2 NORMATIZAÇÃO DOS
TRABALHOS ACADÊMICOS
licenciatura em computação| Metodologia da Pesquisa Científica · 31
INTRODUÇÃO
N
ormas são regras para serem respeitadas dentro de um âmbito ou limite
que pode ser uma família, empresa, organização, universidade, algum seg-
mento da sociedade, uma região ou para todos de um país ou conjunto de
países. Desta forma há normas locais, outras regionais, nacionais e internacionais.
A norma representa a forma mais simples, econômica, racional e acordada
por todos ou pelos segmentos interessados de modo a ser útil a todos. A palavra
“normatização”, criada por meio do senso comum, está relacionada a estabelecer
normas. Muitas vezes, o desenvolvimento de um país pode ser associado à quan-
tidade de normas que são utilizadas.
Na elaboração das normas forma-se comitês nos quais os participantes são
pessoas ligadas a quem fabrica, a quem vende, a quem consome, a quem ensina,
a quem aprende, a que armazena etc. Em outras palavras, buscam-se represen-
tantes da sociedade junto às organizações governamentais, sindicatos, institutos
de pesquisa, instituições de ensino etc. Quanto mais setores da sociedade partici-
pam, mais representativa fica a norma.
Normalmente, as instituições, institutos de pesquisa, universidades, faculda-
des e, empresas, exigem que os trabalhos produzidos nelas ou apresentados para
elas sejam feitos seguindo as normas, caso os trabalhos não obedeçam ao especi-
ficado, são rejeitados sumariamente e sem aceitar recursos.
As normas também têm edições e periodicamente há normas que são revis-
tas e modificadas para atenderem melhor à sociedade que está em evolução, por
exemplo, observe o leitor, as tomadas elétricas que sofreram modificações nos úl-
timos anos para atender melhor a questão da segurança e evitar choques elétricos.
Houve mudança nas normas e tanto quem fabrica, como quem projeta, quem é
construtor, quem faz manutenção elétrica e, quem é usuário, todos tiveram que
se adaptar às novas normas em vigência.
Quando um autor ou autores seguem as normas, podem ter a liberdade de
escolher seus temas e escrever livremente e de modo autônomo, desde que sigam
as normas que são balizadoras, ou seja, que estabelecem os limites, mas não o
conteúdo que é do autor ou autores.
Desta forma iremos apresentar nesta unidade a normatização dos trabalhos
acadêmicos. Para isso esta unidade está dividida da seguinte forma:
1) Estrutura e organização de trabalhos acadêmicos de acordo com normas técnicas;
2) Regras da ABNT;
3) Construção e validação de instrumentos e técnicas de coleta de dados e,
4) A prática do planejamento e organização de anteprojeto de pesquisa Cientí-
fica no ensino.
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2.1
ESTRUTURA E ORGANIZAÇÃO DE
TRABALHOS ACADÊMICOS DE
ACORDO COM NORMAS TÉCNICAS
Há algumas normas internacionais que afetam vários países como é o caso das
normas da American National Standard Institution (ANSI) e, as normas europeias
da International Standart Organization (ISO).
No Brasil, as normas mais utilizadas no meio acadêmico brasileiro são as da
Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Estas normas indicam como
deve ser feito, preferencialmente, um documento científico e ao segui-las, ou res-
peitá-las torna-se mais fácil a elaboração de um documento que seja aceito neste
meio. Em princípio estas normas têm aplicação e validade nacional a menos que
se especifique o contrário por meio de alguma outra norma particular.
Nos meios acadêmicos, mesmo nacionais, há alguns que utilizam normas in-
ternacionais para elaboração de trabalhos científicos e entre essas normas estão a
Vancouver, que é norma voltada para trabalhos das áreas de saúde.
Existem as normas da American Psicological Association (APA) que são seme-
lhantes às normas da ABNT mas apresentam diferenças, podendo ser convertidas
de um formato em outro com facilidade. Há também instituições que trabalham
com normas internas próprias que são válidas localmente, porém que não pos-
suem validade nacional ou internacional.
Algumas das principais normas ABNT voltadas para o emprego na elaboração
dos documentos científicos.
Nas linhas seguintes, inicia-se apresentando o que são documentos científicos.
Este tópico é importante para se delimitar o tipo de normas que se trabalha nesta
seção e nelas se inclui a norma ABNT NBR 14.724 que aborda o formato e conteúdo
dos documentos científicos.
