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Organização da Presidência e Ministérios

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PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA

MEDIDA PROVISÓRIA N° 001 DE 1995

Estabelece a organização básica dos órgãos da Presidência da República


e dos Ministérios.

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere os arts. 62 e 66 da


Constituição, adota a seguinte Medida Provisória, com força de lei:

Art. 1º Esta Medida Provisória estabelece a organização básica dos órgãos da Presidência da
República e dos Ministérios.

§ 1º O detalhamento da organização dos órgãos de que trata esta Medida Provisória será
definido nos decretos de estrutura regimental.

§ 2º A denominação e as competências das unidades administrativas integrantes dos órgãos


de que trata esta Medida Provisória serão definidas na forma prevista no § 1º.

§ 3º Ato do Poder Executivo federal estabelecerá a vinculação das entidades aos órgãos da
administração pública federal.

CAPÍTULO I
DA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA

Seção I
Dos órgãos da Presidência da República

Art. 2º Integram a Presidência da República:

I - a Casa Civil;

II - a Secretaria de Comunicação;

III - a Advocacia-Geral da União;

Seção II
Da Casa Civil

Art. 3º À Casa Civil da Presidência da República compete assistir diretamente o Presidente


da República no desempenho de suas atribuições, especialmente:

I - coordenação e integração das ações governamentais;


PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA
II - análise do mérito, da oportunidade e da compatibilidade das propostas, inclusive das
matérias em tramitação no Congresso Nacional, com as diretrizes governamentais;

III - avaliação e monitoramento da ação governamental e da gestão dos órgãos e das


entidades da administração pública federal;

IV - coordenação e acompanhamento das atividades dos Ministérios e da formulação de


projetos e políticas públicas;

V - coordenação, monitoramento, avaliação e supervisão das ações do Programa de


Parcerias de Investimentos e apoio às ações setoriais necessárias à sua execução;

VI - implementação de políticas e de ações destinadas à ampliação da infraestrutura pública


e das oportunidades de investimento e de emprego;

VII - coordenação, articulação e fomento de políticas públicas necessárias à retomada e à


execução de obras de implantação dos empreendimentos de infraestrutura considerados
estratégicos;

VIII - verificação prévia da constitucionalidade e da legalidade dos atos presidenciais;

IX - coordenação do processo de sanção e veto de projetos de lei enviados pelo Congresso


Nacional;

X - elaboração e encaminhamento de mensagens do Poder Executivo federal ao Congresso


Nacional;

XI - análise prévia e preparação dos atos a serem submetidos ao Presidente da República;

XII - publicação e preservação dos atos oficiais do Presidente da República;

XIII - supervisão e execução das atividades administrativas da Presidência da República e,


supletivamente, da Vice-Presidência da República; e

XIV - acompanhamento da ação governamental e do resultado da gestão dos


administradores, no âmbito dos órgãos integrantes da Presidência da República e da
VicePresidência da República, além de outros órgãos determinados em legislação específica,
por intermédio da fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial

Seção III
Da Secretaria de Comunicação Social

Art. 4º À Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República compete:

I - formular e implementar a política de comunicação e divulgação social do Poder Executivo


federal;
PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA
II - coordenar, formular e implementar ações orientadas para o acesso à informação, o
exercício de direitos, o combate à desinformação e a defesa da democracia, no âmbito de
suas competências;

III - auxiliar na política de promoção da liberdade de expressão e de imprensa, no âmbito de


suas competências;

IV - formular políticas para a promoção do pluralismo e da diversidade midiática e para o


desenvolvimento do jornalismo profissional;

V - coordenar e acompanhar a comunicação interministerial e as ações de informação, difusão


e promoção das políticas do Poder Executivo federal;

VI - relacionar-se com os meios de comunicação e as entidades dos setores de comunicação;

VII - coordenar a aplicação de pesquisas de opinião pública e outras ações que permitam
aferir a percepção e a opinião dos cidadãos sobre perfis, temas e políticas do Poder Executivo
federal nos canais digitais;

VIII - coordenar a comunicação interministerial e as ações de informação e difusão das


políticas do Poder Executivo federal;

IX - coordenar, normatizar e supervisionar a publicidade e o patrocínio dos órgãos e das


entidades da administração pública federal, direta e indireta, e das sociedades sob o controle
da União;

X - coordenar e consolidar a comunicação do Poder Executivo federal nos canais de


comunicação;

