Projeto Pedagógico em Arqueologia UFPel
Projeto Pedagógico em Arqueologia UFPel
BACHARELADO EM ARQUEOLOGIA
COLEGIADO DE CURSO DE GRADUAÇÃO
REDAÇÃO DO PROJETO
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SUMÁRIO
I - PROPOSTA PEDAGÓGICA 4
1. CONTEXTUALIZAÇÃO 4
1.1. UNIVERSIDADE FEDERAL DE PELOTAS 4
1.1.1. Dados de Identificação da Universidade Federal de Pelotas – UFPel 4
QUADRO 1: DADOS DE IDENTIFICAÇÃO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE PELOTAS - UFPEL 4
1.1.2. Histórico e Contexto da Universidade Federal de Pelotas 5
1.2. CURSO DE BACHARELADO EM ARQUEOLOGIA 9
1.2.1. Dados de Identificação do Curso 9
QUADRO 2: DADOS DE IDENTIFICAÇÃO DO CURSO 9
1.2.2. Histórico e Contexto do Curso de Arqueologia 10
1.2.3. Legislação considerada no PPC 13
2. ORGANIZAÇÃO DIDÁTICO-PEDAGÓGICA 17
2.1. PRESSUPOSTOS E ESTRUTURA DO PPC 17
2.2. POLÍTICAS INSTITUCIONAIS NO ÂMBITO DO CURSO 18
2.3. CONCEPÇÃO DO CURSO 19
2.4. JUSTIFICATIVA DO CURSO 20
2.5. OBJETIVOS DO CURSO 21
2.6. PERFIL DO EGRESSO 22
2.7. COMPETÊNCIAS E HABILIDADES 23
3. ORGANIZAÇÃO CURRICULAR 24
3.1. ESTRUTURA CURRICULAR 30
3.2. TABELA SÍNTESE – ESTRUTURA CURRICULAR 30
TABELA 1: TABELA SÍNTESE PARA A INTEGRALIZAÇÃO CURRICULAR 30
3.3. MATRIZ CURRICULAR 31
QUADRO 3: MATRIZ CURRICULAR 31
3.4. FLUXOGRAMA DO CURSO 36
3.5. COMPONENTES CURRICULARES OPTATIVOS 37
QUADRO 4: QUADRO DE COMPONENTES CURRICULARES OPTATIVOS 37
3.6. ESTÁGIOS 38
3.7. TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO (TCC) 40
3.8. FORMAÇÃO COMPLEMENTAR 41
2
QUADRO 5: ATRIBUIÇÃO DE CARGA HORÁRIA DAS ATIVIDADES COMPLEMENTARES 41
3.9. FORMAÇÃO EM EXTENSÃO 43
TABELA 2: TABELA SÍNTESE DA FORMAÇÃO EM EXTENSÃO 43
3.10. CARACTERIZAÇÃO DOS COMPONENTES CURRICULARES 45
QUADRO 6: CARACTERIZAÇÃO DOS COMPONENTES CURRICULARES OBRIGATÓRIOS 45
QUADRO 7: CARACTERIZAÇÃO DOS COMPONENTES CURRICULARES OPTATIVOS 76
4. METODOLOGIAS DE ENSINO E SISTEMA DE AVALIAÇÃO 104
4.1. METODOLOGIAS, RECURSOS E MATERIAIS DIDÁTICOS 104
4.2. ACOMPANHAMENTO E AVALIAÇÃO DO ENSINO E DA APRENDIZAGEM 104
4.3. APOIO AO DISCENTE 106
5. GESTÃO DO CURSO E PROCESSOS DE AVALIAÇÃO INTERNA E EXTERNA 107
5.1. COLEGIADO DE CURSO 108
5.2. NÚCLEO DOCENTE ESTRUTURANTE – NDE 109
5.3. AVALIAÇÃO DO CURSO E DO CURRÍCULO 111
6. ACOMPANHAMENTO DE EGRESSOS 112
7. INTEGRAÇÃO ENTRE ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO 112
8. INTEGRAÇÃO COM OUTROS CURSOS E COM A PÓS-GRADUAÇÃO 114
9. TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO (TIC) NO PROCESSO DE
ENSINO E APRENDIZAGEM 115
II - QUADRO DOCENTE E TÉCNICO-ADMINISTRATIVO 116
III - INFRAESTRUTURA 117
REFERÊNCIAS 120
3
I - PROPOSTA PEDAGÓGICA
1. CONTEXTUALIZAÇÃO
1.1. UNIVERSIDADE FEDERAL DE PELOTAS
1.1.1. Dados de Identificação da Universidade Federal de Pelotas – UFPel
4
1.1.2. Histórico e Contexto da Universidade Federal de Pelotas
5
a educação, o ensino, a pesquisa, a extensão e a formação profissional e pós-graduada em
nível universitário, assim como o desenvolvimento científico, tecnológico, filosófico e
artístico e a busca de inovação tecnológica, estruturando-se de modo a manter a sua
natureza orgânica, social e comunitária:
“a) Como instituição orgânica, assegurando perfeita integração e intercomunicação de seus
elementos constitutivos;
b) Como instituição social, pondo-se a serviço do desenvolvimento e das aspirações
coletivas;
c) Como instituição comunitária, contribuindo para o estabelecimento de condições de
convivência, segundo os princípios de liberdade, justiça e respeito aos direitos e demais
valores humanos." (UFPEL, 1969)
O órgão máximo da Universidade, com funções normativa, consultiva e
deliberativa, é o Conselho Universitário (CONSUN); as deliberações sobre as atividades de
ensino, pesquisa e extensão são da competência do Conselho Corrdenador do Ensino,
Pesquisa e Extensão (COCEPE), com funções consultiva, normativa e deliberativa; e o
órgão fiscalizador da gestão econômica financeira é o Conselho Diretor da Fundação
(CONDIR).
Sua estrutura organizacional também envolve as seguintes Pró-Reitorias: Pró-
Reitoria de Ensino, Pró-Reitoria de Extensão e Cultura, Pró-Reitoria de Pesquisa, Pós-
Graduação e Inovação, Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis, Pró-Reitoria de Gestão da
Informação e Comunicação, Pró-Reitoria Administrativa, Pró-Reitoria de Gestão de
Pessoas e Pró-Reitoria de Planejamento e Desenvolvimento. Há, ainda, as seguintes
comissões: Comissão de Ética (CE), Comissão Própria de Avaliação (CPA), Comissão
Permanente de Pessoal Docente (CPPD), Comissão Permanente de Processos
Administrativos Disciplinares (CPPAD) e CIS – Comissão Interna de Supervisão da
Carreira dos/as Servidores/as Técnico Administrativos/as (CIS).
As atividades que acontecem durante o ano letivo são apresentadas anualmente pelo
calendário acadêmico da Instituição.
Existem diferentes modalidades de ingresso na UFPel:
- Pelo Sistema de Seleção Unificada (SISU) do Ministério da Educação, por meio
do qual instituições públicas de ensino superior oferecem vagas a candidatos/as
participantes do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM);
6
- Na UFPel, o Vestibular é a forma de ingresso nos cursos à distância, que são
vinculados à Coordenação de Programas de Educação a Distância (CPED);
- Pelo Programa de Avaliação da Vida Escolar (PAVE), modalidade alternativa de
seleção para os cursos de graduação, constituindo-se em um processo gradual e sistemático,
que acontece ao longo do Ensino Médio (E. M.), alicerçado na integração entre a educação
básica e a superior, visando a melhoria da qualidade do ensino. Cabe destacar que, a partir
de 2017, a fixação do número de vagas para o PAVE é de até 20% do total disponível em
cada curso oferecido pela UFPel.
Além disso, a Resolução nº 15/2015, aprovada pelo Conselho Coordenador do
Ensino, da Pesquisa e da Extensão (COCEPE) da UFPel criou dez vagas especiais, voltadas
para estudantes provenientes de comunidades indígenas e quilombolas. A criação de vagas
específicas para quilombolas e indígenas está amparada pela lei 12.711 e pelo decreto 7824,
ambos de 2012, que permitem e incentivam os novos espaços de acesso para grupos cuja
possibilidade de ingresso na universidade é dificultada por diversas condições sociais e
culturais.
O Conselho Coordenador do Ensino, da Pesquisa e da Extensão – COCEPE, através
da Resolução 05/2016, estabeleceu critérios e procedimentos de seleção para ingresso em
cursos de graduação da UFPel nas modalidades Reopção, Reingresso, Transferência e
Portador de Diploma de Ensino Superior.
Atualmente, a UFPel oferece 98 cursos presenciais de graduação e 41 programas de
pós-graduação. Além dos cursos presenciais, a UFPel participa do programa do governo
federal “Universidade Aberta do Brasil (UAB)”, promovendo a modalidade de ensino de
educação à distância, o que possibilita o acesso à educação superior a um público ainda
maior.
A comunidade universitária é formada por 1313 docentes e 1364 técnicas/os
administrativas/os, o que contribuiu para que sejam atendidos mais de 18.000 estudantes,
formadas/os, 350 grupos de pesquisas certificados pelo CNPq, 5.037 projetos de pesquisa e
585 bolsistas cadastrados na instituição.
Pelotas é a maior cidade da Região Sul do Rio Grande do Sul - RS, e a terceira do
estado do RS em termos populacionais. A mencionada região é composta por 23
municípios, sendo estes: Aceguá, Amaral Ferrador, Arroio do Padre, Arroio Grande,
Candiota, Canguçu, Capão do Leão, Cerrito, Chuí, Herval, Jaguarão, Morro Redondo,
7
Pedras Altas, Pedro Osório, Pelotas, Pinheiro Machado, Piratini, Rio Grande, Santa Vitória
do Palmar, Santana da Boa Vista, São José do Norte, São Lourenço do Sul e Turuçu. De
acordo com o Instituto Técnico de Pesquisa e Assessoria - ITEPA (2014), essa região
também possui aproximadamente 900.000 habitantes.
A Região Sul é banhada pelo Oceano Atlântico e por rios e lagoas. Tem clima
temperado e faz parte do bioma pampa, caracterizado por campos e planícies. Pelotas situa-
se às margens do Canal São Gonçalo, que faz a ligação entre a Lagoa dos Patos e a Lagoa
Mirim. Está a 260 km de Porto Alegre, capital do estado, a 802 km de Buenos Aries capital
da República Argentina e a 620 km de Montevidéu, capital da República Oriental do
Uruguai. Conforme o plano diretor vigente no município (2008), a área urbana de Pelotas
está dividida em sete regiões administrativas urbanas e nove distritos rurais.
Segundo a EMATER, na região de Pelotas predomina a cultura do arroz irrigado,
seguido da pecuária de corte, leite, ovinocultura, fruticultura, atividade pesqueira e
hortigranjeiros. Também se destacam as culturas de milho, feijão, fumo, a industrialização
das frutas e a atuação das cooperativas de lacticínios. Cerca de 90% da área de pomares do
estado estão situados na região, com destaque para a produção de pêssego destinado à
indústria. Na produção agrícola, além do arroz, o fumo e a cebola constituem produtos
importantes. Na produção animal, a região se distingue com o rebanho de bovinos, equinos,
ovinos e caprinos. A região também produz 14% da lã do Estado.
Na indústria há os setores de agronegócios, têxtil, curtimento de couro, panificação,
vestuário, moveleiro e calçadista. Reflorestamento para produção de papel e celulose
apresenta-se como uma atividade econômica emergente na região. Ademais, o município é
grande centro comercial e de serviços.
Na área da educação, o município conta com cinco instituições de ensino superior:
Universidade Federal de Pelotas (UFPel), Universidade Católica de Pelotas (UCPel),
Instituto Federal Sul-rio-grandense (IFSUL), Anhanguera Educacional e Faculdade de
Tecnologia Senac-RS. Também possui três escolas técnicas: Escola Técnica Estadual João
XXIII, Escola Técnica Estadual Professora Sylvia Mello e o Conjunto Agrotécnico
Visconte da Graça (CAVG), chamado de Instituto Federal Sul-rio-grandense Campus
Visconde da Graça, vinculado ao IFSUL (antigo CEFET-RS).
Segundo dados do IBGE, em 2015 eram 12.208 estudantes matriculadas/os no
ensino médio em Pelotas. Em todo o estado do Rio Grande do Sul são mais de 384.939
8
matrículas no ensino médio. Para além deste potencial de estudantes que concluem o ensino
médio na cidade ou no estado do Rio Grande do Sul, potenciais candidatas/os a ingressar
nos diferentes cursos da UFPel, salienta-se que esse universo é bem maior, pois a
universidade recebe estudantes de todo país e também do exterior, devido à amplitude das
modalidades de ingresso na Instituição.
9
1.2.2. Histórico e Contexto do Curso de Arqueologia
Como já foi dito, a UFPel foi criada em 1969, a partir de experiências anteriores da
então Universidade Federal Rural do Rio Grande do Sul (UFRGS), quando incorporou
cursos institucionalizados naquela universidade, baseados na agricultura e na pecuária da
região. Ao longo dos anos 1980, 1990 e 2000, a UFPel diversificou-se para outras áreas,
como as Ciências da Saúde, Ciências Humanas e Ciências Sociais Aplicadas. Atende a
muitas demandas locais, regionais e suprarregionais por meio de cursos de extensão,
graduação e pós-graduação. Sua abrangência não incide apenas sobre o extremo sul do
Brasil, pois projetou-se, também, para áreas fronteiriças com o Uruguai e a Argentina,
dentre outras. Atualmente, sobretudo depois da consolidação do SISU (Sistema de Seleção
Unificada), a UFPel vem acolhendo estudantes de várias regiões do Brasil e de outros
países, consolidando-se como instituição estratégica, principalmente, no âmbito do
MERCOSUL. Tornou-se polo da produção e disseminação de conhecimentos, além de
formar profissionais graduadas/os e pós-graduadas/os para o estado do Rio Grande do Sul,
de outras regiões do Brasil e de outros países. Sua comunidade universitária de estudantes
totaliza, hoje, 22 mil pessoas.
A área de arqueologia tem sido uma das protagonistas nesse processo de produção e
difusão de conhecimento, reconhecimento e visibilidade da UFPel. Sua atuação remonta,
pelo menos, a 2001, com a fundação, no Instituto de Ciências Humanas (ICH), do
Laboratório de Ensino e Pesquisa em Antropologia e Arqueologia (LEPAARQ). O ano de
2008, contudo, representou um marco para a área. Nesse ano foi criado, como já se
apontou, o Bacharelado em Antropologia daUFPel, com linhas de formação em
antropologia social e cultural, e arqueologia. Desde então, as pesquisas arqueológicas têm
se diversificado e incrementado. Elas vêm proporcionando interpretações sobre processos
históricos e antropológicos em contextos rurais e urbanos da região. Para tanto, têm
considerado as diferentes temporalidades, ações sociais, cosmologias, processos
diaspóricos e diversidade cultural regional e para além-fronteiras. Nossos estudos têm
apontado tanto para as várias formas de apropriação de espaços e de ações sociais, quanto
para os processos diaspóricos, definição de limites, permeabilidade, mobilidade e formas de
interação dos coletivos humanos que habitaram e habitam esta região de fronteira.
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Outro marco institucional, ou quiçá corolário, de nossos estudos, foi a aprovação, na
CAPES, respectivamente em 2011 e 2015, dos cursos de mestrado e doutorado em
antropologia, com área de concentração em arqueologia. O grupo de arqueologia integrou
ambas as comissões que elaboraram os APCNs dos cursos de pós-graduação; no caso do
doutorado, a comissão compôs-se unicamente por arqueólogas/os. Registre-se, assim, que a
criação de um novo Bacharelado emArqueologia na UFPel seguirá a trajetória de
consolidadas redes de pesquisa e de formação de excelência de estudantes nos níveis de
graduação e pós-graduação. Tratar-se-á, portanto, deseguir pavimentando o caminho da
pesquisa, ensino e extensão em arqueologia, cujos impactos erelações já se fizeram e se
fazem sentir em contextos nacionais e internacionais.
Os cursos de graduação e pós-graduação em antropologia da UFPel apoiaram-se
institucional e epistemologicamente em tradições há muito existentes nas Américas.
Contribuíram e vem contribuindo para um movimento nacional de reaproximação
estratégica, oportuna e inovadorados campos clássicos de uma antropologia de tradição
holística. Ocorre que na maioria dospaíses americanos, como, por exemplo, Canadá,
Estados Unidos, México, Peru, Bolívia,Argentina e Uruguai, cursos de antropologia são
espaços onde, pelo menos desde meados doséculo XIX, atuam antropólogas/os sociais e
arqueólogas/os, além de linguistas e bioantropólogas/os. No Brasil, contudo, a proposta de
nossos cursos de graduação e pós-graduação é fato recente e seinsere no espírito de
renovação acadêmica. Atualmente, somado ao nosso Bacharelado em Antropologia com
linha de formação em arqueologia, há 14 cursos de graduação em arqueologia no país,
sendo que 12 deles institucionalizados em universidades federais e estaduais (UFS, FURG,
UFPI, UNIR, UFOPA,UFPE, UERJ, UEA, UNEB, UNIVASF, UFMG) e dois em
universidades privadas (PUC-GO,UNIMES). Os únicos cursos semelhantes ao nosso
Bacharelado da UFPel, que oferecem formação marcadamente antropológica em
arqueologia, são a UFMG, em nível de graduação epós-graduação, e a UFPA, em pós-
graduação.
Frise-se, nessa linha, que a criação de um Bacharelado em Arqueologia na UFPel não
estabelecerá ruptura na formação antropológica de estudantes. Seguirá fomentando
pesquisas, ensino e extensão com interface antropológica, dando continuidade às relações
entre arqueologia e antropologia organicamente estabelecidas na UFPel na graduação e
pós-graduação. Como se disse anteriormente, a necessidade de um novo Bacharelado em
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Arqueologia advém da demanda legislativa de regulamentação profissional. A separação da
antropologia e da arqueologia em dois bacharelados não significará cisãoepistemológica,e
tampouco decréscimo de estudantes, pois a previsão é de 28 vagas anuaispara cada área.
Não redundará, também, em descontinuidade na positiva trajetória institucional de
articulação nacional e internacional da área de arqueologia na UFPel. Em ambos os casos,
os resultados até aqui auferidos são positivos e estimulantes. A procura de estudantes pela
área de arqueologia na UFPel tem sido ampla. Recebemos estudantes de Pelotas e região,
obviamente, mas também de outras unidades da Federação, como Bahia, Ceará,
Pernambuco, Amazonas, Pará, Mato Grosso do Sul, Goiás, Santa Catarina, Minas Gerais,
Rio de Janeiro e São Paulo. Temos, ainda, estudantes de outros países, como Venezuela e
Uruguai. De outro lado, o grupo da área de arqueologia tem destacada atuação nos demais
cursos de graduação e pós-graduação em arqueologia do país -o que pode ser facilmente
verificado na Plataforma Lattes do CNPq. Exemplifica esse destaque no cenário nacional o
fato de integrantes da área de arqueologia ocuparem postos de liderança na Sociedade de
Arqueologia Brasileira, na CAPES e no CNPq. Exemplifica-o, ainda, a mobilidade
acadêmica de nossas/os estudantes. Muitas/os egressas/os, devido formação angariada
conosco, ingressaram em outros programas de pós-graduação em arqueologia do Brasil.
No que refere à inserção internacional da área – e novamente pode-se constatá-lo na
PlataformaLattes do CNPq –, ela vai além da realização, até hoje, de dois pós-doutorados
no estrangeiro (com bolsas CNPq). Espraia-se na atuação do grupo de arqueologia como
professores visitantes e colaboradores em programas de pós-graduação em universidades
estrangeiras, a exemplo do Afro-Latin American Resarch Institute da Universidade de
Harvard, Universidade Estadual de Illinois, Universidade de Rennes II, Universidade de
Salamanca, Universidade de Exeter, Universidade Nacional de Trujillo, UDELAR e
Universidade de Buenos Aires. Projetos depesquisa coordenados pelo grupo de arqueologia
da UFPel possuem cooperação com colegas da Universidade Estadual de Illinois, do Afro-
Latin American Research Institute da Universidade deHarvard, da Universidade de Exeter,
da UDELAR e da Universidade de Buenos Aires. Aindanessa esteira de
internacionalização, desponta-se a colaboração, entre 2009 e 2017, com o departamento de
antropologia e arqueologia da Universidade de Buenos Aires, com projeto depesquisa
financiado pela modalidade fortalecimento da pós-graduação CAFP da CAPES. Destaca-se,
finalmente, a aprovação de bolsas para pesquisadores visitantes junto ao CNPq, as quais
12
oportunizaram a vinda de estudiosos renomados à UFPel. Os resultados dessas articulações
nacionais e internacionais se apresentam no alto número debolsas IC logradas pelo grupo
de arqueologia da UFPel, além de orientações diversas nagraduação e pós-graduação.
Revelam-se, ainda, no fato de que o grupo de arqueologia possui três bolsistas de
produtividade do CNPq, dois deles com bolsa 1D. Finalmente, notam-se na altaprodução de
artigos, livros e capítulos de livros, escritos em português, inglês e espanhol, pelogrupo de
arqueologia da UFPel. Parte considerável dessa produção publicou-se em revistas de estrato
superior e em capítulos de livros de referência para a área.
13
BRASIL. DECRETO-LEI Nº 750 de 8 de agosto de 1969. Provê sobre a transformação da
Universidade Federal Rural do Rio Grande do Sul na Universidade Federal de
Pelotas (UFPEL), e dá outras providências.
BRASIL. DECRETO Nº 5.296 de 2 de dezembro de 2004 (Acessibilidade).
BRASIL. DECRETO Nº 5.626 de 22 de dezembro de 2005 (Libras).
