TESTE DE HIPÓTESE TESTE Z TESTE DE QUI-QUADRADO TESTE F TESTE t DE STUDENT
Estatística Básica
Prof. Willian Silva Barros1
1 UFPel - IFM - DME
Disciplina de Estatística Básica
TESTE DE HIPÓTESE TESTE Z TESTE DE QUI-QUADRADO TESTE F TESTE t DE STUDENT
1 TESTE DE HIPÓTESE
Introdução
Hipótese estatística
Procedimentos para a realização de um teste de hipótese
2 TESTE Z
Teste Z para uma média
Teste Z para duas médias
3 TESTE DE QUI-QUADRADO
Teste de aderência
Teste de independência
Teste de homogeneidade
4 TESTE F
5 TESTE t DE STUDENT
Teste t para uma média
Teste t para duas média
Teste t para dados pareados
TESTE DE HIPÓTESE TESTE Z TESTE DE QUI-QUADRADO TESTE F TESTE t DE STUDENT
Introdução
O que é uma hipótese estatística?
O teste estatístico de hipótese é uma regra decisória que nos
permite rejeitar ou não rejeitar uma hipóteses estatística com
base nos resultados de uma amostra. Estas hipóteses são, em
geral, sobre parâmetros populacionais e a realização do teste
se baseia na distribuição amostral dos respectivos
estimadores.
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Introdução
O que é um Parâmetro?
Parâmetro é uma função de valores populacionais, sendo em
geral, um valor desconhecido associdado à população.
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Introdução
Exemplo
Na distribuição normal os parâmetros são a média µ= E(X ) e
a variância σ 2 = V (X ).
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Introdução
O que é um Estimador?
Um estimador de um parâmetro θ é qualquer função das
observações da amostra aleatória X1 , X2 , . . . , Xn . Ele
representa uma dada fórmula de cálculo que fornecerá valores
que serão diferentes, conforme a amostra selecionada.
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Introdução
Exemplos
i) O estimador da média populacional µ é
n
X
xi
i=1
µ̂ = X =
n
ii) O estimador da variância populacional σ 2 é
n
!2
X
n n
xi
i=1
X X
(xi − x)2 xi2 −
n
2 2 i=1 i=1
σ̂ = S = =
n−1 n−1
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Introdução
O que é a estimativa?
A estimativa é o valor númerico assumido pelo estimador,
quando os valores de x1 , x2 , . . . , xn são considerados.
Exemplos: X = 10, 42 e S 2 = 4, 67
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Hipótese estatística
Hipótese estatística é uma suposição quando ao valor de um
parâmetro populacional que será verificada por um teste
paramétrico, ou uma afirmação quanto à natureza da
população, que será verificada por um teste de aderência.
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Hipótese estatística
As hipóteses estatísticas devem ser formulada de modo a
minimizar os erros de decisão
Exemplo
A média populacional da altura dos brasileiros adultos é de
1, 65 m, isto é, µ = 1, 65 m;
A distribuição dos pesos dos alunos da Universidade
Federal de Pelotas é normal;
A proporção de indivíduos com a doença X é 3%,
p = 0, 03.
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Hipótese estatística
Hipótese nulidade H0
É a hipótese estatística a ser testada;
A hipótese H0 é formulada o "expresso propósito de ser
rejeitada", e os testes são construídos sob a
pressuposição de H0 ser verdadeira;
O teste de hipótese consiste em verificar se a amostra
observada difere significativamente do resultado esperado
sob H0 .
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Hipótese estatística
Para os três exemplos o raciocínio é que, enquanto não houver
evidência amostral sugerido que a informação não deve ser
verdadeira, toma-se a informação como verdadeira
Exemplo
Um fabricante informa que a tensão média de ruptura dos
cabos é 50 kgf. H0 : µ = 50;
A informação de um fabricante, quanto à durabilidade
média de suas lâmpadas, é de 6000 horas. H0 : µ = 6000;
Duas marcas de rações, A e B, para leitões em fase de
crescimento, propiciam em média o mesmo ganho de
peso. H0 : µA = µB .
