0% acharam este documento útil (0 voto)
7 visualizações28 páginas

Práticas Pedagógicas: Definição e Objetivos

Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato DOCX, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
7 visualizações28 páginas

Práticas Pedagógicas: Definição e Objetivos

Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato DOCX, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

As práticas pedagógicas são ações conscientes e participativas que

visam a atender expectativas educacionais de uma determinada


comunidade. Elas servem para organizar, potencializar e interpretar
as intencionalidades de um projeto educativo.

O QUE SÃO PRÁTICAS PEDAGÓGICAS


Antes de partirmos para uma definição, é preciso lembrar que o conceito de prática pedagógica está em constante
atualização para acompanhar as mudanças da sociedade.
Aqui, vamos adotar o conceito da pedagoga e pesquisadora Maria Amélia do Rosario Santoro Franco, exposto em
artigo científico de 2016.
As práticas pedagógicas são ações conscientes e participativas que visam a atender expectativas educacionais de
uma determinada comunidade. Elas servem para organizar, potencializar e interpretar as intencionalidades de um
projeto educativo.
Em outras palavras, a função das práticas pedagógicas é facilitar e promover a aprendizagem entre os
discentes. Isso envolve:

 A formação docente;
 Os espaços-tempos da escola;
 O contexto sociocultural de cada estudante;
 A maneira como o professor organiza seu trabalho;
 As expectativas do professor e dos estudantes;
 Técnicas didáticas e metodologias de ensino;
 Impactos sociais e culturais na vida da comunidade escolar.

Dessa forma, as práticas pedagógicas contribuem para os processos de concretização do aprendizado, ao lado do
planejamento de ensino e da didática.
Tudo isso parece meio abstrato, não é?
Pense no seu dia a dia em sala de aula. Você se esforça para planejar e realizar atividades que ajudem sua turma a
aprender o conteúdo proposto.
E se preocupa que a aula faça sentido para os estudantes, que eles entendam o porquê de aprenderem funções
matemáticas, polinização ou Revolução Francesa.
Mais do que boas notas, você deseja que, no final do ano, os estudantes tenham aprendido o necessário para serem
cidadãos críticos e conscientes que contribuem com a sociedade. Se eles não tiverem assimilado o
conteúdo proposto, provavelmente você vai rever seu planejamento e pensar em novas estratégias de ensino.
Sua ação e intenção em prol do desenvolvimento global de cada um dos seus estudantes são práticas pedagógicas.

SOBRE O AUTOR
OLÍVIA BALDISSERA
Jornalista e historiadora. Mestre em História pela Universidade Federal do Paraná
(UFPR). Tem mais de dez anos de experiência em produção de conteúdo.

[Link]

Qual é o principal objetivo da prática pedagógica?


A prática pedagógica tem como objetivo estimular o aprendizado dos alunos,
proporcionando ações que serão facilitadoras e úteis para seu aprendizado. Isso se
relaciona com o contexto social e cultural, as suas necessidades e a etapa de ensino
escolar em que estão.10/08/2022
O que é prática pedagógica?
Em resumo, a prática pedagógica vai além da didática. É um tema que envolve as
parcerias, as expectativas do docente, as condições do ensino e os espaços
escolares.

A prática pedagógica tem como objetivo estimular o aprendizado dos alunos,


proporcionando ações que serão facilitadoras e úteis para seu aprendizado. Isso se
relaciona com o contexto social e cultural, as suas necessidades e a etapa de ensino
escolar em que estão.

Essa prática é fundamental para auxiliar as escolas a atingirem suas metas, por
exemplo, com ela existe a possibilidade de manter uma dinâmica com mais
participação e inclusão nas escolas, além de manter alunos atualizados sobre as aulas
e acompanhar de forma digital.

Isso é de grande importância para que tanto os alunos quanto a equipe escolar e
principalmente os professores possam alcançar suas metas. Porém, para que isso
ocorra é necessário que essas práticas sejam elaboradas de forma 100% planejada.

Falando sobre as práticas pedagógicas inclusivas, elas são essenciais para garantir a
aprendizagem de todos os alunos e atender às suas necessidades. Sabemos que
existem alunos que aprendem melhor de tal forma, outros que precisam de mais
atenção ou técnicas diferentes para fixar o conteúdo abordado.

Nesse caso, a prática inclusiva tem grande importância.

Um grande exemplo de seu valor é no caso de alunos com Transtorno do Espectro


Autista, onde ele não consegue acompanhar as aulas de forma convencional, sendo
necessário uma adaptação para garantir sua aprendizagem. Essa adaptação consiste
em descobrir os interesses do aluno e desenvolver técnicas que vão providenciar um
bom aprendizado.
As escolas devem buscar adaptação para acolher todos os alunos. Alguns, por
exemplo, aprendem com mais facilidade quando há influência visual, portanto a
aprendizagem utilizando HQs, vídeos, filmes, desenhos e outros tipos de ferramentas
visuais se fazem necessárias durante a aula.

Para que um aluno aprenda ao máximo, o estudo não depende apenas de seu
interesse e dedicação, é preciso também de apoio e dedicação dos professores para
entender as necessidades do aluno e se adequar a esse ponto. Por isso, é necessário
saber diversificar as aulas com formas diferentes de expor o conhecimento.

Exemplos de prática pedagógica


Não existe uma lista pré definida de práticas pedagógicas, visto que existem diversas
maneiras de ensinar os alunos, deixando sua criatividade aflorar. Essas práticas estão
sempre sendo reformuladas e otimizadas, visando garantir melhor qualidade.

Porém existem algumas que são bastante utilizadas nas escolas e você com certeza já
participou por serem bem funcionais, vejamos:

Desfrutando da tecnologia
Crianças e adolescentes que nasceram na era digital tem a tecnologia se fazendo
presente em diversas situações. Dificilmente encontramos uma criança que não saiba
manusear um tablet, computador ou smartphone, é como se fosse uma extensão do
próprio corpo. Com isso, nada melhor que aproveitar a tecnologia para uma boa
causa.

