POEMA: ZÉ - EDSON GABRIEL GARCIA
O Zé que eu conheço
não é buscapé,
não tem chulé,
não gosta de canapé.
Não é Zemaria
Não é Zezão
nem Zezinho.
É Zé só.
Zé da alegria
Zé do coração
cheio de carinho.
Mas é um Zé do peru,
nunca está jururu,
esse Zé sururu.
De dia
leva a vida
bem vivida.
De noite,
o Zé descansa.
Enquanto pensa,
exclama com fé:
“Que vida dura
essa vida de Zé!”
Entendendo o texto
01. Qual é a característica principal do Zé descrita no poema?
a) Ele gosta de usar canapé.
b) Ele tem um nome composto, como Zemaria ou Zezão.
c) Ele é uma pessoa alegre e carinhosa.
d) Ele sempre está cansado e desanimado.
02. O que o Zé faz durante o dia, de acordo com o poema?
a) Ele fica sempre de mau humor.
b) Ele leva uma vida bem vivida.
c) Ele trabalha o dia todo sem descanso.
d) Ele está sempre preocupado.
03. Qual é a expressão usada pelo Zé para descrever sua vida de forma positiva?
a) "Que vida triste!"
b) "Que vida agitada!"
c) "Que vida dura!"
d) "Que vida simples!"
04. Como o poema descreve o Zé à noite?
a) Ele fica mais animado e feliz.
b) Ele descansa e relaxa.
c) Ele continua trabalhando.
d) Ele pensa sobre suas preocupações.
05. Qual é a característica que o poema enfatiza que o Zé não possui?
a) Ele não gosta de usar chulé.
b) Ele não é uma pessoa alegre.
c) Ele não tem um nome composto.
d) Ele não é uma pessoa preguiçosa.
POEMA: GOTAS DE CHUVA - LUÍS CAMARGO
Gorduchas
gotas
de
chuva
rabiscam
o vidro
da minha janela
escorregando ligeiras
desenrolando
um novelo de linha transparente
todo feito de água.
É um desenho muito animado!
Eu pergunto:
- Senhora dona Chuva,
você já não é tão grande,
muito antiga,
pra só ficar rabiscando?
- Magina – disse a chuva –
eu acabei de nascer!
Entendendo o texto
01. Qual é o tema central do poema "Gotas de chuva" de Luís Camargo?
a) A solidão durante um dia chuvoso.
b) A efemeridade e a leveza das gotas de chuva.
c) A relação entre o poeta e a natureza.
d) A nostalgia das estações passadas.
02. O que as gotas de chuva fazem no poema?
a) Desenham rabiscos no vidro da janela.
b) Correm pelo chão como pequenos rios.
c) Batem com força no telhado.
d) Congelam instantaneamente.
03. Como o poeta descreve as gotas de chuva no poema?
a) Como objetos pesados e opacos.
b) Como pequenos raios de sol.
c) Como rabiscos gorduchos no vidro.
d) Como novelos de lã coloridos.
04. O que o poeta pergunta à chuva no poema?
a) Se ela pode parar de chover.
b) Por que ela só fica rabiscando.
c) Se ela já viajou para lugares distantes.
d) Se ela sabe contar histórias.
05. Qual é a resposta da chuva quando questionada sobre sua idade?
a) Ela diz que é muito antiga.
b) Ela afirma que nasceu há muito tempo.
c) Ela revela que acabou de nascer.
d) Ela ri e não responde.
POEMA: CANÇÃO - CECÍLIA MEIRELES
De borco
no barco
(De bruços
No berço...)
O braço é o barco
O barco é o berço.
Abarco e abraço
o berço
e o barco.
Com desembaraço
embarco
e desembarco.
De borco
no berço...
(De bruços
no barco...)
Ou isto ou aquilo, Cecília Meireles
Entendendo o texto
01. Quais as palavras usadas na repetição dos sons no poema?
Resposta: Borco e barco, bruços e berço, braço e abraço, barco e abarco e embaraço e
desembarco.
02. A repetição dos sons e a comparação das palavras acabam formando uma imagem de
cantiga de ninar. Você sabe por quê?
Resposta: O balanço do barco e o balanço do berço que os braços abraçam formam um
balanço, um ritmo, uma canção, um movimento.
03. Compare a 1ª e a 3ª estrofes. O que há de diferente nelas?
Resposta: Trocaram-se as palavras, continuando o mesmo sentido. O ato de estar de bruços
sobre o berço, embalando-o, lembra o barco em movimento.
04. Qual é o significado do uso repetitivo das palavras "barco" e "berço" neste poema de
Cecília Meireles?
Resposta: No poema "Canção", as palavras "barco" e "berço" são usadas como metáforas
que simbolizam diferentes aspectos da vida e da existência. O "barco" pode representar a
jornada da vida, enquanto o "berço" pode simbolizar o início ou origem da vida, refletindo sobre
as experiências humanas desde o nascimento até a jornada ao longo da vida.