BRASIL. RESOLUÇÃO CNE/CES Nº 2 de 18 de junho de 2007 (Dispõe sobre carga
horária mínima e procedimentos relativos à integralização e duração dos cursos de
graduação, bacharelados, na modalidade presencial).
BRASIL. LEI Nº 10.639/2003. Altera a Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que
estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, para incluir no currículo
oficial da Rede de Ensino a obrigatoriedade da temática "História e Cultura Afro-
Brasileira", e dá outras providências. Brasília: Presidência da República, 2003.
BRASIL. LEI Nº 10.861/2004 – Institui o Sistema Nacional de Avaliação da Educação
Superior – SINAES. Brasília: Presidência da República, 1996.
BRASIL. LEI Nº 11.645/2008. Altera a Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996,
modificada pela Lei nº.10.639, de 9 de janeiro de 2003, que estabelece as diretrizes
e bases da educação nacional, para incluir no currículo oficial da rede de ensino a
obrigatoriedade da temática “História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena. Brasília:
Presidência da República, 2008. BRASIL. Lei 13.005/2014 – Aprova o Plano
Nacional de Educação. Brasília: Presidência da República, 2014.
BRASIL. LEI Nº 11.788 de 25 de setembro de 2008. Dispõe sobre o estágio de estudantes.
Brasília, 2008. 6 p.
BRASIL. LEI Nº 12.711 de 29 de agosto de 2012. Dispõe sobre o ingresso nas
universidades federais e nas instituições federais de ensino técnico de nível médio e
dá outras providências.
BRASIL. LEI Nº 13.653/ 2018 - Dispõe sobre a regulamentação da profissão de
arqueólogo e dá outras providências. Brasília: Presidência da República, 2018.
BRASIL. LEI Nº 9.394/1996 – Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Brasília:
Presidência da República, 1996.
BRASIL. LEI Nº 9.795/1999. Dispõe sobre a Educação Ambiental. Institui a política
nacional de educação ambiental e dá outras providências. Brasília: Presidência da
República, 1996.
14
BRASIL. Orientação Normativa Nº 2, de 24 de junho de 2016. Estabelece orientação
sobre a aceitação de estagiários no âmbito da Administração Pública Federal direta,
autárquica e fundacional.
BRASIL. Portaria nº 1.134 de 10 de outubro de 2016. Revoga a Portaria MEC nº 4.059, de
10 de dezembro de 2004, e estabelece nova redação para o tema. MINISTÉRIO DA
EDUCAÇÃO.
BRASIL. Portaria Normativa nº 18 de 11 de outubro de 2012. Dispõe sobre a
implementação das reservas de vagas em instituições federais de ensino de que
tratam a Lei nº 12.711, de 29 de agosto de 2012, e o Decreto nº 7.824, de 11 de
outubro de 2012. MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO.
BRASIL. Resolução 01/2004 - CNE/CP - Institui Diretrizes Curriculares Nacionais para a
Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-
Brasileira e Africana, 2004. Brasília: Ministério da Educação/Conselho Nacional da
Educação/Conselho Pleno, 2004.
BRASIL. RESOLUÇÃO 01/2012 - CNE/CP - Estabelece Diretrizes Nacionais para a
Educação em Direitos Humanos. Brasília: Ministério da Educação/Conselho
Nacional da Educação/Conselho Pleno, 2004.
BRASIL. RESOLUÇÃO 02/2012 - CNE/CP- Estabelece as Diretrizes Curriculares
Nacionais para a Educação Ambiental. Brasília: Ministério da Educação/Conselho
Nacional da Educação/Conselho Pleno, 2004.
BRASIL. RESOLUÇÃO 07/2018 - CNE/CES- Estabelece as Diretrizes para a Extensão na
Educação Superior Brasileira e regimenta o disposto na Meta 12.7 da Lei nº
13.005/2014, que aprova o Plano Nacional de Educação PNE 2014-2024 e dá outras
providências. Brasília: Ministério da Educação/Conselho Nacional da
Educação/Conselho Pleno.
INSTITUTO TÉCNICO DE PESQUISA E ASSESSORIA. Banco de Dados Zona Sul.
Pelotas: Universidade Católica de Pelotas, 2014.
OIT/Organização Internacional do [Link]ÇÃO 169 sobre povos indígenas e
tribais. Brasília: OIT, 2011.
PREFEITURA MUNICIPAL DE PELOTAS. III Plano Diretor de Pelotas. 2008.
UFPEL. Diretrizes Para Elaboração De Projeto Pedagógico De Curso (PPC) da UFPel.
Pelotas, 2019.
15
UFPEL. Manual de Normas UFPel Para Trabalhos Acadêmicos de junho de 2019 acessável
em [Link]
UFPEL. Estatuto da Fundação Univeridade Federal de Pelotas. Pelotas, 1969.
UFPEL. Guia De Integralização Da Extensão Nos Currículos Dos Cursos De Graduação Da
Universidade Federal De Pelotas. Pelotas, 2019.
UFPEL. Instrução Normativa PRG/CEC 001/16. Pelotas, 2016.
UFPEL. Projeto Pedagógico Institucional – Pelotas, 2003.
UFPEL. Regimento Geral da Universidade – Pelotas, 1977. UFPel. Resolução Nº
29/2018/COCEPE/UFPEL – Regulamento do Ensino deGraduação – Pelotas, 2018.
UFPEL. Parecer Nº 492/2001/CNE/CES aprovado em 3 de abril de 2001. Aprova as
Diretrizes Curriculares Nacionais dos cursos de Arquivologia, Biblioteconomia,
Ciências Sociais - Antropologia, Ciência Política e Sociologia, Comunicação Social,
Filosofia, Geografia, História, Letras, Museologia e Serviço Social.
UFPEL. Parecer Nº 1.363/2001/CNE/CES aprovado em 12 de dezembro de 2001. Retifica
o Parecer CNE/CES n.º 492, de 3 de abril de 2001, que aprova as Diretrizes
Curriculares Nacionais dos cursos de Arquivologia, Biblioteconomia, Ciências
Sociais - Antropologia, Ciência Política e Sociologia, Comunicação Social,
Filosofia, Geografia, História, Letras, Museologia e Serviço Social.
UFPEL. Resolução Nº 17/2002/ CNE/CES aprovada em 13 de março de 2002. Estabelece
as Diretrizes Curriculares para os cursos de Ciências Sociais - Antropologia,
Ciência Política e Sociologia.
UFPEL. Resolução Nº 02/2006/COCEPE/UFPEL. Dispõe sobre o Tempo de Permanência
dos acadêmicos da UFPel.
UFPEL. Resolução Nº 03/2009/COCEPE/UFPEL. Normatiza os Estágios obrigatórios e
não obrigatórios, concedidos pela Universidade Federal de Pelotas.
UFPEL. Resolução Nº 04/2009/COCEPE/UFPEL. Normatiza os Estágios obrigatórios e
não obrigatórios realizados por alunos da UFPel, nos termos desta Resolução.
UFPEL. Resolução Nº 22/2018/COCEPE-UFPel aprovada em 19 de julho de 2018. Dispõe
sobre as diretrizes de funcionamento do Núcleo Docente Estruturante (NDE) dos
Cursos de Graduação da Universidade Federal de Pelotas.
16
UFPEL. Resolução Nº 10/2015/COCEPE/UFPEL. Dispõe sobre o Regulamento Geral dos
Programas Projetos de Ensino, Pesquisa e Extenção da Universidade Federal de
Pelotas – UFPel, e dá outras providências.
UFPEL. Resolução Nº 15/2015/COCEPE/UFPEL. Dispõe sobre a abertura de vagas
específicas em curso de graduação da UFPel (Estudantes indígenas e quilombolas).
Pelotas, 2015.
UFPEL. Resolução Nº 15/2015/CONSUN/UFPEL – Plano de Desenvolvimento
Institucional – Pelotas, 2015.
UFPEL. Resolução Nº 27/2017/COCEPE/UFPEL. Aprova indicadores de qualidade para os
projetos, programas e atividades de ensino a distância. Pelotas, 2017.
UFPEL. Resolução Nº 29/2018/COCEPE/UFPEL –Dispõe sobre o Regulamento Geral dos
Programas e Projetos de Ensino, Pesquisa e Extensão Da Universidade Federal De
Pelotas e dá outras providências. Pelotas, 2018.
UFPEL. Resolução Nº 42/2018/COCEPE/UFPEL. Dispõe sobre o Regulamento da
curricularização das atividades de extensão nos cursos de Graduação da
Universidade Federal de Pelotas - UFPEL e dá outras providências. Pelotas, 2018.
UNESCO. Convenção relativa à Luta contra a Discriminação no campo do Ensino. Paris,
1960.
2. ORGANIZAÇÃO DIDÁTICO-PEDAGÓGICA
17
de Antropologia e Arqueologia (DAANT), TAE’s e docentes. Chegou-se, assim, a um bom
termo entre os desejos, as necessidades e as possibilidades de elaboração da nova grade
curricular. Por meio de Reuniões Abertas convergiram-se ideias e fomentaram-se as
discussões que conduziram a elaboração de nossa proposta. Nossos trabalhos se moveram
no sentido de criar uma grade curricular que contemplasse os anseios da comunidade
discente e docente e que, ao mesmo tempo, evitasse gerar necessidade de infraestrutura,
quadro de pessoal docente ou técnico-administrativo maiores. Também é de vital
importância celebrar a participação discente nesse processo. Muito além de apenas seguir a
legislação que sugere a participação de toda a comunidade, essa experiência provou que
sem a voz destas pessoas não teríamos percebido as mazelas da grade curricular, tampouco
a oportunidades de sanar, na medida do possível, determinados anseios.
18
2.3. CONCEPÇÃO DO CURSO
19
frequentemente incompatíveis, formas de pensar o tempo se chocam, ou porventura se
unem, ditando diferentes regimes temporais num mesmo contexto. Não se trata, portanto,
do tempo homogêneo da modernidade, newtoniano, motorizado pela aceleração teleológica
em direção ao progresso. A multitemporalidade borra as fronteiras artificiais entre presente
e passado. Estruturas sociais, paisagens e coisas do passado são apropriadas, pensadas e
vividas de forma plural pelas comunidades do presente, configurando cosmologias e
cosmopolíticas diversas. Finalmente, a questão ética. Uma vez que a fronteira entre passado
e presente é borrada, a arqueologia realça as distintas temporalidades políticas, ou
cosmopolíticas, da modernidade. Ao fazê-lo, traz à baila discussões sobre justiça social e
reparações indígenas, afrodescendentes e de comunidades subalternizadas, salientando
sempre as práticas locais de construção da memória e desenvolvendo narrativas
antirracistas.
Assim é que a concepção de nosso bacharelado, além de ativar práticas de pesquisa
focadas em mapeamentos de sítios arqueológicos, prospecção e escavação, aplica os três
temas acima discutidos por meio de abordagens antropológicas. Concretizamo-lo,
principalmente, valendo-nos de métodos proporcionados pela arqueologia etnográfica. A
inquietação primordial de nosso curso é encontrar caminhos, com a participação das
comunidades, para o engajamento com os fenômenos sociomateriais e, consequentemente,
pensar alternativas possíveis para os problemas sociais, políticos, econômicos e ecológicos
da contemporaneidade, todos eles relativos ao atual período caracterizado como
antropoceno. Essa dimensão torna nossa disciplina socialmente relevante, e é exatamente
essa coordenada que configurará a curricularização de nossos projetosde extensão.
Objetivo geral:
- Formar profissionais aptos a desenvolver estudos e atividades relacionadas a
Arqueologia. O Curso de Bacharelado em Arqueologia compromete-se a promover
ENSINO de formação ampla e que garanta uma educação engajada com a transformação
social, a valorização do patrimônio cultural e do meio ambiente, com responsabilidade ética
21
e pensamento crítico. Da mesma forma, promover atividades de PESQUISA que garantam
um ensino atualizado, associado ao desenvolvimento da prática profissional e a produção
do conhecimento. Finalmente, as práticas de EXTENSÃO se voltam ao compromisso social
da pesquisa e ensino, e à integração transformadora da sociedade de modo a contribuir com
os interesses e desafios coletivos.
Objetivos específicos:
1. viabilizar a realização de estudos sobre processos antropológicos e históricos em
contextosarqueológicos diversos, ligados sobretudo à arqueologia indígena e
arqueologia dadiáspora africana, considerando-se suas relações com comunidades
do presente, suas multi-temporalidades e cosmopolíticas;
2. pesquisar as formas de apropriação dos espaços por diversos coletivos, no passado e
nopresente, em diferentes temporalidades;
3. caracterizar os contextos, formas de interação e relações de poder entre diferentes
coletivos;
4. pesquisar os limites e permeabilidades entre coletivos diversos e suas relações com
objetos, cosmologias e cosmopolíticas;
5. desenvolver estudos arqueológicos focados na sociomaterialidade, cosmologias e
cosmopolíticas em dimensões que variarão do local ao global;
6. seguir a consolidação dos laboratórios, grupos e núcleos de pesquisa em arqueologia
existentes na UFPel, com vistas a ampliar suas potencialidades e conformar novos
patamares de estudos nessas áreas, nacional e internacionalmente.
22
cumprimento a Constituição Federal e das Leis de Proteção ao Patrimônio Cultural
e Ambiental;
● possuir senso crítico da conjuntura econômica, social, política e cultural da região
onde atua, preparada/o para gerenciar diferentes projetos de pesquisa;
● conhecer teorias, técnicas de campo e laboratoriais aplicadas no conhecimento
arqueológico, assim como a legislação pertinente.
23
11. capacidade para realizar etnografias arqueológicas;
12. capacidade para conceber planos de gestão e conservação de acervos
arqueológicos,museus e parques históricos/arqueológicos;
13. competência na utilização da informática aplicada à utilização de ferramentas
gerenciais e analíticas de dados arqueológicos: produção de mapas em sistema
geográfico, modelagem 3D, manuseio de banco de dados SIG;
3. ORGANIZAÇÃO CURRICULAR
24
Ainda no que se refere à curricularização da extensão, oferecer-se-á, no quarto semestre do
curso, uma disciplina específica, de 4 créditos, inteiramente dedicada ao trabalho
comunitário. Nomeamos essa disciplina como arqueologia extensionista. Outra disciplina
com 1 crédito de extensão oferecer-se-á no quinto semestre: arqueologia, comunidades e
etnografia.
A partir do quarto semestre, o Bacharelado em Arqueologia ofertará disciplinas de
cunho diverso, relativas, obviamente, à formação da área. Todas elas se constituem no
rompimento do dualismo entre humanos e objetos, tendo como norte os temas descritos no
item II dessa proposta: materialidade, multi-temporalidade e ética.
No sexto e sétimo semestres, sobretudo no sétimo, serão cursadas disciplinas optativas.
Essa concentração de optativas no final da formação dedica-se a instrumentalizar as/os
discentes na elaboração de seus Trabalhos de Conclusão de Curso. Após a formação teórica
básica e englobante oferecida nos três primeiros semestres e a relativa imersão em temas
próprios ao campo da Arqueologia, oferecida entre o quarto e o sexto semestre, as/os
discentes já terão tido a oportunidade de escolher o tema ou subcampo da disciplina que
mais lhe interessa para a elaboração do TCC. Desse modo, as disciplinas optativas têm por
função propiciar o estudo e a discussão de temas particulares, bem como a formação livre
(disposta nas diretrizes curriculares para os cursos de graduação em ciências humanas) que
serão tratados em maior detalhe em suas monografias de conclusão.
Destaquemos que as práticas extensionistas serão calcadas no ensino e em
arqueologia etnográfica. Tal método, permite a compreensão das materialidades,
cosmologias e cosmopolíticas locais, abrindo o caminho de ações em prol de justiça social
e de políticas reparatórias. Numa palavra, nosso trabalho extensionista invoca a arqueologia
como ação sociopolítica. As atividades serão promovidas através de conjunto de projetos
articulado no Programa de Extensão do Bacharelado em Arqueologia (código Cobalto
133), cujas ações (cursos, eventos, prestação de serviços, etc.), de caráter educativo, social,
cultural, científico ou tecnológico, desenvolvidas de forma processual contínua, integrarão
o ensino, a pesquisa e a prática da disciplina em interação extra-muros. Naquelas disciplias
ofertadas pelo Curso de Antropologia as ações de extensão estarão circunscritas aos
projetos que compõem o Programa do Bacharelado em Antropologia (Código Cobalto
147). Ações pedagógicas de caráter teórico e/ou prático, presencial ou à distância, serão
planejadas e organizada de modo sistemático, com carga horária diposta em horas, com
25
critérios definidos de avaliação e certificação, atendendo às diretrizes de extensão. Ações
que implicam a apresentação e/ou exibição pública, aberta ou com clientela específica do
conhecimento ou produto cultural, artístico, esportivo, científico ou tecnológico
desenvolvido, conservado ou reconhecido pela UFPel, atendendo às diretrizes de extensão.
A extensão também envolve a possibilidade de criação de estudos na resolução de
problemas dos meios profissional ou social, como o desenvolvimento de novas abordagens
pedagógicas e de pesquisa e com o compartilhamento de conhecimentos e de tecnologias à
sociedade, realizados por docentes/técnicas/os, com a possibilidade de participação
orientada de estudantes comprometidas/os com o Projeto Político Pedagógico de
Arqueologia.
Destacamos, ainda, que nosso desenho curricular se baseia em Resoluções e Leis
federais que regulamentam o ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e
Indígena,Direitos Humanos e Educação Ambiental pelos sistemas de ensino e suas
instituições no Brasil (Leis 10.639/2003, 13.653/ 2018, 11.645/2008, 9.795/1999; Decretos
5.051/2004, 6.040/2007; Resoluções MEC/CNE/CP 01/2004, 01/2012, 02/2012 e 07/2018).
Estes são temas de ampla dispersão na arqueologia hoje em prática no Brasil, que podem
ser observados nos projetos em voga dos docentes da área de arqueologia. Atendendo a
essa legislação específica, reiteramos nosso compromisso com a educação crítica, plural,
democrática e antirracista. Atualmente, todas/os as/os docentes da área de arqueologia têm
atuação direta dirigida a povos originários ou ancestrais e/ou em contextos de conflito
socioambiental e/ou direitos humanos potencialmente ameaçados.
A abordagem de conteúdos pertinentes à História e Cultura Afro-Brasileira e
Africana no Projeto Político Pedagógico da Arqueologia está vinculada as determinações
do Conselho Nacional de Educação (CNE), que tratam da diversidade e dos direitos a
inclusão no currículo de formação dos bacharéis em arqueologia (Resolução nº 01/2004 -
CNE/CP; Resolução nº 01/2012 - CNE/CP; Resolução nº 02/2012 - CNE/CP). Com base
na Convenção da UNESCO de 1960, na Convenção nº 169 da Organização Internacional
do Trabalho (OIT), na Constituição Federal de 1988, na Lei nº 11.645 (de 10 de março de
2008), na Lei nº 10.639/03-MEC, na Lei nº 12.711 (de 29 de agosto de 2012), no Decreto
nº 7.824 (de 11 de outubro de 2012), na Portaria Normativa MEC nº 18 (de 11 de outubro
de 2012), no Decreto Nº 6.944 (de 21 de agosto de 2009), no Decreto n° 6.040/2007 (que
versa da Política Nacional de Desenvolvimento Sustentável de Povos e Comunidades
26
Tradicionais), em consonância com os esforços empreendidos para se efetivar a condição
de um Estado democrático de direito com ênfase na cidadania e na dignidade da pessoa
humana, o curso de Bacharelado em Arqueologia visa a contribuir na construção e na
formação da sociedade brasileira e latino-americana.
Isso será feito, por um lado, estabelecendo diretrizes teóricas e metodológicas para
confrontar posturas subjetivas e objetivas de preconceito, racismo e discriminação às
pessoas afro-descendentes, negras, indígenas e de coletivos tradicionais, que,
historicamente, enfrentaram e enfrentam dificuldades para o acesso aos direitos básicos
(saúde, educação, trabalho e moradia) na sociedade nacional. De outro, valorizará,
divulgará e respeitará os processos históricos de resistência negra e indígena,
desencadeados contemporaneamente por negros e descendentes de africanos escravizados
no Brasil e por índigenas e descendentes, ambos coletivos desterritorializados
individualmente e coletivamente de seus territórios. A partir dessa diretriz geral, o
Bacharelado em Arqueologia a estimulará a formação de valores, hábitos e
comportamentos em suas/seus estudantes que respeitem as diferenças e as características
próprias desses coletivos e minorias, bem como, as relações dessas pessoas com a ordem
não humana (por exemplo, animais, vegetais, minerais), sobre-humana (espiritualidade,
divindade, seres celestiais) e agências do Estado-nação. Por fim, o corpo docente, discente
e técnico se empenhará no esforço a ser empreendido pelo Estado para a adoção de
políticas públicas justas, combate ao racismo, promoção da igualdade de oportunidades
entre os diferentes grupos étnicos, política de ações afirmativas, valorização do patrimônio
histórico-cultural afro-ameríndio e promoção da cidadania. Três disciplinas obrigatórias
que atenderão a estas demandas são: Etnologia Afro-americana I, Arqueologia Histórica I e
Arqueologia da Diáspora Africana, bem como as disciplinas optativas nomeadas como
Seminário de Arqueologia (I, II, III, IV e V).