XI - supervisionar as ações de comunicação do País no exterior e a realização de eventos


institucionais da Presidência da República com representações e autoridades nacionais e
estrangeiras, em articulação com os demais órgãos envolvidos;

XII - convocar as redes obrigatórias de rádio e de televisão;

XIII - apoiar os órgãos integrantes da Presidência da República no relacionamento com a


imprensa;

XIV - disciplinar a implementação e a gestão do padrão digital de governo, dos sítios e portais
eletrônicos dos órgãos e das entidades do Poder Executivo federal;

XV - editar normas e manuais sobre a legislação aplicada à comunicação social; e

XVI - formular subsídios para os pronunciamentos do Presidente da República.

Seção IV
Da Advocacia-Geral da União
PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA

Art. 5. Ao Advogado-Geral da União incumbe:

I - assessorar o Presidente da República nos assuntos de natureza jurídica, por meio da


elaboração de pareceres e de estudos ou da proposição de normas, medidas e diretrizes;

II - assistir o Presidente da República no controle interno da legalidade dos atos da


administração pública federal;

III - sugerir ao Presidente da República medidas de caráter jurídico de interesse público;


IV - apresentar ao Presidente da República as informações a serem prestadas ao Poder
Judiciário quando impugnado ato ou omissão presidencial; e
V - exercer outras atribuições estabelecidas na Lei Complementar nº 73, de 10 de fevereiro
de 1993.

CAPÍTULO II
DOS MINISTÉRIOS

Seção I
Da Estrutura Ministerial

Art. 5º Os Ministérios são os seguintes:

I – da Agricultura e Pecuária;

II – da Cidadania e Povo;

III – da Fazenda;

IV – da Ciência, Tecnologia e Inovação;

V – da Defesa e da Segurança Institucional;

VI – da Justiça e Segurança Pública;

VII – da Saúde;

VIII – da Infraestrutura;

IX – das Relações Exteriores;

X – do Meio Ambiente;

XI – da Educação e Cultura.

Art. 6. São Ministros de Estado:


PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA
I - os titulares dos Ministérios;

II - o titular da Casa Civil da Presidência da República;

III - o titular da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, e

IV - o Advogado-Geral da União.

Seção II
Do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA)

Art. 7. Constituem áreas de competência do Ministério da Agricultura e Pecuária:

I - política agrícola, abrangidos a produção, a comercialização e o seguro rural;

II - produção e fomento agropecuário, abrangidas a agricultura, a pecuária, a agroindústria, a


agroenergia, a heveicultura e, em articulação com o Ministério do Meio Ambiente, as florestas
plantadas.

III - informação agropecuária;

IV - defesa agropecuária e segurança do alimento, abrangidos:

a) a saúde animal e a sanidade vegetal;


b) os insumos agropecuários, incluída a proteção de cultivares;
c) os alimentos, os produtos, os derivados e os subprodutos de origem animal, inclusive
pescados, e vegetal;
d) a padronização e a classificação de produtos e insumos agropecuários; e
e) o controle de resíduos e contaminantes em alimentos;

V - pesquisa em agricultura, pecuária, sistemas agroflorestais, aquicultura e agroindústria;

VI - conservação e proteção de recursos genéticos de interesse para a agropecuária e a


alimentação;

VII - assistência técnica e extensão rural;

VIII - irrigação e infraestrutura hídrica para a produção agropecuária, observadas as


competências do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional;

IX - informação meteorológica e climatológica para uso na agropecuária;

X - desenvolvimento rural sustentável;

XI - conservação e manejo do solo e da água, destinados ao processo produtivo agrícola e


pecuário e aos sistemas agroflorestais;

XII - boas práticas agropecuárias e bem-estar animal;


PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA
XIII - cooperativismo e associativismo na agropecuária;

XIV - energização rural e agroenergia, incluída a eletrificação rural;

XV - negociações internacionais relativas aos temas de interesse das cadeias de valor da


agropecuária.

