IST’s Sífilis secundária
Já é no corpo todo
Infecções Sexualmente Transmissíveis
4 a 6 semanas após o
desaparecimento do cancro duro
AVALIAR SEMPRE O TRATAMENTO
podem surgir lesões secundárias.
DO(a)(s) PARCEIRO(a)(s)
Roséolas (pápulas) ou sifílides
PESQUISAR OUTRAS ISTs
(pápulas erosivas e pustulosas). O
exantema pode atingir o corpo todo.
As roséolas das regiões palmar e
plantar → patognomônicas → lues.
SÍFILIS Pode ocorrer alopecia,
micropoliadenopatia, mialgia e leve
Treponema pallidum esplenomegalia. Neurite periférica e
demência (raro).
Formas de contágio
Sífilis terciária
Pode ser adquirida (sexo ou
acidentalmente pelo sangue) ou Não vai falar, não é pra estudar
congênita.
Após o desaparecimento das sifílides,
Sífilis primária - cancro duro ocorre período de latência (variável de
1 ano até 20-30 anos).
Período de incubação: 10 a 90 dias Formas:
(média 21 dias) o F. cutânea – nódulos, gomas ou
Local da inoculação – eritema terciário.
o F. cardiovascular – aortite,
Lesão primária: Cancro duro ou insuficiência aórtica e gomas no
Protossifiloma → úlcera única, com septo interventricular e parede
bordas endurecidas e superfície limpa, do ventrículo.
indolor. o F. nervosa – paralisia geral
progressiva ou demência.
Duração: 10 a 20 dias até 2 meses.
Tabes dorsalis → lesões
10 dias após o surgimento do cancro
extensas dos cordões
duro pode ocorrer reação nos
posteriores da medula – perda
linfonodos satélites.
do equilíbrio e dores.
Sífilis congênita
Não é pra estudar
Hepatoesplenomegalia,
anormalidades ósseas, baixo peso,
pneumonia, paralisia de membros,
hiperbilirrubinemia e anormalidades do
SNC.
Outros conceitos
Sífilis latente – tem o treponema mas
é completamente assintomática –
pode evoluir pra terciária e pode
transmitir
Sífilis recente ou tardia (mais de um
ano)
Reações treponêmicas
Diagnóstico Laboratorial – Sífilis primária Mais utilizado o FTA-Abs.
Não serve para rastreio - Positivo
Na lesão 1ª: Pesquisa em campo pode ser cicatriz imunológica.
escuro do T. pallidum (material de MHA-TP (Hemagglutination tests using
raspagem da lesão ou punção dos treponemal antigen for T. pallidum).
linfonodos).
Teste rápido para Sífilis
Na lesão primaria ainda não tem
reação sorológica, então não é pra Princípio metodológico de
pedir teste sorológico. imunocromatografia de fluxo lateral ou
de plataforma de duplo percurso.
Diante de um cancro duro que não
conseguiu fechar diagnostico, tem que Tratamento
pedir esse exame acima.
Sífilis primária / Secundária / recente –
2,4 milhões de UI (1.200.000 em cada
nádega) de Penicilina G benzatina IM,
Testes sorológicos em dose única. 1x só
Testes sorológicos – geral// + após 30 Fazemos 1 dose em sífilis primaria,
a 40 dias do aparecimento da lesão secundária e recente
inicial.
São muito bons pra fazer diagnóstico Latente / tardia – por 3 semanas (3
de Sífilis Latente (esse que faz no pré- doses)
natal) Neurossífilis – Penicilina cristalina.
Reações não-treponêmicas
Não usam o treponema como antígeno GONOCOCCIA (blenorragia)
VDRL (detecção de antígenos Agente etiológico: Neisseria
cardiolipínicos). gonorrheae (bactéria diplococo gram
negativo, intracelular).
Alta sensibilidade e baixa
especificidade. Período de incubação curto – 2 a 10 dias
Falso-positivo → LES, espiroquetoses, História de relação extraconjugal a pouco
mononucleose, hanseníase, tempo.
leptospirose, malária, etc. No exame especular: Corrimento saindo do
colo
Tem alta sensibilidade, se deu
negativo eu posso confiar. Formas sintomáticas
VDRL + → FTA-Abs (teste Bartolinite
treponêmico) Cervicite (corrimento) – endocervice
Orientação MS – tratar VDRL + pode estar hiperemiada com fluxo
RPR (Rapid Plasma Reagin) purulento
Gonococcia (blenorragia)
Uretrite (disúria),
Doença Inflamatória Pélvica,
Síndrome de Fitz-Hugh-Curtis.- Peri-
hepatite
Se tem VDRL + é melhor tratar.
