0% acharam este documento útil (0 voto)
246 visualizações76 páginas

Perfil do Distrito de Nhamatanda

Enviado por

Lavieque
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato DOCX, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
246 visualizações76 páginas

Perfil do Distrito de Nhamatanda

Enviado por

Lavieque
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato DOCX, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

República de Moçambique

Ministério da Administração
Estatal

PERFIL DO DISTRITO DO NHAMATANDA


PROVÍNCIA DE SOFALA

Edição 2005
A informação incluída nesta publicação provém de fontes consideradas fiáveis e tem uma
natureza informativa, não constituindo parecer profissional sobre a estratégia de
desenvolvimento local. As suas conclusões não são válidas em todas as circunstâncias. Noutros
casos, deverá ser solicitada opinião específica ao Ministério da Administração Estatal ou à
firma MÉTIER - Consultoria & Desenvolvimento, Lda.

Série: Perfis Distritais


Edição: 2005
Editor: Ministério da Administração Estatal
Coordenação: Direcção Nacional da Administração
Local Copyright © 2005 Ministério da Administração
Estatal.
Um resumo desta publicação está disponível na Internet em: [Link]

Assistência técnica: MÉTIER – Consultoria & Desenvolvimento, Lda


Um resumo desta publicação está disponível na Internet em: [Link]
Índice

Índice
Prefácio v

Siglas e Abreviaturas vii

MAPA DA LOCALIZAÇÃO GEOGRÁFICA DO DISTRITO viii


1 Breve Caracterização do Distrito 2
11.11 LLoocca alliiz za aççã ãoo,, 2
SSuuppeerrffíícciiee ee PPooppuulla aççã ãoo
11.22 CClliimma a,, HHiiddrroggrra affiia a,, RReelleevvoo ee SSoollooss 2
11.3 IInffrraa--eessttrruutturraass 3
11.44 EEccoonnoommiia a e SSeerrvviiççooss 4

2 História, Política e Sociedade Civil 7


22..11 HHiissttóórriia a ee ccuulltturra a 7
22..22 CCeenáárriioo ppoollííttiiccoo a accttuaall ee ssoocciieedaaddee cciivv 8
iill
3 Demografia 10
33..11 EEssttrruttuurra a ettá árriia a ee poorr sseexxo 10
33..22 TTrra aççoo soocciioollóóggiiccoo 10
3..33 LLíínngguua ass ffa alla adda ass 11
33..44 AAnaallffa abbeettiissmmoo ee EEssccoolla arriiz za aççã ãoo 11

4 Habitação e Condições de Vida 12


5 Organização Administrativa e Governação 14
55..11 GGovveerrnnoo DDiissttrriitta all 14
55..22 RReefforrmma a doo seeccttorr púúbblliiccoo 16
55..3 SSíínnttessee dooss rreessuulltta addooss daa a accttiivviidda addee 16
dooss órrggã ãooss diissttrriitta aiiss
5.3.1 Agricultura, Ambiente e Desenvolvimento 17
Rural
5.3.2 Educação e Saúde 18
5.3.3 Cultura, Juventude e Desporto 18
5.3.4 Mulher e Coordenação da Acção Social 18
5.3.5 Justiça, Ordem e Segurança pública 20
55..44 DDeessmmiinna aggeem 20
55..55 FFiinna annçça ass PPúúbblliicca ass 20
55..66 CConnssttrra anggiimeenttooss à à a accççã ãoo doo GGovveerrnnoo 21
Diissttrriitta all
55..77 PPa arrttiicciippa aççã ão ccoommuunniittá árriia a 22
55..88 AApooiioo eexxtteerrnnoo 22

6 Posse e Uso da Terra 23


66..11 PPoossssee daa tteerrrra a 23
66..22 TTrra abba allhhoo a aggrrííccoolla a 24

PÁGINA
Índice

66..33 UUttiilliiz za aççã ãoo eeccoonnóómmiicca a doo ssoolloo 25


6.3.1 Agricultura 25

Nhamatanda

PÁGINA
Índice

6.3.2 Pecuária e Avicultura 25


6.3.3 Produção não agrícola 25

7 Educação 26
8 Saúde e Acção Social 28
88..11 CCuuiidda adooss dee ssa aúúddee ee quua adrroo eepiiddéémmiiccoo 28
88..22 AAccççã ão SSoocciia all 29

9 Género 31
99..11 EEdduucca aççã ãoo 31
99..22 AAccttiivviidda addee eeccoonnóómmiicca a ee eexxpplloorra aççã ãoo 32
daa tteerrrra a
99..3 GGovveerrnna aççã ãoo 33

10 Actividade Económica 34
1100..1 PPooppuulla aççã ãoo eeccoonnoommiicca ammeenttee a accttiivva a 34
1
1100..2 OOrrçça ameennttoo ffa ammiilliia arr 35
2
1100..3 SSeegguurra annçça a a alliimmeentta arr e essttrra attééggiia ass 36
3 dee ssoobbrreevviivvêêncciia a
1100..4 IInffrra a--eessttrruuttuurra ass dee bba assee 37
4
1100..5 AAggrriiccuullttuurra a ee DDeesseenvvollvviimmeennttoo RRuurra all 39
5
10.5.1 Zonas agro-ecológicas 39
10.5.2 Infra-estruturas e equipamento 39
10.5.3 Produção agrícola e sistemas de cultivo 39
10.5.4 Pecuária 41
10.5.5 Pescas, Florestas e Fauna bravia 41
1100..6 IInddúússttrriia a,, CCoomméérrcciioo ee SSeerrvviiççooss 41
6

Anexo: Autoridade Comunitária no Distrito de Nhamatanda 43

Documentação consultada 44

Lista de tabelas
TABELA 1: População por posto administrativo, idade e sexo, 1/1/2005 10
TABELA 2: Agregados, segundo a dimensão e o tipo sociológico 10
TABELA 3: População, segundo o estado civil e a crença religiosa 11
TABELA 4: População, consoante o conhecimento de Português 11
TABELA 5: População, por condição de alfabetização, 1997 11
TABELA 6: Famílias, tipo de casa e condições básicas de vida 12
TABELA 7: Programas de acção social, 2000-2003 19
TABELA 8: População, por condição de frequência escolar 26

PÁGINA
Índice

TABELA 9: População, por nível de ensino que frequenta 27


TABELA 10: População, por nível de ensino concluído 27
TABELA 11: Escolas, alunos e professores, 2003 27
TABELA 12: Unidades de saúde, camas e pessoal, 2003 28

Nhamatanda

PÁGINA
Índice

TABELA 13: Indicadores de cuidados de saúde, 2003 28


TABELA 14: Quadro epidémico, 2003 29
TABELA 15: População, por condição de orfandade, 1997 30
TABELA 16: População deficiente, por idade e residência, 1997 30
TABELA 17: Programas de acção social, 2000-2003 30
TABELA 18: População activa, por ramo de actividade, 2005 35
TABELA 19: Rede de Estradas 38
TABELA 20: Produção agrícola, por principais culturas: 2000-2003 40

Lista de figuras
FIGURA 1: Famílias, por condições básicas de vida................................................12
FIGURA 2: Habitações, por tipo de materiais usados...............................................13
FIGURA 3: Habitações, por tipo de acesso a água....................................................13
FIGURA 4: Estrutura do orçamento distrital, 2004...................................................21
FIGURA 5: Estrutura de base da exploração agrária da terra....................................24
FIGURA 6: Explorações e área, por culturas alimentar principal.............................25
FIGURA 7: População, por nível de ensino que frequenta........................................26
FIGURA 8: Quadro epidémico, 2003........................................................................29
FIGURA 9: Indicadores de escolaridade, por sexos..................................................31
FIGURA 10: Quota das mulheres no trabalho agrícola e remunerado.......................32
FIGURA 11: População activa, por ramo de actividade, 2005...................................34
FIGURA 12: Consumo das famílias, por grupo de produtos e serviços.....................35
FIGURA 13: Famílias, por intervalos de rendimento mensal.....................................36

Nhamatanda

PÁGINA
República de
Moçambique Ministério da

Prefácio
Com 800 mil km2 de superfície e uma população de
19,5 milhões de habitantes, Moçambique inicia o
séc. XXI, com exigências inadiáveis de engajamento
de todos os níveis da sociedade e dos vários
intervenientes institucionais e parceiros de
cooperação, num esforço conjugado de combate
à pobreza e desigualdade e de promoção do desenvolvimento económico e
social do País.

Efectivamente, alcançar estes propósitos, num contexto de interdependência


dos objectivos de reconstrução e desenvolvimento com os do crescimento,
requer o empenho de todos os sectores, grupos e comunidades da
sociedade moçambicana.

Na esfera da governação, esta exigência abrange todos os níveis territoriais e


cada uma das instituições públicas, estando a respectiva política do Governo
enunciada nos preceitos Constitucionais sobre a Descentralização e a
Reforma do Sector Público.

A Lei dos Órgãos Locais, n.º 8/2003 de 27 de Março, ao estabelecer os novos


princípios e normas de organização, competências e de funcionamento destes
órgãos nos escalões de província, distrito, posto administrativo e localidade,
dotou o processo de um novo quadro jurídico que reforça e operacionaliza a
importância estratégica da governação local.

Neste contexto, o Distrito é um conceito territorial e administrativo essencial à


programação da actividade económica e social e à coordenação das intervenções
das instituições nacionais e internacionais. Avaliar o potencial distrital e o seu
grau de sustentabilidade, bem como o nível de ajustamento do respectivo
aparelho administrativo e técnico às necessidades do desenvolvimento local,
é, pois, um passo primordial.

É, neste contexto, que o Ministério da Administração Estatal elaborou e


procede à publicação dos Perfis dos 128 Distritos de Moçambique.

Fá-lo, numa abordagem integrada com o processo de fortalecimento da gestão e


planificação locais, proporcionando – para cada distrito, no período que
República de
Moçambique Ministério da
medeia 2000 a 2004 – uma avaliação detalhada do grau local de
desenvolvimento humano, económico e social.

Estamos certos que este produto, apetrechará as várias Instituições públicas e


privadas, nacionais ou internacionais, com um conhecimento de todo o país,
que potencia o prosseguimento coordenado das acções de combate à pobreza
em Moçambique.
República de
Moçambique Ministério da
Efectivamente, entendemos os Perfis Distritais como um contributo para um
processo de gestão que integra, por um lado, os aspectos organizacionais e de
competências distritais e, por outro, as questões decorrentes do
desenvolvimento e da descentralização nas áreas da planificação e da
afectação e gestão dos recursos públicos.

A presidir à definição do seu conteúdo e estrutura, está subjacente a intenção


de fortalecer um ambiente de governação:
dominado pela visão estratégica local e participação comunitária;
promotor da gradual implementação de modelos de negócio da
administração distrital ajustados às prioridades da região, ao quadro
de desconcentração de competências e ao sistema de afectação de
recursos públicos; e
integrado em processos de apropriação local na decisão e
responsabilização na execução.

Para a sua elaboração, foram preciosos os contributos recebidos de várias


instituições ao nível central e local, de que destacamos, todos os Governos
Provinciais e Distritais, o Instituto Nacional de Estatística, o Ministério do
Plano e Finanças, o Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural, o
Ministério da Educação e o Ministério da Saúde.

A todos os intervenientes e, em particular aos Administradores de Distrito,


que estas publicações sejam consideradas como um gesto de agradecimento e
devolução. Uma menção de apreço, ainda, ao grupo MÉTIER, Consultoria e
Desenvolvimento, pela assistência técnica prestada na análise da vasta
informação recolhida.

A finalizar, referir que a publicação destes Perfis insere-se num esforço


continuado, por parte do Ministério da Administração Estatal e da sua
Direcção Nacional de Administração Local, de monitoria do desenvolvimento
institucional da administração pública local e do seu gradual ajustamento às
exigências do desenvolvimento e crescimento em Moçambique.

Entusiasmamos, pois, todas as contribuições e comentários que possam fazer


chegar a essa Direcção Nacional, no sentido de melhorar e enriquecer o
conteúdo futuro dos Perfis.
República de
Moçambique Ministério da
Maputo, 25 de Setembro de 2005.

