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Microplanejamento em Interstícios Urbanos

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Ill Encuentro Latinoamericano y Europeo sobre celecs

Edificaciones y Comunidades Sostenibles m 2019

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IMPERMANÊNCIAS: ENSAIOS DE
MICROPLANEJAMENTO E PRÁTICAS URBANAS
CRIATIVAS AOS INTERSTÍCIOS URBANOS NOS BAIRROS
BOA VISTA | E BOA VISTA II,
VILA VELHA - ES.
Jáfia Quaresma Pinto (jafiag(Dgmail. com); Alexandre Ricardo Nicolau
([Link]); Giovanilton André Carretta Ferreira
([Link])

Universidade Vila Velha (UVV) - Brazil

Palavras chaves: microplanejamento, práticas urbanas criativas, interstícios urbanos,


intervenções
As condições de planejamento urbano através dos instrumentos urbanísticos disponíveis
tendem a tratar mais precisamente do planejamento das macroescalas, em detrimento às
pequenas escalas, o que, por vezes, resulta negativamente no uso e apropriações dos
pequenos espaços. Este processo, colabora para desarticulação entre o plano e o desenho
urbano, consentindo com a inapropriação dos vazios urbanos, bem como nos interstícios
dispostos pelas cidades.
O microplanejamento se relaciona com o planejar a pequena escala, e seu debate tem
urgência na inclusão e construção do planejamento das cidades, ampliando a conexão
direta entre a sociedade, suas comunidades e os espaços do seu uso cotidiano. As práticas
urbanas criativas surgem aliadas ao microplanejamento, propondo novas possibilidades de
implementação de intervenções com soluções criativas de cunho social, urbano, ambiental e
econômico.
Neste artigo, propõe-se em conjunto, tais princípios aplicados aos interstícios urbanos
públicos dos bairros Boa Vista | e Boa Vista |, localizados no município de Vila Velha - ES,
que se originaram, principalmente, de lacunas do processo dos planos habitacionais do
governo, propostos em grande escala.
Essa conformação histórica dos bairros contribuiu para que os espaços intersticiais positivos
surgissem, ademais, se tratando de locais que, na atual conjuntura, revelam escassez de
áreas de convívio social, o que corrobora para utilização dos respectivos espaços.
Deste modo, as aplicações do microplanejamento e práticas urbanas criativas aos
interstícios urbanos se apresentam como estratégias de intervenções que, além de
promover a vida social dos espaços subutilizados, criam um conjunto comunitário de ações
de: interação, participação, análise e apresentação de soluções produtivas para o bem
comum do meio urbano.

1. INTRODUÇÃO
A pesquisa contorna, brevemente, o processo de origem dos instrumentos que norteiam o
planejamento urbano no Brasil com o intuito de compreender a desarticulação entre
planejamento geral (plano) e o desenho urbano (projeto) e as influências do histórico de
formação dos bairros no contexto atual.
Inicialmente, em meio a todos os processos percorridos para se estabelecer, mesmo sem a
decretação da lei federal (projeto de lei no 5.788/90) que originou o Estatuto da Cidade
(BRASIL, 2002), o Plano Diretor se inseriu e pode ser definido como um conjunto de
conceitos e normas que orientam as ações que interferem no espaço urbano, (BRASIL,
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2002).
Lamentavelmente, este processo não veio associado a políticas públicas eficientes para
comportar a demanda dos novos habitantes, ocasionando um desequilíbrio de cunho social,
econômico e ambiental, como: habitações precárias, propagação da pobreza e segregação
socioespacial. Impulsionados pela situação, ao decorrer do tempo, se fez presente lutas e
reivindicações com o intuito de elaborar novas concepções de desenvolvimento que
visassem consolidar a economia, valorizar os potenciais existentes, efetivar a integração
social, preservar os recursos naturais e melhorar a qualidade de vida (SILVA e PASSOS,
2006).
Dentro das circunstâncias ditas anteriormente, surge, desse modo, a lei nº 10.257 de 10 de
julho de 2001 denominada Estatuto da Cidade que engloba um grupo de ideais no qual está
exposto um projeto público de planejamento e gestão urbana (BRASIL, 2002). Nesse
sentido, o Estatuto age como caixa de ferramentas (BRASIL, 2002) para as políticas
urbanas locais, à medida que os municípios têm a responsabilidade de adotar as diretrizes e
instrumentos deste, com o propósito de introduzir normas que assegurem, de forma plena, o
desenvolvimento econômico, social e ambiental, afirmando o direito à cidade de forma
equiparada para todos.

