0% acharam este documento útil (0 voto)
18 visualizações37 páginas

Encontro com Coronamon no Digimundo

Enviado por

livroscomrefri
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
18 visualizações37 páginas

Encontro com Coronamon no Digimundo

Enviado por

livroscomrefri
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

o OUTRO MUNDO

– Matt? – Chamou o ser alaranjado.

Matheus demorou um pouco para recobrar completamente sua consciência, mas


quando o fez sua primeira reação foi realmente se afastar bruscamente do
monstrinho à sua frente, atirando a primeira coisa que viu na direção do mesmo.

– S-sai daqui, se afaste de mim!

– Epa! – O ser alaranjado esquivou facilmente, apenas balançando a cabeça para o


lado. – Se isso pega no olho… um perigo.

– Você é laranja! E fala! E… e… tem um fogo aceso no seu rabo, igual um Charmander!
– apontou Matheus, ainda mais assustado do que antes. – O que é você?!

– Ué, eu sou o Coronamon, duh… – falou o Digimon, dando de ombros como se


aquela pergunta fosse óbvia. – E você é o Matt, não é? O que é um Charmander?

Coronamon é um digimon besta de nível criança e do atributo vacina. Ele é um


digimon laranja parecido com um filhote de leão. Possuindo aproximadamente 0,9
metro de altura, Coronamon é um digimon bípede de pelugem majoritariamente
alaranjada, possui garras afiadas amarelas em ambas as mãos e pés, além de um tufo
eriçado de pelo amarelado na região do peito. Possui uma espécie de bracelete
metálico em cada braço com um broche arredondado vermelho parecido com o
símbolo de ômega ao contrário e uma listra branca para fechar, no meio, esse que
possuía um núcleo amarelado que parecia irradiar calor. Ele possui uma cauda fina e
comprida, com uma chama ardendo na ponta. Em sua cabeça, além de seus grandes
olhos de íris azuis como o céu e seu pequeno e triangular nariz amarelado, possui
algo parecido com uma juba em desenvolvimento, com montes de pelos eriçados
espalhados desde o topo de sua face até a nuca, sendo os maiores, os em formato de
labaredas que possui no topo da cabeça, quase que como chifres. Sua boca é pequena
e parecida com a de pequenos felinos, como gatos domésticos. Mas, o que mais
chamava a atenção de Matheus era o mesmo emblema que tinha nos pulsos de
Coronamon mas em tamanho maior em sua testa, este que era ligado por uma haste
metálica como uma coroa e prendia o símbolo na cabeça do Digimon, e no lugar do
núcleo amarelado, havia uma labareda avermelhada ardendo para cima.

– Espera… Coronamon? Esse sufixo… você é amigo daquele tal de Impmon, não é? Foi
ele quem me trouxe aqui nesse… – Finalmente, Matheus olhou ao seu redor, se
deparando com uma floresta no mínimo peculiar.

O local em que o jovem brasileiro estava era de fato, uma selva, mas os troncos das
árvores apesar de parecerem comuns, tinham formatos estranhos e o rapazote podia
jurar que via algumas delas sumindo e re-aparecendo em frações de segundo. Já as
folhas tinham as mais diversas cores, tamanhos e formatos, enquanto poucas das
plantas possuíam frutos, e nenhum observável naquele instante era reconhecido por
Matheus.

– Impmon? Não, eu não conheço nenhum Impmon, eu só conheço o Matt, que é você.
– Coronamon apontou – Já está melhor? Você parecia ter desmaiado…

– Eu… eu estou bem sim, mas, quem diabos é você, Coronamon? Não me diga que é
um digimon ou algo do tipo, eu lembro vagamente daquela criança-demônio roxa
falando algo do tipo… – murmurou Matheus, enfim se erguendo e dando mais uma
olhada ao redor enquanto Coronamon se aproximava.

– Eu sou sim um digimon! – Exclamou Coronamon, flutuando um pouco para poder


olhar Matt nos olhos – Eu sabia que você era muito esperto, Matt! Estou tão feliz de
ter te encontrado!

– Feliz? Por quê? E afinal, onde é que nós estamos? – Perguntou o rapaz, já não mais
tão assustado com o digimon à sua frente.
– Aqui é o Digimundo, meu lar! – Falou Coronamon, de forma animada e dando um
rodopio no ar – E eu não sei exatamente o porquê, mas eu sei que estou muito
contente de ter te encontrado, Matt! Eu sinto que estava esperando isso por muito
tempo!

– Sabe que… parando para pensar, eu sinto que nós já nos conhecíamos antes,
Coronamon. – ponderou o rapazote, que apoiando a mão no queixo pôde enfim olhar
para baixo e notar que estava com vestes diferentes das que usava em casa.

Matheus ou Matt é um rapaz de 16 anos que possui 1,75 m de altura. Ele possui
cabelos azul-petróleo (ou preto-azulado) volumosos e lisos que são penteados para o
lado direito, mesmo que eles fiquem um tanto quanto espetados. Seus olhos são
azul-escuros, seu nariz arrebitado e uma boca pequena mas de lábios corados, além
disso, sua pele é caucasiana, mas por conta do clima tropical do local onde mora, é
um pouco corada e bronzeada. Ele estava vestido com uma camiseta branca de
mangas curtas, um casaco moletom preto com capuz, aberto na frente, de mangas
curtas brancas cujo tecido interno era azul, uma calça jeans e tênis azuis com
detalhes em preto e branco. Além disso, ele mantinha o colar dourado de sol que era
tão precioso para si.

– E… de onde vieram essas roupas?

– Você já estava vestindo-as quando te encontrei parecendo um defunto no chão. –


falou Coronamon – Brincadeira, a parte do defunto, você só estava inconsciente
mesmo.

– Isso eu sei, minha cabeça ainda dói um pouco… – Matt murmurou ao coçar a
própria nuca

– Mas, respondendo a outra pergunta, eu sinto o mesmo! Eu sinto que nós já nos
conhecemos, Matt!

– Mas, e como você me achou então, Coronamon? Você falou que me achou aqui
deitado…

– Eu não sei, aqui estava chovendo a pouco tempo, eu estava escondido debaixo de
uma árvore e do nada, o céu brilhou e a chuva parou. Eu senti uma sensação muito
forte no meu peito que eu deveria vir rápido para esse lugar, e quando cheguei, você
já estava aqui! – Explicou o Digimon, gesticulando bastante e dando piruetas no ar.

– Entendo… eu acho, bem, de todo modo, lá no meu mundo também estava chovendo
muito, e eu preciso urgentemente voltar para lá, meu irmão caçula ficou sozinho e eu
tenho que voltar rápido ou minha mãe me mata! Você sabe como eu posso fazer isso,
Coronamon? – Perguntou Matheus, caminhando até uma mochila de cor creme com
detalhes em amarelo e laranja que estava jogada no chão, centímetros ao lado de
onde o próprio estava jogado a minutos atrás, mas notando algo peculiar pendurado
na alça dela. – Ué, o que é isso, Coronamon?

– O quê? – perguntou o digimon, se aproximando para ver.

O objeto em questão era um dispositivo pequeno do tamanho da palma de uma mão.


Ele possuía um formato irregular, mas quase como um “oito”. O corpo do objeto era
majoritariamente branco e ele possuía uma tela pequena quadrada que estava
apagada, esta que era rodeada por um anel preto e um outro maior de coloração
dourada que era cortado ligeiramente na direita, como uma lua crescente, este que
por sua vez possuía um botão metálico na base com três ovais no topo, como o
símbolo de uma pata de felino. O dispositivo possuía três grandes botões alaranjados
próximos à tela e outros dois menores mais abaixo, que eram protegidos por um anél
em formato de infinito curvado na diagonal também de coloração dourada. Abaixo
desse detalhe, possuía também um segundo pequeno visor mas que havia um “00000”
cinzento ligado nele. O dispositivo possui duas antenas, uma maior cinza com uma
base dourada a protegendo na esquerda, e uma bem menor também dourada do lado
direito. Por fim, também em dourado haviam hastes dos lados do dispositivo, no
direito ia desde antes da tela até abaixo, na esquerda era de tamanho mediano e só
cobria ao lado dos botões menores e uma ainda menor na base.

– Esse dispositivo… isso daqui não é meu. – falou Matt, analisando todos os
componentes do aparelho misterioso. – Isso é um tanto quanto familiar, mas não
tenho ideia do que seja.

– Eu também não tenho ideia… – ponderou Coronamon com a mão no queixo –


Nunca vi algo assim antes!

– Me lembro de um brinquedo que existia quando eu ainda era uma criança, nele
havia uma espécie de tamagotchi para se cuidar, mas diferente dos convencionais.
Tinha até um jogo de cartas e um desenho. Mas perdeu em popularidade para
Pokémon e saiu de linha…

– Tama o quê?

– Tamagotchi… mas esquece isso, resumindo, era um pet virtual que evoluía de
acordo com o quão bem você cuidava dele e com a quantidade de vitórias que possuía
nas batalhas. – explicou Matheus, colocando a mochila nas costas e dando um
suspiro – Mas deixa isso para lá, não deve ser nada. Eu só quero mesmo é saber como
vou voltar para casa.

– Eu vou te ajudar, Matt! – Exclamou Coronamon, erguendo ambos os punhos para


cima e dando um sorriso largo – Não sei como, mas eu prometo que irei te ajudar.

– Hahaha, muito obrigado Coronamon, você é mesmo demais!

– Você acha mesmo? Então quer dizer que agora somos amigos? – O digimon
indagou com os olhos repletos de esperanças e brilhando em ansiedade pela resposta
do rapazote moreno, que deu um sorriso antes de responder.

– Claro que sim, você não parece ser do mal, e eu não vejo o porquê de não podermos
ser amigos. – Assim que Matt respondeu, porém, um barulho alto como um grito
pôde-se ser ouvido um pouco mais a nordeste na floresta, chamando a atenção dos
dois novos amigos. – Coronamon, o que foi isso?

– Eu não sei… mas não parece comum, pareceu um digimon e um… o que você é
mesmo? – indagou o digimon, torcendo o nariz em dúvida.

– Um humano, e você tem razão… vamos lá, rápido, Coronamon! Talvez haja mais
pessoas perdidas! – Matheus falou apressadamente, sequer esperando o digimon
responder para seguir correndo na direção do grito. – Eles podem estar em apuros!

