Projeto Político Pedagógico Arqueologia FURG
Projeto Político Pedagógico Arqueologia FURG
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE
INSTITUTO DE CIÊNCIAS HUMANAS E DA INFORMAÇÃO ICHI
BACHARELADO EM ARQUEOLOGIA
1
Plano de Desenvolvimento Institucional da FURG 2007/2010, p. 13
1
SUMÁRIO
Apresentação 3
Introdução 4
1. Articulação do PPPC com o PPPI e PDI 5
2. Histórico e Justificativa da criação do Curso 6
3. Concepção do Curso: Fundamentos 9
3.1. Princípios Gerais: 9
3.2. Objetivos do curso 11
- Objetivo Geral 11
- Objetivos Específicos 11
3.3. - Perfil do profissional 12
3.4 - Campos de atuação do egresso 13
3.5. Competências e habilidades 14
3.6. Funcionamento do Curso 15
4. Currículo 15
4.1. Considerações sobre a estrutura e dinâmica curricular 15
4.2. Adequação do PPP c/ as diretrizes curriculares para o curso 17
5. Caracterização das Disciplinas da Grade Curricular 18
6. Pessoal Docente 100
7. Organização de Estágios, TCCs e ACCs 16
7.1. Estágios obrigatórios 101
7.2. Trabalhos de conclusão de curso 101
7.3. Atividades complementares 101
8. Regulamentação das Ênfases 103
9. Instalações físicas específicas necessárias 105
10. Avaliação da aprendizagem e deste Projeto Político Pedagógico 105
11. Fontes de Consulta: 105
AEXO: 110
2
Apresentação
3
Introdução
2
Seminário Internacional Memória, Rede e Mudança Social. Apresentação. Museu da Pessoa, SESC, São
Paulo.
3
DESAULNIERS, Julieta Beatriz Ramos Memória social e cidadania Cad.
CEDES vol.18 n.42 Campinas Aug. 1997
4
Werthein, Jorge - Por uma Visão Política da Cultura . Artigo publicado em 28 de maio de 2003 no jornal
Correio Braziliense. Jorge Werthein é Doutor em Educação pela Universidade de Stanford, EUA, e
representante da UNESCO no Brasil.
5
ANDRADE LIMA, Tania , 2002 : 118
4
A cultura material é utilizada por diferentes atores sociais para controlar e
resistir ao poder, sendo um meio privilegiado através do qual as relações sociais são
mantidas ou transformadas. Com isto pode-se afirmar a importância social da
Arqueologia, especialmente como ferramenta favorecedora em processos de inclusão.
Da mesma forma, a Arqueologia tem se preocupado com os usos sociais do
passado, integrando-se à discussão sobre o que é patrimônio cultural e suas implicações
nos processos de construção de identidades sociais, bem como na função do patrimônio
na percepção do papel sócio-histórico dos sujeitos sociais.
A pesquisa, gerenciamento e divulgação de um patrimônio disperso e, muitas
vezes, desconhecido, é fundamental neste processo. Ao mesmo tempo, estas ações são
importantes na medida em que os indivíduos precisam, para se reconhecerem e se
diferenciarem de outros, de um “espelho” onde seja possível ver a própria vida, a própria
cultura, a própria história, e as próprias práticas, e, com isto, construir a sua memória
afetiva e sua identidade cultural.
Fazer Arqueologia inclui saber que não há trabalho arqueológico que não
implique em patrimônio e em socialização do patrimônio e do conhecimento. 6 Deste
modo, a Arqueologia pode ser particularmente relevante para uma sociedade multicultural
como é a brasileira.
6
Tamanini.1998
7
Fundação Universidade Federal do Rio Grande. Projeto Político-Pedagógico: aprovado pelo Conselho
Universitário em 19 de dezembro de 2003. Rio Grande: FURG, 2004.: 3
8
A condição de ciência que estuda as culturas antigas, etimologicamente presente no termo Arqueologia,
começou a ser abandonada a partir da Segunda Guerra Mundial, sendo, hoje, completamente rejeitada.
5
quando se trata de sociedades sem escrita, já que a Arqueologia é a única forma de
chegar-se a conhecê-las.
Por outro lado, as sociedades coloniais e pós-coloniais, ainda que mais
conhecidas, têm sido descritas a partir dos testemunhos de uma elite: a letrada. Sabemos
que os documentos escritos foram (e são) produzidos por muito poucos. Entretanto, os
documentos materiais, fontes sobre as quais se debruça a Arqueologia, são produzidos
por todos. Neste sentido, a Arqueologia tem a virtude de poder contar uma história mais
democrática que aquela tradicionalmente contada a partir da documentação escrita. Uma
história onde todos os segmentos sociais possam estar representados, contada a partir
da interpretação de um tipo de fonte que foi produzida por todos: senhores e escravos,
velhos e crianças, homens e mulheres, europeus e indígenas....
9
Dados do ano de 2003.
10
BRUNO, Maria Cristina de O. e ZANETTINI, Paulo. "O futuro dos acervos". SOCIEDADE DE
ARQUEOLOGIA BRASILERIA XIV CONGRESSO 2007 – SANTA CATARINA
6
explorar e restaurar todos os sítios arqueológicos brasileiros, há um número
reduzidíssimo de arqueólogos.
O mercado de trabalho para o profissional de Arqueologia é bastante amplo.
De acordo com Eduardo Góes Neves, do Museu de Arqueologia (MAE) da USP, o
arqueólogo pode dar aulas, trabalhar em pesquisas acadêmicas, em museus, em órgãos
estatais ou em empresas - trabalho conhecido como Arqueologia de contrato.
A exigência de EIA-Rima para as grandes obras de engenharia obrigou, desde
1986, os empreendedores a desenvolverem estudos e implementarem medidas
minimizadoras de impactos negativos, não só para os meios físico e biótico, mas também
para o meio sócio-cultural, o que abrange inclusive o patrimônio arqueológico.
Com isso, desenvolveu-se, nos últimos anos, uma nova modalidade
arqueológica no Brasil: a "Arqueologia por contrato". Surgiu, então, a figura do arqueólogo
'profissional liberal', além de empresas especializadas em prestar consultorias e
desenvolver pesquisas no âmbito de empreendimentos.
Atualmente, cerca de 95% dos arqueólogos do Brasil trabalham com
Arqueologia de contrato. Grande parte dos sítios arqueológicos são descobertos ao
acaso, em meio a uma construção ou uma obra. Nesse caso, uma equipe de arqueólogos
é contratada (daí o nome "Arqueologia de contrato") para promover um salvamento do
sítio, caso ele esteja em destruição iminente. Se não houver risco de destruição, o sítio
deverá ser cadastrado no Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN)
para posterior pesquisa. Então, entra o trabalho da Arqueologia acadêmica. Na realidade,
o profissional que trabalha por contrato passa mais tempo em expedições do que o
arqueólogo acadêmico, justamente porque migra de um sítio ao outro.
Uma mudança legal estabelecida na Portaria Nº 230, de 2002, emitida pelo
IPHAN, determinou a necessidade de elaboração e execução de um Programa de
Educação Patrimonial junto com as pesquisas arqueológicas desenvolvidas. Com isso, os
arqueólogos brasileiros passaram a ter responsabilidades que incluem não somente a
produção das informações científicas, mas também o envolvimento da comunidade na
gestão do patrimônio.
Em 2001, o CNPq elegeu a Arqueologia como uma de suas áreas prioritárias –
concessão à Arqueologia de uma média anual de 40 bolsas de Iniciação Científica, 10
bolsas de apoio técnico e 22 bolsas de Produtividade. O número de bolsistas de
mestrado subiu de 12, em 2001, para os atuais 21; e o número de doutorados no
exterior passou de três, em 2001, para sete em 2005. O Conselho Deliberativo (CD)
do CNPq analisou em sua 139ª reunião (5/2007) as áreas prioritárias da Agência para
concessão de bolsas de doutorado pleno, doutorado sanduíche e pós-doutorado no
exterior. São elas: Arqueologia, Biodiversidade – Aspectos Ambientais, Energias
Alternativas, Inovação Tecnológica e Tecnologias de Informação e de Comunicação.
(Assessoria de Comunicação do CNPq)
7
Para Neves, essa expansão do mercado de trabalho tem relação direta com a
mudança na constituição de 1988 e com a criação do Conama11.
Em muitos países, tanto na Europa como na América do Norte, o
desenvolvimento da Arqueologia esteve e está na base da construção da idéia de nação,
de patrimônio nacional e fornece uma fundamentação sólida para a afirmação dos valores
étnicos e dos direitos próprios aos diferentes grupos que formam essas nações. No Brasil
existe entre a população um sentimento de alienação com relação ao seu patrimônio,
como se sua própria cultura não fosse, de modo algum, relevante ou digna de atenção. A
Arqueologia, por suas características, exerce uma sensibilização no público, fornecendo
elementos para a construção de identidades, promovendo a apropriação afetiva de
estruturas e objetos onde sobrevivem os traços de nossos ancestrais, tornando-os
patrimônio. Desta forma, os vestígios, as ruínas, as edificações e outras riquezas do
passado tornam-se partes integrantes do nosso ambiente e da nossa vida. Eles passam a
ser o nosso referencial de identidade.
Nos últimos anos, no entanto, se tem verificado um aumento do interesse pelo
passado, por parte dos próprios brasileiros, evidenciado em exposições e mostras,
programas e notícias veiculados pela grande mídia, que trazem informações sobre
Arqueologia nacional. Este fato pode ser compreendido como um sinal de uma
conscientização crescente do valor do passado.
Atualmente, existem apenas quatro cursos de graduação em Arqueologia no
Brasil: um na Universidade Federal do Vale do São Francisco, que iniciou suas atividades
há cerca de três ano, outro na Universidade Católica de Goiás, cujo curso teve início no
ano de 2006, um na Universidade Federal de Sergipe e, finalmente, um curso na
Universidade Federal do Piauí. Os dois últimos criados em 2007.
Vale salientar que o campus da UNIVASF onde funciona o curso de
Arqueologia está situado na cidade de São Raimundo Nonato, que possui 30 mil
habitantes e que está distante 530 quilômetros da capital do estado, Teresina. Contudo, o
“segundo vestibular para o curso teve uma densidade de três candidatos por vaga. Todas
as 50 vagas foram preenchidas.”12 Os estudantes são provenientes de São Paulo, Minas
Gerais, Distrito Federal, Bahia, Rio Grande do Norte e Pernambuco, ou seja, das regiões
centro, centro-oeste e nordeste do país13. O curso de Arqueologia na UFSE teve 250
inscritos no seu primeiro vestibular.
Note-se que todos os cursos de Arqueologia criados em Universidades
Federais estão sediados no nordeste do país. Apenas o curso da Universidade Católica
de Goiás está implantado na região centro-oeste. O sul e sudeste do Brasil não possuem,
até este momento, nenhum curso de graduação em Arqueologia.
Até o surgimento desses cursos, o caminho acadêmico para torna-se
arqueólogo passava pelos cursos de mestrado e doutorado.
“Os programas de pós-graduação (...), permitem que os arqueólogos tomem
contato direto com a epistemologia de uma outra ciência, o que pode revelar-se muito
produtivo. Há, naturalmente, duas deficiências estruturais: uma tendência a incorporar a
Arqueologia como ciência auxiliar de outra, o que lhe tira a especificidade, e a falta de um
estudo mais direcionado para a variedade de áreas com as quais a Arqueologia se
relaciona (...). Assim, corre-se o risco de termos arqueólogos que nunca deixaram de
11
O Conselho Nacional do Meio Ambiente - CONAMA é o órgão consultivo e deliberativo do Sistema
Nacional do Meio Ambiente-SISNAMA, foi instituído pela Lei 6.938/81, que dispõe sobre a Política Nacional
do Meio Ambiente, regulamentada pelo Decreto 99.274/90.
12
Arqueologia, um caminho para a graduação. Caderno Universidade. Jornal Zero Hora, Porto Alegre, 22
mar.2006.
13
Idem
8
serem geólogos ou historiadores, risco tanto maior quanto, às vezes, as únicas leituras e
práticas do educando se restringiram, desde a graduação, àquela área de estudo. Perde-
se, assim, a necessária consciência de que a Arqueologia é, em sua essência,
multidisciplinar. ”14
A proposta de construção de um curso de Arqueologia vai ao encontro tanto de
uma necessidade crescente em nossa sociedade de assumir as diversas heranças
étnico-culturais responsáveis pela formação da nação, quanto em resposta aos
imperativos legais (dentre os mais modernos do planeta) que impulsionam de maneira
nunca antes vista a expansão de um mercado de trabalho específico.
14
FUNARI, P. Paulo - Como se tornar arqueólogo no Brasil, Revista USP, 44, 74-85, 2000.
15
Idem.
16
Idem
9
refletissem alguma realidade inefável, reconhecendo as críticas e limites
dos rótulos classificatórios. Pureza ideológica não condiz com ciência. O
pluralismo parte da aceitação da diversidade de práticas e teorias (...), de
campos de investigação e especialização, de vocações (...). A
criatividade do educando expressa-se, assim, em sua capacidade de
criar sua própria trajetória intelectual, pelo que a formação não é um
aprendizado ou adestramento (...), mas uma verdadeira educação (...),
desenvolvimento de uma capacidade interior de reflexão e ação críticas
(...). Esse abrangente programa, proposto por Shanks, insere-se na sua
constatação anterior de que a Arqueologia , além do estudo do antigo
(este o sentido primevo da palavra), deve ser, também, o estudo do
poder, recuperando o sentido original da palavra arkhé, em grego
(Shanks e Tilley 1987; cf. Funari 1990).”
10
e. Ênfase no pensamento crítico e reflexivo, sem descuidar o campo
das técnicas arqueológicas; com predomínio da formação sobre a
informação.
Definidos o perfil do egresso e os princípios para a estrutura curricular,
passamos a constituir a grade, entendida como o arranjo capaz de atender tais princípios
e possibilitar uma formação condizente com o perfil traçado.
Nesta etapa dos trabalhos, convidamos a Professora Doutora Tânia
Andrade Lima, de reconhecida trajetória na área da Arqueologia, com sua experiência
acadêmica e docente, que inclui 17 anos como professora no extinto curso de
Arqueologia da Universidade Estácio de Sá, no Rio de Janeiro, além de vasta experiência
como professora de diversos cursos de Pós-Graduação em Arqueologia no Brasil, para
contribuir na elaboração desta proposta. Desta consultoria resultaram várias sugestões e
a maior parte delas foram incorporadas pela Comissão. Portanto, a grade que
apresentamos a seguir é fruto de um profícuo exercício acadêmico que pretende
estabelecer significativas relações entre disciplinas, carga horária, temas, vivências,
expectativas e demais elementos que se constituem enquanto currículo.
- Objetivo Geral
Oportunizar a formação superior de bacharéis em Arqueologia, considerando
como princípio fundamental a indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão,
buscando:
1. a produção do conhecimento;
2. a focalização na interdependência entre as diferentes áreas do saber;
3. a consideração da diversidade cultural como um princípio básico;
4. a reflexão sobre as práticas sociais vinculadas aos conceitos de
PATRIMÔNIO e MEMÓRIA, ou seja, o conjunto de referências materiais e
não-materiais definidoras da IDENTIDADE dos diferentes grupos humanos,
no tempo e no espaço;
5. a percepção da importância da Arqueologia nos processos de inclusão
social e como favorecedora do exercício da cidadania;
6. a visão da Arqueologia como construção narrativa condicionada pelos
contextos político e ideológico em que está inserida, sendo, portanto
merecedoras de extensa atenção crítica.
- Objetivos Específicos
a. fornecer aos estudantes uma sólida base teórica que lhes possibilite
buscar o instrumental necessário para ampliar sua compreensão das
complexidades que envolvem a prática arqueológica;
b. enfatizar a importância das ligações interdisciplinares
c. considerar que a patrimonialização dos objetos é parte integrante do
ofício arqueológico
11
d. formar adequadamente os estudantes para o complexo, exigente e
dinâmico mundo da Arqueologia pública.
e. desenvolver um ambiente para o livre pensar sobre a prática
arqueológica e suas possibilidades enquanto elemento importante na
construção da cidadania;
f. contribuir para o aperfeiçoamento dos profissionais que atuam no
campo da Arqueologia
g. atender a demanda regional por qualificação de recursos humanos
na área da Arqueologia;
h. consolidar a Fundação Universidade Federal do Rio Grande como
instituição qualificada na formação de profissionais na área da
Arqueologia.
17
Fundação Universidade Federal do Rio Grande. Projeto Político-Pedagógico: aprovado pelo Conselho
Universitário em 19 de dezembro de 2003. Rio Grande: FURG, 2004.
12
V – chefiar, supervisionar e administrar os setores de Arqueologia nas instituições
governamentais de administração pública direta e indireta, bem como em órgãos
particulares;
18
“A Arqueologia de contrato é uma vertente da pesquisa arqueológica que se consolidou no Brasil
principalmente a partir da década de 1980, com a resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente
(001/1986) que obriga o resgate de sítios arqueológicos sujeitos à destruição por obras que causam
impacto em área ambiental. A obrigatoriedade dessa lei mudou o panorama da Arqueologia brasileira,
tendo em vista o grande número de empreendimentos impactantes que são executados, dentre eles
hidrelétricas, linhas de transmissão, mineração, saneamento, pavimentação de estradas, ferrovias,
loteamentos urbanos. “VIANA,Sibeli, Universidade Católica de Goiás, Curso de Arqueologia, Onde
trabalham os arqueólogos? [Link]
13
3.5. Competências e habilidades
O Bacharel em Arqueologia deverá ser formado a partir da busca do exercício
indissociável do ensino, da pesquisa e da extensão, segundo os princípios norteadores
das ações da FURG19, com base em conhecimentos de natureza cultural, ética, técnica e
científica. Para tanto, deverá apresentar as seguintes competências e habilidades:
19
Conforme o Plano Institucional 2007/2010 da Fundação Universidade Federal do Rio Grande.
14
3.6. Funcionamento do Curso (local, turno, período de ingresso e quantitativo de
vagas/ano)
4. Currículo
20
ALVES, Márcia Angelina . Canindé, Xingó, nº 2, Dezembro de 2002
21
Orser, Charles. Introdução à Arqueologia Histórica. Belo Horizonte: Ed. Oficina dos Livros, 1992. p. 3
22
FUNARI, Pedro Paulo A. A Arqueologia e a Cultura Africana nas América. Estudos Ibero-Americanos,
PUCRS, XVII,2, 61-71, 1991.
23
Orser, Charles 1990 Archaeological approaches to New World plantation slavey, in M.B. Schiffer (ed),
Archaeological Method and Theory, vol. 2, Tucson, University of Arizona Press, 111-154.
15
Por outro lado, “ao fornecer acesso direto à vida cotidiana de todos os membros
da sociedade, não apenas às elites letradas, como também camponeses, mercadores,
escravos, pobres, (..), dando-nos acesso aos pontos de vista subalternos(..) e superando
o viés da escrita”24, esta é uma Arqueologia que procura o comprometimento social. Ela
“abre a oportunidade para os arqueólogos confrontarem suas evidências de uma
perspectiva crítica, observando as contradições tanto no passado como no presente (...) .
A Arqueologia brasileira tem, hoje, uma oportunidade sem igual de se engajar na
recuperação dos grupos subalternos e de lutar por liberdade.”25
O curso de Bacharelado em Arqueologia, conforme sua concepção e princípios
norteadores, está estruturado em disciplinas de formação técnica e teórica, possuindo um
forte caráter transdisciplinar, cuja unidade se estabelece a partir da percepção da
diversidade cultural expressas em duas linhas temáticas: Arqueologia das Sociedades
Pré-coloniais Americanas e Arqueologia do Capitalismo . Tais linhas constituem-se em
trajetos de formação flexíveis, ou itinerários formativos distintos, que conduzem à
diplomação do aluno objetivando o desenvolvimento de aptidões particulares.
Assim, o curso possui um núcleo de formação básica que inclui disciplinas de
conteúdos fundamentais, que fornece a base para a autonomia intelectual do profissional
competente e os conhecimentos indispensáveis da área de formação específica.
Possui, também, um núcleo de formação específica que reúne os conhecimentos
particulares das distintas linhas temáticas e que envolve o desenvolvimento de
competências que caracterizam e diferenciam um profissional.
Toda disciplina, tanto obrigatória, quanto optativa, poderá ser realizada em outras
instituições, à escolha do aluno e sob orientação da Coordenação, através de convênios
a serem realizados. Os estágios, que além do trabalho de conclusão de curso e as
atividades complementares, interam a estrutura do curso, também poderão ser
realizados em instituições conveniadas. Tais procedimentos viabilizam itinerários
formativos particulares.
24
Idem
25
FUNARI, Pedro Paulo A. Desaparecimento e emergência dos grupos subordinados na Arqueologia
brasileira. Horizontes Antropológicos v.8 n.18 Porto Alegre dez. 2002
16
Cada um desses componentes curriculares - Disciplinas, Estágios, TCC e
atividades complementares - é descrito em seções próprias, neste documento. O
Quadro de Seqüência Lógica, devido ao seu formato, foi incluído como anexo.(ANEXO I)
17
5. Caracterização das Disciplinas da Grade Curricular
Quadro geral das disciplinas, com os respectivos departamentos, códigos,duração, caráter,
localização no QSL, carga horária, créditos, sistema de avaliação, ementas, conteúdo
programático e bibliografia básica:
Disciplina: Introdução à Arqueologia.
Lotação: ICHI
Código: 10311 Duração: semestral
Caráter: obrigatória Localização no QSL: 1º semestre
CH Total: 45 CH semanal: 3 Créditos: 3
Sistema de Avaliação: sistema I
Conteúdo Programático:
1: Desbravar a selva, encontrar tesouros, descobrir tribos perdidas em terras incógnitas,
alimentar os museus em objetos, resolver mistérios, decifrar profecias: o que a
Arqueologia não é.
2: a utilidade da Arqueologia: a Arqueologia como fonte de desenvolvimento econômico e
de identidade social.
3: reflexões sobre os dados empíricos da Arqueologia e seu objeto científico.
4: Que realidades a Arqueologia estuda ? Resposta: a Arqueologia não estuda só o
passado.
5: a escavação como característica da Arqueologia: confusão entre ciência e técnica de
coleta de dados.