Ainda que a política pública na atualidade não seja tão efetiva no que se refere ao
planejamento urbano, os desdobramentos desse contexto, plano geral, podem seguir
variações de âmbito local e ou regional. Devido a abrangência, a realidade urbana se insere
em variadas escalas, por isso se faz necessário incluir como diretriz o conceito de
microplanejamento que consiste nos processos relacionados à rotina de vida nas
comunidades, como: vizinhança; qualidade dos espaços públicos de uso comum; às
relações afetivas que entrelaçam as pessoas, lugares e os aspectos culturais individuais
(BRAGANÇA, 2005).
Outro momento relevante no processo da problemática da pesquisa, é a conformação
histórica dos bairros Boa Vista | e Boa Vista Il. Provenientes de dois, distintos, planos
habitacionais implantados na década de 70 (AZEVEDO, 2011), os bairros desenvolveram-se
baseados no desenho e planejamento urbano planejados na ocasião. Com isso, influências
arquitetônicas e urbanísticas, tais quais: localização e posição das edificações; suas formas;
dimensões e espaços resultantes entre si e o traçado urbano, deixaram marcas
permanentes nas atuais conjunturas.

Isto posto, é possível reportar que a evolução histórica e o contexto atual foram e são
elementos fundamentais de análise para um entendimento maior sobre os espaços
intersticiais, visto que, a formação criou gatilhos que estão presentes em determinados
momentos dos bairros e viraram objeto de estudo desse trabalho.

2. OBJETIVO
Este estudo busca propor a aplicação de conceitos na forma de propostas projetuais que
visam despertar a potencialidade dos pequenos espaços, inutilzados ou não apropriados
pelos grupos sociais locais, até então, sugerindo ocupações práticas e criativas e de precisa
participação da comunidade, fortalecendo as relações entre as pessoas, incluindo
apresentação de ideias, diagnóstico e produção vinculados diretamente ao bem comum do
meio social, urbano, ambiental e econômico.