– Eu vou na frente! – bradou Coronamon, flutuando rapidamente até alcançar Matt e


o ultrapassar um pouco – Caso seja um digimon malvado eu te defendo!

– Coronamon… – Matt se surpreendeu com a atitude corajosa daquele digimon que


sequer o conhecia direito mas demonstrava sinceridade em seu olhar perante às
últimas palavras proferidas. – Obrigado!

Correndo mais um pouco e passando pelas árvores e arbustos, em certo momento


Matt e Coronamon tiveram de desacelerar pelo cansaço, o rapaz inclusive se apoiou
sobre seus joelhos para resfolegar.

– Nada ainda… e aquele grito não se repetiu… – Matt falou pausadamente enquanto
recuperava um pouco de seu fôlego.

– Não exagera na corrida, Matt, se quiser eu posso dar uma volta por aqui para
analisar o perímetro e você não precisar mais se esforçar tanto… – Coronamon falava
com preocupação em sua voz, mas Matt logo ergueu o rosto para olhar o digimon nos
olhos.
– Não vou deixar que faça isso sozinho, além do mais, você pode se perder ou pior,
caso seja uma fera, você pode ficar em perigo, não posso permitir isso. Não é o certo.

– Matt… Ei, espera, o que é isso aí? – Coronamon emocionou-se com as falas de seu
parceiro, mas logo percebeu uma anormalidade vinda dele.

– Ué, nada… – Matheus ia falando mas logo percebeu o que Coronamon apontava: era
aquele dispositivo de antes, ele que estava preso novamente na alça da mochila agora
tinha a tela superior brilhando e piscando rapidamente. – É aquele troço, e agora
parece que ligou…

– E o que isso quer dizer?

– Eu não tenho ideia, mas… – Matheus ponderou um pouco, e deu uma volta de 360º
ao redor de si mesmo, notando que o brilho parava quando ele se virava para a
direção de onde veio, mas brilhava ao apontar para onde eles estavam indo. – Parece
ressoar com aquela direção…

– Talvez seja a fonte daquele grito! – Exclamou o digimon – Talvez agora estejamos
perto!

– Então vamos logo! – os amigos assentiram antes de voltar a correr.

Acelerando por mais alguns metros, o aparelho que antes apenas brilhava agora
emitia um ruído incômodo tanto para Matt quanto para Coronamon, esse que
inclusive, reclamava bastante do som. Mas, em mais alguns passos adiante, eles
puderam ver em uma outra humana, aparentemente da mesma idade de Matt, mas
mais baixa, ela cutucava uma enorme concha rosa imóvel.

– Ah, qual é, já falei que eu não vou te machucar, você pode sair daí? – choramingou
a garota, ainda cutucando a enorme concha. – Eu também já pedi desculpas por ter
gritado…

– Então foi mesmo ela… – sussurrou Coronamon – e aquilo com ela é…

– É uma humana! – Exclamou Matt, abrindo um sorriso esperançoso – É tão bom


saber que não estou sozinho aqui…

– Ei!

– Ah, foi mal Coronamon, eu estava falando de outros humanos…

– Relaxa, eu entendo… Mas então, vamos nos aproximar?


– Claro, por que não? – Matheus e Coronamon assentiram antes de se aproximarem.
A garota por sua vez continuava cutucando a concha e murmurando para que ela se
abrisse. – Com licença..?

– Ah! – Sem tê-los percebido se aproximar, a jovem recuou um pouco com a mão no
peito por conta do susto. – Oh, outro humano! E outra daquelas criaturas! – Ela
apontou, abrindo um sorriso – Por Buda, que alívio…

– O que é um Buda? – indagou Coronamon confuso, enquanto Matt se aproximou.

– Também estou aliviado de ter te encontrado… eu me chamo Matheus, mas pode me


chamar de Matt. E esse daqui é o… – Matheus ia falando, mas Coronamon se
adiantou, pulando no ombro do rapaz para também estender a mão para a garota.

– Eu sou o Coronamon, o amigão do Matt!

– Ah, então vocês são amigos? Eu me chamo Keiko, é um prazer, e eu não sei quem é
esse daqui, mas estava aqui me chamando, mas quando eu acordei, se fechou na
concha e não saiu até então… já pedi desculpas por ter gritado de susto, mas que
culpa eu tenho? – Keiko deu de ombros, dando um suspiro derrotada.

Keiko é uma jovem asiática de 16 anos, seus olhos são característicos e pequenos,
mas suas íris são de um tom incrivelmente azul, como o céu. Seus cabelos também
são surpreendentes, eles são loiros e demasiadamente lisos, quase como se as leis da
física e do frizz não se aplicassem à ela. Apesar da sedosidade, os cabelos estavam
presos com um pequeno elástico preto em um coque mal-feito. Ela tinha sua pele
amarelada característica da maioria das pessoas do oriente asiático, mas, um tanto
quanto corada, provavelmente por conta de demasiada exposição ao sol. Possui um
nariz fino e orelhas pequenas. Comparada a Matt, ela era bem mais baixa do que
aparentava, tendo singelos 1,48m de altura. Ela vestia uma camisa folgada de cor
branca com uma estampa roxa no meio coberta por um cardigan bege solto. Por
baixo ela usava uma calça jeans desbotada rasgada, e para complementar, nos pés,
tênis brancos com detalhes em magenta e preto. Ela usava algumas pulseiras no
braço direito das mais diversas cores e sua mochila era de alça única e tinha a cor
magenta com detalhes em verde num tom pastel.

– Então aquele grito foi de vocês, estávamos certos! – exclamou Coronamon – Aí,
Syakomon, ela não vai te machucar, pode sair daí!

– P-posso? – uma voz soou da grande concha, e de dois orifícios que haviam nela,
surgiram dois grandes olhos amarelados. – Coronamon!
– Eu mesmo! – O leão apontou para si mesmo com orgulho, dando uma risada. –
Você estava procurando ela, não foi?

– Você conhece ele, Coronamon? – perguntou Matt, surpreso.

– Claro que sim, e é ela. O nome dela é Syakomon! – apontou Coronamon enquanto
lentamente a ostra se abria, revelando um corpo gelatinoso e verde.

– O-olá… – Syakomon falou timidamente, até que a concha se abrisse por completo.

Syakomon é um digimon crustáceo de nível criança e do atributo vírus. Ela tem um


tamanho pequeno, medindo aproximadamente 0,5 metros de altura. Possui um corpo
parecido com um bivalve dividido em duas partes: a exterior é uma enorme concha
como de uma ostra de coloração rosa-choque que possui dentes brancos e afiados
espalhados à frente que formam uma aparência certamente intimidadora quando está
fechada, além disso em sua parte superior possui detalhes em preto, sendo três
manchas arredondadas espalhadas em triângulo com um símbolo parecido com uma
caveira bem no meio delas, e mais abaixo, há dois orifícios quadriculares profundos
de onde surgem seus grandes olhos amarelos quando se está fechada. Ao redor do
orifício também há uma mancha preta que mais se parece com uma máscara de
bandido. Mas, quando se abre, revela-se uma forma gelatinosa verde-grama com os
grandes olhos amarelados com duas antenas parecidas com orelhas ou chifres no
topo da cabeça. Possui um nariz triangular pequeno, e uma boca pequena também,
bastante parecida com a de um felino, tal qual a de Coronamon. O interior de sua
concha é de uma tonalidade violeta.

– Então é esse o seu nome? É um prazer conhecê-la, Syakomon! Eu sou a Keiko! – A


garota aproximou-se abruptamente da digimon novamente, se agachando na frente
dela para estender sua mão esquerda. – Ah, espera, você não tem mãos, né?

– É um prazer, Keiko… – Syakomon falou timidamente, estendendo uma de suas


antenas para retribuir o aperto de mãos da garota. – Eu estava te procurando… fico
feliz que você esteja aqui…

– Ah é, estava? Então por que não saia de sua concha até o Coronamon e o Matt
chegarem? – Indagou a loira, desconfiada, mas antes que Syakomon respondesse,
Coronamon se adiantou.

– A Syakomon é uma digimon muito tímida, você a assustou com seu grito bizarro.
– Ei, quem você chamou de bizarra? E para seu respeito, ela gritou mais alto do que
eu! – Exclamou Keiko, apontando acusadoramente para Syakomon que arregalou os
olhos e corou de imediato.

– E-eu, me assustei com o seu grito…

– Então espera, o grito que ouvimos, o mais alto, foi da Syakomon? – Matt indagou
surpreso – Inclusive, como vocês se conhecem, Coronamon? São amigos?

– Não exatamente… – Disse Coronamon, coçando a nuca.

– Como assim? – Keiko indagou, olhando para Syakomon que desviou o olhar antes
de responder.

– Tipo… eu sei que ele é o Coronamon…

– E eu sei que ela é a Syakomon!

– Mas vocês nunca se viram? Só sabem disso? – Perguntou Matt, confuso.

– Bem isso mesmo. – Disse Coronamon, dando de ombros.

– Que estranho… – ponderou Keiko, dando de ombros em seguida – Mas aí, você não
respondeu ainda a minha pergunta, Syakomon!

– Hein? Ah, s-sim… bem… eu estava na praia, ai senti uma sensação estranha e vim o
mais rápido que pude para cá. Estava chovendo, e eu estava com medo, mas quando o
céu brilhou, eu te achei minutos depois jogada no chão, eu não sei como, mas sabia
que você era quem eu estava procurando… – respondeu Syakomon, sem notar os
olhares atentos em si, ficando amuada quando percebeu.

– Mas você não sabe como sabia do nome dela? – perguntou Matt

– Não…

– Assim como eu! – Exclamou Coronamon

– É, isso está bem estranho… – disse Keiko – Inclusive, vocês não encontraram mais
ninguém por aqui? Eu tenho que achar o Shin!

– Saúde?!

– Não! Shin! O meu irmãozinho! Ele estava comigo quando aquela coisa roxa
apareceu, e estava falando com nós dois, mas aí eu acordei aqui com a Syakomon e…
– Não vimos ninguém, desculpa… – falou Coronamon

– Keiko… – murmurou Syakomon, notando a preocupação na fala da garota

– Nós podemos procurá-lo! – Exclamou Matt, esboçando um sorriso que animou


Coronamon e surpreendeu tanto Keiko quanto Syakomon. – Nós te achamos, e se
aconteceu o mesmo com você e comigo, ele não deve estar tão longe. Tipo, essa
floresta nem deve ser tão grande, né?

