Marx (Século XIX)
Influências
Hegel (1770-1831)
Dialética Hegeliana;
Desenvolvimento do espírito absoluto;
Desdobramento da razão a partir de uma
dialética entre tese, antítese e síntese.
Influências
Feuerbach (1804-1872)
Materialismo;
Antropologia naturista.
Materialismo Histórico
Início de século XIX- saída do feudalismo e
surgimento de duas novas classes da
sociedade capitalista.
Marx propõe que a dialética hegeliana
deveria ser o princípio dinâmico do
materialismo.
Sociedade Civil como a esfera das
necessidades e relações materiais dos
indivíduos.
Premissas do Materialismo
Histórico
“As premissas de que partimos não são arbitrárias,
não são dogmas, são premissas reais, e delas só
se pode abstrair na imaginação. As nossas
premissas são os indivíduos reais, a sua ação e
as suas condições materiais de vida, tanto as
que encontraram como as que produziram pela
sua própria ação. Estas premissas são, portanto,
verificáveis de um modo puramente empírico.”
(MARX, A Ideilogia Alemã, 2006, p.17)
O trabalho
“Antes de tudo, o trabalho é um processo entre o
homem e a Natureza, um processo em que o homem,
por sua própria ação, media, regula e controla seu
metabolismo com a Natureza. Ele mesmo se defronta
com a matéria natural como uma força natural. Ele põe
em movimento as forças naturais pertencentes a sua
corporalidade, braços e pernas, cabeça e mão, a fim
de apropriar-se da matéria natural numa forma útil
para sua própria vida.” (MARX, O Capital, livro I, p.297)
Modos de produção capitalista: a
burguesia e o proletariado
“A produção capitalista começa, como vimos, de fato apenas onde
um mesmo capital individual ocupa simultaneamente um número maior
de trabalhadores, onde o processo de trabalho, portanto, amplia sua
extensão e fornece produtos numa escala quantitativa maior que antes.
A atividade de um número maior de trabalhadores, ao mesmo tempo,
no mesmo lugar (ou, se se quiser, no mesmo campo de trabalho), para
produzir a mesma espécie de mercadoria, sob o comando do mesmo
capitalista, constitui histórica e conceitualmente o ponto de partida da
produção capitalista.” (Idem, p.439)
Acúmulo de capital e expropriação.
Composição orgânica do capital e parque
industrial de reserva.
Ideologias: funcionam como uma
consciência equivocada da realidade; são a
expressão de situações e interesse
radicados nas relações materiais, de
caráter econômico.
Alienação: processo que possibilita a
expropriação, o desapossamento do
proletariado, a partir do princípio da
propriedade privada.
Queda da taxa de lucro e diminuição da
acumulação e da expansão da produção.
Incompatibilidade entre desenvolvimento das
forças produtivas e as “relações de produção”.
“O modo de produção capitalista cai aqui em numa
nova contradição. Sua missão histórica é o
desenvolvimento implacável, em progressão
geométrica, da produtividade do trabalho humano.
Mas ele trai essa missão histórica quando, como
ocorre nesse caso, opõe-se ao desenvolvimento da
produtividade, freando-a. Com isso, ele só
demosntra que esse modo de produção está
decrépto e cada vez mais próximo de desaparecer.”
(MARX, O Capital, livro III,2017, p.301-302)
“O monopólio do capital torna-se um entrave
para o modo de produção que com ele, e sob
seus auspícios, cresceu e prosperou. A
socialização do trabalho e a centralização de
seus recursos materiais chegam a um ponto em
que não podem mais caber em seu invólucro
capitalista. Este invólucro se despedaça. Soou
a hora da propriedade capitalista. Os
expropriadores são, por sua vez, expropriados.”
(MARX, livro I, Tomo II, p.381)
Comunismo: o reino da liberdade.
Necessidade X liberdade.
Revisão
Desenvolvimento das forças produtivas e das
relações entre os homens: fatores dinâmicos
de transformação da sociedade.
Sociedade civil cria o Estado.
Estrutura de Classes.
Forças produtivas em colapso e
transformações sociais.
Revoluções e o fim do processo no reino da
liberdade.
Questões
As relações entre os homens são de cunho
materialista?
A cultura seria derivada destas relações?
referências
MARX, K. A Ideologia Alemã: teses sobre Feuerbach.
São Paulo: Centauro, 2006.
________. O Capital: crítica da economia política.
(col. os economistas). São Paulo: Editora Nova
Cultura, 1996.
________. O Capital: crítica da economia política.
Volume II (col. os economistas). São Paulo: Editora
Nova Cultura, 1996.
________. O Capital: crítica da economia política.
Livro III. 1º ed. São Paulo: Boitempo, 2017.