PAISC - Programa de
Atenção Integral à
Saúde da Criança
Prof.ª Luana Poiana
Histórico
1973- Programa Nacional de Imunizações (PNI) amplia a cobertura vacinal
1981 - Programa Nacional de Incentivo ao Aleitamento Materno (Pniam)
1984- Programa de Assistência Integral à Saúde da Criança.
1989- Convenção sobre os Direitos da Criança- bases para a elaboração da Declaração Mundial acerca da
Sobrevivência, Proteção e Desenvolvimento da Criança
1994/97- Programa de Saúde da Família (PSF) / Programa de Agentes Comunitários de Saúde (Pacs)
1995- Projeto de Redução da Mortalidade Infantil (PRMI) ,objetivo a intensificação dos diversos programas
governamentais, promovendo a articulação intersetorial com instituições internacionais, organizações
não-governamentais, sociedades científicas, conselhos de secretários de saúde e a sociedade civil.
Histórico
1997- Estratégia de Atenção Integrada às Doenças Prevalentes na Infância (Aidpi), objetivando reduzir as taxas
de morbimortalidade por desnutrição, diarreias, pneumonias, malária e sarampo.
2000-Intensificadas algumas ações para a saúde da criança que tinha por meta a redução de desigualdades nos
campos de educação, igualdade de gênero, meio ambiente, renda e saúde em países subdesenvolvidos e em
desenvolvimento
2000- erradicação da poliomielite e da varíola/ Programa de Humanização no Pré-Natal e Nascimento (PHPN)/
Portaria GM/MS n.º 693, de 5 de julho de 2000, instituindo a Norma de Orientação para a implantação do
Método Canguru, destinado a promover a “Atenção humanizada ao recém-nascido de baixo peso”, que, em 2007,
seria atualizada e substituída pela Portaria GM/MS n.º 1.683, de 12 de julho de 2007
2004 - Pacto pela Redução da Mortalidade Materna e Neonatal, como instrumento para a busca de soluções
sustentáveis e garantia de corresponsabilização governamental e da sociedade no que tange à mortalidade
infantil e materna
Histórico
2005- Ministério da Saúde (MS) publicou a Agenda de Compromissos com a Saúde Integral da Criança e a
Redução da Mortalidade Infantil, com o objetivo de apoiar a organização de uma rede única integrada de
assistência à criança, identificando as principais diretrizes a serem seguidas pelas instâncias estaduais e
municipais
2006- a redução da mortalidade infantil como política de governo foi ratificada ao ser incluída entre as
prioridades operacionais do Pacto pela Vida, e, dois anos depois, o “Mais Saúde: Direito de Todos”, criou as
condições para articular a estratégia “Brasileirinhas e Brasileirinhos Saudáveis: primeiros passos para o
desenvolvimento nacional”, visando ao desenvolvimento integral da criança, com foco especial na Primeira
2009- Decreto n.º 6.949-reconhecendo que as crianças com deficiência devem gozar plenamente de todos os
direitos humanos e liberdades fundamentais em igualdade de oportunidades com as outras crianças
Histórico
2009- Programa “Compromisso Mais Nordeste e Mais Amazônia Legal pela
Cidadania” foi desenvolvido para minimizar as desigualdades regionais, tendo como
meta reduzir em 5% ao ano as taxas de mortalidade neonatal e infantil em 256
municípios prioritários
2009- Erradicação da rubéola, desde 2009. Queda acentuada nos casos e incidência
das doenças imunopreveníveis, como as meningites por meningococos, difteria,
tétano neonatal, entre outras
Histórico
2015- Objetivos de Desenvolvimento do Milênio.
"Até 2030, acabar com as mortes evitáveis de recém-nascidos e crianças menores
de cinco anos, com todos os países objetivando reduzir a mortalidade neonatal
para pelo menos 12 por 1.000 nascidos vivos e a mortalidade de crianças menores
de cinco anos para pelo menos 25 por 1.000 nascidos vivos.”
