UNINGÁ - CENTRO UNIVERSITÁRIO
Curso: Terapia Ocupacional
Acadêmica: Natany Biazebeti Sanches Nassimbene
RA: 102133-21
BODERLINE
INTRODUÇÃO
Se trata de um distúrbio de personalidade caracterizado por mudanças
súbitas e bem opostas. É comum que os pacientes lidem com estabilidade e
calmaria, mas entram em um surto psicótico de repente.
Essas reações são mais frequentes nas relações sociais, vividas com
muita intensidade. Assim, quando algo está bom, a sensação para quem tem
Borderline é que ela é excelente. Se algo foge do controle e se torna
desagradável, a percepção é que ocorreu uma catástrofe.
O termo "borderline", que em inglês significa "fronteiriço", teve origem na
psicanálise: esses pacientes não podiam ser classificados como neuróticos
(ansiosos e exagerados), nem como psicóticos (que enxergam a realidade de
forma distorcida), mas estariam em um estado intermediário entre esses dois
espectros.
É um transtorno de personalidade que acarreta instabilidade em
relacionamentos interpessoais, autoimagem, humor e comportamento, além de
hipersensibilidade à possibilidade de rejeição e abandono.
As pessoas com o transtorno de personalidade borderline temem ser
rejeitadas e abandonadas e não toleram estarem sozinhas, fazem esforços
para evitar que isso aconteça e podem gerar crises, como tentativas suicidas,
fazendo com que as outras pessoas a resgatem e voltem ao cuidado para com
elas. Assim, são comuns comportamentos destrutivos e impulsivos, que podem
acarretar outros transtornos, bem como ocorrer de forma simultânea:
depressão, transtornos de ansiedade (como síndrome do pânico), transtorno de
estresse pós-traumático (TEPT), transtornos alimentares, transtornos por uso
de substâncias.
O transtorno borderline está classificado em um espectro B, que reúne
aqueles sujeitos que costumam ser chamados de "complicados", "difíceis",
"dramáticos" ou "imprevisíveis". Nesse grupo B estão, ainda, os narcisistas, os
histriônicos e os antissociais.
O transtorno de personalidade borderline se origina a partir de estresses
durante a primeira infância, como por exemplo abuso físico e sexual,
negligência, separação de responsáveis ou perda de um destes. Além disso,
algumas pessoas apresentam tendência genética ou ainda fatores ambientais e
fisiológicos podem contribuir para o desenvolvimento do transtorno.
METODOLOGIA
Realizou-se uma pesquisa bibliográfica de caráter exploratório e
comparativo, em bases de dados e sites pertinentes ao tema: transtorno de
personalidade boderline.
SINAIS E SINTOMAS
Medo de abandono
A pessoa teme ser abandonada, em parte porque ela não quer ficar
sozinha. Às vezes, ela sente que absolutamente não existe, frequentemente
quando não tem alguém que se preocupe com ela. A pessoa com frequência
sente um vazio por dentro. Assim, quando acha que está sendo abandonada
ou negligenciada, a pessoa sente medo intenso ou raiva. Por exemplo, pode
ficar em pânico ou furiosa quando alguém importante para ela está alguns
minutos atrasada ou cancela um compromisso. Ela pensa que esse abandono
significa que ela é ruim. Ainda, as pessoas com borderline são empáticas e
cuidam de outra pessoa somente se acharem que essa outra pessoa estará
disponível sempre que necessário.
Raiva
Há dificuldades para controlar a raiva, e, muitas vezes, sente raiva
intensa e não justificada. Após o episódio de raiva, sente vergonha e culpa,
reforçando sentimentos de ser uma má pessoa.
Instabilidade
As pessoas com borderline tendem a mudar o ponto de vista que têm de
outras pessoas de forma abrupta e dramática. Há uma repentina mudança da
idealização para desvalorização, acarretando nesse último caso o desprezo ou
irritação com a pessoa. O sentimento de carência e raiva é constante em
relação às outras pessoas. Esse sentimento varia de acordo com a percepção
que a pessoa com borderline tem sobre a disponibilidade e o apoio. das outras
pessoas
Comportamento impulsivo e automutilação
Muitas pessoas com borderline agem impulsivamente, o que com
frequência resulta em automutilação. Portanto, essas pessoas podem apostar
em em jogos de azar, praticar sexo inseguro, alimentar-se compulsivamente,
dirigir de forma imprudente, ter problemas com uso de substâncias ou gastar
excessivamente. Comportamentos suicidas, incluindo tentativas e ameaças de
suicídio e automutilação (por exemplo, se cortar ou se queimar) são muito
comuns.
