11/11/2021 11:28 Ilumno
Aluno: LETÍCIA SOARES SILVA Matrícula: 20201104863
Avaliação: A2- Data: 1 de Novembro de 2021 - 08:00 Finalizado
Local: Sala 1 - TJ - Prova On-line / Andar / Polo Tijuca / TIJUCA
Acadêmico: VIRBIO-001
Correto Incorreto Anulada Discursiva Objetiva Total: 5,00/10,00
1 Código: 40635 - Enunciado: Tome como base o texto a seguir:João recebeu diagnóstico de 0,00/ 1,50
neoplasia maligna no sistema nervoso central. Disposto a submeter-se aos tratamentos que
possam eliminar a doença, ele concordou com as terapias sugeridas pela equipe médica, porém,
pediu que, sobrevindo estado de inconsciência, não seja submetido a certos tratamentos
invasivos que não tenham eficácia demonstrada cientificamente, já que essas terapias causarão
intenso sofrimento a sua esposa e a seus dois filhos. A equipe médica sabe que, por contingência
de suas próprias atividades, talvez não possa acompanhar João até o fim do tratamento. Com
base na situação apresentada relacionada à vontade do paciente, o procedimento médico a ser
aplicado é:
a) Entregar ao paciente um termo de consentimento livre e esclarecido – TCLE para ele
assinar e, depois, anexá-lo a seu prontuário.
b) Orientar o paciente a procurar um tabelião e lavrar um testamento vital, que será
revogável e anexado a seu prontuário médico.
c) Orientar o paciente a elaborar uma declaração de próprio punho, descrevendo sua
vontade, para que esta seja anexada a seu prontuário médico.
d) Anotar o pedido no prontuário médico para que as equipes posteriores tenham ciência da
vontade do paciente.
e) Orientar o paciente para que ele informe sua decisão à família, a fim de que ela transmita
as orientações às futuras equipes.
Alternativa marcada:
a) Entregar ao paciente um termo de consentimento livre e esclarecido – TCLE para ele assinar e,
depois, anexá-lo a seu prontuário.
Justificativa: Resposta correta: Orientar o paciente a procurar um tabelião e lavrar um
testamento vital, que será revogável e anexado a seu prontuário médico. Segundo previsão da
Resolução nº 1995/2012, do Conselho Federal de Medicina, o testamento vital prevalece sobre
qualquer outro parecer não médico e até mesmo sobre a vontade dos familiares.
Distratores: Anotar o pedido no prontuário médico para que as equipes posteriores tenham
ciência da vontade do paciente. Incorreta, pois o prontuário não caracteriza, por si só,
documento de registro da vontade do [Link] ao paciente um termo de consentimento
livre e esclarecido – TCLE para ele assinar e, depois, anexá-lo a seu prontuário. Incorreta, pois o
TCLE não se confunde com as diretivas antecipadas da vontade; trata-se de instrumentos legais
com finalidades distintas. Orientar o paciente para que ele informe sua decisão à família, a fim de
que ela transmita as orientações às futuras equipes. Incorreta, pois isso, por si só, não caracteriza
a vontade do paciente; é necessário registrar um testamento [Link] o paciente a elaborar
uma declaração de próprio punho, descrevendo sua vontade, para que esta seja anexada a seu
prontuário médico. Incorreta, pois, assim como o termo de consentimento, esse documento não
tem valor legal como diretiva antecipada da vontade do paciente.
2 Código: 40632 - Enunciado: Tome como base o exposto:A vida é certamente o direito que 0,00/ 0,50
precede todos os outros. É por termos o direito à vida que temos outros, tais como o direito à
liberdade, à igualdade, à alimentação etc. Todavia, o início da vida é bastante controverso no
âmbito das ciências da saúde. Juridicamente, o começo do direito à vida é objeto de amplos
debates. Como base no texto, é correto afirmar que esse direito tem início:
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a) Somente a partir da nidação, pois ali se forma o novo indivíduo, com conjunto genético
único.
b) Quando o feto adquire capacidade biológica de sobreviver fora do útero.
c) Depois da terceira semana de gestação, pois é nessa fase que o novo ser tem sua
individualidade estabelecida.
d) A partir do nascimento com vida, independentemente do tempo que o novo ser humano
permaneça vivo.
e) A partir da concepção, pois a lei põe a salvo os direitos do nascituro desde esse momento.