As práticas pedagógicas, na maioria das vezes, incluem a tecnologia como ferramenta,


visando promover maior interesse e qualidade de ensino aos alunos. Durante a
pandemia, o uso de tecnologia possibilitou o ensino a distância para diversos
discentes, garantindo então que estes não ficassem sem acesso às aulas.

Existem análises que afirmam haver conexão entre o uso de tecnologia e a melhora do
ensino dos alunos. Com as devidas plataformas, é possível tornar as aulas mais
interessantes e animadas. Inclusive, pode-se utilizar jogos e diversos modelos de
atividades online para tal finalidade.

Tudo que foi citado até o momento tem como finalidade estimular os jovens a gostarem
de estudar e se interessarem ainda mais pela educação.

Trabalhando em grupo
Os trabalhos em grupo proporcionam aos alunos desenvolvam sua capacidade para
discutir, negociar, comunicar-se e trabalhar sua empatia. Além do mais, aprendem
desde cedo a lidar em sociedade e trabalhar em equipe.

Quando uma dinâmica em grupo é realizada durante a aula, os alunos são capazes de
exercer responsabilidades como pesquisar um determinado assunto e apresentar junto
aos demais. São pequenas ações que fazem grande diferença!
Solucionando problemas
No caso de solucionar problemas, o professor irá elaborar uma questão e, junto dos
alunos, buscar resolvê-la de acordo com as possibilidades.

Isso faz com que a criança trabalhe sua capacidade de pensar, sua criatividade e
também saiba lidar com problemas. É uma prática muito importante a ser trabalhada
tanto com crianças, como também adolescentes que em pouco tempo estarão
participando do mercado de trabalho.

Objetivos das práticas pedagógicas


O objetivo da prática pedagógica é aprimorar o aprendizado dos alunos por meio de
instrumentos e técnicas que façam com que ambos se interessem pela matéria e fixem
o conteúdo.

Nesse âmbito, são desenvolvidas diversas atividades pelos professores na intenção de


obter sucesso e garantir bom entendimento e aprendizado dos mesmos.

[Link]

APRENDIZAGEM

Introdução

O processo de ensino e aprendizagem é uma actividade intencional e, nesta condição, requer


uma planificação, a começar pelo nível central, da escola e da aula. Neste sentido, a
planificação do ensino-aprendizagem assume carácter de obrigatoriedade para o professor: o
plano de ensino determina os objectivos a que se pretende chegar e o conteúdo a mediar e,
ademais, algumas características fundamentais da estruturação didáctico-metodológica e
organização do ensino. É essencialmente uma concepção de direcção didáctica do ensino. É,
pois, pela importância que a planificação do PEA tem que iremos nos debruçar sobre ela,
focalizando os seguintes aspectos:

 a. Conceito e importância da planificação do PEA


 b. Níveis de planificação do PEA
 c. Componentes de planificação do PEA
 d. Etapas de planificação do PEA.
CONCEITO E IMPORTÂNCIA DA PLANIFICAÇÃO DO
PEA

A planificação é uma prática corrente em todas as actividades humanas, especificamente as


que são realizadas intencionalmente. Por isso terá sido fácil para você concluir que o plano de
aula (ou seja, a planificação do PEA) é a previsão mais objectiva possível de todas as
actividades escolares para a efectivação do processo de ensino e aprendizagem que conduz o
aluno a alcançar os objectivos previstos; e, neste sentido, a planificação do ensino é uma
actividade que consiste em traduzir em termos mais concretos e operacionais o que o professor
e os alunos farão na aula para conduzir os alunos a alcançar os objectivos educacionais
propostos.

A planificação do PEA é uma tarefa docente que inclui tanto a previsão das actividades
didácticas em termos da sua organização e coordenação em face dos objectivos propostos,
quanto a sua revisão e adequação no decorrer do processo de ensino. A planificação é um
meio para se programar as acções docentes, mas é também um momento de pesquisa e
reflexão intimamente ligado a avaliação.

Se terá sido fácil definirmos a planificação do ensino, não parece tão simples falarmos da
importância da planificação do ensino, sobretudo com uma parte dos nossos professores que
trabalham nas nossas escolas a relativamente muito tempo; referimo-nos a aqueles “muito
experientes” que pensam ser dispensável o plano de aula, como acontece também com alguns
recém formados ou contratados que não desenvolveram ainda nem habito, nem suficiente
capacidades para fazer a planificação das aulas.

Sempre que se inicia um empreendimento complexo, tendo em vista alcançar determinadas


metas, torna-se importante fazer uma previsão básica da acção a ser realizada, previsão essa
que funcione como um fio condutor susceptível de orientar a acção. No complexo
empreendimento que é a educação, esta necessidade torna-se ainda mais forte. Com efeito, na
medida em que a acção educativa põe em causa o presente e o futuro da criança, do
adolescente e do jovem, pondo consequentemente em causa a própria comunidade, não se
pode permitir que ela se desenrole ao sabor dos acasos da improvisação. Também não pode
ser estruturada na exclusividade do bom senso e da intuição de quem a pratica. Com a
planificação da aula, o professor determina os objectivos a alcançar ao término do processo de
ensino-aprendizagem, os conteúdos a serem aprendidos, as actividades a serem realizadas
pelo professor e aluno, a distribuição do tempo, etc., ou seja, a planificação permite visualizar
previamente a sequência de tudo o que vai ser desenvolvido em dia lectivo. Assim, a
planificação da aula é a sistematização de todas as actividades que se desenvolvem no
período de tempo em que o professor e aluno interagem numa dinâmica de ensino e
aprendizagem.

A importância dada a planificação não significa que se nega que “as melhores aulas surjam
de repente, por causa de uma palavra, de uma insignificância em que o professor não tinha
pensado antes”. Uma aula pode e muitas vezes deve “acontecer”, porque uma coisa é a aula
inerte no papel e outra é a aula viva, dinâmica, que a trama complexa de inter-relações
humanas, a diversidade de interesses e características dos alunos não permite ser um
decalque do que está no papel. Estes alunos, aqueles alunos, os factos que ocorrem no meio
fazem as aulas acontecer...

