Tema: Os Incas: Império e Organização Social
Nome do estudante: Amisse Caisse
Código do estudante: 96231100
Nome do Tutor: Mestre, Luís Diogo Alberto
Introdução
O Império Inca foi uma das civilizações mais proeminentes da América do Sul pré-colombiana,
estabelecida na região dos Andes, abrangendo partes do que é hoje o Peru, Equador, Bolívia,
Colômbia, Chile e Argentina. Os Incas eram conhecidos por sua engenhosidade e avanços em
agricultura, arquitetura e organização social. Eles construíram uma rede extensa de estradas,
administraram um sistema eficiente de colecta de impostos e governaram um vasto território por
séculos. Sua capital, Cusco, era o centro de seu império e reflectia a grandiosidade e
complexidade da sociedade incaica. A história dos Incas é fascinante e revela muito sobre a rica
cultura e tradições desse povo indígena da América do Sul.
Objectivos
Geral
Compreender o Império Inca
Específicos
Conhecer a localização geográfica e a história do Império Inca;
Analisar como os Incas organizaram seu governo e a administração centralizada;
Examinar as responsabilidades e funções de cada classe dentro da sociedade inca;
Mencionar as principais actividades económicas dos Incas;
Analisar a importância da religião e dos rituais na vida cotidiana e na política inca
Metodologia
Para a elaboração deste trabalho recorreu-se ao uso do método bibliográfico que consistiu na
recolha das informações que dizem respeito a este tema acima supracitado em livros
electrónicos. Para melhor compreender o conteúdo deste tema usou também o método de
comparação das fontes com vista a melhorar o discurso histórico.
Localização e historia do Império Inca
O Império Inca foi localizado na região dos Andes, na América do Sul, abrangendo
territórios que hoje correspondem ao Peru, Equador, Bolívia, Chile e Argentina. Sua
capital, conhecida como Cusco, era o centro político, administrativo e religioso do
império. A geografia montanhosa e diversificada da região contribuiu para a formação de
um império resiliente e engenhoso, responsável por dominar e integrar diversas culturas e
povos ao longo dos séculos (Burlando, 1992, p. 43).
Distanciando se um pouco com o que foi dito pelo autor acima, Coe (2006) refere que:
O Império Inca teve origem nas planícies andinas do Peru. No século XVI, estendeu-se
até o antigo reino de Quito e grande parte da atual Bolívia e Chile. O Peru era habitado
por tribos aimaras, quíchuas e yuncas. A partir do século XI, os incas, de língua quíchua,
começaram a dominar as demais tribos e, no século XIII, construíram um grande império.
A lenda atribui sua fundação a Manco Capa e a Mama-Ocilo, sua irmã e esposa. A
dinastia inca impôs uma severa organização hierárquica. Sua capital ficava em Cuzco, no
Peru (p. 67).
Segundo Cardoso (1987) ʻʻos incas foram uma das civilizações mais importantes do mundo.
Inicialmente, ocupavam a região de Cusco, no Peru. A partir do século XII, realizaram uma
expansão que chegou a ocupar as terras que hoje são Equador, Colômbia, parte da Argentina,
Bolívia e Chileʼʼ (p. 39).
Divergindo com os argumentos apresentados pelos autores acima acima, Wiesenthal 1981)
argumenta que:
Um império propriamente dito foi formado. Com Cusco enquanto capital de sua região,
construíram um forte exército, uma agricultura avançada e uma economia muito rica.
Contudo, os incas não foram os primeiros habitantes dessas regiões. Séculos antes, desde
4500 a.C., a região já era habitada por diversos povos com suas próprias culturas e
sociedades avançadas. Entre esses povos, pode-se citar: chimu, chinchas, mochicas,
nazca, chavin, manabi, tiahuanacotas e vários outros (p. 68).
Já para Peregalli (1987):
Os poderes militar e de negociação dos incas foram responsáveis pela conquista dessas
outras regiões e povos. O processo de expansão do império foi iniciado com a guerra e
vitória contra o povo chanca, em 1438, fazendo com que as regiões conquistadas fossem
anexadas ao inca, realizando a taxação de impostos sobre os derrotados e criação de
estradas para tais locais. Dessa forma, os incas conseguiram um território vasto, com
mais de 4 mil quilômetros de extensão (p. 76).
Organização Social do Império Inca
O Império Inca possuía uma organização social altamente estratificada e hierárquica. Na
parte superior da pirâmide social estava o Sapa Inca, considerado o filho do Sol e
governante absoluto. Abaixo dele estavam os nobres ou "orejones", que desempenhavam
papéis importantes na administração do império e na manutenção da ordem social. Em
seguida vinham os sacerdotes e os militares, responsáveis por garantir tanto a estabilidade
política quanto a segurança do império (Puppim, 2014, p. 62).