Bibliografia Básica:
BAHN, Paul - Tudo o que você precisa saber sobre Arqueologia para nunca passar
vergonha. Ediouro, 1993.
FUNARI, Pedro Paul - Arqueologia. Contexto Editora, 2003.
HODDER, Ian - Interpretación en arqueología. Corrientes actuales. Barcelona,
Crítica/Grijalbo Mondadori, 1994.
RENFREW, Colin & BAHN, Paul – Arqueología. Teorías, métodos y práctica. Madrid,
Akal, 2007.
TIGGER, Bruce G. - Historia del pensamiento arqueológico. Barcelona, Crítica/Grijalbo
Mondadori, 1992.
Bibliografia Complementar:
BRUNEAU, Philippe & BALUT, Pierre-Yves - Artistique et archéologie. Paris, Presses de
l’Université de Paris-Sorbonne, 1997.
FERNÁNDEZ MARTÍNEZ, Víctor M. – Uma arqueología crítica. Ciencia, ética y política en
la construcción del pasado. Barcelona, Crítica/Grijalbo Mondadori, 2006.
GALICIA, Aline Lara – “El arte del espacio y el tiempo en arqueología”. Revista de
Antropología Experimental, n.9, pp.: 207-223; Jaén, Universidade de Jaén, 2009.
LUCENA MARTÍN, Agustín M. – “La deconstrucción de la prehistoria”. AAC, n.12, pp.: 7-
11; 2001
PROUS, André – Arqueologia brasileira. Brasilia, UNB, 1991.
18
Disciplina: Introdução ao Estudo da Cultura Material
Lotação: ICHI
Código: 10285 Duração: semestral
Caráter: obrigatória Localização no QSL: 1° semestre
CH Total: 45 CH semanal: 3 Créditos: 3
Sistema de Avaliação: sistema I
Ementa: Conceito de cultura material. Relação entre cultura material e construção social
da realidade: produção, uso, significados e finalidades. Paisagem, corpo, casa,
indústrias como cultura material. Especificidades da cultura material.
Conteúdo Programático:
1. Cultura, cultura material e simbolização.
2. Cultura material e identidade
3. Cultura material e cognição
4. Cultura material, texto e discurso
Bibliografia Básica:
DEETZ, J. – In small things forgotten. The Archaeology of the early American life.
Anchor Press. New York.1977
GEERTZ, C. - Uma descrição densa: Por uma teoria Interpretativa da Cultura. In A
interpretação das culturas. Zahar Editores (13-44). 1978
GLASSIE, Henry – Material Culture. Bloomington: Indiana University Press. Hardcover,
1999.
SAHLINS, M. – La Pensée Bourgeoise. In Cultura e Razão Prática. Zahar Ed. 1979 –
185-1999.
ZARANKIN, Andrés. Paredes que domesticam: arqueologia da arquitetura escolar
capitalista. São Paulo, Unicamp/Fapesp,2002.
Bibliografia Complementar
DOUGLAS, Mary & ISHERWOOD, Baron. O mundo dos Bens: para uma antropologia
do consumo, Rio de Janeiro: UFRJ,2004.
LUBAR. S & KINGERY, W.D. (Editores). - History from Things: Essays on Material
Culture Smithsonian Books; Reissue edition.1995
MENESES, U. B., - A cultura material no estudo das sociedades antigas. Revista de
História, São Paulo, 15 (nova série): 103-112. 1983
TILLEY, C. e editores - – Handbook of Material Culture. Sage Publications Ltd.2006
TILLEY, Christopher. Material Culture and Text: the Art of Ambiguity, pp 114-148.
ROUTLEDGE, Londres.1991
19
Disciplina: Introdução a Sociologia
Lotação: ICHI
Código: Duração: Semestral
Caráter: Obrigatória Localização no QSL: 10 Semestre
CH Total: 45 h CH Semanal: 3 Créditos: 03
Sistema de Avaliação: Sistema I
Ementa:
Aguardando a área de Sociologia
Conteúdos Programáticos:
Aguardando a área de Sociologia
Bibliografia:
20
Disciplina: Processo de Hominização
Lotação: ICHI
Código: a definir Duração: semestral
Caráter: obrigatória Localização no QSL: 1º semestre
CH Total: 45 CH semanal: 3 Créditos:3
Sistema de Avaliação: sistema I
Ementa:Análise das problemáticas e das diversas abordagens teórico-metodológicas
relativas ao processo de hominização. Estudo das transformações ambientais do
Quaternário, das transformações físicas do homem e do desenvolvimento das culturas
humanas anteriores ao surgimento das sociedades urbanas: origens, áreas de dispersão,
cronologia, mudanças ambientais e culturais (organização sócio-econômica, cultura
material, arte, crenças).
Conteúdo Programático:
1. Arqueologia e pré-história no campo das ciências humanas.
2. O ambiente do homem pré-histórico e suas transformações.
3. As origens da humanidade
4. As fases culturais da pré-história
Bibliografia Básica:
BINFORD, Lewis R. En Busca del Pasado. Barcelona: Ed. Crítica, 1994.
BOYD, R & SILK, J. Cómo evolucionaron los humanos. Ed Ariel. 2000
CHILDE, Gordon. A Evolução Cultural do Homem. Rio de Janeiro: Ed. Zahar, 1978.
DENNEL, Robin. Prehistoria Económica de Europa. Bracelona: Ed. Crítica, 1987.
ELDREDGE, Niles & TATTERSAL, Ian. Os Mitos da Evolução Humana. Rio de Janeiro:
Ed. Zahar, 1984.
LEAKEY, Richard. A Origem da Espécie Humana. Rio de Janeiro: Rocco, 1995.
Bibliografia Complementar:
CHAMPION, T.; GAMBLE, C.; SHENNAN, S. & WHITTLE, A. Prehistoria de Europa.
Barcelona: Crítica, 1996.
COHEN, Mark Nathan. La Crisis Alimentaria de la Prehistoria. Madrid: Alianza
Editorial, 1993.
HERRERA, M. C.; BRUNET, T. C; CASTRO, G. D. et al. Prehistoria. Madrid: Najera,
1987.
KI-ZERBO, J. (coord.). História Geral da África. Volume 1 - Metodologia e Pré História
da África. Rio de Janeiro: Ed. Ática/ UNESCO, 1982.
LEVIN, Roger. Evolução Humana. São Paulo: Atheneu Editora, 1999.
21
Disciplina: Arqueologia do Mundo Antigo
Lotação: ICHI
Código: 10286 Duração: semestral
Caráter: obrigatória Localização no QSL: 1º semestre
CH Total: 30 CH semanal: 2 Créditos:2
Sistema de Avaliação: sistema I
Ementa:
Arqueologia do Oriente. Introdução ao estudo da Arqueologia do Mundo Antigo.
Escavações no Egito. Arqueologia do Oriente Médio e Próximo. Arqueologia Clássica:
escavações arqueológicas no mundo helenístico.
Conteúdo Programático:
: A Antiguidade: os primórdios da Arqueologia.
2: A escrita e a Antiguidade: uma revolução técnica, econômica, política e intelectual.
3: A Antiguidade e o fenômeno de urbanização: Jericho, Ur e o Egito.
4: As culturas arqueológicas da Antiguidade que não fazem parte da Antiguidade: o
problema da definição da Proto-História - dois casos: os Etruscos e os Celtas.
5: O Egito: entre permanência e mudanças.
6: A Arqueologia do Próximo e Médio Oriente: Babilonia, Hitites, Assírios e Hebreus.
7: Arqueologia do mundo grego. A Grécia Arcaica. A Grécia helenística: a colonização
grega e a invenção da democracia - o impacto na paisagem mental e material.
8: Roma: de cidade à cidade-império. A economia do Império Romano e sua política de
conquista.
9: Roma urbi et orbi? Roma, romanização e resistência; as fraquezas do Império Romano
e sua fragmentação, do ponto de vista arqueológico.
Bibliografia Básica:
BAHN, Paul G. (ed.). The Cambridge illustrated history of archaeology. Italy: Cambridge University Press,
1996.
CERAM, C.W. (org.) O mundo da Arqueologia: os pioneiros contam sua própria história. São Paulo:
Melhoramentos, 1973.
CORTI, Egon Caesar Comte. Vida, morte e ressurreição de Herculano e Pompéia. Belo Horizonte: Itatiaia,
1958.
LANGER, Johnni . Mitos arqueológicos e poder. Clio – Série Arqueológica (UFPE), Recife, v. 1, n. 12, p.
109-125, 1997.
LEVI, Peter. Grécia: berço do Ocidente. Madrid: Ediciones Del Prado, 1996.
22
Disciplina: História do Pensamento Arqueológico
Lotação: ICHI
Código: 10297 Duração: semestral
Caráter: obrigatória Localização no QSL: 1º semestre
CH Total: 45 CH semanal: 3 Créditos: 3
Sistema de Avaliação: sistema I
Conteúdo Programático:
1. A importância da História da Arqueologia.
2. A Arqueologia em seu contexto social. História e ciência.
3. Arqueologia clássica e antiqüarismo.
4. A Arqueologia científica: do otimismo positivista ao hiper-relativismo.
5. Montelius, Kossina, Gordon Childe e a Arqueologia nacional.
6. Funcionalismo na Arqueologia: funcionalismo ambiental, enfoques econômicos. A Arqueologia
Marxista.
7. Neo-evolucionismo, a Nova Arqueologia e o anti-historicismo. Neo-historicismo.
8. Idealismo e neo-marxismo.
9. Arqueologia contextual.
10. A Arqueologia como Arqueologia.
Bibliografia Básica:
BAHN, Paul; Arqueologia - uma breve introdução, Lisboa, Gradiva, 1998
BINFORD,L. An Archaeological perspective. New York, Seminar Press, 1972.
HODDER, I. Reading the past. Current Approaches to interpretation in Archaeology. Cambridge
University Press, 1986.
LUMBRERAS, L.G. La arqueología como ciencia social. Lima, Histar, 1974.
RENFREW, Colin e Bahn, Paul ;Arqueología. Teorías, Métodos y Práctica, Madrid, Ed. Akal,
TRIGGER, D. História do Pensamento Arqueológico. Barcelona, Editorial Crítica, 1992.
23
Disciplina: Antropologia I
Lotação: ICHI
Código: a definir Duração: semestral
Caráter: Obrigatória Localização no QSL: 2º semestre
CH Total: 60 CH semanal: 04 Créditos: 04
Sistema de Avaliação: sistema I
Ementa:
Caracterização e objeto da antropologia, refletindo sobre cultura, diversidade e
relativismo; história do pensamento antropológico; a pesquisa antropológica. Exame das
principais correntes teóricas que contribuíram para a formação do pensamento
antropológico da primeira metade do século XX: escola norte-americana; a escola
britânica; e escola francesa. Introdução ao estruturalismo
Conteúdo Programático:
1. Cultura, diversidade e relativismo
2. O método etnográfico
3. O Evolucionismo do século XIX.
4. Histórico-culturalismo..
5. A Escola sociológica Francesa
6. Funcionalismo e o Estrutural-funcionalismo
7. O estruturalismo de Lévi-Strauss
Bibliografia Básica:
BOAS, F. Antropologia Cultural. CASTRO, C. (organização, apresentação, tradução.). Rio
de Janeiro: Jorge Zahar. 2004.
DAMATTA, Relativizando, uma introdução à Antropologia Social. Petrópolis, Ed. Rocco,
RJ, 1987.
DURKHEIM, E. As Formas Elementares de Vida Religiosa [or. fr. 1912]. São Paulo: Ed.
Paulinas, 1989;
MAUSS, M. Sociologia e antropologia. São Paulo: Cosac & Naif, 2003.
MEAD, Margaret. Sexo e temperamento. [1934]. São Paulo, Perspectiva, 1979.
Bibliografia Complementar:
CASTRO, C. Evolucionismo Cultural. Textos de Morgan, Tylor e Frazer. Ed. Zahar, Rio de
janeiro, 2009.
MALINOWSKI, B. Os Argonautas do Pacífico Ocidental. Coleção “Os Pensadores”. Ed.
Abril, São Paulo 1977.
EVANS-PRITCHARD, E. E. Os Nuer. Rio de Janeiro: Zahar, 1978
LÉVI-STRAUSS, C. Antropologia estrutural. Rio de Janeiro, Tempo Brasileiro, 1975.
LÉVI-STRAUSS, C. Estruturas elementares do parentesco. São Paulo. USP, 1976.
24
Disciplina: Topografia I
Lotação: IMEF
Código: 01046 Duração: semestral
Caráter: obrigatória Localização no QSL: 2º semestre
CH Total: 60 CH semanal: 4 Créditos:4
Sistema de Avaliação: sistema I
Ementa:
Métodos de levantamentos de áreas: expeditos e regulares: orientações nortes azimutes e rumos.
Escalas. Desenho topográfico: plantas e convenções catográficas. Caminhamento de ângulo e
lados. Cálculo analítico de coordenadas e áreas. Erros. Levantamento trigonométrico.
Estadimetria. Triangulação: métodos, divisão de terra.
Conteúdo Programático:
1 TOPOGRAFIA: Definição, objetivos, divisões, unidades usuais, [Link] e
acessórios utilizados nas operações topográficas plani-altimétricas. Prática: Apresentação
dos instrumentos topográficos.
2 Métodos de levantamentos topográficos: Expeditos e regulares. Medida angulares e
lineares; Compensação dos erros. Prática: Cálculo de fechamento angular e de área por
triângulos.
3 LEVANTAMENTOS REGULARES: Medição de ângulos; determinação de nortes
azimutes e [Link] de distância Horizontal. Escalas. Prática: Cálculo de escalas.
ransformações.
4 DESENHO TOPOGRÁFICO DE LEVANTAMENTOS EXPEDITOS. Plantas e
convenções cartográficas. Prática: Traçado de plantas.
5 LEVANTAMENTOS REGULARES: Planilha analítica para cálculo de coordenadas e
área. Prática: Cálculo de coordenadas de um polígono topográfico.
6 LEVANTAMENTOS REGULARES: Áreas extra e intra-poligonais. Prática: Cálculo de
área de um polígono topográfico.
7 DESENHO TOPOGRÁFICO DE LEVANTAMENTOS REGULARES: Métodos.
8 A Planilha topográfica na forma de Planilha Eletrônica. Prática: Trabalho no
Laboratório de Computação .
9 MEDIÇÃO INDIRETA DE DISTÂNCIAS. Processo estadimétrico. Prática: Medições no
terreno
10 CÁLCULO DE AZIMUTE E LADO. Processos. Utilização de cartas topográficas.
Convenções cartográficas. Prática: Locação gráfica do processo.
11 TRANSPORTE DE COORDENADAS: Processos. Utilização de cartas
topográficas, convenções cartográficas. Práticas: Locação gráfica do processo.
12 ORIENTAÇÃO: Expeditas e regulares ( pelo sol, relógio, estrelas e bússola ).
Prática: Observações no terreno.
Bibliografia Básica:
1 - ESPARTEL, Lelis. Curso de topografia. Porto Alegre: Globo, 1980.
2 - PINTO, Luiz Edmundo Kruchewski. Curso de topografia. Bahia: Universidade da
Bahia,1988.
3 - BREED, Charles B.. Topografia. Bilbao: Ediciones URMO, 1969.
25
4 - RAMOS, Olegário. Manual de topografia para prefeituras. Rio de Janeiro: IBAM,
1973.
5 - SILVEIRA, Luiz Carlos da. Cálculos geodésicos no sistema UTM, aplicados à
topografia. Morro da Fumaça, SC: Luana, 1990.
6 - SILVEIRA, Luiz Carlos da. Determinação do norte verdadeiro. Porto Alegre: UFRGS,
1985.
26
Disciplina: Arqueologia Pública
Lotação: ICHI
Código: a definir Duração: semestral
Caráter: obrigatória Localização no QSL: 2º semestre
CH Total: 30 CH semanal: 2 Créditos:2
Sistema de Avaliação: sistema I
Ementa: As relações, implicações e dimensões políticas das ciências sociais em geral, e da
Arqueologia em particular. Os usos políticos do passado. Limites e possibilidades da Arqueologia
como prática social.
Conteúdo Programático:
1. A Arqueología como prática crítica, situada, em função de necesidades concretas e à luz do
pensamento pós-colonial.
2. Eurocentrismo e Arqueologia.
3. Os usos do pasado no presente. Nacionalismo e indigenismo em Arqueologia. O passado
como propaganda. Arqueólogos a serviço do Estado.
4. Pós-colonialismo e Multiculturalismo em Arqueologia. O surgimento de “histórias marginais”.
Diálogo, participação, negociação, co-produção.
5. Arqueologia social. Arqueologia socialmente útil. Arqueologias aplicadas.
6. Ampliação do campo arqueológico. Arqueologia e memória. Arqueologia dos desaparecidos.
Repensando a dimenção política da Arqueologia: é possível construir novas formas de pensar
e fazer o passado?
Bibliografia Básica:
FUNARI, P. P.A. & DOMINGUEZ, L. As Cartas Internacionais sobre o Patrimônio .
IFCH/UNICAMP, Coleção Textos Didáticos, nº 57, novembro de 2005.
FUNARI, Pedro Paulo Abreu. “Os desafios da destruição e conservação do patrimônio
cultural no Brasil” in: Trabalhos de Antropologia e Etnologia , Porto, 41 ½, 2001, pp.
23-32.
KING, Book Review: Public Archeology ( Charles R. McGimsey III) in American Antiquity,
vol. 41, nº 2, abril de 1976, pp. 236-238.
PELEGRINI, Sandra C. A. “O patrimônio cultural no discurso e na lei : trajetórias do
debate sobre a preservação no Brasil” in SILVA, Zélia Lopes. Memória e Patrimônio .
São Paulo: Editora da UNESP, ( prelo ).
RODRIGUES, Marly. “De quem é o patrimônio ? Um olhar sobre a prática
preservacionista em São Paulo” in Revista do Patrimônio Histórico e Artístico
Nacional , São Paulo: setembro de 1995, pp. 195-203.
27
Disciplina: Bioarqueologia
Lotação: FAMED
Código: 12041 Duração: semestral
Caráter: obrigatória Localização no QSL: 2º semestre
CH Total: 45 CH semanal: 3 Créditos:3
Sistema de Avaliação: sistema I
Ementa:
Análise dos remanescentes humanos provenientes de sítios arqueológicos e coleções
etnográficas de forma a permitir a interpretação daqueles achados e a resposta a
algumas questões fundamentais para a Arqueologia: quem eram, quando viveram e
principalmente como viveram. Identificação osteobiográfica dos indivíduos,
caracterizaçao de séries, e sua correlação ao contexto cultural do qual se originaram,
com base na íntima e indissociável relação entre os aspectos biológicos e culturais na
espécie humana e na possibilidade de recuperar através de indícios biológicos
informações sobre os grupos humanos e seu comportamento passado.
Conteúdo Programático:
1. Introdução à osteologia humana: estudo e importância.
2. Básicos da estrutura óssea e desenvolvimento ósseo.
3. Esqueleto axial e apendicular - Adultos.
4. Montagem do esqueleto axial: identificação de ossos.
5. Montagem do esqueleto apendicular: identificação de ossos.
6. Diferenciação entre material osteológico de indivíduos adultos e não adultos.
7. Diagnose sexual e idade à morte: adultos e não adultos.
8. Determinação do sexo e idade à Morte.
9. Osteometria e variação morfológica: aplicações.
10. Iníciação à paleopatologia: alterações ósseas.
11. Alterações ósseas e a sua aplicação na diagnose de doenças,
Bibliografia Básica:
ARBENZ, G.O. Medicina Legal e Antropologia Forense. Rio de Janeiro: Atheneu, 1988.
Bass, W. M. (1995). Human Osteology: A Laboratory and field Method. Columbia,
Missouri Archaeological Society.
BASS, W.M. Human Osteology. A Laboratory and Field Manual. Special Publication no. 2 of The
Missouri Archaeological Society. Columbia, 1987.
Buikstra, J. E. and D. H. Ubelaker (1994). Standards for Data Collection from Human
Skeletal Remains. Fayetteville, A.K, Arkansas Archaeological Surevey.
BUIKSTRA, J.E. & UBELAKER, D.H. (Ed.), 1994. Standards for data collection from
Human Skeletal Remains. Fayetteville: Arkansas Archaeological Survey. Research Series
n? 44.
EGGERS, S.; FAZZIO, I. & LAHR, M.M., 1996. Antropologia Biológica do sítio
arqueológico Água Vermelha: resultados e discussões preliminares. Revista de
Arqueologia, 9:89-114.
28
JURMAIN, R. (1999). Stories from the Skeleton. Behavioral Reconstruction in Human
Osteology. Australia, Gordon and Breach Publishers.
LARSEN, C. S. (1997). Bioarchaeology. Interpreting Behaviour from the Human Skeleton.
Cambridge, Cambridge University Press.
LARSEN, C. S., 2000. Bioarchaeology: Interpreting Behavior from the Human Skeleton.
Cambridge Studies in Bioalogical Anthropology, nº21. Cambridge: Cambridge University
Press.
LATARJET, M.; Liard, A.R. Anatomia Humana. São Paulo:Panamericana, 1993.
MACHADO, L. M. C., 1984. Análise dos Remanescentes Ósseos Humanos do Sítio
Arqueológico Corondó, RJ. Aspectos Biológicos e Culturais. Rio de Janeiro: Instituto de
Arqueologia Brasileira (Série Monografias I).
MACHADO, L. M. C., 1992. Biologia de grupos indígenas pré-históricos do sudeste do
Brasil. As Tradições Itaipu e Una. In: Prehistoria Sudamericana:Nuevas Perspectivas (B.
J. Meggers, ed.), pp. 77-104, Washington: Taraxacun.
MAYS, S., 1999. The Archaeology of Human Bones. Londo/New York: Routledge.
MILLER, E. J.; MARTIN, G.R. The collagen of bone. Clin. Orthop. p. 59-195, 1968.
RODRIGUES, C.; IMÁZIO, M.; SILVA, E. C. & SILVA, L. G. L., 1999. Remanescentes
esqueletais do sambaqui do Moa – Saquarema, RJ – recuperados na escavação de
salvamento de 1998: dados preliminares. In: X Reunião Científica da Sociedade de
Arqueologia Brasileira, Resumos. Recife: Fundação Antônio dos Santos Abranches,
p.112.