– Na verdade… – Coronamon e Syakomon trocaram um olhar, antes da digimon


bivalve continuar – Se não estou enganada, estamos perto do olho da floresta, e ela é
sim, enorme.

– Tipo, quase toda a proporção da ilha é baseada nessa floresta aqui. – explicou
Coronamon, gesticulando bastante. – Então sim, é bem grande!

– Então temos que ir procurá-lo rápido! – Keiko exclamou com determinação – Você
vai me achar a achar o meu irmão, não é, Syakomon?

– Claro! – Assentiu a Bivalve, esboçando um sorriso pequeno.

– Conta com a gente! – disseram Coronamon e Matt em uníssono, mas antes que eles
pudessem dar sequer um passo, o aparelho na mochila do rapaz voltou a emitir os
ruídos e brilhar, ao mesmo tempo que um semelhante na alça da bolsa de Keiko fazia
o mesmo.

– Você também tem um! – apontou Keiko, pegando o seu dispositivo que em questão
de componentes era igual ao de Matt, mas a aparência era diferente. O corpo do
aparelho era rosa-choque, enquanto os adereços laterais e principais eram de uma
cor verde-grama e os botões tinham uma tonalidade lilás. – O que é essa coisa
barulhenta, afinal?

– Eu não tenho ideia… – Matt suspirou, olhando para o aparelho e apontando para
logo atrás de Keiko, fazendo o aparelho ressoar ainda mais alto. – Mas foi o que me
ajudou a encontrar vocês duas, então, acredito eu que possa haver outra pessoa
naquela direção.

– Pode ser o Shin! Então o que estamos esperando?! Vamos! – Antes que qualquer um
pudesse responder, Keiko prendeu o dispositivo novamente à sua bolsa e correu na
direção apontada por Matt, deixando ele, Coronamon e Syakomon para trás.

– Ei, espera, Keiko! – Chamou Syakomon, preocupada, logo começando a saltar o


mais rápido que conseguia na direção que sua amiga estava correndo.
– Deixa que eu te ajudo, Syakomon! – Exclamou Matt, pegando a Bivalve nos braços e
correndo atrás de Keiko, enquanto Coronamon acompanhava pelo ar, flutuando.

– Shin! Hey, Shin! – gritava Keiko mais à frente, mas, depois de alguns metros, ela
desacelerou bruscamente, quase fazendo Matt trombar em suas costas se não fosse
por Coronamon tê-lo parado antes.

– Ei, você quase me derrubou! Qual foi? – reclamou o rapaz, mas logo olhou na
direção que Keiko observava e percebeu o mesmo que ela. Lá havia uma criatura com
um olho só de cor roxa e que possuía alguns tentáculos, ele parecia paralizado e
observava o quarteto com atenção. – Mas o que diabos é aquele troço?

– É um de vocês? – perguntou Keiko, confusa e achando engraçada a forma que o ser


arroxeado tinha.

– É um Argomon. – falou Coronamon, apontando para a criatura enquanto


Syakomon complementava com outra resposta.

– Ele é sim, um Digimon.

Argomon é um digimon mutante de nível criança e atributo vírus. Ele possui um


corpo roxo esférico e mediano, medindo aproximadamente 0,8 m de altura. No topo
de sua cabeça ele possui seis chifres molengas, sendo os individuais de trás maiores
que os dois da frente como orelhas de coelhos, eles são majoritariamente da mesma
cor de seu corpo: roxos, mas possuem uma listra amarela, uma laranja e a ponta é de
tonalidade vermelha .Ele possui um único e enorme olho no centro de seu corpo, ele
é dividido por diversas fragmentações que se inicia por uma abertura em formato
ocular verde que se estende um pouco até onde saem seus “braços”, o interior de seu
grande olho é quase completamente amarelo com detalhes e o glóbulo principal
sendo em vermelho. Ele possui dois tentáculos verdes parecidos com vinhas no lugar
de seus braços, a ponta inclusive é arredondada quase do tamanho do próprio corpo
principal e as vinhas de lá possuem espinhos afiados espalhados aleatoriamente. A
base inferior de seu corpo, logo abaixo da marca ocular verde, ele possui uma
“cintura” verde que se estende até seus dez tentáculos esverdeados que servem com
suas pernas, cujas pontas são acinzentadas e pontudas parecido com pequenas
brocas.

– Ele é bem estranho, vocês parecem até animais ou criaturas que existem no nosso
mundo, mas ele é bem… peculiar… – falou Matt, olhando ainda confuso para o imóvel
Argomon.
– Ele parece… uma beterraba com um olho e tentáculos. – falou Keiko, semicerrando
os olhos para Argomon, fazendo o mesmo tremer um pouco.

– Acho que ele ficou nervoso. – pontuou Coronamon

– Não se preocupe Argomon, eles são humanos. – Uma voz diferente soou da árvore
atrás de onde Argomon estava, e de lá, surgiu uma garota aparentemente mais nova
do que Keiko e Matt. – Desculpa a confusão, eu me assustei quando essa coisa
começou a apitar e eu ouvi vozes e passos, por isso me escondi.

– Eu deveria ter te protegido, Kath, desculpa… – Argomon enfim se moveu, abaixando


levemente sua cabeça (ou corpo).

– Tudo bem, Argomon! – A garota sorriu em resposta, se abaixando um pouco para


fazer carinho na cabeça do digimon roxo. – Inclusive, eu me chamo Katherine, mas
podem me chamar de Kath. E vocês?

Katherine é uma garota de 14 anos de idade de estatura mediana-baixa, medindo


aproximadamente 1,54 metros, ou seja, ela era mais baixa do que Matt, mas mais alta
do que Keiko. Kath tem cabelos curtos e macios de cor castanho-madeirado, eles
atingem a altura um pouco acima do ombro. Seus olhos são grandes e possuem a cor
verde, além de pupilas brilhantes e expressivas. Ela possui um rosto delicado, com
bochechas rosadas e uma boca pequena que esboçava um sorriso gentil. Seu nariz é
pequeno e arredondado. Ela possui um corpo esguio de pele caucasiana. Em termos
de vestuário, Kath vestia-se com uma blusa de malha de tonalidade rosa suave com
bordados delicados em branco. Mais abaixo ela usava uma saia leve de cor
azul-escuro e nos pés, sapatilhas brancas. E já sobre acessórios, ela usava uma tiara
branca na cabeça, no pescoço usava um lenço de mesma cor enquanto nos braços
possuía pulseiras de contas em tons de rosa, magenta e lilás.

– Eu sou o Matt, e esse daqui é o Coronamon.

– E aí?!

– E eu sou a Keiko, é um prazer te conhecer!

– E-eu sou a Syakomon…

– É um prazer conhecer todos vocês, fico feliz que haja mais humanos além de mim
por aqui, já estava ficando assustada, se não fosse o Argomon. – Kath falou
docemente, acenando como forma de cumprimento. – Falando nele, por que você
também não se apresenta?
– Ah, é que… – Argomon grunhiu, virando um pouco sua face aparentemente
constrangido – Eu sou o Argomon… é um prazer conhecer vocês…

– O prazer é todo nosso! – Coronamon falou esboçando um sorriso largo, enquanto


tanto Syakomon quanto Argomon pareciam evitar contato visual.

– Ele é bastante energético. – Kath riu – Vocês são bem fofos.

– A-ah, que isso… – Syakomon gaguejou, envergonhada

– Mas Kath, você estava falando de algo apitando, não seria um aparelho desses, né?!
– Matt indagou, mostrando seu dispositivo, assim como Keiko ao lado. Kath assentiu
assim que os viu, mostrando o seu próprio de imediato, que também tinha cores
diferentes: o corpo era verde-claro, as laterais roxas e os botões verde-limão.

– Foi isso aqui. Quando eu acordei, um tempo depois o Argomon se apresentou para
mim e eu ouvi um grito que nos assustou, mas decidimos averiguar, mas depois esse
troço começou a apitar muito alto. Não demorou muito e vocês nos acharam. –
Explicou a mais nova.

– Barulho… muito… alto… – falou Argomon, tremendo um pouco.

– Matt, você disse que nos achou por causa do barulho, não foi? – indagou Keiko,
apontando para si mesma e Syakomon.

– É, eu lembro disso… – ponderou a Bivalve

– Sim, ele começou a brilhar e depois emitir aquele ruído chato. Eu percebi que
quando apontamos para a direção onde está outro desses por perto, o barulho
aumenta, mas quando chegamos perto ele se cala novamente e só fica brilhando. –
explicou o rapaz, mostrando seu aparelho.

– E agora que notamos isso, ele para de brilhar quando chegamos perto. – observou
Keiko – Se andarmos por aí e apontarmos em direções aleatórias, podemos achar o
Shin!

– Só não saia correndo na frente de novo… – pediu Syakomon

– Quem? – indagou Kath, olhando para Matt e Coronamon.

– O irmão dela, aparentemente. – respondeu o digimon, dando de ombros


– Ela disse que estavam juntos antes dela ser mandada para cá. – explicou Matt, mas
antes que mais perguntas pudessem ser feitas o dispositivo de Keiko começou a
brilhar e soar quando ela apontou para sudeste.

– De novo, olhem! – apontou a loira, pegando Syakomon no braço e saindo correndo.

– E-ei, Keiko! E-espera!

– E lá foi ela… de novo… – Coronamon suspirou

– Vamos logo, para a Keiko não se perder! Kath, vocês vem? – falou Matt, se virando
para a castanha.

– Claro, Argomon, vamos!

– Certo. – Assentiu o digimon roxo, começando a flutuar um pouco, assim como


Coronamon enquanto os dois humanos seguiram correndo atrás de Keiko.

Eles correram em direção ao sudeste, seguindo Keiko, e mais alguns metros à frente
se depararam com, como o esperado, um humano ao lado de mais um digimon
diferente que parecia também estar se deixando guiar na direção do barulho do
aparelho misterioso. A dupla ali em questão era formada por um rapaz alto e loiro
que segurava um aparelho de cor ciano com botões bege e adereços vermelhos e um
digimon mais parecido com um dragão filhote.

– Ah, não é o Shin… – Keiko falou, suspirando e fazendo um bico de decepção.

– N-não faça essa cara, Keiko! Ainda podemos achar ele! – disse Syakomon,
preocupada.

