9
Referências teóricas
Segundo BARTOLOMEIS (1977:130), aula é uma forma organizativa em que um professor dirige
durante um tempo fixo em lugar especificamente determinado, que a actividade cognitiva de um
determinado grupo de alunos é dirigida pelo professor, tomando em conta as particularidades de
cada um.
Segundo LIBANEO (1994:177), a aula é um conjunto de meios e condições pelos quais o
professor dirige e estimula o processo de ensino em funções da actividade do aluno no processo de
aprendizagem escolar ou seja, a assimilação consciente e activa dos conteúdos.
De acordo com CARDOSO (2005: 80), o aluno só aprende o que o professor quer que aprenda.
Aprendizagem é um processo de aquisição e assimilação mais ou menos consciente de novos
padrões e novas formas de perceber, ser, pensar e agir (NEVES, 2000:171).
Segundo ESTRELA (1999:172), aprendizagem é uma modificação relativamente permanente na
capacidade do Homem, ocorrida como resultado da sua actividade e que não pode ser
simplesmente atribuída ao processo de crescimento e maturação.
Para PILETTI (2004:190), Avaliação é um processo contínuo de pesquisas que visa interpretar os
conhecimentos, habilidades e atitudes dos alunos, tendo em vista mudanças esperadas no
comportamento, propostas nos objectivos a fim de que haja condições de decidir sobre alternativas
do panejamento de trabalho do professor e da escola como um todo.
Segundo ALARCAO (1996: 186), educação é o processo de transmissão de características, e
experiencias sociais dos mais velhos para os mais novos ou de uma geração velha para uma
geração jovem.
BRANCO (2004: 40), afirma que educação é a organização dos recursos biológicos do indivíduo,
de todas as capacidades de comportamentos que o fazem adaptável ao meio físico e social.
Segundo LIBANEO (1994:143), Escola é um lugar colectivo do trabalho ou instituição de
formação e educação do Homem.
PILETTI (2004:16), afirma que Escola é um ambiente em que os pais e professores promovem
conjuntamente a educação.
De acordo com NERICE (1991: 16), motivação é a vontade ou interesse por algo que brota dentro
do próprio indivíduo. No processo de ensino e aprendizagem a motivação é um elemento
indispensável e está ao cargo do professor condicionar a existência dela para impulsionar a
aprendizagem.
10
Para MONTEIRO (2004:206) Motivação é um processo que visa criar situações que levem o
indivíduo (educando) a querer aprender.
Ao observar a escola as aulas, é tarefa do estudante praticante, com auxílio do supervisor não só
limita-se a preencher fichas de observação, formulários, diários, etc. Ele deve reflectir, questionar,
compreender e interpretar os dados do dia-a-dia da escola (DIAS, 2008: 21).
Para MOREIRA (2005: 16), professor eficaz é um indivíduo academicamente capaz, proficiente na
matéria que deve ensinar, e preocupado com o bem-estar dos educandos.
1. Localização e Descrição Física da Escola
1.1 Localização da Escola
A Escola Primária Completa de Rumbana encontra-se localizada na zona de Rumbana a Norte do
Município da Maxixe aproximadamente a três km, próximo da Wenela e da Igreja Congregacional
de Balaza. É limitada a norte, a este e oeste pelas residências dos moradores do bairro, a sul pelas
casas dos professores. Está distante da estrada nacional número1 e próximo da rua Bispo Almeida
Penicela. Devido o sítio onde a escola se encontra, pode se a firmar que estrategicamente está mal
situada por que não há acesso fácil para se chegar lá.
1.2 Historial da Escola
A Escola Primária Completa de Rumbana foi criada pela Igreja Católica a pedido do régulo
Rumbana em 1953. Primeiramente com o nome de Escola Capela, uma vez que aos domingos o
11
Padre celebrava missa no mesmo edifício. De 2 a 16 de Fevereiro do mesmo ano arrancaram
portanto, as aulas de baixo de uma mangueira com um efectivo de cinco alunos leccionados por
um professor e meses depois fez se uma sala de material precário ou local. A EPC de Rumbana foi
fundada pela Igreja Católica a pedido do régulo Rumbana, a mesma era tida como Capela pois nos
Domingos o Padre realizava missas, o que se chamava de escola de Canto Santo António de
Rumbana. Os primeiros alunos foram: Alcídio Zacarias Matule (filho do regulo), Jacinto
Ambrósio, Badru Momade, Joaquim Fernando, José Jaime Mafudane (filho do professor) que
vinham transferidos da igreja Teresinha do menino Jesus da Maxixe para apoiar o professor que na
altura trabalhava simplesmente sozinho. Porem é de referir que Alcídio Zacarias filho do régulo de
Rumbana é que substitui o pai após sua morte. Em 1956 constrói-se um edifício velho; em 1958 há
mudança da sala construída de material precário para material convencional.