Depois da nobreza, vinham os trabalhadores especializados e os funcionários públicos. E, mais
abaixo, os agricultores, que trabalhavam na terra, que era toda de propriedade do imperador, que
os submetia a regimes de trabalho, tais como a mita, um regime de trabalho forçado e obrigatório
a que cada homem do império inca deveria se submeter em alguma época do ano, quando o
imperador convocasse. O nome dado a esse trabalho em quéchua (sua língua oficial) ao pé da
letra significava “turno”. Esse regime era adotado principalmente para que fossem feitas obras
públicas do império, como templos e estradas, por exemplo (Idem).
Coe (2006) refere que:
Abaixo dessas castas, encontravam-se os camponeses e artesãos, que formavam a maior
parte da população e eram fundamentais para a economia do império. Os camponeses
eram responsáveis pela produção de alimentos e recursos essenciais, enquanto os artesãos
se dedicavam à manufatura de bens e artefatos. Além disso, havia os mitimaes, grupos de
pessoas deslocadas de suas terras de origem para ajudar na colonização e assimilação de
novos territórios (p. 72)
Segundo Favre (2004) ʻʻoutra forma de trabalho e outra classe na sociedade inca era a dos
escravos, que eram enviados para trabalhar em regiões perigosas. Eles eram capturados em
guerras e aprisionados quando não aceitavam a submissão ao império Incaʼʼ (p. 56).
A escravidão também era uma prática presente na sociedade inca, geralmente utilizada para punir
criminosos ou prisioneiros de guerra. No entanto, os incas tinham um sistema de trabalho
coletivo chamado "mita", no qual as comunidades eram mobilizadas para realizar tarefas em prol
do bem comum, como a construção de estradas, templos e outras obras públicas. Esse sistema de
trabalho coletivo era uma forma de redistribuição de recursos e garantia de coesão social dentro
do império (Idem).
Portanto, no meu ponto de vista, a sociedade inca era estruturada de forma a garantir a ordem, a
estabilidade e a funcionalidade do império, com cada membro cumprindo um papel específico e
contribuindo para o bem-estar e prosperidade da comunidade como um todo.
Economia Inca
Sob ponto de vista de Ferreira (1995):
A Economia Inca era baseada principalmente na agricultura, devido às condições
geográficas e climáticas da região dos Andes. Os incas utilizavam técnicas avançadas de
irrigação e terraços agrícolas para aproveitar ao máximo as terras disponíveis. Eles
cultivavam uma variedade de alimentos, como milho, batata, quinoa e feijão (p. 83).
Além da agricultura, Burland (1992) refere que: ʻʻos incas também desenvolveram uma rede de
comércio que se estendia por todo o império. Eles utilizavam um sistema de estradas bem
construídas e organizadas, conhecido como "Qhapaq Ñan", que facilitava o transporte de
mercadorias e a comunicação entre as diferentes regiões do impérioʼʼ (p. 69).
Uma característica importante da economia inca era o sistema de redistribuição de alimentos e
outros recursos. O Estado inca coletava uma parte da produção agrícola em grandes depósitos e
distribuía esses alimentos para a população em tempos de escassez. Isso garantia que todos
tivessem acesso a alimentos básicos, independentemente de sua localização ou condição social
(Idem).
Além disso, Duthurburu (1988) refere que: ʻʻos incas utilizavam um sistema de trabalho
coletivo, conhecido como "mit'a", no qual os camponeses eram convocados para realizar
trabalhos públicos, como construção de estradas, terraços agrícolas e edifícios estatais. Em
troca de seu trabalho, recebiam alimentos, roupas e outros bensʼʼ (p. 102).
No meu ponto vista, a economia inca era baseada na agricultura, com um sistema de
redistribuição de alimentos, um elaborado sistema de comércio e um sistema de trabalho
coletivo. Esses elementos combinados contribuíram para a estabilidade e prosperidade do
Império Inca durante seu auge.
Forma de funcionamento do governo Inca e tomada de decisões
Na perspectiva de Puppim (2014) ʻʻo sistema de governo inca, conhecido como Tahuantinsuyo,
era altamente organizado e centralizado. O imperador inca era considerado divino e detinha
poder absoluto sobre o império. Abaixo dele, havia uma hierarquia de nobres e funcionários que
administravam as provínciasʼʼ (p. 85).
Na visão de Coe (2006) ʻʻas terras do império eram divididas em três partes: o hanan (alto), o
hurin (baixo) e o collca (depósitos). Cada região era responsável por fornecer alimentos,
produtos e mão de obra para o impérioʼʼ (p. 78).
