Conceitos de Hospitalidade e Hotelaria
Conceitos de Hospitalidade e Hotelaria
Propósito
Conhecer a história da hospitalidade e da hotelaria proporcionará a você um entendimento dos conceitos
primordiais e das modificações de propósito sofridas ao longo de sua evolução como serviço comercial.
Objetivos
• Identificar os principais marcos na história da hospitalidade e da hotelaria no Brasil e no mundo.
• Reconhecer a contribuição dos marcos históricos no tipo de hospitalidade presente hoje em diversas
áreas de atuação, e não apenas na hotelaria.
• Listar os elementos de destaque no processo de hospitalidade e seu caráter de acolhimento e
agregação de valor.
Introdução
A história da hospitalidade e da hotelaria se fundem. Contudo, perceberemos ao nos aprofundar que existe
hospitalidade sem hospedagem, ou seja, há hospitalidade em outros âmbitos, embora não seja possível haver
uma hospedagem de excelência sem que haja hospitalidade.
Ambas remetem a um tempo bem anterior ao que podemos imaginar, pois tudo indica que elas começam na
Grécia Antiga, na era antes de Cristo (a.C.), existindo inclusive uma história da mitologia grega dedicada às
suas práticas.
A hospitalidade e o ato de hospedar surgem por uma questão de necessidade natural dos viajantes, que, em
seu deslocamento, precisam de apoio, abrigo e alimentação no destino. Isso era oferecido gratuitamente pelos
moradores da região ‒ no primeiro momento, nas próprias instalações ‒, que consideravam essa oferta algo
sagrado.
Afinal, estamos falando do período a.C., quando ainda não havia a percepção comercial de hospedagem e
hospitalidade. Tampouco havia à disposição hotéis tão estruturados capazes de oferecer tais serviços.
Durante essa história, perceberemos que tem havido muitas mudanças sobre esses conceitos: além de muitos
locais distintos de hospedagem, existem diversos lugares nos quais se encontra (ou pelo menos deveria ser
possível encontrar) hospitalidade. Veremos que a hospitalidade passou até mesmo a ser dividida em três
âmbitos: o comercial, o público e o privado. Essa divisão nos mostrará quão plural ela precisa ser, já que deve
ser ofertada a todos independentemente de raça, cor, gênero ou credo, respeitando qualquer contexto
envolvido.
1. Marcos na história da hospitalidade e hotelaria
História da hotelaria
O mito da hospitalidade
A história da mitologia grega dedicada à hospedagem e à hospitalidade conta que, um dia, Zeus (deus dos
deuses) e seu filho Hermes (o deus dos viajantes) desceram à Terra para testar a hospitalidade dos mortais.
Para esse teste, nenhum dos dois poderia se apresentar como deus, então ambos vieram ao nosso mundo
caracterizados como mortais bem pobres e humildes. Assim, os dois começaram uma peregrinação na qual
pediram auxílio para as pessoas por meio de solicitação de abrigo, apoio e alimentação; afinal, eles se
apresentavam como viajantes que precisavam de acolhida.
Na primeira parada, em uma casa bonita onde pediram para se hospedar e se alimentar, não foram aceitos por
causa de sua aparência pobre e humilde. Conta a história que eles continuaram sua busca por mais de mil
casas, mas, pela sua aparência humilde, foram sempre desprezados.
A certa altura, depois de muitos dias caminhando, eles chegaram a um povoado bem simples e bateram na
porta de uma casa de palha onde morava um casal igualmente humilde: Baucis e Filemon. Ao recebê-los,
esses senhores logo os convidaram para entrar, ajeitaram os bancos para sentar e prontamente lhes serviram
algo de comer e beber. Um detalhe especial é que lhes deram o melhor alimento e bebida disponíveis em
casa. Além disso, ofereceram lugar para repouso e arrumaram a residência com todo o zelo que faziam apenas
para ocasiões especiais.
Os deuses perguntaram-lhes então o que eles gostariam de receber como recompensa pela bela acolhida, e o
casal respondeu que gostaria de morrer junto. Após terem uma longa vida concedida por Zeus, ambos
passaram por uma metamorfose e se transformaram em duas árvores, entrelaçadas, em frente ao templo em
que sua casa havia se tornado.
Alguns teóricos defendem que essa atividade surgiu muito antes dos
primeiros Jogos Olímpicos, pois já existiam viajantes (comerciantes) que
precisavam de apoio nos lugares de parada ou destino final. Essa teoria
defende que, em 3.000 a.C., já existiam empreendedores que atendiam à
demanda desses viajantes em locais como China e Egito, entre outros.
Esses historiadores sustentam que a história da hotelaria teria começado
no Oriente Médio há mais de 4.000 anos. De acordo com essa teoria, já
havia menções a pagamentos pelos serviços por escambo e uma
tendência ao bom acolhimento. A população do Oriente Médio dizia que
só seria escrava se fosse de seu hóspede!