O tema Direitos Humanos perpassa o Projeto Político Pedagógico, sendo transversal
a várias disciplinas. Está presente, por exemplo, nas disciplinas de Etnologia Ameríndia,
Etnologia Afro-Americana (originárias do PPC do Bacharelado em Antropologia) bem
como Arqueologia da Diáspora Africana, por abordarem diretamente a presença, na nossa
sociedade, de alteridades historicamente excluídas dos projetos hegemônicos de nação. Está
presente ainda, nas discussões sobre patrimônio cultural, uma vez que os direitos culturais
também constituem o sistema internacional de direitos humanos, discussões estas que são
27
contempladas, dentre outras, na disciplina de Patrimônio Cultural. As discussões sobre
direitos humanos e as responsabilidades éticas do exercício profissional, articuladas
diretamente à atuação com vistas à garantia de direitos coletivos, estão contempladas nas
disciplinas de Arqueologia, comunidades e etnografia e Campo de Trabalho em
Arqueologia.
A Constituição Brasileira (1988), no Capítulo VI – Do Meio Ambiente, Artigo 225,
refere que “Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso
comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao poder público e à
coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações.” Para
assegurar o cumprimento desse direito, no referido Artículo, inciso VI, explicita:
“promover a educação ambiental em todos os níveis de ensino e a conscientização pública
para a preservação do meio ambiente”. É a partir desse momento, que a temática específica
da Educação ambiental no Brasil começa a ter seu espaço próprio. Em 25 de junho de 2002,
através do Decreto Nº 4.281 é regulamentada a Política Nacional de Educação Ambiental
(Lei Federal No 9.795 de 27 de abril de 1999). A mesma estabelece no seu Art. 2 que “A
educação ambiental é um componente essencial e permanente da educação nacional,
devendo estar presente, de forma articulada, em todos os níveis e modalidades do processo
educativo, em caráter formal e não-formal”. Já no Artigo 10 refere que “A educação
ambiental será desenvolvida como uma prática educativa integrada, contínua e permanente
em todos os níveis e modalidades do ensino formal.” No mesmo Artigo destaca que “A
educação ambiental não deve ser implantada como disciplina específica no currículo de
ensino”.
A Resolução Nº 2, de 15 de junho de 2012 do Ministério da Educação/ Conselho
Nacional de Educação estabelece as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação
Ambiental no sistema educativo no Brasil. O referido documento, no seu Artigo 15
determina que: “O planejamento dos currículos deve considerar os níveis dos cursos, as
idades e especificidades das fases, etapas, modalidades e da diversidade sociocultural dos
estudantes, bem como de suas comunidades de vida, dos biomas e dos territórios em que se
situam as instituições educacionais”. Também expressa que: "O tratamento pedagógico do
currículo deve ser diversificado, permitindo reconhecer e valorizar a pluralidade e as
diferenças individuais, sociais, étnicas e culturais das/os estudantes, promovendo valores de
cooperação, de relações solidárias e de respeito ao meio ambiente”. Por outra parte no seu
28
Artigo 16 descreve as distintas modalidades de inclusão da Educação Ambiental nas
instituições educativas, a saber: “A inserção dos conhecimentos concernentes à Educação
Ambiental nos currículos da Educação Básica e da Educação Superior pode ocorrer: I - pela
transversalidade, mediante temas relacionados com o meio ambiente e a sustentabilidade
socioambiental; II - como conteúdo dos componentes já constantes do currículo; III - pela
combinação de transversalidade e de tratamento nos componentes curriculares.
O Curso de Arqueologia contempla a inserção da Educação ambiental, mediante as
três estratégias propostas pela referida Resolução. São diversas as disciplinas do Curso que
dialogam de forma transversal com as temáticas ambientais e o desenvolvimento
socioambiental e as disciplinas que contemplam especificamente estes aspectos. Há um
conjunto das disciplinas que apresentam no seu Plano de Ensino temáticas pertencentes ao
universo da Educação Ambiental. As disciplinas Mitologia e Ritual, Arqueologia Indígena
Brasileira I e II, bem como Campo de Trabalho em Arqueologia têm como objetivos expor
algumas das perspectivas teóricas por meio das quais o debate sobre a relação sociedade-
natureza se apresenta para as ciências sociais; refletir sobre as distintas formas de
percepção e apropriação da natureza, de acordo com a multiplicidade de lógicas culturais;
debater sobre o campo ambiental na sociedade contemporânea e seus conflitos a partir de
perspectivas arqueológica e antropológica; discutir sobre a relação entre saberes
tradicionais, biodiversidade e sociedade de risco. Objetivos atingidos através das relações
sociedade-natureza; a diversidade de perspectivas preservacionistas; o campo ambiental,
suas problemáticas e conflitos; a relação entre novas tecnologias e saberes tradicionais;
problemática ambiental e sociedade de risco.
Estão contempladas também, no âmbito da Pesquisa e da Extensão, atividades
relacionadas com as problemáticas socioambientais e o desenvolvimento sustentável, em
concordância com a conceituação da Educação Ambiental expressa na Política Nacional de
Educação Ambiental, a saber: "Entendem-se por educação ambiental os processos por meio
dos quais o indivíduo e a coletividade constroem valores sociais, conhecimentos,
habilidades, atitudes e competências voltadas para a conservação do meio ambiente, bem de
uso comum do povo, essencial à sadia qualidade de vida e sua sustentabilidade." (Lei nº
9795/1999, Art 1º). Uma das estratégias empregada é através das atividades de trabalho de
campo das distintas disciplinas, onde tanto as pessoas como os recursos naturais são
tratados como elementos de fundamental protagonismo, na busca da melhoria de vida das
29
populações sem comprometer a sustentabilidade dos distintos ambientes naturais. Outras
atividades, como podem ser as de pesquisa, ensino e extensão nos distintos laboratórios
contemplam também aspectos socioambientais nas suas práxis do dia a dia.
Finalmente, cumpre notar que a dinâmica do curso é presencial e contempla em sua
grande maioria sendo permitido, conforme a legislação vigente, desenvolver 20% de suas
atividades de formação e avaliação à distância, através de sistemas oferecidos pela
instituição para tanto, tendo em vista as diretrizes apontadas pela Resolução COCEPE
n°27/2017, que aprova os indicadores de qualidade para os projetos, programas e atividades
de ensino à distância.
30
3.3. MATRIZ CURRICULAR
QUADRO 3: MATRIZ CURRICULAR
ESTRUTURA ORGANIZACIONAL DO CURSO DE GRADUAÇÃO EM
ARQUEOLOGIA
Carga horária total do Curso: 2.535
Carga horária de Formação específica: 2.280
Carga horária de Formação complementar: 255
Carga horária em Extensão (exceto as já computadas nas formações anteriores realizadas por
todos os alunos): 150
31
1º SEMESTRE
Depto
Componente CH
Código ou Cr T E P EAD EXT Pré-Requisito
curricular (h)
Unidade
Introdução à
10910014 DAA 4 4 60
Antropologia
Introdução a
NOVO DAA 4 3 1 60
Arqueologia
Teoria Arqueológica
NOVO DAA 4 4 60
1
Fundamentos da
10900047 DH 4 4 60
História
06560020 DESP Sociologia I 4 4 60
Total 20 300
2º SEMESTRE
o
Dept
Componente CH
Código ou Cr T E P EAD EXT Pré-Requisito
curricular (h)
Unidade
Teoria Antropológica
10910019 DAA 4 4 60 10910014
I
Teoria Antropológica
10910020 DAA 4 4 60 10910014
II
Etnologia Ameríndia
10910011 DAA 4 3 1 60
I
Teoria Arqueológica
NOVO DAA 4 4 60
2
Arqueologia
10910036 DAA 4 4 60
Histórica I
10910037 DAA Prática de Campo I 4 4 60
Total 24 360
32
3º SEMESTRE
Depto
Componente CH
Código ou Cr T E P EAD EXT Pré-Requisito
curricular (h)
Unidade
Teoria Antropológica
10910021 DAA 4 4 60 10910014
III
Teoria Antropológica
10910023 DAA 4 4 60 10910014
IV
Etnologia Afro-
10910003 DAA 4 3 1 60
Americana I
NOVO DAA Teoria Arqueológica 3 4 3 1 60
Arqueologia Indígena
NOVO DAA 4 4 60
Brasileira 1
Total 20 300
4º SEMESTRE
Depto
Componente EX CH
Código ou Cr T E P EAD Pré-Requisito
curricular T (h)
Unidade
NOVO DAA Patrimônio Cultural 4 3 1 60
1091002 Mitologia e Ritual
DAA 4 4 60
8
Metodologia da
NOVO DAA Pesquisa em 4 4 60
Arqueologia
Cartografia e
0060338 DG 4 4 60
Geoprocessamento
Arqueologia
NOVO DAA 4 4 60
Extensionista
Total 20 300
33
5º SEMESTRE
Depto
Componente CH
Código ou Cr T E P EAD EXT Pré-Requisito
curricular (h)
Unidade
Arqueologia,
NOVO DAA comunidades e 4 3 1 60
etnografia
Campo de Trabalho
NOVO DAA 4 4 60
em Arqueologia
Arqueologia da
NOVO DAA 4 4 60
diáspora africana
Prática de Laboratório
10910035 DAA 4 4 60
I
Gestão de Acervos e
Conservação de
NOVO DAA 4 2 2 60
materiais
Arqueológicos
Total 20 300
6º SEMESTRE
Depto
Componente CH
Código ou Cr T E P EAD EXT Pré-Requisito
curricular (h)
Unidade
Origens e Evolução
NOVO DAA 4 4 60
Humana
Arqueologia Indígena
NOVO DAA 4 4 60
Brasileira 2
Prática de
10910049 DAA 4 4 60
Laboratório II
10910045 DAA Prática de Campo II 4 4 60
Optativa I 4 60
Total 20 300
34
7º SEMESTRE
Depto
Componente CH
Código ou Cr T E P EAD EXT Pré-Requisito
curricular (h)
Unidade
Optativa II 4 60
Optativa III 4 60
Optativa IV 4 60
Optativa V 4 60
TCC 4 60
Total 20 300
8º SEMESTRE
Código Depto Componente Cr T E P EAD EXT CH Pré-Requisito
ou curricular (h)
Unidade
TCC 4 4 60
Optativa VI 4 4 60
Total 8 120
35
3.4. FLUXOGRAMA DO CURSO
Turno/
1º Sem. 2º Sem. 3º Sem. 4º Sem. 5º Sem. 6º Sem. 7º Sem. 8º Sem.
Semestre
Arqueologia,
Introdução à Teoria Antropológica Teoria Antropológica Patrimônio Cultural comunidades e
OP II OP VI
Antropologia I III (60h/3 CR T - 1 CR etnografia
(60h/4 CR T) (60h/4 CR T)
(60h/4 CR T) (60h/4 CR T) (60h/4 CR T) EX) (60h/3 CR T - 1 CR
EX)
Metodologia de
Fundamentos da Teoria Antropológica Teoria Antropológica Campo de Trabalho
Pesquisa em OP I OP III TCC
História II IV em Arqueologia
Arqueologia (60h/4 CR T) (60h/4 CR T) (60h/4 CR T)
(60h/4 CR T) (60h/4 CR T) (60h/4 CR T) (60h/4 CR T)
(60h/4 CR T)
Etnologia Afro-
Etnologia Ameríndia I Cartografia e Arqueologia da Origens e Evolução
Sociologia I americana I OP IV
(60h/3 CR T - 1 CR Geoprocessamento Diáspora Africana Humana
Noite (60h/4 CR T) (60h/3 CR T - 1 CR (60h/4 CR T)
EX) (60h/4 CR P) (60h/4 CR T) (60h/4 CR T)
EX)
Introdução à
Arqueologia Histórica Arqueologia Indígena Prática de Laboratório Prática de Laboratório
Arqueologia Mitologia e Ritual OP V
I Brasileira 1 I II
(60h/3 CR T - 1 CR (60h/4 CR T) (60h/4 CR T)
(60h/4 CR T) (60h/4 CR T) (60h/4 CR P) (60h/4 CR P)
EX)
Gestão de Acervos e
conservação de
Teoria Arqueológica 3 Arqueologia Arqueologia Indígena
Teoria Arqueológica 1 Teoria Arqueológica 2 materiais TCC
(60h/3 CR T - 1 CR Extensionista Brasileira 2
(60h/4 CR T) (60h/4 CR T) arqueológicos (60h/4 CR T)
EX) (4 CR EX) (60h/4 CR T)
(60h/2 CR T - 2 CR
P)
Prática de Campo I Prática de Campo II
Tarde
(60h/4 CR T) (60h/4 CR T)
LEGENDA
Disciplinas oferecidas por outros Departamentos
Disciplinas comuns aos Bacharelados em Arqueologia e em Antropologia
Disciplinas específicas do Bacharelado em Arqueologia
Disciplinas Optativas
3.5. COMPONENTES CURRICULARES OPTATIVOS
[Link]ÁGIOS
37
qual deverá constar visto do/a orientador/a da instituição de ensino e do/a supervisor/a da
parte concedente (conf. §1º do art. 3º da Lei nº 11.788, de 2008); a zelar pelo cumprimento
do termo de compromisso, reorientando a/o estagiária/o para outro local, em caso de
descumprimento de suas normas; a elaborar normas complementares e instrumentos de
avaliação dos estágios de suas/eus educandas/os; a comunicar à parte concedente do
estágio, no início do período letivo, as datas de realização de avaliações acadêmicas (conf.
art. 7º da Lei nº 11.788/2008).
Por sua vez, ficam obrigados os concedentes do estágio: a celebrar Termo de
Compromisso com a instituição de ensino e a/o educanda/o, zelando por seu cumprimento;
a ofertar instalações que tenham condições de proporcionar à/ao educanda/o atividades de
aprendizagem social, profissional e cultural, observando o estabelecido na legislação
relacionada à saúde e segurança no trabalho (conf. art. 14 da Lei nº 11.788/2008); a indicar
funcionária/o do quadro de pessoal para orientar e supervisionar o estágio; contratar em
favor da/o estagiária/o seguro contra acidentes pessoais, cuja apólice seja compatível com
valores de mercado, conforme fique estabelecido no termo de compromisso; por ocasião do
desligamento da/o estagiária/o, entregar termo de realização do estágio com indicação
resumida das atividades desenvolvidas, dos períodos e da avaliação de desempenho; manter
à disposição da fiscalização documentos que comprovem a relação de estágio; a enviar à
instituição de ensino, com periodicidade mínima de seis meses, relatório de atividades, com
vista obrigatória à/ao estagiária/o (conf. art. 9º da Lei nº 11.788/2008).
A jornada da/o estagiária/o será definida de comum acordo entre a instituição de
ensino, a parte concedente (a empresa) e a/o estudante ou sua/eu representante legal (em
caso de menores de 18 anos) e deverá constar do Termo de Compromisso de Estágio. A
mesma, deverá ser compatível com as atividades escolares e respeitar às seis horas diárias e
trinta horas semanais (conf. art. 10 da Lei nº 11.788/ 2008).
O descanso das/os estagiárias/os deve seguir de comum acordo, conforme
estipulado no Termo de Compromisso de Estágio, sendo observado período suficiente à
preservação da higidez física e mental da/o estagiária/o e respeito aos padrões de horário de
alimentação (lanches, almoço e jantar). O período de intervalo não é computado na jornada.
O Termo de Compromisso de Estágio deve indicar que as horas de estágio da/o
estudante serão reduzidas a metade no período previsto de provas regulares de final de
semestre e exames, sendo que o Curso de Bacharelado em Arqueologia se compromete a
38
informar regularmente à parte concedente do estágio, no início do período letivo, as datas
de realização de avaliações acadêmicas (conf. §2º do art. 10 da Lei nº 11.788/2008).
O estagiário poderá receber bolsa ou outra forma de contraprestação que venha a ser
acordada, sendo compulsória a sua concessão, bem como a do auxílio-transporte, na
hipótese de estágio não obrigatório (conf. art. 12 da Lei nº 11.788/2008). Os valores destes
benefícios serão definidos pela concedente e estarão explicitados no termo de compromisso
de estágio. A empresa poderá voluntariamente conceder ao estagiário outros benefícios,
como: alimentação, acesso a plano de saúde, dentre outros, sem descaracterizar a natureza
do estágio (conf. §1º do art. 12 da Lei nº 11.788, de 2008).
O estágio poderá ter duração de até 24 meses, no caso de pessoa com deficiência
não há limite legal estabelecido, entendendo-se que dentro de cada período de 12 meses o/a
estagiário/a deverá ter um recesso de 30 dias, que poderá ser concedido em período
contínuo ou fracionado, conforme estabelecido no Termo de Compromisso. O recesso será
concedido, preferencialmente, durante o período de férias escolares e de forma
proporcional em contratos com duração inferior a 12 meses. (conf. art. 13 da Lei nº
11.788/2008) O recesso será remunerado sempre que o/a estagiário/a receber bolsa ou outra
forma de contraprestação. (conf. §1º do art. 13 da Lei nº 11.788/2008)
O Termo de Compromisso de Estágio (TCE) pode ser rescindido unilateralmente
pelas partes e a qualquer momento. A/o estagiária/o tem direito ao seguro contra acidentes
pessoais ocorridos com o/a estudante durante o período de vigência do estágio, 24
horas/dia, no território nacional. Cobre morte ou invalidez permanente, total ou parcial,
provocadas por acidente. O valor da indenização deve constar do Certificado Individual de
Seguro de Acidentes Pessoais e deve ser compatível com os valores de mercado.
Os documentos de comprovação de Estágios são os seguintes: o TCE devidamente
assinado pela empresa concedente, pela instituição de ensino e pelo/a estudante; o
certificado individual de seguro de acidentes pessoais; comprovação da regularidade da
situação escolar do/a estudante; comprovante de pagamento da bolsa ou equivalente e do
auxílio-transporte; e verificação da compatibilidade entre as atividades desenvolvidas no
estágio e aquelas previstas no TCE.
Os descumprimentos dos TEC’s e da Lei nº 11.788/2008 pelas concedentes já estão
previstos na Lei nº 11.788/2008. A/o Supervisora/r de estágios não-obrigatórios ficará
atenta/o para os cuidados necessários para a promoção da saúde e prevenção de doenças e
39
acidentes, considerando, principalmente, os riscos decorrentes de fatores relacionados aos
ambientes, condições e formas de organização do trabalho. Será observada a seguinte
Legislação: Orientação Normativa nº 7, de 30 de outubro de 2008; Lei nº 11.788, de 25 de
setembro de 2008; Lei nº 6.494, de 7 de dezembro de 1977; Lei nº 8.859, de 23 de março de
1994.
40
deTrabalhos de Conclusão de Curso da UFPel. A/o professora/r orientadora/r deverá coibir
ouso do plágio nos trabalhos, deixando claro ao/a discente o quanto é grave este
procedimento. Discente e orientadora/r deverão estar conscientes da reprovação em banca e
procedimentos legais caso seja detectado plágio.
41
Requisitos de Máximo
Atividade Horas
comprovação de Horas
Ensino 75
Certificado ou
Monitoria
declaração
Certificado ou
Bolsista em Projeto de Ensino
declaração
Certificado ou
Participação em Projeto de Ensino
declaração
Disciplinas optativas (até duas
Histórico
disciplinas)
Cursos de Língua Estrangeira (até 40
Certificado
horas cada)
Participação em eventos organizados
Certificado ou
pelo Departamento ao qual se vincula
declaração
o curso
Pesquisa 75
Apresentação de trabalhos em eventos
Certificado
científicos (até 20 horas cada)
Participação em eventos científicos Certificado
Participação em Projetos de Pesquisa
Certificado ou
(bolsa CNPq, CAPES, FAPERGS,
declaração
Desempenho Acadêmico)
Cópia da ficha
Publicação de artigos em livros ou
catalográfica e/ou
revistas indexadas (30 horas cada)
sumário
Publicações em jornais e revistas não
Cópia da 1ª página
acadêmicas (10 horas cada)
Extensão 105
Participação em Projeto de Extensão
como membro da equipe vinculados a Mediante
projetos de extensão como aluno Comprovação
extensionista.
Organização de eventos: seminários,
semanas acadêmicas, congressos,
Mediante
jornadas, colóquios, simpósios, cursos
Comprovação
e oficinas vinculados a projetos de
extensão como aluno extensionista.
Ministrar cursos e oficinas vinculados
Mediante
a projetos de extensão como aluno
Comprovação
extensionista.
Mediante
Participação em Eventos
Comprovação
Mediante
Prestação de serviços em arqueologia
Comprovação
Representação Discente
Participação como representante Ata de nomeação ou
42
discente declaração
43
Total ofertado pelo curso 17 306 255
44
c) Prestação de serviços: realização de trabalho oferecido pela UFPel ou
contratação por terceiros (comunidade, empresa, órgão público, etc.). A prestação
de serviços caracteriza-se por intangibilidade, inseparabilidade processo/produto e
não resulta na posse de um bem.
d) Publicações e outros produtos acadêmicos: caracterizam-se como a produção
de publicações com a obtenção de ISSN ou ISBN, por seu caráter público, e
outros produtos acadêmicos decorrentes ou não das ações de extensão, para
difusão e divulgação cultural, científica ou tecnológica junto à comunidade em
geral.
e) Propriamente dita de Extensão: são aquelas que não podem ser enquadradas em
eventos, cursos, prestação de serviços e publicações e que se define no âmbito
estrito da intervenção integral do projeto com o público alvo e sob determinação
do escopo e da metodologia proposta.
45
1º SEMESTRE
COMPONENTE CURRICULAR
CÓDIGO
Introdução à Antropologia 10910014
Créditos:4 4
OBJETIVO
Geral:
- Introduzir aspectos da história da Antropologia, sua emergência e constituição como uma área
de conhecimento e um campo disciplinar.
