AERONAVE
Aeronave é todo aparelho capaz de:
➢ Se Sustentar no Ar.
➢ Navegar no Ar.
CLASSIFICAÇÃO DAS AERONAVES
→ Aeróstatos
• Os Aeróstatos são aeronaves baseadas no Princípio de Arquimedes:
“Todo Corpo mergulhado num Fluido mais Denso recebe um Empuxo para
cima igual ao Peso do Fluido Deslocado”.
• Os Aeróstatos são conhecidos como “Veículos mais leves que o Ar”.
• Nos Aeróstatos, o Empuxo é controlado pelo Piloto e pode ser igual,
maior ou menor que o Peso do Veículo.
• Exemplo: Balões e Dirigíveis.
→ Aeródinos
• Os Aeródinos são aeronaves baseadas na 3ª Lei de Newton (Lei da Ação
e Reação): “Toda Ação corresponde a uma Reação de mesma Intensidade
e Sentido oposto”.
• Nos Aeródinos, as Asas desviam o Ar para baixo criando uma Reação
Aerodinâmica para cima chamada de Sustentação.
• Exemplo: O avião e o Planador são Aeródinos de Asa Fixa.
• Exemplo: O Helicóptero e o Autogiro são Aeródinos de Asa Rotativa.
COMPONENTES DO AVIÃO
→ Estrutura
A Estrutura é a Carcaça ou Corpo da aeronave que:
➢ Dá forma ao avião.
➢ Aloja Ocupantes e Carga.
➢ Fixa os demais Componentes.
→ Grupo Moto-Propulsor
O Grupo Moto-Propulsor fornece a Propulsão ou Força responsável pelo
deslocamento do avião no Ar.
→ Sistemas
• Os Sistemas são os conjuntos de diferentes partes responsáveis por
cumprir uma determinada função.
• Exemplo: Sistema de Combustível, Sistema Elétrico, Sistema de Ar
Condicionado, etc.
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ESTRUTURA
- Asas
- Fuselagem
- Empenagem
- Superfícies de Controle
ESFORÇOS ESTRUTURAIS
→ Tração
←→
→ Compressão
→←
→ Flexão
Flexão = Tração + Compressão
→ Torção
→ Cisalhamento
Cisalhamento é Força de Corte.
MATERIAS
• Os Materias utilizados na Estrutura do avião devem ser Leves e
Resistentes.
• Os aviões feitos a base de Ligas de Alumínio são os mais utilizados,
mas existem também aviões feitos de Tubos de Aço Soldados Recobertos
com Tela.
• Os Materiais mais modernos são os Plásticos Reforçados com Fibra de
Vidro, Fibra de Carbono e Kevlar.
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ASAS
• As Asas tem a finalidade de produzir a Sustentação necessária ao voo.
• Os Componetes das Asas são:
→ Raiz da Asa
→ Ponta da Asa
→ Bordo de Ataque
→ Bordo de Fuga
→ Intradorso
→ Extradorso
→ Longarinas
• As Longarinas são os principais Elementos Estruturais da Asa.
• As Longarinas suportam os Esforços de Flexão (Tração + Compressão).
→ Nervuras
• As Nervuras dão Formato Aerodinâmico ao Perfil da Asa.
• As Nervuras não sofrem Esforços, transmitindo as Cargas
Aerodinâmicas do Revestimento para as Longarinas.
→ Montantes
• Os Montantes ficam situados entre duas Nervuras, espaçando-as.
• Os Montantes suportam os Esforços de Compressão.
→ Tirantes
• Os Tirantes são Cabos de Aço na diagonal, utilizados para enrijecer a
Armação.
• Os Tirantes suportam os Esforços de Tração.
→ Revestimento
• O Revestimento não possui grande Resistência Mecânica.
• O Revestimento suporta apenas a Pressão Dinâmica do Ar sobre a Asa.
• Os Revestimentos Metálicos, assim como os Revestimentos Plásticos e
de Madeira, são mais Resistentes tirando a necessidade de Tirantes e
Montantes.
→ Suportes
Os Suportes são Elementos Estruturais que dão apoio à Asa do avião.
CLASSIFICAÇÃO DAS ASAS
→ Quanto a Localização da Asa
- Asa Baixa
- Asa Média
- Asa Alta
- Asa Parassol
A Asa Parassol não está grudada na Fuselagem, estando acima da
Fuselagem presa por Montantes.
