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Causas e Efeitos da Chuva Ácida

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2.

1 - INTRODUÇÃO

Antes de mais nada, a chuva ácida é um fenómeno que ocorre quando


óxidos de enxofre e de nitrogénio lançados na atmosfera pela poluição reagem
com a água das chuvas e geram ácidos.

Ela é muito prejudicial para a natureza, as consequências das chuvas ácidas


são a destruição da cobertura vegetal, acidificação dos solos e das águas do
rio e lagos. Seus principais causadores são a fumaça com fuligem liberada
pelas indústrias e pelos resíduos que os motores de automóveis deixam nas
cidades.

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2.2 – DESENVOLVIMENTO

A chuva ácida é um fenómeno causado pela poluição atmosférica.


Principalmente por meio da queima de combustíveis fósseis em indústrias e em
automóveis, o ser humano vem lançado uma grande quantidade de gases
poluentes, como alguns óxidos.

Os óxidos são compostos inorgânicos binários que têm o oxigénio como o


elemento mais electronegativo. Entre eles, temos uma classe que são os
óxidos ácidos, chamados assim porque reagem com a água, gerando ácido, e
também reagem com bases, formando água e sal.

Os gases liberados à atmosfera pelas indústrias reagem são diluídos na


água, formando a chuva ácida. Gases emitidos à atmosfera, como o óxido de
enxofre, reagem com a água e formam os ácidos sulfúrico e sulfuroso. Já a
reação do gás nitrogénio com a água forma os ácidos nítrico e nitroso.

Os principais óxidos ácidos lançados na atmosfera e que reagem com a água


das chuvas, produzindo as chuvas ácidas, são os óxidos de enxofre ( SO2 e
SO3 ) e de nitrogénio ( N2O, NO e NO2). Para que a água da chuva seja
considerada ácida, é preciso que seu pH seja menor que 4,5.

6
1.1 O que é a chuva ácida, sua composição e formação

A chuva ácida é considerada um dos principais problemas ambientais em


regiões industrializadas. Tal facto está atrelado à combinação da água
precipitada das nuvens com os poluentes químicos despejados na atmosfera
diariamente. Para a natureza, as consequências das chuvas ácidas são a
destruição da cobertura vegetal, acidificação dos solos e das águas de rios e
lagos. Além disso, o fenómeno também pode causar a corrosão de mármores e
calcários, assim como a oxidação de metais em monumentos históricos, por
exemplo, prédios e estátuas.

Composição da chuva ácida

Os principais gases que provocam a chuva ácida ao reagirem com as


partículas de água suspensas no ar são:

- Dióxido de enxofre: oriundo da combustão do carvão, fabricação de


fertilizantes e aquecimento de minérios do grupo sulfato.

- Óxidos de nitrogénio: oriundos da combustão do carvão vegetal, da


combustão de derivados do petróleo e da fumaça de cigarros

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Formação da chuva ácida

Primeiramente, é importante ressaltar que todas as chuvas são ácidas (pH


menor que 7), mesmo em ambientes sem poluição. As chuvas só se tornam
problemas ambientais quando o seu pH é abaixo de 5. Este fenómeno
meteorológico resulta da quantidade exagerada de produtos da queima de
combustíveis fósseis (gasolina, óleo diesel, gás natural) liberados na
atmosfera.

A formação de chuva ácida ocorre por meio da reacção entre óxidos e


partícula da água, que formam ácidos, como o ácido sulfídrico, nítrico e nitroso.
Sendo assim, a água que atinge o solo passa primeiramente por reacções
químicas (ao atravessar as nuvens de poluição) e dá origem a uma outra
solução, explicando assim como ocorre a chuva ácida.

Em 1852, o químico e climatologista inglês Robert Angus Smith utilizou o


termo “chuva ácida” pela primeira vez. Smith usou esse termo para descrever,
por meio de um estudo, a situação vivenciada em Manchester no Reino Unido,
quando ocorreu precipitação com elevada acidez no período da Revolução
Industrial.

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1.2 Os tipos de chuva ácida

 CO2 (g) + H2O (l) → H2CO3 (aq) ...


 N2 (g) + O2 (g) → 2 NO (g) ...
 2 NO (g) + O2 (g) → 2 NO2 (g) ...
 A descarga eléctrica causada pelos relâmpagos gera a energia necessária para
que nitrogénio presente na atmosfera reaja com o oxigénio. ...
 SO2 + ½ O2 → SO3 ...
 SO2 + H2O → H2SO3

Existem três tipos de chuvas ácidas, que ocorrem em diferentes ambientes.

Em ambientes não poluídos e na ausência de relâmpagos


Essa chuva é resultado da reacção entre o gás carbónico (CO 2) e a água
(H2O), gerando o ácido carbónico (H2CO3), conforme a equação química
abaixo:

CO2 (g) + H2O(1) → H2CO3 (aq)

Toda chuva é ligeiramente ácida, já que na atmosfera está presente CO 2,


proveniente não só de automóveis e das indústrias, mas também expelido
pelas plantas, pelos animais e pelas queimas naturais.

