemático,
que acontece ao longo do Ensino Médio (E. M.), alicerçado na integração entre a educação
básica e a superior, visando a melhoria da qualidade do ensino. Cabe destacar que, a partir
de 2017, a fixação do número de vagas para o PAVE é de até 20% do total disponível em
cada curso oferecido pela UFPel.
Além disso, a Resolução nº 15/2015, aprovada pelo Conselho Coordenador do
Ensino, da Pesquisa e da Extensão (COCEPE) da UFPel criou dez vagas especiais, voltadas
para estudantes provenientes de comunidades indígenas e quilombolas. A criação de vagas
específicas para quilombolas e indígenas está amparada pela lei 12.711 e pelo decreto 7824,
ambos de 2012, que permitem e incentivam os novos espaços de acesso para grupos cuja
possibilidade de ingresso na universidade é dificultada por diversas condições sociais e
culturais.
O Conselho Coordenador do Ensino, da Pesquisa e da Extensão – COCEPE, através
da Resolução 05/2016, estabeleceu critérios e procedimentos de seleção para ingresso em
cursos de graduação da UFPel nas modalidades Reopção, Reingresso, Transferência e
Portador de Diploma de Ensino Superior.
Atualmente, a UFPel oferece 98 cursos presenciais de graduação e 41 programas de
pós-graduação. Além dos cursos presenciais, a UFPel participa do programa do governo
federal “Universidade Aberta do Brasil (UAB)”, promovendo a modalidade de ensino de
educação à distância, o que possibilita o acesso à educação superior a um público ainda
maior.
A comunidade universitária é formada por 1313 docentes e 1364 técnicas/os
administrativas/os, o que contribuiu para que sejam atendidos mais de 18.000 estudantes,
formadas/os, 350 grupos de pesquisas certificados pelo CNPq, 5.037 projetos de pesquisa e
585 bolsistas cadastrados na instituição.
Pelotas é a maior cidade da Região Sul do Rio Grande do Sul - RS, e a terceira do
estado do RS em termos populacionais. A mencionada região é composta por 23
municípios, sendo estes: Aceguá, Amaral Ferrador, Arroio do Padre, Arroio Grande,
Candiota, Canguçu, Capão do Leão, Cerrito, Chuí, Herval, Jaguarão, Morro Redondo,

7
Pedras Altas, Pedro Osório, Pelotas, Pinheiro Machado, Piratini, Rio Grande, Santa Vitória
do Palmar, Santana da Boa Vista, São José do Norte, São Lourenço do Sul e Turuçu. De
acordo com o Instituto Técnico de Pesquisa e Assessoria - ITEPA (2014), essa região
também possui aproximadamente 900.000 habitantes.
A Região Sul é banhada pelo Oceano Atlântico e por rios e lagoas. Tem clima
temperado e faz parte do bioma pampa, caracterizado por campos e planícies. Pelotas situa-
se às margens do Canal São Gonçalo, que faz a ligação entre a Lagoa dos Patos e a Lagoa
Mirim. Está a 260 km de Porto Alegre, capital do estado, a 802 km de Buenos Aries capital
da República Argentina e a 620 km de Montevidéu, capital da República Oriental do
Uruguai. Conforme o plano diretor vigente no município (2008), a área urbana de Pelotas
está dividida em sete regiões administrativas urbanas e nove distritos rurais.
Segundo a EMATER, na região de Pelotas predomina a cultura do arroz irrigado,
seguido da pecuária de corte, leite, ovinocultura, fruticultura, atividade pesqueira e
hortigranjeiros. Também se destacam as culturas de milho, feijão, fumo, a industrialização
das frutas e a atuação das cooperativas de lacticínios. Cerca de 90% da área de pomares do
estado estão situados na região, com destaque para a produção de pêssego destinado à
indústria. Na produção agrícola, além do arroz, o fumo e a cebola constituem produtos
importantes. Na produção animal, a região se distingue com o rebanho de bovinos, equinos,
ovinos e caprinos. A região também produz 14% da lã do Estado.
Na indústria há os setores de agronegócios, têxtil, curtimento de couro, panificação,
vestuário, moveleiro e calçadista. Reflorestamento para produção de papel e celulose
apresenta-se como uma atividade econômica emergente na região. Ademais, o município é
grande centro comercial e de serviços.
Na área da educação, o município conta com cinco instituições de ensino superior:
Universidade Federal de Pelotas (UFPel), Universidade Católica de Pelotas (UCPel),
Instituto Federal Sul-rio-grandense (IFSUL), Anhanguera Educacional e Faculdade de
Tecnologia Senac-RS. Também possui três escolas técnicas: Escola Técnica Estadual João
XXIII, Escola Técnica Estadual Professora Sylvia Mello e o Conjunto Agrotécnico
Visconte da Graça (CAVG), chamado de Instituto Federal Sul-rio-grandense Campus
Visconde da Graça, vinculado ao IFSUL (antigo CEFET-RS).
Segundo dados do IBGE, em 2015 eram 12.208 estudantes matriculadas/os no
ensino médio em Pelotas. Em todo o estado do Rio Grande do Sul são mais de 384.939

8
matrículas no ensino médio. Para além deste potencial de estudantes que concluem o ensino
médio na cidade ou no estado do Rio Grande do Sul, potenciais candidatas/os a ingressar
nos diferentes cursos da UFPel, salienta-se que esse universo é bem maior, pois a
universidade recebe estudantes de todo país e também do exterior, devido à amplitude das
modalidades de ingresso na Instituição.

1.2. CURSO DE BACHARELADO EM ARQUEOLOGIA


[Link] de Identificação do Curso

QUADRO 2: DADOS DE IDENTIFICAÇÃO DO CURSO


Curso: Bacharelado em Arqueologia
Código: Classificação de Cursos de Graduação da CINE – 0222A01
Unidade: Instituto de Ciências Humanas ICH – UFPel
Endereço: Fone: + 55 53 3284.5523
R. Cel. Alberto Rosa, 154 -.Centro, Site:[Link]
Pelotas - RS, 96010-770 e-mail: secretariaich@[Link]
Diretor/a da Unidade: Prof. Dr. Sebastião Peres Gestão:
Vice-Diretora: Andréa Lacerda Bachettini 2018-2022
Coordenador/a do Colegiado: Gestão:
Gustavo Peretti Wagner 2019-2021
Número de Vagas do Curso: 28 Modalidade: presencial
Carga Horária Total: 2.535
Regime Acadêmico: semestral
horas
Tempo de Integralização:
Turno de Funcionamento: noturno Mínimo: 08 semestres
Máximo: 14 semestres
Titulação Conferida: Bacharel em Arqueologia
Ato de autorização do curso:
Parecer favorável do Conselho Coordenador do Ensino, da Pesquisa e da Extensão
(COCEPE) no dia 07 de Novembro de 2019 (processo UFPel 23110.041384/2019-97 –
COCEPE 0773835).
Parecer favorável do Conselho Universitério (CONSUN) no dia 08 de Novembro de 2019
(processo UFPel 23110.041384/2019-97 – CONSUN 0777928)
Formas de ingresso: SISU, PAVE, reopção, reingresso, transferência de outros cursos,
portadores de diploma, bem como abertura de vagas específicas às ações afirmativas.

9
1.2.2. Histórico e Contexto do Curso de Arqueologia

Como já foi dito, a UFPel foi criada em 1969, a partir de experiências anteriores da
então Universidade Federal Rural do Rio Grande do Sul (UFRGS), quando incorporou
cursos institucionalizados naquela universidade, baseados na agricultura e na pecuária da
região. Ao longo dos anos 1980, 1990 e 2000, a UFPel diversificou-se para outras áreas,
como as Ciências da Saúde, Ciências Humanas e Ciências Sociais Aplicadas. Atende a
muitas demandas locais, regionais e suprarregionais por meio de cursos de extensão,
graduação e pós-graduação. Sua abrangência não incide apenas sobre o extremo sul do
Brasil, pois projetou-se, também, para áreas fronteiriças com o Uruguai e a Argentina,
dentre outras. Atualmente, sobretudo depois da consolidação do SISU (Sistema de Seleção
Unificada), a UFPel vem acolhendo estudantes de várias regiões do Brasil e de outros
países, consolidando-se como instituição estratégica, principalmente, no âmbito do
MERCOSUL. Tornou-se polo da produção e disseminação de conhecimentos, além de
formar profissionais graduadas/os e pós-graduadas/os para o estado do Rio Grande do Sul,
de outras regiões do Brasil e de outros países. Sua comunidade universitária de estudantes
totaliza, hoje, 22 mil pessoas.
A área de arqueologia tem sido uma das protagonistas nesse processo de produção e
difusão de conhecimento, reconhecimento e visibilidade da UFPel. Sua atuação remonta,
pelo menos, a 2001, com a fundação, no Instituto de Ciências Humanas (ICH), do
Laboratório de Ensino e Pesquisa em Antropologia e Arqueologia (LEPAARQ). O ano de
2008, contudo, representou um marco para a área. Nesse ano foi criado, como já se
apontou, o Bacharelado em Antropologia daUFPel, com linhas de formação em
antropologia social e cultural, e arqueologia. Desde então, as pesquisas arqueológicas têm
se diversificado e incrementado. Elas vêm proporcionando interpretações sobre processos
históricos e antropológicos em contextos rurais e urbanos da região. Para tanto, têm
considerado as diferentes temporalidades, ações sociais, cosmologias, processos
diaspóricos e diversidade cultural regional e para além-fronteiras. Nossos estudos têm
apontado tanto para as várias formas de apropriação de espaços e de ações sociais, quanto
para os processos diaspóricos, definição de limites, permeabilidade, mobilidade e formas de
interação dos coletivos humanos que habitaram e habitam esta região de fronteira.

10
Outro marco institucional, ou quiçá corolário, de nossos estudos, foi a aprovação, na
CAPES, respectivamente em 2011 e 2015, dos cursos de mestrado e doutorado em
antropologia, com área de concentração em arqueologia. O grupo de arqueologia integrou
ambas as comissões que elaboraram os APCNs dos cursos de pós-graduação; no caso do
doutorado, a comissão compôs-se unicamente por arqueólogas/os. Registre-se, assim, que a
criação de um novo Bacharelado emArqueologia na UFPel seguirá a trajetória de
consolidadas redes de pesquisa e de formação de excelência de estudantes nos níveis de
graduação e pós-graduação. Tratar-se-á, portanto, deseguir pavimentando o caminho da
pesquisa, ensino e extensão em arqueologia, cujos impactos erelações já se fizeram e se
fazem sentir em contextos nacionais e internacionais.
Os cursos de graduação e pós-graduação em antropologia da UFPel apoiaram-se
institucional e epistemologicamente em tradições há muito existentes nas Américas.
Contribuíram e vem contribuindo para um movimento nacional de reaproximação
estratégica, oportuna e inovadorados campos clássicos de uma antropologia de tradição
holística. Ocorre que na maioria dospaíses americanos, como, por exemplo, Canadá,
Estados Unidos, México, Peru, Bolívia,Argentina e Uruguai, cursos de antropologia são
espaços onde, pelo menos desde meados doséculo XIX, atuam antropólogas/os sociais e
arqueólogas/os, além de linguistas e bioantropólogas/os. No Brasil, contudo, a proposta de
nossos cursos de graduação e pós-graduação é fato recente e seinsere no espírito de
renovação acadêmica. Atualmente, somado ao nosso Bacharelado em Antropologia com
linha de formação em arqueologia, há 14 cursos de graduação em arqueologia no país,
sendo que 12 deles institucionalizados em universidades federais e estaduais (UFS, FURG,
UFPI, UNIR, UFOPA,UFPE, UERJ, UEA, UNEB, UNIVASF, UFMG) e dois em
universidades privadas (PUC-GO,UNIMES). Os únicos cursos semelhantes ao nosso
Bacharelado da UFPel, que oferecem formação marcadamente antropológica em
arqueologia, são a UFMG, em nível de graduação epós-graduação, e a UFPA, em pós-
graduação.
Frise-se, nessa linha, que a criação de um Bacharelado em Arqueologia na UFPel não
estabelecerá ruptura na formação antropológica de estudantes. Seguirá fomentando
pesquisas, ensino e extensão com interface antropológica, dando continuidade às relações
entre arqueologia e antropologia organicamente estabelecidas na UFPel na graduação e
pós-graduação. Como se disse anteriormente, a necessidade de um novo Bacharelado em

11
Arqueologia advém da demanda legislativa de regulamentação profissional. A separação da
antropologia e da arqueologia em dois bacharelados não significará cisãoepistemológica,e
tampouco decréscimo de estudantes, pois a previsão é de 28 vagas anuaispara cada área.
Não redundará, também, em descontinuidade na positiva trajetória institucional de
articulação nacional e internacional da área de arqueologia na UFPel. Em ambos os casos,
os resultados até aqui auferidos são positivos e estimulantes. A procura de estudantes pela
área de arqueologia na UFPel tem sido ampla. Recebemos estudantes de Pelotas e região,
obviamente, mas também de outras unidades da Federação, como Bahia, Ceará,
Pernambuco, Amazonas, Pará, Mato Grosso do Sul, Goiás, Santa Catarina, Minas Gerais,
Rio de Janeiro e São Paulo. Temos, ainda, estudantes de outros países, como Venezuela e
Uruguai. De outro lado, o grupo da área de arqueologia tem destacada atuação nos demais
cursos de graduação e pós-graduação em arqueologia do país -o que pode ser facilmente
verificado na Plataforma Lattes do CNPq. Exemplifica esse destaque no cenário nacional o
fato de integrantes da área de arqueologia ocuparem postos de liderança na Sociedade de
Arqueologia Brasileira, na CAPES e no CNPq. Exemplifica-o, ainda, a mobilidade
acadêmica de nossas/os estudantes. Muitas/os egressas/os, devido formação angariada
conosco, ingressaram em outros programas de pós-graduação em arqueologia do Brasil.
No que refere à inserção internacional da área – e novamente pode-se constatá-lo na
PlataformaLattes do CNPq –, ela vai além da realização, até hoje, de dois pós-doutorados
no estrangeiro (com bolsas CNPq). Espraia-se na atuação do grupo de arqueologia como
professores visitantes e colaboradores em programas de pós-graduação em universidades
estrangeiras, a exemplo do Afro-Latin American Resarch Institute da Universidade de
Harvard, Universidade Estadual de Illinois, Universidade de Rennes II, Universidade de
Salamanca, Universidade de Exeter, Universidade Nacional de Trujillo, UDELAR e
Universidade de Buenos Aires. Projetos depesquisa coordenados pelo grupo de arqueologia
da UFPel possuem cooperação com colegas da Universidade Estadual de Illinois, do Afro-
Latin American Research Institute da Universidade deHarvard, da Universidade de Exeter,
da UDELAR e da Universidade de Buenos Aires. Aindanessa esteira de
internacionalização, desponta-se a colaboração, entre 2009 e 2017, com o departamento de
antropologia e arqueologia da Universidade de Buenos Aires, com projeto depesquisa
financiado pela modalidade fortalecimento da pós-graduação CAFP da CAPES. Destaca-se,
finalmente, a aprovação de bolsas para pesquisadores visitantes junto ao CNPq, as quais

12
oportunizaram a vinda de estudiosos renomados à UFPel. Os resultados dessas articulações
nacionais e internacionais se apresentam no alto número debolsas IC logradas pelo grupo
de arqueologia da UFPel, além de orientações diversas nagraduação e pós-graduação.
Revelam-se, ainda, no fato de que o grupo de arqueologia possui três bolsistas de
produtividade do CNPq, dois deles com bolsa 1D. Finalmente, notam-se na altaprodução de
artigos, livros e capítulos de livros, escritos em português, inglês e espanhol, pelogrupo de
arqueologia da UFPel. Parte considerável dessa produção publicou-se em revistas de estrato
superior e em capítulos de livros de referência para a área.

1.2.3. Legislação considerada no PPC

[Link]ção Federal. Brasília: Congresso Nacional, 1988.


BRASIL. DECRETO Nº 49.529 de 12 de Dezembro de 1960. Cria Universidade Rural do
Sul e dá outras providências.
BRASIL. DECRETO Nº 5.051/2004. Promulga a Convenção no 169 da Organização
Internacional do Trabalho - OIT sobre Povos Indígenas e Tribais. Brasília:
Presidência da República, 2003.
BRASIL. DECRETO Nº 6.040/2007. Versa sobre a Política Nacional de Desenvolvimento
Sustentável de Povos e Comunidades Tradicionais. Brasília: Presidência da
República, 2007.
BRASIL. DECRETO Nº 6.944 de 21 de agosto de 2009. Estabelece medidas
organizacionais para o aprimoramento da administração pública federal direta,
autárquica e fundacional, dispõe sobre normas gerais relativas a concursos públicos,
organiza sob a forma de sistema as atividades de organização e inovação
institucional do Governo Federal, e dá outras providências.
BRASIL. DECRETO Nº 60.731, de 19 de Maio de 1967. Transfere para o Ministério da
Educação e Cultura os órgãos de ensino do Ministério da Agricultura e dá outras
providências.
BRASIL. DECRETO Nº 7.824 de 11 de outubro de 2012. Regulamenta a Lei nº 12.711, de
29 de agosto de 2012, que dispõe sobre o ingresso nas universidades federais e nas
instituições federais de ensino técnico de nível médio.

13
BRASIL. DECRETO-LEI Nº 750 de 8 de agosto de 1969. Provê sobre a transformação da
Universidade Federal Rural do Rio Grande do Sul na Universidade Federal de
Pelotas (UFPEL), e dá outras providências.
BRASIL. DECRETO Nº 5.296 de 2 de dezembro de 2004 (Acessibilidade).
BRASIL. DECRETO Nº 5.626 de 22 de dezembro de 2005 (Libras).
BRASIL. RESOLUÇÃO CNE/CES Nº 2 de 18 de junho de 2007 (Dispõe sobre carga
horária mínima e procedimentos relativos à integralização e duração dos cursos de
graduação, bacharelados, na modalidade presencial).
BRASIL. LEI Nº 10.639/2003. Altera a Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que
estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, para incluir no currículo
oficial da Rede de Ensino a obrigatoriedade da temática "História e Cultura Afro-
Brasileira", e dá outras providências. Brasília: Presidência da República, 2003.
BRASIL. LEI Nº 10.861/2004 – Institui o Sistema Nacional de Avaliação da Educação
Superior – SINAES. Brasília: Presidência da República, 1996.
BRASIL. LEI Nº 11.645/2008. Altera a Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996,
modificada pela Lei nº.10.639, de 9 de janeiro de 2003, que estabelece as diretrizes
e bases da educação nacional, para incluir no currículo oficial da rede de ensino a
obrigatoriedade da temática “História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena. Brasília:
Presidência da República, 2008. BRASIL. Lei 13.005/2014 – Aprova o Plano
Nacional de Educação. Brasília: Presidência da República, 2014.
BRASIL. LEI Nº 11.788 de 25 de setembro de 2008. Dispõe sobre o estágio de estudantes.
Brasília, 2008. 6 p.
BRASIL. LEI Nº 12.711 de 29 de agosto de 2012. Dispõe sobre o ingresso nas
universidades federais e nas instituições federais de ensino técnico de nível médio e
dá outras providências.
BRASIL. LEI Nº 13.653/ 2018 - Dispõe sobre a regulamentação da profissão de
arqueólogo e dá outras providências. Brasília: Presidência da República, 2018.
BRASIL. LEI Nº 9.394/1996 – Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Brasília:
Presidência da República, 1996.
BRASIL. LEI Nº 9.795/1999. Dispõe sobre a Educação Ambiental. Institui a política
nacional de educação ambiental e dá outras providências. Brasília: Presidência da
República, 1996.

14
BRASIL. Orientação Normativa Nº 2, de 24 de junho de 2016. Estabelece orientação
sobre a aceitação de estagiários no âmbito da Administração Pública Federal direta,
autárquica e fundacional.
BRASIL. Portaria nº 1.134 de 10 de outubro de 2016. Revoga a Portaria MEC nº 4.059, de
10 de dezembro de 2004, e estabelece nova redação para o tema. MINISTÉRIO DA
EDUCAÇÃO.
BRASIL. Portaria Normativa nº 18 de 11 de outubro de 2012. Dispõe sobre a
implementação das reservas de vagas em instituições federais de ensino de que
tratam a Lei nº 12.711, de 29 de agosto de 2012, e o Decreto nº 7.824, de 11 de
outubro de 2012. MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO.
BRASIL. Resolução 01/2004 - CNE/CP - Institui Diretrizes Curriculares Nacionais para a
Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-
Brasileira e Africana, 2004. Brasília: Ministério da Educação/Conselho Nacional da
Educação/Conselho Pleno, 2004.
BRASIL. RESOLUÇÃO 01/2012 - CNE/CP - Estabelece Diretrizes Nacionais para a
Educação em Direitos Humanos. Brasília: Ministério da Educação/Conselho
Nacional da Educação/Conselho Pleno, 2004.
BRASIL. RESOLUÇÃO 02/2012 - CNE/CP- Estabelece as Diretrizes Curriculares
Nacionais para a Educação Ambiental. Brasília: Ministério da Educação/Conselho
Nacional da Educação/Conselho Pleno, 2004.
BRASIL. RESOLUÇÃO 07/2018 - CNE/CES- Estabelece as Diretrizes para a Extensão na
Educação Superior Brasileira e regimenta o disposto na Meta 12.7 da Lei nº
13.005/2014, que aprova o Plano Nacional de Educação PNE 2014-2024 e dá outras
providências. Brasília: Ministério da Educação/Conselho Nacional da
Educação/Conselho Pleno.
INSTITUTO TÉCNICO DE PESQUISA E ASSESSORIA. Banco de Dados Zona Sul.
Pelotas: Universidade Católica de Pelotas, 2014.
OIT/Organização Internacional do [Link]ÇÃO 169 sobre povos indígenas e
tribais. Brasília: OIT, 2011.
PREFEITURA MUNICIPAL DE PELOTAS. III Plano Diretor de Pelotas. 2008.
UFPEL. Diretrizes Para Elaboração De Projeto Pedagógico De Curso (PPC) da UFPel.
Pelotas, 2019.

15
UFPEL. Manual de Normas UFPel Para Trabalhos Acadêmicos de junho de 2019 acessável
em [Link]
UFPEL. Estatuto da Fundação Univeridade Federal de Pelotas. Pelotas, 1969.
UFPEL. Guia De Integralização Da Extensão Nos Currículos Dos Cursos De Graduação Da
Universidade Federal De Pelotas. Pelotas, 2019.
UFPEL. Instrução Normativa PRG/CEC 001/16. Pelotas, 2016.
UFPEL. Projeto Pedagógico Institucional – Pelotas, 2003.
UFPEL. Regimento Geral da Universidade – Pelotas, 1977. UFPel. Resolução Nº
29/2018/COCEPE/UFPEL – Regulamento do Ensino deGraduação – Pelotas, 2018.
UFPEL. Parecer Nº 492/2001/CNE/CES aprovado em 3 de abril de 2001. Aprova as
Diretrizes Curriculares Nacionais dos cursos de Arquivologia, Biblioteconomia,
Ciências Sociais - Antropologia, Ciência Política e Sociologia, Comunicação Social,
Filosofia, Geografia, História, Letras, Museologia e Serviço Social.
UFPEL. Parecer Nº 1.363/2001/CNE/CES aprovado em 12 de dezembro de 2001. Retifica
o Parecer CNE/CES n.º 492, de 3 de abril de 2001, que aprova as Diretrizes
Curriculares Nacionais dos cursos de Arquivologia, Biblioteconomia, Ciências
Sociais - Antropologia, Ciência Política e Sociologia, Comunicação Social,
Filosofia, Geografia, História, Letras, Museologia e Serviço Social.
UFPEL. Resolução Nº 17/2002/ CNE/CES aprovada em 13 de março de 2002. Estabelece
as Diretrizes Curriculares para os cursos de Ciências Sociais - Antropologia,
Ciência Política e Sociologia.
UFPEL. Resolução Nº 02/2006/COCEPE/UFPEL. Dispõe sobre o Tempo de Permanência
dos acadêmicos da UFPel.
UFPEL. Resolução Nº 03/2009/COCEPE/UFPEL. Normatiza os Estágios obrigatórios e
não obrigatórios, concedidos pela Universidade Federal de Pelotas.
UFPEL. Resolução Nº 04/2009/COCEPE/UFPEL. Normatiza os Estágios obrigatórios e
não obrigatórios realizados por alunos da UFPel, nos termos desta Resolução.
UFPEL. Resolução Nº 22/2018/COCEPE-UFPel aprovada em 19 de julho de 2018. Dispõe
sobre as diretrizes de funcionamento do Núcleo Docente Estruturante (NDE) dos
Cursos de Graduação da Universidade Federal de Pelotas.

16
UFPEL. Resolução Nº 10/2015/COCEPE/UFPEL. Dispõe sobre o Regulamento Geral dos
Programas Projetos de Ensino, Pesquisa e Extenção da Universidade Federal de
Pelotas – UFPel, e dá outras providências.
UFPEL. Resolução Nº 15/2015/COCEPE/UFPEL. Dispõe sobre a abertura de vagas
específicas em curso de graduação da UFPel (Estudantes indígenas e quilombolas).
Pelotas, 2015.
UFPEL. Resolução Nº 15/2015/CONSUN/UFPEL – Plano de Desenvolvimento
Institucional – Pelotas, 2015.
UFPEL. Resolução Nº 27/2017/COCEPE/UFPEL. Aprova indicadores de qualidade para os
projetos, programas e atividades de ensino a distância. Pelotas, 2017.
UFPEL. Resolução Nº 29/2018/COCEPE/UFPEL –Dispõe sobre o Regulamento Geral dos
Programas e Projetos de Ensino, Pesquisa e Extensão Da Universidade Federal De
Pelotas e dá outras providências. Pelotas, 2018.
UFPEL. Resolução Nº 42/2018/COCEPE/UFPEL. Dispõe sobre o Regulamento da
curricularização das atividades de extensão nos cursos de Graduação da
Universidade Federal de Pelotas - UFPEL e dá outras providências. Pelotas, 2018.
UNESCO. Convenção relativa à Luta contra a Discriminação no campo do Ensino. Paris,
1960.

2. ORGANIZAÇÃO DIDÁTICO-PEDAGÓGICA

2.1. PRESSUPOSTOS E ESTRUTURA DO PPC

A estrutura curricular do Bacharelado em Arqueologia atende o Art. 124 do


Regulamento do Ensino de Graduação da UFPel, abrangendo as três dimensões formativas
indicadas para a integralização curricular. Na ausência de Diretriz Curricular Nacional
específica para a Arqueologia, nossa proposta acompanha os Diretrizes Curriculares para os
Cursos de Graduação em Ciências Sociais – Antropologia, Ciência Política, Socieologia e
História, de forma a incluir Antropologia e Pré-História em seus temas abordados.
O desenho da grade curricular resulta de intenso trabalho interno da Comissão de
Criação do Curso e também de trabalho do coletivo de discentes e do Diretório Acadêmico

17
de Antropologia e Arqueologia (DAANT), TAE’s e docentes. Chegou-se, assim, a um bom
termo entre os desejos, as necessidades e as possibilidades de elaboração da nova grade
curricular. Por meio de Reuniões Abertas convergiram-se ideias e fomentaram-se as
discussões que conduziram a elaboração de nossa proposta. Nossos trabalhos se moveram
no sentido de criar uma grade curricular que contemplasse os anseios da comunidade
discente e docente e que, ao mesmo tempo, evitasse gerar necessidade de infraestrutura,
quadro de pessoal docente ou técnico-administrativo maiores. Também é de vital
importância celebrar a participação discente nesse processo. Muito além de apenas seguir a
legislação que sugere a participação de toda a comunidade, essa experiência provou que
sem a voz destas pessoas não teríamos percebido as mazelas da grade curricular, tampouco
a oportunidades de sanar, na medida do possível, determinados anseios.

[Link]ÍTICAS INSTITUCIONAIS NO ÂMBITO DO CURSO

As propostas deste Projeto Pedagógico também estão alinhadas ao Projeto Pedagógico


Institucional (PPI - elaborado em 1991 e atualizado em 2003) e ao Plano de
Desenvolvimento Institucional (PDI – elaborado em 2015) da Universidade Federal de
Pelotas, que indicam o compromisso com a formação de profissionais críticas/os,
criativas/os, autônomas/os, transformadoras/es e responsáveis, assim como a
indissociabilidade entre Ensino, Extensão e Pesquisa que promove a permanente atenção
aos interesses da coletividade e da Região. Este Projeto está comprometido com um
ENSINO que favoreça uma formação ampla e que garanta uma educação comprometida
com a transformação social, a valorização do meio ambiente, a responsabilidade ética e o
pensamento crítico; com atividades de PESQUISA que garantam um ensino atualizado,
associado ao desenvolvimento da prática profissional e a produção do conhecimento; e com
uma prática da EXTENSÃO que garanta o compromisso social da pesquisa e ensino,
promovendo a integração transformadora com a sociedade de modo a contribuir com os
interesses e desafios coletivos.

18
2.3. CONCEPÇÃO DO CURSO

Como já foi dito, nosso Bacharelado em Arqueologia não representará ruptura


epistemológica com a antropologia. Ao contrário, nosso curso terá feição antropológica,
atinente aos debates contemporâneos em voga. Nesse quesito, deve-se pontuar, uma vez
mais, que a experiência concretizada na UFPel, na graduação e pós-graduação, é pioneira
na articulação entre os campos da antropologia social e cultural e da arqueologia no país.
Com a criação do Bacharelado em Arqueologia, daremos sequência a essa imbricação nos
termos do que se vem conceituando como virada ontológica. Em síntese (lembrando-se que
todas as sínteses simplificam as diferenças e nuances de quaisquer debates), três enunciados
são acionados nessa discussão: as experiências materiais e humanas são inelidíveis e
possuem múltiplos e recursivos efeitos; 2) as coisas (objetos, artefatos, paisagens) são
capazes de ação social; não são meros sócio-transmissores ou epifenômenos das
sociedades; 3) o modelo hilomórfico, fundado na dualidade entre forma e matéria, não dá
conta da perpetuidade dos processos de formação de materiais; as coisas se emaranham
continuamente.
Acionar esses enunciados implica que nossa forma de pesquisar e ensinar arqueologia
é feita em consonância com os anseios e interesses de comunidades vivas. Não fazemos
arqueologia dos mortos, e tampouco estudamos o passado pelo passado. Trata-se, sempre,
de uma arqueologia centrada no presente, à medida que nossos estudos consideram duas
questões básicas: a) o passado é um artefato herdado pelos vivos, afetando estruturas
sociais, comportamentos, sensibilidades e interesses políticos contemporâneos; b) tantos
humanos quanto as coisas possuem ação social, estruturando os processos de continuidade
e transformação das sociedades. Daí o perfil antropológico de nosso Bacharelado em
Arqueologia. Seu horizonte de pesquisa, ensino e extensão norteia-se pelo trabalho com
comunidades do presente.
Esse gênero de arqueologia acerca-se de três temas principais: materialidade,
multitemporalidade e ética. A noção de materialidade é central para a confecção de
narrativas focadas no tempo das coisas e das cosmologias das comunidades passadas e
presentes, antes do que numa estrutura temporal herdada da história, da geologia e da física,
de direção unilinear e newtoniana. A multitemporalidade, por seu turno, pulsa no coração
da modernidade. Ela é entendida como fenômeno heterogêneo no qual múltiplas, e

19
frequentemente incompatíveis, formas de pensar o tempo se chocam, ou porventura se
unem, ditando diferentes regimes temporais num mesmo contexto. Não se trata, portanto,
do tempo homogêneo da modernidade, newtoniano, motorizado pela aceleração teleológica
em direção ao progresso. A multitemporalidade borra as fronteiras artificiais entre presente
e passado. Estruturas sociais, paisagens e coisas do passado são apropriadas, pensadas e
vividas de forma plural pelas comunidades do presente, configurando cosmologias e
cosmopolíticas diversas. Finalmente, a questão ética. Uma vez que a fronteira entre passado
e presente é borrada, a arqueologia realça as distintas temporalidades políticas, ou
cosmopolíticas, da modernidade. Ao fazê-lo, traz à baila discussões sobre justiça social e
reparações indígenas, afrodescendentes e de comunidades subalternizadas, salientando
sempre as práticas locais de construção da memória e desenvolvendo narrativas
antirracistas.
Assim é que a concepção de nosso bacharelado, além de ativar práticas de pesquisa
focadas em mapeamentos de sítios arqueológicos, prospecção e escavação, aplica os três
temas acima discutidos por meio de abordagens antropológicas. Concretizamo-lo,
principalmente, valendo-nos de métodos proporcionados pela arqueologia etnográfica. A
inquietação primordial de nosso curso é encontrar caminhos, com a participação das
comunidades, para o engajamento com os fenômenos sociomateriais e, consequentemente,
pensar alternativas possíveis para os problemas sociais, políticos, econômicos e ecológicos
da contemporaneidade, todos eles relativos ao atual período caracterizado como
antropoceno. Essa dimensão torna nossa disciplina socialmente relevante, e é exatamente
essa coordenada que configurará a curricularização de nossos projetosde extensão.