Brasil- mortalidade infantil
A mortalidade neonatal precoce (bebês com até 7 dias de vida: 60% a 70% da mortalidade
infantil)
25% destas mortes ocorrem no primeiro dia de vida;
aproximadamente 70% dos óbitos infantis são de recém-nascidos prematuros e de baixo peso
ao nascer
30% dos óbitos são evitáveis (ações de prevenção das infecções e da prematuridade no
pré-natal), bem como da prematuridade iatrogênica e asfixia ocorrem durante a assistência ao
parto crianças
1 e 9 anos: causas externas (acidentes de transporte terrestre, o afogamento)
Brasil- mortalidade infantil
Redução na taxa de mortalidade na infância (<5 anos): 53,7 (1990 ) para 16,9 (2012)
Consequências de:
ampliação do acesso à vacinação
taxas de aleitamento materno
nível de escolaridade da mãe,
cobertura da Atenção Básica à saúde/saúde da família
Programa Bolsa Família
Atenção Integral à Saúde da Criança
trabalho em equipe
postura acolhedora com escuta atenta e qualificada
olhar da criança por inteiro
cuidado singularizado
estabelecimento de vínculo
PAISC - Programa de Atenção Integral à Saúde da
Criança
prática de cuidado integral, especialmente na Primeira Infância (crianças até
completar 6 anos de idade).
"É a partir do cuidado que o sujeito se coloca em condição para a existência, ou seja,
o orientador prévio das ações dos seres humanos na missão de cuidadores uns dos
outros, do planeta e da vida, garantindo sua sustentabilidade.”
escuta atenta e o olhar acolhedor do profissional
PAISC - Programa de Atenção Integral à Saúde da
Criança
Determinantes para a morbimortalidade e desenvolvimento infantil:
imaturidade ( inclusive imunológicas)
saneamento básico
segurança alimentar e nutricional,
situações de violência intrafamiliar,
baixa escolaridade materna
baixo acesso e qualidade dos serviços de saúde, educação e assistência social
Definição de Criança e Primeira Infância para a
Pnaisc
Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA): “criança, a pessoa até 12 anos
incompletos, e o adolescente, a pessoa entre 12 e 18 anos de idade.
Convenção sobre os Direitos da Criança (CDC) de 1989: “criança todo ser humano
com menos de 18 anos de idade.”
Ministério da Saúde (MS): “Criança” – pessoa na faixa etária de zero a 9 anos, ou seja,
de zero até completar 10 anos ou 120 meses; “Primeira infância” – pessoa de zero a
5 anos, ou seja, de zero até completar 6 anos ou 72 meses.
Atendimento em Pediatria no SUS, a Política abrange “crianças e adolescentes de
zero a 15 anos, ou seja, até completarem 16 anos ou 192 meses, sendo este limite
etário passível de alteração de acordo com as normas e rotinas do
estabelecimento de saúde responsável pelo atendimento”
PAISC - Programa de Atenção Integral à Saúde da Criança
Objetivos:
PAISC - Programa de Atenção Integral à Saúde da
Criança
Princípios
PAISC - Programa de Atenção Integral à Saúde da
Criança
Diretrizes
PAISC - Programa de Atenção Integral à Saúde da
Criança
Eixos estratégicos
Eixo Estratégico I – Atenção Humanizada e
Qualificada à Gestação, ao Parto, ao Nascimento e
ao Recém-Nascido
melhoria do acesso cobertura
qualidade e humanização da atenção obstétrica e neonatal
integrando as ações do pré-natal e acompanhamento da criança na Atenção
Básica com aquelas desenvolvidas nas maternidades
Eixo Estratégico I – Atenção Humanizada e
Qualificada à Gestação, ao Parto, ao Nascimento e
ao Recém-Nascido
Prevenção de doenças
HIV
STORCH (sífilis, toxoplasmose, rubéola,
TRANSMISSÃO VERTICAL
citomegaloviros, herpes simples)
vírus zika
tétano neonatal
Eixo Estratégico I – Atenção Humanizada e Qualificada à
Gestação, ao Parto, ao Nascimento e ao Recém-Nascido
Ações estratégicas do eixo de atenção a prevenção da transmissão vertical do HIV e da
sífilis
A atenção humanizada e qualificada ao parto e ao recém-nascido no momento do
nascimento, com capacitação dos profissionais de enfermagem e médicos para prevenção
da asfixia neonatal e das parteiras tradicionais.
