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Método Trialelo para Epistasia Agrícola

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1

Trialelo: Método para Determinação da Epistasia

Ministério da Agricultura,
Pecuária e Abastecimento
Documentos
139
ISSN 0103 - 0205
N ov embro, 2005

Trialelo: Método para


Determinação da Epistasia
2 Trialelo: Método para Determinação da Epistasia

República Federativa do Brasil

Luiz Inácio Lula da Silva


Presidente

Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

Roberto Rodrigues
Ministro

Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária

Conselho de Administração

Luis Carlos Guedes Pinto


Presidente

Silvio Crestana
Vice-Presidente

Alexandre Kalil Pires


Hélio Tollini
Ernesto Paterniani
Cláudia Assunção dos Santos Viegas
Membros

Diretoria Executiva da Embrapa

Silvio Crestana
Diretor-Presidente

Tatiana Deane de Abreu Sá


José Geraldo Eugênio de França
Kepler Euclides Filho
Diretores Executivos

Embrapa Algodão

Robério Ferreira dos Santos


Chefe Geral

Luiz Paulo de Carvalho


Chefe Adjunto de Pesquisa e Desenvolvimento

Maria Auxiliadora Lemos Barros


Chefe Adjunto de Administração

José Renato Cortêz Bezerra


Chefe Adjunto de Comunicação e Negócios
3
Trialelo: Método para Determinação da Epistasia

ISSN 0103-0205
Novembro, 2005

Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária


Centro Nacional de Pesquisa de Algodão

Documentos 139

Trialelo: Método para Determinação da Epistasia

Máira Milani

Campina Grande, PB.


2005
4 Trialelo: Método para Determinação da Epistasia

Exemplares desta publicação podem ser solicitados à:

Embrapa Algodão
Rua Osvaldo Cruz, 1143 – Centenário
Caixa Postal 174
CEP 58107-720 - Campina Grande, PB
Telefone: (83) 3315-4300
Fax: (83) 3315-4367
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Comitê de Publicações

Presidente: Luiz Paulo de Carvalho


Secretária: Nívia Marta Soares Gomes
Membros: Cristina Schetino Bastos
Fábio Akiyoshi Suinaga
Francisco das Chagas Vidal Neto
Gilvan Barbosa Ferreira
José Américo Bordini do Amaral
José Wellington dos Santos
Nair Helena Arriel de Castro
Nelson Dias Suassuna
Supervisor Editorial: Nívia Marta Soares Gomes
Revisão de Texto: Máira Milani
Tratamento das ilustrações: Geraldo Fernandes de Sousa Filho
Capa: Flávio Tôrres de Moura/Maurício José Rivero Wanderley
Editoração Eletrônica: Geraldo Fernandes de Sousa Filho

1ª Edição
1ª impressão (2005) 1.000 exemplares

Todos os direitos reservados


A reprodução não autorizada desta publicação, no todo ou em parte, constitui
violação dos direitos autorais (Lei nº 9.610).

EMBRAPA ALGODÃO (Campina Grande, PB).

Trialelo: Método para Determinação da Epistasia, por Máira Milani. Campina


Grande, 2005.

21p. (Embrapa Algodão. Documentos, 139).

[Link]ética Quantitativa. I. Milani, M. II. Título. III. Série.


CDD 575.1

 Embrapa 2005
5
Trialelo: Método para Determinação da Epistasia

Autor

Máira Milani
[Link]. Engº Agrº, Embrapa Algodão, Rua Osvaldo Cruz, 1143, Centenário,
58107-720, Campina Grande, PB.
6 Trialelo: Método para Determinação da Epistasia
7
Trialelo: Método para Determinação da Epistasia

Apresentação

A agropecuária é uma das áreas que mais tem se beneficiado da evolução dos
estudos genéticos, com o aumento de produtividade e a melhoria de
características de interesse econômico e/ou nutricional. Os estudos genéticos
básicos, como a determinação do tipo de herança envolvida em uma
característica são essenciais, para esta evolução.

Esta publicação divulga uma metodologia simples para a determinação dos


efeitos epistáticos em características de interesse econômico, contribuindo para
aprimoramento das pesquisas em fitomelhoramento.