2.1.1 Documentos Científicos
Considera-se como documentos científicos, uma gama enorme de documentos
que incluem: monografias, trabalhos de conclusão de curso, relatórios, teses, dis-
sertações, artigos científicos, resumos, resenhas, livros, capítulos de livros, projetos
e muitos outros. A Figura 4 apresenta alguns dos principais documentos científicos.
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Figura 4 – Tipos de documentos científicos.
Fonte: Autores.
A escrita dos documentos científicos deve ser, o mais possível: clara, precisa, evitan-
do-se o uso de muitos adjetivos e procurando se focar no tem e objetivo do estudo.
2.1.2 Monografias, Teses, Dissertações
e Artigos Científicos
Nesta seção são descritos os principais tipos de trabalhos científicos, sendo
que iremos detalhar mais especificamente a elaboração dos artigos científicos
por fazerem parte mais especificamente dos resultados da pesquisa científica A
normatização destes trabalhos pode ser encontrada no Manual de Dissertações
e Teses da UFSM (MDT, 2015).
[Link] Monografia
Monografias são documentos manuscritos, isto é, escritos por meio mecânico
ou eletrônico e que se concentram em um único tema, por isso são monografias.
Elas podem ser escritas por vários autores (ou autor e co-autores) e são utiliza-
das principalmente em cursos de Pós-Graduação “Lato sensu” como uma das
atividades finais do curso.
Na elaboração de uma monografia é importante a existência de um orienta-
dor para que o estudante possa discutir seu tema e recortes do tema de modo a
torná-lo mais específico e administrável.
Uma monografia é uma sucessão de argumentos que vão se encadeando de
forma lógica (e não um conjunto de frases desconexas). Os argumentos devem
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ser colocados gradativamente de modo a fazer sentido e se chegar ao último que
é a conclusão do trabalho.
As monografias são cobradas na parte final dos cursos de Pós-Graduação para
que o estudante possa concluí-lo. Por meio dessas monografias que são realizadas
de modo autônomo pelo estudante, pode-se atualizar, organizar e sintetizar o sa-
ber sobre o assunto em foco, de modo que o estudante adquira o domínio sobre o
tema, os autores principais sobre o assunto e suas falas, bem como o trabalho prá-
tico, seus resultados e discussões em relação aos autores considerados no trabalho.
Os cursos de Pós-Graduação “Lato sensu” normalmente são cursados por es-
tudantes que já concluíram alguma graduação anteriormente. Eles possuem du-
ração entre um a dois anos e além de atualizarem o saber dos alunos, servem de
reforço para os que por algum motivo sentem a falta de algum preparo da gradu-
ação anterior e, também servem de preparo para aqueles que pretendem cursar
um mestrado e/ou doutorado posteriormente, uma vez que mantém a mente do
estudante ativa e concentrada no estudo de um tema em foco.
[Link] Tese
Tese é um tipo de monografia escrita por um autor, com temas e conteúdos ori-
ginais, e com um nível de aprofundamento elevado e abrindo novos caminhos
para o saber. Normalmente, as Teses são cobradas para a finalização de cursos
de doutoramento.
Os doutorados normalmente, possuem duração entre 3 a 5 anos. Eles cons-
tam de um momento inicial no qual os estudantes cursam disciplinas que vão
fornecer subsídios para a elaboração de suas teses e outro momento posterior no
qual vão trabalhar prioritariamente com seus orientadores realizando pesquisas e
escrevendo suas monografias.
A escrita das teses, no Brasil, geralmente ocorre seguindo as normas ABNT
mencionadas anteriormente. Torna-se interessante que os estudantes desse nível
conheçam as normas e as utilizem de modo a alcançar o sucesso em seus projetos
e trabalhos, uma vez que eles serão cobrados ao longo do doutorado e ao longo da
vida profissional ou acadêmica que se segue ao doutorado.
As teses devem ser apresentadas e defendidas diante de uma banca, composta
por pelo menos 5 membros que são professores doutores, sendo que um deles é
o presidente da banca e é o orientador do candidato a obter o título de doutor.
Alguns dos membros devem ser externos, de outras instituições, mas todos devem
ser especializados na área da defesa.
Na defesa da tese, após a apresentação realizada pelo candidato, há o momen-
to da arguição no qual os membros da banca fazem questionamentos para verifi-
car se o candidato tem o saber e a explicação em relação às dúvidas apresentadas.
Após a arguição por todos os membros da banca, há a nota final dos membros
e a informação se o candidato está aprovado ou não.
