ATENÇÃO!
ESSE TEXTO: A PRIMEIRA REPÚBLICA NO BRASIL É PARA
ESTUDOS DA AV/01 DE HISTÓRIA DO 4º BIMESTRE
A Primeira República no Brasil também chamada de República Velha, durou no
período entre a Proclamação da República (15 de novembro de 1889) até Revolução
de 1930 (03 de novembro de 1930), totalizou 41 anos e que contou ao todo com 13
presidentes da República, e com outros 02 que não puderam assumir a presidência.
A Primeira República é uma denominação dada após a Revolução de 1930, é
dividida pelos historiadores em dois períodos: O primeiro período chama-se
“República da Espada” em virtude da condição militar dos dois primeiros presidentes
do Brasil: Deodoro da Fonseca e Floriano Peixoto, por sua vez, o segundo período
ficou conhecido como “República das Oligarquias”, por ser então dominada pela
aristocracia dos fazendeiros.
A República da Espada é considerada a primeira fase da Primeira República no
Brasil que ocorreu entre a Proclamação da República (15 de novembro de 1889) ao
início da República Oligárquica/(15 de novembro de 1894). A República da Espada
trouxe então dois presidentes republicanos militares, época caracterizada como uma
ditadura militar, ligados ao autoritarismo, a centralização de poder, arbitrariedades
e a presença constante da então Forças Armadas, basicamente, o Exército
Brasileiro.
A Constituição de 1891 foi a primeira Constituição do Brasil da era republicana,
estabeleceu então, o presidencialismo como forma de governo. A Constituição de
1891 foi ainda fortemente inspirada na Constituição da República Argentina, na
Constituição dos Estados Unidos da América e na Constituição Federal da Suíça,
fortemente descentralizadora dos poderes, dando grande autonomia aos municípios
e às antigas províncias, que passaram a ser chamadas “estados”, cujos chefes do
Poder Executivo eram os “presidentes de estado”. A Constituição de 1891 trouxe
ainda: A instituição do voto universal para cidadãos brasileiros alfabetizados,
maiores de 21 anos, à exceção de analfabetos, mendigos das praças, soldados,
mulheres, religiosos sujeitos ao voto de obediência. A Constituição de 1891 trouxe
ainda: As eleições passaram a ser pelo voto direto, mas continuou a ser descoberto
(não secreto). A criação do Poder Legislativo bicameral. Os deputados tinham um
mandato de três anos e os senadores nove anos. Isto pôs fim ao Senado vitalício.
A Constituição de 1891 trouxe ainda o surgimento do Poder Legislativo provincial.
Assim, as províncias poderiam criar suas próprias leis e impostos, tendo mais
autonomia em relação ao poder central.
A Revolução Federalista foi uma guerra civil gaúcha, apresenta uma das mais
violentas e sangrentas revoltas travadas no sul do Brasil, durou 02 anos e meio, 02
de fevereiro de 1893 a 23 de agosto de 1895. A Revolução Federalista trouxe do
primeiro lado da disputa, os Federalistas, chamados de “Maragatos” pelos
republicanos, sendo que “Maragato” é um termo usado no Uruguai para indicar os
espanhóis oriundos da localidade de Maragataria, na província de Léon, Espanha.
A Revolução Federalista, pontos relevantes: Os maragatos faziam parte do Partido
Federalista feito então com a ascenção de Floriano Peixoto à presidência, após a
renúncia de Deodoro. Da mesma forma eram contrários ao sistema de governo
presidencialista centralizado. Portanto, queriam a deposição do republicano Júlio de
Castilho (eleito presidente do Estado), e ansiavam por um governo federalista,
sobretudo, com a descentralização do poder, foram liderados por Gaspar da Silveira
Martins e Gumercindo Saraiva. A Revolução Federalista trouxe do segundo lado
da disputa: Os Republicanos ou Pica-Paus”, foram apelidados assim devido à
vestimenta composta de roupa azul e quepe vermelho, que lembravam os pássaros.
Também eram chamados de “Legalistas”, “Chimangos”, (nome de uma ave do Rio
Grande do Sul) ou “Castilhistas” (referente ao líder do movimento: Castilhos e
estavam ao lado do presidente Floriano Peixoto. Os pica-paus acreditavam na
consolidação do sistema republicano instalado em 1889, na centralização do poder
e na modernização do país. Estavam reunidos no Partido Republicano Rio-
Grandense (PRR) e seu principal líder foi o jornalista e político positivista, na época
Presidente do Estado, Júlio de Castilhos.