SANTIAGO GENOVÊS, T. Introducción al diagnóstico de la edade y del sexo en restos óseos
prehistóricos. México:Universidade Nacional Autónoma de México, 1962.
SOUZA, Sheila Maria Ferraz Mendonça de . Aplicacao de Funcoes Discriminantes a
Estimativa de Sexo em Ossos Humanos.... Rio De Janeiro: ISCB, 1991. 295 p.
WHITE, T. D. (2000). Human Osteology. San Diego, Academic Press.
29
Disciplina: Geologia Básica para Arqueologia
Lotação: IO
Código: 05195 Duração: semestral
Caráter: obrigatória Localização no QSL: 2º semestre
CH Total: 45 CH semanal: 3 Créditos:3
Sistema de Avaliação: sistema I
Ementa:
O planeta terra e suas origens; distribuição dos continentes e oceanos; tempo geológico;
minerais e rochas; processos exógenos; geologia e evolução da costa brasileira; as
variações do nível do mar; o quaternário; geologia do quaternário do
RGS, métodos e técnicas de datação do Quaternário.
Conteúdo Programático
Minerais e Rochas
Causas e efeitos
O Quaternário
Nomenclatura e divisão
Estratigrafia, cronologia e correlação
Métodos e Técnicas de datação do Quaternário
Geologia do Quaternário Costeiro do RG
Bibliografia Básica:
30
BIGARELLA, J.J.; MOUSINHO, M.R. & SILVA, J.X. 1965a. Pediplanos, pedimentos e
seus depósitos correlativos no Brasil. B. Paran. Geogr., 16/17:117-151.
MOURA, J.R.S. 1994. Geomorfologia do Quaternário. In: GUERRA, A.J.T. & CUNHA,
S.B. (org.) GEOMORFOLOGIA – uma atualização de bases e conceitos. Rio de Janeiro,
Ed. Bertrand Brasil. p. 335-364.
MOURA, J.R.S. & MELLO, C.L. 1996. Geomorfologia do Quaternário. In: CUNHA, S.B. &
GUERRA, A.J.T. (org.) GEOMORFOLOGIA - exercícios, técnicas e aplicações. Rio de
Janeiro, Ed. Bertrand Brasil. p. 251-263.
MOURA, J.R.S. & SILVA, T.M. 1998. Complexos de Rampas de Colúvio. In: CUNHA, S.B.
& GUERRA, A.J.T. (org.) GEOMORFOLOGIA DO BRASIL. Rio de Janeiro, Ed. Bertrand
Brasil. p. 143-180.
SUGUIO, K. 1999. Geologia do Quaternário e Mudanças Ambientais. Passado + Presente
= Futuro? São Paulo, Paulo’s Comunicação e Artes Gráficas. 366p.
31
Disciplina: Sociedades Paleolíticas e Neolíticas
Lotação: ICHI
Código: a definir Duração: semestral
Caráter: obrigatória Localização no QSL: 2º semestre
CH Total: 45 CH semanal: 3 Créditos:3
Sistema de Avaliação: sistema I
Ementa:Conhecer as problemáticas das sociedades paleolíticas e neolíticas do velho
mundo. Conhecer os antecedentes históricos e os fundamentos lógicos da formulação
das periodizações.
Conteúdo Programático:
- Os estudos sobre a sociedade paleolítica, as origens sociais e humanas.
- Paleolítico inferior e meio. Indústrias, características e cronologias.
- Paleolítico superior. Industrias, características e cronologias.
- Arte do Paleolítico Superior
- Teorias acerca das origens do cultivo e domesticação. O Oriente Próximo.
- O fenômeno urbano.
- Estratificação social e especialização tecnológica.
- Neolitização européia.
Bibliografia Básica
CLARK, J. G. D. 1989 Economic prehistory. Cambridge University Press.
COHEN, Mark. 1993 La crisis alimentaria de la Prehistoria. Madrid. Ed.
Alianza.
GAMBLE, Clive. 2001. Las sociedades paleolíticas de Europa. Ed. Ariel.
LEROI-GOURHAN, A. 1972. La Prehistoria. Barcelona
MORROW, Julliet, GNECO, Cristobal. 2007 Paleoindian Archaeology: A
Hemispheric Peespective. University Press of Florida.
Bibliografia complementar
BORDES. F. 1961 Typologie du Paléolithique ancien et moyen. Bordeaux:
Publications de l´Institut de Préhistoire de l´Université de Bordeaux, Mémoire
No.1
CHAPMAN, Robert. 1991 La formación de las sociedades complejas. El
Sureste de la Península Ibérica en el marco del mediterráneo Occidental. Ed.
Crítica. Barcelona
DAVIS P & KEN RICK. 2005 Fossil Plants (living past). London, The Natural
History Museum.
GENESTE. J. 1991. Systèmes techniques de production lithique: variations
techno-économiques dans les processus de réalisation des outillages
Paléolithiques. Techniques et culture 17-18: 1-35
LEE, R. and I. DE VORE (editors) 1968. Man the hunter. Chicago: Aldin
32
Disciplina: História da Idéia de Natureza na Modernidade
Lotação: ICHI
Código: 10183 Duração: semestral
Caráter: opcional Localização no QSL: 2º semestre
CH Total: 60 CH semanal: 4 Créditos: 4
Sistema de Avaliação: sistema I
Ementa: Análise e compreensão da idéia de natureza que a modernidade produziu.
Conteúdo Programático:
1. Natureza e História no Mundo Ocidental
2. A idéia de natureza entre os Gregos
3. Pensar a natureza, pensar a si
4. Civilizar a natureza: as representações elaboradas nos séculos XVIII, XIX e XX
5. O selvagem e o domado: civilidade e barbárie: pólos opostos em um mundo antropocêntrico
moderno. Hábiots, costumes e atitudes recriando o universo das relações sociais.
6. O pensamento burguês e o romantismo: a natureza inculta e bela e educadora
7. O século XX e as novas sensibilidades em realção às representações da natureza. O ecológico
Bibliografia Básica:
KANT. Réflexion sur L’Éducation. Paris, Vrin, 2000
KANT. Anthropologie du Point vue pregmatique. . Paris, Vrin, 2000
ELIAS, Norbert. A sociedade dos Indivíduos. Rio de Janeiro, Zahar, 1994
ELIAS, Norbert. A sociedade de corte. Lisboa, Estampa, 1995
ELIAS, Norbert. O Processo Civilizador: uma história dos costumes. Rio de Janeiro, 1990.
ELIAS, Norbert. O Processo Civilizador: formação do Estado e Civilizaçã[Link] de Janeiro,
1990.
STRAUSS, Leo. Droit Naturel et Histoire. Paris, Flamarion, 1986
CARVALHO, Isabel. A Invenção ecológica: narrativas e tragetórias da educação ambiental.
Ed da Universidade/UFRGS, 2001
THOMAS, Keith. O homem e o mundo natural: mudanças de atitudes em relação às plantas
e aos animais. São Paulo, Cia das Letras, 1989.
FERRY, Luc. Qu’est-ce que l’homme. Sur les fondamentaux de la biologie et de la
philisophie. Paris, Odile Jacob, 2000.
FERRY, Luc. A nova ordem ecológica: a árvore, o animal e o homem, São Paulo, Ensaio,
1994
DAVIS, Mike. Holocaustos coloniais. Clima, fome e imperialismo na formação do Terceiro
Mundo. São paulo, Record, 2002
33
Disciplina: Arqueologia de Contrato
Lotação: ICHI
Código: a definir Duração: semestral
Caráter: opcional Localização no QSL: 2º semestre
CH Total: 45 CH semanal: 3 Créditos:3
Sistema de Avaliação: sistema I
Conteúdo Programático:
Bibliografia Básica:
BASTOS, R.L.; SOUZA, M.; GALLO, H. (Orgs.) Normas e gerenciamento do patrimônio
arqueológico. São Paulo: IPHAN, 2005.
IPHAN. Coletânea de leis sobre preservação do patrimônio. Rio de Janeiro: IPHAN,
2006.
CALDARELLI, S. B. (Org.) Atas do Simpósio sobre Política Nacional do Meio Ambiente
e Patrimônio Cultural. Goiânia: IGPA – UCG, 1996.
CALDARELLI, S. B.; SANTOS, M. C. M. Arqueologia de contrato no Brasil. São Paulo:
Revista USP, 1999-2000.
MONTICELLI, Gislene – 2005 Arqueologia em obras de engenharia no Brasil: uma
crítica aos contextos . Porto Alegre, PUCRS Tese de Doutorado
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
MORAES. Jose Luis de. 1990. Arqueologia de Salvamento do Estado de São Paulo.
.Dédalo, 28: 195-205. São Paulo
JULIANI, Lúcia de J. C. Oliveira. 1994-95 O Zoneamento Arqueológico como
instrumento de gestão do patrimônio cultural do município de São Paulo. Revista de
Arqueologia. 8 (2): 365 -374. São Paulo.
NEVES, Walter A. 1984. A Evolução do Levantamento Arqueológico na Bacia do Alto
Uapés. Revista de Pré-História. ¨:225 - 234. São Paulo
ZARANKIN, Andres, FUNARI, Pedro Paulo A. ARQUEOLOGÍA de la represión y la
resistencia en América Latina Imprenta: Córdoba, Argentina:Universidad Nacional
PELEGRINI, S.; FUNARI, P. P. de A. – Patrimônio histórico-cultural. Rio de Janeiro:
Jorge Zahar. 2006
34
Disciplina: Antropologia II
Lotação: ICHI
Código: a definir Duração: semestral
Caráter: obrigatória Localização no QSL: 3º semestre
CH Total: 45 CH semanal: 03 Créditos:03
Sistema de Avaliação: sistema I
Ementa:
Abordagens teóricas contemporâneas na antropologia no estudo dos processos socioculturais.
Principais correntes que influenciaram o pensamento antropológico na atualidade
Conteúdo Programático:
1. Antropologia e sociologia: fronteiras porosas
2. Estruturalismo na frança
3. Estruturalismo britânico
4. Estruturalismo nos EUA
5. O pós-estruturalismo
Bibliografia Básica:
BOURDIEU, Pierre. O poder simbólico. Bertrand Brasil, Rio de Janeiro 2001.
CLASTRES, Pierre. A Sociedade contra o Estado. São Paulo, Cosac & Naify, São Paulo, 2006.
ELIAS, Nobert. O Processo Civilizador. Rio de Janeiro, Jorge Zahar, v.1. 1990.
GEERTZ, C. A Interpretação das culturas. Petrópolis, Vozes, 1990.
SAHLINS, Marshall. Ilhas de História. Rio de Janeiro, Jorge Zahar, 1990,
Bibliografia Complementar:
BHABHA, Homi. O Local da Cultura. Belo Horizontes, Editora da UFMG, 1998.
CLIFFORD, James. Itinerarios transculturales. Barcelona, Gedisa, 1999.
GEERTZ, Clifford. O saber local. Petrópolis, Vozes, 1997.
LATOUR, Bruno. 2005 (1991). Jamais Fomos Modernos: ensaio de antropologia simétrica. Rio de
Janeiro: Editora 34.
TURNER, Victor. O Processo Ritual. Petrópolis, Vozes, 1974.
35
Disciplina: Sensoriamento Remoto e Sistemas de Informação Geográfica SR SIG
Lotação: IO
Código: a definir Duração: semestral
Caráter: obrigatória Localização no QSL: 3º semestre
CH Total: 60 CH semanal: 4 Créditos: 4
Sistema de Avaliação: sistema I
Ementa – Os ecossistemas da costa brasileira; Conceitos básicos de cartografia;
Sensoriamento Remoto; Geoprocessamento; Sistemas de Informações Geográficas;
Aplicações de dados de SR e SIG
Conteúdo Programático:
AULAS TEÓRICAS
1. Introdução
2. Conceitos básicos de cartografia
3. Sistemas de posicionamento global - GPS
4. Sensoriamento Remoto
a. Conceitos, histórico, objetivos, perspectivas futuras
b. Princípios físicos; Níveis de aquisição de dados; O espectro
eletromagnético; Principais Sistemas Sensores e Produtos
c. Assinaturas espectrais, Resolução espectral, Resolução radiométrica.
d. Fundamentos de interpretação: visual, digital e integração com SIGs
5. Geoprocessamento
a. Introdução, Histórico, Sistemas de Geoprocessamento
6. Sistemas de Informações Geográficas
a. Componentes de um SIG
b. Sub-sistemas de Software SIG
c. Implementação de um SIG
7. Aplicações de dados de SR e SIG – estudos de caso
a. Gerenciamento Costeiro
b. Planejamento do Uso da Terra
c. Arqueologia, Geologia, Geomorfologia, Socioeconomia
d. Erosão costeira, Variações do NM, impactos
AULAS PRÁTICAS
Elaboração de banco de dados
o Entrada de dados: formato vetorial, formato raster, dados tabulares
o Transformação de formatos de dados
o Saída de dados: formatos de exportação
Georreferenciamento de imagem, mudança de sistema de projeção
Consulta ao banco de dados
Operadores de distância e de contexto
Distância de custo e caminhos de menor custo
Álgebra com mapas
Avaliação Multi-critério
Processamento de imagem – Classificação supervisionada, não supervisionada
Projeto de conclusão
Bibliografia Básica:
36
BURROUGH, P. A. & McDonnell, R. A. 2005. Principles of Geographical Information
Systems, Spatial Information Systems and Geostatistics, OXFORD, University Press,
327p.
BUZAI, G.D. & DURÁN, D. 1997. Enseñar e investigar con sistemas de información
geográfica. Ed. TROQUEL, Buenos Aires, Argentina, 1ª. Ed. P. 187p.
CASANOVA, M.A., CAMARA, G., DAVIS Jr., VINHAS, L. & QUEIROZ, G.R. 2005. Banco
de dados geográficos. Ed. Mundo Geo, Bom Retiro, Curitiba, PR. 506p.
CRISTOFOLETTI, A. & TEIXEIRA, A. L. de A. 1998. Bibliografia sobre sistemas de
informação geográfica, Volume I, Teoria, Parte 1. Sagres Editora, Curitiba, PR, 204p.
CRÓSTA, A.P. 1992. Processamento digital de imagens de sensoriamento remoto,
campinas, SP, IG/UNICAMP 170p.
CURRAN, P. J. 1985. Principles of Remote Sensing, Logman Scientific & Tecnical, John
Wiley & Sons, INC. New York, 275p.
LILLESAND, T. M. & KIEFER, R. W. 1987. Remote Sensing and Image Interpretation,
second edition, John Wiley & Sons, Mew York, 709p.
DALMOLIN, Q. & SANTOS, D., R. dos 2004. Sistema Laserscanner: conceitos e
princípios de funcionamento. 3ª. Edição. UFPR, Curitiba/PR, 97p.
MENESES, P.R. & NETTO, J. DA S. 2001. Sensoriamento remoto: reflectância dos alvos
naturais. Ed. UNB, Embrapa Cerrados, Brasília DF. 261p.
MOREIRA, A.M. 2001. Fundamentos do Sensoriamento Remoto e Metodologias de
Aplicação. SJC, SP, INPE, 241p.
NOVO, E. M.L. M 1989. Sensoriamento remoto, princípios e aplicações. Ed. Edgard
Blucher ltda, São Paulo, SP, 297p.
SILVA, A. de B. 2003. Sistemas de Informações Geo-Referenciadas: conceitos e
fundamentos. Ed. UNICAMP, 235p.
TEIXEIRA, A. L. de A. & CHRISTOFOLETTI, A. 1997. Sistemas de Informações
Geográficas (dicionário ilustrado), Editora HUCITEC, SP. 244p.
[Link] – site da revista infogeo de geoprocessamento em português e
espanhol.
[Link] – site da revista de GPS em português e espanhol
37
Disciplina: Fundamentos de Estratigrafia Arqueológica
Lotação: ICHI
Código: 10294 Duração: semestral
Caráter: obrigatória Localização no QSL: 3º semestre
CH Total: 45 CH semanal:3 Créditos: 3
Sistema de Avaliação: sistema I
Ementa:: Estudo da formação dos sítios: organização e dinâmica dos depósitos arqueológicos.
Reflexão sobre o conceito de estratigrafia natural: definições das estratigrafias vertical e
horizontal. Abordagem das técnicas de leitura e interpretação das estratigrafias vertical e
horizontal. Elaboração da estratigrafia geral ou estratigrafia em três dimensões. Reflexão sobre a
estratigrafia em níveis artificiais.
Conteúdo Programático:
1. A formação do sítio e a organização dos depósitos arqueológicos.
- princípios básicos de deposição: os sedimentos e os fatores naturais e antrópicos de
deposição.
- princípios de erosão: os fatores naturais e antrópicos de erosão.
- fatores naturais e antrópicos de perturbação dos depósitos arqueológicos.
2. O conceito de estratigrafia.
- origem do conceito de estratigrafia: o diálogo entre a Arqueologia e a geologia no século
XVIII.
- a análise estratigráfica; um estudo fundamental na Arqueologia: o caso de Boucher de
Perthes e da Arqueologia do século XIX.
3. A estratigrafia vertical.
- terminologia e técnicas de descrição, leitura e representação gráfica.
- a elaboração do diagrama estratigráfico e sua interpretação.
- terminologia e elaboração da cronologia.
4. A estratigrafia horizontal.
- terminologia e técnicas de descrição, leitura e representação gráfica.
- técnicas de análise da repartição espacial.
- constituição e interpretação dos conjuntos sincrônicos.
5. A estratigrafia em três dimensões.
- técnicas de representações gráficas.
- constituição e interpretação dos conjuntos sincrônicos.
6. A estratigrafia em níveis artificial.
- origem e princípios da estratigrafia em níveis artificiais.
- casos de aplicação necessária: o exemplo da Amazônia e dos sítios de superfície.
- limites da estratigrafia em níveis artificiais.
Bibliografia Básica:
BUXO, R. - Harris Matrix. Sistemes de registre en arqueología – Recording systems in
archaeology. Pages Editor, 1992.
GARRISON, Ervan G. - Technics in archaeological geology. Berlin – Heidelberg,
Springer-Verlag, 2003, 295p.
HARRIS, Edward C. - Principios de estratigrafía arqueológica. Barcelona, Crítica/Grijalbo
Mondadori, 1991.
38
HERZ, Norman, GARRISON Ervan G. - Geological methods for archaeology. Oxford,
Oxford University Press, 1997, 352p.
RUBIN, Julio Cezar Rubin de, SILVA Rosiclér Theodoro da - Geoarqueologia. Teoria e
prática. Goiânia, Editora da UCG, 2008, 176p.
Bibliografia Complementar
DJINDJIAN, François - Méthodes pour l’archéologie. Paris, Armand Colin, 1991.
FORD, James A. - Método cuantitativo para establecer cronologias
[Link], Unión Panamericana, 1962
LEHÖERFF, Anne - "Le travail de terrain", in: J.-P. Demoule, Fr. Giligny, A. Lehöerff & A.
Schnapp: Guide des méthodes de l’archéologie. Paris, Éditions La Découverte, 2002.
SCHIFFER, Michael B. - Formation Process of the Archaeological Record. Albuquerque,
University of New Mexico Press, 1987
SILVA, A. M., SCHULZ, H.E. & CAMARGO, P.B. - Erosão e hidrosedimentologia em
bacias hidrográficas. São Carlos, Rima Editora, 2004.
39
Disciplina: Fundamentos de Arqueobotânica
Lotação: ICB
Código: a definir Duração: semestral
Caráter: obrigatória Localização no QSL: 30 Semestre
CH Total: 60 CH semanal: 4 Créditos: 4
Sistema de Avaliação: sistema I
Conteúdo Programático:
1. Algas, Briófitas, Pteridófitas, Ginmospermas e Angiospermas: caracterização e
reconhecimento.
2. Fatores naturais que regem a distribuição da vegetação na paisagem.
3. Formações vegetais: características estruturais, correspondência climática e recursos
disponibilizados.
3. Aspectos da relação homem-planta: coleta, agricultura, matéria prima, etc.
4. Vestígios vegetais como fonte de informações para reconstituição paleoambiental:
pólen, fitólitos, madeiras, frutos, sementes e carvões.
5. Métodos de resgate e amostragem de vestígios botânicos
Bibliografia Básica:
DINCAUZE, D. F. Environmental Archaeology. Principles and Practice. Cambridge. Cambridge.
University Press. 2000.
PEARSALL, D.; Paleoethnobotany. 2008. Paleoethnobotany - A handbook of procedures. 7ª
ed. San Diego. Academic Pres. 700p.
RAVEN, P.H.; EVERT, R.F. & CURTIS, H. 2001. Biologia vegetal. 7ª ed. Rio de Janeiro.
Guanabara Koogan. 724p.
TEIXEIRA, C. & PAIS, J., Introdução à paleobotânica. As grandes fases da evolução dos
vegetais, Lisboa, Ed. Autores, 1976 , 210 pp.
VIDAL, W.N.; VIDAL, M.R.R.1995. Botânica organografia. Viçosa. Universidade Federal
de Viçosa. 114p.
40
Disciplina: Metodologia da Pesquisa Arqueológica I
Lotação: ICHI
Código: 10313 Duração: semestral
Caráter: obrigatória Localização no QSL: 3 º semestre
CH Total: 60 CH semanal: 4 Créditos: 4
Sistema de Avaliação: sistema I
Conteúdo Programático:
1: Definição e evolução da prospecção em Arqueologia.
2: Utilidade da prospecção: porque e para que prospectar.
3: Definição do conceito de sítio: a sua repercussão científica e legal.
4: Apresentação dos estudos preliminares necessários á prospecção.
5: Métodos de prospecção: prospecção por observação, prospecção aérea e prospecção
por introspecção do solo.
6: As técnicas de registros dos dados e sua exploração e interpretação: toda prospecção
desemboca necessariamente numa escavação?
Bibliografia Básica:
BANNING, E.B. - Archaeological survey (manual in archaeological method, theory and
practice). New York, Kluwer Academic – Plenum, 2002, 273p.
FRENCH, Charles - Geoarchaeology in action. Studies in soil micromorphology and
landscape evolution. London – New York, Routledge, 2003.