Mas isto não significa de modo algum que não tenha importância o tal “fio condutor”, que existe
numa planificação. Significa é que ele não pode ser um fio rígido, mas sim flexível ao ponto de
permitir ao professor inserir novos elementos, mudar de rumo, se o exigirem as
necessidades/ou interesses do momento se, de repente, se descobre uma forma mais rica,
mais original ou mais adequada de explorar determinado assunto. Isso significa, de facto, que
os planos podem tomar, na prática, no momento de execução, um sentido novo que as
circunstâncias provocarem. A planificação, que se transformou neste caso, em recurso
aparentemente não utilizado, funciona agora como um marco de referência em relação ao qual
se identifica o que de forma inesperada se atingiu, evidenciando também o que, não deixando
de ser importante, não se conseguiu atingir.
A propósito desta questão de o plano de ensino concebido nem sempre corresponder com o
que se passa realmente na sala de aula, importa salientar que este é um instrumento de acção,
devendo servir como guia de orientação, apresentar ordem sequencial, objectividade,
coerência e flexibilidade.

Como a função de planificação é orientar a prática, partindo das exigências da própria pratica,
ele não pode ser um documento rígido e absoluto, pois uma das características do processo de
ensino é que está sempre em movimento, está sempre sofrendo modificações face às
condições reais.

Depois, dissemos que o plano deve apresentar ordem sequencial e progressiva, visto que para
alcançar os objectivos são necessários vários passos, de modo que a acção docente obedeça
a uma sequência logica. Não se quer dizer que, na prática, os passos não possam ser
invertidos.

Em relação a objectividade entendemos a correspondência do plano com a realidade à que se


vai aplicar. Não adianta fazer previsões fora das possibilidades humanas e materiais da escola,
fora das possibilidades dos alunos. Por outro lado, é somente tendo conhecimento das
limitações da realidade que podemos tomar decisões para superação das condições
existentes.

Por seu turno, a coerência entre os objetivos gerais, objectivos específicos, conteúdos,
métodos e avaliação. Coerência é a relação que deve existir entre as ideias e a pratica. É
também a ligação logica entre os componentes do plano. Se dizemos nos objectivos gerais que
a finalidade do trabalho docente é ensinar os alunos a pensar, a desenvolver suas capacidades
intelectuais, a organização dos conteúdos e métodos deve reflectir esse propósito. Quando
estabelecemos objectivos da matéria, a cada objectivo devem corresponder conteúdos e
métodos compatíveis.

Finalmente, a flexibilidade do plano sugere que no decorrer do ano lectivo o professor está
sempre organizando e reorganizando o seu trabalho. A relação pedagógica está sempre sujeita
a condições concretas, a realidade e está sempre em movimento, de forma que o plano está
sempre sujeito à alterações.

Vendo neste sentido, compreende-se que devemos planear não uma aula, mas um
conjunto de aulas, visto que:

 Na preparação de aulas, o professor deve reler os objectivos gerais da matéria e a sequência


de conteúdos do plano de ensino. Não deve esquecer que cada tópico novo é uma
continuidade do anterior: é necessário, assim, considerar o nível de preparação inicial dos
alunos para a matéria nova.

 O professor deve tomar o tópico de unidade a ser desenvolvido e desdobra-lo numa sequência
logica, na forma de conceitos, problemas, ideias. Trata-se de organizar um conjunto de noções
básicas em torno de uma ideia central, formando um significado que possibilite ao aluno uma
percepção clara e coordenada do assunto em questão. E ao mesmo tempo que são listadas
noções, conceitos, ideias e problemas, é feita a previsão do tempo necessário.

 Em relação a cada tópico, o professor redigia um ou mais objectivos específicos, tendo em


conta os resultados esperados da assimilação de conhecimentos e habilidades. A previsão do
tempo, nesta fase, ainda não é definitiva, pois poderá ser alterada no momento de detalhar o
desenvolvimento metodológico.

 É importante que o professor tenha sempre presente uma visão de conjunto e da interrelação
dos seus elementos constituintes, de modo a que cada situação de ensino e aprendizagem,
que propõe, constitua uma peça de um todo. Esta peça vai permitir que a acção educativa se
complete em resultado de uma dialéctica constante entre aquilo que é preconizado no plano a
longo prazo para os alunos de forma mais geral e o que é mais adequado para aqueles alunos
naquele momento.

Também é importante sublinharmos que a alteração do tempo do plano poderá dever-se ao


detalhamento metodológico, mas também da avaliação da própria aula. Sabemos que o êxito
dos alunos não depende unicamente do professor e do seu método de trabalho, pois a situação
docente envolve muitos factores de natureza social, psicológica e o clima geral da dinâmica da
escola. Entretanto, o trabalho docente tem um peso significativo ao proporcionar condições
efectivas para o êxito escolar dos alunos.

A planificação não é uma panaceia de todos os problemas de educação, mais concretamente


do ensino: a PLANIFICAÇÃO, como ilustra a figura abaixo, é apenas uma parte do que
normalmente chamamos ciclo docente, visto que para além dela temos a REALIZAÇÃO e a
AVALIAÇÃO, razão pela qual mesmo que o professor tenha uma planificação mais correcta
possível, se a realização e avaliação do processo de ensino-aprendizagem tiverem problemas
não poderá alcançar facilmente os objectivos que pretende. Contudo, se feita com rigor e
simultaneamente com a flexibilidade e a abertura indispensáveis, ela assume uma importância
vital na pratica profissional de todos aqueles que se esforçam na construção de uma escola
empenhada numa comunicação clara entre os elementos implicados na acção educativa, uma
escola mais lucida e mais humana que actua com base na realidade dos seus alunos, uma
escola mais eficiente no aproveitamento do tempo e do espaço de que dispõe para ajudar os
seus alunos a “crescer”. Enfim, uma escola que quer estar consciente do modo como decorrem
as situações que ela desencadeia e/ou se lhe deparam no dia-a-dia, situações essas sobre as
quais deseja agir a fim de, se necessário, as modificar.

Níveis de planificação do PEA

Introdução

A prática do ensino do ensino mostra que o que acontece na escola como experiências da
aprendizagem faz parte do currículo previsto para esse nível, classe ou tipo de ensino.

