Sobre crushs, ex-
namorados e cafas
Prefácio
A maioria das pessoas que se deparam com esse título
pensam: "mina louca, quem vai comprar um livro
desse? Toda mulher que ter um namorado, ora bolas!".
Por incrível que pareça, eu nunca quis ter um
namorado e olha o resultado: tive 8 namorados e tenho
apenas 25 anos!
Já ouviu aquela frase: "quanto mais você quer uma
coisa, menor a chance de acontecer"? É bem verdade
isso. Tenho várias amigas que sonham em arrumar um
namorado e acabam sozinhas e frustradas.
Ao longo deste livro você irá conhecer tanta coisa a
respeito da minha vida amorosa que na última página
irá se sentir muito meu/minha amigo(a). E vai indicar
para outros(as) amigos(as) contrariando a lógica do
"quem irá comprar um livro desse?".
1. Como tudo começou
Eu tinha 6 anos e estava na antiga primeira série. Estudava
em uma escola pública e era muito tímida. Na minha sala o
meu primeiro amor: Wagner. Era nitidamente bem mais
baixo que eu (sempre fui a mais alta da turma), tão tímido
quanto e lindo.
"Menina louca, sem nocão, 6 anos apaixonada?". Sim,
comecei cedo. Tá explicado agora o porque de tantos
namorados. Mas calma, não rolou nenhum beijo, nem
selinho, nem pegar na mão, nada de nada. Tudo na pureza
da infância como deve ser.
Esse "amor" perdurou por alguns anos. Com 12 anos veio
o ápice. Todas as minhas amigas sabiam da
paixão platônica e resolveram agir: marcaram numa das
festas das escolas de nos beijarmos pela primeira vez
(tanto eu, quanto ele). Não deu certo, obvio. Ele não quis.
Na época lembro que sofri um pouco, mas foi um
sofrimento gostosa.
Primeira decepção a gente nunca esquece.
E a história mudou de figura, o "amor" aumentou. Um fato
importante sobre mim: geralmente gosto sempre de quem
me faz sofrer. Se for correspondido eu não quero.
Ainda com 12 anos comecei a "persegui-lo", minha
primeira "perseguição". Tiveram tantas outras... Enfim,
sempre passava na porta da casa dele quanto voltava da
escola, e o caminho era completamente contra mão.
Quando passava e ele estava na porta o coração acelerava.
Fiz isso durante um bom tempo.
E foi assim que começou. Mas nunca, jamais, nos
envolvemos nessa vida. Quando estava bem mais velha
(com uns 17 anos), ele bem que tentou alguma coisa, mas
quem não quis fui eu (melhor sensação da vida).
2. O primeiro beijo
Ah, o primeiro beijo... Melhor coisa que pode acontecer
na vida de uma adolescente... Só que não! Pra mim foi
terrível, vergonhoso e tenebroso.
Quase todos os domingos, ainda com 12 anos, ia na
primeira missa do dia com uma amiga, geralmente às 7
horas da manhã. Um belo dia na missa vi um menino
que julgava maravilhoso e de olhos azuis. O intitulei de
TDB(tudo de bom) da missa, essa gírias da época me
matam de vergonha. Comecei a desenvolver um amor
platônico pelo moço, mais um! E a cada domingo
sentava cada vez mais próximo dele.
- Uma pausa para uma explicação: Nesta época estava
estudando em uma escola particular e sofria muito
bullying por ser gorda, pobre, sem sobrenome legal.
Era terrível. E pra piorar era super ingênua, achava que
meus colegas de turma eram meus amigos. Doce
ilusão. Logo mais você irá entender. -
Um belo dia contei para alguns "amigos" da sala que
gostava desse garoto e que o achava lindo. Para meu
azar alguns o conheciam e zoeira vocês já imaginam,
mais um motivo para o bullying.
Entretanto uma colega de turma resolveu agir e me
apresentar o tal garoto em uma festa junina de uma
outra escola. Pedi minha mãe para me levar nesta
festa junina, me recordo até a roupa que estava: uma
saia jeans escura, uma blusa jeans escura conjunto
com a saia e uma blusa preta por baixo. Pior que
achava que estava arrasando, gorda e com uma roupa
dessa, devia tá um show de horror.
Cheguei na festa e encontrei a tal colega de turma.
Não demorou muito e ela já chegou o garoto e me
apresentou. O nome do cidadão? Jonilson. Não ria, isso
é caso de chorar. Por fim fomos para algum canto
escuro da rua próximo a escola e aconteceu o primeiro
beijo da minha vida. Que horror, coisa molhada,
melequenta, esquisita, não sabia se deixava a língua,
se tivava, não sabia nada.
Não sei de onde tiraram que o primeiro beijo era bom.
Não é bom e não gostei. Foi estranho e com uma
pessoa de nome estranho. Não me arrependo, mas
também não me orgulho.
Vi o tal Jonilson, ou melhor, TDB da missa, outras
vezes, mas nunca mais ficamos. Bastou um beijo para
que eu desiludisse do rapaz.
3. Vida de solteira pós primeiro beijo
Não foi fácil chegar na escola no outro dia e aguentar a
zoeira dos meus "amigos" de classe. Mas sobrevivi. E meu
segundo beijo rolou justamente por causa de um colega de
classe. O nome do bendito: Moisés. Só homem com nome
estranho essa mina pegou. Fui eternamente zoada por
causa desse meu segundo beijo, e ainda fui pra frente, falei
com o coitado do garoto: "você não sabe beijar" - falou a
experiente que estava dando seu segundo beijo.
Os outros beijos não me recordo bem a ordem. Mas teve
um rapaz em um pousada que fiquei com meus pais que
tinha um piercing na língua; tiveram rapazes de um grupo
da igreja que participava; mas nenhum desses rapazes
renderam boas histórias... É importante lembrar que tinha
13 anos ainda.
E teve um que foi marcante e começou o meu tormento:
Netinho. Estudava na mesma escola que eu, mas era uns 6
anos mais velho. Ficamos numa noite, provavelmente após
algum encontro do grupo da igreja.
- É importante lembrar que eu tinha 13 anos e meus pais
não me deixavam sair para lugar algum, exceto para
eventos do grupo da igreja, e era nestes momentos que
aproveitava para, digamos, treinar o meu beijo. -
Voltando ao Netinho. Ficamos e foi legal, antes de ficarmos
já era amiga de todos os amigos dele, estudavam todos na
mesma sala. Mas um dos amigos dele, em especial, me
chamou mais atenção. Tocava violão, teclado, cantava
super bem, participava de uma banda chamada RG 6,
gostava de ajudar as pessoas e era incrivelmente gente
boa.
Um dia em um evento do grupo da igreja que estava
ajudando pessoas carentes ele me chamou ainda mais
atenção. Pronto, já tava apaixonada.
