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Higiene Ocupacional e Saúde do Trabalhador

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10/04/2024, 20:20 Ead.

br

1.00

ERGONOMIA DO TRABALHO
HIGIENE OCUPACIONAL
Autor: Esp. Jaime Luiz Major
Revisor: Diego Augusto de Jesus Pacheco

INICIAR

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introdução
Introdução
Vivemos em um tempo no qual, mesmo com todo o aparato de normas e
regulamentos implantados na tentativa de reduzir acidentes e doenças
relacionadas ao trabalho, o trabalhador continua a sofrer os danos causados
por ambientes de trabalho cada vez mais nocivos a sua saúde.
Constantemente nos deparamos com áreas de trabalho nas quais os
funcionários estão desprotegidos dos riscos ambientais prejudiciais a sua
saúde. Sendo assim, a higiene ocupacional vem contribuir para evitar essas
situações por meio da atuação que promove o bem-estar do trabalhador,
criando condições para a qualidade de vida e evitando que, devido à função
ou à atividade, as doenças do trabalho aconteçam.

Desenvolver um programa, cujo objetivo seja cuidar da saúde do trabalhador,


que avalie, reconheça e controle os riscos prejudiciais à saúde compreendidos
no ambiente em que a atividade acontece, bem como as próprias condições
de trabalho, é função da Higiene Ocupacional, que busca proporcionar aos
trabalhadores locais “sadios” mais segurança, preservando a saúde e o meio
no qual atuam. Sem a prática preventiva básica nas áreas de trabalho, não é
possível solucionar os problemas de doenças ocupacionais, por isso a Higiene
Ocupacional é de grande importância.

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Higiene
Ocupacional

As doenças ocupacionais já são conhecidas desde a antiguidade, e, com o


passar do tempo, a relação entre as atividades realizadas pelos trabalhadores
e os problemas de saúde foram aumentando, o que fez com que as
instituições se tornassem mais fortes. Se traçarmos uma linha avaliativa sobre
o estudo das doenças ocupacionais ao longo da história, veremos as
primeiras observações realizadas com os trabalhadores nas minas de
extração de minérios, expostos ao sulfeto de mercúrio.

Além destes, outros estudos relacionados aos males pulmonares causados


nas minas de carvão foram realizados, mas somente na década de 1700 é que
surgem estudos mais formais associando as doenças à ocupação do
trabalhador, sendo isso possível por conta da Revolução Industrial, que
favoreceu um aumento de pessoas atuando nas indústrias, expostas a todos
os tipos de riscos e sujeitas às mais diferentes doenças, pois atuavam em
ambientes impróprios para o trabalho, como antigos galpões, velhos
depósitos e estábulos, que foram ajustados para realizar o processo
industrial.

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Em meados da década de 1898, surge o primeiro trabalho de avaliação de


contaminação por chumbo, seguido de avaliação de danos causados pelo
monóxido de carbono, testado em ratos. Com a urgência de trabalho nas
fábricas de munições exigida na Primeira Guerra Mundial, os trabalhos se
tornaram ruins, dando origem ao entendimento de que, se as condições de
trabalho forem precárias, isso refletirá negativamente na saúde do
trabalhador e, consequentemente, na produtividade. Essa compreensão levou
à criação de um comitê de saúde dos trabalhadores, gerando formas de
trabalho com base na ergonomia, na psicologia, no bem-estar dos
funcionários e nos regimes de trabalho em turnos. Nos Estados Unidos, a
Higiene Industrial se desenvolveu nas indústrias e na saúde pública,
crescendo rapidamente durante a Segunda Guerra Mundial devido à
necessidade da guerra.

Em 1970, a Lei de Segurança e Saúde Ocupacional (EUA) e a Lei de Segurança


e Saúde no Trabalho (Reino Unido) estabeleceram a direção para a legislação
baseada na Avaliação de Risco e Desempenho. Após isso, a prática de higiene
relacionada à ocupação do trabalhador cresceu e se desenvolveu em outros
países, com foco em riscos químicos e físicos, e, a partir de 2000, alguns
países se reuniram e criaram uma associação com vistas ao desenvolvimento
de técnicas modelo, permitindo que se pudesse realizar a avaliação da
exposição dos trabalhadores aos riscos. Paralelamente a isso, técnicas
acabaram sendo desenvolvidas com a finalidade de avaliar e estabelecer
controle sobre os riscos existentes.

Introdução à Higiene Ocupacional


Ao examinarmos a história da higiene ocupacional e sua evolução, verificamos
que a compreensão sobre o controle dos riscos para a saúde do trabalhador
demandam maiores entendimentos, pois, para desenvolver as atividades de
trabalho livre dos danos causados à saúde e ao bem-estar, não prejudicando,
assim, a produtividade em função das condições de trabalho existentes, a
Higiene Ocupacional busca assegurar que os trabalhadores realizem suas
atividades em locais saudáveis, preservando a saúde e o meio ambiente de

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trabalho, reconhecendo, avaliando e mantendo sob controle os riscos


advindos do trabalho ou das condições em que ele é realizado.

