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Patologias Infectocontagiosas Orais

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CENTRO UNIVERSITÁRIO FIS (UniFIS)

CURSO DE BACHARELADO EM ODONTOLOGIA


DISCIPLINA DE ESTOMATOLOGIA

Doenças Infectocontagiosas
Infecções Virais
Prof. Me. Adriano Referino da Silva Sobrinho

Serra Talhada, 2024.


Principais patologias
causadas por agentes
virais na cavidade bucal

• HIV;
• Herpesvirus Simples;
• Mononucleose Infecciosa;
• Doença Mão-Pé-e-Boca.
Herpesvirus Humano (HHV)
• Significado grego “rastejar” ou “arrastar”;
• Família Herpetoviridae, tipo Herpesimples mais comum;
• Humanos são os únicos reservatórios naturais para esses vírus,
que são mundialmente endêmicos e compartilham muitas
características;
• Todos os oito tipos causam infecção primária e se mantêm
latentes no interior de células por toda a vida;
• Quando reativados, provocam infecções recorrentes sintomáticas ou
assintomáticas.
• São transmitidos por saliva ou secreções genitais.
Herpesvirus Simples (HSV)
Tipo I (HSV-1 ou HHV-1) e Tipo 2 (HSV-2 ou HHV-2)
HSV-1 HSV-2
• Dissemina-se predominantemente • Adapta-se melhor às regiões genitais,
através da saliva ou de lesões periorais sendo transmitido, predominantemente,
ativas; através do contato sexual, e envolve
caracteristicamente a genitália e a pele
• Adapta-se melhor e atua de forma mais abaixo da cintura;
eficiente nas regiões oral, facial e • Podem ocorrer exceções às regras;
ocular;
• Os locais envolvidos mais • As lesões clínicas e as alterações
frequentemente são a faringe, as teciduais produzidas pelos dois tipos
regiões intraorais, os lábios, os olhos e são idênticas;
a pele acima da cintura. • Os vírus são tão semelhantes que os
anticorpos direcionados contra um tipo
fazem reação cruzada contra o outro;
• Os anticorpos para um dos tipos
diminuem a chance de infecção pelo
outro; caso a infecção ocorra, as
manifestações são frequentemente
menos acentuadas.
Infecção primária pelo HSV-1
• A exposição inicial de um indivíduo sem anticorpos chama-se
infecção primária;
• Ocorre caracteristicamente em faixas etárias jovens, frequentemente
assintomática, e geralmente não causa morbidade significativa.
• O vírus segue pelos nervos sensitivos e é transportado para os
gânglios sensitivos associados ou, menos frequentemente, para
os gânglios autonômicos, e permanece em estado latente;
• O gânglio trigêmeo representa a região de latência mais frequente.
• O vírus utiliza os axônios dos neurônios sensitivos para se
deslocar e atingir a pele ou mucosa periférica.
Infecção Secundária pelo HSV-1
• Também chamada de Recorrente/Recrudescente;
• Ocorre com a reativação do vírus, embora muitos pacientes possam apresentar
apenas a liberação do vírus na saliva;
• As recidivas sintomáticas são comuns e afetam o epitélio inervado pelo gânglio
sensitivo;
• A transmissão para um indivíduo não-infectado pode ocorrer facilmente durante os
períodos de liberação assintomática do vírus ou a partir de lesões ativas;
• Várias condições, como idade avançada, luz ultravioleta, estresse físico ou
emocional, fadiga, calor, frio, gravidez, alergia, trauma, tratamento odontológico,
doenças respiratórias, febre, menstruação, doenças sistêmicas, ou neoplasias
malignas, têmsido associadas à reativação do vírus;
• Somente a exposição à luz ultravioleta explicitamente tem demonstrado induzir lesões de
forma experimental.
• Mais de 80% das infecções primárias se apresentam assintomáticas e a reativação
assintomática da infecção viral é muito mais comum do que as recidivas clínicas.
• Nos casos sintomáticos, os indivíduos expostos ao HSV-1 em
idades precoces tendem a apresentar gengivoestomatite; aqueles
com exposição inicial em uma faixa etária mais avançada
frequentemente manifestam faringotonsilite.
Infecção pelo HSV-2
• Os anticorpos para o HSV-1 diminuem as chances de infecção
pelo HSV-2 ou atenuam os sintomas;
• A exposição ao HSV-2 está diretamente relacionada à atividade
sexual;
• A maioria das infecções iniciais ocorre entre os 15 e 35 anos de
idade;
• O vírus é associado à outras condições, como eritema multiforme,
ulcerações aftosas e carcinomas orais.
Características Clínicas da Infecção pelo HSV