XVI - reforma agrária, regularização fundiária em áreas rurais da União e do Incra;

XVII - acesso à terra e ao território por comunidades tradicionais;

XVIII - cadastros de imóveis rurais e governança fundiária;

XIX - identificação, reconhecimento, delimitação, demarcação e titulação de terras de


comunidades quilombolas;

XX - desenvolvimento rural sustentável voltado à agricultura familiar, aos quilombolas e a


outros povos e comunidades tradicionais;

XXI - política agrícola para a agricultura familiar, abrangendo produção, crédito, seguro,
fomento e inclusão produtiva, armazenagem, apoio à comercialização e abastecimento
alimentar;

XXII - sistemas agroalimentares em territórios rurais e urbanos, agricultura urbana e


periurbana;

XXIII - cadastro nacional da agricultura familiar;

XXIV - cooperativismo, associativismo rural e sistemas agroindustriais da agricultura familiar;

XXV - energização rural e energias renováveis destinadas à agricultura familiar;

XXVI - assistência técnica e extensão rural voltadas à agricultura familiar;

XXVII - infraestrutura hídrica para produção e sistemas agrícolas e pecuários adaptadas à


agricultura familiar;

XXVIII - conservação e manejo dos recursos naturais vinculados à agricultura familiar;

XXIX - pesquisa e inovação relacionadas à agricultura familiar;

XXX - cooperativismo e associativismo rural da agricultura familiar;

XXXI - biodiversidade, conservação, proteção e uso de patrimônio genético de interesse da


agricultura familiar;

XXXII - educação do campo;


PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA
XXXIII - políticas de fomento e etnodesenvolvimento no âmbito da agricultura familiar e de
povos e comunidades tradicionais;

XXXIV - sistemas locais de abastecimento alimentar, compras públicas de produtos e


alimentos da agricultura familiar;

XXXV - comercialização, abastecimento, armazenagem e garantia de preços mínimos;


XXXVI - estoques reguladores e estratégicos de produtos agropecuários; e

XXXVII - produção e divulgação de informações dos sistemas agrícolas e pecuários, incluídos


produtos da sociobiodiversidade

Seção II
Do Ministério da Saúde

Art. 8 Constituem áreas de competência do Ministério da Saúde:

I - política nacional de saúde;

II - coordenação e fiscalização do Sistema Único de Saúde - SUS;

III - saúde ambiental e ações de promoção, proteção e recuperação da saúde individual e


coletiva, inclusive a dos trabalhadores e a dos índios;

IV - informações de saúde;

V - insumos críticos para a saúde;

VI - ação preventiva em geral, vigilância e controle sanitário de fronteiras e de portos


marítimos, fluviais, lacustres e aéreos;

VII - vigilância de saúde, especialmente quanto a drogas, medicamentos e alimentos; e

VIII - pesquisa científica e tecnológica na área de saúde.

Seção III
Do Ministério de Justiça e Segurança Pública

Art. 9º Constituem áreas de competência do Ministério da Justiça e Segurança Pública:

I - defesa da ordem jurídica, dos direitos políticos e das garantias constitucionais;

II - política judiciária;

III - políticas de acesso à justiça;


PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA
IV - diálogo institucional com o Poder Judiciário e demais órgãos do sistema de justiça, em
articulação com a Advocacia-Geral da União;

V - articulação, coordenação, supervisão, integração e proposição das ações do Governo e


do Sistema Nacional de Políticas sobre Drogas quanto à:

a) prevenção e repressão a crimes, delitos e infrações relacionados às drogas lícitas e ilícitas;


b) prevenção, educação, informação e capacitação com vistas à redução do uso problemático
de drogas lícitas e ilícitas;
c) reinserção social de pessoas com problemas decorrentes do uso de drogas; e
d) manutenção e atualização do Observatório Brasileiro de Informações sobre Drogas;

VI - defesa da ordem econômica nacional e dos direitos do consumidor;

VII - nacionalidade, migrações e refúgio;

VIII - ouvidoria-geral do consumidor e das polícias federais;

IX - prevenção e combate à corrupção, à lavagem de dinheiro e ao financiamento ao


terrorismo;

X - cooperação jurídica internacional;

XI - coordenação de ações para combate a infrações penais em geral, com ênfase em crime
organizado e crimes violentos;

XII - coordenação e promoção da integração da segurança pública no território nacional, em


cooperação com os entes federativos;

XIII - aqueles previstos na Constituição, por meio da Polícia Federal;

XIV - aquele previsto na Constituição, por meio da Polícia Rodoviária Federal;

XV - política de organização e manutenção da polícia civil, da polícia militar e do corpo de


bombeiros militar do Distrito Federal;

XVI - defesa dos bens e dos próprios da União e das entidades integrantes da administração
pública federal indireta;

XVII - coordenação do Sistema Único de Segurança Pública;