A República Oligárquica chamada de República dos Coronéis ou República do
Café com Leite, é considerada a segunda fase da Primeira República no Brasil que
ocorreu entre o fim da República da Espada (15 de novembro de 1894) e a
Revolução de 1930/(03 de novembro/1930). A República Oligárquica é um termo
que se caracteriza pela alternância de poder entre as oligarquias cafeeiras do estado
de São Paulo e dos produtores de leite de Minas Gerais. Os presidentes dessa
época foram eleitos, na maioria das vezes, pelo Partido Republicano Paulista (PRP)
e o Partido Republicano Mineiro (PRM). O Partido Republicano Rio-Grandense
(PRR) teve importante papel, buscava desequilibrar a balança entre esses dois
estados, defendendo a oligarquia rural e classes urbanas gaúchas. Os presidentes
eleitos usavam então, sua influência política para beneficiar os cafeicultores e
garantir sua permanência no poder.
A Guerra de Canudos ou Campanha de Canudos (07 de novembro de 1896 - 05
de outubro de 1897) foi um conflito armado que envolveu o Exército Brasileiro e
membros da comunidade sócio-religiosa liderada por Antônio Conselheiro, em
Canudos, no interior do estado da Bahia. A Guerra de Canudos, pontos relevantes:
Arraial de Canudos-Canudos era uma pequena aldeia que surgiu durante o século
XVIII nos arredores da Fazenda Canudos, às margens do rio Vaza-Barris. Com a
chegada de Antônio Conselheiro passou a crescer vertiginosamente, em poucos
anos chegando a contar por volta de 25.000 habitantes. A Guerra de Canudos,
pontos relevantes: A região, historicamente caracterizada por latifúndios
improdutivos, secas cíclicas e desemprego crônico, passava por uma grave crise
econômica e social. Milhares de sertanejos partiram para Canudos, cidadela
liderada pelo peregrino Antônio Conselheiro, unidos na crença numa salvação
milagrosa que pouparia os humildes habitantes do sertão dos flagelos do clima e da
exclusão econômica e social. A Guerra de Canudos, pontos relevantes: A
imprensa, o clero e os latifundiários da região incomodavam-se com a nova cidade
independente e com a constante migração de pessoas e valores para aquele novo
local. Aos poucos, construiu-se uma imagem de Antônio Conselheiro como
"perigoso monarquista" a serviço de potências estrangeiras, querendo restaurar no
país a forma de governo monárquica.
A Política dos Governadores, ou Política dos Estados foi um sistema que teve
início no governo de Campos Sales, que propôs o nome "política dos estados"
dizendo que "o que pensam os estados, pensa a União". A política dos
governadores foi um acordo durante os primeiros anos da República Velha, em que
o Governo Federal apoiava os governos estaduais sem restrições e, em troca, eles
faziam uso de seus coronéis e elegiam bancadas pró-Governo Federal, de forma
que nem o governo federal, nem os governos estaduais, enfrentassem qualquer tipo
de oposição. A política dos governadores, pontos relevantes: Com o fim do
primeiro período republicano, sob o domínio dos militares, e superadas as crises de
transição do governo Prudente de Morais, chegara o momento de institucionalizar
então, as relações entre poder central e governos estaduais. Até então, o país vinha
sendo governado por aristocracias regionais solidamente enraizadas no
coronelismo do interior, onde cada estado, praticamente, constituía uma unidade
autônoma.
O Coronelismo é um brasileirismo usado para definir a complexa estrutura de poder
que tem início no plano municipal, exercido com hipertrofia privada, figura do
coronel, sobre o poder público, o Estado, e tendo como caracteres secundários o
mandonismo, o filhotismo ou apadrinhamento, a fraude eleitoral e a desorganização
dos serviços públicos e abrange todo o sistema político do país, durante a República
Velha. O Coronelismo é uma prática sociopolítica brasileira típica do início do
século XX, no período chamado de República Velha (1889-1930), quando os
chamados “coronéis” exerciam o poder local sobre as camadas inferiores da
sociedade a fim de garantir votos em troca de favores das esferas políticas locais,
estaduais e federais. As origens do coronelismo remontam ao século XIX, com o
desenvolvimento da Guarda Nacional, quando os cargos de confiança foram
nomeados de acordo com relações de influência e troca de favores, assim sendo,
grandes proprietários de terra que eram leais ao governo recebiam o cargo de
coronel para exercer o controle local. O Coronelismo é uma prática na política
brasileira, um comportamento social e político prejudicial e recorrente. Se
caracteriza pelo controle da política por um pequeno grupo de privilegiados que
definem os rumos políticos de uma cidade ou região, utilizando-se muitas vezes de
meios ilegais. Os coronéis (chefes políticos ou latifundiários) tinham uma
importância econômica e política forte no interior do Brasil. O Coronelismo pontos
relevantes: Eles estabeleciam o controle sobre a população mais pobre,
“protegendo-os” e mantendo-os submissos. Nessa época o voto não era secreto e
os coronéis eram quem garantiam o sucesso dos esquemas oligárquicos, por meio
da fraude e da violência.
