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INDICE
NO Assunto Pag
01 Introdução 2
02 Desmontagem 4
03 Desmontagem Especial 5
04 Montagem 6
05 Manejo 6
06 Funcionamento 7
07 Seguranças 10
08 Incidentes de Tiro 16
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1 – Introdução
1.1 - Evolução Gradual
Oficialmente, o primeiro revólver prático e funcional foi desenvolvido pelo céle-
bre Samuel Colt em 1836 com o seu modelo "Paterson" (fig 01) , ao qual se seguiu uma infin-
dável série de outros produtos, numa evolução contínua e segura. O traço característico do
revólver é de ter, para um só cano, varias câmaras de combustão dispostas paralelamente a um
eixo comum, escavadas num cilindro – o tambor – girando em torno desse eixo e apresentan-
do-se, sucessivamente, ao cano, no exato alinhamento deste e do percussor, ao ser acionado o
mecanismo de disparo. É a única arma de fogo, conhecida, cujo cano não contém uma câmara
de combustão, operando-se fora dele a deflagração dos cartuchos. É a única arma também que
não está carregada quando um cartucho íntegro está contido na câmara situada diretamente à
frente do percussor, pois esta se desloca, ao ser acionado o mecanismo, cedendo o seu lugar
àquela que imediatamente lhe deva suceder, na ordem de apresentação, particularidade bas-
tante vantajosa, sob o ponto de vista da proteção, que oferece, contra o tiro acidental, por-
quanto permite mantê-lo em condições de uso instantâneo mesmo conservando-se permanen-
temente vazia a câmara que estiver colocada no alinhamento do cano.
Fig 01
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- 1851 - Robert Adams, inglês, cria o revólver de ação dupla (Fig 02)
- Fig 02
1857 - Expira a patente da Colt e surgem os revólveres Smith & Wesson (S&W),
nos EUA.
1858 - Surge o cartucho metálico
1870 - É criada pela S&W a ejeção automática dos estojos pelo basculamento do
conjunto cano/tambor
1889 - A S&W cria o basculamento lateral do tambor. (fig. 03 )
Fig 3
1.2 - Descrição
O revolver uma arma rústica, no sentido de que pode suportar maus tratos mais se-
veramente do que outras armas curtas de repetição, sem deixar de corresponder à eficiência de
funcionamento dele desejada. Compõe-se de quatro partes fundamentais, as quais são a arma-
ção, o tambor, o cano e o mecanismo.
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¬ A armação é a peça, em si mesma inerte, que serve de suporte e alojamento para os
demais elementos e dá à arma a sua forma anatomicamente adequada para permitir a sua em-
punhadura e o seu uso eficiente pelo atirador.
¬ O tambor é a peça que serve de receptáculo para toda carga que a arma pode con-
ter e através da qual se opera a alimentação desta última.
¬ O cano destina-se exclusivamente a conter e conduzir o projétil, após a deflagração
do cartucho, até que ele adquira uma determinada velocidade, ao mesmo tempo que lhe im-
prime direção e lhe confere rotação em torno do seu eixo de simetria, é, por isso mesmo, a
parte menos especializada, sendo aquela todavia, da qual, mais do que qualquer outra, depen-
dem as propriedades balísticas da arma.
¬ O mecanismo, enfim, constituído pelos órgãos vitais, mediante os quais o esforço
muscular do atirador faz a arma funcionar, compreendem os mecanismos de disparo e de re-
petição, articulados em sistema.
2. Desmontagem
Para a desmontagem devemos retirar toda munição do tambor.
2.1 – Retirar o tambor
Retirar o parafuso retém do suporte do tambor, rebater o tambor (comprimindo
o dedal serrilhado do ferrolho) e deslocar o tambor para frente.
2.2 – Desmontagem do tambor
Retirar a haste guia do extrator;
Retirar o mergulhador e sua mola;
Retirar o suporte do tambor;
Retirar o anel e a mola do extrator;
Retirar o extrator.
2.3 – Retirar as placas do punho
Retirar os parafusos das placas do punho.
2.4 – Retirar a placa lateral
Retirar os parafusos da placa lateral.
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2.5 – Desmontagem do mecanismo
Desatarraxar parcialmente o parafuso da mola do cão e retirar o impulsor,
mola e suporte;
Levantar e retirar o impulsor do gatilho, a mola e o impulsor do tambor;
Retirar o gatilho
Retirar o cão.
2.6 – Retirar o retém do tambor
Retirar o parafuso do mergulhador do retém do tambor;
Retirar o mergulhador do retém do tambor e sua mola;
Retirar o retém do tambor.
2.7 – Retirar a trava de segurança.
2.8 – Retirar o ferrolho
Retirar o parafuso do dedal serrilhado;
Retirar o dedal serrilhado;
Levar o ferrolho para trás e levantá-lo .