Posso dizer que ele foi o meu primeiro amor de
adolescente. Ele também foi o meu primeiro namorado,
mas isso é assunto para o próximo capítulo.
4. Primeiro namorado: Ricardo
Já comecei a contar a história no capítulo anterior... O
moço pelo qual me encantei chamava-se Ricardo. Sobre o
nosso primeiro beijo: eu forcei a barra. Era completamente
sem noção e praticamente "cheguei" no rapaz.
Antes do beijo rolou a paquera. Eu morava há uns 5 km da
escola e ia sempre de bicicleta, mas o moço ia a pé. Eu
comecei a ir a pé para ir e voltar perto dele. Depois de
várias indiretas ficamos numa manhã voltando da escola,
era dia 13 de Abril de 2004, Dia do Beijo. Não me esqueço
disso, lembro todos os anos.
Não demorou muito eu forcei o rapaz a namorar comigo.
Forcei mesmo. Minha mãe descobriu e colocou na minha
cabeça que tinha que fazer o rapaz pedir meu pai para
namorar comigo, para que não namorássemos escondidos.
Tentei explicar minha mãe que não era um namoro, mas
acabei caindo na pilha e praticamente obriguei o coitado a
pedir meu pai para namorarmos. Isso com nem um mês da
primeira vez que nos beijamos.
Um belo dia ele foi na minha casa pedi o meu pai. Meu pai
correu com ele e disse que nunca me deixaria namorar.
Que eu era muito nova. E era mesmo gente, tinha 13
anos!
Fiquei com muita raiva, mas continuei namorando
escondido. Depois de muito as pessoas falarem na cabeça
do meu pai, ele liberou o namoro por medo de que
namorar escondido seria pior.
Durante esse relacionamento eu e esse então namorado
fomos em muitos eventos da igreja juntos, ele me deu um
cartão que guardo até hoje, dei a ele uma corretinha com
metade de um coração, eu usava uma, ele outra; ele me
deu flores no dia dos namorados; cantava pra mim sempre
músicas do roupa nova; ele e os amigos iam praticamente
todos os finais de semana pro sítio do meu pai e era muito
bacana, foi a melhor parte da minha adolescência, com
certeza. Muitas noites fazendo luau com violão, tamborim,
sem um pingo de álcool... Era tudo excelente e até hoje
tem um carinho muito grande pelos meninos.
Nesses eventos da igreja chegou o mês de julho e teria
uma quadrilha, ele seria meu par. Ensaiamos por quase um
mês. Tinha tudo para dar certo e ser legal. Aluguei vestido,
me vesti de jeca, fiz maquiagem com direito a pintinhas,
comprei chapéu...
Era um sábado, ensaiamos na tarde deste sábado. Ele teve
todas as oportunidades que existem para me contar que
ele iria me deixar plantada. Mas não contou. Exatamente
no dia e na hora da quadrilha ele foi tocar em um
casamento e me deixou plantada, toda arrumada para
dançar quadrilha. Acho que foi a primeira frustração que
tive na vida. Como eu chorei, como eu sofri.
Conversamos na semana seguinte e ele me pediu um
tempo. Como eu era idiota, muito idiota aceitei. Passaram-
se uns 20 dias e nada dele falar comigo. Achava que íamos
voltar a namorar. Doce ilusão! Procurei por ele pra falar
sobre o tal tempo e ele deixou claro que tinha acabado. Foi
a minha primeira dor de cotovelo.
O relacionamento não durou nem 3 meses direito, mas tirei
uma grande lição: não ser tão intensa. Pergunta se
mudei?...
5. Vida de solteira pós primeiro
namorado
Minha vida de solteira pós primeiro namoro foi bem
agitada, viu?! Acho que sempre é, né. Viajei, curtir festas,
aprendi a beber, conheci pessoas novas...
Nessa época tinha 14 anos. Em Outubro fiquei uma semana
em Porto Seguro e fui em vários shows de rolaram e beijei
exatos 132 homens. Apostei com uma amiga quem beijava
mais, e olha que quem ganhou foi ela! Ou seja, beijei
pouco. Foi uma das maiores loucuras sem sentido que fiz
nada vida. Mas também não me arrependo de nada.
Ainda nessa época fiquei com outras pessoas do grupo da
igreja, fiquei com alguns amigos do meu ex na tola
esperança de atingi-lo, descobri que algumas das minhas
amigas do grupo da igreja não eram tão amigas assim,
quase morri de ciúmes do meu ex quando vi ele com uma
moça muito da safada, fui em algumas festas, comecei a
beber...
Durante este tempo que fiquei solteira aproveitei ao
máximo e não estava procurando um namorado. O coração
tava tranquilo sem gostar de ninguém. Minha vida solteira
sempre foi muito mais feliz que namorando. Aprendi
namorando que não nasci pra isso. Acredito que isso seja
um dom e gostaria de passa-lo para frente, por isso resolvi
escrever este livro.
Quem não quer namorar, vai aprender exatamente como
deve ser comportar para isso. Quem quer namorar vai
entender que é preciso não esperar por um namorado
ou simplesmente vai aprender como não se comportar
quando finalmente conseguir um namorado.
Voltando ao foco, no próximo capítulo vocês iram conhecer
meu segundo namorado, que inclusive vai casar este ano.
6. Segundo namorado: Leandro
Esse foi o meu segundo namorado: Leandro. Estudava na
sala do meu ex. Não era tão amigo assim do meu ex, mas
tinham uma proximidade. O Leandro ficava com uma
amiga minha na época e não sabia, isso gerou um
desconforto.
Ainda tinha 14 anos. Era aniversário do meu pai, dia
18/11/2004. Eu e o Leandro já tínhamos interessado um
pelo outro na escola e acabamos marcando de encontrar
esse dia após a minha academia.
- Mais uma pausa: nessa época além de poder frequentar
grupos da igreja, podia frequentar academia. Mais um
forma de escapar das meus pais. Adolescente é fogo! -
Lembro que foi bem rápido pois como era aniversário do
meu pai íamos sair pra comemorar. E desde então fomos
nos encontrando sempre, e sempre. Mas eu, muito
ciumenta, implicava que ele tivesse algumas amigas.
Acabamos brigando muito por causa disso e resolvemos
terminar alguns dias depois. Até hoje tenho o e-mail que
ele me enviou desejando feliz ano novo, e uma frase
marcante que nunca vou esquecer foi dita: "pena que o seu
ciúmes foi maior que a sua vontade de aprender a gostar
novamente".
Pouco tempo depois voltamos a namorar, não me lembro
bem porque, mas voltamos. Namoramos durante 8 meses
no total.
Paralelo ao nosso relacionamento, a minha melhor amiga
Isabela iniciou um relacionamento também. O escolhido
era Jefferson, uma das pessoas de mais bom coração que
conheci nesta vida. Começamos a sair muito os 4 juntos, a
fazer jantares juntos, tudo junto.