Distanciando se com os argumentos apresentados pelos autores acima, Wiesenthal (1981)
argumenta que:
A principal forma de governo era o controle vertical, onde os incas afirmavam ser a
ligação entre o céu e a terra. Eles acreditavam que sua missão era manter a ordem
cósmica e garantir a prosperidade do império. Além disso, o sistema de governo inca
também contava com um elaborado sistema de estradas, chamado de "Qhapac Ñan", que
ligava todo o império. Isso facilitava a comunicação e o transporte de mercadorias e
tropas (p. 92).
Os incas também tinham um sistema de registro chamado "quipu", que consistia em cordas com
nós coloridos que representavam números e informações. Isso ajudava na contabilidade e na
administração do império (Idem).
No meu ponto de vista, o sistema de governo inca era baseado em uma forte centralização do
poder, com o imperador como figura central e divina, e uma complexa organização
administrativa que permitia a governança de um vasto império com eficiência.
Tomada de decisões no Império Inca
As decisões no Império Inca eram tomadas de forma centralizada, com o Sapa Inca e seus
conselheiros tomando as principais determinações. No entanto, havia espaço para a
participação de líderes locais e comunidades na resolução de questões regionais. As
decisões eram geralmente tomadas após consultas e discussões entre os diferentes líderes
e conselheiros, visando o bem-estar e a estabilidade do império como um todo (Favre,
2004, p. 102).
Já para Duthurburu (1988) ʻʻno Império Inca, as tomadas de decisão eram um processo
complexo e crucial que envolvia várias camadas de autoridade e considerações. O líder
supremo, conhecido como Sapa Inca, tinha o poder final, mas a tomada de decisões era
amplamente descentralizadaʼʼ (p. 117).
Os Incas desenvolveram um sistema altamente organizado de governança, onde cada nível de
autoridade tinha suas próprias responsabilidades e áreas de jurisdição. Decisões importantes
eram muitas vezes tomadas através de um consenso entre os líderes de diferentes níveis, como
nobres, governadores locais e conselheiros (Idem).
Além disso, Puppim (2014) argumenta que:
Os Incas valorizavam muito a opinião e os interesses de sua sociedade. Eles tinham um
sistema de comunicação eficiente, que permitia que as informações fluíssem rapidamente
de uma região para outra. Isso possibilitava a inclusão de diferentes perspectivas e a
consideração de múltiplos pontos de vista antes de uma decisão ser tomada (p. 132).
Outro aspecto importante a se considerar é o papel dos conselheiros, chamados de "panacas", que
assessoravam o Sapa Inca com seus conhecimentos e experiências. Eles desempenhavam um
papel fundamental na elaboração de políticas e na orientação das decisões do líder (Idem).
Na óptica do autor que desenvolveu este trabalho a tomada de decisão no Império Inca era um
processo cuidadosamente estruturado, baseado na participação de diferentes níveis de autoridade,
no consenso e na valorização das opiniões da sociedade. Essa abordagem contribuiu para a
estabilidade e a coesão do império, permitindo-lhes enfrentar os desafios e dilemas que surgiam
ao longo de seu extenso território.
Religião Inca
A religião Inca era políteísta e centrada no culto aos deuses da natureza, dos astros e de
seus antepassados. Os incas acreditavam que todas as coisas, incluindo seres humanos,
animais e plantas, possuíam uma força espiritual chamada de "llama" e que essa energia
deveria ser constantemente alimentada através de oferendas e rituais para manter o
equilíbrio e a harmonia no mundo (Burland, 1992, p. 104).
Ao contrário dos argumentos apresentados pelo autor acima, Ferreira (1995) defende que:
Dentro da hierarquia religiosa, existiam sacerdotisas e sacerdotes, que passavam toda a
sua existência destinados à adoração das inúmeras divindades, e curandeiras e
curandeiros, que faziam rezas e sacrifícios. Outra hierarquia dava-se entre as sacerdotisas.
As mais bonitas ou eram destinadas a serem amantes do imperador, já que adoravam o
deus Sol, ou a jurarem castidade por toda a vida. Essas eram as chamadas acllas (p. 125).
Um dos deuses mais importantes na religião Inca era Inti, o deus do sol, que era considerado o
antepassado dos incas e garantia a fertilidade da terra. Outros deuses importantes eram
Viracocha, o deus criador, e Pachamama, a deusa mãe terra. Além dos deuses principais, os incas
também adoravam divindades menores associadas a elementos naturais como rios, montanhas e
animais (Idem).