Hotelaria no mundo
No estudo da história da hotelaria, é impossível não abordar também a da hospitalidade, pois, desde seu
início, os pontos de destaque das duas atividades se entrelaçam até chegarmos aos modelos de hotéis
contemporâneos. Perceberemos que suas práticas se permearam durante todo o tempo, ainda que elas
também sejam diferentes.
Primeira notícia
Como vimos anteriormente, o início da história da hotelaria e da hospitalidade é bem anterior aos registros
históricos que temos dessas atividades. Contudo, a primeira notícia que teríamos como registro é a da
hospedaria feita para os Jogos Olímpicos da Era Antiga.
Segundo acontecimento
Primeiro acontecimento
Outro é o uso das termas nesse Império.
Um deles é a expansão de seu domínio, que Usadas inicialmente com a finalidade
produz a abertura de mais estradas e, de lazer pelo fato de disporem de
consequentemente, de mais estalagens ao aposentos e água quente, elas
longo dessas vias. posteriormente se mostraram uma
opção de hospedagem.
Nesse momento da história da hospedagem, já começamos a ver uma diferenciação entre as categorias, já
que elas dependiam da classe social do hóspede. As termas dispunham tanto de quartos coletivos, para os
hóspedes de condição econômica inferior, quanto aposentos maiores e privativos, para aqueles
economicamente superiores.
As termas já ocupavam espaços muito maiores que a estalagem inicial da Grécia. Segundo os historiadores,
enquanto a primeira teria cerca de 10 mil metros quadrados, a segunda chegaria a abarcar cerca de 100 mil
metros quadrados, ou seja, dez vezes maior. Na fotografia a seguir, vemos um exemplo das antigas
construções das termas.
Termas romana.
Saiba mais
A primeira crise hoteleira no mundo ocorreu com a queda do Império Romano, pois as estalagens
perderam seus hóspedes: os viajantes dessas estradas. Isso ocorreu porque elas tornaram-se inseguras,
uma vez que não dispunham mais da segurança garantida pelo Império Romano. Isso consequentemente
trouxe medo e insegurança para os hóspedes, que pararam de viajar. Por esse motivo, consideramos
esse momento a primeira grande crise da hotelaria no mundo.
Cruzadas
Guerras entre o cristianismo e o islamismo por domínio de território.
Com o passar do tempo, e para evitar proliferação de doenças, os hospitais passaram apenas a ser locais
destinados a doentes e idosos. Os viajantes passaram a se hospedar apenas nos mosteiros, nas casas de
cristãos ou na hospedaria disponível.
Curiosidade
Atualmente, acontece, em intervalos bienais ou trienais, um evento católico voltado para a juventude – a
Jornada Mundial da Juventude (JMJ) ‒, que conta com a hospedagem solidária. Na cidade-sede do
evento, igrejas ou fiéis abrem as portas de seus lares para abrigar peregrinos de todas as partes do
mundo que viajaram para ouvir as palestras do papa (líder supremo da Igreja Católica) e participar de
oficinas, palestras e momentos de entretenimento.
Com o tempo, essa hospedagem deixa de ser gratuita, vai se “dessacralizando” e passa a ter um cunho
comercial, como nossa atividade hoteleira atual. Ainda hoje restam algumas construções de mosteiros que
deixaram de ter essa função e se tornaram hotéis. Um exemplo disso - que você pode conferir a seguir - é o
Belmond Monasterio, localizado em Cuzco, no Peru.
Saiba mais
Um marco desse desenvolvimento ferroviário foram as viagens agenciadas por Thomas Cook em 1842.
Considerado o “pai” do agenciamento, Cook vislumbrou a oportunidade de oferecer tarifas melhores aos
viajantes que adquirissem uma grande quantidade de passagens de trens e diárias em hotéis.
Navegações
As navegações também influenciam a construção de hotéis e de pousadas ao redor dos portos, porque, nesse
momento, as viagens passaram a ser de negócios. Desse modo, os viajantes precisavam ficar mais tempo nas
cidades do que em trânsito.
Grandes mudanças nos conceitos foram apresentadas no Tremont House, inaugurado em 1829, um dos
primeiros hotéis do país a se tornar a nova potência mundial. Nele passaram a ser oferecidos apartamentos
duplos com apenas uma cama de casal, com porta e fechadura. Além disso, foram disponibilizados amenities
e oferecidos serviços de mensageiro.
Amenities
Em português, poderíamos traduzir para amenidades, trata-se dos “mimos” ofertados pelos hotéis, como
shampoo, sabonete, pentes etc.
Inicia-se então uma fase de hotelaria de luxo que fomentava o turismo, pois os viajantes passaram a
viajar para conhecer novos lugares e se hospedar em hotéis que eram até melhores que suas casas.
Com o passar dos anos, essa hotelaria impôs padrões, regulação de preços, atendimento de qualidade e se
tornou referência no mundo da hotelaria, embora tenha passado por alguns momentos difíceis. Veja a seguir.
1914-1918
Primeira Guerra
Em virtude da Primeira Guerra Mundial, o desenvolvimento da área foi interrompido.