Ministro da Administração Estatal


Siglas e Abreviaturas

Siglas e Abreviaturas

AD Administração Distrital

DDADR Direcção Distrital de Agricultura e Desenvolvimento Rural

DDMCAS Direcção Distrital da Mulher e Coordenação da Acção

Social DNAL Direcção Nacional da Administração Local

DNPO Direcção Nacional do Plano e Orçamento

EDM Electricidade de Moçambique

EN Estrada Nacional

IAF Inquérito aos agregados familiares, sobre o orçamento

familiar INE Instituto Nacional de Estatística

IRDF Inquérito às receitas e despesas das famílias

MADER Ministério da Agricultura e Desenvolvimento

Rural MAE Ministério da Administração Estatal

MPF Ministério do Plano e Finanças

PA Posto Administrativo

PIB Produto Interno Bruto

PNUD Programa das Nações Unidas para o

Desenvolvimento PRM Polícia da República de Moçambique

TDM Telecomunicações de Moçambique

PSAA Pequeno Sistema de Abastecimento de Água

Nhamatanda

PÁGINA vi i
MAPA DA LOCALIZAÇÃO GEOGRÁFICA DO DISTRITO
História, Política e Sociedade

1 Breve Caracterização do Distrito

1.1 Localização, Superfície e População

O
distrito de Nhamatanda está localizado na região Centro-Oeste da Província de Sofala,
sendo limitado a Norte pelo Distrito de Gorongosa, a Oeste pelo Distrito de Gondola
(Manica), a Sul o Distrito de Búzi e a Este o Distrito de Dondo.

Com uma superfície1 de 3.987 km2 e uma população recenseada em 1997 de 137.930
habitantes e estimada à data de 1/1/2005 em cerca de 172.390 habitantes, o distrito de
Bilene tem uma densidade populacional de 43 hab/km2.

A relação de dependência económica potencial é de aproximadamente 1:1.2, isto é, por


cada 10 crianças ou anciões existem 12 pessoas em idade activa.

A população é jovem (43%, abaixo dos 15 anos de idade), maioritariamente feminina (taxa
de masculinidade de 49%) e de matriz rural (taxa de urbanização de 12%).

1.2 Clima, Hidrografia, Relevo e Solos


Segundo a classificação climática de Köppen, ocorrem no Distrito de
Nhamatanda dois tipos distintos de clima, nomeadamente: o clima de
tipo “Tropical Chuvoso de Savana - Aw” a Este, e do tipo “Tropical
Temperado Húmido – Cw” a Oeste, observando-se em ambos casos
duas estações nomeadamente: a chuvosa e a seca.

A precipitação média anual, na estação meteorológica de referência (Nhamatanda), é de


846 mm, enquanto a evapotranspiração potencial média anual está na ordem dos 1.559
mm.

A maior queda pluviométrica ocorre sobretudo no período compreendido entre Novembro


de um ano a Março do ano seguinte, variando significativamente na quantidade e
distribuição, quer durante o ano, quer de ano para ano, e a temperatura média anual é de
24.9ºC. As médias anuais máxima e mínima são de 32.0 e 17.8ºC.

A rede hidrográfica do distrito comporta rios, riachos, lagoas e pântanos a saber:

1 Direcção Nacional de Terras CADASTRO NACIONAL DE TERRAS [Link]

PÁGINA
História, Política e Sociedade
Nhamatanda

PÁGINA
História, Política e Sociedade

Rios - Muda, Mecuzi, Nhamatanda, Tsengudza, Nhamissenguere Metuchira,


Mecuzi Manguena, Mítua, Mussicavo, Mutarara e Pungué,
Riachos - Nhamissenguere, Nhamissenguere 2, Nhampiririr, Nharuchonga,
Muaticuera, Bebedo, Bendicar, Malenve, Mosca de Sono, Ura Gambulene,
Munhonha, Mussicavo, Harúmua, Ndeja, Macumba, Mangate, Momba,
Mucharuenhe, Micheu e Nhazuingoma.
Lagoas – Macorococho, Mbimbir, Nguenhi, Muchamba, Chahocue, Chapadzi,
Luvava, massuca, Sovim, Ura Gambulene, Chembue, Mosca de Sono e Mundende.
Pântanos – Djangombe, Chissocossa, Chiulaia, Muana, Macaraure, Madawana,
Utonda e Lupuepue.
Nas águas dos rios encontramos diversas espécies de pescado. Salienta-se, também, a
existências de numerosas espécies de aves.

Geomorfologicamente o Distrito de Nhamatanda é caracterizado pela ocorrência de duas


unidades distintas nomeadamente a Bacia Sedimentar e Complexo Gnaisso-Granítico do
Moçambique Belt.

A primeira unidade compreende basicamente os sedimentos mais recentes de aluvião do rio


Púnguè e seus afluentes que deram origem a solos aluvionares de textura pesada e/ou
estratificada, profundos a muito profundos, moderadamente bem drenados, boa fertilidade
natural e capacidade de retenção de nutrientes e água.

A segunda unidade é dominada por solos residuais derivados de rochas mais resistentes

1.3 Infra-estruturas
O distrito de Nhamatanda é atravessado pela EN6, que liga as cidades da Beira e Chimoio,
e esta última à fronteira com o Zimbabwe. Esta estrada faz parte do projecto de
desenvolvimento “Corredor da Beira”, e foi sempre mantida nesse âmbito.

A única outra via rodoviária reabilitada no distrito é a estrada que liga a sede à plantação da
LOMACO, numa extensão de 12 km. A maioria das estradas está transitável. A empresa
EMENCO faz a manutenção de rotina na Estrada 218 que liga Nhamatanda/Metuchira.

Nhamatanda

PÁGINA
História, Política e Sociedade

O distrito é atravessado pela Linha ferroviária Beira-Machipanda, artéria principal do


Corredor da Beira. Em termos de telecomunicações, o distrito possui cinco telefones e
sete rádios.

No distrito de Nhamatanda, a maior parte das comunidades e aldeias não tem acesso a
fontes de água melhoradas, sendo que algumas comunidades se encontram a grandes
distâncias da fonte mais próxima.

De acordo com os dados do Censo de 1997, só 1% da população do distrito concentrada na


Sede, tem acesso a energia eléctrica.

O distrito de Nhamatanda possui 63 escolas (das quais, 53 do ensino primário nível 1), e
está servido por 17unidades sanitárias, que possibilitam o acesso progressivo da população
aos serviços do Sistema Nacional de Saúde, apesar de a um nível bastante insuficiente
como se conclui dos seguintes índices de cobertura média:

Uma unidade sanitária por cada 10 mil pessoas;


Uma cama por mil habitantes; e
Um profissional técnico para cada 2.200 residentes no distrito.
Apesar dos esforços realizados, importa reter que o estado geral de conservação e
manutenção das infra-estruturas não é suficiente, sendo de realçar a rede de bombas de
água a necessitar de manutenção, bem como a rede de estradas e pontes que, na época das
chuvas, tem problemas de transitibilidade.

1.4 Economia e Serviços


Dos 401 mil hectares da superfície do distrito, estima-se 2 em 200 mil hectares o potencial
de terra arável apta para a agricultura do distrito de Nhamatanda, dos quais só 22 mil são
explorados pelo sector familiar (5% do distrito).

Nhamatanda possui uma densidade populacional moderada e, devido ao reassentamento


das populações, têm surgido alguns problemas relacionados com a ocupação de terras,
gerando alguns conflitos sobre a sua posse. A transmissão da posse de terra é
principalmente determinada pelos usuais laços de parentesco.

2 Conforme JVA Cenacarta-IGN France International, Estatísticas de Uso e Cobertura da Terra, Nov. 1999 (escala 1:250,000)
Nhamatanda

PÁGINA
História, Política e Sociedade

De um modo geral, a agricultura é praticada manualmente em pequenas explorações


familiares em regime de consociação de culturas com base em variedades locais.

O sistema de produção predominante nos solos de textura pesada e mal drenados é a


monocultura de batata doce em regime de camalhões ou matutos (época fresca), enquanto
que nos solos moderadamente bem drenados predominam as consociações de milho,
mapira, mandica e feijão nhemba. Algodão é a cultura de rendimento dominante, produzida
em regime de monoculturas. Este sistema de produção é ainda complementado por criações
de espécies como gado bovino, caprino, e aves.

A produção agrícola é feita predominantemente em condições de sequeiro, nem sempre


bem sucedida, uma vez que o risco de perda das colheitas é alto, dada a baixa capacidade
de armazenamento de humidade no solo durante o período de crescimento das culturas.

O potencial para agricultura irrigada reside nos solos aluvionares das margens do Pungué,
em particular aqueles de textura média a pesada. Estes solos são profundos a muito
profundos, ricos em matéria orgânica e apresentam ainda excelentes capacidades de
retenção de água e nutrientes, contudo, podem localmente ser ligeiramente salinos e/ou
sódicos.

Este distrito possui cerca de 30 hectares de regadios, dos quais 20 operacionais, devido a
avarias de equipamentos e destituições. Está em curso um plano para a sua reabilitação,
mas a capacidade financeira dos proprietários e utentes é um entrave à sua célere
implementação.

Somente em 2003, após o período de seca e estiagem que se seguiu e a reabilitação de


algumas infra-estruturas, se reiniciou timidamente a exploração agrícola do distrito e a
recuperação dos níveis de produção.

Em resumo, a irregularidade da precipitação e a vulnerabilidade às calamidades naturais


condiciona o potencial de produção agrícola às áreas irrigadas existentes, sendo a região
considerada pouco apta para o desenvolvimento de agricultura irrigada.

O fomento pecuário no distrito tem sido fraco. Porém, dada a tradição na criação de gado e
algumas infra-estruturas existentes, verificou-se algum crescimento do efectivo pecuário.

Há condições para o desenvolvimento da pecuária, sendo as doenças e a falta de fundos e


de serviços de extensão, os principais obstáculos ao seu desenvolvimento. Os animais

PÁGINA
História, Política e Sociedade
Nhamatanda

PÁGINA
História, Política e Sociedade

domésticos mais importantes para o consumo familiar são as galinhas, os patos e os


cabritos, enquanto que, para a comercialização, são os bois, os cabritos e os porcos.

No distrito de Nhamatanda, a madeira, principalmente estacas, é usada na construção de


habitações locais, juntamente com o bambu e o capim. As árvores fornecem as principais
fontes de energia, nomeadamente lenha e troncos para o fabrico de carvão, sendo ambos os
combustíveis comercializados localmente. O distrito apresenta já problemas de
desflorestamento e de erosão de solos, daí que algumas comunidades tenham que percorrer
entre 30 km a 40 km até à fonte de lenha mais próxima.

A caça é um suplemento importante das famílias do distrito. As espécies mais caçadas são
os roedores e os cabritos-do-mato. Para além das espécies referidas, é possível encontrar no
distrito leões, búfalos, pivas, pala-palas e pangolins. O peixe, principalmente de rio, faz
também parte da dieta familiar.

O facto do distrito ser atravessado pelo Corredor da Beira, tem-lhe proporcionado alguma
atenção por parte de investidores nacionais e estrangeiros.

Todavia, a maior parte das ligações comerciais que o distrito tem com outros mercados,
estão relacionadas com a agricultura. Os produtos agrícolas são canalizados do interior e
vendidos nos mercados da sede distrital e na Beira, sendo habitual a vinda a Nhamatanda
de comerciantes provenientes da Beira ou de Maputo para adquirirem os produtos
localmente.

Estão em construção 3 complexos hoteleiros, sendo 1 em Tica, 1 em Matenga e outro na


Sede do distrito. Neste momento existem 4 casas de aluguer de quartos, 23 Quiosques, 7
Bares, 3 Restaurantes e 1 Botequim.

Ao nível do distrito existem 92 moagens (43 registadas) 4 serralharias, 2 serrações, 11


carpintarias, 2 padarias formais e 22 fornos caseiros. Existem 29 lojas (22 na Sede do
Distrito; e em Tica; 1 em Siluvo; 2 em Metuchira e 1 em Nhampoca, cabendo aos
informais completar o abastecimento às populações no interior da Vila e nas próprias Sedes
dos PA’s.

O Banco Austral é a única instituição bancária existente no distrito, dedicando-se à


captação de poupanças, sem facilidades de crédito agrário. Existem no distrito de forma
cumulativa 13 projectos financiados pelo FARE.

PÁGINA
História, Política e Sociedade

Nhamatanda

PÁGINA
História, Política e Sociedade

2 História, Política e Sociedade Civil

2.1 História e cultura


De acordo com os relatos dos residentes, esta era uma zona desabitada, sem nome e
pertencente à área de Tica, tendo sido mais tarde habitada por indivíduos oriundos de
vários pontos do país, como mão-de-obra recrutada para a construção da Linha Férrea da
então empresa CFM-Centro sob contrato da Companhia Trans-Zambeze Railways, TZR.