Diagnostico Laboratorial 2ª fase – Dentro de 4 dias –
comprometimento dos linfonodos regionais
Bacterioscopia pelo Gram (diplococos (linfadenite inguinal crônica) que em duas
gram negativos) semanas supuram, abscedam e podem
Cultura com ágar de Thayer-Martin fistulizar (vários orifícios)
Técnicas de biologia molecular (PCR
ou captura híbrida) 3ª fase – após meses áreas de fibrose
cicatricial com focos de abcessos e
Tratamento fistulização levando a elefantíase e estenose
Ceftriaxona, 500 mg, IM, em dose Diagnostico laboratorial
única.
Tratamento
Doxiciclina 100 mg VO 12/12 h por 21
dias.
CLAMÍDIA
Agente etiológico: Chlamydia CANCRO MOLE
trachomatis (gram negativas, anaeróbias e
intracelulares). Agente etiológico: Haemophilus
ducreyi
Quadro clínico Dolorosas
Fundo sujo
Período de incubação: 2 semanas a 2 Geralmente múltiplas
meses ou mais. Odor fétido
Uretrite, cervicite, Doença Inflamatória
Pélvica, proctite, Síndrome Quadro clínico
Oculogenital (Síndrome de Reiter –
conjuntivite, uretrite e artrite), Pode ser assintomática
Síndrome de Fitz-Hugh-Curtis.
Período de incubação de 2 a 35 dias (media
Tratamento – 5 dias)
Droga de escolha – Azitromicina 1g Ulceras na vulva ou períneo.
VO D.U. ou Doxiciclina 100 mg VO
12/12 h por 21 dias. Dolororas, bem delimitadas, fundo sujo, em
geral múltiplas . Não desaparecem
espontaneamente. Odor Fétido.
LINFOGRANULOMA VENÉREO Pode ocorrer adenopatia geral, unilateral,
podendo supurar e fistulizar por um único
Agente etiológico: Chlamydia orifício
trachomatis sorotipos L1, L2 e L3
Período de incubação de 1 a 2 Diagnostico laboratorial
semanas
Quadro Clínico
Tratamento
1ª fase – Ponto de inoculação – pequena
úlcera ou pápula – fugaz Azitromicina 1 g VO dose única.
Cancro misto de Rollet Sorologia não adianta
Citologia corada – método de Tzanck
DONOVANOSE (granuloma inguinal) Tratamento
Agente etiológico: Klebsiella Aliviar os sintomas dolorosos e sistêmicos
granulomatis
Aciclovir 200 mg 5X/dia 5 dias VO.
Quadro Clínico: Outras drogas: Fanciclovir e
Valaciclovir
Diagnostico
Essencial – clinico
Histologia – Corpúsculo de Donovan
Tratamento
Infecção pelo HPV (papilomavirus)
Doxiciclina 100 mg 12/12h 21 dias.
Alto risco oncogênico: subtipos 16, 18,
31, etc.
É um DNA vírus
Herpes Simples
Transmissão
Agente etiológico: HSV 2 (quase
exclusivamente genital), HSV 1 Via sexual mais comum, mas -> contato
(raramente genital). indireto através de objetos inanimados, como
DNA vírus toalhas, roupas intimas, instrumentais
ginecológicos e transmissão vertical
Quadro Clínico
Formas Clínicas e diagnósticos
Período de incubação de 1 a 3 semanas. No
local da inoculação surgem edema, ardor, Infecção clínica – Condiloma acuminado –
prurido e dor. verrugas
Logo após -> vesículas agrupadas Infecção subclinica – não visíveis a olho nú -
permanecem por 4 a 5 dias, rompem-se > citologia (coilocitose), colposcopia e
formando úlceras. histologia
Na primoinfeccao podem ocorrer sintomas Infecção latente – identificadas pela
gerais – febre, mialgia, mal-estar hibridização. PCR é CH (captação híbrida)
Formas recorrentes – desencadeadas por Tratamento
estresse, traumas físicos, infecções diversa,
queda da imunidade. Remoção das lesões.
Não há erradicação do vírus
Diagnostico Tratamento químico
Ácido tricloroacético – eficácia boa e
Clínico não é teratogênico
Podofilina e
Diagnostico exato – cultura (difícil) Tratamento cirúrgico –
eletrocauterização, criocauterização,
excisão a bisturi e cirurgia de alta
frequência.
Imiquimod – caro, mas boa eficácia
Vacinação
Vacina Quadrivalente contra quatro
tipos do vírus (6, 11, 16 e 18).
Vacina Cervarix contra os vírus 16 e
18.
SEGURANÇA DO PACIENTE
Não cai essa parte da aula na prova
Objetivos
Entender as principais causas dos
eventos adversos em cirurgia e em
procedimentos invasivos.
Conhecer e seguir os protocolos.
Resumo
O valor dos guidelines.
Protocolos e etapas de verificação
para minimizar erros na identidade do
paciente.