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3. METODOLOGIA
O presente estudo tem como base pesquisas bibliográficas em livros e dissertações de
mestrado sobre a temática do planejamento direcionado às pequenas escalas, que são
norteadas, sobretudo, pelas seguintes referências: “Microplanejamento Práticas Urbanas
Criativas” (ROSA, 2011), “Do Planejamento da Circulação ao Microplanejamento Integrado”
(BRAGANÇA, 2005), “Espaço Público nas Cidades Contemporâneas” (SERPA 2007) e
“Interstícios e Interfaces Urbanos como Oportunidades Latentes: o caso da Favela de
Paraisópolis, São Paulo” (PIZARRO, 2014).
A partir dos referenciais teóricos mencionados é possível compreender a lógica das
microescalas no cotidiano das pessoas que estão presentes somente, por vezes, por serem
apropriações espontâneas do espaço público (FONTES, 2013). O espaço público, enquanto
lugar para todos, não deve ser compreendido como produto de posse, mas sim como objeto
de apropriação. Essa apropriação tem como sentido tornar o local pessoal, reconhecendo
como próprio e adequado para tal função, segundo Delgado (2008, p.192) apud Fontes
(2013 p. 132).
Desta forma, o autor Marcos L. Rosa (2011) em seu livro induz pequenas intervenções
urbanas por meio do microplanejamento e práticas urbanas criativas, cujo propósito se
define em:
“[...] projeto de interesse público que tem como objetivo produzir conhecimento — revelar, documentar
e dividir. Pretende-se organizar uma rede, revelar formas de organização espaciais inovadoras e
disseminar essa informação aos agentes e às partes envolvidas no pensamento e na construção da
cidade” (ROSA, p. 14, 2011).
Baseado nisso, o autor produz uma série de ensaios que oferecem uma possível visão do
que se pode denominar de microplanejamento e práticas urbanas criativas. Ações culturais,
sociais e econômicas foram realizadas e retratadas” por meio de ensaios atuantes na
microescala, com base nas atividades e apropriações comunitárias, frisando iniciativas
debaixo para cima no arranjo da paisagem urbana.
O microparcelamento, de acordo com Bragança (2005), é também definido a partir de
fatores como tempo, lugar e os contextos sociais que estão inseridos. É resultado de uma
conexão direta entre plano (proposta) e gestão compreendidos como o conjunto que
enfrenta as eventualidades que surgem na implantação dos projetos. A proposta de
intervenção, possibilita participação e envolvimento dos agentes sociais no momento em
que os posiciona como influenciadores diretos na elaboração dos seus espaços, deixando o
caminho livre para que as micronarrativas se revelem cada vez mais.
Keller (1979) apud Serpa (2007 p. 153) expõe estudo sobre o conceito de rede do cotidiano,
que são as relações interpessoais desenvolvidas com a vizinhança dentro dos bairros. Essa
aproximação é instruída principalmente pelas classes sociais, por consequência, nos bairros
mais populares, pois as oportunidades são menores, as condições de insegurança e receio
são maiores e juntas desencadeiam isolamentos que fortalecem e se tornam essenciais
para o surgimento de um relacionamento mais familiar.
As redes podem se dividir em alguns gêneros: redes formais/associativas, que são as de
maior alcance visual, como por exemplo, associação de moradores, igrejas, entre outros,
sendo que, na maioria das vezes, têm algum porta-voz à frente das iniciativas e das formas
de interação. A outra qualificação são as redes informais/submersas representadas por
grupos de jovens, idosos, etc. (SERPA, 2007).
Assim sendo, o autor aborda a pertinência do papel do morador enquanto transformador da
cultura e identidade do bairro, haja vista que, suas ações em conjunto (redes formais ou
informais ou em rede do cotidiano) intercedem diretamente no bairro.

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Em sequência, Pizarro (2014) em sua tese define os interstícios urbanos como espaços
resultantes de uma arquitetura e, portanto, são nesses vazios que, com as mais diversas
características, abrigam potenciais.

“São definidos como o conjunto dos espaços abertos da cidade, isto é, todos os "vazios",
delimitados e conformados por interfaces verticais ou e horizontais, restando sempre,
todavia, uma interface livre, de contato com o meio exterior. Podem ser públicos, semi-
públicos ou privados. Tipificando e exemplificando, os interstícios são: os espaços
convencionalmente classificados como livres (espaços públicos e semi-públicos como
parques, praças, largos e térreos livres); os espaços que, apesar de livres em sua essência,
não são vistos e apropriados como tal nas cidades brasileiras, por não caracterizarem
espaços de convivência urbana (espaços públicos e semi-públicos como ruas, calçadas,
galerias, miolos de quadra); e os espaços abertos que não são livres, mas sim privados
(jardins de casas e condomínios, quintais, varandas, terraços, coberturas)”. (PIZARRO, p.
45, 2014).
Em vista disso, os interstícios urbanos estão presentes em toda a cidade, tanto na cidade
dita formal e quanto na informal. O principal papel a exercer é o de rede fornecedora de
infraestrutura, a esses locais, abrigando atividades coletivas para que integrem à população
cada vez mais ao meio inserido (PIZARRO, 2014).