Primeiramente, Nhamatanda era chamado de Bambo Krick, nome dado pelos ingleses da
TZR tendo depois passado a chamar-se Vila Machado.

No que respeita ao nome de Vila Machado, as informações divergem, afirmando uns que o
nome teria surgido a partir da actividade do corte de madeira, em que o colono madeireiro
instruía os contratados sobre a forma de manejarem o machado, dizendo-lhes que virassem
o machado ora para a direita, ora para a esquerda. Outros afirmam que Vila Machado
tomou o nome de um capitão português que regia esta parcela da actual Vila que se
chamava Machado.

Um pouco antes da chegada do capitão Machado, o comércio e a agricultura eram as


actividades predominantes praticadas pelos gregos e goeses.

No âmbito da construção de infra-estruturas socio-económicas, o primeiro passo foi dado


pelos ingleses com a construção da Linha Férrea Beira-Rodésia do Sul, com ramal para a
montanha de Khura, onde se extraía pedra para a construção da ponte sobre o Rio
Zambeze (Ponte Dona Ana). Aqui nasceram as primeiras casas construídas em madeira e
zinco pela Beira Railways.

No período de 1938 a 1975 os Régulos constituíam o prolongamento da administração


portuguesa e eram chamados de “Indunas”. Os régulos eram seleccionados e trazidos de
outras zonas de acordo com as suas capacidades administrativas, como é o caso do Régulo
Tica que proveio de Manica.

Para o distrito de Nhamatanda foram seleccionados 3 Régulos: Régulo Tica, Nhampoca e


Candieiro. A então Vila Machado subordinou-se, primeiro, ao Concelho de Vila Pery e
mais tarde ao Concelho do Dondo. Vila Machado era apenas um Posto Administrativo,
cuja

PÁGINA
História, Política e Sociedade
Nhamatanda

PÁGINA
História, Política e Sociedade

composição étnica derivava de Macaias, Bangues, Senas, Tongas, Matewes, Phozos e


Maganjas.

Após a independência do país, a nova divisão administrativa da Província de Sofala, em


1980, elevou o Posto Administrativo à categoria de distrito.

2.2 Cenário político actual e sociedade civil


No âmbito da implementação do Decreto 15/2000 sobre as autoridades comunitárias de 1ª
e 2ª linhas (régulos, chefes de terras e secretários de bairro), de acordo com as entidades
distritais, foi levado a cabo um trabalho de divulgação do mesmo em todos os Postos
Administrativos, Localidades, Aldeias e Povoações, tendo sido envolvidas todas as
camadas sociais.

Este trabalho culminou com a legitimação pelas respectivas comunidades e o


reconhecimento pela autoridade competente de 18 dos líderes comunitários locais.

Existem no distrito 3 Regulados, todos legitimados e reconhecidos, a saber:

Regulado de Tica, com 9 Chefes de Grupo de Povoação e 73 Chefes de Povoação;


Regulado de Guengere, com 5 Chefes de Grupo de Povoação e 30 Chefes de
Povoação.
Regulado de Nhampoca, com 6 Chefes de Grupo de Povoação e 37 Chefes de
Povoação.
Também existem no distrito 48 Secretários de Bairros (1 mulher), tendo 17 sido já
reconhecidos e legitimados.

Em geral, pode-se considerar que a relação entre a Administração e as autoridades


comunitárias é positiva, o que ajuda o Governo na implementação, a todos os níveis, do
Programa Quinquenal do Governo, na transmissão de decisões e no garante do feedback
das decisões e informações respeitantes aos problemas que afligem as comunidades onde
as mesmas actuam, bem como na solução de alguns problemas locais, nomeadamente os
surgidos devido aos conflitos de terras existentes no distrito. Para incentivar a cobrança de
impostos, uma parte das autoridades comunitárias receberam bicicletas no ano 2001.

A população, devidamente mobilizada pelas autoridades comunitárias, participa


activamente na abertura de estradas terciárias, que tem facilitado o escoamento dos
excedentes agrícolas,

PÁGINA
História, Política e Sociedade
Nhamatanda

PÁGINA
História, Política e Sociedade

na construção de escolas com material precário, casas para alguns Presidentes das
Localidades e enfermeiros, na conservação de fontes de água, na denúncia de malfeitores e
na localização de terrenos para vários fins socio-enconómicos e culturais, sempre que
necessário.

Em relação à religião existem várias crenças no distrito e representes das respectivas


hierarquias e que se têm envolvido, em coordenação com as autoridades distritais em várias
actividades de índole social. A religião dominante é a Sião/Zione, praticada pela maioria da
população do distrito.

Nhamatanda

PÁGINA
3 Demografia
A superfície do distrito é de 3.987 km 2 e a sua população está estimada em
172 mil habitantes à data de 1/1/2005. Com uma densidade populacional
aproximada de 43 hab/km2, prevê-se que o distrito em 2010 venha a atingir
os 200 mil habitantes.

3.1 Estrutura etária e por sexo


Com uma população jovem (43%, abaixo dos 15 anos), tem um índice de masculinidade de
49% e uma taxa de urbanização de 12%, concentrada na Vila de Nhamatanda e zonas
periféricas de matriz semi-urbana. A estrutura etária do distrito reflecte uma relação de
dependência económica aproximada de 1:1.2, isto é, por cada 10 crianças ou anciões
existem 12 pessoas em idade activa.

TABELA 1: Populaç ão por posto administrat ivo, idade e sexo, 1 /1 /2005


Grupos etários
TOTAL 0-4 5 - 14 15 - 44 45 - 64 65 e mais
DISTRITO DE NHAMATANDA 172,390 28,989 45,925 73,038 19,175 5,263
Homens 83,856 14,526 23,276 33,769 9,562 2,723
Mulheres 88,533 14,463 22,650 39,269 9,612 2,540
P.A. de NHAMATANDA 104,538 17,948 27,936 44,728 10,950 2,976
Homens 50,711 8,965 14,171 20,556 5,522 1,497
Mulheres 53,827 8,983 13,766 24,172 5,428 1,479
P.A. de TICA 67,852 11,041 17,989 28,310 8,225 2,287
Homens 33,146 5,561 9,105 13,213 4,041 1,226
Mulheres 34,707 5,481 8,884 15,097 4,184 1,061
Fonte: Estimativa da MÉTIER, na base do INE, Dados do Censo de 1997.

3.2 Traço sociológico


Das 38.300 famílias do distrito, a maioria é do tipo sociológico nuclear com filhos (38%),
isto é, com um ou mais parentes para além de filhos e têm, em média, 3 a 5 membros.

TABELA 2: Agregados, segundo a dimensão e o tipo sociológico


% de agregados, por dimensão Média de pessoas, por agregado
1-2 3-5 6 e mais TOTAL < 15 anos  15 anos
24.2% 44.9% 30.9% 4.5 2.0 2.5
Tipo Sociológico de Agregado Familiar
Monoparental (1) Nuclear
Unipessoal Alargado (2)
Masculino Feminino Com filhos Sem filhos
9.8% 1.9% 12.3% 37.9% 6.9% 31.3%
Fonte: Instituto Nacional de Estatística, Dados do Censo de 1997.
1) Família com um dos pais.
2) Família nuclear ou monoparental com ou sem filhos e um ou mais parentes.
Nhamatanda

PÁGINA
Na sua maioria casados, após os 12 anos de idade, têm forte crença religiosa, dominada
pela religião Sião ou Zione.

TABELA 3: Popula ção, segundo o estado civil e a crença religiosa


Com < Com 12 anos ou mais, por Estado civil
12 Total Solteiro Casado ou união Separado/ Divorciado Viuvo
anos
36.1% 63.9% 21.5% 36.6% 1.7% 4.0%
Com Crença Religiosa
Total Zione Católica Evangélica Muçulumana Outra
100,0% 42.9% 14.0% 12.6% 0.5% 30.5%
Fonte: Instituto Nacional de Estatística, Dados do Censo de 1997.

3.3 Línguas faladas


Tendo por língua materna dominante o Cindau, somente 36% da população do distrito com
5 ou mais anos de idade têm conhecimento da língua portuguesa, sendo este domínio
predominante nos homens, dada a maior inserção na vida escolar e no mercado de trabalho.

TABELA 4: Popula ção, consoante o co nhecimento de Português


Sabe falar Português Não sabe falar Português
Total Homens Mulheres Total Homens Mulheres
DISTRITO DE NHAMATANDA 35.7% 24.8% 10.8% 64.3% 27.5% 36.9%
5 - 9 anos 2.8% 1.6% 1.2% 14.5% 7.1% 7.4%
10 - 14 anos 6.5% 3.9% 2.6% 8.3% 3.6% 4.6%
15 - 19 anos 6.5% 4.0% 2.5% 6.7% 3.0% 3.8%
20 - 44 anos 15.6% 11.4% 4.2% 22.2% 9.2% 13.0%
45 anos e mais 4.4% 4.0% 0.4% 12.7% 4.6% 8.1%
Fonte: Instituto Nacional de Estatística, Dados do Censo de 1997.

3.4 Analfabetismo e Escolarização


Com 71% da população analfabeta, predominantemente mulheres, o distrito de
Nhamatanda tem uma taxa de escolarização baixa, constatando-se que somente 33% dos
seus habitantes, com 5 ou mais anos de idade, frequentam ou já frequentaram a escola,
maioritariamente até ao nível primário.

TABELA 5: Popula ção, por condição de alfabetizaç ão, 1997


Taxa de analfabetismo
TOTAL Homens Mulheres
DISTRITO DE NHAMATANDA 70.9% 55.7% 85.1%
5-9 90.8% 89.1% 92.6%
10 - 14 62.6% 54.5% 71.0%
15 - 44 63.2% 40.7% 82.5%
45 e mais 81.0% 64.5% 97.6%
Fonte: Instituto Nacional de Estatística, Dados do Censo de 1997.
Nhamatanda

PÁGINA
4 Habitação e Condições de Vida

O tipo de habitação modal do distrito é “a palhota, com pavimento


de terra batida, tecto de capim ou colmo e paredes de caniço
ou paus”.

Em relação a outras utilidades, o padrão dominante é o de famílias


“sem rádio e electricidade, dispondo de quatro bicicletas em cada dez famílias, e
vivendo em palhotas com latrina e água colhida directamente em poços ou furos ou
nos rios e lagos”.

FIGURA 1: Famílias, por condições básic as de vida

32%
3% 8% 1%

Com Água CanalizadaCom retrete ou latrina Com electricidade Com Radio

Fonte: Instituto Nacional de Estatística, Dados do Censo de 1997.

TABELA 6: Famílias, tipo de casa e condições básic as de vida


TIPO DE HABITAÇÃO
CONDIÇÕES BÁSICAS Moradia ou Casa de Palhota ou
EXISTENTES TOTAL Apartamento madeira e zinco casa precária
Casas Pessoas Casas Pessoas Casas Pessoas Casas Pessoas
DISTRITO DE NHAMATANDA 29,665 137,536 928 5,035 90 490 28,647 132,011
Com Água Canalizada 3% 3% 27% 28% 3% 7% 2% 2%
Com retrete ou latrina 8% 9% 47% 49% 33% 41% 7% 8%
Com electricidade 1% 2% 31% 34% 10% 10% 0% 1%
Com Radio 32% 37% 58% 62% 54% 59% 31% 36%
Fonte: Instituto Nacional de Estatística, Dados do Censo de 1997.

No que diz respeito às paredes, pavimento e tecto, o material de construção dominante é,


respectivamente o caniço ou paus, a terra batida e o capim ou colmo.
Nhamatanda

PÁGINA
FIGURA 2: Habita ções, por tipo de materiais usados
95%
97% 97%
100%
90%
80%
70%
60%
50%
40%
30%
20%
10%
0%

2% 0% 3% 3%2%

Paredes Paredes Paredes Chão de Chão de Tecto de Tecto de Tecto de


de bloco de zincodematerial adobelaje chapacapim
de zinco
ou colm o
caniço, durável ou terra
paus ou outros batida

Fonte: Instituto Nacional de Estatística, Dados do Censo de 1997.

Em particular, no que concerne às fontes de abastecimento de água, verifica-se que na sua


maioria a população do distrito recorre directamente a poços ou furos (52%) ou a rios e
lagos (37%). Os pequenos sistemas de fontanários e de canalização fora de casa, cobrem
9% das habitações, predominantemente na vila de Nhamatanda.