– Desculpa? – O loiro falou ao se aproximar com seu digimon, semicerrando os olhos.

– Não ligue para ela… – Kath falou, se aproximando finalmente com Matt,
Coronamon e Argomon. – Ela está procurando o irmão, mas não é nada pessoal.

– Pois é, não a leve a mal. – pontuou Matt, coçando a nuca sem graça.

– Hahaha, eu falei que era coisa boa, Magnus! São humanos igual você! – exclamou o
digimon dragão, dando pequenos pulos de alegria.

– Mesmo assim, não sabemos se eles são confiáveis, Dracomon! Não seja tão otimista
assim!
Magnus é um rapaz de 17 anos, ele possui uma estatura média, tendo
aproximadamente 1,73m, fazendo dele, pouco mais baixo do que Matt ou mais alto do
que Katherine. Seus cabelos são uma cascata de cachos loiros que emolduram seu
rosto de maneira despojada. Seus olhos, grandes e marcantes, exibem uma tonalidade
castanho-avermelhada. Com sobrancelhas grossas e cílios longos que adicionam um
toque de intensidade ao seu olhar, Magnus possui uma pele caucasiana
impecavelmente clara. Quanto ao vestuário, ele usava um suéter bege, e na parte de
baixo, uma calça preta. Seus sapatos, em tons de azul-marinho com detalhes em
cinza. Em suas costas havia uma mochila azul-clara com detalhes em amarelo.

Dracomon é um digimon dragão de nível criança e atributo data. Ele é bípede e


possui um corpo segmentado, além de medir aproximadamente 1 metro de altura,
fazendo dele um pouco mais alto do que Coronamon e os outros. Seu corpo é
segmentado, fazendo-o possuir separação entre cabeça, braços, pernas, corpo, asas e
cauda. Ele tem a aparência de um dragão bebê, sua pele escamosa é de coloração
majoritariamente ciano, com exceção da região de sua mandíbula e barriga que tem
uma tonalidade creme. Em seus braços e pés ele possui três grandes garras brancas
em cada um, sendo maiores às dos membros inferiores. Ele possui uma grande cauda
que possui a mesma cor do restante de seu corpo. Seu rosto possui o mesmo formato
comum de um réptil, mas ele possui duas protuberâncias no topo desta de onde
surgem seus chifres vermelhos que possuem dois segmentos retilíneos, parecidos
com metade de um osso que foi roído nas pontas. Na parte de trás de seu rosto há em
cada lado dois segmentos pontiagudos, enquanto que na parte de trás de sua
mandíbula estão três segmentos também pontiagudos, mas mais finos e menores que
os da cabeça. Seus grandes olhos, seu par de asas medianas e também seus chifres
são de cor vermelha. Sua boca é repleta de dentes brancos e afiados, mas quando
fechada, apenas três ficam visíveis de cada lado: dois que saem da mandíbula, e um
no meio, que sai do maxilar.

– Acredite, estamos na mesma. – pontuou Coronamon, dando um sorriso.

– E como podemos acreditar nisso?! – indagou Magnus, apontando.

– Bem, você já achou outro humano aqui? – perguntou Kath, aborrecida com a
tamanha desconfiança do garoto loiro.

– Não, mas…

– Pois é parceiro, estamos na mesma! – exclamou Keiko, revirando os olhos – Eu sou


a Keiko, e essa daqui é a minha amigona, a Syakomon!
– O-oi… – A bivalve desviou o olhar mais uma vez, ficando corada com a repentina
intimidade que Keiko lhe deu.

– Eu sou o Coronamon, e aí?

– E eu sou o parceiro dele, pode me chamar de Matt! – O moreno estendeu sua mão
para Magnus, e quando não obteve respostas, se virou para Dracomon.

– Eu sou o Dracomon! Esse daqui é o Magnus, é um prazer conhecer todos vocês! – O


dragão sorriu com o cumprimento, balançando a mão de Matheus fervorosamente.

– Eu me chamo Katherine, e esse aqui do meu lado é o Argomon. – a mais nova fez
um breve aceno de cabeça, enquanto Argomon voltou a se manter estático.

– Que grupo… é… – Magnus ponderou alto, sendo complementado por Matt.

– Estranho e peculiar? Nós também percebemos isso, mas aparentemente viemos


parar aqui pelo mesmo motivo, então…

– Blablabla, podemos conversar depois que acharmos o meu irmão? Eu estou ficando
preocupada! – Keiko esbravejou, batendo a perna.

– Calma, Keiko… – pediu Syakomon, preocupada com sua parceira.

– Não adianta nada ficar assim, é melhor termos calma. – suspirou Kath, segurando
em uma das mãos de Keiko – Se ele realmente foi trazido para cá como nós, eu acho
que…

– Alguém… observando… – Argomon falou, interrompendo sua parceira e alertando a


todos.

– É, eu disse que essas vozes eram de humanos, ou seja, ponto pra mim. – disse uma
voz atrás de um arbusto, já se revelando como um digimon de aparência suspeita. – E
eles têm um observador, então, não tem mais o porquê de nos escondermos.

– É, parece que nos descobriram… – uma outra voz se fez ouvir, era a de um outro
rapaz que surgiu de trás de uma árvore. – Olá.

– “Olá”?! Você estava nos espionando e só é isso que tem a dizer? “Olá”?! –
esbravejou Magnus, indignado.

– Mais humanos, a festa está ficando animada! – sorriu Dracomon, dando uma risada
cúmplice com Coronamon.
– A quanto tempo está aí? – perguntou Kath, desconfiada

– Não muito, mas o suficiente para ter ouvido as apresentações e saber seus nomes. –
respondeu o recém-chegado, de forma cética. – Então, eu sou o estranho no
momento.

– Teoricamente, todos ainda somos estranhos… – murmurou Magnus.

– Nós estávamos seguindo o barulho daquele troço – explicou o digimon estranho,


apontando para o objeto nas mãos de seu parceiro, que era preto com os botões
vermelhos e os adereços azuis. – Daí escutamos as vozes de vocês e bem, ele nos
entregou.

– Como você os notou, Argomon? – indagou Coronamon, fazendo todos os olhares se


virarem para o digimon roxo que voltou a tremer de nervosismo. – E-esquece…

– Enfim, eu me chamo Eshward, mas podem me chamar de Ash. E esse ao meu lado,
é o Dracmon. – O novato falou cordialmente

– E aí? – Dracmon balançou a cabeça como forma de cumprimento.

Eshward é um jovem de 15 anos de estatura mediana-baixa — aproximadamente 1,65


m — com uma presença marcante e uma aura de mistério. Sua pele é naturalmente
bronzeada. Seus olhos, de um vívido tom violeta, brilham com intensidade,
destacando-se em seu rosto jovem e inexpressivo. Seu cabelo, longo e branco como a
neve, adiciona um toque de elegância e singularidade à sua aparência. Ele prende
seus cabelos em um pequeno rabo de cavalo com um elástico roxo-escuro, deixando
uma mecha negra proeminente cair estrategicamente à frente de seu rosto,
destacando ainda mais sua individualidade. Seu cabelo, que cobre sutilmente seu
olho esquerdo, confere-lhe um ar enigmático e misterioso. Já quanto ao seu vestuário,
Esh usava uma camisa roxo-escura com o símbolo de um “X” em branco, coberta por
uma jaqueta preta. Na parte de baixo ele usava uma calça jeans de cor azul-escura,
além de tênis cinzas com detalhes em branco e cadarços vermelhos.

Dracmon por sua vez é um digimon morto-vivo de nível infantil do atributo vírus e
que mede aproximadamente 0,9m de altura. Ele tem uma aparência bastante
específica, mas um tanto amedrontadora. Ele é bípede e de certa forma possui uma
aparência humanóide. Sua pele é de cor cinza-azulada. Em seu rosto ele utiliza uma
máscara preta que se estende até uma ponta elevada, como uma gota. Ele possui um
par de enormes olhos em sua máscara que parecem ter sido desenhados, o da
esquerda é de cor vermelha e o da direita de cor verde, dentro de cada olho há duas
marcas azul-marinho para dividir a pupila do restante do olho. Ele possui uma boca
aparentemente sempre sorridente com os dentes brancos visíveis, e em sua máscara
saindo de cada ponta do lábio inferior, surgem presas como as de um vampiro. Seu
queixo visível é da mesma cor de seu corpo. A máscara é conectada por uma aba
felpuda preta que fica no pescoço do digimon. Em sua barriga há uma espécie de
cinto em formato de asas de morcego roxo-escuro com pontas afiadas
vermelho-sangue que seguram um colar dourado que porta um pingente redondo
com uma pedra azul dentro, parecida com uma safira mais clara. Ele possui dois
braços com cinco dedos em cada mão, além de possuir enormes garras vermelhas em
cada dedo. Nas palmas de suas mãos há um olho redondo em cada uma: o da mão
esquerda tem a íris vermelha, e o da mão direita, uma íris verde. Ele carrega uma
pulseira de couro preta em cada pulso, enquanto no antebraço esquerdo há uma faixa
preta cobrindo-o quase que por completo. De seus braços, um pouco antes dos
cotovelos saem lâminas pontiagudas da mesma cor de suas garras. Na parte inferior
de seu corpo, Dracmon veste uma calça de couro preto que é dobrada no final, e da
parte de trás de seu corpo, um rabo fino e de ponta triangular, como a de um
demônio, pode ser vista. Ele uma botas roxas de cadarços pretos que possuem três
enormes garras escarlate saindo de sua ponta, como se elas tivessem rasgado-as.

– É um prazer conhecer vocês! – Disse Dracomon, indo até Dracmon para o


cumprimentar com um aperto de mão que logo foi disposto pelo digimon vampiro.

– Há quanto tempo estão vagando pela floresta? – perguntou Ash

– Não muito, depois que o Matt me achou, nós achamos a Kath e agora esse daí. –
apontou Keiko

– “Esse daí”? – Indagou Magnus, aborrecido.

– Acredito então, que todos nós tenhamos acordado ao mesmo tempo, se não, em um
tempo próximo. – disse Ash, pensativo.

– Já estamos em um número grande aqui, será que existem mais humanos? – indagou
Matt

– Pelo que percebi, tem um padrão rolando. – Magnus disse, após um pigarreio –
Todos nós temos um desses do lado.

– “Desses” não! – repreendeu Coronamon – somos Digimons!

