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Infecções Sexualmente Transmissíveis: Diagnóstico e Tratamento

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Débora Cintra
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Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
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IST’s Sífilis secundária

 Já é no corpo todo
Infecções Sexualmente Transmissíveis
 4 a 6 semanas após o
desaparecimento do cancro duro
 AVALIAR SEMPRE O TRATAMENTO
podem surgir lesões secundárias.
DO(a)(s) PARCEIRO(a)(s)
 Roséolas (pápulas) ou sifílides
 PESQUISAR OUTRAS ISTs
(pápulas erosivas e pustulosas). O
exantema pode atingir o corpo todo.
As roséolas das regiões palmar e
plantar → patognomônicas → lues.
SÍFILIS  Pode ocorrer alopecia,
micropoliadenopatia, mialgia e leve
Treponema pallidum esplenomegalia. Neurite periférica e
demência (raro).
Formas de contágio
Sífilis terciária
 Pode ser adquirida (sexo ou
acidentalmente pelo sangue) ou Não vai falar, não é pra estudar
congênita.
 Após o desaparecimento das sifílides,
Sífilis primária - cancro duro ocorre período de latência (variável de
1 ano até 20-30 anos).
 Período de incubação: 10 a 90 dias  Formas:
(média 21 dias) o F. cutânea – nódulos, gomas ou
 Local da inoculação – eritema terciário.
o F. cardiovascular – aortite,
Lesão primária: Cancro duro ou insuficiência aórtica e gomas no
Protossifiloma → úlcera única, com septo interventricular e parede
bordas endurecidas e superfície limpa, do ventrículo.
indolor. o F. nervosa – paralisia geral
progressiva ou demência.
 Duração: 10 a 20 dias até 2 meses.
Tabes dorsalis → lesões
 10 dias após o surgimento do cancro
extensas dos cordões
duro pode ocorrer reação nos
posteriores da medula – perda
linfonodos satélites.
do equilíbrio e dores.

Sífilis congênita

Não é pra estudar

 Hepatoesplenomegalia,
anormalidades ósseas, baixo peso,
pneumonia, paralisia de membros,
hiperbilirrubinemia e anormalidades do
SNC.

Outros conceitos

 Sífilis latente – tem o treponema mas


é completamente assintomática –
pode evoluir pra terciária e pode
transmitir
 Sífilis recente ou tardia (mais de um
ano)
Reações treponêmicas

Diagnóstico Laboratorial – Sífilis primária  Mais utilizado o FTA-Abs.


 Não serve para rastreio - Positivo
 Na lesão 1ª: Pesquisa em campo pode ser cicatriz imunológica.
escuro do T. pallidum (material de  MHA-TP (Hemagglutination tests using
raspagem da lesão ou punção dos treponemal antigen for T. pallidum).
linfonodos).
Teste rápido para Sífilis
Na lesão primaria ainda não tem
reação sorológica, então não é pra  Princípio metodológico de
pedir teste sorológico. imunocromatografia de fluxo lateral ou
de plataforma de duplo percurso.
Diante de um cancro duro que não
conseguiu fechar diagnostico, tem que Tratamento
pedir esse exame acima.
 Sífilis primária / Secundária / recente –
2,4 milhões de UI (1.200.000 em cada
nádega) de Penicilina G benzatina IM,
Testes sorológicos em dose única. 1x só

 Testes sorológicos – geral// + após 30 Fazemos 1 dose em sífilis primaria,


a 40 dias do aparecimento da lesão secundária e recente
inicial.
 São muito bons pra fazer diagnóstico  Latente / tardia – por 3 semanas (3
de Sífilis Latente (esse que faz no pré- doses)
natal)  Neurossífilis – Penicilina cristalina.

Reações não-treponêmicas

Não usam o treponema como antígeno GONOCOCCIA (blenorragia)

 VDRL (detecção de antígenos Agente etiológico: Neisseria


cardiolipínicos). gonorrheae (bactéria diplococo gram
negativo, intracelular).
Alta sensibilidade e baixa
especificidade. Período de incubação curto – 2 a 10 dias

Falso-positivo → LES, espiroquetoses, História de relação extraconjugal a pouco


mononucleose, hanseníase, tempo.
leptospirose, malária, etc. No exame especular: Corrimento saindo do
colo
Tem alta sensibilidade, se deu
negativo eu posso confiar. Formas sintomáticas

 VDRL + → FTA-Abs (teste  Bartolinite


treponêmico)  Cervicite (corrimento) – endocervice
 Orientação MS – tratar VDRL + pode estar hiperemiada com fluxo
 RPR (Rapid Plasma Reagin) purulento
 Gonococcia (blenorragia)
 Uretrite (disúria),
 Doença Inflamatória Pélvica,
 Síndrome de Fitz-Hugh-Curtis.- Peri-
hepatite
Se tem VDRL + é melhor tratar.
Diagnostico Laboratorial 2ª fase – Dentro de 4 dias –
comprometimento dos linfonodos regionais
 Bacterioscopia pelo Gram (diplococos (linfadenite inguinal crônica) que em duas
gram negativos) semanas supuram, abscedam e podem
 Cultura com ágar de Thayer-Martin fistulizar (vários orifícios)
 Técnicas de biologia molecular (PCR
ou captura híbrida) 3ª fase – após meses áreas de fibrose
cicatricial com focos de abcessos e
Tratamento fistulização levando a elefantíase e estenose

 Ceftriaxona, 500 mg, IM, em dose Diagnostico laboratorial


única.
Tratamento

 Doxiciclina 100 mg VO 12/12 h por 21


dias.