FIGURA 3: Habita ções, por tipo de acesso a água

60%
52%

50%

40% 37%

30%

20%

9%
10%
0% 2%

0%
Canalizada,Canalizada, foraFontanárioPoço ou furoRio ou Lago dentro de casade casa

Fonte: Instituto Nacional de Estatística, Dados do Censo de 1997.


Nhamatanda

PÁGINA
5 Organização Administrativa e Governação

O
distrito de Nhamatanda, localizado a 100Km da cidade da Beira, está dividido em dois
Postos Administrativos: Sede do Distrito e Tica que, por sua vez estão subdivididos em
4 Localidades.
Posto Administrativo Localidades
Nhamatanda-Sede Sede
Puazi
Tica Sede
Nhampoca

5.1 Governo Distrital


O Governo Distrital, dirigido pelo Administrador de Distrito, está estruturado nos seguintes
níveis de direcção e coordenação:
Gabinete do Administrador, Administração e Secretaria;
Direcção Distrital da Agricultura e Desenvolvimento
Rural; Direcção Distrital da Educação;
Direcção Distrital da Saúde;
Direcção Distrital do Comércio, Indústria e
Turismo; Direcção Distrital da Cultura, Juventude e
Desporto;
Direcção Distrital das Mulher e Coordenação da Acção
Social; Delegação do Registo Civil e Notariado;
Comando Distrital da PRM.

Para além destes órgãos, estão também adstritos ao Governo Distrital, os seguintes
organismos:

Procuradoria Distrital da República;


Tribunal Judicial Distrital;
Representação do INAS e do sector do Trabalho; e
Direcção do SISE.

A gestão da vila, desde os serviços de higiene, salubridade e


fornecimento de água potável é igualmente garantida pela
Administração do Distrito.

PÁGINA
No distrito existem, ainda, uma Estação Postal e dos CFM.

Com um total de 85 funcionários – 37 fora do quadro (dos quais, 5 são Nhamatanda

PÁGINA
mulheres), apresenta a seguinte distribuição por categorias profissionais:
Técnicos Médios

6
Assistentes Técnicos 18
Operários, Auxiliares Administrativos e Agentes de Serviço 29
Pessoal auxiliar 32

Foram afectas ao Gabinete do Administrador 2 viaturas e 2 motorizadas, uma para o Chefe


do Posto de Tica e outra para o Sector de Cadastro. Ao nível da Administração foi
instalado um computador, uma Secretária e feitas pequenas obras no Edifício. Foi, também,
instalado na Administração um posto de comunicação via rádio.

O sistema de governação vigente é baseado no Conselho Executivo. Em resultado da


aprovação das Leis 6/78 e 7/78, este substituiu a Câmara Municipal local que era dirigida
pelo Administrador do Distrito, por acumulação de funções, por força do artigo 491 da
Reforma Administrativa Ultramarina (RAU).

O Conselho Executivo local é um órgão distinto do Aparelho do Estado no escalão


correspondente, com as seguintes funções:

Dirigir as tarefas políticas do Estado, bem como as de carácter económico, social e


cultural.

Dirigir, coordenar e controlar o funcionamento dos órgãos do Aparelho do Estado.

O Conselho Executivo é dirigido por um Presidente, que geralmente por acumulação de


funções é o Administrador do Distrito, o qual é nomeado pelo Ministro da Administração
Estatal.

Ao nível do distrito o Aparelho do Estado é constituído pela Administração do Distrito e


restantes direcções e sectores distritais. O Administrador por sua vez responde perante o
Governo Provincial e Central, pelos vários sectores de actividades do Distrito organizados
em Direcções e Sectores Distritais.

A governação tem por base os Presidentes das Localidades, Autoridades Comunitárias e


Tradicionais. Os Presidentes das Localidades são representantes da Administração e
subordinam-se ao Chefe do Posto Administrativo e, consequentemente, ao Administrador
Distrital, sendo coadjuvados pelos Chefes de Aldeias, Secretários de Bairros, Chefes de

PÁGINA
Quarteirões e Chefes de Blocos.

As instituições do distrito operam com base nas normas de funcionamento Nhamatanda

PÁGINA
dos serviços da Administração Pública, aprovadas pelo Decreto 30/2001 de 15 de Outubro,
do Conselho de Ministros, publicado no Boletim da república n° 41, I Série, Suplemento.

A actividade do governo distrital segue uma abordagem essencialmente empírica e de


contacto com a comunidade. Importa que esta prática venha a ser sistematizada em
sistemas de planificação e controlo regulares e fiáveis, bem como seja baseada numa visão
estratégica que oriente o planeamento anual e faça convergir de forma eficaz os esforços
sectoriais.

5.2 Reforma do sector público


O Decreto 30/2001 de 15 de Outubro, sobre a Reforma do Sector Público, está a ser
implementado no distrito. Com efeito, este instrumento foi objecto de estudo pelos
funcionários do Estado, de modo a garantir a sua correcta implementação pelos sectores.

Neste sentido, foram já emitidos crachás de identificação para os funcionários da


Administração do Distrito e das Direcções do Governo Distrital, e todas as instituições do
estado possuem caixas e livros de Reclamações e Sugestões.

De acordo com o Governo Distrital têm sido cumpridos os prazos de tramitação dos
documentos, existe pessoal devidamente capacitado para atendimento ao público, têm sido
realizadas reuniões de estudo colectivo dos Decretos e promovidos mini-cursos para os
funcionários afectos até ao nível de Localidade, sobre o funcionamento do Sector Público.

No âmbito da expansão da acção governativa, foram introduzidas, por iniciativa do


Governo do Distrito, mais 5 Localidades nas zonas mais distantes e, por consequência,
quase abandonadas, tendo sido afectos membros do Governo em cada uma dessas
localidades para prestação de assistência.

Foi criado um gabinete ao nível do rés-do-chão do edifício da administração para facilitar o


atendimento aos deficientes.

5.3 Síntese dos resultados da actividade dos órgãos distritais


Nesta secção, sem pretender ser exaustivo e transcrever o rol de funções oficiais dos
Governos Distritais aprovadas e publicadas oficialmente, focam-se as principais
actividades de intervenção pública directa que contribuem para o desenvolvimento do
distrito.

PÁGINA
Nhamatanda

PÁGINA
5.3.1 Agricultura, Ambiente e Desenvolvimento Rural
Dos 401 mil hectares da superfície do distrito, estima-se 3 em 200 mil hectares o potencial
de terra arável apta para a agricultura do distrito de Nhamatanda, dos quais só 22 mil são
explorados pelo sector familiar (5% do distrito).

Nhamatanda possui uma densidade populacional moderada e, devido ao reassentamento


das populações, têm surgido alguns problemas relacionados com a ocupação de terras,
gerando alguns conflitos sobre a sua posse. A transmissão da posse de terra é
principalmente determinada pelos usuais laços de parentesco.

De um modo geral, a agricultura no distrito é praticada em regime de consociação de


culturas com base em variedades locais e, em algumas regiões, com o recurso à tracção
animal e tractores.

O início do século foi marcado por um cenário de estiagem e seca caracterizado por chuvas
irregulares e abaixo do normal, que criaram uma situação de insegurança alimentar,
exigindo do Governo Distrital iniciativas enérgicas de mitigação.

No âmbito da introdução de tecnologias melhoradas foram construídos durante o período


em análise 10 celeiros melhorados, introduzidas raças melhoradas de caprinos (Bode Boer),
realizado fomento pecuário, distribuídas 102 bombas pedestais, reabilitadas aero-bombas,
introduzidas culturas resistentes à seca, adquiridas e distribuídas fruteiras (ananaseiros,
abacateiros, litcheiras, laranjeiras e limoeiros).

Para incrementar o rendimento da população tem-se mobilizado e sensibilizado e ensinado


os camponeses a usarem sementes melhoradas, tendo para o efeito sido montados Campos
de Demonstração de Resultados (CDR’s) e campos ON-FARM-FFS (machambas escala).

O Governo do distrito tem levado a cabo acções de sensibilização e mobilização das


populações para se retirarem das zonas susceptíveis às cheias e seca.

As famílias são aconselhadas a potenciar as zonas baixas para a prática de culturas


resistentes à seca, nomeadamente, batata-doce, mandioca, mapira, mexoeira, ananaseiros e
melão, e a construir as suas habitações nas zonas altas, como forma de se prevenirem em
caso de cheias. São também incentivadas a fazer plantações de quebra-ventos.

Nhamatanda

3 Conforme JVA Cenacarta-IGN France International, Estatísticas de Uso e Cobertura da Terra, Nov. 1999 (escala 1:250,000)

PÁGINA
5.3.2 Educação e Saúde
O investimento no sector tem estado a crescer, elevando para 63 o número de escolas do
distrito de Nhamatanda em 2003 (53 do ensino primário nível 1, 9 do nível 2 e uma do
ensino secundário geral), que são frequentadas por cerca de 36 mil estudantes ensinados
por 375 professores.

O número de centros de alfabetização de adultos cresceu para 99, com cerca de 11 mil
alfabetizandos e 390 alfabetizadores.

O distrito está dotado de 1 Hospital Rural, 10 do nível II/III e 6 Postos de saúde, com um
total de 179 camas e 78 técnicos e assistentes de saúde.

O crescimento da rede escolar e de saúde desde 2000 e a melhoria do atendimento do


pessoal têm permitido aumentar o acesso da população aos serviços do Sistema Nacional
de Educação e da Saúde que, porém, está ainda a um nível bastante insuficiente.

5.3.3 Cultura, Juventude e Desporto


Na área da cultura existem vários grupos que praticam diverso tipo de danças e cânticos
típicos de toda a região.

No concernente à juventude, destaca-se a existência de grupos activistas e associações


juvenis que de dedicam a motivar boas práticas entre os seus concidadãos.

Este sector desenvolve as seguintes actividades:

Realização de cursos de habilidades para a vida, no âmbito do programa “Meu


futuro é Minha Escolha”, dirigido a adolescentes e jovens dos 12 aos 15 anos,
assistidos por 25 educadores de pares, em todas as localidades;
Promoção do campeonato distrital de futebol de 11 com a participação de 9
equipas; Realização de sessões culturais alusivas a datas comemorativas, com a
participação de grupos culturais e desportivos;
Reabilitação do Gabinete do programa “Meu Futuro é Minha Escolha”;
Realização de Assembleias Distritais de futebol feminino e masculino com o
objectivo de promover a modalidade.

5.3.4 Mulher e Coordenação da Acção Social


Nesta área o Governo Distrital tem promovido a integração e assistência
socia l a p e ss o a s, famílias e grupos sociais em situação de pobreza absoluta,
N h a m a t a n da
dando

PÁGINA
prioridade à criança órfã, mulher viúva, idosos e deficientes, doentes crónicos e portadores
do HIV-SIDA, reclusos, tóxico-dependentes, regressados e refugiados.

TABELA 7: Programas de acção social, 2000-2003


Tipo de Programa
Crianças atendidas 6.445
Idosos atendidos 348
Deficientes atendidos 428
Mulheres atendidas 40
TOTAL 7.261
Fonte: Direcção Distrital da Mulher e Coordenação da Acção Social

A acção nesta área tem sido coordenada com as organizações não governamentais,
associações e sociedade civil, promovendo a criação de igualdade de oportunidades e de
direitos entre homem e mulher em todos aspectos de vida social e económica, bem como a
integração no mercado de trabalho, processos de geração de rendimentos e vida escolar.

Em particular, este sector tem vindo a desenvolver as seguintes actividades:

Construção de 1 Centro de promoção da mulher, com financiamento da “Save the


Children”;
Reabilitação do parque infantil, com financiamento da “Save the Children”;
Está em curso a construção de 5 casas para pessoas carentes (viúvas) financiada
pela “Save the Children”;
Formação e assistência aos 126 activistas comunitários nas localidades da Vila
Sede, Tica, Metuchira, Nharuchonga, Siluvo, Nhampoca, Matenga, Ermoc, Bebedo
e Lamego.
Assistência a 949 pessoas vulneráveis, através de programas de subsídio de
alimentos, benefício social pelo trabalho e rede de segurança alimentar, com apoio
do INAS e PMA;
Registo de nascimento de pessoas vulneráveis;
Inauguração do projecto de criação de frangos na ADPP-Ajuda à criança em
Lamego;
Assistência a 22 famílias chefiadas por crianças órfãs, cujos pais foram vítimas da
SIDA;
Distribuição de 3 bicicletas para igual número de activistas em Nhampoca, Bebedo
e Metuchira, com financiamento da “Handicap”.
Nhamatanda

PÁGINA
Apesar dos esforços desenvolvidos, são ainda bem patentes no distrito os efeitos da
pobreza, calamidades naturais e da guerra que assolou
Moçambique nas últimas décadas.

