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Flerte e Rejeição em Festa Universitária

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PRÓLOGO

Jennie

— Quer foder?

Meus lábios se inclinaram no meu melhor sorriso foda-me, ficando um pouco sinistro quanto
mais ela demorava para responder. Talvez ela não tivesse me ouvido. Exceto que eu sabia que
ela tinha pelo jeito que o músculo sexy em sua bochecha se contraiu com minhas palavras
ousadas.

Eu provavelmente deveria ter flertado e piscado antes de propor a ela, mas não era eu, e eu
não gostava de rodeios.

Assim que minha paciência quase se esgotou, ela finalmente se virou para mim, ajustando seu
olhar para a mim. Eu era baixinha, mas ela não devia ter mais de 1,65m, lindo corpo e seios
que eu fantasiava lamber desde que a vi parada no canto da festa da fraternidade. Eu a estudei
sutilmente até que a curiosidade tomou conta de mim, e tinha que saber se ela era grande em
outro lugar, porque eu notei que ela tinha algo a mais.

Eu quase podia sentir o gosto do sal em sua pele. Deslizei minha língua ao longo dos meus
lábios em antecipação e fui recompensada quando seus olhos pousaram lá primeiro. Então,
finalmente, porra, finalmente, eles levantaram para os meus olhos. Do outro lado da sala, eles
pareciam escuros, mas a menos de 30 centímetros de distância, eles clarearam para um
castanho, mal contornados com um marrom profundo que combinava com meus olhos.

Foi o destino.

Eu senti seus olhos em mim a noite toda, e estava pronta para sentir suas mãos também.

Ela seria macia? Dura? Ou ela...

— Não, obrigado.

Como um disco parando, minhas fantasias tropeçaram no obstáculo imprevisto e começaram a


bater.

— Com licença? — Certamente, eu ouvi errado.

— Não. Obrigado.

Sua resposta profunda e retumbante envolveu meus sentidos, enviando arrepios pela minha
espinha, apenas servindo para me irritar mais do que sua resposta chocante já fez. Tentando
esconder minha reação, enrijeci, puxando meus ombros para trás e parecendo tão majestosa
quanto todas as aulas de etiqueta me ensinaram.

— O que você quer dizer, não, obrigado?


Seus lábios, aqueles lábios perfeitamente moldados, se curvaram no sorriso mais delicioso que
eu já vi em uma mulher.

— Você não ouve isso com muita frequência, não é?

— Nunca.

Eu era Jennie Kim. Ninguém me rejeitava. Se eu quisesse você, eu tinha. Eu não disse isso com
arrogância, mas com confiança. Eu era quente, e sabia disso. Estava na faculdade há dois anos,
e trabalhei meu caminho através da população do campus, procurando por quem eu
considerava digno.

E esta espécime diante de mim gritou mais do que digna. Sua atenção ao longo da última hora
acariciou ao longo da minha espinha, quase me implorando para vir buscá-la. No entanto, lá
estava ela, me rejeitando.

— Desculpe ser a seu primeira. — Ela se desculpou.

— Não precisa. — Eu disse, revirando os olhos para escanear a sala. — Vou encontrar alguém
melhor.

— Duvido. Eu sou a melhor.

Voltei minha atenção para ela, odiando que tivesse uma reação minha. Odiando que sua
confiança só a tornasse mais sexy.

— Muito arrogante?

— Apenas honesta.

Com uma zombaria, forcei meu olhar para longe novamente. Do outro lado da sala, vi minha
saída quando minhas melhores amigas, Hyunji e YoonA, apareceram. — O que seja. Eu tenho
coisas melhores para fazer. Tchau.

Afastando-me, acenei com a mão como se estivesse enxotando-a, e odiei isso, mesmo que eu
não voltasse, sabia que ela estava me observando com o mesmo maldito sorriso.

— Idiota. — Murmurei.

— Quem é uma idiota? — Hyunji perguntou, dedilhando o colar de pérolas que ela nunca
tirou.

— Aquela garota lá atrás.

— Por que ela é uma idiota? — Perguntou YoonA. Por um segundo, os olhos calmos da minha
amiga brilharam tão ardentes.

— Eca. Ela me rejeitou.

Ambos os pares de olhos dispararam para mim, arregalados, refletindo o mesmo choque ainda
reverberando através de mim. Eu conheci Hyunji e YoonA no início da faculdade, e nos demos
bem, complementando uma à outra perfeitamente. Em todo o tempo que eu as conhecia,
nunca tinha encontrado alguém que eu queria que me recusasse.