Específicos:
- Apresentar os debates teóricos em torno de seus conceitos básicos e métodos próprios de
pesquisa;
- Refletir sobre a contribuição da antropologia para a compreensão das relações sociais no
transcorrer da história e no mundo contemporâneo;
- Efetuar a leitura de textos etnográficos.
EMENTA
BIBLIOGRAFIA BÁSICA
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
CASTRO, C. (Org.) Evolucionismo cultural: textos de Morgan, Tylor e Frazer. Rio de Janeiro:
Jorge Zahar, 2005.
CUCHE, D. A noção de cultura nas Ciências [Link]: Edusc, 2002.
MALINOWSKI, B. K. Introdução: tema, método e objetivo desta pesquisa. In: DURHAM, E.
R. (Org.). Malinowski. São Paulo: Abril Cultural, 1984.
ROCHA, E. O que é Etnocentrismo. São Paulo: Brasiliense, 1991.
VELHO, G. Individualismo e Cultura: notas para uma Antropologia da Sociedade
Contemporânea. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2008.
46
COMPONENTE CURRICULAR
CÓDIGO
Fundamentos da História 10900047
Créditos: 4 4
OBJETIVO
Geral:
- Introduzir o estudante nas metodologias de pesquisa histórica, por meio da análise das
principais correntes teóricas, das discussões sobre o que é História e sua cientificidade e suas
relações com a antropologia e a arqueologia.
Específicos:
- Os diferentes sentidos da palavra "História";
- A institucionalização da História na Academia;
- História e mercado de trabalho.
EMENTA
Disciplina que introduz os discentes nas teorias e metodologias da história, nos debates sobre as
categorias de fontes e das relações entre história e antropologia.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
47
COMPONENTE CURRICULAR
CÓDIGO
Sociologia I 06560020
Créditos: 4 4
OBJETIVO
Geral:
- Discutir o papel que a sociologia desempenha na compreensão das sociedades modernas, desde
seu surgimento, no contexto das transformações econômicas, políticas e sociais promovidas pela
emergência das sociedades capitalistas industriais da virada do século XVIII e XIX até os dias
atuais.
Específicos:
- Explicar o contexto histórico do surgimento da sociologia; Apresentar o pensamento
sociológico clássico de Karl Marx, Émile Durkheim e Max Weber;
- Apresentar a discussão sobre modernidade e pós-modernidade; Discutir a centralidade do
trabalho nas sociedades modernas; Discutir as questões sociais e políticas da época atual.
EMENTA
A disciplina visa a discutir o papel que a sociologia desempenha na compreensão das sociedades
modernas, desde seu surgimento, no contexto das transformações econômicas, políticas e sociais
promovidas pela emergência das sociedades capitalistas industriais da virada do século XVIII e
XIX até os dias atuais. Para tal serão abordados os seguintes pontos: o contexto histórico do
aparecimento da sociologia e o positivismo de Augusto Comte; o materialismo histórico e
dialético de Karl Marx; o funcionalismo de Émile Durkheim; a sociologia compreensiva de Max
Weber; tradição, modernidade e pós-modernidade; a centralidade do trabalho nas sociedades
modernas; o social e o político na época atual
BIBLIOGRAFIA BÁSICA
BAUMAN, Zygmunt. Trabalho. In: _______. Modernidade líquida. Rio de Janeiro: Jorge
Zahar, 2001.
CASTRO, A. M.; DIAS, E. F. Introdução ao pensamento sociológico. São Paulo: Moraes,
1992.
GIDDENS, A. As consequências da modernidade. São Paulo: UNESP, 1991.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
ARON, R. Etapas do Pensamento Sociológico. São Paulo: Martins Fontes, 1982.
HARVEY, D. Condição pós-moderna. 13ª ed. São Paulo: Loyola, 2004.
QUINTEIRO, T.; BARBOSA, M. L. O.; OLIVEIRA, M. G. M. Um toque de clássicos. Belo
Horizonte: UFMG, 2009.
SANTOS, B. de S. A construção multicultural da igualdade e da diferença. Palestra
proferida no VII Congresso Brasileiro de Sociologia, realizado no Instituto de Filosofia e
Ciências Sociais da Universidade Federal do Rio de Janeiro, de 4 a 6 de setembro de 1995.
SELL, C. E.. Sociologia clássica. Marx, Durkheim e Weber. 5. ed Rio de Janeiro: Vozes,
2013
48
COMPONENTE CURRICULAR
CÓDIGO
NOVO
Introdução à Arqueologia
Créditos: 4 3 1
OBJETIVO
Geral:
- Introduzir aspectos da história da Arqueologia, sua emergência e constituição como uma área
de conhecimento e um campo disciplinar.
Específicos:
- Apresentar os debates teóricos em torno de seus conceitos básicos e métodos próprios de
pesquisa;
- Introduzir os subcampos da Arqueologia;
- Discutir textos arqueológicos (estudos de caso)
- Introduzir atividades extensionistas em Arqueologia
EMENTA
A disciplina visa a fazer uma apresentação geral da Arqueologia, caracterizando os seus
históricos, objetos, objetivos e metodologias, bem como introduzir algumas questões teóricas.
Um quarto da carga horária da disciplina se dedica a introduzir as atividades extensionistas em
Arqueologia, a partir de ações variadas inseridas nos projetos temáticos de extensão
pertencentes ao “Programa de Extensão do Bacharelado em Arqueologia (código/Cobalto –
133)”. Cabe acrescentar que esse Programa contém projetos ativos cuja essência é o
desenvolvimento de atividades práticas que contemplam as diretrizes da extensão universitária
constantes na Resolução CNE nº 7 de 18 de dezembro de 2018.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA
BEZERRA, Marcia. BEZERRA, M. 2017. Teto e Afeto: sobre as pessoas, as coisas e
arqueologia na Amazônia. GK Noronha, Belém.
DIAZ-ANDREU, Margarita. Arqueologia crítica e humanista. São Paulo: Fonte editorial, 2019.
TRIGGER, Bruce G. História do Pensamento Arqueológico. São Paulo: Ed. Odysseus, 2004
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
GEERTZ, Clifford. O impacto do conceito de cultura sobre o conceito de homem. A
Interpretação das Culturas. Rio de Janeiro:LTC, 2008
LIMA, Tânia Andrade. A arqueologia na construção da identidade nacional: uma disciplina no
fio da navalha. Canindé, Xingó, 2007, 10:11-26. SCHAAN, Denise Pahl. Arqueologia para
etnólogos: colaborações entre arqueologia e antropologia na Amazônia. Anuário
Antropológico,II: 13-46, 2014.
THIESEN, Beatriz Valladão; POUGUET, Martial. Nem Tempo, nem Método. Nem História,
nem Antropologia. O que é Arqueologia?. Tessituras: Revista de Antropologia e Arqueologia, v.
6, n. 1, p. 13.
ZARANKIN, Andres; PELLINI, José Roberto. Arqueologia e companhia: reflexões sobre a
introdução de uma lógica de mercado na prática arqueológica brasileira. Revista de Arqueologia,
[S.l.], v. 25, n. 2, p. 44-60, dez. 2012.
49
COMPONENTE CURRICULAR
CÓDIGO
Teoria Arqueológica 1
NOVO
CARGA HORÁRIA: Distribuição de créditos
Créditos: 4 4
OBJETIVO
Discutir sob as perspectivas histórica, epistemológica e política de teorias influentes que surgem
e se desenvolvem na arqueologia até a segunda metade do século XX, com
desdobramentos/permanências no contemporâneo.
EMENTA
BIBLIOGRAFIA BÁSICA
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
50
2º SEMESTRE
COMPONENTE CURRICULAR
CÓDIGO
Teoria Antropológica I 10910019
Créditos: 4 4
OBJETIVO
Geral:
- Estudar os clássicos do pensamento antropológico norte-americano.
Específico:
- Apresentar o sentido e a formulação dos seus principais problemas e a presença atual das
perspectivas da Escola.
EMENTA
Estudo das relações entre teorias, conceitos e métodos de investigação, tal como desenvolvido
no pensamento antropológico norte americano
BIBLIOGRAFIA BÁSICA
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
51
COMPONENTE CURRICULAR
CÓDIGO
Teoria Antropológica II 10910020
Créditos: 4 4
OBJETIVO
Geral:
- Estudar a contribuição dos autores clássicos do pensamento antropológico britânico.
Específicos:
- Evidenciar a formulação de seus principais problemas e estimulando a reflexão a respeito da
atualidade de suas perspectivas.
EMENTA
Estudo das relações entre teorias, conceitos e métodos de investigação, tal como desenvolvido
no pensamento antropológico britânico.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
52
COMPONENTE CURRICULAR
CÓDIGO
Arqueologia Histórica I 10910036
OBJETIVO
- Compreender como a arqueologia histórica se constitui como disciplina arqueológica.
Específicos:
-Conceituar a arqueologia histórica e a hermenêutica das fontes.
EMENTA
Introdução à arqueologia histórica, abordando o histórico deste campo de estudo, suas escolas e
discussões teóricas. Relação entre as evidências materiais e as outras fontes (escritas, orais,
visuais). Introdução à identificação, caracterização, classificação, tipologia e cronologia dos
materiais arqueológicos mais recorrentes da Arqueologia histórica continental.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
RIBEIRO, Loredana; JACOME, Camila. Tupi ou não Tupi? Predação material, ação coletiva e
colonialismo no Espírito Santo, Brasil. Bol. Mus. Para. Emílio Goeldi. Ciênc. hum., Belém , v.
9, n. 2, p. 465-486, Aug. 2014 .
SALERNO, Melisa A. Arqueología de la indumentaria: prácticas e identidad en los Confines del
Mundo Moderno (Antártida, siglo XIX). Buenos Aires: Del Tridente, 2006.
SCHÁVELZON, Daniel. Arqueología histórica de Buenos Aires (III): excavaciones en la
Imprenta Coni, San Telmo. Buenos Aires: Editorial Corregidor, 1996.
ZARANKIN, Andres. Paredes que domesticam: Arqueologia da arquitetura escolar capitalista -
o caso de Buenos Aires. Campinas: Editora da Unicamp; Fapesp, 2002.
53
COMPONENTE CURRICULAR
CÓDIGO
Etnologia Ameríndia I 10910011
Créditos: 4 3 1
OBJETIVO
Geral:
- Introdução à área de etnologia ameríndia;
Específico:
- Apresentação teórica e etnográfica dos grupos étnicos, seus sistemas de pensamentos, seus
territórios;
- Discussão sobre relações interétnicas, seus sistemas de dádivas, a origem e formação étnica
dos estados nacionais.
-Aproximação de ensino e extensão com o Programa do Bacharelado em Antropologia
EMENTA
Estudos teóricos e etnográficos de temas diversos acerca dos ameríndios no Brasil e no Cone
Sul. Atividades extensionistas vinculadas ao Programa do Bacharelado em Antropologia Código
147. Esse Programa contém projetos ativos cuja essência é o desenvolvimento de atividades
práticas que contemplam as diretrizes da extensão universitária constantes na Resolução CNE nº
7 de 18 de dezembro de 2018. O/a discente deverá participar, com aproveitamento integral, do
projeto desse Programa que contemple os objetivos da disciplina.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA
BECKER, I. I. B. Os índios Charrua e Minuano na antiga Banda Oriental do Uruguai. São
Leopoldo: Editora da Unisinos, 2002.
CUNHA, Manuela Carneiro da Cultura com aspas. São Paulo: Cosac & Naify, 2009.
TOMMASINO, K.; MOTA, L. T.; NOELLI, F. S. (Org.). Novas contribuições aos estudos
interdisciplinares dos Kaingang. Londrina: Eduel, 2004.
VIVEIROS DE CASTRO, Eduardo. A inconstância da alma selvagem: e outros ensaios de
antropologia. São Paulo: Cosac & Naify, 2002.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
CLASTRES, H. Terra Sem Mal. São Paulo: Brasiliense, 1978.
FAVRE, O. P. Sangre indígena en el Uruguay. Durazno: Libros del Autor, 1994.
JOAQUIM, D. K. Kanhgás jinjén - Armadilhas kaingang. Campinas: Curt Nimuendajú, 2008.
TEMPASS, M. C. Doce cosmologia mbyá-guarani: uma etnografia de saberes e sabores.
Curitiba: Appris, 2012.
54
COMPONENTE CURRICULAR CÓDIGO
Créditos: 4 4
OBJETIVO
Estudo das teorias arqueológicas críticas do século XX, comumente designadas como pós-
positivistas e alternativas, por exemplo arqueologia interpretativa, pós-colonial, marxista,
indígena, de gênero, etc., discutindo a entrada e desenvolvimento destes aportes teóricos nas
Arqueologias de países periféricos, sobretudo latinoamericanos.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA
DIAZ-ANDREU, Margarita. Arqueologia crítica e humanista. São Paulo: Fonte editorial, 2019.
HABBER, Alejandro. (Org.). Hacia una Arqueología de las Arqueologías Sudamericanas.
Bogotá: Ediciones Uniandes, 2004.
HODDER, I. Interpretación en Arqueología. Corrientes Actuales. Barcelona: Crítica, 1994.
PELLINI, José Roberto; ZARANKIN , Andrés; SALERNO, Melisa. (Org.). Sentidos
Indisciplinados Arqueología, Sensorialidad Y Narrativas Alternativas. [Link]: JAS
Arqueología S.L.U, 2017.
VILLALPANDO, Elisa; MCGUIRE, Randall. Entre muros de piedra: la arqueología del Cerro
de Trincheras. Hermosillo: Instituto Sonorense de Cutura, Instituto Nacional de Antropología e
Historia, 2009.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
55
COMPONENTE CURRICULAR
CÓDIGO
10910037
Prática de Campo I
OBJETIVO
Geral:
- Desenvolver processos de levantamento e avaliação diagnóstica dos estudos e dos riscos ao
patrimônio arqueológico de forma prática.
Específico:
- Introduzir aos princípios e técnicas gerais da prática de campo em arqueologia.
EMENTA
BIBLIOGRAFIA BÁSICA
56
3º SEMESTRE
COMPONENTE CURRICULAR
CÓDIGO
Teoria Antropológica III 10910021
Créditos: 4 4
OBJETIVO
Geral:
- Estudar as obras clássicas do pensamento antropológico francês.
Específico:
- Debater o sentido e a formulação dos seus principais problemas e a presença atual das
perspectivas.
EMENTA
Estudo das relações entre teorias, conceitos e métodos de investigação tal como desenvolvidas
no pensamento antropológico francês
BIBLIOGRAFIA BÁSICA
DUMONT, L. Homo hierarchicus: o sistema das castas e suas implicações. São Paulo: Edusp,
1992.
LÉVI-STRAUSS, C. O pensamento selvagem. Campinas: Papirus, 1989.
MAUSS, M. Sociologia e Antropologia. São Paulo: Cosac & Naify, 2003.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
57
COMPONENTE CURRICULAR
CÓDIGO
Teoria Antropológica IV 10910023
Créditos: 4 4
OBJETIVO
Geral:
- Estudar os/as autores/as vinculados/as ao pensamento antropológico brasileiro.
Específicos:
- Analisar a influência e o sentido das suas formulações para a construção (intelectual) do país.
EMENTA
Estudar as principais linhas de orientação e pesquisa que marcaram e ainda marcam a produção
antropológica no Brasil
BIBLIOGRAFIA BÁSICA
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
58
COMPONENTE CURRICULAR CÓDIGO
Créditos: 4 3 1
OBJETIVO
EMENTA
Introduzir ao estudo das discussões teóricas pós-disciplinares que circulam pela arqueologia a
partir da virada do século XX, como virada ontológica, virada descolonial, arqueologia
colaborativa, antropoceno, afrocentricidade, etc., com foco em seus desdobramentos nas
arqueologias do sul mundial.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
59
COMPONENTE CURRICULAR
CÓDIGO
10910003
Etnologia Afro-americana I
Créditos: 4 3 1
OBJETIVO
FREYRE, G. Casa grande & senzala. São Paulo: Global Editora, 2006.
FERNANDES, F. O negro no mundo dos brancos. São Paulo: Global Editora, 2007.
SCHWARCZ, L. M. O espetáculo das raças: cientistas, instituições e questão racial no Brasil.
1870-1930. São Paulo: Companhia das Letras, 1993
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
60
COMPONENTE CURRICULAR
CÓDIGO
Arqueologia Indígena Brasileira 1
NOVO
CARGA HORÁRIA: Distribuição de créditos
61
4º SEMESTRE
COMPONENTE CURRICULAR
CÓDIGO
NOVO
Patrimônio Cultural
CARGA HORÁRIA: Distribuição de créditos
Créditos: 4 3 1
OBJETIVO
Geral:
- Discutir como é tratado o patrimônio cultural no Brasil a partir de parâmetros internacionais.
Específico:
- Conceituar Patrimônio Cultural e patrimonialização, seus princípios internacionais e nacionais,
legislação e identificação
- Um quarto da disciplina se dedica a dar seguimento às atividades extensionistas em
Arqueologia, a partir de ações variadas inseridas nos projetos temáticos de extensão
pertencentes ao “Programa de Extensão do Bacharelado em Arqueologia (código/Cobalto –
133)”. Cabe acrescentar que esse Programa contém projetos ativos cuja essência é o
desenvolvimento de atividades práticas que contemplam as diretrizes da extensão universitária
constantes na Resolução CNE nº 7 de 18 de dezembro de 2018.
EMENTA
Créditos: 4 4
OBJETIVO
Gerais:
Aprender estratégias metodológicas que envolvam técnicas e métodos de campo e laboratório,
desde uma perspectiva da história da disciplina até o contexto contemporâneo.
Específicos:
Aprender técnicas de campo em arqueologia;
Aprender técnicas analíticas de laboratório em arqueologia;
Aprender a compor estratégias metodológicas gerais para atender a objetivos de pesquisa.
EMENTA
63
COMPONENTE CURRICULAR
CÓDIGO
Cartografia e Geoprocessamento 0060338
Créditos:4 4
OBJETIVO
Geral:
- Capacitar os/as futuros/as profissionais arqueólogos/as, na leitura de cartas topográficas e no
uso de geotecnologias para o planejamento, análise e representação de dados de campo.
Específicos:
- Conhecer exemplos de aplicabilidade do geoprocessamento e do sensoriamento remoto com
estudos ligados a arqueologia;
- Instrumentalizar em ferramentas de geoprocessamento com aplicabilidade em projetos na área
de Arqueologia.
EMENTA
Noções básicas sobre mapas, escala e projeções cartográficas, leitura e interpretação de Cartas
Topográficas. Simbologia cartográfica. Introdução ao SIG e ao Geoprocessamento.
Representações Computacionais do Espaço Geográfico. Operações sobre Dados Geográficos:
mapeamento, interpretação e análise de imagens de satélites; Aplicação do geoprocessamento na
área da arqueologia
BIBLIOGRAFIA BÁSICA
64
COMPONENTE CURRICULAR
CÓDIGO
10910028
Mitologia e Ritual
Créditos:4 4
OBJETIVO
Geral:
- Subsidiar projetos, pesquisas, análises, escritura de textos produzidos pelos/as estudantes de
graduação.
Específicos:
- Compreender as relações entre humanos e não-humanos;
- Discussão teórica e metodológica sobre mito e ritual;
- Possibilitar um olhar particular sobre a diversidade de sociedades humanas marcadas tanto
pelo fenômeno da tradição como da globalização.
EMENTA
BIBLIOGRAFIA BÁSICA
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
65
COMPONENTE CURRICULAR
CÓDIGO
Arqueologia Extensionista
NOVO
CARGA HORÁRIA: Distribuição de créditos
OBJETIVO
Geral:
- Fomentar a implantação de ações e projetos extensionistas que contemplem a inserção discente
na sociedade enquanto agentes multiplicadores do conhecimento construído na Universidade.
Esta disciplina se dedica especialmente a dar seguimento às atividades extensionistas em
Arqueologia, a partir de ações variadas inseridas nos projetos temáticos de extensão
pertencentes ao “Programa de Extensão do Bacharelado em Arqueologia (código/Cobalto –
133)”. Cabe acrescentar que esse Programa contém projetos ativos cuja essência é o
desenvolvimento de atividades práticas que contemplam as diretrizes da extensão universitária
constantes na Resolução CNE nº 7 de 18 de dezembro de 2018.
EMENTA
BIBLIOGRAFIA BÁSICA
CABRAL, Mariana Petry. DE CACOS, PEDRAS MOLES E OUTRAS MARCAS:
PERCURSOS DE UMA ARQUEOLOGIA NÃO-QUALIFICADA. Amazônica -
Revista de Antropologia, [S.l.], v. 6, n. 2, p. 314-331, out. 2014.
HARTEMANN, Gabby. ; MORAES, Irislaine P. Contar Histórias E Caminhar Com Ancestrais:
Por Perspectivas Afrocentradas E Decoloniais Na Arqueologia. Vestígios. Revista
Latino-Am-ericana De Arqueologia Histórica, v. 12, p. 09-34, 2018.
SILVA, Fabíola Andréa; BESPALEZ, Eduardo; STUCHI, Francisco Forte. Arqueologia
colaborativa na Amazônia: terra indígena Kuatinemu, rio Xingu, Pará. Amazônica-
Revista de Antropologia, v. 3, n. 1, 2011.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
FERREIRA, Lúcio Menezes. Sob fogo cruzado: Arqueologia comunitária e patrimônio cultural.
Revista Arqueologia Pública, v. 3, n. 1 [3], p. 81-92, 2008.
GONZÁLEZ, Alfredo Ruibal. La experiencia del Otro: Una introducción a la
Etnoarqueología. Madrid: Akal, 2003.