5.3.5 Justiça, Ordem e Segurança pública


Registo e Notariado

Realização de vários actos de registo e notariado;


Atendimento a indigentes;
Criação de 12 tribunais Comunitários a nível distrital;

PRM

A PRM tem controlado e registado diversos casos de delitos comuns, entre esclarecidos e
não esclarecidos.

Polícia de Trânsito

Esta corporação tem controlado e registado diversos tipos de acidentes de viação. Tem
efectuado trabalhos de rotina nas vias públicas, dentre os quais se inclui a mobilização dos
utilizadores das vias públicas, tendo em vista a redução dos acidentes de viação.

DIC

Esta especialidade tem cumprido com zelo o seu trabalho de emissão de Bilhetes de
Identidade, deslocando-se às zonas recônditas do distrito, apesar da falta de material e de
transporte que se tem verificado desde 2003.

5.4 Desminagem
As minas constituem ou constituíram, em algumas zonas identificadas, uma ameaça à
segurança da população e ao desenvolvimento económico. A acção de desminagem em
curso no país desde 1992, tem permitido diminuir o seu risco, sendo hoje a situação
existente no país e neste distrito mais controlada e conhecida.

5.5 Finanças Públicas


A Administração do Distrito, sem inclusão das instituições subordinadas e unidades
sociais, funcionou nos últimos anos com os seguintes níveis de receitas e despesas anuais.
Nhamatanda

PÁGINA
FIGURA 4: Estrutura do orçamento distrital, 2004
Estrutura da Despesa
Estrutura da Receita, 2004

1%6%
12%
4%

17%

55%
16%

89%

Imposto de Reconstrução NacionalT axas e licenças de Mercados Outras receitas e t axasSubsídio do O.E.
Despesas com pessoal Combustíveis e comunicações
Manutenção Outros gastos materiais

Fonte: Administração do Distrito e Direcção Provincial do Plano e Finanças

O nível de receita é manifestamente insuficiente ao cabal exercício das funções distritais. A


despesa corrente do orçamento distrital em 2004 foi de 30 contos por habitante, isto é,
cerca de 1 USD. Do lado da despesa, os gastos com pessoal absorvem mais de metade do
orçamento corrente do distrito e, à excepção das cobranças de mercados e algumas receitas
de serviços, turismo e urbanismo, o esforço fiscal distrital é muito baixo.

Quanto ao investimento com financiamento de base distrital, o seu montante é pequeno,


sendo quase todas as acções de investimento público planificadas e orçamentadas ao nível
provincial, funcionando os principais sectores sociais com finanças geridas a este nível.

À governação distrital compete essencialmente a gestão corrente, fraccionada pela


dispersão orçamental dos principais sectores sociais e de infra-estruturas, o que condiciona
fortemente a sua actuação num esforço coordenado de desenvolvimento e integração.

5.6 Constrangimentos à acção do Governo Distrital


Face à situação financeira descrita, o Governo Distrital tem enfrentado vários
constrangimentos à sua acção, de que se destacam os seguintes:

Não alocação de fundos de investimentos para manutenção das vias de acesso;


Falta de fundos de investimento para manutenção dos PS de Água e dos furos;
Falta de infra-estruturas de educação e saúde para a população do distrito;
Falta de viaturas para a Administração e de motorizadas para os Chefes dos PA´s; e
Ausência de um programa de construções para atender o crescimento do estado.
Nhamatanda

PÁGINA
Face às restrições orçamentais existentes, tem sido essencial para a prossecução da
actividade do Governo Distrital e para o progresso do distrito, o envolvimento consciente e
participação comunitária, e o apoio do sector privado e de vários organismos internacionais
que operam neste distrito.

5.7 Participação comunitária

A participação comunitária tem sido essencial para suprir várias necessidades em matéria
de construção, reabilitação e manutenção de infra-estruturas, nomeadamente estradas
interiores, postos de saúde e escolas, bem como residências para professores e enfermeiros.

Para tal, o Governo Distrital tem estabelecido coordenação de acções com as ONG’s,
visando levar a efeito a reconstrução e construção de infra-estruturas com base em recursos
locais e nos programas “comida pelo trabalho” financiados pelo PMA.

5.8 Apoio externo


Na sua actuação, o Governo Distrital tem tido apoio de vários organismos de cooperação,
que promovem programas sociais de assistência, protecção do ambiente e desenvolvimento
rural, que desempenham um papel activo e importante no apoio à reconstrução e
desenvolvimento locais.

Em parceria e coordenação com o Governo Distrital funcionam no distrito as seguintes


ONG’s: “Terre des Hommes”, Fundação Contra a Fome (FCF), CCD-Itália, ADPP,
UNICEF, GTZ-PEB e JESUS ALIVE.

Operam no distrito a Acção Agrária Alemã (AAA), no sector da segurança alimentar, a


Cruz Vermelha de Moçambique (CVM), na educação cívica, a Co-operative for American
Relief Everywhere (CARE) no sector do crédito, o Collegio Universitario di Aspiranti a
Medici Missionari (CUAMM) com actividades nos sectores da saúde e da assistência de
emergência, a Fundação Contra a Fome (FCF) no sector agrícola, a Federação Luterana
Mundial (FLM) desenvolvendo acções no sector da água e da saúde e a IBIS, a trabalhar
com refugiados e no desenvolvimento sócio-económico.

Nhamatanda

PÁGINA
6 Posse e Uso da Terra 44
A informação deste capítulo tem por objectivo analisar os traços gerais
que caracterizam a base agrária do distrito, de forma a permitir inferir
sobre eventuais cenários de intervenção que reforcem o sector no
contexto do processo de desenvolvimento distrital.

Apesar das reservas quanto à representatividade ao nível distrital dos dados do CAP, este
capítulo permite avaliar os principais factores que fazem deste sector um veículo
privilegiado de intervenção no desenvolvimento económico e social do país.

Referirmo-nos, entre outros, ao facto de:


Ser a actividade dominante em praticamente todo o distrito;
Esta actividade fazer parte dos hábitos e costumes da
população;
A actividade ser praticada pela maioria dos agregados familiares do distrito;
Constituir a maior fonte de emprego e de rendimento da população;
As condições naturais permitirem a prática da actividade.

6.1 Posse da terra


Dos 401 mil hectares da superfície do distrito, estima-se em 200 mil hectares o potencial de
terra arável apta para a agricultura do distrito de Nhamatanda, dos quais só 22 mil são
explorados pelo sector familiar (5% do distrito).

Nhamatanda possui uma densidade populacional moderada e, devido ao reassentamento


das populações, têm surgido alguns problemas relacionados com a ocupação de terras,
gerando alguns conflitos sobre a sua posse. A transmissão da posse de terra é
principalmente determinada pelos usuais laços de parentesco.

O distrito possui cerca de 33 mil explorações agrícolas com uma área média é de 1.5
hectares. Com um grau de exploração familiar dominante, 45% das explorações do distrito
têm menos de 1 hectare, apesar de ocuparem somente 17% da área cultivada.

Este padrão desigual da distribuição das áreas fica evidente se referirmos que 31% da área
cultivada pertence a somente 8% das explorações do distrito.

4 Baseado em trabalho analítico da MÉTIER, suportado pelos dados do INE do Censo Agro-pecuário de 1999-2000. Apesar de se
tratar de extrapolação s a partir duma amostra cuja representatividade ao nível distrital é baixa, considera-se que –

PÁGINA
do p o nto d e vi sta da análise da estrutura de uso e exploração da terra - os seus resultados são um bom retrato das
N h a m essenciais
características a t a dondistrito.
da

PÁGINA
Na sua maioria os terrenos não estão titulados e, quando explorados em regime familiar,
têm como responsável, em quase 80% dos casos, o homem da família.

FIGURA 5: Estrutura de base da exploração agrária da terra


Fonte de dados: Instituto Nacional de Estatística, Censo agro-pecuário, 1999-2000

Area (ha) cultivada Número de Explorações


35%

30%

25%

20%

15%

10%

5%

0%
< 1/21/2 ha - 1 ha - 2 2 ha - 3 3 ha - 4 4 ha - 5 5 ha - 10 ha -³ 100 ha1 hahahahaha10 ha100 haha
No que respeita à posse da terra, quase 90% das 62 mil parcelas em que estão divididas as
explorações são tradicionalmente pertença das famílias da região, sendo transmitidas por
herança aos filhos, ou estão em regime de aluguer ou de concessão do estado a particulares
e empresas privadas. As autoridades tradicionais e oficiais detêm 12% das parcelas agrícolas.

6.2 Trabalho agrícola


A estrutura de exploração agrícola do distrito reflecte a base alargada da economia
familiar, constatando-se que 85% das explorações são cultivadas por famílias com 3 ou
mais pessoas que trabalham a terra. Estas explorações estão divididas em cerca de 62 mil
parcelas, 57% com menos de meio hectare e exploradas em 53% dos casos por mulheres.
De reter que, do total de agricultores, 36% são crianças menores de 10 anos de idade, de
ambos os sexos.

Nhamatanda
Aconselha-se, pois, que mais do que os seus valores absolutos, este capítulo seja analisado tendo em vista absorver os principais
aspectos estruturais da actividade agrária.

PÁGINA
6.3 Utilização económica do solo
6.3.1 Agricultura
A maioria da terra é explorada em regime de consociação de culturas alimentares,
nomeadamente o milho, mandioca, feijão nhemba, amendoim e batata-doce.

FIGURA 6: Explora ções e área, por culturas alimentar principal

35.000 32.366

30.000
2 8.932
25.000 19.700

20.000

15.000 13.424
8.6348.647
10.000 2.388 3.674
1.108 1.469
5.00 5.891 5.015
0
558 3.100 1.478 244 259
0 344
A mendoim Feijão Mandioca Milho Mapira Mexoeira A rroz Cana-de-

Batata
DoceNº Exploraçõe sÁre a (ha) açucar

Fonte de dados: Instituto Nacional de Estatística, Censo agro-pecuário, 1999-2000

Para além das culturas alimentares e de rendimento, o distrito tem um apreciável número
de fruteiras e cajueiros.

6.3.2 Pecuária e Avicultura


No distrito existem cerca de 10 mil criadores de pecuária e mais de 30 mil de avicultura, a
maior parte em regime familiar. Os dados disponíveis apontam para uma estrutura de
produção relativamente mercantilizada, em que o nível de vendas varia de 13% nos
caprinos a 80% nos suínos, constituindo uma fonte de rendimento familiar importante.

6.3.3 Produção não agrícola


Constitui igualmente uma fonte importante de rendimento familiar. Deriva, essencialmente,
da venda de madeira, lenha, caniço e carvão, bem como da actividade de caça, pesqueira e
artesanal, efectuado por um conjunto de centenas de explorações familiares.

PÁGINA
Nhamatanda

PÁGINA
7 Educação
Cerca de 71% da população do distrito é analfabeta e somente 33% das
pessoas com 5 ou mais anos de idade, predominantemente homens,
frequentam ou já frequentaram o nível primário do ensino.

TABELA 8: População5, por condição de frequência escolar

P O P U L A Ç Ã O Q U E:
FREQUENTA FREQUENTOU NUNCA FREQUENTOU
Total Homens Mulheres Total Homens Mulheres Total Homens Mulheres
DISTRITO DE NHAMATANDA 11.8% 7.8% 3.9% 21.3% 15.6% 5.7% 67.0% 24.9% 42.1%
P.A. de NHAMATANDA 12.3% 8.2% 4.1% 21.6% 15.5% 6.0% 66.2% 24.5% 41.7%
P.A. de TICA 11.0% 7.3% 3.7% 20.8% 15.7% 5.1% 68.2% 25.5% 42.7%
Fonte: Instituto Nacional de Estatística, Dados do Censo de 1997.

A maior taxa de adesão escolar verifica-se no grupo etário dos 10 a 14 anos, onde 40% das
crianças frequenta a escola, seguido do grupo de 5 a 9 anos, o que reflecte a entrada tardia
na escola. A maioria dos estudantes são rapazes a frequentar o ensino primário, dada a
insuficiente ou inexistente rede escolar dos restantes níveis de ensino no distrito.