A Higiene do Trabalho é uma área da segurança e medicina do trabalho que


busca descrever as formas de prevenção dos problemas relacionados à saúde
do trabalhador no ambiente em que exerce a atividade, evitando que os
trabalhadores sejam expostos a substâncias nocivas e controlando, na
produção, os agentes de riscos que atingem a saúde dos empregados, seja
em curto ou em longo prazo. Além disso, a Higiene Ocupacional possibilita
que a empresa mantenha seus funcionários saudáveis, concentrando suas
energias e aplicando os seus recursos na execução das atividades de trabalho,
pois este ambiente, quando confortável, pode evitar outras complicações à
saúde do trabalhador, como a fadiga, a falta de atenção, a ansiedade e o
estresse, que podem causar queda de eficiência e baixa na produtividade.
Portanto, é importante entender qual a diferença entre a Higiene Ocupacional
e a Segurança do Trabalho e as formas de atuação de cada uma delas na
preservação da saúde e do bem-estar dos trabalhadores.

A Higiene do Trabalho atua avaliando os riscos existentes no ambiente de


trabalho, enquanto a Segurança do Trabalho tem a sua atuação em todas as
etapas da prevenção e estabelecimento dos controles dos riscos. Por isso, a
Higiene Ocupacional é de extrema importância também para a Segurança do
Trabalho, além da preservação da saúde dos trabalhadores, que diariamente,
nos ambientes de trabalho, estão expostos a diversos riscos ocupacionais,
somando-se ainda os riscos químicos, físicos, biológicos, ergonômicos e
mecânicos, sem citarmos os riscos relacionados à falta de equipamentos de
proteção individual e coletiva nessas áreas.

Definição da Higiene Ocupacional


A Higiene Ocupacional é a disciplina cuja responsabilidade é a avaliação e
análise dos riscos ocupacionais, promovendo as medidas de correção e
prevenção dos riscos existentes no ambiente de trabalho, garantindo, assim,
a saúde do trabalhador. É conhecida como Higiene do Trabalho ou Higiene

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Industrial e é definida, de acordo com a American Conference of Governmental


Industrial Hygienists – ACGIH, como:

Ciência e arte do reconhecimento, avaliação e controle dos fatores


ou tensões ambientais originados do, ou no, local de trabalho que
podem causar doenças, prejuízos à saúde e bem-estar, desconforto
e ineficiência significativas entre os trabalhadores ou entre os
cidadãos da comunidade” (SALIBA, 2015, p. 9).

O termo Higiene Ocupacional foi definido em uma conferência ocorrida em


1986, dando definição à prevenção de doenças originadas nos ambientes de
trabalho. Porém sua área de atuação, devido ao seu crescimento, fez com que
fosse necessário estudar as conexões com outras áreas, como a segurança do
trabalho, a medicina, a ergonomia e a sociologia, visando a busca de
melhorias para as condições de trabalho e saúde dos trabalhadores. Para
isso, utiliza fatos analisados e comprovados por meio de métodos da química,
da bioquímica, da física, da toxicologia, da medicina e da engenharia,
considerando as características da tarefa realizada e o local de trabalho,
priorizando a prevenção da exposição, registrando as ocorrências para que
seja estabelecida a exposição ocupacional e o seu efeito à saúde do
trabalhador exposto.

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reflita
Reflita
É natural que algumas pessoas
confundam a Higiene com a
Segurança do Trabalho, pois
entendemos que ambas compartilham
o mesmo propósito: a proteção dos
trabalhadores das doenças originadas
no ambiente de trabalho.

A Higiene Ocupacional, no entanto, é


uma ferramenta que auxilia na
evolução e progresso da qualidade
vida dos trabalhadores dentro das
empresas, prevenindo possíveis
doenças ocupacionais, além de
garantir a proteção do trabalhador.
Isso nos leva a um questionamento:
embora apresente resultados
bastante expressivos, por que a
Higiene Ocupacional ainda não faz
parte da cultura dos trabalhadores e
das empresas?

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Objetivo e importância da Higiene


Ocupacional
Após serem reconhecidos os riscos, são realizadas as análises quantitativas
destes com o auxílio de equipamentos de medição para determinar os níveis
de exposição existentes. Devem ser avaliados os níveis de concentração, sua
intensidade e características. O objetivo principal da Higiene Ocupacional está
na prevenção, no reconhecimento, na avaliação e no controle dos “agentes de
riscos” definidos na Portaria 25/1994(MTE) - (Físicos, Químicos, Biológicos,
Ergonômicos e Mecânicos), tendo como prioridade a saúde dos trabalhadores
nos ambientes de trabalho com potencial de causar doenças ou incômodos, e
verificando a dimensão do risco conforme a exposição, além de estabelecer
maneiras eficazes de proteção dos trabalhadores relacionadas às doenças
ocupacionais e aos acidentes de trabalho.

Por meio do estabelecimento de um programa de higiene do trabalho, é


possível avaliar os riscos ambientais conforme os processos de trabalho e as
condições sob as quais a tarefa é realizada, além de se ter noção da
quantidade de trabalhadores expostos ao risco no ambiente de trabalho,
separando os riscos conforme os processos realizados e as funções que cada
trabalhador exerce. Essa medida é conhecida como Grupo Homogêneo de
Exposição – (GHE) e permite identificar o risco existente em cada função.

O programa de higiene, como já dito, é uma ferramenta utilizada como apoio


na identificação de riscos e no estabelecimento de medidas preventivas de
combate aos acidentes de trabalho e redução de doenças, por meio do
controle dos riscos. Dessa forma, divide-se em três etapas: a etapa de
reconhecimento, a etapa de avaliação e a etapa de controle, sendo cada uma
delas importante para garantir de maneira adequada que haja prevenção em
todos os setores de trabalho e nas funções exercidas pelos trabalhadores.