→ Quanto a Fixação da Asa
- Asa Cantilever
A Asa é fixada na Fuselagem apenas pela Raiz da Asa.
- Asa Semi-Cantilever
• A Asa é fixada na Fuselagem pela Raiz da Asa e pelos Montantes.
• O Montante é um Reforço para melhor fixação da Asa na Fuselagem.
→ Quantidade de Asas
- Monoplano
- Biplano
- Triplano
→ Quanto a Forma da Asa
- Retangular
Forma da Asa de Fácil Construção e Baixa Eficiência.
- Trapezoidal
Forma da Asa de Meio Termo em Contrução e Eficiência.
- Elíptica
Forma da Asa de Difícil Construção e Alta Eficiência.
- Delta
Forma da Asa Eficiênte em Elevadas Velocidades.
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FUSELAGEM
• A Fuselagem é a Parte do Avião onde estão fixadas as Asas e a
Empenagem.
• A Fuselagem aloja Tripulantes, Passageiros, Carga, contém os
Sistemas, em muitos casos o Trem de Pouso, Motor, etc.
• Os 3 principais tipos de Fuselagem são:
→ Tubular (Treliça)
• A Fuselagem Tubular é formada por Tubos de Aço soldados, podendo ter
Cabos de Aço esticados em diversos pontos, para suportar Esforços de
Tração.
• Externamente, a Fuselagem Tubular é recoberta com Tela (Lona), que
funciona apenas como Revestimento, não resistindo à Esforços.
• A Fuselagem Tubular possui Estrutura Simples, porém Pesada.
→ Monocoque
• Na Fuselagem Monocoque, o Formato Aerodinâmico da Fuselagem é dado
por Cavernas.
• As Cavernas e o Revestimento são responsáveis por suportar os
Esforços aplicados ao avião.
• Na Fuselagem Monocoque, o Revestimento é Parte Estrutural da
Fuselagem, ligando uma Caverna a outra, logo ele precisa ser Resistente
pois sofre Esforços.
• Por sofrer Esforços o Revestimento precisa ser mais espesso, o que
aumenta o Peso.
→ Semi-Monocoque
• A Fuselagem Semi-Monocoque é formada por Cavernas e Longarinas.
• A Fuselagem Semi-Monocoque possui menos Revestimento, pois as
Longarinas e Cavernas suportam grande parte dos Esforços.
• A Fuselagem Semi-Monocoque possui Estrutura Complexa, porém mais
Leve e Resistente.
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EMPENAGEM
A Empenagem é o conjunto de Superfícies destinadas á Estabilizar o
avião.
→ Superfície Horizontal
• A Superfície Horizontal é a Superfície que se opõe a tendência de abaixar
e levantar a Cauda.
• A Superfície Horizontal é formada por um Estabilizador Horizontal fixo e
um Profundor móvel.
→ Superfície Vertical
• A Superfície Vertical é a Superfície que se opõe a tendência de Guinar
para esquerda e direita.
• A Superfície Vertical é formada por um Estabilizador Vertical fixo e um
Leme de Direção móvel.
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SUPERFÍCIES DE CONTROLE
• As Superfícies de Controle são Partes Móveis da Asa e da Empenagem.
• As Superfícies de Controle tem a função de controlar o voo do avião.
• As Superfícies de Controle estão localizadas nos Bordos de Fuga da Asa e
da Empenagem e são fixadas através de Dobradiças.
• A Estrutura das Superfícies de Controle é semelhante à Estrutura das
Asas do avião, embora seja mais simplificada.
• O Movimento das Superfícies de Controle é efetuado através de um
mecanismo denominado Sistema de Controle de Voo, que será estudado
posteriormente.
• As Superfícies de Controle são divididas em:
→ Superfícies Primárias
As Superfícies Primárias são as responsáveis pelo Controle Efetivo dos
Movimentos da Aeronave em Voo.
- Profundor
• O Profundor é responsável pelo Movimento de Arfagem (Tangagem).
• O Profundor controla o Movimento do avião sobre o Eixo Lateral
(Transversal).
• O Profundor é acionado pelo Manche - Puxa (Subir) / Empurra (Desce).
- Aileron
• Os Ailerons são responsáveis pelo Movimento de Bancagem (Rolagem).
• Os Ailerons controlam o Movimento do avião sobre o Eixo Longitudinal.