O professor, na sua planificação, desempenha, nesse sentido, o papel de quem operacionaliza


e concretiza no terreno uma planificação anteriormente feita à níveis acima dele. Isto, em parte
orienta o professor, mas ao mesmo tempo, como vimos anteriormente, nenhum plano do PEA
pode considerar-se uma proposição rígida, acabada, o que faz com que, da sua parte, o
professor planifique, à sua maneira, as suas aulas.
A planificação do processo de ensino-aprendizagem se realiza em dois níveis
fundamentais: central e do professor, passando por um nível intermediário, o da planificação
pela escola.

A nível central, a planificação curricular é feita para todos os níveis e graus de ensino-
aprendizagem (a nível da nação) e, na base disso, procede-se a definição do perfil de saída do
nível/grau, curso, disciplina, ano, etc. a partir do qual se faz:

 A definição de objectivos, conteúdos e métodos gerais;


 A distribuição destes pelos anos (semestres, trimestres, etc.) e pelas unidades do PEA;
 A elaboração dos programas detalhados por disciplina;
 Com base nos programas detalhados, elabora-se o livro do aluno, o manual do professor e
outros meios de ensino-aprendizagem.

1. Depois da planificação central, em que vai consistir a planificação ao nível do


professor?

Como podemos ver através da experiência de educação em Moçambique, por exemplo,


a planificação do professor começa, juntamente com outros colegas, com a elaboração do
plano anual da disciplina, geralmente denominada “dosificação”, na qual o grupo de disciplina
faz a distribuição das unidades de ensino em semanas, prevendo momentos de aula, de
avaliações, para além doutras que mereçam destaque na planificação anual ou semestral. E, a
seguir a isso, o professor individualmente (principalmente) ou em grupo faz o plano de aula(s),
ou seja, a previsão do desenvolvimento do conteúdo para uma aula ou conjunto de aulas,
tendo em conta um carácter bastante especifico em termos do tema (conteúdo), métodos e
técnicas de ensino, objectivos, meios, isto é, das condições concretas em que se realiza(rá) o
ensino-aprendizagem.

Em termos de modelos para a planificação das aulas, convém realçar que existem muitos, em
função do autor que os propõe. Por isso, nos parece marginal a discussão sobre qual é o
melhor modelo, desde que se chegue ao ponto de incluir os elementos que simbolizam a
dinâmica do processo de ensino-aprendizagem.

Assim, por uma questão meramente elucidativa, incluiremos a seguir alguns modelos de plano
de aula, deixando ao critério do professor, em grupo de disciplina ou nível da escola, e em
função da disciplina que lecciona adoptar este ou aquele modelo, ou ainda a combinação entre
eles.

COMPONENTES DE PLANIFICAÇÃO DO PEA

Em toda a planificação do PEA, nos diversos níveis, se definem os objectivos, selecionam-se


conteúdos a privilegiar, identificam-se estratégias, estabelecem-se tempos de realização e se
preveem actividades de avaliação. E no caso da planificação ao nível do professor, tudo se
passa com mais pormenor, pesando muito mais a preocupação de adequar as propostas às
características do contexto. E ao realizar esta adequação o professor deve tomar decisões, as
quais devem preceder uma série de interrogações, tais como:

 Está adequada às características do meio em que estou a trabalhar?


 Toma em consideração os recursos e as limitações que o meio e a escola oferecem?
 Mobiliza todos os recursos humanos disponíveis (alunos, professores, funcionários da escola e
elementos da comunidade)?
 É possível de ser executado por professores com as características
dos que trabalham nesta escola?
 Toma em consideração as aprendizagens anteriores realizadas por estes alunos?
 Irá desencadear uma aprendizagem progressiva?
 Toma em consideração as características da turma?

Considerando as interrogações atrás referidas, quando se faz uma planificação terão de se


tomar em linha de conta os seguintes componentes:

 a. O meio envolvente à escola

Só artificialmente se pode considerar a escola separada do meio. As paredes da sala de aula


são unicamente barreiras físicas, totalmente permeáveis aos problemas, interesses e hábitos
culturais da zona em que ela está inserida. Se estes factores, aparentemente estranhos à
turma, não são considerados nas propostas de aprendizagens, corre-se o risco de não
interessarem ou de serem inacessíveis aos alunos. Os exemplos que se dão, os exercícios que
se vão propor, as motivações que se utilizam, a linguagem que se usa, tudo tem de ser
adequado ao meio. E, evidentemente, esta adequação tem muito que ver com as limitações e
com os recursos quer materiais quer humanos que a escola e o meio oferecem.

Com efeito, as condições em que se trabalha são por vezes tão fortemente imitantes que será
utópico não as tomar em consideração. E assim, frequentemente o professor é forçado, por
exemplo, a mudar de estratégia porque não é mesmo possível concretiza-la com o material de
que dispõe. Mas considerar de forma realista as limitações a que se está sujeito não significa
que se adopte face a elas uma atitude de submissão; bem pelo contrario, é fundamental que
elas se encarem sempre como um desafio à criatividade e iniciativa de cada um tal como é
ilustrado pelo caso de um professor de Português que, não tendo qualquer biblioteca na escola,
nem qualquer biblioteca de turma, e estando muito empenhado em desenvolver o gosto pela
leitura com seus alunos, faz com eles uma recolha de contos tradicionais da região. Esses
contos foram escritos pelos alunos, por eles ilustrados e policopiados, constituindo um pequeno
embrião de uma colecção de textos à disposição de todos, talvez uma “biblioteca” mais viva e
mais útil que muitas outras.

 b. Recursos/meios de ensino existentes

É importante conseguir o aproveitamento óptimo dos recursos existentes. Desde o quadro


preto à árvore do pátio da escola, à mão do professor que pousa amigavelmente no ombro do
aluno, às experiências vividas podem contribuir para que as aprendizagens se tornem mais
ricas e gratificantes. O facto de a escola ter ou não maquina de projectar, filmes, slides,
retroprojector, ter laboratórios bem ou mal equipados, o facto de a região ter ou não industrias,
explorações mineiras, etc., abertas a uma colaboração com a escola, ou ainda mercados ou
feiras, artesanatos característicos que se possam explorar, ira ser decisivo na escolha de
estratégias.