XVIII - planejamento, coordenação e administração da política penal nacional;

XIX - promoção da integração e da cooperação entre os órgãos federais, estaduais, distritais


e municipais e articulação com os órgãos e as entidades de coordenação e supervisão das
atividades de segurança pública;
PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA
XX - estímulo e propositura aos órgãos federais, estaduais, distritais e municipais de
elaboração de planos e programas integrados de segurança pública, com o objetivo de
prevenir e reprimir a violência e a criminalidade;

XXI - desenvolvimento de estratégia comum baseada em modelos de gestão e de tecnologia


que permitam a integração e a interoperabilidade dos sistemas de tecnologia da informação
dos entes federativos, nas matérias afetas a este Ministério;

XXII - planejamento, administração, promoção da integração e da cooperação entre os órgãos


federais, estaduais, distritais e municipais e articulação com os órgãos e as entidades de
coordenação e supervisão das atividades de políticas penais;

XXIII - tratamento de dados pessoais; e

XXIV - assistência ao Presidente da República em matérias não relacionadas a outro


Ministério.

Seção IV
Do Ministério do Meio Ambiente

Art. 10º Constituem áreas de competência do Ministério do Meio Ambiente:

I - política nacional do meio ambiente;

II - política nacional dos recursos hídricos;

III - política nacional de segurança hídrica;

IV - política nacional sobre mudança do clima;

V - política de preservação, conservação e utilização sustentável de ecossistemas,


biodiversidade e florestas;

VI - gestão de florestas públicas para a produção sustentável;

VII - gestão do Cadastro Ambiental Rural - CAR em âmbito federal;

VIII - estratégias, mecanismos e instrumentos regulatórios e econômicos para a melhoria da


qualidade ambiental e o uso sustentável dos recursos naturais;

IX - políticas para a integração da proteção ambiental com a produção econômica;

X - políticas para a integração entre a política ambiental e a política energética;

XI - políticas de proteção e de recuperação da vegetação nativa;

XII - políticas e programas ambientais para a Amazônia e para os demais biomas brasileiros;
PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA
XIII - zoneamento ecológico-econômico e outros instrumentos de ordenamento territorial,
incluído o planejamento espacial marinho, em articulação com outros Ministérios
competentes;

XIV - qualidade ambiental dos assentamentos humanos, em articulação com o Ministério da


Infraestrutura;

XV - política nacional de educação ambiental, em articulação com o Ministério da Educação;


e

XVI - gestão compartilhada dos recursos pesqueiros, em articulação com o Ministério


Agricultura e Pecuária.

Seção V
Do Ministério das Relações Exteriores

Art. 11º Constituem áreas de competência do Ministério das Relações Exteriores:

I - assistência direta e imediata ao Presidente da República nas relações com Estados


estrangeiros e com organizações internacionais;

II - política internacional;

III - relações diplomáticas e serviços consulares;

IV - coordenação da participação do Governo brasileiro em negociações políticas, comerciais,


econômicas, financeiras, técnicas e culturais com Estados estrangeiros e com organizações
internacionais, em articulação com os demais órgãos competentes;

V - coordenação, em articulação com os demais órgãos competentes, da defesa do Estado


em litígios e contenciosos internacionais e representação do Estado em cortes internacionais
e órgãos correlatos;

VI - programas de cooperação internacional;

VII - apoio a delegações, a comitivas e a representações brasileiras em agências e


organismos internacionais e multilaterais;

VIII - planejamento e coordenação de deslocamentos presidenciais no exterior, com o apoio


do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República;

IX - coordenação das atividades desenvolvidas pelas assessorias internacionais dos órgãos


e das entidades da administração pública federal, inclusive a negociação de tratados,
convenções, memorandos de entendimento e demais atos internacionais;

X - promoção do comércio exterior, de investimentos e da competitividade internacional do


País, em coordenação com as políticas governamentais de comércio exterior; e
PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA

XI - apoio à formulação e à execução da Política Nacional de Migrações, Refúgio e Apatridia.

Seção VI
Do Ministério da Educação e Cultura

Art. 12º Constituem áreas de competência do Ministério da Educação e Cultura:

I - política nacional de educação;

II - educação infantil;

III - educação em geral, compreendidos ensino fundamental, ensino médio, ensino superior,
educação de jovens e adultos, educação profissional, educação especial e educação a
distância, exceto ensino militar;

IV - avaliação, informação e pesquisa educacional;

V - pesquisa e extensão universitária;

VI - magistério; e

VII - assistência financeira a famílias carentes para a escolarização de seus filhos ou


dependentes.