Gengivoestomatite Herpética Primária Aguda (Herpes primário)


• Padrão mais comum de infecção primária sintomática pelo HSV, e mais de
90% dos casos são resultantes da infecção pelo HSV-1;
• Outras manifestações das infecções primárias incluem faringite parecida com resfriados
comuns;
• A maioria dos casos ocorre entre os 6 meses e 5 anos de idade, com pico de
prevalência entre os 2 e 3 anos de idade;
• Não há relatos de casos em pacientes com mais de 60 anos de idade.
• O desenvolvimento antes dos 6 meses de idade é raro por causa da proteção pelos
anticorpos anti-HSV maternos.
• O início é abrupto e frequentemente acompanhado por linfadenopatia
cervical anterior, calafrios, febre (39,4° a 40,5°C), náusea, anorexia,
irritabilidade e lesões orais dolorosas.
Características Clínicas da Infecção pelo HSV

Gengivoestomatite Herpética Primária Aguda (Herpes primário)

1. Inúmeras vesículas
puntiformes que rompem
rapidamente;
2. Úlceras amareladas
recobertas por fibrina
amarelada;
3. Gengiva aumentada,
dolorosa e eritematosa.
Características Clínicas da Infecção pelo HSV

Gengivoestomatite Herpética Primária Aguda (Herpes primário)


Características Clínicas da Infecção pelo HSV

Gengivoestomatite Herpética Primária Aguda (Herpes primário)


• Os casos brandos geralmente se resolvem dentro de 5 a 7 dias; os casos
graves podem persistir por 2 semanas;
• Ceratoconjuntivite, esofagite, pneumonia, meningite e encefalite representam
complicações raras;
• Em adultos alguns casos podem se manifestar como faringotonsilites, e
incluir sintomas iniciais como dor de garganta, febre, mal-estar e cefaleia,
afetando as amígdalas e parede posterior da faringe, numerosas vesículas
pequenas, as quais se rompem rapidamente, para formar várias ulcerações
rasas (forma-se um exsudato amarelo-acinzentado difuso sobre as úlceras);
• A maioria destas infecções relaciona-se ao HSV-1, e a apresentação clínica assemelha-se
bastante a uma faringite secundária a estreptococos ou à mononucleose infecciosa,
tornando a sua verdadeira frequência difícil de determinar.
Características Clínicas da Infecção pelo HSV
Infecções recorrentes pelo herpes simples (herpes secundário, herpes
recrudescente)
• Ocorre no local de inoculação primário ou em áreas inervadas pelo gânglio envolvido;
• A localização mais comum de recidiva para o HSV-1 é a borda do vermelhão e a pele adjacente dos lábios. Essa infecção é
conhecida como herpes labial (“lesões do frio” ou “vesículas da febre);
• 15% a 45% dos pacientes apresentem história de herpes labial;
• Em alguns pacientes, a luz ultravioleta ou o traumatismo podem desencadear as recidivas.
• Os sinais e sintomas prodrômicos (p. ex., dor, ardência, prurido, formigamento, calor localizado, eritema do epitélio
envolvido) aparecem de 6 a 24 horas antes do desenvolvimento das lesões;
• Desenvolvem-se múltiplas pápulas pequenas e eritematosas, que formam grupamentos de vesículas que se rompem e
formam crostas dentro de 2 dias. A cicatrização ocorre entre 7 e 10 dias.
• O rompimento mecânico de vesículas intactas e a liberação do líquido contendo vírus podem resultar na disseminação das
lesões nos lábios previamente fissurados pela exposição ao sol. As recidivas na pele do nariz, mento ou bochechas são
menos comuns. A maioria dos indivíduos afetados experimenta aproximadamente duas recidivas por ano, mas uma
pequena porcentagem pode apresentar episódios mensais ou até mais frequentes.
• Ocasionalmente, algumas lesões surgem quase imediatamente após um fator desencadeante conhecido, sem serem
precedidas por quaisquer sintomas prodrômicos.
• Essas recidivas que se desenvolvem rapidamente tendem a responder menos favoravelmente ao tratamento.
Características Clínicas da Infecção pelo HSV
Infecções recorrentes pelo herpes simples (herpes secundário, herpes
recrudescente)
Características Clínicas da Infecção pelo HSV
Infecções recorrentes pelo herpes simples (herpes secundário, herpes
recrudescente)
• As recidivas também podem afetar a
mucosa oral, principalmente em mucosa
ceratinizada, aderida ao osso (gengiva
inserida e palato duro).
Características Clínicas da Infecção pelo HSV