A atenção humanizada ao recém-nascido de baixo peso, com a utilização do “Método
Canguru”.
A qualificação da atenção neonatal na rede de saúde materna, neonatal e infantil, com
especial atenção aos recém-nascidos graves ou potencialmente graves, internados em
Unidade Neonatal, com cuidado progressivo entre a Unidade de Terapia Intensiva Neonatal
(UTIN), a Unidade de Cuidado Intermediário Neonatal Convencional (UCINCo) e a Unidade
de Cuidado Intermediário Neonatal Canguru (UCINCa).
Eixo Estratégico I – Atenção Humanizada e
Qualificada à Gestação, ao Parto, ao Nascimento e
ao Recém-Nascido
A alta qualificada do recém-nascido da maternidade, com vinculação da dupla mãe-bebê à
Atenção Básica, de forma precoce, para continuidade do cuidado, a exemplo da estratégia
do “5º Dia de Saúde Integral”, que se traduz em um conjunto de ações de saúde essenciais a
serem ofertadas para a mãe e bebê pela Atenção Básica à Saúde no primeiro contato após a
alta da maternidade.
O seguimento do recém-nascido de risco, após a alta da maternidade, de forma
compartilhada entre a Atenção Especializada e a Atenção Básica.
As triagens neonatais universais.
5º Dia de Saúde Integral
detecção de dificuldades e necessidades da mãe e do bebê, de riscos e
vulnerabilidades que podem interferir no crescimento e no desenvolvimento da
criança.
consulta de enfermagem (ou médica) conjunta da criança e da mulher (se
possível com a presença do pai),
com exame ambos,
pesagem da criança (para avaliação de ganho ponderal) e medida do perímetro
cefálico.
checagem das informações sobre a mãe e o RN registradas pela maternidade
Eixo Estratégico I – Atenção Humanizada e Qualificada à
Gestação, ao Parto, ao Nascimento e ao Recém-Nascido
Organização da Rede e seus Pontos de Atenção e Cuidado
Planejamento do local do parto
Acesso a todos os níveis de complexidade
no pré-natal ao puerpério e atenção ao Transporte seguro, pré e inter-hospitalar para a mulher e a criança
recém-nascido (RN), com foco na fisiologia
do nascimento e humanização da atenção Vaga Sempre
Classificação de risco
Modelo multidisciplinar e colaborativo
acompanhante de livre escolha
Recursos humanos disponíveis e em
constante processo de educação Indicação precisa de cesariana, com consentimento da gestante
permanente
Promoção do contato pele a pele efetivo e início da amamentação na primeira
hora após o parto
Equipamentos, apoio propedêutico e
terapêutico Alojamento conjunto desde o nascimento
Oferta da Atenção Humanizada ao Recém-Nascido de Baixo Peso – Método
Acolhimento imediato da gestante para
Canguru
início oportuno do pré-natal, continuidade
da atenção até o parto e acolhimento nas
intercorrências na gravidez Imunização do recém-nascido
Eixo Estratégico I – Atenção Humanizada e
Qualificada à Gestação, ao Parto, ao Nascimento e
ao Recém-Nascido
CADERNETA
Triagens Neonatais Universais – TNU
A triagem neonatal é realizada em quatro modalidades: biológica, auditiva, ocular
e de cardiopatias congênitas críticas, além da avaliação do frênulo lingual:
Eixo Estratégico I – Atenção Humanizada e
Qualificada à Gestação, ao Parto, ao Nascimento e
ao Recém-Nascido
Eixo Estratégico I – Atenção Humanizada e
Qualificada à Gestação, ao Parto, ao Nascimento e
ao Recém-Nascido
Eixo Estratégico I – Atenção Humanizada e
Qualificada à Gestação, ao Parto, ao Nascimento e
ao Recém-Nascido
Eixo Estratégico I – Atenção Humanizada e
Qualificada à Gestação, ao Parto, ao Nascimento e
ao Recém-Nascido
Eixo Estratégico I – Atenção Humanizada e
Qualificada à Gestação, ao Parto, ao Nascimento e
ao Recém-Nascido
Lei n.º 13.002, de 20 de junho de 2014 - Teste da Linguinha” Protocolo de
Avaliação do Frênulo da Língua em Bebês, em todos os hospitais e maternidades,
nas crianças nascidas em suas dependências.”