KIPFER, Barbara Ann - The Archaeologist's Fieldwork Companion. Wiley-Blackwell, 2006.
488p.
ORTON, Clive - Sampling in Archaeology. Cambridge, Cambridge University Press, 2000.
274p.
WHITE, Gregory G. & KING Thomas F. - Archaeological survey manual. Left Cost Press,
2007, 184p.
Bibliografia Complementar:
DABAS, M. et al. - La prospection. Paris, Éditions Errance, 1998.
FERDIÈRE, Alain & ZADORE-RIO, E. - La prospection archéologique. Paris, Documents
d’Archéologie Française, 1986.
GREEN, K. - Archaeology, an introduction. London, B.T. Batsford, 1983.
RENFREW, Colin, BAHN, Paul – Arqueología. Teorias, métodos y Prácticas. Madrid,
Akal, 2007.
STEWART, R. Michael – Archaeology. Basic field methods. Dubuque, Kendall/Hunt
Publishing Company, 2002.
41
Disciplina: Teorias da Arqueologia I
Lotação: ICHI
Código: 10304 Duração: semestral
Caráter: obrigatória Localização no QSL: 3º semestre
CH Total: 45 CH semanal: 3 Créditos: 3
Sistema de Avaliação: sistema I
Ementa:A época moderna: elaboração de uma idéia da Arqueologia. Arqueologia e
evolucionismo no século XIX. Arqueologia histórico-cultural. Meggers e a Arqueologia
brasileira e sul-americana.
Conteúdo Programático:
: A época moderna: as primeiras hipóteses sobre a origem do homem e a longa duração;
as primeiras metodologias de análise de artefatos e de escavação.
2: Darwinismo e Lamakismo: os arqueólogos frente ao evolucionismo no século XIX. A
constituição da Arqueologia como ciência.
3: Arqueologia e difusão: Montelius, Kossina, Childe.
4: o neo-evolucionisme cultural e a Arqueologia na primeira metade do século XX.
5: Franz Boas.
6: Arqueologia histórico-cultural.
7: Meggers e a Arqueologia na América do Sul.
Bibliografia Básica:
WILLEY, Gordon R. & SABLOFF, Jeremy A. - A history of American archaeology. London,
Thames & Hudson, 1980.
STEWARD, Julian H. - Theory of culture change. Urbana, University of Illinois Press,
1955.
TAYLOR, W.W. - A study of archaeology. Menasha, American Anthropological
Association, 1948.
TRIGGER, Bruce, G. - Historia del pensamiento arqueológico. Barcelona, Crítica/Grijalbo
Mondadori, 1992.
HODDER, Ian - Interpretación en arqueología. Corrientes actuales. Barcelona,
Crítica/Grijalbo Mondadori, 1994.
ALCINA FRANCH, José - Arqueología antropológica. Madrid, Akal, 1989.
42
Disciplina: Pesquisa de Campo em Ciências Sociais
Lotação: ICHI
Código: a definir Duração: semestral
Caráter: Opcional Localização no QSL: 3 °semestre
CH Total: 45 CH Semanal: 3 Créditos: 3
Sistema de Avaliação: Sistema I
Ementa:
Objetiva refletir sobre os paradigmas das Ciências Sociais, assim
como sobre a construção do objeto de estudos – o referencial conceitual
deste, voltado para a metodologia da pesquisa de campo, tendo como
instrumento a entrevista qualitativa em estudos e registro de testemunhos
vivos.
Conteúdos Programáticos:
1.1 Paradigmas das Ciências Sociais.
1.2 A construção do referencial conceitual na pesquisa.
1.3 Metodologia da pesquisa Social: A entrevista e a sua técnica.
1.4 Pesquisa de campo: o seu exercício na entrevista.
1.5 Processamento de fontes diretas.
2. Bibliografia
Bibliografia básica.
BOURDIEU, Pierre. O Poder simbólico. Rio de Janeiro : DIFEL / Bertrand
Brasil, 1989.
BANDURA, Albert; AZZI, Roberta Gurgel; POLYDORO, Soely. Teoria Social
Cognitiva: conceitos básicos. Porto Alegre: Artmed, 2008.
MARCUSCHI, Luiz Antônio. Análise da conversação. 2001, São Paulo : Ática,
5ª Ed.
MUCCHIELLI, Roger. A entrevista não diretiva. 1978, São Paulo : Martins
Fonte.
OLIVEIRA, Roberto Cardoso de. Sobre o Pensamento Antropológico. Rio de
Janeiro: Tempo Brasileiro, 2003, 3ª.
Bibliografia complementar.
CORREA, Carlos Humberto P. História oral - Teoria e técnica. 1978,
Florianópolis : UFSC.
GUIMARÃES, Alba Zaluar. Desvendando Máscaras sociais. 1980. Rio de
Janeiro: Francisco Alves.
GARRETT, Annette. A entrevista, seus princípios e métodos. 1981, Rio de
Janeiro : Agir, 1981, 8 ed.
HAGUETTE, Teresa Maria Frota. Metodologias qualitativas na Sociologia.
1990, 2a., Petrópolis : Vozes, 1987.
SCHRADER, Achim. Introdução à pesquisa social empírica. 1974, Porto
Alegre : Globo - UFRGS, 1974.
43
Disciplina: Diversidade cultural e Identidade(s) brasileira
Lotação: ICHI
Código: 10296 Duração: semestral
Caráter: opcional Localização no QSL: 3º semestre
CH Total: 45 CH semanal: 3 Créditos: 3
Sistema de Avaliação: sistema I
Ementa: Estudo da relação entre construção da identidade e multiculturalismo levando em conta:
diversidade, hibridismo, sincretismo, memória, representação, construção, poder, exclusão,
cidadania, diferença, tradição e modernidade
Conteúdo Programático:
1. As matrizes de formas de pensamento no Brasil numa perspectiva histórica
2. A cultura popular, a diversidade das suas manifestações e das suas tendências.
3. O processo de mundialização da cultura
4. Identidade ou identidades?
Bibliografia Básica:
CHAUI, Marilena de Souza. Conformismo e resistencia; aspectos da cultura popular no
Brasil. 4. ed. São Paulo: Brasiliense, 1989
DAMATTA, Roberto. 1990. Carnavais, Malandros e Heróis: Para uma Sociologia do
Dilema Brasileiro. Rio: Editora Guanabara, 1990
FREYRE. Gilberto. Casa Grande & Senzala – a formação da família brasileira sob o
regime patriarcal. (51ªEd.). São Paulo: Global, 2006.
HOLLANDA, Sérgio Buarque. Raízes do Brasil. São Paulo: Cia das Letras, 1999.
ORTIZ, Renato. Cultura brasileira & identidade nacional. São Paulo: Brasiliense, 1994.
Bibliografia Complementar
BOSI, Eclea. Cultura de massa e cultura popular: leituras de operarias. Petrópolis: Vozes,
1996.
DAMATTA, Roberto. O Que faz o Brasil, Brasil? ed. Rio de Janeiro: Rocco, 2000.
OLIVEIRA, Roberto Cardoso de. Identidade, etnia e estrutura social. São Paulo: Pioneira,
1976. (Biblioteca Pioneira de Ciencias Sociais).
PRADO JR., Caio. História econômica do Brasil. São Paulo: Brasiliense, 2000.
VELHO, Gilberto. Indivíduos e cultura: notas para uma antropologia da sociedade
contemporânea. Rio de Janeiro, Zahar, 1981.
44
Disciplina: Filosofia da Ciência
Lotação: IE
Código: 09706 Duração: semestral
Caráter: opcional Localização no QSL: 3° semestre
CH Total: 45 CH semanal: 3 Créditos:3
Sistema de Avaliação: sistema I
Ementa:
Análise do contexto filosófico e histórico do nascimento da ciência, no início da época
moderna. Reflexões sobre a definição da ciência e a diferência entre ciências exatas e
ciências humanas. Discussão sobre o conceito de verdade em ciência.
Conteúdo Programático:
1. A ruptura epistemológica no início da epoca moderna e o nascimento da ciência
moderna: Galileu vs Aristóteles. A ciência segundo Aristóteles: a física qualitativa e a
demonstração racional das causas. Galileu e o método experimental. Descartes e o
Discurso sobre o Método. Newton: o primeiro sistema científico.
2 A definição da ciência.
- Bacon: a primeira definição da ciência. A definição da ciência no século XIX: o divorcio
entre ciências exatas e ciências humanas. O circulo de Viena: O caso de Carnap. Popper
e a delimitação da ciência. O estatuto das ciências humanas
3. O conceito de verdade e o problema da validação nas ciências: indução, dedução,
demonstração e comprovação. A verdade absoluta por descobrir: positivismo e neo-
positivismo. Relatividade da verdade: anarquia ou probabilidade ? Indução versus
dedução: as diferentes etapas do discurso cientifico.
Bibliografia Básica:
CHÂTELET, F.(org.) - História da Filosofia. São Paulo: Zahar, 1974.
FEYERABEND, P. - Contra o método: esboço de uma teoria anárquica da teoria do
conhecimento. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1977.
HABERMAS, Jürgen - Teoria analítica da ciência e dialética. São Paulo: Abril Cultural,
1980.
KHUN, Thomas S. - A estrutura das revoluções científicas. São Paulo: Perspectiva, 1978.
ROSSI, Paulo - O nascimento da ciência moderna na Europa. Bauru: EDUSC, 2001.
Bibliografia Complementar
BACHELARD, G. - A formação do espírito científico: contribuição para uma psicanálise do
conhecimento. Rio de Janeiro. Contraponto. 1996
GADAMER, Hans-Georg - Verdade e método. Petrópolis: Editora Vozes, 1999.
HENRY, John - A revolução científica e as origens da ciência moderna. Rio de Janeiro:
Jorge Zahar Editor, 1998.
POPPER, Karl - A lógica da investigação científica. São Paulo: Abril Cultural, 1980.
THUILLIER, Pierre - De Arquimedes a Einstein; a face oculta da invenção científica. Rio
de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1994.
45
Disciplina: Formação da sociedade brasileira
Lotação: ICHI
Código: Duração: semestral
Caráter: optativa Localização no QSL: 3º. semestre
CH Total: 45 CH semanal: 3 Créditos: 3
Sistema de Avaliação: sistema I
Ementa: Estudo sobre a constituição da sociedade brasileira, das instituições políticas e
da economia colonial; os marcos teóricos e os métodos utilizados nas diferentes
abordagens para a construção do conhecimento histórico. Com a independência política,
estudar a construção de projetos de construção da nação e as ações políticas e
econômicas para sedimentar as bases da sociedade brasileira no século XIX, analisando
as tentativas de modernização e implementação de bases democráticas na política e nas
relações sociais.
Conteúdo Programático:
1- A sociedade colonial.
- Mercantilismo e comércio colonial;
- Ocupação do território e implementação da política colonial na América portuguesa;
- O estabelecimento da escravidão de índios e africanos no Brasil e a implementação do
tráfico negreiro;
- A constituição dos sistemas escravistas: engenho de açúcar e mineração.
2- A construção do estado nacional
- Ideais liberais e separatismo;
- A vinda da família real e a constituição das basea para a independência econômica e
política;
- O reconhecimento do Império e as resistências internas ao centralismo do Estado
Imperial.
3- Da Monarquia à República
- A passagem da escravidão ao trabalho livre;
- O café o processo de modernização da economia;
- A guerra do Paraguai e os militares: o positivismo e o projeto de nação.
Bibliografia Básica:
ALENCASTRO, Luiz Felipe de – O trato dos viventes. São Paulo: Cia. das Letras, 2000
CARVALHO, José Murilo de – Os bestializados: o Rio de Janeiro e a República que não
foi. São Paulo: Companhia das Letras, 1987
CHALHOUB, Sidney – Cidade febril: cortiços e epidemias na Corte imperial. São
Paulo: Companhia das letras, 1996
FRAGOSO, José Luís Ribeiro - Homens de grossa aventura: acumulação e hierarquia na
praça mercantil do Rio de Janeiro (1790-1830). Rio de Janeiro: Arquivo Nacional, 1992
SCHWARTZ, Stuart B. – Segredos internos: engenhos e escravos na sociedade colonial,
1550-1835. São Paulo: Cia das Letras, 1988.
Bibliografia Complementar:
BARICKMAN, Bert Jude – Um contraponto baiano: açúcar, fumo, mandioca e escravidão
no Recôncavo, 1780-1860. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2003
FRAGOSO, João; FLORENTINO, Manolo. O Arcaísmo como projeto. Mercado atlântico,
sociedade agrária e elite mercantil em uma economia colonial tardia: Rio de Janeiro, c.
1790 – c. 1840. Rio de Janeiro: Civilização brasileira, 2001
NOVAES, Fernando A - Portugal e Brasil na crise do antigo sistema colonial (1777-1808).
São Paulo: Hucitec, 1983
SOUZA, Laura de Mello e – O diabo e a terras de Santa Cruz: feitiçaria e religiosidade no
Brasil colonial. São Paulo: Companhia das Letras, 1986
STEIN, Stanley J. – Grandeza e decadência do café no Vale do Paraíba. São Paulo:
Brasiliense, 1961
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Disciplina: Região Platina Colonial
Lotação: ICHI
Código: a definir Duração: semestral
Caráter: optativa Localização no QSL: 3º semestre
CH Total: 45 CH semanal: 3 Créditos: 03
Sistema de Avaliação: sistema I
Ementa:
Estudo da inserção Histórica do Espaço Platino no contexto colonial português e espanhola da América.
Com marco temporal entre os século XVI e XVIII, aborda-se as questões relacionadas a conquista e a
colonização da Região Platina, bem como a produção historiográfica concernente ao tema.
Conteúdo Programático:
1. A geografia, a Geohistória e a História Reginal
1.1 Identificação geográfica da Região Platina: o conceito de região e suas implicações para o caso Platino
2. O encontro/confronto de culturas
2.1 As expedições de exploração na região platina: fontes para o século XVI
2.2 A ocupação espanhola no século XVI
2.3 Resistência e integração indígena
2.4 A evangelização dos indígenas e a Companhia de Jesus
2.5 Os conflitos de interesses: colonos espanhóis, colonos portugueses, jesuítas e índios.
3. A expansão do Mercado Interno: o contrabando e a presença lusa.
3.1 A colônia do Sacramento e o comércio platino
3.2 A expansão das Missões Jesuítica: estâncias e agricultura
3.3 O instalação de núcleos portugueses na Banda Oriental do Rio Uruguai
3.4 A redefinição de Fronteiras do século XVIII e os conflitos regionais
Bibliografia
CANABRAVA, Alice P. O Comércio Português no Rio da Prata (1580-1640). São Paulo, ED. Itatiaia, 1984.
CERVO, Amado L. & RAPOPORT, Mario. História do Cone Sul. Rio de Janeiro, Ed. Revan, 1998.
CÉSAR, Guilhermino. História do Rio Grande do Sul: período colonial. Porto Alegre, Ed. Globo, 1956.
KERN, Arno. Missões: uma utopia política. Porto Alegre, Ed. Mercado Aberto, 1982.
REICHEL, Heloisa J. & GUTFREIND, Ieda. As raízes históricas do Mercosul: a região platina colonial. São Leopoldo, Ed. Unisinos,
1996.
VEIGA GARCIA, Emanuel Soares da. O Comércio Espanhol no Prata. Coleção Khronos, n013, [Link], São Paulo, 1982
47
Disciplina: Arqueologia da Paisagem
Lotação: ICHI
Código: a definir Duração: semestral
Caráter: obrigatória Localização no QSL: 3 º semestre
CH Total: 45 CH semanal:3 Créditos:3
Sistema de Avaliação: sistema I
Ementa:
Paisagem como cultura material. A paisagem como construção social e como força ativa na
criação, legitimação e mudança social. A paisagem como fonte de acesso a questões de ordem
imateriais da cultura.
Conteúdo Programático:
1) As diferentes abordagens teóricas da arqueologia da paisagem
2) Paisagem como cultura material
3) Paisagem, ordem social, práticas e agência
Bibliografia Básica:
ASTON, M. 1985. Interpreting the landscape. Landscape archaeology in local studies.
London. B. T. Batsford.
DAVID, Bruno & THOMAS, Julian (Eds) - Handbook of landscape archaeology. World
Archaeological Congress Research Handbooks, 2008
TILLEY, Christopher 1994. A phenomenology of landscape. Places, paths and monuments.
Oxford: Berg.
UCKO, Peter J. & LAYTON, Robert (Eds.) The archaeology and anthropology of landscape.
Shaping your landscape. London & New York, Routledge, 1999.
YAMIN, Rebecca & METHENY, Karen Bescherer Landscape archaeology : reading and
interpreting the american historical landscape Knoxville : University of
Tennessee Press, 1996
Bibliografia complementar:
LEONE, Mark. – 1984. Interpreting Ideology in Historical Archaeology: Using the Rules of
Perspective in the Willian Paca Garden in Annapolis, Maryland. IN: MILLER, Daniel & TILLEY,
Christopher (EDS.) – Ideology, Power and Prehistory. Cambridge, University Press. pp.25-35.
McGUIRE, R.H. 1991. Building power in the cultural landscape of Broome County, New York,
1880 – 1940. In Randall McGuire & Robert Painter (eds.), The archaeology of inequality, Oxford
& Cambridge, Blackwell, pp 102-124.
THOMAS, J. 2001. Archaeologies of place and landscape. In Ian Hodder (ed.), Archaeological
theory today. Cambridge, Polity, 2001, pp. 165-187.
THIESEN, Beatriz Valladão – 2005. Fábrica, Identidade e Paisagem Urbana:
Arqueologia da Bopp Irmãos (1906 –1924) Porto Alegre, PUCRS. Tese de Doutorado
RUBERTONE, Patricia – 1989. Landscape as Artifact. Comments on “The Archaeological Use of
Landscape Treatment in Social, Economic and Ideological Analysis”. Historical Archaeology. New
York. 23(1):50-4
48
Disciplina: Tópicos especiais de Antropologia
Lotação: ICHI
Código: a definir Duração: semestral
Caráter: optativa Localização no QSL: 3º semestre
CH Total: 45 CH semanal: 3 Créditos: 03
Sistema de Avaliação: sistema I
Conteúdo Programático:
Conteúdo programático variável conforme o tópico escolhido.
Bibliografia Básica
Bibliografia variável conforme o tópico escolhido.
49
Disciplina: Fundamentos de Zooarqueologia
Lotação: ICB
Código: a definir Duração: semestral
Caráter: obrigatória Localização no QSL: 4º semestre
CH Total: 60 CH semanal: 4 Créditos: 4
Sistema de Avaliação: sistema I
Conteúdo Programático:
1. Aspectos Biológicos: sistemática, nomenclatura, morfologia interna e externa, etc.
2. Aspectos Ecológicos: conceitos, ocupação do espaço, relações interespecíficas,
hábitos alimentares e migratórios, comportamento sexual e social.
3. Aspectos da relação homem-animais: coleta, caça, domesticação, matéria prima,
doenças, etc.
4. Protozoários de interesse arqueológico: reconstituição paleoambiental e causadores de
doenças.
5. Metazoários de interesse arqueológico: caracterização e reconhecimento a partir de
estruturas preserváveis dos grupos de Invertebrados e de Vertebrados encontrados no
registro arqueológico.
6. Processos deposicionais, retrabalhamento, preservação, resgate e amostragem de
vestígios zoológicos.
Bibliografia Básica
LYMAN, R.L. 1994. - Vertebrate Taphonomy. Cambridge. Cambridge University Press.
ª
O'CONNOR, T. 2000. The Archaeology of Animal Bones. 2 ed. Texas A&M University Press. 206p.
REITZ, E.J. & WING, E.S. 2008. - Zooarchaeology. Cambridge. Cambridge University Press. 533p.
RUPPERT, E. F. & BARNES, D. 2005. Zoologia dos Invertebrados. 7ª ed. São Paulo.
Roca. 1145p.
STORER, T. I., USINGER, R. L., STEBBINS, R. C. & NYBAKKEN, J. W. 2000.
Biologia Animal Geral. São Paulo. Companhia Editora Nacional. 816p.
50
Disciplina: Metodologia da Pesquisa Arqueológica II
Lotação: ICHI
Código: 10314 Duração: semestral
Caráter: obrigatória Localização no QSL: 4º semestre
CH Total: 60 CH semanal: 4 Créditos: 4
Sistema de Avaliação: sistema I
Ementa: Reflexão sobre os objetivos da escavação: necessidade de uma problemática.
Técnicas de escavação. Problema da seleção dos materias. Técnicas de registro e
gestão da escavação. Propostas para a elaboração de um projeto de escavação.
Propostas para a elaboração do relatório final de uma intervenção arqueológica.
Conteúdo Programático:
1: As duas formas da escavação (escavação hortonormada e escavação em zonas): o
condicionamento da problemática. Escavar Tudo?
2: A escavação hortonormada: escavação em quadrículas de Wheeler, variação do
sistema Wheeler, escavação em trincheira, o poço teste. A escavação em zonas.
Definições de zona e locus. A decapagem e a escavação em área aberta. Técnica
mixta: sectorização de uma escavação hortonormada.
3: Reflexão sobre o tipo de coleta: coleta exaustiva e coleta de amostras.
4: Registro das informações: que registrar e como. O problema da gestão de uma
escavação.
5: A conservação dos materiais in situ.
6: Elaboração de um projeto de escavação e do relatório final: as exigências do IPHAN.
Bibliografia Básica:
BARKER, P. - The techniques of archaeological excavation. London, Batsford, 1982.
DAVID, Bruno & THOMAS, Julian – Handbook of landscape archaeology. Walnut Creek, Left
Coast Press, 2008.
KIPFER, Barbara Ann - The Archaeologist's Fieldwork Companion. Wiley-Blackwell, 2006. 488p.
RENFREW, Colin & BAHN , Paul – Arqueología. Teorías, métodos y práctica. Madrid, Ediciones
Akal, 2007.
STEWART, R. Michael – Archaeology Basic field methods. Dubuque, Kendall/Hunt Publishing
Company, 2002.
Bibliografia Complementar:
BARKER, P. - The techniques of archaeological excavation. London, Batsford, 1982.
DEMOULE, Jean-Paul et al. - Guide des méthodes de l’archéologie. Paris, Éditions La
Découverte, 2002.