Panarício Herpético (Paroníquia Herpética)


Diagnóstico da Infecção pelo HSV
• Os testes laboratoriais para detecção de antígenos do HSV pela técnica direta de
fluorescência ou a detecção do DNA viral pela reação em cadeia de polimerase (PCR) em
espécimes de lesões ativas são utilizados;
• Os testes sorológicos para os anticorpos do HSV são positivos entre 4 e 8 dias após a
exposição inicial;
• A biópsia do tecido e o esfregaço citológico são dois dos procedimentos diagnósticos mais
utilizados, sendo o estudo citológico o menos invasivo e o de melhor custo-benefício.
Tratamento da Infecção pelo HSV
Vírus da Imunodeficiência Humana
(HIV) e Síndrome da
Imunodeficiência Adquirida (AIDS)
Vírus HIV
• Vírus RNA, que pode ser de dois tipos: HIV-1(mais agressivo e
contagioso) e HIV-2;
• Encontra-se na maioria dos fluidos corporais (soro, sangue, saliva,
sêmen, lágrima, urina, leite materno, e nas secreções do ouvido e
da vagina);
• Transmite-se por via sexual (principalmente);
• Tem como principal alvo o linfócito T CD4+ auxiliar.
Epidemiologia do HIV/AIDS

Novos casos em 2022.