Já para Cardoso (1987):
Os incas realizavam diversos rituais, sacrifícios e festivais em honra aos deuses, com o
objetivo de assegurar uma boa colheita, proteção contra desastres naturais e sucesso em
batalhas. Um dos rituais mais conhecidos era o Capacocha, no qual crianças selecionadas
eram sacrificadas e oferecidas aos deuses como um ato de devoção e agradecimento (p.
74).
Na visão de Favre (2004) ʻʻos incas acreditavam na vida após a morte e realizavam
mumificações dos corpos dos nobres e líderes para preservar sua integridade e continuar a
receber homenagens e oferendas mesmo após a sua morteʼʼ (p. 139).
O autor que desenvolveu o presente trabalho dá o seu parecer dizendo que a religião Inca
desempenhava um papel fundamental na sociedade e na organização do Império Inca,
influenciando as tomadas de decisão dos governantes e a vida cotidiana das pessoas. Apesar da
chegada dos conquistadores espanhóis e da imposição do catolicismo, muitos traços da religião
Inca ainda estão presentes nas tradições e crenças das comunidades indígenas na região dos
Andes.
Importância da religião e dos rituais na vida quotidiana dos Incas
A religião desempenhava um papel fundamental na vida cotidiana dos Incas, sendo um
dos pilares da sociedade incaica. Os Incas acreditavam em uma complexa estrutura de
divindades que controlavam os diferentes aspectos da natureza e da vida humana. Entre
as principais divindades estavam Inti, o deus sol, e Mama Quilla, a deusa lua. Além disso,
a natureza, como montanhas, rios e animais, também era reverenciada como divindades
(Wiesenthal, 1981, p. 121).
Os rituais religiosos eram realizados em diversas ocasiões e com diferentes propósitos, como
agradecer às divindades, pedir proteção, boas colheitas, vitórias em batalhas e até mesmo para
manter a ordem cósmica. Os sacerdotes, conhecidos como amautas, desempenhavam um papel
crucial nesses rituais, que envolviam oferendas, sacrifícios de animais e, em casos extremos, de
seres humanos (Idem).
Além dos rituais públicos realizados nos templos, Duthurburu (1988) refere que:
Cada família incaica também tinha seus próprios rituais domésticos, como oferendas aos
antepassados e cerimônias em honra às divindades protetoras da casa. A crença na vida
após a morte também influenciava os rituais funerários, nos quais os mortos eram
mumificados e acompanhados de objetos e alimentos para sua jornada espiritual (p.
129).
O autor que desenvolveu este trabalho dá o seu parecer dizendo que a religião incaica permeava
todos os aspectos da sociedade, desde a organização política até a agricultura. Os rituais e
cerimônias religiosas eram uma forma de manter a ordem social, política e ambiental, além de
garantir a proteção e o bem-estar do povo inca.
Importância da religião e dos rituais na política Inca
A religião e os rituais desempenharam um papel fundamental na política Inca, pois
estavam intrinsecamente ligados à estrutura de poder e organização social dessa
civilização. Os incas acreditavam que seus líderes tinham uma ligação divina, sendo
considerados descendentes diretos dos deuses, e que, portanto, detinham autoridade e
poder divinos. Os rituais religiosos eram vistos como uma forma de manter a harmonia e
equilíbrio entre o mundo terreno e o mundo espiritual, garantindo a proteção e o bem-
estar do império (Coe, 2006, p. 99).
Ao contrário dos argumentos apresentados pelos autores acima, Cardoso (1987) refere que:
Os rituais e cerimônias religiosas desempenhavam um papel central na manutenção da
ordem social e política, já que serviam para legitimar o poder dos governantes, reforçar a
coesão social e assegurar o apoio e lealdade do povo. Os imperadores incas eram
responsáveis por liderar e participar ativamente desses rituais, demonstrando sua conexão
e comunicação com as divindades, além de reforçar sua posição como intermediários
entre os deuses e o povo (p. 144).
Além disso, a religião e os rituais também desempenhavam um papel na administração do
império, garantindo a fertilidade das terras, a proteção contra desastres naturais e a prosperidade
do povo. A realização de oferendas, sacrifícios e festivais religiosos era vista como essencial
para manter a ordem cósmica e garantir a continuidade e estabilidade do império (Idem).
No meu ponto de vista a importância da religião e dos rituais na política Inca estava relacionada
à legitimação do poder dos governantes, à coesão social, à administração do império e à
manutenção da ordem e prosperidade. Através dessas práticas religiosas, os incas buscavam
garantir a proteção divina, a harmonia entre os mundos terreno e espiritual e o bem-estar de seu
povo.