• Os Ailerons são acionados pelo Manche (Direita / Esquerda)
- Leme de Direção
• O Leme de Direção é responsável pelo Movimento de Guinada.
• O Leme de Direção controla o Movimento do avião sobre o Eixo Vertical.
• O Leme de Direção é acionado pelo Pedal (Direita / Esquerda)
→ Superfícies Secundárias
As Superfícies Secundárias auxiliam na diminuição das Forças
empregadas pelo Piloto ao efetuar um Movimento com a aeronave.
- Compensador de Ailerons
- Compensador de Profundor
- Compensador de Leme de Direção
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DISPOSITIVOS HIPERSUSTENTADORES
• Os Dispositivos Hipersustentadores possuem a finalidade de aumentar a
Sustentação produzida pela Asa.
• O uso dos Dispositivos Hipersustentadores é indispensável durante o
Pouso e Decolagem, pois eles permitem a Operação da aeronave com uma
Velocidade Reduzida, o que é primordial nestas duas Etapas do voo.
→ Flap
• Os Flaps ficam localizados no Bordo de Fuga da Asa.
• Os Flaps possuem a função básica de aumentar a Sustentação, o que
também acaba gerando mais Arrasto.
• O aumento da Sustentação é obtido com a alteração da Curvatura do
Aerofólio, o aumento do Ângulo de Ataque e, em alguns Tipos de Flaps,
com o aumento da Área da Asa.
→ Slot
• O Slot é um Dispositivo Hipersustentador que irá atuar no Bordo de Ataque
da Asa.
• O Slot irá gerar uma Fenda que permite a passagem dos Filetes de Ar
para o Extradorso, dando mais Energia aquela região, assim retardando o
Turbilhonamento.
• O uso do Slot ocorre geralmente em Ângulos de Ataque elevados e em
Operações de Baixa Velocidade, como o Pouso e a Decolagem.
SPOILERS
• Os Spoiler são Freios Aerodinâmicos.
• Os Spoiler tem como principal função impedir que a Velocidade do avião
aumente excessivamente durante uma Descida.
• Os Spoiler também podem auxiliar na função dos Ailerons, ou seja, na
Rolagem da aeronave.
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COMPONENTES SECUNDÁRIOS DA ESTRUTURA
• Fazem ainda parte da Estrutura do avião: Carenagem, Portas, Janelas
de Inspeção, Tampas que facilitam a Manutenção, Tanques de Ponta de
Asa, Flutuadores, etc.
• Apesar de fazerem parte da Estrutura do avião, os Componentes
Secundários não possuem Importância Estrutural.
→ Tampas
As Tampas são Portas e Janelas.
→ Carenagens
As Carenagens são utilizadas para dar cobertura a uma Parte do avião.
→ Janelas de Inspeção
• As Janelas de Inspeção são utilizadas para Verificações de Pontos
Críticos.
• As Janelas de Inspeção são de Remoção Rápida.
→ Tampas de Inspeção
• As Tampas de Inspeção são utilizadas para Verificações de Pontos
Críticos.
• As Tampas de Inspeção são de Remoção Demorada.
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CONTROLES DE VOO
• O Sistema de Controle de Voo é o mecanismo que movimenta as
Superfícies de Controle do avião (Profundor, Ailerons, Leme e
Compensadores).
• O Sistema de Controle de Voo é acionado pelo Piloto através do Manche e
Pedais, que são conhecidos como Comandos de Voo.
• Os Comandos de Voo acionam os Controles de Voo.
• Os Controles de Voo movimentam as Superfícies de Controle
MANCHE
• O Manche é acionado pelas Mãos do Piloto.
• Os 2 Tipos de Manche mais usados são o Volante e o Bastão.
• O Manche quando puxado ou empurrado é responsável pelo Movimento
de Arfagem (Tangagem).
• O Manche quando é girado para os lados é responsável pelo Movimento
de Bancagem (Rolamento).
→ Movimento de Arfagem (Tangagem)
- Cabrar
• Cabrar significa erguer o Nariz do avião.
• Para Cabar o avião deve-se puxar o Manche.
• Quando Cabrado, o Profundor sobe fazendo a Cauda do avião descer,
erguendo o Nariz do avião.
- Picar
• Picar significa abaixar o Nariz do avião.
• Para Picar o avião deve-se empurrar o Manche.