O Cangaço é um termo atribuído a esse fenômeno social “cangaço” deriva de
canga, peça de madeira utilizada na cabeça do gado para fins de transporte. Com a
Proclamação da República, diversos problemas sociais, econômicos assolavam o
país, sobretudo no Nordeste com o crescimento da violência, fome e pobreza. O
Cangaço, pontos relevantes: Assim, no final do século XIX já se notava o
surgimento de focos de cangaceiros pelo norte e nordeste do país, o movimento do
cangaço adquiriu maior coerência e organização no início do século XX, constituído
por indivíduos empenhados em trazer uma nova realidade mais inclusiva e
igualitária para a população do sertão nordestino. O Cangaço, pontos relevantes:
Os cangaceiros saíam em bandos por diversos locais do nordeste do país,
saqueando fazendas, sequestrando e matando fazendeiros, impondo respeito por
onde passavam. O Cangaço foi um movimento caracterizado como banditismo
social que vigorou entre as últimas décadas do século XIX e a primeira metade do
século XX pelas áreas do sertão nordestino brasileiro. O Cangaço, pontos
relevantes: A figura do cangaceiro é caracterizada pelo sertanejo sempre em
trânsito, com vida seminômade, vivendo em bando e vestindo roupas de couro
curtido, armado com rifles, facas (peixeiras) e punhais, esse tipo de sertanejo
carregava consigo as tralhas de que necessitava, todas afiveladas em seu tronco.
O Cangaço, pontos relevantes: Vale dizer que a prática do cangaço está associada
também a questões econômicas e sociais que sempre assolaram o Nordeste do
Brasil. A onda de secas prolongadas pela qual o Nordeste passou, como a de 1877
e a de 1915, dizimou um número muito grande de pessoas, além de provocar a
migração de muitas outras.
A Revolta da Vacina foi um motim popular ocorrido entre 10 e 16 de novembro de
1904 na cidade do Rio de Janeiro, então capital do Brasil. Seu pretexto imediato foi
uma lei que determinava a obrigatoriedade da vacinação contra a varíola, mas
também é associada a causas mais profundas, como as reformas urbanas que
estavam sendo realizadas pelo prefeito Pereira Passos e as campanhas de
saneamento lideradas pelo médico Oswaldo Cruz. A Revolta da Vacina, pontos
relevantes: No início do século XX, o planejamento urbano da cidade do Rio de
Janeiro, herdado do período colonial e do Império, não condizia mais com a
condição de capital e centro das atividades econômicas. Além disso, a cidade sofria
com sérios problemas de saúde pública. Doenças como a varíola, a peste bubônica
e a febre amarela assolavam a população e preocupavam as autoridades. No intuito
de modernizar a cidade e controlar tais epidemias, o presidente Rodrigues Alves
iniciou uma série de reformas urbanas e sanitárias que mudaram a geografia da
cidade e o cotidiano de sua população. As mudanças arquitetônicas da cidade a
cargo do engenheiro Pereira Passos, nomeado prefeito do Distrito Federal. A
Revolta da Vacina, pontos relevantes: Ruas foram alargadas, cortiços foram
destruídos e a população pobre foi removida de suas antigas moradias. A população
foi obrigada a mudar para longe do trabalho e para os morros, incrementando a
construção de favelas. A Revolta da Vacina, pontos relevantes: Como resultado
das demolições, os aluguéis subiram de preço deixando a população cada vez mais
indignada. Era necessário combater o mosquito e o rato, transmissores das
principais doenças. Por isso, o intuito central da campanha era precisamente acabar
com os focos das doenças e o lixo acumulado pela cidade. Primeiro, o governo
anunciou que pagaria a população por cada rato que fosse entregue às autoridades.