FIGURA 7: Popula ção6, por nível de ensino que frequenta


Primário
11%
100%

80%

60%
40%

20%
0%

Nenhum nível Outro nível escolar


88% 1%

Fonte de dados: Instituto Nacional de Estatística, Dados do Censo de 1997.

Nhamatanda
5 Com 5 ou mais anos de idade.
6 Com 5 ou mais anos de idade.

PÁGINA
TABELA 9: Popula ção7, por nível de ensino que frequenta
NIVEL DE ENSINO QUE FREQUENTA Nenhum
Total Alfab. Primário Secund. Técnico C.F.P. Superior nível
DISTRITO DE NHAMATANDA 11.8% 0.1% 11.0% 0.5% 0.1% 0.1% 0.0% 88.2%
5 - 9 anos 14.6% 0.0% 14.6% 0.0% 0.0% 0.0% 0.0% 85.4%
10 - 14 anos 38.6% 0.0% 38.5% 0.1% 0.0% 0.0% 0.0% 61.4%
15 - 19 anos 19.7% 0.1% 17.1% 2.2% 0.3% 0.0% 0.0% 80.3%
20 - 24 anos 4.6% 0.1% 2.5% 1.4% 0.2% 0.4% 0.0% 95.4%
25 e + anos 1.0% 0.1% 0.7% 0.2% 0.0% 0.1% 0.0% 99.0%
HOMENS 16.2% 0.1% 15.0% 0.8% 0.1% 0.1% 0.0% 83.8%
MULHERES 7.6% 0.1% 7.3% 0.2% 0.0% 0.0% 0.0% 92.4%
Fonte: Instituto Nacional de Estatística, Dados do Censo de 1997.

Do total de população com mais de 5 anos de idade, verifica-se que somente 13%
concluíram algum nível de ensino. Destes, 92% completaram somente o ensino primário e
6% o 1º grau do secundário.

TABELA 10: População8, por nível de ensino concluído


NIVEL DE ENSINO CONCLUIDO
TOTAL Alfab. Primário Secund. Técnico C.F.P. Superior Nenhum
DISTRITO DE NHAMATANDA 12.6% 0.2% 11.5% 0.7% 0.1% 0.1% 0.0% 87.4%
5 - 9 anos 1.0% 0.0% 1.0% 0.0% 0.0% 0.0% 0.0% 99.0%
10 - 14 anos 7.3% 0.0% 7.3% 0.0% 0.0% 0.0% 0.0% 92.7%
15 - 19 anos 20.5% 0.1% 19.7% 0.6% 0.0% 0.0% 0.0% 79.5%
20 - 24 anos 23.9% 0.2% 21.8% 1.7% 0.2% 0.1% 0.0% 76.1%
25 e + anos 13.9% 0.4% 12.2% 1.0% 0.1% 0.1% 0.0% 86.1%
HOMENS 20.3% 0.3% 18.4% 1.3% 0.2% 0.1% 0.0% 79.7%
MULHERES 5.4% 0.1% 5.1% 0.2% 0.0% 0.0% 0.0% 94.6%
Fonte: Instituto Nacional de Estatística, Dados do Censo de 1997.

A situação global descrita reflecte, para além de factores socio-económicos, o facto de a


rede escolar existente e o efectivo de professores, apesar de terem vindo a crescer, serem
insuficientes, o que é agravado por taxas de aproveitamento baixas em algumas
localidades.

TABELA 11: Escolas, alunos e professores, 2003


NÍVEIS DE ENSINO N.º de N.º de Alunos N.º de Professores
Escolas M HM M HM
TOTAL DO DISTRITO 162 21.021 46.325 171 765
EP1 53 13.974 31.054 59 293
EP2 9 857 3.429 11 57
ESG I 1 281 1.099 3 25
AEA 99 5.909 10.743 98 390
Fonte: Administração do Distrito e Direcção Provincial da Educação
EP1 - 1º a 5º anos; EP2 - 6º e 7º anos; ESG I - 8º a 10º Anos.

Nhamatanda
7 Com 5 ou mais anos de idade.
8 Com 5 ou mais anos de idade.

PÁGINA
8 Saúde e Acção Social
8.1 Cuidados de saúde e quadro epidémico
A rede de saúde do distrito, apesar de estar a evoluir a bom
ritmo, é insuficiente, evidenciando os seguintes índices de
cobertura média:
Uma unidade sanitária por cada 10 mil
pessoas; Uma cama por mil habitantes; e
Um profissional técnico para cada 2.200 residentes no distrito.

TABELA 12: Unidades de saúde, camas e pessoal, 2003

Unidades, Camas e Tipo de Unidades Sanitárias Pessoal existente


Pessoal existente, por Total de Hospital Centro de Postos de por sexo
Posto Administrativo Unidades Rural Saúde II/III Saúde HM H M
TOTAL DO DISTRITO
Nº de Unidades 17 1 10 6
Nº de Camas 179 128 43 8
Pessoal Total 102 52 38 12 102 47 55
- Licenciados 1 1 0 0 1 1 0
- Nível Médio 22 16 6 0 22 14 8
- Nível Básico 36 17 13 6 36 10 26
- Nível Elementar 19 3 10 6 19 11 8
- Pessoal de apoio 24 15 9 0 24 13 11
Fonte: Administração do Distrito e Direcção Provincial da Saúde

A Direcção Distrital de Saúde distribui regularmente por cada Centro de Saúde “Kits A e
B” e pelos Postos de Saúde “Kits B”. A tabela seguinte apresenta, para o ano de 2003, a
posição de alguns indicadores que caracterizam o grau de acesso e de cobertura dos
serviços do Sistema Nacional de Saúde.

TABELA 13: Indicadores de cuidados de saúde, 2003


Indicadores
Taxa de ocupação de camas 59,7%
Partos 4.000
Vacinação 87.608
Saúde materno-infantil 102.277
Consultas externas 201.049
Taxa de mortalidade hospitalar 4,1%
Taxa de baixo peso à nascença 10,9%
Taxa de mau crescimento 9,4%
Fonte: Administração do Distrito e Direcção Provincial da Saúde
Nhamatanda

PÁGINA
O quadro epidémico do distrito é dominado pela malária, diarreia e DTS e SIDA que, no
seu conjunto, representam quase a totalidade dos casos de doenças notificados no distrito.

FIGURA 8: Quadro epidémico, 2003

27.003

4.293 4.994
53 163 39

Diarreia e Cólera Malária Tuberculose DTS HIV/SIDA


Desinteria

Fonte: Administração do Distrito e Direcção Provincial da Saúde

TABELA 14: Quadro epidémico, 2003


Casos notificados
Diarreia e Disenteria 4.293
Cólera 53
Malária 27.003
Tuberculose 163
DTS 4.994
HIV/SIDA 39
Fonte: Administração do Distrito e Direcção Provincial da Saúde

Os recursos financeiros correntes para o sector são insuficientes, representando uma


despesa anual média, em 2003, de 16 contos por habitante.

8.2 Acção Social


A integração e assistência social a pessoas, famílias e grupos sociais em situação de
pobreza absoluta, dá prioridade à criança órfã, mulher viúva, idosos e deficientes, doentes
crónicos e portadores do HIV-SIDA, tóxico-dependentes e regressados.

No distrito existem, segundo os dados do Censo de 1997, cerca de 5 mil órfãos (dos quais
30% de pai e mãe) e cerca de 3 mil deficientes (59% com debilidade física, 6% com
doenças
mentais e 35% com ambos os tipos de doença).

PÁGINA
Nhamatanda

PÁGINA
TABELA 15: Popula ção, por condição de orfandade, 1997
DISTRITO DE NHAMATANDA 4,677
Homens 2,172
Mulheres 2,505
5 - 9 anos 1128
10 - 14 anos 1412
15 - 19 anos 2137
P.A. de NHAMATANDA 2,718
P.A. de TICA 1,959
Fonte: Instituto Nacional de Estatística, Dados do Censo de 1997.

TABELA 16: Popula ção deficiente, por idade e residência, 1997


Posto administrativo e Idade TOTAL Física Mental Ambas
DISTRITO DE NHAMATANDA 3311 1944 201 1166
0 - 14 567 259 56 252
15 - 44 1900 987 105 808
45 e mais 844 698 40 106
P.A. de NHAMATANDA 1835 1137 115 583
P.A. de TICA 1476 807 86 583
Fonte: Instituto Nacional de Estatística, Dados do Censo de 1997.

Desde o ano 2000, foram reunificadas com as suas famílias cerca de 6.500 crianças
perdidas e órfãs e em situação difícil, foram identificadas beneficiando de apoios 40
mulheres e 348 idosos, e foram assistidas 428 pessoas portadoras de deficiência.

TABELA 17: Programas de acção social, 2000-2003


Tipo de Programa
Crianças atendidas 6.445
Idosos atendidos 348
Deficientes atendidos 428
Mulheres atendidas 40
TOTAL 7.261
Fonte: Direcção Distrital da Mulher e Coordenação da Acção Social
A acção social no distrito tem sido coordenada com as organizações não governamentais,
associações e sociedade civil, promovendo a criação de igualdade de oportunidades e de
direitos entre homem e mulher em todos aspectos de vida social e económica, bem como a
integração no mercado de trabalho, processos de geração de rendimentos e vida escolar.

Nhamatanda

PÁGINA
9 Género
O distrito de Nhamatanda tem uma população estimada de 172 mil habitantes - 89 mil do
sexo feminino - sendo 12% das famílias do tipo monoparental chefiados por mulheres.

9.1 Educação
Tendo por língua materna dominante o Cindau, só 21% das mulheres tem conhecimento da
língua portuguesa. A taxa de analfabetismo na população feminina é de 85%, sendo de
56% no caso dos homens.
Das mulheres do distrito com mais de 5 anos, 81% nunca frequentaram a escola e somente
5% concluíram o ensino primário.
A maior taxa de adesão escolar verifica-se no grupo etário dos 10 a 14 anos, onde 25% das
crianças do sexo feminino frequenta a escola, o que reflecte a entrada tardia na escola da
maioria das crianças rurais, sobretudo meninas.

FIGURA 9: Indicadores de escolaridade, por sexos


Taxa de analfabetismo
85%

56%

Cobertura escolar (10 a 14 anos) 51% Conhecimento de português

26%
51% 21%
Homens Mulheres

5%

18%

52%

Ensino primário concluído 81% Sem frequência escolar

Fonte: Instituto Nacional de Estatística, Dados do Censo de 1997.

Nhamatanda

PÁGINA
9.2 Actividade económica e exploração da terra
De um total de 89 mil mulheres, 51 mil estão em idade de trabalho (15 a 64 anos).
Excluindo as que procuram emprego pela 1ª vez, a população activa feminina é de 27 mil
pessoas, o que reflecte uma taxa implícita de desemprego de 47% (37% nos homens).

As 33 mil explorações estão divididas em cerca de 62 mil parcelas, metade das quais com
menos de meio hectare, e exploradas em mais de metade dos casos por mulheres. De reter
que, 36% do total de agricultores são crianças menores de 10 anos de idade, de ambos os
sexos, metade dos quais são raparigas.

FIGURA 10: Quota das mulheres no trabalho agrícola e remunerado


95%

100% 80%

90%

80%
53%
70% 50%50%
47%
60% Homens Mulheres

50%

40% 20%

30%
5%
20%

10%

0%
Responsável pelasTrabalhadores% de assalariados% de agricultores exploraçõesagrícolascom menos de 10
anos de idade

Fonte de dados: Instituto Nacional de Estatística, Censo agro-pecuário, 1999-2000

A distribuição das mulheres activas residentes no distrito do Bilene de acordo com a


posição no processo de trabalho e o sector de actividade é a seguinte:
Cerca de 94% são trabalhadoras agrícolas, familiares ou por conta própria; e
6% são vendedoras ou empregadas do sector comercial formal e informal.

Nos sectores da educação e da saúde a situação de emprego da mulher é igualmente


deficitária. Efectivamente, só 22% dos professores e 54% dos técnicos de saúde do distrito
são profissionais femininas. Nhamatanda

PÁGINA
9.3 Governação

Ao nível do distrito tem-se privilegiado a coordenação


das acções de algumas organizações não
governamentais, associações e sociedade civil,
promovendo a criação de igualdade de oportunidades e
direitos entre sexos em todos aspectos de vida social e
económica, e a integração da mulher no mercado de
trabalho, processos de geração de rendimentos e vida
escolar.

Esta coordenação recorre a mecanismos de troca de informação, diálogo e concertação da


acção, evitando a sobreposição de actividades e racionalizando recursos de forma a
melhorar a eficácia e eficiência das acções governamentais e das iniciativas da comunidade
e do sector privado.

