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Fases e Importância da Oralidade

matematica

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Índice

Introdução
4

Oralidade
Para Moreira e Pimenta (2004: 65), a oralidade é a integração do discurso na voz e no
corpo e deste no discurso. O que é dito e o tom em que se diz são inseparáveis e
igualmente importantes. Desta forma podemos dizer que a voz e o gesto (com todas as
expressões faciais) são fundamentais para a clareza de uma mensagem e para a
identificação da sua intenção comunicativa.
Segundo Gomes et all (1991:72), a comunicação oral é o primeiro estádio de ensino e
aprendizagem de uma língua. Por tudo que ficou exposto pode-se afirmar que a
oralidade é uma prática social interactiva para fins comunicativos que se apresenta sob
variadas formas ou géneros textuais fundados na realidade sonora. Ela vai desde uma
realização mais informal à mais formal nos mais variados contextos de uso.
Fases e etapas de aprendizagem da oralidade

As aulas de oralidade não são apenas para os alunos que não “sabem” falar o Português.
Elas têm lugar ao longo de todo o processo de ensino-aprendizagem e estão organizadas
em duas fases: a oralidade inicial, e a oralidade não inicial.

Oralidade inicial

A oralidade inicial é a fase de aquisição do vocabulário básico que vai auxiliar o aluno
na descodificação e produção de mensagens simples na língua veicular do ensino-
aprendizagem. Esta fase apresenta uma etapa apenas, cujo nome coincide com o da fase.
Nesta etapa, o professor tem a missão levar os alunos a aprender as primeiras palavras
da língua. O vocabulário adquirido nesta etapa vai permitir a comunicação nas etapas
subsequentes. A duração desta etapa vária de acordo com o nível do domínio da língua
pelos alunos, podendo ser curta ou não. O professor não deve passar para a etapa
seguinte sem que os seus alunos tenham bases sólidas para compreender e realizar
tarefas mais complexas.

Oralidade não inicial

A oralidade não inicial é a fase em que os conhecimentos adquiridos na fase anterior são
usados para motivar e apoiar a aprendizagem da leitura e da escrita e, ainda, para o
desenvolvimento da compreensão e expressão oral. Esta fase é composta por quatro
etapas, nomeadamente:

1.ª Etapa:
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Oralidade na iniciação da leitura e da escrita é a etapa em que os alunos fazem a


interligação da oralidade e da escrita, isto é, os alunos começam a registar por escrito o
que já sabem dizer oralmente.

2.ª Etapa:
Oralidade na consolidação da leitura e da escrita nesta etapa os alunos trabalham a
oralidade ao serviço da consolidação da leitura e da escrita.

3.ª Etapa:
Oralidade no desenvolvimento da leitura e da escrita nesta etapa os alunos trabalham a
oralidade ao serviço do desenvolvimento da leitura e da escrita.

4.ª Etapa:
Oralidade pela oralidade nesta etapa trabalha-se a oralidade para que o aluno adquira
capacidade crescente de compreensão e expressões orais.

Principais marcas da Oralidade


 A oralidade admite o recurso as palavras ou frases incompletas, hesitações,
desvios sintácticos, interjeições e bordões de fala;
 Repetições de palavras;

 O emissor e o receptor trocam informações de modo imediato;

 Contexto interfere;

 Uso de recursos extra linguísticos, tais como: gestos, expressões faciais, postura,
entonação;

 Possibilidade de refazer a mensagem, caso não seja interpretada adequadamente;

 Transmissão maior de ideias, reflexões e emoções;

 Preocupação maior com a assimilação da mensagem do que a forma que ela


será transmitida.
Objectivos da oralidade
 Expressar-se oralmente em diferentes situações de interacção;

 Comunicar-se por meio de gestos, expressões e movimentos;


6

 Contar e recontar histórias ouvidas utilizando-se de recursos expressivos


próprios;

 Relatar situações, factos, sentimentos e ideias do quotidiano;

 Demonstrar habilidades orais por meio do uso de frases simples;

 Compreender mensagens orais relacionadas com diversas situações do


quotidiano;

 Usar as formas de comunicação oral, em situações relacionadas com a vida na


sua comunidade, entre outros.