Epidemiologia do HIV/AIDS
• Em 2022,
• 39 milhões [33,1 milhões – 45,7 milhões] de pessoas no globalmente
vivendo com o HIV em 2022..
• 1,3 milhão [1 milhão – 1,7 milhão] de pessoas foram recém-infectadas
com o HIV em 2022.
• 630 mil [480 mil – 880 mil] pessoas morreram de doenças relacionadas
à AIDS em 2022.
• 29,8 milhões de pessoas estavam recebendo terapia antirretroviral em
2022.
• 85,6 milhões [64,8 milhões – 113 milhões] de pessoas foram infectadas
pelo HIV desde o início da epidemia.
• 40,4 milhões [32,9 milhões – 51,3 milhões] de pessoas morreram de
doenças relacionadas à AIDS desde o início da epidemia.
Epidemiologia do HIV/AIDS
• As novas infecções por HIV foram reduzidas em 59% desde o
pico, em 1995.
• Em 2022, cerca de 1,3 milhão [1 milhão – 1,7 milhões] de pessoas foram
recém-infectadas pelo HIV em comparação às 3,2 milhões [2,5 milhões –
4,3 milhões] em 1995.
• Mulheres e meninas foram por 46% de todas as pessoas recém-
infectadas em 2022.
• Desde 2010, novas infecções pelo HIV diminuíram em 38%, de 2,1
milhões [1,6 milhão – 2,8 milhões] para 1,3 milhão [1 milhão – 1,7
milhão] em 2022.
• Desde 2010, as novas infecções por HIV em crianças diminuíram em
58%, de 310 mil [210 mil – 490 mil] em 2010 para 130 mil [90 mil –
210 mil] em 2022.
Epidemiologia do HIV/AIDS
• Houve redução de 69% de mortes relacionadas à AIDS desde o
pico em 2004 e de 51% desde 2010.
• Em 2022, cerca de 630 mil [480 mil – 880 mil] pessoas
morreram por doenças relacionadas à AIDS no mundo, em
comparação com 2 milhões [1,5 milhão – 2,8 milhões] de pessoas
em 2004 e 1,3 milhão [970 mil – 1,8 milhão] de pessoas em
2010.
• Desde 2010, a mortalidade relacionada à AIDS reduziu 55%
entre mulheres e meninas e 47% entre homens e meninos.
Epidemiologia do HIV/AIDS
• Globalmente (2022), a prevalência media de infecção por HIV
entre a população adulta (idades entre 15-49) era de 0,7%.
Entretanto, a prevalência média foi maior entre as populações-
chave. Sendo:
• 2,5% entre profissionais do sexo
• 7,5% entre homens gays e homens que fazem sexo com outros homens
• 5% entre pessoas que fazem uso de drogas injetáveis
• 10,3% entre pessoas trans
• 1,4% entre pessoas em privação de liberdade.
Características clínicas do HIV/da AIDS
• Estágios: fase aguda, fase crônica (ou de latência) e AIDS;
• Fase aguda:
• Assintomático ou Síndrome Retroviral Aguda;
• Desenvolve-se em 1 a 6 meses após a infecção;
• Sintomas: linfadenopatia generalizada, faringite, febre, erupção maculopapular,
cefaleia, mialgia, artralgia, diarreia, fotofobia e neuropatias periféricas;
• Eritema da mucosa e ulcerações focais;
• Altas taxas de viremia e extrema transmissão.
Características clínicas do HIV/da AIDS
• Fase crônica (de latência):
• Resposta imune que diminui a viremia;
• Varia de meses a 15 anos (média de 10 anos);
• Geralmente assintomática, mas pode apresentar linfadenopatia
generalizada persistente (LGP).
Características clínicas do HIV/da AIDS
• AIDS:
• Inicia-se com a diminuição da contagem de linfócitos T CD4+ auxiliares;
• Os sintomas que compreendem o CRA (Complexo relacionado à AIDS),
incluem febre crônica, perda de peso, diarreia, candidíase oral, herpes-
zóster e/ou leucoplasia pilosa oral; e já podem começar ao final da fase
crônica.
• Associados ao CRA aparecem infecções oportunistas e processos
patológicos.
Lesões fortemente associadas à infecção
HIV
Candidíase
Lesões fortemente associadas à infecção
HIV
Leucoplasia Pilosa Oral (LPO)
• Associada ao vírus Epstein bar
(EBV ou HHV-4) em pacientes
com AIDS;
• Sinal de imunossupressão
grave, doença grave e
altamente sugestiva de
infecção pelo HIV.
Lesões fortemente associadas à infecção
HIV
Características Clínicas da LPO
• Placa branca não-destacável;
• Mais frequente em borda de