66
5º SEMESTRE
COMPONENTE CURRICULAR CÓDIGO
Créditos: 4 3 1
OBJETIVO
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
EREMITES DE OLIVEIRA, Jorge. (Re) aproximando os campos da Antropologia Social e da
Arqueologia no Brasil: Etnoarqueologia em laudos antropológicos judiciais sobre terras
indígenas em Mato Grosso do Sul. In: PACHECO DE OLIVEIRA, J. et al. (Org.). Laudos
antropológicos em perspectiva. Brasília, ABA, p.234-261, 2015.
FERREIRA, Lucio M.. Patrimônio, pós-colonialismo e repatriação arqueológica. Ponta de
Lança: História, Memória e Cultura, v.1. São Cristóvão (Sergipe), 2008.
FUNARI, Pedro P. A. et al. Arqueologia Pública no Brasil e as novas fronteiras. Praxis
Archaeologica, v. 3. 2008.
POLITIS, Gustavo. Arqueología de la infancia: una perspectiva etnoarqueológica. Trabajos de
Prehistoria, Madrid, 55 (2). p. 5-19, 1998.
67
COMPONENTE CURRICULAR
CÓDIGO
Campo de Trabalho em Arqueologia
NOVO
CARGA HORÁRIA: Distribuição de créditos
68
COMPONENTE CURRICULAR
CÓDIGO
Arqueologia da Diáspora Africana
NOVO
CARGA HORÁRIA: Distribuição de créditos
EMENTA
O objetivo geral da disciplina é apresentar os temas, métodos e teorias da arqueologia da
diáspora africana. Na primeira unidade, trabalharemos o conceito de diáspora africana, nas
ciências humanas, em geral, e na arqueologia, em particular. Na segunda unidade,
apresentaremos estudos de caso brasileiros em arqueologia da diáspora africana. Em ambas as
unidades, discutiremos o racismo estrutural, os direitos humanos nas Américas e pensaremos
políticas e narrativas antirracistas.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA
AGOSTINI, Camilla (Org.). Objetos da escravidão: abordagens sobre a cultura material da
escravidão e seu legado. Rio de Janeiro: 7Letras, 2013.
HARTEMANN, Gabby. ; MORAES, Irislaine P. Contar Histórias E Caminhar Com Ancestrais:
Por Perspectivas Afrocentradas E Decoloniais Na Arqueologia. Vestígios. Revista Latino-Am-
ericana De Arqueologia Histórica, v. 12, p. 09-34, 2018.
JONES, Sian. The Archaeology of ethnicity: constructing identities in the past and the present.
London: Routledge, 1997.
ORSER JUNIOR, Charles E. A Historical Archaeology of the modern [Link] York and
London: Plenum Press, 1996.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
GUTIERREZ, E. J. B. Barro e sangue: mão-de-obra, Arquitetura e urbanismo em Pelotas.
Pelotas: Editora da UFPel, 2005.
MAESTRI, M. O escravo no Rio Grande do Sul: a charqueada e a gênese do escravismo
gaúcho. Porto Alegre: Escola Superior de Teologia. São Lourenço. Caxias do Sul: Editora da
UCS, 1984.
SOUZA, M. A. T. Uma outra escravidão: a paisagem social no Engenho de São Joaquim, Goiás.
Vestígios: Revista Latino-Americana de Arqueologia Histórica, v.1, n.1. Belo Horizonte,
2007.
SYMANSKI, L. C. P.; SOUZA, M. A. T. de. O registro arqueológico dos grupos escravos:
questões de visibilidade e preservação. Revista do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional,
v. 33. Brasília, 2007.
69
COMPONENTE CURRICULAR
CÓDIGO
10910035
Prática de Laboratório I
CARGA HORÁRIA: Distribuição de créditos
Créditos: 4 4
OBJETIVO
- Debater os princípios e técnicas gerais da prática de laboratório
Específicos:
- Desenvolver na prática processos de consolidação, manutenção, catalogação e divisão
tipológica genérica de objetos;
- Compreender aspectos tecnológicos de produção de artefatos, envolvendo estudos de cadeia
operatória e análise diacrítica;
- Aprender sobre atributos básicos de análise tecnotipológica de tecnologias oriundas de
sociedades indígenas das terras baixas sul-americanas.
EMENTA
Introdução aos princípios e técnicas gerais da prática de laboratório em arqueologia,
apresentando a fundamentação teórica e aspectos pragmáticos das diferentes fases e
procedimentos na curadoria do material arqueológico. Aprendizado sobre atributos de análise
tecnotipológica, que envolve estudo de cadeias operatórias e análise diacrítica sobre tecnologias
de sociedades indígenas das terras baixas sul-americanas. Aprendizado sobre representação
gráfica de artefatos e processos diacríticos, tanto com técnica analógicas como digitais.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA
BICHO, N. F. Manual de arqueologia pré-histórica. Compêndio, 2006.
DIAS, Adriana Schmidt & HOELTZ, Sirlei Elaine. Proposta Metodológica para o estudo das
indústrias líticas do sul do Brasil. Revista do CEPA. v. 21, nº 25. Santa Cruz do Sul: UNISC,
1997. pp. 21-62.
LA SALVIA, Fernando & BROCHADO, José J. J. P. Cerâmica Guarani. Porto Alegre:
Posenato& Cultura, 1989.
PROUS, A. Apuntes para análisis de industrias líticas - Ortigueira: Fundación Federico
Maciñeira, 2004.
SILVA, Fabiola A., APPOLONI, Carlos et al. A arqueometria e a análise de artefatos
cerâmicos: um estudo de fragmentos cerâmicos etnográficos e arqueológicos por Fluorescência
de Raios X (EDXRF) e Transmissão Gama. Revista de Arqueologia da Sociedade de
Arqueologia Brasileira. v. 17, 2004. pp. 41-62.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
BROCHADO, José J. J. P & MONTICELLI, G. Regras práticas na reconstrução gráfica das
vasilhas de cerâmica Guarani a partir dos fragmentos. Estudos Ibero-americanos. Porto Alegre.
v. XX, (2), dez. 1994. p. 107-118.
CHMYZ, I. Terminologia Arqueológica Brasileira para a cerâmica. 2 Ed. Rev. e Ampl.
Cadernos de Arqueologia, Paranaguá: Museu de Arqueologia e Artes Populares, n. 1, 1976.
LEMMONIER, P. (Ed). Technological Choices: Transformation in Material Cultures since the
neolithic. London/ New York: Routledge, 1993.
MEGGERS, Betty J. & EVANS, Clifforfd. Como Interpretar a Linguagem da Cerâmica,
manual para arqueólogos. Washington, D.C.: SmithsonianInstitution, 1970.
MORAIS, José Luis de. Tecnotipologia Lítica. Erechim: Habilis, 2007.
NEUMANN, Mariana Araújo. Distribuição das marcas de uso e especificidades funcionais para
a cerâmica Guarani pré-colonial. Revista de Arqueologia da SAB. V. 24 (1), 2011. pp. 52-65.
70
COMPONENTE CURRICULAR
CÓDIGO
NOVO
Gestão de Acervos e Conservação de Materiais Arqueológicos
OBJETIVO
- Descrever os processos de degradação dos materiais arqueológicos, as distintas metodologias
de conservação preventiva e de conservação curativa a campo e no laboratório.
- Reforçar a importância da conservação arqueológica dentro da gestão do patrimônio
arqueológico.
- Aprender a realizar a gestão de acervos arqueológicos em espaços científicos, culturais e
leigos.
- Estudar procedimentos e técnicas concernentes à gestão do acervo arqueológico.
EMENTA
O rol da conservação na gestão do patrimônio arqueológico. Recomendações Internacionais,
normativa legal. A degradação dos materiais arqueológicos. Fatores ambientais e antrópicos
involucrados no deterioro dos materiais arqueológicos in situ e ex situ. Caracterização dos
materiais arqueológicos, metodologias de conservação preventiva e curativa. A logística da
prospecção e escavação arqueológica desde a ótica da conservação. Estudo aplicado dos
procedimentos e técnicas concernentes à gestão do acervo arqueológico nos laboratórios,
museus e sítios arqueológicos.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA
MENDES, M. et al. (Org.). Conservação: conceitos e práticas. Rio de Janeiro: Editora UFRJ,
2001.
CAMACHO, C. (Cord.). Plano de Conservação Preventiva – bases orientadoras, normas e
procedimentos. Temas de Museologia. Instituto dos Museus e da Conservação. Ministério da
Cultura: Lisboa, 2007
CASSMAN, V. Simbiosis entre la arqueología, conservación y museos. Revista Chungara [da]
Universidad de Tarapacá, Arica, Chile, n°23, p 93-109, dez1989.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
LORÊDO, W. M. Manual de conservação em arqueologia de campo. Rio de Janeiro: Instituto
Brasileiro do Patrimônio Cultural, Departamento de Proteção, 1994.
FRONER, Y. A. Conservação preventiva e patrimônio arqueológico e etnográfico: ética,
conceitos e critérios. Rev. do Museu de Arqueologia e Etnologia, São Paulo, 5: 291-301.
1995.
LACAYO, T. E. Factores de alteración in situ: conservación preventiva de material
arqueológico. In: XV Simposio de Investigaciones Arqueológicas en Guatemala, 2001, p. 453-
457. Museo Nacional de Arqueología y Etnología, Guatemala, 2002.
Museums, libraries and archives council. Conservação de Coleções – Museologia (Roteiros
Práticos, 9). São Paulo, Edusp. 2005.
71
6º SEMESTRE
COMPONENTE CURRICULAR
CÓDIGO
NOVO
Origens e Evolução Humana
OBJETIVO
EMENTA
BIBLIOGRAFIA BÁSICA
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
72
COMPONENTE CURRICULAR
CÓDIGO
Prática de Laboratório II 10910049
Créditos: 4 4
OBJETIVO
Geral:
- Introduzir aos princípios e técnicas específicas de análise do material arqueológico em
laboratório.
Específico:
- Desenvolver análises e interpretações de objetos, considerando os sistemas catalográficos,
tipológicos, formas de desenhos científicos e outras medidas necessárias ao domínio prático do
estudo laboratorial histórico.
EMENTA
Introdução aos princípios e técnicas específicas de análise do material arqueológico histórico em
laboratório, envolvendo procedimentos de análise técnico-tipológica e análise físico-química.
Classificação e caracterização tipológica dos materiais; desenho arqueológico, manual e
eletrônico; análise microscópica; aplicações de métodos e técnicas de análise quantitativa e
qualitativa; aplicação de métodos de geoprocessamento baseados no SIG (GIS); métodos de
datação relativa e absoluta.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA
AGOSTINI, Camila. Panelas e paneleiras de São Sebastião: um núcleo produtor e a dinâmica
social e simbólica de sua produção nos séculos XIX e XX. Vestígios – Revista Latino-
Americana de Arqueologia Histórica. Vol. 4, nº 2. 2010. pp. 125-144.
LIMA, Tania Andrade. Humores e odores: ordem corporal e ordem social no Rio de Janeiro,
século XIX. Hist. cienc. saude-Manguinhos, Rio de Janeiro , v. 2, n. 3, p. 44-94, Feb. 1996.
SYMANSKI, Luís Claudio Pereira. Bebidas, panacéias, garrafas e copos. Revista de
Arqueologia, [S.l.], v. 11, n. 1, p. 71-86, jun. 1998.
TOCCHETTO, Fernanda B.; SYMANSKI, Luis C. P.; OSÓRIO, S. R.; OLIVEIRA, A. T. D.;
CAPPELLETTI, A. M. A Faiança Fina em Porto Alegre: vestígios arqueológicos de uma
cidade. Unidade Editorial da Secretaria Municipal da Cultura, Porto Alegre, 2001.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
SOUZA, Rafael de Abreu e. A epidemia do branco e a assepsia das louças na São Paulo
da Belle Époque. História, Ciências, Saúde – Manguinhos, Rio de Janeiro, v.19, n.4,
out.-dez. 2012, p.1139-1153.
GORDENSTEIN, Samuel Lira. Formas profanas, conteúdos divinos. A história de garrafas
oitocentistas de um porão em Salvador da Bahia. Vestígios-Revista Latino-Americana de
Arqueologia Histórica, v. 10, n. 2, p. 103-131, 2016.
ZANETTINI, Paulo Eduardo; CAMARGO, P. B. Cacos e mais cacos de vidro: o que fazer com
eles. São Paulo: Zanettini Arqueologia, 1999.
MOURA, Herbert; ALLEN, Scott J. O gosto do barro: memória culinária e morfologia das
cerâmicas utilitárias de Pernambuco. Vestígios-Revista Latino-Americana de Arqueologia
Histórica, v. 9, n. 2, p. 9-32, 2015.
SCHÁVELZON, Daniel. Catálogo de Cerámicas Históricas de Buenos Aires (siglos XVI-XX).
Con notas sobre la región del Río de la Plata. Buenos Aires, 2001.
73
COMPONENTE CURRICULAR
CÓDIGO
Arqueologia Indígena Brasileira 2
NOVO
Distribuição de créditos
CARGA HORÁRIA:Horas: 60
T E P EAD EXT
Créditos: 4
4
OBJETIVO
Geral:
- Discutir crítica da história da arqueologia indígena, com ênfase em sociedades desenvolvidas a
partir do holocenomédio nas terras baixas sul-americanas.
Específicos:
- Estudo de sociedades indígenas de caçadores-coletores antigos nas terras baixas sul-
americanas; estudo de sociedades de grupos horticultores nas terras baixas sul-americanas;
estudo da relação entre diferentes sociedades indígenas nas terras baixas sul-americanas e suas
relações com paisagens transformadas desde o holoceno médio.
EMENTA
Estudo e discussão do processo de ocupação das sociedades indígenas desde tempos pré-
coloniais nas terras baixas sul-americanas, especialmente na porção meridional do Brasil e
região platina abordando as diversas teorias e renovação do conhecimento científico na área,
relacionando os modelos explicativos para as sociedades regionais aos seus fundamentos
epistemológicos na teoria arqueológica (identificação e caracterização das escolas arqueológicas
e suas influências). Buscar-se-á entender processos de conformação de paisagens e ambientes
construídos como elementos materiais que denotam a complexidade dos conhecimentos
tecnológicos de transformação do mundo pelas sociedades indígenas, a fim de discutir as
relações entre humanos e o mundo não-humano e dar vazão à discussão sobre a velha dicotomia
natureza e cultura.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA
GASPAR, Madu. Sambaqui: arqueologia do litoral brasileiro. Rio de Janeiro: Jorge Zahar
Editor, 2000.
KERN, Arno. A. (Org.). Arqueologia Pré-histórica do Rio Grande do Sul. Porto Alegre:
Mercado Aberto, 1991.
BONOMO, Mariano. HistoriaPrehispánica de Entre Ríos. Buenos Aires: Fundación de Historia
Natural Félix de Azara; Universidad Maimónides, 2012.
DURÁN, Alicia eBRACCO,[Link]ía de las Tierras Bajas. Comisión Nacional de
Arqueología-MEC, Montevideo, 2000.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
COPÉ, Silvia Moehlecke. A gênese das paisagens culturais do planalto sul brasileiro. Estud. av.,
Abr 2015, vol.29, no.83, p.149-171.
DEBLASIS, Paulo.; KNEIP, Angela.; SCHELL-YBERT, Rita.; GIANNINI, P. C.; GASPAR,
M. D. Sambaquis e Paisagem. Dinâmica Naturale Arqueologia Regional no Litoral Sul do
Brasil. Arqueologia Suramericana. V. 3.nº 1. p.29-61, , jan. 2007.
NOELLI, Francisco. S. A ocupação humana na região sul do Brasil: arqueologia, debates e
perspectivas – 1872/2000. Revista da USP. São Paulo: USP. nº 44, p. 218-269, 1999-2000.
PROUS, André. Arqueologia Brasileira. A pré-história e os verdadeiros colonizadores.
Cuiabá: Archaeo/Carlini & Caniato Editorial, 2019.
ROGGE, Jairo Henrique. Fenômenos de Fronteira:. São Leopoldo: UNISINOS. Pesquisas, nº
62, 2005. pp. 73-95.
74
COMPONENTE CURRICULAR
CÓDIGO
10910045
Prática de Campo II
Créditos: 4 4
OBJETIVO
Geral:
- Introduzir aos princípios e técnicas gerais da prática de campo em arqueologia.
Específico:
- Compreender , elaborar teórica e logisticamente e efetivamente o realizar da prática de
intervenção direta sobre o sítio, desde as sondagens e até escavações em áreas amplas, com os
devidos cuidados na salvaguarda do patrimônio arqueológico.
EMENTA
Introdução aos princípios e técnicas gerais da prática de campo em arqueologia, discutindo e
estudando a fundamentação teórica e os aspectos pragmáticos das diferentes fases e
procedimentos de intervenção do trabalho arqueológico (escavação, salvamento,
acompanhamento/monitoramento), abordando as diferentes fases de preparo e execução de uma
escavação arqueológica, incluindo o manuseio de ferramentas e equipamentos, bem como os
aspectos administrativos que envolvem a logística de campo.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
75
QUADRO 7: CARACTERIZAÇÃO DOS COMPONENTES CURRICULARES
OPTATIVOS
COMPONENTE CURRICULAR
CÓDIGO
10910027
Antropologia da Alimentação
OBJETIVO
Geral:
- Apresentar a alimentação como linguagem.
Específicos:
- Oferecer uma introdução a perspectivas teórico-metodológicas de análise de sistemas
simbólicos;
- Subsidiar projetos, análises e reflexões pertinentes a temas associados aos saberes e práticas da
alimentação
EMENTA
Estudo de teorias e abordagens pertinentes à prática da investigação antropológica dos
fenômenos socioculturais relacionados à alimentação.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA
BOURDIEU, P. Gostos de classe e estilos de vida. In: ORTIZ, R. (Org.). Pierre Bourdieu:
sociologia. São Paulo: Ática, 1983.
DOUGLAS, M. Pureza e perigo. São Paulo: Perspectiva, 1976.
FLANDRIN, J; MONTANARI, M. (Dir.). História da alimentação. São Paulo: Estação
Liberdade, 1998.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
DE CERTEAU, M.; GIARD, L.; MAYOL, P. A invenção do cotidiano: 2. morar, cozinhar.
Petrópolis: Vozes, 2002.
DA MATTA, R. Sobre o simbolismo da comida no Brasil. O Correio da Unesco, v. 15, n. 7.
Rio de Janeiro, 1987.
FREITAS, M. C. S. Agonia da fome. Salvador: Editora da UFBA, 2003.
MINTZ, S. W. Comida e antropologia: uma breve revisão. Revista Brasileira de Ciências
Sociais, São Paulo, v.16, n.47, p.31-41, 2001.
SIMMEL, G. Sociologia da refeição. Estudos Históricos, n. 33. Rio de Janeiro, 2004.
76
COMPONENTE CURRICULAR
CÓDIGO
10910058
Antropologia da Religião II
OBJETIVO
Geral:
- Estudar os/as autores/as e temas clássicos do pensamento antropológico e sociológico sobre a
religião.
Específico:
- Analisar o sentido e a formulação dos seus principais problemas e a presença atual das
perspectivas.
EMENTA
Este curso visa a apresentar como a Antropologia, ciência comprometida com a compreensão da
alteridade, encara a religião, esta marcada pela sua irredutibilidade às interpretações exteriores a
ela. A Antropologia busca analisar a religião mais pela significação que esta produz através de
sua simbologia, cosmologia e ritualização do que pelas “verdades” transcendentes que esta diz
comportar. Nesse sentido, pode-se falar em uma área da Antropologia, a Antropologia da
Religião. Dentro deste enfoque serão analisados temas centrais dessa disciplina, como: Mito,
Rito e Magia.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA
MALINOWSKI, B. Magia, ciência e religião. Lisboa: Edições 70, 1984.
LÉVI-STRAUSS, C. Mito e significado. Lisboa: Edições 70, 1980.
SAHLINS, Ml. Ilhas de História. Rio de Janeiro: Zahar, 1994.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
CASTRO, C. (Org.). Evolucionismo cultural. Rio de Janeiro: Zahar, 2005.
EVANS-PRITCHARD, E. E. A religião e os Antropólogos. Religião e Sociedade, v.13, n.1.
Rio de Janeiro, 1986.
ORO, A. P. et al. (Org.). A religião no espaço público: atores e objetos. São Paulo: Terceiro
Nome, 2012.
LOPES, J. R. Festas e religiosidade popular: estudos antropológicos sobre agenciamentos,
reflexividades e fluxos identitários. Porto Alegre: CirKula, 2014.
MAUSS, M. Sociologia e Antropologia. São Paulo: Cosac & Naify, 2011.
77
COMPONENTE CURRICULAR
CÓDIGO
10910059
Antropologia e Meio Ambiente
OBJETIVO
Geral:
- Expor algumas das perspectivas teóricas por meio das quais o debate sobre a relação
sociedade-natureza se apresenta para as ciências sociais.
Específicos:
- Refletir sobre as distintas formas de percepção e apropriação da natureza, de acordo com a
multiplicidade de lógicas culturais;
- Debater sobre o campo ambiental na sociedade contemporânea e seus conflitos a partir de uma
perspectiva antropológica;
- Discutir sobre a relação entre saberes tradicionais, biodiversidade e sociedade de risco
EMENTA
Relações sociedade-natureza; a diversidade de perspectivas preservacionistas; o campo
ambiental, suas problemáticas e conflitos;
a relação entre novas tecnologias e saberes tradicionais; problemática ambiental e sociedade de
risco.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA
CUNHA, M. C. da. Populações tradicionais e a Convenção da Diversidade Biológica .Estudos
Avançados, v.13, n.36. São Paulo, 1999.
DIEGUES, A. C. O mito moderno da natureza intocada. São Paulo: Hucitec, 1998.