Alternativa marcada:
d) A partir do nascimento com vida, independentemente do tempo que o novo ser humano
permaneça vivo.
Justificativa: Resposta correta: A partir da concepção, pois a lei põe a salvo os direitos do
nascituro desde esse [Link] termos do artigo 2º do Código Civil, esse direito tem início a
partir da concepção, tendo o indivíduo a salvaguarda da legislação vigente.
Distratores:Quando o feto adquire capacidade biológica de sobreviver fora do útero. Incorreta,
pois a capacidade de sobrevivência do feto fora do útero não é marco para estabelecimento do
início do direito à vida no [Link] da terceira semana de gestação, pois é nessa fase que o
novo ser tem sua individualidade estabelecida. Incorreta, pois essa compreensão de viés
embriológico não foi acolhida pelo legislador brasileiro.A partir do nascimento com vida,
independentemente do tempo que o novo ser humano permaneça vivo. Incorreta, pois o
nascimento com vida marca o início da personalidade civil, porém o direito à vida se inicia, no
Brasil, a partir da concepçã[Link] a partir da nidação, pois ali se forma o novo indivíduo,
com conjunto genético único. Incorreta, pois essa é uma interpretação do viés das ciências da
saúde, mas o legislador brasileiro não acolheu essa percepção científica e fixou, no artigo 2º do
Código Civil, a concepção como marco do início do direito à vida.
3 Código: 40633 - Enunciado: Por se constituir como um direito fundamental, a saúde humana 0,50/ 0,50
não pode ser objeto de experimentação que coloque em risco a vida, a dignidade ou a autonomia
do paciente, do feto ou do doador de órgãos. Portanto, os limites da atuação dos profissionais da
saúde estão baseados em questões como a limitação do direito ao aborto, às doações de órgãos
e à disposição do próprio corpo.
Com base nesse texto, avalie as assertivas a seguir e aponte as corretas:I. A retirada de tecidos,
órgãos e partes do corpo de pessoas falecidas para transplantes ou outra finalidade terapêutica
dependerá da autorização do cônjuge ou parente, maior de idade, obedecida a linha sucessória,
reta ou colateral, até o segundo grau, inclusive. II. Chama-se aborto terapêutico aquele praticado
nas hipóteses em que a mãe corre risco de morrer em decorrência do parto ou da gestação,
sendo admitido pela legislação brasileira e constituindo-se como uma das exceções legais à
criminalizaçã[Link]. É permitido à pessoa juridicamente capaz dispor gratuitamente de tecidos,
órgãos e partes do próprio corpo vivo, para fins terapêuticos ou para transplantes em cônjuge ou
parentes consanguíneos até o quarto grau, inclusive, desde que o faça por documento escrito e
na presença de duas testemunhas.
a) I, II e III.
b) I e II.
c) III.
d) II.
e) I e III.
Alternativa marcada:
a) I, II e III.
Justificativa: Resposta correta: I, II e III. A afirmativa I está correta porque tem fundamento no
artigo 4º da Lei de Transplantes (Lei nº 9.434/1997). A afirmativa II está correta porque é
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amparada pelo artigo 127 do Código Penal. A afirmativa III está correta porque está prevista no
artigo 9º da Lei de Transplantes.