Em 1974 os Padres deixaram as instalações e todos alunos foram baptizados pelo Padre Pinh
Romano e os sábados eram consagrados como dias de catequize. Em 1977 o professor Agostinho
Paulo Matavel dividiu a sala em duas para as aulas e em 1978 leccionava-se a 4ª classe.
1.3 Espaços Escolares
A Escola Primária Completa de Rumbana ocupa uma área aproximada a 150m², onde cerca de
70% do espaço está ocupado pelos edifícios pertencentes a Escola (salas de aulas, casas dos
professores e casas de banho), sendo que as salas de aulas são as que ocupam um espaço maior.
Também tem umas árvores que dão frutos onde numa das árvores tem uns bancos onde os
professores sentam para descansar.
1.4 Descrição de Infra-estruturas e pátios escolares
A Escola Primària Completa de Rumbana possui 24 salas de aulas sendo, outras convencionais e
outras de material precário. As salas de construção convencional estão agrupadas em quatro blocos
de duas, três e quatro salas respectivamente, todas salas estão pintadas no interior de branco, de
fora outras salas estão carapinhadas de baixo até a altura das janelas e a parte de cima pintadas de
branco, cinco salas totalmente carapinhadas e gradeadas.
Tem um bloco administrativo ligado a uma sala, onde esta dividido em três compartimentos sendo
no primeiro, o gabinete do Director da escola, no segundo a sala do Director Adjunto Pedagógico
(DAP) e no terceiro a secretaria que funciona também como gabinete administrativo.
A escola tem no total 11 casas de banho, sendo cinco antigas e em condições não favoráveis, e
cinco novas em boas condições, e duas são para os alunos (rapazes), duas para raparigas e uma
12
casa de banho para os professores e o pessoal não docente. Tem ainda um pátio escolar para os
alunos passarem o recreio ou intervalo, um armazém, uma fontenária de água, árvores que dão
frutas e sombra, um mastro e bandeira nacional, um jardim bem cuidado.
É de salientar o facto de a Escola não possuir vedação condigna, cantina escolar, biblioteca, sala de
professores, vitrinas para a fixação de informações, dispositivos para incêndios e um campo de
actividades desportivas pertencente à Escola, visto que de momento a Escola usa o campo
emprestado pela Igreja Congregacional, a maior parte das salas construídas de material precário
estão em estado de degradação.
Contudo, isto pode fazer com que os alunos saiam da escola para comprar lanche fora o que pode
prejudicar a eles porque podem ser atropelados, no caso do campo tinham que ter o próprio deles
porque a qualquer momento podem ser despejados e no caso de houver um incêndio será muito
pior já que a escola não dispõe dispositivos para incêndios quanto as informações sem vitrina não é
fácil todos alunos ficarem atualizados, isto porque, no caso de o aluno faltar não terá conhecimento
de nada.
3. Descrição do Grupo de disciplina e do programa
3.1 Composição do Grupo de disciplina de Ciências Sociais e suas atribuições
A área de Ciências Sociais é composta por dois professores, sendo um professor para a 6ª classe e
um professor que lecciona as 7ª classes. Uma vez, que a Escola possui 36 turmas do primeiro grau
e 13 turmas do segundo grau (6ª e 7ª classe), cada professor responde por uma classe, por sinal
onde lecciona ou seja, o professor lecciona todas sete turmas da 6ª classe e é director de turma da
6ª três o outro professor dá aulas a todas nove turmas da 7ª classe e também é director da 7ª quatro.
Segundo a direcção da Escola, todos os planos da área das ciências Sociais são elaborados por este
grupo.
3.2 Planos de estudo do ciclo
Esta Escola infelizmente não possui um plano de estudo feito para a disciplina de Ciências sociais.
Porém, o grupo de disciplina antes de elaborar o plano semanal faz uma retrospectiva dos
conteúdos leccionados ao longo da semana e de seguida procuram mecanismos ou estratégias para
voltarem a repisar nos conteúdos não percebidos. Disseram ainda os professores que para se
ultrapassar este problema dão trabalhos de casa e prometem aos alunos nota quem conseguir.
3.3 Planificação Analítica e Semanais
13
Segundo PILETTI (2004: 60), planificar é estudar, assumir uma atitude séria e curiosa diante de
um problema, onde cada individuo procura reflectir para decidir quais as melhores alternativas de
acção possíveis para alcançar determinados objectivos a partir de certa realidade, pois, quanto mais
complexos forem os problemas, maior é a necessidade de planejar.