THOMAS, K. O homem e o mundo natural: mudança de atitude em relação às plantas e aos
animais, 1500-1800. São Paulo: Companhia das Letras, 1988.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
ACSELRAD, H. (Org.). Conflitos ambientais no Brasil. Rio de Janeiro: Relume Dumará,
2004.
ALMEIDA, A. W. B.. Terras de quilombo, terras indígenas, “babaçuais livres”,
“castanhais do povo”, faxinais e fundos de pasto: terras tradicionalmente ocupadas. Manaus:
PPGSCA/UFAM, 2006.
FOLADORI, G.; TAKS, J. Um olhar antropológico sobre a questão ambiental. Mana, v.10, n.2.
Rio de Janeiro, 2004.
RIBEIRO, G. L.. Ambientalismo e desenvolvimento sustentado: nova ideologia/utopia do
desenvolvimento. In: ______. Cultura e política no mundo contemporâneo. Brasília: Editora
da UnB, 2000.
LITTLE, P. E. Territórios sociais e povos tradicionais no Brasil: por uma antropologia da
territorialidade. Série Antropologia UnB, n. 322. Brasília, 2002.
78
COMPONENTE CURRICULAR
CÓDIGO
Arqueobotânica
NOVO
CARGA HORÁRIA: Distribuição de créditos
OBJETIVO
Familiarizar os estudantes com a natureza e características dos materiais florísticos que ocorrem
em sítios arqueológicos e compreensão da sua importância do seu estudo no âmbito da
reconstituição do funcionamento das respectivas comunidades e reconstituição das
características do ambiente envolvente capacitando o aluno a interpretar os resultados de
análises arqueobotânicas e correlacioná-los com o contexto cultural no qual os dados se
originaram
Dar noções sobre metodologias de estudo de vestígios vegetais como fonte de informações para
reconstituição paleoambiental: pólen, fitólitos, madeiras, frutos, sementes e carvões.
EMENTA
Introdução a conceitos fundamentais de ecologia, ecossistemas vegetais e etnobotânica:
subsídios à interpretação de dados arqueobotânicos; Metodologias de coleta e conservação de
vestígios arqueobotânicos durante a escavação arqueológica; Paisagem; Interpretação do registro
arqueobotânico em relação aos contextos deposicionais e culturais. Vestígios vegetais como
fonte de informações para reconstituição paleoambiental: pólen, fitólitos, madeiras, frutos,
sementes e carvões. Métodos de resgate e amostragem de vestígios botânicos
BIBLIOGRAFIA BÁSICA
SCHEEL-YBERT, R.; KLÖKLER, D.; GASPAR, M. D. & FIGUTI, L. Proposta de
amostragem padronizada para macro-vestígios bioarqueológicos: antracologia, arqueobotânica,
zooarqueologia. Revista do Museu de Arqueologia e Etnologia, n. 15(16), 139-163, 2006.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
79
COMPONENTE CURRICULAR CÓDIGO
OBJETIVO
Conhecer os principais debates teóricos presentes nas pesquisas arqueológicas desenvolvidas na
Amazônia desde o século XIX;
Abordar a bibliografia clássica sobre a ocupação na Amazônia, bem como trabalhos recentes de
revisão da arqueologia nesta região;
Apresentar um panorama histórico e cultural das ocupações indígenas na região, desde o final do
Pleistoceno até o período colonial.
EMENTA
80
COMPONENTE CURRICULAR
CÓDIGO
10910077
Arqueologia Clássica
OBJETIVO
Geral:
- Estudar as sociedades do Mediterrâneo antigo a partir da cultura material, dos sítios
arqueológicos e da literatura de referência.
Específico:
- Apresentar a história da arqueologia clássica, suas escolas e discussões teóricas.
EMENTA
Estudo da arqueologia das sociedades do Mediterrâneo antigo (civilizações egéias, etruscos,
gregos, romanos, etc.), por meio da cultura material e dos sítios arqueológicos, enfocando a
história da disciplina, as reflexões teóricas contemporâneas e o diálogo com as evidências
literárias.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA
CERQUEIRA, F. V.; NOBRE, C. K.; POZZER, K. M. P. (Ed.). Fronteiras e etnicidade no
mundo antigo. Pelotas: Editora e Gráfica da UFPEL; Canoas: Editora da ULBRA, 2005.
FUNARI, P. P. A.; PÉRES-SANCHES, D.; SILVA, G. J. da. (Org.) Arqueología e Historia del
mundo antigo: contribuciones brasileñas y españolas. BAR International Series, Oxford:
Archeopress, 2008.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
BOARDMAN, J. Athenian red figure vases: the classical period. Londres: Thames and
Hudson, 1995.
______. Les vases athéniens à figures noires. Paris: Thames & Hudson, 1996.
ROBERTSON, D. S. Arquitetura grega e romana. São Paulo: Martins Fontes, 1997.
SNODGRASS, A. Homero e os artistas. São Paulo: Odysseus, 2004.
SILVA, G. J. da. História antiga e usos do passado: um estudo e apropriações da antiguidade
sob o regime de Vichy (1940-1944). São Paulo: Annablume, 2007.
CLASSICA (São Paulo): Revista Brasileira de Estudos Clássicos /Sociedade Brasileira de
Estudos Clássicos. [Link]
81
COMPONENTE CURRICULAR CÓDIGO
OBJETIVO
Debater temas como: Morte e complexidade social desde o processualismo; - A morte e os pós-
modernos; A morte e a perspectiva marxista
EMENTA
Conhecer o tratamento dos restos funerários através da história da Arqueologia. Analisar as
diferentes linhas de investigação que permitem esse estudo. Revisar as diferentes metodologias
de trabalho nas diferentes posturas teóricas.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA
Da-Gloria, Pedro, Neves, Walter Alves, & Hubbe, Mark. (2017). História das pesquisas
bioarqueológicas em Lagoa Santa, Minas Gerais, Brasil. Boletim do Museu Paraense
Emílio Goeldi. Ciências Humanas, 12(3), 919-
[Link]://[Link]/10.1590/1981.81222017000300014
Strauss, André. (2016). Os padrões de sepultamento do sítio arqueológico Lapa do Santo
(Holoceno Inicial, Brasil). Boletim do Museu Paraense Emílio Goeldi. Ciências
Humanas, 11(1), 243-276. [Link]
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
Balaguer, Paz, Ma Inês Fregeiro, Camila Oliart, Cristina Rihuete y ElenaSintes 2002
Indicadores de actividad física y cargas laborales en el esqueletohumano. Posibilidades y
limtaciones para el estúdio del trabajo y suorganización social en sociedades extintas. En Primer
Congreso de Análisisfuncional en España y Portugal, 2001 Barcelona. Editado por
IgnacioClemente, Roberto Risch y Juan Gibaja, pp.97-108. BAR Internacional
Series,Archaeopress. Oxford.
Binford, Lewis 1972 Mortuary Practices: Their Study and their potential. En:An Archaeological
Perspective. Pp. 209-243. Seminar Press. New York.
Chapman, Robert. 2003 Archaeologies of Complexity. Routledege. New York
BUIKSTRA, J. 1981. Mortuary practices, paleodemography andpaleopatology: a case study
form Koster Site (Illinois), The Archaeology ofDeath: 106-123, Chapman, Kinnes y randsborg
(Eds.), Cambridge UniversityPress, Cambridge.
LAMBERT, P.; BILLMAN, B. ; BANKS, L. 2000. Explaning Variability inmutilated human
bone assemblages from the American Southwest: A case ofstudy form the southern piedmont of
sleeping Ute Mountain, Colorado”,International Journal of Osteoarchaeology, 10: 49-64.
TAINTER, J. 1978. Mortuary Practices and the Study of Prehistoric Socialsystems. Advances in
Archaeological Mehod and Theory, Vol. I, M. B. Schiffer(Ed.), Academic Press, New York.
UCKO, P. 1969. Ethnography and archaeological interpretation of funeraryremains. World
Archaeology, 1:262-280
VIGNATTI, M. A. 1941 “Censo oseo de paquetes funerarios de origenGuaraní”, Revista del
Museo de La Plata, T II: 1-11, La Plata.
82
COMPONENTE CURRICULAR CÓDIGO
OBJETIVO
Analisar e discutir as abordagens teórico-metodológicas que tratam da relação dos grupos
humanos e o espaço.
EMENTA
Conceito de sítio arqueológico e não-sítio. A discussão sobre as concepções de paisagem,
espaço, lugar e território. A paisagem, culturalmente determinada, como objeto de análise da
Arqueologia. A interpretação do significado da paisagem. A paisagem como produto humano. A
paisagem como agente.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA
BUENO, Beatriz Piccolotto Siqueira, Arqueologia da paisagem urbana: lógicas, ritmos e
atores na construção do centro histórico de São Paulo (1809-1942). Revista do Instituto
de Estudos Brasileiros, Brasil, n. 64, p 99-130 ago.2016
Corteletti, R., & DeBlasis, P. (2018). Arqueologia Jê do Sul do Brasil: ambiente,
sistema, poder e experiência na paisagem de Urubici, Santa Satarina. Revista Memorare,
5(2), 132-164. doi:[Link]
SOUSA, Ana Cristina. Arqueologia da Paisagem e a Potencialidade Interpretativa dos
Espaços Sociais. Habitus. Goiânia, v.3, n.2, p.291-300, jul-dez. 2006
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
ANSCHUETZ, K.; WILSHUSEN, R. & SCHEICK. Una arqueología de los paisajes:
perspectivas y tendencias. Journal of archaeological research, v. 9, n. 2, p. 152-197, 2001.
BALÉE, William. Historical Ecology: premises and postulates. Advances in Historical
Ecology. New York: Columbia University Press, 1998. p. 13-29.
BICHO, Nuno. Manual de Arqueologia Pré-Histórica. Lisboa: Edições 70, 2006.
BINFORD, L. R. The Archaeology of place. Journal of Anthropological Archaeology, n. 1, p.
5-31, 1982.
DENEVAN, William. Cultivated landscapes of native Amazonia and the Andes.
Oxford:Oxford Press, 2000. (Geografical and Enviromental Studies).
GONZALES, Ricardo. Una disciplina denominada Arqueología del Paisaje. ACyT Apuntes de
Ciencia y Tecnología, n. 20, p. 1577-6794, 2006.
MENESES, U. T. B. A paisagem como fato cultural. In: YÁSIGI, E. (Org.). Turismo e
paisagem. São Paulo: Contexto, 2002. p. 29-64.
VILLAFANEZ, Emilio Alejandro. Entre la geografía y la arqueología: el espacio como objeto y
representación. Rev. geogr. Norte Gd. [online] n. 50, p. 135-150, 2011.
ASHMORE, W.; KNAPP, B. Archaeologies of Landscape: contemporary perspectives.
Massachussets and Oxford: Blackwell, 1999.
CRIADO BOADO, F.; PARCERO, C. (Ed). Landscape, archaeology, heritage. TAPA, 2, 1997.
WAGSTAFF, J. M. (Ed.). Landscape & Culture. Geographical & Archaeological
[Link] York: Blackwel, 1987.
83
COMPONENTE CURRICULAR
CÓDIGO
Arqueologia dos povos Jê do sul do Brasil
NOVO
CARGA HORÁRIA: Distribuição de créditos
OBJETIVO
1. Apresentar um panorama recente da arqueologia dos povos Jê do Sul do Brasil;
2. Apresentar novas metodologias interdisciplinares de pesquisa e os avanços realizados por
essas abordagens;
3. Discutir as recentes interpretações construídas para temas como: a emergência da
complexidade social, territorialidade, manejo da floresta de araucária, construção de paisagem,
arquitetura pública, vida na aldeia e rituais funerários.
EMENTA
Desde a retomada das pesquisas da arqueologia dos povos Jê do Sul do Brasil, em meados dos
anos 90, um grande obstáculo para o entendimento sobre o surgimento e a transformação das
suas paisagens é o conhecimento fragmentado de como essas sociedades eram organizadas -
tanto a nível regional e local. Da mesma forma, a escassez de pesquisa paleoecológica na
maioria das áreas, a baixa resolução cronológica e a falta de integração com sequências culturais
conhecidas, impedia a investigação do papel potencial que a ação humana pode ter
desempenhado na formação dessas paisagens, bem como o legado do uso dessas terras dentro
dos ecossistemas atuais..
BIBLIOGRAFIA BÁSICA
MACHADO, Juliana S. 2017. Arqueologias Indígenas, os Laklãnõ Xokleng e os objetos do
pensar. Revista de Arqueologia, SAB, v.30, n1, 89-119.
NOELLI, Francisco S.; SOUZA, Jonas G. [Link] perspectivas para a cartografia
arqueológica Jê no Brasil meridional. Bol. Mus. Para. Emílio Goeldi. Cienc. Hum., Belém, v.
12, n. 1, p. 57-84, jan.-abr. 2017
ROBINSON, Mark; SOUZA, Jonas G.; MAEZUMI, Yoshi S.; CARDENAS, Macarena L.;
PESSENDA, Luis; PRUFER, Keith; CORTELETTI, Rafael; SCUNDERLICK, Deisi;
DEBLASIS, Paulo, MAYLE, Francis; IRIARTE, José. [Link] human and climate
drivers of late Holocene vegetation change in southern Brazil. Scientific Reports – Nature, v.8,
p.7800. London: Springer-Nature, 2018.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
IRIARTE, José, GILLAM, J. Christopher, & MAROZZI, Oscar. [Link]
funerarios y festejos rituales: complejos de recintos y túmulos Taquara/Itararé en Eldorado,
Misiones (Argentina). Arqueologia Iberoamericana 6 (2010), 25–38.
FONSECA, Jidean R. 2015. O Conhecimento dos Sábios sobre a cerâmica na Terra Indígena
Xokleng/Laklãnõ. TCC – Licenciatura Intercultural Indígena do Sul da Mata Atlântica, UFSC
SOUZA, Jonas G., CORTELETTI, Rafael, ROBINSON, Mark, & IRIARTE, José.2016.
The genesis of monuments: Resisting outsiders in the contested landscapes of southern Brazil.
Journal of Anthropological Archaeology 41: 196-212.
TSCHUCAMBANG, Copacãm. [Link] Arqueológicos no Território Laklãnõ/Xokleng-
SC. TCC – Licenciatura Intercultural Indígena do Sul da Mata Atlântica, UFSC
84
COMPONENTE CURRICULAR
CÓDIGO
Arqueologia Pré-colombiana 10910079
OBJETIVO
Geral:
- Estudar a diversidade social e pluralidade cultural das sociedades pré-colombianas.
Específico:
- Apresentar processos de hominização e de ocupação pré-histórica da América
EMENTA
Caracterização da diversidade social e pluralidade cultural das sociedades pré-colombianas,
enfatizando notadamente os processos de hominização e de ocupação pré-histórica da América.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA
FERREIRA, L. M.; NOELLI, F. S. A persistência da teoria da degeneração e do colonialismo
nos fundamentos da Arqueologia brasileira. História, Ciências, Saúde – Manguinhos, v. 14, n.
4. Rio de Janeiro, 2007.
MEGGERS, B. G. América pré-histórica. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1979.
NEVES, W. A.; PILÓ, L. B.. O povo de Luzia: em busca dos primeiros americanos. Rio de
Janeiro: Globo, 2008.
REVISTA DA USP, v. 34 (Dossiê Surgimento do Homem na América). São Paulo, 1997.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
FERREIRA, L. M. (Org.). Arqueologia Amazônica: História e Identidades. Boletim do Museu
Paraense Emílio Goeldi, v. 4, n. 1. Belém, 2009.
NEVES, E. G. Arqueologia da Amazônia. Rio de Janeiro: J. Zahar, 2006.
PROUS, A. O Brasil antes dos brasileiros: a pré-história do nosso país. Rio de Janeiro: J.
Zahar, 2006.
ARCURI, M. M. Tribos, Cacicados ou Estados? A dualidade e centralização da chefia na
organização social da América pré-colombina. Revista do Museu de Arqueologia e Etnologia,
n. 17, p. 305-320, 2007.
SCHAAN, D. P. São Tartarugas até lá Embaixo! Cultura, Simbolismo e espacialidade na
Amazônia pré-Colombiana. Revista de Arqueología Americana, p. 99-124, 2006.
85
COMPONENTE CURRICULAR CÓDIGO
OBJETIVO
Introduzir à linha de pesquisa em arte rupestre; teoria e prática na
Arqueologia Rupestre
EMENTA
Estudo de gravuras, pinturas; estilo; contexto; cronologia; datação direta; Simbolismo;
Semiótica; etnografia da Arte rupestre e ressignificação Indígena; introdução ás Técnicas de
Registro Visual .
BIBLIOGRAFIA BÁSICA
JORGE, Marcos; PROUS, André Ribeiro, Loredana (2007) Brasil Rupestre, Arte Pré-histórica
Brasileira. Zencrane Livros, Curitiba, PR.
PESSIS, Anne-Marie, (2004) Imagens da Pré-história, Ed, Universitária, UFPE, Recife.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
Martin, Gabriela (1999). Pré-História do Nordeste do Brasil.- ed Universitária, UFPE, Recife.
Pereira, Edithe. (2003) Arte Rupestre na Amazônia – Pará – Belém: Museu Emílio Goeldi; São
Paulo:UNESP.
Pereira, Edithe. (2010) Arte Rupestre e Cultura Material na Amazônia Brasileira. In PEREIRA,
E.; GUAPINDAIA, V. (org.) (2010) Arqueologia Amazônica 1. Museu Paraense Emílio Goeldi.
Belém. pp. 259-284.
Vidal, L. (org.) (1992) Grafismo Indígena. São Paulo, Studio Nobel, FAPESP, EDUSP, SP.
Anne-Marie Pessis (2002). Do estudo das gravuras rupestres pré-históricas no Nordeste do
Brasil. CLIO arqueológica, n.15, vol. 1. p. 29 – 44.
_______(1992) Identidade e classificação dos registros rupestres pré-históricos do Nordeste do
Brasil. CLIO série arqueológica n.8. Ed. Universitária, UFPE, Recife.
86
COMPONENTE CURRICULAR
CÓDIGO
Etnobotânica
NOVO
CARGA HORÁRIA: Distribuição de créditos
OBJETIVO
EMENTA
BIBLIOGRAFIA BÁSICA
Aloisio Cabalzar...[et al.]. Manual de etnobotânica : plantas, artefatos e conhecimentos
indígenas. São Paulo: Instituto Socioambiental; São Gabriel da Cachoeira, AM:Federação das
Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN), 2017.
Rita Maria Heck; Márcia Vaz Ribeiro & Rosa Lía Barbieri. (Org.). Plantas medicinais do
Bioma Pampa no cuidado em saúde. Santa Maria: Parques Gráficos da Pallotti, 2017.
Marene Machado Marchi; Rosa Lía Barbieri. (Org.). Cores e formas no Bioma Pampa:
gramíneas ornamentais nativas. Santa Maria: Parques Gráficos da Pallotti, 2015
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
Albuquerque, U.P. 2005. Introdução à Etnobotânica. 2ª ed. Rio de Janeiro, Interciência.
Coradin L. et. al. Espécies nativas da flora brasileira de valor econômico atual ou potencial:
plantas para o futuro – Região Sul /Brasília: MMA, 2011. 934p.
Oliveira F. C. et. al. Avanços nas pesquisas etnobotânicas no Brasil. Acta bot. bras. 23(2): 590-
605. 2009.
87
COMPONENTE CURRICULAR
CÓDIGO
Teorias Feministas NOVO
OBJETIVO
Os objetivos da disciplina são estimular uma sensibilidade interseccional e um engajamento
descolonial com a pesquisa acadêmica, instrumentalizando projetos de pesquisa para lidar com
gênero, raça, sexualidade e classe.
EMENTA
A disciplina apresenta o campo dos estudos e políticas feministas no Brasil e no mundo com
foco em abordagens contemporâneas, sobretudo os feminismos descoloniais, indígenas, negro,
LGBTQ+ e queer.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA
hooks, bell. Ensinando a transgredir – a educação como prática libertadora. São Paulo: Martins
Fontes, 2013.
DAVIS, Angela. Mulheres, raça e classe. São Paulo: Boitempo, 2016.
FEDERICI, Silvia. Calibã e a bruxa. São Paulo: Editora Elefante, 2017.
LOURO, Guacira Lopes (org.) O Corpo Educado: pedagogias da sexualidade. Belo Horizonte/
MG: Autêntica, 1999.
SARTI, Cintia A. O feminismo brasileiro desde os anos 1970: revisitando uma trajetória.
Revista Estudos Feministas, Florianópolis, v. 12, n. 2, p. 35, jan. 2004. Disponível em:
[Link]
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
HARAWAY, D. Saberes localizados: a questão da ciência para o feminismo e o privilégio da
perspectiva parcial. Cadernos Pagu (5), Campinas-SP, Núcleo de Estudos de Gênero
Pagu/Unicamp, p.7-41, 1995. Disponível em:
[Link]
HOOKS, B.; BRAH, A.; SANDOVAL, C.; ANZALDÚA, G. (Org.). Otras inapropriables:
feminismos desde las fronteras, Madrid, Traficantes de Sueños, 2004.
GONTIJO, Fabiano de S.; SCHAAN, Denise Pahl. Sexualidade e Teoria Queer. Revista de
Arqueologia, v. 30, n. 2, p. 51-70, 2017.
WYLIE, Alison. Os que conhecem, conhecem bem: teoria do ponto de vista e arqueologia de
gênero. Scientiae Studia, São Paulo, v. 15, n. 1, p. 13-38, june 2017.