Actividade para o Desenvolvimento da Oralidade

I. Leitura de imagens

As imagens ilustram situações concretas de comunicação e ajudam para o


desenvolvimento da oralidade. Na leitura de imagens tem de se ter em conta o seguinte:

 Observar e descrever a imagem;

 Nomear: dar nomes as coisas, isto é, meio local, cores, personagens e a relação
entre a imagem e o meio local.

II. Fase de nomear

A fase de nomear é aquela em que os alunos:


 Descobrem tudo o que vê (em imagens ou no meio local);
 Dizem os nomes, as cores das coisas;
 Dão nomes de personagens;
 Fazem uma ligação entre o que vêem na imagem e o meio local.
III. Diálogo
O diálogo constitui um material de base para o desenvolvimento da oralidade, visto que,
o aluno desenvolve sua oralidade conversando com os seus colegas e o seu professor.
Nessa parte, o professor:
Apresenta o diálogo duas vezes;
Explica usando gestos, mímicas;
7

Repete o diálogo para que os alunos memorizem e sejam capazes de falar;

IV. Dramatização:

O professor pede aos alunos para dramatizarem o diálogo entre eles usando histórias, e
assim eles desenvolvem a sua capacidade de expressar-se.
V. Leitura de poemas
O professor deve fazer bom uso dos poemas, pois eles ajudam também no
desenvolvimento da oralidade.

O professor deve:

 Apresentar o poema uma ou duas vezes usando gestos, mímicas para ajuda-los a
perceber e sempre verificando se eles percebem;
 Apresentar cada estrofe do poema e os alunos repetirem a leitura;
 O professor junto com os alunos devem recitar o poema completo fazendo
gestos e dramatização.
VI. Jogos orais
Os jogos da língua são uma rica fonte para o desenvolvimento da oralidade no ensino.
Por isso, o professor deve usar imagens, cartazes, histórias ou pedir aos alunos para
contarem charadas para serem desvendadas.
VII. Contos ou histórias
Os contos ajudam os alunos a desenvolverem a imaginação, oralidade na medida que
contam, e gosto pelas artes.
Os alunos devem:
 Contar e recontar;
 Ordenar e ler, isto é, ordenar as acções de uma história desordenada em grupo
para estimular o uso da língua entre os alunos;
 Dramatização: em forma de teatro e em grupo, os alunos dramatizam o conto.

Princípios didácticos na realização das actividades da Oralidade


O professor deverá
 Estimular os alunos para temas relacionados com as suas necessidades e
interesses;

 Partir do nível do conhecimento dos alunos como base para as aquisições


seguintes;
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 Respeitar os ritmos de aprendizagem;

 Utilizar exercícios de repetição de frases, palavras, sílabas, como meio de treino


do aparelho fonador, sempre que necessário.

Importância da Oralidade no processo de ensino-aprendizagem


De acordo com a teoria histórico-cultural de Vygotski (2001), o desenvolvimento do ser
humano ocorre por meio de relações humanas. Ao nascer, a criança atribuirá ligações
associativas mediante o contexto social em que está inserida. Com isso, a fala é o meio
mais fácil para se obter uma comunicação compreensiva com os adultos.
A condição fundamental para aquisição ou aperfeiçoamento de competência numa
língua, é o seu uso comunicativo, “aprende-se a falar, falando” é ainda importante
extrair as implicações em condições próximas daquelas que se colocam ao falante, no
seu quotidiano. Defende-se, em suma, a transformação do modelo de comunicação da
aula como condição de alargamento de potencial comunicativo do aluno, o que se
projecta na adopção de novos modelos de conduta intra e extra-escolar.
A oralidade é a capacidade desenvolvida por homens e mulheres para estabelecer
conceitos, ideias e termos com significados específicos que permitem uma interacção
social. Ela permite a transmissão de conhecimentos, de geração em geração, sobre a
origem do mundo, as Ciências da Natureza, a Astronomia e os factos históricos.
MINED (2010, p.35).

Princípios Orientadores da Conversação

Princípio

Princípio (do latim principiu) significa o início, fundamento ou essência de algum


fenómeno. Também pode ser definido como a causa primária, o momento, o local ou
trecho em que algo, uma acção ou um conhecimento tem origem. Sendo que o princípio
de algo, seja como origem ou proposição fundamental que pode ser questionado. Outro
sentido possível seria o de norma de conduta, seja moral ou legal. Na filosofia, é uma
proposição que se coloca no inicio de uma dedução e que não é deduzida de nenhuma
outra proposição do sistema filosófico em questão ( FRRREIRA, 1986:393).