• Quando Picado, o Profundor desce fazendo a Cauda do avião subir,
abaixando o Nariz do avião.
→ Movimento de Bancagem (Rolamento)
- Manche para Direita
• O Aileron da Asa Direita sobe fazendo a Asa Direita descer.
• O Aileron da Asa Equerda desce fazendo a Asa Esquerda subir.
- Manche para Esquerda
• O Aileron da Asa Equerda sobe fazendo a Asa Equerda descer.
• O Aileron da Asa Direita a descer fazendo a Asa Direita subir.
PEDAIS
• Os Pedais são acionados pelo Pés do Piloto.
• Os Pedais são responsáveis pelo Movimento de Guinada, desviando o
Nariz para direita ou esquerda.
→ Pedal para Direita
O Leme é defletido para direita deslocando a Cauda para a esquerda,
deslocando o Nariz para direita.
→ Pedal para Esquerda
O Leme é defletido para esquerda deslocando a Cauda para a direita,
deslocando o Nariz para esquerda.
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MECANISMO DO SISTEMA DE CONTROLE DE VOO
O Mecanismo do Sistema de Controle de Voo é formado pelo Manche,
Pedais, Alavancas, Cabos, Quadrantes, Polias, Esticadores, etc.
VERIFICAÇÕES E AJUSTES
Nos Aviões Leves, as principais Verificações e Ajustes são os seguintes:
→ Alinhamento dos Comandos
Quando o Manche e os Pedais estiveram em Posições Neutras as
Superfícies de Comando também devem estar em Posições Neutras.
→ Ajuste dos Batentes
Os Batentes devem ser ajustados para limitar o movimento das
Superfícies de Comando, evitando uma sobrecarga na Estrutura através
de Movimentos Exagerados.
→ Ajuste da Tensão dos Cabos
• A Tensão dos Cabos deve ser ajustada de acordo com as Especificações
do Fabricante.
• Cabos frouxos podem reduzir ou até mesmo anular a ação dos
Comandos de Voo.
• Cabos muito esticados tornam os Comandos de Voo duros e podem
provocar desgastes nos Componentes do Sistema.
→ Balanceamento de Superfícies
• Algumas Superfícies de Controle são balenceadas para compensar o
Efeito do Peso das mesmas.
• Esse Balanceamento dever ser verificado principalmente após execução
de um Reparo ou Pintura na Superfície de Comando.
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TREM DE POUSO
O Trem de Pouso é o Conjunto de Partes destinadas a:
➢ Apoiar o avião no Solo.
➢ Controlar a Direção no Taxiamento ou Manobras no Solo.
➢ Amortecer Impactos.
➢ Frear o avião.
CLASSIFICAÇÃO DO TREM DE POUSO
→ Quanto o Meio
- Hidroaviões (Hidroplanos)
- Aviões Terrestres
- Aviões Anfíbios
→ Quanto a Distância de Pouso e Decolagem
- VTOL
Decolagem e Pouso Verticais.
- STOL
Decolagem e Pouso Curtos.
- CTOL
Decolagem e Pouso Convencionais.
→ Quanto a Mobilidade
- Trem de Pouso Fixo
- Trem de Pouso Retrátil
- Trem de Pouso Escamotiavel
→ Quanto a Posição das Rodas
• O Trem de Pouso é constituído pelo Trem de Pouso Principal e o Trem de
Pouso Auxiliar.
• O Trem de Pouso Principal normalmente fica localizado embaixo da Asa.
• O Trem de Pouso Auxiliar pode ficar localizado na Cauda ou no Nariz da
aeronave.
• De acordo com a posição do Trem de Pouso Auxiliar, o Trem de Pouso é
classificado Quanto a Disposição das Rodas em:
- Convencional
• No Trem de Pouso Convencional o Trem de Pouso Auxiliar está localizado
atrás do Trem de Pouso Principal.
• No Trem de Pouso Convencional o Trem de Pouso Auxiliar é chamado de
Bequilha.
- Triciclo
• No Trem de Pouso Triciclo o Trem de Pouso Auxiliar está localizado a
frente do Trem de Pouso Principal.
• No Trem de Pouso Triciclo, o Trem de Pouso Auxiliar é chamado de Trem
de Nariz ou Trequilha.