– Isso aí! – Disseram Dracmon e Dracomon, em uníssono.


– Quanto… barulho… – gemeu Argomon

– Falou e disse colega… – concordou Syakomon, dando um suspiro

– Acredito que sim, não posso chutar um quantitativo, mas olha só, tem pelo menos
mais um. – Disse Kath – Digo, se o irmão da Keiko realmente entrar nessa somatória.

– Ele conta! Eu sei que ele está aqui em algum lugar! – exclamou a loira, batendo os
pés.

– Então, por hora, acho que o mais prudente seria reunir a todos. – pontuou
Dracmon, com uma das mãos na cintura

– Por que diz isso? – perguntou Dracomon

– Eu entendi o seu pensamento. – interrompeu Ash – Quanto mais pessoas


reunirmos, mais informações teremos.

– Não era isso, mas serve esse alternativa também. – disse o digimon sombrio, dando
uma risada.

– E o que era então? – perguntou Syakomon

– Estamos em um grupo aqui, se houver outros de vocês, mesmo que com digimons
do lado, esse lugar é perigoso e imprevisível, eles podem estar em apuros se
separados. – explicou Dracmon, fazendo a todos arregalaram os olhos.

– O que você quer dizer com perigoso e imprevisível? – indagou Magnus, com uma
feição apavorada.

– Não se preocupa, Magnus… – pediu Dracomon

– Coronamon? – Matt chamou por seu parceiro, que confirmou a fala de Dracmon
com a cabeça

– Infelizmente, ele tem razão…

– Então temos que ser rápidos! – Exclamou Keiko, determinada.

– Não seja imprudente de novo, por favor… – pediu Kath, após um longo suspiro

– Concordo, imprudência não nos levará a lugar algum. – acenou Ash

– Mas, o Shin… – Keiko apertou firmemente os punhos, mas Syakomon estendeu uma
de suas antenas para segurar em seu pulso.
– Nós vamos o encontrar, mas por favor, tenha calma… – pediu a bivalve

– Certo, mas pelo menos, vamos logo!

– Então, para que lado vamos agora? – perguntou Coronamon, olhando para seu
parceiro.

– O aparelho de algum de vocês ressoa? – perguntou Matt, apontando para o seu


dispositivo. Todos os outros quatro humanos pegaram os seus e logo se viraram de
costas uns para os outros, quando repentinamente, o de Kath soou. – Kath?

– É para lá agora… – falou Argomon, olhando para a direção sul.

– Então vamos andando. – disse Keiko, pegando Syakomon nos braços e saindo
correndo à frente.

– Ei, espera a gente! – Dracomon se animou e partiu logo em seguida.

– Dracomon, não vá sem mim! – exasperou-se Magnus, correndo atrás de seu


parceiro.

– E lá foram eles… – suspirou Kath, saindo logo depois com Argomon.

– Humanos são engraçados… – riu Dracmon, saindo ao lado de Ash.

– Eu não achei que ia correr tanto hoje… – suspirou Matt, com Coronamon flutuando
ao seu lado.

Os jovens e seus digimon seguiram caminhando à passos apressados até que enfim
os seus dispositivos parassem de apitar e mais uma vez, confirmassem que seja lá
quem fosse, estava próximo. Mas, segundos depois, uma risada pôde ser ouvida mais
à frente, e olhando para dentro da mata puderam ver uma garotinha ao lado de um
digimon parecido com uma engrenagem dourada.

– É apenas uma garotinha… – observou Magnus – Do que ela tá rindo, hein?

– Parece ter sido uma piada das boas… – disse Dracomon

– Ela está animada demais para quem está perdida… – ponderou Ash, desconfiado

– Ela parece ser mais nova que eu… – falou Kath

– Ainda não é o Shin… – disse Keiko, fazendo biquinho


– Pelo amor… vocês são o quê? – indagou Matt, saindo andando na frente e
surpreendendo a todos. – Se recomponham, e venham logo, se ela é mais uma de nós,
vamos lá falar com ela.

– Oh, Nitta! Humanos e digimons! – exclamou o digimon engrenagem, olhando na


direção onde Matt guiava o grupo com Coronamon ao lado.

– É mesmo! Hahaha, que demais! – comemorou a garotinha, correndo para se


aproximar. – Heeeeey!

– Ela sabe que estamos a menos de 10 metros dela, né? – indagou Ash, aborrecido.

– Os parceiros de vocês… eu hein… – Syakomon suspirou, enquanto Dracmon e


Dracomon deram de ombros rindo.

– Quente… – murmurou Argomon, olhando para a nova dupla.

– Oi, você está perdida? – perguntou Kath, gentilmente

– Eu? Ah não não, o Solarmon aqui é um excelente guia, ele estava me mostrando a
floresta! – disse a garotinha, de forma animada

Solarmon é um digimon máquina de nível infantil do atributo vacina. Ele é um


digimon pequeno que flutuava poucos centímetros acima do chão, ele mede
aproximadamente 0,7m, sendo apenas um pouco maior do que Syakomon. Seu
formato era o de uma engrenagem, sua parte mais superficial e costas eram douradas
ao ponto de reluzir com o sol, enquanto suas oitos pontas eram retangulares e
pontiagudas. O centro, que era o rosto dele, era de cor laranja vivo com um corte
vertical bem no meio com alguns parafusos do lado direito. Seus olhos eram grandes
de cor vermelha, sendo possível notar que suas pupilas negras tinham o formato de
pequenas engrenagens também. O contorno do olho direito também parecia-se com
uma engrenagem, mas com pontas mais finas. Sua boca era média sem dentes e
seguia em uma espécie de ziguezague de uma ponta à outra. Ele não possuía outros
membros, apenas duas engrenagens menores em suas laterais, mas com as pontas
retangulares mais compridas e sem pontas, e também, com um espaçamento menor
por conta de seu tamanho; das pontas, cinco delas eram maiores e as três menores
eram justamente as que conectavam-se ao corpo do digimon. O centro dessas
engrenagens menores, de certo modo, assemelhava-se a um timão de um navio. Em
um geral, apesar de parecer-se com uma engrenagem, Solarmon também lembrava
um pequeno sol por conta de seu brilho e suas cores.
– É um prazer conhecer outros humanos como a Nitta! – disse Solarmon, flutuando
alegremente ao redor de cada um dos humanos.

– Então esse é seu nome? – perguntou Keiko – “Nitta?”

– Nein! Meu nome é Nittaya, mas podem me chamar de Nitta se preferirem! –


Exclamou a mais nova, com ânimo.

Nittaya é uma garota de 13 anos de idade de estatura baixa, medindo


aproximadamente 1,40m, ou seja, sendo mais baixa até do que Keiko. Sua pele tem
um tom naturalmente moreno. Seus olhos, da cor de um vermelho-claro brilhante,
são adornados por pupilas que se assemelham ao formato de estrelas e parecem até
brilhar. Os traços do rosto de Nittaya são suaves e expressivos, com olhos
ligeiramente amendoados e um nariz pequeno e delicado. Sua boca é de tamanho
médio, curvada em um sorriso radiante que ilumina seu rosto e transmite uma alegria
contagiante. Seus cabelos são cor-de-rosa, longos e exuberantes. Ela os prende em
duas grandes marias-chiquinhas laterais que se assemelham a rabos de cavalo,
destacando-se ainda mais com um lenço de cabelo parecidos com engrenagens,
metade branco e metade azul-marinho. Nitta estava usando uma camiseta de manga
curta branca repleta de relevos. Por cima da camiseta, vestia um cardigã de tricô em
um tom de azul-claro suave. Na parte de baixo, ela usa uma saia rodada em um
vibrante tom de amarelo-claro, que acrescenta uma explosão de cor ao seu visual.
Nos pés, Nittaya calça um par de tênis all star confortáveis em um tom de laranja
brilhante. Além disso, Nittaya usa uma pulseira de couro com contas coloridas em
tons de azul, vermelho, branco e amarelo. Além disso, ela usava uma mochila escolar
cor-de-rosa com a estampa de uma personagem de anime ruiva de óculos que tinha
algumas criaturas ao lado.

– É um prazer conhecer todos vocês, quais seus nomes? – Continuou Nittaya,


alegremente e estendendo sua mão para Matt, que era o humano mais à frente.

– Eu sou o Matt, e esse daqui é o Coronamon.

– Isso aí, eu sou o amigão do Matt!

– Eu sou a Katherine, mas você pode me chamar de Kath. É um prazer. – Sorriu a


castanha – E esse daqui ao meu lado é o Argomon.

– Oi…

– Eu sou a Keiko, e a minha amiga é a Syakomon!


– Olá, é um prazer…

– Eu sou o Magnus e esse daqui…

– Eu sou o Dracomon! É um prazer conhecer vocês também, Nitta e Solarmon!

– Eu sou o Dracmon, e aí garota? Esse daqui é o Ash.

– Oi…

– Quantos nomes legais! – Riu Solarmon, animadamente

– Vocês são um grupo? Tipo… aquelas bandas famosas? – perguntou Nitta

– Ah, não, nós só estamos procurando mais humanos por aí. – explicou Kath, com um
sorriso.

– Corrigindo, estamos procurando o meu irmão Shin. – disse Keiko

– Moça, pelo amor de Deus, a gente já entendeu isso, não precisa ficar repetindo a
cada 5 segundos. – reclamou Dracmon

– Vou ter que concordar com ele. – disse Magnus, enquanto Ash apenas confirmou
com a cabeça.

– Enfim… você disse que o Solarmon estava te mostrando a floresta, então já faz
muito tempo que estão andando por aí? – perguntou Matt

– Não, faz pouco tempo. Eu estava dormindo, aí o Solarmon me acordou, viramos


amigos e começamos a caminhar, aí isso daqui começou a apitar enquanto estávamos
andando… – explicou Nitta, mostrando seu dispositivo, que era laranja com botões
prateados e adereços dourados.

– E aí, vocês apareceram! – exclamou Solarmon

– Então realmente está tudo seguindo um padrão… – ponderou Ash, com a mão no
queixo

– Nós temos muito o que conversar, mas podemos fazer isso enquanto andamos? –
pediu Keiko, aborrecida por ter sido censurada anteriormente.

– A Keiko tem razão, então, você vem conosco, Nitta? – indagou Matt, recebendo
acenos frenéticos da garotinha em concordância.