2.4. JUSTIFICATIVA DO CURSO

A necessidade de um curso de Bacharelado em Arqueologia deve-se,


fundamentalmente, à regulamentação da profissão de arqueóloga/o pela Lei 13.653,
sancionada pela Presidência da República em 18 de abril de 2018. O artigo 2 dessa lei, em
seu inciso I, dispõe que a profissão de arqueologia é conferida exclusivamente aos
“diplomados em bacharelado em arqueologia por escolas oficiais reconhecidas pelo
Ministério da Educação” (MEC), ou por aquelas/es diplomadas/os em escolas estrangeiras,
20
desde que seus diplomas sejam devidamente revalidados no Brasil. A lei estipula ainda, no
inciso III do artigo 2, o direito ao exercício da profissão às pessoas pós-graduadas por
escolas reconhecidas pelo MEC, com área de concentração em arqueologia, com
dissertação de mestrado ou tese de doutorado em arqueologia.
Há, na UFPel, um Bacharelado em Antropologia, cujo projeto pedagógico foi aprovado
pelo COCEPE em 2008 (processo no 23110.003054/2008-41). Em vigência desde agosto
de 2008, esse bacharelado conta com duas linhas de formação: antropologia social e
cultural, e
arqueologia. Após três semestres de disciplinas comuns, os estudantes, a partir do quarto
semestre de ingresso no curso, optam por uma das linhas de formação. Àquelas/es que
optam
pela linha de formação em arqueologia, contudo, a Lei 13.653 não outorga o exercício da
profissão, uma vez que seu inciso I exige diplomas de bacharelado em arqueologia.
Clarifiquemos ainda mais: os diplomas de estudantes que optaram pela linha de formação
em
arqueologia não lhes facultam o direito de exercer a profissão porque são tituladas/os,
exclusivamente, como Bacharéis em Antropologia, não sendo contempladas/os, portanto,
pela Lei 13.653 de 18 de abril de 2018.
A criação do Bacharelado em Arqueologia, portanto, surge da adequação de uma
carreira atualmente oferecida pela UFPel aos moldes da lei que regulamenta a profissão no
Brasil. Entretanto, ademais dessa adequação legislativa, há diversas outras razões que
justificam o curso de Arqueologia na UFPel. Todas elas se legitimam nos contextos
regional, nacional e internacional expostos no item 1.2.2 deste PPC.

2.5. OBJETIVOS DO CURSO

Objetivo geral:
- Formar profissionais aptos a desenvolver estudos e atividades relacionadas a
Arqueologia. O Curso de Bacharelado em Arqueologia compromete-se a promover
ENSINO de formação ampla e que garanta uma educação engajada com a transformação
social, a valorização do patrimônio cultural e do meio ambiente, com responsabilidade ética

21
e pensamento crítico. Da mesma forma, promover atividades de PESQUISA que garantam
um ensino atualizado, associado ao desenvolvimento da prática profissional e a produção
do conhecimento. Finalmente, as práticas de EXTENSÃO se voltam ao compromisso social
da pesquisa e ensino, e à integração transformadora da sociedade de modo a contribuir com
os interesses e desafios coletivos.

Objetivos específicos:
1. viabilizar a realização de estudos sobre processos antropológicos e históricos em
contextosarqueológicos diversos, ligados sobretudo à arqueologia indígena e
arqueologia dadiáspora africana, considerando-se suas relações com comunidades
do presente, suas multi-temporalidades e cosmopolíticas;
2. pesquisar as formas de apropriação dos espaços por diversos coletivos, no passado e
nopresente, em diferentes temporalidades;
3. caracterizar os contextos, formas de interação e relações de poder entre diferentes
coletivos;
4. pesquisar os limites e permeabilidades entre coletivos diversos e suas relações com
objetos, cosmologias e cosmopolíticas;
5. desenvolver estudos arqueológicos focados na sociomaterialidade, cosmologias e
cosmopolíticas em dimensões que variarão do local ao global;
6. seguir a consolidação dos laboratórios, grupos e núcleos de pesquisa em arqueologia
existentes na UFPel, com vistas a ampliar suas potencialidades e conformar novos
patamares de estudos nessas áreas, nacional e internacionalmente.

2.6. PERFIL DO EGRESSO

A/o Bacharel em Arqueologia deverá:


● estar capacitada/o ao exercício do trabalho com pleno domínio da natureza do
conhecimento científico e das práticas essenciais de sua produção e difusão, estando
em condições de suprir demandas relativas ao seu campo de conhecimento;
● estar apta/o a atuar em ensino, pesquisa e extensão, bem como no atual mercado de
trabalho através de assessorias e consultorias, para salvamentos arqueológicos em

22
cumprimento a Constituição Federal e das Leis de Proteção ao Patrimônio Cultural
e Ambiental;
● possuir senso crítico da conjuntura econômica, social, política e cultural da região
onde atua, preparada/o para gerenciar diferentes projetos de pesquisa;
● conhecer teorias, técnicas de campo e laboratoriais aplicadas no conhecimento
arqueológico, assim como a legislação pertinente.

2.7. COMPETÊNCIAS E HABILIDADES

O Bacharelado em Arqueologia visa a proporcionar formação de alto nível para atuar


em instituições públicas e privadas. O curso propõe-se a oferecer uma formação holística
que forme pesquisadoras/es, seja na área acadêmica ou não acadêmica, capazes de atuar em
planejamento, educação, consultoria, formação e assessoria junto a instituições públicas,
empresas privadas, organizações não-governamentais, movimentos sociais, partidos
políticos e outros. Além disso, o curso objetiva proporcionar a discentes, no decorrer de sua
formação, os seguintes aportes:

1. conhecimento da bibliografia teórica e metodológica;


2. destreza na comunicação escrita e oral, através de expressão clara, argumentação
lógica e coerente;
3. competência na articulação entre teoria, pesquisa e prática social;
4. capacidade analítica;
5. autonomia intelectual;
6. capacidade de diálogo e ação interdisciplinares;
7. iniciativa para a participação de acordos, parcerias e intercâmbios com entidades e
instituições de ensino e pesquisa nacionais e estrangeiras;
8. engajamento político e habilidade para interagir com coletividades, visando seu
reconhecimento, promoção e desenvolvimento sustentável;
9. capacidade para realizar mapeamento de sítios arqueológicos, prospecção e
escavação;
10. capacidade de análise e interpretação de vestígios arqueológicos recuperados em
escavações;

23
11. capacidade para realizar etnografias arqueológicas;
12. capacidade para conceber planos de gestão e conservação de acervos
arqueológicos,museus e parques históricos/arqueológicos;
13. competência na utilização da informática aplicada à utilização de ferramentas
gerenciais e analíticas de dados arqueológicos: produção de mapas em sistema
geográfico, modelagem 3D, manuseio de banco de dados SIG;

3. ORGANIZAÇÃO CURRICULAR

3.1. ESTRUTURA CURRICULAR

O Bacharelado em Arqueologia terá seus três semestres iniciais com disciplinas


antropológicas, gerando uma grade semelhante. Neste teor, por exemplo, no quarto
semestre os estudantes cursarão duas disciplinas com forte carga antropológica: patrimônio
cultural e mitologia e ritual. Ambas são centrais aos nossos propósitos de pesquisa, ensino
e extensão, pois subsidiam reflexões e práticas para uma arqueologia do presente,
socialmente relevante, voltada ao engajamento comunitário e compreensão acurada de
cosmologias e cosmopolíticas.
Em síntese, durante os três primeiros semestres, as/os estudantes dedicar-se-ão ao
aprendizado e discussão de disciplinas em teoria arqueológica e antropológica, bem como
disciplinas teóricas de base em ciências sociais e pensamento histórico. Haverá nesses três
primeiros semestres, ainda, a oferta de disciplinas mais especializadas da área de
arqueologia, preparando as/os estudantes, desde os semestres iniciais, para as
especificidades das disciplinas arqueológicas. Tais são elas: prática de campo 1;
arqueologia indígena brasileira 1; arqueologia histórica.
O Bacharelado em Arqueologia tratará de forma holística, ou circular, a pesquisa, o
ensino e a extensão. Daí a curricularização da extensão iniciar-se desde os primeiros
semestres de formação. Isso favorecerá, para as/os discentes de arqueologia, a imersão
comunitária já nos primeiros semestres. Eis as disciplinas que contarão com 1 crédito de
extensão em suas práticas de ensino: introdução à arqueologia (primeiro semestre);
etnologia ameríndia I (segundo semestre), teoria arqueológica 3 (terceiro semestre),
etnologia afro-americana 1, (terceiro semestre), patrimônio cultural (quarto semestre).

24
Ainda no que se refere à curricularização da extensão, oferecer-se-á, no quarto semestre do
curso, uma disciplina específica, de 4 créditos, inteiramente dedicada ao trabalho
comunitário. Nomeamos essa disciplina como arqueologia extensionista. Outra disciplina
com 1 crédito de extensão oferecer-se-á no quinto semestre: arqueologia, comunidades e
etnografia.
A partir do quarto semestre, o Bacharelado em Arqueologia ofertará disciplinas de
cunho diverso, relativas, obviamente, à formação da área. Todas elas se constituem no
rompimento do dualismo entre humanos e objetos, tendo como norte os temas descritos no
item II dessa proposta: materialidade, multi-temporalidade e ética.
No sexto e sétimo semestres, sobretudo no sétimo, serão cursadas disciplinas optativas.
Essa concentração de optativas no final da formação dedica-se a instrumentalizar as/os
discentes na elaboração de seus Trabalhos de Conclusão de Curso. Após a formação teórica
básica e englobante oferecida nos três primeiros semestres e a relativa imersão em temas
próprios ao campo da Arqueologia, oferecida entre o quarto e o sexto semestre, as/os
discentes já terão tido a oportunidade de escolher o tema ou subcampo da disciplina que
mais lhe interessa para a elaboração do TCC. Desse modo, as disciplinas optativas têm por
função propiciar o estudo e a discussão de temas particulares, bem como a formação livre
(disposta nas diretrizes curriculares para os cursos de graduação em ciências humanas) que
serão tratados em maior detalhe em suas monografias de conclusão.
Destaquemos que as práticas extensionistas serão calcadas no ensino e em
arqueologia etnográfica. Tal método, permite a compreensão das materialidades,
cosmologias e cosmopolíticas locais, abrindo o caminho de ações em prol de justiça social
e de políticas reparatórias. Numa palavra, nosso trabalho extensionista invoca a arqueologia
como ação sociopolítica. As atividades serão promovidas através de conjunto de projetos
articulado no Programa de Extensão do Bacharelado em Arqueologia (código Cobalto
133), cujas ações (cursos, eventos, prestação de serviços, etc.), de caráter educativo, social,
cultural, científico ou tecnológico, desenvolvidas de forma processual contínua, integrarão
o ensino, a pesquisa e a prática da disciplina em interação extra-muros. Naquelas disciplias
ofertadas pelo Curso de Antropologia as ações de extensão estarão circunscritas aos
projetos que compõem o Programa do Bacharelado em Antropologia (Código Cobalto
147). Ações pedagógicas de caráter teórico e/ou prático, presencial ou à distância, serão
planejadas e organizada de modo sistemático, com carga horária diposta em horas, com

25
critérios definidos de avaliação e certificação, atendendo às diretrizes de extensão. Ações
que implicam a apresentação e/ou exibição pública, aberta ou com clientela específica do
conhecimento ou produto cultural, artístico, esportivo, científico ou tecnológico
desenvolvido, conservado ou reconhecido pela UFPel, atendendo às diretrizes de extensão.
A extensão também envolve a possibilidade de criação de estudos na resolução de
problemas dos meios profissional ou social, como o desenvolvimento de novas abordagens
pedagógicas e de pesquisa e com o compartilhamento de conhecimentos e de tecnologias à
sociedade, realizados por docentes/técnicas/os, com a possibilidade de participação
orientada de estudantes comprometidas/os com o Projeto Político Pedagógico de
Arqueologia.
Destacamos, ainda, que nosso desenho curricular se baseia em Resoluções e Leis
federais que regulamentam o ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e
Indígena,Direitos Humanos e Educação Ambiental pelos sistemas de ensino e suas
instituições no Brasil (Leis 10.639/2003, 13.653/ 2018, 11.645/2008, 9.795/1999; Decretos
5.051/2004, 6.040/2007; Resoluções MEC/CNE/CP 01/2004, 01/2012, 02/2012 e 07/2018).
Estes são temas de ampla dispersão na arqueologia hoje em prática no Brasil, que podem
ser observados nos projetos em voga dos docentes da área de arqueologia. Atendendo a
essa legislação específica, reiteramos nosso compromisso com a educação crítica, plural,
democrática e antirracista. Atualmente, todas/os as/os docentes da área de arqueologia têm
atuação direta dirigida a povos originários ou ancestrais e/ou em contextos de conflito
socioambiental e/ou direitos humanos potencialmente ameaçados.
A abordagem de conteúdos pertinentes à História e Cultura Afro-Brasileira e
Africana no Projeto Político Pedagógico da Arqueologia está vinculada as determinações
do Conselho Nacional de Educação (CNE), que tratam da diversidade e dos direitos a
inclusão no currículo de formação dos bacharéis em arqueologia (Resolução nº 01/2004 -
CNE/CP; Resolução nº 01/2012 - CNE/CP; Resolução nº 02/2012 - CNE/CP). Com base
na Convenção da UNESCO de 1960, na Convenção nº 169 da Organização Internacional
do Trabalho (OIT), na Constituição Federal de 1988, na Lei nº 11.645 (de 10 de março de
2008), na Lei nº 10.639/03-MEC, na Lei nº 12.711 (de 29 de agosto de 2012), no Decreto
nº 7.824 (de 11 de outubro de 2012), na Portaria Normativa MEC nº 18 (de 11 de outubro
de 2012), no Decreto Nº 6.944 (de 21 de agosto de 2009), no Decreto n° 6.040/2007 (que
versa da Política Nacional de Desenvolvimento Sustentável de Povos e Comunidades

26
Tradicionais), em consonância com os esforços empreendidos para se efetivar a condição
de um Estado democrático de direito com ênfase na cidadania e na dignidade da pessoa
humana, o curso de Bacharelado em Arqueologia visa a contribuir na construção e na
formação da sociedade brasileira e latino-americana.
Isso será feito, por um lado, estabelecendo diretrizes teóricas e metodológicas para
confrontar posturas subjetivas e objetivas de preconceito, racismo e discriminação às
pessoas afro-descendentes, negras, indígenas e de coletivos tradicionais, que,
historicamente, enfrentaram e enfrentam dificuldades para o acesso aos direitos básicos
(saúde, educação, trabalho e moradia) na sociedade nacional. De outro, valorizará,
divulgará e respeitará os processos históricos de resistência negra e indígena,
desencadeados contemporaneamente por negros e descendentes de africanos escravizados
no Brasil e por índigenas e descendentes, ambos coletivos desterritorializados
individualmente e coletivamente de seus territórios. A partir dessa diretriz geral, o
Bacharelado em Arqueologia a estimulará a formação de valores, hábitos e
comportamentos em suas/seus estudantes que respeitem as diferenças e as características
próprias desses coletivos e minorias, bem como, as relações dessas pessoas com a ordem
não humana (por exemplo, animais, vegetais, minerais), sobre-humana (espiritualidade,
divindade, seres celestiais) e agências do Estado-nação. Por fim, o corpo docente, discente
e técnico se empenhará no esforço a ser empreendido pelo Estado para a adoção de
políticas públicas justas, combate ao racismo, promoção da igualdade de oportunidades
entre os diferentes grupos étnicos, política de ações afirmativas, valorização do patrimônio
histórico-cultural afro-ameríndio e promoção da cidadania. Três disciplinas obrigatórias
que atenderão a estas demandas são: Etnologia Afro-americana I, Arqueologia Histórica I e
Arqueologia da Diáspora Africana, bem como as disciplinas optativas nomeadas como
Seminário de Arqueologia (I, II, III, IV e V).
O tema Direitos Humanos perpassa o Projeto Político Pedagógico, sendo transversal
a várias disciplinas. Está presente, por exemplo, nas disciplinas de Etnologia Ameríndia,
Etnologia Afro-Americana (originárias do PPC do Bacharelado em Antropologia) bem
como Arqueologia da Diáspora Africana, por abordarem diretamente a presença, na nossa
sociedade, de alteridades historicamente excluídas dos projetos hegemônicos de nação. Está
presente ainda, nas discussões sobre patrimônio cultural, uma vez que os direitos culturais
também constituem o sistema internacional de direitos humanos, discussões estas que são

27
contempladas, dentre outras, na disciplina de Patrimônio Cultural. As discussões sobre
direitos humanos e as responsabilidades éticas do exercício profissional, articuladas
diretamente à atuação com vistas à garantia de direitos coletivos, estão contempladas nas
disciplinas de Arqueologia, comunidades e etnografia e Campo de Trabalho em
Arqueologia.
A Constituição Brasileira (1988), no Capítulo VI – Do Meio Ambiente, Artigo 225,
refere que “Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso
comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao poder público e à
coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações.” Para
assegurar o cumprimento desse direito, no referido Artículo, inciso VI, explicita:
“promover a educação ambiental em todos os níveis de ensino e a conscientização pública
para a preservação do meio ambiente”. É a partir desse momento, que a temática específica
da Educação ambiental no Brasil começa a ter seu espaço próprio. Em 25 de junho de 2002,
através do Decreto Nº 4.281 é regulamentada a Política Nacional de Educação Ambiental
(Lei Federal No 9.795 de 27 de abril de 1999). A mesma estabelece no seu Art. 2 que “A
educação ambiental é um componente essencial e permanente da educação nacional,
devendo estar presente, de forma articulada, em todos os níveis e modalidades do processo
educativo, em caráter formal e não-formal”. Já no Artigo 10 refere que “A educação
ambiental será desenvolvida como uma prática educativa integrada, contínua e permanente
em todos os níveis e modalidades do ensino formal.” No mesmo Artigo destaca que “A
educação ambiental não deve ser implantada como disciplina específica no currículo de
ensino”.
A Resolução Nº 2, de 15 de junho de 2012 do Ministério da Educação/ Conselho
Nacional de Educação estabelece as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação
Ambiental no sistema educativo no Brasil. O referido documento, no seu Artigo 15
determina que: “O planejamento dos currículos deve considerar os níveis dos cursos, as
idades e especificidades das fases, etapas, modalidades e da diversidade sociocultural dos
estudantes, bem como de suas comunidades de vida, dos biomas e dos territórios em que se
situam as instituições educacionais”. Também expressa que: "O tratamento pedagógico do
currículo deve ser diversificado, permitindo reconhecer e valorizar a pluralidade e as
diferenças individuais, sociais, étnicas e culturais das/os estudantes, promovendo valores de
cooperação, de relações solidárias e de respeito ao meio ambiente”. Por outra parte no seu

28
Artigo 16 descreve as distintas modalidades de inclusão da Educação Ambiental nas
instituições educativas, a saber: “A inserção dos conhecimentos concernentes à Educação
Ambiental nos currículos da Educação Básica e da Educação Superior pode ocorrer: I - pela
transversalidade, mediante temas relacionados com o meio ambiente e a sustentabilidade
socioambiental; II - como conteúdo dos componentes já constantes do currículo; III - pela
combinação de transversalidade e de tratamento nos componentes curriculares.
O Curso de Arqueologia contempla a inserção da Educação ambiental, mediante as
três estratégias propostas pela referida Resolução. São diversas as disciplinas do Curso que
dialogam de forma transversal com as temáticas ambientais e o desenvolvimento
socioambiental e as disciplinas que contemplam especificamente estes aspectos. Há um
conjunto das disciplinas que apresentam no seu Plano de Ensino temáticas pertencentes ao
universo da Educação Ambiental. As disciplinas Mitologia e Ritual, Arqueologia Indígena
Brasileira I e II, bem como Campo de Trabalho em Arqueologia têm como objetivos expor
algumas das perspectivas teóricas por meio das quais o debate sobre a relação sociedade-
natureza se apresenta para as ciências sociais; refletir sobre as distintas formas de
percepção e apropriação da natureza, de acordo com a multiplicidade de lógicas culturais;
debater sobre o campo ambiental na sociedade contemporânea e seus conflitos a partir de
perspectivas arqueológica e antropológica; discutir sobre a relação entre saberes
tradicionais, biodiversidade e sociedade de risco. Objetivos atingidos através das relações
sociedade-natureza; a diversidade de perspectivas preservacionistas; o campo ambiental,
suas problemáticas e conflitos; a relação entre novas tecnologias e saberes tradicionais;
problemática ambiental e sociedade de risco.
Estão contempladas também, no âmbito da Pesquisa e da Extensão, atividades
relacionadas com as problemáticas socioambientais e o desenvolvimento sustentável, em
concordância com a conceituação da Educação Ambiental expressa na Política Nacional de
Educação Ambiental, a saber: "Entendem-se por educação ambiental os processos por meio
dos quais o indivíduo e a coletividade constroem valores sociais, conhecimentos,
habilidades, atitudes e competências voltadas para a conservação do meio ambiente, bem de
uso comum do povo, essencial à sadia qualidade de vida e sua sustentabilidade." (Lei nº
9795/1999, Art 1º). Uma das estratégias empregada é através das atividades de trabalho de
campo das distintas disciplinas, onde tanto as pessoas como os recursos naturais são
tratados como elementos de fundamental protagonismo, na busca da melhoria de vida das

29
populações sem comprometer a sustentabilidade dos distintos ambientes naturais. Outras
atividades, como podem ser as de pesquisa, ensino e extensão nos distintos laboratórios
contemplam também aspectos socioambientais nas suas práxis do dia a dia.
Finalmente, cumpre notar que a dinâmica do curso é presencial e contempla em sua
grande maioria sendo permitido, conforme a legislação vigente, desenvolver 20% de suas
atividades de formação e avaliação à distância, através de sistemas oferecidos pela
instituição para tanto, tendo em vista as diretrizes apontadas pela Resolução COCEPE
n°27/2017, que aprova os indicadores de qualidade para os projetos, programas e atividades
de ensino à distância.

3.2. TABELA SÍNTESE – ESTRUTURA CURRICULAR

TABELA 1: TABELA SÍNTESE PARA A INTEGRALIZAÇÃO CURRICULAR


FORMAÇÃO Créditos H/A H/R
A) Formação específica (estudos de formação geral e de aprofundamento e diversificação
das áreas específicas e interdisciplinares)
Disciplinas obrigatórias (inclui 150 horas de prática em 120 2.160 1800
extensão)
Disciplinas optativas 24 432 360
Estágio curricular obrigatório _ _ _
TCC 8 144 120
Soma 152 2.736 2.280
B) Formação complementar (ou estudos integradores, para cursos de licenciatura)
Atividades complementares de ensino, pesquisa e 17 306 255
extensão
C) Formação em Extensão (exceto as já computadas nas formações anteriores realizadas
por todos os alunos)
Atividades Curriculares em Extensão (ACE – inseridas
em Atividades Complementares, mas não contabilizadas _ _ _
na linha anterior)
TOTAL 169 3.042 2.535

30
3.3. MATRIZ CURRICULAR
QUADRO 3: MATRIZ CURRICULAR
ESTRUTURA ORGANIZACIONAL DO CURSO DE GRADUAÇÃO EM
ARQUEOLOGIA
Carga horária total do Curso: 2.535
Carga horária de Formação específica: 2.280
Carga horária de Formação complementar: 255
Carga horária em Extensão (exceto as já computadas nas formações anteriores realizadas por
todos os alunos): 150

31
1º SEMESTRE
Depto
Componente CH
Código ou Cr T E P EAD EXT Pré-Requisito
curricular (h)
Unidade
Introdução à
10910014 DAA 4 4 60
Antropologia
Introdução a
NOVO DAA 4 3 1 60
Arqueologia
Teoria Arqueológica
NOVO DAA 4 4 60
1
Fundamentos da
10900047 DH 4 4 60
História
06560020 DESP Sociologia I 4 4 60
Total 20 300

2º SEMESTRE
o
Dept
Componente CH
Código ou Cr T E P EAD EXT Pré-Requisito
curricular (h)
Unidade
Teoria Antropológica
10910019 DAA 4 4 60 10910014
I
Teoria Antropológica
10910020 DAA 4 4 60 10910014
II
Etnologia Ameríndia
10910011 DAA 4 3 1 60
I
Teoria Arqueológica
NOVO DAA 4 4 60
2
Arqueologia
10910036 DAA 4 4 60
Histórica I
10910037 DAA Prática de Campo I 4 4 60
Total 24 360

32
3º SEMESTRE
Depto
Componente CH
Código ou Cr T E P EAD EXT Pré-Requisito
curricular (h)
Unidade
Teoria Antropológica
10910021 DAA 4 4 60 10910014
III
Teoria Antropológica
10910023 DAA 4 4 60 10910014
IV
Etnologia Afro-
10910003 DAA 4 3 1 60
Americana I
NOVO DAA Teoria Arqueológica 3 4 3 1 60
Arqueologia Indígena
NOVO DAA 4 4 60
Brasileira 1
Total 20 300

4º SEMESTRE
Depto
Componente EX CH
Código ou Cr T E P EAD Pré-Requisito
curricular T (h)
Unidade
NOVO DAA Patrimônio Cultural 4 3 1 60
1091002 Mitologia e Ritual
DAA 4 4 60
8
Metodologia da
NOVO DAA Pesquisa em 4 4 60
Arqueologia
Cartografia e
0060338 DG 4 4 60
Geoprocessamento
Arqueologia
NOVO DAA 4 4 60
Extensionista
Total 20 300

33
5º SEMESTRE
Depto
Componente CH
Código ou Cr T E P EAD EXT Pré-Requisito
curricular (h)
Unidade
Arqueologia,
NOVO DAA comunidades e 4 3 1 60
etnografia
Campo de Trabalho
NOVO DAA 4 4 60
em Arqueologia
Arqueologia da
NOVO DAA 4 4 60
diáspora africana
Prática de Laboratório
10910035 DAA 4 4 60
I
Gestão de Acervos e
Conservação de
NOVO DAA 4 2 2 60
materiais
Arqueológicos
Total 20 300

6º SEMESTRE
Depto
Componente CH
Código ou Cr T E P EAD EXT Pré-Requisito
curricular (h)
Unidade
Origens e Evolução
NOVO DAA 4 4 60
Humana
Arqueologia Indígena
NOVO DAA 4 4 60
Brasileira 2
Prática de
10910049 DAA 4 4 60
Laboratório II
10910045 DAA Prática de Campo II 4 4 60
Optativa I 4 60
Total 20 300

34
7º SEMESTRE
Depto
Componente CH
Código ou Cr T E P EAD EXT Pré-Requisito
curricular (h)
Unidade
Optativa II 4 60
Optativa III 4 60
Optativa IV 4 60
Optativa V 4 60
TCC 4 60
Total 20 300

8º SEMESTRE
Código Depto Componente Cr T E P EAD EXT CH Pré-Requisito
ou curricular (h)
Unidade
TCC 4 4 60
Optativa VI 4 4 60
Total 8 120

Extensão (ações não vinculadas a disciplinas já identificadas na 150 h- 10 cr


matriz como EXT, constando carga horária a ser computada para
integralização curricular)
Atividades Complementares 105 h- 7 cr
Realizada durante todo o curso e integralizada no último
semestre

35
3.4. FLUXOGRAMA DO CURSO
Turno/
1º Sem. 2º Sem. 3º Sem. 4º Sem. 5º Sem. 6º Sem. 7º Sem. 8º Sem.
Semestre
Arqueologia,
Introdução à Teoria Antropológica Teoria Antropológica Patrimônio Cultural comunidades e
OP II OP VI
Antropologia I III (60h/3 CR T - 1 CR etnografia
(60h/4 CR T) (60h/4 CR T)
(60h/4 CR T) (60h/4 CR T) (60h/4 CR T) EX) (60h/3 CR T - 1 CR
EX)
Metodologia de
Fundamentos da Teoria Antropológica Teoria Antropológica Campo de Trabalho
Pesquisa em OP I OP III TCC
História II IV em Arqueologia
Arqueologia (60h/4 CR T) (60h/4 CR T) (60h/4 CR T)
(60h/4 CR T) (60h/4 CR T) (60h/4 CR T) (60h/4 CR T)
(60h/4 CR T)
Etnologia Afro-
Etnologia Ameríndia I Cartografia e Arqueologia da Origens e Evolução
Sociologia I americana I OP IV
(60h/3 CR T - 1 CR Geoprocessamento Diáspora Africana Humana
Noite (60h/4 CR T) (60h/3 CR T - 1 CR (60h/4 CR T)
EX) (60h/4 CR P) (60h/4 CR T) (60h/4 CR T)
EX)
Introdução à
Arqueologia Histórica Arqueologia Indígena Prática de Laboratório Prática de Laboratório
Arqueologia Mitologia e Ritual OP V
I Brasileira 1 I II
(60h/3 CR T - 1 CR (60h/4 CR T) (60h/4 CR T)
(60h/4 CR T) (60h/4 CR T) (60h/4 CR P) (60h/4 CR P)
EX)
Gestão de Acervos e
conservação de
Teoria Arqueológica 3 Arqueologia Arqueologia Indígena
Teoria Arqueológica 1 Teoria Arqueológica 2 materiais TCC
(60h/3 CR T - 1 CR Extensionista Brasileira 2
(60h/4 CR T) (60h/4 CR T) arqueológicos (60h/4 CR T)
EX) (4 CR EX) (60h/4 CR T)
(60h/2 CR T - 2 CR
P)
Prática de Campo I Prática de Campo II
Tarde
(60h/4 CR T) (60h/4 CR T)

LEGENDA
Disciplinas oferecidas por outros Departamentos
Disciplinas comuns aos Bacharelados em Arqueologia e em Antropologia
Disciplinas específicas do Bacharelado em Arqueologia
Disciplinas Optativas
3.5. COMPONENTES CURRICULARES OPTATIVOS