O mesmo também se aplica para o caso de recursos humanos. Por exemplo, o facto de se
saber que há alguém que pode dar sobre um determinado assunto (exemplo, o inicio da luta
armada de libertação de Moçambique, etc.) um depoimento vivo e que se põe à disposição dos
alunos para contar a sua experiência e responder perguntas, pode alterar completamente e
enriquecer uma estratégia anteriormente pensada. Há pois que contar com a riqueza de que
são portadores os professores, os alunos, os familiares dos alunos, bem como os elementos da
comunidade.

Finalmente, pensando nos recursos, é importante que o professor pense também que ele
constitui um excelente recurso de ensino, pois tudo depende do seu “empenhamento, das
atitudes, da natureza e da qualidade da relação pedagógica investida no processo educativo”.
O professor ao planear a sua acção tem, pois, de estar bem consciente dos seus aspectos
positivos e das suas limitações como pessoa e como profissional, a fim de que possa delas tirar
o maior partido possível. E é assim que no corpo docente ou entre os funcionários se descobre
que há musicólogos, poetas, arqueólogos amadores, fotógrafos, agricultores, oleiros,
marceneiros, cozinheiros, etc. cujos saberes podem enriquecer as actividades escolares de
determinadas disciplinas (exemplo, ofícios, educação visual, educação musical, desenho, etc.).
E o mesmo se pode aplicar no caso dos encarregados de educação que, dentre eles, se pode
recorrer como portador de alguma riqueza cultural, o que igualmente é bom sob ponto de vista
afectivo, que consiste em um filho ver que o que o pai ou a mãe fazem é valorizado a ponto de
eles serem chamados à escola para ajudar, para ensinar como qualquer professor.

 c. O aluno

Qualquer criança, adolescente ou jovem é portador de uma experiência de vida, de um saber,


cujo seu aproveitamento é um recurso económico e eficaz (a compreensão de um determinado
assunto é muitas vezes mais fácil se esse assunto for tratado por um colega em vez do
professor), e o facto de permitir ao aluno trazer o contributo do seu próprio mundo ao PEA
permite-lhe sentir que é um dos protagonistas desse processo e fá-lo-á sentir-se digno de
crédito, confiante em si mesmo e nos outros.

Por outro lado, uma componente importante na planificação do PEA é a sua adequação ao
aluno. Realmente, para além da compreensão das características próprias do nível etário do
aluno e das características médias da população escolar, certamente tidas na elaboração dos
programas, é fundamental que o professor conheça as características pessoais do aluno.

Com efeito, se a verdadeira aprendizagem é sempre o produto da actividade pessoal de cada


um, então o papel do professor consiste em tentar criar situações que favoreçam em cada
aluno a mobilização óptima de todos os seus recursos, particularmente dos seus pré-requisitos.
De facto, é fundamental que o aluno domine os pré-requisitos daquela unidade de
ensino/aprendizagem, isto é, que domine aqueles conhecimentos e possua aquelas
capacidades sem as quais não é possível realizar as aprendizagens subsequentes.

O aluno, como conjunto, agrupado em turma merece também ser conhecido. Cada turma é um
grupo dotado de uma dinâmica própria e é necessário que o professor conheça essa dinâmica,
os hábitos e o modo de reagir da turma para planificar a sua acção, de forma a tirar o máximo
partido da turma como um recurso. A confrontação de pontos de vista diferentes, o aceitar pôr-
se em questão, o hábito de ouvir os outros, de respeitar pontos de vista diferentes dos seus, de
se exprimir claramente, de ajudar e de ser ajudado, de lutar pelo que considera certo são, entre
outras, aprendizagens que o trabalho na turma pode proporcionar e que permitem contribuir
para o desenvolvimento cognitivo, social e afectivo dos alunos.

O conhecimento do comportamento da turma irá ainda ter uma influência decisiva no tipo de
trabalho que se ira propor: a uma turma irrequieta será preciso fazer propostas mais dinâmicas
que canalizem aquela energia excessiva para actividade produtiva. Para alunos
excessivamente competitiva será de insistir em propostas assentes no trabalho de grupo, etc.

[Link]

Tipos de planos

Existem três tipos de planificação: O plano da escola; o plano de ensino e o


plano de aula ou plano de lição.
a. O plano da escola

Este plano é um documento mais global. Expressa orientações gerais que


sintetizam, por um lado, as ligações da escola com um sistema escolar mais
amplo e, por outro lado, as ligações do projecto pedagógico da escola com os
planos de ensino propriamente ditos.

É um plano pedagógico, administrativo, da unidade escolar e co-curricular


onde se explicita:

 •a concepção pedagógica do corpo docente;


 •as bases teóricas metodológicas da organização didáctica;
 •o contexto social, económico, político e cultural;
 •a caracterização da população escolar;
 •os objectivos educacionais gerais;
 •a estrutura curricular;
 •as directrizes metodológicas gerais;
 •o sistema de avaliação do plano.
Matriz 1: Plano Anual de uma Escola (Modelo)

Objectivos

Nº. Actividades Fontedefinanciamento Custo Prazo Responsá

Este plano tem a duração de um ano e participam na sua elaboração o


Director da Escola, o (s) Director (es) Adjunto (s) Pedagógico (s), o Director
Adjunto Administrativo ou Chefe da Secretaria, o Director Adjunto do
Internato (se houver internato na escola), representantes da comunidade,
representantes dos alunos e dos professores, garantindo o equilíbrio
de género entre os participantes. O Plano anual da escola deve incluir
actividades para promover a igualdade de género, conforme previsto
na Estratégia de Género do MINEDH. O plano da escola é apresentado
anualmente à Assembleia-Geral.
b. O plano de ensino (ou plano de unidades)

O plano de ensino é a previsão dos objectivos e tarefas do trabalho docente


para um (1) ano, um (1) semestre, trimestre ou quinzena. É um documento
mais elaborado, dividido em unidades sequenciais, no qual aparecem os
objectivos específicos, os conteúdos e o desenvolvimento metodológico. É
também denominado por Plano Analítico ou Plano de Unidades Didácticas e
contém: seguintes componentes:

 objectivos de ensino;
 os conteúdos (com a divisão temática de cada unidade);
 o tempo (ou período/semanas) provável para a leccionação de cada
uma das aulas;
 o desenvolvimento metodológico (actividades do professor e dos
alunos);
 etc.