– É claro! Vai ser divertido, você não acha, Solarmon?


– Sim, vamos lá, Nitta! – A engrenagem falou, e sem demora, o grupo começou a
caminhar sem rumo para procurar mais humanos, e em especial, o irmão de Keiko.

Enquanto caminhavam, eles puderam trocar mais umas palavras e Matt relembrou a
todos de seu encontro com Impmon e o que levou ele até aquele lugar e ao encontro
com Coronamon, e quando ele terminou, todos os outros também relataram suas
experiências que para a surpresa do rapaz eram todas muito parecidas: Eles estavam
em casa, quando algo fora do comum aconteceu e Impmon surgiu ferido, fazendo um
discurso breve e segurando em suas mãos fazendo eles perderem a consciência e só a
recobrar no digimundo ao lado de seus parceiros Digimon.

– Que estranho, aconteceu o mesmo com todos então… – murmurou Kath, baixinho.

– Isso é pavoroso! – exclamou Magnus, exasperado

– Não é não, é divertido! Assim eu pude conhecer o Magnus! – riu Dracomon

– Concordo! Eu conheci a Nitta assim também! – disse Solarmon

– Muita… energia… – murmurou Argomon

– Ele só fala assim? – perguntou Dracmon, para Syakomon e Coronamon que


assentiram. – Bizarro…

– Mas eu gostaria de saber o que eles tem haver com tudo isso. – disse Ash, olhando
para os Digimons. – São todos diferentes, inclusive aquele Impmon, mas esses
parecem nos conhecer à anos e só fazem nos seguir sem motivos.

– Não é sem motivo! – Coronamon exclamou

– Então, qual é o motivo de vocês? – perguntou Kath, mas antes que qualquer um
pudesse responder, o aparelho de Nitta ressoou por ela estar mais à frente do grupo,
mas, em poucos segundos ele parou. – Huh?

– Ué, parou… – falou Nitta, coçando a nuca

– Tem alguém para lá, mas deve ter mudado de direção? – teorizou Magnus

– Ou deve estar próximo. – disse Keiko

– Só vamos saber quando formos conferir! – disse Matt, e em poucos passos o grupo
chegou até onde mais uma pessoa estava, era um rapaz.
Ele estava encostado com as mãos rente ao corpo e com os olhos fechados, parecia
estar em pânico. À sua frente estava uma espécie de cão que olhava confuso para o
rapaz, assim como os digimons quando vislumbraram aquela cena.

– Por que ele tá naquela posição, e por quê ele grita tanto? – indagou Dracmon,
incomodado

– Ele parece estar com medo… – observou Syakomon

– Daquele cachorrinho? Hahaha, que engraçado. – riu Nitta

– Aquilo também é um digimon? – Kath perguntou, e Argomon assentiu.

– É… Labramon…

Labramon é um digimon besta de nível infantil e do atributo vacina. Como seu


próprio nome sugere, ele tinha a aparência de um cachorro da raça labrador, sendo
de tamanho médio, medindo aproximadamente 0,7m de altura. Ele era um digimon
semi-bípede, pois apesar de estar sobre duas patas, ele estava demasiado curvado,
com suas patas dianteiras a poucos centímetros de encostarem no chão. Suas patas,
tanto dianteiras quanto traseiras, possuíam três garras afiadas de coloração amarelas.
Sua cauda era longa e encaracolada na ponta, e ela era de cor rosa-escuro, assim
como suas cumpridas orelhas; seu rosto era exatamente como o de um cão, mas
possuía uma franja de pelos que se completavam com os pelos coloridos das orelhas.
Ele tinha um focinho preto triangular que se conectava a sua grande boca que tinha
duas grandes presas à mostra: uma maior vinda da mandíbula e uma bem menor do
maxilar. Seus olhos eram grandes e expressivos e tinham a cor vermelha, e logo
abaixo deles havia marcas parecidas com triângulos escalenos do mesmo rosa-escura
que as orelhas e o rabo. Seu pelo e corpo num geral tinham uma coloração branco
mais escura, quase bege ou creme, enquanto sua barriga era de coloração branca
comum.

– Eu já mandei você se afastar de mim! – reclamou o rapaz na árvore, enquanto


Labramon o olhava com confusão.

– Mas… Ray…

– Eu já falei para você não me chamar assim, é Raymond! – esbravejou o garoto,


pegando uma pedra ao seu lado e atirando contra Labramon, que desviou
habilmente. – Sai daqui!

– Ei, ele não pode atacar o Labramon assim! – exclamou Dracomon, indignado.
– É, vamos dar um jeito nele! – Disse Dracmon, com um sorriso malicioso

– Ele só está assustado, parem com isso! – repreendeu Magnus – Isso é muito normal,
só temos que ir até lá e o acalmar!

– O Magnus tem razão, vamos lá. – Matt assentiu, se encaminhando para perto do
rapaz chamado Raymond. – Ei, está tudo bem aí?

– Huh? Por Deus! São humanos! Por favor, me ajudem! – Implorou Raymond – Esse
monstro estava me atacando!

– Eu acho que não era bem assim… – murmurou Kath, olhando semicerrado para o
garoto no chão

– O que é que está rolando, hein? – Indagou Coronamon, se aproximando de


Labramon que deu de ombros.

– Eu não sei, ele só faz gritar e não me escuta, eu só queria ajudar… – choramingou o
digimon cão, de cabeça baixo – Eu fiz algo de errado?

– Não, relaxa! – Disse Solarmon, exibindo um sorriso largo

– Por que você não se acalma e nos escuta? – pediu Matt, erguendo a mão para
Raymond se levantar – Nós ouvindo você gritar, é Raymond, né?! Eu sou o Matt.

– Ah, oi… – murmurou Raymond, aceitando a mão do moreno para se erguer.

Raymond é um garoto que possui 16 anos de idade. Ele é portador de uma estatura
mediana, medindo 1,74 metros, fazendo dele um pouco mais baixo do que Matt ou
mais alto que Magnus. Sua tez é suave e radiante, refletindo os cuidados meticulosos
que ele dedica à sua beleza. Ele possui uma figura esguia e saudável. Seus cabelos são
negros e lisos, cortados em um estilo curto que alcança o início de seu pescoço. Seus
olhos, da cor de um azul claro semelhante ao céu em um dia ensolarado. Quanto ao
seu estilo, comparado aos outros ele era aquele com mais detalhes, podendo até ser
chamado de extravagante. Ele estava vestindo uma jaqueta grande e aparentemente
muito macia em um tom azulado. Por baixo da jaqueta, Raymond vestia uma camisa
de botões branca de alta qualidade com o brasão de uma marca de luxo no peito. Na
parte de baixo, ele usa calças de alfaiataria em um tom cinza. Nos pés, calçava
sapatos de couro de alta qualidade. E como acessório, ele usa um colar dourado em
forma de estrela, que adiciona um toque de brilho e elegância ao seu visual já
deslumbrante.
– Ele é bem espalhafatoso né?! – Observou Nitta, fazendo Keiko e Kath darem uma
risada.

– Isso se chama estilo. E… espera, vocês também estão com esses monstros!? Essa
não, vocês que me sequestraram com aquele anão roxo, né? – Indagou Raymond,
quase gritando enquanto se afastava de ré. – Eu não tenho nada aqui comigo, me
deixem em paz!

– Que humano barulhento, a gente deveria deixar esse aqui. – disse Dracmon,
fechando seu sorriso.

– Qual é cara, nós não somos seus inimigos ou seja lá o que você acha que nós
somos… – bufou Ash, aborrecido e com uma mão no rosto.

– Nós estamos na mesma situação que você, então por favor, fica calmo tá? – pediu
Magnus, tentando manter um sorriso confiante

– O Magnus tá fazendo uma cara estranha. – disse Dracomon, rindo de seu parceiro.

– E sobre o “anão roxo”, acho que você está falando do Impmon, né? – indagou Matt,
surpreendendo Raymond que de imediato já apontou para o outro rapaz de cabelos
escuros.

– Eu sabia! É esse mesmo o nome dele! – Raymond esbravejou.

– Ray… por favor, se acalme… – pediu Labramon, tentando se aproximar do outro que
apenas fazia se afastar lentamente.

– Já pedi para você ficar longe!

– Esse cara já está começando a me irritar… – bufou Kath – Ele parece um crianção.

– E depois a chata era eu. – comentou Keiko, fazendo biquinho.

– Você não é chata… – disse Syakomon, tentando confortar sua parceira

– Barulho… – murmurou Argomon

– Ele é engraçado! hahaha – riu Nittaya

– Os humanos são mesmo diferentes! – Solarmon falou, rindo tanto quanto sua
parceira.

– Por que todos vocês parecem estar tão bem com isso se não são do mal? Isso não
faz sentido! Estão todos mentindo para mim! – exclamou Raymond
– Cara, estamos todos tão confusos quanto você, nós só não somos escandalosos. –
disse Ash, dando um suspiro.

– Se você tivesse tentado ouvir o Labramon ao invés de ficar gritando igual um


maluco talvez entendesse o mínimo, igual os outros. – pontuou Dracmon

– Por favor, Ray… se acalma, eu não sou seu inimigo, eu quero te ajudar… – Labramon
pediu mais uma vez, tentando novamente se aproximar

– E-eu…

– Olha, você não precisa acreditar em nada ou aceitar nada, mas só coloca aí na
cabeça que estamos passando pelo mesmo. – falou Matt, dando um passo à frente e
exibindo um sorriso com o intuito de deixar Raymond um pouco mais confortável – o
Labramon aqui é como os outros, esse aqui do meu lado é o Coronamon, e ele é
muito legal, sabe? Se você puder pelo menos ouvir um pouco, talvez se sinta melhor.

– Nós não podemos prometer que vai melhorar, até porque… – disse Magnus, coçando
a nuca sem jeito.

– E-eu… – Raymond ia falando, mas logo atrás pode-se ser ouvido um farfalhar entre
os arbustos, de onde logo surgiu mais um digimon, porém, mais alto do que os outros
e com uma aparência ainda mais humanóide.

– Eu falei, Dylan! Aquele barulho todo era de humanos! – apontou o digimon


humanóide, e logo atrás dele mais um humano aparece.

– Você estava mesmo certo, Flamon… – Sorriu o rapaz de nome Dylan – Oh, e são
muitos!

– Mais pessoas, olha, Nitta! – exclamou Solarmon, já flutuando para perto dos recém
chegados e os analisando – eles parecem mais legais que aquele ali!