QUADRO 4: QUADRO DE COMPONENTES CURRICULARES OPTATIVOS

Código Depto ou Componente Cr T E P EAD EXT CH Pré-


Unidade (horas) Requisito
10910027 DAA Antropologia da 4 4 60 -
Alimentação
10910058 DAA Antropologia da 4 4 60 -
Religião II
10910059 DAA Antropologia e 4 4 60 -
Meio Ambiente
NOVO DAA Arqueobotânica 4 4 60 -
NOVO DAA Arqueologia 4 4 60 -
Amazônica
10910077 DAA Arqueologia 4 4 60 -
Clássica
NOVO DAA Arqueologia da 4 4 60 -
Morte
NOVO DAA Arqueologia da 4 4 60 -
Paisagem
NOVO DAA Arqueologia 4 4 60 -
dos povos Jê do
Sul do Brasil
10910079 DAA Arqueologia 4 4 60 -
Pré-Colombiana
NOVO DAA Arte Rupestre 4 4 60 -
NOVO DAA Etnobotânica 4 2 2 60 -
NOVO DAA Teorias 4 4 60 -
Feministas
10910066 DAA Etnologia 4 4 60 -
Ameríndia II
10910067 DAA Etnologia 4 4 60 -
Ameríndia III
NOVO DAA Geoarqueologia 4 4 60 -
10910068 DAA Imaginário e 4 4 60 -
Memória
20000084 CLC Língua 4 4 60 -
Brasileira de
35
Sinais I
10910048 DAA Musealização 4 4 60 -
da Arqueologia
e da
Antropologia
10910053 DAA Oficina de 4 4 60 -
Imagem e Som
em
Antropologia
NOVO DAA Populações 4 4 60 -
Sambaquieiras
no Litoral do
Brasil
NOVO DAA Prática de 4 60
Campo 3
NOVO DAA Tecnologia em 4 2 2 60
Arqueologia
10910084 DAA Seminário de 4 4 60 -
Arqueologia I
10910085 DAA Seminário de 4 4 60 -
Arqueologia II
10910086 DAA Seminário de 4 4 60 -
Arqueologia III
10910108 DAA Seminário de 4 4 60 -
Arqueologia IV
NOVO DAA SIG Aplicado à 4 4 60 -
Arqueologia

[Link]ÁGIOS

As disposições da Lei nº 11.788, de 25 de setembro de 2008, confirmam a


necessidade de ordenação do sistema de Estágios nas Instituições de Ensino Superior (IES).
O Estágio é um vínculo educativo-profissionalizante, supervisionado e desenvolvido como
parte do PPP do Curso e parte importante da formação da/o profissional em Arqueologia.
A formação específica tem como objetivo preparar uma/um profissional e assegurar
garantias de cidadania e democracia no ambiente de trabalho. O processo neste sistema se
dá por uma formalização de compromisso entre a/o estagiária/o, a instituição de ensino e a
36
empresa, considerando um plano de atividade que dá materialidade ao que foi desenvolvido
no currículo de formação.
O estágio supervisionado não caracteriza vínculo de emprego de qualquer natureza,
desde que observados os requisitos legais, não sendo devidos encargos sociais, trabalhistas
e previdenciários. (arts. 3º e 15 da Lei nº 11.788/2008).
O Estágio, conforme a Lei nº 11.788, de 25 de setembro de 2008, é um “ato
educativo escolar supervisionado, desenvolvido no ambiente de trabalho, que visa à
preparação para o trabalho produtivo do estudante”. Nesse sentido, o Estágio do curso de
Bacharelado em Arqueologia caracteriza-se por ser não-obrigatório, como uma “atividade
opcional, acrescida à carga horária regular e obrigatória” (§2º do art. 2º da Lei nº
11.788/2008).
Os estágios não-obrigatórios a serem desenvolvidos no Curso de Arqueologia
devem ser sempre supervisionados por docente responsável que disponibilizará horas
semanais para tanto, as quais serão remuneradas conforme o número de estagiários.
Os estágios não-obrigatórios poderão ser desenvolvidos, conforme a lei, em
entidades como: pessoas jurídicas de direito privado e órgãos da administração pública
direta, autárquica e fundacional de qualquer dos poderes da União, dos Estados, do Distrito
Federal e dos municípios. Também os profissionais liberais de nível superior, devidamente
registrados em seus respectivos conselhos, podem oferecer estágio.
A realização do estágio (conf. art. 3º da Lei nº 11.788/2008) é possível às/ aos
estudantes com matrícula e freqüência regular no curso, mediante celebração de termo de
compromisso entre o/a educando/a, a parte concedente do estágio e a instituição de ensino;
observando-se a compatibilidade entre as atividades desenvolvidas no estágio e à proposta
pedagógica do curso prevista no termo de compromisso.
Estudantes estrangeiras/os regularmente matriculados em cursos superiores no
Brasil, autorizados ou reconhecidos, podem se candidatar ao estágio, desde que o prazo do
visto temporário de estudante seja compatível com o período previsto para o
desenvolvimento das atividades. (art. 4º da Lei nº 11.788/2008).
O curso de Bacharelado em Arqueologia se compromete: a indicar docente
orientadora/r da área a ser desenvolvida no estágio como responsável pelo
acompanhamento e avaliação das atividades do/a estagiário/a; a exigir da/o educanda/o a
apresentação periódica, em prazo não superior a seis meses, de relatório das atividades, do

37
qual deverá constar visto do/a orientador/a da instituição de ensino e do/a supervisor/a da
parte concedente (conf. §1º do art. 3º da Lei nº 11.788, de 2008); a zelar pelo cumprimento
do termo de compromisso, reorientando a/o estagiária/o para outro local, em caso de
descumprimento de suas normas; a elaborar normas complementares e instrumentos de
avaliação dos estágios de suas/eus educandas/os; a comunicar à parte concedente do
estágio, no início do período letivo, as datas de realização de avaliações acadêmicas (conf.
art. 7º da Lei nº 11.788/2008).
Por sua vez, ficam obrigados os concedentes do estágio: a celebrar Termo de
Compromisso com a instituição de ensino e a/o educanda/o, zelando por seu cumprimento;
a ofertar instalações que tenham condições de proporcionar à/ao educanda/o atividades de
aprendizagem social, profissional e cultural, observando o estabelecido na legislação
relacionada à saúde e segurança no trabalho (conf. art. 14 da Lei nº 11.788/2008); a indicar
funcionária/o do quadro de pessoal para orientar e supervisionar o estágio; contratar em
favor da/o estagiária/o seguro contra acidentes pessoais, cuja apólice seja compatível com
valores de mercado, conforme fique estabelecido no termo de compromisso; por ocasião do
desligamento da/o estagiária/o, entregar termo de realização do estágio com indicação
resumida das atividades desenvolvidas, dos períodos e da avaliação de desempenho; manter
à disposição da fiscalização documentos que comprovem a relação de estágio; a enviar à
instituição de ensino, com periodicidade mínima de seis meses, relatório de atividades, com
vista obrigatória à/ao estagiária/o (conf. art. 9º da Lei nº 11.788/2008).
A jornada da/o estagiária/o será definida de comum acordo entre a instituição de
ensino, a parte concedente (a empresa) e a/o estudante ou sua/eu representante legal (em
caso de menores de 18 anos) e deverá constar do Termo de Compromisso de Estágio. A
mesma, deverá ser compatível com as atividades escolares e respeitar às seis horas diárias e
trinta horas semanais (conf. art. 10 da Lei nº 11.788/ 2008).
O descanso das/os estagiárias/os deve seguir de comum acordo, conforme
estipulado no Termo de Compromisso de Estágio, sendo observado período suficiente à
preservação da higidez física e mental da/o estagiária/o e respeito aos padrões de horário de
alimentação (lanches, almoço e jantar). O período de intervalo não é computado na jornada.
O Termo de Compromisso de Estágio deve indicar que as horas de estágio da/o
estudante serão reduzidas a metade no período previsto de provas regulares de final de
semestre e exames, sendo que o Curso de Bacharelado em Arqueologia se compromete a

38
informar regularmente à parte concedente do estágio, no início do período letivo, as datas
de realização de avaliações acadêmicas (conf. §2º do art. 10 da Lei nº 11.788/2008).
O estagiário poderá receber bolsa ou outra forma de contraprestação que venha a ser
acordada, sendo compulsória a sua concessão, bem como a do auxílio-transporte, na
hipótese de estágio não obrigatório (conf. art. 12 da Lei nº 11.788/2008). Os valores destes
benefícios serão definidos pela concedente e estarão explicitados no termo de compromisso
de estágio. A empresa poderá voluntariamente conceder ao estagiário outros benefícios,
como: alimentação, acesso a plano de saúde, dentre outros, sem descaracterizar a natureza
do estágio (conf. §1º do art. 12 da Lei nº 11.788, de 2008).
O estágio poderá ter duração de até 24 meses, no caso de pessoa com deficiência
não há limite legal estabelecido, entendendo-se que dentro de cada período de 12 meses o/a
estagiário/a deverá ter um recesso de 30 dias, que poderá ser concedido em período
contínuo ou fracionado, conforme estabelecido no Termo de Compromisso. O recesso será
concedido, preferencialmente, durante o período de férias escolares e de forma
proporcional em contratos com duração inferior a 12 meses. (conf. art. 13 da Lei nº
11.788/2008) O recesso será remunerado sempre que o/a estagiário/a receber bolsa ou outra
forma de contraprestação. (conf. §1º do art. 13 da Lei nº 11.788/2008)
O Termo de Compromisso de Estágio (TCE) pode ser rescindido unilateralmente
pelas partes e a qualquer momento. A/o estagiária/o tem direito ao seguro contra acidentes
pessoais ocorridos com o/a estudante durante o período de vigência do estágio, 24
horas/dia, no território nacional. Cobre morte ou invalidez permanente, total ou parcial,
provocadas por acidente. O valor da indenização deve constar do Certificado Individual de
Seguro de Acidentes Pessoais e deve ser compatível com os valores de mercado.
Os documentos de comprovação de Estágios são os seguintes: o TCE devidamente
assinado pela empresa concedente, pela instituição de ensino e pelo/a estudante; o
certificado individual de seguro de acidentes pessoais; comprovação da regularidade da
situação escolar do/a estudante; comprovante de pagamento da bolsa ou equivalente e do
auxílio-transporte; e verificação da compatibilidade entre as atividades desenvolvidas no
estágio e aquelas previstas no TCE.
Os descumprimentos dos TEC’s e da Lei nº 11.788/2008 pelas concedentes já estão
previstos na Lei nº 11.788/2008. A/o Supervisora/r de estágios não-obrigatórios ficará
atenta/o para os cuidados necessários para a promoção da saúde e prevenção de doenças e

39
acidentes, considerando, principalmente, os riscos decorrentes de fatores relacionados aos
ambientes, condições e formas de organização do trabalho. Será observada a seguinte
Legislação: Orientação Normativa nº 7, de 30 de outubro de 2008; Lei nº 11.788, de 25 de
setembro de 2008; Lei nº 6.494, de 7 de dezembro de 1977; Lei nº 8.859, de 23 de março de
1994.

3.7. TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO (TCC)

Nos7º e 8º semestres do Bacharelado em Arqueologia, as/os estudantes dedicar-se-


ão ao Trabalho de Conclusão de Curso em Arqueologia. O TCC prevê a produção de um
texto acadêmico inédito, através do qual se exercitará as relações entre teorias e métodos de
investigação apreendidos no decorrer do Bacharelado em Arqueologia. Esse trabalho será
orientado por uma/um professora/professor do curso ou, desde que aprovado pelo
Colegiado do Curso, por professoras/es de quaisquer outros cursos da UFPel ou, ainda, por
uma/um pesquisadora/pesquisador de outra instituição.
O TCC l será avaliado pela/o docente orientadora/r a partir da entrega do projetode
pesquisa. O TCC 2 será avaliado por uma banca constituída por até três membros, àescolha
e decisão da/o orientadora/r e da/o orientanda/o. A/o primeira/o membra/o da banca será a/o
orientadora/o; enquanto que a/o segunda/o e demais membros da banca serão avaliadoras/es
do trabalho, sendo que ao menos uma/um deverá estar vinculada/o ao curso. Nessa
oportunidade, o trabalho será considerado pela banca como “aprovado” ou “não aprovado”.
A Resolução 29 de 13 de Setembro de 2018 que dispõe sobre o regulamento de
ensino de graduação na UFPel, em seus artigos 134 e 135, determina a previsão dos
sistemas de avaliação, elaboração e aprovação para os TCCs no PPC de cada curso. O
Curso de Bacharelado em Arqueologia seguirá os critérios definidos no Manual de Normas
UFPel para Trabalhos Acadêmicos de junho de 2019 (acessável em
[Link] ).
O uso de plágio ou transcrição indevida, isto é, cópia de frases de outras/os
autoras/es sem a devida e correta citação de cada obra e publicação utilizada, devem ser
coibidas. A utilização de textos de outras pessoas. sem a indicação de referência da
citação conforme normas, configura plágio. Todas as referências do trabalho devem ser
obrigatória e estritamente indicadas, conforme estabelecem as normas para realização

40
deTrabalhos de Conclusão de Curso da UFPel. A/o professora/r orientadora/r deverá coibir
ouso do plágio nos trabalhos, deixando claro ao/a discente o quanto é grave este
procedimento. Discente e orientadora/r deverão estar conscientes da reprovação em banca e
procedimentos legais caso seja detectado plágio.

3.8. FORMAÇÃO COMPLEMENTAR

A formação complementar é destinada às seguintes atividades acadêmicas:


seminários, congressos, jornadas, oficinas, grupos de estudos, projetos de pesquisa,
ensino e extensão. O processo de formação complementar prevê várias atividades anuais
envolvendo estudantes, ligando-se à formação continuada e à interação com outros
campos, na implementação de uma interdisciplinaridade. Cabe ressaltar que nesta
ampliação da formação a pesquisa no âmbito do curso se desenvolve por projetos
financiados ou não, junto aos núcleos e laboratórios diretamente ligados ao curso, ou de
outras unidades ou instituições de ensino superior. Também vem cumprir a legislação
específica voltada para a curricularização da extensão.
Destaca-se que a formação complementar abrange ainda a contabilização em horas
de seminários e estudos curriculares, projetos de iniciação científica, iniciação à docência,
monitoria e extensão, atividades práticas articuladas entre os sistemas de ensino e as
instituições educativas de modo a propiciar vivências nas diferentes áreas do
campoeducacional, assegurando o aprofundamento e a diversificação de estudos,
experiências eutilização de recursos pedagógicos, bem como a mobilidade estudantil,
intercâmbio e outras atividades propostas pelo Curso.
As Atividades Complementares de Graduação compreendem as atividades
acadêmico-científico-culturais e perfazem um total de 255 horas, conforme pontuações
abaixo. Tais atividades integralização a estrutura curricular, devendo ser realizadas ao
longo do curso.

QUADRO 5: ATRIBUIÇÃO DE CARGA HORÁRIA DAS ATIVIDADES


COMPLEMENTARES

41
Requisitos de Máximo
Atividade Horas
comprovação de Horas
Ensino 75
Certificado ou
Monitoria
declaração
Certificado ou
Bolsista em Projeto de Ensino
declaração
Certificado ou
Participação em Projeto de Ensino
declaração
Disciplinas optativas (até duas
Histórico
disciplinas)
Cursos de Língua Estrangeira (até 40
Certificado
horas cada)
Participação em eventos organizados
Certificado ou
pelo Departamento ao qual se vincula
declaração
o curso
Pesquisa 75
Apresentação de trabalhos em eventos
Certificado
científicos (até 20 horas cada)
Participação em eventos científicos Certificado
Participação em Projetos de Pesquisa
Certificado ou
(bolsa CNPq, CAPES, FAPERGS,
declaração
Desempenho Acadêmico)
Cópia da ficha
Publicação de artigos em livros ou
catalográfica e/ou
revistas indexadas (30 horas cada)
sumário
Publicações em jornais e revistas não
Cópia da 1ª página
acadêmicas (10 horas cada)
Extensão 105
Participação em Projeto de Extensão
como membro da equipe vinculados a Mediante
projetos de extensão como aluno Comprovação
extensionista.
Organização de eventos: seminários,
semanas acadêmicas, congressos,
Mediante
jornadas, colóquios, simpósios, cursos
Comprovação
e oficinas vinculados a projetos de
extensão como aluno extensionista.
Ministrar cursos e oficinas vinculados
Mediante
a projetos de extensão como aluno
Comprovação
extensionista.
Mediante
Participação em Eventos
Comprovação
Mediante
Prestação de serviços em arqueologia
Comprovação
Representação Discente
Participação como representante Ata de nomeação ou
42
discente declaração

3.9. FORMAÇÃO EM EXTENSÃO

Em conformidade com a legislação vigente, Lei nº 13.005/2014 e a Resolução nº


42/2018/COCEPE/UFPel, no mínimo 10% dos créditos curriculares devem corresponder à
realização de atividades de extensão. A participação do discente em atividades de extensão
(ACE) que compõe as atividades complementares deve estar certificada e evidenciar as
participações ocorridas em atividades promovidas pelo Curso, ou por outros cursos da UFPel e
outras instituições, conforme Quadro 5. A certificação ou documento equivalente deve informar
a condição ativa do estudante, bem como deve identificar que a ação tem natureza
extensionista, além de contemplar as expectativas do curso no atendimento ao exercício de
conteúdos que lhe são atinentes.
Os créditos em atividades de extensão no Bacharelado em Arqueologia até o
momento atendem:
a) 150 horas como Formação Específica como carga horária prática extensionista
em 6 disciplinas (60hs, 1 crédito em cada disciplina), além de uma disciplina
obrigatória em extensão (4 créditos, 60 horas de práticas extensionistas);
b) 105 horas na Formação em Extensão, cumpridas preferencialmente em
atividades desenvolvidas pelo Programa de Extensão do Bacharelado em
Arqueologia da UFPel, ainda que sejam aceitos certificados de outras
instituições, órgãos e empresas em até 50% da carga horária prevista.

No total, a curricularização da extensão em Arqueologia corresponderá a 10,06% da


carga horária total do curso e igual percentual dos créditos necessários para a integralização
curricular do Curso.

TABELA 2: TABELA SÍNTESE DA FORMAÇÃO EM EXTENSÃO


Possibilidades da Formação em Extensão Créditos H/A H/R

Disciplinas obrigatórias (registro em EXT) 10 180 150

ACE (registro através da comprovação por certificação) 7 126 105

43
Total ofertado pelo curso 17 306 255

Para concatenar as diversas ações extensionistas multiplicadas nos projetos de


extensão cadastrados no sistema Cobalto em nome das/os respectivas/os docentes do
Bacharelado em Arqueologia, foi criado o Programa de Extensão do Bacharelado em
Arqueologia (código Cobalto 133). Os projetos atualmente cadastrados no Programa são:
a) Ações de Preservação do Patrimônio Ambiental, Histórico e arqueológico da
Região Meridional do Rio Grande do Sul – código 1973;
b) AMAA – Acervo Multimídia de Antropologia e Arqueologia – código 2633;
c) Arqueologia e Arte: Diáspora Africana e Patrimônio Cultural – código 1699;
d) Arqueologia, Educação Patrimonial e História Indígena em Pelotas – código 065;
e) Nós Nosotros: Antropofonias e Charlas – código 2351;
f) Registros – código 1931;

Naquelas disciplias ofertadas pelo Curso de Antropologia as ações de extensão


estarão circunscritas aos projetos que compõem o Programa do Bacharelado em
Antropologia (Código Cobalto 147)
O programa se desenvolverá através dos referidos projetos e ações abarcando as
seguintes atividades, definidas no Guia de Integralização da Extensão nos Currículos dos
Cursos de Graduação da niversidade Federal de Pelotas - PREC/UFPel:

a) Cursos: Conjunto articulado de ações pedagógicas, de caráter teórico e/ou


prático, presencial, semipresencial ou à distância, planejado e organizado de
modo sistemático, com carga horária mínima de oito (8) horas e processo de
avaliação definido, para formação inicial ou continuada, visando o
aperfeiçoamento ou a disseminação de conhecimentos, e que atenda a
comunidade externa, prioritariamente, e a comunidade acadêmica.
b) Eventos: ação de extensão de curta duração, sem caráter continuado,
caracterizado por atividade específica que envolva comunidade externa e
comunidade acadêmica, com difusão do conhecimento ou produto cultural,
científico e tecnológico desenvolvido, conservado ou reconhecido pela
Universidade.

44
c) Prestação de serviços: realização de trabalho oferecido pela UFPel ou
contratação por terceiros (comunidade, empresa, órgão público, etc.). A prestação
de serviços caracteriza-se por intangibilidade, inseparabilidade processo/produto e
não resulta na posse de um bem.
d) Publicações e outros produtos acadêmicos: caracterizam-se como a produção
de publicações com a obtenção de ISSN ou ISBN, por seu caráter público, e
outros produtos acadêmicos decorrentes ou não das ações de extensão, para
difusão e divulgação cultural, científica ou tecnológica junto à comunidade em
geral.
e) Propriamente dita de Extensão: são aquelas que não podem ser enquadradas em
eventos, cursos, prestação de serviços e publicações e que se define no âmbito
estrito da intervenção integral do projeto com o público alvo e sob determinação
do escopo e da metodologia proposta.

3.10. CARACTERIZAÇÃO DOS COMPONENTES CURRICULARES

QUADRO 6: CARACTERIZAÇÃO DOS COMPONENTES CURRICULARES


OBRIGATÓRIOS

45
1º SEMESTRE

COMPONENTE CURRICULAR
CÓDIGO
Introdução à Antropologia 10910014

CARGA HORÁRIA: Distribuição de créditos

Horas: 60 T E P EAD EXT

Créditos:4 4

OBJETIVO
Geral:
- Introduzir aspectos da história da Antropologia, sua emergência e constituição como uma área
de conhecimento e um campo disciplinar.
Específicos:
- Apresentar os debates teóricos em torno de seus conceitos básicos e métodos próprios de
pesquisa;
- Refletir sobre a contribuição da antropologia para a compreensão das relações sociais no
transcorrer da história e no mundo contemporâneo;
- Efetuar a leitura de textos etnográficos.

EMENTA

Surgimento e desenvolvimento da Antropologia no contexto das Ciências Humanas, com ênfase


nas principais correntes teóricas, nos princípios metodológicos e nos conceitos elementares.

BIBLIOGRAFIA BÁSICA

DA MATTA, R. Relativizando: uma introdução à Antropologia Social. Petrópolis: Vozes,


1984.
LAPLANTINE, F. Aprender Antropologia. São Paulo: Brasiliense, 1993.
LARAIA, R. de B. Cultura: um conceito antropológico. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2009.

BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR

CASTRO, C. (Org.) Evolucionismo cultural: textos de Morgan, Tylor e Frazer. Rio de Janeiro:
Jorge Zahar, 2005.
CUCHE, D. A noção de cultura nas Ciências [Link]: Edusc, 2002.
MALINOWSKI, B. K. Introdução: tema, método e objetivo desta pesquisa. In: DURHAM, E.
R. (Org.). Malinowski. São Paulo: Abril Cultural, 1984.
ROCHA, E. O que é Etnocentrismo. São Paulo: Brasiliense, 1991.
VELHO, G. Individualismo e Cultura: notas para uma Antropologia da Sociedade
Contemporânea. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2008.

46
COMPONENTE CURRICULAR
CÓDIGO
Fundamentos da História 10900047

CARGA HORÁRIA: Distribuição de créditos

Horas: 60 T E P EAD EXT

Créditos: 4 4

OBJETIVO

Geral:
- Introduzir o estudante nas metodologias de pesquisa histórica, por meio da análise das
principais correntes teóricas, das discussões sobre o que é História e sua cientificidade e suas
relações com a antropologia e a arqueologia.
Específicos:
- Os diferentes sentidos da palavra "História";
- A institucionalização da História na Academia;
- História e mercado de trabalho.

EMENTA

Disciplina que introduz os discentes nas teorias e metodologias da história, nos debates sobre as
categorias de fontes e das relações entre história e antropologia.

BIBLIOGRAFIA BÁSICA

BOURDÉ, G, MARTIN, H. As escolas históricas. Mira-Sintra: Europa-América, 1990.


FONTANA, J. História: análise do passado e projeto social. São Paulo: Edusc, 1998.
GUAZZELLI, C. A. B.; PETERSEN, S. R. F.; SCHMIDT, B. B.; XAVIER, R. C, L. (Org.).
Questões de teoria e metodologia de História. Porto Alegre: Editora da UFRGS, 2000.

BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR

BESSELAAR, J. V. D. Introdução aos estudos históricos. São Paulo: EPU, 1979.


BLOCH, M. Apologia da História: ou o ofício de historiador. Rio de Janeiro: Jorge Zahar,
2001.
BRAUDEL, F. Escritos sobre a História. São Paulo: Perspectiva, 1992.
DIEHL, A. A. Do Método Histórico. Passo Fundo: Ediupf, 1997.
FONTANA, J. Introdução ao estudo da História Geral. Bauru: Edusc, 2000.

47
COMPONENTE CURRICULAR
CÓDIGO
Sociologia I 06560020

CARGA HORÁRIA: Distribuição de créditos

Horas: 60 T E P EAD EXT

Créditos: 4 4

OBJETIVO
Geral:
- Discutir o papel que a sociologia desempenha na compreensão das sociedades modernas, desde
seu surgimento, no contexto das transformações econômicas, políticas e sociais promovidas pela
emergência das sociedades capitalistas industriais da virada do século XVIII e XIX até os dias
atuais.
Específicos:
- Explicar o contexto histórico do surgimento da sociologia; Apresentar o pensamento
sociológico clássico de Karl Marx, Émile Durkheim e Max Weber;
- Apresentar a discussão sobre modernidade e pós-modernidade; Discutir a centralidade do
trabalho nas sociedades modernas; Discutir as questões sociais e políticas da época atual.
EMENTA
A disciplina visa a discutir o papel que a sociologia desempenha na compreensão das sociedades
modernas, desde seu surgimento, no contexto das transformações econômicas, políticas e sociais
promovidas pela emergência das sociedades capitalistas industriais da virada do século XVIII e
XIX até os dias atuais. Para tal serão abordados os seguintes pontos: o contexto histórico do
aparecimento da sociologia e o positivismo de Augusto Comte; o materialismo histórico e
dialético de Karl Marx; o funcionalismo de Émile Durkheim; a sociologia compreensiva de Max
Weber; tradição, modernidade e pós-modernidade; a centralidade do trabalho nas sociedades
modernas; o social e o político na época atual
BIBLIOGRAFIA BÁSICA
BAUMAN, Zygmunt. Trabalho. In: _______. Modernidade líquida. Rio de Janeiro: Jorge
Zahar, 2001.
CASTRO, A. M.; DIAS, E. F. Introdução ao pensamento sociológico. São Paulo: Moraes,
1992.
GIDDENS, A. As consequências da modernidade. São Paulo: UNESP, 1991.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
ARON, R. Etapas do Pensamento Sociológico. São Paulo: Martins Fontes, 1982.
HARVEY, D. Condição pós-moderna. 13ª ed. São Paulo: Loyola, 2004.
QUINTEIRO, T.; BARBOSA, M. L. O.; OLIVEIRA, M. G. M. Um toque de clássicos. Belo
Horizonte: UFMG, 2009.
SANTOS, B. de S. A construção multicultural da igualdade e da diferença. Palestra
proferida no VII Congresso Brasileiro de Sociologia, realizado no Instituto de Filosofia e
Ciências Sociais da Universidade Federal do Rio de Janeiro, de 4 a 6 de setembro de 1995.
SELL, C. E.. Sociologia clássica. Marx, Durkheim e Weber. 5. ed Rio de Janeiro: Vozes,
2013

48
COMPONENTE CURRICULAR
CÓDIGO
NOVO
Introdução à Arqueologia

CARGA HORÁRIA: Distribuição de créditos

Horas: 60 T E P EAD EXT

Créditos: 4 3 1

OBJETIVO
Geral:
- Introduzir aspectos da história da Arqueologia, sua emergência e constituição como uma área
de conhecimento e um campo disciplinar.
Específicos:
- Apresentar os debates teóricos em torno de seus conceitos básicos e métodos próprios de
pesquisa;
- Introduzir os subcampos da Arqueologia;
- Discutir textos arqueológicos (estudos de caso)
- Introduzir atividades extensionistas em Arqueologia

EMENTA
A disciplina visa a fazer uma apresentação geral da Arqueologia, caracterizando os seus
históricos, objetos, objetivos e metodologias, bem como introduzir algumas questões teóricas.
Um quarto da carga horária da disciplina se dedica a introduzir as atividades extensionistas em
Arqueologia, a partir de ações variadas inseridas nos projetos temáticos de extensão
pertencentes ao “Programa de Extensão do Bacharelado em Arqueologia (código/Cobalto –
133)”. Cabe acrescentar que esse Programa contém projetos ativos cuja essência é o
desenvolvimento de atividades práticas que contemplam as diretrizes da extensão universitária
constantes na Resolução CNE nº 7 de 18 de dezembro de 2018.

BIBLIOGRAFIA BÁSICA
BEZERRA, Marcia. BEZERRA, M. 2017. Teto e Afeto: sobre as pessoas, as coisas e
arqueologia na Amazônia. GK Noronha, Belém.
DIAZ-ANDREU, Margarita. Arqueologia crítica e humanista. São Paulo: Fonte editorial, 2019.
TRIGGER, Bruce G. História do Pensamento Arqueológico. São Paulo: Ed. Odysseus, 2004

BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
GEERTZ, Clifford. O impacto do conceito de cultura sobre o conceito de homem. A
Interpretação das Culturas. Rio de Janeiro:LTC, 2008
LIMA, Tânia Andrade. A arqueologia na construção da identidade nacional: uma disciplina no
fio da navalha. Canindé, Xingó, 2007, 10:11-26. SCHAAN, Denise Pahl. Arqueologia para
etnólogos: colaborações entre arqueologia e antropologia na Amazônia. Anuário
Antropológico,II: 13-46, 2014.
THIESEN, Beatriz Valladão; POUGUET, Martial. Nem Tempo, nem Método. Nem História,
nem Antropologia. O que é Arqueologia?. Tessituras: Revista de Antropologia e Arqueologia, v.
6, n. 1, p. 13.
ZARANKIN, Andres; PELLINI, José Roberto. Arqueologia e companhia: reflexões sobre a
introdução de uma lógica de mercado na prática arqueológica brasileira. Revista de Arqueologia,
[S.l.], v. 25, n. 2, p. 44-60, dez. 2012.
49
COMPONENTE CURRICULAR
CÓDIGO
Teoria Arqueológica 1
NOVO
CARGA HORÁRIA: Distribuição de créditos

Horas: 60 T E P EAD EXT

Créditos: 4 4

OBJETIVO

Discutir sob as perspectivas histórica, epistemológica e política de teorias influentes que surgem
e se desenvolvem na arqueologia até a segunda metade do século XX, com
desdobramentos/permanências no contemporâneo.

EMENTA

Estudo de teorias arqueológicas clássicas, por exemplo evolucionista, histórico-culturalista,


estruturalista, processualista, etc. em Arqueologia, apontando as ramificações, quando for o
caso, na institucionalização da disciplina nas antigas colônias européias e suas expressões atuais.

BIBLIOGRAFIA BÁSICA

DUNNELL, Robert C. Classificação em arqueologia. São Paulo: EDUSP, 2007


LIMA, Tania Andrade. Cultura material: a dimensão concreta das relações sociais. Boletim do
Museu Paraense Emílio Goeldi. Ciências Humanas, v. 6, n. 1, p. 11-23, 2011.
ORQUERA, Luis.; HORWITZ, Vitória (comp). Clásicos de teoría arqueológica contemporánea.
Buenos Aires: Sociedad Argentina de Antropologia, 2007[1981]
TRIGGER, Bruce. G. História do pensamento arqueológico. São Paulo: Odysseus, 2004.

BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR

BINFORD, Lewis R. Em busca do Passado. s.l.: Europa-América, 1991 [1983]


CHILDE, V. Gordon. O que aconteceu na história. 2. ed. Rio de Janeiro: Zahar, 1966.
GARRETA, M.; BELLELLI, C. (Org.). La trampa cultural: textos de Antropología y
Arqueología. Buenos Aires: Ediciones Caligraf, 2000.
JOHNSON, Matthew. Teoría Arqueológica: una introducción. Barcelona: Ariel, 2000.
LEROI-GOURHAN, André. O gesto e a palavra. Lisboa: Edições 70, 1985, 1990. 2v.

50
2º SEMESTRE

COMPONENTE CURRICULAR
CÓDIGO
Teoria Antropológica I 10910019

CARGA HORÁRIA: Distribuição de créditos

Horas: 60 T E P EAD EXT

Créditos: 4 4

OBJETIVO

Geral:
- Estudar os clássicos do pensamento antropológico norte-americano.
Específico:
- Apresentar o sentido e a formulação dos seus principais problemas e a presença atual das
perspectivas da Escola.