1929 -1939
Grande Depressão
A Grande Depressão, crise econômica nos Estados Unidos, levou muitos hotéis à falência.
1939-1945
Retomada da hotelaria
Vários hotéis e cadeias hoteleiras foram abertas nos Estados Unidos e se espalharam pelo mundo,
elevando cada vez mais o padrão de qualidade dos serviços.
Hotelaria no Brasil
No período colonial do Brasil, entre 1530 a 1822, os viajantes se hospedavam nas casas grandes dos
engenhos e fazendas, nos casarões das cidades, nos conventos e principalmente nos ranchos que existiam à
beira das estradas, erguidos, em geral, pelos proprietários das terras marginais.
Copacabana Palace.
Hoje, o Hotel Glória infelizmente encontra-se fechado. O Copacabana Palace interrompeu suas atividades por
quatro meses no ano de 2020 graças à pandemia da covid-19, mas já retornou às suas atividades.
Conteúdo interativo
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A partir da década de 1930, passam a ser implantados grandes hotéis nas capitais, nas estâncias minerais e
nas áreas de apelo paisagístico cuja ocupação era promovida pelos cassinos que funcionavam junto aos
hotéis. Em 1946, com a proibição dos jogos de azar, os cassinos foram fechados; como consequência, os
hotéis a que estavam vinculados acabaram também, em sua maioria, fechando as portas. Exemplos muito
conhecidos dessa fase são os hotéis Araxá e Quitandinha.
Esse novo surto hoteleiro levou também a mudanças nas leis de zoneamento das grandes cidades, tornando a
legislação mais flexível e favorável à construção de hotéis.
Nos anos 1960 e 1970, chegaram ao Brasil as redes hoteleiras internacionais. Mesmo sem um número
importante de hotéis, essas redes criaram uma orientação na oferta hoteleira, adotando novos padrões de
serviços e de preços.
Atenção
Hoje, a Embratur se tornou a Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo. Conhecida
também como o antigo Instituto Brasileiro de Turismo, ela trabalha na divulgação do nosso destino no
exterior. O órgão supremo do turismo no Brasil é o Ministério do Turismo.
E a hotelaria? Ela continua sua história em nosso país. Atualmente, há inúmeros hotéis e redes hoteleiras pelo
Brasil, que entrou de vez para a rota turística mundial.
Verificando o Aprendizado
Questão 1
Com a queda do Império Romano, surgia o que conceituamos como a primeira crise na hospitalidade. Devido à
insegurança nas estradas, os viajantes trocaram a hospedagem em tabernas e termas por lugares mais
confiáveis. Qual instituição era considerada segura e hospitaleira na época?
Termas romanas
Residências privadas
C
Hotéis luxuosos
Mosteiros
Pousadas
Questão 2
No Brasil, a partir da década de 1930, passam a ser implantados grandes hotéis nas capitais, nas estâncias
minerais e nas áreas de apelo paisagístico. Contudo, não era apenas por esse motivo que os hotéis
aumentaram de número no Brasil. Qual era o outro fator determinante que levava os investidores a abrir esses
hotéis e que foi descontinuado em 1946, levando alguns deles à falência?
Cassinos
Teatros
Águas termais
Tarifas reduzidas
Piscinas
A alternativa A está correta.
Outro fator que impulsionou a abertura desses hotéis era a possibilidade de ter cassinos. Em 1946, com a
proibição dos jogos de azar no Brasil, eles foram fechados, inclusive os que funcionavam dentro dos hotéis.
Aqueles vinculados à receita dos jogos acabaram, em sua maioria, falindo.
2. Contribuição dos marcos históricos no tipo de hospitalidade
O ato hospitaleiro
O ato de receber as pessoas em ambiente acolhedor e amistoso, permitindo que elas sintam-se à vontade, de
forma confortável, é chamado hospitalidade, ou seja, ser anfitrião para alguém que pertença a outro ambiente.
Essa percepção é visível ao longo do breve histórico visto até o momento.
A hospitalidade é considerada uma expressão social e cultural humana, seja no Brasil ou em qualquer outro
lugar do mundo.
É uma noção que parece ser simples, mas, pelo contrário, é uma das mais complexas, das mais ricas e
aparentemente das mais contraditórias.
Teóricos e pesquisadores do tema afirmam que a prática da hospitalidade ainda precisa de muitas pesquisas e
estudos para uma definição mais precisa, pois ela ainda é considerada vaga e insatisfatória dada a sua
complexidade.
Para que seu conceito seja mais homogêneo e, com isso, mais propagado na área de serviços administrativos
em geral, é necessário explorar os conceitos de hospitalidade em diversas áreas da atividade humana, como,
por exemplo, Psicologia, Administração e Antropologia, entre outras.
Para Lashley (2004, p. 6 apud DENCKER et al., 2005, p. 120), ainda “existe a necessidade de uma definição
ampla, que permita analisar as atividades relacionadas com a hospitalidade em três grandes domínios, que ele
identifica como ‘social’, ‘privado’ e ‘comercial’”.