No entanto, antes de implantar qualquer processo, é necessário realizar uma


avaliação para identificar os possíveis riscos existentes na organização, nos

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seus processos e nos arredores, visando a adoção de medidas preventivas


que possam garantir a saúde e a integridade dos trabalhadores.

Na etapa de reconhecimento, são verificados e identificados os geradores de


riscos existentes nos processos e nas atividades realizados nos locais de
trabalho, e que podem representar problemas à saúde dos trabalhadores.
Isso é feito pela identificação da origem desses riscos, sejam eles físicos,
químicos ou biológicos, por meio de uma avaliação detalhada das matérias-
primas e dos produtos utilizados, além dos métodos e dos procedimentos
para realização das atividades, procurando detalhar os processos e
verificando todas as áreas das instalações e equipamentos existentes no local
de trabalho.

Após serem reconhecidos os riscos, são realizadas as análises quantitativas


deles, com o auxílio de equipamentos de medição para determinar os níveis
de exposição existentes. Devem ser avaliados os níveis de concentração, sua
intensidade, características e tempo de exposição, com base nos limites de
tolerância estipulados na norma regulamentadora – NR 15.

Com o reconhecimento e avaliação dos riscos de exposição existentes nos


locais de trabalho, passa-se à fase de estabelecimento de controles
relacionados aos agentes existentes, por meio da verificação dos processos
realizados, sejam máquinas, equipamentos ou ferramentas, com o objetivo de
minimizar ou eliminar os riscos. Quando não for possível a eliminação do
risco, deve-se entrar com medidas de proteção individual para garantir a
proteção e preservar a saúde do trabalhador.

A classificação dos fatores de riscos ambientais é realizada conforme a


natureza do risco ou de acordo com suas características, levando em
consideração a sua forma de propagação e o tipo de problema que pode ser
gerado à saúde do trabalhador pela exposição. São eles:

Agentes de riscos Físicos – São aqueles que se apresentam por meio das
condições físicas existentes no ambiente de trabalho, ou gerados pelas
máquinas e equipamentos utilizados no desenvolvimento das tarefas de
trabalho, são eles: ruídos, barulhos de volume intenso, radiações ionizantes,

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raios X, raios gama e as não ionizantes produzidas por luz de alta intensidade,
laser, luz infravermelha, micro-ondas, sol, processos de solda, vibrações,
pressões anormais, frio, calor intenso, umidade etc.

Agentes de riscos Químicos – são os riscos originados por materiais e


produtos que geram substâncias sólidas, líquidas ou gasosas com potencial
de toxicidade ao indivíduo pelo contato direto ou indireto com estas
substâncias, são elas: gases, vapores e os conhecidos como aerodispersóides,
que se dividem em fumos, poeiras, neblinas, névoas e fibras; ou todos os
produtos e substâncias, sejam eles puros ou compostos, até mesmo misturas
que, em contato com o organismo do trabalhador por meio das diversas vias
de penetração, cause ou tenha potencial de causar danos à saúde do
trabalhador.

Agentes de riscos Biológicos – são os agentes que se manifestam em forma


de microrganismos vivos que estão presentes no ambiente, por exemplo,
fungos, bactérias, vírus, protozoários, vermes e parasitas como larvas, fungos,
ácaros; alguns vegetais, tais quais: urtiga e algumas árvores como o
jacarandá, a araucária e o sândalo; animais peçonhentos como abelhas,
formigas, aranhas e escorpiões; répteis venenosos como cobras e rãs; e
animais marinhos, como alguns peixes, esponjas e águas vivas, que podem
causar doenças infecciosas, alergias, entre outras consequências,
prejudicando a saúde e o bem-estar dos trabalhadores. O agente biológico
também pode ser veículo para outro tipo de agente de risco, como os
mosquitos da malária e da dengue, disseminando outras doenças por meio
do contato direto.

Agentes de riscos Mecânicos – são os riscos que se caracterizam pelas


condições existentes para a realização das atividades, ou seja, suas estruturas
físicas que, dependendo das condições, colocam em risco a integridade física
dos funcionários e a sua saúde. São eles: o arranjo físico e layout inadequado;
máquinas e equipamentos instalados de maneira incorreta, sem proteção
para as partes móveis, e engrenagens com funcionamento inadequado;
ferramentas com defeito, ou o improviso delas; riscos de explosão e incêndio;
armazenamento inadequado; trabalhos realizados em altura ou em espaços
confinados; exposição à eletricidade; falta de equipamentos de proteção

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individual e coletivo, entre outros. Uma forma de prevenção para esse tipo de
agente de risco é a educação e conscientização dos trabalhadores sobre as
medidas de segurança existentes e o uso de forma correta dos equipamentos
de proteção individual e coletiva.