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Hipótese estatística
Hipótese alternativa Ha
É uma hipótese que contraria H0 , formulada com base no
conhecimento prévio do problema, informações de
pesquisa, etc.;
Para o caso das duas médias, µA e µB , poderíamos ter:
Ha1 : µA 6= µB
ou
Ha2 : µA > µB
ou
Ha3 : µA < µB
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Hipótese estatística
Neste caso Ha1 é bilateral e Ha2 e Ha3 são unilaterais;
O resultado final do teste é enunciado em termos da
hipóteses de nulidade.
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Hipótese estatística
Região Crítica
É a faixa de valores que nos levam à rejeição da hipótese
H0 . Isto é, caso o valor observado da estatística do teste
(Z , t, χ2 , F ) pertença à região crítica, rejeita-se H0 , caso
contrário não rejeitamos H0 ;
Qualquer decisão tomada implica na possibilidade de
cometer basicamente dois tipos de erros;
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Hipótese estatística
Erro tipo I
O erro tipo I é caracterizado pelo fato de rejeitarmos H0
quando está é verdadeira;
Designaremos por α a probabilidade de cometer o erro
tipo I (nível de significância);
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Hipótese estatística
Erro tipo II
O erro tipo II é caracterizado pelo fato de aceitarmos H0
quando está é falsa;
Designaremos por β a probabilidade de cometer o erro
tipo II;
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Hipótese estatística
Poder de um teste
O poder de um teste frente à determinada hipótese é uma
informação utilizada para o dimensionamento de
tamanhos de amostras tendo-se em vista o controle dos
dois tipos de erros;
É a probabilidade de rejeitar H0 quando esta é falsa;
Poder = 1 − β
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Hipótese estatística
Tipo de erros
Realidade
Decisão H0 é verdadeira H0 é falsa
Rejeitar H0 α 1−β
Aceitar H0 1−α β
Tabela: Probabilidades na tomada de decisão
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Procedimentos para a realização de um teste de hipótese
O procedimento para a realização do teste pode ser resumido nos
passos
i) enuciar as hipóteses H0 e Ha ;
ii) fixar o nível de significância α e identificar a
estatística do teste;
iii) determinar a região crítica e a região de aceitação
em função do nível α pelas tabelas estatísticas;
iv) por meios dos elementos amostrais, calcular o
valor da estatística do teste;
v) concluir pela rejeição ou não-rejeição de H0 , caso
o valor da estatística obtido no iv) passo pertença
ou não pertença, respectivamente, à região crítica
determinada no iii) passo.
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Teste Z para uma média
Teste de hipótes de uma média populacional
Caso em que X é normalmente distribuída com
variância conhecida.
Seja uma variável aleatória X normalmente distribuída
com média E(X ) = µ e variância V (X ) = σ 2 .
Pode-se demonstrar que X , a média amostral é
σ2
normalmente distribuída
com média µ e a variância n .
2
Isto é: X ∼ N µ, σn .
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Teste Z para uma média
Usando-se a variável normal padronizada ou reduzida, temos.
X −µ
Z =
σx
mas,
r
p σ2 σ
σx = V (x) = =√
n n
logo,
X −µ
Z =
√σ
n
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Teste Z para duas médias
Teste que envolve diferença de duas médias populacionais
Caso que XA e XB são normalmente distribuídas com
variância conhecidas;
Sejam X A e X B as médias obtidas em duas amostras de
tamanhos nA e nB , retiradas de duas populações normais
PA e PB , respectivamente, com variâncias σA2 e σB2
conhecidas e médias µA e µB desconhecidas;
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Teste Z para duas médias
Considerando-se as variáveis aleatórias X A e X B
independentes, tem-se que:
!
σA2 σB2
X A − X B ∼ N µA − µ B , +
nA nB
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Teste Z para duas médias
Nosso problema é, ao nível de significância α, testar:
H0 : µA = µB
contra
Ha1 : µA 6= µB
ou
Ha2 : µA > µB
ou
Ha3 : µA < µB
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Teste Z para duas médias
Utilizaremos então, a estatística:
X A − X B − (µA − µB )
Z = q
V XA − XB
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Teste Z para duas médias
σ2 σB2
Sob H0 segue que X A − X B ∼ N 0, nAA + nB , e assim virá:
XA − XB − 0
Z = q 2
σA σB2
nA + nB
ou ainda,
XA − XB
Z = q 2
σA σB2
nA + nB
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Teste de qui-quadrado χ2
Uma medida da discrepância existente entre as frequências
observadas e esperadas é proporcionada pela estatística χ2 ,
expressa por:
(Fo1 − Fe1 )2 (Fo2 − Fe2 )2 (Fok − Fek )2
χ2cal = + + ··· +
Fe1 Fe2 Fek
isto é
k
X (Foi − Fei )2
χ2cal =
Fei
i=1
Fo = frequência observada
Fe = frequência esperada
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A expressão χ2cal nos dá um valor sempre positivo e tanto
menor quanto maior for o acordo entre as frequências
observadas e as frequências esperadas, calculadas com base
em H0 .