TIPOS DE TREM DE POUSO
→ De Mola
• O Trem de Pouso de Mola apresenta Molas ou Tubos de Aço Flexível em
sua estrutura.
• O Trem de Pouso de Mola não absorve a Energia do Impacto, ele apenas
transfere a Energia do Impacto para a Estrutura do Avião, minimizando o
esforço sobre as Rodas.
• O Trem de Pouso de Mola é simples e barato, porém possui baixa
capacidade de absorver impactos.
• Com o Trem de Pouso de Mola, o Pouso deve ser cuidadoso e suave.
→ Articulado
• No Trem de Pouso com Estrutura Rígida e Articulada, o Amortecimento é
realizado por grossos Aros de Borracha.
• No Pouso o Trem de Pouso se abre para os lados, esticando os Aros de
Borracha que absorvem a Energia do Impacto do Pouso.
• Os Amortecedores de Borracha podem também ter forma de Discos ou
Cordas (Sandows).
→ Hidráulico
• No Trem de Pouso Hidráulico, a medida que o Amortecedor sofre o
Impacto do Pouso, ele transfere a Força de Impacto para uma Haste.
• A Haste empurra um Fluido Oleoso que tende a passar por um Orifício
que é progressivamente fechado pela Agulha que sobe junto com a
Haste.
• Com progressivo fechamento do Orifício pela Agulha, vai ficando cada
vez mais difícil o Amortecedor se comprimir, fazendo com que ele fique
cada vez mais duro.
• Uma Mola Externa provoca o retorno da Haste para a Posição Original.
→ Hidropneumáticos
O Trem de Pouso Hidropneumático tem funcionamento semelhante ao Trem
de Pouso Hidráulico, com a diferença de que é o Ar Comprimido que
provoca o retorno da Haste para a Posição Original.
CONJUNTO DAS RODAS
• O Conjunto das Rodas tem a finalidade de permitir a Rolagem e a
Frenagem do avião no Solo.
• A Partes Constituintes do Conjunto de Rodas são:
→ Pneu
- Banda de Rodagem
A Banda de Rolagem é Parte
Desgastável do Pneu que fica em contato com a Pista.
- Sulcos
Os Sulcos são ranhuras entre as Bandas de Rodagem que permitem fuga
da água, evitando que o Pneu deslize em uma Pista Molhada.
- Lonas
• A Lona é a Estrutura que circunda completamente o Corpo do Pneu da
Estrutura do Pneu.
• As Lonas são dobradas em volta dos Talões inserindo-se novamente na
Carcaça.
• As Lonas isolam a Carcaça do Calor proveniente das Freadas e
proporcionam Refroço e boa Selagem contra o Movimento.
- Câmara de Ar
• A Câmara de Ar fica dentro do Pneu e serve para conter o Ar de
Inflagem.
• A Pressão do Ar é suportada pelo Pneu e não pela Câmara de Ar.
• Existem Pneus Sem Câmara de Ar, que são suficientemente vedados para
evitar a Fuga do Ar.
- Pressão
• Os Pneus de Alta Pressão são usados para Pistas Pavimentadas e
Duras.
• Os Pneus de Baixa Pressão são usados para Pistas com Grama e Terra
Solta.
→ Rodas
As Rodas dos aviões são feitas de Liga de Metal Leve e são desmontáveis,
permitindo a colocação e retirada do Pneu.
- Meia Rodas
- Flanges Independentes
- Cubo e Flange
→ Freios
• Além da função normal de Freagem, os Freios dos Aviões são usados para
efetuar Curvas Fechadas em Manobras no Solo.
• Os Freios são acionados pelos mesmos Pedais do Leme de Direção,
pressionando apenas a Ponta do Pedal.
• Para realizar Curvas Fechadas o Piloto efetua a Freagem Diferencial, que
consiste em aplicar o Freio somente no lado em que é executada a Curva
juntamente com o Pedal do Leme.
• Com raras exceções, somente o Trem de Pouso Principal possui Freios,
pois a Roda do Trem do Nariz ou da Bequilha sustenta apenas uma
pequena parte do Peso do avião.
• Portanto, um Freio na Roda do Trem do Nariz ou da Bequilha não faria
diferença na Frenagem do avião.
• Os 2 principais tipos de Freios são:
- A Tambor
• O Tambor está acoplado à Roda girando junto com ela.
• As Sapatas são acopladas ao Trem de Pouso e se encaixam dentro do
Tambor.