Seção VII
Do Ministério da Cidadania e Povo

Art. 13º Constituem áreas de competência do Ministério da Cidadania e Povo:

I - políticas e diretrizes destinadas à promoção dos direitos humanos, incluídos os direitos:

a) da pessoa idosa;
b) da criança e do adolescente;
c) da pessoa com deficiência;
d) das pessoas LGBTQIA+;
e) da população em situação de rua; e
f) de grupos sociais vulnerabilizados.

II - articulação de políticas e apoio a iniciativas destinadas à defesa dos direitos humanos,


com respeito aos fundamentos constitucionais;

III - exercício da função de ouvidoria nacional em assuntos relativos aos direitos humanos;
PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA
IV - políticas de educação em direitos humanos, para promoção do reconhecimento e da
valorização da dignidade da pessoa humana em sua integralidade;

V - combate a todas as formas de violência, de preconceito, de discriminação e de intolerância.

VI - política nacional de desenvolvimento social;

VII - política nacional de segurança alimentar e nutricional;

VIII - política nacional de assistência social;

IX - política nacional de renda de cidadania;

X - articulação com os governos federal, estaduais, distrital e municipais e a sociedade civil


no estabelecimento de diretrizes para as políticas nacionais de desenvolvimento social, de
segurança alimentar e nutricional, de renda de cidadania e de assistência social.

Seção VIII
Do Ministério da Fazenda

Art. 14º Constituem áreas de competência da Fazenda:

I - moeda, crédito, instituições financeiras, capitalização, poupança popular, seguros privados


e previdência privada aberta;

II - política, administração, fiscalização e arrecadação tributária e aduaneira;

III - administração financeira e contabilidade públicas;

IV - administração das dívidas públicas interna e externa;

V - negociações econômicas e financeiras com governos, organismos multilaterais e agências


governamentais;

VI - formulação de diretrizes, coordenação das negociações e acompanhamento e avaliação


dos financiamentos externos de projetos públicos com organismos multilaterais e agências
governamentais;

VII - preços em geral e tarifas públicas e administradas;

VIII - fiscalização e controle do comércio exterior;

IX - realização de estudos e pesquisas para acompanhamento da conjuntura econômica;

X - autorização, ressalvadas as competências do Conselho Monetário Nacional:


PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA
a) da distribuição gratuita de prêmios a título de propaganda quando efetuada mediante
sorteio, vale-brinde, concurso ou operação assemelhada;
b) das operações de consórcio, fundo mútuo e outras formas associativas assemelhadas
que objetivem a aquisição de bens de qualquer natureza;
c) da venda ou da promessa de venda de mercadorias a varejo, mediante oferta pública
e com recebimento antecipado, parcial ou total, do preço;
d) da venda ou da promessa de venda de direitos, inclusive cotas de propriedade de
entidades civis, como hospital, motel, clube, hotel, centro de recreação ou alojamento e
organização de serviços de qualquer natureza, com ou sem rateio de despesas de
manutenção, mediante oferta pública e com pagamento antecipado do preço;
e) da venda ou da promessa de venda de terrenos loteados a prestações mediante
sorteio; e
f) da exploração de loterias, incluídos os sweepstakes e outras modalidades de loterias
realizadas por entidades promotoras de corridas de cavalos.

XI - política de desenvolvimento da indústria, do comércio e dos serviços;

XII - propriedade intelectual e transferência de tecnologia;

XIII - metrologia, normalização e qualidade industrial;

XIV - políticas de comércio exterior;

XV - regulamentação e execução dos programas e das atividades relativas ao comércio


exterior;

XVI - aplicação dos mecanismos de defesa comercial;

XVII - participação em negociações internacionais relativas ao comércio exterior;

XVIII - desenvolvimento da economia verde, da descarbonização e da bioeconomia, no âmbito


da indústria, do comércio e dos serviços.

Parágrafo único. O Ministério da Economia contrato de gestão com:

I - a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial - ABDI, para execução das finalidades


previstas na Lei nº 11.080, de 30 de dezembro de 2004; e

II - a Agência de Promoção de Exportações do Brasil - Apex-Brasil, para execução das


finalidades previstas na Lei nº 10.668, de 14 de maio de 2003.