Pode-se demonstrar que a estatística χ2cal tem distribuição
"qui-quadrado", com ν graus de liberdade, isto é:
k
X (Foi − Fei )2
∼ χ2ν
Fei
i=1
Conclusão: χ2cal ≥ χ2tab , rejeita-se H0
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O teste de qui-quadrado pode ser usado principalmente
como:
Teste de aderência;
Teste de independência;
Teste de homogeneidade.
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Teste de aderência
Pode ser usado para comprovar o ajustamento de uma função de
frequência a dados de observação
Nota: Neste caso o número de graus de liberdade ν é dado
por:
ν = k − 1, quando as frequências esperadas puderem ser
calculadas sem que se façam estimativas dos parâmetros
populacionais a partir das distribuições amostrais. Tem-se
que "k"é o número de categorias em que foi dividida a
amostra.
ν = k − 1 − r , quando para determinação das frequências
esperadas, r parâmetros tiverem suas estimativas
calculadas a partir das distribuições amostrais.
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Teste de independência
Este teste é usado em conexão com as tabelas de
contingência. Estas tabelas são construídas com o propósito
de ser estudar a relação de dependência (associação) entre
duas variáveis classificadas segundo critérios qualitativos.
Coloca-se à prova as hipóteses:
H0 : as variáveis são independentes
contra
Ha : as variáveis não são independentes, ou seja,
elas apresentam algum grau de associação entre
si.
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Teste de independência
Para investigar a concordância entre frequências observadas
esperadas, utilizamos a estatística:
h X
k 2
X Foij − Feij
χ2cal =
Feij
i=1 j=1
com os dados obtidos em tabelas com h linhas x k colunas
(tabelas de contingência).
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Teste de independência
Quanto ao número de graus de liberdade ν, devemos observar
ν = (h − 1)(k − 1), se as frequências esperadas podem
ser calculadas sem necessidade de estimação de
parâmetros da população.
ν = (h − 1)(k − 1) − r ,se as frequências esperadas só
podem ser avaliadas estimando-se r parâmetros
populacionais.
Uma restrição ao do teste: Feij ≥ 5
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Teste de homogeneidade
No teste de homogeneidade, uma das variáveis praticamente
representa uma classificação dos elementos em populações
distintas. Teremos então várias amostras, cada uma retirada
de uma população diferente, e estaremos testando pelo χ2 a
hipótese de que a variável em estudo se distribui de forma
homogênea nas várias populações.
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Teste de homogeneidade
Embora o teste seja formalmente o mesmo, quanto encarado
dessa forma, iremos considera-lo como um teste de
homogeneidade.
Para o caso de k amostras, podemos considerar:
H0 : as populações são homogêneas
contra
Ha : pelo menos uma das populações não é
homogênea com as demais
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Teste de comparação de variâncias de duas populações (Teste F )
Sejam U e V variáveis aleatórias independentes, com
distribuição de qui-quadrado com n1 e n2 graus de liberdade,
respectivamente.
Denomina-se F a variável aleatória definida pelo quociente:
U
n1
F = V
n2
TESTE DE HIPÓTESE TESTE Z TESTE DE QUI-QUADRADO TESTE F TESTE t DE STUDENT
Considerando duas amostras de tamanhos nx e ny das
variáveis aleatórias X e Y , respectivamente, pode-se
demonstrar que:
(nx −1)Sx2 n1 Sx2 (ny −1)Sy2 n2 Sy2
U= σx2
= σx2
e V = σy2
= σy2
TESTE DE HIPÓTESE TESTE Z TESTE DE QUI-QUADRADO TESTE F TESTE t DE STUDENT
Então, sob H0 : σx2 = σy2 = σ 2 , a estatística é:
U (nx −1)Sx2
n1 (nx −1)σ 2 Sx2
F = V
= =
(ny −1)Sy2 Sy2
n2
(ny −1)σ 2
ou seja,
Sx2
F =
Sy2
tem distribuição F , de Fisher-Snedecor, com n1 = (nx − 1) e
n2 = (ny − 1) graus de liberdade.
