Teoria dos Números
Os Inteiros
Núcleo de Educação a Distância Produção: Gerência de Desenho Educacional - NEAD
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25 de Agosto – Duque de Caxias - RJ
1ª Edição
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Sumário
Os Inteiros
Para Início de Conversa .................................................................................... 4
Objetivos ......................................................................................................... 4
1. Divisibilidade .................................................................................................. 5
2. Máximo Divisor Comum .............................................................................. 7
3. Algoritmo da Divisão .................................................................................... 8
4. Algoritmo Euclidiano para Calcular M.D.C. ........................................... 8
5. Recíproca do Algoritmo Euclidiano e Consequência ......................... 11
Referências ......................................................................................................... 13
Teoria dos Números 3
Para Início de Conversa Objetivos
A Teoria dos Números tem como base de estudo o conjunto dos números ▪ Identificar e utilizar os principais conceitos de divisibilidade e máximo
inteiros positivos e suas diversas propriedades. Vamos iniciar este capítulo divisor comum.
com uma breve revisão do princípio da boa ordenação e o princípio da ▪ Fazer uso do Algoritmo da Divisão na solução de problemas
indução finita. Ambos serão extremamente úteis para a demonstração e envolvendo números inteiros.
compreensão de diversos resultados, por isso apresentaremos também
um exemplo de como demonstrar uma propriedade usando a indução
finita. Trabalharemos também com o conceito de divisibilidade dentro
do conjunto dos inteiros e o algoritmo da divisão com resto inteiro.
Esses conceitos formam a base de toda a teoria apresentada aqui e
tornam possíveis a construções de diversas estruturas mais complexas
dentro da Teoria dos Números. Abordaremos o conceito de máximo
divisor comum (m.d.c.) entre dois inteiros e o algoritmo euclidiano que
nos auxilia a determinar esse valor. Iremos obter o m.d.c. em exemplos
numéricos, de modo a compreender melhor sua definição e também
aprender como determiná-lo com o uso do algoritmo euclidiano. Dados
dois inteiros, estudaremos uma propriedade sobre o m.d.c. que irá nos
permitir expressá-lo como combinação linear dos valores iniciais.
Teoria dos Números 4
1. Divisibilidade inteiros positivos que serão ferramentas importantes para diversas
demonstrações.
O principal conjunto que iremos trabalhar será o conjunto dos
A primeira característica dos inteiros positivos é conhecida como
números inteiros representado pela letra ℤ. Esse conjunto é formado
pelos números inteiros positivos, inteiros negativos e o zero. Iremos princípio da boa ordenação. Segundo essa propriedade, todo conjunto
geralmente trabalhar com o conjunto dos inteiros positivos, isso é não vazio de inteiros não negativos �, existe um elemento � de � tal
ℤ*+ = ℕ* = {1, 2, 3, 4, 5,...}. que � ≤ � para todo � ∈ 𝐴.
Esse conjunto é também conhecido como o conjunto dos números Outra importante propriedade que iremos utilizar é o princípio da
naturais, representado pela letra ℕ. indução finita. Se um conjunto de inteiros positivos 𝐴 é tal que:
1. 1 ∈ 𝐴; e
2. para todo � ∈ 𝐴, vale que � + 1 ∈ 𝐴,
Podemos encontrar na literatura diferentes registros sobre a pertinência
ou não do zero no conjunto dos números naturais. Cada autor deixa claro então o conjunto 𝐴 é o conjunto de todos os inteiros positivos. Outra
se o zero irá ser considerado um número natural ou não. Geralmente, maneira de expressar esse princípio é a seguinte: Se um conjunto de
usamos a denominação inteiro positivo para fazer referência aos inteiros
inteiros positivos 𝐴 é tal que:
que são estritamente maiores que zero e a denominação inteiros não
negativos para fazer referência aos inteiros que são maiores ou iguais a 1. 1 ∈ 𝐴; e
zero. Iremos sempre deixar claro quando estamos nos restringindo aos
inteiros maiores que zero, seja pela notação com um asterisco (*) que 2. � + 1 ∈ 𝐴 sempre que 1, 2, 3, � ∈ 𝐴, então o conjunto 𝐴 é o conjunto
significa que estamos excluindo o zero, ou pela notação que um número de todos os inteiros positivos.
inteiro � é tal que � >0.