88
COMPONENTE CURRICULAR
CÓDIGO
Etnologia Ameríndia II 10910066
OBJETIVO
Geral:
- Apresentação dos grupos étnicos, seus sistemas de pensamentos, seus territórios vinculados às
bacias hidrográficas do rio Negro, rio Amazonas, rio Araguaia, rio Tocantins, rio Xingu, Oceano
Atlântico.
Específicos:
-Debater sua origem, relações interétnicas, hibridismo, formação do estado nacional.
EMENTA
Estudos teóricos e etnográficos de diversos temas acerca dos ameríndios amazônicos,
xinguanos, Tupi-Guarani, Jê.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA
CLASTRES, P. A sociedade contra o Estado. São Paulo: Cosac & Naif, 2003.
KOPENAWA, D.; ALBERT, B. A queda do céu: palavras de um xamã Yanomami. São Paulo:
Companhia das Letras, 2015.
CUNHA, M. C. da. (Org.). História dos índios no Brasil. São Paulo: Fapesp/SMC; Companhia
das Letras, 2006.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
LÉVI-STRAUSS, C. Tristes trópicos. São Paulo: Companhia das Letras, 1996.
NIMUENDAJÚ, C. MAPA etno-histórico de Curt Nimuendaju. Rio de Janeiro: IBGE, 2002.
OLIVEIRA FILHO, J. P. O nosso governo: os ticuna e o regime tutelar. São Paulo: Marco
Zero, 1988.
SCHADEN, E. Aspectos fundamentais da cultura Guarani. 3. ed. São Paulo: E.P.U.
:EDUSP, 1974.
PISSOLATO, Elizabeth. Mobilidade, multilocalidade, organização social e cosmologia: a
experiência de grupos Mbya- Guarani no sudeste brasileiro In Tellus, ano 4, n. 6, p. 65-78, abr.
2004, Campo Grande, MS. Disponível em:
[Link]
89
COMPONENTE CURRICULAR
CÓDIGO
Etnologia Ameríndia III 10910067
OBJETIVO
Geral:
- Apresentação dos grupos étnicos, seus sistemas de pensamentos, seus territórios vinculados ao
Caribe, florestas amazônicas, Andes, Oceano Pacífico, Chaco, Terra do Fogo. Específico:
- Discutir sobre origem, relações interétnicas, hibridismo, formação dos estados nacionais.
EMENTA
Estudo teórico e etnográfico de diversos temas referentes aos ameríndios que habitam na
América do Sul.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA
LÉVI-STRAUSS, C. Do mel às cinzas. São Paulo: Cosac & Naify, 2004.
RIBEIRO, D. As Américas e a civilização: processo de formação e causas do
desenvolvimento desigual dos povos americanos. 3. ed. Petrópolis: Vozes, 1979.
SAHLINS, M. Ilhas de História. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1990.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
BASTOS, S. Na rota dos arqueólogos da Amazônia: 13 mil anos de selva habitada.
Teresópolis: Família Bastos Editora, 2015.
CUNHA, M. C. da. Cultura com aspas e outros ensaios. São Paulo: Cosac & Naify, 2014.
MELIÀ, B.; NAGEL, L. M. Guaranies y jesuitas en tiempo de las misiones: una bibliografía
didáctica. Santo Ângelo: Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões -
Campus Erechim, 1995.
NOVAES, S. C. Habitações indígenas. São Paulo: Edusp, 1983.
DESCOLA, Philippe. Além de natureza e cultura. Tessituras, Pelotas, v. 3, n. 1, p. 7-33,
jan./jun. 2015. Disponível em:
[Link]
90
COMPONENTE CURRICULAR
CÓDIGO
Geoarqueologia NOVO
91
COMPONENTE CURRICULAR
CÓDIGO
Imaginário e Memória 10910068
OBJETIVO
Geral:
- Estudo das noções de pessoa, indivíduo, memória, duração, narrativa, imaginário, pensamento
simbólico.
Específico:
- Debater acerca das representações das apropriações simbólicas realizadas pelos coletivos
contemporâneos.
EMENTA
Interpretação acerca das representações das apropriações simbólicas realizadas pelos coletivos
contemporâneos, através das noções de imaginário, memória, duração, sociabilidade, narrativa.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA
BACHELARD, G. A poética do devaneio. São Paulo: Martins Fontes,1988.
CASSIRER, E. Ensaio sobre o homem. São Paulo: Martins Fontes, 2005.
DURAND, G. As estruturas antropológicas do imaginário: introdução à arquetipologia geral.
São Paulo: Martins Fontes, 2002.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
DURAND, G. A imaginação simbólica. São Paulo: Cultrix, 1988.
______. O imaginário. Rio de Janeiro: Difel, 1998.
LÉVI-STRAUSS, C. Mito e significado. Lisboa: Edições 70, 1979.
MERLEAU-PONTY, M. Fenomenologia da percepção. São Paulo: Martins Fontes, 1994.
RICOEUR, P. Tempo e narrativa (Tomo I, II, III). Campinas: Papirus, 1994.
92
COMPONENTE CURRICULAR
CÓDIGO
2000084
Língua Brasileira de Sinais I
CARGA HORÁRIA: Distribuição de créditos
OBJETIVO
Geral:
- Desenvolver e introduzir elementos de LIBRAS que possibilitem dar continuidade à
construção de habilidade e desempenho na comunicação em Língua Brasileira de Sinais.
Específicos:
- Propiciar diálogos com estruturas afirmativas, negativas e interrogativas.
EMENTA
Uma introdução à língua de Sinais, uma comunicação visual, com sua gramática. Alfabeto
manual. Diálogos com estruturas afirmativas, negativas e interrogativas. Expressões de
quantificação e intensidade – adjetivação. Descrição. Narrativa básica.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA
AMORIM, S. L. Comunicando a liberdade: a língua das mãos. Florianópolis: 2000.
CAPOVILLA, F. C. Diccionario trilingue de LIBRAS. São Paulo: Edusp; Imprensa Oficial do
Estado, 2001.
FELIPE, T. A. Integração social e educação dos surdos. Rio de Janeiro: Babel, 1993.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
LOPES, M. C. Relações de poderes no espaço multicultural da escola para surdos. In: SKLIAR,
C. (Org.). A surdez, um olhar sobre as diferenças. Porto Alegre: Mediação, 1998.
FERNANDES, E. Linguagem e surdez. Porto Alegre: ArTmed, 2003.
KARNOPP, L. Literatura surda. In: Educação temática digital, Campinas, v.7, n.2, jun. 2006.
PEREIRA. M. C. C. Papel da língua de sinais na aquisição da escrita por alunos surdos. In:
LODI, A C. B. Letramento e minorias. Porto Alegre: Mediação, 2002.
LACERDA, C. B. F. Um pouco de história das diferentes abordagens na educação dos surdos.
Cadernos Cedes, ano XIX, Campinas, nº 46, setembro de 1998.
93
COMPONENTE CURRICULAR
CÓDIGO
Musealização da Arqueologia e da Antropologia 10910048
OBJETIVO
Geral:
- Discutir os princípios e as potencialidades dos processos de musealização aplicados ao
patrimônio arqueológico e antropológico.
Específicos:
- Discutir as problemáticas inerentes à exposição de materiais arqueológicos e antropológicos no
que se refere à degradação dos mesmos por agentes ambientais e pela ação humana;
- Apresentar os procedimentos museológicos de salvaguarda e comunicação das coleções
arqueológicas e antropológicas.
EMENTA
Estudo dos processos de curadoria, gestão e políticas de representação de coleções
arqueológicas e antropológicas em museus. Discussão dos princípios e potencialidades dos
processos de musealização aplicados à Arqueologia e à Antropologia, seus limites e
reciprocidades com a Arqueologia Pública e a Antropologia Aplicada.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA
MILDER, S.E.S. (Org.). As várias faces do Patrimônio Santa Maria: LEPA/UFSM, 2006.
BRUNO, M.C.O. Museologia: algumas idéias para a sua Organização disciplinar. Cadernos de
Sociomuseologia (9). Lisboa: Centro de Estudos de Sociomuseologia. Universidade Lusófona
de Humanidades e Tecnologias. 1996.
94
COMPONENTE CURRICULAR
CÓDIGO
Oficina de Imagem e Som em Antropologia 10910053
OBJETIVO
Geral:
-Capacitar técnica e teoricamente para utilização básica de recursos imagéticos no
desenvolvimento de pesquisas antropológicas.
Específica:
- Incentivar o desenvolvimento de pesquisas antropológicas sobre ou através da imagem, do som
e/ou do audiovisual.
EMENTA
Iniciação à instrumentalização para o desenvolvimento de pesquisas antropológicas sobre ou
através da imagem, do som e/ou do audiovisual.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA
GURAN, M. Documentação fotográfica e pesquisa científica. Notas e Reflexões. s/l; s/e;
2012. Disponível em:
[Link]
Conversas com MacDougall (2007), de C. Pompeia e L. Cezar. Série Trajetórias. LISA/USP.
Disponível em: [Link]
CAFFÉ, C.; HIKIJI, R. S. G. Lá do Leste: uma etnografia audiovisual compartilhada. São
Paulo: Humanitas, 2013.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
O cinema documentário, por Bill Nichols (VIDEO-AULA). Disponível em:
[Link]
Revista GIS/ USP - Gesto Imagem e Som. Disponível em: [Link]
Conversas com Catarina Alves Costa (2007) (vídeo). Direção de Nadja Marin e Rose Satiko.
Série Trajetórias. LISA/USPDisponível em: [Link]
ROCHA, E. “Deus me livre de cantar essas coisas”. Iluminuras. Vol. 11, n. 25.
Jean Rouch: subvertendo fronteiras (2000). (vídeo). Direção de Ana Lúcia Ferraz, Edgar
Teodoro da Cunha, Paula Morgado e Renato Sztutmann. Disponível em:
[Link]
95
COMPONENTE CURRICULAR
CÓDIGO
Populações Sambaquieiras no Litoral do Brasil NOVO
OBJETIVO
Introduzir aos temas: História da pesquisa em Sambaqui; Ocupação do litoral brasileiro; Noções
sobre evolução costeira Holocênica e sua relação com os Sambaquis; Compreensão dos sítios e
vestígios arqueológicos presentes no litoral brasileiro. Estudar e entender os sambaquis
litorâneos no Brasil com enfoque no litoral sul brasileiro.
EMENTA
Os sítios arqueológicos costeiros relacionados às populações pescadoras coletoras dos
sambaquis serão abordados em seu contexto continental. Há uma série de adaptações costeiras
nos diferentes ambientes de insersão que compõem os contornos das três Américas e,
recentemente, as principais discussões sobre o povoamento americano trouxeram estes sítios
para o cerne da pesquisa arqueológica. É necessário situar a arqueologia dos sambaquis do
Brasil Meridional neste cenário, avaliando o papel dos sítios na rota de dispersão das populações
indígenas pretéritas, bem como os diferentes contextos culturais associados aos sítios
regionalmente, dando lugar a estudos detalhados em nível local no intuito de formar um mapa
claro das transformações das estratégia adaptativas e escolhas culturais materializadas no
conteúdo dos sítios.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA
GASPAR, M. D. Sambaqui: Arqueologia do Litoral Brasileiro. Rio de Janeiro: Editora Jorge
Zahar, 2000.
GASPAR, M. Aspectos da organização social de pescadores-coletores: região compreendida
entre a Ilha Grande e o delta do Paraíba do Sul, Rio de Janeiro. Pesquisas, Antropologia n. 59,
163 p., 2003.
LIMA, T. (1999-2000). Em Busca dos Frutos do Mar: Os Pescadores-Coletores do Litoral
Centro-Sul do Brasil. Revista USP (44), 270-327p.
NEVES, W. Paleogenética dos grupos pré-históricos do litoral sul do Brasil (Paraná e Santa
Catarina). Pesquisas, Antropologia, n. 43, 176 p. 1988.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
DEBLASIS, P. A.; KNEIP, A.; SCHEEL-YBERT, R. et al. Sambaquis e paisagem: dinâmica
natural e arqueologia regional no litoral sul do Brasil. Arqueología Suramericana, v. 3, n.1, 29-
61, 2007.
FIGUTI, L. O homem pré-histórico, o molusco e o sambaqui: considerações sobre a subsistência
dos povos sambaquianos. Revista do Museu de Arqueologia e Etnologia. v. 3: 1993, p. 67-80.
FISH, S.; BLASIS, P; GASPAR, M. D. et al. Eventos incrementais na construção de sambaquis,
litoral sul do Estado de Santa Catarina. Revista do MAE, n. 10, p. 67-87. 2000.
ORQUERA, L. A. El Consumo de Moluscos por Los Canoeros del Extremo Sur. In: Relaciones
de la Sociedad Argentina de Antropología XXIV. Buenos Aires, 1999.
PROUS, André. Arqueologia Brasileira. A pré-história e os verdadeiros colonizadores. Cuiabá:
Archaeo/Carlini & Caniato Editorial, 2019.
96
COMPONENTE CURRICULAR
CÓDIGO
Prática de Campo 3 NOVO
OBJETIVO
Geral:
- Aprofundar métodos e técnicas gerais das práticas de campo em arqueologia.
EMENTA
A disciplina prima pro aprofundar métodos e técnicas das práticas de campo em arqueologia,
tais como a escavação, salvamento, acompanhamento/monitoramento de sítios arqueológicos.
Serão abordados diferentes etapas das intervenções arqueológicas em campo, incluindo o
manuseio de ferramentas e equipamentos. Também serão tratados de temas administrativos que
envolvem a logística de campo.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA
FUNARI, P. P. A. Arqueologia. São Paulo: Ed. Contexto, 2003
RAMBELLI, G. Arqueologia até debaixo d’água. São Paulo: Ed. Maranta, 2002.
TRIGGER, B. História do Pensamento Arqueológico. São Paulo: Ed. Odysseus, 2011.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
DEBLASIS, P.; MORALES, W. F. Analisando sistemas de Assentamento em âmbito local: uma
experiência com full-coverage survey no Bairro da Serra. Revista do Museu de Arqueologia e
Etnologia. v. 5. São Paulo: USP, p.125-143, 1995.
DIAS, A. S. Sistemas de Assentamento e Estilo Tecnológico: Uma Proposta Interpretativa
para a Ocupação Pré-Colonial do Alto Vale do Rio dos Sinos, Rio Grande do Sul. São
Paulo: USP. (Tese de doutorado), 2003.
MILHEIRA, R. G. Arqueologia Guarani na Laguna dos Patos e Serra do Sudeste.
Pelotas/RS: Ed. UFPEL, 2014.
MORAIS, J. L. A. Arqueologia e o fator Geo. Revista do Museu de Arqueologia e Etnologia.
São Paulo: USP, p. 3-22, 1999.
PROUS, André. Arqueologia Brasileira. A pré-história e os verdadeiros colonizadores. Cuiabá:
Archaeo/Carlini & Caniato Editorial, 2019.
97
COMPONENTE CURRICULAR
CÓDIGO
Tecnologia em Arqueologia NOVO
OBJETIVO
Introduzir teoria e método de análise material, desenho técnico e análise gráfica dos
utensílios e objetos líticos e cerâmicos indígenas.
EMENTA
A discilpina proposta abrange as análises tecnológicas da cultura material indígena,
especialmente, cerâmicas e líticas. As discussões teórico-metodológicas serão
conduzidas a partir dos objetos/meteriais arqueológicos em laboratório.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA
INIZAN, M.; REDURON-BALLINGER, M.; ROCHE, H.; TIXIER, J. 2019.
Tecnologia da Pedra Lascada. Museu de História Natural e Jardim Botânico/UFMG.
217p.
LA SALVIA, F., BROCHADO, J. P. Cerâmica Guarani. Porto Alegre: Posenato Arte
e Cultura, 1989.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
BROCHADO, J.; MONTICELLI, G. 1994. Regras práticas na reconstrução gráfica da
cerâmica Guarani por comparação com vasilhas inteiras. Estudos Ibero-Americanos,
20(2):107-118.
HOELTZ, S. 2007. Contexto e Tecnologia: parâmetros para uma interpretação das
indústrias líticas do sul do Brasil. IN: BUENO, L.; ISNARDIS, A. (Orgs.) Das Pedras
aos Homens: tecnologia lítica na arqueologia brasileira. Belo Horizonte:
Argumentum, 209-242p.
LAMING-EMPERAIRE, A. 1967. Guia para o estudo das indústrias líticas da
América do Sul (Manuais de Arqueologia). Curitiba: Centro de Pesquisas
Arqueológicas da Universidade Federal do Paraná. 155p.
LEROI-GOURHAN, A. 1981. Terminologia da pedra e do osso. In: LEROI-
GOURHAN, A. A Pré-História. São Paulo: Livraria Pioneira/USP. 218-247p.
PROUS, A. Os Artefatos Líticos, Elementos Descritivos Classificatórios. Arquivos do
Museu de História Natural da Universidade Federal de Minas Gerais. Belo
Horizonte, v.11, pp.1-90, 1986/1990.
RENFREW, Colin; BAHN, Paul. Arqueología: teorías, métodos y práctica. Madrid:
Akal, 2007. Routledge, 1995.
98
COMPONENTE CURRICULAR
CÓDIGO
Seminário de Arqueologia I 10910084
OBJETIVO
Discutir temas de arqueologia indígena
EMENTA
Aprofundamento de estudos temáticos na área de Arqueologia Indígena.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA
A bibliografia será informada oportunamente pelo/a professor/a encarregado/a pelo seminário,
de acordo com os estudos temáticos a serem desenvolvidos.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
A bibliografia será informada oportunamente pelo/a professor/a encarregado/a pelo seminário,
de acordo com os estudos temáticos a serem desenvolvidos.
99
COMPONENTE CURRICULAR
CÓDIGO
Seminário de Arqueologia II 10910085
OBJETIVO
Discutir temas de arqueologia histórica
EMENTA
Aprofundamento de estudos temáticos na área de Arqueologia Histórica.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA
A bibliografia será informada oportunamente pelo/a professor/a encarregado/a pelo seminário,
de acordo com os estudos temáticos a serem desenvolvidos.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
A bibliografia será informada oportunamente pelo/a professor/a encarregado/a pelo seminário,
de acordo com os estudos temáticos a serem desenvolvidos.
100
COMPONENTE CURRICULAR
CÓDIGO
Seminário de Arqueologia III 10910086
OBJETIVO
Discutir temas de Teoria Arqueológica
EMENTA
Aprofundamento de estudos temáticos em Teoria Arqueológica.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA
A bibliografia será informada oportunamente pelo/a professor/a encarregado/a pelo seminário,
de acordo com os estudos temáticos a serem desenvolvidos.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
A bibliografia será informada oportunamente pelo/a professor/a encarregado/a pelo seminário,
de acordo com os estudos temáticos a serem desenvolvidos.
101
COMPONENTE CURRICULAR
CÓDIGO
Seminário de Arqueologia IV 10910108
OBJETIVO
Discutir temas de Arqueologia
EMENTA
Aprofundamento de estudos temáticos em Arqueologia.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA
A bibliografia será informada oportunamente pelo/a professor/a encarregado/a pelo seminário,
de acordo com os estudos temáticos a serem desenvolvidos.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
A bibliografia será informada oportunamente pelo/a professor/a encarregado/a pelo seminário,
de acordo com os estudos temáticos a serem desenvolvidos.
102
COMPONENTE CURRICULAR
CÓDIGO
SIG Aplicado à Arqueologia NOVO
OBJETIVO
Manipular tecnologias SIG em atividades práticas e trabalhos em laboratório. Aplicar técnicas
de SIG a problemas da Arqueologia da Paisagem.
EMENTA
Usos e aplicações do SIG. Principais tópicos: modelos, sistemas de coordenadas espaciais,
coleta e gerenciamento de dados do campo ao laboratório, análise de terrenos, interpolação de
dados. O uso de novas tecnologias provenientes das Geociências e Ciências Espaciais fornecem
excelentes ferramentas para se trabalhar com coleta e analises de dados em sítios arqueológicos.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA
BRANDAO, P.C. et alli. (2010) Caracterização de geoambientes da floresta nacional do purus,
Amazônia ocidental: uma contribuição ao plano de manejo. Rev. Árvore vol. 34 no.1 Viçosa
Jan./Feb. 2010
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
103
4. METODOLOGIAS DE ENSINO E SISTEMA DE AVALIAÇÃO
104
diagnosticar questões relevantes, aferir resultados e identificar mudanças necessárias
relacionadas a problemas teórico-metodológicos.
Nas avaliações de ensino-aprendizagem deverão ser coibidos os usos de plágio,
devendo a/o docente explicitarà/ao discente o quanto é grave este procedimento. Nenhuma
forma de plágio ou transcrição indevida, isto é, cópia de frases de outras pessoas sem a
devida e correta citação de cada obra e publicação utilizada deve ser permitida. A utilização
de textos de terceiras/os sem a indicação de referência configura plágio. No
desenvolvimento das atividades as/os professoras/es devem lembrar e cobrar que todas as
referências dos trabalhos sejam obrigatoriamente indicadas conforme estabelecem as
normas para realização de trabalhos acadêmicos da UFPEL.
Com o objetivo de construção do conhecimento intelectual e cognitivo, mais do que
assimilação de conteúdos tradicionais, o Bacharelado em Arqueologia buscará fomentar
na/o estudante as seguintes qualidades:
– capacidade de ouvir, olhar e expor suas idéias em sala de aula e espaços outros, a partir de
parâmetros epistemológicos;
– aptidão para trabalhar em laboratório arqueológico e compor mapas culturais;
– criatividade em estruturar um projeto acadêmico com objetivo de realizar intervenções
contextualizadas;
– efetivar a realização de pesquisa e/ou prática de campo arqueológica de modo a poder
interpretar e estabelecer teorizações a partir dos dados coletados;
– elaboração de texto escrito sobre aspectos estudados;
– realização de uma reflexão imagética sobre aspectos estudados;
– realização de catálogos, inventários e exposições museológicas, procedendo à análise de
acervo antropológico e/ou arqueológico.