Este plano é elaborado pelo corpo docente (grupo de professores de uma


disciplina) ou de classe no EP1 e, a partir dele, podem ser produzidos outros
planos de ensino, tais como, o plano quinzenal (que é uma parte do plano
analítico válido apenas por duas semanas) e o plano de aulas. Note-se que,
antes do plano analítico, há a considerar outros tipos de planos de ensino,
nomeadamente, o plano temático (programa de ensino) e o plano curricular
(currículo).

c. O plano de aula ou lição

O plano de lição é a previsão do desenvolvimento do conteúdo para uma aula


ou para um conjunto de aulas; e tem um carácter bastante específico.

Na preparação das aulas, o professor deve reler os objectivos gerias da


matéria e a sequência dos conteúdos de ensino. Não se pode esquecer que
cada tópico novo é continuidade do tópico anterior, sendo, desta forma,
necessário considerar o nível de preparação inicial dos alunos para a matéria
nova.

Deve-se, também, tomar o tópico da unidade a ser desenvolvido e desdobrá-


lo numa sequência lógica na forma de conceitos, problemas, ideias. Trata-se
de organizar um conjunto de noções básicas em torno de uma ideia central,
formando um todo significativo que possibilite ao aluno uma percepção clara
e coordenada do assunto em questão. O responsável pela elaboração do
plano de aula é o professor (individualmente).
Os planos de aula podem ser descritivos ou esquemáticos. Os objectivos
deste plano são: conduzir a aula de forma adequada, evitar improvisos, evitar
nervosismo, evitar trabalhos mal feitos, garantir segurança no professor,
facilitar a preparação de aulas.

A preparação da aula, o professor deve reflectir e programar, em particular,


que estratégias a usar para garantir que as raparigas e os alunos com
necessidades educativas especiais participem activamente na aula e
assimilem a matéria nova.
Quadro 11: Algumas questões de reflexão na planificação de aulas

O que é que os alunos vão fazer


1. O que é que os alunos devem para aprender? Como vou apoiar os Como vou saber se os alun
aprender? alunos no processo de aprenderam o que era espera
aprendizagem?

Como vou saber o que os alunos já


sabem? Como vou acompanhar se os a
Que conteúdo / que habilidades os conseguem implementar as
alu- nos devem apren- der? O que é que os alunos vão fazer actividades de aprendizagem?
para aprender o novo conteúdo/
O que é que os alunos já sabem / aperfeiçoar habilidades? Que estratégias e instrumentos
sabem fazer? Até que grau? utilizar para saber se os alunos
Como vou organizar a turma para aprende- ram o que deviam
Que habilidades os alunos fazer isso? aprender?
precisam de aperfeiçoar?
O que é que os alunos vão utilizar Como vou organizar a turma pa
Que significado / importância tem para aprender? permitir as observações, con- v
esse conteúdo / essas ha- ou avaliação
bilidades para a vida diária /o Como vou organizar
futuro dos alunos? de tarefas práticas em grupos,
a turma para ter aces- so ao ou individualmente?
material?

Fonte: DPEDH Inhambane / GIZ: Apoio pedagógico para o desenvolvimento contínuo de professores

Alguns exemplos de matrizes de plano de aulas, bem como de outros tipos


de planos de ensino podem ser encontrados no apendice 2.

Planificação e orientação de actividades de recuperação dos alunos


É frequente acontecer que alguns alunos não alcancem os objectivos
propostos, apesar da planificação e do esforço desenvolvidos pelo professor
e pelos próprios alunos. As causas disso podem ser as mais variadas
possíveis: falta de pré-requisitos, pouco interesse, métodos inadequados,
problemas pessoais e sociais, etc. Com essa lacuna, o aluno não tem
condições de acompanhar a programação regular. Por isso, há necessidade
de actividades especiais para colocá-los em condições de seguir o
regulamento do curso.

Sendo a actividade didáctica acompanhada por uma avaliação sistemática e


contínua, será fácil detectar os problemas que forem surgindo, na medida em
que se apresentarem. No momento em que o professor constatar a existência
de deficiências com um aluno ou grupo, deverá tratar imediatamente de
recuperar falhas, para que estes possam acompanhar nor- malmente as
actividades seguintes. Nisto consiste a recuperação preventiva. É uma
espécie de retomada do processo, para pôr os alunos com dificuldades em
condições de continuar os estudos normalmente.

Como realizar este tipo de recuperação?

As principais maneiras de realizar as actividades de recuperação são:

 Intensificar os exercícios;
 Concentrar mais atenção aos aspectos deficientes, ou seja, naqueles
em que a aprendizagem tenha sido com alguma deficiência por parte
de um ou vários alunos’;
 Promover tarefas e estudos individuais;
 Organizar grupos específicos de estudo;
 Incentivar aos alunos que já realizaram a aprendizagem para que
auxiliem os alunos que apresentam maiores dificuldades.

Se, mesmo com essas providências a lacuna não for superada, recorre-se,
então, à recuperação terapêutica . “Esta consiste em o aluno refazer o
trabalho não realizado ou malfeito, até assimilar todos os elementos
importantes propostos. Esta recuperação deverá constar no calendário
escolar, com períodos bem determinados e actividades programadas, de
acordo com as necessidades dos alunos com dificuldades. Não se trata de
repetir simplesmente as aulas ou actividades anteriores. Exige-se uma
programação especial, com métodos diversificados e atendimento às
dificuldades características, apresentadas pelos alunos”.
Envolvimento dos pais/encarregados de educação no PEA e avaliação do
aluno

No âmbito da recuperação dos alunos e, em geral, no intuito de melhorar a


aprendizagem destes, requere-se o envolvimento dos pais/encarregados de
educação no PEA e avaliação do aluno. Para o efeito, é importante que os
pais/encarregados de educação compreendam o funcionamento da escola,
nos seguintes aspectos:

 O significado das notas, reprovações, assiduidade e pontualidade às


aulas;
 A maneira como conservar e utilizar o uniforme, os livros, cadernos e
outros materiais do seu educando;
 Os pais/encarregados de educação devem seguir a escola, vivendo os
seus acontecimentos, aprender a estar ligados ao professor e ao
director de turma;
 Devem conhecer qual é o programa dos seus filhos, o que está sendo
dado pelos professores, verificar se o filho/educando revê a matéria em
casa, se faz exercícios, garantindo que, em particular, a rapariga não
esteja sobrecarregada com tarefas domésticas para que tenha tempo
suficiente para fazer o TPC;
 Nas reuniões ou assembleias de pais/encarregados de educação, estes
devem ser informados sobre o comportamento, assiduidade e
pontualidade dos seus filhos/educandos.