EMENTA

Estudo das relações entre teorias, conceitos e métodos de investigação, tal como desenvolvido
no pensamento antropológico norte americano

BIBLIOGRAFIA BÁSICA

BOAS, F. Antropologia Cultural. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2004.


GEERTZ, C. A interpretação das culturas. Rio de Janeiro: Zahar, 1978.
LARAIA, R. B. Cultura: um conceito antropológico. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1986.

BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR

BENEDICT, R. O Crisântemo e a Espada. São Paulo: Perspectiva, 2006.


GOFFMAN, E. Estigma e identidade social. In: Estigma: notas sobre a manipulação da
identidade deteriorada. Rio de Janeiro: Zahar, 1982.
MEAD, M. Sexo e temperamento. São Paulo: Perspectiva, 1988.
SAHLINS, M. D. Ilhas de História. Rio de Janeiro: Zahar, 2011
WAGNER, R. A invenção da cultura. São Paulo: Cosac Naify, 2010.

51
COMPONENTE CURRICULAR
CÓDIGO
Teoria Antropológica II 10910020

CARGA HORÁRIA: Distribuição de créditos

Horas: 60 T E P EAD EXT

Créditos: 4 4

OBJETIVO

Geral:
- Estudar a contribuição dos autores clássicos do pensamento antropológico britânico.
Específicos:
- Evidenciar a formulação de seus principais problemas e estimulando a reflexão a respeito da
atualidade de suas perspectivas.

EMENTA

Estudo das relações entre teorias, conceitos e métodos de investigação, tal como desenvolvido
no pensamento antropológico britânico.

BIBLIOGRAFIA BÁSICA

EVANS-PRITCHARD, E. E. Os Nuer. São Paulo: Perspectiva, 1993.


KUPER, A. Antropólogos e Antropologia. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1978.
MALINOWSKI, B. Argonautas do Pacífico Ocidental. São Paulo: Abril Cultural, 1978.

BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR

CASTRO, C. (Org.). Evolucionismo cultural: textos de Morgan, Tylor e Frazer. Rio de


Janeiro: Zahar, 2005.
DOUGLAS, M. Pureza e perigo: ensaio sobre as noções de poluição e tabu. São Paulo:
Perspectiva, 1976.
LEACH, E. R. Sistemas políticos da Alta Birmânia. São Paulo: Edusp, 1995.
MELATTI, J. C. (Org.). Radcliffe-Brown. São Paulo: Ática, 1995. (Coleção Grandes Cientistas
Sociais: Antropologia).
TURNER, V. O processo ritual. Rio de Janeiro: Vozes, 1974.

52
COMPONENTE CURRICULAR
CÓDIGO
Arqueologia Histórica I 10910036

CARGA HORÁRIA: Distribuição de créditos

Horas: 60 T E P EAD EXT


4
Créditos: 4

OBJETIVO
- Compreender como a arqueologia histórica se constitui como disciplina arqueológica.
Específicos:
-Conceituar a arqueologia histórica e a hermenêutica das fontes.

EMENTA

Introdução à arqueologia histórica, abordando o histórico deste campo de estudo, suas escolas e
discussões teóricas. Relação entre as evidências materiais e as outras fontes (escritas, orais,
visuais). Introdução à identificação, caracterização, classificação, tipologia e cronologia dos
materiais arqueológicos mais recorrentes da Arqueologia histórica continental.

BIBLIOGRAFIA BÁSICA

DEAGAN, Kathleen. Líneas de Investigación en arqueología histórica. Vestígios – Revista


Latino Americana de Arqueologia Histórica. Belo Horizonte: Laboratório de
Arqueologia/UFMG, 2(1): 63-92, jan./jun. 2008.
ORSER JUNIOR, Charles E. Introducción a la Arqueología Histórica. Buenos Aires: AINA,
2000.
ROSIGNOLI, Bruno; BIASATTIE, Soledad. Dossiê Arqueologia da Repressão e da Violência
na América Latina. Revista de Arqueologia, V. 29 N. 2 (2016).
SYMANSKI, Luís Cláudio Pereira. Arqueologia Histórica no Brasil: uma revisão dos últimos
vinte anos. In: MORALES, Walter Fagundes; MOI, Flavia Prado (orgs.). Cenários Regionais em
Arqueologia Brasileira. São Paulo: Annablume, 2009:279-310.
TOCCHETTO, Fernanda B. Fica dentro ou joga fora. Sobre práticas cotidianas em unidades
domésticas na Porto Alegre oitocentista. Porto Alegre: ANPHU-RS, v. 334, 2004.

BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR

RIBEIRO, Loredana; JACOME, Camila. Tupi ou não Tupi? Predação material, ação coletiva e
colonialismo no Espírito Santo, Brasil. Bol. Mus. Para. Emílio Goeldi. Ciênc. hum., Belém , v.
9, n. 2, p. 465-486, Aug. 2014 .
SALERNO, Melisa A. Arqueología de la indumentaria: prácticas e identidad en los Confines del
Mundo Moderno (Antártida, siglo XIX). Buenos Aires: Del Tridente, 2006.
SCHÁVELZON, Daniel. Arqueología histórica de Buenos Aires (III): excavaciones en la
Imprenta Coni, San Telmo. Buenos Aires: Editorial Corregidor, 1996.
ZARANKIN, Andres. Paredes que domesticam: Arqueologia da arquitetura escolar capitalista -
o caso de Buenos Aires. Campinas: Editora da Unicamp; Fapesp, 2002.

53
COMPONENTE CURRICULAR
CÓDIGO
Etnologia Ameríndia I 10910011

CARGA HORÁRIA: Distribuição de créditos

Horas: 60 T E P EAD EXT

Créditos: 4 3 1

OBJETIVO

Geral:
- Introdução à área de etnologia ameríndia;
Específico:
- Apresentação teórica e etnográfica dos grupos étnicos, seus sistemas de pensamentos, seus
territórios;
- Discussão sobre relações interétnicas, seus sistemas de dádivas, a origem e formação étnica
dos estados nacionais.
-Aproximação de ensino e extensão com o Programa do Bacharelado em Antropologia
EMENTA

Estudos teóricos e etnográficos de temas diversos acerca dos ameríndios no Brasil e no Cone
Sul. Atividades extensionistas vinculadas ao Programa do Bacharelado em Antropologia Código
147. Esse Programa contém projetos ativos cuja essência é o desenvolvimento de atividades
práticas que contemplam as diretrizes da extensão universitária constantes na Resolução CNE nº
7 de 18 de dezembro de 2018. O/a discente deverá participar, com aproveitamento integral, do
projeto desse Programa que contemple os objetivos da disciplina.

BIBLIOGRAFIA BÁSICA
BECKER, I. I. B. Os índios Charrua e Minuano na antiga Banda Oriental do Uruguai. São
Leopoldo: Editora da Unisinos, 2002.
CUNHA, Manuela Carneiro da Cultura com aspas. São Paulo: Cosac & Naify, 2009.
TOMMASINO, K.; MOTA, L. T.; NOELLI, F. S. (Org.). Novas contribuições aos estudos
interdisciplinares dos Kaingang. Londrina: Eduel, 2004.
VIVEIROS DE CASTRO, Eduardo. A inconstância da alma selvagem: e outros ensaios de
antropologia. São Paulo: Cosac & Naify, 2002.

BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
CLASTRES, H. Terra Sem Mal. São Paulo: Brasiliense, 1978.
FAVRE, O. P. Sangre indígena en el Uruguay. Durazno: Libros del Autor, 1994.
JOAQUIM, D. K. Kanhgás jinjén - Armadilhas kaingang. Campinas: Curt Nimuendajú, 2008.
TEMPASS, M. C. Doce cosmologia mbyá-guarani: uma etnografia de saberes e sabores.
Curitiba: Appris, 2012.

54
COMPONENTE CURRICULAR CÓDIGO

Teoria Arqueológica 2 NOVO


CARGA HORÁRIA: Distribuição de créditos

Horas: 60 T E P EAD EXT

Créditos: 4 4
OBJETIVO

Discutir sob as perspectivas histórica, epistemológica e política de teorias influentes na


arqueologia das últimas décadas do século XX e suas expressões contemporâneas.
EMENTA

Estudo das teorias arqueológicas críticas do século XX, comumente designadas como pós-
positivistas e alternativas, por exemplo arqueologia interpretativa, pós-colonial, marxista,
indígena, de gênero, etc., discutindo a entrada e desenvolvimento destes aportes teóricos nas
Arqueologias de países periféricos, sobretudo latinoamericanos.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA
DIAZ-ANDREU, Margarita. Arqueologia crítica e humanista. São Paulo: Fonte editorial, 2019.
HABBER, Alejandro. (Org.). Hacia una Arqueología de las Arqueologías Sudamericanas.
Bogotá: Ediciones Uniandes, 2004.
HODDER, I. Interpretación en Arqueología. Corrientes Actuales. Barcelona: Crítica, 1994.
PELLINI, José Roberto; ZARANKIN , Andrés; SALERNO, Melisa. (Org.). Sentidos
Indisciplinados Arqueología, Sensorialidad Y Narrativas Alternativas. [Link]: JAS
Arqueología S.L.U, 2017.
VILLALPANDO, Elisa; MCGUIRE, Randall. Entre muros de piedra: la arqueología del Cerro
de Trincheras. Hermosillo: Instituto Sonorense de Cutura, Instituto Nacional de Antropología e
Historia, 2009.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR

JOHNSON, Mathew. Teoría Arqueológica: una introducción. Barcelona: Ariel, 2000.


NASTRI, Javier; MENEZES FERREIRA, Lucio (Ed.). Historias de arqueologia
Sudamericana. Buenos Aires: Fundacion de Historia Natural Felix de Azara, 2010.
ORQUERA, Luis.; HORWITZ, Vitória (comp). Clásicos de teoría arqueológica contemporánea.
Buenos Aires: Sociedad Argentina de Antropologia, 2007[1981]
SCHAAN, Denise Pahl. A linguagem iconográfica da cerâmica Marajoara. Porto Alegre:
EdiPUCRS, 1997.
TRIGGER, Bruce G. História do pensamento Arqueológico. São Paulo: Odysseus, 2004.

55
COMPONENTE CURRICULAR
CÓDIGO
10910037
Prática de Campo I

CARGA HORÁRIA: Distribuição de créditos

Horas: 60 T E P EAD EXT


4
Créditos: 4

OBJETIVO

Geral:
- Desenvolver processos de levantamento e avaliação diagnóstica dos estudos e dos riscos ao
patrimônio arqueológico de forma prática.
Específico:
- Introduzir aos princípios e técnicas gerais da prática de campo em arqueologia.

EMENTA

Introdução aos princípios e técnicas gerais da prática de campo em arqueologia, discutindo e


estudando a fundamentação teórica e os aspectos pragmáticos das diferentes fases e
procedimentos da prospecção no trabalho arqueológico (diagnóstico, levantamento,
acompanhamento / monitoramento), incluindo o manuseio de ferramentas e equipamentos, bem
como os aspectos administrativos que envolvem a logística de campo.

BIBLIOGRAFIA BÁSICA

BICHO, N. F. Manual de arqueologia pré-histórica. Compêndio, 2006.


FUNARI, P. P. A. Arqueologia. São Paulo: Ática, 1988.
GASPAR, Madu; SOUZA, Scheila Mendonça de (Org.). Abordagens Estratégicas em
Sambaquis. Erechim: Habilis Editora, 2013.
RENFREW, COLIN e PAUL BAHN. Teorías, Métodos, y Práctica. Madrid: Akal, 1993.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR

AGUIAR, R. L. S. Manual de Arqueologia Rupestre: uma introdução ao estudo da arte


rupestre na Ilha de Santa Catarina e ilhas adjacentes. Florianópolis: Ioesc, 2002.
CALDARELLI, S. B. (Org.). Atas do simpósio sobre Política Nacional do Meio Ambiente e
Patrimônio Cultural. Universidade Católica de Goiás – Instituto Goiano de Pré-História e
Antropologia; Fórum Interdiscipinar para o Avanço da Arqueologia. Goiânia, 1997.
CELORIA, F. Arqueologia. São Paulo: Melhoramentos, 1975.
RAMBELLI, G. Arqueologia até debaixo d’água. São Paulo: Maranta, 2002.

56
3º SEMESTRE

COMPONENTE CURRICULAR
CÓDIGO
Teoria Antropológica III 10910021

CARGA HORÁRIA: Distribuição de créditos

Horas: 60 T E P EAD EXT

Créditos: 4 4

OBJETIVO

Geral:
- Estudar as obras clássicas do pensamento antropológico francês.
Específico:
- Debater o sentido e a formulação dos seus principais problemas e a presença atual das
perspectivas.

EMENTA

Estudo das relações entre teorias, conceitos e métodos de investigação tal como desenvolvidas
no pensamento antropológico francês

BIBLIOGRAFIA BÁSICA

DUMONT, L. Homo hierarchicus: o sistema das castas e suas implicações. São Paulo: Edusp,
1992.
LÉVI-STRAUSS, C. O pensamento selvagem. Campinas: Papirus, 1989.
MAUSS, M. Sociologia e Antropologia. São Paulo: Cosac & Naify, 2003.

BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR

DURKHEIM, É. As regras do método sociológico. São Paulo: Editora Nacional, 1989.


LATOUR, B. Jamais fomos modernos. São Paulo: Editora 34, 2000.
BRUMANA, F. G. Antropologia dos sentidos: introdução às ideias de Marcel Mauss. São
Paulo: Brasiliense, 1983.
GENNEP, A. V. Os ritos de passagem. Petrópolis: Vozes, 1978.
LÉVI-STRAUSS, C. Antropologia estrutural. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1996

57
COMPONENTE CURRICULAR
CÓDIGO
Teoria Antropológica IV 10910023

CARGA HORÁRIA: Distribuição de créditos

Horas: 60 T E P EAD EXT

Créditos: 4 4

OBJETIVO

Geral:
- Estudar os/as autores/as vinculados/as ao pensamento antropológico brasileiro.
Específicos:
- Analisar a influência e o sentido das suas formulações para a construção (intelectual) do país.

EMENTA

Estudar as principais linhas de orientação e pesquisa que marcaram e ainda marcam a produção
antropológica no Brasil

BIBLIOGRAFIA BÁSICA

DE CASTRO, E. V.. Perspectivismo e multiculturalismo na América Indígena. In: A


inconstância da alma selvagem. São Paulo: Cosac & Naify, 2002.
FREYRE, G. Casa grande e senzala. Rio de Janeiro: Record, 1989.
OLIVEIRA, R. C. Sobre o Pensamento Antropológico. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro;
Brasília: CNPQ, 1988.

BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR

DA MATTA, R. Carnavais, malandros e heróis: para uma sociologia do dilema brasileiro.


Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1990.
FERNANDES, F. A função social da guerra na sociedade Tupinambá. São Paulo: Globo,
2006.
OLIVEN, R G. A parte e o todo: a diversidade cultural no Brasil-Nação. Petrópolis: Vozes,
1992.
PEIRANO, M. A teoria vivida: reflexões sobre a orientação em Antropologia. Ilha,
Florianópolis, v. 6, n. 1, 2004. Disponível em:
[Link]
VELHO, G. Individualismo e cultura: notas para uma Antropologia da sociedade
contemporânea. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1987.

58
COMPONENTE CURRICULAR CÓDIGO

Teoria Arqueológica 3 NOVO


CARGA HORÁRIA: Distribuição de créditos

Horas: 60 T E P EAD EXT

Créditos: 4 3 1
OBJETIVO

Discuscutir sob as pesrpectivas histórica, epistemológica e política das teorias influentes na


arqueologia do século XXI. Um quarto da disciplina se dedica a dar seguimento às atividades
extensionistas em Arqueologia, a partir de ações variadas inseridas nos projetos temáticos de
extensão pertencentes ao “Programa de Extensão do Bacharelado em Arqueologia
(código/Cobalto – 133)”. Cabe acrescentar que esse Programa contém projetos ativos cuja
essência é o desenvolvimento de atividades práticas que contemplam as diretrizes da extensão
universitária constantes na Resolução CNE nº 7 de 18 de dezembro de 2018.

EMENTA

Introduzir ao estudo das discussões teóricas pós-disciplinares que circulam pela arqueologia a
partir da virada do século XX, como virada ontológica, virada descolonial, arqueologia
colaborativa, antropoceno, afrocentricidade, etc., com foco em seus desdobramentos nas
arqueologias do sul mundial.

BIBLIOGRAFIA BÁSICA

SHEPHERD, Nick; GNECCO, Cristóbal; HABER, Alejandro. Arqueología y decolonialidad.


Buenos Aires: Ediciones del Signo, 2016.
HENDERSON, Hope ; FAJARDO BERNAL, Sebastián (Comp.). Reproducción social y
creación de desigualdades: discusiones desde la antropología y la arqueología
suramericanas. Cordoba: Encuentro Grupo Ed., 2012
HERNANDO, Almudena; COELHO, Elizabeth Maria Beserra (Ed.). Estudos sobre os Awá:
caçadores-coletores em transição. São Luiz: EDUFMA, 2013.
TORRES, Sonia. O antropoceno e a antropo-cena pós-humana: narrativas de catástrofe e
contaminação. Ilha do Desterro, v. 70, n. 2, p. 93-105, 2017.

BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR

HARISSON, Rodney. Arqueologias de futuros e presentes emergentes. REVISTA LATINO-


AMERICANA DE ARQUEOLOGIA HISTÓRICA, v. 12, p. 83-104, 2019.
WATTS, Vanessa. Lugar-Pensamento indígena e agência de humanos e não-humanos. Espaço
Ameríndio, 11(1), 2017.
WEBMOOR, Timothy. Un giro más tras el "giro social". El principio de la simetría en
arqueología. Complutum, v. 18, p. 296-305, 2007.
GNECCO, Cristóbal. Antidecálogo: diez ensayos (casi) arqueológicos. Madrid: Del signo, 2017.

59
COMPONENTE CURRICULAR
CÓDIGO
10910003
Etnologia Afro-americana I

CARGA HORÁRIA: Distribuição de créditos

Horas: 60 T E P EAD EXT

Créditos: 4 3 1

OBJETIVO

- Apresentar e debater sobre as diversas perspectivas teóricas que buscam explicar a


incorporação dos segmentos afro-descendentes nas sociedades latino-americanas pós-coloniais,
especialmente Brasil.
Específico:
- Discutir sobre o impacto de tais teorias na conformação das identidades nacionais, constituídas
no bojo de lutas narrativas, contemplando-se na discussão uma perspectiva histórica.
- Aproximação de ensino e extensão com o Programa do Bacharelado em Antropologia
EMENTA

Afro-descendentes e Estado-Nação na América Latina; pós-abolição e cidadania; paradigmas


teóricos sobre a diversidade étnico-racial. Prática extensionista junto ao Programa do
Bacharelado em Antropologia Código 147. Esse Programa contém projetos ativos cuja essência
é o desenvolvimento de atividades práticas que contemplam as diretrizes da extensão
universitária constantes na Resolução CNE nº 7 de 18 de dezembro de 2018. O/a discente deverá
participar, com aproveitamento integral, do projeto desse Programa que contemple os objetivos
da disciplina.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA

FREYRE, G. Casa grande & senzala. São Paulo: Global Editora, 2006.
FERNANDES, F. O negro no mundo dos brancos. São Paulo: Global Editora, 2007.
SCHWARCZ, L. M. O espetáculo das raças: cientistas, instituições e questão racial no Brasil.
1870-1930. São Paulo: Companhia das Letras, 1993

BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR

ANDREWS, G. R. América Afro-latina, 1800-2000. São Carlos: Edufscar, 2007.


GUIMARÃES, A. S. A. Classes, raças e democracia. São Paulo: FAUSP; Editora 34, 2002.
HASENBALG, C. A. Discriminação e desigualdades raciais no Brasil. Rio de Janeiro:
Edições Graal, 1979.
HOFBAUER, A. Uma história de branqueamento ou o negro em questão. São Paulo:
Editora da Unesp, 2006.
RODRIGUES, R. N. O animismo fetichista dos negros baianos. Rio de Janeiro: Fundação
Biblioteca Nacional; Editora da UFRJ, 2006

60
COMPONENTE CURRICULAR
CÓDIGO
Arqueologia Indígena Brasileira 1
NOVO
CARGA HORÁRIA: Distribuição de créditos

Horas: 60 T E P EAD EXT


4
Créditos: 4
OBJETIVO
Geral:
- Discuscutir de forma crítica da história da arqueologia indígena brasileira e das terras baixas
sul-americana.
Específicos:
- Contrapor os distintos modelos para a ocupação indígena originária elaborados ao longo das
últimas décadas nas terras baixas sul-americana;
- Discutir sobre tecnologias indígenas e modos de apropriação, transformação e historicização
de paisagens desde a transição entre o Pleistoceno/Holoceno nas terras baixas sul-americanas;
- Valorizar o patrimônio arqueológico indígena;
EMENTA
Estudo e discussão do processo de ocupação humana das terras baixas sul-americanas e do
Brasil, abordando as diversas teorias e renovação do conhecimento científico na área,
relacionando os modelos explicativos para as sociedades regionais aos seus fundamentos
epistemológicos na teoria arqueológica (identificação e caracterização das escolas arqueológicas
e suas influências). Compreensão das tecnologias e modos de apropriação, transformação e
historicização de paisagens desde a transição entre o Pleistoceno/Holoceno nas terras baixas sul-
americanas
BIBLIOGRAFIA BÁSICA
DIAS, Adriana S. 1995 Um Projeto para a Arqueologia Brasileira: Breve Histórico da
Implementação do PRONAPA. Revista do CEPA, 19 (22). p. 25-39.
FAUSTO, Carlos. Os índios antes do Brasil. Rio de Janeiro: Jorge Zahar editor, 2000.
GASPAR, Madu. Sambaqui: arqueologia do litoral brasileiro. Rio de Janeiro: Jorge Zahar
Editor, 2000.
PROUS, André. Arqueologia Brasileira. A pré-história e os verdadeiros colonizadores. Cuiabá:
Archaeo/Carlini & Caniato Editorial, 2019.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
BUENO, Lucas; DIAS, Adriana Povoamento inicial da América do Sul: contribuições do
contexto brasileiro. Estud. av., Abr 2015, vol.29, no.83, p.119-147.
COPÉ, Silvia Moehlecke. A gênese das paisagens culturais do planalto sul brasileiro. Estud. av.,
Abr 2015, vol.29, no.83, p.149-171.
MENDONÇA, Alfredo. de S. História da Arqueologia Brasileira. Pesquisas-Antropologia. São
Leopoldo, n. 46, 1991.
NEVES, Walter. A.; PILÓ, L. B. O Povo de Luzia. 1º ed. São Paulo: Editora Globo, 2008.
SOUZA, C.R. de G.; SUGUIO, K.; OLIVEIRA, A. M. dos S.; DE OLIVEIRA, P. E.
Quaternário do Brasil. Ribeirão Preto, Holos Editora, 2005.
DE CASTRO, Eduardo. V. Perpectivismo e multinaturalismo na Amazônia indígena. In:
_______. A inconstância da alma selvagem. São Paulo: Cosac & Naify, 2002.

61
4º SEMESTRE

COMPONENTE CURRICULAR
CÓDIGO
NOVO
Patrimônio Cultural
CARGA HORÁRIA: Distribuição de créditos

Horas: 60 T E P EAD EXT

Créditos: 4 3 1

OBJETIVO
Geral:
- Discutir como é tratado o patrimônio cultural no Brasil a partir de parâmetros internacionais.
Específico:
- Conceituar Patrimônio Cultural e patrimonialização, seus princípios internacionais e nacionais,
legislação e identificação
- Um quarto da disciplina se dedica a dar seguimento às atividades extensionistas em
Arqueologia, a partir de ações variadas inseridas nos projetos temáticos de extensão
pertencentes ao “Programa de Extensão do Bacharelado em Arqueologia (código/Cobalto –
133)”. Cabe acrescentar que esse Programa contém projetos ativos cuja essência é o
desenvolvimento de atividades práticas que contemplam as diretrizes da extensão universitária
constantes na Resolução CNE nº 7 de 18 de dezembro de 2018.
EMENTA

Discussão dos conceitos antropológicos e arqueológicos de patrimônio cultural.


BIBLIOGRAFIA BÁSICA

ABREU, Regina; CHAGAS, Mario (Orgs.) Memória e Patrimônio: ensaios contemporâneos.


Rio de Janeiro: DP&A, 2003.
DODEBEI, Vera. Patrimônio e Memória Digital. Revista Eletrônica em Ciências Humanas,
Rio de Janeiro, ano 04, n. 08, 2006.
JORGE, V. O. Arqueologia, patrimônio e cultura. Porto: Editora Piaget, 2000.
SCHAAN, Denise Pahl (Org.). Arqueologia, patrimônio e multiculturalismo na beira da estrada:
pesquisando ao longo das rodovias Transamazônica e Santarém-Cuiabá, Pará. Belém:
GKNoronha, 2012.
SOARES, Inês Virgínia Prado. Proteção jurídica do patrimônio arqueológico no
Brasil: fundamentos para efetividade da tutela em face de obras e atividades
impactantes. Erechim: Habilis, 2007.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR

ALBANO, M. C. (Org.). Interpretar o patrimônio: um exercício do olhar. Belo Horizonte:


Editora da UFMG, 2002.
CHOAY, F. A alegoria do patrimônio. Lisboa: Edições 70, 2000.
FONSECA, M. C. L. O patrimônio em processo: trajetória da política federal de preservação
no Brasil. Rio de Janeiro: Editora da UFRJ; Minc/IPHAN, 2005.
HORIZONTES ANTROPOLÓGICOS. Ano 11, n. 23. Porto Alegre: PPGAS/UFRGS, 2005
OOSTERBEEK, L. Arqueologia, patrimônio e gestão do território. Erechim: Habilis, 2007.

COMPONENTE CURRICULAR CÓDIGO


62
Metodologia da Pesquisa em Arqueologia NOVO

CARGA HORÁRIA: Distribuição de créditos

Horas: 60 T E P EAD EXT

Créditos: 4 4
OBJETIVO

Gerais:
Aprender estratégias metodológicas que envolvam técnicas e métodos de campo e laboratório,
desde uma perspectiva da história da disciplina até o contexto contemporâneo.

Específicos:
Aprender técnicas de campo em arqueologia;
Aprender técnicas analíticas de laboratório em arqueologia;
Aprender a compor estratégias metodológicas gerais para atender a objetivos de pesquisa.

EMENTA

O objetivo dessa disciplina é compreender o avanço e transformações metodológicas que


ocorreram ao longo da história da arqueologia, desde as técnicas de campo às técnicas analíticas
laboratoriais. Dar margem à discussões sobre metodologias consolidadas no campo da
arqueologia e sobre metodologias alternativas que circulam no campo da arqueologia crítica.
Abordar estudos de caso fundamentais na arqueologia, em que foram criadas estratégias
metodológicas para atender às demandas teóricas em voga em cada período da arqueologia,
desde o século XIX até a contemporaneidade.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA
BINFORD, Lewis R. A tradução do registro arqueológico. Em busca do Passado. s.l.: Europa-
América, 1991 [1983].
BICHO, N. F. Manual de arqueologia pré-histórica. Compêndio, 2006.
SILVA, F. A.. Arqueologia Colaborativa com os Asurini do Xingu: um relato sobre a pesquisa
no igarapé Piranhaquara - Terra Indígena Koatinemo. Revista de Antropologia (São Paulo), v.
58, p. 142-173, 2015.
LATOUR, B. Reagregando o Social. Uma introdução à teoria do Ator-Rede. Ed Edusc, 2012.
WOLF, Luiza Spinelli Pinto. Seres materiais entre sons e afetos: uma etnografia arqueológica
dos objetos em terreiras de Pelotas/RS. 2016. 144 f. Dissertação (Mestrado em Antropologia) -
Programa de Pós-Graduação em Antropologia, Instituto de Ciências Humanas, Universidade
Federal de Pelotas, Pelotas, 2016
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
FAVRET-SAADA, Jeanne. “Ser afetado”. Cadernos de Campo, n. 13, 2005.
FUNARI, P. P. A. Arqueologia. São Paulo: Ática, 1988.
GASPAR, Madu; SOUZA, Scheila Mendonça de (Org.). Abordagens Estratégicas em
Sambaquis. Erechim: Habilis Editora, 2013.
RENFREW, COLIN e PAUL BAHN. Teorías, Métodos, y Práctica. Madrid: Akal, 1993.

63
COMPONENTE CURRICULAR
CÓDIGO
Cartografia e Geoprocessamento 0060338

CARGA HORÁRIA: Distribuição de créditos

Horas:60 T E P EAD EXT

Créditos:4 4

OBJETIVO

Geral:
- Capacitar os/as futuros/as profissionais arqueólogos/as, na leitura de cartas topográficas e no
uso de geotecnologias para o planejamento, análise e representação de dados de campo.
Específicos:
- Conhecer exemplos de aplicabilidade do geoprocessamento e do sensoriamento remoto com
estudos ligados a arqueologia;
- Instrumentalizar em ferramentas de geoprocessamento com aplicabilidade em projetos na área
de Arqueologia.
EMENTA

Noções básicas sobre mapas, escala e projeções cartográficas, leitura e interpretação de Cartas
Topográficas. Simbologia cartográfica. Introdução ao SIG e ao Geoprocessamento.
Representações Computacionais do Espaço Geográfico. Operações sobre Dados Geográficos:
mapeamento, interpretação e análise de imagens de satélites; Aplicação do geoprocessamento na
área da arqueologia
BIBLIOGRAFIA BÁSICA

DUARTE, P. A. Fundamentos de Cartografia. 1ª Ed., Série Didática, Florianópolis, Editora


UFSC, 1994.
LIBAULT, A. Geocartografia. Companhia Editora Nacional e EDUSP, São Paulo, 1975.
FITZ. P. R. Geoprocessamento sem complicação. São Paulo: Oficina de textos, 2008
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR

DUARTE, P. A. Cartografia Temática. 2ª Ed., Série Didática, Florianópolis, Editora UFSC,


1991.
IBGE. Noções básicas de Cartografia. Departamento de Cartografia – DECAR, 1998.
JENSEN, J. R. Sensoriamento Remoto do Ambiente. Uma Perspectiva em Recursos
Terrestres (Tradução da Segunda Edição). São José dos Campos, SP: Ed Parêntese, 2009.
MOREIRA, M. A. Fundamentos do sensoriamento remoto e metodologias de aplicações. 4.
ed. Viçosa: UFV, 2011.
ALMEIDA, R. D. Do desenho ao mapa: iniciação cartográfica na escola. São Paulo:
Contexto, 2001.

64
COMPONENTE CURRICULAR
CÓDIGO
10910028
Mitologia e Ritual

CARGA HORÁRIA: Distribuição de créditos

Horas:60 T E P EAD EXT

Créditos:4 4

OBJETIVO

Geral:
- Subsidiar projetos, pesquisas, análises, escritura de textos produzidos pelos/as estudantes de
graduação.
Específicos:
- Compreender as relações entre humanos e não-humanos;
- Discussão teórica e metodológica sobre mito e ritual;
- Possibilitar um olhar particular sobre a diversidade de sociedades humanas marcadas tanto
pelo fenômeno da tradição como da globalização.

EMENTA

A partir das séries classificatórias natureza/cultura, animalidade/humanidade, corpo/espírito,


simetria/assimetria, sincronia/diacronia esta disciplina aborda a articulação dos conceitos de
mitologia, história, genealogia, alteridade, ritual, território, presentes entre os grupamentos
ameríndios e as sociedades modernas.

BIBLIOGRAFIA BÁSICA

LÉVI-STRAUSS, C. Antropologia Estrutural 2. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1993.


______. O cru e o cozido. São Paulo: Cosac Naify, 2004.
VAN GENNEP, A. Os Ritos de Passagem. Petrópolis: Vozes, 2011.

BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR

BATESON, G. Naven. São Paulo: Edusp, 2008.