Esse tipo de chuva não é considerado nocivo, pois o pH está acima do N.T
(nível de tolerância pH), que é de aproximadamente 5,5.

Em ambientes com relâmpagos ou grande quantidade de veículos


dotados de motor de explosão
Nessas condições, ocorre reacção entre o nitrogénio (N2) e o oxigénio (O2),
gerando os óxidos de nitrogénio (NOX), conforme a equação química abaixo.

N2 (g) + O2 (g) → 2 NO(g)

O N2 é um gás que se encontra presente na atmosfera em elevada


concentração, mas é muito pouco reactivo. Por isso, para reagir com oxigénio
do ar, é necessária uma grande quantidade de energia, tal como em uma
descarga eléctrica ou, ainda, no funcionamento de um motor de combustão.

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O monóxido de nitrogénio (NO) sofre oxidação, como demonstra a fórmula
abaixo:

2 NO (g) + O2 (g) → 2 NO2 (g)

Essa chuva é capaz de provocar um grande impacto ambiental. Resulta da


reacção entre os óxidos de nitrogénio (NOX) e a água da chuva, gerando o
ácido nitroso (HNO2) e o ácido nítrico (HNO3), como mostrado na seguinte
equação química:

2NO2 (g) + H2O (1) → HNO2 (aq) + HNO3(aq)

“A descarga eléctrica causada pelos relâmpagos gera a energia


necessária para que nitrogénio presente na atmosfera reaja com o
oxigénio”

10
Em ambientes poluídos

Nessas condições, os derivados do petróleo, que contêm enxofre como


impureza, sofrem combustão, formando o dióxido de enxofre (SO 2), que se
transformado parcialmente em trióxido de enxofre (SO 3), conforme as reacções
abaixo:

S + O2 → SO2

SO2 + 1/2 O2 → SO3

O trióxido de enxofre é produzido, também, na queima do carvão utilizado


nas indústrias termélectricas. O enxofre e os óxidos de enxofre (SOx) também
podem ser lançados na atmosfera pelos vulcões.

Tanto o S02 quanto o SO3 dissolvem-se e reagem com a água da chuva,


gerando o ácido sulfuroso (H2SO3) e o ácido sulfúrico (H2SO4), que causam
graves problemas ambientais.

 SO2 + H2O → H2SO3


 SO3 + H2O → H2SO4

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1.3 Efeitos da chuva ácida

O pH da chuva sofre alterações quando combinada com o ácido sulfúrico e o


ácido nítrico, por isso, quando a chuva cai sobre o solo e as águas, altera
suas características químicas colocando em perigo o equilíbrio dos
ecossistemas. É o que se conhece como acidificação do meio ambiente, um
fenómeno que tem graves efeitos:

 Os oceanos podem perder biodiversidade e productividade. A queda


do pH das águas oceânicas prejudica o fitoplâncton, fonte de alimento
de diferentes organismos e animais, o que pode modificar os níveis
tróficos e acarretar a extinção de diferentes espécies marinhas.

 As águas continentais também estão sofrendo acidificação a um ritmo


muito rápido, um fato especialmente preocupante se tivermos em
consideração que, apesar de apenas 1% da água do planeta ser doce,
40% dos peixes vivem nela. Tal acidificação aumenta a concentração de
íons metálicos — principalmente íon de alumínio —, o que poderia
ocasionar a morte de uma grande parte dos peixes, anfíbios e
plantas aquáticas dos lagos acidificados. Além disso, os metais
pesados são deslocados para as águas subterrâneas, que deixam
de ser aptas para o consumo.

 Nas florestas, o baixo nível de pH do solo e a concentração de metais


como o alumínio impedem que a vegetação absorva correctamente a
água e os nutrientes necessários. Isso danifica as raízes, diminui o
crescimento e torna as plantas mais fracas e vulneráveis a doenças
e pragas.

 A chuva ácida também afecta o património artístico, histórico e cultural.


Além de corroer os elementos metálicos de edifícios e
infraestruturas, deteriora o aspecto externo dos monumentos quando
depositada sobre eles. O maior dano se verifica nas construções
calcárias, como o mármore, que se dissolvem pouco a pouco devido
ao efeito dos ácidos e da água.

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1.4 Causas e consequências da chuva ácida

Causas:
A chuva ácida pode ter origem antrópica ou natural, sendo que esse último
ocorre em menor escala. Os principais geradores naturais da chuva ácida são
os vulcões, que emitem à atmosfera gases, partículas, compostos de enxofre e
poeira. Além disso, os processos biológicos ocorridos nos solos, pântanos e
oceanos, além da respiração animal e vegetal, também causam a chuva ácida.

Já os principais contribuintes antrópicos à chuva ácida estão relacionados


aos ambientes com grande concentração de indústrias e veículos. A saber, a
queima de combustível fosseis para a geração de energia e os gases lançados
pelos veículos favorecem a formação de chuva ácida.

Vale dizer que a chuva ácida não ocorre apenas no local onde há emissores
de gases à atmosfera. É possível que o vento transporte esses gases par
regiões mais afastadas, podendo provocar o fenómeno atmosféricos em outra
regiões.