O resultado foi o surgimento de criadores desses roedores a fim de conseguirem
uma renda extra. A Revolta da Vacina, pontos relevantes: Devido às fraudes, o
governo suspendeu a recompensa pela apreensão dos ratos. Contudo, a campanha
de saneamento realizava-se com autoritarismo, onde as casas eram invadidas e
vasculhadas. A Revolta da Vacina, pontos relevantes: Não foi feito nenhum
esclarecimento sobre a importância da vacina ou da higiene. Ao médico Oswaldo
Cruz, que assumiu a Diretoria Geral de Saúde Pública em 1903, coube a campanha
de saneamento da cidade, que visava erradicar a febre amarela, a peste bubônica
e a varíola. Com este intuito, em junho de 1904, o governo fez uma proposta de lei
que tornava obrigatória a vacinação da população. A lei gerou debates exaltados
entre os legisladores e a população, e, apesar de forte campanha de oposição, foi
aprovada em 31 de outubro. A Revolta de Vacina, pontos relevantes: O estopim da
revolta foi a publicação de um projeto de regulamentação da aplicação da vacina
obrigatória no jornal A Notícia, em 09 de janeiro de 1904. A Revolução da Vacina,
pontos relevantes: O projeto exigia comprovantes de vacinação para a realização
de matrículas nas escolas, para obtenção de empregos, viagens, hospedagens e
casamentos. Previa-se também o pagamento de multas para quem resistisse à
vacinação.
A Revolta da Chibata foi uma agitação ou motim organizada pelos militares da
Marinha do Brasil, ocorrida no Rio de Janeiro, de 22 a 26 de novembro de 1910. A
Revolta da Chibata foi organizada pelos marinheiros ocorreu em embarcações da
Marinha que estavam atracadas na Baia de Guanabara e foi motivada,
principalmente, pela insatisfação dos marinheiros com os castigos físicos, baixos
salários e as péssimas condições de trabalho são as principais causas da revolta. A
Revolta da Chibata, CONTEXTO HISTÓRICO: Na época, na Marinha do Brasil, os
marinheiros eram principalmente os negros escravos recém libertos. Estes eram
submetidos a uma árdua rotina de trabalho em troca de salários baixos. Qualquer
insatisfação era punível e a disciplina nos navios era mantida pelos oficiais por meio
de castigos físicos, dos quais a “chibatada”, era a punição mais comum. A Revolta
da Chibata- Apesar de ter sido abolida na maioria das forças armadas do mundo,
os castigos físicos ainda eram uma realidade no Brasil. A Revolta da Chibata,
pontos relevantes: A insatisfação dos marujos cresceu depois que os oficiais
receberam aumentos salariais, mas não os marinheiros. Além disso, os novos e
modernos encouraçados que o governo brasileiro havia encomendado, o “Minas
Gerais” e o “São Paulo”, demandavam uma quantidade maior de homens para
serem operados, sobrecarregando os marinheiros.
A Guerra do Contestado foi um conflito armado ocorrido de outubro de 1912 a
agosto de 1916, que teve como partes beligerantes posseiros e pequenos
proprietários de terras contra os governos dos estados de Santa Catarina e Paraná,
além do Governo Federal brasileiro. A Guerra do Contestado, pontos relevantes:
O palco foi uma região rica em erva-mate e madeira, disputada por ambos os
estados e que ficou conhecida como Contestado. A Guerra do Contestado,
ANTECEDENTES- No final do século XIX, as ferrovias começaram a se espalhar
pelo território nacional, possibilitando a melhor comunicação entre os estados
brasileiros e o escoamento da produção agrária para a exportação. A construção
dessas estradas de ferro atraía um grande contingente de pessoas, que saíam dos
lugares empobrecidos onde moravam em busca de melhores condições de vida
para si e suas famílias. A Guerra do Contestado e suas causas: A estrada de ferro
entre São Paulo e Rio Grande do Sul estava sendo construída por uma empresa
norte-americana, "Brazil Railway Company, apoio dos coronéis (grandes
proprietários rurais com força política) da região e do governo. Para a construção da
estrada de ferro, milhares de família de camponeses perderam suas terras. A
Guerra do Contestado, pontos relevantes: este fato, gerou muito desemprego entre
os camponeses da região, que ficaram sem terras para trabalhar. Isso revoltou os
trabalhadores, que, orientados por José Maria, iniciaram um levante armado para
contestar (por isso o nome da guerra) a decisão tomada. José Maria declarou a
comunidade em que ele e seus seguidores moravam como “governo independente”
e se declarou antirrepublicano. A Guerra do Contestado também teve um outro
motivo: a compra de uma grande área da região por um grupo de pessoas ligadas
à empresa construtora da estrada de ferro. Esta propriedade foi adquirida para o
estabelecimento de uma grande empresa madeireira, voltada para a exportação.