Na avaliação de cada uma dessas atribuições, docentes devem seguir minimamente
o que está estabelecido no Regimento Geral da UFPel, conforme os artigos 183, 184, 185,
186, 187 e 188 abaixo referidos:
“Art. 183 - A verificação do aproveitamento do aluno será realizada por disciplina,
abrangendo aspectos de assiduidade e avaliação de conhecimentos.
Art. 184 - A aprovação em cada disciplina é apurada semestralmente e fica
condicionada a freqüência do aluno pelo menos 75% (setenta e cinco por cento) das aulas
teóricas e 75% (setenta e cinco por cento) das aulas práticas.
105
Art. 185 O aproveitamento será aferido em cada disciplina mediante a realização de
pelo menos 2 (duas) verificações com o mesmo peso, distribuídas ao longo do período, sem
prejuízo de outras verificações de aula e trabalhos previstos no plano de ensino da
disciplina.
Art. 186 - A média aritmética das verificações constitui a nota semestral,
considerando-se aprovado o aluno que obtiver nota semestral igual ou superior a 7 (sete).
Parágrafo Único - Os graus atribuídos aos trabalhos escolares serão em número de
O (zero) a 10 (dez), admitida a primeira decimal.
Art. 187 - Considerar-se-á definitivamente reprovado o aluno que obtiver, média
semestral inferior a 3 (três).
Art. 188 - O aluno que obtiver média semestral inferior a 7,0 (sete) e igual ou
superior a 3,0 (três), submeter-se-á a um exame, versando sobre toda a matéria lecionada no
período.
§ 1º - Considerar-se-á aprovado o aluno que, feito o referido exame, obtiver média
igual ou superior a 5 (cinco), resultante da divisão por 2 (dois) da soma da nota semestral
com a do exame.
§ 2º - O não comparecimento ao exame importará em atribuição ao aluno, de nota O
(zero).”
106
articuladamente com a CID ações para sensibilização e mobilização da comunidade
universitária para a convivência com as diversas realidades presentes na diversidade social
(correlacionadas à gênero e sexualidade, à etnia, à tradição das culturas, e à vulnerabilidade
socioeconômica) e consolida o cuidado e atuação no campo da acessibilidade física e
psicológica das pessoas da Universidade, propiciando sua convivência integrada na
comunidade universitária. A CID é composta pelo Núcleo de Gênero que desenvolve
atividades relacionadas ao gerenciamento das questões relacionadas aos conflitos e
integração entre multigêneros na universidade. E em apoio a isso a Coordenação, o
Colegiado e o NDE, atuam na divulgação da cultura de grupos multigêneros
compartilhando saberes e incentivando a discussão sobre as temáticas da sexualidade e
identidade de gênero e discute e busca o cumprimento das políticas de gênero através do
intercâmbio universitário das comunidades historicamente discriminadas por sua identidade
de gênero. A diversidade de raça e etnia é foco integral do curso, e nesta linha de
reconhecimento e inclusão da diversidade.
O curso identifica no NAI, Núcleo de Acessibilidade e Inclusão, um parceiro junto
com os setores da PRAE (ligados a inclusão) a capacidade de colaborar, elaborar,
acompanhar e implementar, as políticas de Acessibilidade e Inclusão dos discentes que
apresentam Deficiências, Transtornos Globais do Desenvolvimento, Altas Habilidades ou
Superdotação, colaborando para eliminar as barreiras pedagógicas, arquitetônicas,
atitudinais, estruturais, de informação e comunicação, a fim de cumprir os requisitos
legais nacionais e institucionais de acessibilidade e inclusão, efetivando a inclusão destes
grupos ao Curso de Arqueologia.
107
Fazenda, Cultura, Assistência Social, Educação), conselhos, autarquias, secretarias
estaduais (Conselho Estadual dos Povos Indígenas, Departamento Autônomo de Estradas e
Rodagem), fundações, ministérios (Fundação Nacional do Índio, Fundação Nacional de
Saúde, Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária, Petrobras, Ministério Público
Federal, Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) ― e junto a instituições
privadas (Organizações não Governamentais, associações, empresas) que venham absorver
as/os egressas/os do Bacharelado em Arqueologia.
Da mesma forma, o Colegiado do Bacharelado em Arqueologia analisará os
resultados obtidos por discentes e egressas/os, no exame Nacional de Cursos, além dos
pareceres de outras comissões avaliadoras externas. O relatório final correspondente a essas
etapas será encaminhado à apreciação da Pró-Reitoria de Ensino (PRE).
Prevendo uma formação continuada, o Bacharelado em Arqueologia realizará
seminários, prevendo a participação de egressas/os, como organizadoras/es, palestrantes,
ouvintes. Esse trabalho enfatizará o grau de satisfação das/os mesmas/os em relação às
condições que o Curso lhes ofereceu e vem lhes proporcionando para o atendimento das
exigências de sua prática profissional. O ingresso de ex-estudantes nos mestrados, tanto da
UFPEL como de outras universidades, também será empregado como instrumento de
avaliação do curso.
Tendo em vista a vinculação do corpo docente com instâncias associativas, como a
Sociedade de Arqueologia Brasileira (SAB) e os futuros conselhos nacional e regionais da
profissão, as tornarão parceiras no processo de acompanhamento da produção acadêmica e
profissional de egressas/os do Bacharelado em Arqueologia através do intercâmbio de
dados tendo a criação e a consolidação de novos cursos de Arqueologia no Brasil.
Por fim, esse Projeto Pedagógico disporá de uma Comissão Permanente de
Acompanhamento, intitulada como Sistema Interno de Avaliação, integralmente composta
pelo Núcleo Docente Estruturante, descrita adiante.
108
Arqueologia é constituído por quatro doscentes do Curso de Arqueologia (entendida como
área básica), um/a docente de cada um dos Demais Departamentos que compõem o Curso
(entendida como área profissional) e um representante discente.
As atribuições do Colegiado de Curso são aquela atribuídas no Artigo 126, ítems I
ao XIII estabelecidos no Regimento Geral da Universidade, bem como:
a) coordenar e supervisionar o curso;
b) elaborar ou rever o currículo, submetendo-o ao COCEPE;
c) aprovar o Plano de Ensino das disciplinas do curso;
d) aprovar a lista de ofertas das disciplinas do curso para cada período letivo;
e) propor aos Departamentos correspondentes os horários mais convenientes para as
disciplinas de seu interesse;
f) estabelecer normas para o desempenho de professoras/es orientadoras/es;
g) receber reclamações e recursos na área de ensino;
h) emitir parecer sobre recursos ou representações de alunos sobre matéria didática;
i) apreciar os pedidos de transferência e estudar casos de equivalência de disciplinas
de outras Universidades ou Unidades de Ensino para efeitos de transferência;
j) emitir parecer sobre os processos relativos a aproveitamento de estudos e
adaptação, mediante requerimento de partes interessadas.
Compete à/ao Coordenadora/r do Curso:
a) presidir os trabalhos do Colegiado do Curso;
b) responder perante o COCEPE, pela eficiência do planejamento e coordenação das
atividades de ensino do curso;
c) fiscalizar o cumprimento da legislação federal de ensino pertinente à área de
Arqueologia;
d) solicitar às/aos chefes de Departamentos as providências necessárias ao regular
funcionamento do curso;
e) receber e encaminhar os processos dirigidos ao Colegiado de Curso;
f) cumprir e fazer cumprir as decisões do Colegiado de Curso.
109
O Bacharelado em Arqueologia contará com a colaboração de um Núcleo Docente
Estruturante (NDE), de caráter consultivo, propositivo e de assessoria sobre a matéria
acadêmica, para acompanhamento do curso e co-responsabilidade pela elaboração,
implementação, atualização e consolidação do PPC, conforme Resolução COCEPE nº 22
de 19 de julho de 2018, que dispõe sobre as diretrizes de funcionamento do Núcleo Docente
Estruturante (NDE) dos Cursos de Graduação da Universidade Federal de Pelotas. O NDE
do curso de Bacharelado em Arqueologia possui o seguinte regimento próprio:
CAPÍTULO I
CAPÍTULO II
Art.4º. A indicação dos representantes docentes será feita pelo Colegiado de Curso
para um mandato de 2 (dois) anos, permitida1 (uma)recondução.
a) Na fase de implantação do curso (ou seja, enquanto não for formada nenhuma
turma), o NDE será formado pela Comissão de Criação do Curso;
b) Na composição inicial do NDE, no primeiro mandato metade das/os membros
derão ser reconduzidas/os por mais um (01) ano, para assegurar a continuidade
no processo de acompanhamento do Curso.
CAPÍTULO III
110
DAS ATRIBUIÇÕES DO NÚCLEO DOCENTE ESTRUTURANTE
CAPÍTULO IV
DAS REUNIÕES
Art 7º. As decisões do Núcleo serão referendadas por maioria absoluta de seus
membros.
CAPÍTULO V
Art 8º. Os casos omissos serão resolvidos pelo Núcleo ou órgão superior, de acordo
com a competência dos mesmos.
Art 9º. O presente Regulamento entra em vigor após aprovação pelo Colegiado do
Curso.
111
O Núcleo Docente Estruturante desempenhará a função de comissão interna de
avaliação dos projetos pedagógicos do curso, com os seguintes objetivos:
1) Avaliar o processo de ensino e aprendizagem das/os discentes;
2) Acompanhar os encaminhamentos burocráticos do Projeto Pedagógico;
3) Coordenar a documentação de avaliação do Curso pelo MEC;
4) Receber a Comissão de avaliação do Curso pelo MEC.
6. ACOMPANHAMENTO DE EGRESSOS
112
arqueológicas têm fundamentado materiais didáticos usados no Ensino Básico, assim como
as discussões transversais e interdisciplinares em Geografia, História, Museologia, Artes
Visuais, etc. O Bacharelado em Arqueologia da UFPEL explorará suas pesquisas para
potencializar o aprendizado e engajamento público por meio da curricularização da
extensão. Assim, atividades pedagógicas, como cursos de capacitação de docentes de
ensino fundamental e médio, produção de materiais paradidáticos e ações educativas em
escolas comporão um dos eixos da curricularização da extensão do Bacharelado em
Arqueologia.
113
posterior fixação de estudantes de graduação de outros cursos e da pós-graduação nas
equipes dos laboratórios.
Outra forma de integração com a pós-graduação vêm se dando por meio dos
projetos de extensão coordenados por docentes do curso. Por meio deles, estudantes de
ambos os níveis (pós-graduação e graduação) convivem e trocam experiências de pesquisa
e revisão bibliográfica sobre os temas tratados. O principal indicador de que essa integração
vem tendo sucesso é o fato de discentes que integraram experiências em projetos de
extensão terem ingressado no mestrado do PPGAnt. A publicação de trabalhos produzidos
por docentes conjuntamente com estudantes de pós-graduação e de graduação é outro
indicativo do êxito desta integração. Ademais, estudantes dos cursos de graduação e Pós-
graduação são estimuladas/os a participar dos principais eventos das áreas de Antropologia
e de Arqueologia realizados no Brasil e em outros países, especialmente os vizinhos, a
exemplo dos congressos nacionais, internacionais e regionais promovidos pela SAB
(Sociedade de Arqueologia Brasileira) e pela ABA (Associação Brasileira de
Antropologia).
114
Os discentes e docentes do Curso de Bacharelado em Arqueologia possuem acesso
às plataformas virtuais da UFPel onde é possível acessar diversas, bibliotecas, informações
acadêmicas e notícias do Instituto de Ciências Humanas e/ou Departamento de Antropologia e
Arqueologia, Curso de Bacharelado em Arquelogia. Nesse sentido, este local foi criado com o
intuito de facilitar aos discentes, docentes, técnicos administrativos, e, a comunidade em
geral, o acesso à informação pertinente a rotina administrativa e acadêmica do Curso.
O Instituto de Ciências Humanas também oferece o acesso à internet por wi-fi em
todos os espaços, permitindo acesso a informação de maneira global. Além disso, utiliza-se
a biblioteca Pergamum, disponibilizando acervo físico e digital atualizado, somado a
“Minha Biblioteca” também utilizada por acadêmicos e profissionais. O acesso aos
periódicos CAPES também é disponibilizado através da página da Universidade e, por
consequência, do Curso de Bracharelado em Arqueologia.
Desta forma, entende-se que há as condições institucionais de disponibilização das
tecnologias para desenvolvimento de disciplinas e espaços de estudo no Curso de
Bacharelado em Arqueologia, assim como os espaços didático-pedagógicos de utilização de
tecnologias para o trabalho cotidiano, nos dois laboratórios de informática, e que são
monitorados por bolsistas de um Projeto de Ensino vinculado ao Curso. Além disso, o
Curso possui uma disciplinas “SIG Aplicado à Arqueologia” e que permite trabalhar com
sites e softwares, entre outros recursos que incrementam a formação profissional do
bacharel em Arqueologia, o que contribui no aprimoramento e desenvolvimento das
atividades envolvidas no processo de ensino e aprendizagem do Curso e o domínio das
Tecnologias de Informação e Comunicação.
115
II - QUADRO DOCENTE E TÉCNICO-ADMINISTRATIVO
116
III - INFRAESTRUTURA
Laboratórios/núcleos
117
fotográfica digital, 1 microscópio biológico binocular com ótica, 1 Lupa Binocular 40x, 3
aparelhos de ar condicionado, 1 lupa microscópica portátil, 1 drone Phanton III Advanced,
4 GPS de navegação Garmin Etrex Legend, 15 suportes para cartazes. .
- RT-ICH/UFPel (Reserva Técnica de Arqueologia do ICH/UFPel) - Ambiente com cerca
de 44m² que é utilizado para salvaguarda de coleções arqueológicas sob responsabilidade
da UFPel, contando atualmente com mais de 120 acervos.A RT-ICH/UFPel é mantida pelo
projeto Endosso Institucional e Gestão da Reserva Técnica de Arqueologia (código
Cobalto 1712) e coordenada pelo Diretor do ICH. A gestão e curadoria dos acervos são
realizadas no LEPAARQ. A RT foi recentemente equipada com a aquisição de centenas de
caixas depolipropileno de diversos tamanhos para melhor adequação das coleções. Foi
adquirido também um Datalogger AKSO- AK172 para controle de Temperatura e
Umidade.
- MUARAN (Museu Arqueológico e Antropológico): sediado provisoriamente em sala de
35 m² cedida pelo LÂMINA, possui 4 TVs de LED 24'', 2 desumidificadores, 1 balança
eletrônica de precisão, 2 luxímetros digitais, 1 condutivímetro, 3 contentores de 1000 litros
com rodas, 1 clavulário em aço, 6 quadros de cortiça, 10 fones de ouvido com microfone.
- GEEUR – Grupo de Estudos Etnográficos Urbanos: instalado em sala de 23 m2 com
mobiliário (armário, estante, mesas, cadeiras) e equipamentos de informática (descritos no
próximo item).
- LEAA/GEPAC – O Laboratório de Estudos Agrários e Ambientais é vinculado aos
Departamentos de Geografia e de Antropologia e Arqueologia, estando instalado em sala de
35 m2 com mobiliário (armários, mesas, cadeiras, estantes). O Laboratório de Estudos
Agrários e Ambientais/Grupo de Estudos e Pesquisas em Alimentação e Cultura dispõe de
equipamentos de informática (descritos no próximo item) e outros equipamentos, conforme
segue: 1 GPS, 4 câmeras fotográficas digitais, 1 filmadora, 4 gravadores de voz, 1 projetor,
1 escâner portátil, 1 tripé, 10 suportes para banners. O Leaa também abriga uma pequena
biblioteca que, na área de Antropologia, em temas relacionados aos estudos rurais, da
alimentação e do consumo, é composta por cerca de 200 livros.
- LEPPAIS – Laboratório de Ensino, Pesquisa e Produção em Antropologia da Imagem e
do Som: instalado em sala de 42 m2 com mobiliário (armários, estantes, bancadas, mesas,
cadeiras), equipamentos de informática (descritos no próximo item) e outros equipamentos
conforme segue: 2 filmadoras digitais MiniDV HDV Sony HVR-HD1000N, 2 filmadoras
118
Samsung MiniDV SC-D385, 2 Filmadoras Digital Handycam Sony DCR-SX45, 2
gravadores digitais de voz, 1 Aparelho DVD player, 1 projetor multimídia, 2 câmeras
fotográficas Olympus X-840, 1 tela de projeção 98” c/tripé embutido, 1 ar condicionado, 3
tripés Profissional Fotográfico em alumínio, 1 Conversor de áudio FastTrack Pro-M-Audio,
1 Gravador Audio Zoom H1, 1 Microfone Direcional Yoga HT-81, 1 Microfone
Condensador Yoga EM-280, 1 Gravador e
Leitor Blu-ray externo.
- NETA - Núcleo de Etnologia Ameríndia: instalado em sala de 29 m2 com mobiliário
(armário, estantes, mesas, cadeiras), 1 Televisor colorido 29”, data show e equipamentos de
informática.
Biblioteca
119
A política de atualização do acervo bibliográfico da UFPel obedece a prioridade de
cada biblioteca e baseia-se nas listas de pedidos submetidas pelos docentes dos
Departamentos das Unidades através dos editais do PROEQUIP. As solicitações
apresentadas anualmente pelo Departamento de Antropologia e Arqueologia, surtiram
efeito no que tange à área de Antropologia, com aquisição de 173 títulos (272 exemplares)
em 2018, mas permanecem inexpressivas para a área de Arqueologia, em que houve a
aquisição de apenas 2 exemplares – carência que tem sido suprida, ao longo dos anos, pela
doação de livros feita pelos docentes do Programa.
A Biblioteca participa dos seguintes programas de informação nacional:
Portal CAPES - [Link] Portal da Pesquisa -
[Link]; COMUT - [Link] (biblioteca solicitante) ; BDTD -
Biblioteca Digital de Teses eDissertações [Link] Dentre os produtos gerados
pela Biblioteca estão relatórios,estatísticas, boletins e informativos. Os serviços oferecidos
são: Empréstimo domiciliar,Consulta local, Catalogação na fonte das Teses e Dissertações
da UFPel e da Editora daUFPel, Comutação bibliográfica (COMUT),Acesso ao Portal da
CAPES, Acesso ao Portal daPesquisa, IBGE, Normatização de trabalhos técnicos
científicos, Obras em reserva, Treinamento de uso da biblioteca, Orientação à pesquisa
bibliográfica manual e automatizada(Base de Dados), Orientação à elaboração de
referências, Disseminação Seletiva daInformação (SDI), Sistema de Bibliotecas da UFPel,
Sistema de Gerenciamento de Acervo:Rede Pergamum, Repositório Institucional da UFPel,
Minha Biblioteca, Facebook da Biblioteca, web site da biblioteca, web site do Sistema de
Bibliotecas, Portal Periódicos daUFPel. A Biblioteca participa dos seguintes programas de
informação: Pergamum Web –sistema de gerenciamento do acervo das bibliotecas, através
do qual é possível consultar ocatálogo online, reservar materiais, fazer login para renovar
materiais, consultar pendências,débitos, histórico de empréstimos e de pesquisas, salvar
pesquisas, exportar referências eenviar pesquisas por e-mail.
120
REFERÊNCIAS
122
BRASIL. Orientação Normativa Nº 7 de 30 de outubro de 2008. Estabelece orientação
sobre a aceitação de estagiários no âmbito da Administração Pública Federal direta,
autárquica e fundacional.
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colonialism, and the past. Oxford: Oxford U.P, 2007.
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Arqueologia. Cadernos do LEPAARQ (UFPEL), v. 13, n. 26, p. 289-302.
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PERETTI, R. (Org.). Teoría arqueológica en América del Sur. Olvarria:
INCUAPA/UNICEN, 2004 p.115-129.
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HABER, Alejandro. Supuestos teórico-metodológicos de la etapa formativa de la
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OIT/Organização Internacional do Trabalho. CONVENÇÃO 169 sobre povos indígenas e
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PREFEITURA MUNICIPAL DE PELOTAS. III Plano Diretor de Pelotas. 2008.
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SEDA, Paulo. A Graduação em Arqueologia da UERJ-Um Curso em Construção. Revista
Habitus-Revista do Instituto Goiano de Pré-História e Antropologia, v. 12, n. 2, p.
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no Brasil? Jornal Arqueologia em Debate, nº 3, junho de 2011. Disponível em
[Link]
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1990.
UFPEL. COCEPE. Resolução nº 06 de 18 de abril de 2013. Dispõe sobre o Regulamento
do Ensino de Graduação na UFPel. Dispõe sobre as diretrizes de funcionamento do.
123
Núcleo Docente Estruturante (NDE) dos Cursos de Graduação da Universidade
Federal de. Pelotas.
UFPEL. COCEPE. Resolução nº 14 de 28 de outubro de 2010. Dispõe sobre o
Regulamento do Ensino de Graduação na UFPel.
UFPEL. COCEPE. Resolução nº 15 de 07 de maio de 2015. Dispõe sobre a abertura de
vagas específicas em curso de graduação da UFPel (Estudantes indígenas e
quilombolas).
UFPEL. COCEPE. Resolução nº 27 de 14 de setembro de 2017. Aprova indicadores de
qualidade para os projetos, programas e atividades de ensino a distância.
UFPEL. Estatuto Da Fundação Universidade Federal De Pelotas. 1969.
UFPEL. Projeto Pedagógico do Curso de Antropologia. Pelotas, 2018.
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124