Cardiologia Fibrilação e Flutter Atrial
FA não apresenta B4! 1. Introdução
FIBRILAÇÃO ATRIAL (FA) FLUTTER ATRIAL
MECANISMO Microcircuitos de reentrada que ativarão
Mediado por um circuito de macrorreentrada.
FISIOPATOLÓGICO uma atividade atrial anárquica.
ECG Ritmo cardíaco irregular - intervalo RR Frequência atrial geralmente de 300 bpm
irregular (representada pelas ondas “F”)
Ausência de onda P bem definida Sequência de ondas “F” sem linhas isoelétricas
Ativação atrial muito irregular - padrão entre elas, em aspecto de “serrote”
Classificação da FA: “serrilhado fino”, múltiplas ondas “f” Frequência cardíaca igual ou próxima dos múltiplos
Paroxística
Persistente irregulares e com frequência elevada de 300 bpm (300, 150, 100, 75, 60, 50, etc.)
Persistente de
longa duração
Permanente
Valvar x Não valvar
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2. Prevenção de fenômenos tromboembólicos
Tanto a fibrilação quanto o flutter atrial causam estase sanguínea no interior dos átrios e, portanto, podem gerar uma predisposição a
eventos tromboembólicos. Portanto, devemos considerar a possibilidade de usar medicações anticoagulantes nessas arritmias.
CHA₂DS₂VASc HASBLED
Estratifica o risco de fenômenos tromboembólicos
Prediz o risco de sangramentos
C Insuficiência Cardíaca 1 ponto O escore
HASBLED Hipertensão descontrolada
H (PAS ≥ 160 mmHg) 1 pt
H Hipertensão 1 ponto isoladamente
não
contraindica a A Alteração hepática ou renal 1 pt cada
A₂ Age - idade ≥ 75 anos 2 pontos
anticoagulação.
S Stroke – AVE 1 pt
D Diabetes mellitus 1 ponto
Bleeding – sangramento prévio
S₂ Stroke – AVE ou AIT 2 pontos B ou predisposição a sangramento 1 pt
Vasculopatia – IAM prévio, doença L Labilidade do RNI 1 pt
V arterial periférica e placas na aorta 1 ponto
E Elderly – idade ≥ 65 anos 1 pt
A Age - idade entre 65 e 74 anos 1 ponto Uma situação que foge
à regra são os Drogas que interfiram na
Sc Sex category - Sexo feminino 1 ponto pacientes com FA D varfarina ou uso de álcool 1 pt cada
valvar que SEMPRE
Escore: 0 = não anticoagular receberão
Escore: 1 ponto = considerar individualmente anticoagulantes Devemos considerar pacientes com
a possibilidade de anticoagular independentemente do escore HASBLED ≥ 3 pontos como mais
escore de risco propícios a eventos hemorrágicos.
Escore ≥ 2 pontos = anticoagular tromboembólico.
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PREVENÇÃO DE FENÔMENOS
TROMBOEMBÓLICOS NA FIBRILAÇÃO ATRIAL
ESCOLHA DO ANTICOAGULANTE
As atuais diretrizes recomendam, preferencialmente,
o uso dos anticoagulantes de ação direta (DOACs),
caso não haja contraindicações.
Os antiplaquetários NÃO
são eficazes na redução de
fenômenos tromboembólicos.
Inibidor direto
Mecanismo DabigaTRana da TRombina
de ação
DOACs ApiXAbana,
rivaroXAbana e edoXAbana Inibidores do fator Xa
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3. Tratamento
4Ds
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CARDIOVERSÃO ELÉTRICA - INDICAÇÕES ANTICOAGULAÇÃO
Pacientes instáveis = cardioversão elétrica, obrigatoriamente CHA2DS2VASc Tempo de anticoagulação após cardioversão
Flutter atrial estável = preferível tentar logo de início a
0 Anticoagular por apenas 4 semanas
cardioversão elétrica (carga: 50 J)
1 Anticoagular por 4 semanas ou para sempre (ad aeternum)
FA estável = preferível tentar primeiro cardioversão química,
≥2 Anticoagular para sempre (ad aeternum)
caso não haja sucesso, procede-se à cardioversão elétrica
CARDIOVERSÃO QUÍMICA CONTROLE DE FREQUÊNCIA CARDÍACA
A droga mais eficaz para reversão do ritmo. Uso São os mais comumente utilizados,
Propafenona exclusivo por via oral. Não deve ser usada em Betabloqueadores especialmente se coronariopatia e
pacientes com alterações estruturais cardíacas ICFER
Verapamil e diltiazem.
É o antiarrítmico mais usado para a reversão da
BCC não diidropiridínicos Contraindicados se disfunção
Amiodarona FA. Para aprender os seus efeitos tóxicos,
sistólica
lembre-se do mnemônico “PPONHA Tireoide”
Digoxina (forma oral) e deslanosídeo (forma
Pneumonite intersticial ou fibrose pulmonar, pleurite e bronquiolite.
Digitálicos venosa). Reservados para pacientes com
Pulmão e Pele Fotossensibilidade e coloração cinza-azulada da pele. disfunção sistólica associada à FA
Olho Microdepósitos corneanos e visão turva (neuropatia óptica).
Neurológico Tremor extrapiramidal, distúrbios do sono e pesadelos.
ABLAÇÃO
Hepático Aumento de transaminases e hepatite medicamentosa.
Arritmias Bloqueios AV, prolongamento do intervalo QT e torsades de pointes. Fibrilação atrial = ablação é temporária
Tireoide Hiper ou hipotireoidismo. Flutter atrial = ablação é definitiva
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