língua;
• Pode aparecer como tênues
estrias brancas verticais ou
áreas espessas e corrugadas;
• Em casos raros, a lesão pode
recobrir toda a extensão da
língua, na lateral ou no dorso.
Lesões fortemente associadas à infecção
HIV
LPO: Estrias brancas verticais LPO: Áreas espessas e corrugadas
Lesões fortemente associadas à infecção
HIV
Características Histopatológicas da LPO
• Hiperqueratose;
• Acantose;
• Células balonizantes (citoplasma abundante);
• Não há displasia;
• O diagnóstico pode ser clínico em pacientes sabidamente
infectados pelo HIV;
• Quando outros métodos diagnósticos são necessários, pode ser feita
PCR, imuno-histoquímica, hibridização in situ ou microscopia eletrônica.
Lesões fortemente associadas à infecção
HIV
Tratamento e Prognóstico da LPO
• Não requer tratamento, a não ser em casos de desconfortos leves
e/ou estéticos;
• Terapia sistêmica contra o HHV-4;
• Terapia contra HIV/AIDS reduz a prevalência dessas lesões.
Lesões fortemente associadas à infecção
HIV
Sarcoma de Kaposi (KS)
• Neoplasia de endotélio
vascular causado pelo HHV-8;
• O vírus tem tropismo por
células orais e orofaríngeas,
sendo a cavidade oral um
reservatório significativo e a
saliva a principal via de
transmissão.
Lesões fortemente associadas à infecção
HIV
Características Clínicas do KS
• Múltiplas lesões de pele ou na
mucosa oral, com ou sem
envolvimento visceral;
• Nos casos de KS associado à AIDS,
as lesões tem preferência pela face
e membros inferiores;
• Máculas vermelho-purpúras ou
marrons, que se tornam placas ou
nódulos.
• Diascopia negativa.
• Na cavidade oral, há preferência
pelo palato, gengiva e língua.
Lesões fortemente associadas à infecção
HIV
Características Clínicas do KS
Lesões fortemente associadas à infecção
HIV
Características Clínicas do KS
• À medida em que as lesões
crescem, apresentam
crescimento exofítico e tornam
massas necróticas com ou sem
dor e sangramento.
Lesões fortemente associadas à infecção
HIV
Diagnóstico do KS Tratamento e Prognóstico do KS
• Biópsia necessária para • Terapia para HIV costuma
diagnóstico definitivo; regredir as lesões à medida
• Fazem diagnóstico diferencial em que o quadro imunológico
com angiomatose bacilar e volta ao normal.
linfoma em pacientes com HIV.
Lesões fortemente associadas à infecção
HIV
Linfadenopatia Generalizada
Persistente (LGP)
• Sinal clínico precoce que dura
mais de 3 meses;
• Afeta mais comumente os
linfonodos cervicais
anteriores e posteriores,
submandibulares, occipital e
axilares;
• Os linfonodos apresentam-se
flutuantes e edemaciados (de
0,5 a 5 cm).
Lesões fortemente associadas à infecção
HIV
Linfadenopatia Generalizada
Persistente (LGP)
• Sinal clínico precoce que dura
mais de 3 meses;
• Afeta mais comumente os
linfonodos cervicais
anteriores e posteriores,
submandibulares, occipital e
axilares;
• Os linfonodos apresentam-se
flutuantes e edemaciados (de
0,5 a 5 cm).
Lesões fortemente associadas à infecção
HIV
Linfadenopatia Generalizada
Persistente (LGP)
• Requer biópsia para
diagnóstico definitivo;
• Embora não muito preditiva
quanto a candidíase e a
LPO, indica progressão
para AIDS em até 5 anos.
Lesões fortemente associadas à infecção
HIV
Linfoma Não-Hodgkin (LNH)
• Neoplasia maligna mais comum em pacientes com AIDS;
• Mais comumente advém de células B, agressivas e de alto grau.
• Associado ao EBV, ou em alguns subtipos, ao HHV-8.
Lesões fortemente associadas à infecção
HIV
Linfoma Não-Hodgkin (LNH)
Lesões fortemente associadas à infecção
HIV
Características clínicas do LNH
• Na cavidade oral, aparecem em
4% dos casos de pacientes
HIV+;
• Geralmente afetam gengiva,
palato e língua;
• Nos casos intra-ósseos, pode
simular doenças periodontais
levando à perda desse tecido.
Lesões fortemente associadas à infecção