DA MATTA, R. Carnavais, malandros e heróis. Rio de Janeiro: Rocco, 1997.
LATOUR, B. Jamais fomos modernos. São Paulo: Editora 34, 2000.
LÉVI-STRAUSS, C. Do mel às cinzas. São Paulo: Cosac & Naify, 2004.
TURNER, V. W. Floresta de símbolos. Niterói: Editora da UFF, 2005.

65
COMPONENTE CURRICULAR
CÓDIGO
Arqueologia Extensionista
NOVO
CARGA HORÁRIA: Distribuição de créditos

Horas: 60 T E P EAD EXT


4
Créditos: 4

OBJETIVO

Geral:
- Fomentar a implantação de ações e projetos extensionistas que contemplem a inserção discente
na sociedade enquanto agentes multiplicadores do conhecimento construído na Universidade.
Esta disciplina se dedica especialmente a dar seguimento às atividades extensionistas em
Arqueologia, a partir de ações variadas inseridas nos projetos temáticos de extensão
pertencentes ao “Programa de Extensão do Bacharelado em Arqueologia (código/Cobalto –
133)”. Cabe acrescentar que esse Programa contém projetos ativos cuja essência é o
desenvolvimento de atividades práticas que contemplam as diretrizes da extensão universitária
constantes na Resolução CNE nº 7 de 18 de dezembro de 2018.
EMENTA

Fomentar a implantação de ações e projetos extensionistas que contemplem a inserção discente


na sociedade enquanto agentes multiplicadora/es do conhecimento construído na Universidade.
Esta disciplina ocorre em diálogo com as disciplinas de Patrimônio Cultural e Teoria
Arqueológica 3, nas quais os conhecimentos teóricos necessários para a operacionalização das
ações extensionistas da presente disciplina serão abordados.

BIBLIOGRAFIA BÁSICA
CABRAL, Mariana Petry. DE CACOS, PEDRAS MOLES E OUTRAS MARCAS:
PERCURSOS DE UMA ARQUEOLOGIA NÃO-QUALIFICADA. Amazônica -
Revista de Antropologia, [S.l.], v. 6, n. 2, p. 314-331, out. 2014.
HARTEMANN, Gabby. ; MORAES, Irislaine P. Contar Histórias E Caminhar Com Ancestrais:
Por Perspectivas Afrocentradas E Decoloniais Na Arqueologia. Vestígios. Revista
Latino-Am-ericana De Arqueologia Histórica, v. 12, p. 09-34, 2018.
SILVA, Fabíola Andréa; BESPALEZ, Eduardo; STUCHI, Francisco Forte. Arqueologia
colaborativa na Amazônia: terra indígena Kuatinemu, rio Xingu, Pará. Amazônica-
Revista de Antropologia, v. 3, n. 1, 2011.

BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR

FERREIRA, Lúcio Menezes. Sob fogo cruzado: Arqueologia comunitária e patrimônio cultural.
Revista Arqueologia Pública, v. 3, n. 1 [3], p. 81-92, 2008.
GONZÁLEZ, Alfredo Ruibal. La experiencia del Otro: Una introducción a la
Etnoarqueología. Madrid: Akal, 2003.

66
5º SEMESTRE
COMPONENTE CURRICULAR CÓDIGO

Arqueologia, comunidades e etnografia NOVO


CARGA HORÁRIA: Distribuição de créditos

Horas: 60 T E P EAD EXT

Créditos: 4 3 1
OBJETIVO

Desenvolver interações com comunidades de interesse e problematizar as relações entre


participantes das pesquisas arqueológicas (quem estuda e quem participa do estudo como
público externo à academia). Um quarto da carga horária da disciplina se dedica ao
desenvolvimento de atividades extensionistas em Arqueologia, a partir de ações variadas
inseridas nos projetos temáticos de extensão pertencentes ao “Programa de Extensão do
Bacharelado em Arqueologia (código/Cobalto – 133)”. Cabe acrescentar que esse Programa
contém projetos ativos cuja essência é o desenvolvimento de atividades práticas que
contemplam as diretrizes da extensão universitária constantes na Resolução CNE nº 7 de 18 de
dezembro de 2018.
EMENTA
A disciplina discute abordagens específicas das arqueologias em contato com comunidades,
como arqueologia pública (história, conceitos, objetos e objetivos, presença na arqueologia
contemporânea, etc.), etnoarqueologia (uso de fontes históricas, analogia etnográfica, etc.),
arqueologia colaborativa, arqueologia comunitária, arqueologia etnográfica, etc., sistematizando
métodos e conceitos próprios à Arqueologia e Antropologia, tais como etnografia, comunidade e
colaboração. Ao trabalhar com comunidades, a disciplina considerará debates sobre direitos
humanos.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA
BEZERRA, Marcia. BEZERRA, M. 2017. Teto e Afeto: sobre as pessoas, as coisas e a
arqueologia na Amazônia. GK Noronha, Belém.
CASTAÑEDA, Quetzil E.; MATTHEWS, Christopher N. (eds.) Ethnographic Archaeologies:
Reflections on Stakeholders and Archaeological Practices. Altamira Press, p. 25-61, 2008.
GONZÁLEZ-Ruibal, Alfredo. La experiencia del Otro: Una introducción a la
Etnoarqueología. Madrid: Akal, 2003.
PEIRANO, Marisa. A favor da etnografia. Série Antropologia 130, Brasília, 1992.

BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
EREMITES DE OLIVEIRA, Jorge. (Re) aproximando os campos da Antropologia Social e da
Arqueologia no Brasil: Etnoarqueologia em laudos antropológicos judiciais sobre terras
indígenas em Mato Grosso do Sul. In: PACHECO DE OLIVEIRA, J. et al. (Org.). Laudos
antropológicos em perspectiva. Brasília, ABA, p.234-261, 2015.
FERREIRA, Lucio M.. Patrimônio, pós-colonialismo e repatriação arqueológica. Ponta de
Lança: História, Memória e Cultura, v.1. São Cristóvão (Sergipe), 2008.
FUNARI, Pedro P. A. et al. Arqueologia Pública no Brasil e as novas fronteiras. Praxis
Archaeologica, v. 3. 2008.
POLITIS, Gustavo. Arqueología de la infancia: una perspectiva etnoarqueológica. Trabajos de
Prehistoria, Madrid, 55 (2). p. 5-19, 1998.

67
COMPONENTE CURRICULAR
CÓDIGO
Campo de Trabalho em Arqueologia
NOVO
CARGA HORÁRIA: Distribuição de créditos

Horas: 60 T E P EAD EXT


4
Créditos: 4
OBJETIVO
Apresentar exemplos de atuação de profissionais em arqueologia, desde consultorias e
produções em áreas digitais e áudio-visual, passando pelos quadros de centros de pesquisa e
Instituições de Ensino, até as práticas de licenciamento ambiental, a principal faceta em termos
de mercado de trabalho da área de arqueologia.
EMENTA
O campo de trabalho em Arqueologia envolve diferentes facetas profissionais. A habilitação
para atuar como arqueólogo/a no licenciamento ambiental confere poder para definir o que é
patrimônio, o que deve ou não ser preservado e receber ou não tratamento específico. O que se
pretende tematizar são dois modos distintos de exercício deste poder: o cumprimento dos
requisitos mínimos exigidos pela legislação e a exploração dos meandros dessa mesma
legislação de modo a favorecer a inclusão pública da arqueologia e maximizar os ganhos em
termos de preservação, auto-gerenciamento, conhecimento, divulgação e uso social do
patrimônio arqueológico. Ao trabalhar com comunidades, a disciplina considerará debates sobre
direitos humanos.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA
PENIN, André S. Academia Contrato e Patrimônio. Visões distintas da mesma disciplina.
Tese de Doutorado (Arqueologia). São Paulo: MAE/USP, 2010.
MONTICELLI, Gislene. Deixe estar: arqueologia, patrimônio e licenciamentos ambientais.
Porto Alegre: EDPUCRS, 2010.
GNECCO, Cristóbal; DIAS, Adriana Schmidt (Comp.). Crítica de la razón
arqueológica: arqueología de contrato y capitalismo. Bogota: Instituto Colombiano de
Antropología e História, 2017.
LIMA, Tania Andrade; CALDARELLI, Solange Bezerra (Org.). Atas do simpósio a arqueologia
no meio empresarial: Sociedade de Arqueologia Brasileira. Goiânia: Sociedade de
Arqueologia Brasileira, Instituto Goiano de Pré-História e Antropologia, 2002.
ROCHA, Bruna. C. da; JÁCOME, Camila.; STUCHI, Fernando.F; MONGELÓ, Guilherme. Z.;
VALLE, Raoni. Arqueologia pelas gentes: um manifesto. Constatações e
posicionamentos críticos cobre a arqueologia brasileira em tempos de PAC. Revista de
Arqueologia 26(1). p. 130-140, 2013.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
KING, T. F. Estudo de Impacto Ambiental, gestão de patrimônio cultural e bens históricos.
Aprendendo com os erros dos Estados Unidos da America. Especiaria. Cadernos de Ciências
Humanas, 11-12(20-21):299-306, 2008-2009.
ZANETTINI, Paulo.; WICHERS, Camila. A. de M. Arqueologia preventiva e o ensino de
arqueologia no Brasil. Habitus, v. 12, n.2, p. 239-256, jul./dez. 2014.

68
COMPONENTE CURRICULAR
CÓDIGO
Arqueologia da Diáspora Africana
NOVO
CARGA HORÁRIA: Distribuição de créditos

Horas: 60 T E P EAD EXT


4
Créditos: 4
OBJETIVO
Geral:
- Apresentar o processo histórico de formação do Brasil através da arqueologia da diáspora
africana.
Específicos:
- Debater as principais correntes teóricas e metodológicas da Arqueologia da Diáspora Africana.

EMENTA
O objetivo geral da disciplina é apresentar os temas, métodos e teorias da arqueologia da
diáspora africana. Na primeira unidade, trabalharemos o conceito de diáspora africana, nas
ciências humanas, em geral, e na arqueologia, em particular. Na segunda unidade,
apresentaremos estudos de caso brasileiros em arqueologia da diáspora africana. Em ambas as
unidades, discutiremos o racismo estrutural, os direitos humanos nas Américas e pensaremos
políticas e narrativas antirracistas.

BIBLIOGRAFIA BÁSICA
AGOSTINI, Camilla (Org.). Objetos da escravidão: abordagens sobre a cultura material da
escravidão e seu legado. Rio de Janeiro: 7Letras, 2013.
HARTEMANN, Gabby. ; MORAES, Irislaine P. Contar Histórias E Caminhar Com Ancestrais:
Por Perspectivas Afrocentradas E Decoloniais Na Arqueologia. Vestígios. Revista Latino-Am-
ericana De Arqueologia Histórica, v. 12, p. 09-34, 2018.
JONES, Sian. The Archaeology of ethnicity: constructing identities in the past and the present.
London: Routledge, 1997.
ORSER JUNIOR, Charles E. A Historical Archaeology of the modern [Link] York and
London: Plenum Press, 1996.

BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
GUTIERREZ, E. J. B. Barro e sangue: mão-de-obra, Arquitetura e urbanismo em Pelotas.
Pelotas: Editora da UFPel, 2005.
MAESTRI, M. O escravo no Rio Grande do Sul: a charqueada e a gênese do escravismo
gaúcho. Porto Alegre: Escola Superior de Teologia. São Lourenço. Caxias do Sul: Editora da
UCS, 1984.
SOUZA, M. A. T. Uma outra escravidão: a paisagem social no Engenho de São Joaquim, Goiás.
Vestígios: Revista Latino-Americana de Arqueologia Histórica, v.1, n.1. Belo Horizonte,
2007.
SYMANSKI, L. C. P.; SOUZA, M. A. T. de. O registro arqueológico dos grupos escravos:
questões de visibilidade e preservação. Revista do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional,
v. 33. Brasília, 2007.
69
COMPONENTE CURRICULAR
CÓDIGO
10910035
Prática de Laboratório I
CARGA HORÁRIA: Distribuição de créditos

Horas: 60 T E P EAD EXT

Créditos: 4 4
OBJETIVO
- Debater os princípios e técnicas gerais da prática de laboratório
Específicos:
- Desenvolver na prática processos de consolidação, manutenção, catalogação e divisão
tipológica genérica de objetos;
- Compreender aspectos tecnológicos de produção de artefatos, envolvendo estudos de cadeia
operatória e análise diacrítica;
- Aprender sobre atributos básicos de análise tecnotipológica de tecnologias oriundas de
sociedades indígenas das terras baixas sul-americanas.
EMENTA
Introdução aos princípios e técnicas gerais da prática de laboratório em arqueologia,
apresentando a fundamentação teórica e aspectos pragmáticos das diferentes fases e
procedimentos na curadoria do material arqueológico. Aprendizado sobre atributos de análise
tecnotipológica, que envolve estudo de cadeias operatórias e análise diacrítica sobre tecnologias
de sociedades indígenas das terras baixas sul-americanas. Aprendizado sobre representação
gráfica de artefatos e processos diacríticos, tanto com técnica analógicas como digitais.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA
BICHO, N. F. Manual de arqueologia pré-histórica. Compêndio, 2006.
DIAS, Adriana Schmidt & HOELTZ, Sirlei Elaine. Proposta Metodológica para o estudo das
indústrias líticas do sul do Brasil. Revista do CEPA. v. 21, nº 25. Santa Cruz do Sul: UNISC,
1997. pp. 21-62.
LA SALVIA, Fernando & BROCHADO, José J. J. P. Cerâmica Guarani. Porto Alegre:
Posenato& Cultura, 1989.
PROUS, A. Apuntes para análisis de industrias líticas - Ortigueira: Fundación Federico
Maciñeira, 2004.
SILVA, Fabiola A., APPOLONI, Carlos et al. A arqueometria e a análise de artefatos
cerâmicos: um estudo de fragmentos cerâmicos etnográficos e arqueológicos por Fluorescência
de Raios X (EDXRF) e Transmissão Gama. Revista de Arqueologia da Sociedade de
Arqueologia Brasileira. v. 17, 2004. pp. 41-62.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
BROCHADO, José J. J. P & MONTICELLI, G. Regras práticas na reconstrução gráfica das
vasilhas de cerâmica Guarani a partir dos fragmentos. Estudos Ibero-americanos. Porto Alegre.
v. XX, (2), dez. 1994. p. 107-118.
CHMYZ, I. Terminologia Arqueológica Brasileira para a cerâmica. 2 Ed. Rev. e Ampl.
Cadernos de Arqueologia, Paranaguá: Museu de Arqueologia e Artes Populares, n. 1, 1976.
LEMMONIER, P. (Ed). Technological Choices: Transformation in Material Cultures since the
neolithic. London/ New York: Routledge, 1993.
MEGGERS, Betty J. & EVANS, Clifforfd. Como Interpretar a Linguagem da Cerâmica,
manual para arqueólogos. Washington, D.C.: SmithsonianInstitution, 1970.
MORAIS, José Luis de. Tecnotipologia Lítica. Erechim: Habilis, 2007.
NEUMANN, Mariana Araújo. Distribuição das marcas de uso e especificidades funcionais para
a cerâmica Guarani pré-colonial. Revista de Arqueologia da SAB. V. 24 (1), 2011. pp. 52-65.
70
COMPONENTE CURRICULAR
CÓDIGO
NOVO
Gestão de Acervos e Conservação de Materiais Arqueológicos

CARGA HORÁRIA: Distribuição de créditos

Horas: 60 T E P EAD EXT


2 2
Créditos: 4

OBJETIVO
- Descrever os processos de degradação dos materiais arqueológicos, as distintas metodologias
de conservação preventiva e de conservação curativa a campo e no laboratório.
- Reforçar a importância da conservação arqueológica dentro da gestão do patrimônio
arqueológico.
- Aprender a realizar a gestão de acervos arqueológicos em espaços científicos, culturais e
leigos.
- Estudar procedimentos e técnicas concernentes à gestão do acervo arqueológico.
EMENTA
O rol da conservação na gestão do patrimônio arqueológico. Recomendações Internacionais,
normativa legal. A degradação dos materiais arqueológicos. Fatores ambientais e antrópicos
involucrados no deterioro dos materiais arqueológicos in situ e ex situ. Caracterização dos
materiais arqueológicos, metodologias de conservação preventiva e curativa. A logística da
prospecção e escavação arqueológica desde a ótica da conservação. Estudo aplicado dos
procedimentos e técnicas concernentes à gestão do acervo arqueológico nos laboratórios,
museus e sítios arqueológicos.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA
MENDES, M. et al. (Org.). Conservação: conceitos e práticas. Rio de Janeiro: Editora UFRJ,
2001.
CAMACHO, C. (Cord.). Plano de Conservação Preventiva – bases orientadoras, normas e
procedimentos. Temas de Museologia. Instituto dos Museus e da Conservação. Ministério da
Cultura: Lisboa, 2007
CASSMAN, V. Simbiosis entre la arqueología, conservación y museos. Revista Chungara [da]
Universidad de Tarapacá, Arica, Chile, n°23, p 93-109, dez1989.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
LORÊDO, W. M. Manual de conservação em arqueologia de campo. Rio de Janeiro: Instituto
Brasileiro do Patrimônio Cultural, Departamento de Proteção, 1994.
FRONER, Y. A. Conservação preventiva e patrimônio arqueológico e etnográfico: ética,
conceitos e critérios. Rev. do Museu de Arqueologia e Etnologia, São Paulo, 5: 291-301.
1995.
LACAYO, T. E. Factores de alteración in situ: conservación preventiva de material
arqueológico. In: XV Simposio de Investigaciones Arqueológicas en Guatemala, 2001, p. 453-
457. Museo Nacional de Arqueología y Etnología, Guatemala, 2002.
Museums, libraries and archives council. Conservação de Coleções – Museologia (Roteiros
Práticos, 9). São Paulo, Edusp. 2005.

71
6º SEMESTRE
COMPONENTE CURRICULAR
CÓDIGO
NOVO
Origens e Evolução Humana

CARGA HORÁRIA: Distribuição de créditos

Horas: 60 T E P EAD EXT


4
Créditos: 4

OBJETIVO

- Estudar a história da Arqueologia pré-histórica: surgimento e desenvolvimento da


problemática;
- Estudo da evolução biológica humana e do desenvolvimento cultural: biologia e tecnologia no
Pleistoceno, ocupação humana do Velho Mundo; o Holoceno, condições climáticas,
sedentarismo e ocupação da América.

EMENTA

Investigação do processo de formação das sociedades humanas, do processo de hominização ao


povoamento Sapiens Sapiens no globo, com especial ênfase no povoamento das Américas.

BIBLIOGRAFIA BÁSICA

BINFORD, L. R. En busca del pasado. Barcelona: Ed. Crítica, 1994.


LEAKEY, R. A origem da espécie humana. Rio de Janeiro: Rocco, 1995.
LEWIN, R. Evolução humana. São Paulo: Atheneu, 1999.
MITHEN, Steven. Depois do gelo: uma história humana global 20000-5000Ac. Rio de
Janeiro:Imago, 2005.

BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR

CHAMPION, T.; GAMBLE, C.; SHENNAN, S.; WHITTLE, A. Prehistoria de Europa.


Barcelona: Crítica, 1996.
CAVALLI-SFORZA, L. L. Genes, povos e línguas. São Paulo: Companhia das Letras, 2003.
FIEDEL, S. Prehistoria de América. Barcelona: Editorial Crítica, 1996.
FOLEY, R. Os humanos antes da humanidade: uma perspectiva evolucionista. São Paulo:
Editora da Unesp, 1998.
GAMBLE, C. Las sociedades paleolíticas de Europa. Barcelona: Editorial Ariel, 2001.

72
COMPONENTE CURRICULAR
CÓDIGO
Prática de Laboratório II 10910049

CARGA HORÁRIA: Distribuição de créditos

Horas: 60 T E P EAD EXT

Créditos: 4 4
OBJETIVO
Geral:
- Introduzir aos princípios e técnicas específicas de análise do material arqueológico em
laboratório.
Específico:
- Desenvolver análises e interpretações de objetos, considerando os sistemas catalográficos,
tipológicos, formas de desenhos científicos e outras medidas necessárias ao domínio prático do
estudo laboratorial histórico.
EMENTA
Introdução aos princípios e técnicas específicas de análise do material arqueológico histórico em
laboratório, envolvendo procedimentos de análise técnico-tipológica e análise físico-química.
Classificação e caracterização tipológica dos materiais; desenho arqueológico, manual e
eletrônico; análise microscópica; aplicações de métodos e técnicas de análise quantitativa e
qualitativa; aplicação de métodos de geoprocessamento baseados no SIG (GIS); métodos de
datação relativa e absoluta.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA
AGOSTINI, Camila. Panelas e paneleiras de São Sebastião: um núcleo produtor e a dinâmica
social e simbólica de sua produção nos séculos XIX e XX. Vestígios – Revista Latino-
Americana de Arqueologia Histórica. Vol. 4, nº 2. 2010. pp. 125-144.
LIMA, Tania Andrade. Humores e odores: ordem corporal e ordem social no Rio de Janeiro,
século XIX. Hist. cienc. saude-Manguinhos, Rio de Janeiro , v. 2, n. 3, p. 44-94, Feb. 1996.
SYMANSKI, Luís Claudio Pereira. Bebidas, panacéias, garrafas e copos. Revista de
Arqueologia, [S.l.], v. 11, n. 1, p. 71-86, jun. 1998.
TOCCHETTO, Fernanda B.; SYMANSKI, Luis C. P.; OSÓRIO, S. R.; OLIVEIRA, A. T. D.;
CAPPELLETTI, A. M. A Faiança Fina em Porto Alegre: vestígios arqueológicos de uma
cidade. Unidade Editorial da Secretaria Municipal da Cultura, Porto Alegre, 2001.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
SOUZA, Rafael de Abreu e. A epidemia do branco e a assepsia das louças na São Paulo
da Belle Époque. História, Ciências, Saúde – Manguinhos, Rio de Janeiro, v.19, n.4,
out.-dez. 2012, p.1139-1153.
GORDENSTEIN, Samuel Lira. Formas profanas, conteúdos divinos. A história de garrafas
oitocentistas de um porão em Salvador da Bahia. Vestígios-Revista Latino-Americana de
Arqueologia Histórica, v. 10, n. 2, p. 103-131, 2016.
ZANETTINI, Paulo Eduardo; CAMARGO, P. B. Cacos e mais cacos de vidro: o que fazer com
eles. São Paulo: Zanettini Arqueologia, 1999.
MOURA, Herbert; ALLEN, Scott J. O gosto do barro: memória culinária e morfologia das
cerâmicas utilitárias de Pernambuco. Vestígios-Revista Latino-Americana de Arqueologia
Histórica, v. 9, n. 2, p. 9-32, 2015.
SCHÁVELZON, Daniel. Catálogo de Cerámicas Históricas de Buenos Aires (siglos XVI-XX).
Con notas sobre la región del Río de la Plata. Buenos Aires, 2001.

73
COMPONENTE CURRICULAR
CÓDIGO
Arqueologia Indígena Brasileira 2
NOVO
Distribuição de créditos
CARGA HORÁRIA:Horas: 60
T E P EAD EXT
Créditos: 4
4
OBJETIVO
Geral:
- Discutir crítica da história da arqueologia indígena, com ênfase em sociedades desenvolvidas a
partir do holocenomédio nas terras baixas sul-americanas.
Específicos:
- Estudo de sociedades indígenas de caçadores-coletores antigos nas terras baixas sul-
americanas; estudo de sociedades de grupos horticultores nas terras baixas sul-americanas;
estudo da relação entre diferentes sociedades indígenas nas terras baixas sul-americanas e suas
relações com paisagens transformadas desde o holoceno médio.
EMENTA
Estudo e discussão do processo de ocupação das sociedades indígenas desde tempos pré-
coloniais nas terras baixas sul-americanas, especialmente na porção meridional do Brasil e
região platina abordando as diversas teorias e renovação do conhecimento científico na área,
relacionando os modelos explicativos para as sociedades regionais aos seus fundamentos
epistemológicos na teoria arqueológica (identificação e caracterização das escolas arqueológicas
e suas influências). Buscar-se-á entender processos de conformação de paisagens e ambientes
construídos como elementos materiais que denotam a complexidade dos conhecimentos
tecnológicos de transformação do mundo pelas sociedades indígenas, a fim de discutir as
relações entre humanos e o mundo não-humano e dar vazão à discussão sobre a velha dicotomia
natureza e cultura.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA
GASPAR, Madu. Sambaqui: arqueologia do litoral brasileiro. Rio de Janeiro: Jorge Zahar
Editor, 2000.
KERN, Arno. A. (Org.). Arqueologia Pré-histórica do Rio Grande do Sul. Porto Alegre:
Mercado Aberto, 1991.
BONOMO, Mariano. HistoriaPrehispánica de Entre Ríos. Buenos Aires: Fundación de Historia
Natural Félix de Azara; Universidad Maimónides, 2012.
DURÁN, Alicia eBRACCO,[Link]ía de las Tierras Bajas. Comisión Nacional de
Arqueología-MEC, Montevideo, 2000.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
COPÉ, Silvia Moehlecke. A gênese das paisagens culturais do planalto sul brasileiro. Estud. av.,
Abr 2015, vol.29, no.83, p.149-171.
DEBLASIS, Paulo.; KNEIP, Angela.; SCHELL-YBERT, Rita.; GIANNINI, P. C.; GASPAR,
M. D. Sambaquis e Paisagem. Dinâmica Naturale Arqueologia Regional no Litoral Sul do
Brasil. Arqueologia Suramericana. V. 3.nº 1. p.29-61, , jan. 2007.
NOELLI, Francisco. S. A ocupação humana na região sul do Brasil: arqueologia, debates e
perspectivas – 1872/2000. Revista da USP. São Paulo: USP. nº 44, p. 218-269, 1999-2000.
PROUS, André. Arqueologia Brasileira. A pré-história e os verdadeiros colonizadores.
Cuiabá: Archaeo/Carlini & Caniato Editorial, 2019.
ROGGE, Jairo Henrique. Fenômenos de Fronteira:. São Leopoldo: UNISINOS. Pesquisas, nº
62, 2005. pp. 73-95.
74
COMPONENTE CURRICULAR
CÓDIGO
10910045
Prática de Campo II

CARGA HORÁRIA: Distribuição de créditos

Horas: 60 T E P EAD EXT

Créditos: 4 4

OBJETIVO

Geral:
- Introduzir aos princípios e técnicas gerais da prática de campo em arqueologia.
Específico:
- Compreender , elaborar teórica e logisticamente e efetivamente o realizar da prática de
intervenção direta sobre o sítio, desde as sondagens e até escavações em áreas amplas, com os
devidos cuidados na salvaguarda do patrimônio arqueológico.

EMENTA
Introdução aos princípios e técnicas gerais da prática de campo em arqueologia, discutindo e
estudando a fundamentação teórica e os aspectos pragmáticos das diferentes fases e
procedimentos de intervenção do trabalho arqueológico (escavação, salvamento,
acompanhamento/monitoramento), abordando as diferentes fases de preparo e execução de uma
escavação arqueológica, incluindo o manuseio de ferramentas e equipamentos, bem como os
aspectos administrativos que envolvem a logística de campo.

BIBLIOGRAFIA BÁSICA

FUNARI, P. P. A. Arqueologia. São Paulo: Ed. Contexto, 2003


RAMBELLI, G. Arqueologia até debaixo d’água. São Paulo: Ed. Maranta, 2002.
TRIGGER, B. História do Pensamento Arqueológico. São Paulo: Ed. Odysseus, 2011.

BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR

DEBLASIS, P.; MORALES, W. F. Analisando sistemas de Assentamento em âmbito local: uma


experiência com full-coverage survey no Bairro da Serra. Revista do Museu de Arqueologia e
Etnologia. v. 5. São Paulo: USP, p.125-143, 1995.
DIAS, A. S. Sistemas de Assentamento e Estilo Tecnológico: Uma Proposta Interpretativa
para a Ocupação Pré-Colonial do Alto Vale do Rio dos Sinos, Rio Grande do Sul. São
Paulo: USP. (Tese de doutorado), 2003.
MILHEIRA, R. G. Arqueologia Guarani na Laguna dos Patos e Serra do Sudeste.
Pelotas/RS: Ed. UFPEL, 2014.
MORAIS, J. L. A. Arqueologia e o fator Geo. Revista do Museu de Arqueologia e Etnologia.
São Paulo: USP, p. 3-22, 1999.
PROUS, André. Arqueologia Brasileira. A pré-história e os verdadeiros colonizadores. Cuiabá:
Archaeo/Carlini & Caniato Editorial, 2019.

75
QUADRO 7: CARACTERIZAÇÃO DOS COMPONENTES CURRICULARES
OPTATIVOS

COMPONENTE CURRICULAR
CÓDIGO
10910027
Antropologia da Alimentação

CARGA HORÁRIA: Distribuição de créditos

Horas: 60 T E P EAD EXT


4
Créditos: 4

OBJETIVO
Geral:
- Apresentar a alimentação como linguagem.
Específicos:
- Oferecer uma introdução a perspectivas teórico-metodológicas de análise de sistemas
simbólicos;
- Subsidiar projetos, análises e reflexões pertinentes a temas associados aos saberes e práticas da
alimentação
EMENTA
Estudo de teorias e abordagens pertinentes à prática da investigação antropológica dos
fenômenos socioculturais relacionados à alimentação.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA
BOURDIEU, P. Gostos de classe e estilos de vida. In: ORTIZ, R. (Org.). Pierre Bourdieu:
sociologia. São Paulo: Ática, 1983.
DOUGLAS, M. Pureza e perigo. São Paulo: Perspectiva, 1976.
FLANDRIN, J; MONTANARI, M. (Dir.). História da alimentação. São Paulo: Estação
Liberdade, 1998.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
DE CERTEAU, M.; GIARD, L.; MAYOL, P. A invenção do cotidiano: 2. morar, cozinhar.
Petrópolis: Vozes, 2002.
DA MATTA, R. Sobre o simbolismo da comida no Brasil. O Correio da Unesco, v. 15, n. 7.
Rio de Janeiro, 1987.
FREITAS, M. C. S. Agonia da fome. Salvador: Editora da UFBA, 2003.
MINTZ, S. W. Comida e antropologia: uma breve revisão. Revista Brasileira de Ciências
Sociais, São Paulo, v.16, n.47, p.31-41, 2001.
SIMMEL, G. Sociologia da refeição. Estudos Históricos, n. 33. Rio de Janeiro, 2004.

76
COMPONENTE CURRICULAR
CÓDIGO
10910058
Antropologia da Religião II

CARGA HORÁRIA: Distribuição de créditos

Horas: 60 T E P EAD EXT


4
Créditos: 4

OBJETIVO
Geral:
- Estudar os/as autores/as e temas clássicos do pensamento antropológico e sociológico sobre a
religião.
Específico:
- Analisar o sentido e a formulação dos seus principais problemas e a presença atual das
perspectivas.
EMENTA
Este curso visa a apresentar como a Antropologia, ciência comprometida com a compreensão da
alteridade, encara a religião, esta marcada pela sua irredutibilidade às interpretações exteriores a
ela. A Antropologia busca analisar a religião mais pela significação que esta produz através de
sua simbologia, cosmologia e ritualização do que pelas “verdades” transcendentes que esta diz
comportar. Nesse sentido, pode-se falar em uma área da Antropologia, a Antropologia da
Religião. Dentro deste enfoque serão analisados temas centrais dessa disciplina, como: Mito,
Rito e Magia.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA
MALINOWSKI, B. Magia, ciência e religião. Lisboa: Edições 70, 1984.
LÉVI-STRAUSS, C. Mito e significado. Lisboa: Edições 70, 1980.
SAHLINS, Ml. Ilhas de História. Rio de Janeiro: Zahar, 1994.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
CASTRO, C. (Org.). Evolucionismo cultural. Rio de Janeiro: Zahar, 2005.
EVANS-PRITCHARD, E. E. A religião e os Antropólogos. Religião e Sociedade, v.13, n.1.
Rio de Janeiro, 1986.
ORO, A. P. et al. (Org.). A religião no espaço público: atores e objetos. São Paulo: Terceiro
Nome, 2012.
LOPES, J. R. Festas e religiosidade popular: estudos antropológicos sobre agenciamentos,
reflexividades e fluxos identitários. Porto Alegre: CirKula, 2014.
MAUSS, M. Sociologia e Antropologia. São Paulo: Cosac & Naify, 2011.