• Ao aplicar o Freio 2 Sapatas atritam-se com o Lado Interno do Tambor,
provocando a Frenagem da Roda.
• O Tubo Hidráulico traz o Fluído do Cilindro-Mestre.
• Com Freio Livre, as Sapatas ficam afastadas do Tambor pela ação de
uma Mola.
• Quando o Freio é aplicado, o Fluído Hidráulico é injetado dentro do
Cilindro do Freio o qual comprime as Sapatas de encontro a Superfície
Interna do Tambor.
- A Disco
• No Freio a Disco, um Disco fica acoplado á Roda, girando junto com ela.
• As Pastilhas ficam acopladas no Trem de Pouso.
• Quando o Freio é aplicado, o Fluído Hidráulico faz com que as Pastilhas
façam Pressão nos dois lados do Disco, assim freando a Roda.
SISTEMA DE ACIONAMENTO DOS FREIOS
→ Hidráulico
• No Sistema de Acionamento Hidráulico, o Acionamento dos Freios é
Hidráulico.
• O Sistema de Acionamento Hidráulico utiliza um Fluído Hidráulico (Freio a
Tambor e Freio a Disco).
→ Pneumático
• No Sistema de Acionamento Pneumático, o Acionamento dos Freios é
Pneumático.
• O Sistema de Acionamento Pneumático utiliza Ar Comprimido.
→ Mecânico
• No Sistema de Acionamento Mecânico, o Acionamento dos Freios é
Mecânico.
• No Sistema de Acionamento Mecânico, os Freios são acionados
Mecanicamente através de Hastes, Cabos, Alavancas, Polias, etc.
FREIOS DE ESTACIONAMENTO
• Em alguns aviões, o Freio de Estacionamento é o próprio Freio Normal
do avião, onde os Pedais ficam travados no fundo através de uma
Alavanca, que é puxada pelo Piloto.
• Existem também aviões com Freios de Estacionamento Independentes
(geralmente Freios Mecânicos) semelhante ao Freio de Mão dos carros.
SISTEMA DE FREAGEM DE EMERGÊNCIA
→ Sistema Duplicado
O Sistema Duplicado possui 2 Sistemas de Freagem Normais que
funcionam em conjunto, mas de forma independente, de modo que, a
falha de um não afete o funcionamento do outro.
→ Sistema de Emergência Independente
• O Sistema de Emergência Independente é um Sistema de Freagem
separado do Sistema de Freagem Principal, que entra em ação somente
quando houver falha do Sistema de Freagem Principal.
• O Sistema de Emergência Independente também pode servir de Freio de
Estacionamento.
SISTEMA ANTI-DERRAPANTE (ANTI-SKID)
• A Condição Máxima de Freagem ocorre quando os Pneus estão prestes
a Derrapar.
• Para evitar que a Derrapagem realmente aconteça, muitos aviões
possuem o Sistema Anti-Derrapante (Anti-Skid), o qual libera os Freios
quando a Roda está prestes a parar e os aplica novamente logo que a
Rotação se reinicia.
• É uma ação rápida e repetida que, na prática, equivale a Frear
Continuamente no Limite da Derrapagem.
CONTROLE DIRECIONAL NO SOLO
• O Controle Direcional no Solo é efetuado pelo Trem de Pouso do Nariz ou
a Bequilha.
• O Trem de Pouso do Nariz e a Bequilha são controlados pelos Pedais
do Leme de Direção através de Cabos ou Hastes.
• As Hastes estão ligadas aos Pedais do Leme de Direção e servem para
controlar a Direção do Nariz durante o Taxiamento.
AMORTECEDOR DE SHIMMY
• O Shimmy é a Vibração Direcional do Trem do Nariz que pode ocorrer
durante a Corrida de Decolagem e outras situações.
• O Amortecedor Shimmy ameniza esse efeito.
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SISTEMA HIDRÁULICO
• O Sistema Hidráulico é o Conjunto das Partes destinadas a acionar
Componentes através da Pressão transmitida por um Fluido.
• A Lei de Pascal diz que “A Pressão aplicada a um Ponto de um Fluido
transmite-se igualmente para todas as Partes desse Fluido”.
• A Lei de Pascal permite que a Força exercida no Cilindro Primário seja
multiplicada no Cilindro Atuador.