Com isso, muitas famílias foram expulsas de suas terras. O clima ficou mais tenso
quando a estrada de ferro ficou pronta. Muitos trabalhadores que atuaram em sua
construção tinham sido trazidos de diversas partes do Brasil e ficaram
desempregados com o fim da obra. Eles permaneceram na região sem qualquer
apoio por parte da empresa norte-americana ou do governo. A Guerra do
Contestado, pontos relevantes: Com o agravamento da situação, o governo federal,
com os dois estados, enviou tropas com muitas armas para derrotarem os inimigos,
mas não obtiveram êxito. Logo nos primeiros confrontos, José Maria foi
assassinado, mas sua mensagem permaneceu viva entre seus seguidores, o que
os motivou a continuarem na luta. Depois de inúmeros confrontos com mortes e
violência, as tropas federais conseguiram derrotar os seguidores de José Maria do
Santo Agostinho. A Guerra do Contestado, pontos relevantes: Logo após o uso de
armamentos pesados e aviões de artilharia, os revoltosos foram derrotados, em
1916, matando milhares sertanejos de forma violenta. A Guerra do Contestado, e
suas consequências: Após os conflitos violentos e sangrentos que marcaram a
Guerra do Contestado, a principal consequência foi a assinatura de um acordo entre
paranaenses e catarinenses, resolvendo as questões de fronteira que, há anos,
estendiam-se pela Justiça. Nas terras contestadas, surgiram cidades como Mafra,
Chapecó e Porto União.
O Tenentismo foi um movimento político-militar, baseado em uma série de
rebeliões de jovens oficiais de baixa e média patente do Exército Brasileiro
(tenentes), de camadas médias urbanas, que estavam insatisfeitos com o governo
da República Oligárquica no início da década de 1920 no Brasil. O Tenentismo
como movimento que defendia reformas na estrutura de poder do país, entre as
quais se destacam: fim do voto aberto (fim do voto de cabresto), modalidade de voto
que favorecia o coronelismo presente na República Oligárquica, além de
defenderem a instituição do voto secreto e a reforma na educação pública. O
Tenentismo: pontos relevantes: O movimento tenentista não conseguiu produzir
resultados imediatos na estrutura política do país, já que nenhuma de suas
tentativas teve sucesso, mas conseguiu manter viva a revolta contra o poder das
oligarquias, representado na Política do café com leite. O Tenentismo preparou o
caminho para a Revolução de 1930, que alterou, definitivamente, as estruturas de
poder no país. O Tenentismo: Consequências: Em 1945, o tenentismo antigetulista
conseguiu depor Getúlio Vargas e lançou a candidatura do brigadeiro Eduardo
Gomes, um nome sempre ligado ao tenentismo, em oposição ao candidato vitorioso
Eurico Gaspar Dutra, ex-ministro de Getúlio Vargas e que havia demonstrado
interesse pela aproximação do Brasil com as potências do Eixo. E em 1955 o
Tenentismo disputou novamente, com o nome do general Juarez Távora, um dos
expoentes do tenentismo. O Tenentismo – pontos relevantes que ocorreram no
contexto da política brasileira: Tal movimento viveu até seus membros se retirarem
da vida pública, ou seja, a partir do meio dos anos 1970, terminando com o governo
de Ernesto Geisel como presidente, que iniciou a Abertura.