77
COMPONENTE CURRICULAR
CÓDIGO
10910059
Antropologia e Meio Ambiente

CARGA HORÁRIA: Distribuição de créditos

Horas: 60 T E P EAD EXT


4
Créditos: 4

OBJETIVO
Geral:
- Expor algumas das perspectivas teóricas por meio das quais o debate sobre a relação
sociedade-natureza se apresenta para as ciências sociais.
Específicos:
- Refletir sobre as distintas formas de percepção e apropriação da natureza, de acordo com a
multiplicidade de lógicas culturais;
- Debater sobre o campo ambiental na sociedade contemporânea e seus conflitos a partir de uma
perspectiva antropológica;
- Discutir sobre a relação entre saberes tradicionais, biodiversidade e sociedade de risco
EMENTA
Relações sociedade-natureza; a diversidade de perspectivas preservacionistas; o campo
ambiental, suas problemáticas e conflitos;
a relação entre novas tecnologias e saberes tradicionais; problemática ambiental e sociedade de
risco.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA
CUNHA, M. C. da. Populações tradicionais e a Convenção da Diversidade Biológica .Estudos
Avançados, v.13, n.36. São Paulo, 1999.
DIEGUES, A. C. O mito moderno da natureza intocada. São Paulo: Hucitec, 1998.
THOMAS, K. O homem e o mundo natural: mudança de atitude em relação às plantas e aos
animais, 1500-1800. São Paulo: Companhia das Letras, 1988.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
ACSELRAD, H. (Org.). Conflitos ambientais no Brasil. Rio de Janeiro: Relume Dumará,
2004.
ALMEIDA, A. W. B.. Terras de quilombo, terras indígenas, “babaçuais livres”,
“castanhais do povo”, faxinais e fundos de pasto: terras tradicionalmente ocupadas. Manaus:
PPGSCA/UFAM, 2006.
FOLADORI, G.; TAKS, J. Um olhar antropológico sobre a questão ambiental. Mana, v.10, n.2.
Rio de Janeiro, 2004.
RIBEIRO, G. L.. Ambientalismo e desenvolvimento sustentado: nova ideologia/utopia do
desenvolvimento. In: ______. Cultura e política no mundo contemporâneo. Brasília: Editora
da UnB, 2000.
LITTLE, P. E. Territórios sociais e povos tradicionais no Brasil: por uma antropologia da
territorialidade. Série Antropologia UnB, n. 322. Brasília, 2002.

78
COMPONENTE CURRICULAR
CÓDIGO
Arqueobotânica
NOVO
CARGA HORÁRIA: Distribuição de créditos

Horas: 60 T E P EAD EXT


4
Créditos: 4

OBJETIVO
Familiarizar os estudantes com a natureza e características dos materiais florísticos que ocorrem
em sítios arqueológicos e compreensão da sua importância do seu estudo no âmbito da
reconstituição do funcionamento das respectivas comunidades e reconstituição das
características do ambiente envolvente capacitando o aluno a interpretar os resultados de
análises arqueobotânicas e correlacioná-los com o contexto cultural no qual os dados se
originaram
Dar noções sobre metodologias de estudo de vestígios vegetais como fonte de informações para
reconstituição paleoambiental: pólen, fitólitos, madeiras, frutos, sementes e carvões.

EMENTA
Introdução a conceitos fundamentais de ecologia, ecossistemas vegetais e etnobotânica:
subsídios à interpretação de dados arqueobotânicos; Metodologias de coleta e conservação de
vestígios arqueobotânicos durante a escavação arqueológica; Paisagem; Interpretação do registro
arqueobotânico em relação aos contextos deposicionais e culturais. Vestígios vegetais como
fonte de informações para reconstituição paleoambiental: pólen, fitólitos, madeiras, frutos,
sementes e carvões. Métodos de resgate e amostragem de vestígios botânicos

BIBLIOGRAFIA BÁSICA
SCHEEL-YBERT, R.; KLÖKLER, D.; GASPAR, M. D. & FIGUTI, L. Proposta de
amostragem padronizada para macro-vestígios bioarqueológicos: antracologia, arqueobotânica,
zooarqueologia. Revista do Museu de Arqueologia e Etnologia, n. 15(16), 139-163, 2006.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR

DINCAUZE, D. F. Environmental Archaeology. Principles and Practice. Cambridge.


Cambridge. University Press. 2000.
PEARSALL, D.; Paleoethnobotany. 2008. Paleoethnobotany - A handbook of procedures. 7ª
ed. San Diego. Academic Pres. 700p.
RAVEN, P.H.; EVERT, R.F. & CURTIS, H. 2001. Biologia vegetal. 7ª ed. Rio de Janeiro.
Guanabara Koogan. 724p.
TEIXEIRA, C. & PAIS, J., Introdução à paleobotânica. As grandes fases da evolução dos
vegetais, Lisboa, Ed. Autores, 1976 , 210 pp.
VIDAL, W.N.; VIDAL, M.R.R.1995. Botânica organografia. Viçosa. Universidade Federal de
Viçosa. 114p.
SCHIFFER, M. B. Formation processes of the archaeological record. Albuquerque:
University of
New Mexico Press, 1987.

79
COMPONENTE CURRICULAR CÓDIGO

Arqueologia Amazônica NOVO

CARGA HORÁRIA: Distribuição de créditos

Horas: 60 T E P EAD EXT


4
Créditos: 4

OBJETIVO
Conhecer os principais debates teóricos presentes nas pesquisas arqueológicas desenvolvidas na
Amazônia desde o século XIX;
Abordar a bibliografia clássica sobre a ocupação na Amazônia, bem como trabalhos recentes de
revisão da arqueologia nesta região;
Apresentar um panorama histórico e cultural das ocupações indígenas na região, desde o final do
Pleistoceno até o período colonial.

EMENTA

História da Arqueologia na Amazônia; Tendências teóricas na Arqueologia da Amazônia;


Caçadores-coletores no final do Pleistoceno e início do Holoceno; Caçadores-coletores no
Holoceno médio e tardio; Os sambaquis amazônicos e o início da produção cerâmica;
Complexos e horizontes cerâmicos; Evidências de manejo e agricultura; Construções de
estruturas em terra: montículos, estruturas defensivas, geoglifos, campos elevados de cultivo; As
expansões na Amazônia: os povos de matriz cultural Arawak, Tupi e Karib; A diversidade
cultural amazônica contemporânea..
BIBLIOGRAFIA BÁSICA
LATHRAP, D. El Alto Amazonas. Lima: Chataro Editores, 2010.
MEGGERS, B. Amazônia: a ilusão de um paraíso. São Paulo: Editora da Universidade de São
Paulo, 1987.
NEVES, Eduardo Góes. Arqueologia da Amazônia. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2006.
ROOSEVELT, Anna. C. Arqueologia Amazônica. In: CUNHA, Manoela C. (Org.). História
dos Índios no Brasil. São Paulo: Cia das Letras, 1992. 53-86p.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
PEREIRA, E.; GUAPINDAIA, V. Arqueologia Amazônica 1. Belém: MPEG, IPHAN,
SECULT, 2010.
MEGGERS, B. Arqueologia Amazônica 2. Belém: MPEG, IPHAN, SECULT, 2010.
FAUSTO, C. Os índios antes do Brasil. Rio de Janeiro: Zahar, 2000.
GOMES, D. M. C. Cerâmica arqueológica da Amazônia. Vasilhas da Coleção Tapajônica
MAE–USP. São Paulo: Edusp/FAPESP/Imprensa Oficial do Estado, 2002.
SCHAAN, D. A cultura Marajoara. São Paulo: SENAC São Paulo, 2009.
ROSTAIN, E. Amazonía: Memórias de las conferencias magistrales del 3er Encuentro
Internacional de Arqueología Amazónica. Quito: Ekseption Publicidad, 2014

80
COMPONENTE CURRICULAR
CÓDIGO
10910077
Arqueologia Clássica

CARGA HORÁRIA: Distribuição de créditos

Horas: 60 T E P EAD EXT


4
Créditos: 4

OBJETIVO
Geral:
- Estudar as sociedades do Mediterrâneo antigo a partir da cultura material, dos sítios
arqueológicos e da literatura de referência.
Específico:
- Apresentar a história da arqueologia clássica, suas escolas e discussões teóricas.
EMENTA
Estudo da arqueologia das sociedades do Mediterrâneo antigo (civilizações egéias, etruscos,
gregos, romanos, etc.), por meio da cultura material e dos sítios arqueológicos, enfocando a
história da disciplina, as reflexões teóricas contemporâneas e o diálogo com as evidências
literárias.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA
CERQUEIRA, F. V.; NOBRE, C. K.; POZZER, K. M. P. (Ed.). Fronteiras e etnicidade no
mundo antigo. Pelotas: Editora e Gráfica da UFPEL; Canoas: Editora da ULBRA, 2005.
FUNARI, P. P. A.; PÉRES-SANCHES, D.; SILVA, G. J. da. (Org.) Arqueología e Historia del
mundo antigo: contribuciones brasileñas y españolas. BAR International Series, Oxford:
Archeopress, 2008.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
BOARDMAN, J. Athenian red figure vases: the classical period. Londres: Thames and
Hudson, 1995.
______. Les vases athéniens à figures noires. Paris: Thames & Hudson, 1996.
ROBERTSON, D. S. Arquitetura grega e romana. São Paulo: Martins Fontes, 1997.
SNODGRASS, A. Homero e os artistas. São Paulo: Odysseus, 2004.
SILVA, G. J. da. História antiga e usos do passado: um estudo e apropriações da antiguidade
sob o regime de Vichy (1940-1944). São Paulo: Annablume, 2007.
CLASSICA (São Paulo): Revista Brasileira de Estudos Clássicos /Sociedade Brasileira de
Estudos Clássicos. [Link]

81
COMPONENTE CURRICULAR CÓDIGO

Arqueologia da Morte NOVO

CARGA HORÁRIA: Distribuição de créditos

Horas: 60 T E P EAD EXT


4
Créditos: 4

OBJETIVO
Debater temas como: Morte e complexidade social desde o processualismo; - A morte e os pós-
modernos; A morte e a perspectiva marxista
EMENTA
Conhecer o tratamento dos restos funerários através da história da Arqueologia. Analisar as
diferentes linhas de investigação que permitem esse estudo. Revisar as diferentes metodologias
de trabalho nas diferentes posturas teóricas.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA
Da-Gloria, Pedro, Neves, Walter Alves, & Hubbe, Mark. (2017). História das pesquisas
bioarqueológicas em Lagoa Santa, Minas Gerais, Brasil. Boletim do Museu Paraense
Emílio Goeldi. Ciências Humanas, 12(3), 919-
[Link]://[Link]/10.1590/1981.81222017000300014
Strauss, André. (2016). Os padrões de sepultamento do sítio arqueológico Lapa do Santo
(Holoceno Inicial, Brasil). Boletim do Museu Paraense Emílio Goeldi. Ciências
Humanas, 11(1), 243-276. [Link]

BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
Balaguer, Paz, Ma Inês Fregeiro, Camila Oliart, Cristina Rihuete y ElenaSintes 2002
Indicadores de actividad física y cargas laborales en el esqueletohumano. Posibilidades y
limtaciones para el estúdio del trabajo y suorganización social en sociedades extintas. En Primer
Congreso de Análisisfuncional en España y Portugal, 2001 Barcelona. Editado por
IgnacioClemente, Roberto Risch y Juan Gibaja, pp.97-108. BAR Internacional
Series,Archaeopress. Oxford.
Binford, Lewis 1972 Mortuary Practices: Their Study and their potential. En:An Archaeological
Perspective. Pp. 209-243. Seminar Press. New York.
Chapman, Robert. 2003 Archaeologies of Complexity. Routledege. New York
BUIKSTRA, J. 1981. Mortuary practices, paleodemography andpaleopatology: a case study
form Koster Site (Illinois), The Archaeology ofDeath: 106-123, Chapman, Kinnes y randsborg
(Eds.), Cambridge UniversityPress, Cambridge.
LAMBERT, P.; BILLMAN, B. ; BANKS, L. 2000. Explaning Variability inmutilated human
bone assemblages from the American Southwest: A case ofstudy form the southern piedmont of
sleeping Ute Mountain, Colorado”,International Journal of Osteoarchaeology, 10: 49-64.
TAINTER, J. 1978. Mortuary Practices and the Study of Prehistoric Socialsystems. Advances in
Archaeological Mehod and Theory, Vol. I, M. B. Schiffer(Ed.), Academic Press, New York.
UCKO, P. 1969. Ethnography and archaeological interpretation of funeraryremains. World
Archaeology, 1:262-280
VIGNATTI, M. A. 1941 “Censo oseo de paquetes funerarios de origenGuaraní”, Revista del
Museo de La Plata, T II: 1-11, La Plata.

82
COMPONENTE CURRICULAR CÓDIGO

Arqueologia da Paisagem NOVO

CARGA HORÁRIA: Distribuição de créditos

Horas: 60 T E P EAD EXT


4
Créditos: 4

OBJETIVO
Analisar e discutir as abordagens teórico-metodológicas que tratam da relação dos grupos
humanos e o espaço.
EMENTA
Conceito de sítio arqueológico e não-sítio. A discussão sobre as concepções de paisagem,
espaço, lugar e território. A paisagem, culturalmente determinada, como objeto de análise da
Arqueologia. A interpretação do significado da paisagem. A paisagem como produto humano. A
paisagem como agente.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA
BUENO, Beatriz Piccolotto Siqueira, Arqueologia da paisagem urbana: lógicas, ritmos e
atores na construção do centro histórico de São Paulo (1809-1942). Revista do Instituto
de Estudos Brasileiros, Brasil, n. 64, p 99-130 ago.2016
Corteletti, R., & DeBlasis, P. (2018). Arqueologia Jê do Sul do Brasil: ambiente,
sistema, poder e experiência na paisagem de Urubici, Santa Satarina. Revista Memorare,
5(2), 132-164. doi:[Link]
SOUSA, Ana Cristina. Arqueologia da Paisagem e a Potencialidade Interpretativa dos
Espaços Sociais. Habitus. Goiânia, v.3, n.2, p.291-300, jul-dez. 2006

BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
ANSCHUETZ, K.; WILSHUSEN, R. & SCHEICK. Una arqueología de los paisajes:
perspectivas y tendencias. Journal of archaeological research, v. 9, n. 2, p. 152-197, 2001.
BALÉE, William. Historical Ecology: premises and postulates. Advances in Historical
Ecology. New York: Columbia University Press, 1998. p. 13-29.
BICHO, Nuno. Manual de Arqueologia Pré-Histórica. Lisboa: Edições 70, 2006.
BINFORD, L. R. The Archaeology of place. Journal of Anthropological Archaeology, n. 1, p.
5-31, 1982.
DENEVAN, William. Cultivated landscapes of native Amazonia and the Andes.
Oxford:Oxford Press, 2000. (Geografical and Enviromental Studies).
GONZALES, Ricardo. Una disciplina denominada Arqueología del Paisaje. ACyT Apuntes de
Ciencia y Tecnología, n. 20, p. 1577-6794, 2006.
MENESES, U. T. B. A paisagem como fato cultural. In: YÁSIGI, E. (Org.). Turismo e
paisagem. São Paulo: Contexto, 2002. p. 29-64.
VILLAFANEZ, Emilio Alejandro. Entre la geografía y la arqueología: el espacio como objeto y
representación. Rev. geogr. Norte Gd. [online] n. 50, p. 135-150, 2011.
ASHMORE, W.; KNAPP, B. Archaeologies of Landscape: contemporary perspectives.
Massachussets and Oxford: Blackwell, 1999.
CRIADO BOADO, F.; PARCERO, C. (Ed). Landscape, archaeology, heritage. TAPA, 2, 1997.
WAGSTAFF, J. M. (Ed.). Landscape & Culture. Geographical & Archaeological
[Link] York: Blackwel, 1987.

83
COMPONENTE CURRICULAR
CÓDIGO
Arqueologia dos povos Jê do sul do Brasil
NOVO
CARGA HORÁRIA: Distribuição de créditos

Horas: 60 T E P EAD EXT


4
Créditos: 4

OBJETIVO
1. Apresentar um panorama recente da arqueologia dos povos Jê do Sul do Brasil;
2. Apresentar novas metodologias interdisciplinares de pesquisa e os avanços realizados por
essas abordagens;
3. Discutir as recentes interpretações construídas para temas como: a emergência da
complexidade social, territorialidade, manejo da floresta de araucária, construção de paisagem,
arquitetura pública, vida na aldeia e rituais funerários.
EMENTA
Desde a retomada das pesquisas da arqueologia dos povos Jê do Sul do Brasil, em meados dos
anos 90, um grande obstáculo para o entendimento sobre o surgimento e a transformação das
suas paisagens é o conhecimento fragmentado de como essas sociedades eram organizadas -
tanto a nível regional e local. Da mesma forma, a escassez de pesquisa paleoecológica na
maioria das áreas, a baixa resolução cronológica e a falta de integração com sequências culturais
conhecidas, impedia a investigação do papel potencial que a ação humana pode ter
desempenhado na formação dessas paisagens, bem como o legado do uso dessas terras dentro
dos ecossistemas atuais..
BIBLIOGRAFIA BÁSICA
MACHADO, Juliana S. 2017. Arqueologias Indígenas, os Laklãnõ Xokleng e os objetos do
pensar. Revista de Arqueologia, SAB, v.30, n1, 89-119.
NOELLI, Francisco S.; SOUZA, Jonas G. [Link] perspectivas para a cartografia
arqueológica Jê no Brasil meridional. Bol. Mus. Para. Emílio Goeldi. Cienc. Hum., Belém, v.
12, n. 1, p. 57-84, jan.-abr. 2017
ROBINSON, Mark; SOUZA, Jonas G.; MAEZUMI, Yoshi S.; CARDENAS, Macarena L.;
PESSENDA, Luis; PRUFER, Keith; CORTELETTI, Rafael; SCUNDERLICK, Deisi;
DEBLASIS, Paulo, MAYLE, Francis; IRIARTE, José. [Link] human and climate
drivers of late Holocene vegetation change in southern Brazil. Scientific Reports – Nature, v.8,
p.7800. London: Springer-Nature, 2018.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
IRIARTE, José, GILLAM, J. Christopher, & MAROZZI, Oscar. [Link]
funerarios y festejos rituales: complejos de recintos y túmulos Taquara/Itararé en Eldorado,
Misiones (Argentina). Arqueologia Iberoamericana 6 (2010), 25–38.
FONSECA, Jidean R. 2015. O Conhecimento dos Sábios sobre a cerâmica na Terra Indígena
Xokleng/Laklãnõ. TCC – Licenciatura Intercultural Indígena do Sul da Mata Atlântica, UFSC
SOUZA, Jonas G., CORTELETTI, Rafael, ROBINSON, Mark, & IRIARTE, José.2016.
The genesis of monuments: Resisting outsiders in the contested landscapes of southern Brazil.
Journal of Anthropological Archaeology 41: 196-212.
TSCHUCAMBANG, Copacãm. [Link] Arqueológicos no Território Laklãnõ/Xokleng-
SC. TCC – Licenciatura Intercultural Indígena do Sul da Mata Atlântica, UFSC

84
COMPONENTE CURRICULAR
CÓDIGO
Arqueologia Pré-colombiana 10910079

CARGA HORÁRIA: Distribuição de créditos

Horas: 60 T E P EAD EXT


4
Créditos: 4

OBJETIVO
Geral:
- Estudar a diversidade social e pluralidade cultural das sociedades pré-colombianas.
Específico:
- Apresentar processos de hominização e de ocupação pré-histórica da América
EMENTA
Caracterização da diversidade social e pluralidade cultural das sociedades pré-colombianas,
enfatizando notadamente os processos de hominização e de ocupação pré-histórica da América.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA
FERREIRA, L. M.; NOELLI, F. S. A persistência da teoria da degeneração e do colonialismo
nos fundamentos da Arqueologia brasileira. História, Ciências, Saúde – Manguinhos, v. 14, n.
4. Rio de Janeiro, 2007.
MEGGERS, B. G. América pré-histórica. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1979.
NEVES, W. A.; PILÓ, L. B.. O povo de Luzia: em busca dos primeiros americanos. Rio de
Janeiro: Globo, 2008.
REVISTA DA USP, v. 34 (Dossiê Surgimento do Homem na América). São Paulo, 1997.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
FERREIRA, L. M. (Org.). Arqueologia Amazônica: História e Identidades. Boletim do Museu
Paraense Emílio Goeldi, v. 4, n. 1. Belém, 2009.
NEVES, E. G. Arqueologia da Amazônia. Rio de Janeiro: J. Zahar, 2006.
PROUS, A. O Brasil antes dos brasileiros: a pré-história do nosso país. Rio de Janeiro: J.
Zahar, 2006.
ARCURI, M. M. Tribos, Cacicados ou Estados? A dualidade e centralização da chefia na
organização social da América pré-colombina. Revista do Museu de Arqueologia e Etnologia,
n. 17, p. 305-320, 2007.
SCHAAN, D. P. São Tartarugas até lá Embaixo! Cultura, Simbolismo e espacialidade na
Amazônia pré-Colombiana. Revista de Arqueología Americana, p. 99-124, 2006.

85
COMPONENTE CURRICULAR CÓDIGO

Arte Rupestre NOVO

CARGA HORÁRIA: Distribuição de créditos

Horas: 60 T E P EAD EXT


4
Créditos: 4

OBJETIVO
Introduzir à linha de pesquisa em arte rupestre; teoria e prática na
Arqueologia Rupestre

EMENTA
Estudo de gravuras, pinturas; estilo; contexto; cronologia; datação direta; Simbolismo;
Semiótica; etnografia da Arte rupestre e ressignificação Indígena; introdução ás Técnicas de
Registro Visual .
BIBLIOGRAFIA BÁSICA
JORGE, Marcos; PROUS, André Ribeiro, Loredana (2007) Brasil Rupestre, Arte Pré-histórica
Brasileira. Zencrane Livros, Curitiba, PR.
PESSIS, Anne-Marie, (2004) Imagens da Pré-história, Ed, Universitária, UFPE, Recife.

BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
Martin, Gabriela (1999). Pré-História do Nordeste do Brasil.- ed Universitária, UFPE, Recife.
Pereira, Edithe. (2003) Arte Rupestre na Amazônia – Pará – Belém: Museu Emílio Goeldi; São
Paulo:UNESP.
Pereira, Edithe. (2010) Arte Rupestre e Cultura Material na Amazônia Brasileira. In PEREIRA,
E.; GUAPINDAIA, V. (org.) (2010) Arqueologia Amazônica 1. Museu Paraense Emílio Goeldi.
Belém. pp. 259-284.
Vidal, L. (org.) (1992) Grafismo Indígena. São Paulo, Studio Nobel, FAPESP, EDUSP, SP.
Anne-Marie Pessis (2002). Do estudo das gravuras rupestres pré-históricas no Nordeste do
Brasil. CLIO arqueológica, n.15, vol. 1. p. 29 – 44.
_______(1992) Identidade e classificação dos registros rupestres pré-históricos do Nordeste do
Brasil. CLIO série arqueológica n.8. Ed. Universitária, UFPE, Recife.

86
COMPONENTE CURRICULAR
CÓDIGO
Etnobotânica
NOVO
CARGA HORÁRIA: Distribuição de créditos

Horas: 60 T E P EAD EXT


2 2
Créditos: 4

OBJETIVO

Conhecer a importância da utilização dos recursos vegetais pelas comunidades. Conhecer os


distintos usos das espécies vegetais e as estratégias de manejo para o uso sustentável. As
distintas relações entre as populações e as plantas. Os cuidados éticos e legais na pesquisa
etnobotânica.

EMENTA

Conceitos gerais na etnobotânica. Legislação nacional. Ética na pesquisa etnobotânica. Conceito


nomenclaturais (gênero, espécie, variedade). Classificação binomial. Nomes científicos versus
nomes vulgares. O funcionamento de um herbário institucional. A elaboração de herbários.
Métodos de coleta de plantas. Domesticação. Categorias de usos. Propriedade intelectual das
informações populares. Plantas bioativas. Manejo, Comercialização e Conservação.

BIBLIOGRAFIA BÁSICA
Aloisio Cabalzar...[et al.]. Manual de etnobotânica : plantas, artefatos e conhecimentos
indígenas. São Paulo: Instituto Socioambiental; São Gabriel da Cachoeira, AM:Federação das
Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN), 2017.
Rita Maria Heck; Márcia Vaz Ribeiro & Rosa Lía Barbieri. (Org.). Plantas medicinais do
Bioma Pampa no cuidado em saúde. Santa Maria: Parques Gráficos da Pallotti, 2017.
Marene Machado Marchi; Rosa Lía Barbieri. (Org.). Cores e formas no Bioma Pampa:
gramíneas ornamentais nativas. Santa Maria: Parques Gráficos da Pallotti, 2015

BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
Albuquerque, U.P. 2005. Introdução à Etnobotânica. 2ª ed. Rio de Janeiro, Interciência.
Coradin L. et. al. Espécies nativas da flora brasileira de valor econômico atual ou potencial:
plantas para o futuro – Região Sul /Brasília: MMA, 2011. 934p.
Oliveira F. C. et. al. Avanços nas pesquisas etnobotânicas no Brasil. Acta bot. bras. 23(2): 590-
605. 2009.

87
COMPONENTE CURRICULAR
CÓDIGO
Teorias Feministas NOVO

CARGA HORÁRIA: Distribuição de créditos

Horas: 60 T E P EAD EXT


4
Créditos: 4

OBJETIVO
Os objetivos da disciplina são estimular uma sensibilidade interseccional e um engajamento
descolonial com a pesquisa acadêmica, instrumentalizando projetos de pesquisa para lidar com
gênero, raça, sexualidade e classe.

EMENTA
A disciplina apresenta o campo dos estudos e políticas feministas no Brasil e no mundo com
foco em abordagens contemporâneas, sobretudo os feminismos descoloniais, indígenas, negro,
LGBTQ+ e queer.

BIBLIOGRAFIA BÁSICA
hooks, bell. Ensinando a transgredir – a educação como prática libertadora. São Paulo: Martins
Fontes, 2013.
DAVIS, Angela. Mulheres, raça e classe. São Paulo: Boitempo, 2016.
FEDERICI, Silvia. Calibã e a bruxa. São Paulo: Editora Elefante, 2017.
LOURO, Guacira Lopes (org.) O Corpo Educado: pedagogias da sexualidade. Belo Horizonte/
MG: Autêntica, 1999.
SARTI, Cintia A. O feminismo brasileiro desde os anos 1970: revisitando uma trajetória.
Revista Estudos Feministas, Florianópolis, v. 12, n. 2, p. 35, jan. 2004. Disponível em:
[Link]
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
HARAWAY, D. Saberes localizados: a questão da ciência para o feminismo e o privilégio da
perspectiva parcial. Cadernos Pagu (5), Campinas-SP, Núcleo de Estudos de Gênero
Pagu/Unicamp, p.7-41, 1995. Disponível em:
[Link]
HOOKS, B.; BRAH, A.; SANDOVAL, C.; ANZALDÚA, G. (Org.). Otras inapropriables:
feminismos desde las fronteras, Madrid, Traficantes de Sueños, 2004.
GONTIJO, Fabiano de S.; SCHAAN, Denise Pahl. Sexualidade e Teoria Queer. Revista de
Arqueologia, v. 30, n. 2, p. 51-70, 2017.
WYLIE, Alison. Os que conhecem, conhecem bem: teoria do ponto de vista e arqueologia de
gênero. Scientiae Studia, São Paulo, v. 15, n. 1, p. 13-38, june 2017.

88
COMPONENTE CURRICULAR
CÓDIGO
Etnologia Ameríndia II 10910066

CARGA HORÁRIA: Distribuição de créditos

Horas: 60 T E P EAD EXT


4
Créditos: 4

OBJETIVO
Geral:
- Apresentação dos grupos étnicos, seus sistemas de pensamentos, seus territórios vinculados às
bacias hidrográficas do rio Negro, rio Amazonas, rio Araguaia, rio Tocantins, rio Xingu, Oceano
Atlântico.
Específicos:
-Debater sua origem, relações interétnicas, hibridismo, formação do estado nacional.
EMENTA
Estudos teóricos e etnográficos de diversos temas acerca dos ameríndios amazônicos,
xinguanos, Tupi-Guarani, Jê.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA
CLASTRES, P. A sociedade contra o Estado. São Paulo: Cosac & Naif, 2003.
KOPENAWA, D.; ALBERT, B. A queda do céu: palavras de um xamã Yanomami. São Paulo:
Companhia das Letras, 2015.
CUNHA, M. C. da. (Org.). História dos índios no Brasil. São Paulo: Fapesp/SMC; Companhia
das Letras, 2006.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
LÉVI-STRAUSS, C. Tristes trópicos. São Paulo: Companhia das Letras, 1996.
NIMUENDAJÚ, C. MAPA etno-histórico de Curt Nimuendaju. Rio de Janeiro: IBGE, 2002.
OLIVEIRA FILHO, J. P. O nosso governo: os ticuna e o regime tutelar. São Paulo: Marco
Zero, 1988.
SCHADEN, E. Aspectos fundamentais da cultura Guarani. 3. ed. São Paulo: E.P.U.
:EDUSP, 1974.
PISSOLATO, Elizabeth. Mobilidade, multilocalidade, organização social e cosmologia: a
experiência de grupos Mbya- Guarani no sudeste brasileiro In Tellus, ano 4, n. 6, p. 65-78, abr.
2004, Campo Grande, MS. Disponível em:
[Link]

89
COMPONENTE CURRICULAR
CÓDIGO
Etnologia Ameríndia III 10910067

CARGA HORÁRIA: Distribuição de créditos

Horas: 60 T E P EAD EXT


4
Créditos: 4

OBJETIVO
Geral:
- Apresentação dos grupos étnicos, seus sistemas de pensamentos, seus territórios vinculados ao
Caribe, florestas amazônicas, Andes, Oceano Pacífico, Chaco, Terra do Fogo. Específico:
- Discutir sobre origem, relações interétnicas, hibridismo, formação dos estados nacionais.
EMENTA
Estudo teórico e etnográfico de diversos temas referentes aos ameríndios que habitam na
América do Sul.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA
LÉVI-STRAUSS, C. Do mel às cinzas. São Paulo: Cosac & Naify, 2004.
RIBEIRO, D. As Américas e a civilização: processo de formação e causas do
desenvolvimento desigual dos povos americanos. 3. ed. Petrópolis: Vozes, 1979.
SAHLINS, M. Ilhas de História. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1990.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
BASTOS, S. Na rota dos arqueólogos da Amazônia: 13 mil anos de selva habitada.
Teresópolis: Família Bastos Editora, 2015.
CUNHA, M. C. da. Cultura com aspas e outros ensaios. São Paulo: Cosac & Naify, 2014.
MELIÀ, B.; NAGEL, L. M. Guaranies y jesuitas en tiempo de las misiones: una bibliografía
didáctica. Santo Ângelo: Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões -
Campus Erechim, 1995.
NOVAES, S. C. Habitações indígenas. São Paulo: Edusp, 1983.
DESCOLA, Philippe. Além de natureza e cultura. Tessituras, Pelotas, v. 3, n. 1, p. 7-33,
jan./jun. 2015. Disponível em:
[Link]

90
COMPONENTE CURRICULAR
CÓDIGO
Geoarqueologia NOVO

CARGA HORÁRIA: Distribuição de créditos

Horas: 60 T E P EAD EXT


4
Créditos: 4
OBJETIVO
Geral:
- Conhecer as rochas básicas existentes no Brasil, os processos de formação, clivagens e quebras
antrópicas que possibilitam reconhecer o uso humano destas.
Específico:
- Estudar impactos ambientais e legislação ambiental: geoarqueologia, histórico e conceito;
Geologia costeira: métodos, técnicas e modelos evolutivos; Formação geológica das planícies
litorâneas do sul do Brasil; ss culturas arqueológicas e as estratégias de ocupação do ecosistema.
EMENTA
Estudos sobre a Terra: origem, estrutura e composição. Discussão sobre tectônica de placas, o
ciclo geológico e a dinâmica dos processos naturais da Terra, Minerais e rochas. Estudos dos
conceitos e princípios do Tempo Geológico, Ciclo hidrogeológico, Geologia e o meio ambiente,
Geologia e atividade antrópica. Noções de ecologia, Ciclos Biogeoquímicos, ambientes
geológicos e ecossistemas. Geoarqueologia, origens e conceitos. Geologia, Geomorfologia.
Sedimentologia costeira. Biogeografia das restingas e florestas ombrófilas densas. Flutuação dos
níveis marinhos e formação do sistema Patos-Mirim. Análises sobre Impactos ambientais,
Legislação mineral e ambiental.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA
GUERRA, A.; GUERRA, A. J. Novo Dicionário Geológico-Geomorfológico. 5ª Ed. Rio de
Janeiro: Bertrand, 2006. 648p.
HARRIS, E. Princípios de estratigrafia arqueológica. Barcelona: Crítica, 1991, 227p.
MONROE, J. S.; WICANDER, R. Fundamentos de Geologia. São Paulo: Cengage, 2009.
PRESS, F,; SIEVER, R.; GROTZINGER, J.; JORDAN, T. H. Para entender a terra. Porto
Alegre: Artmed, 2006.
RENFREW, Colin; BAHN, Paul. Arqueología: teorías, métodos y prá[Link]: Akal,
2007. Routledge, 1995.
SOUZA, C. L.; SUGUIO, K., OLIVEIRA, A. M. et al. (Orgs.) Quaternário do Brasil.
Ribeirão Preto: Holos, 2005.
TEIXEIRA, W. et. al. (Org.). Decifrando a terra. São Paulo: Oficina de Textos, 2008..
VILLWOCK, J. A.; TOMAZZELI, L. J. Geologia costeira do Rio Grande do Sul, Notastécnicas,
Porto Alegre, n. 8, p. 1-45 p, 1995.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
AR BRITO, I. A. M. Geologia Histórica. Uberlândia: Editora da EDUFU, 2001.
LUNINE, J. I. Earth, evolution of a habitable world. Ed. Cambridge, 1999.
MENEGAT, R. (Coord.). Atlas ambiental de Porto Alegre. Porto Alegre: Editora da UFRGS,
2006.
STANLEY, S. M. Earth System History. USA: W. H. Freeman, 2008.
SUGUIO, K. Geologia Sedimentar. São Paulo: Edgard Blucher, 2003.