• O Sistema de Freios possui um Cilindro-Mestre ou Cilindro Primário, o
qual envia o Fluido até as Rodas do avião onde existem os Cilindros dos
Freios (Cilindros Atuadores).
• Os Cilindros dos Freios (Cilindros Atuadores) multiplicam a Força do
Piloto para acionar as Sapatas dos Freios (Pastilhas no caso do Freio a
Disco) .
RENDIMENTO MECÂNICO
→ Observação 1
• A Força é multiplicada pelo Rendimento Mecânico, mas o
Deslocamento é dividido pelo mesmo Rendimento Mecânico.
• Se for necessário ampliar esse Deslocamento, será preciso transformar o
Cilindro Primário em uma Bomba Hidráulica, ascrescentando Válvulas e
um Reservatório para permitir seu Acionamento Repetitivo.
→ Observação 2
• Embora não seja usual, pode-se construir um Sistema Hidráulico com
Rendimento Mecânico menor que 1.
• Nesse caso, estaríamos ampliando o Movimento e reduzindo a Força.
APLICAÇÕES DO SISTEMA HIDRÁULICO
• O Sistema Hidráulico é usado quando há necessidade de aplicar
Grandes Forças sobre um Componente.
• Nos Aviões de Grande Porte, o Sistema Hidráulico é usado para acionar o
Profundor, o Leme, o Controle de Direção do Trem do Nariz, Flaps, Slats,
recolher Trem de Pouso, etc.
• Em Aviões de Pequeno Porte, o Sistema Hidráulico é utilizado apenas
para acionar os Freios, pois a Força Muscular do Piloto é suficiente para
acionar o resto.
VANTAGENS DO SISTEMA HIDRÁULICO
• O Sistema de Acionamento Mecânico utilizado em Aviões de Pequeno
Porte é o ideal por ser Simples, Barato, Confiável, Durável, de Fácil
Manutenção, etc.
• Todavia, como depende da Força Muscular do Piloto, o Sistema de
Acionamento Mecânico não pode ser usado em Aviões de Grande Porte.
• Na impossibilidade de usar o Sistema de Acionamento Mecânico, os
seguintes Sistemas passam a concorrer entre si:
→ Sistema Elétrico
• O Sistema Elétrico é formado por Motores Elétricos, Contatos, Cabos,
etc.
• O Sistema Elétrico é Preciso, de fácil Instalação e fácil Controle.
• Entretanto, o Sistema Elétrico é Pesado, requerindo Medidas Especiais
para não Falhar Repentinamente por Aquecimento ou Mal Contato.
→ Sitema Pneumático
• O Sistema Pneumático é similar ao Sistema Hidráulico, usando Ar
Comprimido ao invés de Fluido.
• O Sistema Pneumático apresenta a vantagem de não necessitar de Linha
de Retorno, com o Ar Comprimido indo para Atmosfera após ser utilizado.
• Entretanto, o Sistema Pneumático tende a ser Impreciso e requer
Manuntenção Cuidadosa.
→ Sistema Hidráulico
O Sistema Hidráulico é o Sistema de Acionamento mais utilizado nos
aviões, devido às seguintes vantagens demonstradas na prática:
- Amplia Forças com facilidade
O Sistema Hidráulico possui elevado Rendimento Mecânico, pois utiliza
Cilindros Atuadores de diâmetro maior que o diâmetro do Cilindro
Primário.
- É bastante Confiável
• O Sistema Hidráulico é relativamente Simples e possui poucas Peças
Móveis, que funcionam abundantemente lubrificadas pelo Fluido
Hidráulico.
• No Sistema Hidráulico, as Falhas são geralmente graduais e manifestam-
se através de Vazamentos, que podem ser facilmente detectados por uma
Inspeção Visual.
- É um um Sistema Leve
• Os Componentes no Sistema Hidráulico são pequenos.
• Exemplo: Com as atuais Pressões de 200 kgf/cm2, podemos produzir uma
Tonelada-Força com um Cilindro Atuador de apenas 2,5 cm de diâmetro.
- É de Fácil Instalação
O Sistema Hidráulico possui Tubulações, pequenos Cilindros e Válvulas
que podem ser instalados em Locais Restritos e de Difícil Acesso.
- É Controlado com facilidade
No Sistema Hidráulico, a Passagem do Fluido é aberta e interrompida
através de Válvulas, que são Componentes Leves e Simples.