Meu relacionamento com o Leandro começou a ficar
conturbado. Eu amava Rebelde, minha vida era Rebelde.
Ele ia pra minha casa e eu ficava vendo a novela. Ele ficava
irritado, mas poxa, eu tinha 14 anos. Com o tempo fomos
brigando cada vez mais, ele começou a me tratar de uma
forma que não tratava antes. Começou a exigir que eu
fosse vaidosa, me arrumasse melhor. Nunca fui vaidosa,
apesar do meu signo ser de leão.
No dia dos namorados ele me deu uma aliança de
compromisso, mas já tava tão desgastado que não me
empolguei muito.
No dia seguinte ao dia dos namorados, o Jefferson
(namorado da minha amiga), foi na minha casa para contar
que ele e minha amiga haviam terminado. Na realidade ela
terminou com ele porque não gostava tanto dele, segundo
ela disse na época. E pra minha surpresa o Jefferson levou
um presente para mim, eram alguns acessórios do
Rebelde. Gostei muito da atitude e contei que eu o Leandro
não estávamos bem.
Uns dias depois o Jefferson foi à minha casa e disse que
precisava confessar algo. Disse que quando contava os
casos para a mãe dele, ele sempre falava mais de mim do
que da ex, a mãe dele falou: "você percebeu que você fala
mais da Tati do que da Isabela? Percebe que isso pode ser
amor?". Pronto, confessou que estava apaixonado por mim.
Ele, diferente do meu ex, apoiava meu amor por Rebelde,
sempre me elogiava pela beleza mesmo quando estava
dessarumada e nunca me exigiu vaidade.
Como o meu relacionamento com o Leandro estava
péssimo, resolvi terminar de vez e dar uma chance ao
Jefferson.
7. Vida de solteira pós segundo
namorado
Eu e o Leandro terminamos na época da Copa do
Mundo de 2005.
Sempre que tinha jogo do Brasil era festa na minha cidade
e todos iam pra rua. O único dia que meus pais me
deixaram sair para rua foi o dia que o Brasil perdeu para
Alemanha. E foi nesse dia que fiquei com o Jefferson a
primeira vez. O Leandro estava lá e ficava encarando... E
como sofri muito namorando com ele, já não sentia mais
nada.
Eu fiquei com o Jefferson exatamente no mesmo local onde
dei meu primeiro beijo (com o Jonilson/TDB da missa). Mas
dessa vez foi ótimo. Eu e ele tínhamos muita química. Mas
nem tudo são flores... A minha amiga que namorava ele
ficou puta comigo e até ficamos um tempo sem conversar.
Nunca entendi muito bem isso, ela disse que não gostava
dele e achei que não teria nenhum problema. Enfim, hoje
continuamos melhores amigas. Aquele papo: homem vai,
amigos ficam!
Bom, eu e o Jefferson ficamos juntos por uns 2 meses.
Inclusive no meu aniversário de 15 anos estava com ele,
mas não chegamos a nos envolver neste dia pois meu pai
correu com ele da festa por ciúmes. Meu pai nem sabia de
nada, mas resolveu correr com todos os homens porque
tava bem bêbado! Fiquei muito puta na época, mas hoje
entendo perfeitamente um bêbado.
Mas a medida que ficávamos ele queria assumir, queria
levar a sério, e eu só queria curtir minha liberdade. Não
estava afim de emendar um namoro no outro, queria curtir
a vida de solteira.
Curti muito minha solterisse. Em janeiro de 2006 tive meu
primeiro porre com bebida, fui à uma festa na casa de um
amigo de uma amiga. Era um dia que estava tendo festa
numa cidade vizinha e não podíamos ir porque nossos pais
não deixaram. Na época a sensação era o CD Pancadão do
Caldeirão do Huck. Até hoje quando esculto essas músicas
me lembro dessa festa na qual me jogaram em baixo da
ducha que ver se curava a cachaça... As músicas nunca
esquecerei: Adultério, Copo de Vinho, Pernão Sarado...
Bons tempos!
O CD em questão!
Foi uma época muito feliz. Fui em várias festas, conheci
várias pessoas, peguei e não me apeguei a ninguém, fiz
vídeos e postei no Youtube...
Hoje só me restaram lembranças, pois as fotos perdi com
uma formatação do computador antigo. Muito triste! O que
me consola é que desde 2005 escrevia nas minhas
agendas como se fossem diários... Tenho 5 agendas, 2005
à 2010 contados em detalhes cada dia. É maravilhoso ter
esse tipo de lembrança!!
Tudo estava muito bem e eu não queria um namorado! E
então... Próximo capítulo!!
8. Terceiro e Quarto namorado: Felipe e
Gleisson
Você deve estar se perguntando porque raios misturei dois
capítulos em um só. Logo menos você irá entender e me
julgar. Mas outra coisa da qual não me arrependo vocês
estão para descobrir.
Em julho de 2006 fui para o forró de Lassance, tinha 15
anos. Fui com meus pais e em algum momento sai para
andar com minhas amigas. Me lembro ainda a localização
que vi o Felipe pela primeira vez, foi amor a primeira vista
e foi completamente reciproco. Estava passando pelo
cruzamento da linha do trem e ele passou com o primo
Bernard, que era da minha sala e meu amigo, parei
para cumprimentar o Bernard e meus olhos se cruzaram
com os dos Felipe foi ai onde tudo começou.
Neste mesmo dia ficamos nessa festa, escondido pois
meus pais estavam lá, numa casa abandonada próximo ao
cruzamento do trem que nos conhecemos.
Um beijo sem explicação. Uma sensação de ter achado a
pessoa certa que nunca havia sentido antes... Era amor,
era paixão, era pra ser.
Só que ele morava em Montes Claros e ia para Lassance
passar as férias com a família. Ele fazia cursinho em
Montes Claros e estava na dúvida se iria cursar Direito ou
Agronomia.
Ficamos no dia dessa festa e ele foi para minha cidade no
forró da palma na última semana de Julho. Ficamos juntos
a festa toda e na hora dos fogos nunca irei esquecer a
maneira como ele se declarou pra mim. Neste dia ele me
deu rosas, me tratou de uma maneira que homem algum
tinha me tratado.
Eu estava completamente apaixonada e ele também. Ele
acabou sendo o meu primeiro homem e foi o momento
mais mágico das nossas vidas, pois também era a primeira
vez dele. Sinto, ainda hoje e apesar de tudo, um amor por
ele que não sei explicar. Ele foi o melhor namorado que
tive e se algum dia puder voltar a atrás e namorar alguém,
esse alguém seria ele.
Ficamos juntos por uns 6 meses. Nesse tempo ele foi o
melhor namorado do mundo, me enviou flores, tele
mensagens, mandou depoimentos maravilhosos no extinto
Orkut, assumimos o relacionamento na mesma rede social.