3 - Desmontagem Especial
3.1 - para fins de substituição ou reparação
3.1.1 - Cano – É necessário o emprego de ferramenta especial, mesmo que
improvisada em oficinas relacionadas com este trabalho.
3.1.2 - Alavanca de armar - Com um toca - pino apropriado retira-se o eixo, a
alavanca e a mola.
3.1.3 - Estribo – Com um toca - pino, retira-se o eixo e o estribo (Rv.45).
3.1.4 - Alavanca do impulsor do tambor – Com um toca - pino de ponta fina
retira-se o eixo, tendo cuidado para que a mola não salte.
3.1.5 - Ponteiro - Com um toca - pino retira-se o eixo e o ponteiro.
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3.1.6 - Retém da haste do extrator - Com um toca - pino, retira-se o pino
e o retém com sua mola.
4. Montagem
Procede-se da maneira inversa à desmontagem.
5. Manejo
5.1 - Carregar
Comprime-se para frente o dedal serrilhado do ferrolho e rebate-se o tambor
para o lado esquerdo da arma. Colocam-se os cartuchos um a um e em seguida rebate-se o
tambor para sua posição normal.
5.2 – Engatilhar
5.2.1 - Ação simples – deve-se trazer o cão para trás, até que ele fique pre-
so.
5.2.2Dupla ação – por ação do dedo indicador sobre a tecla do gatilho.
5.3 – Disparar – a cada um dos processos de engatilhamento correspon-
dendo um modo de disparar a arma.
5.3.1 - por ação do dedo indicador sobre a tecla do gatilho (ação simples).
5.3.2 - por continuação do indicador sobre a tecla do gatilho (ação dupla).
5.4 – Extração e ejeção – comprime-se o dedal serrilhado do ferrolho e
rebate-se o tambor para esquerda. Trazer a haste guia à retaguarda soltá–la.
6- Funcionamento
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1 – mola do cão
2 – impulsor do gatilho
3 – gatilho
4 – impulsor do tambor
5 – cão
6 – Mergulhador e mola do retém
do tambor
7 – retém do tambor
8 – ferrolho
9 – mergulhador e mola do ferrolho
(fig 04)
6.1 - Por Ação Simples
O dedo polegar agirá sobre a cabeça serrilhada do cão e fará com que o mesmo gire
para trás.
Quando o cão recua, força sua mola a curva-se. Simultaneamente a noz do cão le-
vanta o dente posterior superior do gatilho e conseqüentemente o dente anterior abaixará. O
dente anterior que age sobre o retém do tambor faz com ele se abaixe liberando o tambor.
O impulsor do tambor, que faz sistema com o gatilho é levantado indo impulsionar
o tambor, dando-lhe um movimento de rotação (à esquerda). O retém do tambor se introduz
no próximo alojamento do retém, deixando uma câmara do tambor em coincidência com o
cano. O dente superior posterior do gatilho se engraza no entalhe de engatilhamento, manten-
do o cão a retaguarda (arma engatilhada).
O atirador fazendo pressão sobre a tecla do gatilho, fará com que esse gire um pou-
co mais, liberando o cão à frente por ação de sua mola. O percussor aflorando no seu orifício
irá ferir a cápsula do cartucho.
6.2 - Por Ação Dupla
O atirador pressiona a tecla do gatilho que girando elevará seu dente posterior su-
perior que, por sua vez, irá se apoiar na alavanca de armar, obrigando o cão a girar.
O dente anterior do gatilho, o retém do tambor e o impulsor do tambor agirão da
mesma forma que no caso anterior. Há um momento em que o dente posterior superior do
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gatilho deixa de agir sobre a alavanca de arma e então o dente posterior inferior do gatilho é
que agirá diretamente sobre a noz do cão.
Continuando a pressão sobre a tecla do gatilho, haverá um instante que se desfará
o contato entre a noz do cão e o gatilho. O cão então irá à frente por ação de sua mola e a per-
cussão se processará como no caso anterior.
Quando o atirador deixa de comprimir a tecla do gatilho, este volta a sua posição
primitiva por ação da mola do impulsor do gatilho e o percussor será recolhido por ação do
ressalto de segurança no cão.
01 – dedal serrilhado 08 – ponteiro
02 – cão 09 – impulsor do tambor
03 – mola da alavanca de 10 – gatilho
armar 11 - estribo
04 – alavanca de armar 12 – ressalto de segurança do impulsor do
05 – mola do cão gatilho
06 – mola do impulsor do
gatilho
07 – impulsor do gatilho
(Rv .45 Colt fig 5)
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01 – haste do extrator 05 – anel da mola do extrator
02 – mola do mergulhador 06 – mola do extrator
03 – mergulhador 07 – tambor
04 – suporte do tambor 08 - extrator
Tambor (fig 6)
6. Seguranças
Cão Gatilho
01 – percussor 04 – dente posterior superior
02 – entalhe da noz ou de 05 – dente anterior
engatilhamento 06 –dente posterior inferior
03 – ressalto de segurança
Cão e Gatilho (fig 7)
7 - Mecanismo de Segurança dos Revólveres TAURUS
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A evolução dos mecanismos de segurança, ocorrida nos revólveres TAURUS,
bem demonstra o cuidado dessa indústria em dotar armas de eficiente e comprovada seguran-
ça contra tiro acidental.