O social envolve a hospitalidade em atos sociais atrelados a abrigo e alimentação e em ambientes públicos. Já
o privado trata do oferecimento de hospitalidade em sua própria casa; o comercial, da oferta de hospitalidade
como atividade econômica.
Hospitalidade comercial
Ainda encontramos estudos que se referem à hospitalidade como dom, dádiva. Contudo, quando seu conceito
é ligado à hotelaria, tal termo sai de cena e entra o comercial, que é a oferta de hospitalidade em troca de
pagamento. Não que essa troca se limite ao interesse monetário e seja trocada pela hostilidade caso não haja
pagamentos, mas, no domínio comercial, a finalidade é financeira.
Mas a hospitalidade comercial é uma troca que pode acontecer em qualquer âmbito em que haja interação
entre as partes, o que, em geral, acontece na área de prestação de serviços. Nada impede, porém, que ela
também ocorra na área dos produtos, pois essa área envolve o atendimento na fase de venda para o cliente.
A hospitalidade comercial é a forma como uma organização se estrutura e se comunica para prestar a
hospitalidade de hoje em dia (hospitalidade comercial) ou qualquer outro tipo de serviço; será decisiva
na caracterização do seu atendimento e qualidade dos serviços prestados, pois a estrutura e a
comunicação darão a identidade, o perfil, a personalidade e a cultura da organização, o que se refletirá
diretamente na imagem que o cliente abstrairá dela.
Dessa maneira, podemos dizer que a prática da hospitalidade comercial pode ser feita em qualquer local com
troca monetária entre duas partes. Ela oferece acolhimento em um ambiente fora de uma casa ou espaço de
repouso, podendo ser a acomodação para um pernoite, serviços complementares aos pagos ou valor
predeterminado, tudo isso por um período predeterminado, agregando-se à gentileza, ao respeito, à presteza,
ao acolhimento e à simpatia.
Saiba mais
Em momentos pandêmicos, podemos acrescentar a questão do cuidado com o cliente. Seguir todos os
protocolos sanitários é fundamental, pois a hospitalidade configura cuidar do bem-estar do outro. Tudo
isso pode ser oferecido na hotelaria, mas também fora dela.
Atualmente, com a aceleração dos meios de comunicação virtuais, podemos afirmar que até no ambiente
virtual é preciso empregar conceitos de hospitalidade, como em respostas de e-mails ou chats instantâneos
com os clientes, entre outros exemplos.
Abordando a questão da prática da hospitalidade fora da área de turismo, conheceremos agora um estudo de
caso, visto no livro de Sousa (2012), de um banco que tornou o conceito de hospitalidade bem simples e
próximo do cliente.
Estudo de caso - Umpqua Bank
Após dois anos e vários projetos, o banco abriu sua primeira loja-
conceito. Sua aposta central era na hospitalidade que ofereceriam ao
cliente! O exemplo escolhido para seguir foram as lojas Starbucks. A
diretoria chegou a um consenso de que as pessoas gostavam de ir e de
se encontrar nessa loja de café. Daí surgiu a inspiração da loja do
Umpqua Bank!
Trata-se de um ato voluntário, introdutório e integrador. Veja a seguir como isso acontece:
Voluntário Introdutório
Integrador
Segundo Cuillé (1992 apud CASTELLI, 2006), os princípios básicos para que haja uma boa acolhida são:
Segurança Conviviabilidade
Cuidar do viajante desde sua chegada até sua É necessário que o espaço e a atenção
partida. individual tenham o mesmo nível. Não basta o
atendimento ser hospitaleiro e o ambiente, não
- ou vice-versa.
Hospitalidade privada
Hospitalidade pública
Acontece nas esferas comerciais ou no
Acontece no ambiente da cidade ou do
âmbito residencial por convite do
campo em local livre, aberto a qualquer
anfitrião, que oferta a hospitalidade em
indivíduo, que seja de acesso público.
sua casa ou sua empresa.
Isso realmente é uma cidade hospitaleira, que busca enfatizar suas vantagens, valorizando sua geografia e
sua população. Tornando-se hospitaleira, ela, ao exaltar suas melhores qualidades, consegue inclusive
melhorar as condições econômicas dela, pois torna-se um produto comercial, seja pelos seus atrativos
turísticos, seja para o seu potencial como local de eventos ou por sua estrutura de comércio. Esse
pensamento é recente.
Não é possível parar uma cidade para transformá-la de uma cidade estática e “fria” em uma funcional e
acolhedora, pois ela é viva e seu crescimento não para - apesar de seus problemas econômicos, estruturais,
sociais e ambientais.
Comentário
O planejamento da cidade hospitaleira é desafiador, pois precisa continuar a desenvolver atrativos e
conceitos na cidade enquanto paralelamente faz os ajustes necessários naqueles já existentes, além de
implementar esse conceito para as populações.