91
COMPONENTE CURRICULAR
CÓDIGO
Imaginário e Memória 10910068

CARGA HORÁRIA: Distribuição de créditos

Horas: 60 T E P EAD EXT


4
Créditos: 4

OBJETIVO
Geral:
- Estudo das noções de pessoa, indivíduo, memória, duração, narrativa, imaginário, pensamento
simbólico.
Específico:
- Debater acerca das representações das apropriações simbólicas realizadas pelos coletivos
contemporâneos.
EMENTA
Interpretação acerca das representações das apropriações simbólicas realizadas pelos coletivos
contemporâneos, através das noções de imaginário, memória, duração, sociabilidade, narrativa.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA
BACHELARD, G. A poética do devaneio. São Paulo: Martins Fontes,1988.
CASSIRER, E. Ensaio sobre o homem. São Paulo: Martins Fontes, 2005.
DURAND, G. As estruturas antropológicas do imaginário: introdução à arquetipologia geral.
São Paulo: Martins Fontes, 2002.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
DURAND, G. A imaginação simbólica. São Paulo: Cultrix, 1988.
______. O imaginário. Rio de Janeiro: Difel, 1998.
LÉVI-STRAUSS, C. Mito e significado. Lisboa: Edições 70, 1979.
MERLEAU-PONTY, M. Fenomenologia da percepção. São Paulo: Martins Fontes, 1994.
RICOEUR, P. Tempo e narrativa (Tomo I, II, III). Campinas: Papirus, 1994.

92
COMPONENTE CURRICULAR
CÓDIGO
2000084
Língua Brasileira de Sinais I
CARGA HORÁRIA: Distribuição de créditos

Horas: 60 T E P EAD EXT


4
Créditos: 4

OBJETIVO
Geral:
- Desenvolver e introduzir elementos de LIBRAS que possibilitem dar continuidade à
construção de habilidade e desempenho na comunicação em Língua Brasileira de Sinais.
Específicos:
- Propiciar diálogos com estruturas afirmativas, negativas e interrogativas.
EMENTA
Uma introdução à língua de Sinais, uma comunicação visual, com sua gramática. Alfabeto
manual. Diálogos com estruturas afirmativas, negativas e interrogativas. Expressões de
quantificação e intensidade – adjetivação. Descrição. Narrativa básica.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA
AMORIM, S. L. Comunicando a liberdade: a língua das mãos. Florianópolis: 2000.
CAPOVILLA, F. C. Diccionario trilingue de LIBRAS. São Paulo: Edusp; Imprensa Oficial do
Estado, 2001.
FELIPE, T. A. Integração social e educação dos surdos. Rio de Janeiro: Babel, 1993.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
LOPES, M. C. Relações de poderes no espaço multicultural da escola para surdos. In: SKLIAR,
C. (Org.). A surdez, um olhar sobre as diferenças. Porto Alegre: Mediação, 1998.
FERNANDES, E. Linguagem e surdez. Porto Alegre: ArTmed, 2003.
KARNOPP, L. Literatura surda. In: Educação temática digital, Campinas, v.7, n.2, jun. 2006.
PEREIRA. M. C. C. Papel da língua de sinais na aquisição da escrita por alunos surdos. In:
LODI, A C. B. Letramento e minorias. Porto Alegre: Mediação, 2002.
LACERDA, C. B. F. Um pouco de história das diferentes abordagens na educação dos surdos.
Cadernos Cedes, ano XIX, Campinas, nº 46, setembro de 1998.

93
COMPONENTE CURRICULAR
CÓDIGO
Musealização da Arqueologia e da Antropologia 10910048

CARGA HORÁRIA: Distribuição de créditos

Horas: 60 T E P EAD EXT


4
Créditos: 4

OBJETIVO
Geral:
- Discutir os princípios e as potencialidades dos processos de musealização aplicados ao
patrimônio arqueológico e antropológico.
Específicos:
- Discutir as problemáticas inerentes à exposição de materiais arqueológicos e antropológicos no
que se refere à degradação dos mesmos por agentes ambientais e pela ação humana;
- Apresentar os procedimentos museológicos de salvaguarda e comunicação das coleções
arqueológicas e antropológicas.
EMENTA
Estudo dos processos de curadoria, gestão e políticas de representação de coleções
arqueológicas e antropológicas em museus. Discussão dos princípios e potencialidades dos
processos de musealização aplicados à Arqueologia e à Antropologia, seus limites e
reciprocidades com a Arqueologia Pública e a Antropologia Aplicada.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA
MILDER, S.E.S. (Org.). As várias faces do Patrimônio Santa Maria: LEPA/UFSM, 2006.

BRUNO, M.C.O. Museologia: algumas idéias para a sua Organização disciplinar. Cadernos de
Sociomuseologia (9). Lisboa: Centro de Estudos de Sociomuseologia. Universidade Lusófona
de Humanidades e Tecnologias. 1996.

______. Arqueologia e Antropofagia: a musealização de sítios arqueológicos. In Revista do


Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Rio de Janeiro, n.31,2005.
______. Museus de arqueologia: uma história de conquistadores, de abandono, de mudança. In
Revista do Museu de Arqueologia e Etnologia, São Paulo, n.6, 1996..
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
BRUNO, [Link]ção de Curadoria: os caminhos do enquadramento, tratamento e
extroversão da herança patrimonial. In Cadernos de Diretrizes 2 – Mediação em Museus:
Curadorias, Exposições e Ação Educativa, Belo Horizonte: SUM, 2008.
COSTA, E. P. Princípios básicos da museologia. Curitiba: Coordenação do Sistema Estadual
de Museus /Secretaria de Estado da Cultura, 2006.
DESVALLÉS, A.; MAIRESSE, F. (Ed.) Conceitos-chave de museologia. São Paulo: ICOM,
2014.
SALADINO, A.; COSTA, C.A.S.; MENDONÇA, E. C. A césar o que é de césar: o patrimônio
arqueológico nas organizações formais do Brasil. LAP Revista de Arqueologia Pública, n.8,
dezembro 2013.
LIMA, T. A. (Org.) Revista do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Nº 33, 2007.

94
COMPONENTE CURRICULAR
CÓDIGO
Oficina de Imagem e Som em Antropologia 10910053

CARGA HORÁRIA: Distribuição de créditos

Horas: 60 T E P EAD EXT


4
Créditos: 4

OBJETIVO
Geral:
-Capacitar técnica e teoricamente para utilização básica de recursos imagéticos no
desenvolvimento de pesquisas antropológicas.
Específica:
- Incentivar o desenvolvimento de pesquisas antropológicas sobre ou através da imagem, do som
e/ou do audiovisual.
EMENTA
Iniciação à instrumentalização para o desenvolvimento de pesquisas antropológicas sobre ou
através da imagem, do som e/ou do audiovisual.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA
GURAN, M. Documentação fotográfica e pesquisa científica. Notas e Reflexões. s/l; s/e;
2012. Disponível em:
[Link]
Conversas com MacDougall (2007), de C. Pompeia e L. Cezar. Série Trajetórias. LISA/USP.
Disponível em: [Link]
CAFFÉ, C.; HIKIJI, R. S. G. Lá do Leste: uma etnografia audiovisual compartilhada. São
Paulo: Humanitas, 2013.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
O cinema documentário, por Bill Nichols (VIDEO-AULA). Disponível em:
[Link]
Revista GIS/ USP - Gesto Imagem e Som. Disponível em: [Link]
Conversas com Catarina Alves Costa (2007) (vídeo). Direção de Nadja Marin e Rose Satiko.
Série Trajetórias. LISA/USPDisponível em: [Link]
ROCHA, E. “Deus me livre de cantar essas coisas”. Iluminuras. Vol. 11, n. 25.
Jean Rouch: subvertendo fronteiras (2000). (vídeo). Direção de Ana Lúcia Ferraz, Edgar
Teodoro da Cunha, Paula Morgado e Renato Sztutmann. Disponível em:
[Link]

95
COMPONENTE CURRICULAR
CÓDIGO
Populações Sambaquieiras no Litoral do Brasil NOVO

CARGA HORÁRIA: Distribuição de créditos

Horas: 60 T E P EAD EXT


4
Créditos: 4

OBJETIVO

Introduzir aos temas: História da pesquisa em Sambaqui; Ocupação do litoral brasileiro; Noções
sobre evolução costeira Holocênica e sua relação com os Sambaquis; Compreensão dos sítios e
vestígios arqueológicos presentes no litoral brasileiro. Estudar e entender os sambaquis
litorâneos no Brasil com enfoque no litoral sul brasileiro.
EMENTA
Os sítios arqueológicos costeiros relacionados às populações pescadoras coletoras dos
sambaquis serão abordados em seu contexto continental. Há uma série de adaptações costeiras
nos diferentes ambientes de insersão que compõem os contornos das três Américas e,
recentemente, as principais discussões sobre o povoamento americano trouxeram estes sítios
para o cerne da pesquisa arqueológica. É necessário situar a arqueologia dos sambaquis do
Brasil Meridional neste cenário, avaliando o papel dos sítios na rota de dispersão das populações
indígenas pretéritas, bem como os diferentes contextos culturais associados aos sítios
regionalmente, dando lugar a estudos detalhados em nível local no intuito de formar um mapa
claro das transformações das estratégia adaptativas e escolhas culturais materializadas no
conteúdo dos sítios.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA
GASPAR, M. D. Sambaqui: Arqueologia do Litoral Brasileiro. Rio de Janeiro: Editora Jorge
Zahar, 2000.
GASPAR, M. Aspectos da organização social de pescadores-coletores: região compreendida
entre a Ilha Grande e o delta do Paraíba do Sul, Rio de Janeiro. Pesquisas, Antropologia n. 59,
163 p., 2003.
LIMA, T. (1999-2000). Em Busca dos Frutos do Mar: Os Pescadores-Coletores do Litoral
Centro-Sul do Brasil. Revista USP (44), 270-327p.
NEVES, W. Paleogenética dos grupos pré-históricos do litoral sul do Brasil (Paraná e Santa
Catarina). Pesquisas, Antropologia, n. 43, 176 p. 1988.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
DEBLASIS, P. A.; KNEIP, A.; SCHEEL-YBERT, R. et al. Sambaquis e paisagem: dinâmica
natural e arqueologia regional no litoral sul do Brasil. Arqueología Suramericana, v. 3, n.1, 29-
61, 2007.
FIGUTI, L. O homem pré-histórico, o molusco e o sambaqui: considerações sobre a subsistência
dos povos sambaquianos. Revista do Museu de Arqueologia e Etnologia. v. 3: 1993, p. 67-80.
FISH, S.; BLASIS, P; GASPAR, M. D. et al. Eventos incrementais na construção de sambaquis,
litoral sul do Estado de Santa Catarina. Revista do MAE, n. 10, p. 67-87. 2000.
ORQUERA, L. A. El Consumo de Moluscos por Los Canoeros del Extremo Sur. In: Relaciones
de la Sociedad Argentina de Antropología XXIV. Buenos Aires, 1999.
PROUS, André. Arqueologia Brasileira. A pré-história e os verdadeiros colonizadores. Cuiabá:
Archaeo/Carlini & Caniato Editorial, 2019.

96
COMPONENTE CURRICULAR
CÓDIGO
Prática de Campo 3 NOVO

CARGA HORÁRIA: Distribuição de créditos

Horas: 60 T E P EAD EXT


4
Créditos: 4

OBJETIVO

Geral:
- Aprofundar métodos e técnicas gerais das práticas de campo em arqueologia.

EMENTA
A disciplina prima pro aprofundar métodos e técnicas das práticas de campo em arqueologia,
tais como a escavação, salvamento, acompanhamento/monitoramento de sítios arqueológicos.
Serão abordados diferentes etapas das intervenções arqueológicas em campo, incluindo o
manuseio de ferramentas e equipamentos. Também serão tratados de temas administrativos que
envolvem a logística de campo.

BIBLIOGRAFIA BÁSICA
FUNARI, P. P. A. Arqueologia. São Paulo: Ed. Contexto, 2003
RAMBELLI, G. Arqueologia até debaixo d’água. São Paulo: Ed. Maranta, 2002.
TRIGGER, B. História do Pensamento Arqueológico. São Paulo: Ed. Odysseus, 2011.

BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
DEBLASIS, P.; MORALES, W. F. Analisando sistemas de Assentamento em âmbito local: uma
experiência com full-coverage survey no Bairro da Serra. Revista do Museu de Arqueologia e
Etnologia. v. 5. São Paulo: USP, p.125-143, 1995.
DIAS, A. S. Sistemas de Assentamento e Estilo Tecnológico: Uma Proposta Interpretativa
para a Ocupação Pré-Colonial do Alto Vale do Rio dos Sinos, Rio Grande do Sul. São
Paulo: USP. (Tese de doutorado), 2003.
MILHEIRA, R. G. Arqueologia Guarani na Laguna dos Patos e Serra do Sudeste.
Pelotas/RS: Ed. UFPEL, 2014.
MORAIS, J. L. A. Arqueologia e o fator Geo. Revista do Museu de Arqueologia e Etnologia.
São Paulo: USP, p. 3-22, 1999.
PROUS, André. Arqueologia Brasileira. A pré-história e os verdadeiros colonizadores. Cuiabá:
Archaeo/Carlini & Caniato Editorial, 2019.

97
COMPONENTE CURRICULAR
CÓDIGO
Tecnologia em Arqueologia NOVO

CARGA HORÁRIA: Distribuição de créditos

Horas: 60 T E P EAD EXT


2 2
Créditos: 4

OBJETIVO

Introduzir teoria e método de análise material, desenho técnico e análise gráfica dos
utensílios e objetos líticos e cerâmicos indígenas.

EMENTA
A discilpina proposta abrange as análises tecnológicas da cultura material indígena,
especialmente, cerâmicas e líticas. As discussões teórico-metodológicas serão
conduzidas a partir dos objetos/meteriais arqueológicos em laboratório.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA
INIZAN, M.; REDURON-BALLINGER, M.; ROCHE, H.; TIXIER, J. 2019.
Tecnologia da Pedra Lascada. Museu de História Natural e Jardim Botânico/UFMG.
217p.
LA SALVIA, F., BROCHADO, J. P. Cerâmica Guarani. Porto Alegre: Posenato Arte
e Cultura, 1989.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
BROCHADO, J.; MONTICELLI, G. 1994. Regras práticas na reconstrução gráfica da
cerâmica Guarani por comparação com vasilhas inteiras. Estudos Ibero-Americanos,
20(2):107-118.
HOELTZ, S. 2007. Contexto e Tecnologia: parâmetros para uma interpretação das
indústrias líticas do sul do Brasil. IN: BUENO, L.; ISNARDIS, A. (Orgs.) Das Pedras
aos Homens: tecnologia lítica na arqueologia brasileira. Belo Horizonte:
Argumentum, 209-242p.
LAMING-EMPERAIRE, A. 1967. Guia para o estudo das indústrias líticas da
América do Sul (Manuais de Arqueologia). Curitiba: Centro de Pesquisas
Arqueológicas da Universidade Federal do Paraná. 155p.
LEROI-GOURHAN, A. 1981. Terminologia da pedra e do osso. In: LEROI-
GOURHAN, A. A Pré-História. São Paulo: Livraria Pioneira/USP. 218-247p.
PROUS, A. Os Artefatos Líticos, Elementos Descritivos Classificatórios. Arquivos do
Museu de História Natural da Universidade Federal de Minas Gerais. Belo
Horizonte, v.11, pp.1-90, 1986/1990.
RENFREW, Colin; BAHN, Paul. Arqueología: teorías, métodos y práctica. Madrid:
Akal, 2007. Routledge, 1995.

98
COMPONENTE CURRICULAR
CÓDIGO
Seminário de Arqueologia I 10910084

CARGA HORÁRIA: Distribuição de créditos

Horas: 60 T E P EAD EXT


4
Créditos: 4

OBJETIVO
Discutir temas de arqueologia indígena
EMENTA
Aprofundamento de estudos temáticos na área de Arqueologia Indígena.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA
A bibliografia será informada oportunamente pelo/a professor/a encarregado/a pelo seminário,
de acordo com os estudos temáticos a serem desenvolvidos.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
A bibliografia será informada oportunamente pelo/a professor/a encarregado/a pelo seminário,
de acordo com os estudos temáticos a serem desenvolvidos.

99
COMPONENTE CURRICULAR
CÓDIGO
Seminário de Arqueologia II 10910085

CARGA HORÁRIA: Distribuição de créditos

Horas: 60 T E P EAD EXT


4
Créditos: 4

OBJETIVO
Discutir temas de arqueologia histórica
EMENTA
Aprofundamento de estudos temáticos na área de Arqueologia Histórica.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA
A bibliografia será informada oportunamente pelo/a professor/a encarregado/a pelo seminário,
de acordo com os estudos temáticos a serem desenvolvidos.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
A bibliografia será informada oportunamente pelo/a professor/a encarregado/a pelo seminário,
de acordo com os estudos temáticos a serem desenvolvidos.

100
COMPONENTE CURRICULAR
CÓDIGO
Seminário de Arqueologia III 10910086

CARGA HORÁRIA: Distribuição de créditos

Horas: 60 T E P EAD EXT


4
Créditos: 4

OBJETIVO
Discutir temas de Teoria Arqueológica
EMENTA
Aprofundamento de estudos temáticos em Teoria Arqueológica.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA
A bibliografia será informada oportunamente pelo/a professor/a encarregado/a pelo seminário,
de acordo com os estudos temáticos a serem desenvolvidos.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
A bibliografia será informada oportunamente pelo/a professor/a encarregado/a pelo seminário,
de acordo com os estudos temáticos a serem desenvolvidos.

101
COMPONENTE CURRICULAR
CÓDIGO
Seminário de Arqueologia IV 10910108

CARGA HORÁRIA: Distribuição de créditos

Horas: 60 T E P EAD EXT


4
Créditos: 4

OBJETIVO
Discutir temas de Arqueologia
EMENTA
Aprofundamento de estudos temáticos em Arqueologia.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA
A bibliografia será informada oportunamente pelo/a professor/a encarregado/a pelo seminário,
de acordo com os estudos temáticos a serem desenvolvidos.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
A bibliografia será informada oportunamente pelo/a professor/a encarregado/a pelo seminário,
de acordo com os estudos temáticos a serem desenvolvidos.

102
COMPONENTE CURRICULAR
CÓDIGO
SIG Aplicado à Arqueologia NOVO

CARGA HORÁRIA: Distribuição de créditos

Horas: 60 T E P EAD EXT


4
Créditos: 4

OBJETIVO
Manipular tecnologias SIG em atividades práticas e trabalhos em laboratório. Aplicar técnicas
de SIG a problemas da Arqueologia da Paisagem.

EMENTA
Usos e aplicações do SIG. Principais tópicos: modelos, sistemas de coordenadas espaciais,
coleta e gerenciamento de dados do campo ao laboratório, análise de terrenos, interpolação de
dados. O uso de novas tecnologias provenientes das Geociências e Ciências Espaciais fornecem
excelentes ferramentas para se trabalhar com coleta e analises de dados em sítios arqueológicos.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA
BRANDAO, P.C. et alli. (2010) Caracterização de geoambientes da floresta nacional do purus,
Amazônia ocidental: uma contribuição ao plano de manejo. Rev. Árvore vol. 34 no.1 Viçosa
Jan./Feb. 2010

BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR

CHAPMAN, H. (2006) Landscape in Archaeology and GIS. Tempus Publishing.


FRIEDMAN, R.A.; STEIN, J.R.; BLACKHORSE T. A Study of a Pre-Columbian Irrigation
System at Newcomb, New Mexico, Journal of GIS in Archaeology, volume I
GRAIG, N.; ALDENDERFER, M. Preliminary Stages in the Development of a Real-Time
Digital Data Recording System for Archaeological Excavation Using ArcView GIS 3.1. Journal
of GIS in Archaeology, Volume I
EL-RABBANY, A. (2006) Introduction to GPS, GNSS.
JOHNSON, I. WILSON, A. The TimeMap Project: Developing Time-Based GIS Display for
Cultural Data Journal of GIS in Archaeology, Volume I
MEHRER, M.W.; WESCOTT, K.L. GIS and Archaeological Site Location Modeling
ZARIN, D.J. et alli (2001) Landscape Change in Tidal Floodplains near the Mouth of the
Amazon River. Forest Ecology and Management 154:383-393/

103
4. METODOLOGIAS DE ENSINO E SISTEMA DE AVALIAÇÃO

4.1. METODOLOGIAS, RECURSOS E MATERIAIS DIDÁTICOS

As disciplinas integrantes da matriz curricular, bem como projetos e programas de


pesquisa propostos, buscam desenvolver estratégias metodológicas que qualifiquem a
prática pedagógica em concomitância às práticas e técnicas de pesquisa em Arqueologia.
Para tal, propõem-se metodologias que estimulem o uso de equipamentos eletrônicos para
investigação científica, o que instiga o questionamento, o planejamento, a busca e
organização de informações no momento em que experenciam a pesquisa acadêmica. O
currículo também contempla aulas práticas e saídas de campo, bem como aprendizagem
junto aos laboratórios e as relações entre os próprios alunos e os professores. A inclusão de
graduandos em projetos de pesquisa e extensão universitária também são peremeados pela
lógica ensino-aprendizagem sempre no intuito de desenvolver e aperfeiçoar a didática
pedagógica.

No curso de Bacharelado em Arqueologia, o suporte dado pelo Laboratório de


Ensino, Pesquisa e Produção em Antropologia da Imagem e do Som (LEPPAIS), pelo
Laboratório Multidisciplinar de Investigação Arqueológica (LÂMINA), pelo Núcleo de
Etnologia Ameríndia (NETA), pelo Laboratório de Pesquisa e Ensino em Antropologia e
Arqueologia (LEPAARQ), pelo Grupo de Estudos Etnográficos Urbanos (GEEUR) pelo
Laboratório de Estudos Interdisciplinares sobre Cultura Material (LEICMA), Grupo de
Estudos, Pesquisas e Ações em Arqueologia, Etnologia e Etno-história (GENTIS) e pelo
Laboratório de Estudos Agrários e Ambientais (LEAA) é mais uma ação a ser mencionada.
Destaca-se, nesse passo, a utilização, por parte do corpo docente e discente, dos acervos
antropológicos, arqueológicos, imagéticos e sonoros como recursos didáticos e/ou
desdobramentos das pesquisas para a realização de trabalhos de conclusão de curso.

4.2. ACOMPANHAMENTO E AVALIAÇÃO DO ENSINO E DA APRENDIZAGEM

A avaliação é uma etapa importante do processo de formação discente, devendo


garantir o desenvolvimento das suas competências profissionais. Ela é fundamental para

104
diagnosticar questões relevantes, aferir resultados e identificar mudanças necessárias
relacionadas a problemas teórico-metodológicos.
Nas avaliações de ensino-aprendizagem deverão ser coibidos os usos de plágio,
devendo a/o docente explicitarà/ao discente o quanto é grave este procedimento. Nenhuma
forma de plágio ou transcrição indevida, isto é, cópia de frases de outras pessoas sem a
devida e correta citação de cada obra e publicação utilizada deve ser permitida. A utilização
de textos de terceiras/os sem a indicação de referência configura plágio. No
desenvolvimento das atividades as/os professoras/es devem lembrar e cobrar que todas as
referências dos trabalhos sejam obrigatoriamente indicadas conforme estabelecem as
normas para realização de trabalhos acadêmicos da UFPEL.
Com o objetivo de construção do conhecimento intelectual e cognitivo, mais do que
assimilação de conteúdos tradicionais, o Bacharelado em Arqueologia buscará fomentar
na/o estudante as seguintes qualidades:
– capacidade de ouvir, olhar e expor suas idéias em sala de aula e espaços outros, a partir de
parâmetros epistemológicos;
– aptidão para trabalhar em laboratório arqueológico e compor mapas culturais;
– criatividade em estruturar um projeto acadêmico com objetivo de realizar intervenções
contextualizadas;
– efetivar a realização de pesquisa e/ou prática de campo arqueológica de modo a poder
interpretar e estabelecer teorizações a partir dos dados coletados;
– elaboração de texto escrito sobre aspectos estudados;
– realização de uma reflexão imagética sobre aspectos estudados;
– realização de catálogos, inventários e exposições museológicas, procedendo à análise de
acervo antropológico e/ou arqueológico.
Na avaliação de cada uma dessas atribuições, docentes devem seguir minimamente
o que está estabelecido no Regimento Geral da UFPel, conforme os artigos 183, 184, 185,
186, 187 e 188 abaixo referidos:
“Art. 183 - A verificação do aproveitamento do aluno será realizada por disciplina,
abrangendo aspectos de assiduidade e avaliação de conhecimentos.
Art. 184 - A aprovação em cada disciplina é apurada semestralmente e fica
condicionada a freqüência do aluno pelo menos 75% (setenta e cinco por cento) das aulas
teóricas e 75% (setenta e cinco por cento) das aulas práticas.

105
Art. 185 O aproveitamento será aferido em cada disciplina mediante a realização de
pelo menos 2 (duas) verificações com o mesmo peso, distribuídas ao longo do período, sem
prejuízo de outras verificações de aula e trabalhos previstos no plano de ensino da
disciplina.
Art. 186 - A média aritmética das verificações constitui a nota semestral,
considerando-se aprovado o aluno que obtiver nota semestral igual ou superior a 7 (sete).
Parágrafo Único - Os graus atribuídos aos trabalhos escolares serão em número de
O (zero) a 10 (dez), admitida a primeira decimal.
Art. 187 - Considerar-se-á definitivamente reprovado o aluno que obtiver, média
semestral inferior a 3 (três).
Art. 188 - O aluno que obtiver média semestral inferior a 7,0 (sete) e igual ou
superior a 3,0 (três), submeter-se-á a um exame, versando sobre toda a matéria lecionada no
período.
§ 1º - Considerar-se-á aprovado o aluno que, feito o referido exame, obtiver média
igual ou superior a 5 (cinco), resultante da divisão por 2 (dois) da soma da nota semestral
com a do exame.
§ 2º - O não comparecimento ao exame importará em atribuição ao aluno, de nota O
(zero).”

4.3. APOIO AO DISCENTE

No processo de formação tendo em vista a diversidade tanto de educandas/os,


técnicas/os e educadoras/es torna-se necessária a implementação de políticas de
reconhecimento destas como de ações para a inclusão. A UFPel possui um setor para
apoio neste sentido, a Coordenação de Inclusão e Diversidade, que estabelece políticas e
diretrizes na consolidação de ações na comunidade universitária em relação às cotas no
ingresso e permanência no ensino superior, em cursos de graduação e pós-graduação e às
cotas no ingresso nos cargos de servidores da UFPel, conforme a legislação vigente.
As estratégias do curso se desenvolvem no sentido do acompanhamento dos grupos de
estudantes cotistas efetivados pelas políticas de ação afirmativa, sendo que a Coordenação e
o NDE apoiam os processos de levantamento de dados diversos e o incentivo de oferta de
políticas institucionais e da sociedade em geral. A Coordenação e o NDE desenvolvem

106
articuladamente com a CID ações para sensibilização e mobilização da comunidade
universitária para a convivência com as diversas realidades presentes na diversidade social
(correlacionadas à gênero e sexualidade, à etnia, à tradição das culturas, e à vulnerabilidade
socioeconômica) e consolida o cuidado e atuação no campo da acessibilidade física e
psicológica das pessoas da Universidade, propiciando sua convivência integrada na
comunidade universitária. A CID é composta pelo Núcleo de Gênero que desenvolve
atividades relacionadas ao gerenciamento das questões relacionadas aos conflitos e
integração entre multigêneros na universidade. E em apoio a isso a Coordenação, o
Colegiado e o NDE, atuam na divulgação da cultura de grupos multigêneros
compartilhando saberes e incentivando a discussão sobre as temáticas da sexualidade e
identidade de gênero e discute e busca o cumprimento das políticas de gênero através do
intercâmbio universitário das comunidades historicamente discriminadas por sua identidade
de gênero. A diversidade de raça e etnia é foco integral do curso, e nesta linha de
reconhecimento e inclusão da diversidade.
O curso identifica no NAI, Núcleo de Acessibilidade e Inclusão, um parceiro junto
com os setores da PRAE (ligados a inclusão) a capacidade de colaborar, elaborar,
acompanhar e implementar, as políticas de Acessibilidade e Inclusão dos discentes que
apresentam Deficiências, Transtornos Globais do Desenvolvimento, Altas Habilidades ou
Superdotação, colaborando para eliminar as barreiras pedagógicas, arquitetônicas,
atitudinais, estruturais, de informação e comunicação, a fim de cumprir os requisitos
legais nacionais e institucionais de acessibilidade e inclusão, efetivando a inclusão destes
grupos ao Curso de Arqueologia.