RANDOUIN, B. (dir.) - Enregistrement des données de fouilles urbaines. Tours, Centre
National d’Archéologie Urbaine, 1987.
RENFREW, Colin & BAHN, Paul - Archaeology: theories, methods, and practice. London,
Thames and hudson, 1991.
WHEELER, Mortimer - Archaeology from the Earth. Oxford, Clarendon Press, 1954.
51
Disciplina: Arqueologia do Capitalismo I
Lotação: ICHI
Código: a definir Duração: semestral
Caráter: obrigatória Localização no QSL: 4º semestre
CH Total: 45 CH semanal: 3 Créditos: 3
Sistema de Avaliação: sistema I
Ementa: Arqueologia do capitalismo. “Plantation”, o mundo rural e a ordem social escravista.
Conflitos, resistência, diversidade étnica e cultural .
Conteúdo Programático:
1. Arqueologia do Capitalismo: alcance teórico e metodológico
2. Arqueologia e etnicidade: possibilidades e limites
3. Arqueologia das sociedades escravistas americanas: a “plantation”
4. Arqueologia dos quilombos
Bibliografia Básica:
JOHNSON, M. H An Archaeology of Capitalism. London: Blackwell Publishers 1996
LEONE, Mark P., The recovery of meaning : historical archaeology in the eastern
United States. Portland, Eliot Werner Publications, 2003
ORSER Jr., Charles E. Encyclopedia of historical archaeology. Routledge, 2002
ORSER Jr., Charles E. A historical archaeology of the modern world . Plenum Publishing
Corporation,1996
SOUZA, M. A. (2002). Entre práticas e discursos: a construção social do espaço no
contexto de Goiás do século XVIII. In: Zarankin A., Senatore M. (eds) Arqueologia da
sociedade moderna na América do Sul: cultura material, discursos e práticas.
Ediciones Del Tridente, Buenos Aires, pp 63–86.
Bibliografia complementar:
LEONE, Mark P. A Historical Archaeology of Capitalism. American Anthropologist
97/2:251-268. 1995
SYMANSKI ,Luís Cláudio P. O DOMÍNIO DA TÁTICA PRÁTICAS RELIGIOSAS DE ORIGEM
AFRICANA NOS ENGENHOS DE CHAPADA DOS GUIMARÃES (MT). VESTÍGIOS – Revista Latino-
Americana de Arqueologia Histórica Volume 1 Número 2 Julho – Dezembro 2007.
ORSER Jr. , Charles E, and FUNARI, Pedro P. A. Archaeology and Slave Resistance and
Rebellion World Archaeology, Vol. 33, No. 1, The Archaeology of Slavery, (Jun., 2001),
pp. 61- 72 Published by: Taylor & Francis, Ltd.
LIMA, T.A., BRUNO, M., and FONSECA, M.P.R., 1993, Sintomas do modo de vida
burguês no Vale do Paraıba, Sec. XIX: Fazenda São Fernando, Vassouras,RJ.
Exploração arqueológica e museológica. Anais do Museu Paulista, Nova Série
SYMANSKI, L. 2006. Slaves and Planters in Western Brazil: Material Culture, Identity
and Power. Tese de Doutorado em arqueologia, University of Florida, Gainesville.
52
Disciplina: Sociedades Pré-coloniais Americanas I
Lotação: ICHI
Código: 10293 Duração: semestral
Caráter: obrigatória Localização no QSL: 4 º semestre
CH Total: 45 CH semanal:3 Créditos:3
Sistema de Avaliação: sistema I
Ementa:
Teorias sobre o povoamento americano. Período arcaico: caçadores-coletores na América. A total
ocupação do continente americano e diversidade cultural.
Conteúdo Programático:
1)Teorias sobre o povoamento da América
2)Debates sobre a antigüidade do Homem no continente americano.
3)Caracterização e etapas do processo cultural americano: Os grupos caçadores coletores.
Bibliografia Básica:
CARBONELL, Eudal (Coord). Homínidos 2005.
FUMDHAMENTOS - Revista da Fundação Museu do Homem Americano. São Raimundo Notato,
Piauí, Brasil, 1996. Anais da Conferência Internacional sobre o Povoamento das
Américas.
FIEDEL, Stuart. Prehistoria Americana. Ed. Crítica 1996
GUIDON, N. - "Reflexões sobre o povoamento da América". In Dédalo, MAE/USP, 1984.
NEMECEK , S. Los primeros americanos. Revista Investigación y Ciencia, noviembre.2000
Bibliografía complementar
LEZAMA Antonio. El primer descubrimiento de América. Ediciones del Quinto Centenario. Vol 1.
Universidad de la República. Montevideo. 1992
LUMBRERAS, L.G. - La Arqueologia como ciencia social. Ediciones Peisa, Lima, 1981.
MEGGERS, B. - América Pré-Histórica. RJ, Paz Terra,1979
PRIETO, A. - Las civilizaciones precolombinas y su conquista. Havana, Ed. Gente Nueva,
1985.
SILVA, O. - Pré-História da América. Santiago de Chile, Coleccion Imagem de America Latina,
1971.
53
Disciplina: Etnohistória
Lotação: ICHI
Código: 10289 Duração: semestral
Caráter: obrigatória Localização no QSL: 4º semestre
CH Total: 45 CH semanal: 3 Créditos:3
Sistema de Avaliação: sistema I
Ementa: Etnohistória, disciplina, método ou enfoque particular. Fontes, possibilidades e limites.
Sociedades indígenas e a visão dos seus contemporâneos.
Conteúdo Programático:
1- A Etnohistória: introdução geral ao tema, estado atual da discussão. Disciplina, método ou
enfoque particular?
2 – A Etnohistória e sua aplicação: relações com as demais ciências sociais
3 – Etnohistória na América: fontes, limites e possibilidades
4 – As sociedades indígenas observadas por seus contemporâneos: os viajantes frente ao “outro”
Bibliografia Básica:
CARNEIRO DA CUNHA, Manuela (1992) : Introdução a uma história indígena in História dos
Índios no Brasil, 9-24, Companhia das Letras. São Paulo.
MONIOT, Henri (1979): A história dos povos sem história in História: novos problemas. 2ª
edição. Livraria Francisco Alves Editora. Rio de Janeiro.
NACUZZI, Lidia R.: ”De la relación Arqueología/Etnohistoria. Al estudio de las
identidades étnicas en perspectiva histórica: deconstruyendo lo tehuelche” en
MEMORIA AMERICANA. CUADERNOS DE ETNOHISTORIA nº 9, [Link]., 2000.
NIMUENDAJÚ, C. Mapa etno-histórico de Curt Nimuendajú. Fundação Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística em colaboração com a Fundação Nacional Pró-
Memória. Rio de Janeiro:IBGE, 1981.
TRIGGER, B.G. Etno-historia: problemas y perspectivas. San Juan, Argentina:
Instituto de Investigaciones Arqueológicas, 1987.
54
Disciplina: Teorias da Arqueologia II
Lotação: ICHI
Código: 10305 Duração: semestral
Caráter: obrigatória Localização no QSL: 4º semestre
CH Total: 60 CH semanal: 4 Créditos: 4
Sistema de Avaliação: sistema I
Ementa:Arqueologia marxista. Arqueologia estruturalista. Arqueologia processual.
Arqueologia soviética.
Conteúdo Programático:
1: Arqueologia marxista e Arqueologia social.
2: Estruturalismo e Arqueologia.
3: A Arqueologia processual ou a "Nova Arqueologia".
4: A Arqueologia na União Soviética.
Bibliografia Básica:
BINFORD, Lewis R. - "Archaeology as anthropology", in: American Antiquity, vol.28,
p.217-225. Salt-Lake-City, Association for American Archaeology, 1962.
COURBIN, Paul - Qu’est-ce que l’archéologie ? Essai sur la nature de la recherche
archéologique. Paris, Payot, 1982.
HODDER, Ian - Interpretación en arqueología. Corrientes actuales. Barcelona,
Crítica/Grijalbo Mondadori, 1994
MILLER, M. O. - Archaeology in the USSR. London, Atlantic Press, 1956.
TRIGGER, Bruce, G. - Historia del pensamiento arqueológico. Barcelona, Crítica/Grijalbo
Mondadori, 1992.
55
Disciplina: Antropologia Visual
Lotação: ICHI
Código: a definir Duração: semestral
Caráter: opcional Localização no QSL: 4°semestre
CH Total: 45 CH Semanal: 3 Créditos: 3
Sistema de Avaliação: Sistema I
Ementa:
Representação: signo e símbolo. Cultura ocidental da imagem. Relevância do
registro visual. Meios de registro: desenho, fotografia, cinema, televisão.
Etnografia fílmica. Registro digital. Imagem e hipertexto. Construção de um
olhar compartilhado.
Conteúdos Programáticos:
1.1 Teoria da imagem e cultura visual.
1.2 Meios de registro: desenho, fotografia, cinema, televisão
1.3 Do filme etnográfico: antecedentes da antropologia visual.
1.4 Metodologia da antropologia visual: o olhar compartilhado.
1.5 Observação através do registro digital.
Bibliografia básica.
Bibliografia complementar.
56
Disciplina: Arqueologia Urbana
Lotação: ICHI
Código: a definir Duração: semestral
Caráter: obrigatória Localização no QSL: 4 º semestre
CH Total: 45 CH semanal:3 Créditos:3
Sistema de Avaliação: sistema I
Ementa:
Paisagem como cultura material. A paisagem como construção social e como força ativa na criação,
legitimação e mudança social. A paisagem como fonte de acesso a questões de ordem imateriais da cultura
Conteúdo Programático:
[Link] distintas concepções de Arqueologia Urbana: arqueologia do fenômeno urbano; arqueologia
em meio urbano; arqueologia das cidades vivas. As praxis inerentes às diferentes concepções
2. A evolução da disciplina. As origens: antecedentes; a reconstrução das cidades após II Guerra
Mundial e suas consequências na consciência patrimonial européia. As práticas contemporâneas:
os diferentes modelos adotados na Europa, Estados Unidos e América do Sul.
3. Metodologias de estudo e de atuação em Arqueologia Urbana. A multiplicidade de fontes de
conhecimento das cidades e seu uso. Diferentes enquadramentos, métodos e resultados das
Intervenções Arqueológicas Urbanas.
[Link] instrumentos de gestão arqueológica em contexto de cidade.
Bibliografia Básica:
TOCCHETTO, Fernanda. “Fica dentro ou Joga Fora?’ Sobre práticas cotidianas em
unidades domésticas da Porto Alegre oitocentista. Porto Alegre, ANPUH,2010
WALL, Diana DiZerega The archaeology of gender: separating the spheres in urban
america. Plenum Publishers,1994
MAYNE, Alan, and MURRAY, Tim. The Archaeology of Urban Landscapes: Explorations in
Slumland. In Mayne, Alan, and Murray, (Ed.) The Archaeology of Urban Landscapes:
Explorations in Slumland, 1–7. Cambridge University Press, Cambridge, 2001
BEAUDRY, Mary C. and MROZOWSKI, Stephen A., 2001. Cultural Space and Worker Identity in
the Company City: Nineteenth-Century Lowell, Massachusetts. In In Mayne, Alan, and
Murray, (Ed.) The Archaeology of Urban Landscapes: Explorations in Slumland, 118–
131. Cambridge University Press, Cambridge, 2001.
SYMANSKI, Luis Cláudio. Grupos domésticos e comportamento de consumo em Porto
Alegre no século XIX: o Solar Lopo Gonçalves, Porto Alegre: EDIPUCRS, 1998.
Bibliografia complementar:
CONSEIL DE L’EUROPE. Rapport sur la situation de l’archéologie urbaine em Europe. Strasbourg: Concil
of Europe Publishing/Editions du Conseil de l’Europe, 1999.
CRESSEY. P. J.; STEPHEN, J.F. “The City-Site Approach to Urban Archaeology”. Archaeology of Urban
America. Edited by Dickens, New York, and London. Academic Press, p.41-61, 1982.
OLIVEIRA, Alberto T. de. Um estudo em Arqueologia Urbana: a Carta de Potencial Arqueológico do Centro
Histórico de Porto Alegre. PUCRS, Porto Alegre, 2005 (Dissertação de Mestrado).
SCHÁVELZON, Daniel. Arqueología Historica de Buenos Aires. Buenos Aires: Ed. Corregidor, 1991.
TEMIÑO, Ignácio R. Arqueologia Urbana em España. Barcelona: Editorial Ariel, 2004.
57
Disciplina: Arqueologia Medieval
Lotação: ICHI
Código: a definir Duração: semestral
Caráter: opcional Localização no QSL:4 º semestre
CH Total: 60 CH semanal: 3 Créditos: 3
Sistema de Avaliação: sistema I
Conteúdo Programático:
1: Espaço religioso - o peso da arquitetura e as exigências da representação. Dois
estudos de caso: o deambulatório e a apresentação das relíquias; elevação e
aberturas, luz e introspecção: do românico ao gótico.
2: Espaço religioso - a catedral na cidade e o mosteiro no campo: incidência sobre a
paisagem.
3: Espaço militar - entre forte e palácio: a voz da artilharia e a vida da corte.
Transformação do sistema defensivo e nascimento do espaço palaciano.
4: Espaço doméstico - diferencia, rivalidade e aproximação dos espaços domésticos da
nobreza e da burguesia na cidade. O burguês no campo.
5: O fim de um mundo: influência do renascimento italiano na Europa transalpina
(séculos XV-XVI).
Bibliografia básica:
GAUTHIEZ, Bernard, ZADORA-RIO, Elisabeth & GALINIÉ, Henri – éd.: Village et ville au
Moyen-Âge: les dynamiques morphologiques. Tours, Université François Rabelais,
2001, 2 vols.
La maison au Moyen-Âge dans le Midi de la France. Actes des Journées d’Études de
Toulouse 19-20 mai 2001. Toulouse, Société Archéologique du Midi de la France –
Université de Toulouse-Le Mirail, 2003, 296p.
LE JAN, Régine – dir. - Construction de l’espace au Moyenne-Âge: pratiques et
représentations. Paris, Publications de la Sorbonne, 2007, 444p.
POISSON, Jean-Michel - Le château médiéval, forteresse habitée (XI-XVI). Archéologie et
histoire, perspectives de la recherche en Rhône-Alpes. Documents d”archéologie
Française 32. Paris, Maison des Sciences de l’Homme, 1992, 174p.
SOCIETE FRANÇAISE D’ARCHEOLOGIE - Les demeures urbaines patriciennes et
aristocratiques, XII-XIV siècles. Paris, Société Française d’Archéologie, 2002, 131p.
58
Disciplina: Arqueologia Colonial da Região Platina
Lotação: ICHI
Código: a definir Duração: semestral
Caráter: obrigatória Localização no QSL: 4º semestre
CH Total: 60 CH semanal: 4 Créditos: 4
Sistema de Avaliação: sistema I
Ementa: Estudo do desenvolvimento do processo histórico e da ocupação do espaço na
Região Platina colonial, considerando os aspectos urbanos e rurais, os hábitos e
modos de vida, a partir de trabalhos arqueológicos realizados no Brasil, Argentina e
Uruguai.
Conteúdo Programático:
1: A Arqueologia Histórica e o caso da arqueologia histórica americana
- Marcos temporais para a Arqueologia Histórica americana.
- reflexão sobre o conceito de Região
2: A Arqueologia Histórica no Sul do Brasil
- A Arqueologia Histórica nas missões jesuíticas.
- A Arqueologia Histórica da ocupação portuguesa no Sul do Brasil
- A Arqueologia Histórica na região de fronteiras
3: A Arqueologia Histórica na Argentina
- A Arqueologia Histórica das cidades coloniais argentinas
- A Arqueologia urbana de Buenos Aires
- A Arqueologia Históricas em contextos rurais na Argentina e o caso das Missões
jesuíticas
4: A Arqueologia Histórica no Uruguai
- Arqueologia Histórica da Colônia do Sacramento
- Arqueologia histórica subaquática no Uruguai
.
Bibliografia Básica:
KERN, Arno. Arqueologia Histórica Missioneira. Porto Alegre, EDPUCRS, 1998.
ORSER Jr. Charles E. Introdução à arqueologia histórica. Oficina de Livros, Belo Horizonte,
Brazil, 1992.
LEZAMA, Antonio. Escritos Bajo el Mar. Arqueología Marítima y Subacuática en el Río
SCHAVELZON, Daniel. Arqueología de Buenos Aires. Emecé Editores. 1999
CORNERO, Silvia E. Aquellos, los que se quedaron. Arqueologia, Conservación y Museografía.
Templo de San Francisco. Parque Arqueológico de Santa Fé La Vieja. Consejo Federal de
Investigaciones, Rosario, 2008.
Bibliografia Complementar
BARCELOS, Artur. Espaço e Arqueologia nas Missões Jesuíticas : o caso de São João Batista, Porto
Alegre, EDPUCRS, 2000,.
de La Plata. Montevideo, Linardi y Risso, 2009.
SCHÁVELZON, Daniel. Buenos Aires negra: arqueologia histórica de una ciudad silenciada. Buenos Aires,
Emecé. Editores, 2003
SCHAVELZON, Daniel. Túneles de Buenos Aires, Historias, mitos y verdades del subsuelo porteño
Sudamericana. 2005
SILVA, Adriana Fraga da. Meu avô era tropeiro!?: identidade, patrimônio e materialidades na
construção da Terra do Tropeirismo ? Bom Jesus (RS). Porto Alegre, PUCRS, Dissertaçào de
Mestrado, 2006.
59
Disciplina: Arqueologia do Capitalismo II
Lotação: ICHI
Código: 10308 Duração: semestral
Caráter: obrigatória Localização no QSL: 5º semestre
CH Total: 45 CH semanal: 3 Créditos: 03
Sistema de Avaliação: sistema I
Ementa: Arqueologia do capitalismo na sociedade urbano-industrial. Consumo, produção e
identidades. Novas hierarquias e as mudanças no uso da cultura material. As segmentações do
espaço e do tempo.
Conteúdo Programático:
1. Arqueologia das cidades
2. Arqueologia da industrialização
3. Protagonistas e figurantes: a burguesia e os subalternos
4. Novas formas de fazer coisas velhas: produção em massa e consumo
5. Tecnologias do poder na sociedade capitalista: o exemplo da arquitetura.
Bibliografia Básica:
HALL, Martin Historical archaeology . London, Wiley-Blackwell,2006
HICKS, Dan The cambridge companion to historical archaeology. Cambridge, Cambridge
University Press; 2006
PALMER, Marilyn and Neaverson, Peter Industry in the landscape, 1700-1900 London :
Routledge, 1994.
PALMER, Marilyn. Industrial archaeology: principles and practice. London Routledge; 1998
THOMAS, Julian. Archaeology and modernity . London, Routledge; 2004
Bibliografia complementar:
LIMA, T. A... El huevo de la serpiente: una arqueología del capitalismo embrionário en el
Rio de Janeiro del siglo XIX. Sed Non Satiata: Teoría social en la arqueología
latinoamericana contemporánea. In: Zarankin, A. e Acuto, F. (eds.). Buenos Aires: Ed.
del Tridente, pp.189-238 1999
FOLEY, Vincent P.– On the Meaning of Industrial Archaeology. Historical Archaeology. New
York City. pp. 66 –68. 1968
ORSER Jr., Charles E– A Historical Archaeology of the Modern World. New York/London, Plenum
Press. 1996
60
Disciplina: Modernidade e Capitalismo
Lotação: ICHI
Código: 10317 Duração: semestral
Caráter: obrigatória Localização no QSL: 5° semestre
CH Total: 45 CH semanal: 3 Créditos: 3
Sistema de Avaliação: sistema I
Conteúdo Programático:
1 - Aspectos teóricos fundamentais.
1.1 - O conceito de modernidade
1.2 - Modernidade e Tempo
1.3 - Modernidade e Modernidades
Bibliografia Básica:
ANDERSON, Perry – Linhagens do Estado Absolutista. São Paulo: Brasiliense, 1989
BURKHARDT, Jacob – A cultura do Renascimento na Itália. São Paulo: Cia. das Letras, 1991
DARTON, Robert Darnton – O massacre de gatos. S. P.: Cia das Letras, 1988
THOMPSON, E.P. – A formação da classe operária inglesa. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987
WEBER, Max Weber –A ética protestante e o espírito do capitalismo. São Paulo: Pioneira Editora,
1983
Bibliografia Complementar:
DOBB, Maurice – A evolução do capitalismo. São Paulo: Zahar Ed., 1977
HECKSCHER, Eli F. – La época mercantilista. México: Fondo de Cultura Económica, 1983
HILL, Christopher – O mundo de ponta-cabeça. São Paulo: Cia das Letras, 1987
PIRENNE, Pirenne – História econômica e social da Idade Média. São Paulo: Ed. Mestre Jou,
1975
61
SOBOUL, Albert – História da Revolução Francesa. Zahar Ed., 1981
62
Disciplina: História e Cultura Afro-Brasileira
Lotação: ICHI
Código: 10291 Duração: semestral
Caráter: obrigatória Localização no QSL: 5º semestre
CH Total: 45 CH semanal: 3 Créditos:3
Sistema de Avaliação: sistema I
Ementa: Circunstâncias de opressão, manifestação de luta, realizações afro-
descendentes e a identidade negra na educação, na cultura e na política nacional.
Conteúdo Programático:
1. Fundamentos sócio-antropológicos do racismo e da etnicidade
2. Cor, raça e racismo no Brasil: Onde está a contribuição afro-descendente?
3. As expressões da cultura negra brasileira.
3.1. Cultura Africana e Cultura Afro-brasileira
3.2. Questões de Gênero e Cultura Afro-brasileira
3.3. Religiosidade afro-brasileira
3.4. Arte Afro-brasileira
4. Nossa herança: Memória e Identidade Afro-brasileira hoje.
4.1. Negro, mulato, mestiço… O que é ser negro no Brasil de hoje?
4.2. Negros em movimento: a igualdade racial na educação e na política.
Bibliografia básica.
AMADO, Wolmir J et alii. A religião e o negro no Brasil. São Paulo : Edições Loyola, 1989.
MEILLASSOUX, Claude. Antropologia da escravidão. Rio de Janeiro : Jorge Zahar, 1995.
MUNANGA, Kabenguele (Org.). História do negro no Brasil – v.1. Brasília : fundação Palmares / MinC /
CNPq, 2004.