Conversa
9

Conversa é a acção e o efeito de falar entre uma ou mais pessoas, uma (s) com a (s)
outra (s).

O termo deriva do latim conversa costuma ser utlizado como sinónimo de diálogo ou
conversação (idem).

Princípios Orientadores da Conversação

A linguagem é um meio para interacção com outras pessoas por isso é utilizada todos os
dias e, muitas vezes, as pessoas não compreendem o quanto ela é importante. Como não
se pode desassociar a linguagem da sociedade, é preciso conhecer o conjunto de normas
que regulam o comportamento adequado dos membros de um meio social. Por isso cada
sociedade estabelece regras que regulam esses comportamentos que são denominados-
princípios orientadores de uma conversação.

Os Princípios Orientadores da Conversação são:

 Princípio de cooperação;

 Princípio de cortesia.

Princípio de cooperação

Este princípio é elaborado com base em uma fórmula geral e é assim posto: faca a sua
contribuição no momento exigido, visando aos propósitos comuns e imediatos, de forma
consequente em relação aos compromissos conversacionais estabelecidos (GRICE,
1982:86).

Assim, de acordo com o autor do princípio de cooperação resultam quatro máximas:

a) Máxima da quantidade (seja informativo)

b) Máxima da qualidade (seja verdadeiro)

 Que sua contribuição seja verídica;

 Não afirme oque você pensa que é falso;

 Não afirme coisas de que você não tem provas.

c) Máxima da relação (seja relevante)

 Fale o que é concernente ao assunto tratado (seja pertinente).


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d) Máxima do modo (seja claro)

 Evite exprimir-se de maneira obscura;

 Evite ser ambíguo;

 Seja breve (evite a prolixidade inútil);

 Fale de maneira ordenada.

Princípio de cortesia

O Princípio da cortesia refere-se ao conjunto de estratégias, de normas de conduta-


verbais e não-verbais- (informais, formais, regras de etiqueta), estabelecidas pelas
sociedades e usadas pelos interlocutores para reduzir e / ou evitar os conflitos entre si,
isto é, para evitar que a troca verbal seja ofensiva ou ameaçadora, acautelando-se assim
os conflitos, e, em simultâneo, garantir um comportamento social adequado. É o caso,
por exemplo, de um reencontro entre dois indivíduos que não se vêm há algum tempo e
em que um deles, procurando ser simpático e evitar atingir negativamente o seu
interlocutor, lhe diz “ estas com bom aspecto.”, Mesmo que isso não corresponda à
verdade (GUIMARÃES, 2001:47).

Algumas dessas estratégias são as formas de tratamento (vossa excelência, o senhor,


tu, Sr. João, etc.) e as expressões convencionas de cortesia (por favor, obrigado etc).

Por outro lado, determinados traços da competência comunicativa do falante contribuem


também para o princípio da cortesia:

 Adaptar o seu discurso ao contexto e às circunstâncias;

 Dominar as estratégias que evitem a troca verbal ofensiva ou ameaçadora;

 Suavizar determinados conteúdos/ mensagens considerados agressivos, “


chocantes”, cruéis ou que possam agredir o interlocutor;

 Usar fórmulas e expressões consideradas como corteses.

Além disso qualquer falante deve respeitar determinadas regras durante conversação:

 Não interromper o seu interlocutor;

 Evitar o silêncio ostensivo;


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 Revelar atenção ao discurso/ não se mostrar desatento;

 Não proferir ofensas, injúrias, calúnias, insultos, acusações gratuitas infundadas,


etc.

A este princípio associa-se o conceito de face, isto é, a auto-imagem pública que o


falante pretende dar de si próprio. De facto, nas interacções sociais, procura causar uma
imagem positiva no seu interlocutor, de modo a ser aprovado por ele. Quanto mais
positiva for essa imagem, mais os outros a aceitarão.

Deste modo, o locutor investe na sua imagem social, de modo a manter a face e a não a
perder, constituindo a fala um meio privilegiado de o falante apresentar uma imagem
pessoal (positiva ou negativa) aos demais indivíduos.

Dá-se o nome de face positiva ao desejo do locutor de que a sua imagem seja apreciada
e aprovada e de face negativa ao desejo que o mesmo locutor tende não ser contraído e
desacreditado.