Ao nível do Governo Distrital, dos 85 funcionários existentes só 5 são senhoras, em geral


em posições inferiores da carreira administrativa.

PÁGINA
Nhamatanda

PÁGINA
10 Actividade Económica

10.1 População economicamente activa


A estrutura etária do distrito de Nhamatanda reflecte uma relação de dependência
económica aproximada de 1:1.2, isto é, por cada 10 crianças ou anciões existem 12 pessoas
em idade activa.

De um total de 172 mil habitantes, 56 mil estão em idade de trabalho (15 a 64 anos).
Excluindo os que procuram emprego pela primeira vez, a população economicamente
activa é de 43 mil pessoas, o que reflecte uma taxa implícita de desemprego de 43%.

Destes, 92% são trabalhadores familiares ou por conta própria, e na sua maioria mulheres.
A percentagem de assalariados é somente de 8% da população activa e, de forma inversa, é
dominada por homens (as mulheres representam apenas 5% do total de assalariados).

A distribuição segundo a posição no processo de trabalho e o ramo de actividade reflecte,


naturalmente, a actividade dominante agrária do distrito, que ocupa 82% da mão-de-obra.

Os sectores secundário e terciário ocupam, respectivamente, 4% e 14% da população


activa, sendo dominados pela actividade de comércio formal e informal, onde trabalham
cerca de 10% do total de pessoas activas e 5% das mulheres activas do distrito.

FIGURA 11: Popula ção activa 9, por ramo de actividade, 2005

14% 8%
4% 30%

82% 62%

Agricultura, silvicultura e pesca Indústria, energia e construção


Assalariados Por conta própria Trabalhadores familiares
Comércio, Transportes e Serviços

Fonte: Instituto Nacional de Estatística, Dados do Censo de 1997.

Nhamatanda

9 Com 15 anos ou mais, excluindo os que procuram emprego pela primeira vez.

PÁGINA
TABELA 18: Popula ção activa10, por ramo de actividade, 2005
POSIÇÃO NO PROCESSO DE TRABALHO
Assalariados Sector Por Trabalhador Empresário
SECTORES DE ACTIVIDADE
conta
TOTAL Total Estado Empresas Coop. própria familiar Patrão
DISTRITO DE NHAMATANDA 55,948 8.4% 2.8% 5.6% 0.2% 61.5% 29.6% 0.4%
- Homens 28,919 7.9% 2.6% 5.3% 0.1% 30.7% 12.6% 0.4%
- Mulheres 27,029 0.5% 0.2% 0.3% 0.1% 30.8% 17.0% 0.0%
Agricultura, silvicultura e pesca 45,808 1.7% 0.3% 1.4% 0.1% 53.3% 26.6% 0.2%
Indústria, energia e construção 2,443 1.6% 0.3% 1.3% 0.0% 2.0% 0.7% 0.1%
Comércio, Transportes e Serviços 7,696 5.1% 2.1% 2.9% 0.1% 6.2% 2.3% 0.1%
Fonte: Instituto Nacional de Estatística, Dados do Censo de 1997.

10.2 Orçamento familiar


O distrito tem um Índice de Incidência da Pobreza 11 estimado em cerca de 45% no ano de
200312. Com um nível médio mensal de receitas familiares de 48% em espécie, derivados
do autoconsumo e da renda imputada pela posse de habitação própria, a população do
distrito apresenta um padrão de consumo concentrado nos produtos alimentares (55%) e
nos serviços de habitação, água, energia e combustíveis (22%).

FIGURA 12: Consumo das famílias, por grupo de produtos e serviços

3%
7%
6%

7%

55%

22%

Produtos Alimentares (*)


Habitação, Serviços, Transportes e Comunicações (*) Material de construção e Mobiliário
Vestuário e Calçado
Lazer, Bebidas Alcoólicas, Restaurantes e Bares Educação, Saúde e outros serviços

(*) Inclui o autoconsumo da produção agrícola e a imputação da renda por posse de habitação própria
Fonte: Instituto Nacional de Estatística, IAF - 2002/03.

10 Com 15 anos ou mais, excluindo os que procuram emprego pela primeira vez.
11 O Índice de Incidência da Pobreza (povery headcount índex) é a proporção da população cujo consumo per capita está abaixo da linha
da pobreza. Nhamatanda
12 Estimativa da MÉTIER, a partir de dados do Relatório sobre Pobreza e Bem-Estar em Moçambique: 2ª Avaliação Nacional
(2002-03), DNPO, Gabinete de Estudos do MPF.

PÁGINA
Com variância significativa, a distribuição da receita familiar está concentrada nas classes
baixas, com quase 55% dos agregados na faixa de rendimentos mensais inferiores a 1.500
contos.

FIGURA 13: Famílias, por intervalos de rendimento mensal

27,3%

15,3% 15,2%
12,2%

9,2% 10,2%

6,0% 4,6%

Com m enos De 500.000 a De 1.000.000 De 1.500.000 De 2.000.000 De 2.500.000 De 5.000.000 Com mais de
de 500.000 1.000.000 MT a 1.500.000 a 2.000.000 a 2.500.000 a 5.000.000 a 10.000.000 10.000.000 MTMTMTMTMTMTMT

Fonte: Instituto Nacional de Estatística, IAF - 2002/03.

10.3 Segurança alimentar e estratégias de sobrevivência


Este distrito é frequentemente alvo de calamidades naturais que afectam
profundamente a vida social e económica da comunidade.

Estes desastres, associados à fraca produtividade agrícola, conduzem . de


acordo com vários levantamentos efectuados por entidades credíveis 13 - a
níveis de segurança alimentar de risco, estimando-se em 2,5 meses a
média de reservas alimentares por agregado familiar de cereais e
mandioca, o que
coloca cerca de 5% da população do distrito, sobretudo os camponeses de menos posses,
idosos e famílias chefiadas por mulheres, numa situação potencialmente vulnerável.

Efectivamente, dadas as tecnologias primárias utilizadas e, consequentemente, os baixos


rendimentos das culturas, a colheita principal é, em geral, insuficiente para cobrir as
necessidades de alimentos básicos, que só são satisfeitas com a ajuda alimentar, a segunda
colheita, rendimentos não agrícolas ou outros mecanismos de sobrevivência.
Nos períodos de escassez, as famílias recorrem a uma diversidade de estratégias de
Nhamatanda

PÁGINA
13 Nomeadamente, os Médicos sem fronteira.

PÁGINA
sobrevivência que incluem a participação em programas de "comida pelo trabalho", a
recolha de frutos silvestres, a venda de lenha, carvão, estacas, caniço, bebidas e a caça.

As famílias com homens activos recorrem ao trabalho remunerado na cidade da Beira e


Chimoio, já que as oportunidades de emprego no distrito são reduzidas, dado que a
economia ter por base, essencialmente, as relações familiares.

Para atenuar os efeitos desta situação, as autoridades distritais e o MADER lançaram um


plano de acção para redução do impacto da estiagem incluindo sementes e culturas
resistentes e introdução de tecnologias adequadas ao sector familiar.

Operam no distrito a Acção Agrária Alemã (AAA), no sector da segurança alimentar, a


Cruz Vermelha de Moçambique (CVM), na educação cívica, a Co-operative for American
Relief Everywhere (CARE) no sector do crédito, o Collegio Universitario di Aspiranti a
Medici Missionari (CUAMM) com actividades nos sectores da saúde e da assistência de
emergência, a Fundação Contra a Fome (FCF) no sector agrícola, a Federação Luterana
Mundial (FLM) desenvolvendo acções no sector da água e da saúde e a IBIS, a trabalhar
com refugiados e no desenvolvimento sócio-económico.

10.4 Infra-estruturas de base


O distrito de Nhamatanda é atravessado
pela EN6, que liga as cidades da Beira e
Chimoio, e esta última à fronteira com o
Zimbabwe.

Esta estrada faz parte do projecto de


desenvolvimento “Corredor da Beira”, e
foi sempre mantida nesse âmbito.

A única outra via rodoviária reabilitada


no distrito é a estrada que liga a sede à
plantação da LOMACO, numa extensão
de 12 km. A maioria das estradas está
transitável. A empresa EMENCO faz a
manutenção de rotina na Estrada 218

que liga Nhamatanda/Metuchira. Nhamatanda

PÁGINA
O distrito é atravessado pela Linha ferroviária Beira-Machipanda, artéria principal do
Corredor da Beira. Em termos de telecomunicações, possui cinco telefones e sete rádios.

TABELA 19: Rede de Estradas


Localização Dimensão Classificação Transitável Reabilitada Tecnologia
(km) (S/N) (S/N) Utilizada
Púnguè - Inchope 70 EN 6 sim sim M
Tica - Búzi 30 ER sim não -
Tica - Nhampoca 30 ER sim não -
Nhamatanda - Lomaco 12 NC sim sim M
Nhamatanda - Micheu 63 NC sim não -
Nhamatanda - Macorococh 68 NC sim não -
Nhamatanda - Mbibiri 71 NC sim não -
Nhamatanda - Chapazi 64 NC sim não -
Nhamatanda - Chidassicua 52 NC sim não -
Nhamatanda - Chiadeia 60 NC sim não -
Classificação: EN- Estrada Nacional; ER- Estrada Regional secundária, não alcatroada; NC- Não Classificada, estrada rural terciária.
Tecnologia : M- Mecanizada; O- Trabalho Manual.
Fonte: Administração do Distrito

No distrito de Nhamatanda, a maior parte das comunidades e aldeias não tem acesso a
fontes de água melhoradas, sendo que algumas comunidades se encontram a grandes
distâncias da fonte mais próxima. A Vila de Nhamatanda era, em tempos, abastecida por
um pequeno sistema de grupo de electrobombas que partia de Lamego, a Sede, e de
momento inoperacional devida à ruptura da tubagem e a necessitar de reabilitação.

O distrito conta actualmente com 87 furos (6 inoperacionais). Os mesmos estão


distribuídos pelas Escolas, Centros de Saúde, Comunidades e Cadeia Distrital. A Água
Rural é a instituição mais activa no sector da água, incidindo as suas acções na organização
de estágios de manutenção de bombas, dirigidos aos membros das comunidades, bem
como na dinamização do sector através de animadores. Existe disponibilidade de peças
sobressalentes para as bombas Afridev no mercado local, através da actividade comercial.
A participação comunitária tem consistido na manutenção das fontes de água, através de
contribuições monetárias.

De acordo com os dados do Censo de 1997, só 1% da população do distrito concentrada na


Sede, tem acesso a energia eléctrica.

Apesar dos esforços realizados, importa reter que o estado geral de conservação e
manutenção das infra-estruturas não é suficiente, sendo de realçar a rede de bombas de
água a necessitar de manutenção, bem como a rede de estradas e pontes que, na
época das
chuvas, tem problemas de transitibilidade.

PÁGINA
Nhamatanda

PÁGINA
10.5 Agricultura e Desenvolvimento Rural
Este distrito possui potencialidades agrícolas, pecuárias e de florestas, sendo a agricultura e
pecuária as principais actividades económicas das famílias.

10.5.1 Zonas agro-ecológicas

A zona interior é dominada por solos


residuais de textura variável, profundos
a muito profundos, localmente pouco
profundos, castanhos-avermelhados,
sendo ainda ligeiramente lixiviados,
excessivamente drenados ou
moderadamente bem drenados e, por
vezes, localmente mal drenados. A
temperatura elevada agrava
consideravelmente as condições de fraca precipitação nestas regiões provocando
deficiências de água para o crescimento normal das plantas (culturas). Ocorrem ainda,
solos aluvionares e hidromórficos ao longo das linhas de drenagem natural associados ao
Punguè.

10.5.2 Infra-estruturas e equipamento


É na faixa do distrito atravessada pelo rio Punguè, que é possível fazer alguma agricultura
irrigada, com recurso a pequenos sistemas de rega para produção agrícola, desde que haja
algum investimento para a construção de sistemas de armazenamento de água.

Este distrito possui cerca de 30 hectares de regadios, dos quais 20 operacionais, devido a
avarias de equipamentos e destituições. Está em curso um plano para a sua reabilitação,
mas a capacidade financeira dos proprietários e utentes é um entrave à sua célere
implementação.

10.5.3 Produção agrícola e sistemas de cultivo


De um modo geral, a agricultura é praticada manualmente em pequenas explorações
familiares em regime de consociação de culturas com base em variedades locais.