A EPC de Rumbana, possui um plano analítico de Ciências Sociais elaborado por professores da
mesma área, ou seja, por professores que dão a mesma disciplina. Onde os professores retiram os
conteúdos para a elaboração do plano e diário. O plano analítico de conteúdos é elaborado logo no
princípio de cada trimestre com base no programa para garantir o decurso normal de aulas. O
número de aulas no plano analítico é determinado pelas semanas lectivas de cada trimestre e pelo
número de aulas semanais do professor.
Quanto aos planos semanais, nesta Escola é indispensável o uso da planificação semanal, uma vez
que os professores desta área retiram do plano semanal, os conteúdos que devem ser leccionados
numa determinada semana. Para além disso a direcção distrital e provincial visitam sempre a EPC
de Rumbana, então os professores fazem de tudo para não serem surpreendidos sem plano de aula.
4. Observação da Turma
4.1 Características da Sala
As aulas do campo por mim assistido no âmbito da Prática Pedagógica II, decorreram de 28 a 22
de Maio de 2014 na turma 4 da 6ª classe. Portanto, a turma 4 é uma sala feita de material
convencional, dispõe de janelas, porta, apresenta o chão limpo, a mesma esta em boas condições
para leccionação de aulas, a sala é limpa, os alunos estão organizados em filas, não sentam nas
carteiras, são devidamente organizados, são pontuais as aulas, tem chefes dos grupos, chefe de
higiene e chefe da turma. Porém a sala tem porta, tem ainda um quadro preto em condições
razoáveis para a aprendizagem por onde os professores escrevem informações importantes sobre as
aulas. A sala não tem carteiras para os alunos, somente uma para o professor, o que significa que
os alunos acomodam-se no chão ou no cimento gelado, o que poderá mais tarde criar problemas de
saúde para estes. Ao andar do tempo isso pode fazer com que os alunos fiquem doente e isso
poderá prejudicar o ensino.
4.2 Organização da Turma
14
A turma 4 da 6ª classe, é representado por uma chefe da turma e um subchefe, chefe de desporto e
de higiene. Verificou-se também que as raparigas sentam em frente e quase todos os rapazes
sentam se atrás, onde por vezes fazem barulho, passam muito tempo da aula a conversar.
Pode fazer com que eles não percebam nada devido ao barulho que fazem e como consequência no
dia da avaliação não fazerem nada ou mesmo cabular o que prejudica não só ao aluno mas também
ao ensino. Visto que na medida em que o professor explica e ao mesmo tempo o aluno provoca
barulho corre o risco de não perceber nada e quando o professor fazer perguntas acerca do que
estava a falar o aluno repara para cima e não responde nada.
4.2.1 Director da turma e suas funções
O Director da turma é um professor que é incumbido a responsabilidade de velar pela turma, e este
é também um professor que lecciona na mesma sala. Tem a tarefa de:
Velar a aplicação do regulamento interno da Escola nas turmas, preencher o livro de
sumário da turma,
Conhecer a situação de cada aluno na turma, no concernente ao aproveitamento
pedagógico, assiduidade, anseio e higiene
Aplicar as decisões das estruturas superiores na turma.
Promover reuniões com pais ou encarregados de educação para dar informação da situação
dos seus educandos sobre o aproveitamento pedagógico.
4.2.2 Chefe da Turma e sua função
O/a chefe da turma é um aluno/a que é escolhido pelos seus colegas ou ainda escolhido pelo
director da turma para representar a turma no caso de ausência do professor e ainda dirigir algumas
actividades que competem a eles realizá-las. Assim, o/a chefe da turma tem o dever ou tarefa de:
Velar pelo material em uso na sala de aula (giz, apagador, carteiras, livro de turma )
Orientar a limpeza da sala de aulas todos os dias, antes e depois das aulas.
Informar se sempre das dificuldades da turma e encaminha-lo se necessário ao director da
turma.
Procurar se informar das inquietações que os chefes dos grupos encaram na realização das
actividades escolares.
15
Controlar as presenças dos seus colegas no hino nacional e na sala de aulas e procurar
ainda saber por que o colega faltou.
4.2.3 Chefe do grupo e sua função
O chefe do grupo é um aluno escolhido num grupo ou fila para representar e orientar actividades
diárias inerentes a esse mesmo grupo, ele é incumbido a tarefa de:
Ajudar o chefe da turma a controlar o material didáctico em uso na sala de aulas
Controlar a presença e participação dos seus elementos do grupo na realização das
actividades.