Robério Ferreira dos Santos


Chefe Geral da Embrapa Algodão
8 Trialelo: Método para Determinação da Epistasia
9
Trialelo: Método para Determinação da Epistasia

Sumário

Trialelo: Método para Determinação da Epistasia............................ 11

Epistasia ..................................................................................11

Método para determinação da epistasia: Trialelo ............................12

Determinação da Epistasia com uso dos Trialelos........................... 17

Referências Bibliográficas .......................................................... 19


10 Trialelo: Método para Determinação da Epistasia
11
Trialelo: Método para Determinação da Epistasia

Trialelo: Método para


Determinação da Epistasia
Máira Milani

Epistasia

A maioria das características de interesse econômico apresenta segregação


contínua, tais como produção, altura de planta e ciclo, sendo determinadas por
vários genes e/ou muito influenciadas pelo ambiente. Para essas características e
dependendo do ambiente um único genótipo pode ter vários fenótipos e um
mesmo fenótipo pode estar associado a vários genótipos (HARTL, 1991). Os
fenótipos observados são obtidos por mensurações, não havendo possibilidade
de identificarem-se classes distintas, como no caso dos caracteres qualitativos, o
que exige a utilização de metodologias biométricas apropriadas, as quais estão
fundamentadas na utilização de estatísticas, tais como média, variância,
covariância e correlação de caracteres (RAMALHO et al., 2000).

As metodologias utilizadas para estudo dos caracteres quantitativos resumem-se


no uso dos componentes de médias e componentes de variância. A utilização da
variância, uma estatística de segunda ordem, ao invés de médias, é preferida,
porque esta última pode, algumas vezes, não representar realmente o que está
ocorrendo. Utilizando-se as médias, o que se obtém no final é uma soma
algébrica de cada um dos locos individualmente, e pode ocorrer, por exemplo,
que os genes dominantes estejam presentes, mas atuando em sentidos opostos
nos vários locos, o que resultaria em um efeito final nulo ou pequeno,
resultando, evidentemente, em uma idéia errônea do que realmente ocorre. O uso
da variância elimina esta desvantagem porque como os efeitos individuais de
cada loco são elevados ao quadrado, não há possibilidade de se cancelarem.
Além disso, a variância tem outras vantagens, como permitir obtenção de
12 Trialelo: Método para Determinação da Epistasia

estimativas de herdabilidade e predições do ganho esperado com a seleção, o


que não é possível com médias (RAMALHO et al., 1993).

Os efeitos dos genes, para expressar os fenótipos, dependem de sua ação e de


sua interação. Esta última pode ser dividida em interação alélica e não-alélica.
Interação alélica é a ação combinada dos alelos de um mesmo gene e expressa
os efeitos do vigor híbrido ou heterose. Já interação não-alélica é a ação
combinada de alelos de genes diferentes. A epistasia é um tipo de interação não-
alélica, na qual a expressão de um gene é inibida por outro (RAMALHO et al.,
2000).

Na ausência de epistasia, o valor genotípico para todos os locos controlando


uma característica é igual à soma dos valores genotípicos para os locos
individuais. Quando a epistasia está presente, o valor genotípico para de um
indivíduo não é estimado completamente pela soma dos valores genotípicos
individuais (FEHR, 1991).

Existem três tipos de interações epistáticas: 1) tipo i, a qual pode ser


denominada interação aditiva x aditiva (aa) ou homozigota x homozigota, e é
muito importante no melhoramento de plantas autógamas; 2) tipo j, interação
aditiva x dominante (ad) ou dominante x aditiva (da) e também pode ser
denotada de homozigota x heterozigota ou heterozigota x homozigota, e que
não é possível fixar com a seleção e 3) tipo l, interação dominante x dominante
(dd) ou heterozigota x heterozigota, tendo sua maior importância na produção de
híbridos. Nestas expressões, aditivo refere-se ao valor genético (“breeding
value”) e dominante, aos desvios de dominância. Para dois locos, aditivo x
aditivo é a interação dos valores de melhoramento em ambos os locos, aditivo x
dominante é a interação entre valores de melhoramento em um loco e desvios de
dominância no outro, e dominante x dominante é a interação de desvios de
dominância em ambos os locos. As interações epistáticas são dependentes dos
efeitos médios dos genes e desvios de dominância nos locos individuais. Como
resultado, são dependentes do grau médio de dominância e da freqüência gênica
na população (FEHR, 1991; RAMALHO et al., 1993).

Método para determinação da epistasia: Trialelo

Na maioria dos métodos utilizados para estimarem-se os componentes de


variação genéticos e ambientais, assume-se que as interações não-alélicas
13
Trialelo: Método para Determinação da Epistasia

estejam ausentes, embora não se preveja um teste válido para esta


pressuposição. Além de que as estimativas dos componentes de dominância
invariavelmente estão associadas a um erro padrão maior do que os
componentes aditivos (KEARSEY E JINKS, 1968).