As duas caracterizações para o princípio da indução finita são equivalentes
e serão utilizadas diversas vezes para provar diferentes propriedades em
Antes de definirmos o conceito de divisibilidade nos inteiros, vamos Teoria dos Números. Vejamos um exemplo de demonstração utilizando o
retomar algumas das principais características do conjunto dos princípio da indução finita.
Teoria dos Números 5
Exemplo 1 �(�+1)
1 + 2 + 3 + ... + � + �(�+1) = + �(�+1)
Seja �(�) a soma dos � primeiros inteiros positivos, isso é 2
�(�+1) + 2(�+1)
�(�) = 1+2+3+...+ �. =
2
Vamos provar que (�+1) (�+2)
=
�(�+1) 2 .
�(�) = . (1)
2
Ao somarmos � + 1 do lado esquerdo, obtemos exatamente a soma dos
O primeiro passo para uma prova por indução é verificar a validade � + 1 primeiros inteiros positivos, ou seja, �(� + 1). Portanto, o que
da afirmação para � = 1. De fato, temos que a equação expressa em provamos foi que
(1) é válida para � = 1, pois (�+1) (�+2)
�(� + 1) =
�(1) = 1 e 1.2 = 1 . 2 .
2
Pelo princípio da indução finita, provamos que a propriedade descrita
Agora supondo que a afirmação dada pela equação (1) é válida
para � , devemos provar que ela também é válida para �+1 . Por pela equação (1) é válida para todo �.
hipótese, temos que vale Definiremos agora o conceito de divisibilidade dentro do conjunto dos
�(�+1) números inteiros.
1 + 2 + 3 + ... + � = .
2 Definição: dado dois números inteiros � e �, diremos que � divide �
ou então que � é divisível por �, se existe um inteiro � tal que � = ��.
Podemos somar �+1 em ambos os lados e mantendo a igualdade. Denotaremos essa propriedade de divisibilidade por ���. Quando � não
Assim divide �, iremos representar por � � .
Teoria dos Números 6
O número 4 divide o número 16, portanto, podemos escrever que
4�16, mas 4 não divide 15 e, portanto, 4 15 . Note que, a notação 4�16 2. Máximo Divisor Comum
significa que existe um inteiro � tal que 16 = 4 · � , neste caso, sabemos O máximo divisor comum (m.d.c.) de dois inteiros positivos � e � é o
que 16 = 4 · 4. Portanto a notação 4�16 nos garante a existência de um maior inteiro que divide ao mesmo tempo � e �, isso é, o m.d.c. entre �
valor inteiro para o seguinte quociente 16 . e �, denotado aqui por ���(�, �), é um valor � se, e somente se,
4
Algumas propriedades básicas sobre a divisibilidade estão reunidas no ▪ ��� e ��� e, além disso,
seguinte teorema. ▪ se existe um inteiro positivo � tal que ��� e ���, então
Teorema 1: sejam �, � e � inteiros. As seguintes afirmações são válidas: necessariamente ���.
Neste caso, escrevemos que ���(�, �) = �.
a. Se ��� e ���, então ���;
b. Se ��� e ���, então ���� + �� para quaisquer � e � inteiros; Vejamos um exemplo numérico de máximo divisor comum.
c. ��� (��0); Exemplo 2
d. Se ���, então �����;
Considere os inteiros 100 e 120. Vamos listar todos os divisores de 100 e
e. Se ����� e ��0, então ���; de 120. Considere o conjunto 𝐴 formado pelos inteiros positivos que são
f. 1��; divisores de 100 e o conjunto � formado pelos inteiros positivos que
g. ��0. são divisores de 120. Dessa forma, obtemos que os conjunto 𝐴 e � são
As propriedades de divisibilidade são intuitivas e remontam às 𝐴 = {1, 2, 4, 5, 10, 20, 25, 50, 100} e
propriedades da divisão e multiplicação. O item c) afirma que todo � = {1, 2, 3, 4, 5, 6, 8, 10, 12, 15, 20, 24, 30, 40, 60, 120}.