A Revolta dos 18 do Forte ou Revolta do Forte de Copacabana ocorrida em 05
de julho de 1922, foi um movimento político-militar, considerado a primeira revolta
do movimento tenentista, foi um de vários movimentos do Exército Brasileiro, e ainda
recebeu esse nome pois está associado ao número de pessoas envolvidas no
confronto, as quais resistiram até o fim, a saber: 17 militares e 1 civil. A Revolta dos
18 do Forte ou Revolta do Forte de Copacabana, pontos relevantes: Os
tenentistas possuíam ideais positivistas, estavam ligados às forças armadas,
lutavam por uma política democrática de forma que se posicionavam contra o
governo e o sistema oligárquico vigente (poder concentrado nas mãos das elites
agrárias tradicionais). A Revolta dos 18 do Forte ou Revolta do Forte de
Copacabana foi liderada pelo tenente-coronel Euclides Hermes da Fonseca, filho
do Marechal Hermes da Fonseca, os quais reivindicavam o fim da República Velha
e do sistema oligárquico (na época a política do café com leite, centralizada nas
mãos dos cafeicultores e fazendeiros, cujos mineiros e paulistas se alternavam no
poder). A Revolta do Forte de Copacabana, pontos relevantes: Além do
descontentamento gerado pelo monopólio político oligárquico, a disputa pelo cargo
da presidência do país, em 1921, entre Nilo Peçanha, do Rio de Janeiro, apoiado
pelos militares, e Artur Bernardes, de Minas Gerais, apoiado pela classe oligárquica,
foi o estopim para o início da revolta, com a vitória do político mineiro. A Revolta do
Forte de Copacabana, pontos relevantes: Com a eclosão da revolta havia 301
combatentes, e após serem atingidos, Euclides Hermes permitiu que os militares
deixassem o Forte. Sobraram 29 revoltosos dentro do Forte de Copacabana, e com
a prisão de Euclides Hermes, que saiu para negociar com seus opositores, restaram
28. A Revolta do Forte de Copacabana, pontos relevantes: Após esse evento, e
sem muitas possibilidades de vitória, a bandeira do Forte foi rasgada em 28 pedaços
e entregue a cada um deles, os quais estavam dispostos a defenderem seus ideais
até a morte. Por conseguinte, saíram do Forte e seguiram pela Avenida Atlântica em
direção ao Palácio de Catete; e, decorrente de um tiroteio, 10 deles se dispersaram
e os 18 restantes, resolvem seguir, indo de encontro com as forças legalistas, que
contavam com 3.000 soldados do governo. Por fim, os únicos sobreviventes, dentre
os revoltosos, foram os militares Antônio de Siqueira Campos (1898-1930) e
Eduardo Gomes (1896-1891), os quais ficaram bastante feridos.
A Revolta Paulista de 1924, foi a segunda revolta do movimento tenentista,
também chamada de Revolução Esquecida, Revolução do Isidoro, Revolução de
1924 e de Segundo 05 de julho, teve início na madrugada de 05 de julho e terminou
em 28 de julho de 1924. A Revolta Paulista de 1924, ANTECEDENTES: Após a
Primeira Guerra Mundial, o Brasil passa por uma grande industrialização, pois com
as economias europeias focadas na guerra, a indústria local preencheu o vazio no
mercado prosperando. Com a industrialização muitas pessoas passaram a se
aglomerar nas cidades facilitando a divulgação e a realização de movimentos, que
contestavam a ordem vigente vindos de industriais e de operários. A Revolta
Paulista de 1924. ANTECEDENTES: Ao mesmo tempo ideias liberais radicais e
socialistas se espalhavam pelas cidades através de imigrantes italianos e
espanhóis. Tudo isso incentivou e influenciou os militares originários de classes
sociais menos favorecidas a se rebelarem contra o governo oligárquico. A Revolta
Paulista de 1924, pontos relevantes: Comandada pelo general reformado Isidoro
Dias Lopes, contou com a participação de vários tenentes, dentre os quais Joaquim
do Nascimento Fernandes Távora, Juarez Távora, Miguel Costa, Eduardo Gomes,
Índio do Brasil e João Cabanas. A Revolta Paulista de 1924 trouxe diversos pontos
relevantes dentre os quais podemos destacar: foi motivada pelo descontentamento
dos militares com a crise econômica e a concentração de poder nas mãos de
políticos de São Paulo e Minas Gerais, ao mesmo tempo teve como objetivo principal
do levante a deposição do presidente Artur Bernardes (considerado inimigo dos
militares desde a crise das cartas falsas). A Revolta Paulista de 1924, pontos
relevantes: os revoltosos defendiam a implantação de uma república autoritária, de
matriz econômica liberal, que pudesse realizar a modernização e industrialização do
Brasil, defendiam ainda o fim dos privilégios ao setor cafeeiro e defendiam reformas
em áreas como a educação, instauração do ensino público obrigatório, além de uma
reforma completa no sistema eleitoral brasileiro (entre as reivindicações estava o
voto secreto), a fim de acabar com as fraudes. A Revolta Paulista de 1929, pontos
relevantes: A capital paulista foi palco do maior conflito urbano da história do Brasil,
em cenas que lembravam a Primeira Guerra Mundial, com explosões de bombas,
moradias e prédios destruídos, bombardeios por aviões, soldados com
metralhadoras, população fugindo pelas ruas, tanques de guerra cruzando a cidade
e trincheiras abertas nas ruas.