XIX - elaboração de subsídios para o planejamento e a formulação de políticas públicas de


longo prazo destinadas ao desenvolvimento nacional;

XX - avaliação dos impactos socioeconômicos das políticas e dos programas do Governo


federal e elaboração de estudos especiais para a reformulação de políticas;

XI - elaboração de estudos e pesquisas para acompanhamento da conjuntura socioeconômica


e gestão dos sistemas cartográficos e estatísticos nacionais;
PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA
XXII - elaboração, acompanhamento e avaliação do plano plurianual de investimentos e dos
orçamentos anuais;

XXIII - viabilização de novas fontes de recursos para os planos de governo;

XXIV - formulação de diretrizes, acompanhamento e avaliação de financiamentos externos de


projetos públicos com organismos multilaterais e agências governamentais.

XXV- previdência; e

XXVII - previdência complementar.

Seção IX
Do Ministério da Defesa e Segurança Institucional

Art. 15º Constituem áreas de competência do Ministério da Defesa e Segurança Institucional:

I - política de defesa nacional, estratégia nacional de defesa;

II - políticas e estratégias setoriais de defesa e militares;

III - doutrina, planejamento, organização, preparo e emprego conjunto e singular das Forças
Armadas;

IV - projetos especiais de interesse da defesa nacional;

V - inteligência estratégica e operacional no interesse da defesa;

VI - operações militares das Forças Armadas;

VII - relacionamento internacional de defesa;

VIII - orçamento de defesa;

IX - legislação de defesa e militar;

X - política de mobilização nacional;

XI - política de ensino de defesa;

XII - política de ciência, tecnologia e inovação de defesa;

XIII - política de comunicação social de defesa;

XIV - política de remuneração dos militares e de seus pensionistas;

XV - política nacional:
PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA
a) de indústria de defesa, abrangida a produção;
b) de compra, contratação e desenvolvimento de produtos de defesa, abrangidas as
atividades de compensação tecnológica, industrial e comercial;

XVI - assistir direta e imediatamente o Presidente da República no desempenho de suas


atribuições;

XVII - assessorar na elaboração e coordenar a agenda do Presidente da República;

XVIII - formular subsídios para os pronunciamentos do Presidente da República;

XIX - exercer as atividades de secretariado particular do Presidente da República;

XX - exercer as atividades de cerimonial da Presidência da República;

XXI - desempenhar a ajudância de ordens do Presidente da República;

XXII - coordenar:

a) o recebimento e as respostas das correspondências pessoais e sociais do Presidente


da República; e
b) a formação do acervo privado do Presidente da República.

XXIII - prestar assistência direta e imediata ao Presidente da República em demandas


específicas;

XXIV - planejar e coordenar assuntos específicos indicados pelo Presidente da República; e

XXV - administrar assuntos pessoais do Presidente da República.

Seção X
Da Infraestrutura

Art. 16º Constitui área de competência do Ministério da Infraestrutura:

I - política nacional de transportes ferroviário, rodoviário, aquaviário, aeroportuário e


aeroviário;

II - política nacional de trânsito;

III - marinha mercante e vias navegáveis;

IV - formulação de políticas e diretrizes para o desenvolvimento e o fomento do setor de portos


e instalações portuárias marítimos, fluviais e lacustres e execução e avaliação de medidas,
programas e projetos de apoio ao desenvolvimento da infraestrutura e da superestrutura dos
portos e das instalações portuárias marítimos, fluviais e lacustres;
PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA
V - formulação, coordenação e supervisão das políticas nacionais do setor de portos e
instalações portuárias marítimos, fluviais e lacustres;

VI - participação no planejamento estratégico, no estabelecimento de diretrizes para sua


implementação e na definição das prioridades dos programas de investimentos em
transportes;

VII - elaboração ou aprovação dos planos de outorgas, na forma prevista em legislação


específica;

VIII - estabelecimento de diretrizes para a representação do País em organismos


internacionais e em convenções, acordos e tratados relativos às suas competências;

IX - desenvolvimento da infraestrutura e da superestrutura aquaviária dos portos e das


instalações portuárias marítimos, fluviais e lacustres em seu âmbito de competência, com a
finalidade de promover a segurança e a eficiência do transporte aquaviário de cargas e de
passageiros; e

X - aviação civil e infraestruturas aeroportuária e de aeronáutica civil, em articulação, no que


couber, com o Ministério da Defesa.