inteiro positivo é divisível por ele mesmo e os itens f) e g) afirmam que
todo inteiro positivo é divisível por 1 e que todo inteiro positivo divide Vejamos agora quais são os valores que são divisores comuns entre 100
0. As demonstrações dessas propriedades podem ser encontradas em e 120. Destacamos em azul os valores que dividem ao mesmo tempo os
BURTON (2016) e em SANTOS (1998). dois números.
Teoria dos Números 7
𝐴 = {1, 2, 4, 5, 10, 20, 25, 50, 100} Teorema 2: Dados dois inteiros � e � com � > 0, então existem dois
inteiros � e � tais que � = �� + � com 0 ≤ � < �. Mais do que isso, �
� = {1, 2, 3, 4, 5, 6, 8, 10, 12, 15, 20, 24, 30, 40, 60, 120} e � são únicos e � é chamado de quociente e � o resto.
O conjunto dos divisores comuns pode ser escrito como sendo
Uma outra versão deste teorema pode ser enunciada para o caso em que
𝐴 ∩ � = {1, 2, 4, 5, 10, 20}. � possa assumir valores negativos. Enunciamos essa versão a seguir.
Basta agora que tomemos o maior valor que divide os dois ao mesmo Teorema 2’: Dados dois inteiros � e � com � � 0, então existem dois
tempo e assim ���(100, 120) = 20. únicos inteiros � e � tais que � = �� + � com 0 ≤ � < ���.
Usaremos a notação ��� para indicar o valor absoluto de �. Os dois
De fato, o valor 20 satisfaz a definição de m.d.c. entre 100 e 120, pois
teoremas são equivalentes e dão um algoritmo para a divisão nos
se tomarmos, por exemplo, o valor 4, temos que 4�100 e 4�120 e é,
inteiros conhecido como algoritmo da divisão com resto inteiro.
portanto, um divisor comum; além disso vale que 4�20. Essa condição
é válida para qualquer divisor comum entre 100 e 120 e, portanto,
���(100, 120) = 20.
4. Algoritmo Euclidiano para Calcular M.D.C.
Veremos mais adiante um algoritmo que permite calcular o m.d.c. entre
Vamos descrever o algoritmo euclidiano (ou algoritmo de Euclides) para
dois valores inteiros positivos sem a necessidade de listar todos os
o cálculo do m.d.c. entre dois inteiros positivos. Considere � e � dois
divisores de ambos.
inteiros positivos tais que � ≥ � > 0. O primeiro passo é determinar os
valores �1 e �1 dados pelo algoritmo da divisão de modo que
3. Algoritmo da Divisão � = ��1 + �1 com 0 ≤ �1 < �.
O seguinte teorema nos fornece um algoritmo de divisão para o conjunto Se �1 = 0, então ���(�, �) = �. Caso contrário, devemos aplicar
dos números inteiros e que será fundamental para a construção do novamente o algoritmo da divisão para os inteiros � e �1. Iremos obter
algoritmo para calcular o m.d.c. entre dois valores. dois inteiros �2 e �2 tais que
Teoria dos Números 8
� = �2 �1 + �2 com 0 ≤ �2 < �1. 100 = 20�2 + �2com 0 ≤ �2 < 20.