Caderneta de Saúde da Criança
Portaria GM/MS n.º 1.058, de 4 de julho de 2005- Caderneta de Saúde da
Criança a todas as crianças nascidas nas maternidades (públicas e privadas) do
País.
ferramenta estratégica para servir de fio condutor da atenção integral
preconizada pela Pnaisc,
instrumento insubstituível de registro e acompanhamento do crescimento e
desenvolvimento (CD) e de orientações para esta atenção integral até a criança
completar 9 anos de vida, e a partir dos 10 anos a caderneta entregue é a do
adolescente.
Eixo Estratégico I – Atenção Humanizada e Qualificada à
Gestação, ao Parto, ao Nascimento e ao Recém-Nascido
Portaria n.º 2.068, de 21 de outubro de 2016
Mãe e bebê devem deixar a maternidade vinculados a AB
“5º Dia de Saúde Integral”
Eixo Estratégico II – Aleitamento Materno e
Alimentação Complementar Saudável
promoção, proteção e apoio ao aleitamento materno, iniciando na gestação,
considerando-se as vantagens da amamentação para a criança, a mãe, a família e a
sociedade, bem como a importância de estabelecimento de hábitos alimentares
saudáveis
Amamentação exclusiva até os 6 meses e complementada com
alimentos apropriados até os 2 anos de idade ou mais trás
benefícios no crescimento, no desenvolvimento e na
prevenção de doenças na infância e idade adulta.
No primeiro mês de vida, em torno de 40% das
crianças já interromperam a amamentação exclusiva.
Eixo Estratégico II – Aleitamento Materno e
Alimentação Complementar Saudável
Alimentação Complementar Saudável
50% das crianças menores de 2 anos apresentam anemia por
deficiência de ferro
20% apresentam hipovitaminose A
Eixo Estratégico II – Aleitamento Materno e
Alimentação Complementar Saudável
Alimentação Complementar Saudável
ações de Vigilância Alimentar e Nutricional: incluindo
avaliação antropométrica, avaliação de consumo alimentar,
identificação e da priorização do atendimento das famílias e
crianças em programas de transferência de renda ou de
distribuição de alimentos disponíveis.
Eixo Estratégico III – Promoção e
Acompanhamento do Crescimento e do
Desenvolvimento Integral
A primeira infância (zero a 5 anos ou até completar 6 anos, equivalente a 72
meses), é decisiva para o desenvolvimento saudável do ser humano afetam as
bases da aprendizagem, do comportamento e da saúde.
Eixo Estratégico III – Promoção e
Acompanhamento do Crescimento e do
Desenvolvimento Integral
Acompanhamento do desenvolvimento da criança com ações que perpassam todos
os níveis de atenção:
promoção, proteção, atendimento, detecção precoce e reabilitação de alterações
que podem repercutir na sua vida futura
Eixo Estratégico III – Promoção e
Acompanhamento do Crescimento e do
Desenvolvimento Integral
Crescimento é considerado como um dos melhores indicadores de saúde da
criança, e sua evolução mostra as condições de vida da criança no passado e no
presente.
peso, altura e Índice de Massa Corporal (IMC)- identificação de crianças com
ganho pondero-estatural alterado em relação aos padrões, risco nutricional
(desnutrição ou obesidade), agravos (anemia, infecções etc.) e
vulnerabilidades, com as devidas intervenções
Eixo Estratégico III – Promoção e
Acompanhamento do Crescimento e do
Desenvolvimento Integral
Acompanhamento e Promoção do Desenvolvimento Neuropsicomotor, Cognitivo e
Emocional
A interação da criança com os membros da família e com a rede social de
proteção assegura não apenas sua sobrevivência, mas contribui para o
desenvolvimento neuropsicomotor, cognitivo e emocional.