MUNANGA, Kabenguele et GOMES, Nilma Lino. O negro no Brasil de hoje. São Paulo : Global, 2006.
RAMOS, Arthur. O negro brasileiro. Rio de Janeiro : Graphia, 2001
VOGEL,Arno, MELLO,Marco Antonio da Silva e BARROS,José F. Pessoa de . A galinha d’angola:
iniciação e identidade nacultura [Link] de Janeiro:[Link]. 1998
Bibliografia Complementar:
CASHMORE, Ellis. Dicionário de relações étnicas e raciais. São Paulo : Selo Negro, 1996.
D’ADESKY, Jacques. Racismos e anti-racismos no Brasil. Rio de Janeiro : Pallas, 2001.
DAVIDSON, Basil. Mãe negra. Lisboa : Sá da Costa, 1978.
GOMES, Nilma Lino et SILVA, Petronilha B. Gonçalves da (Orgs.). Experiências étnico-culturais para a
a
formação de professores. Belo Horizonte : Autêntica, 2006, 2 .
HERNANDEZ, Leila Leite. A África na sala de aula. São Paulo : Selo Negro, 2005.
LLIFFE, John. África. História de um continente. Cambridge : Cambridge University Press, 1998.
OLIVEIRA, Eduardo de. Quem é quem na negritude brasileira. V.1. Brasília : Secretaria Nacional dos
Direitos Humanos do Ministério da Justiça, 1998.
PINHO, Patrícia de Santana. Reinvenções da áfrica na Bahia. São Paulo : Annablume, 2004.
PRIORE, Mary Del. Religião e religiosidade no Brasil colonial. São Paulo : Ática, 2002.
63
Disciplina: Etnologia Indígena
Lotação: ICHI
Código: 10288 Duração: semestral
Caráter: obrigatória Localização no QSL: 5º semestre
CH Total: 45 CH semanal: 3 Créditos: 03
Sistema de Avaliação: sistema I
Ementa:
Estudos das sociedades indígenas brasileiras nos seus aspectos sociais, econômicos, políticos,
rituais, mágico-religioso e cosmológico. Sociedades indígenas e suas relações com a sociedade
nacional.
Conteúdo Programático:
1. Objeto e problemas
2. A pesquisa Antropológica sobre povos indígenas no Brasil]
3. Território, economia e política nas sociedades indígenas das terras baixas sul-
americanas.
4. Religião, Cosmologia, ritual, xamanismo e a noção de pessoa nas sociedades
indígenas das terras baixas sul-americanas.
5. Contato Interétnico
6. Política indigenista;
Bibliografia Básica:
CARNEIRO DA CUNHA, Manuela . Introdução a uma história indígena. in História dos
Indios do Brasil. São Paulo, Companhia das Letras, 1992.
CLASTRES, Pierre. 2003. A sociedade contra o Estado. Pesquisas de antropologia
política. São Paulo: Cosac & Naify:
DA MATTA, Roberto 1976. Um Mundo Dividido: a Estrutura Social dos Apinayé.
Petrópolis:Vozes
FRANCHETTO, B, & M. Heckenberger. 2001. Os Povos do Alto Xingu: Cultura e
História. Rio de Janeiro: UFRJ.
LARAIA, Roque de Barros. Tupi: índios do Brasil atual. São Paulo: FFLCH/USP.
Bibliografia Complementar
ALMEIDA, Rita Heloisa de O Diretório dos Indios. Um projeto de civilização dos
índios do século XVIII Brasilia, Editora da Universidade de Brasilia, 1997
CARNEIRO DA CUNHA, Manuela . “De amigos formais e pessoas; de companheiros,
espelhos e identidades”. In: Carneiro da Cunha, M. 1986. Antropologia do Brasil: mito,
história, etnicidade
FAUSTO, Carlos. “De primos e sobrinhas: terminologia e aliança entre os Parakanã (tupi)
do Para”. In: Viveiros de Castro, E. Org. 1995. Antropologia do Parentesco: Estudos
Ameríndios. Editora UFRJ.
GALVÃO. Eduardo. 1979. Encontros de sociedades. Índios e Brancos no Brasil. Rio
de Janeiro. Paz e Terra:
64
Disciplina: Sociedades Pré-coloniais Americanas II
Lotação: ICHI
Código: 10299 Duração: semestral
Caráter: obrigatória Localização no QSL: 5º semestre
CH Total: 45 CH semanal: 3 Créditos: 03
Sistema de Avaliação: sistema I
Ementa: Período Formativo: agricultura e urbanismo. Olmecas, Teotihuacan, Maias, toltecas,
Aztecas, Chavin, Nazca, Tiahuanaco, Huari, Mochicas, Incas
Conteúdo Programático:
Formativo, Classíco/Pós-Clássico, Desenvolvimento Regional/Período de Integração,
Culturas Regionais/Horizonte Médio/Etados Regionais/Horizonte Inca, Cerâmico: o
problema da periodização na Arqueologia americana.
2: A domesticação e a agricultura: o Formativo - Puerto Hormiga, Valdivia, Vale de
Tehuacan e Taperinha.
3: O fenômeno urbano: A Mesoamérica e o mundo andino - duas perspectivas da
urbanização.
4: Os Olmecas: cultura arqueológica preterita da Mesoamérica?
5: Teotihuacan: o cimento mesoamericano.
6: A invenção da escrita: Zapotecas, Mixtecas e Maias.
7: Os Maias: o mundo do cosmos e o mundo material.
8: Hegemonia nahua/nahuatl na Mesoamérica: dos Toltecas aos Aztecas.
9: Do mosáico cultural até a primeira hegemonia andina: Chavin, San Agustin, Mochica,
Nasca, Tiahuanaco, Huari.
10: Os Estados Regionais nos Andes: Muisca, Cañari, Chimú, Chancay e Diaguite.
11: Os Incas: organização social, econômica e política. "Incaização" e independência
cultural.
12: O que acontece na Amazônia ?
Bibliografia Básica:
CORTÉS, Hernán, Cartas de relación, México, Editorial Porrúa, 1993.
COE, Michael D., Mexico. From the Olmecs to the Aztecs, 4ª edição, Londres, Thames & Hudson, 1994.
LÓPEZ AUSTIN, Alfredo, El Pasado Indígena, 3ª ed., México, FCE – Colégio de México, 2001.
SOUSTELLE, Jacques, La Vida Cotidiana de los Aztecas en vísperas de la Conquista, México, F.C.E, 1994.
THOMPSON, J. Eric, Maya History and Religion, s.l., University of Oklahoma Press, 1970.
Bibliografia Complementar
MILLER, Mary Ellen, The Art of Mesoamerica, Londres, Thames & Hudson, 1996.
MILLER, Mary Ellen e Taube, Karl, An Illustrated Diccionary of Gods and symbols of Mesoamerica,
Londres, Thames & Hudson, 1993.
DÍAZ del Castillo, Bernal, Historia Verdadera de la Conquista de la Nueva España, (intr. y notas) JOAQUÍN
Ramírez Cabañas, 9ª edición, México, Editorial Porrúa, 1972.
DÚRAN, Fray Diego, Historia de las Indias de Nueva España e Islas de Tierra Firme, (intr.) Rosa CAMELO
y José Rubén Romero, México, CONACULTA, II vols, 1995.
LANDA, Fray Diego de, Relación de las Cosas de Yucatán, (estudo e revisão), col. Cien de México, México,
CONACULTA, 1994.
SAHAGÚN, Bernardino de, Historia General de las Cosas de Nueva España, (eds.) A. López Austin e J.
García Quintana, 3ª edición, México, CONACULTA, III vols, 2000.
POPOL VUH, Trad., introd. e notas de Adrián Recinos, México, FCE, 1947; versão, pref. e notas de Ernesto
Sampaio, Lisboa, Hiena, 1994.
65
Disciplina: Tecnologias líticas
Lotação: ICHI
Código: 10302 Duração: semestral
Caráter: obrigatória Localização no QSL: 5º semestre
CH Total: 60 CH semanal: 4 Créditos: 4
Sistema de Avaliação: sistema I
Ementa: O material lítico como documento. Técnicas de análises líticas e representação
gráfica. Sistemas de classificação lítica. Material lítico e sociedade. Indústrias líticas na
América.
Conteúdo Programático:
1: o material lítico como documento arqueológico.
2: a matéria prima: características e propriedades térmicas e mecânicas.
3: lascamento, debitagem, retoques e polimento: o interesse da Arqueologia
experimental.
4: Morfologia e função.
5: técnicas de descrição, terminologia e representação gráfica.
6: técnicas de classificação lítica.
7: circulação dos artefatos e das materias primas: o problema do estilo.
8: as principais indústrias líticas na América e no Brasil
Bibliografia Básica
ANDREFSKY , William. 2006 Lithics: Macroscopic Approaches to Analysis. Cambridge,
Cambridge University Press
ANDREFSKY, William. 2005 Lithics Debitage. University of Utah Press.
SEMENOV, S.A. - Prehistoric technology. Bath, 1973
TIXIER, J., INIZAN, M.I., & ROCHE, H. - Préhistoire de la pierre taillée. Valbonne, 1980.
PROUS, André - "Os Artefatos Líticos, Elementos Descritivos Classificatórios".in: Arquivos do
Museu de História Natural UFMG, vol 11 p. 1-89. 1986/90.
Bibliografia complementar
BRÉZILLON, M.N. - La dénomination des objets de pierre taillée. Matériaux pour un vocabulaire
des préhistoriens de langue française. Paris, Éditions du CNRS, 1968
BOËDA, E; GENESTE, J.M. e MEIGNEN, L. - "Identification de Chaines Opertoires Lithiques du
Paleolitique Ancien et Moyen", in: PALEO: Revue d'Achéologie Préhistorique, 2: 43-80. 1990.
GENESTE, J.M. “Système Techniques de Production Lithique: Variation Technoéconomiques
dans les processus de realization des outillages paléolithiques” In: Techniques et Culture
Hoeltz, Sirlei E. Artesão e artefatos pre-históricos do Vale do rio Pardo. Santa Cruz do Sul.
EDUNISC. 1999
KERN, Arno A (org) – Arqueologia pré-histórica do Rio Grande do Sul. Porto Alegre, Mercado
Aberto 1991
66
Disciplina: Técnicas de Documentação Arqueológica
Lotação: ICHI
Código: 10298 Duração: semestral
Caráter: obrigatória Localização no QSL: 5º semestre
CH Total: 30 CH semanal: 2 Créditos: 02
Sistema de Avaliação: sistema I
Ementa: Importância da Fotografia, desenho técnico e outras formas de representação
como instrumentos operacionais para a documentação do trabalho arqueológico.
Conteúdo Programático:
1. Técnicas fotográficas: Exposição (luz ambiente, artificial),focagem, profundidade de campo, cor,
filtragens, enquadramento, composição , transmissão de mensagem, formas, linhas de força,
perspectiva. A captura digital de imagens: elementos da câmera digital; O arquivo digital: Profundidade
de bits, compactação e formatos de arquivos;
2. Caracterização do desenho arqueológico no contexto do desenho técnico/ilustração científica:
Reconstrução gráfica
3. Técnicas de desenho e reconstrução gráfica de fragmentos cerâmicos. Cálculo de diâmetro, Orientação,
Secção e perfil, Projeção ortogonal, Decoração.
Técnicas de desenho de pedra lascada: Orientação, Desenvolvimento das vistas e secções de acordo
com o cubo de projeção; rotação direta e indireta.
4. Utilização de meios informáticos: Tratamento digital da imagem (com Adobe Photoshop), Tintagem de
originais (com Adobe Illustrator).
5. Introdução ao desenho de campo: Plantas, Cortes, Perfis estratigráficos
6. O Diário de Campo: a domesticação teórica do olhar. Registro de informações, contexto de coleta de
dados, Notas descritivas e notas reflexivas.
Bibliografia Básica:
ADKINS, L e R (1989) - Archaeological Illustration, Cambridge University Press.
ARCELIN, P. (1979) - Normalisation du dessin en ceramologie. D.A.M.. Montpellier:
DAUVOIS, M. (1976) - Précis de dessin dynamique et structural des industries lithiques
préhistoriques. Paris: Ed. Pierre Fanlac
FEUGÈRE, M. (1982) - Normalisation du dessin en archéologie: le mobilier non-
céramique. Lambesc: D.A.M.
GRIFFITHS, N.; JENNER, A.; WILSON, C. (1990) – Drawing Archaeological Finds.
MARTINGELL, H.; SAVILLE, A. (1988) - The illustration of lithicartefacts: a guide to
drawing stone tools for specialist reports. Northampton: AAIS and LSS
MARTINGELL, H.; SAVILLE, A. (1988) - The illustration of lithicartefacts: a guide to
drawing stone tools for specialist reports. Northampton: AAIS and LSS
PEIRANO, Mariza. A Favor da Etnografia. Rio de Janeiro, Relume Dumará, 1995.
RIGOIR, Y. (1975) - Le dessin technique en céramologie. Lambesc: L.D.S.P.
SOUSA, F. (1999) - Introdução ao Desenho Arqueológico. Almada: Câmara Municipal.
67
Disciplina: Teorias da Arqueologia III
Lotação: ICHI
Código: 10306 Duração: semestral
Caráter: obrigatória Localização no QSL: 5º semestre
CH Total: 60 CH semanal: 4 Créditos: 04
Sistema de Avaliação: sistema I
Ementa: Vertentes contemporâneas do pensamento arqueológico. Arqueologia pós-
processual. Arqueologia social na América Latina. Arqueologia Evolutiva Darwiniana.
Conteúdo Programático:
1 - Arqueologia pós-processual.
1.1 - Arqueologia contextual.
1.2 - A Arqueologia Estrutural e Simbólica
1.3 - A Arqueologia Crítica
2 - Arqueologia social na América Latina.
3 - A Arqueologia Evolutiva Darwiniana
Bibliografia Básica:
HODDER, Ian - Interpretación en arqueología. Corrientes actuales. Barcelona,
Crítica/Grijalbo Mondadori, 1994.
HODDER, Ian, SHANKS, Michael, et al. - Interpreting archaeology. Finding meaning in
the past. London, Routledge, 1995.
LUMBRERAS, Luis G. - La Arqueologia como ciência social. Lima, Ediciones Peisa, 1981.
POLITIS, Gustavo & PERETTI, R. - Teoría arqueológica en América del Sur. UNICEN,
2004.
SHANKS, M. & TILLEY, C. - Reconstructing archaeology. Blakwell Press, 1987.
TILLEY, C. - A Phenomenology of landscape. Places, paths and monuments. Oxford, Berg, 1984.
Bibliografia Complementar
ALCINA FRANCH, José - Arqueología antropológica. Madrid, Akal, 1989.
ANGELO, D. - "La arqueología en Bolivia. Reflexiones sobre la disciplina a inicios del
Siglo XXI", in: Arqueología Suramericana 1 (2) 185-211. 2005.
BARRETO, Cristina - "Arqueología Brasileira: una perspectiva histórica y comparada", in:
Revista do Museo de Arqueologia e Etnologia, Suplemento 3, p.201-212. São Paulo,
USP, 1999.
BENDER, B. - "Time and Landscape", in: Current Anthropology, vol. 43: 103-112. Chicago,
University of Chicago Press, 2002.
BRADLEY, R. - An archaeology of natural places. Londres, Routledge, 2000.
HODDER, Ian - Theory and practice in archaeology. London, Routledge, 1992.
HODDER, I. & PREUCEL, R.W. - Contemporary Archaeology in Theory. A Reader. Cambridge, Blackwell Publishers Inc. 1996.
JELIN, E. & LANGLAND, V. - Monumentos, memoriales y marcas territoriales. Siglo XXI
de España y Argentina Editores, 2003.
LOVELL, N. (ed) - Locality and Belonging. Londres, Routledge, 1998.
PIAZZINI, C. - "Arqueología, espacio y tiempo: una mirada desde latinoamerica", in: Arqueología
Suramericana 2 (1): 3-25. 2006.
POLITIS, Gustavo - "Introducción y Política nacional, arqueología y universidad en Argentina", in:
Gustavo Politis (ed): Arqueología Latinoamericana Hoy. Bogotá, Editorial del Fondo de Promoción de
la Cultura, 1992.
68
POLITIS Gustavo & PÉREZ GOLLÁN, J. - "Latin American Archaeology: between
colonialism and globalization", in: L. Meskell & R. Preucel (eds.): A Companion to Social
Archaeology, pp. 353-373. London, Blackwell Publishing, 2004
RENFREW, COLIN & BAHN, PAUL - Arqueología. Teoria e Métodos. Barcelona, Akal.1993.
RENFREW, COLIN & SCARRE, C. - Cognition and Material Culture:The Archaeology of Symbolic Storage. Cambridge, MacDonald
Institution of Archaeological Research,1998.
SANOJA, Mario O. - "Temas de debate en Arqueologia social", in: Cuadernos de Antropologia nº 2. Universidade de Costa Rica, 1983.
THIESEN, Beatriz V. - As paisagens da cidade. Arqueologia da área central da Porto Alegre
do século XIX. Porto Alegre, PUC, 1999.
THIESEN, Beatriz V. - "Significados nas representações escultóricas da fachada da
Cervejaria Bopp & Irmãos, Porto Alegre", in: Anais do Museu Paulista, n.s., vol.14, n.1,
p.167-194. São Paulo, Museu Paulista - Universidade de São Paulo, 2006.
THOMAS, J. - "Archaeologies of place and landscape", in: Archaeological theory today, I.
Hodder (ed.), pp. 165-186. Cambridge, Polity Press, 2001.
TILLEY, C. - "The powers of rocks: topography and monument construction on Bodmin Moor", in:
World Archaeology 28 (2): 161-176. 1996
TRIGGER, Bruce, G. - Historia del pensamiento arqueológico. Barcelona, Crítica/Grijalbo
Mondadori, 1992.
WHITLEY, D.S. - Reader in Archaeological Theory. Post-Processual and Cognitive Approaches. London, Routledge.1998.
69
Disciplina: Metodologia da Pesquisa Arqueológica III
Lotação: ICHI
Código: 10315 Duração: semestral
Caráter: obrigatória Localização no QSL: 5 º semestre
CH Total: 30 CH semanal: 2 Créditos: 2
Sistema de Avaliação: sistema I
Ementa: Metodologias arqueológicas em contexto de empreendimentos com impacto
sobre o patrimônio arqueológico
Conteúdo Programático:
Natureza, justificação e objetivos da ação
Enquadramentos legais da prática arqueológica no Brasil
Objetivo e metodologias de trabalho arqueológico em EIA
Acompanhamento Arqueológico: objetivos e procedimentos metodológicos
A prospecção arqueológica: objetivos e procedimentos metodológicos
A Escavação Arqueológica: objetivos e problemas de escala. Procedimentos metodológicos
Relatórios de trabalhos arqueológicos: Exigências legais e disciplinares, conteúdo e organização.
Bibliografia Básica:
MONTICELLI, G. . Um sítio arqueológico inédito em Lavras do Sul/RS. Revista Textura - Letras e
História da ULBRA, Canoas, RS, 2005.
MONTICELLI, G. . Os licenciamentos ambientais municipais: atribuições e repercussões na
pesquisa arqueológica. Revista do CEPA, Santa Cruz do Sul, 2003.
Arqueologia no meio empresarial, 2000, Goiânia. Arqueologia no meio empresarial. Campo
Grande: Editora da UFMS, 2002. p.281 - 288.
MELLO, P. J. C. Rodovias e Ferrovias - Arqueologia e licenciamento ambiental - estratégias para
a atuasção profissional na primeira década do sec. XXI In: XII congresso da SAB, São Pauloa. XII
congresso da SAB - Arqueologias da América Latina. , 2003..
70
Disciplina: Técnicas e métodos em pesquisa qualitativa
Lotação: ICHI
Código: a definir Duração: semestral
Caráter: optativa Localização no QSL: 5º semestre
CH Total: 45 CH semanal: 3 Créditos: 3
Sistema de Avaliação: sistema I
Ementa: Metodologia, técnicas e recursos da pesquisa qualitativa na tradição antropológica e
etnográfica.
Conteúdo Programático:
1. Métodos e técnicas de pesquisa na tradição etnográfica
2. O projeto de pesquisa e opções metodológicas
3. A etnografia, observação participante e diário de campo
4. O texto etnográfico
6. Entrevista
7. Análise de redes sociais
Bibliografia Básica:
CARDOSO, Ruth (Org). A aventura antropológica. Rio de Janeiro. Paz e Terra, 1986.
CLIFFORD, James. A experiência etnográfica. Antropologia e literatura no século XX. Editora
UFRJ. 2002.
ELIAS, Nobert; SCOTSON, John. Os estabelecidos e os Outsiders. Jorge Zahar, 2000.
GEERTZ, Clifford. O saber local. Petrópolis, Vozes, 1997.
OLIVEIRA, R.C. O Trabalho do antropólogo. Ed. Unesp, 2006.
Bibliografia Complementar:
BIANCO, Bela (org). Antropologia das sociedades contemporâneas - métodos. São Paulo. Global
Universitária, 1987.
ECO, U. Análise estrutural da narrativa. Petrópolis. Vozes, 1976.
PEIRANO, M. Uma antropologia no plural. Três experiências contemporâneas. Brasilia, Ed. UnB,
1991.
ROCHA, A. L. C. ECKERT, C. O tempo e a Cidade. Porto Alegre. Ed. UFRGS, 2005.
VELHO, G. Individidualismo e Cultura. Notas para uma antropologia da sociedade
contemporânea. Jorge Zahar Ed. Rio de Janeiro, 1997.
71
Disciplina: Gerenciamento Costeiro Integrado
Lotação: ICHI
Código: 05196 Duração: semestral
Caráter: optativa Localização no QSL: 5º semestre
CH Total: 45 CH semanal: 3 Créditos: 3
Sistema de Avaliação: sistema I
Ementa: Visão Integrada da Zona Costeira; Gerenciamento costeiro; A costa brasileira –
características, principais problemas; Estratégias de gestão; A arqueologia e o
Gerenciamento Costeiro Integrado.