A Comuna de Manaus foi a terceira revolta do movimento tenentista fazendo
parte da sequência de movimentos tenentistas ocorridos no Brasil, por sua vez, esta
ocorreu no Amazonas entre o período de 23 de Julho de 1924 a 28 de Agosto de
1924. A Comuna de Manaus, pontos relevantes: Deflagrada a 23 de julho de 1924,
a rebelião dos militares de Manaus situa-se dentro de um quadro geral dos
movimentos liderados por militares tenentes da baixa patente do exército que
naquele momento formularam críticas ao poder estabelecido, atingindo-o na esfera
jurídico-política. Militares que procuraram demonstrar o abuso do poder, por parte
dos oligarcas que estavam controlando o governo cujo domínio se contestava. A
Comuna de Manaus teve os mesmos fins que eram os mesmos das outras duas
revoltas: voto secreto, reformas no ensino público, poder político ao exército e
destituição do presidente da república. Todavia, existiu um diferencial nesta terceira
revolta tenentista: a queda no preço da borracha. Nesse período a borracha era o
produto que movimentava a economia do estado do Amazonas, a queda no valor
dessa matéria prima teve início com o fim da Primeira Guerra Mundial. E a redução
da exportação de borracha teve impacto direto na vida dos amazonenses;
desemprego e miséria eram os agravantes dessa crise de produção. A Comuna de
Manaus, outro ponto relevante: Se não bastasse a desvalorização da borracha pelo
motivo da crise mundial, em virtude do fim da guerra, o presidente de estado César
do Rego Monteiro disponibilizava empréstimos a juros altos e aumentou os
impostos. As ações praticadas por Monteiro foram a mando do governo federal. A
Comuna de Manaus, pontos relevantes: foi liderada pelo tenente Alfredo Augusto
Ribeiro Júnior, sendo que a primeira atitude do tenente foi tomar a sede do governo,
o Palácio Rio Negro. O governador César do Rego Monteiro estava na Europa, e
seu sucessor Turiano Meira que estava no palácio, fugiu. A Comuna de Manaus,
pontos relevantes: Ribeiro Júnior consegue isolar a cidade bloqueando as estações
de Telégrafos e Telefônicas, sendo que a revolta se estendeu por municípios do
estado do Pará, Alenquer, Santarém e Óbidos. A Comuna de Manaus, pontos
relevantes: O alvo dessa expansão militar era Belém do Pará, onde as guarnições
buscavam unir-se, mas, devido aos imprevistos, os rebeldes ficaram restritos à
região de Óbidos, controlando a passagem pelo Rio Amazonas e o governo da
capital quando ocorre a repressão do movimento, através das forças federais. A
Comuna de Manaus segue para o estado do Maranhão, onde também tem apoio
popular, sendo que o líder Ribeiro Júnior apreende propriedades de empresas e
fundos bancários de integrantes de oligarquias, assim o comandante da revolução
se tornou um herói para a população do norte do Brasil. A Comuna de Manaus
conseguiu realizar grandes atos para o cumprimento de suas reivindicações
políticas e protesto contra ações econômicas abusivas. A Comuna de Manaus foi
reprimida por forças federais. Diferentemente da Revolta Paulista ocorrida a poucos
meses atrás onde muitos militares foram mortos e feridos, na Comuna de Manaus
os militares se renderam e receberam penas brandas de prisão, o principal motivo
para essa conduta do governo em julgar os rebeldes, foi virtude que a população
apoiava a revolta, podendo se unir e gerar novas revoltas futuras.
A Coluna Prestes ou Coluna Miguel Costa Prestes foi a quarta revolta do
movimento tenentista, teve este nome, pois um dos líderes do movimento foi o
capitão Luís Carlos Prestes, foi resultado do movimento tenentista, que surgiu em
1922 pela insatisfação dos quadros militares com o governo brasileiro, representou
um dos movimentos tenentistas de cunho político-militar, ocorrida entre 1925 a
1927. A Coluna Prestes, seus principais objetivos: defendia, dentre outras coisas,
a reforma educacional (acesso ao ensino público e primário), a reforma social (abolir
a desigualdade social), a reforma política (democracia e voto secreto), a liberdade
dos meios de comunicação e o fim da exploração dos coronéis, bem como o sistema
de "voto de cabresto" (voto aberto). A Coluna Prestes, pontos relevantes: os
tenentistas formado em grande maioria por militares (sobretudo capitães e
tenentes), estavam insatisfeitos com as formas de governo, e exigiam a destituição
do presidente bem como o fim das oligarquias rurais (elites agrárias) que
dominavam a cena política do país. A Coluna Prestes iniciou a marcha com cerca
de 1.500 homens, a maioria militar. Contudo, civis e mulheres adotaram o levante.