05. Como o poema explora a ideia de movimento e transição entre o “berço” e o “barco”?
Resposta: O poema "Canção" de Cecília Meireles utiliza repetições e jogos de palavras para
criar um ritmo que evoca a ideia de movimento e transição entre diferentes fases da vida. O
"berço" e o "barco" são entrelaçados, sugerindo um ciclo contínuo de embarque e desembarque,
representando a jornada humana de crescimento, descoberta e mudança.
06. Como o poema sugere a interconexão entre o indivíduo e o mundo exterior?
Resposta: Ao usar a linguagem visual e sonora para associar o "braço" ao "barco" e ao "berço",
Cecília Meireles destaca a ligação íntima entre o eu individual e o ambiente circundante. O
"abraço" e o "abarcamento" simbolizam a unidade entre o indivíduo e o mundo exterior,
enfatizando a importância da relação entre o ser humano e seu contexto físico e emocional.
POEMA: DENTRO DE UM MUNDO - ROSY GRECA
Dentro de um mundo, tem um mundo
E dentro deste mundo, um outro mundo
Que é o mundo da imaginação.
Dentro de um grão de feijão,
Tem um mundo e dentro deste mundo, um mundo
E dentro deste mundo, um outro mundo,
Que é o mundo da criação.
Dentro do miolo de pão,
Tem um mundo!
Dentro de um mundo, tem um mundo
E dentro deste mundo, um outro mundo,
Que é o mundo da afeição.
Bem no fundo do coração,
Tem um mundo e dentro deste mundo, um mundo,
Que é o mundo da transformação.
Na sementinha de um limão,
Tem um mundo!
Entendendo o texto
01. “Dentro de um mundo, tem um mundo...”
Resposta: De acordo com o texto, dentro de que outros lugares tem um mundo?
Do grão de feijão, do miolo de pão, bem no fundo do coração, na sementinha de um limão.
02. “Que é mundo da imaginação.” Que palavras, no texto, são usadas para
substituir imaginação?
Resposta: Criação, afeição, transformação.
03. O que é possível fazer com grãos de feijão?
Resposta: Outros grãos de feijão, feijão cozido, feijoada, virado de feijão, doce de feijão, etc.
04. O miolo de pão foi produzido pelo ser humano. Em geral, usa-se farinha de trigo para
fazê-lo.
Como o trigo é encontrado na natureza?
Resposta: Em grão.
05. Se a imaginação permitiu transformar o grão para criar o pão, o que a afeição pode
fazer pelo coração?
Resposta: Pode fazer a transformação.
06. Por que é possível dizer que há um mundo na sementinha de limão e no miolo do pão?
Resposta: A semente ou o grão armazenam o potencial do que podem vir a ser e o miolo de
pão guarda a história de sua própria criação.
POEMA: OUTRAS CARAS DAS PALAVRAS - ELIAS JOSÉ
Emprego, verdade, amizade,
Pedra, certeza, ordenado
- palavras sólidas, rochedos.
Fingimento, chuva, momento,
Água, político, lembranças
- palavras líquidas, escorregadias.
Viuvez, desprezo, rancor;
Jamais, medo, esquecimento
- palavras frias, geleiras.
Carnaval, paixão, torcida,
Esperança, guerra, criança
- palavras quentes, fogueiras.
Baú, janota, jardineira,
Aeroplano, flerte, convescote
- palavras velhas, encarquilhadas.
Tênis, fliperama, curtição,
Computação, CD, punk
- palavras novas, movimentadas.
Entendendo o poema:
01 – Numere a segunda coluna, buscando descobrir que tipo de relação o autor pode ter
feito para classificar as palavras da forma como escreveu.
(1) Palavras sólidas, rochedos.
(2) Palavras líquidas, escorregadias.
(3) Palavras frias, geleiras.
(3) Essas palavras nos remetem ao distanciamento que pode ocorrer entre as pessoas; não
demonstram aconchego, proximidade.
(1) São palavras que representam estabilidade financeira; segurança nos relacionamentos;
dureza, de superfície rígida.
(2) Ao contrário das palavras sólidas, essas não “oferecem” segurança: são passageiras,
vagas, incertas.
02 – Explique, com poucas palavras, por que as palavras carnaval, paixão, torcida,
esperança, guerra e criança foram consideradas palavras quentes, fogueiras?
Resposta: Porque são palavras que lembram energia, vibração, movimento.
03 – E por que baú, janota, jardineira, aeroplano, flerte e convescote foram classificadas
como palavras velhas, encarquilhadas?
Resposta: Porque são palavras pouco usadas, antigas.
04 – Por que tênis, fliperama, curtição, computação, CD e punk foram exemplos de
palavras novas, movimentadas?
Resposta: Porque essas palavras remetem à modernidade, à juventude; por isso podem ser
consideradas novas e movimentadas.
POEMA: QUEM MANDA É A PALAVRA - ANTONIETA DIAS DE MORAES
Aqui quem manda é a palavra,
senhora da fantasia
e ferramenta da mágica,
que tudo faz e improvisa
com a voz do abracadabra.
No jogo da fantasia,
pronunciar a palavra
é transformar em magia
o que se diz não ter graça,
a vida no dia a dia.