Agentes de riscos Ergonômicos – os agentes de riscos ergonômicos estão


relacionados diretamente àquele que pratica a atividade e ao posto de
trabalho, podendo causar alterações psicológicas e fisiológicas no
trabalhador, bem como provocar alteração ou distúrbio no organismo,
alteração emocional ou lesões no sistema musculoesquelético do
trabalhador. São considerados agentes biológicos: os esforços físicos de alta
intensidade, o levantamento e transporte de peso, as exigências posturais
inadequadas, os rígidos controles de produtividade estipulando altas metas,
as prolongadas jornadas de trabalho, os trabalhos em período noturno e o
estresse, tanto físico como psíquico.

praticar
Vamos Praticar
A Higiene Ocupacional é a disciplina cuja responsabilidade é a avaliação e análise
dos riscos ocupacionais, sejam eles químicos, físicos, biológicos, ergonômicos ou
mecânicos, existentes no ambiente de trabalho, promovendo as medidas de
correção e prevenção necessárias para redução do absenteísmo e garantindo a
saúde e o bem-estar dos trabalhadores.

Assinale a alternativa que apresenta seus principais objetivos.

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a) Proteger e promover a saúde dos trabalhadores por meio da identificação


de potenciais contaminantes, avaliando as circunstâncias que podem gerar
danos à saúde e ao bem-estar dos trabalhadores, conforme a exposição ao
agente de risco e as condições em que o trabalho é realizado.
b) Proteger o meio ambiente da contaminação pelos produtos em uso: vias
de penetração, meia vida biológica, limites de exposição, estabilidade das
matérias-primas e produtos intermediários que podem causar danos ao
sistema por meio da contaminação.
c) Reconhecimento e avaliação de risco - Levantamento de dados sobre as
máquinas e equipamentos de trabalho para identificar os agentes existentes
e os potenciais de risco a eles associados, estabelecendo prioridade de
avaliação e controle para os processos de trabalho.
d) Identificar os riscos no processo de trabalho; elaborar mapas de risco com
participação do maior número de trabalhadores; e elaborar planos de
trabalho que possibilite a ação preventiva.
e) Proteger o meio ambiente avaliando e controlando os agentes de risco
existentes nos postos de serviço que podem causar impacto nos processos,
máquinas e equipamentos, gerando prejuízos à organização.

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Avaliação de Riscos

A Avaliação de Riscos permite que ações preventivas sejam implantadas para


garantir a proteção do trabalhador e a preservação da sua saúde,
estabelecendo as etapas que permitirão à empresa realizar melhorias no local
de trabalho e verificar máquinas e equipamentos a serem utilizados,
identificando os possíveis riscos existentes, bem como criar aparatos que
possam garantir que o trabalhador, ao realizar suas atividades, não sofra
danos, priorizando aqueles que forem mais imediatos.

Conforme estabelecido nas normas, principalmente na NR9, a empresa é


responsável por realizar a avaliação dos riscos existentes na realização de
determinadas ações de trabalho antes do início e no decorrer de sua
realização, analisando a tarefa que será desenvolvida e o tipo de trabalho, ou
seja, o local deve ser verificado para que os riscos possam ser identificados e
para que as medidas de segurança, além da verificação dos equipamentos de
proteção individuais e coletivos necessários para sua realização, sejam
implantadas. Para isso, é necessário avaliar as características do trabalho
quanto às exigências de esforço físico ou se envolve posturas inadequadas;
identificar quais serão e quantos são os trabalhadores que irão realizar a

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tarefa, verificando se há exigência de habilidades ou qualificação; realizar


exames médicos específicos; constatar quais são os produtos químicos,
misturas ou substâncias que são utilizados ou podem ser gerados no
processo a ser realizado e, principalmente, fazer uma análise minuciosa nas
condições de trabalho, avaliando o local e, assim, antecipando-se aos riscos.

Essas avaliações devem ser revistas sempre que houver mudança de equipe,
alteração ou complemento nos trabalhos já realizados, utilização de novos
produtos, mudança de tecnologia ou alteração nas condições de trabalho e,
principalmente, quando se detectar algum evento que comprometa a saúde
dos trabalhadores envolvidos, indicando que as medidas não proporcionam o
efeito desejado. A Avaliação de Riscos não só permite que os riscos sejam
identificados, como também irá proporcionar à empresa o estabelecimento
de prioridades na realização das medidas de prevenção e controle, podendo
ser caracterizada como de alta prioridade nos casos em que haja risco grave
de acidente ou doença. Quando os riscos não forem graves, a prioridade será
intermediária, e quando forem classificados como dentro dos limites de
tolerância, ou seja, de doenças “leves” ou pequenos incidentes, sua prioridade
será baixa. Portanto, a Avaliação de Riscos é estabelecida conforme os
critérios de “alta, intermediária ou baixa” gravidade, conforme as medidas de
prevenção nos locais de trabalho.

A contribuição da Higiene Ocupacional para a qualidade de vida e bem-estar


dos funcionários nas organizações, não apenas na prevenção de doenças
relacionadas ao trabalho, mas também como uma importante ferramenta de
proteção ao trabalhador, está longe de ser adotada como procedimento
interno das empresas, mesmo gerando bons resultados e sendo tão
importante na proteção dos trabalhadores.

praticar
V P ti
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praticar
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Vamos Praticar
O programa de Higiene Ocupacional é estabelecido a partir da verificação dos
processos realizados nas condições em que a tarefa é executada e da quantidade
de trabalhadores expostos aos riscos no ambiente de trabalho, separando os riscos
conforme os processos realizados e as funções que cada trabalhador exerce. Para
isso, cria-se o Grupo Homogêneo de Exposição – (GHE), que permitirá a identificação
dos riscos existentes em cada função. Assinale a alternativa que apresenta como
esse processo é conhecido.

a) Avaliação da natureza do risco ou suas características.


b) Análise de tarefa.
c) Antecipação de agentes de risco.
d) Avaliação quantitativa de riscos.
e) Avaliação de riscos.