Assim sendo, considerando que é do interesse dos falantes proteger a face um do outro,
no pressuposto de que, se A preserva a de B, este preservara a daquele, eles regulam a
sua interacção por meio de ajustes reciproco de comportamentos e adoptam as
estratégias de mútua cortesia tendentes à prossecução desse objectivo.

No entanto, há momentos e circunstâncias de tensão em que um falante procura,


deliberadamente, que o outro perca a face, por exemplo através de acusações, de
interrupções constantes e até de insultos. É frequente, em debates televisivos, um
interlocutor interromper o outro com frequência, para que este não consiga expor o seu
pensamento (PRETI, 2000:54).

Por outro lado, são várias as interacções verbais que constituem potências ameaças à
face (positiva ou negativa) do locutor:

 Actos de fala expressivos como a autocritica, a confissão e a justificação


constituem uma ameaça à face positiva;

 Actos de fala compromissivos como as ofertas e as promessas constituem uma


ameaça à face negativa, dado que condicionam a sua liberdade.

De igual modo, há interacções verbais que ameaçam a face do interlocutor:


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 Actos de fala expressivos como os insultos, as injúrias, a censura, a


desaprovação, as acusações e as interrupções configuram uma ameaça à face
positiva;

 Actos de fala directivos (ordens, pedidos, instruções) constituem uma ameaça a


face negativa, visto que obrigam a tomar uma posição.

O objectivo do princípio de cortesia é, precisamente, atenuar estas ameaças. Assim, os


interlocutores procuram observar determinados princípios (atrás referidos) e fazer uso
de diferentes estratégias linguísticas para mitigar as ameaças à face de cada um,
procurando diminuir o impacto dos actos de fala acima descritos:

a) Uso de actos de fala indirectos que contribuem para diminuir a ameaça que as
ordens, os pedidos, as perguntas, etc.

Representam para a face negativa do interlocutor:

 Cala-te!

 Não te importas de te calar?

 Podes calar-te por favor?

 Poderias calar-te?

 Era melhor calares-te.

b) Recurso a outros actos de fala indirectos-introduções explicativas ou


desculpabilizadoras que diminuem a ameaça à face positiva provocada por
desaprovações ou desacordos:

 Está enganado!

 Desculpe, mas está enganado.

c) Utilização de eufemismos:

 O Antunes morreu.

 O Antunes partiu para o céu.

 O Antunes deixou-nos.
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 O Antunes já não está entre nós

d) Uso do pretérito imperfeito em vez do presente em determinados pedidos:

 Quero um bilhete para a última secção.

 Queria um bilhete para a última secção, por favor!

e) Uso de perífrases:

 Passos Coelho teve um acidente. Um acidente muito grave. Infelizmente


aconteceu o pior. (esta fala prepara, gradualmente, o interlocutor para o desfecho
fatal, sendo de assinalar a conjugação da perífrase com o eufemismo.

f) Utilização da litotes:

 Isso não é nada pêra doce. (= isso é muito difícil.)

Formas de tratamento

Segundo Lešková (2012:11) “ as formas de tratamento se constituem nos modos pelos


quais nos dirigimos às autoridades, quer por meio de correspondência oficial, quer de
forma verbal em actos solenes.”

Elas são palavras ou sintagmas que o usuário da língua emprega para dirigir-se e /ou
referir à outra. A sua função é de natureza relacional.

Tipos de formas de tratamento

As formas de tratamento podem ser agrupadas em três tipologias que são: por
intimidade/ informal, formal e por cortesia.

Tratamento por intimidade/ informal: Tu (você)

Este tipo de tratamento é usado para/ com as pessoas que já se tenha intimidade, por
exemplo: amigos, família, conhecidos etc. aqui usa-se muita das vezes a 2ª pessoa do
singular na conjugação verbal e demais.

Tratamento formal: (senhor, senhora, você)


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Usa-se para/ com pessoas desconhecidas, que tenham mais idade que você, no
trabalho, negócios, reuniões etc. Aqui usa-se muita das vezes a 3ª pessoa do singular e
a concordância verbal é de extrema relevância nesta ordem de expressão.