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[Link] Dissertação
A dissertação normalmente é menos aprofundada em relação à tese, pode tratar
de temas mais comuns, mas com conteúdo original e, é utilizada normalmente
em cursos de mestrado.
Nas dissertações os estudantes mestrandos podem pegar temas já desenvol-
vidos anteriormente e prosseguir na pesquisa sobre o saber, buscando novos ele-
mentos e ópticas que enriqueçam o conhecimento sobre o tema.
Os mestrados, normalmente, possuem duração menor que os doutorados em
termos de duração, variando de 1 a 3 anos.
No momento inicial do mestrado, o aluno cursa as disciplinas necessárias para
que possa desenvolver o tema e seu recorte na linha de pesquisa que escolher.
No segundo momento, o aluno desenvolverá o trabalho de sua pesquisa em
conjunto com seu orientador. Como resultado, o aluno tem que escrever a mo-
nografia que é a dissertação. Esta deverá ser apresentada e defendida diante de
uma banca examinadora, composta por no mínimo três professores doutores,
da área de estudos em foco.
Ao ser aprovado, o aluno recebe o título de mestre na área específica do saber
que estudou e poderá prosseguir seus estudos em cursos de doutorado.
[Link] Artigos científicos
Os artigos científicos são documentos científicos que apresentam textos atuais
sobre experiências realizadas, relatos de casos, revisões de literatura etc. Eles são
menores que as monografias e em geral têm de 10 a 20 páginas.
Artigos são semelhantes às monografias, uma vez que são também sucessões
de argumentos, mas de modo mais simplificado e contendo somente as informa-
ções necessárias ao bom entendimento, mas de modo menos volumoso e adap-
tado às normas que são exigidas em cada revista ou periódico científico para que
possam ser publicadas.
A apresentação de artigos pode ocorrer em eventos como é o caso de Con-
gressos, Seminários, Encontros científicos ou semelhantes. Nestes eventos, mui-
tas vezes há a publicação na íntegra do artigo em volumes dos anais do evento.
No entanto, a forma mais comum de publicação de artigos é por meio de perió-
dicos ou revistas científicas.
As revistas normalmente têm períodos de submissão que são as épocas nas
quais a revista aceita artigos. Normalmente, para uma revista aceitar um artigo ele
tem que atender uma série de quesitos, entre os quais: o conteúdo do texto deve ser
coerente com o tipo de revista, por exemplo, se é revista da área de saúde ela recebe-
rá artigos dessa área do saber, já as de engenharia receberão artigos relacionados ou
classificados como de engenharia, os da computação idem em relação às temáticas
e conteúdo de sua área e assim respectivamente para cada área do saber.
Algumas exceções são: há revistas multidisciplinares que aceitam artigos de
todas as áreas do saber e, existem também revistas de fluxo contínuo e, estas re-
cebem artigos continuadamente, em qualquer mês, dia ou época do ano e assim
que formam uma quantidade de artigos aprovados, publica-se uma nova edição.
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Os artigos científicos permitem que os leitores se atualizem e construam o co-
nhecimento de modo autônomo e informal. A educação informal apoia a formal
que é aquela que ocorre nas escolas regulares, nos cursos técnicos e tecnológicos
e nas faculdades e universidades e que são os cursos que cobram a presença dos
alunos, realizam avaliações periódicas e no final do curso, após o cumprimento
de todos quesitos, conferem um diploma ao estudante. Já na educação ou ensino
não formal, há cursos, porém não se confere diplomas, mas sim, certificados de
participação. Estes cursos podem ser os de curta duração relacionados à esportes,
música, idiomas, cursos que ensinam alguma técnica como é o caso de cabelei-
reiro, manicure, chaveiro, manutenção e montagem de computadores, direção
defensiva, mecânica de automóveis, eletricista etc.
A educação informal pode ocorrer entre amigos, na família, nos locais onde as
pessoas se encontram e conversam de modo informal, como é o caso de lancho-
netes, clubes, igrejas, rodas de amigos etc.
As revistas científicas colaboram com a educação informal e, essa contribui
para que a educação formal alcance sucessos maiores uma vez que podem for-
necer informações e subsídios para as pessoas que estão estudando no ensino
formal em alguma determinada área do saber.
Para a pesquisa científica, este tema é de grande importância, pois os artigos apre-
sentam todo o desenvolvimento de uma pesquisa e os resultados alcançados. Desta
forma, iremos estudar na unidade 5 todas as etapas para a elaboração de um artigo.