Em geral, no apoio dos pais/encarregados de educação na aprendizagem


das crianças, estes assumem a responsabilidade de educar os seus
filhos/educandos e acompanhar a vida escolar, na medida em que:

 Garantem que os alunos frequentem regularmente a escola.


 Adquirem cadernos e outro material didáctico, para o uso dos seus
filhos educandos.
Resumo do Tema

A planificação é uma necessidade em todas as áreas de actividades. A


planificação de ensino-aprendizagem requer uma metodologia, a definição de
objectivos específicos, estabelecidos, a partir dos objectivos educacionais e
os recursos de ensino que estimulam as actividades de aprendizagem. A
elaboração do plano do ensino deve ter em conta a execução, avaliação e
aperfeiçoamento, tendo como componentes os objectivos, conteúdos,
procedimentos de ensino, os recursos de ensino e avaliação.

Nem sempre os resultados da planificação coincidem com os objectivos


propostos. Assim, a replanificação é fundamental nesses casos, de modo a
que as finalidades sejam atingidas e, na medida do possível, contemplando a
possibilidade de recuperação de alunos com problemas de aprendizagem e,
ainda, o envolvimento dos pais no processo de ensino-aprendizagem.

Tipos de planos

Existem três tipos de planificação: O plano da escola; o plano de ensino e o


plano de aula ou plano de lição.

a. O plano da escola

Este plano é um documento mais global. Expressa orientações gerais que


sintetizam, por um lado, as ligações da escola com um sistema escolar mais
amplo e, por outro lado, as ligações do projecto pedagógico da escola com os
planos de ensino propriamente ditos.

É um plano pedagógico, administrativo, da unidade escolar e co-curricular


onde se explicita:

 •a concepção pedagógica do corpo docente;


 •as bases teóricas metodológicas da organização didáctica;
 •o contexto social, económico, político e cultural;
 •a caracterização da população escolar;
 •os objectivos educacionais gerais;
 •a estrutura curricular;
 •as directrizes metodológicas gerais;
 •o sistema de avaliação do plano.
Matriz 1: Plano Anual de uma Escola (Modelo)
Objectivos

Nº. Actividades Fontedefinanciamento Custo Prazo Responsá

Este plano tem a duração de um ano e participam na sua elaboração o


Director da Escola, o (s) Director (es) Adjunto (s) Pedagógico (s), o Director
Adjunto Administrativo ou Chefe da Secretaria, o Director Adjunto do
Internato (se houver internato na escola), representantes da comunidade,
representantes dos alunos e dos professores, garantindo o equilíbrio
de género entre os participantes. O Plano anual da escola deve incluir
actividades para promover a igualdade de género, conforme previsto
na Estratégia de Género do MINEDH. O plano da escola é apresentado
anualmente à Assembleia-Geral.

b. O plano de ensino (ou plano de unidades)

O plano de ensino é a previsão dos objectivos e tarefas do trabalho docente


para um (1) ano, um (1) semestre, trimestre ou quinzena. É um documento
mais elaborado, dividido em unidades sequenciais, no qual aparecem os
objectivos específicos, os conteúdos e o desenvolvimento metodológico. É
também denominado por Plano Analítico ou Plano de Unidades Didácticas e
contém: seguintes componentes:

 objectivos de ensino;
 os conteúdos (com a divisão temática de cada unidade);
 o tempo (ou período/semanas) provável para a leccionação de cada
uma das aulas;
 o desenvolvimento metodológico (actividades do professor e dos
alunos);
 etc.

Este plano é elaborado pelo corpo docente (grupo de professores de uma


disciplina) ou de classe no EP1 e, a partir dele, podem ser produzidos outros
planos de ensino, tais como, o plano quinzenal (que é uma parte do plano
analítico válido apenas por duas semanas) e o plano de aulas. Note-se que,
antes do plano analítico, há a considerar outros tipos de planos de ensino,
nomeadamente, o plano temático (programa de ensino) e o plano curricular
(currículo).

c. O plano de aula ou lição

O plano de lição é a previsão do desenvolvimento do conteúdo para uma aula


ou para um conjunto de aulas; e tem um carácter bastante específico.

Na preparação das aulas, o professor deve reler os objectivos gerias da


matéria e a sequência dos conteúdos de ensino. Não se pode esquecer que
cada tópico novo é continuidade do tópico anterior, sendo, desta forma,
necessário considerar o nível de preparação inicial dos alunos para a matéria
nova.

Deve-se, também, tomar o tópico da unidade a ser desenvolvido e desdobrá-


lo numa sequência lógica na forma de conceitos, problemas, ideias. Trata-se
de organizar um conjunto de noções básicas em torno de uma ideia central,
formando um todo significativo que possibilite ao aluno uma percepção clara
e coordenada do assunto em questão. O responsável pela elaboração do
plano de aula é o professor (individualmente).

Os planos de aula podem ser descritivos ou esquemáticos. Os objectivos


deste plano são: conduzir a aula de forma adequada, evitar improvisos, evitar
nervosismo, evitar trabalhos mal feitos, garantir segurança no professor,
facilitar a preparação de aulas.