O sistema de produção predominante nos solos de textura pesada e mal drenados é a


monocultura de batata doce em regime de camalhões ou matutos (época fresca), enquanto

PÁGINA
que nos solos moderadamente bem drenados predominam as consociações Nhamatanda
de milho, mapira, mandica e feijão nhemba. Algodão é a cultura de

PÁGINA
rendimento dominante, produzida em regime de monoculturas. Este sistema de produção é
ainda complementado por criações de espécies como gado bovino, caprino, e aves.

A produção agrícola é feita predominantemente em condições de sequeiro, nem sempre


bem sucedida, uma vez que o risco de perda das colheitas é alto, dada a baixa capacidade
de armazenamento de humidade no solo durante o período de crescimento das culturas.

O potencial para agricultura irrigada reside nos solos aluvionares das margens do Pungué,
em particular aqueles de textura média a pesada. Estes solos são profundos a muito
profundos, ricos em matéria orgânica e apresentam ainda excelentes capacidades de
retenção de água e nutrientes, contudo, podem localmente ser ligeiramente salinos.

Algumas famílias empregam métodos tradicionais de fertilização dos solos como o pousio
das terras, a incorporação no solo de restolhos de plantas, estrume ou cinzas. Para além das
questões climáticas, os principais constrangimentos à produção são as pragas, a seca, a
falta ou insuficiência de sementes e pesticidas.

Somente em 2003, após o período de seca e estiagem que se seguiu e a reabilitação de


algumas infra-estruturas, se reiniciou timidamente a exploração agrícola do distrito e a
recuperação dos níveis de produção.

Em resumo, a irregularidade da precipitação e a vulnerabilidade às calamidades naturais


condiciona o potencial de produção agrícola às áreas irrigadas existentes, sendo a região
considerada pouco apta para o desenvolvimento de agricultura irrigada.

TABELA 20: Produç ão agrícola, por prin cipais culturas: 2000-2003


Campanha 2000/2001 Campanha 2001/2002 Campanha 2002/2003
Principais Área (ha) Produção Área (ha) Produção Área (ha) Produção
Culturas Semeada (Toneladas) Semeada (Toneladas) Semeada (Toneladas)
Milho 15.275 22.913 8.213 7.196 8.895 7.713
Mapira 13.690 11.420 6.159 3.633 2.104 1.368
Amendoim 2.275 455 1.026 450 986 474
Mandioca 1.099 10.988 616 3.723 635 3.810
Feijões 1.898 861 1.848 744 1.904 856
Batata Doce 300 3.600 450 1.578 188 938
Hortícolas 750 7.500 813 563 788 985
Algodão caroço 1.000 725 875 963 919 1.211
Total 36.286 58.461 19.999 18.848 16.418 17.354
Fonte: Administração do Distrito e Direcção Provincial de Agricultura

Nhamatanda

PÁGINA
10.5.4 Pecuária
O fomento pecuário no distrito tem sido fraco. Porém, dada a tradição na criação de gado e
algumas infra-estruturas existentes, verificou-se algum crescimento do efectivo pecuário.

Há condições para o desenvolvimento da pecuária, sendo as


doenças e a falta de fundos e de serviços de extensão, os
principais obstáculos ao seu desenvolvimento.

Os animais domésticos mais importantes para o consumo


familiar são as galinhas, os patos e os cabritos, enquanto que, para a comercialização, são
os bois, os cabritos e os porcos.

10.5.5 Pescas, Florestas e Fauna bravia


No distrito de Nhamatanda, a madeira, principalmente estacas, é usada na construção de
habitações locais, juntamente com o bambu e o capim. As árvores fornecem as principais
fontes de energia, nomeadamente lenha e troncos para o fabrico de carvão, sendo ambos os
combustíveis comercializados localmente.

O distrito apresenta já problemas de desflorestamento e de erosão de solos, daí que


algumas comunidades tenham que percorrer entre 30 km a 40 km até à fonte de lenha mais
próxima.

As árvores de fruto mais abundantes no distrito são a mangueira, a papaieira e a


maçaniqueira. As principais limitações à produção de árvores de fruta são a escassez de
mudas, a falta de fundos e as pragas.

A caça é um suplemento importante das famílias do distrito. As espécies mais caçadas são
os roedores e os cabritos-do-mato. Para além das espécies referidas, é possível encontrar no
distrito leões, búfalos, pivas, pala-palas e pangolins. O peixe, principalmente de rio, faz
também parte da dieta familiar.

10.6 Indústria, Comércio e Serviços


O facto do distrito ser atravessado pelo Corredor da Beira, tem-lhe proporcionado alguma
atenção por parte de investidores nacionais e estrangeiros.

Todavia, a maior parte das ligações comerciais que o distrito tem com outros mercados,
estão relacionadas com a agricultura. Os produtos agrícolas são canalizados do interior e

PÁGINA
vendidos nos mercados da sede distrital e na Beira, sendo habitual a vinda Nhamatanda

PÁGINA
a Nhamatanda de comerciantes provenientes da Beira ou de Maputo para adquirirem os
produtos localmente.

Estão em construção 3 complexos hoteleiros, sendo 1 em Tica, 1 em Matenga e outro na


Sede do distrito. Neste momento existem 4 casas de aluguer de quartos, 23 Quiosques, 7
Bares, 3 Restaurantes e 1 Botequim.

Ao nível do distrito existem 92 moagens (43 registadas) 4 serralharias, 2 serrações, 11


carpintarias, 2 padarias formais e 22 fornos caseiros. Existem 29 lojas (22 na Sede do
Distrito; e em Tica; 1 em Siluvo; 2 em Metuchira e 1 em Nhampoca, cabendo aos
informais completar o abastecimento às populações no interior da Vila e nas próprias Sedes
dos PA’s.

O Banco Austral é a única instituição bancária existente no distrito, dedicando-se à


captação de poupanças, sem facilidades de crédito agrário. Existem no distrito de forma
cumulativa 13 projectos financiados pelo FARE.

PÁGINA
Nhamatanda

PÁGINA
Autoridade Tradicional

Anexo: Autoridade Comunitária no Distrito de Nhamatanda


(Fonte de dados: Direcção Nacional da Administração Local)
Designação Área de Jurisdição Data de
S
Nº Nome completo Local de Aut. Posto Reconheci-
e Localidade Bairro/Regulado
Comunitária Administrativo mento
x
o
1 Miguel Melo António Sec. Bairro M Nhamatanda-sede Sede 1º Bairro 25/06/2002
2 Domingos Mostiço Sec. Bairro M Nhamatanda-sede Sede 2º Bairro 25/06/2002
3 José Araújo Tiofo Sec. Bairro M Nhamatanda-sede Sede 3º Bairro 25/06/2002
4 Manuel Paulo Sec. Bairro M Nhamatanda-sede Sede 4º Bairro 25/06/2002
5 Alfredo Q. Cuntave Sec. Bairro M Nhamatanda-sede Sede 5º Bairro 25/06/2002
6 Chana Chico Sixpense Sec. Bairro M Nhamatanda-sede Sede 6º Bairro 25/06/2002
7 José Fernando João Sec. Bairro M Nhamatanda-sede Sede 10º Bairro 25/06/2002
8 Cufaculipo S. Sainete Sec. Bairro M Nhamatanda-sede Metuchira 15º Bairro
9 Lúcia Joaquim Ajudante Sec. Bairro M Nhamatanda-sede Metuchira 11ºBairroMetuchira-Siluvo
10 João C. Mangaze Régulo M Tica Tica Tica 25/06/2002
11 Joaquim M. Chirangana Régulo M Nhamatanda Nhampoca Nhampoca 16/08/2002
12 Tauzila A Candieiro Régulo M Nhamatanda Nhampoca Nhampoca
13 Geremias Massonganisse Sec. Bairro M Nhamatanda 4º Bairro-Chiadeia-sede 20/08/2002
14 João Gimo Manuel Sec. Bairro M Tica-sede 4º Bairro-Tica-sede 16/08/2002
15 Santos A Figueiredo Sec. Bairro M Tica-sede Sede 10º Bairro 16/08/2002
16 Joaquim Araújo Sec. Bairro M Tica-sede Sede 7ºBairro 16/08/2002
17 João Machimba Paia Sec. Bairro M Nhamatanda-sede Siluvo RuaDomingos-Siluvo
18 Jornal Capingo Chefe G. Povoação M Nhamatanda- Sede N’Sangua
sede

Nhamatanda

PÁGINA 43 P á gi n a 4 3
Documentação

Documentação consultada

Administração do Distrito, Balanço de Actividades Quinquenal para a 4ª Reunião Nacional, 2004.

Administração do Distrito, Perfil Distrital em resposta à metodologia da MÉTIER, 2004.

Direcção de Agricultura da Província de Sofala, Balanço Quinquenal do Sector Agrário da


Província de Sofala, Maio 2004.

Direcção de Agricultura da Província de Sofala, Plano de Desenvolvimento do Sector Agrário da


Província de Sofala, 2002.

Direcção Provincial da Educação de Sofala, Relatório de Actividades, 2004.

Direcção Provincial de Saúde de Sofala, Relatório de Actividades, 2004.

District Development Mapping Project, Perfil Distrital, 1995.

Instituto Nacional de Estatística, Anuário Estatístico da Província de Sofala, 2001.

Instituto Nacional de Estatística, Anuários Estatísticos, 2000 a 2003.

Instituto Nacional de Estatística, Dados do Censo agro-pecuário, 1999-2000.

Instituto Nacional de Estatística, Dados do Inquérito às Receitas e Despesas dos Agregados


Familiares, 2003 e 1997.

Instituto Nacional de Estatística, Dados do Recenseamento da População de 1997.

Instituto Nacional de Estatística, Estatísticas Sociais e Demográficas, CD, 2004.

J. du Toit, Provincial Carachteristics of South Africa, 2002.

Lourenço Rodrigues, MSc, Experiência de Planificação Distrital de Alto Molocué, 1986.

MÉTIER,Lda, Folhas Informativas dos 33 Municípios, 2000 e 1997.

MÉTIER,Lda, Moçambique: Crescimento e Reformas, 2003..

MÉTIER,Lda, Perfil de Descentralização de Moçambique, 2004.

Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural – Hidráulica Agrícola, Levantamento dos


Regadios, Relatório Final, Junho 2002.

Ministério da Educação, Estatísticas Escolares, 2000 a 2003.

Ministério da Saúde, Direcção de Planificação e Cooperação, Perfil


Nhamatanda

PÁGINA
Documentação

Estatístico Sanitário da Província de Sofala, 2004.

Ministério do Plano e Finanças e Ministério da Administração Estatal, Orientações para a


elaboração dos Planos Distrais de Desenvolvimento, 1998.

Ministério do Plano e Finanças, Balanço do Plano Económico e Social de 2003, 2004.

Ministério do Plano e Finanças, Gabinete de Estudos, DNPO, Relatório sobre Pobreza e Bem-
estar em Moçambique: 2ª Avaliação Nacional (2002-03).

Ministério do Plano e Finanças, Plano de Acção Para a Redução da Pobreza Absoluta (2001-2005),
Conselho de Ministros, 2001.

UN System, Mozambique Common Country Assessment, 2000.

UN System, Mozambique – Millennium Development Goals, 2002.

UNDAF, Mozambique - Development assistance Framework, 2002-2006.

UNDP, Governance and local development, 2004.

UNDP, Poverty and Gender, 2004.

UNDP, Relatórios Nacionais do Desenvolvimento Humano, 1998 a 2001.

UNDP, Rural Regions: Overcoming development Disparities, 2003.

UNDP, Sustained local development, Senegal, 2004.

Unidade de Coordenação do Desenvolvimento Integrado de Nampula, Brochura Distrital e


Municipal, 2003.

Ville de Gatineau, Canadá, Profil Economique, 2004.

World Bank, Poverty Monitoring Toolkit, 2004.

World Bank, Social Analysis Sourcebook, 2003.

Nhamatanda

PÁGINA
Série: Perfis Distritais
Edição: 2005

Editor: Ministério da Administração Estatal


Coordenação: Direcção Nacional da Administração
Local Copyright © Ministério da Administração Estatal
Um resumo desta publicação está disponível na Internet em [Link]

Assistência técnica: MÉTIER – Consultoria & Desenvolvimento, Lda


Um resumo desta publicação está disponível na Internet em [Link]
Copyright © MÉTIER, Lda
MINISTÉRIO DA ADMINISTRAÇÃO ESTATAL

Série “Perfis Distritais de


Moçambique” Edição 2005

Você também pode gostar