– Ei, mais respeito por favor? – pediu Raymond, aborrecido – Sua… sua coisa feia!

– Fala assim dele de novo e você vai ver quem vai ficar feio. – Dracmon falou com o
semblante fechado, dando um passo à frente antes de ser interrompido por Ash.

– Não vale a pena.

– Não fiquem aborrecidos com o Ray, por favor… ele só… ele só… – Labramon
começou a buscar palavras. – Ele só está assustado!
– Huh, desculpa atrapalhar a conversa… Eu sou o Dylan, e esse daqui é Flamon, vocês
também estão perdidos? – indagou o rapaz recém-chegado.

Dylan é um garoto que possui 15 anos de idade, com uma estatura mediana para sua
idade, medindo aproximadamente 1,68 metros de altura. Sua pele tem um tom
amarelado suave, levemente bronzeado pelo sol. Seus olhos têm o formato
característico de amêndoa de coloração azul-cinzento em um tom escuro e até denso.
Dylan tem cabelos negros e sedosos, cortados em um estilo que cai de forma
bagunçada sobre sua testa e ombros. Ele usa uma jaqueta preta simples e por baixo
dela, Dylan veste uma camiseta simples de tonalidade cinza-claro. Na parte de baixo,
ele usa calças jeans escuras de corte slim. Nos pés, Dylan calça um par de tênis
esportivos brancos com detalhes em laranja. Como acessório, ele usa seu colar prata
simples com um pingente discreto. A mochila em suas costas era de couro preto. No
topo de sua cabeça usava um boné branco com detalhes laranjas.

– Hahaha, que grupo divertido. Nós podemos ficar, Dylan? – indagou Flamon, repleto
de energia enquanto era recepcionado especialmente por Solarmon e Dracomon, os
digimons mais animados.

Flamon é um digimon homem-demônio do atributo vírus do nível infantil. Ele possui


um corpo humanoide de uma criança, medindo aproximadamente 1,2 m, sendo até
então o mais alto dos Digimons. Flamon possui uma pele de tonalidade laranja-claro
e um corpo segmentado igual ao de um ser-humano; suas mãos possuem cinco dedos
parecidos com os de símios, contudo, seus pés não possuem dedos. Ele possui
cabelos laranja-fogo espetados para cima e dois pequenos chifres redondos que saem
um pouco de cima da franja. Seus olhos são grandes e de íris de cor verde,
diferentemente de seu nariz que é triangular e pequeno. Sua boca é média como a de
um humano, com a dentição igual, com exceção dos caninos superiores que são
afiados como presas. Suas orelhas são longas e espigadas como as de um elfo, e ele
utiliza um brinco de argola dourado em cada uma. Ele possui marcas brancas como
tatuagens na região das bochechas que se parecem com a letra “t” em uma fonte
tribal. Ele usa protetores de ombro vermelhos feitos de um material similar ao aço.
Deste mesmo material ele possui protetores de braço mais amplos e que terminam
com rodas prateadas, como ferro, sendo a em direção ao antebraço a que possui
esferas a rodeando. No peito de suas mãos também há protetores com as mesmas
esferas de aço do que as braçadeiras, mas um pouco mais afiadas. Em seus braços ele
possui tatuagens tribais pretas com padrões diferentes em cada um dos dois. Assim
como nas bochechas, as marcas brancas são espalhadas por todo seu abdômen,
havendo pontos nas regiões dos mamilos e uma marca maior que vai desde um pouco
acima do umbigo até cruzar o peito direito em um formato de meia-lua. Na região
inferior ele utilizava uma espécie de shorts vermelhos que iam da cintura até um
pouco acima dos pés, presos por um cinto preto com uma fivela branca com um
símbolo que significa “fogo” em japonês e que possuía duas abas saindo dela ficando
mais soltos. Flamon também possuía duas tornozeleiras arredondadas como anéis do
mesmo material vermelho brilhante que as ombreiras e as braçadeiras. Seus pés são
grandes e possuem também tatuagens tribais brancas no peito, mas, diferentemente
de humanos, ele possui apenas três dedos, cada um com uma enorme e afiada garra
vermelha. Por fim, ele também possuía um rabo felpudo de coloração em degradê
laranja, que parecia estar em chamas assim como o de Coronamon.

– Nós nem os conhecemos ainda, Flamon… – disse Dylan, envergonhado pela forma
de seu parceiro agir.

– Nós poderíamos todos nos apresentar para eles dois. – disse Keiko, se referindo aos
recém-chegados e a Raymond que até então, só sabia o nome de Matt e de
Coronamon.

– Já que é assim… – Magnus ia falar, mas Nitta passou à frente.

– Eu sou a Nittaya, mas vocês podem me chamar de Nitta, e meu amigo aqui é o
Solarmon! – exclamou a mais nova, cheia de energia.

– Eae!

– Bem, eu sou a Keiko, e a minha amiga é a Syakomon.

– É um prazer conhecer v-vocês…

– Eu sou a Katherine, mas podem me chamar de Kath se preferirem, e esse daqui é o


Argomon.

– Olá…

– Eu sou o Dracomon, e o meu amigão aqui é o Magnus! – falou o digimon dragão,


também saltitando em ânimo.

– Como vão?

– Eu me chamo Eshward, mas para facilitar, podem me chamar de Ash.

– E eu sou o parceiro dele, o Dracmon!


– Eu sou o Labramon, o parceiro do Ray! – Exclamou o digimon cão, já perto de
Raymond que ainda estava de cara fechada e perplexo com tudo aquilo.

– Já falei que é Raymond! E não somos parceiros!

– Esse daí precisa urgentemente aprender a ouvir… – Matt suspirou, antes de se voltar
para Dylan novamente com um sorriso – Eu sou o Matheus, mas pode me chamar de
Matt. E o meu parceiro é o Coronamon aqui.

– É um prazer conhecer todos vocês! – sorriu o digimon de fogo menor.

– Caramba, quantos nomes diferentes e digimon diferentes, então, vocês sabem o que
tá rolando? – indagou Dylan. – Inclusive, vocês já devem ter ouvido, mas eu me
chamo Dylan, e esse daqui é o Flamon.

– Isso é demais! Quanta gente estranha. – Riu o humanóide laranja

– E até agora sem sinal do Shin… – Keiko murmurou, abaixando o olhar.

– Keiko, relaxa, eu entendo o que você está sentindo, mas se ele realmente tiver
vindo, nós vamos o encontrar. – Matt disse, se aproximando da loira e colocando a
mão em seu ombro, dando um sorriso gentil.

– O Matt tem razão, vamos ter paciência e cautela… – aconselhou Syakomon, que
naquele momento estava sendo carregada por Argomon.

– Cautela… – repetiu o digimon roxo

– Você precisa aprender a conversar, hein, camarada? – disse Dracmon, suspirando.

– Mas vocês não responderam minha pergunta, o que tá rolando? Eu acordei e… –


Dylan ia falando, mas logo foi interrompido por Ash.

– Nos poupe do discurso, todos passamos pelo mesmo, um detalhe ou outro altera
mas a história é a mesma.

– Não precisava ser tão rude também! – Magnus falou em tom repreensivo, mas
apenas recebeu uma virada de cabeça. – Ah, qual é…

– Então, o que é que sabemos? – perguntou Raymond, que agora, já se via sem saída a
não ser ouvir o que os outros tivessem a dizer.
– Tudo bem se conversarmos enquanto andamos? – pediu Kath, olhando preocupada
para Keiko que não tinha respondido a Matt e Syakomon ainda. – Estamos
procurando uma pessoa em específico…

– Ah, eu não vejo problema quanto a isso. – Flamon disse olhando para seu parceiro
que concordou com a cabeça.

– Eu tenho muitos problemas com isso! – esbravejou Raymond, que logo recebeu um
empurrão de ombros de Ash. – Ei, qual a sua?

– Se continuar reclamando igual um frangote, vai ficar para trás. – disse o mais baixo
sem virar o rosto, apenas seguindo caminho igual todos estavam fazendo.

– Mas quem eles acham que são? Eles sabem quem eu sou? Eu vou… eu vou contatar
os meus advogados!

– Ray, vamos com eles, é a nossa melhor opção… – pediu Labramon, que recebeu um
olhar ameaçador do garoto.

– Eu não me importo com o que VOCÊ vai fazer, e não existe um NÓS… – retrucou
Raymond, mais uma vez, mas assim que percebeu que estava ficando para trás ele
pigarreou. – E-eu só vou com eles pois não tenho nada melhor para fazer…

– Eba! – Alegrou-se o digimon cão, seguindo a passos rápidos para perto do grupo,
ficando lado a lado de Coronamon que decidiu caminhar assim como a grande
maioria, tendo ficado apenas Argomon flutuando (e Syakomon por tabela por estar
sendo carregada)

Mas, antes de qualquer conversa ser tomada, os aparelhos misteriosos de todos os


humanos começaram a soar, o que permitiu que eles vissem como eram os de
Raymond e o de Dylan: o do primeiro era branco, com botões em um tom de
verde-musgo e os adereços eram rosa-escuro, já o do último humano a se juntar ao
agora, grande grupo, era laranja com botões cinza-claros e adereços vermelhos.
Seguindo o sinal do barulho, eles seguiram juntos até uma espécie de clareira bem
grande, onde ao mesmo tempo, chegava mais uma dupla, composta de uma garota e
um digimon pequeno.

– Mais uma… – Suspirou Raymond, desanimado.

– E como falamos… acompanhada de um deles. – apontou Magnus

– É realmente um padrão. Não tem mais como negar. – pontuou Ash.


– Olá? – chamou a garota do outro lado da clareira, se aproximando timidamente –
vocês são humanos, não são?

– Somos sim, em carne e osso! – disse Nitta, com as mãos na cintura – Pelo menos, eu
acho…

– Ah, ainda bem, eu achei que estava sozinha com o Herissmon nesse lugar maluco…
– a garota suspirou aliviada, segurando seu aparelho misterioso rente ao peito, este
que era cinza-escuro com botões dourados e adornos brancos. – Eu me chamo Pham,
inclusive.