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Normas
Regulamentadoras
e Higiene
Ocupacional

NR 12 - Segurança no Trabalho em Máquinas e Equipamentos

Conforme o artigo 7º da Constituição Federal de 1988, o trabalhador tem


direito à “redução dos riscos inerentes ao trabalho, através das normas de
saúde, higiene e segurança” (BRASIL, [2016], on-line ). Além disso, a Lei nº
8.213, artigo 2º, define acidente de trabalho como aquele:

que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço da empresa ou pelo


exercício do trabalho dos segurados referidos no inciso VII do art.
11 desta Lei, provocando lesão corporal ou perturbação funcional
que cause a morte ou a perda ou redução, permanente ou
temporária, da capacidade para o trabalho (BRASIL, 1991, on-line).

Com a finalidade de reduzir os índices de acidentes de trabalho que ocorrem


nas empresas, nas diversas atividades realizadas nos processos de

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manutenção, instalação e limpeza ou em seus processos de produção, o


Ministério do Trabalho realiza atualizações nas normas que regulamentam as
atividades relacionadas à segurança no trabalho em máquinas e em
equipamentos, a NR12.

A NR 12 apresenta os procedimentos que devem ser adotados para prevenir


acidentes e doenças no trabalho, orientando a utilização de máquinas e
equipamentos e alertando sobre os riscos no ambiente do trabalho em
relação a instalações, piso, áreas de circulação e de trabalho, distâncias entre
as máquinas e equipamentos, bem como as especificações de projeto para
fabricar e importar, comercializar e expor, utilizar ou ceder, quesitos estes
importantes para aqueles que fabricam e distribuem máquinas e
equipamentos.

Essa norma traz como entendimento central a importância de proporcionar


proteção ao trabalhador na realização de suas atividades, principalmente no
uso de dispositivos de segurança nas máquinas e equipamentos. Além disso,
alia tais ações à capacitação do trabalhador e à realização das manutenções
preventivas, a fim de garantir o bom e seguro funcionamento das máquinas.

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saiba
mais
Saiba mais
A Higiene do Trabalho é uma área da
segurança e medicina do trabalho que busca
descrever as formas de prevenção dos
problemas relacionados à saúde do
trabalhador no ambiente de trabalho,
evitando que os trabalhadores sejam
expostos a substâncias nocivas e
estabelecendo o controle dos agentes de
riscos que atingem a saúde dos empregados
nessa área, pois muito se tem perdido com
os afastamentos por doenças relacionadas
ao trabalho.

O estudo da Higiene Ocupacional demanda


um tempo maior para seu entendimento,
devido à quantidade de assuntos existentes.
Dessa forma, como sugestão para
aprimoramento dos conhecimentos sobre o
assunto, recomendo com uma boa variedade
de artigos técnicos, nos quais você terá
acesso a mais informações sobre o tema,
conhecendo, adquirindo conhecimentos por
meio de especialistas sobre os riscos
ocupacionais e a importância da Higiene
Ocupacional.

ACESSAR

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10/04/2024, 20:20 [Link]

A NR 12 apresenta a necessidade de implantação de sistemas de proteção nas


máquinas e equipamentos, protegendo o trabalhador e as demais pessoas no
ambiente de trabalho e, assim, promove a segurança por meio da adoção de
Medidas de Proteção.

As Medidas de Proteção do trabalhador devem ser implantadas pela empresa


e assegurar proteção ao trabalho realizado em máquinas e equipamentos,
resguardando as condições de preservação da saúde dos trabalhadores.
Serão adotadas de acordo com as prioridades e obedecendo aos critérios de
segurança e saúde do trabalhador. São elas:

Proteção coletiva – são aquelas criadas e desenvolvidas de maneira


a proteger os trabalhadores na sua totalidade, por meio de medidas
que atendam grupos ou áreas de trabalho. Podemos citar como
exemplo as proteções de parte móvel existente nas máquinas,
sinalização em geral, equipamentos de proteção contra incêndio etc.
Proteção individual – quando não for possível a proteção coletiva,
eliminando os agentes de risco no ambiente de trabalho no qual são
desenvolvidas as tarefas, medidas de proteção individual deverão ser
implantadas, conforme a análise e identificação do risco ou agente.
Para isso, é necessário verificar a intensidade do risco ou agente,
para que os equipamentos de proteção ou medidas protetivas
individuais sejam eficazes.
Proteção administrativa – são medidas adotadas de forma
adicional e específica para o trabalho ou tarefa realizada, conforme o
agente de risco identificado e a definição das medidas de proteção a
serem adotadas, tais como: redução no período de exposição ao
risco ou agente de risco, alteração nos turnos de trabalho e troca de
produtos (substituindo por produtos menos agressivos).
Proteção de máquinas – embora exista uma norma específica para
tratar de ergonomia, a NR 12 apresenta, em seu texto, alguns
requisitos aplicados às máquinas e aos equipamentos, que tratam do
planejamento dos postos de trabalho, para que permitam que as
posturas e movimentos realizados pelo trabalhador sejam
adequados. Para isso, os dispositivos de acionamento do

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equipamento, manual ou pedal, devem facilitar a movimentação do


trabalhador, respeitando-se as características biomecânicas e
antropométricas de cada um e os ritmos de trabalho e iluminação
interna da máquina para realização de ajustes.