Tratamento por cortesia: (Meritíssimo, Excelentíssimo, Reverendíssimo)

O princípio da cortesia refere-se ao conjunto de estratégias, de normas de interacção


com as pessoas de alta atenção respeitosa. Uma das características do estão da
correspondência oficial e empresarial é a polidez, intendida como ajustamento da
expressão às normas de educação ou cortesia. Aqui deve-se considerar não apenas a
área de actuação da autoridade (universitária, jurídica, religiosa, etc.), mas também a
posição hierárquica do cargo que ocupa.

Níveis de formas de tratamento

Normalmente, as sociedades estão divididas hierarquicamente, por isso o tratamento


que recebe um membro da sociedade depende do papel que desempenha e de suas
características: idade, sexo, posição familiar, hierarquia profissional, grau de
intimidade, etc. Sendo assim, cada qual deve tratar o outro de acordo com as posições
relativas que ambos ocupam na escala social.

Estabelecemos quatro níveis para essas formas de tratamento, a saber:

1. Formas pronominalizadas , isto é, palavras e expressões que equivalem a


verdadeiros pronomes de tratamento como as formas: você, o senhor, a
senhora.

2. Formas nominais, constituídas por nomes próprios, nomes de parentesco,


nomes de funções (como professor, doutor, etc.).

3. Formas vocativas, isto é, palavras desligadas da estrutura argumental do


enunciado e usadas para designar ou chamar a pessoa com quem se fala.
Normalmente, essas são acompanhadas por pronomes pessoais explícitos ou
implícitos.

4. Outras formas referenciais, isto é, palavras usadas como referencia à pessoa de


quem se fala.
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Pronomes de tratamento

Pronomes de tratamento são nomes que constituem formas corteses de tratamento,


expressões de reverência, títulos honoríficos, etc.

A conjugação dos pronomes de tratamento é da 3ª pessoa, mas normalmente se


identificam mas com a 2ª pessoa, já que se referem à pessoa com quem se fala.

Vejamos a tabela que contêm os tratamentos e endereçamentos:

Pronome Abreviatura - Abreviatura- Endereçamento


singular plural

Você V. - Tratamento informal

o(s) senhor(es), Sr. Sra. [Link]. Tratamento formal ou


a(s) senhora(s) cerimonioso

Vossa Alteza V.A V.A.A. Príncipes, Princesas,


Duques

Vossa Eminência [Link].a [Link] Cardeais

Vossa Excelência [Link].a [Link] Altas autoridades

Vossa [Link].a [Link] Reitores de


Magnificência universidades

Vossa Majestade V.M. [Link]. Reis e imperadores

Vossa Senhoria V.S.a [Link]. Autoridades,


tratamento respeitoso,
correspondência
comercial.

Vossa [Link] [Link] Sacerdotes


Reverendíssima

Vossa Santidade V.S. Papa, Dalai Lama

Há dois pontos a esclarecer acerca dos pronomes de tratamento:


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1. Ao se dirigir respeitosamente a uma autoridade, você usa o “vossa”, Ex.:

 Vossa Excelência foi muito útil na resolução do problema.

Ao se dirigir a outra pessoa, referindo-se àquela mesma autoridade, você usa o “sua”.
Ex.:

 Sua Excelência, o deputado José, foi muito útil na resolução do problema.

2. Ao usar o pronome de tratamento como vocativo (para chamar, avisar,


interpelar), dispensa-se o pronome possessivo (vossa, sua). Ex.:

 Cuidado, Excelência!

 Perdão Alteza!

 Atenção, Majestade!

Concordância com os pronomes de tratamento

Concordância de género

Com as formas de tratamento, faz-se a concordância com o sexo das pessoas a que se
referem:

 Vossa Senhoria está sendo convidado (homem) a assistir ao III seminário


pedagógico da organização dos estudantes.

 Vossa excelência será informada (Mulher) a respeito das conclusões do III


seminário pedagógico da organização dos estudantes.

Concordância de pessoa

Embora tenham a palavra “vossa” na expressão, as formas de tratamento exigem


verbos e pronomes referentes a elas na terceira pessoa:

 Vossa Excelência solicitou…

 Vossa Senhoria informou…

Temos a satisfação de convidar Vossa Senhoria e sua equipe para… Na oportunidade,


teremos a honra de ouvi-los….
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A pessoa do emissor

O emissor da mensagem, referindo-se assim mesmo poderá utilizar a primeira pessoa do


singular ou a primeira do plural (plural de modéstia).