CLAMÍDIA

Agente etiológico: Chlamydia CANCRO MOLE


trachomatis (gram negativas, anaeróbias e
intracelulares).  Agente etiológico: Haemophilus
ducreyi
Quadro clínico  Dolorosas
 Fundo sujo
 Período de incubação: 2 semanas a 2  Geralmente múltiplas
meses ou mais.  Odor fétido
 Uretrite, cervicite, Doença Inflamatória
Pélvica, proctite, Síndrome Quadro clínico
Oculogenital (Síndrome de Reiter –
conjuntivite, uretrite e artrite), Pode ser assintomática
Síndrome de Fitz-Hugh-Curtis.
Período de incubação de 2 a 35 dias (media
Tratamento – 5 dias)

 Droga de escolha – Azitromicina 1g Ulceras na vulva ou períneo.


VO D.U. ou Doxiciclina 100 mg VO
12/12 h por 21 dias. Dolororas, bem delimitadas, fundo sujo, em
geral múltiplas . Não desaparecem
espontaneamente. Odor Fétido.

LINFOGRANULOMA VENÉREO Pode ocorrer adenopatia geral, unilateral,


podendo supurar e fistulizar por um único
 Agente etiológico: Chlamydia orifício
trachomatis sorotipos L1, L2 e L3
 Período de incubação de 1 a 2 Diagnostico laboratorial
semanas

Quadro Clínico
Tratamento
1ª fase – Ponto de inoculação – pequena
úlcera ou pápula – fugaz  Azitromicina 1 g VO dose única.
Cancro misto de Rollet Sorologia não adianta

Citologia corada – método de Tzanck

DONOVANOSE (granuloma inguinal) Tratamento

 Agente etiológico: Klebsiella Aliviar os sintomas dolorosos e sistêmicos


granulomatis
 Aciclovir 200 mg 5X/dia 5 dias VO.
Quadro Clínico:  Outras drogas: Fanciclovir e
Valaciclovir

Diagnostico

Essencial – clinico

Histologia – Corpúsculo de Donovan

Tratamento
Infecção pelo HPV (papilomavirus)
 Doxiciclina 100 mg 12/12h 21 dias.
 Alto risco oncogênico: subtipos 16, 18,
31, etc.
 É um DNA vírus
Herpes Simples
Transmissão
 Agente etiológico: HSV 2 (quase
exclusivamente genital), HSV 1 Via sexual mais comum, mas -> contato
(raramente genital). indireto através de objetos inanimados, como
 DNA vírus toalhas, roupas intimas, instrumentais
ginecológicos e transmissão vertical
Quadro Clínico
Formas Clínicas e diagnósticos
Período de incubação de 1 a 3 semanas. No
local da inoculação surgem edema, ardor, Infecção clínica – Condiloma acuminado –
prurido e dor. verrugas

Logo após -> vesículas agrupadas Infecção subclinica – não visíveis a olho nú -
permanecem por 4 a 5 dias, rompem-se > citologia (coilocitose), colposcopia e
formando úlceras. histologia

Na primoinfeccao podem ocorrer sintomas Infecção latente – identificadas pela


gerais – febre, mialgia, mal-estar hibridização. PCR é CH (captação híbrida)

Formas recorrentes – desencadeadas por Tratamento


estresse, traumas físicos, infecções diversa,
queda da imunidade.  Remoção das lesões.
 Não há erradicação do vírus
Diagnostico  Tratamento químico
 Ácido tricloroacético – eficácia boa e
Clínico não é teratogênico
 Podofilina e
Diagnostico exato – cultura (difícil)  Tratamento cirúrgico –
eletrocauterização, criocauterização,
excisão a bisturi e cirurgia de alta
frequência.

Imiquimod – caro, mas boa eficácia

Vacinação

 Vacina Quadrivalente contra quatro


tipos do vírus (6, 11, 16 e 18).
 Vacina Cervarix contra os vírus 16 e
18.

SEGURANÇA DO PACIENTE

Não cai essa parte da aula na prova

Objetivos

 Entender as principais causas dos


eventos adversos em cirurgia e em
procedimentos invasivos.
 Conhecer e seguir os protocolos.

Resumo

 O valor dos guidelines.


 Protocolos e etapas de verificação
para minimizar erros na identidade do
paciente.

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