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Assim, para testar:
H0 : σx2 = σy2
contra
Ha1 : σx2 6= σy2
ou
Ha2 : σx2 > σy2
ou
Ha3 : σx2 < σy2
utiliza-se a estatística F descrita anteriormente.
Decisão: se Fcal ≥ Ftab ⇒ rejeita-se H0
TESTE DE HIPÓTESE TESTE Z TESTE DE QUI-QUADRADO TESTE F TESTE t DE STUDENT
OBSERVAÇÃO: vamos colocar a maior variância no
numerador, de modo a obter um Fcal maior que 1, e usaremos
a Tabela unilateral para F > 1. Assim se:
H0 : σx2 = σy2
Ha : σx2 < σy2
Sx2
Fcal = Sy2
, Ftab =⇒ Fα (nx − 1; ny − 1)
ou
H0 : σy2 = σx2
Ha : σy2 < σx2
Sy2
Fcal = Sx2
, Ftab =⇒ Fα (ny − 1; nx − 1)
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Teste t para uma média
Teste de hipótese de uma média populacional (Teste t para uma
média)
Caso em que X é normalmente distribuida com
variância desconhecida.
Se selecionarmos uma amostra aleatória de tamanho n de
determinada população, de sorte que X1 , X2 , . . . , Xn sejam
independentes, então:
X −µ
t=
S X
tem distribuição t de Student com n − 1 graus de liberdade.
TESTE DE HIPÓTESE TESTE Z TESTE DE QUI-QUADRADO TESTE F TESTE t DE STUDENT
Teste t para uma média
mas,
r
2
b X = S = √S
q
S X = V
n n
logo,
X −µ
t= S
√
n
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Teste t para uma média
De modo, podemos testar:
H 0 : µ = µ0
contra
Ha1 : µ 6= µ0
ou
Ha2 : µ > µ0
ou
Ha3 : µ < µ0
em que usaremos a estatística t, descrita anteriomente.
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Teste t para uma média
Decisão:
a) Teste bilateral
|tcal | ≥ ttab =⇒ rejeita − se H0
b) Teste unilateral à direita
tcal ≥ ttab =⇒ rejeita − se H0
c) Teste unilateral à esquerda
tcal ≤ −ttab =⇒ rejeita − se H0
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Teste t para duas média
Teste de hipótese para o caso de duas amostras independentes
(Teste t para duas média)
Muitos problemas aparecem quando se deseja testar
hipótes sobre médias de diferentes populações.
Por exemplo, um experimentador pode estar investigando
um novo tipo de adubo, comparando a produção média de
períodos em que foi usado o adubo antigo e o novo.
Quando as variâncias das populações são substituídas
pelas variâncias das amostras, isto é, S 2 em lugar de σ 2 , o
teste Z passa ao teste t, onde em função das variâncias
das populações serem ou não iguais entre si, teremos dois
casos a serem considerados.
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Teste t para duas média
Sejam X e Y normalmente distribuída, sendo suas variâncias
desconhecidas.
Desejamos testar:
H0 : µx = µy contra
µx > µy ou
Ha : µx < µy ou
µx 6= µy
TESTE DE HIPÓTESE TESTE Z TESTE DE QUI-QUADRADO TESTE F TESTE t DE STUDENT
Teste t para duas média
Antes devemos testar:
0
H0 : σx2 = σy2 contra
2 2
0
σx > σy ou
Ha : σ 2 < σy2 ou
x2
σx 6= σy2
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Teste t para duas média
Caso A:
0
Se H0 não for rejeitada, vamos admitir que as variâncias são
iguais e que consequentemente, os valores assumidos por Sx2
e Sy2 serão estimativas de um mesmo valor σ 2 que é a variância
(comum) de ambas as populações. Sendo assim, vamos
combinar Sx2 e Sy2 a fim de obter um melhor estimador para σ 2 .