Segundo momento
Primeiro momento
Pensar que essas inovações têm de
Pensar em vários tipos de inovações
possibilitar à comunidade a capacidade
econômicas, tecnológicas, sociais, culturais e
de receber o outro, disponibilizando o
políticas, emanando a hospitalidade.
seu melhor.
A recuperação e a inovação da cidade recuperam o orgulho do cidadão, que passa a oferecer a hospitalidade
da forma mais genuína possível, recebendo bem. Para Agudo (2006, p. 112), o homem tem grande destaque
nesse processo de hospitalidade, pois ele “busca a reaprendizagem e, aos poucos, vai substituindo sua luta
interna por um conhecimento, ainda que fragmentado. A noção de espaço desconhecido e ameaçador perde a
conotação negativa. O entorno vivido é o lugar de troca de um processo de hospitalidade”.
Não conhecemos os cheiros, os ruídos, as cores e as luzes da cidade moderna. Estamos perdendo o
sentido de territorialidade, pois o espaço público não é mais o espaço das trocas, do aprendizado. A
rua não é mais um local de socialização, e sim uma via que serve para levar as pessoas de um local
privado para outro.
Por fim, um processo de hospitalidade na cidade não pode permitir que grandes marcas, preocupadas apenas
com o próprio lucro, descaracterizem o espaço.
Destacar locais exclusivos, sem ignorar a valorização que eles podem proporcionar para a beleza e a
diferença nas cidades. Grandes conglomerados ajudam no desenvolvimento da cidade, muitas vezes
até com oferta de emprego, mas eles são encontrados em qualquer parte do mundo. Eles são
necessários, porém não se deve permitir que tais conglomerados possam anular os negócios e os
espaços locais, que são, afinal, a cultura na cidade. Do contrário, todas as cidades serão iguais.
Falaremos agora sobre um dos legados mais famosos da história dos Jogos Olímpicos modernos, gerando
melhorias para a hospitalidade de uma cidade tanto para seus habitantes quanto para os visitantes dela.
Teoricamente, um megaevento teria muita condição de deixar um ótimo legado para a localidade, mas
infelizmente a maioria deles acaba não cumprindo com o prometido.
Relataremos essa história benéfica para a cidade de Barcelona, que deixou muitas possibilidades para a
cidade. Enfatizamos que tanto um megaevento quanto um pequeno evento deveriam deixar algum tipo de
legado positivo para o local utilizado como sede.
Esses projetos tiveram tantos destaques que ganharam prêmios internacionais e posicionaram
Barcelona como um lugar de relevo. A grande diferença nos projetos de urbanização foi mapear,
reabilitar e revitalizar a cidade, bairro a bairro, promovendo bairros tradicionais e consolidados, além
de desenvolver outros tantos como novas opções de espaços a serem desfrutados.
Para relatar o caso de Barcelona, Balula cita Jan Gehl, no clássico Life between buildings (1987), para
diferenciar as três categorias de atividades humanas nos espaços urbanos públicos que foram consideradas
na história da cidade. Segundo ele, as atividades dos espaços das cidades se dividem em necessários, sociais
e opcionais. Conheça a seguir suas definições.
Necessários Sociais
São os espaços básicos para a vivência de todo Geram oportunidades de interação de grandes
o grupo que habita na cidade: moradia, grupos, como os espaços públicos da cidade:
iluminação, saneamento básico etc. praças, estruturas nas praias e espaços de
eventos, entre outros.
Opcionais
A mudança mais destacada no processo de Barcelona para receber os Jogos Olímpicos foi a limpeza, em
especial, das praias. A cidade havia sido desenvolvida “de costas” para o mar e com difícil acesso às praias;
poucos as usavam, até porque elas eram consideradas sujas. Mas houve outras mudanças consideráveis,
como o planejamento bem feito da vila olímpica, que depois se tornou um bairro bastante atrativo; a
construção de um porto dedicado às atividades sociais e do estádio olímpico, que até hoje recebe grandes
eventos; e a extensão da rede hoteleira e do aeroporto da cidade.
Todas essas mudanças também colaboraram para a geração de novos empregos e renda, o que
proporcionou à população uma satisfação com as possibilidades da cidade e, consequentemente,
um sentimento de pertencimento, tornando-os mais receptivos aos visitantes e hospitaleiros em
todo o seu contexto.
Barcelona é considerada até hoje o maior exemplo de legado olímpico e ainda colhe os louros das grandes
mudanças feitas na urbanização da cidade e na sua forma de receber. Hoje em dia, a cidade é um dos
principais destinos do mundo, pois as Olimpíadas de 1992 deram uma chance a ela de tirar do papel uma lista
bem grande de alterações planejadas havia anos e que nunca eram executadas: mudanças na infraestrutura
do transporte terrestre, aéreo e marítimo; novos sistemas de comunicação e de segurança; construção de
novas possibilidades de moradias; e, por fim, tratamento de resíduos. O grande sucesso dos Jogos Olímpicos
fez com que a cidade ganhasse destaque, projetando-se como destino no mundo.