A Pham é uma jovem de beleza marcante. Sua estatura alta, alcançando os 1,70
metros, confere-lhe uma presença imponente e elegante. Seu físico maduro revela
uma graça natural e uma postura confiante. Seus cabelos negros, longos e sedosos,
são uma característica notável de sua aparência. Ela geralmente os prende em um
rabo de cavalo espetado, adicionando um toque de estilo e praticidade ao seu visual.
Uma grande mecha rebelde cai delicadamente pelo lado direito de seu rosto,
conferindo-lhe um ar de rebeldia suave e charmosa. Os olhos de Pham são pequenos
com uma cor ônix profunda. Suas sobrancelhas curtas adicionam uma expressão
naturalmente séria ao seu rosto. Pham vestia-se com um conjunto de saia midi e
blusa. A saia midi é feita de um tecido leve e fluido, em um tom preto brilhante. Ela
possui detalhes sutis em dourado nas bordas. A blusa branca é de mangas longas e
possui um decote discreto. Além de possuir diversas estampas de rosas vermelhas.
Nos pés, Pham usa um par de tênis brancos minimalistas, que mais se parecem com
sapatilhas. Como acessórios, ela usa brincos pequenos e discretos em ouro, além
disso, ela carrega uma bolsa de ombro elegante em um tom creme.

– Ei, Pham, não se esqueça de mim! – pediu o digimon menor, chamado Herissmon.

Herissmon é um digimon mamífero do atributo data de nível infantil. Herissmon é


um digimon pequeno, medindo aproximadamente 0,5 m, sendo apenas
milimetricamente mais alto do que Syakomon por conta de seus espinhos afiados.
Ele é um Digimon com a aparência de um ouriço ou porco-espinho bípede. Seu rosto
é majoritariamente preenchido por uma pelagem branca, com exceção de uma marca
amarela com formato de “v” que fica logo abaixo de seus grandes olhos azul-piscina.
Ele possui uma grande boca ziguezagueada com dentes afiados, sendo os maiores
seus caninos inferiores. Ele possui uma densa camada de pelos afiados como
espinhos que cobrem-o como cabelos desde o topo de sua cabeça até o fim de suas
costas e um pouco na região do pescoço também. Os espinhos são majoritariamente
de tonalidade cinza-claros, com exceção de chumaços amarelos que ele tem nas
pontas dos que ficam abaixo de suas grandes orelhas espetadas e do principal que
fica na linha do focinho alongado que mais se parece um moicano loiro. Ele possui
uma marca amarela na barriga em formato de “y”. O restante de seu corpo, desde a
barriga até os membros e o rabo são todos de coloração branca, assim como seu
rosto. Ele possui mãos e pés com dois dedos cada, cada um portando enormes e
afiadas garras carmesim.

– Ué, mas se ela está aqui… por quê essas coisas ainda não pararam de apitar? –
indagou Magnus – Não era para eles pararem quando estamos perto de outros
humanos?

– Bem observado… isso pode significar que há mais alguém por aqui. – ponderou Ash.

– Então esse troço é tipo um radar? – perguntou Dylan, recebendo como resposta um
aceno positivo de Kath.

– É o que parece.

– Que maneiro, né?! – disse Nitta, com ânimo.

– Não importa o que é, alguém sabe como desligar? Que barulho insuportável! –
reclamou Raymond, apertando em todos os botões de seu dispositivo, até que enfim
eles pararam. – Ufa, consegui.

– Na verdade não, sabichão, o de todo mundo parou. – disse Keiko, mostrando o seu –
Seja lá quem for, está perto.

– De qual lado? – indagou Magnus, se virando para observar, assim como o restante
dos jovens, com exceção de Pham que os olhava com confusão.

– O que eles estão fazendo? – indagou Herissmon, confuso.

– Estão procurando o outro humano! – explicou Labramon, que tinha ouvido toda a
conversa. – Eu sinto um cheiro muito bom vindo daquela direção!

– Onde? – todos se viraram para olhar na direção apontada pelo cão falante, e
segundos depois, enfim mais dois seres surgiram, e como o esperado (e vocês com
certeza estão cansados de ler) eram uma dupla de humano e digimon, dessa vez
composto por mais um rapaz e um digimon reptiliano azul com aspectos gélidos.

– Wow… – impressionaram-se duas pessoas com a beleza do recém-chegado.


– Ah, que bom, nossa intuição estava certa… – sorriu o recém-chegado, que carregava
em sua mão esquerda um dispositivo azul-piscina com botões branco-azulados e de
adereços azuis. – Olá!

– São tantos humanos, e digimon também! – observou o digimon azul, surpreso.

– Mais um para a festa, eba! – animou-se Solarmon, assim como Nitta que estava ao
seu lado.

– Acho que eles não entendem muito bem a gravidade da situação… – disse Raymond,
olhando com julgamento para a dupla radiante.

– Nem você entende, então fica quieto. – reclamou Dracmon, já aborrecido.

– Não precisa ser tão rude com ele! – retrucou Labramon, quase pulando para cima
do digimon sombrio, mas sendo segurado por Flamon, enquanto Coronamon
segurava o outro.

– Quanta energia… – observou Kath, sem graça.

– Já está cheio de gente aqui, e… – Keiko ia falando.

– E nenhum é seu irmão, nós já sabemos! – disse Ash, revirando os olhos.

– Nossa, os ânimos estão quentes por aqui né? Cheguei em uma má hora? – indagou
o recém-chegado, que havia se aproximado de Pham.

– Não sei, acabei de me encontrar com eles também, nem sei seus nomes… – disse a
garota, olhando confusa para o grupo que já continha oito pessoas.

– Humanos são tão… peculiares… – murmurou o reptiliano azul.

– Eu diria… intrigantes. – disse Herissmon.

– Inclusive… desculpa ser tão direta, mas e vocês, quem são? – perguntou Pham,
enfim chamando a atenção do grupo maior novamente, que se virou completamente
para observar os novatos.

– Eu me chamo Joshua, mas ninguém me chama assim, então pode me chamar de


Josh. E esse daqui do meu lado é o Blucomon. – falou o garoto, que era visivelmente o
mais alto até agora.

– É um prazer conhecê-los. – falou Blucomon, cordialmente.


Joshua é um jovem de 15 anos de idade com uma aparência marcante e característica.
Seu físico alto, com 1,80 m de altura, confere-lhe uma presença imponente e atlética
para sua idade. Seus cabelos são uma característica distintiva, lisos e ruivos em um
vermelho intenso que é difícil não se notar. Eles são dispostos de forma bagunçada,
mas charmosa, adicionando um toque de descontração ao seu visual. Algumas sardas
pontilham seu rosto, dando-lhe um ar jovial e uma aparência saudável. Os olhos de
Joshua são de um azul-capri vibrante, como os cristais de gelo brilhantes em um lago
congelado, destacando-se em contraste com seus cabelos ruivos e sua pele clara.
Quanto ao vestuário, Joshua vestia-se com um casaco acolchoado em um tom de azul
escuro, e por baixo ele vestia uma camisa de mangas longas branca com uma estampa
azul-clara. Nas pernas, ele usava calças de moletom, mas já nos pés, ele calça botas
de inverno de couro marrom. A mochila em suas costas era do tipo para
acampamento, feita aparentemente de um couro resistente de cor verde-escuro.

Blucomon é um digimon Dragão Pequeno do atributo data de nível infantil. Ele


possui uma estatura média, medindo aproximadamente 1 metro de altura, assim
como Dracomon. Seu corpo parece o de um dragão em fase de desenvolvimento, e,
apesar de sua descrição, ele parece-se mais com uma espécie de dinossauro do que
um dragão. Seu corpo é inteiramente coberto por escamas azuis. Em seu rosto ele
utiliza uma máscara de gelo com pontas afiadas atrás que cobre toda a região do
maxilar acima, deixando apenas seus grandes e redondos olhos de íris de coloração
rosa e sua mandíbula descoberta. Sua boca é grande, e assim como a de Dracomon, é
preenchida por dezenas de presas afiadas. Ele possui uma camada de pelo branco na
região de seu pescoço, como se fosse um cachecol. Em seus antebraços logo abaixo
dos ombros ele possui três marcas brancas de hexágonos. Em seus pulsos ele possui
uma espécie de faixa branca que dá cinco voltas, como pulseiras. Ele possui mãos e
pés com três dedos cada, mas vale destacar que ambos são cobertos por uma camada
de gelo afiado tal qual a máscara dele, assim como possui uma mesma camada dessa
da metade até a ponta de sua cauda. Em suas costas, por fim, ele possui espigões de
gelo afiados que vão descendo de tamanho até o começo do rabo.

– O prazer é nosso – Pham retribuiu o cumprimento, trocando um breve aperto de


mãos com Josh, assim como mais abaixo, Herissmon fazia com Blucomon.

– Estamos aliviados de não estar sozinhos aqui. – disse o ruivo.

Mas, antes que mais alguém pudesse falar algo, um brilho iluminou toda a clareira
em um flash repentino, obrigando a todos a taparem seus olhos para não se cegarem
com tamanho clareza. Quando o brilho cessou, um outro e já conhecido Digimon
pelos humanos surgiu mas com uma aparência diferente: agora ele tinha um cachecol
no lugar do lenço vermelho, e usava um tapa-olho com um “x” vermelho no olho
esquerdo. Suas luvas agora eram de cores diferentes: uma era azul e outra vermelha.
Ele parecia estar com um olhar mais afiado, porém sua presença parecia ser instável,
pois ele estava sob uma aura azul-clara e a cada segundo haviam falhas em seu corpo.

– É o Impmon! – apontou Matt, surpreso com a repentina aparição do duende roxo.

– Então esse é o digimon que você estava falando? – indagou Flamon, olhando para
Dylan que assentiu.

– Eu não sei porque, mas eu imaginava ele diferente… – disse Herissmon

– Ele está diferente… – notou Pham, ainda assustada com a repentina aparição do
digimon diabrete.

– Olá, digiescolhidos. Fico feliz que tenham se encontrado logo. – disse Impmon – Eu
sei que todos devem estar confusos com o que está acontecendo, mas eu prometo que
irei explicar tudo… e por isso, preciso que prestem atenção em mim pois não
conseguirei me manter estável por muito tempo…

Diante daquilo, todos se calaram, até mesmo Raymond que estava virado de costas
voltou-se para ouvir o que Impmon tinha a dizer, mas uma coisa era certa dentro do
peito de cada um: algo grande estava prestes a acontecer na vida de todos eles… e
quem sabe… de outras pessoas?

Você também pode gostar