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Consequências:
A chuva ácida é uma das consequências da poluição atmosférica. Os gases
provenientes da queima de combustíveis reagem com o oxigénio do ar e o
vapor de água, transformando-se em ácidos que são depositados na superfície
terrestre através das precipitações. Essa acidificação do solo e das águas
superficiais exerce efeitos devastadores nos ecossistemas e representa um
grave perigo para os seres vivos. As águas e os vapores que emanam do lago
Kawah Ijen (Indonésia), na cratera do vulcão com o mesmo nome, são letais
devido à sua alta concentração de ácido sulfúrico. A seguir, alguns exemplos
de consequência da chuva ácida:

Solo: aumento do pH do solo, levando à deficiência de nutrientes e perda de


fertilidade. Além disso, a taxa de decomposição vegetal é reduzida.

Ambientes aquáticos: acidificação dos oceanos, rios e lagos, afectando


fitoplâncton, anfíbios, invertebrados e peixes. A acidez aumenta a taxa de
mortalidade dos peixes, causa falhas na reprodução e aumenta absorção de
metais pesados.

Vegetação: a chuva ácida danifica as folhas e as raízes das árvores, o que


resulta em diminuição da cobertura do dossel e morte dos vegetais. Além
disso, as plantas podem tornar-se susceptíveis à ocorrência de pragas e
doenças.

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Agricultura: as plantas cultivadas apresentam significativa sensibilidade a
este tipo de precipitação atmosférica. Em um ambiente com pH 2,6,a soja, por
exemplo, apresenta redução na fixação de CO2, um processo importante para
o crescimento da planta. A chuva ácida afecta severamente a agricultura, uma
vez que ela causa redução da taxa de fotossintética.

Materiais e edifícios: monumentos de pedra feitos de mármore e calcário,


bem como materiais de construção contendo grandes quantidades de
carboneto são susceptíveis à chuva ácida. Isso pode apresentar uma grande
perda de patrimónios, incluindo os registros históricos e culturais.

Saúde humana: aumenta da ingestão de metais pesado, pois eles ficam mais
disponíveis no solo. Os metais pesados são mais comuns, como Al, Cd, Zn,
Pb, Hg, Mn e Fr, são dissolvidos no solo e na água. Assim, acabam fazendo o
seu caminho para as águas subterrâneas, que são consumidas por humanos, e
contaminam os alimentos (peixe, carnes e vegetais) e novos consumidores.

As erupções vulcânicas, os terramotos, os incêndios naturais, os relâmpagos


e alguns processos microbianos liberam dióxido de enxofre e óxidos de
nitrogénio na atmosfera. Não obstante, é a acção humana a causadora da
maior parte das emissões de dióxido de enxofre em consequência da queima
de combustíveis na indústria e nas usinas eléctricas, assim como da metade
das emissões de óxidos de nitrogénio devido aos gases produzidos
pelos veículos a motor. Da mesma forma e embora em menor grau, as
explorações pecuárias intensivas produzem amoníaco a partir da
decomposição da matéria orgânica.

Esses três poluentes, que podem ser transportados a grandes distâncias a


partir de seus focos de origem, se oxidam quando entram em contacto com a
atmosfera originando a formação de ácido sulfúrico e ácido nítrico. Tais ácidos
se dissolvem nas gotas de água das nuvens e caem na superfície terrestre
mediante a denominada chuva ácida, que também pode ser em forma de neve
ou nevoeiro. Esses três poluentes são: o dióxido de enxofre, o vapor de água e
o Amoníaco.

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1.5 Como evitar a chuva ácida

Uma vez que o ser humano é seu principal causador, a solução para o
problema da acidificação do meio ambiente está em suas mãos: para mitigar a
chuva ácida, é imprescindível reduzir as emissões poluentes. Para tal, é
necessário que exista um compromisso em âmbito governamental e
empresarial que impulsione uma série de medidas:

 Filtrar e desintoxicar a água utilizada pelas fábricas antes de


devolvê-la aos rios.
 Reduzir a emissão de gases poluentes por parte da indústria.
 Favorecer a geração e o uso de energias limpas, em detrimento dos
combustíveis fósseis.
 Diminuir o consumo energético nas fábricas e empresas.
 Potencializar a inovação e as novas tecnologias orientadas para a
optimização do consumo energético e o desenvolvimento de energias
limpas.
 Plantar árvores para que absorvam o ar poluído.
 Conscientizar a população sobre a importância da redução do consumo
de energia nas casas.
 Fomentar o uso do carro eléctrico e de outros veículos não poluentes,
como a bicicleta.

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2.3 – CONCLUSÃO

Dessa forma, a chuva ácida é um fenómeno atmosférico caracterizado pelo


alto grau de acidez das águas das chuvas, com pH menor do que 5,6. É
causada pelo elevado grau de poluição atmosférica. Em função disso, é mais
comum em grandes centros urbanos e áreas altamente industrializadas.

A chuva ácida acarreta muitas consequências negativas para o meio


ambiente. Pois, a acidificação do solo e das águas é algo perigoso para a
fauna, a flora e para a saúde humana. O fenómeno aumenta o pH do solo, o
que retira os seus nutrientes e reduz a fertilidade.

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