Resumindo
A cidade é procurada pelo turismo em diversas áreas, como passeio com famílias, excursões de amigos,
turismo de negócios, grandes eventos e muito mais, graças à grande imagem e à marca que Barcelona
deixou para o mundo com os Jogos Olímpicos de 1992. E este deveria ser sempre o legado dos grandes
e megaeventos: deixar uma herança para que a cidade continue sendo autossustentável.
Conteúdo interativo
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• O primeiro versa sobre mudanças em uma autoviação por questões de concorrência de mercado, o que
resulta em um grande exemplo de hospitalidade no contexto turístico.
• O segundo fala do encantamento do cliente em um parque temático da Disney. Isso pode parecer
repetitivo por conhecermos tal destino como um dos melhores exemplos de boas práticas de
atendimento a clientes, o que faz jus a esse título, porque a Disney trata o cliente com hospitalidade no
contexto turístico.
Estudo de caso - Autoviação
O relato dele nos mostra que, como a 1001 ainda não possuía licença
para operar nas melhores rotas e com a ameaça dos preços mais
econômicos das companhias aéreas populares que haviam acabado de
começar a operar no Brasil, a empresa passou a desenvolver diferenciais
para ganhar a preferência dos clientes. Concentrou-se nas rotas mais
curtas, em que o tempo total de viagem se comparava ao das aéreas ao
se calcular a ida até o aeroporto, o tempo antecipado do check-in e o
desembarque/restituição de bagagem.
Saiba mais
Autoviação 1001 Empresa de transporte rodoviária que atende passageiros que viajam tanto a lazer
quanto a trabalho.
Verificando o Aprendizado
Questão 1
Somente promover o destino para trazer cada vez mais turistas para a cidade.
Preocupar-se com a hospitalidade em geral, pública e privada, pois ela faz parte de suas atividades.
Questão 2
Segundo Cuillé, para que haja hospitalidade com uma boa acolhida, deve-se respeitar os seguintes princípios:
Hospedagem e segurança.
A prática da hospitalidade
Em um mundo globalizado, é normal encontrar várias questões que permeiam as mais diversas áreas das
sociedades, sejam elas por comparação ao que se encontra em outros destinos, seja pela cobrança mundial
de assuntos que dizem respeito a todo o planeta, como diversidade, sustentabilidade e a própria globalização.
É preciso se reinventar cada vez mais sobre as questões que envolvem esse tema. Na prática da
hospitalidade, deve-se incluir:
Principalmente por ser um conceito de receber Em nossas atividades, seus pilares são
e inserir qualquer tipo de cidadão em uma economia, sociedade e meio ambiente. Eles
comunidade na qual ele será um estrangeiro precisam ser respeitados a fim de que sejam
temporário ou permanente. preservados para as próximas gerações.
Para isso, o pensamento e o conceito gerados para a entrega de uma hospitalidade com respeito à
diversidade, à sustentabilidade e à globalização devem ser de que ela constitui um fazer social, algo
intangível. Por isso, ela precisa fazer parte do comportamento, do serviço e do sentir tanto dos prestadores,
que englobam os prestadores de serviços e a comunidade local, quanto dos receptores, os clientes, os
hóspedes, os viajantes ou qualquer outra pessoa.
Relembrando
Além disso tudo, precisamos enfatizar que, apesar de hoje a hospitalidade ter um cunho comercial
extremamente destacado, principalmente na área do turismo, em que é oferecida em troca de
pagamento, ela também é uma virtude humana. A hospitalidade, portanto, não pode estar apenas ligada
à questão da prestação de serviços, e sim a um fazer social, que pode ser oferecido a qualquer pessoa
com quem tenhamos contato ou relacionamento em qualquer instância do cotidiano.
Isso é apresentado nos estudos sobre hospitalidade, que são divididos entre duas escolas:
Francesa
Americana
Esta escola dá mais destaque às esferas
Esta escola se concentra mais no ato
doméstica e pública, baseando-se no
comercial baseado na troca, mas com
conceito mais antigo de hospitalidade.
interesses comerciais, envolvendo um
Concebido inclusive como um dom, ele tem
contrato.
como alicerce a tríade dar-receber-retribuir.
Exemplo
Quando falamos de uma cidade que, por si só, já é uma metrópole e que tem potencial turístico, temos o
desafio de respeitar toda a comunidade (que, em uma cidade grande, é muito diversa) e seus espaços,
que são utilizados por sua população e também pelos turistas.
Para respeitar a pluralidade de um destino, precisamos pesquisar sobre sua comunidade e seus “clãs”, assim
como o perfil de seus visitantes, para que possamos atendê-los de forma respeitosa em relação às suas
particularidades. O ideal é que isso se inicie com políticas públicas criadas pelo governo local, mas, além
disso, é preciso entender como as classes diversas se organizam no seu consumo em relação ao destino a fim
de que haja treinamento para o melhor atendimento.