Novamente, se o resto dessa divisão for igual a zero, isso é, �2 = 0, então Iremos constatar que apenas os valores �2 = 5 e �2 = 0 satisfazem
podemos concluir que ���(�, �) = �1. Caso contrário, procedemos essas condições. Neste ponto, atingimos uma divisão com resto zero e,
novamente aplicando o algoritmo da divisão para �1 e �2. Esse processo portanto, o valor do m.d.c. entre os dois valores iniciais é o valor do resto
irá continuar até obtermos o valor do resto do algoritmo da divisão igual anterior, ou seja, ���(100, 120) = �1 = 20.
a zero. Quando chegarmos nesse ponto, o valor do resto do algoritmo da
Uma maneira simples de organizar os cálculos realizados no algoritmo
divisão anterior é o valor do máximo divisor comum entre � e �.
euclidiano é por meio de uma tabela com quatro colunas: dividendo,
Vamos aplicar o algoritmo euclidiano em alguns exemplos numéricos. divisor, quociente e resto. Veja o próximo exemplo organizado dessa
maneira e como devemos proceder para completar a tabela e obter o
Exemplo 3 máximo divisor comum entre dois números.
Pelo Exemplo 2, sabemos que o m.d.c. entre 100 e 120 é igual a 20. Vamos Exemplo 4
aplicar o algoritmo euclidiano para esses valores e verificar se obtemos
o mesmo resultado. Devemos começar realizando o algoritmo da divisão Vamos determinar m.d.c.(1254,138). Inicialmente, começamos
com resto inteiro de 120 por 100. Sempre iremos tomar o maior valor escrevendo o maior valor na primeira linha da coluna do dividendo e o
dividido pelo menor valor. Iremos determinar os valores �1 e �1 tais que menor valor na primeira linha da coluna do divisor.
120 = 100�1 + �1 com 0 ≤ �1 < 100. Dividendo Divisor Quociente Resto
1254 138
Neste caso, iremos constatar que �1 = 1 e �1 = 20 são os únicos valores
que satisfazem as condições propostas. Portanto, vale que O próximo passo é efetuar o algoritmo da divisão entre 1254 e 138, de
modo a obter os valores do quociente e do resto, escrevendo o resultado
120 = 100 · 1 + 20 e 0 ≤ 20 ≤ 100. nas colunas correspondentes. É fácil verificar que:
Como �1 = 20 � 0 devemos aplicar novamente o algoritmo da divisão 1254 = 138 · 9 + 12
entre 100 e 20 de modo a determinar os valores �2 e �2 tais que e, portanto, adicionando esses novos valores na tabela obtemos:
Teoria dos Números 9
Dividendo Divisor Quociente Resto Dividendo Divisor Quociente Resto
1254 138 9 12 1254 138 9 12
138 12 11 6
Como o valor do resto foi diferente de zero, o algoritmo deve continuar.
Na próxima etapa, copiamos o valor do divisor para a coluna do 12 6
dividendo e o valor do resto para a coluna do divisor. Assim, obtemos:
Efetuando os cálculos e inserindo os novos valores na tabela,
Dividendo Divisor Quociente Resto ficamos com:
1254 138 9 12
Dividendo Divisor Quociente Resto
138 12
1254 138 9 12
Procedemos da mesma maneira e iremos efetuar o algoritmo da divisão 138 12 11 6
com resto inteiro entre 138 e 12. Obtemos que:
12 6 2 0
138 = 12 · 11 + 6
e a tabela se torna: Quando obtermos o resto igual a zero, então, o valor do m.d.c. entre
os valores iniciais é o valor do resto da linha anterior (destacado em
Dividendo Divisor Quociente Resto amarelo). Logo, ���(1254, 138) = 6.
1254 138 9 12
138 12 11 6
O importante é compreender o processo descrito pelo algoritmo
Repetimos as mesmas ações anteriores para determinar os próximos euclidiano e como é obtido o valor do m.d.c. em cada caso. A
valores que serão utilizados para o algoritmo da divisão. organização pela tabela apresentada no exercício anterior é uma das
Teoria dos Números 10
5. Recíproca do Algoritmo Euclidiano e
possíveis organizações das etapas desse algoritmo. Da mesma forma,
os algoritmos para calcular as quatro operações básicas não são únicos
e o aluno deve ter contato com diferentes maneiras de expressar uma Consequência
mesma operação. Assim como cabe ao aluno optar pela forma mais
conveniente de organizar suas representações matemáticas, fica a seu O algoritmo euclidiano usa uma propriedade muito importante que
critério como descrever as etapas do algoritmo de Euclides (desde que relaciona o m.d.c. entre dois números e o resto do algoritmo da divisão.
seja mantido a mesma estrutura). Apresentamos essa propriedade no seguinte lema.