Um método experimental desenvolvido para superar o segundo problema foi


proposto por Comstock e Robinson (1952) e denominado Delineamento III, que
permite a análise de gerações derivadas de cruzamentos aleatórios de F2
proveniente de duas linhas puras e contrastantes. A análise trialélica é uma
extensão deste delineamento na qual é possível não somente obter uma
estimativa eficiente da variância devido à dominância como testar a presença de
epistasia, por meio de cruzamentos aleatórios entre a geração F2 e suas gerações
antecessoras (KEARSEY E JINKS, 1968; JINKS et al., 1969). Isto ocorre
porque há mais quadrados médios disponíveis na análise de variância, tornando
possível estimar variâncias de pequena ordem (HALLAUER E MIRANDA FILHO,
1988).

A análise trialélica tem dois propósitos básicos (Rawlings e Cockerham, 1962),


sendo o primeiro, contribuir para o entendimento da ação gênica na estrutura do
híbrido triplo e o segundo, prognosticar quais parâmetros genéticos devem ser
estimados e que hipóteses devem ser testadas. Apresenta como limitação, o
número de linhagens que deve ser utilizado, pois se deve manter um número de
híbridos triplos que possa ser manuseável. Também, presta-se para verificar

Fig. 1. Esquema de cruzamentos utilizado com o Delineamento III Fonte: Comstock e


Robinson (1952).
14 Trialelo: Método para Determinação da Epistasia

falhas do modelo simples, estimar a interação genótipos x ambientes sem


ambigüidade de respostas porque permite discriminar os efeitos da interação com
os efeitos aditivos, dominantes e epistáticos (PERKINS E JINKS, 1970, 1971) e
pode ser importante para detectar epistasia em alguns cruzamentos, mesmo que
a epistasia não mostre significância na análise estatística (JINKS E PERKINS,
1970). Em um trabalho realizado com Nicotiana rustica, por JINKS et al.
(1973), foi possível verificar que a epistasia pode ser relacionada ao cultivo em
ambientes extremos com o uso da análise trialélica.

No trialelo, uma amostra de genótipos de uma população é cruzada com 3


testadores, conforme Figura 2. Dois deles (L1 e L2) são linhas homozigóticas e o
terceiro (L3) é o F1 entre L1 e L2. As progênies do i-ésimo genótipo são
denominadas por L1i, L2i e L3i, respectivamente. Considerando 2 locos com 2
alelos, são possíveis 9 genótipos, cujos valores genotípicos esperados
encontram-se na Tabela 1 (KEARSEY E JINKS, 1968).

Com L1 = AABB e L2 = aabb, o valor do contraste (L1i + L2i – 2L3i) para os


cruzamentos com AABB será explicado em detalhes. Os genótipos dos 3
cruzamentos serão, neste caso, L1i = AABB, L2i = AaBb e L3i = ¼ (AABB +
AABb + AaBB + AaBb). Para os valores genotípicos esperados de L1i, L2i e L3i,
tem-se:

Fig. 2. Esquema de cruzamentos utilizado no trialelo.


Fonte: Kearsey e Jinks (1968).
Tabela 1: Valores genotípicos esperados para as famílias derivadas dos cruzamentos
com cada um dos 9 possíveis genótipos

a = aditivo; d = dominante; i = aa (aditivo x aditivo); j = ad + da (aditivo x dominante + dominante x


aditivo) e l = dd (dominante x dominante)
L1 = parental AABB; L2 = parental aabb; L3 = geração F1
Trialelo: Método para Determinação da Epistasia
15
16 Trialelo: Método para Determinação da Epistasia

aA +aB + aa
dA + dB +dd
(aA + dA + aB + dB) + ½ (aa + ad + da +dd)

O valor esperado para o contraste (L1i + L2i – 2L3i) será, portanto, ½ (aa – ad –
da +dd) e está livre dos efeitos aditivos e de dominância. O mesmo pode ser
encontrado para os 8 genótipos restantes, conforme exposto na Tabela 2
(WRICKE E WEBER, 1986).

Se não forem verificados efeitos epistáticos, Kearsey e Jinks (1968) propõem


que deve-se proceder à análise da soma (L1i + L2i) e da diferença (L1i - L2i). As
variâncias para soma e para diferença são duas vezes maiores que os quadrados
médios para genótipos e interações da análise de variância (Tabela 3).
Considerando as freqüências alélicas p e q, nenhum componente de variância da
população base pode ser estimado. Isto somente é possível no caso de dois
alelos com freqüências iguais. Uma população que preenche esta condição é uma
população F2 derivada de um cruzamento de duas linhagens homozigóticas
(WRICKE E WEBER, 1986). O componente aditivo para cada família será
fornecido pela fonte de variação soma e o componente de dominância pela fonte
da diferença.