Informar ao chefe da turma as dificuldades que o grupo encara na realização das tarefas
4.3 Características dos alunos
A turma da 6ª 4 da EPC de Rumbana, possui um total de 43 alunos dos quais 13 são do sexo
masculino e 30 são do sexo feminino. Assim, eles têm uma idade compreendida ou que varia de 10
a 15 anos. Segundo os relatos colhidos estes alunos professam diferentes religiões, mas uma parte
considerável pertencem a religião cristã Congregacional de Moçambique, talvéz por que esta Igreja
esta muito próximo da Escola. A Língua do primeiro contacto predominante é Guitonga, e a língua
Xitsua ocupa a segunda posição. São alunos provenientes do bairro Rumbana, onde a Escola está
inserida, então eles fazem um trajecto curto para chegar à Escola e de Escola para casa, onde se
estima um percurso temporal de 10 a 20 minutos no máximo. Presume-se que sejam de família de
classe social baixa. Segundo eles, a maior parte dos rapazes fora das aulas vão as oficinas para
aprender algumas profissões. No que se verificou neles é que tem uma personalidade aceitável e
estão dispostos para aprender.
4.4 Características do professor
O modo de aprender a profissão conforme a perspectiva de imitação, será a partir da observação,
imitação, reprodução e as vezes reelaboração dos modelos existentes nas práticas consagradas
como bons (DIAS, 2008: 52).
O professor tutor é um Licenciado, tem um carácter bom, conversa e acolhe as ideias dos outros de
uma forma boa, tem respeito e consideração pelos outros. Vem a sala motivado e sabe motivar os
seus alunos a ter gosto pelas aulas de ciências sociais, sempre adoptou aulas interactivas com os
seus alunos, por isso os seus alunos participam sem nenhum problema. Contudo, ao longo das
minhas aulas do campo verifiquei que ele respeita todas as funções didácticas nas suas aulas
(Introdução e Motivação; Mediação e Assimilação; Domínio e Consolidação; Controlo e
16
Avaliação). Sempre dá TPC e na aula seguinte corrige em conjunto com os seus alunos. Duma
forma agradável e boa colaborou em todas as minhas inquietações inerentes às actividades do
campo, mostrou-se seguro no domínio do trabalho que ele faz.
5. Estrutura e Organização das aulas
5.1 Descrição do plano de aula do tutor (professor)
O professor de Ciências Sociais, a qual eu pude assistir as aulas dela, leva consigo todos dias o
plano de aulas que serve de espelho para desenvolver o conteúdo previsto num dado dia. Ele para
elaborar este, apoia- se do plano analítico feito por um conjunto de professores da mesma área. O
plano em uso na EPC de Rumbana obedece as quatro funções didácticas ordenado de acordo com
os momentos didácticos (Introdução e Motivação; Mediação e Assimilação; Domínio e
Consolidação; Controlo e Avaliação). No início ou seja no topo, é identificado a Escola, a data, o
tema, os objectivos por se alcançar nessa aula. Na tabela vem a duração, funções didácticas, o
conteúdo, o que o professor e o aluno devem fazer, a metodologia e os recursos didácticos.
Contudo, os objectivos por ele traçados adequam se ao ambiente das crianças, as técnicas são boas,
mas ele não explora novos recursos que podem chamar mais atenção ao aluno, só usa livro.
5.2 Descrição da articulação do plano durante o decurso das aulas do tutor
No concernente á articulação ou comprimento do plano para o alcance dos objectivos traçados, o
tutor respeitava e seguia os momentos ou funções didácticos, porém ele não se apegava ao tempo
em todas as aulas uma vez que, nem sempre os alunos percebiam a matéria no tempo precisamente
estabelecido e com isso a necessidade de se repetir a explicação. Os objectivos traçados nos temas
que eu assisti adequavam se com o conteúdo em estudo, as tarefas do professor e do aluno estavam
sem dúvida bem traçados, as técnicas e métodos por ele preferidos estavam a nível dos alunos e os
alunos mostravam se dentro do assunto em causa e dava ainda muita motivação para eles aprender
a matéria. Apesar de ele não explorar novos recursos didácticos, usando somente o livro do aluno e
o quadro os alunos relacionavam as figuras do livro com a realidade mais próxima deles, o que
criava de certa forma uma expectativa muito grande.