Lema 1: se � e � são inteiros tais que � = �� + � com 0 ≤ � < �,
então vale que
���(�, �) = ���(�, �).
De fato, no Exemplo 4, temos que o m.d.c. entre 1254 e 138 é igual
a 6. O resto da divisão de 1254 por 138 é igual a 12. Se calcularmos
o m.d.c. entre 138 e 12, iremos perceber que é igual a 6. É a partir
dessa propriedade que o algoritmo euclidiano é construído.
Reciprocamente, temos o seguinte teorema que nos fornece uma
caracterização do m.d.c. entre dois números como a combinação
linear deles.
Teorema 3: sejam � e � inteiros e ���(�, �) = � . Existem �, �
∈ ℤ tais que
� = �� + ��.
Figura 1: Devemos apresentar diferentes abordagens para um mesmo conteúdo para que haja
maiores oportunidades de uma aprendizagem significativa. Fonte: Dreamstime. A demonstração do Teorema 3 pode ser encontrada em SANTOS (1998).
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então �, � ∈ ℤ são tais que �� + �� é o menor inteiro positivo que
pode ser obtido como combinação linear de � e �. Portanto,
Ao analisarmos a demonstração do Teorema 3, percebemos que
trata-se de um teorema de existência, ou seja, ele nos garante que �� + �� = ���(�, �)
tais valores � , � ∈ ℤ existem, mas não nos fornece um método e como consequência, vale que
para o cálculo de tais valores. A única informação que temos é que
�, � ∈ ℤ são tais que �� + �� seja o menor inteiro positivo que ���(��, ��) = � · ���(�, �).
pode ser obtido. Neste capítulo, iniciamos o estudo da Teoria dos Números, compreendendo
e estruturando de maneira mais rigorosa o conjunto dos números
inteiros. Revisamos algumas propriedades básicas desse conjunto e
A seguinte proposição pode ser facilmente demonstrada a partir do como organizar uma demonstração de uma propriedade usando o
Teorema 3. princípio da indução finita. Definimos o conceito de divisibilidade nos
inteiros e o algoritmo da divisão com resto inteiro. Essa caracterização
Proposição 1: para todo inteiro positivo �, vale que
da divisão é extremamente importante, pois é a partir dela que serão
���(��, ��) = ����(�, �) construídas diversas estruturas e relações. Trabalhamos também com
o conceito de m.d.c. entre dois inteiros e o algoritmo euclidiano que
para quaisquer � e � inteiros. facilita o cálculo de tal valor. Enunciamos algumas propriedades de
m.d.c. e também um teorema que é, de certa forma, uma recíproca para o
Demonstração: Pelo Teorema 3, temos que existem �, � ∈ ℤ tais que
algoritmo euclidiano, permitindo expressá-lo como a combinação linear
���(��, ��) = ��� + ���. dos dois inteiros que o determinam.
Além disso, ��� + ��� é o menor inteiro positivo que pode ser obtido
como combinação linear de �� e ��. Como vale que
��� + ��� = � · (�� + ��),
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Referências
BURTON, D. M. Teoria elementar dos números. 7. ed. Rio de Janeiro:
LTC, 2016.
LEITE, A. E; CASTANHEIRA, N. P. Teoria dos números e teoria dos conjuntos.
Curitiba: Intersaberes, 2014.
ROSEN, K. H. Matemática discreta e suas aplicações. 6. ed. Porto Alegre:
AMGH, 2010.
SANTOS, J. P .O. Introdução à Teoria dos Números. Coleção Matemática
Universitária. Rio de Janeiro: SBM, 1998.
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