— Tipo, ela sabia que você o queria? — Perguntou YoonA.

— Ah, sim. Eu claramente perguntei a ela se queria foder.

— Jesus, Jen. — Hyunji repreendeu, suas bochechas agora pegando fogo.

Dei de ombros, tentando ser indiferente quando era tudo menos isso.

— Que seja. Há um oceano inteiro de peixes. Vou encontrar outra.

Trancando meu sorriso firmemente no lugar, ignorei o calor que me seguiu desde que entrei,
sabendo que era o olhar pensativo da estranha. Ela não existia mais para mim, e fui para a
pista de dança para provar isso.

Uma hora depois, e eu tinha a opção número dois comendo na palma da minha mão. Ela era
tão gostosa quanto a Sra. Arrogante? Não, mas ela era melhor, senão por outra razão, ela teve
a sorte de ter sua mente explodida por mim. Eu a arrastei escada acima e fui para uma porta
aleatória, esperando encontrá-la vazia. Sua língua trabalhou contra meu pescoço, e eu já tinha
planos para isso em outro lugar. Um arrepio deslizou pelo meu corpo quando abri a porta. Nós
tropeçamos, apenas para encontrá-lo ocupado por um casal contra a parede.

Em vez de congelar, outra injeção de adrenalina me atingiu com mais força. Uma perna longa
enrolada na cintura da outra mulher enquanto sua mão trabalhava entre as pernas dela.
Parecia que estavam apenas começando, e eu poderia descer para um pouco de voyeurismo.

Pelo menos, pensei que poderia até a porta se fechar, puxando a atenção da mulher por cima
do ombro, e os familiares olhos castanhos bateram em mim.

— Que porra é essa? — Gritei. Como ela ousa.

As sobrancelhas da mulher se ergueram.

— Ei. — A garota gritou de volta, abaixando a perna para ficar alta e indignada. Bastante
impressionante, considerando que seu vestido ainda estava pendurado na cintura.

— Desculpa por interromper. Você é deslumbrante e absolutamente linda. Quero dizer, esses
peitos. Eu poderia ter uma noite selvagem com você qualquer dia. — Eu disse com uma
piscadela. Então mudei minha atenção de volta para a arrogante, deixando meu sorriso cair. —
Mas que porra é essa?

Fiz o meu melhor para construir minhas companheiras, e se eu não estivesse tão perplexa,
teria me sentido mal por bloqueá-la.

— Uh, podemos encontrar outro quarto? — A Opção Dois murmurou atrás de mim.

— Não. Estou ocupada. — Respondi, não me preocupando em me virar e encará-la.


— Tanto faz. — Ela murmurou, saindo. Não que eu me importasse. Eu estava muito focada em
descobrir por que diabos essa garota me recusou.

— Você se importa? — Sra. Arrogante perguntou.

— Sim. Porra, eu me importo.

— Jesus Cristo. — Ela murmurou.

— Agora, me explique por que você obviamente quer foder, mas ainda assim decidiu me
recusar. — O músculo em sua mandíbula tiquetaqueou novamente, e sabia que tinha que
haver uma explicação apenas esperando para sair. Provavelmente uma que ela não queria
admitir, mas caramba, eu precisava saber. Eu só tive que me esforçar um pouco mais para
obtê-la. — Você teria sorte em me ter. Eu sou incrível.

Um gemido retumbou do fundo de seu peito e cresceu até que derramou de seus dentes
cerrados.

— Você já pensou que percebi isso, e é por isso que você não é uma garota aleatória em uma
sala comigo para uma foda rápida?

— O que? — A garota e eu dissemos em uníssono. Embora, seu grito abafou meu suspiro
chocado.

— Foda-se isso. — A garota empurrou a Sra. Arrogante para trás e cobriu o peito.

Antes que ela pudesse explodir, distribuí outro elogio porque eu era tudo sobre mulheres
apoiando mulheres, apesar do fato de que eu a estava perseguindo.

— Você é incrível, a propósito. Não deixe que ela te derrube porque você pode fazer muito
melhor.

Ela estreitou os olhos, mas também deu um aceno de camaradagem e compreensão. Assim
que ela saiu, eu me virei para encontrá-la abotoando as calças.

— Sério, que porra é essa?

