0% acharam este documento útil (0 voto)
9 visualizações5 páginas

Meditação Dirigida para Oração Eficaz

Enviado por

Thais Franco
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato TXT, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
9 visualizações5 páginas

Meditação Dirigida para Oração Eficaz

Enviado por

Thais Franco
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato TXT, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

Meditação Dirigida

Link para abrir: [Link]

- APRESENTAÇÃO
Esta poderosa ferramenta irá mudar completamente sua vida de oração. Mas para se
ter uma vida de oração fecunda e eficaz, é sumamente necessário a constância e
perseverança. Faça o propósito de voltar aqui frequentemente para que sua fé,
esperança e caridade aumente cada vez mais.

Antes de iniciarmos, devemos entender a importância da oração.

ELA É MEIO DE SALVAÇÃO

É pela oração que iremos alcançar as graças que nos são necessárias para não
somente a salvação, mas a santificação. Santo Afonso dizia: "Quem reza se salva,
quem não reza, certamente se condena". Essas palavras do santo podem parecer um
tanto duras e radicais, mas vemos a sua coerência quando compreendemos que é pela
oração que DEUS vai moldando a nossa débil vontade à suprema e soberana Vontade
dEle.

ELA É ARMA

Pela oração combatemos contra os três inimigos da alma: o mundo, a tríplice


concupiscência (concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da
vida) e o demônio.

Para as almas iniciantes, são dois os graus de oração: vocal e mental.

A ORAÇÃO VOCAL

Esse tipo de oração é caracterizada pela verbalização de palavras. A sublime oração


vocal é o Pai-Nosso. No entanto, Santa Teresa de Ávila deixa bem claro, no seu
livro Caminho de Perfeição que é impossível separar a Oração Vocal da Oração
Mental, visto que para rezarmos vocalmente devemos em nosso intelecto meditar no
que está sendo dito.

A ORAÇÃO MENTAL

Também conhecida como Meditação, a Oração Mental, é a contemplação de um Mistério


ou Verdade de Fé, através dos atos de fé, esperança e caridade, visando a
iluminação da inteligência, ou seja, que o próprio DEUS se revele. Para ficar mais
claro, a meditação dirigida vai ajudar. Essa ajuda que estamos disponibilizando é
apenas uma ferramenta para que aos poucos você vá se familiarizando com o método
até que você consiga caminhar com suas próprias pernas.

Antes e depois da oração

Muitos reclamam de distração na oração e isso acontece com a maior parte das
pessoas por culpa delas mesmas. A alta frequência com que consumimos tantas
informações nas telas de dispositivos é a principal causa da tanta dissipação.
Devemos procurar educar a nossa vontade utilizando esses meios ao nosso favor e não
para que eles nos escravizem. Para alguns, ficar em silêncio é torturante, mas a
doce recordação dos mistérios meditados na Oração Mental, vai nos ajudando a
manter-nos em comunhão com o Senhor ao longo do dia e isso será para nós auxílio na
prática das virtudes e principalmente do propósito que fizermos ao final da oração.
A Equipe do Pocket Terço está constantemente engajada na salvação das almas, e
acreditamos que com esta Meditação Dirigida você encontrará um caminho mais rápido
para sua salvação e santificação.

- SINAL DA CRUZ
Pelo sinal da Santa Cruz, livrai-nos, Deus, Nosso Senhor, dos nossos inimigos.
Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amém.

- INVOCAÇÃO AO ESPÍRITO SANTO


Vinde Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do
vosso amor. Enviai o vosso Espírito e tudo será criado. E renovareis a face da
terra.
OREMOS: Ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito
Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e
gozemos sempre da sua consolação. Por Cristo, Senhor Nosso.
Amém.

- ENCONTRA-SE CONSIGO
Silencie-se e procure perceber o que está te agitando:
- Algum barulho?
- Algum problema?
Não fuja deles, mas os entregue confiantemente ao Senhor na certeza de que em Sua
bondade está cuidando de tudo.

"Senhor, o fato de tudo isso me incomodar só evidencia a minha infinita miséria,


porque quero dar conta de tudo, quero estar sempre no controle e não sei me
abandonar, me entregar confiantemente como uma criança nos Vossos braços de Pai. À
Vossa Divina Misericórdia recorro diante das minhas misérias."

Não tenha pressa. Entregue tudo agora.

(tempo para sua oração de entrega)

Quando conseguir silenciar-se e entregar a Deus suas preocupações, siga para o


próximo passo.

- ATO DE FÉ
Agora é hora de encontrar-se com Deus. Coloque-se na presença dEle, que é tão real
quanto a sua.

"Meu Senhor e meu DEUS, creio firmemente que estás aqui diante de mim, que me vês e
que me ouves."

Novamente, não tenha pressa. Feche seus olhos e visualize Ele diante de ti,
aguardando para ter este diálogo. Imagine Nosso Senhor como na imagem do Sagrado
Coração, de braços abertos dizendo: "Vinde a mim vós todos... vinde a mim!"