Tínhamos os planos de casar em 2018. Ainda sonho com
esse ano e lembro dele. Mas eu tinha que pôr tudo a
perder!
Ele foi um ótimo namorado e eu fui a pior namorada que
um homem pode ter. Nos 6 meses de relacionamento, vi
ele 4 vezes apenas. E como ele me dava muito valor
comecei a não querer mais tanto assim... Aquela lógica que
já falei: apaixono com quem não me quer!
Em Outubro conheci o Gleisson em uma festa. O Gleisson
foi o cara mais cafajeste que passou pela minha vida e um
dos que eu mais gostei. Ainda namorando o Felipe,
comecei a me envolver com o Gleisson. O Gleisson me
pediu em namoro e eu aceitei, mesmo tendo um
relacionamento.
Ele não sabia disso. O Felipe não sabia disso. Levei uns 2
meses os dois relacionamentos sem um pingo de pudor e
vergonha.
Obvio que nada ficar escondido. Um dia o Felipe me ligou e
o Gleisson atendeu. Eles se perguntaram quem era e
responderam juntamente que eram meu namorado. Perdi
os dois!
Conversei com o Felipe e tentei explicar o ocorrido. Ele me
perdoou e queria até voltar, mas eu gostava e ainda gosto
é de sofrer. Corri muito atrás do Gleisson, ele não queria
me perdoar. Gleisson me ignorou, Gleisson me tratou mal,
Gleisson me iludiu, Gleisson voltou comigo pra sacanear,
Gleisson me traiu inúmeras vezes. E quanto mais ele fazia
isso, mais eu gostava. Eu não merecia o Felipe, o Felipe
não me merecia. Mas eu mereci o Gleisson e todo o mal
que ele me causou.
Fiquei com o Gleisson por uns 2 meses e logo terminei pois
já estava insustentável namorar sozinha.
O Felipe? Bom, quando acabei com o Gleisson percebi a
burrada que fiz e fui atrás dele. Ele me quis mesmo assim.
Como pode um homem desses? Até hoje não entendo.
Não assumimos nenhum relacionamento. Iriamos esperar
um tempo. Então nesta fase da vida eu estava solteira,
porém ficando sério com o Felipe.
8. Vida de solteira pós terceiro e quarto
namorado
Bom... Em Janeiro de 2007 eu ainda estava com o
Felipe. Estávamos ficando sério. Mas antes disso eu tinha
que ser mais sacana, tava pouco o que já fiz com ele!
Em Dezembro comecei a me envolver com o André. Um
outro cafa que passou pela minha vida e perdurou alguns
anos. André era 2 anos mais novo que eu, André fazia uma
hora comigo sem base, André só ficava comigo escondido,
André namorava. Tudo errado, tudo, tudo, tudo errado.
Ficamos por vários finais de semana.
Mas em janeiro o Felipe resolveu vir me visitar... O Felipe
veio e me tratou como uma princesa mesmo eu não
merecendo. Eu tive nojo de beijar o Felipe. Eu tinha nojo
que ele encostasse em mim. O motivo? Ele me dava valor.
Tenho alergia de ser bem tratada. Só pode.
O Felipe veio e ficou uma semana. Nessa uma semana eu
inventei desculpas de que meus pais não me deixariam
sair. - Em outrora da vida nada me impedia de encontrar
meus paquerinhas. Era grupo da igreja, era academia...
Nada me segurava. Pra você ver como pode existir uma
mulher dissimulada... -
Encontrei com ele duas vezes somente. E no dia que sai
com ele a primeira vez fiz questão de passar em frente ao
bar que o André jogava sinuca todas as tardes com os
amigos. O Felipe, inocente, não sabia de nada. O André
gritou: "é corno, e é sócio!!". Ele ficou sem entender, mas
foi procurar saber e descobriu do meu envolvimento com o
André.
O Felipe acabou o minimo que tínhamos de
relacionamento, mas continuamos conversando no telefone
quase todos os dias, porque acho que ele não tinha muita
vergonha na cara também.
E eu continuei pegando o André, e o André continuo
fazendo hora com a minha cara, e eu continuei gostando
dele cada dia mais.
Final de janeiro fui para Montes Claros encontrar uma
amiga e o Felipe ficou no pé querendo
que encontrássemos. Nos encontramos e não foi diferente:
fui tratada como princesa. Mas neste mesmo dia disse uma
frase pra ele que ele se lembra até hoje: "não confie em
nenhuma mulher. Mulher não presta!". Acho que eu
consegui abrir os olhos dele para que ele percebesse quem
eu era.
O Felipe enfim passou no vestibular de agronomia e fez
uma enorme dedicatória pra mim, falando que fui eu quem
o ajudou a conseguir. Maldita hora que ele passou nesse
curso. Ele conheceu na sala dele uma tal de Naiara, eles
namoraram do primeiro até o quinto ano da faculdade.
Ele e Ela eram só amor. Eu era obrigada a ver aquilo no
orkut. Sim, eu dei valor depois que perdi. Sofri igual uma
cachorra, Jorge e Mateus, Só Pra Contrariar... Escutava as
músicas e chorava feito criança.
Eu sofri muito. Eu queria ter ele. Eu amava ele. Mas
descobri isso muito, muito, muito tarde.
Eu fiz um fake no orkut para conversar com a Nayara e
causar intriga. E causei muitaaa intriga no namoro deles.
Eu fui pra Montes Claros e fui atrás dele mesmo sabendo
que ele estava com ela. Eu me humilhei, eu tentei de tudo
para que ele me quisesse de volta. Tarde! Ele jogou na
minha cara a tão famosa frase: "não confie em nenhuma
mulher! Mulher não presta!".
Enfim, ele e a Nayara formaram juntos, começaram a fazer
mestrado juntos. Mas acabou durante o mestrado. Mas hoje
ele namora outra moça, linda por sinal. Minha dor de
cotovelo não passou ainda. Se ele quiser voltar comigo, eu
volto. Meu único amor que não passou.
E eu? Eu durante esse tempo que ele esteve na faculdade
vivi muita coisa. Mas voltando a minha vida de solteira
depois dele começar a namorar com a Nayara... Continuei
com o André. Certo momento me envolvi com o Guilherme,
outro cafa. O Guilherme eu gostei muito e ele fez muita
hora comigo. Fiquei uns 3 anos passando na boca do
Guilherme, do André e dos outros amigos deles.
Certeza que nessa época fiquei bem mal falada. Eu não
tinha juízo algum, eu ficava com todos da rodinha porque
achava aquilo legal. Doce ilusão. Da minha vida essa pode
ser uma das partes que me arrependo.
9. Quinto namorado: Bruno
Como a gente paga língua, né?! Meu quinto namorado era
amigo de uma cambada de gente que eu não gostava, e
alguns ainda não gosto, convivi com quase 3 anos com
essas pessoas que jurei que nunca iria nem cumprimentar.