4 Código: 40631 - Enunciado: O constituinte de 1988 registrou na Constituição Federal as 0,50/ 0,50
preocupações ambientais que ganharam força a partir dos anos 1970. Essas ficaram expressas no
artigo 225 da Carta Política. A Lei nº 11.794/2008, na esteira da preservação da biodiversidade e
do respeito aos animais, regulamenta o inciso VII do § 1º do art. 225 da Constituição Federal,
estabelecendo procedimentos para o uso científico de [Link] como premissa o texto e o
que aborda sobre a experimentação científica em animais no Brasil, é correto afirmar que:
a) É permitida em qualquer caso, tendo em vista a ampla liberdade de pensamento, de
expressão e de pesquisa científica asseguradas constitucionalmente.
b) Consideram-se experimentos com animais a profilaxia e o tratamento veterinário do
animal que deles necessite, de maneira permanente ou transitória.
c) A utilização de animais em pesquisas educacionais restringe-se aos estabelecimentos de
ensino superior e àqueles de educação profissional técnica de nível médio da área biomédica.
d) Consideram-se atividades de pesquisa as práticas zootécnicas relacionadas à
agropecuária para todos os fins legais e constitucionais.
e) São proibidas por lei a tatuagem, a marcação ou a aplicação de outro método com
finalidade de identificação do animal, mesmo que causem apenas dor ou aflição momentânea.
Alternativa marcada:
c) A utilização de animais em pesquisas educacionais restringe-se aos estabelecimentos de
ensino superior e àqueles de educação profissional técnica de nível médio da área biomédica.
Justificativa: Resposta correta: A utilização de animais em pesquisas educacionais restringe-se
aos estabelecimentos de ensino superior e àqueles de educação profissional técnica de nível
médio da área biomé[Link], pois a previsão do artigo 1º, § 1º da nº 11.794/2008 é de que a
utilização de animais em pesquisas educacionais restringe-se aos estabelecimentos de ensino
superior e àqueles de educação profissional técnica de nível médio da área biomédica.
Distratores: É permitida em qualquer caso, tendo em vista a ampla liberdade de pensamento, de
expressão e de pesquisa científica asseguradas constitucionalmente. Incorreta, pois a Lei nº
11.794/2008 estabelece as hipóteses em que se admite a pesquisa com animais, descrevendo
inclusive os filos aos quais se aplica, não sendo a pesquisa admitida em qualquer
[Link]-se atividades de pesquisa as práticas zootécnicas relacionadas à agropecuária
para todos os fins legais e constitucionais. Incorreta, pois a Lei nº 11.794 exclui expressamente as
atividades ligadas à pecuária. Consideram-se experimentos com animais a profilaxia e o
tratamento veterinário do animal que deles necessite, de maneira permanente ou
transitória. Incorreta, pois a mesma norma jurídica prevê que tratamentos não são considerados
experimentos animais.São proibidas por lei a tatuagem, a marcação ou a aplicação de outro
método com finalidade de identificação do animal, mesmo que causem apenas dor ou aflição
momentânea. Incorreta, pois a lei permite essas práticas e não considera experimento o
anilhamento, a tatuagem, a marcação ou a aplicação de outro método com finalidade de
identificação do animal, desde que cause apenas dor ou aflição momentânea ou dano
passageiro.
5 Código: 40770 - Enunciado: Tome como base o seguinte relato:Cláudia, incapacitada de gerar, 1,50/ 1,50
mas desejando ser mãe, pediu à sua irmã Míriam que desempenhasse a função de mãe
hospedeira, com o que Míriam concordou. Utilizando material genético de Cláudia e de um
doador anônimo, o embrião foi implantado em Míriam. A criança nasceu com severa deficiência
física e não será capaz de andar. Cláudia, ao saber disso, não deseja a criança e se recusa a
registrá-la. Míriam entende que a criança não é sua filha e que não tem responsabilidade por ela.
Não há familiares interessados na guarda do recém-nascido. Ambas estão de acordo que a
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criança seja encaminhada para adoção e, diante disso, o processo estará à mercê das
determinações da legislação sobre adoção.