(tempo para sua construção da imagem de Deus)

Quando estiver pronto, siga para o próximo passo.

- ATO DE HUMILDADE
Reconheça agora sua pequenez diante de toda a grandeza de Deus. Como o seu Criador
generoso, quem te deu tudo de graça: sua vida, suas mãos, seus olhos, sua voz... e
que tão ingratamente você usa para ofendê-LO com seus pecados. Se humilhe diante de
Deus.
"Adoro-Te com profunda reverência. Peço-Te perdão dos meus pecados. Nesta hora
deveria eu estar no inferno por causa deles; de todo o coração arrependo de Vos ter
ofendido, ó Bondade infinita."

Não se apresse. Humilhe-se diante da Infinita Grandeza de Deus, criador do céu e da


terra.

(tempo para sua oração de humilhação diante de Deus)

Quando estiver pronto, siga para o próximo passo.

- ATO DE PETIÇÃO DAS LUZES


Agora peça a Deus as graças necessárias para este momento de oração.

"Peço-Vos também, Senhor, a graça para fazer com fruto este tempo de oração. Minha
Mãe Imaculada, São José, meu Pai e Senhor, meu Santo Anjo da Guarda, intercedei por
mim."

Reze uma Ave Maria à Santíssima Virgem, afim de que nos obtenha esta luz: Ave-
Maria...
Na mesma intenção, ofereça um Glória ao Pai a São José, ao Anjo da Guarda e ao
nosso Santo Protetor: Glória ao Pai...

Quando finalizar, siga para o próximo passo.

- MEDITAÇÃO
Chegou o momento de fazer uma Leitura Orante. Escolha um trecho de algum livro ou a
própria Sagrada Escritura e leia calmamente, com muita atenção e parando nos
trechos que lhe forem mais marcantes.

Sugestões de leitura:
- Imitação de Cristo;
- Filotéia;
- Algum livro de um Santo;
- Bíblia Sagrada.

Não tenha pressa. Para uma boa Leitura Orante não é necessário terminar todo o
trecho selecionado. O objetivo não é estudar, e sim saborear o que não está
explícito no texto, mas que através dele Deus irá te falar.

Não fique somente lendo. Lembre-se que o objetivo é rezar amando.

(tempo da sua meditação: escolha sua leitura ou passe para a próxima página onde
trazemos um texto que muda diariamente)

Neste momento o Coração de Nosso Senhor está completamente voltado aos seus apelos.
Faça sinceros atos de amor, humildade, arrependimento, agradecimento. Se lhe falta
palavras, diga repetidamente o quanto você deseja crescer no amor a Ele. Peça
insistentemente a graça de fazer em tudo a Divina Vontade do Senhor.

- TEXTO PARA MEDITAÇÃO


A Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo
(Santo Afonso Maria de Ligório)

CAPÍTULO II

Rei dos mártires


1. S. Ambrósio, falando da paixão de nosso Senhor, escreve que Jesus, nas dores que
por nós sofreu, “teve êmulos; nunca, porém, imitadores” (In Lc 22). Procuraram os
santos imitar Jesus Cristo nos sofrimentos, para se tornarem semelhantes a ele, mas
qual deles chegou a igualá-lo nos seus tormentos? Ele certamente padeceu por nós
mais do que todos os penitentes, todos os anacoretas e todos os mártires, pois Deus
o encarregou de satisfazer por todos os pecados dos homens ao rigor de sua divina
justiça: “E o Senhor pôs sobre ele a iniquidade de todos nós” (Is 53,2). S. Pedro
diz que Jesus “carregou com os nossos pecados em seu corpo sobre o madeiro” (1Pd
2,24) e S. Tomás escreve que Jesus Cristo ao remir-nos não só teve em vista a
virtude e o mérito infinito que possuíam as suas dores, mas quis também sofrer uma
dor que bastasse para satisfazer plenamente e com rigor por todos os pecados do
gênero humano (III q. 46, a. 6). E S. Boaventura: “Quis sofrer tanta dor como se
tivesse feito todos os pecados”! O próprio Deus soube agravar as penas de Jesus
para que elas fosse proporcionadas ao inteiro pagamento de todas as nossas dívidas,
com o que combina o dito de Isaías: “E o Senhor quis triturá-lo na sua enfermidade”
(Is 53,10).

“Pelo que se lê na vida dos santos mártires, parece que alguns deles sofreram dores
mais acerbas que Jesus Cristo. Mas S. Boaventura diz que as dores de mártir algum
poderão ser comparadas em vivacidade às do nosso Salvador, que foram as maiores
possíveis na vida presente” (De pass. Cti.). O mesmo é confirmado por S. Tomás. “As
dores de Cristo foram as maiores possíveis na vida presente” (III q. 46, a. 6). E
S. Lourenço Justiniano diz que Nosso Senhor em cada tormento que sofreu, em razão
da acerbidade da dor, experimentou todos os suplícios dos mártires (De agon. Cti.).
Tudo isso já o predissera em poucas palavras o rei Davi, quando, falando da pessoa
de Cristo, dizia: “Sobre mim se desfechou o teu furor... Sobre mim passaram as tuas
iras (Sl 87,8-17). Assim toda a ira divina concebida contra os nossos pecados foi
descarregada sobre a pessoa de Jesus Cristo, tornando-se claro o que dele diz o
Apóstolo: “Fez-se por nós maldito” (Gl 3,13).