Conteúdo Programático:
1. VISÃO INTEGRADA DA ZONA COSTEIRA
a. Definição e localização da Zona Costeira
b. Os macrocomponentes da zona costeira
c. Gestão ambiental
d. Gerenciamento costeiro
e. Instrumentos para o ordenamento territorial e ambiental
2. PROBLEMAS AMBIENTAIS DA COSTA BRASILEIRA
a. A zona costeira brasileira
b. Os principais problemas associados a cada região da costa
3. ESTRATÉGIAS DE GESTÃO
a. O Ambiente Urbano
b. Planejamento Territorial Urbano
c. Políticas Públicas
d. Plano Diretor
e. Agenda Ambiental
f. Agenda 21 local
g. Projeto de Gestão Integrada da Orla Marítima
h. Plano Ambiental Municipal
4. OS ESTUDOS DE ARQUEOLOGIA NO PROCESSO DE GESTÃO
BIBLIOGRAFIA BÁSICA:
BRASIL. Macrodiagnóstico da Zona Costeira na escala da União. Ministério do Meio Ambiente
- MMA. UFRJ, FUJB, LAGET. Brasília, DF: Programa Nacional do Meio Ambiente, 1996.
BRASIL. Plano Nacional de Gerenciamento Costeiro. Comissão Interministerial para os
Recursos do Mar. Brasília, DF: CIRM, 1990.
BRASIL. Plano Nacional de Gerenciamento Costeiro II. Comissão Interministerial para os
Recursos do Mar. Brasília, DF: CIRM, 1997.
CICIN-SAIN, B & KNECHT, R. Integrated coastal and ocean management: concepts and
practices. Washington D.C: Island Press, 1998. 517 p.
CLARK, J.R. 1977. Coastal Ecosystem Management. New York: John Wiley & Sons,
inc. 928 p.
CICIN-SAIN, B & KNECHT, R. Integrated coastal and ocean management: concepts and
practices. Washington D.C: Island Press, 1998. 517 p.
REIS, E.G.; TAGLIANI, C.R.; CALLIARI, L.J. & BERGESCH, M. 2005. Gerenciamento
Costeiro Integrado: Papel dos Municípios. TSC Brasil (FURG/CIRM/ONU), 1ª. edição,
material de treinamento (Programa Train-Sea-Coast Brasil).
POLETTE, M. 2004. Avaliação do processo de gerenciamento costeiro no Brasil: Bases
para discussão – Estudo de caso dos estados de São Paulo, Santa Catarina e
Pernambuco. Rede de Líderes para a Aprendizagem Coletiva dos Ecossistemas
Costeiros (Ecocostas).
72
Disciplina: Tópicos especiais de Biologia aplicada à Arqueologia
Lotação: ICB
Código: a definir Duração: semestral
Caráter: optativa Localização no QSL: 5º semestre
CH Total: 45 CH semanal: 3 Créditos: 3
Sistema de Avaliação: sistema II
Conteúdo Programático:
Conteúdo programático variável conforme o tópico escolhido.
Bibliografia Básica
Bibliografia variável conforme o tópico escolhido.
73
Disciplina: Arqueologia da morte
Lotação: ICHI
Código: a defnir Duração: semestral
Caráter: Opcional Localização no QSL: 5° semestre
CH Total: 45 CH Semanal: 3 Créditos: 3
Sistema de Avaliação: Sistema I
Ementa:
Conhecer o tratamento dos restos funerários a traves da historia da
Arqueologia, centrando o tema na pré-historia. Analisar as diferentes líneas
de investigação que permite esse estudo. Revisar as diferentes metodologias
de trabalho nas diferentes posturas teóricas
Conteúdos Programáticos:
- O que é a arqueologia da morte?
- Diferentes líneas de investigação
- Morte e complexidade social desde o processualismo.
- A morte e os pós-modernos
- A morte e a perspectiva marxista
-Estudos de caso.
BIBLIOGRAFIA:
Balaguer, Paz, Ma Inês Fregeiro, Camila Oliart, Cristina Rihuete y Elena
Sintes 2002 Indicadores de actividad física y cargas laborales en el esqueleto
humano. Posibilidades y limtaciones para el estúdio del trabajo y su
organización social en sociedades extintas. En Primer Congreso de Análisis
funcional en España y Portugal, 2001 Barcelona. Editado por Ignacio
Clemente, Roberto Risch y Juan Gibaja, pp.97-108. BAR Internacional Series,
Archaeopress. Oxford.
Binford, Lewis 1972 Mortuary Practices: Their Study and their potential. En:
An Archaeological Perspective. Pp. 209-243. Seminar Press. New York.
Chapman, Robert. 2003 Archaeologies of Complexity. Routledege. New York
GUILAINE, J. ZAMMIT, J. 1998. Le sentier de la Guerre. Ed. Seuil. Paris.
MAY (F) 1986 Les Sépultures préhistoriques. Ed. Du CNRS, Paris.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
BUIKSTRA, J. 1981. Mortuary practices, paleodemography and
paleopatology: a case study form Koster Site (Illinois), The Archaeology of
Death: 106-123, Chapman, Kinnes y randsborg (Eds.), Cambridge University
Press, Cambridge.
LAMBERT, P.; BILLMAN, B. ; BANKS, L. 2000. Explaning Variability in
mutilated human bone assemblages from the American Southwest: A case of
study form the southern piedmont of sleeping Ute Mountain, Colorado”,
International Journal of Osteoarchaeology, 10: 49-64.
TAINTER, J. 1978. Mortuary Practices and the Study of Prehistoric Social
systems. Advances in Archaeological Mehod and Theory, Vol. I, M. B. Schiffer
(Ed.), Academic Press, New York.
UCKO, P. 1969. Ethnography and archaeological interpretation of funerary
remains. World Archaeology, 1:262-280
VIGNATTI, M. A. 1941 “Censo oseo de paquetes funerarios de origen
Guaraní”, Revista del Museo de La Plata, T II: 1-11, La Plata.
74
Disciplina: Arqueologia do Capitalismo III
Lotação: ICHI
Código: 10305 Duração: semestral
Caráter: obrigatória Localização no QSL: 6º semestre
CH Total: 45 CH semanal: 3 Créditos: 03
Sistema de Avaliação: sistema I
Ementa: Arqueologia da Sociedade Global. Uniformização e resistência. Grupos subalternos,
culturas populares e resistência.
Conteúdo Programático:
1. Homogeneidade e singularidades
2. Globalização e fronteiras
3. Memória e cultura material: o passado como poder
4. Arqueologia de gênero e feminismo
Bibliografia Básica:
FUNARI ,Pedro Paulo A. , ZARANKIN, Andrés , REIS , José Alberione dos Arqueologia da repressão e
da resistência América Latina na era das ditaduras (décadas de 1960 -1980).São Paulo, Anna Blumes,
Fapesp, 2008.
75
Disciplina: Tecnologia dos vidros e metais
Lotação: ICHI
Código: 10303 Duração: semestral
Caráter: obrigatória Localização no QSL: 6º semestre
CH Total: 60 CH semanal: 4 Créditos: 4
Sistema de Avaliação: sistema I
Ementa: Análise dos diferentes materiais e sua importância na compreensão da produção e do
consumo na sociedade moderna.
Conteúdo Programático:
1. A louças
1.1 - Classificação: matéria-prima, forma, decoração, dimensões, técnicas de manufatura
e/ou decorativas e características físico-químicas
1.2. Cronologias.
1.3. Função prática e função simbólica
2. Os vidros:
2.1.Técnicas de fabricação
2.2. análise morfológica e funcional,
2.3. identificação marcas
2.4. cronologia
2.5. Função prática e função simbólica
3. Metais:
3.1. Tecnologias e tipologias
3.2. Função prática e função simbólica
Bibliografia Básica:
BAART, Jan. Glass Beads Sites in Amsterdam. Historical Archaeology, 22(1):67-75.1988
BAUGER-PERLIN - Analysing Glass Bottles for Cronology. Function and Trape Networks.
in: DICKENS, JR. & ROY (eds.) Studies in Historical Archaeology. Archaeology of
Urban América. New York, Academic Press. pp: 258-327 1988
BRANCANTE, Eldino F. - O Brasil e a cerâmica antiga. São Paulo, Cia Litográfica
Ipiranga. 1981
BUSCH, Jane. Second Time Around: a Look at Bottle Reuse. Historical Archaeology
21(1):67-80.1987
MILLER, G. L. & SULLIVAN, C- Machine-made glass containers and the end of production for
mouth-blown bottles. Historical Archaeology.18(2):83-96. 1984
MILLER, George. A revised set of cc index values for classification and economic scaling of
english ceramics from 1787 to 1880. Historical Archaeology, 25 (1), 1991. p.1-25.
SHEPHARD, Steven J. Status variation in antebellum Alexandria. In: SPENCER-WOOD, S. (ed.),
Consumer choice in historical archaeology. New York: Plennum Press,1987. p.163-198.
SOUTH, S. 1978. Evolution and horizon as revealed in ceramics analysis in historical
[Link]: SCHUYLER, R.L. (Ed.) Historical Archaeology: a guide to substantive and
theoretical contributions. New York, Baywood Publishing Company Inc.
SPENCER-WOOD, Suzanne. Introduction. In: SPENCER-WOOD, S (ed.), Consumer
choice in historical archaeology. New York: Plennum Press,1987. p.1-24.
TOCCHETO, F. et al. 2001. A faiança fina em Porto Alegre. Vestígios arqueológicos de
uma cidade. Porto Alegre, EU/Secretaria Municipal de Cultura.
ZANETTINI, P.E. & CAMARGO, P.F.B. s.d. Cacos e mais cacos de vidro: o que fazer com
eles? Mimeografado
76
Disciplina: História Contemporânea
Lotação: ICHI
Código: 10318 Duração: semestral
Caráter: obrigatória Localização no QSL: 6° semestre
CH Total: 45 CH semanal: 3 Créditos: 3
Sistema de Avaliação: sistema I
Ementa: Revoluções industriais; estruturas do Estado nos séculos XIX e XX; sistemas
sociais e estratificação no mundo contemporâneo. Processos históricos a partir das
Revoluções Burguesas, até o Choque dos Imperialismos que culmina na Grande Guerra
Conteúdo Programático:
1. A «Era das Revoluções».
1.1. A Revolução Industrial.
1.2. A Revolução Francesa.
2. O liberalismo e a democracia. As revoluções liberais e democráticas na primeira
metade do século XX.
2.1. Nacionalismos, internacionalismos e imperialismos.
2.2. A transformação da sociedade:
2.2.1. A explosão populacional e a «transição demográfica».
2.2.2. Migrações internas e emigração.
2.2.3. A urbanização no período da industrialização.
2.2.4. A reestruturação social. As burguesias e o operariado. Movimemto operário.
3. A Primeira Guerra Mundial.
Bibliografia Básica:
ARRUDA, M.A.N. Metrópole e Cultura. Bauru: Edusc, 2001.
BERMAN, M. Tudo que é sólido desmancha no ar. São Paulo: Cia das Letras, 1986.
BODEI, R. A filosofia do século XX. Bauru: Edusc, 2000.
CHOMSKY, N. Propaganda e consciência popular. Bauru: Edusc, 2003.
DOSSE, F. O Império do sentido. Bauru: Edusc, 2003.
EDER, K. A Nova política de classes. Bauru: Edusc, 2002.
HOBSBAWN, E. A Era dos extremos, 1914-1991. São Paulo: Cia das Letras, 1993.
HOBSBAWN, E. A Era do Capital (1848-1975). Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1977.
HOBSBAWM, E. Da Revolução Industrial Inglesa ao imperialismo. Rio de Janeiro:
Forense, 1978.
KUPER, A. A cultura na visão dos antropólogos. Bauru: Edusc, 2002.
LATOUR, B. A esperança de Pandora. Bauru: Edusc, 2001.
MATHEUS, G. Cultura global e identidade individual. Bauru: Edusc, 2002.
MATTELART, A. A Globalização da comunicação. Bauru: Edusc, 2000.
MILIBAND, R. Socialismo e ceticismo. Bauru: Edusc; São Paulo: Unesp, 2000.
PEYREFITTE, A. Os “milagres” na economia. Bauru: Edusc, 2000.
SCHOUTZ, L. Estados Unidos: poder e submissão. Bauru: Edusc, 2000.
TOURAINE, A. Como sair do liberalismo. Bauru: Edusc, 2000.
77
Disciplina: EtnoArqueologia
Lotação: ICHI
Código: 10295 Duração: semestral
Caráter: obrigatória Localização no QSL: 6º semestre
CH Total: 45 CH semanal: 3 Créditos:3
Sistema de Avaliação: sistema I
Ementa: Arqueologia como ciência social. Definições de EtnoArqueologia. Modelos etnográficos:
limites e possibilidades. Arqueologia experimental.
Conteúdo Programático:
1. EtnoArqueologia: definição, propostas e possibilidades interpretativas.
2. Implicações para a Etnografia e a Arqueologia.
3. Teoria e método de estudos em EtnoArqueologia.
4. Estudos Etnoarqueológicos de cultura material.
5. Procedimentos de campo na pesquisa Etnoarqueológica.
6. O uso de analogias e modelos Etnoarqueológicos: alcances e limitações.
Bibliografia Básica:
BINFORD, L.R. Nunamiut Etnoarchaeology. Academic Press, New York, 1978.
DONNAN, C.B. & CLEWLOW, C.W. (ed.) Ethnoarchaeology. Institute of California, University of
California, Los Angeles, 1974.
KRAMER, C. Ethnoarchaeology: implications to Ethnography for Archaeology.
Columbia University Press, New York, 1979.
LONGACRE, W.A. (ed.) Ceramic Ethnoarchaeology. University of Arizona Press,
Tucson, 1991.
SIMMS, S.R. & HEATH, K.M. Site structure of the orbit inn: an application of
Ethnoarchaeology. American Antiquity 55(4):797-813, 1990.
78
Disciplina: Tecnologias cerâmicas
Lotação: ICHI
Código: 10301 Duração: semestral
Caráter: obrigatória Localização no QSL: 6º semestre
CH Total: 60 CH semanal: 4 Créditos: 4
Sistema de Avaliação: sistema I
Conteúdo Programático:
1: A cerâmica como documento
- origem da cerâmica no mundo em geral e no Brasil em particular.
- cerâmica e cronologia: a cerâmica como marcador cronológico.
- cerâmica e sociedade: reflexões sobre a cerâmica como marcador de identidade e
hierarquia social.
- cerâmica e economia: a cerâmica como testemunha das redes de intercâmbio.
- reflexão sobre o conceito de estilo.
2: Fabricação da cerâmica.
- a matéria prima: as diferentes argilas e suas propriedade fisico-químicas.
- preparação da massa.
- técnicas de montagem.
- os tratamento de superfície.
- a queima: as diferentes etapas da queima e as estruturas de combustão.
- morfologia geral e morfologia segmentar da cerâmica .
3: Técnicas de classificação
- Que classificar e para que serve a classificação: problemáticas, objetivos e
metodologias relacionadas.
- tipologia hierarquizada.
- tipo-variedade.
- seriações.
- técnica do desenho cerâmico.
4: As ciências exatas a serviço da ceramologia.
- análise da pasta e determinação das fontes de materia prima.
- análise funcional: função lógica e uso. Análise das marcas de uso e dos restos de
alimentos.
- estudo da circulação da cerâmicas como objeto de intercâmbio ou como embalagem de
produtos intercambiados: análise do elementos traça e petrografia.
5: Quantificação do material cerâmico.
- O que contar: cacos ou vasos?
- contagem absolutas e densidade proporcional: o problema dos fatores de ponderação.
- quantos vasos?: cálculo do Número Máximo de Individuos e do Número Mínimo de
Individuos.
Bibliografia Básica:
GIBSON, A - Prehistoric pottery: some recent research. BAR. Oxford, Archaeopress, 2006, 116p.
79
LIVINGSTONE-SMITH, Alexandre & BOSQUET, Dominique - Pottery manufacturing processes:
reconstitution and interpretation. BAR. Oxford, Archaeopress, 2005, 228p.
MEGGERS, B.J. & EVANS, C. - Como interpretar a linguagem da cerâmica. Smithsonian
Institution, Washington, 1970.
SHEPPARD, A.O. - Ceramics for the archaeologist. Carnegie Institution of Washington,
Washington, 1963.
SINOPOLI, Carla M. - Approaches to archaeological ceramics. New York, Plenum Press, 1991.
Bibliografia Complementar:
ARCELIN, Patrice & TUFFREAU-LIBRE, Marie (dirs.) - La quantification des céramiques.
Conditions et protocole. Actes de la Table Ronde du Centre Archéologiques Européen
du Mont-Beuvray (Glux-en-Glenne, 7-9 avril 1998). Glux-en-Glenne, Bibracte-Centre
Archéologique du Mont-Beuvray, 1998.
ARNOLD, D.E. - Ceramic Theory and Cultural Process. Cambridge University Press,
Cambridge, 1985.
BARRELET, Marie-Thérèse & GARDIN, Jean-Claude (orgs.) - À propos des
interprétations archéologiques de la poterie: questions ouvertes. Paris, Éditions
Recherche sur les Civilisations, 1986
NELSON, Ben A. (ed.) - Decoding prehistoric ceramics. Carbondale, Southern Illinois
University Press, 1985.
SKIBO, James M. - Pottery function. A use-alteration perspective. New york, Plenum
Press, 1992
80
Disciplina: Escravismo e relações étnicas
Lotação: ICHI
Código: 10300 Duração: semestral
Caráter: optativa Localização no QSL: 6º semestre
CH Total: 45 CH semanal: 3 Créditos: 3
Sistema de Avaliação: sistema I
Ementa: Escravismo no Brasil e suas conexões com as regiões de origem que participaram da
construção das redes de comércio de escravos. Implicações culturais e sociais, resultantes dessa
migração.
Conteúdo Programático:
1- A implantação do sistema escravista
- o encontro dos vários povos: índios, negros e brancos
- A exploração da mão-de-obra escrava
- o tráfico de escravos no Atlântico no império Português
Bibliografia Básica:
BASTIDE, Roger - As Américas negras: as civilizações africanas no Novo Mundo. São Paulo:
Difel/Edusp, 1974
CHALHOUB, Sidney. Visões da Liberdade: uma história das últimas décadas da escravidão
na corte. São Paulo: Cia. Das Letras, 1990.
GUIMARÃES, Antonio Sérgio & HUNTLEY, Lynn - Tirando a Máscara: ensaios sobre o
racismo no Brasil. São Paulo: Paz e Terra, 2004
SALVADOR, José Gonçalves - Os Magnatas do Tráfico Negreiro. São Paulo: Pioneira/Edusp,
1981
SCHWARCZ, Lilia M. - O Espetáculo das Raças. São Paulo: Cia. Das Letras. 2004
81
Disciplina: Sociedade Pré-coloniais Brasileiras
Lotação: ICHI
Código: 10310 Duração: semestral
Caráter: obrigatória Localização no QSL: 6º semestre
CH Total: 45 CH semanal: 3 Créditos: 3
Sistema de Avaliação: sistema I
Ementa: Estudo das culturas pré-coloniais brasileiras, desde o problema do povoamento
primitivo até os inícios da colonização européia
Conteúdo Programático:
A pesquisa arqueológica brasileira
O quadro ambiental brasileiro e suas transformações
Os caçadores-coletores pleistocênicos
Os caçadores-coletores holocênicos
Os horticultores
A arte rupestre brasileira
Bibliografia Básica
ANDRADE LIMA, T. Em busca dos frutos do mar: os pescadores-coletores do litoral
centro-sul do Brasil. In: Antes de Cabral: Arqueologia Brasileira- I – Revista da USP, nº
44, 1999-2000.
BROCHADO, J. J. J. P. A Expansão dos Tupi e da Cerâmica da Tradição Polícroma
Amazônica. In: Revista Dédalo, nº 27. São Paulo: USP, 1989.
GUIDÓN, N. As Ocupações Pré-históricas do Brasil (Excetuando a Amazônia). In:
CARNEIRO DA CUNHA, M. História dos Índios no Brasil. São Paulo: FAPESP/ SMC/
Companhia das Letras, 1992.
HECKENBERGER, M. J. Manioc agriculture and sedentarism in Amazonian: the Upper
Xingu example. In: Antiquity, vol. 72, nº 277, 1998: 633-648.
HURT, W. Adaptações Marítimas no Brasil. In: Arquivos do Museu de História Natural.
[Link]-IV. Belo Horizonte. 1983-1984.
MENDONÇA DE SOUZA, A. História da Arqueologia Brasileira In: Pesquisas.
Antropologia, nº 46. São Leopoldo: Instituto Anchietano de Pesquisas, 1991.
NOELLI, F. S. As Hipóteses sobre o Centro de Origem e as Rotas de Expansão dos Tupi.
In: Revista de Antropologia, nº 39. São Paulo: USP, 1996.
PROUS, A. A. Arqueologia Brasileira. Brasília: UNB, 1992.
PROUS, A. O Povoamento da América visto do Brasil: uma perspectiva crítica. In: Dossiê
Surgimento do Homem na América – Revista da USP, nº 34, 1997.
SCHMITZ, P. I. O Povoamento Pleistocênico do Brasil. In: Revista de Arqueologia
Americana, nº 1. México:Instituto Panamericano de Geografia e História, 1990.
TENÓRIO, M.C. (org.) Pré-história da Terra Brasilis. Rio de Janeiro: Ed. UFRJ, 1999
WÜST, I. A arte rupestre: seus mitos e seu potencial interpretativo. In: Ciências Humanas
em Revista, Vol. 2, nº 1/2. Universidade Federal de Goiás, 1991
82
Disciplina: Estágio de Campo
Lotação: ICHI
Código: 10360 Duração: semestral
Caráter: optativa Localização no QSL: 6º semestre
CH Total: 90 CH semanal: 6 Créditos: 06
Sistema de Avaliação: a definir
Conteúdo Programático:
Bibliografia Básica
83
Disciplina: Trabalho de Conclusão de Curso I
Lotação: ICHI
Código: 10362 Duração: semestral
Caráter: optativa Localização no QSL: 6º semestre
CH Total: 45 CH semanal: 3 Créditos: 03
Sistema de Avaliação: a definir
Ementa: Elaboração do projeto: planejamento, escolha e delimitação do campo de estudo,
problematização do tema, revisão bibliográfica, revisão teórica, objetivos, escolha dos procedimentos
metodológicos e técnicas.