Ficamos a primeira vez no dia 16 de janeiro de 2010.(Sim,
eu sou excelente com datas. E isso me fode). Não vi nada
demais, não me empolguei e hora alguma me passou pela
cabeça que viraria um namoro de quase 3 anos.
Ficamos algumas outras vezes. Uma relação
completamente liberal onde ele ficava com outras pessoas
e eu sabia e vice versa. Ele não valia nada, mas eu
também não (e já provei isso aqui)... Deu certo, combinou.
Fomos ficando, ficando, ficando... E uma música especial
marcou. Sempre tem uma música... A pior parte dos
relacionamentos foi a quantidade de músicas que eles
estragaram.
Essa música não fez tanto sucesso na época, mas marcou e
acho ela linda até hoje. Mas claro que seria mais linda se
não me lembrasse do ex.
Era Só Pra Ficar - Nechivile
Tinha tudo pra ser
só mais uma aventura sem amor
A gente até ja tinha combinado
que não era nada sério
Mas se tratando de amor tudo é imprevisível
O que era uma aventura se tornou uma loucura uma
obsessão
Tudo começou com um olhar inocente
Mas depois de um beijo ficou diferente
Foi pintando um doce desejo no ar
Descobri que agente não escolhe o destino
No seu colo as vezes pareço um menino
Querendo ter asas pra voar
Era só pra ficar, A gente foi ficando e acabou se
Apaixonando pra valer
O que era só momento ou um simples passa-tempo fez
o
Amor acontecer
O que era só momento só um simples passa-tempo se
Perdeu no amor que agente fez
Continuando... Começamos a namorar no dia 19 de março
de 2010. No início era legal. Ele morava em Diamantina, eu
em Belo Horizonte. Praticamente todo final de semana
encontrávamos. Ou lá, ou aqui. Até hoje gosto muito de
Diamantina, uma cidade fria e super gostosa de ir!
Esse foi um namoro mais maduro, mas eu sempre fui
intensa... Me dediquei de tal forma que não saia de casa
pra nada! Os finais de semana que não encontrava com
ele, chegava da faculdade sexta 17 horas e só saia de casa
segunda 08h da manhã pra ir pra aula novamente. Sempre
fui da farra, sempre fui de curtir meus finais de semana,
tava na cara que aquilo não ia terminar bem. Maldita
intensidade do caralho!
Com isso comecei a exigir dele a mesma coisa! Proibia ele
de ver jogo com os amigos, proibia de tudo praticamente.
Louca, demente, doente. Arrependo amargamente pois
senti isso na pele mais para frente e foi muito triste.
Conversamos pelo Skype todos os dias. Eu o obrigava a
dormir os finais de semana com o skype ligado. Olha só o
grau dessa desconfiança...
Mas a culpa foi minha, só minha. No início do
relacionamento, com uns 2 meses de namoro peguei ele
trocando mensagens com uma menina marcando um
encontro. O que eu fiz? Perdi completamente a confiança
nele, mas continuei com o relacionamento.
Quer uma dica pra vida?! Nunca, jamais, namore alguém
que você não confie. É a pior merda que você pode fazer.
Foram quase 3 anos de desconfiança, exigências sem
fundamento, vida perdida, juventude perdida, festas
perdidas...
Ele não bebia absolutamente nada. Eu bebia, e gostava
disso. Íamos a muitas festas na minha cidade nas férias,
feriados e afins. Todos os amigos dele (que a essa altura
eram meus também, e únicos, porque me afastei dos meus
de fato) bebiam loucamente e eu? Eu não podia beber. Meu
ex não deixava. Tivemos uma briga certa vez que ele
mandou escolher entre ele a bebida. Era terrível essa parte
do relacionamento.
No final do relacionamento já tava tão desgastado que
certa vez brigamos e fui para um bar perto da minha casa
beber sozinha. Foi o dia mais triste da minha vida. Não
tinha um amigo para ligar (me afastei de todos. Maldita
intensidade!). Não tinha ninguém pra desabafar.
Brigávamos muito, por tudo, não eramos nada parecidos.
Era um verdadeiro inferno. Não carrego
nenhuma lembrança boa dele. Nenhuma, nenhuma. A
única parte disso tudo que restou de bom foi a família dele.
Amo aquelas pessoas imensamente.
O término foi o mais épico de toda a história da
humanidade! Eu o proibia de tudo, né?! Só que ele não
ligou muito pra isso e entrou num grupo privado do
facebook dos amigos. Eu sabia que esse grupo existia e ele
jurava que não estava lá. Um belo dia uma ex namorada de
um dos meninos do grupo resolveu invadir o grupo e tirar
vários prints e fez um perfil somente para divulgar o
conteúdo do grupo.
Tinha de tudo um pouco. Ele e os amigos falam mal das
namoradas (inclusive de mim). Comentários de diversas
meninas lá da cidade, muita baixaria gratuita. Eu não era
capaz de raciocinar. Eu só sabia chorar. Eu não acreditava
naquilo. Como pode um namorado deixar os amigos
falarem mal da sua namorada e ajudar ainda?!
Terminei na mesma hora. Me uni as outras namoradas que
também terminaram temporariamente (sim, elas voltaram,
eu não. Alguns namoram até hoje inclusive). Fiquei muito
chateada e sofri por 3 dias. Ele me mandou um inbox no
facebook no sábado após o corrido, eu nunca respondi.
Neste mesmo sábado eu sai com uma colega de faculdade
que foi a única pessoa que me estendeu a mão na época.
Desde então somos melhores amigas e saímos
praticamente todos os finais de semana.
- Uma pausa importante. Todas as histórias que
aconteceram até aqui (outubro/2012) eu era gorda, acima
do peso, feia, não me cuidava, usava umas roupas de
velha... Gente, não entendo ainda como posso ter
arrumado tantos namorados e peguetes feia daquele
tamanho! Mas enfim, em janeiro/2012 eu pesava 95 kg
(antes de acontecer esse caso do grupo, eu ainda
namorava), resolvi mudar minha alimentação e fazer
atividades físicas.
Fiz isso por mim porque não estava me sentindo bem. Em
outubro/2012 (10 meses depois), estava com 76 kg. Perdi
quase 20 kg nesses 10 meses. Mas quase ninguém
reparou. Aproveitei o término e foquei na academia, ia 2
vezes por dia, ficava lá quase 5 horas do meu dia. De
outubro/2012 a dezembro/2012 cheguei aos 65 kg. Ao todo
eliminei 30 kg, por mérito próprio!!!!! Não
tomei remédio algum, só mudei minha alimentação e
foquei na atividade física. Sabe o que as pessoas lá da
minha cidade falaram quando cheguei de férias em
dezembro/2012? "Seu ex te ajudou!! Você emagreceu
porque estava sofrendo!!". PUTA QUE PARIU. Um ano
praticamente me dedicando e sou obrigada a ouvir isso?!