Tabela 2. Valores genotípicos do contraste (L1i + L2i – 2L3i), considerando a geração


F1 dos cruzamentos trialélicos, (P1 = AABB e P2 = aabb).

aa = aditivo x aditivo; ad = aditivo x dominante; da = dominante x aditivo e dd = dominante x


dominante
17
Trialelo: Método para Determinação da Epistasia

Tabela 3. Análise de variância para o cruzamento triplo na ausência de epistasia


n = número de famílias; r = número de repetições; t = número de tratamentos e b = número de blocos

Pelas esperanças dos quadrados médios, E(QM), podem-se calcular os


parâmetros:

Determinação da Epistasia com uso dos Trialelos

Alguns trabalhos foram realizados com o uso de análise de cruzamentos triplos


(SINGH E SINGH, 1976; NANDA et al., 1982; VIRK et al., 1986;
SUBBARAMAN E RANGASAMY, 1989; NANDA et al., 1989; SRINIVASAN E
PONNUSWANY, 1993; WOLF E HALLAUER, 1997; ETA-NDU E OPENSHAW,
1999; UPADHYAYA E NIGAM, 1998 e 1999) e existe grande divergência
quanto à importância da estimativa da epistasia. Esta variação ocorreu devido ao
tipo de genitores utilizados nos cruzamentos, a geração avaliada, a espécie
utilizada, número de locais avaliados, interação genótipos x ambientes e até
mesmo com as mesmas condições e cultivares diferentes.

Estudando cruzamentos triplos em trigo, Singh e Singh (1976) verificaram que


os resultados da análise realizada revelaram que o componente devido à epistasia
foi importante para altura de planta, comprimento de espiga, número de
espiguetas por espiga, número de grãos por espiga e produção por planta.
Porém, Nanda et al.(1982) utilizando cultivares diferentes como parentais e
avaliando as mesmas características, não verificaram a presença de epistasia.
Ainda com trigo, Nanda et al. (1989) observaram a existência de epistasia do
aditiva x aditiva para produção, número de grãos por espiga e índice de colheita.

Avaliando o cruzamento triplo de 20 famílias F7 com a geração F2 do mesmo


cruzamento, em ervilha, Virk et al. (1986), verificaram que o componente devido
18 Trialelo: Método para Determinação da Epistasia

à epistasia não mostrou-se importante para explicar os resultados e que para


isso o componente devido à dominância foi fundamental.

Em arroz, Subbaraman e Rangasamy (1989), verificaram a presença da epistasia


para a maioria dos caracteres estudados, exceto peso de 100 grãos, para o qual,
também, não ocorreu presença de epistasia dos tipos i, j e l. Porém, esses
efeitos podem estar confundidos com efeitos ambientais, pois a análise foi
realizada apenas em um local e uma safra.

Em soja, Hanson e Weber (1962) e Hanson et al. (1967) verificaram que


aproximadamente 70% da variação genética da produtividade de grãos pode ser
atribuída à epistasia.

Em milho, os melhoristas vêm obtendo sucesso explorando a heterose do


híbrido em cruzamentos de linhas puras em que os efeitos epistáticos podem
contribuir para a expressão da heterose. Para testar esta hipótese, Wolf e
Hallauer (1997) realizaram o cruzamento das linhagens B73 x Mo17, obtendo
F1 e F2, e utilizaram o cruzamento triplo entre F2, os parentais e F1. Verificaram
que os efeitos epistáticos foram significativos para comprimento de espiga,
número de fileiras de grãos na espiga, altura de espiga e florescimento e que a
presença da epistasia pode ter contribuído para a manifestação da heterose.
Utilizando esta mesma metologia, Eta-Ndu e Openshaw (1999) obtiveram
resultados semelhantes para produção.

A epistasia afetou o comportamento de 8 em 11 características estudadas em


amendoim por Upadhyaya e Nigam (1998, 1999), e houve maior interação
entre epistasia e ambientes do que destes com efeitos aditivos e de dominância.
Entre estas características estão conteúdo e qualidade de óleo, sempre utilizadas
como parâmetros em programas de melhoramento desta cultura. Assim, os
autores sugerem que a presença de epistasia seja considerada na escolha do
método de melhoramento a ser utilizado.

Khattak et al., (2002) utilizaram uma modificação do método proposto por


Kearsey e Jinks (1968). Eles cruzaram as gerações parentais e F1 com 9
variedades de Vigna radiata e verificaram que a partição da epistasia total
indicou que a interação aditiva x aditiva (tipo i) foi importante para altura de
planta, em vários estádios de desenvolvimento da cultura, enquanto que para as
características ligadas a maturação dos frutos e precocidade, os efeitos das
interações aditiva x dominante e dominante x dominante foram mais
importantes.
19
Trialelo: Método para Determinação da Epistasia

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22 Trialelo: Método para Determinação da Epistasia

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