5. GESTÃO DO CURSO E PROCESSOS DE AVALIAÇÃO INTERNA E EXTERNA

O Bacharelado em Arqueologia será avaliado, tanto externamente ― através do


atendimento aos padrões de qualidade conforme disposto no art. 3°, inciso VIII, da Lei n°
10.861, de 14/04/2004 ― quanto internamente ― através de mecanismos do Colegiado do
curso para acompanhamento profissional do egresso e da ampliação da inserção no mundo
do trabalho na área de Arqueologia.
Com relação ao à avaliação interna, o Colegiado promoverá e incentivará pesquisas
de avaliação junto a instituições públicas — secretarias municipais (por exemplo, Saúde,

107
Fazenda, Cultura, Assistência Social, Educação), conselhos, autarquias, secretarias
estaduais (Conselho Estadual dos Povos Indígenas, Departamento Autônomo de Estradas e
Rodagem), fundações, ministérios (Fundação Nacional do Índio, Fundação Nacional de
Saúde, Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária, Petrobras, Ministério Público
Federal, Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) ― e junto a instituições
privadas (Organizações não Governamentais, associações, empresas) que venham absorver
as/os egressas/os do Bacharelado em Arqueologia.
Da mesma forma, o Colegiado do Bacharelado em Arqueologia analisará os
resultados obtidos por discentes e egressas/os, no exame Nacional de Cursos, além dos
pareceres de outras comissões avaliadoras externas. O relatório final correspondente a essas
etapas será encaminhado à apreciação da Pró-Reitoria de Ensino (PRE).
Prevendo uma formação continuada, o Bacharelado em Arqueologia realizará
seminários, prevendo a participação de egressas/os, como organizadoras/es, palestrantes,
ouvintes. Esse trabalho enfatizará o grau de satisfação das/os mesmas/os em relação às
condições que o Curso lhes ofereceu e vem lhes proporcionando para o atendimento das
exigências de sua prática profissional. O ingresso de ex-estudantes nos mestrados, tanto da
UFPEL como de outras universidades, também será empregado como instrumento de
avaliação do curso.
Tendo em vista a vinculação do corpo docente com instâncias associativas, como a
Sociedade de Arqueologia Brasileira (SAB) e os futuros conselhos nacional e regionais da
profissão, as tornarão parceiras no processo de acompanhamento da produção acadêmica e
profissional de egressas/os do Bacharelado em Arqueologia através do intercâmbio de
dados tendo a criação e a consolidação de novos cursos de Arqueologia no Brasil.
Por fim, esse Projeto Pedagógico disporá de uma Comissão Permanente de
Acompanhamento, intitulada como Sistema Interno de Avaliação, integralmente composta
pelo Núcleo Docente Estruturante, descrita adiante.

5.1. COLEGIADO DE CURSO

O Colegiado de Curso de Arqueologia é o órgão responsável pela coordenação


didática, e tem por finalidade superintender o ensino do curso. O Colegiado de Curso de

108
Arqueologia é constituído por quatro doscentes do Curso de Arqueologia (entendida como
área básica), um/a docente de cada um dos Demais Departamentos que compõem o Curso
(entendida como área profissional) e um representante discente.
As atribuições do Colegiado de Curso são aquela atribuídas no Artigo 126, ítems I
ao XIII estabelecidos no Regimento Geral da Universidade, bem como:
a) coordenar e supervisionar o curso;
b) elaborar ou rever o currículo, submetendo-o ao COCEPE;
c) aprovar o Plano de Ensino das disciplinas do curso;
d) aprovar a lista de ofertas das disciplinas do curso para cada período letivo;
e) propor aos Departamentos correspondentes os horários mais convenientes para as
disciplinas de seu interesse;
f) estabelecer normas para o desempenho de professoras/es orientadoras/es;
g) receber reclamações e recursos na área de ensino;
h) emitir parecer sobre recursos ou representações de alunos sobre matéria didática;
i) apreciar os pedidos de transferência e estudar casos de equivalência de disciplinas
de outras Universidades ou Unidades de Ensino para efeitos de transferência;
j) emitir parecer sobre os processos relativos a aproveitamento de estudos e
adaptação, mediante requerimento de partes interessadas.
Compete à/ao Coordenadora/r do Curso:
a) presidir os trabalhos do Colegiado do Curso;
b) responder perante o COCEPE, pela eficiência do planejamento e coordenação das
atividades de ensino do curso;
c) fiscalizar o cumprimento da legislação federal de ensino pertinente à área de
Arqueologia;
d) solicitar às/aos chefes de Departamentos as providências necessárias ao regular
funcionamento do curso;
e) receber e encaminhar os processos dirigidos ao Colegiado de Curso;
f) cumprir e fazer cumprir as decisões do Colegiado de Curso.

5.2. NÚCLEO DOCENTE ESTRUTURANTE – NDE

109
O Bacharelado em Arqueologia contará com a colaboração de um Núcleo Docente
Estruturante (NDE), de caráter consultivo, propositivo e de assessoria sobre a matéria
acadêmica, para acompanhamento do curso e co-responsabilidade pela elaboração,
implementação, atualização e consolidação do PPC, conforme Resolução COCEPE nº 22
de 19 de julho de 2018, que dispõe sobre as diretrizes de funcionamento do Núcleo Docente
Estruturante (NDE) dos Cursos de Graduação da Universidade Federal de Pelotas. O NDE
do curso de Bacharelado em Arqueologia possui o seguinte regimento próprio:

REGIMENTO DO NÚCLEO DOCENTE ESTRUTURANTE

CAPÍTULO I

Das considerações preliminares

Art.1º. O presente Regulamento segue a Resolução COCEPE nº 22 de 19 de julho


de 2018 do COCEPE – UFPEL , dessa forma, disciplina as atribuições e o funcionamento
do Núcleo Docente Estruturante (NDE) do Curso de Bacharelado em Arqueologia do
Instituto de Ciências Humanas da Universidade Federal de Pelotas.

Art.2º. O Núcleo Docente Estruturante (NDE) é o órgão consultivo responsável pela


concepção, avaliação e revisão do Projeto Político Pedagógico de Arqueologia e tem, por
finalidade, a implantação do mesmo.

CAPÍTULO II

DA CONSTITUIÇÃO DO NÚCLEO DOCENTE ESTRUTURANTE

Art. 3º. O Núcleo Docente Estruturante será constituído de:

a) o Coordenador do Curso, como seu presidente;

b) por quatro membros do corpo docente do curso

Art.4º. A indicação dos representantes docentes será feita pelo Colegiado de Curso
para um mandato de 2 (dois) anos, permitida1 (uma)recondução.

a) Na fase de implantação do curso (ou seja, enquanto não for formada nenhuma
turma), o NDE será formado pela Comissão de Criação do Curso;
b) Na composição inicial do NDE, no primeiro mandato metade das/os membros
derão ser reconduzidas/os por mais um (01) ano, para assegurar a continuidade
no processo de acompanhamento do Curso.

CAPÍTULO III

110
DAS ATRIBUIÇÕES DO NÚCLEO DOCENTE ESTRUTURANTE

Art.5º. São atribuições do Núcleo Docente Estruturante:

a) Elaborar o Projeto Político Pedagógico definindo sua concepção e fundamentos;

b) estabelecer o perfil profissional da/o egressa/o do curso;

c) atualizar periodicamente o Projeto Político Pedagógico;

d) conduzir os trabalhos de reestruturação curricular, para aprovação no Colegiado


de Curso, sempre que necessário;

e) supervisionar as formas de avaliação e acompanhamento do curso definidas pelo


Colegiado;

f) analisar e avaliar os Planos de Ensino dos componentes curriculares;

g) promover a integração horizontal e vertical do curso, respeitando os eixos


estabelecidos pelo projeto pedagógico;

h) acompanhar as atividades do corpo docente, recomendando ao Colegiado de


Curso a indicação ou substituição de docentes, quando necessário.

CAPÍTULO IV

DAS REUNIÕES

Art.6º. O Núcleo reunir-se-á, ordinariamente, por convocação de iniciativa da/o


sua/eu Presidenta/e, 2 (duas) vezes por semestre e, extraordinariamente, sempre que
convocado pelo Presidente ou pela maioria de membros titulares.

Art 7º. As decisões do Núcleo serão referendadas por maioria absoluta de seus
membros.

CAPÍTULO V

DAS DISPOSIÇÕES FINAIS

Art 8º. Os casos omissos serão resolvidos pelo Núcleo ou órgão superior, de acordo
com a competência dos mesmos.

Art 9º. O presente Regulamento entra em vigor após aprovação pelo Colegiado do
Curso.

5.3. AVALIAÇÃO DO CURSO E DO CURRÍCULO

111
O Núcleo Docente Estruturante desempenhará a função de comissão interna de
avaliação dos projetos pedagógicos do curso, com os seguintes objetivos:
1) Avaliar o processo de ensino e aprendizagem das/os discentes;
2) Acompanhar os encaminhamentos burocráticos do Projeto Pedagógico;
3) Coordenar a documentação de avaliação do Curso pelo MEC;
4) Receber a Comissão de avaliação do Curso pelo MEC.

6. ACOMPANHAMENTO DE EGRESSOS

A realização de pesquisas junto às/aos egressas/os possibilitará um mapeamento das


instituições públicas e privadas que prestam serviços à sociedade nas áreas de abrangência
do Bacharelado em Arqueologia da UFPEL, bem como das atividades que desenvolvem,
visando a obter um desenho do mundo do trabalho e de suas exigências. Por sua vez, a
secretaria executiva do curso elaborará um banco de dados sobre as trajetórias acadêmicas e
profissionais dos/as egressos/as, com isso subsidiando, inclusive, a memória e a história da
Arqueologia no sul do Brasil.
Da mesma forma, o Colegiado do Bacharelado em Arqueologia analisará os
resultados obtidos pelos/as discentes e egressos/as, no exame Nacional de Cursos, além dos
pareceres de outras comissões avaliadoras externas. O relatório final correspondente a essas
etapas será encaminhado à apreciação da Pró-Reitoria de Ensino (PRE).

7. INTEGRAÇÃO ENTRE ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO

A UFPel apresenta uma política institucional que integra pesquisa, ensino e


extensão, resguardadas as características e a autonomia de cada um de seus Cursos. A
articulação entre pesquisa, atividades de ensino e extensão, possibilita a relação entre os
campos curriculares está em sintonia com os princípios institucionais, sociais, pessoais,
afetivos, cognitivos e com a legislação vigente. As/os docentes do Bacharelado em
Arqueologia coordenam aproximadamente duas dezenas de projetos de pesquisa e de
extensão vinculados ao Bacharelado em Arqueologia. De modo geral e quase por definição,
a área de arqueologia é locus de produção de conhecimento de base para o ensino de
história indígena, afrodescendente, educação ambiental e em direitos humanos. Publicações

112
arqueológicas têm fundamentado materiais didáticos usados no Ensino Básico, assim como
as discussões transversais e interdisciplinares em Geografia, História, Museologia, Artes
Visuais, etc. O Bacharelado em Arqueologia da UFPEL explorará suas pesquisas para
potencializar o aprendizado e engajamento público por meio da curricularização da
extensão. Assim, atividades pedagógicas, como cursos de capacitação de docentes de
ensino fundamental e médio, produção de materiais paradidáticos e ações educativas em
escolas comporão um dos eixos da curricularização da extensão do Bacharelado em
Arqueologia.

8. INTEGRAÇÃO COM OUTROS CURSOS E COM A PÓS-GRADUAÇÃO

Os principais indicadores de integração com a pós-graduação e outros cursos são


disciplinas e a interação entre estudantes de pós-graduação e de outros cursos nas
atividades e projetos desenvolvidos nos laboratórios e núcleos de docentes do curso de
Arqueologia e através da participação em eventos.
Docentes do Curso de Bacharelado em Arqueologia ministram disciplinas
obrigatórias nos cursos de Bacharelado e Licenciatura em História, enquanto docentes dos
Departamentos de História e Geografia ministram disciplinas obrigatórias no curso de
Arqueologia. Ainda no que se refere à integração através de disciplinas, prática inovadora
adotada pelo Departamento de Antropologia e Arqueologia nos últimos anos tem sido a
oferta de disciplinas optativas mistas, que agregam estudantes da graduação e pós-
graduação. Note-se, ainda, que estas disciplinas atraem estudantes de outros cursos,
sobretudo de cursos das ciências humanas.
Outra evidencia da integração da graduação e pós graduação pode ser observada na
ampla participação de discentes de ambas nos projetos de pesquisa, ensino e extensão,
assim como asresultantes publicações e apresentações em eventos, nacionais e
internacionais, que envolvem discentes da pós-graduação e da graduação. Conjuntamente,
discentes participam da organização de eventos, da montagem de exposições, de programas
de rádio, de trabalhos de campo coletivos. As atividades, projetos de extensão e de ensino e
realização de oficinas e disciplinas práticas nos laboratórios e núcleos de pesquisa do curso
(especialmente LÂMINA, LEICMA, LEPAARQ e LEPPAIS), eventualmente resultam na

113
posterior fixação de estudantes de graduação de outros cursos e da pós-graduação nas
equipes dos laboratórios.
Outra forma de integração com a pós-graduação vêm se dando por meio dos
projetos de extensão coordenados por docentes do curso. Por meio deles, estudantes de
ambos os níveis (pós-graduação e graduação) convivem e trocam experiências de pesquisa
e revisão bibliográfica sobre os temas tratados. O principal indicador de que essa integração
vem tendo sucesso é o fato de discentes que integraram experiências em projetos de
extensão terem ingressado no mestrado do PPGAnt. A publicação de trabalhos produzidos
por docentes conjuntamente com estudantes de pós-graduação e de graduação é outro
indicativo do êxito desta integração. Ademais, estudantes dos cursos de graduação e Pós-
graduação são estimuladas/os a participar dos principais eventos das áreas de Antropologia
e de Arqueologia realizados no Brasil e em outros países, especialmente os vizinhos, a
exemplo dos congressos nacionais, internacionais e regionais promovidos pela SAB
(Sociedade de Arqueologia Brasileira) e pela ABA (Associação Brasileira de
Antropologia).

9. TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO (TIC) NO PROCESSO


DE ENSINO E APRENDIZAGEM

Esta perspectiva de ensino-aprendizagem depende efetivamente das


possibilidades de efetivação das Tecnologias Educacionais, ligadas aos avanços
tecnológicos e desafios emergentes. O ensino assim tratado evoca as relações com as
demandas da sociedade da informação e um novo público de estudantes envolvidos em
processos digitais. Os modelos educacionais dinâmicos, flexíveis, cooperativos,
personalizados e interativos capacitam os/as educandos/as a desenvolverem-se como
seres políticos, sociais e intelectuais, de uma forma livre e autônoma. O desenvolvimento
das Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) força a inovações nos processos de
ensinar e aprender. A integração de novas tecnologias no ensino permite aos/as docentes
criar e recriar materiais de aprendizagem a partir de uma combinação de material
multimídia interativo. A integração da aprendizagem digital com as TICs reduz a barreira
do tempo e do espaço nas restrições dos modelos tradicionais de ensino, onde os/as
educandos/as atuam em abordagens de aprendizagem mais ativas.

114
Os discentes e docentes do Curso de Bacharelado em Arqueologia possuem acesso
às plataformas virtuais da UFPel onde é possível acessar diversas, bibliotecas, informações
acadêmicas e notícias do Instituto de Ciências Humanas e/ou Departamento de Antropologia e
Arqueologia, Curso de Bacharelado em Arquelogia. Nesse sentido, este local foi criado com o
intuito de facilitar aos discentes, docentes, técnicos administrativos, e, a comunidade em
geral, o acesso à informação pertinente a rotina administrativa e acadêmica do Curso.
O Instituto de Ciências Humanas também oferece o acesso à internet por wi-fi em
todos os espaços, permitindo acesso a informação de maneira global. Além disso, utiliza-se
a biblioteca Pergamum, disponibilizando acervo físico e digital atualizado, somado a
“Minha Biblioteca” também utilizada por acadêmicos e profissionais. O acesso aos
periódicos CAPES também é disponibilizado através da página da Universidade e, por
consequência, do Curso de Bracharelado em Arqueologia.
Desta forma, entende-se que há as condições institucionais de disponibilização das
tecnologias para desenvolvimento de disciplinas e espaços de estudo no Curso de
Bacharelado em Arqueologia, assim como os espaços didático-pedagógicos de utilização de
tecnologias para o trabalho cotidiano, nos dois laboratórios de informática, e que são
monitorados por bolsistas de um Projeto de Ensino vinculado ao Curso. Além disso, o
Curso possui uma disciplinas “SIG Aplicado à Arqueologia” e que permite trabalhar com
sites e softwares, entre outros recursos que incrementam a formação profissional do
bacharel em Arqueologia, o que contribui no aprimoramento e desenvolvimento das
atividades envolvidas no processo de ensino e aprendizagem do Curso e o domínio das
Tecnologias de Informação e Comunicação.

115
II - QUADRO DOCENTE E TÉCNICO-ADMINISTRATIVO

Nome Formação Função


Claudio Baptista Carle doutor em História Professor DE
Gustavo Peretti Wagner doutor em História Professor DE
Jaime Mujica Salles doutor em Agronomia Professor DE
Jorge Eremites de Oliveira doutor em História Professor DE
Loredana Marise Ricardo Ribeiro doutora em Arqueologia Professora DE
Lucio Menezes Ferreira doutor em História Professor DE
Rafael Corteletti doutor em Arqueologia Professor DE
Rafael Guedes Milheira doutor em Arqueologia Professor DE
Aluisio Gomes Alves Mestre em Arqueologia TAE 40h
Jorge Vianna Bacharel em História TAE 40h
Mestre em Memória e
Luciana Peixoto Patrimônio TAE 40h
Especialista em Ciências e
Thaise Thurow Schaun Tecnologias na Educação TAE 40h

116
III - INFRAESTRUTURA

O Colegiado do Curso de Arqueologia ocupará o espaço destinado atualmente à


secretaria compartilhada dos cursos de Antropologia e História, que conta com
computadores de mesa, impressoras e projetores multimídia disponíveis para uso em sala
de aula, além de uma sala para reuniões do corpo docente. As aulas serão ministradas nas
salas disponíveis nos prédios do Instituto de Ciências Humanas. O curso de graduação em
Arqueologia será atendido por quatro núcleos/laboratórios, todos, à exceção do MUARAN,
com espaço próprio, mobiliário e equipamentos. Todos os espaços a serem utilizados pelo
Bacharelado em Arqueologia possuem recursos de informática. Tais instalações são
adequadas para o início das atividades educativas da formação em arqueologia, incluindo
aulas, atividades de pesquisa e extensão.

Laboratórios/núcleos

Segue descrição da infraestrutura físico-material já disponibilizada para o início das


atividades do curso:
- LÂMINA (Laboratório Multidisciplinar de Investigação Arqueológica): instalado em
prédio de 3 andares com área de 160 m². Possui mobiliário (bancadas, mesas, cadeiras,
bancos, armários, mapotecas, estantes, etc.), equipamentos de informática, materiais
diversos de escavação e laboratório e outros equipamentos (1 estação total, 1 GPS de
precisão, 1 GPS de navegação, 1 nível ótico).
- LEICMA (Laboratório de Estudos Interdisciplinares de Cultura Material): instalado em
área de 55 m² com mobiliário (armários, mesas, cadeiras, estantes). Possui equipamentos de
informática, 5 GPS de navegação, 3 câmeras fotográficas profissionais, uma estação total
marca LEIKA, 1 escâner de mesa, 1 lupa trinocular.
- LEPAARQ (Laboratório de Ensino e Pesquisa em Antropologia e Arqueologia): instalado
em área de 170 m² com mobiliário (armários, mesas, cadeiras, estantes, bancadas,
mapotecas), materiais diversos de escavação e laboratório, equipamentos de informática e
outros equipamentos de uso em sala de aula e/ou campo e/ou laboratório (1 filmadora
digital portátil, 2 projetores multimídia, 2 telas de projeção 98” c/tripé embutido, 1 câmera

117
fotográfica digital, 1 microscópio biológico binocular com ótica, 1 Lupa Binocular 40x, 3
aparelhos de ar condicionado, 1 lupa microscópica portátil, 1 drone Phanton III Advanced,
4 GPS de navegação Garmin Etrex Legend, 15 suportes para cartazes. .
- RT-ICH/UFPel (Reserva Técnica de Arqueologia do ICH/UFPel) - Ambiente com cerca
de 44m² que é utilizado para salvaguarda de coleções arqueológicas sob responsabilidade
da UFPel, contando atualmente com mais de 120 acervos.A RT-ICH/UFPel é mantida pelo
projeto Endosso Institucional e Gestão da Reserva Técnica de Arqueologia (código
Cobalto 1712) e coordenada pelo Diretor do ICH. A gestão e curadoria dos acervos são
realizadas no LEPAARQ. A RT foi recentemente equipada com a aquisição de centenas de
caixas depolipropileno de diversos tamanhos para melhor adequação das coleções. Foi
adquirido também um Datalogger AKSO- AK172 para controle de Temperatura e
Umidade.
- MUARAN (Museu Arqueológico e Antropológico): sediado provisoriamente em sala de
35 m² cedida pelo LÂMINA, possui 4 TVs de LED 24'', 2 desumidificadores, 1 balança
eletrônica de precisão, 2 luxímetros digitais, 1 condutivímetro, 3 contentores de 1000 litros
com rodas, 1 clavulário em aço, 6 quadros de cortiça, 10 fones de ouvido com microfone.
- GEEUR – Grupo de Estudos Etnográficos Urbanos: instalado em sala de 23 m2 com
mobiliário (armário, estante, mesas, cadeiras) e equipamentos de informática (descritos no
próximo item).
- LEAA/GEPAC – O Laboratório de Estudos Agrários e Ambientais é vinculado aos
Departamentos de Geografia e de Antropologia e Arqueologia, estando instalado em sala de
35 m2 com mobiliário (armários, mesas, cadeiras, estantes). O Laboratório de Estudos
Agrários e Ambientais/Grupo de Estudos e Pesquisas em Alimentação e Cultura dispõe de
equipamentos de informática (descritos no próximo item) e outros equipamentos, conforme
segue: 1 GPS, 4 câmeras fotográficas digitais, 1 filmadora, 4 gravadores de voz, 1 projetor,
1 escâner portátil, 1 tripé, 10 suportes para banners. O Leaa também abriga uma pequena
biblioteca que, na área de Antropologia, em temas relacionados aos estudos rurais, da
alimentação e do consumo, é composta por cerca de 200 livros.
- LEPPAIS – Laboratório de Ensino, Pesquisa e Produção em Antropologia da Imagem e
do Som: instalado em sala de 42 m2 com mobiliário (armários, estantes, bancadas, mesas,
cadeiras), equipamentos de informática (descritos no próximo item) e outros equipamentos
conforme segue: 2 filmadoras digitais MiniDV HDV Sony HVR-HD1000N, 2 filmadoras

118
Samsung MiniDV SC-D385, 2 Filmadoras Digital Handycam Sony DCR-SX45, 2
gravadores digitais de voz, 1 Aparelho DVD player, 1 projetor multimídia, 2 câmeras
fotográficas Olympus X-840, 1 tela de projeção 98” c/tripé embutido, 1 ar condicionado, 3
tripés Profissional Fotográfico em alumínio, 1 Conversor de áudio FastTrack Pro-M-Audio,
1 Gravador Audio Zoom H1, 1 Microfone Direcional Yoga HT-81, 1 Microfone
Condensador Yoga EM-280, 1 Gravador e
Leitor Blu-ray externo.
- NETA - Núcleo de Etnologia Ameríndia: instalado em sala de 29 m2 com mobiliário
(armário, estantes, mesas, cadeiras), 1 Televisor colorido 29”, data show e equipamentos de
informática.

Biblioteca

As nove bibliotecas integrantes do Sistema de Bibliotecas regido pela


Coordenadoria de Bibliotecas (CBib/UFPel) localizam-se nas unidades acadêmicas e estão
disponíveis à comunidade universitária, sendo que a Biblioteca de Ciências Sociais (BCS) é
a mais acessada pelos integrantes do DAA e discentes.
A BCS foi instalada em prédio novo, no Centro de Pós-Graduação e Pesquisas em Ciências
Humanas, Sociais e Sociais Aplicadas, Artes e Linguagem (CEHUS), inaugurado em 2017.
Dispõe de mais de 700m² para acervo; cerca de 145m² para periódicos; 76m² no espaço da
entrada e empréstimo; 48m² de área de circulação, guarda volumes e recepção. O acervo da
Biblioteca de Ciências Sociais (BCS) abrange as seguintes áreas do conhecimento:
Educação, Ciência Política, Sociologia, Antropologia, Filosofia, História, Arqueologia,
Geografia, Design (Gráfico e Digital), Artes Visuais, Arquitetura e Urbanismo,
Museologia, Teatro, Música (Ciências Musicais, Composição, Flauta Transversal, Música
popular, Piano, Violino, Violão,
Canto), Dança, Pedagogia, Cinema (Audiovisual e Animação), Ciências Sociais,
Conservação e Restauração de Bens Culturais Móveis.
Em termos de volume, a BCS acerva: Livros (27414 títulos, em 49256 exemplares;
Livros eletrônicos (720 Títulos, 8044 e-books títulos); Periódicos (931 em 25041
exemplares); 52 obras raras em 61 exemplares; além de centenas de folhetos, teses,
dissertações, TCCs, catálogos e gravações em vídeo, DVDs e CD- ROMs.

119
A política de atualização do acervo bibliográfico da UFPel obedece a prioridade de
cada biblioteca e baseia-se nas listas de pedidos submetidas pelos docentes dos
Departamentos das Unidades através dos editais do PROEQUIP. As solicitações
apresentadas anualmente pelo Departamento de Antropologia e Arqueologia, surtiram
efeito no que tange à área de Antropologia, com aquisição de 173 títulos (272 exemplares)
em 2018, mas permanecem inexpressivas para a área de Arqueologia, em que houve a
aquisição de apenas 2 exemplares – carência que tem sido suprida, ao longo dos anos, pela
doação de livros feita pelos docentes do Programa.
A Biblioteca participa dos seguintes programas de informação nacional:
Portal CAPES - [Link] Portal da Pesquisa -
[Link]; COMUT - [Link] (biblioteca solicitante) ; BDTD -
Biblioteca Digital de Teses eDissertações [Link] Dentre os produtos gerados
pela Biblioteca estão relatórios,estatísticas, boletins e informativos. Os serviços oferecidos
são: Empréstimo domiciliar,Consulta local, Catalogação na fonte das Teses e Dissertações
da UFPel e da Editora daUFPel, Comutação bibliográfica (COMUT),Acesso ao Portal da
CAPES, Acesso ao Portal daPesquisa, IBGE, Normatização de trabalhos técnicos
científicos, Obras em reserva, Treinamento de uso da biblioteca, Orientação à pesquisa
bibliográfica manual e automatizada(Base de Dados), Orientação à elaboração de
referências, Disseminação Seletiva daInformação (SDI), Sistema de Bibliotecas da UFPel,
Sistema de Gerenciamento de Acervo:Rede Pergamum, Repositório Institucional da UFPel,
Minha Biblioteca, Facebook da Biblioteca, web site da biblioteca, web site do Sistema de
Bibliotecas, Portal Periódicos daUFPel. A Biblioteca participa dos seguintes programas de
informação: Pergamum Web –sistema de gerenciamento do acervo das bibliotecas, através
do qual é possível consultar ocatálogo online, reservar materiais, fazer login para renovar
materiais, consultar pendências,débitos, histórico de empréstimos e de pesquisas, salvar
pesquisas, exportar referências eenviar pesquisas por e-mail.

120
REFERÊNCIAS

ANGELO, Dante. La Arqueología en Bolivia: reflexiones sobre la disciplina a inicios del


siglo XXI. Arqueología Suramericana, v.1, n. 2. Popayan (Colômbia):
Universidad del Cauca, 2005. p. 185-211.
BEZERRA, Márcia. Bicho de nove cabeças: os cursos de graduação e a formação de
arqueólogos no Brasil. Revista de Arqueologia, v. 21, n. 2, 2008. p. 139-154.
BRASIL. CN. Lei nº 11.645 de 10 de março de 2008. Altera a Lei no 9.394, de 20 de
dezembro de 1996, modificada pela Lei nº.10.639, de 9 de janeiro de 2003, que
estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, para incluir no currículo
oficial da rede de ensino a obrigatoriedade da temática “História e Cultura Afro-
Brasileira e Indígena.
BRASIL. CNE, Resolução Nº 1 de 17 de junho de 2004. Institui Diretrizes Curriculares
Nacionais para a Educação das Relações Étnico Raciais e para o Ensino de História
e Cultura Afro-Brasileira e Africana.
BRASIL. CNE. Resolução Nº 1 de 23 de janeiro 2012. Dispõe sobre a implementação do
regime de colaboração mediante Arranjo de Desenvolvimento da Educação (ADE),
como instrumento de gestão pública para a melhoria da qualidade social da
educação.
BRASIL. CNE. Resolução Nº 2 de 15 de junho de 2012. Estabelece as Diretrizes
Curriculares Nacionais para a Educação Ambiental.
BRASIL. CNE. Resolução. CP nº 2 de 15 de junho de 2012. Estabelece as Diretrizes
Curriculares Nacionais para a Educação Ambiental.
BRASIL. Congresso Federal. Lei n 9.795 – de 27 de abril de 1999. Dispõe sobre a
Educação Ambiental. Institui a política nacional de educação ambiental e dá outras
providências.
BRASIL. Constituição Federal. Brasília: Congresso Nacional, 1988.

BRASIL. Decreto nº 49.529 de 12 de Dezembro de 1960. Cria Universidade Rural do Sul


e dá outras providências.
BRASIL. Decreto Nº 6.040, de 7 de fevereiro de 2007. Versa sobre a Política Nacional de
Desenvolvimento Sustentável de Povos e Comunidades Tradicionais.
121
BRASIL. Decreto Nº 6.944 de 21 de agosto de 2009. Estabelece medidas organizacionais
para o aprimoramento da administração pública federal direta, autárquica e
fundacional, dispõe sobre normas gerais relativas a concursos públicos, organiza
sob a forma de sistema as atividades de organização e inovação institucional do
Governo Federal, e dá outras providências.
BRASIL. Decreto nº 60.731, de 19 de Maio de 1967. Transfere para o Ministério da
Educação e Cultura os órgãos de ensino do Ministério da Agricultura e dá outras
providências.
BRASIL. Decreto nº 7.824 de 11 de outubro de 2012. Regulamenta a Lei nº 12.711, de 29
de agosto de 2012, que dispõe sobre o ingresso nas universidades federais e nas
instituições federais de ensino técnico de nível médio.
BRASIL. Decreto-Lei Nº 750 de 8 de agosto de 1969. Provê sobre a transformação da
Universidade Federal Rural do Rio Grande do Sul na Universidade Federal de
Pelotas (UFPEL), e dá outras providências.
BRASIL. Lei nº 11.788 de 25 de setembro de 2008. Dispõe sobre o estágio de estudantes.
Brasília, 2008. 6 p.
BRASIL. Lei nº 12.711 de 29 de agosto de 2012. Dispõe sobre o ingresso nas
universidades federais e nas instituições federais de ensino técnico de nível médio e
dá outras providências.
BRASIL. MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO. Lei n° 10.639 de 9 de janeiro de 2003. Altera
a Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da
educação nacional, para incluir no currículo oficial da Rede de Ensino a
obrigatoriedade da temática "História e Cultura Afro-Brasileira", e dá outras
providências.
BRASIL. MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO. Portaria nº 1.134 de 10 de outubro de 2016.
Revoga a Portaria MEC nº 4.059, de 10 de dezembro de 2004, e estabelece nova
redação para o tema.
BRASIL. MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO. Portaria Normativa nº 18 de 11 de outubro
de 2012. Dispõe sobre a implementação das reservas de vagas em instituições
federais de ensino de que tratam a Lei nº 12.711, de 29 de agosto de 2012, e o
Decreto nº 7.824, de 11 de outubro de 2012.

122
BRASIL. Orientação Normativa Nº 7 de 30 de outubro de 2008. Estabelece orientação
sobre a aceitação de estagiários no âmbito da Administração Pública Federal direta,
autárquica e fundacional.
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