2. Até agora temos falado senão unicamente das dores externas de Jesus Cristo. Mas
quem poderá explanar as suas dores internas, que sobrepujaram mil vezes as
externas? Essas penas internas foram tão acerbas, que no horto de Getsêmani o
fizeram suar sangue de todo o seu corpo e afirmar que bastavam para dar-lhe a
morte: “Triste está a minha alma até à morte” (Mt 26,38). E se essa tristeza era
suficiente para matá-lo, por que não morre? Porque ele mesmo impede a morte,
responde S. Tomás, querendo conservar a vida para poder sacrificá-la pouco depois
do patíbulo da cruz. Essa tristeza do horto afligiu tão dolorosamente a Jesus
Cristo, porque ele a suportou durante sua vida inteira, visto que desde que começou
a viver teve sempre diante dos olhos os motivos de sua dor interna. Entre esses
motivos, o mais doloroso foi-lhe ver a ingratidão dos homens ao amor que lhes
testemunhava na sua paixão.

Apesar de aparecer no horto um anjo a confortá-lo, segundo S. Lucas (22,43),


contudo esse conforto em vez de aliviar-lhe a pena mais a acerbou. “O conforto não
diminuiu, mas aumentou a dor”, diz o Ven. Beda. O anjo o confortou a padecer com
mais ânimo pela salvação do homem, representando-lhe a grandeza do fruto de sua
paixão, mas não lhe diminuiu a grandeza da dor. Imediatamente depois da aparição do
anjo, escreve o evangelista, Jesus entrou em agonia e suou sangue em abundância,
chegando a molhar a terra. (Lc 22,43 e 44).

S. Boaventura afirma que a dor de Jesus chegou ao auge, de maneira que o aflito
Senhor ao ver as penas que devia sofrer no fim de sua vida ficou tão espavorido que
suplicou a seu Pai que o livrasse desse tormento: “Meu Pai, se for possível, passe
de mim este cálice” (Mt 26,39). Isso ele o diz não para se ver livre de tal pena,
já que ele se oferecera a sofrê-la espontaneamente: “Foi oferecido porque ele mesmo
o quis”, mas para nos fazer compreender a angústia que sentia, submetendo-se a essa
morte tão dolorosa para os sentidos. Seguindo, porém, a razão, ele, tanto para
secundar a vontade do Pai, como para obter-nos a salvação que tanto desejava,
ajuntou imediatamente: “Contudo não se faça como eu quero, mas como vós o quereis”.
E continuou a rezar assim e a resignar-se: “E rezou pela terceira vez, repetindo as
mesmas palavras” (Mt 26,39 e 44).

__________
Caso queira ler todo este livro, acesse:
[Link]/a-paixao-de-nosso-senhor-jesus-cristo

- PEDIDO DE DONS
Neste passo, peça os dons que mais precisa: o amor verdadeiro a Ele, a sua
conversão, uma fé viva, um verdadeiro ódio ao pecado, a pequenez dos grandes
santos, a pureza dos mártires, a perseverança, a fidelidade, as virtudes da
paciência, da ordem, castidade...

Como você está diante dEle, aproveite para ser como uma criança que nada no mundo
lhe preocupa ou tem importância, ao menos por um breve momento. Faça sua breve
oração pedindo a Deus apenas dons espirituais, em especial a salvação de sua alma.

(tempo para sua oração)

Depois de pedir as graças para sua alma, siga para o próximo passo.

- PROPÓSITO
Depois de pedir, faça um propósito particular de evitar alguma falha mais
frequente, como por exemplo, a murmuração ou a falta de paciência. Somos
imperfeitos e cheios de vícios, então veja aquele que é mais difícil de corrigir ou
superar e faça um propósito diante dEle.

(tempo para formular seu propósito)

Quando fizer seu propósito, siga para o próximo passo.

- AGRADECIMENTO E SÚPLICA
Agradeça a Ele por sua família e amigos. Peça a Ele pelos sacerdotes, pelas almas
do purgatório e pelos pobres pecadores.

(oração espontânea)

Depois reze: Pai-Nosso... Ave-Maria...

Finalize pedindo o auxílio para realizar o seu propósito:

"Senhor, eu Vos agradeço as luzes e os afetos que me destes nesta meditação e Vos
peço perdão das faltas nela cometidas. Eu Vos ofereço as resoluções que com a vossa
graça acabo de tomar, e resolvido estou a executá-las, custe o que custar. Pelos
merecimentos de Jesus Cristo e pela intercessão de Maria Santíssima, dai-me a força
de por fielmente em prática as resoluções que tomei."

Encerre com o Sinal da Cruz.

Baixe o Pocket Terço para seu celular, é grátis! [Link]

Você também pode gostar