TESTE DE HIPÓTESE TESTE Z TESTE DE QUI-QUADRADO TESTE F TESTE t DE STUDENT
Teste t para duas média
Caso A:
Temos que:
n
!2
X
n
xi
i=1
X
xi2 −
SQDx nx
i=1
Sx2 = =
nx − 1 nx − 1
e !2
n
X
n
yi
i=1
X
yi2 −
SQDy ny
i=1
Sy2 = =
ny − 1 ny − 1
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Teste t para duas média
Caso A:
de modo que
SQDx + SQDy
S2 =
(nx − 1) (ny − 1)
logo,
(nx − 1) Sx2 + (ny − 1) Sy2
S2 =
nx + ny − 2
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Teste t para duas média
Caso A:
A seguir utilizaremos para o nosso teste, a variável aleatória
X −Y
t=r
S 2 n1x + 1
ny
que tem distribuição t de Student com (nx + ny − 2) graus de
liberdade.
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Teste t para duas média
Caso B:
0
Se H0 for rejeitada, vamos admitir que as variâncias não são
iguais, portanto não tem sentido combinarmos Sx2 e Sy2 .
Neste caso, utilizaresmos para o nosso teste, a variável
aleatória:
X −Y
t = r
Sy2
Sx2
nx + ny
que segue, aproximadamente, a distribuição t de Student com
n∗ graus de liberdade, onde
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Teste t para duas média
Caso B:
2
Sx2 Sy2
nx + ny
∗
n = 2 2
Sy2
Sx2
nx ny
nx −1 + ny −1
Fórmula de Satterthwaite n∗ graus de liberdade referente a
duas variâncias
OBSERVAÇÃO: Vamos adotar como graus de liberdade, o
maior inteiro que não supere o valor calculado:
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Teste t para duas média
Decisão: Tanto para o caso A, quanto para o caso B
a) Teste bilateral
|tcal | ≥ ttab =⇒ rejeita − se H0
b) Teste unilateral à direita
tcal ≥ ttab =⇒ rejeita − se H0
c) Teste unilateral à esquerda
tcal ≤ −ttab =⇒ rejeita − se H0
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Teste t para dados pareados
Os resultados de duas amostras constituem dados
emparelhados quando estão relacionados dois a dois segundo
algum critério que introduz uma influência marcante entre os
diversos pares, que supomos, influir igualmente sobre os
valores de cada par.
Por exemplo, medidas sobre o mesmo indivíduo, antes e
depois da aplicação de algum medicamento ou uma ração, etc.
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Teste t para dados pareados
Sejam por exemplo:
Tabela: Tomando n animais nestas condições, temos a seguinte
tabela
No X1i X1i di = X2i − X1i
1 X11 X21 d1
2 X12 X22 d2
··· ··· ··· ···
n X1n X2n dn
X1i : representa o peso de determinado animal i antes de
receber uma ração
X2i : representa o peso do mesmo animal i depois que recebeu
a ração
TESTE DE HIPÓTESE TESTE Z TESTE DE QUI-QUADRADO TESTE F TESTE t DE STUDENT
Teste t para dados pareados
Nesse teste estaremos testado a hipótese de que a diferença
entre as médias das duas populações emparelhadas seja igual
a um certo valor ∆, o que equivale a testar a hipótes de que a
média de todas as diferenças, D, seja igual a ∆.
n
X
di
i=1
d= é um estimador de D
n
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Teste t para dados pareados
Por exemplo, para ∆ = 0, as hipóteses seriam:
H0 : D = 0 contra
D > 0 ou
Ha : D < 0 ou
D 6= 0
d−D
A estatística do teste é: t= s (d )
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Teste t para dados pareados
d
Sob H0 : D = 0, teremos t= s (d )
em que:
n
!2
X
n
di
i=1
X
di2 −
n
b (d) = SQD(d) =
S 2 (d) = V i=1
n−1 n−1
TESTE DE HIPÓTESE TESTE Z TESTE DE QUI-QUADRADO TESTE F TESTE t DE STUDENT
Teste t para dados pareados
2
b (d) = V (d) = S (d)
b
V
n n
b (d) = S(d)
q
S(d) = V √
n
A estatística do teste é:
d
t= s(d)
√
n
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Teste t para dados pareados
DECISÃO:
Note que, ao trabalharmos com diferenças di , o problema será
testar uma única média, pela comparação do t de Student
calculado com o valor tabelado obtido em tabelas em função
do α e n − 1 graus de liberdade.