Parágrafo único. As competências atribuídas ao Ministério da Infraestrutura no caput


compreendem:

I - a formulação, a coordenação e a supervisão das políticas nacionais;

II - a formulação e a supervisão da execução da política relativa ao Fundo da Marinha


Mercante, destinado à renovação, à recuperação e à ampliação da frota mercante nacional,
em articulação com o Ministério da Economia;

III - o estabelecimento de diretrizes para afretamento de embarcações estrangeiras por


empresas brasileiras de navegação e para liberação do transporte de cargas prescritas;

IV - a elaboração de estudos e projeções relativos aos assuntos de aviação civil e de


infraestruturas aeroportuária e aeronáutica civil e relativos à logística do transporte aéreo e
do transporte intermodal e multimodal, ao longo de eixos e fluxos de produção, em articulação
com os demais órgãos governamentais competentes, com atenção às exigências de
mobilidade urbana e de acessibilidade;

V - declaração de utilidade pública, para fins de desapropriação, supressão vegetal ou


instituição de servidão administrativa, dos bens necessários à construção, à manutenção e à
expansão da infraestrutura em transportes, na forma prevista em legislação específica;

VI - a coordenação dos órgãos e das entidades do sistema de aviação civil, em articulação


com o Ministério da Defesa, no que couber;

VII - a transferência para os Estados, o Distrito Federal ou os Municípios da implantação, da


administração, da operação, da manutenção e da exploração da infraestrutura integrante do
PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA
Sistema Federal de Viação, excluídos os órgãos, os serviços, as instalações e as demais
estruturas necessárias à operação regular e segura da navegação aérea;

VIII - a atribuição da infraestrutura aeroportuária;

IX - a aprovação dos planos de zoneamento civil e militar dos aeródromos públicos de uso
compartilhado, em conjunto com o Comando da Aeronáutica do Ministério da Defesa;

X - formulação de diretrizes para o desenvolvimento do setor de trânsito; e

XI - planejamento, regulação, normatização e gestão da aplicação de recursos em políticas


de trânsito.

Seção XI
Da Ciência, Tecnologia e Inovação

Art. 17º Constituem áreas de competência do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação:

I - políticas nacionais de ciência, tecnologia e inovação;

II - planejamento, coordenação, supervisão, monitoramento e avaliação das atividades de


ciência, tecnologia e inovação;

III - políticas de transformação digital e de desenvolvimento da automação;

IV - política nacional de biossegurança;

V - política espacial;

VI - política nuclear;

VII - controle da exportação de bens e serviços sensíveis; e

VIII - articulação com os Governos dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, com a
sociedade civil e com os órgãos do Governo federal, com vistas ao estabelecimento de
diretrizes para as políticas nacionais de ciência, tecnologia e inovação.

Seção XII
Das unidades comuns à Estrutura Básica dos Ministérios

Art. 18º A estrutura básica de cada Ministério deve prever, no mínimo:

I - Gabinete do Ministro;
PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA
II - Secretaria-Executiva, exceto no Ministério da Defesa e no Ministério das Relações
Exteriores;

III - Consultoria Jurídica;

IV - Ouvidoria; e

V - Secretarias.

§ 1º Caberá ao Secretário-Executivo exercer a supervisão e a coordenação das Secretarias


integrantes da estrutura do Ministério.

§ 2º A estrutura básica de cada Ministério poderá prever órgão responsável pelas atividades
de administração patrimonial, de material, de gestão de pessoas, de serviços gerais, de
orçamento e finanças, de contabilidade e de tecnologia da informação, vinculado à Secretaria-
Executiva.

Seção XIII
Dos titulares dos órgãos

Art. 19º As transformações de cargos públicos realizadas por esta Medida Provisória serão
aplicadas imediatamente.

Parágrafo único. Os titulares dos cargos públicos criados por transformação exercerão a
direção e a chefia das unidades administrativas correspondentes à denominação e à natureza
do cargo.

Art. 20º Os titulares dos Ministérios e Secretarias serão indicados e nomeados por meio de
Decreto Presidencial.

Art. 21º A exoneração dos titulares dos Ministérios e Secretarias também acontecerá por meio
de Decreto Presidencial.

CAPÍTULO III
DISPOSIÇÕES FINAIS

Art. 22º Esta Medida Provisória entra em vigor na data de sua publicação.

Brasília, 1995; 173º da Independência e 107º da República.

LUIS CARLOS HEINZE


Presidente da República

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