Eu, tu, você, eles, a gente,
digamos, pois, todos nós,
que somos simples viventes,
ouviremos nossa voz,
a palavra frente a frente.
Entendendo o poema:
01 – Assinale a alternativa que identifica que texto Antonieta escreveu. Depois, justifique
sua resposta.
( ) Conto.
(X) Poema.
( ) Notícia.
( ) Carta.
Justificativa:O texto foi escrito em forma de estrofes e versos e, também, palavras que rimam
ao final dos versos.
02 – Do que se trata o texto?
Resposta: O texto fala sobre a magia das palavras.
03 – Em relação à estrutura do poema, resolva as questões a seguir.
a) Há quantas estrofes?
Resposta: Possui 03 estrofes.
b) Há quantos versos em cada uma das estrofes?
Resposta: Tem 05 versos em cada estrofe.
c) Retire do texto as palavras que rimam entre si.
Resposta: Fantasia / improvisa; palavra / abracadabra; magia / dia; gente / vivente / frente; voz /
nós.
04 – Releia atentamente o poema e responda às questões.
a) De que forma a poeta definiu a “palavra com a voz do abracadabra”?
Resposta: “Senhora da fantasia / e ferramenta da mágica, / que tudo faz e improvisa.”
b) Segundo a autora, o que acontece se estivermos no jogo da fantasia e pronunciarmos
esta palavra?
Resposta: “É transformar em magia / o que se diz não ter graça, / a vida no dia a dia.”
05 – Se fosse possível transformar a vida do dia a dia pronunciando a “palavra com a voz
do abracadabra”, o que você mudaria?
Resposta pessoal do aluno.
06 – Será que o mundo real existem palavras mágicas capazes de transformar o
relacionamento entre as pessoas?
Resposta: Sim. Só depende de como a pessoa vai receber a palavra.
07 – Que palavras devemos pronunciar quando:
a) - Queremos nos desculpar com alguém?
Resposta: Desculpe-me.
b) · Desejamos um favor de um colega?
Resposta: Por favor; por gentileza.
c) · Gostaríamos de agradecer por algo?
Resposta: Obrigado(a); agradecido(a).
08 – Você conhece outras tão mágicas quanto as escritas anteriormente? Quais?
Resposta pessoal do aluno
POEMA: DESTINO DE PIPA - MÁRCIA BRAGA
Voa pipa, tenta voar no céu
Tua cauda é frágil, é feita de papel.
O cerol é uma ameaça, um carrasco a te esperar
Num mergulho descuidado, como lâmina vai cortar...
Sem graça, sem cor, voa sem jeito
Dá de bico e balança num balé imperfeito.
Um golpe de vento pode te fazer desistir.
A linha é fina, vai arrebentar, tu vai cair...
E tu vais S U M I R ...
Entendendo o poema:
01 – A pipa tem nomes diferentes nas diversas regiões do Brasil. Escreva outro nome
dado à pipa.
Resposta: Pandorga, papagaio, quadrado ou cafifa.
02 – Copie do poema o que se pede:
a) · Três palavras que apresentam sílabas terminadas com L com som U.
Resposta: Frágil, papel, cerol.
b) · Duas palavras que apresentam sílabas terminadas em U.
Resposta: Céu, tu.
03 – Sublinhe no texto palavras que apresentam sílabas terminadas em ‘ai’ e ‘ei’.
Resposta: Feita, vai, jeito, imperfeito.
POEMA: BRINQUEDOS - ELZA BEATRIZ
Eu fiz de papel dobrado
Um barquinho e naveguei.
Fiz um chapéu de soldado
e soldadinho – marchei.
Fiz avião, fiz estrela
embarquei dentro – voei.
Agora fiz um brinquedo
– o melhor que já brinquei –
guardei num papel dobrado
o primeiro namorado
(o seu nome, eu inventei...)
Entendendo o poema:
01 – Observe estas palavras do poema: naveguei e marchei. Que semelhança há entre
elas?
Resposta: O som semelhante no final.
02 – Essas palavras, por apresentarem sons semelhantes, rimam entre si.
Conclua: O que é rima?
Resposta: É a igualdade ou semelhança de sons do final de palavras.
03 – Destaque do poema “Brinquedos” palavras que rimam com naveguei e com dobrado.
Naveguei: Resposta: marchei, voei, brinquei, inventei.
Dobrado: Resposta: soldado, namorado.
POEMA: DOR DE DENTE - PEDRO BANDEIRA
Tô com dor de dente,
dor de dente,
dor de dente...
Como dói o dente,
dói o dente,
dói o dente...
.
Falar com a mamãe?
Jamais!
O dentista dói muito mais!
Entendendo o poema
1) Nesse trecho do poema existe uma repetição de alguns versos. Quais? Transcreva-os.
Resposta: “dor de dente,/dor de dente...”, “dói o dente,/dói o dente...”
2) Na sua opinião, por que Pedro Bandeira repetiu esses versos?
Resposta: Para reforçar a ideia da intensidade e da continuidade da dor.
3) Quando alguém percebe a existência da dor?
Resposta: Quando a sente.
4) Como alguém percebe um dente?
Resposta: Olhando-o, tocando-o.