Eixo Estratégico III – Promoção e Acompanhamento do Crescimento e do
Desenvolvimento Integral
Acompanhamento e Promoção do Desenvolvimento Neuropsicomotor, Cognitivo e Emocional
Identificar e anotar todas as situações que possam interferir no
desenvolvimento das crianças
(prontuário clínico, relatório de alta hospitalar e na Caderneta de Saúde da
Criança)
Avaliar: habilidades motoras, de comunicação, de interação social e cognitiva
nas consultas de acompanhamento de saúde deve ser realizada de acordo com
os marcos propostos na Caderneta de Saúde da Criança.
Considerar informações e opiniões dos pais e da escola
Eixo Estratégico IV – Atenção Integral a Crianças
com Agravos Prevalentes na Infância e com
Doenças Crônicas
● estratégia para o diagnóstico precoce e a qualificação do manejo de doenças
prevalentes na infância e ações de prevenção de doenças crônicas e de cuidado
dos casos diagnosticados, com o fomento da atenção e internação domiciliar
sempre que possível (BRASIL, 2015b, art. 6º, item IV)
Eixo Estratégico IV – Atenção Integral a Crianças
com Agravos Prevalentes na Infância e com
Doenças Crônicas
Consequência:
“transição epidemiológica” no
perfil da mortalidade brasileira urbanização
acesso aos serviços de saúde
redução das doenças meios de diagnóstico
infectocontagiosas mudanças culturais
diferenças sociais, econômicas e
aumento das doenças crônicas regionais
não transmissíveis envelhecimento da população: agravos
causados por doenças
Anomalias congênitas infectocontagiosas + crescimento da
morbimortalidade por doenças crônicas
não transmissíveis
Eixo Estratégico IV – Atenção Integral a Crianças
com Agravos Prevalentes na Infância e com
Doenças Crônicas
Doenças:
problemas alérgicos doenças diarreicas
obesidade respiratórias
diabetes desnutrição
hipertensão (populações de maior
distúrbios neurológicos vulnerabilidade)
câncer
problemas de saúde mental
doenças raras: síndromes genéticas e
metabólicas
Eixo Estratégico IV – Atenção Integral a Crianças
com Agravos Prevalentes na Infância e com
Doenças Crônicas
atenção planejada pelos seus profissionais/serviços de referência, em conjunto
com a família
Projeto Terapêutico Singular- PTS
fluxos assistenciais necessários para seu tratamento previamente articulados
Eixo Estratégico IV – Atenção Integral a Crianças
com Agravos Prevalentes na Infância e com
Doenças Crônicas
Cuidados Paliativos
“uma abordagem que promove a qualidade de vida de pacientes e seus familiares
que enfrentam doenças que ameaçam a continuidade da vida, por meio da
prevenção e do alívio do sofrimento” (OMS, 2002).
PTS: [Link]
Eixo Estratégico V – Atenção Integral à Criança em
Situação de Violências, Prevenção de Acidentes e Promoção
da Cultura de Paz
“conjunto de ações e estratégias da rede de saúde para a prevenção de violências,
acidentes e promoção da cultura de paz, além de organizar metodologias de apoio
aos serviços especializados e processos formativos para a qualificação da atenção à
criança em situação de violência de natureza sexual, física e psicológica, negligência
e/ou abandono, visando à implementação de linhas de cuidado na Rede de Atenção
à Saúde e na rede de proteção social no território”
Eixo Estratégico V – Atenção Integral à Criança em
Situação de Violências, Prevenção de Acidentes e Promoção
da Cultura de Paz
Acidentes e violência (causas externas) são problemas em nosso país
Acidente: eventos, de maior ou menor
grau, previsíveis e preveníveis
investir em ações de prevenção e de
Violência: “quaisquer atos ou omissões
promoção
dos pais, responsáveis, instituições e, em
última instância da sociedade em geral, da cultura de paz (eventos evitáveis)
que redundam em dano físico,
emocional, sexual e moral, abrangendo
ainda a negligência e/ou abandono.