A atividade turística é uma forte aliada para o desenvolvimento da localidade. Não apenas no que tange à
economia local, mas também no desenvolvimento de espaços públicos, novas oportunidades para população
e a capacidade de receber a todos os visitantes de forma respeitosa, entre outros quesitos.
As características fundamentais para o desenvolvimento do turismo dependem das estruturas das cidades,
que, se bem elaboradas e divulgadas, fazem com que a atividade turística seja considerada, em termos
globais, o número absoluto de pessoas que viajam para conhecer e utilizar esses espaços, tornando tal
atividade um dos grandes propulsores da economia mundial.
Engana-se quem acredita que respeito à diversidade é
apenas tornar-se um destino ou ter um atendimento gay
friendly, ou seja, respeitar a orientação sexual de todos,
inclusive dos cidadãos homossexuais. Além de acolher a
comunidade LGBTQIA+, há muitos outros tipos de
diversidade que precisamos acolher e aceitar para fazer
uma hospitalidade com respeito à diversidade.
O conceito de diversidade está no centro dos debates na atualidade, sobretudo nas grandes cidades. Os
estabelecimentos hoteleiros, espaços de hospitalidade dedicados ao acolhimento de pessoas, devem estar
preparados para que os clientes e colaboradores diversos possam ter a tão propagada experiência de
encantamento. Devemos lembrar que a sustentabilidade inclui uma dimensão sociocultural, o que deve
englobar diferenças de gênero, de gerações, étnico-raciais e de acessibilidade.
Por isso, o conceito de turismo contemporâneo está ligado a pesquisas e políticas que definirão
planejamentos para o desenvolvimento do turismo e do meio ambiente com base nos números da demanda
turística recebida que consome o produto cidade turística.
Precisamos respeitar as diferentes raças e etnias, devendo conhecer o máximo de culturas e idiomas
possíveis para respeitar as crenças e o comportamento do outro que vem ao seu encontro. Também devemos
estar com uma cidade preparada para receber tanto os PcD (pessoas com deficiência) ou os PNE (pessoas
com necessidades especiais).
Comentário
Em nosso país e, consequentemente, em nossas cidades, ainda precisamos melhorar muito a prática de
cidadania pelos nossos cidadãos. Os brasileiros já dispõem dos direitos civis, políticos e sociais que
compõem a cidadania, mas ainda estamos distantes de conseguir a equidade para todas as pessoas.
Novas diretrizes pretendem garantir acessibilidade, segurança, eficiência, qualidade de vida e
dinamismo econômico, além da inclusão social e da preservação do meio ambiente.
Enfim, diversidade faz parte de qualquer cultura, pois, apesar de uma sociedade ter uma característica mais
aflorada, que acaba identificando-a perante outras, certamente encontramos outras várias manifestações
culturais em grupos menores e específicos. Essa diversidade está ligada a normas, regras e características de
um ou vários grupos sociais. A tais itens agregam-se ideias, assuntos, situações, ambientes e elementos, os
quais, juntos, transformam-se em variedade cultural.
Respeitar a diversidade cultural tem se tornado tão imperativo e abrangente que até mesmo a Unesco
(Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura), organização internacional que cuida
da proteção das sociedades, confeccionou em 2001 uma declaração de “diversidade cultural” internacional.
Essa declaração é dirigida justamente para questões de preservação cultural e diversidade intercultural.
A atividade turística, por si só, já constitui uma experiência. Porém, no mundo atual, altamente globalizado, em
que todos os serviços e possibilidades estão disponíveis para os clientes diretamente (sobretudo nos sites da
internet), coube ao profissional de turismo inovar e propor novos tipos de atividades para se diferenciar do
serviço corriqueiro que está ao alcance de todos e para que os serviços não sejam todos iguais em qualquer
lugar do mundo.
Com isso, o visitante passa a experimentar as mesmas visões, a ouvir os mesmos sons, a falar com os locais e
a sentir e provar a comida costumeira da região. Ou seja, não há nada de fake. Pelo contrário. Tudo é muito
real! A ideia é proporcionar hospitalidade e vivências que façam sentido, contribuindo inclusive com os valores
de vida dos visitantes. É gerada, além disso, uma economia criativa para o local, sem muitas compras de
produtos físicos (os famosos souvenirs), e sim com a aquisição de inúmeras histórias para lembrar e contar.
Esse tipo de turismo vem se destacando no Brasil desde 2006. Veja alguns exemplos a seguir.
Degustação no escuro Colheita de açaí
Degustação de vinho às cegas no Sul do país. A experiência de colher o fruto na Região Norte.
E se o turista é quem vai até o lugar, o conceito de hospitalidade precisa buscar ideias inovadoras para fazer
parte dessa experiência buscada pelos visitantes, gerando uma percepção local, e não globalizada, como se
fosse em qualquer outro lugar no mundo.