Suas palavras se repetiam como um eco, apenas servindo para aumentar minha confusão
quanto mais pensava nelas. Ela não queria me foder porque eu era muito incrível? Eu estava
tão confusa.

— Ouça. — Ela começou, passando a mão pelo cabelo loiro.

Deus, ela era quente.

— Eu vi você do outro lado da sala quase assim que entrou.

— Percebi.

— Muito arrogante?

Ela sorriu, jogando minhas palavras de volta para mim de mais cedo, então retribuí o favor.
— Apenas honesta.

— Bem, quando eu te vi... — Ela respirou fundo e me olhou de cima a baixo, me incendiando
novamente. — Talvez eu tenha percebido que você é mais do que apenas uma foda.

Agora era a minha vez de usar o olhar chocado. Claro, eu tinha muitas pessoas atrás de mim,
mas geralmente era mais sobre sexo. Nunca dei a elas a chance de pedir mais do que disso.
Talvez se esclarecesse isso, pudéssemos seguir em frente.

— Bem, não faço mais do que foder.

Seu rosto franziu como se eu fosse um intenso problema de matemática que ela queria
resolver. Depois de um tempo desconfortavelmente longo, ela finalmente perguntou:

— Você gosta de waffles?

— O que? — Balancei minha cabeça, lutando para processar a pergunta aleatória.

— Waffles. Se eu não posso te foder, então vou comer. — Ela explicou com um encolher de
ombros.

— Você pode me foder o quanto quiser.

— Não. Se eu não puder ter mais, então não vou te foder.

— Ugh. — Gemi. A maneira como ela calmamente desenhou a linha na areia me irritou, mas
waffles soavam bem, e eu estava farta dessa festa. — Tudo bem. Alimente-me com waffles.

— Incrível. — Se eu achava que seu sorriso era uma força a ser reconhecida, não era nada
comparado ao sorriso completo que quase me derrubou. Droga.

— Vamos então.

— Espere. Qual o seu nome? — Perguntei.

— Perguntei-me se você chegaria a isso.

— Jogando duro para conseguir?

— Não. Eu sou muito fácil.

— Poderia ter me enganado. — Brinquei.

— Eu sou Roseanne.

— Jennie.

— Bem, Jen, vamos comer.

Meu apelido saiu de sua língua sem que eu dissesse a ela que era assim que meus amigos me
chamavam. Eu gostei. E com menos hesitação do que deveria, eu a segui, enviando uma
mensagem rápida para as meninas.
Ficamos em silêncio além do básico de comer fora. O que você está recebendo? Qual é a sua
coisa favorita aqui? Como você prefere o seu café? Você gosta de limão na sua água? Eu queria
me decepcionar com o rumo dos acontecimentos, mas quando o waffle salgado, amanteigado
e doce atingiu minha boca, não me arrependi de nada.

— O que estamos fazendo? — Perguntei com a boca cheia de waffle.

Ela bufou uma risada com a minha pergunta murmurada, tomando o tempo para terminar sua
mordida antes de responder.

— Estamos nos tornando amigas.

— Amigas?

— Sim. Agora sei que você gosta de waffles de canela, café tão preto quanto sua alma e sem
limão em sua água. Estamos nos conhecendo.

— Sim, eu aprendi que você é teimosa como o inferno.

— Eu posso ser. O que mais?

— Você gosta de waffles de mirtilo desagradáveis, uma preferência levemente boa de café
com creme mais do que suficiente, mas sem açúcar, e gosta de uma quantidade obscena de
calda em seus doces. — Disse, encolhendo-me com a bagunça em seu prato.

— Vê. Amigas. — Exclamou com orgulho. — Pessoas que se gostam, mas não fodem.

— Eca. — Recusei a explicação porque eu não tinha certeza se haveria um momento em que
não queria foder essa mulher. Ela era cada fantasia que ganhava vida.

— Você obviamente não tem amigos.

— Com licença, tenho muitos amigos. Idiota.

Ela ergueu as mãos, rindo.

— Está bem, está bem. Você não tem amigos que você já quis fuder. — Ela especificou.

— Verdade. — Concedi.

— Legal. Então serei eu quem mostrará as cordas, agora me passe o bacon.

— Porra, não. Eu amo bacon. — Eu disse, pegando o pedaço e enfiando na minha boca antes
que ela pudesse alcançá-lo.

— Você é a pior amiga de todos os tempos. — Disse Roseanne, rindo.

— Ah, espere. Eu vou te mostrar.

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