Conteúdo Programático:
Bibliografia Básica
84
Disciplina: Educação Patrimonial na Arqueologia
Lotação: ICHI
Código: 10316 Duração: semestral
Caráter: obrigatória Localização no QSL: 6º semestre
CH Total: 30 CH semanal: 2 Créditos: 2
Sistema de Avaliação: sistema I
Ementa: Linguagens valorativas do patrimônio cultural e simbólico, vislumbrando
possibilidades de preservação da memória coletiva e individual . Ações efetivas que
garantam um projeto mais amplo de construção de identidade local.
Conteúdo Programático:
Educação Patrimonial, histórico e concepções
Teorias da Educação e Aplicação na Concepção Patrimonial – 60 horas
Fundamentos do Patrimônio. Identidade, Educação Formal e Informal – 45 horas
Oficinas de Educação Patrimonial
Bibliografia Básica
CAMPANI, Adriana . Educação patrimonial : uma experiência em busca de uma inovação
no ensinar e no [Link] Brasileira de Estudo Pedagógico , 1997. Jan /dez , U.78
m . 188-190 P. 7-21 , P.370-48 : Brasília : UEPG
HORTA, M. Lourdes. Educação Patrimonial. Musae–Consultoria e Produção Cultural, 1991.
HORTA, Maria de Lourdes P., GRUNBERG, Evelina, MONTEIRO, Adriane Queiroz. Guia Básico
de Educação Patrimonial. Brasília: Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, Museu
Imperial. 1999, p.6.
MINISTÉRIO, CULTURA . Educação Patrimonial : para que a memória não se
[Link]ódico: Amae Educando , 2003 Mar , U.36 n 313 - P.39-42 P. 370 157
Belo Horizonte: UEPG
TAMANINI, E.. Arqueologia e Educação : Teoria e Prática . in: [Link]ão Brasileira de
Antropologia e 1a. Reunião de Teoria Arqueológica na América do sul, 1998, Vitória.
[Link]ão Brasileira de Antropologia e 1a. Reunião de Teoria Arqueológica na
América do sul, 1998.
VIANA, S. A., MELLO, P. J. C., BARBOSA, M. O. Sítio arqueológico Vale dos Sonhos:
educação patrimonial em contexto urbano. Revista Habitus. Goiânia: , v.2, n.2, p.59 - 79,
2004
85
Disciplina: História e Fotografia
Lotação: ICHI
Código: 10319 Duração: semestral
Caráter: optativa Localização no QSL: 6° semestre
CH Total: 45 CH semanal: 3 Créditos: 3
Sistema de Avaliação: sistema I
Ementa: História da fotografia. Fotografia como instrumento de pesquisa e representação do
outro. Leitura da imagem fotográfica: análise crítica e contextual, conteúdo e expressão.
Conteúdo Programático:
1 - História da Fotografia
2 - Fotografia como documento e suporte de representações.
3 - Análise da imagem fotográfica:
3.1 - Análise contextual; dados gerais, parâmetros técnicos, dados biográficos e críticos.
3.2 -3.2 - 3.2 - Condições de produção e de exibição da fotografia
3.3 - Análise do conteúdo: local, tema, pessoas, objetos, tempo retratados, atributo das
pessoas e atributo da paisagem. Relações intertextuais
3.4 - Análise da expressão: tamanho, formato e tipo de foto, as diversas características
do enquadramento, a nitidez e o produtor
4 - Interpretação
Bibliografia Básica:
CIAVATTA, Maria; ALVES, Nilda (Org.). A leitura de imagens na pesquisa social. São Paulo:
Cortez, 2004
DUBOIS, Philippe. O ato fotográfico. Campinas, Sp: Papirus, 1999.
FABRIS, Annatereza (org.) Fotografia: usos e funções no século XIX. São Paulo, Edusp, 1991.
KOSSOY, Boris. Fotografia & História. 2ª ed. São Paulo: Ateliê Editorial, 2001.
LEITE, Miriam Moreira. Retratos de família: leitura da fotografia histórica. São Paulo:
EDUSP,2000
SONTAG, Susan _ Ensaios sobre fotografia; trad.: Rubens Figueiredo; São Paulo, Companhia
das Letras, 2004.
86
Disciplina: Tópicos especiais de Arqueologia das Sociedades Pré-coloniais
Lotação: ICHI
Código: 10322 Duração: semestral
Caráter: optativa Localização no QSL: 6° semestre
CH Total: 45 CH semanal: 3 Créditos: 3
Sistema de Avaliação: sistema I
Ementa: Aprofundamento dos diferentes temas sobre a América pré-colonial,
apresentando o histórico do seu desenvolvimento, os marcos teóricos e os métodos
utilizados nas abordagens anteriores e atuais. Será ministrada por diferentes professores,
inclusive convidados, tendo como temas principais: o povoamento inicial do continente
americano e do território brasileiro; caçadores-coletores; grafismos rupestres; pesquisa
arqueológica em sambaqui; horticultores ceramistas, entre outros.
Conteúdo Programático:
Á critério do professor responsável de acordo com a temática abordada.
Bibliografia Básica:
Á critério do professor responsável de acordo com a temática abordada.
87
Disciplina: Sociedade, Ambiente e Territorialidade
Lotação: ICHI
Código: a definir Duração: semestral
Caráter: opcional Localização no QSL: 6 °semestre
CH Total: 45 CH semanal: 03 Créditos: 03
Sistema de Avaliação: sistema I
Ementa:
Introdução ao tema da relação entre sociedade, cultura e natureza. As Ciências Sociais e
a questão ambiental do desenvolvimento. As interpretações dialéticas e construtivistas. A
sociedade de risco. Modernidade ecológica e sustentabilidade. Teoria da circularidade.
Teoria do ator-rede e a relação sociedade –cultura – natureza.
Conteúdo Programático:
1. Ciências Sociais, ambiente e desenvolvimento
2. Interpretações dialéticas construtivistas
3. A sociedade do risco
4. Povos tradicionais e conflitos socioambientais
5. Natureza e cultura
Bibliografia Básica:
BECK, U. GIDDENSA, A e LASH, S. (orgs). Modernização reflexiva. São Paulo, Ed. Unesp, 1997.
CARVALHO, I. C. M. A invenção ecológica. Narrativas e Trajetórias da educação ambiental no
Brasil. Porto Alegre, Editora UFRGS, 2008.
ELIAS, Norbert. A sociedade dos Indivíduos. RJ. Jorge Zahar, 1994.
EVANS-PRITCHARD, E.E.E. Os Nuer. São Paulo, Perspectiva, 1978.
GIDENS, Anthony. As Conseqüências da Modernidade. São Paulo. Ed da Unesp, 1991.
Bibliografia Complementar:
ACSELRAD, Henri (org.) Meio Ambiente e Democracia. Rio de Janeiro, 1992.
BAPTISTA DA SILVA, S. (Org.). São Miguel e Rincão dos Martimianos: ancestralidade negra e
direitos territoriais. Porto Alegre: Editora da UFRGS, 2004
BRANDÃO, C. R. Somos as águas puras. Campinas, Papirus, 1994.
CASTRO, E. PINTON, F. (Orgs.) Faces do Trópico úmido. Ed. CEJUP, 1997.
LATOUR, B. Jamais fomos modernos. Ensaio de antropologia simétrica. Editora 34. São Paulo.
2009.
88
Disciplina: Arqueologia Amazônica
Lotação:
Código: a definir Duração: semestral
Caráter: opcional Localização no QSL: 6º semestre
CH Total: 45 CH semanal: 3 Créditos: 3
Sistema de Avaliação: sistema I
Conteúdo Programático:
1: História da arqueologia amazônica. Uma arqueologia fundamental no desenvolvimento
teórico da arqueologia sul-americana. Os histórico-culturalismos e as posições
independentes. As metodologias de campo e de análise de materiais e a elaboração do
quadro cronológico: alguns problemas epistemológicos.
2: O período paleoindio - ocupação humana e meio ambiente: da adaptação humana ao
meio ambiente à adaptação do meio ambiente ao Ser Humano; o caso arqueológico da
região de Araracuará e o exemplo etnoarqueológico do Nukac (Dep. de Amazonas,
Colômbia).
3: A agricultura na Amazônia - Milho, mandioca/aipim e outras guloseimas: o Orenoco, a
ilha de Marajó e o vale de Mojos.
4: A cerâmica amazônica - A mais velha cerâmica da América? Os diferentes
estilos/tradições. Identidade cultural e cerâmica: o exemplo do estudo iconográfico da
cerâmica marajoara.
5: a periferia: O Acre e o piemonte oriental andino: zona de transição, zona de fronteira,
zona autônoma? Arquitetura monumental: o rio Upano (Equador), o alto Ucayali (Peru),
o vale de Mojos e rio Beni (Bolivia) e a bacia do alto rio Purus (Acre Brasil).
Bibliografia básica:
BRUHNS, Karen Olsen - Ancient South America. Cambridge, Cambridge University
Press, 1994, 424 p.
CAVELIER, Inês & MORA, Santiago - Ambito y ocupaciones tempranas de la América
tropical. Bogotá, Instituto Colombiano de Antropologia, 1995, 155p.
NEVES, Eduardo Góes - Arqueologia da Amazônia. Rio de Janeiro, Jorge Zahar Editor,
2006, 86p.
SCHAAN, Denise P. - Marajó: arqueologia, iconografia, história e patrimônio. Erechim,
Habilis Editora, 2009, 150 p.
SCHAAN, Denise P., RANZI, Alceu & PÄRSSINEN, Martti - orgs.: Arqueologia da
Amazônia Ocidental: os geoglifos do Acre. Belém, Editora Universitária UFPA, 2008,
192 p.
Bibliografia Complementar:
CALANDRA, Horacio A. & SALCEDA, Susana A. – “Amazonia boliviana: arqueología de
los Llanos de Mojos”. Acta Amazónica, vol.34/2, pp.: 155-163, 2004.
89
GOMES, Denise M. C. – Cerâmica arqueológica da Amazônia. São Paulo, EDUSP, 2002.
MEGGERS, Betty J. & EVANS, Clifford – Archaeological investigations at the mouth of the
Amazon. Washington, Smithsonian Institution, 1957.
ROOSEVELT, Anna C. – Moundbuilders of the Amazon: geophysical archaeology on
Marajó Island. New York, Academic Press, 1991.
STAHL, Peter W. – ed. – Archaeology in the Lowland American tropics. Current analytical
methods and applications. Cambridge, Cambridge University Press, 1995.
90
Disciplina: Surgimento das sociedades complexas
Lotação: ICHI
Código: a determinar Duração: Semestral
Caráter: Opcional Localização no QSL: 6º semestre
CH Total: 45 CH Semanal: 3 Créditos: 3
Sistema de Avaliação: Sistema I
Ementa: Conhecer o tratamento da complexidade em Arqueologia. Analisar as propostas
metodologias e seus modelos. Estudar este conceito nas diferentes posições teóricas e
conhecer as críticas realizadas ao mesmo.
Conteúdos Programáticos:
-A complexidade na ciencia
-A arqueología e a emergência da complexidade social: metodologias e modelos
-Problemas de escala e medida
-Modelos e estrategias para abordar a complexidade emergente
-Os indicadores da complexidade emergente
-Estudos de caso.
BIBLIOGRAFIA BASICA
Andrade Lima, Tania y José M. López Mazz. 2000 La emergencia de
complejidd entre cazadores-recolectores de la costa atlántica meridional
sudamericana. Revista de Arqueología Americna 17, 18 y 19: 129-175
Arnold, Jeanne. 1992 Complex Hunter-Gatherer-Fishers of Prehistoric
California: Chiefs, Specialists, and Martime Adaptations of the Channel
Islands. American Antiquity. 57(1):60-84
Chapman, Robert. 1991 La formación de las sociedades complejas. El
Sureste de la Península Ibérica en el marco del mediterráneo Occidental. Ed.
Crítica. Barcelona
Chapman, Robert. 2003 Archaeologies of Complexity. Routledege. New York.
Drennan, Robert D. 1996 One for all and all for One: accounting for Variability
without losing sight of regularities in the development of complex societies. En
Emergent Complexity. Understanding the evolution of intemediate societies,
editado por Jeanne Arnold, pp 25-34. International monographs in prehistory,
archaeological Seires 9. Ann Arbor.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
AMES, Kenneth. 1991. Sedentism: a temporal Shift or a transitional change in
hunter-gatherer mobility patterns? En: Between bands and states, ed. Susan
Gregg. Center for Archaeological Investigations, Occasional Paper No 9.
CLAY, Berle. 1992. Chiefs, Big Men, or What?: Economy, Settlement
Patterns, and their bearing on Adena Political Models. From: Cultural
Variability in Context: Woodland Settlements of the Mid-Ohio Valley, Mark
Seeman, ed. MCJA Special Paper.
Earlly, Timothy. 1995 Chiefdoms: Power, Economy, and Ideology, editado por
Timothy Earle, Cambridge University Press Britain
Price, T. Douglas y James A. Brown. 1985 Aspects of Hunter-Gatherer
complexity. En Prhistoric Hunter-Gatherers. The Emergence of Cultural
complexity, editado por T. Douglas Price y James A. Brown, pp 3-20.
Academic Press Inc. Florida, EUA
RAYMOND, J. 1993. Ceremonialism in the early Formative of Ecuador. En:
Senri Ethnological Studies 37: 25-43
91
Disciplina: Tópicos especiais de Arqueologia do Capitalismo
Lotação: ICHI
Código: a definir Duração: semestral
Caráter: obrigatória Localização no QSL: 7º semestre
CH Total: 45 CH semanal: 3 Créditos: 3
Sistema de Avaliação: sistema I
Ementa: Aprofundamento dos diferentes temas em Arqueologia do Capitalismo, com
ênfase particular nos seus aspectos teóricos e metodológicos. Será ministrada por
diferentes professores, inclusive convidados.
Conteúdo Programático:
Bibliografia Básica:
92
Disciplina: Sociedades Pré-coloniais Regionais
Lotação: ICHI
Código: 10312 Duração: semestral
Caráter: obrigatória Localização no QSL: 7º semestre
CH Total: 45 CH semanal: 3 Créditos: 03
Sistema de Avaliação: sistema I
Ementa: Estudo das culturas pré-coloniais regionais, desde o problema do povoamento
até os inícios da colonização européia
Conteúdo Programático:
História da pesquisa arqueológica no RS
Os caçadores-coletores pleistocênicos e holocênicos
Os horticultores
Os grupos indígenas e o colonizador europeu: primeiros contatos
Bibliografia Básica:
BROCHADO, J. J. J. P. Histórico das Pesquisas Arqueológicas no Estado do Rio Grande
do Sul. In: IHERINGIA - Antropologia, nº 1. Porto Alegre, 1969.
DIAS, A. S. Repensando a Tradição Umbu através de um estudo de Caso. Porto
Alegre: PUCRS, 1994.
HOELTZ.S. Artesãos e artefatos pré-históricos do vale do Pardo. Santa Cruz do
Sul,1997,180p.
KERN, A. A. (org.). Arqueologia Pré-Histórica do Rio Grande do Sul. Porto Alegre:
Mercado Aberto, 1991.
SCHMITZ, Pedro Ignacio ; ROGGE, Jairo Henrique ; ROSA, André Osorio . Arqueologia
do planalto sul-rio-grandense. História Unisinos, v. 4, p. 267-270, 2007.
93
Disciplina: Trabalho de Conclusão de Curso II
Lotação: ICHI
Código:10363 Duração: semestral
Caráter: optativa Localização no QSL: 7º semestre
CH Total: 45 CH semanal: 3 Créditos: 05
Sistema de Avaliação: a definir
Ementa: Plano provisório da monografia. Elaboração do marco teórico e execução da pesquisa.
Apresentação de um capítulo da monografia
Conteúdo Programático:
Bibliografia Básica
94
Disciplina: Estágio de Laboratório
Lotação: ICHI
Código: 10361 Duração: semestral
Caráter: optativa Localização no QSL: 7º semestre
CH Total: 60 CH semanal: 4 Créditos: 04
Sistema de Avaliação: Sistema I
Ementa: Estágio realizado em Laboratório que desenvolva atividades com acervos arqueológicos
para atuar em. higienização, classificação, análise, registro e acondicionamento de matérias
arqueológicos
Conteúdo Programático:
Bibliografia Básica
95
Disciplina: Seminário de Arqueologia Brasileira
Lotação: ICHI
Código: a definir Duração: semestral
Caráter: optativa Localização no QSL: 7º semestre
CH Total: 45 CH semanal: 3 Créditos: 3
Sistema de Avaliação: sistema I
Ementa: A disciplina se propõe a apresentar e discutir estudos de casos em pesquisas
arqueológicas desenvolvidas no Brasil ligadas aos períodos pré-colonial e pós ocupação
européia.
Conteúdo Programático:
Bibliografia básica:
Bibliografia Complementar:
96
Disciplina: Tópicos especiais de História Brasileira
Lotação: ICHI
Código: a definir Duração: semestral
Caráter: opcional Localização no QSL: 7º semestre
CH Total: 45 CH semanal: 3 Créditos: 3
Sistema de Avaliação: sistema I
Ementa: Aprofundamento dos diferentes temas sobre a história do Brasil, apresentando a
constituição da sociedade brasileira, os marcos teóricos e os métodos utilizados nas
diferentes abordagens para a construção do conhecimento histórico. Será ministrada por
diferentes professores, inclusive convidados, tendo como temas principais: o povoamento
português do território brasileiro; aspectos sociais, culturais econômicos e políticos do
período colonial; a independência política e a construção da identidade nacional;
República e modernização.
97
Disciplina: Arqueologia e Etnografia da Patagônia
Lotação: ICHI
Código: a definir Duração: semestral
Caráter: opcional Localização no QSL: 7°semestre
CH Total: 45 CH Semanal: 3 Créditos: 3
Sistema de Avaliação: Sistema I
Ementa:
Conhecer as culturas pré-históricas y etnográficas patagônias. Estudo das
diferentes líneas de investigação arqueológicas realizadas na área e sua
importância para o conhecimento e comprension da Pré-história Americana .
Conteúdos Programáticos:
1) Aspetos biogeográficos da área
2) Antecedentes das investigações arqueológicas da Patagônia
3) Investigações atuais
4) Etnografia patagônia
5) Estudos de casos
Bibliografia Básica:
BIRD, Junius, 1938 Antiquity and migrations of the early inhabitants of Patagonia.
Geographical review, vol 28, Nº 2: 250-275. New York.
BORRERO, L. A 1984 El proyecto arqueológico “ Norte de la Isla de Tierra Del Fuego”
Contribuciones metodológicas y principales resultados generales. Primeras Jornadas de
Arqueología de la Patagonia” Trelew
BORRERO, L. A y J. L. LANATA (compiladores).1992 Análisis espacial en la Arqueología
Patagónica. Ediciones Ayllu. Bs. As.
BORRERO, L. A. Y J. L. LANATA (compiladores). 2004. Temas de Arqueología. Arqueologia
del norte de la Isla de Tierra del Fuego. Ed. Dunken. Bs. As.
CHAPMAN, Anne. 1977 “Economía de los selknam de tierra del fuego”, en “Journal de la
Societé des Americanistes”, T. LXIV. Paris.
GUSINDE, Martín. 1951 “Hombres primitivos en la Tierra del Fuego. Publicación de la
Escuela de Estudios Hispano-americanos de Sevilla, Serie 3, Nº 5, Sevilla.
NAMI, Hugo. 1984. Acerca del uso de retocadores de madera en Patagonia meridional. En:
Revista del Instituto de la Patagonia. Universidad de Magallanes. Vol. 15
ORTIZ-TRONCOSO, Omar. 1972. Material lítico de Patagônia austral. Seis yacimientos de
superfície. Ans. Ins. Pat. Vol.3: 49-65, Punta Arenas, Chile.
98
Disciplina: Trabalho de Conclusão de Curso III
Lotação: ICHI
Código: a definir Duração: semestral
Caráter: optativa Localização no QSL: 8º semestre
CH Total: 45 CH semanal: 3 Créditos: 14
Sistema de Avaliação: a definir
Conteúdo Programático:
Bibliografia Básica
99
6. Pessoal Docente:
Os docentes que integrarão o curso são lotados nos seguintes Departamentos:
Departamento de Biblioteconomia e História
Departamento de Geociências
Departamento de Ciências Morfo-Biológicas
Departamento de Letras e Artes
Departamento de Educação e Ciências do Comportamento
Departamento de Cirurgia
100
7.0 Organização de Estágios, TCC e ACC;s.
101
conselhos superiores aplicáveis ao caso. A Tabela de ACC´s encontra-se em anexo a
este documento (ANEXO IV)
• QSL 098/001: válido para os alunos que farão a ênfase de Arqueologia das
Sociedades Pré-Coloniais
102
Esquema do percurso das ênfases
QSL 098/001
Disciplinas Disciplinas
obrigatórias da obrigatórias da
ênfase de ênfase de
Arqueologia das Arqueologia das
Sociedades Pré- Sociedades Pré-
Coloniais Coloniais
QSL 098/111 Ao final do Americanas + as Americanas + as
segundo ano, disciplinas do disciplinas do
Núcleo Comum Núcleo Comum
Disciplinas Disciplinas o aluno opta do 30 ano. do 40 ano.
obrigatórias obrigatórias entre as
do 10 ano do 20 ano ênfases, de Disciplinas Disciplinas
optativas do 30 optativas do 40
acordo com ano. ano.
Disciplinas Disciplinas os critérios
optativas optativas que forem
do 10 ano do 20 ano estabelecidos
QSL 098/002
Disciplinas Disciplinas
optativas do 30 optativas do 40
ano. ano.
103
9. Instalações físicas específicas necessárias
4 salas de aula, com capacidade para 40 estudantes cada uma; equipadas com
multimídia;
1 auditório, com capacidade para 160 pessoas (uso eventual);
3 salas de permanência para professores, com capacidade para acomodar 6
professores;
1 sala para a CONCUR;
1 sala de reuniões de área, com capacidade para 10 pessoas (uso eventual);
1 laboratório de análise de materiais arqueológicos, equipado (existente e a ser
ampliado), com capacidade para 40 usuários (aulas práticas e estágios);
1 reserva técnica para materiais arqueológicos;
Sítio arqueológico escola (a ser regulamentado).
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