As máquinas e os equipamentos que serão utilizados na realização dos


processos são distribuídos no ambiente de trabalho conforme o que foi
definido pela empresa, porém deve obedecer ao que está disposto na NR 12,
item 5 – arranjo físico e instalações, no que se refere aos locais de instalação,
aos espaços para circulação, às distâncias entre equipamentos, ao fluxo do
material e, principalmente, à área mínima de deslocamento ao redor da
máquina.

A NR 12 define de forma clara os requisitos ergonômicos quanto ao projeto e


à construção, observando as particularidades físicas de cada trabalhador,
analisando a operação e identificando quais são as exigências relacionadas à
postura, à força, à iluminação do ambiente, aos movimentos etc. Por fim, o
amparo legal desta norma são os artigos 184 e 186 da CLT.

NR 13 - Caldeiras, Vasos de Pressão e Tubulações

Conforme definição dada pela Portaria 3.214/78 do Ministério do Trabalho e


Emprego, por meio da Norma regulamentadora, NR 13, “ Caldeiras a vapor
são equipamentos destinados a produzir e acumular vapor sob pressão
superior à atmosférica, utilizando qualquer fonte de energia” (BRASIL,
[2019b], n. pag.), “ Vasos de pressão são equipamentos que contêm fluidos
sob pressão interna ou externa, diferente da pressão atmosférica” (BRASIL,
[2019b], n. pag.), e as “ Tubulações são os conjuntos de linhas destinadas ao
transporte de fluidos entre equipamentos de uma mesma unidade em uma
empresa dotada de caldeiras ou vasos de pressão” (BRASIL, [2019b], n. pag.).

A NR 13 deverá ser aplicada a todas as empresas que possuem atividades


utilizando equipamentos como “caldeiras’, “vasos de pressão” e “sistemas de
tubulações” ou que estejam ligadas às caldeiras e aos vasos de pressão,
definindo os requisitos de segurança exigidos na utilização destes
equipamentos e identificando os agentes de riscos existentes por meio da

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utilização dos conceitos de Higiene Ocupacional. Com isso, a NR 13 tem por


objetivo prevenir acidentes e doenças do trabalho, estabelecendo os
controles e medidas para prevenção e eliminação dos riscos à saúde do
trabalhador, tais como: problemas de audição causados pelos ruídos,
patologias geradas pela exposição ao calor, como fadiga, perda de memória,
alterações do ritmo cardíaco, entre outros.

Pelo que foi exposto, as empresas devem obrigatoriamente desenvolver


mecanismos de proteção, estabelecendo critérios para preservação das
estruturas das caldeiras a vapor, mantendo, assim, a integridade das
estruturas em meio ao processo e aos desgastes causados ao longo da sua
utilização. Isto é feito por meio de constantes manutenções, sempre com
vistas à preservação da segurança e saúde dos trabalhadores.

Todos os trabalhos realizados nos equipamentos mencionados na NR 13 são


de competência dos profissionais habilitados. As atividades de projeto,
montagem, instalação, inspeções e reparos, bem como manutenção de
geradores de vapor, dos vasos de pressão e, principalmente, das caldeiras,
conforme determina esta norma, só podem ser realizados por profissional de
engenharia e sob responsabilidade técnica.

Além disso, a NR 13 estabelece que os equipamentos como caldeiras e vasos


de pressão sejam identificados por meio de “placa de identificação”, que será
fixada no equipamento em local visível, contendo as informações de nome do
fabricante e número do equipamento determinados pelo próprio fabricante,
além do ano de fabricação, informações sobre capacidades, indicação de
testes realizados, e ainda, no caso de caldeiras, informações quanto à
capacidade de produção de vapor e área de superfície de aquecimento.

Ademais, toda a documentação dos equipamentos instalados deve ser


mantida em ordem e atualizada. Exemplos de tal documentação são:
prontuário do equipamento com registro de segurança, projeto de instalação,
relatórios de inspeções realizadas e os certificados de calibração dos sistemas
de segurança.

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praticar
Vamos Praticar
Com a finalidade de reduzir os índices de acidentes de trabalho que ocorrem nas
empresas, nas diversas atividades realizadas nos processos de produção utilizando
máquinas e equipamentos, a NR 12 determina os requisitos mínimos para prevenir
acidentes e doenças no trabalho.

Assinale a alternativa que apresenta alguns desses requisitos mínimos.

a) A fabricação, a operação e a manutenção, não incluindo áreas de


circulação e de trabalho.
b) Especificações de projeto para fabricar e importar, não incluindo
atividades de exposição e cessão a qualquer título.
c) Projeto, utilização, fabricação, importação, comercialização e cessão a
qualquer título, não incluindo atividades de exposição.
d) Projeto, utilização, fabricação, não incluindo as atividades de importação e
comercialização.
e) Projeto, utilização, fabricação, importação, comercialização, exposição e
cessão a qualquer título.

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Insalubridade e
Periculosidade

Insalubridade

A norma regulamentadora NR 15 tem como objetivo descrever as atividades,


trabalhos e agentes que podem causar danos à saúde do trabalhador e
alertar sobre os limites de tolerância para exposição, avaliando os ambientes
de trabalho e os níveis de exposição aos agentes, além de apresentar os
meios de proteção. O amparo legal desta norma são os artigos 189 e 192 da
CLT.