O papel dos sacerdotes e das práticas religiosas na coesão social
Na sociedade Inca, os sacerdotes desempenhavam um papel fundamental no aspecto
religioso e na coesão social. Eles eram responsáveis por intermediar entre o mundo
terreno e os deuses, realizando cerimônias, rituais e oferendas para garantir a
benevolência divina e o equilíbrio cósmico. Além disso, os sacerdotes eram detentores do
conhecimento sagrado e da tradição, transmitindo ensinamentos espirituais e morais para
a comunidade (Peregalli, 1987, p. 139).
As práticas religiosas dos incas permeavam todos os aspectos da vida cotidiana, desde as
atividades agrícolas até os eventos políticos e militares. Através dos rituais e festivais religiosos,
a sociedade inca reforçava seus laços de solidariedade e identidade coletiva, promovendo a
cooperação e a harmonia entre os diferentes grupos étnicos e sociais (Idem).
Além disso, Favre (2004) defende que:
As crenças religiosas dos incas estavam intrinsecamente ligadas ao poder político, uma
vez que o soberano era considerado o filho do Sol e, portanto, ocupava uma posição
central na estrutura hierárquica da sociedade. Os sacerdotes desempenhavam um papel
importante na legitimação do poder real, celebrando cerimônias de coroação e
estabelecendo vínculos simbólicos entre o governante e as divindades (p. 149).
Dessa forma, as práticas religiosas e a atuação dos sacerdotes eram essenciais para manter a
coesão social e o ordenamento político da sociedade inca, contribuindo para a estabilidade e a
integridade do império. Em suma, a religião desempenhava um papel central na vida dos incas,
influenciando suas relações sociais, políticas e econômicas, e garantindo a coesão e a identidade
da comunidade (Idem).
Considerações Finais
Está é a parte final deste trabalho. Entanto, concluiu-se que o Império Inca foi uma civilização
complexa e sofisticada que se desenvolveu na região dos Andes, na América do Sul, entre os
séculos XIII e XVI. Sua organização social era hierárquica, com o imperador no topo da
estrutura de poder, seguido pelos nobres, sacerdotes, artesãos e camponeses. A sociedade inca
era rigidamente estratificada, com acesso limitado a recursos e status social determinados pelo
nascimento.
No que diz respeito a economia, concluiu-se que a economia inca era baseada na agricultura,
com destaque para o cultivo de alimentos como milho, batata e quinoa. Os incas desenvolveram
técnicas avançadas de irrigação e armazenamento de alimentos, o que lhes permitiu sustentar
uma população em crescimento e construir um império expansivo.
No que concerne a organização, concluiu-se que a organização política dos incas era centralizada
em torno do imperador, que era considerado um líder divino com poderes absolutos. As decisões
eram tomadas pelo imperador e por conselheiros de confiança, e a administração
Também concluiu-se que os sacerdotes desempenhavam um papel fundamental na sociedade
inca, intermediando entre os deuses e os mortais e realizando rituais religiosos para garantir a
harmonia e a prosperidade do império. As práticas religiosas dos incas incluíam sacrifícios
humanos, festivais sagrados e a adoração de divindades como Inti, o deus sol.
E por fim, concluiu-se que a religião e os rituais desempenharam um papel importante na coesão
social dos incas, criando uma identidade comum e fortalecendo os laços de comunidade dentro
do império. A crença na divindade do imperador e na proteção divina dos incas uniu o povo em
torno de um sistema de crenças compartilhado e fortaleceu a legitimidade do governo inca.
Referências Bibliográficas
Burland, C. A. (1992). Os Incas. Tradução Maria Luisa Martins, 8ª ed., São Paulo:
Melhoramentos.
Cardoso, C. F. S. (1987). América pré-colombiana. (6ª ed). São Paulo: Editora Brasiliense.
Coe, M. et. All. (2006). A América Antiga: Civilizações pré-colombianas. Barcelona, Espanha:
Edições Folio.
Duthurburu, J. A. B. (1988). Perú Incaico. (7ª ed). Peru: Libreria Studium Editores.
Favre, H. (2004). A civilização Inca. Rio de Janeiro: Zahar.
Ferreira, J. L. (1995). Incas e Astecas: Culturas Pré-colombianas. 3ª ed. São Paulo: Editora
Ática.
Peregalli, E. (1987). A América que os europeus encontraram. São Paulo: Atual, Campinas, SP:
Editora universidade Estadual de Campinas.
Puppim, R. (2014). O legado da indumentária asteca e maia: um estudo cultural. Goiânia: UFG.
Wiesenthal, M. (1981). Peru. Barcelona: Grijalbo S.A.