Ao examinar os fatos apresentados, a Lei de Adoção será aplicada da seguinte forma:
a) A criança será encaminhada para adoção, porém, nem Míriam nem Cláudia sofrerão
qualquer sanção legal.
b) A criança será encaminhada para adoção, Cláudia e Míriam serão processadas por
abandono de incapaz.
c) A criança será encaminhada para adoção, Míriam será processada por abandono de
incapaz e Cláudia não sofrerá qualquer sanção legal.
d) Cláudia poderá ser obrigada a ficar com a criança, mesmo não desejando, por força do
superior interesse do menor.
e) Míriam será obrigada a ficar com a criança, pois prevalece, no direito brasileiro, a regra
segundo a qual mãe é quem dá à luz.
Alternativa marcada:
a) A criança será encaminhada para adoção, porém, nem Míriam nem Cláudia sofrerão qualquer
sanção legal.
Justificativa: Resposta correta:A criança será encaminhada para adoção, porém, nem Míriam
nem Cláudia sofrerão qualquer sanção legal. Correta. A lei não pune as mulheres que manifestam
interesse em encaminhar seus filhos para adoção.
Distratores:A criança será encaminhada para adoção, Cláudia e Míriam serão processadas por
abandono de incapaz. Incorreta. A lei não pude qualquer pessoa que deseja encaminhar filhos
para o processo de adoçã[Link]áudia poderá ser obrigada a ficar com a criança, mesmo não
desejando, por força do superior interesse do menor. Incorreta. A criança será encaminhada para
adoção na falta de interesse da família natural em acolhê-la.Míriam será obrigada a ficar com a
criança, pois prevalece, no direito brasileiro, a regra segundo a qual mãe é quem dá à luz.
Incorreta. A legislação garante o direito de encaminhar para a adoção, nos termos do artigo 8º, §
4º e § 5º, da Lei nº 8.069, de 1990.A criança será encaminhada para adoção, Míriam será
processada por abandono de incapaz e Cláudia não sofrerá qualquer sanção legal. Incorreta. Na
falta de interesse da família natural em adotar o menor, e de acordo com a legislação vigente,
nem a fornecedora do material genético, tampouco a hospedeira, receberão punição.
6 Código: 40637 - Enunciado: Analise a situação descrita:Jorge é paciente em estado de coma 0,00/ 1,50
irreversível. Nos últimos cinco anos, enfrentou grave doença degenerativa. Mediante emprego de
certos medicamentos e utilização de avançados métodos hospitalares, sua vida pode ser
prolongada por mais algum tempo. Márcia, sua esposa, acompanhou o marido desde a
descoberta da doença e se encontra desgastada física e emocionalmente. Em conversa com
Vitória, a médica que presta assistência a Jorge, Márcia solicitou que os tratamentos não sejam
ministrados, de modo que a morte de Jorge ocorra naturalmente.
Sobre o pedido feito por Márcia a Vitória, à luz das normas legais sobre o exercício da medicina, é
certo afirmar que: I. Caracteriza eutaná[Link]. Caracteriza ortotaná[Link]. Não pode ser atendido
pela médica. IV. Pode ser atendido pela médica após autorização da família, visto inexistir
qualquer vedação legal. V. Caracteriza mistaná[Link]. Pode ser atendido pela médica, mediante
autorização judicial. VII. Caracteriza distanásia.
Estão corretas as afirmativas:
a) III e VII.
b) V e VI.
c) II e IV.
d) I e III.
e) II e III.
Alternativa marcada:
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c) II e IV.
Justificativa: Resposta correta: II e III. As afirmativas II e III estão corretas a ortotanásia é deixar
que a pessoa morra com dignidade. Dá-se pela suspensão das práticas terapêuticas por parte dos
profissionais de saúde, que param de utilizar os meios de prolongamento artificial a vida de um
paciente em coma irreversível. Foi exatamente isso o que foi pedido à profissional de saúde. No
Brasil, a prática da ortotanásia é crime e configura o delito de omissão de socorro, previsto no
artigo 135 do Código Penal.