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2.2
REGRAS DA ABNT
Após trabalhar alguns dos principais documentos acadêmicos, apresenta-se algu-
mas palavras sobre a norma que orienta a elaboração desses documentos, no Brasil.
Norma Brasileira NBR 14.724:
A Norma Brasileira NBR 14.724 – Informação e documentação – Trabalhos aca-
dêmicos – de 17 de abril de 2011 é a da terceira edição. Anteriormente, a segunda
era de 2005. Em seu escopo ou seus limites, especifica os princípios gerais para
a elaboração de trabalhos acadêmicos (teses, dissertações e outros já menciona-
dos), tendo como objetivo sua apresentação à instituição (banca, comissão exa-
minadora de professores, especialistas designados e/ou outros). Esta norma é
importante porque define o que são os documentos científicos ou acadêmicos,
como são e, quais são as partes deles em cada caso.
Nesta norma orienta-se como devem ser os títulos, os elementos pré-textuais,
o texto e sua formatação, e os elementos pós-textuais.
Norma Brasileira NBR 6023:
A Norma Brasileira NBR 6023 – Informação e documentação – Referências –
Elaboração, especifica como devem ser feitas as referências bibliográficas que são
colocadas no final dos trabalhos sejam eles: tese, dissertação, monografia, traba-
lho de conclusão de curso, artigo científico, relatório etc.
A elaboração, o mais correta possível, das referências possibilita a recuperação
da informação por parte dos pesquisadores que vão buscar mais informações ba-
seando-se no trabalho em foco, para se aprofundar na construção do saber.
Segundo a norma, são elementos importantes de serem mencionados: a auto-
ria começando pelo sobrenome do autor ou autores. Em seguida há o título das
obras ou artigo. Os itens seguintes referem-se ao local de publicação e a data de
publicação.
No caso de livros após o título, coloca-se a edição a partir da segunda edição.
Para livros de primeira edição, não é necessário mencionar a edição. Já para o lo-
cal é preciso citar a cidade e a editora, separados por “ : ”, ou seja, por dois pontos.
Veja os exemplos seguintes:
LIVROS:
SHITSUKA, Ricardo et al. Matemática aplicada. [Link]. São Paulo: Somos, 2018.
BOGHI, C.; SHITSUKA, R. Sistemas de informação: um enfoque dinâmico. [Link].
São Paulo: Erica, 2007.
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ARTIGOS:
SHITSUKA, R.; SHITSUKA, D. M. ; RISEMBERG, R. I. C. S. Avaliação das noções de Di-
gital Object Identifier (DOI) em alunos de um curso a distância de Pós-Graduação
Lato Sensu. Informação & Informação, v. 21, n. 1, p.496-496, 2016.
Observe o leitor que o título do livro ou no caso de periódico, o nome da revista
deve ser destacado seja por meio de negrito ou alternativamente, sem negrito mas
por meio de itálico ou então de aspas.
A norma também especifica como se diferenciar tabelas ou, quadros, figuras
etc, bem como numerá-los, citar no texto e, como identificá-los por meio de título
centralizado e citar a fonte na parte inferior.
Norma Brasileira NBR 6024:
A Norma Brasileira NBR 6024, Informação e documentação – Numeração pro-
gressiva das seções de um documento escrito – Apresentação.
Os documentos podem ter numeração de seções ou de itens que podem,
numeração das páginas e outros itens. Os detalhes podem ser encontrados na
norma original.
Norma Brasileira NBR 6027:
Na Norma Brasileira NBR 6027, Informação e documentação – Sumário – Apre-
sentação, apresenta-se como elaborar índices ou sumários, onde colocá-los. Os
detalhes podem ser encontrados na norma respectiva.
Norma Brasileira NBR 6028:
A Norma Brasileira NBR 6028, Informação e documentação – Resumo – Proce-
dimento, especifica o tamanho em quantidade de palavras para um resumo de
tese, dissertação, monografia, TCC ou artigo.
Ela especifica também os elementos que devem constar num resumo que in-
cluem: uma pequena contextualização, qual o problema em estudo, qual o objeti-
vo, qual a metodologia utilizada no trabalho, que resultados foram obtidos e que
conclusão se chegou.
Observa-se então, que um resumo não pode ser feito de qualquer forma, mas
tem que ser representativo das ideias e do conteúdo do texto.
Para maiores detalhes, deve-se buscar as normas originais.