Conforme o Art. 189 da CLT:

são consideradas atividades ou operações insalubres no ambiente


de trabalho, aquelas cuja natureza, condições ou métodos de
trabalho expõem os empregados a agentes nocivos à saúde, acima
dos limites de tolerância fixados em razão da natureza e
intensidade do agente e do tempo de exposição aos seus efeitos
(BRASIL, 1977, on-line).

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Esse tópico apresenta o ambiente “insalubre” e as condições envolvidas nas


atividades e tarefas a que o trabalhador está exposto, bem como os limites de
tolerância. Um ambiente insalubre é o local de trabalho onde existem agentes
nocivos à saúde do trabalhador, sejam eles físicos, químicos ou biológicos.
Essa norma estipula o adicional de insalubridade que deverá ser pago ao
trabalhador exposto entre 10% e 40% sobre o valor do salário mínimo em
vigência, variando conforme o grau de exposição (mínimo, médio ou máximo).
Esses valores serão pagos quando houver comprovação da exposição do
trabalhador ao risco, mediante laudo comprobatório, no qual serão avaliadas
as exposições dos trabalhadores de acordo com os critérios desta norma.

O grau de insalubridade será determinado a partir da análise do ambiente de


trabalho, avaliando a atividade do trabalhador e identificando os riscos
existentes neste local. Além disso, serão avaliados os níveis de exposição,
comparando-os com os limites de tolerância estabelecidos pela NR 15. Caso
haja, no mesmo ambiente, mais de um fator gerador de insalubridade, deve-
se considerar o que tem o grau mais elevado. A insalubridade no local de
trabalho só cessa quando há a eliminação ou neutralização do agente
causador, de acordo com o artigo 191 da CLT e da Lei nº 6.514/1977 (BRASIL,
1977). São atividades insalubres, conforme a NR 15, as realizadas em
ambientes cujo nível de exposição aos agentes de risco esteja acima dos
limites de tolerância, podendo causar danos à saúde do trabalhador, em
função do limite de concentração, da intensidade e do tempo de exposição a
esses agentes, como está definido nos anexos da NR 15, da Portaria
3.214/1978, dados pela Lei 6.514 de 22 de dezembro de 1977.

Periculosidade

A NR 16 tem como objetivo descrever as atividades, trabalhos ou condições


para realização do trabalho que são perigosas, colocando em risco a saúde, a
integridade física e a “vida” dos trabalhadores. Assim, concede o direito
assegurado pelas Leis Trabalhistas do Brasil ao adicional de periculosidade,
valor que corresponde a 30% do salário base, adicionado ao salário devido à
exposição aos riscos no desempenho do trabalho. Não se acrescenta, porém,
a participação em lucros, prêmios de produção ou gratificações existentes,
apenas em cálculos de aviso prévio indenizado, adicional noturno e férias,

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pago apenas aos funcionários que, realizando seus trabalhos e tarefas,


colocam em risco a sua vida.

Conforme o art. 193 - Decreto Lei 5452/43 : “São consideradas atividades ou


operações perigosas, na forma da regulamentação aprovada pelo Ministério
do Trabalho e Emprego, aquelas que, por sua natureza ou métodos de
trabalho, impliquem em risco acentuado em virtude de exposição
permanente do trabalhador a: inflamáveis, explosivos ou energia elétrica;
roubos ou outras espécies de violência física nas atividades profissionais de
segurança pessoal ou patrimonial” (BRASIL, 1943).

Todo trabalhador que, na realização de suas atividades diárias de trabalho, é


exposto, de forma permanente ou intermitente, a situações de perigo à vida,
deverá receber o adicional de periculosidade, conforme determina o artigo
193 da CLT. Esse direito só não é válido nos casos em que a exposição ou
contato ocorra eventualmente, de forma habitual, em períodos
extremamente reduzidos. O adicional de periculosidade deverá ser pago
também a todos os trabalhadores que, no desenvolver de suas atividades de
trabalho, circulam pelas áreas de riscos enquadradas nos anexos da NR 16, e
nos casos em que o trabalho é exercido por funções em que não haja o
contato direto com os agentes de risco, como a atividade administrativa.
Neste caso, deverá o empregador realizar a verificação observando se a
atividade realizada se encontra dentro do perímetro determinado pelo anexo,
e, caso esteja, o adicional de periculosidade deverá ser pago da mesma
forma.

A NR 16, por meio do art. 193 da CLT, Lei nº 12.740/ 2012, apresenta, de
maneira direta, o que se considera como periculosidade e os direitos dos
trabalhadores, quando expostos aos perigos existentes, tornando obrigatório
que os empregadores providenciem os laudos que atestem a periculosidade
ou não de um ambiente de trabalho.