Não pode, no entanto, misturar as duas opções ao longo do texto:

 Tenho a honra de comunicar a Vossa Excelência…

 Temos a honra de comunicar a Vossa Excelência…

 Cabe-me ainda esclarecer a Vossa Excelência…

 Cabe-nos ainda esclarecer a Vossa Excelência…

Emprego de Vossa (Excelência, Senhoria, etc.), é tratamento directo usa-se para dirigir-
se a pessoa com quem se fala, ou a quem se dirige a correspondência (equivale a você):
Na expectativa do atendimento do que acaba de ser solicitado, apresento a Vossa
Senhoria nossas atenciosas saudações.

Sua (Excelência, Senhoria, etc.): em relação à pessoa de quem se fala (equivale a ele
fala): na abertura do seminário, sua Excelência o Senhor Reitor da PUCRS falou sobre o
plano estratégico.

Abreviaturas das formas de tratamento

A forma por extenso demonstra maior respeito, maior deferência, sendo de rigor em
correspondência dirigida ao Presidente da República. Fique claro, no entanto, que
qualquer forma de tratamento pode ser escrita por extenso, independentemente do cargo
ocupado pelo destinatário.

Tipos e formas de frase

Conceitos

De acordo com Cunha e Cintra (1986), frase é um enunciado de sentido completo, a


unidade mínima de comunicação, sempre acompanhada de uma melodia, de uma
entoação.

Figueiredo (2004), define frase como sendo uma “unidade sequencial autónoma
ordenação de palavras e morfemas delimitadas no início por uma maiúscula e no fim
18

por um sinal de pontuação forte ou uma entoação descendente ou ascendente de


sentido.”

Frase é todo o enunciado linguístico capaz de transmitir uma ideia. Pode ser uma
palavra ou todo um conjunto de palavras. O mais importante é o propósito da sua
transmissão e não a sua extensão, constituindo um enunciado de sentido completo.

Ter um único conceito de frase é uma tarefa complicada sob ponto de vista da
linguística, sendo que diversos autores trazem conceitos diferentes e diversos sobre tal
termos, entretanto, ao longo do trabalho, com base nos conceitos acima mencionados,
trataremos a frase como sendo ser uma palavra ou conjunto de palavras que constitua
uma unidade de sentido completo.

Tipos de frases

Na maior parte das vezes, as frases podem ser interpretadas ou intendidas se levarmos
em consideração o contexto em que estas são proferidas, não se esquecendo de um
elemento que é primordial para a tal compreensão, a entoação. Através da entoação
podemos ter a indicação de dúvida, surpresa, indignação, dentre várias outras asserções.

Tendo em conta que fora anteriormente mencionado podemos concluir que os tipos de
frase traduzem ou indicam a atitude do enunciador a respeito daquilo que enuncia e a
respeito do destinatário.

Um dos aspectos a ser ter em conta quando falamos dos tipos de frase são os sinais de
pontuação.

Baptista (s/d:3), afirma que “ pontuação é o conjunto de sinais gráficos que possuem
basicamente duas funções: representar, na língua escrita, as pausas e a entoação da
língua falada, na tentativa de reconstruir o movimento vivo, recursos rítmicos e
melódicos que a oralidade possui e dividir as partes do discurso que não têm entre si
uma íntima relação sintáctica.”

Exemplo 1: Estás a ver como eu tinha razão?

Exemplo 2: Estás a ver como eu tinha razão.

Como o exemplo acima, podemos ver que através do sinal gráfico usado, a entoação e a
finalidade de cada enunciação tende a mudar.
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Existem vários tipos de frases: do ponto de vista da entoação, a frase é classificada em


tipos primários:

a) Frase exclamativa

De acordo com Mateus et al (1989:252), as frases exclamativas são sintacticamente


frases declarativas em que é destacado um constituinte por meio de um acento de
intensidade. Mais comummente é usado o ponto de exclamação (!) para indicar tal
intensidade.

De uma forma mais sintetizada podemos afirmar que numa frase exclamativa, o emissor
exprime um estado emotivo, exteriorizando seus sentimentos. É pontuada como um
ponto de exclamação.

Exemplo 1: Hum, Delsinha! Esta tua impecável forma de cozinhar, ainda me vai roubar
a vontade de viajar.