4. RESULTADOS
Disponíveis pelos bairros de Boa Vista | e Boa Vista Il, Vila Velha — ES, os interstícios
urbanos são cenários presentes no cotidiano das comunidades. E, mesmo tendo escassa
área designada e estruturada como espaços livres de uso comum, encontram-se inúmeros
ambientes competentes para intervenções urbanas, num local que abriga demanda, no
entanto, não são devidamente ocupados.
Dentre eles, dois interstícios urbanos públicos foram destacados, com diferentes funções e
potencialidades a explorar. Atualmente, tais espaços são apropriados de formas diversas,
porém sem um direcionamento de desenho urbano, programas de usos e outras formas que
fomentem a ampliação do convívio social entre os grupos sociais. As atuais formas de
apropriação foram diagnosticas e, sofreram processo de reflexão capaz de proporcionar
base conceitual para as propostas aqui apresentadas.

Figura 1. Interstício público 1, 2018 produzida pela autora.

O interstício público 1, figura 1, foi denominado de Espaço de Conhecimento, se encontra no


centro dos bairros, ao lado do campo de futebol, local de maior movimento, além de estar
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próximo a uma escola primária e ao centro comunitário de Boa Vista |. A intenção da


proposta é incrementar um instrumento que se aproprie do lugar desassistido,
transformando-o num local referência de integração, de bem-estar e convívio.
Com bancos que se integram ao espaço (conforme demonstram figuras 2 e 3) de fácil
produção, feitos de pallets, semelhantes a um deck de níveis diferentes, contendo caixotes
que armazenam livros arrecadados, se encontra a denominada Bibliodeck, mobiliário de
variadas funções, servindo para a leitura de livros e até arquibancada dos jogos de futebol
que ocorrem no campo.

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Figura 2. Proposição: espaço de conhecimento, 2018 produzida pela autora.

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Figura 3. Proposição: espaço de conhecimento, 2018 produzida pela autora.

Por se localizar próximo a uma instituição de ensino fundamental e por já existir atividades
comerciais de apoio à escola, o interstício público 2, figura 4, Espaço para todos, tem como
finalidade fomentar as atividades comerciais presentes e, integrado às essas atuações,
conectar pessoas ao local com espaços de vivência, esporte e lazer.

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Figura 4. Interstício público 2, 2018 produzida pela autora.

É imprescindível que os equipamentos utilizados sejam reaproveitáveis e/ou de fácil


produção. Deste modo, conforme figuras 5, 6 e 7, são sugeridos bancos feitos de pneus, e
mobiliários diferenciados feitos de madeira mais econômica ou reciclada com acabamento
em tinta, balizadores que, inibem a presença de carros, barraquinhas mais idealizadas,
coloridas e mais bem tratadas, podendo até expandir de acordo com os cenários futuros.

Figura 5. Proposição: espaço para todos, 2018 produzida pela autora.

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Figura 7. Proposição: espaço para todos, 2018 produzida pela autora.

O Espaço para todos são dois ambientes divididos por uma superfície livre disponível para
uma feira de porte pequeno, conduzida pelos moradores, porém não fixa, podendo migrar
para outros pontos classificados como potenciais pela comunidade. De um lado, a
valorização comercial pode ocorrer, uma vez que o interstício comporta mais infraestrutura,
criando uma espécie de praça de alimentação com um espaço disponível para pequenas
apresentações ou atividades comunitárias dos bairros. Do outro lado, uma área de lazer,
com equipamentos divertidos e coloridos.

5. DISCUSSÕES
A partir das propostas, é factível correlacionar os cenários atuais e futuros de ocupações
para os espaços planejados. A efetivação das proposições no Espaço de Conhecimento é,
principalmente, aumentar o convívio, lazer e aprendizado dos moradores e visitantes. Suas
soluções oferecem melhores condições no âmbito social pela conduta de ocupação do
ambiente subutilizado, de mais integração com os estabelecimentos existentes, como:
escolas, campo de futebol e o incentivo à participação na produção do local e
compartilhamento dos livros e materiais necessários. Fornece possibilidades econômicas
por criar estruturas futuras que viabilizam novas atividades comerciais e de influências nas
habitações do entorno, além de proporcionar melhores condições ambientais com o

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aproveitamento da permeabilidade do solo introduzindo mais vegetações e mobiliários de


materiais reutilizados.
No Espaço para Todos, o local também é de convívio, lazer e cooperação dos moradores e
não moradores. A apropriação do local favorece a inclusão dos estabelecimentos do
entorno, como a escola e habitações, pretendendo obter a cooperação das comunidades no
planejamento da feira comunitária, dos novos equipamentos implantados e na doação dos
brinquedos. Fomenta as atividades comerciais presentes e cria novas oportunidades,
gerando melhores condições ambientais com o aumento da permeabilidade do solo,
inserção de mais vegetações e reaproveitamento dos materiais aplicados nos mobiliários
urbanos sugeridos.