Dessa forma, a avaliação de riscos e reconhecimento das questões referentes


ao ambiente de trabalho insalubre ou periculoso é importante não somente
para evitar problemas judiciais, mas, principalmente, para propiciar à

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empresa condições para adotar e implantar medidas para garantir a saúde e


bem-estar dos trabalhadores.

praticar
Vamos Praticar
A insalubridade e a periculosidade são condições que expõem o trabalhador a
situações de risco, comprometendo sua saúde e integridade física. Para solucionar
esses problemas, é importante que as empresas providenciem os laudos de
avaliação e, além de fornecerem os equipamentos de proteção aos trabalhadores,
realizem treinamentos e implantem ações que reduzam ou eliminem as ameaças. A
respeito da Periculosidade e Insalubridade, assinale a alternativa que apresenta
qual a diferença entre elas.

a) A periculosidade se refere aos agentes de riscos diretos, como físicos,


químicos ou biológicos, a que os funcionários estão expostos, colocando sua
saúde e integridade em risco.
b) A periculosidade assegura ao trabalhador o recebimento de adicional de
10%, 20% ou 40% de acréscimo incidente sobre o salário base, exceto em
férias, gratificações e participação nos lucros.
c) A insalubridade e a periculosidade são parecidas, pois se referem aos
trabalhadores em condições em que existam riscos, porém são conceitos
muito diferentes. A periculosidade está relacionada à exposição imediata ao
risco, já a insalubridade, à exposição ocorrida no decorrer do tempo de
trabalho do funcionário.

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d) A insalubridade assegura ao trabalhador exposto a riscos imediatos, que


comprometem sua segurança e integridade física, o recebimento de adicional
de 10%, 20% ou 40% de acréscimo incidente sobre o salário base nos
trabalhos em que há o contato com agentes de riscos graves.
e) Tanto a insalubridade quanto a periculosidade trata da exposição do
trabalhador em condições de risco, porém diferem quanto aos valores pagos
para cada uma: adicional de insalubridade (10% a 40% - sobre o salário
mínimo) ou adicional de periculosidade (30% sobre o salário base), devendo o
trabalhador, nos casos em que exista insalubridade, receber os dois
adicionais.

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indicações
Material
Complementar

FILME

Horizonte Profundo
Ano : 2016
Comentário : O filme traz assuntos relacionados à
segurança do trabalho, tratando, ao mesmo tempo, de
situações ligadas à prevenção de acidentes do trabalho.
Baseado em fatos reais, retrata a vida de trabalhadores
em uma plataforma de petróleo que percebem que os
testes de segurança que foram realizados não são
seguros ou confiáveis. Porém, estando mais
preocupados com os prazos de entrega dos trabalhos,
já bastante atrasados, do que com a própria segurança
das instalações e dos trabalhadores, os responsáveis
pela plataforma ignoram o fato de haver problemas

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relacionados à estrutura e prosseguem com os


trabalhos.
Desse modo, o filme permite verificar como são
tratados os riscos em determinadas empresas, além do
preço a ser pago pela negligência e descumprimento
das normas e procedimentos de segurança.
Para conhecer mais sobre o filme, acesse o trailer a
seguir.

TRAILER

LIVRO

Higiene Ocupacional – Agentes Biológicos


Químicos e Físicos
Edição : 8
Ano : 2016
Editora : SENAC
Autores : Ezio Brevigliero, José Possebon e Robson
Spinelli
ISBN : 9788539612222
Comentário : Neste livro, os autores trazem indicações
de segurança nas áreas da biologia, química e física,
apresentando, de forma detalhada, as normas e
sugerindo maneiras de evitar doenças ocupacionais.
Assim, demonstram a maneira ideal para se fazer o
armazenamento de produtos químicos em meio às
temperaturas extremas de calor e frio, que afetam o
desempenho e a saúde do trabalhador. Abordando
diversos assuntos relacionados à segurança do

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trabalho e prevenção de doenças ocupacionais, os


autores tratam de temas como: tipos de radiação e
seus efeitos, pressões anormais e os acidentes de
mergulho, riscos de sabotagem e enclausuramento,
entre outros.

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conclusão
Conclusão
Nesta unidade, pudemos estudar a Higiene Ocupacional, verificando a sua
importância na preservação da saúde do trabalhador, uma vez que ela avalia
e identifica os riscos existentes no ambiente de trabalho, promovendo as
medidas de correção e prevenção desses riscos. Assim, estabelece maneiras
eficazes de proteção das doenças ocupacionais e dos acidentes do trabalho,
contribuindo para a qualidade de vida e bem-estar dos funcionários nas
organizações. Portanto, a Higiene Ocupacional atua não apenas na prevenção
de doenças relacionadas ao trabalho, mas também como importante
ferramenta de proteção ao trabalhador.

Como forma de manter a qualidade de vida e o bem-estar dos trabalhadores,


verificou-se os procedimentos de segurança a serem adotados nas operações
que utilizam máquinas e equipamentos (NR 12) e operações envolvendo
caldeiras, vasos de pressão e tubulações (NR 13), orientando sobre a
instalação, utilização e operação dessas tecnologias. Além disso, foram
estudadas medidas de proteção para manter os riscos dentro dos limites de
tolerância nos ambientes em que esses limites forem ultrapassados. Como
vimos, uma dessas medidas é o direito do trabalhador ao adicional de
insalubridade ou periculosidade, no caso de agentes que coloquem em risco a
própria vida, conforme a classificação apresentada nas NRs 15 e 16, voltadas
à proteção dos trabalhadores.

referências
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e e ê c as
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Referências
Bibliográficas
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II da Consolidação das Leis do Trabalho, relativo à segurança e medicina do
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Consolidação das Leis do Trabalho – CLT [...]. Diário Oficial da União .
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