A Coluna Prestes foi um movimento que percorreu aproximadamente 25.000
quilômetros e passou por 11 estados brasileiros. Por onde passaram os integrantes
da Coluna Prestes informavam a população sobre as ações do governo e a situação
social do Brasil, e apontavam suas propostas para melhorar cenário político e social
do país. A Coluna Prestes foi um movimento que ganhou apoio da população onde
avançava, porém despertou ódio por parte dos coronéis a favor da República Velha.
Apesar disso, não ocorreu registro de conflito significante entre os coronéis e os
integrantes da Coluna Prestes, para isso os tenentistas usavam táticas de guerrilha.
A Revolução de 1930 ocorrida no dia 24 de outubro de 1930, foi um golpe de Estado
que resultou em um conflito ou movimento de revolta armado ocorrido no Brasil, que
pôs fim à Primeira República ou República Velha (15 de novembro de 1889 a 29 de
outubro de 1930), ao mesmo tempo iniciou a Era Vargas (24 de outubro de 1930-29
de outubro de 1945). A Revolução de 1930, pontos relevantes: a política no Brasil
era conduzida pelas oligarquias de Minas Gerais e São Paulo, por meio de eleições
fraudulentas e que mantinham o país sob um regime econômico agroexportador, as
elites paulistas e mineira alternavam a presidência da República elegendo
candidatos que defendiam seus interesses. O modelo funcionou até, os demais
estados brasileiros crescerem em importância e reivindicarem mais espaço cenário
político brasileiro. Igualmente, havia o descontentamento de oficiais de baixa
patente do exército, os quais desejavam derrubar as oligarquias e instaurar uma
nova ordem no Brasil. As lideranças da oligarquia paulista romperam a aliança com
os mineiros, conhecida como política do café com leite, assim começa as eleições
presidenciais de 1930, onde Washington Luís nomeou o presidente de São Paulo,
Júlio Prestes, seu sucessor, esta medida foi apoiada por presidentes/17 províncias.
A indicação de Júlio Prestes rompia com a alternância de poderes entre Minas e
São Paulo, por isso, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Paraíba, não deram suporte
à Prestes. A Revolução de 1930: essa desavença entre as oligarquias de São
Paulo e Minas foi acompanhada da organização de uma outra frente, formada por
políticos de outros estados, como Rio Grande do Sul, Pernambuco, Paraíba e Rio
de Janeiro. Essa frente ficou conhecida como Aliança Liberal, ou AL. O objetivo da
AL era lançar candidatos à presidência e à vice-presidência que viabilizassem uma
alternativa ao joguete oligárquico. Os candidatos em questão, para disputar as
eleições de 1930, eram Getúlio Vargas, presidente do Rio Grande do Sul (para a
presidência), e João Pessoa, presidente da Paraíba (para a vice-presidência). A
Revolução de 1930 evidenciou que nas eleições de 1930, venceu o candidato Júlio
Prestes, apoiado pela elite de São Paulo, com vários indícios de fraude eleitoral,
Getúlio Vargas e os políticos do Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Paraíba ficaram
muito insatisfeitos. A Revolução de 1930, pontos relevantes: em julho do mesmo
ano, o candidato a vice-presidente de Getúlio Vargas, o paraibano João Pessoa, foi
assassinado. Estes conflitos eram, entre partidários da Aliança Liberal e defensores
do governo federal. A Revolução de 1930, pontos relevantes: este fato contribuiu
para o clima de insatisfação popular com o governo de Washington Luiz. O clima de
conflitos e forte insatisfação popular em várias regiões do Brasil gerou preocupação
em setores militares de alto comando, que enxergavam a possibilidade de uma
guerra civil no Brasil. A Revolução de 1930, pontos relevantes: A situação do
presidente Washington Luiz era crítica, porém o mesmo não pretendia renunciar ao
poder. Então, chefes militares do Exército e Marinha depuseram o presidente,
instalaram uma junta militar que, em seguida, transferiu o poder para Vargas.
REFLEXÃO BÍBLICA
E A VIDA ETERNA É ESTA: QUE TE CONHEÇAM, A TI SÓ,
POR ÚNICO DEUS VERDADEIRO, E JESUS CRISTO, A QUEM
ENVIASTE”.
JOÃO 17, 3.
FIM