HIV
Características clínicas do LNH
• Na cavidade oral, aparecem em
4% dos casos de pacientes
HIV+;
• Geralmente afetam gengiva,
palato e língua;
• Nos casos intra-ósseos, pode
simular doenças periodontais
levando à perda desse tecido.
Lesões fortemente associadas à infecção
HIV
Tratamento do LNH
• Terapia para HIV.
Lesões fortemente associadas à infecção
HIV
Doença Periodontal Associada ao HIV
• Padrões atípicos de doença periodontal associada ao HIV:
• Eritema linear gengival;
• Gengivite Ulcerativa Necrosante (GUN);
• Periodontite Ulcerativa Necrosante (PUN).
Lesões fortemente associadas à infecção
HIV
Eritema Linear Gengival
• Resposta imune anormal do
hospedeiro às bactérias
subgengivais;
• Faixa linear de eritema que envolve
a gengiva marginal livre e se
estende por 2 a 3 mm na direção
apical;
• Essa hipótese diagnóstica surge
quando a gengivite não responde à
controle do biofilme e/ou há um alto
grau de eritema;
• Tratamento com clorexidina.
Lesões menos frequentemente associadas
à infecção HIV
• Infecção micobacteriana;
• Hiperpigmentação;
• Doença das glândulas salivares associadas ao HIV;
• Trombocitopenia;
• HSV, Vírus da Varicela-Zóster e HPV;
• Histoplasmose;
• Ulcerações aftosas;
• Molusco contagioso;
• CEC.
Diagnóstico do HIV/AIDS
• Confirmação da infecção: Imunoensaio enzimático (EIA) para
detecção de anticorpos do HIV;
• A AIDS é diagnosticada quando o paciente apresenta exame
laboratorial positivo para HIV combinada com alguma das
seguintes condições:
1. Contagem de linfócitos TCD4+ inferior a 200 células por microlitro;
2. Porcentagem total de linfócitos TCD4+ menor do que 14;
3. Alguma das condições definidoras de AIDS.
Condições definidoras de AIDS
• 1. Infecções bacterianas, múltiplas ou recorrentes • 16. Linfoma de Burkitt (ou termo equivalente)
• 2. Candidíase dos brônquios, traqueia ou pulmões • 17. Linfoma imunoblástico (ou termo equivalente)
• 3. Candidíase esofagiana • 18. Linfoma primário do cérebro
• 4. Câncer cervical invasivo • 19. Complexo Mycobacterium avium ou M. kansasii, disseminado ou
extrapulmonar
• 5. Coccidioidomicose disseminada ou extrapulmonar
• 20. Mycobacterium tuberculosis, em qualquer local (pulmonar ou
• 6. Criptococose extrapulmonar extrapulmonar)
• 7. Criptosporidiose intestinal crônica (> 1 mês de duração) • 21. Mycobacterium, outras espécies ou espécies não identificadas,
disseminada ou extrapulmonar
• 8. Citomegalovirose (sem ser no fígado, baço ou linfonodos)
• 22. Pneumonia por Pneumocystis carinii
• 9. Retinite induzida por citomegalovírus (com perda da visão)
• 23. Pneumonia recorrente
• 10. Encefalopatia relacionada ao HIV
• 24. Leucoencefalopatia multifocal progressiva
• 11. Herpes simples: úlcera crônica ou úlceras (> 1 mês de duração) ou
bronquite, pneumonite ou esofagite • 25. Septicemia por Salmonella recorrente
• 12. Histoplasmose disseminada ou extrapulmonar • 26. Toxoplasmose cerebral, com aparecimento no paciente com mais de um
mês de idade
• 13. Isosporíase intestinal crônica (> 1 mês de duração)
• 27. Síndrome consumptiva relacionada à AIDS
• 14. Sarcoma de Kaposi (SK)
• 15. Pneumonia intersticial linfoide ou complexo de hiperplasialinfoide
pulmonar
Tratamento e Prognóstico do HIV/AIDS
• Ainda não há terapia capaz de curar a infecção!
• Terapia Antirretroviral Combinada (cART) resultou em queda
significativa da morbidade e mortalidade pelas condições;
• Essa terapia é capaz de levar à carga viral à níveis indetectáveis e
reestabelecimento da imunidade, evitando desenvolvimento da infecção
para AIDS, óbito e transmissão do vírus.
• Em estágios avançados da doença promove a síndrome da reconstituição
imune (piora momentânea da doença);
• O uso prolongado promove doenças cardiovasculares, hepáticas, renais e