Exemplo 2: Iwe Delsa! Estou a falar contigo.

b) Frase imperativa

Mateus et al (1989), classificam as frases imperativas como sendo aquelas em que verbo
se encontra modalizado pela atitude que o locutor assume em relação ao alocutário, em
função de um objectivo ilocutório directivo.

São tipos de frase que expressam uma intensão de ordem ou de propor conselhos. Além
disso, também pode ser um pedido, sendo caracterizada por uma acção directa a partir
do comportamento do locutor. Pode ser negativa ou afirmativa e apresentar ponto de
interrogação ou exclamação.

Exemplo 1: Não fiques assim amor!

Exemplo 2: És muito bonita, casa comigo?

c) Frase interrogativa

Fonseca et al (1998:12), defendem que a interrogação se referi apenas ao aspecto formal


de um enunciado, enquanto conceito perguntava revela o âmbito pragmático. A
interrogação é uma entidade gramatical e a pergunta é uma entidade ilocutória.
20

Segundo Mateus et al (2003:460), as formas interrogativas são aquelas quem tem certas
propriedades gramaticais, que exprimem actos directivos de pedido (de acção ou
informação).

Na perspectiva de Mateus et al (1989:237), “as frases interrogativas são a expressão de


um tipo de acto ilocutor directivo, através do qual o locutor pede ao alocutar que lhe
forneça verbalmente uma informação de que não dispõe.

Exemplo: Então tu, tão bonita que és, casas com um qualquer?

As frases interrogativas podem ser de dois tipos:

 Interrogativas totais/globais: são formuladas com o objectivo de obterem, da


parte do alocutário, uma resposta afirmativa ou negativa acerca de um dado
estado de coisas.

Exemplo: Eu disse isso? – Em teoria a resposta para essa pergunta poderia ter sido
sim/não.

Podendo ainda existir interrogativas negativas, que são normalmente orientadoras de


uma resposta afirmativa.

Exemplo: Não sabes que a hiena é meu serviçal e serve-me de cavalo quando intende?

 Interrogativas parciais: caracterizam-se pela presença de palavras ou


morfemas interrogativos, que a gramática tradicional designa por pronomes,
adjectivos ou advérbios interrogativos.

Exemplo: Quem acaba o piri-piri de casa?

Exemplo: Que ratos de dois pés estas a falar?

d) Frase declarativa

A frase declarativa é aquela através da qual o falante enuncia um pensamento,


referencia um acontecimento, faz uma asserção, uma afirmação/proposição (de
polaridade positiva ou negativa) acerca de uma situação ou uma entidade do mundo real
ou possível.
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Ocorrem quando o emissor constata um facto. É caracterizada e pontuada pelo ponto


final, podendo ser afirmativa ou também negativa. De forma geral, este tipo de frase
pode exprimir qualquer tipo de acto ilocutório.

No registo oral, a frase declarativa é caracterizada por uma entoação ascendente no seu
inicio e descendente no final. No registo escrito, é assinalada, habitualmente, com ponto
final.

Exemplo: É que já me estas a ofender.

Exemplo: este piri-piri não tem duas semanas que comprei.

Formas de frases

Quando as formas de frases podemos efectivamente encontrar duas formas, sendo a


forma afirmativa e a forma negativa.

A classificação das frases em afirmativas e negativas é uma classificação distinta da


feita de acordo com o tipo das frases (frases declarativas, frases interrogativas, frases
exclamativas, frases imperativas e frases optativas). As frases afirmativas e negativas
são transversais aos tipos de frases, podendo ocorrer nos diversos tipos:

Afirmativa/Negativa – A acção ou processo expressos pelo verbo podem ser afirmados


ou negados, oque se traduz pela ausência ou presença de um advérbio de negação.

a) Forma afirmativa: quando na frase se afirma alguma coisa. Ausência de


advérbios de negação ou palavras que indicam negação.

Exemplo: ele vem apresentar-se aos meus pais.

Exemplo: são seis anos de casados.

b) Forma negativa: frases negativas são aquelas que dão ideias de negação. Para
indicar a negação são usados advérbios ou palavras que indicam a negação,
como é o caso de não, nenhum, ninguém, nem, sem, nada, tão pouco, entre
outras.

Exemplo: não posso, já dei a minha palavra à hiena.

Exemplo: não se parecia com aquela jovem esculpida de clareza.


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