Autossabotagem
Isso ocorre para que os outros tenham a impressão de que a pessoa
está tendo dificuldades. Por exemplo, o abandono da faculdade pouco antes de
se formar, o término de um relacionamento promissor.
DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO
O diagnóstico do Borderline é feito por um psiquiatra, após a análise da
presença de, pelo menos, cinco sintomas do transtorno de maneira constante e
persistente. Ainda, a presença de ansiedade, depressão e compulsão
alimentar também são indícios do problema de saúde.
O tratamento do Transtorno de Personalidade Borderline é feito com
acompanhamento psicológico e psiquiátrico. Esses profissionais podem
solicitar medicamentos para controlar a agressividade e tratar doenças
associadas, como depressão e ansiedade.
Além disso, psicólogos oferecem sessões psicoterápicas que ajudam os
pacientes a controlar os impulsos e entender os comportamentos adotados.
Muitas vezes, também é necessário contar com uma equipe multidisciplinar,
que, além dos dois profissionais citados, envolve nutricionistas e cuidadores.
Boderline e a Terapia Ocupacional
A terapia ocupacional é como um baú de tesouros cheio de ferramentas mágicas. Ela
ensina habilidades práticas para lidar com as emoções intensas, como técnicas de
relaxamento, estratégias de enfrentamento e formas saudáveis de expressão artística,
pode-se ainda ser trabalhado a tolerância à frustrações
O TRANSTORNO DEPRESSIVO
1- Introdução
O transtorno depressivo é uma doença relacionada ao afeto, que se caracteriza pela
presença de tristeza profunda, baixa auto estima, pensamentos e falas pessimistas.
Aponta-se que uma, a cada cinco pessoas apresenta depressão em algum momento da
vida (BRASIL, 2005).
Trata-se de uma doença que é mais comum em mulheres do que em homens e que
pode acontecer em qualquer período da vida.
2- Metodologia
Para apresentar o transtorno depressivo que acomete grande parte da população, e
suas principais consequências, o presente estudo foi realizado por meio de revisão de
literatura, no qual tem por finalidade conhecer os fatores de risco de pacientes
acometidos pelo transtorno depressivo, diagnóstico e tratamento.
3- Sinais e sintomas
A depressão é uma doença que causa transtorno mental e é influenciada por uma série
de fatores, desde genéticos até acontecimentos traumáticos e consumo de drogas.
Geralmente pessoas com esse problema apresentam uma perda de prazer por suas
atividades rotineiras, sentimentos de angústia e até mesmo vontade de por fim na
própria vida .
A depressão apresenta sintomas intensos que comprometem a vida do paciente em
diferentes esferas de profissional até a pessoal, necessitando de apoio especializado,
não acabando por si só como quando vivemos uma situação que nos abala por um
curto períodode tempo.
Alguns sintomas apresentados por pessoas com depressão incluem (BRASIL, 2005):
[...] humor depressivo ou irritabilidade, ansiedade e angústia; desânimo, cansaço fácil;
diminuição ou incapacidade de sentir alegria e prazer em atividades anteriormente
consideradas agradavéis; apatia; falta de vontade e indecisão; sentimento de medo,
insegurança, desespero, e vazio. A pessoa pode desejar morrer, planejar uma forma de
morrer ou tentar suicídio, interpretação distorcida e negativa da realidade: tudo é
visto sob a ótica depressiva um tom “cinzento”para si, os outros e seu mundo;
raciocínio mais lento e esquecimento, diminuição e prazer sexual; insônia dores não
justificadas por problemas médicos.
4 – Diagnóstico e tratamento
O diagnóstico da doença é feito por meio de avaliações por uma equipe médica e o
tratamento da doença e realizado por meio da combinação do uso de medicações e de
terapia, que pode incluir a intervenção junto as pessoas que façam parte do convívio e
dos contextos de vivência do paciente.
O objetivo é ajudar o paciente a lidar com as situações adversas e os conflitos do
cotidiano, a fim de prevenir o aparecimento de novos episódios, promovendo a
autonomia e a independência dos individuos, auxiliando na realização das atividades
de vida diária e atividades instrumentais de vida diária, na viabilização de atividades
sociais restabelecendo ou estabelecendo vinculos e auxiliando no resgate de papeis
ocupacionais e na organização de projetos de vida .
Sendo assim a Terapia Ocupacional contribui para a retomada da identidade social e
dos projetos de vida que podem ter sido interrompidos devido a possivéis afastamento
para o tratamento da depressão (CREFITO 3, 2020).
Referências:
Disponível em:
[Link]
[Link]. Acesso em: Março/2024.
Disponível em: [Link] . Acesso em: março
de 2024.