Saiba mais
Todo produto tem um ciclo de vida (CVP) composto pelas seguintes fases: introdução, crescimento,
maturidade e declínio. Essa análise vale tanto para um produto que acaba de ser inserido no mercado
(para que seja acompanhada sua aceitação) quanto para a avaliação de marketing dos produtos que já
estão inseridos há algum tempo nele (a fim de verificar ações necessárias para que o produto não caia
em decadência ou se é viável mantê-lo no mercado caso novas tecnologias o substituam).
Na hospitalidade, podemos dizer que seus serviços têm ciclo de vida, embora o visitante também tenha seu
ciclo de vida com a hospitalidade. É preciso despertar o desejo por seu destino, sua prática, seu
estabelecimento. Uma vez atraído, ele ainda precisa ser engajado para sua proposta a fim de se converter a
venda; após ela ser convertida, é necessário atender com excelência, inovação e bom relacionamento para
fidelizar o cliente.
Hospitalidade e sustentabilidade
Para que uma cidade se torne mais hospitaleira para seus moradores e seus visitantes, é de extrema
importância a abordagem de quesitos de destaque, como mobilidade urbana, sua acessibilidade, o
acolhimento oferecido ao recém-chegado e a preservação dos patrimônios naturais e culturais de uma
localidade. Tais itens, afinal, são necessários para integrar todos que desejam se deslocar em qualquer
cidade.
Comentário
No Brasil, infelizmente, sofremos com a herança concentrada nas rodovias, a má qualidade do
transporte público e uma falta de planejamento arquitetônico das vias públicas. De forma atrelada,
criamos ainda uma cultura de que é imprescindível ter um carro, pois é muito difícil se locomover com
segurança e conforto nos transportes públicos. Então aqueles que possuem o mínimo de condições de
arcar com seu transporte privado assim o fazem.
A maioria das empresas já acredita que a valorização da sustentabilidade valoriza o local e enaltece
a marca; por isso, elas incluem essa questão em suas estratégias, inclusive de marketing.
Com a globalização, muitos costumes tornaram-se padronizados ao redor do mundo, o que faz com que os
costumes tradicionais de uma localidade possam cair em desuso, podendo se perder uma tradição ou
característica local.
Saiba mais
Há um documento da Unesco que visa a garantir a manutenção dessas culturas singulares de cada
região como uma “herança comum da humanidade”, protegendo costumes únicos e típicos de cada
região para a personalização de uma cultura, o que faz com que a humanidade queira conhecer e trocar
experiências em diversos lugares tanto pela questão de cultura quanto pela de movimentação
econômica.
Hospitalidade sustentável
Neste vídeo, apresentaremos alguns exemplos de sustentabilidade praticados por hotéis que podem enaltecer
ainda mais a hospitalidade.
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
Verificando o Aprendizado
Questão 1
Ao tentarmos definir cultura, observamos que seu conceito é bastante complexo e mutável, pois ela
acompanha o desenvolvimento humano. Podemos afirmar que a cultura tem várias definições, tais como:
I e II.
I, III, IV e V.
I, II, IV e V.
II, III, IV e V.
IV e V.
Questão 2
Na hospitalidade, além do ciclo de vida do produto, podemos falar de ciclo de vida do visitante com o serviço:
o destino. São fases de ciclo de vida do "visitante":
I e II.
I, III, IV e V.
Apenas a II.
II, III, IV e V.
IV e V.
Considerações finais
Como vimos neste conteúdo, a história da hotelaria se funde com a história e a evolução dos conceitos de
hospitalidade. Por isso, pontuamos que eles constituem conhecimentos imprescindíveis para entendermos o
mercado da hospedagem e as práticas hospitaleiras nos dias de hoje.
Ao contrário do que a maioria pensa, a hospitalidade não acontece só na área dos meios de hospedagem, mas
também neles. Percebemos, graças à evolução observada em nossa leitura, que tais conceitos são muitos
similares e que eles foram sendo alterados e adaptados no decorrer do tempo, fazendo com que hoje exista a
prática de hospitalidade em diversos âmbitos, como o comercial, o público e o privado, além de sua presença
no contexto turístico. O principal conceito que devemos ter em mente é que a hospitalidade configura um
fazer humano, sendo compartilhada entre duas ou mais pessoas.
A hospitalidade, portanto, não funciona como um ato isolado. Isso nos leva a entender que ela está
diretamente ligada às questões humanas analisadas ao longo deste conteúdo: o respeito à diversidade, para
que possamos ofertar nossa prática sem nenhum tipo de preconceito; os contextos globalizados, que não nos
devem impedir de ofertar algo único e singular presente em nossa cultura; e sua ligação com a
sustentabilidade, para a preservação de uma sociedade, uma economia e uma meio ambiente para os futuros
cidadãos.
Podcast
Neste podcast, a partir do relato dos procedimentos executados no completo de parques da Disney e de
outro pessoal, abordaremos os fatos que mantêm essa empresa há anos como uma referência em
hospitalidade no mundo.
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para ouvir o áudio.
Explore +
Para saber mais sobre os assuntos tratados neste conteúdo, assista no YouTube ao documentário da SESC
TV: Ócio, lazer e tempo livre.
Leia:
Referências
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