6. CONSIDERAÇÕES FINAIS
A desarticulação entre o plano (planejamento geral) e projeto (desenho urbano), juntamente
com a ausência de políticas e interesses setoriais voltados para as microescalas, distanciam
as hipóteses de inclusão, com eficiência, dos microespaços dentro do contexto urbano geral
das cidades. Apesar do desvinculo presente, são grandes as oportunidades projetuais
voltadas ao microplanejamento nos bairros.
A importância de resgatar e reafirmar as relações interpessoais dos moradores e
transeuntes. Conectar as pessoas aos bairros por meio de boas lembranças, relações de
pertencimento e identificação, ações sensoriais responsáveis por despertar sentimentos de
prazer e satisfação por estar ou somente por passar naquele ambiente. Idealizar, contribuir
com a ocupação dos espaços, não apenas como usuário, mas também como agente
criador, transformador.
Há muito potencial, muitas possibilidades que se tornam limitadas pela falta de interesse e
desconhecimento das possíveis alternativas a serem aplicadas aos locais e diante dos
desafios, a pesquisa determina como objetivo proposições metodológicas de intervenções
urbanas que reinventam, ressignificam e reanimam os interstícios urbanos de Boa Vista | e
Boa Vista Il, constituídas pelas vertentes sociais, urbanas, ambientais e econômicas.
As premissas apresentadas devem iniciar de uma vontade maior de transformar as atuais
conjunturas, que a princípio, somente com a colaboração comunitária é factível fazê-las.
Ainda devem permanecer lacunas, os personagens podem se modificar, outras condições
podem influenciar e com isso novos desdobramentos se manifestarem, contudo, os fatores
não anulam a eficiência e necessidade de (re)construir os microespaços com micropráticas
efetivas.

7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Azevedo, S., e Andrade, L. (2011) A trajetória recente da política de habitação popular. In:
Habitação e poder: da Fundação da Casa Popular ao Banco Nacional Habitação. Rio de Janeiro:
Centro Edelstein de Pesquisas Sociais, pp. 69-96. ISBN: 978-85-7982-055-7. Disponível em <
[Link] org/id/xnfq4>.

- Bragança, L. S (2005). Do Planejamento da Circulação ao Microplanejamento Integrado.


Dissertação de mestrado. Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Belo Horizonte, Brasil.

- Brasil. (2002). Estatuto da Cidade: guia para implementação pelos municípios e cidadãos. 2 ed.
Brasília: Câmara dos Deputados, Coordenação de Publicações.
- Fontes, A. S. (2013). Intervenções Temporária, Marcas Permanentes Apropriações, Arte e Festa na
Cidade Contemporânea. Rio de Janeiro: Casa da Palavra.

- Pizarro, E. P. (2014). Interstícios e Interfaces Urbanos Como Oportunidades Latentes: o caso da


Favela de Paraisópolis, São Paulo. Dissertação de mestrado. Universidade de São Faculdade de
Arquitetura e Urbanismo (FAU — USP). São Paulo, Brasil.
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- Rosa, M. L. (2011). Microplanejamento Práticas Urbanas Criativas. São Paulo: Cultura.

- Serpa, À. (2007) Espaço Público na Cidade Contemporânea. São Paulo: Contexto.


- Silva, J. Re Passos, L. A. (2006) O negócio é participar: a importância do plano diretor para o
desenvolvimento municipal. — Brasília DF: CNM, SEBRAE. Disponível em <
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0-

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