Norma Brasileira NBR 10520:
Na Norma Brasileira NBR 10520, Informação e documentação – Citações em
documentos – Apresentação, as citações realizadas conforme a norma NBR 10.520
devem ter correspondência com as referências escritas no final do texto conforme
a norma ABNT NBR 6023, já mencionada anteriormente.
As citações podem ser diretas, quando se usa exatamente as palavras do autor
de onde se estiver retirando o texto.
Caso esta citação possua menos que três linhas, pode vir no próprio texto.
Caso tenha mais que três linhas, deve ter um recuo de 4 cm e o texto do autor
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escrito em letras menores ou itálico ou entre aspas.
As letras menores são conforme o tamanho das letras do texto: se o texto prin-
cipal está escrito em letras tamanho 12, então as palavras da citação poderão ser
em letras tamanho 10.
Observa-se que normalmente os textos são escritos em letras do tipo Times New
Roman ou, Arial, ou Calibri. Para mais detalhes é preciso consultar a norma original.
No caso de citações indiretas, cita-se a fonte e escreve-se o que se entendeu do
texto original. Para um entendimento mais completo, torna-se interessante que o
leitor busque a leitura do conteúdo original da norma.
Além das referências bibliográficas, há também o caso do emprego da chama-
da “Bibliografia consultada”. Esta é uma forma de referenciar de modo genérico as
fontes sem citá-las diretamente ao longo do texto.
2.2.1 Como se Aprende a Utilizar Normas Técnicas
em Trabalhos Científicos
A melhor forma de aprender a fazer o emprego das normas é aprender fazendo.
Inicialmente, sugere-se aos leitores que estudem as normas mencionadas. Na
Internet/Web, é possível achá-las com facilidade para que realizem a leitura.
Em seguida, assistam vídeos do Youtube sobre a elaboração de trabalhos
conforme as normas. Alguns exemplos de vídeo são encontrados nos endere-
ços eletrônicos:
1. [Link] Neste endereço, o leitor
encontra um curso online de como utilizar a norma NBR 14.724. Acesso em: 08
dez. 2017.
2. [Link] O vídeo mostra como utili-
zar a norma ABNT 14.724. Acesso em: 08 dez. 2017.
3. [Link] No vídeo observa-se
como realizar as citações conforme a norma 10.520. Acesso em: 08 dez. 2017.
4. [Link] Este é outro vídeo que
mostra o emprego da norma 10.520. Acesso em: 08 dez. 2017.
5. [Link] O vídeo mostra como utili-
zar a norma ABNT NBR 6023 em trabalhos acadêmicos. Acesso em: 08 dez. 2017.
6. [Link] Neste vídeo apresenta-se
como utilizar a norma 6023 no Word 2007. Acesso em: 08 dez. 2017.
7. [Link] No vídeo apresenta-se o
emprego da norma 6023 no Word 2016. Acesso em: 08 dez. 2017.
O emprego de vídeos pode servir de apoio no processo de aprendizagem do
leitor uma vez que há pessoas que aprendem melhor por meio de vídeos.
O passo seguinte é observar trabalhos feitos por outros autores para ver como
fazem o emprego das normas e, finalmente elaborarem seus trabalhos fazendo
uso das normas.
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Em suma, é preciso pôr mãos à obra, pôr a mão na massa, aprender fazendo,
trabalhar e em paralelo ir verificando as normas. Esta era uma filosofia e modo de
aprender considerada por Dewey (1997), o qual afirma que a educação é seme-
lhante a um processo de reconstrução e reorganização das experiências adquiri-
das que irão influenciar as experiências futuras.
Concordamos com a citação no sentido de que é preciso aprender fazendo.
Ao elaborar um trabalho e submetê-lo para apreciação, normalmente, ele passará
pela correção por parte do professor, orientador, banca avaliadora ou no caso dos
artigos científicos pelos avaliadores da revista. Normalmente, essas pessoas fazem
observações e os autores dos trabalhos precisam corrigir para que seja aprovado.
Todos os trabalhos desenvolvidos no curso de Licenciatura em Computação
EaD deverão seguir o MDT – Manual de Dissertações e Teses, produzido pela UFSM,
o qual foi baseado nas normas da ABNT apresentadas nesta seção.
3 saiba mais: Para conhecer em detalhes o Manual de Dissertações
e Teses, faça o download do arquivo, o qual está disponível em:
[Link]
Dissertacoes_e_Teses-[Link]
licenciatura em computação| Metodologia da Pesquisa Científica · 41