Eixo Estratégico V – Atenção Integral à Criança em
Situação de Violências, Prevenção de Acidentes e Promoção
da Cultura de Paz
Atenção Integral a crianças em Situação de Violências (Viva)
● notificação dos casos suspeitos e confirmados e o seguimento na rede(serviços
de saúde, de educação, da assistência social, conselho tutelar, segurança
pública, entre outros dispositivos e/ou equipamentos públicos e privados)
Eixo Estratégico V – Atenção Integral à Criança em
Situação de Violências, Prevenção de Acidentes e Promoção
da Cultura de Paz
Serviço de referência para atenção às pessoas em situação de violência sexual
Médico
assistente social
Psicólogo
enfermeiro
atendimento 24 horas
ambulatório, com equipe multiprofissional
acompanhamento por seis meses
Projeto Terapêutico Singular (PTS)
alta responsável
Eixo Estratégico V – Atenção Integral à Criança em
Situação de Violências, Prevenção de Acidentes e Promoção
da Cultura de Paz
TIPOS DE ACIDENTES
queda 81%
RAS
queimadura 10%
choques elétricos 8,6%
mordeduras de animais 7,6%
afogamentos 6,1%
intoxicações 4,9%
esmagamentos 4%
acidentes de transporte 4%
envenenamento 1%
outros tipos 1,3%
Eixo Estratégico V – Atenção Integral à Criança em
Situação de Violências, Prevenção de Acidentes e Promoção
da Cultura de Paz
“Cultura de Paz”
conjunto de valores, atitudes, modos de comportamento e estilo de vida,
mediante o diálogo e mediação de conflitos. (ONU, 1999)
A violência apresenta-se em diversas formas, desde a
negligência, o abandono, os
castigos físicos, o assédio, o abuso e a exploração sexual
até e o trabalho infantil
Eixo Estratégico VI – Atenção à Saúde de Crianças com
Deficiência ou em Situações Específicas e de
Vulnerabilidade
“conjunto de estratégias intrasetoriais e intersetoriais,
para inclusão dessas crianças nas redes temáticas de atenção à saúde,
mediante a identificação de situação de vulnerabilidade e risco de agravos e
adoecimento, reconhecendo as especificidades deste público para uma atenção
Resolutiva”
Eixo Estratégico VI – Atenção à Saúde de Crianças com
Deficiência ou em Situações Específicas e de
Vulnerabilidade
CRIANÇAS EM
SITUAÇÃO DE
CRIANÇAS COM
CRIANÇAS EM VULNERABILIDADE
DEFICIÊNCIA
SITUAÇÕES
ESPECÍFICAS Acolhimento
nascem ou adquirem
institucional,
algum tipo de
indígenas, quilombolas, filhos e filhas de mães
deficiência
do campo e da floresta, privadas de liberdade,
de natureza física,
ribeirinhas e/ou das em situação de rua,
mental, intelectual ou
águas, entre outras áreas de risco de
sensorial
desastres e trabalho
infantil
Eixo Estratégico VI – Atenção à Saúde de Crianças com
Deficiência ou em Situações Específicas e de
Vulnerabilidade
Cerca de 10% das crianças nascem ou adquirem algum tipo de deficiência de
natureza física, mental, intelectual ou sensorial – com repercussão no
desenvolvimento neuropsicomotor
70% a 80% das sequelas podem ser evitadas ou minimizadas por meio de
condutas e procedimentos simples de baixo custo e de possível
triagens
neonatais
Eixo Estratégico VII – Vigilância e Prevenção do Óbito
Infantil, Fetal e Materno
“contribuição para o monitoramento e investigação da
mortalidade
infantil e fetal e possibilita a avaliação das medidas
necessárias para
a prevenção de óbitos evitáveis”
Eixo Estratégico VII – Vigilância e Prevenção do
Óbito Infantil, Fetal e Materno
Comitês de vigilância do óbito materno