Foi horrível perder todo o meu mérito por alguém que
nunca me se quer me apoiou. -
Mas enfim, acabou o namoro por causa desse grupo, minha
auto estima estava lá em cima. Minha vida mudou
completamente pra melhor! Nunca mais conversei com
meu ex. Os amigos dele,apesar de tudo, converso com
alguns, mas nunca serão meus amigos. Sempre serão
colegas apenas.
10. Vida de solteira pós quinto namorado
Começou bem minha vida de solteira. Estava super auto
confiante, feliz, realizada. Comecei a sair em Belo
Horizonte, conheci vários lugares legais, conheci várias
pessoas, ganhei vários amigos e irmãos de coração.
Descobri que não existe nada melhor que botecar nessa
vida. Hoje sou botequeira nata!
A primeira pessoa que envolvi depois do meu ex foi um
rapaz chamado Thiago. Me lembro até hoje os detalhes. Eu
tinha desaprendido a beijar. Foi engraçado, mas foi muito
bom! Não rendi com o Thiago por muito tempo.
Depois fiquei com outros caras de BH, mas meu coração
sempre esteve na minha cidade... Não adianta, lá que me
envolvo com moços que fazem meu coração bater forte.
Exatamente no dia 16 de janeiro de 2013 (dia 16 de janeiro
foi quando fiquei com meu ex - o quinto - pela primeira
vez), conheci o Matheus. Ah Matheus... Dois anos mais
novo que eu, alma de criança, gosta de ajudar as
pessoas...
Eu gostava do Matheus. Eu gosto ainda. Mas não era pra
ser. Ficamos por uns 5 meses juntos. Ele me dava muito
valor e fazia tudo por mim. Ele me deu uma cesta linda na
páscoa e eu não dei nada a ele. Não consigo dar valor em
quem me dá valor... Cafajeste que sou comecei a me
envolver com outras pessoas ficando com ele. Nunca foi
um relacionamento, mas com certeza foi porque eu não
quis.
Bateu o juízo e resolvi parar de ficar com ele evidenciando
que ele gostava mais de mim do que eu dele e que
não teríamos futuro juntos. Mesmo depois de acabar o que
nunca começamos ficamos algumas outras vezes, era claro
o quanto ele ainda gostava de mim e todos viam isso.
Nunca dei muito valor pra ele até ele começar a namorar.
Quando ele começou a namorar queria ele loucamente.
Ficamos pela última vez e ele estava namorando. Ele deu a
entender nas conversas que gostava bem mais de mim do
que da namorada. Entretanto comecei a namorar pouco
tempo depois e nunca mais ficamos. Quando terminei meu
relacionamento tentei uma aproximação mas não rolou.
Hoje em dia nem se quer conversamos mais.
Continuando a minha saga de solteira, com vários
romancinhos no percurso, mesmo eu nunca querendo
alguém aparece, incrível!
Em janeiro de 2014 conheci um cafa, Rodrigo. Mais uma
amor platônico e que adorava fazer hora com a minha
cara. Rodrigo: 19 anos, três anos a menos que eu, amigo
do meu irmão, morava sozinho, já tinha sido até casado,
não valia a roupa que vestia. Mas eu gostava, e como
gostava.
Pensa numa pessoa que ficou apaixonada? Fui eu. Fiz de
tudo por ele. Ficamos por alguns meses e todos esses
meses ele fez hora comigo. Ficava comigo quando queria e
se quisesse. E eu gostava porque ele não me dava valor,
claro.
Mas ai a coisa mudou de figura em maio de 2014... E é ai
que passo para o pior capítulo da história da minha vida e,
quem sabe, deste livro.
11. Sexto namorado: LIXO
Provavelmente esse é o pior capítulo de todos. Eu odeio
essa parte da minha vida, eu nunca odiei tanto um ex
namorado como eu odeio esse LIXO.
Era sábado, 24 de maio de 2014. Sai para uma boate com
uma amiga que morava comigo, entre alguns amigos dela
que foram com a gente, estava lá: o que logo mais tarde
seria o pior arrependimento da minha vida.
Detalhes básicos para vocês entenderem a história logo a
frente: eu estava bebendo e ele também, estávamos numa
boate, eu estava com um vestido curto, com a unha
pintada de vermelho, maquiada e magra (isso é
importantíssimo). Esses detalhes irão fazer toda a
diferença nessa historia, preste atenção.
Não me lembro em qual parte da festa ficamos, mas rolou
naquela mesma noite. Trocamos telefone e conversamos
muito no outro dia e nos dias que se passaram. Marcamos
de encontrar na quarta feira seguinte. Ele me buscou em
casa e perguntou onde
iríamos, eu disse: "qualquer lugar!". Não sei porque disse
isso, sendo que eu sai de casa de short e roupa
transparente achando que iria para um barzinho.
Geralmente quando um cara que você conheceu na balada
te chama para sair ele te leva num barzinho, correto?
Errado! Ele sugeriu irmos à um Café! Café Jesus Cristo. Eu
que sou a mais butequeira e baladeira da história. Depois
sugeriu ir ao cinema. Preferi o cinema, porque Café? Olha...
Sem palavras. Nunca convide uma mulher baladeira para ir
à Café, cara!
Fomos ao cinema e não me recordo nem que filme
assistimos. Acho que era algum X-Men da vida, tipo de
filme que eu odeio. Ficamos no cinema e desde então
continuamos ficando até chegar o dia dos namorados e ele
me pedir em namoro. Eu aceitei.
Foi a primeira vez na vida, e a última, que aceitei namorar
com alguém que me dava valor. Minha vida sendo ignorada
pelos meus peguetes que não me dão valor é bem melhor.
Ainda hoje acho que ele fez feitiço pra mim. Isso era inédito
na minha vida até então.
Namoramos exatamente um ano. Mas preciso explicar
cada detalhe que rolou durante o relacionamento. Senta e
respira que esse capítulo vai ser o maior e mais e triste que
você vai ler na sua vida. -drama-
Como dito anteriormente, começamos a namorar no dia
dos namorados. Durante os 2 primeiros meses de
relacionamento ele era o cara mais romântico, parceiro
e demonstrava ser super parecido comigo no quesito
balada, bar e cachaça. Saímos durante esses dois meses
para vários lugares do tipo, bebemos juntos, ele sempre
me dava mimos, era do tipo que pagava a conta, abria a
porta do carro, elogios a todo momento, tudo lindamente.
Foram os melhores dois meses de relacionamento que tive
na vida.
No segundo mês de namoro veio a primeira mudança
radical: ele me contou que tinha um filho de 8 meses.
Entretanto o menino morava em outra cidade com a mãe e
segundo ele, o menino vinha um final de semana por mês.
Eu pensei: "de boa! Um final de semana é tranquilo. Vou
saber lidar muito bem com isso".