A preparação da aula, o professor deve reflectir e programar, em particular,


que estratégias a usar para garantir que as raparigas e os alunos com
necessidades educativas especiais participem activamente na aula e
assimilem a matéria nova.
Quadro 11: Algumas questões de reflexão na planificação de aulas

O que é que os alunos vão fazer


1. O que é que os alunos devem para aprender? Como vou apoiar os Como vou saber se os alun
aprender? alunos no processo de aprenderam o que era espera
aprendizagem?

Que conteúdo / que habilidades os Como vou saber o que os alunos já Como vou acompanhar se os a
alu- nos devem apren- der? sabem? conseguem implementar as
actividades de aprendizagem?
O que é que os alunos já sabem / O que é que os alunos vão fazer
para aprender o novo conteúdo/
aperfeiçoar habilidades? Que estratégias e instrumentos
sabem fazer? Até que grau? utilizar para saber se os alunos
Como vou organizar a turma para aprende- ram o que deviam
Que habilidades os alunos fazer isso? aprender?
precisam de aperfeiçoar?
O que é que os alunos vão utilizar Como vou organizar a turma pa
Que significado / importância tem para aprender? permitir as observações, con- v
esse conteúdo / essas ha- ou avaliação
bilidades para a vida diária /o Como vou organizar
futuro dos alunos? de tarefas práticas em grupos,
a turma para ter aces- so ao ou individualmente?
material?

Fonte: DPEDH Inhambane / GIZ: Apoio pedagógico para o desenvolvimento contínuo de professores

Alguns exemplos de matrizes de plano de aulas, bem como de outros tipos


de planos de ensino podem ser encontrados no apendice 2.

Planificação e orientação de actividades de recuperação dos alunos

É frequente acontecer que alguns alunos não alcancem os objectivos


propostos, apesar da planificação e do esforço desenvolvidos pelo professor
e pelos próprios alunos. As causas disso podem ser as mais variadas
possíveis: falta de pré-requisitos, pouco interesse, métodos inadequados,
problemas pessoais e sociais, etc. Com essa lacuna, o aluno não tem
condições de acompanhar a programação regular. Por isso, há necessidade
de actividades especiais para colocá-los em condições de seguir o
regulamento do curso.

Sendo a actividade didáctica acompanhada por uma avaliação sistemática e


contínua, será fácil detectar os problemas que forem surgindo, na medida em
que se apresentarem. No momento em que o professor constatar a existência
de deficiências com um aluno ou grupo, deverá tratar imediatamente de
recuperar falhas, para que estes possam acompanhar nor- malmente as
actividades seguintes. Nisto consiste a recuperação preventiva. É uma
espécie de retomada do processo, para pôr os alunos com dificuldades em
condições de continuar os estudos normalmente.

Como realizar este tipo de recuperação?


As principais maneiras de realizar as actividades de recuperação são:

 Intensificar os exercícios;
 Concentrar mais atenção aos aspectos deficientes, ou seja, naqueles
em que a aprendizagem tenha sido com alguma deficiência por parte
de um ou vários alunos’;
 Promover tarefas e estudos individuais;
 Organizar grupos específicos de estudo;
 Incentivar aos alunos que já realizaram a aprendizagem para que
auxiliem os alunos que apresentam maiores dificuldades.

Se, mesmo com essas providências a lacuna não for superada, recorre-se,
então, à recuperação terapêutica . “Esta consiste em o aluno refazer o
trabalho não realizado ou malfeito, até assimilar todos os elementos
importantes propostos. Esta recuperação deverá constar no calendário
escolar, com períodos bem determinados e actividades programadas, de
acordo com as necessidades dos alunos com dificuldades. Não se trata de
repetir simplesmente as aulas ou actividades anteriores. Exige-se uma
programação especial, com métodos diversificados e atendimento às
dificuldades características, apresentadas pelos alunos”.

Envolvimento dos pais/encarregados de educação no PEA e avaliação do


aluno

No âmbito da recuperação dos alunos e, em geral, no intuito de melhorar a


aprendizagem destes, requere-se o envolvimento dos pais/encarregados de
educação no PEA e avaliação do aluno. Para o efeito, é importante que os
pais/encarregados de educação compreendam o funcionamento da escola,
nos seguintes aspectos:

 O significado das notas, reprovações, assiduidade e pontualidade às


aulas;
 A maneira como conservar e utilizar o uniforme, os livros, cadernos e
outros materiais do seu educando;
 Os pais/encarregados de educação devem seguir a escola, vivendo os
seus acontecimentos, aprender a estar ligados ao professor e ao
director de turma;
 Devem conhecer qual é o programa dos seus filhos, o que está sendo
dado pelos professores, verificar se o filho/educando revê a matéria em
casa, se faz exercícios, garantindo que, em particular, a rapariga não
esteja sobrecarregada com tarefas domésticas para que tenha tempo
suficiente para fazer o TPC;
 Nas reuniões ou assembleias de pais/encarregados de educação, estes
devem ser informados sobre o comportamento, assiduidade e
pontualidade dos seus filhos/educandos.

Em geral, no apoio dos pais/encarregados de educação na aprendizagem


das crianças, estes assumem a responsabilidade de educar os seus
filhos/educandos e acompanhar a vida escolar, na medida em que:

 Garantem que os alunos frequentem regularmente a escola.


 Adquirem cadernos e outro material didáctico, para o uso dos seus
filhos educandos.
Resumo do Tema

A planificação é uma necessidade em todas as áreas de actividades. A


planificação de ensino-aprendizagem requer uma metodologia, a definição de
objectivos específicos, estabelecidos, a partir dos objectivos educacionais e
os recursos de ensino que estimulam as actividades de aprendizagem. A
elaboração do plano do ensino deve ter em conta a execução, avaliação e
aperfeiçoamento, tendo como componentes os objectivos, conteúdos,
procedimentos de ensino, os recursos de ensino e avaliação.

Nem sempre os resultados da planificação coincidem com os objectivos


propostos. Assim, a replanificação é fundamental nesses casos, de modo a
que as finalidades sejam atingidas e, na medida do possível, contemplando a
possibilidade de recuperação de alunos com problemas de aprendizagem e,
ainda, o envolvimento dos pais no processo de ensino-aprendizagem.

Você também pode gostar