neoplasias malignas associadas ou não ao HIV.
Terapia Antirretroviral
• 1. Inibidores da transcriptase reversa • 5. Inibidores de integrasse
nucleosídicos • Raltegravir (Isentress®), dolutegravir (Tivicay®)
• Abacavir (Ziagen®), didanosina (Videx®), e elvitegravir (experimental)
entricitabina(Emtriva®), lamivudina (Epivir®),
estavudina (Zerit®), tenofovir (Viread®), • 6. Inibidores da CCR5
zalcitabina (Hivid®) e zidovudina(Retrovir®) • Maraviroc (Selzentry®) e vicriviroc
(experimental)
• 2. Inibidores da transcriptase reversa não
nucleosídicos • 7. Terapia antirretroviral combinada
• Delavirdina (Rescriptor®), efavirenz (Sustiva®), • Abacavir + lamivudina (Epzicom®), elvitegravir
etravirina (Intelence®), nevirapina (Viramune®) e + cobicistat + entricitabina + tenofovir
rilpivirina (Edurant®) (Stribild®), entricitabina + tenofovir + rilpivirina
(Complera®), lopinavir + ritonavir (Kaletra®),
• 3. Inibidores de protease emtricitabina + tenofovir (Truvada®),
• Atazanavir (Reyataz®), darunavir (Prezista®), emtricitabina + tenofovir + efavirenza
fosamprenavir(Lexiva®), indinavir (Crixivan®), (Atripla®), zidovudina + abacavir + lamivudina
nelfinavir (Viracept®), ritonavir (Norvir®), (Trizivir®) e zidovudina + lamivudina
saquinavir (Invirase®) e tipranavir(Aptivus®) (Combivir®)
• 4. Inibidores da fusão
• Enfuvirtida (Fuzeon®)
Prevenção da Infecção pelo HIV
• Profilaxia pré-exposição (PrEP):
pessoas acima dos 15 anos de
idade, sexualmente ativas e
com risco aumentado para o
HIV;
• Distribuído pelo SUS;
• Requer indicação médica.
Prevenção da Infecção pelo HIV
• Profilaxia Pós-Exposição ao HIV
(PEP);
• Uso habitual e correto de
preservativos.
Mononucleose
Infecciosa
Características clínicas da MI
• Também conhecida como “mono”,
“febre glandular” ou “doença do
beijo”;
• Sintomática e resultante da
infecção pelo vírus Epstein Bar
(EBV ou HHV-4);
• Permanece hospedeiro por toda a
vida e pode ser transmitida na
própria família;
• Em adultos, transmitida pelo contato
com a saliva (ex. beijos).
• Em crianças é assintomática e em
adultos é frequentemente
sintomática.
Características clínicas da MI
• Sintomas iniciais: febre, linfadenopatia, faringite e tonsilite;
• Complicações raras incluem: trombocitopenia, anemia hemolítica
imune, alterações neurológicas, miocardite, etc.
Características clínicas da MI
• Um sinal frequente é o
aumento das tonsilas, às
vezes com exsudato difuso
na superfície e abscessos
secundários.
Características clínicas da MI
• De forma menos comum,
podem surgir petéquias no
palato mole transitórias que
desaparecem em até 48 horas;
• Pode aparecer GUN e MUN.
Diagnóstico da MI
• Manifestações clínicas + linfocitose no exame sanguíneo;
• Pode-se solicitar exame para dectetar infecção pelo EBV.
Tratamento e Prognóstico da MI
• Regressão da sintomatologia entre 4 a 6 semanas;
• Orientar o paciente a manter hidratação e nutrição adequadas.
Doença
Mão-Pé-e-Boca
Características Clínicas da Doença
Mão-Pé-e-Boca
• Enterovirose;
• Erupções cutâneas e lesões orais, acompanhadas por tosse,
rinorreia, anorexia, vômito, diarreia, mialgia e cefaleia;
• As lesões afetam a cavidade oral e as superfícies plantar e palmar;
• As lesões surgem como máculas eritematosas que evoluem para
vesículas e cicatrizam na forma de crostas.
Características Clínicas da Doença
Mão-Pé-e-Boca
Diagnóstico e Tratamento da
Doença Mão-Pé-e-Boca
• Diagnóstico se baseia nas manifestações clínicas;
• A doença é autolimitada e sem complicações graves;
• Pode-se prescrever antipiréticos (sem aspirina) e anestésicos tópicos
como cloridrato de diclonina.
Referências Bibliográficas
• [Link]
• NEVILLE, Brad W. et al. Patologia oral e maxilofacial. 5ª. Rio de
Janeiro: Elsevier, 2021, 912 p.

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