5.3 Uso de Recursos didácticos
Recursos ou meios didácticos são instrumentos pelos quais o docente usa para criar mais vontade
ao aluno para que aprenda a matéria em estudo. Assim, na leccionação por mim assistida, o
professor de ciências sociais usa alguns recursos como o livro, o quadro dependendo do tema que
se pretende dar nessa aula. Contudo, notei que ele não traz novos meios de ensino, como é o caso
17
dos mapas bem maiores, cartazes, fotografias que tem a ver com a realidade próxima do aluno, por
exemplo nas aulas com os temas como lagos, rios, florestas, savanas etc. Porém, ele e os seus
alunos faziam leituras das figuras usando o manual do aluno, onde eles saíam com uma noção do
assunto em causa. Isso faz com que o aluno não esteja bem ciente do que se trata uma vez que ele
só se baseia no seu próprio manual sem recorrer a outros meios que possam facilitar ou mesmo
ajudar a ele a perceber ou a se integrar melhor no assunto.
5.4 Relação professor e aluno e aluno para aluno
A falta da boa relação entre o professor e o aluno dificulta a aprendizagem e não estabelece a
associação do meio em que a criança vive com parte teórica, não favorece o desenvolvimento da
observação e do raciocínio da criança e ainda a adaptação da criança ao meio natural, social em
que vive (PILETTI, 2004: 112).
É certo que onde há mais que uma pessoa, o modo de pensar, sentir, falar, agir é totalmente
diferente, mas nos dias que mi fiz presente e os relatos colhidos a respeito da turma 4, indicam que
os professores que passam ou leccionam esta turma se entendem melhor com os seus alunos,
ambos se respeitam o que cria um bom ambiente de aprendizagem. Assim, o tutor mostrou uma
capacidade de acolher e procurar soluções dos problemas que afectam os alunos. Para os alunos,
notei uma ajuda mútua entre eles e procuravam a todo custo se ajudarem mesmo em momentos
inadequados como é o caso dos testes, eles se comunicavam davam se respostas das questões,
trocavam ainda os materiais escolares, compartilhavam o lanche no intervalo, colaboravam na
realização dos trabalhos em conjunto, por isso esta turma revelou me um comportamento bom e há
um relacionamento muito agradável.
5.5 Dissertações gerais e avaliação das aulas assistidas
Segundo Dias et al (2008: 23), aos encontros de reflexão, discussão e problematização de vários
assuntos com vista a estabelecer uma melhor articulação entre a teoria e prática.
De uma maneira geral, as actividades desenvolvidas pelos professores, na sala de aula, pude
observar que são muito complexas e complicadas, uma vez que requer muita atenção,
responsabilidade, cumprimento de ordens, o uso do conhecimento, capacidade e vocação para
formar um bom Homem. Contudo, o tutor esforça-se tanto para chegar a um nível mais alto da sua
carreira profissional, mas os deslizes num trabalho não faltam. Apesar de tudo isso ele dá sempre
exemplos mais próximos dos alunos o que permite melhor compreensão da matéria em
leccionação. Tem uma caligrafia visível no quadro, interage sempre com os seus alunos, dá espaço
18
para eles se pronunciarem, a voz dele é abrangente e tem um domínio da linga portuguesa, domina
a matéria, sabe elogiar os seus alunos.
Bibliografia
1. ALARCAO, Isabel. Formação reflexiva de professores: estratégia de supervisão. Lisboa, porto
editora, 1996.
2. BARTOLOMEIS, Francesco de. Introdução à didáctica da escola activa. 2ª ed. Lisboa, livro
horizontes, 1977.
3. BRANCO, Augusto Viegas. Auto Motivação. Coimbra, Quarteto Editora, 2004.
4. CARDOSO, Carlos Manuel. Educação Multicultural: Percurso para práticas reflexivas.
Lisboa, Texto Editores, 2005.
5. DIAS, Hildizina Norberto et al. Manual de práticas Pedagógicas. Maputo, Educar, 2008.
6. ESTRELA, Albano; NÓVOA, António. Avaliações em educação: Novas perspectivas. Porto,
porto editor, 1999.
7. LIBANEO, José Carlos. Didáctica. São Paulo, Cortez editora, 1994.
[Link], Agostinho dos Reis. Educação e Deontologia. Lisboa, escolar editora, 2004.
9. MOREIRA, Paulo. Ser Professor: competências básicas 4. Porto, Porto editora, 2005.
10. NÉRICE, I. G. Introdução à Didáctica Geral.16ª Edição. São Paulo, Atlas editora, 1991.
11. PILLET, Claudino. Didáctica Geral. 23ª Edição. São Paulo, Cotez editora, 2002.
12. UNIVERSIDADE PEDAGÓGICA. Normas para a Publicação de Trabalhos Científicos na
Universidade Pedagógica. Maputo, 2009.