Distratores:A afirmativa I está incorreta porque a eutanásia configura o crime que envolve o ato
intencional de causar a morte, previsto no Código Penal brasileiro.A afirmativa IV está
incorreta porque há legislação contrária à prática da ortotanásia no Brasil, que configura delito
de omissão de socorro, crime previsto no artigo 135 do Código Penal.A afirmativa V está incorreta
porque a mistanásia, diferentemente da ortotanásia, é o ato puro e simples da morte natural, de
modo que a legislação impugna um crime ao ato em si, e o que é solicitado à médica não se
encaixa nessa categoria.A afirmativa VI está incorreta porque o ato em si não é atendido pela
legislação judicial, embora até o momento esteja em discussão uma legislação que o permita em
casos excepcionais.A afirmativa VII está incorreta porque a distanásia é a situação na qual se
encontra o paciente, uma vida prolongada por meio dos recursos disponíveis. Caracteriza-se pelo
prolongamento de um quadro incurável.
7 Código: 40776 - Enunciado: O texto aborda uma situação prática envolvendo a inseminação 1,00/ 2,50
artificial em um contexto específico, no qual uma das partes é falecida e não deixou uma
autorização formal registrada de uso dos embriões. Considerando esses elementos, disserte
sobre um contexto no qual o Poder Judiciário autorize o processo de fertilização descrito no
texto. Sua dissertação deverá também abordar:a) A situação descrita à luz dos interesses do
falecido.b) As possibilidades de incidência das presunções parentais previstas no art. 1.597 do
Código Civil.
Resposta:
Considerando que houve a doação do material genético por parte do falecido, enquanto ainda
era vivo, entende-se que sua vontade era de gerar uma vida. Nesse contexto, entende-se que a
viúva dispõe legalmente de poder utilizar esse material. Além disso, segundo o artigo 1.597 do
Código Civil, ''Presumem-se que na constância do casamento os filhos: III- Havidos por
fecundação artificial homologa, mesmo que falecido o marido.'' Portanto, configura-se como pai
esse genitor mesmo que falecido. Evidencia-se que mesmo nessas circunstancias se for gerado
uma vida, por lei essa criança iria se configurar como filho.
Comentários: Não abordou temas como as presunções parentais e a necessidade de autorização
para o uso de células à luz do entendimento judicial vigente.
Justificativa: Expectativa de resposta:O Código Civil, no art. 1.597, prevê que se presumem
concebidos na constância do casamento, entre outros, os filhos havidos por fecundação artificial
homóloga, mesmo que falecido o marido; havidos, a qualquer tempo, quando se tratar de
embriões excedentários, decorrentes de concepção artificial homóloga; havidos por inseminação
artificial heteróloga, desde que tenha prévia autorização do marido. Assim, se o procedimento
fosse autorizado pelo Poder Judiciário, se trataria de fecundação artificial homóloga, isto é,
aquela por meio da qual o embrião é formado com material genético do marido e da mulher. Ao
presumir concebidos na constância do casamento os filhos havidos por fecundação artificial
homóloga, o Código Civil não estabeleceu, expressamente, a necessidade de autorização do
marido, porém, neste caso, a fecundação artificial homóloga ocorreria após a morte, não na
constância do casamento, conforme está na dicção do artigo. A fecundação ocorreria na fase de
viuvez da mulher, entretanto incidiria a presunção parental prevista no artigo 1.597 para a
fecundação artificial homóloga, já que se tratam de embriões excedentários. A questão se
resume à necessidade de autorização do marido, a qual não é expressamente exigida pelo
Código Civil, porém, a interpretação do STJ é no sentido de que, se a autorização é exigida para o
uso de células, tecidos e órgãos em vida, com muito mais razão deve ser exigida para uso com
fins reprodutivos após a morte.