Nunca tinha passado pela experiência de namorar alguém
com filho e na minha concepção seria super tranquilo. Até
hoje não sei se estava certa ou errada. Não foi tranquilo,
mas poderia ter sido. Não, não poderia. Alias, não sei. Pior
experiência com certeza.
Ele só namorou com a mãe do garoto por 4 meses e ela,
com 34 anos, apareceu grávida. Olha o golpe! Eu julgo
mesmo e se reclamar eu julgo mais. Eu sinceramente
tenho pena dessa criança com os pais que ela tem.
O garoto veio como combinado uma vez por mês durante
uns 6 meses. Era super tranquilo, cheguei até a pegar
amor pelo menino, mas durou pouco tempo. Eu já sabia
que um final do semana do mês seria dedicado à criança e
estava conformada com isso.
Mas como sempre a minha intensidade fudeu tudo! Eu
abracei a causa, fui quase um mãe para o menino: dava
banho, trocava fralda, dava comida... Fazia de um tudo! E
com o maior prazer do mundo. Até certo momento da
"trama".
Após a revelação do filho bastardo tudo mudou. Ele
começou a mostrar quem ele era realmente. A mascara
nem se quer caiu, ele mesmo tirou! Vou transcrever em
tópicos as falas dele, é mais fácil de ser compreendido:
"Balada e barzinho não é lugar de casal ir. Casal tem
que ir somente em restaurante".
"Mulher que bebe é feio. Não quero minha namorada
bebendo, você deveria se porta como uma moça
direita e quem pensa em construir uma família.
Pensa você com filhos e bebendo assim?"
"Quem usa roupa curta e pinta a unha de vermelho é
puta. Você deveria pintar a unha de branco que é a
cor que gosto e cor de mulher direita".
"Mulher não pode ter amigos homens. Eu não aceito
isso."
"Pra que você tá se maquiando desse jeito? De quem
você quer chamar atenção? Mulher que namora não
fica querendo chamar atenção de outro homem com
maquiagem provocante".
"Academia? Pra que você quer frequentar academia?
Você quer emagrecer pras pessoas te verem e
elogiarem. Você quer sempre se mostrar para outros
homens."
"Eu vou mexer no seu celular sim. Vou ver todas as
suas conversas no whatsapp e no facebook. Mesmo
quando a gente não namorava."
"Que conversa é essa aqui com as suas amigas?
Amigas que chamam uma a outra de vaca, égua?
Que tipo de amizade é essa? Pensa você com um
filho e suas amigas te chamando assim. Você não
pode ter amizades com pessoas que te tratam
assim".
"Rodrigo? O cara que você ficava antes de mim?
Porque você conversava com ele mesmo depois de
todo o mal que ele te fez? Você não merece valor por
isso".
"E esses amigos seus aqui te dando bom dia? Você
namora. Você não devia responder e muito menos
ter amizades com homens."
"Você vai para sua cidade e não vai sair com suas
amigas, porque você namora. Se quiser sair vai ser
com seus pais."
"Você tem que escolher, ou a bebida ou eu. Não vou
namorar uma mulher que bebe."
"Eu não tenho que ta dá valor pelas coisas que você
faz para o meu filho. Se você quisesse que te desse
valor não tinha se envolvido com tantos homens na
vida."
"5 namorados? Isso é coisa de puta. Você não tem
vergonha?"
"Você tirou foto minha e do meu filho no ângulo
errado! Você estragou com as fotos que vou ter da
infância do meu filho. Você não presta nem pra tirar
uma foto."
"Eu nunca mais vou na sua cidade com você. Lá
você cumprimenta todo mundo e não tenho controle
de saber se esta cumprimentando alguém que você
já beijou e passo por idiota".
E isso são só exemplos... Tiveram tantos outros
comentários... Uma invasão de privacidade, um machismo,
uma dominação sobre mim. Juro que não sei explicar
porque me submeti a isso por um ano.
O tempo foi passando... O filho começou a vir e ficar
semanas, meses... A mãe da criança ligava e falava: "se
você não mandar dinheiro para comprar fralda seu filho vai
ficar sujo!". A mãe não pagava nem o lenço do menino,
tudo era ele. O resultado era que nunca tinha dinheiro pra
fazer nada comigo.
Ele era psicopata de tal forma que toda vez que saímos ele
ficava regrando o que comprar com a justificava de que
poderia precisa dos dinheiro para alguma emergência pro
filho. Resultado é que não fazíamos quase nenhum
programa normal porque tínhamos que economizar até na
pipoca do cinema porque talvez o filho poderia ter um
problema.
Foi terrível este relacionamento. Só de lembrar tenho nojo.
Passei os últimos 2 meses tentando terminar e nunca
conseguia. Foram dois meses de terror, ele me seguia
quando eu saia de casa e fuxicava minha conta no banco!
Cara, que arrependimento... Mas acabou benzadeus e foi a
melhor coisa que aconteceu na minha vida até hoje. Me
livrar desse lixo.
A parte boa é que tirei uma lição valiosa disso tudo...
Nunca se envolver com alguém que tenha filhos. É uma
experiência para quem pode não pra quem quer...
Fiz muita terapia e cheguei a conclusão que devo
observar e conhecer muito bem a pessoa antes de
namora-lá de fato. Meus relacionamentos sempre
começaram do nada e sem nenhum preparo, só rolou...
Acho que isso contribuiu e muito para o fracasso de
todos eles.
x - Sobre a vida de solteira pós sexto
namorado
Depois de terminar com o lixo lá estava eu, perdida,
sem amigos, sem saber o que fazer. Fui para minha
cidade num feriado que teve em Junho/2015 e olha...
Tinha engordado 20 kg mas nada disso me parava. Não
tava bonita mas tava fazendo o que eu mais gosto:
ficar bebada! Fui para uma festa em Pirapora com
umas amigas e meu irmão... Cara, conheci a skol beats
esse dia! Eu fiquei AZUL de tanto tomar aquilo. Quem
inventou? Tá de parabéns!
Não me recordo direito se fiquei com alguém nessa
época... Mas me recordo que cheguei a ficar
novamente com o Rodrigo (aquela lá que adorava fazer
hora comigo)... E ele não mudou nadinha! Fazia hora
comigo na mesma intensidade.
Minha vida melhorou, mudei de emprego, voltei para
minhas atividades físicas que tanto amo, fiz dieta,
emagreci...
Nesse meu tempo solteira teve o Allan... Meu amigo de
tempos, farrista... Tava carente, ele tava lá sem fazer
nada, eu também... Nos pegamos... Mas não teve
graça. Nunca mais nos pegamos e voltamos a ser
amigos. Coisas que só acontecem comigo!
Fui em VÁRIAAAAAS festas. Conheci muitaaaas
pessoas! Certeza que estava vivendo a melhor fase da
minha vida e ainda estou. Reencontrei uma amiga de
infância, a Ana... A Ana é super dos amigos e os amigos
dela são maravilhosos! Mas eu tinha que estragar né
gente, é claro.
Comecei a ficar com um amigo dela, o Roberto. Super
gente boa... Mas não rolava uma química sacomoé?
Mas fui ficando com ele, tava fazendo nada mesmo...
Até que fui passar o revéillon em Vitória com a Ana, ele
e os amigos da Ana. Ficamos na casa da irmã do
Roberto, e eu como sempre muito da pra frente queria
saber só de pegar os capixabas e deixei o coitado de
lado. Tenho esse lado porra loka que me assusta.
Última vez que fiquei com ele foi no revéillon. Ele
mesmo desistiu de mim depois disso... Nunca mais nos
vimos.
Teve um outro. O Daniel. Fiquei com ele no Natal/2015.
Pensa numa pessoa que ficou super hiper mega
empolgada? Nuuuuu, achava que ia casar com o
menino. Fiquei na fase do encantamento durante umas
2 semanas. De repente... Passou!
Tenho muito disso! Empolgo, super gosto da pessoa e
depois passa. Coisa de louco, coisa de Tati. E quem
sofre com isso? O cidadão... Tadinho do Daniel! Ele
gostou de mim e fez várias coisas por mim, coitado! Às
vezes acho que não tenho sentimentos... Passamos o
carnaval juntos, mas eu, claro, fiquei com todo mundo
menos ele. Ele encostava em mim eu ficava puta da
vida. Falando em carnaval... O meu carnaval de 2016
foi épico... O melhor da vida, certeza!
Enfim, passou o carnaval. Falei que não queria mais
ficar com ele, que queria ficar sozinha. E no fundo era
isso mesmo, eu sempre quis ficar sozinha... Nunca fiz
ninguém sofrer porque gosto disso... O que eu gosto
mesmo é de ficar sozinha! E quem já me conhece sabe
disso.
No feriado da semana santa veio o Gadiel. Ah, Gadiel.
Um corpo desenhado, forte, gostoso, tanquinho em
dia... Era só tesão e tração física, sempre foi. Mas eu
empolguei e ele fez hora comigo, e eu? Eu gostei
Brasil! Porque eu gosto é disso. Tenho problemas.
Gadiel é amigo do meu irmão. Sim, mais um! Sim, mais
novo! Sim eu gosto! Ele foi pra minha casa com meu
irmão e uns amigos e já comecei a sentir uma certa
atração. À noite fomos pra boate e eu queria ele de
todas as formas imagináveis. Ele não me deu moral por
medo do meu irmão. BOBAGEM.
- Pausa pra falar do meu irmão -
- Meu irmão NUNCA se importou comigo, com quem eu
fico, se é amigo dele, se é inimigo dele. É o irmão
menos irmão do mundo. Pouco se fode pra mim, na
realidade ele faz questão de alertar aos amigos dele
que eu não presto. Parece mais meu inimigo que meu
irmão! Hahahaha. Nunca batemos muito bem, ele é de
escorpião... Fode o sistema geral. Mas até que quando
a gente sai e bebe combinamos.
Continuando com o Gadiel corpinho de Mahamudra...
No dia seguinte a boate já corri pra procurar o
facebook dele. Do facebook partimos pro whatsapp e
eu joguei na lata que tava afim. Sempre fui pra frente,
e nem ligo viu? Mulher também tem que tomar atitude!
Ele falou que também estava afim e falou que não
chegou em mim por causa do irmão, como havia dito.
Maldito código de ética masculina!
Conversamos por dias... Moramos em cidades
diferentes... Combinamos de encontrar no próximo
feriado. E rolou. Ele me deu um beijo no meio da boate
no show do Mc Sapão. Pergunta de quem eu lembro
quando escuto "Vou Desafiar Você"?!
Caralho, porra, caceta. Que beijo! Empolguei mais
ainda. Daí o que ele fez? O que eu gosto, é óbvio!
Hora... Sumiu, não falou mais comigo a noite toda e eu
lá toda querendo... Gostei mais ainda.
Chegamos a ficar nesse mesmo feriado novamente...
Mas sabe aquela pessoa que no outro dia te trata como
se nada tivesse acontecido? Pois é... Me deu preguiça e
desempolguei dele. Gosto dos cafas que iludem no
outro dia e falam até que amam, e somem... Nem
cogitei a possibilidade de ficar com ele novamente, e
não fiquei. Hoje conversamos normalmente como
amigos.
Continuando minha vida loka de solteira... Em Maio
conheci um rapaz por um aplicativo de
relacionamentos, mas não nos conhecemos por lá. Ele
me seguiu no Snapchat e fiquei curiosa e também
segui ele...
Quando vi os snaps dele pensei: caralho, que menino
bonito. O nome dele: Igor. Eu, pra frente, como
sempre, puxei conversa com ele pra entender quem
era e tals. Descobri que era lá do aplicativo... Fomos
conversando e combinamos de encontrar, não deu
certo. Combinamos mais umas 10 vezes e nunca dava
certo. Juro que já estava desistindo dele, mas ao
mesmo tempo gostando ao aspecto de fazer hora
comigo.
Na listinha de desejos de um cara ele preenchia quase
todos os requisitos. Posso citar? Quero citar.
Bonito, gente boa, educado, carinhoso, cara de quem
não presta, fala manso, usa brinco e argola, tem
tatuagem, cabelo grande s2, 26 anos, cursa jornalismo,
é galo, tenho um beijo espetacular, bateu uma química
desgraçada, é canhoto como eu, bebe o mesmo tanto
que eu, gosta de farinha, é de escorpião e apesar de
não dá certo com pessoas
do signo, ele tem ascendente em peixes, que é
sentimental e romântico s2; sempre manda s2 pra mim
e acho isso fofo, é da liberdade e da farra como eu,
falou que gosta do meu jeito, me chama de bonita
sempre, namorou só uma vez, gosta de ouvir (eu falo
bastante).
Mas o tempo passou... E ele fez tanta hora comigo que
desiludi. Tem quase 3 meses que estamos marcando
de encontrar e nunca dá certo. E que realmente saber?
Pra mim tanto faz, tanto fez. Já desiludi total, mas
confesso que queria aquele beijo cafajeste mais um
pouco.
Atualmente estou numa vibe mais minha, mais netflix,
mais cobertor, mais solidão. Eu sou amo a minha
própria companhia... E o fato de não ter nenhum cursh
no momento não me deixa nem um pouco mal. Às
vezes bate uma carência, obvio... Mas tenho meus
amigos que estão sempre lá disposto quando chamo
pra beber... E pra mim beber é mais importante que ter
um macho que faça hora comigo.
Eu não consigo gostar de quem me dá valor e assim
sigo... Já tentei, mas não consigo. Mas estou feliz
assim.