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11/11/2021 11:28 Ilumno
8 Código: 40773 - Enunciado: Leia o texto a seguir:Conselho Federal de Medicina torna mais difícil 1,50/ 1,50
o "descarte" de embriões"O Conselho Federal de Medicina (CFM) alterou as normas para a
reprodução assistida e reduziu o número de embriões que podem ser gerados em cada
procedimento. As novas regras foram publicadas no Diário Oficial da União na última terça-feira
(15) e substituem as normas que estavam em vigor desde 2017.A resolução 2.294/21 estabelece
que, a partir de agora, os médicos poderão gerar no máximo oito embriões em cada
procedimento de fertilização in vitro. Antes, não havia um número máximo definido pelo [Link]
processo de reprodução assistida, é comum que o médico tente fertilizar um número elevado de
óvulos, de forma a obter uma grande variedade de embriões e, assim, selecionar aqueles que
aparentam ter mais chances de se desenvolver depois de implantados no útero. O procedimento,
entretanto, acaba gerando um excesso de embriões que nunca serão [Link] nova
resolução do CFM, o número máximo de embriões a serem implementados em um mesmo
procedimento depende da idade da paciente. Mulheres abaixo dos 37 anos de idade podem
receber dois embriões. A partir daí, o limite é de três. Os demais devem ser 'criopreservados' —
ou seja, mantidos congelados a baixas temperaturas. Em tese, esses embriões podem ser
reaproveitados no futuro e implementados no útero da paciente. Mas, quase sempre, eles
permanecem congelados até que o 'descarte' possa ser feito."(Fonte: CASTRO, G. de A. Conselho
Federal de Medicina torna mais difícil o “descarte” de embriões. Disponível em:
[Link]
dificil-o-descarte-de-embrioes/. Acesso em: 2 ago. 2021.
Com base nesse texto, produza um texto dissertativo sobre o uso de embriões humanos
criopreservados. No seu texto, você deve abordar: a) A abordagem dada pela legislação
brasileira.b) O uso de embriões criopreservados há mais de três anos.
Resposta:
Segundo o site Huntington, criopreservação ou congelamento de embriões, é um procedimento
realizado quando existem embriões excedentes e de boa qualidade após a tentativa de
Fertilização in Vitro (FIV) ou Fertilização in Vitro com Micromanipulação de Gametas (ICSI). A
abordagem realizada pela legislação brasileira, mudou com o passar do tempo. Em primeiro
plano, deve-se abordar que a resolução 1.957 de 2010, determinava que os embriões
criopreservados deveriam permanecer nessa condição por tempo indeterminado, sendo
descarte proibido. Entretanto, em 2013 uma nova resolução estabelecida pelo Conselho Federal
de Medicina revogou a determinação e dispôs que os embriões congelados por mais de 5 anos,
poderiam ser descartados se os pacientes decidissem tomar essa posição. A última resolução
CFM em 2017, mudou o prazo para 3 anos. Deve-se abordar, ainda, de acordo com a lei da
biossegurança é que pode-se realizar pesquisas cientificas (pesquisa e terapia) em embriões
sobrantes, no entanto, para tal realização é necessária o consentimento dos genitores.
Justificativa: Expectativa de resposta:Os embriões humanos criopreservados podem ser
destinados à pesquisa e terapias, se forem embriões inviáveis, ou se estiverem congelados há
três anos ou mais. Podem ainda ser doados, desde que a doação seja anônima. Em qualquer
desses casos, é necessária autorização expressa dos fornecedores do material genético,
conforme previsão da Lei de Biossegurança. Os embriões podem ainda ser descartados, porém,
nesta hipótese, a Resolução nº 2.168, de 2017, previa a necessidade de autorização dos
fornecedores do material genético. Nesta hipótese, a autorização judicial pode suprir a vontade
das partes quando essas não autorizem, quando não forem encontradas para se manifestar ou
quando já forem falecidas. Como a legislação é lacônica, o Conselho Federal de Medicina, por
meio de Resolução, também poderá exigir autorização judicial para descarte. Por fim, cabe
lembrar que existe o ponto de vista segundo o qual o embrião é pessoa, portanto, pode ser
adotado, todavia, essa última destinação é bastante controversa.
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11/11/2021 11:28 Ilumno
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