É bom lembrar que os revólveres TAURUS, calibre .38, bem como os de calibre
.357 Magnum e os modelos Tiro ao Alvo, sempre apresentaram mecanismos de segurança.
Entretanto, os de calibre.32 Longo passaram a apresentar mecanismo de segurança a partir de
outubro de 1966, enquanto que os revólveres de calibre .22 L.R., só apresentaram seu meca-
nismo de segurança a partir de novembro de 1977.
No primeiro mecanismo de segurança, a trava (o termo trava é usado pela
Forjas Taurus S.A. para designar o calço de segurança) estava alojada na face interna da placa
ou tampa da caixa do mecanismo. O movimento da trava era controlado por um pino que se
deslocava mediante pressão sofrida pelo impulsor do tambor, quando este era acionado pelo
gatilho. O sistema proporcionava uma interferência entre cão e batente, na armação, de apenas
cerca da metade da superfície de contato.
(Fig 8 ) fase de repouso
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( Fig 9 ) fase de percussão
O segundo tipo de mecanismo de segurança apresentava uma trava articulada
com o impulsor do gatilho, através de um pino existente nessa última peça, localizado na
face externa da mesma. O movimento da trava processava - se ao ocorrer o deslocamento do
impulsor do gatilho.
( Fig 10 ) fase de repouso
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( Fig 11 ) fase de percussão
O terceiro tipo de mecanismo de segurança era composto de duas peças, sendo
uma acionada pelo impulsor do gatilho e a outra, trava propriamente dita, acionada pela pri-
meira peça
.
( Fig 12 ) fase de repouso
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( Fig 13 ) fase de percussão
Esses três primeiros tipos de mecanismo de segurança apresentavam inconveni-
ente de não serem acionados pelo gatilho, que é a peça primordial para que se faça o acio-
namento da arma.
O quarto tipo de mecanismo de segurança foi introduzido a partir de 1977. A
trava, nesse mecanismo, possui três reentrâncias em sua região inferior, nas quais se encai-
xam os três dentes da cremalheira da trava. Essa peça não se articula mais com o impulsor
do gatilho, mas diretamente com o gatilho, através do impulsor do tambor. O fato de a cre-
malheira apresentar três dentes dá mais segurança ao correto funcionamento, pois mesmo que
ocorra a quebra de um dos dentes, o mecanismo de segurança continua funcionando. Em no-
vembro de 1988 foi fabricado o último revólver com este tipo de mecanismo, tendo rece-
bido o número 2159326.
Data do início do 4º
Nº em que iniciou
Calibre Mec de segurança
.357 Magnum Agosto de 1977 1008
.38 Special Outubro de 1977 1147323
.32 Longo Outubro de 1977 759670
.22 L.R. Novembro de 1977 111450
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( Fig 14 ) fase de repouso
( Fig 15) fase de percussão
O quinto tipo de mecanismo de segurança foi introduzido em 1981 e é utilizado
nos revólveres de modelo .38-5 tiros e todos os seus derivados de calibre .22 e .32 com 6 tiros.
Este sistema de travamento é automático e diferente do introduzido em 1977, sendo ainda mais
aperfeiçoado e eficiente. Utilizou-se, nesses modelos, o sistema de barra de transferência ou de
percussão, acionada diretamente pelo gatilho. Neste sistema, quando a arma está em repouso o
cão está em permanente contato com a armação e devidamente distanciado do percussor. So-
mente através do acionamento do gatilho é que a barra de transferência se interpõe entre o cão e
o percussor, possibilitando a detonação e a deflagração do cartucho. A partir do início de 1989,
todos os modelos de revólveres Taurus possuem esse tipo de mecanismo de segurança. Os
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revólveres de 6 tiros, com barra de percussão possuem, com raras exceções, o número de série
alfanumérico e os de 5 tiros, todos têm o número alfanumérico.
( Fig 16 ) fase de repouso
( Fig 17 ) fase de percussão
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8. Incidente de Tiro
A seguir os incidentes de tiro mais comuns, bem como suas causas e correções.
Causas Correções
Nega
1 . Munição defeituosa 1. substituir a munição
2 . Ponta do percussor quebrada 2. substituir o percussor
3 . Rebarba na ponta do percussor 3. retirar a rebarba
4 . Orifício de passagem do percussor 4. desobstruir o orifício
obstruído
Não engatilha por nenhum processo
1 . Dente posterior superior do gatilho que 1. Substituir o gatilho
brado
2 . Dente anterior quebrado 2. Substituir o gatilho
3 . Mergulhador com a ponta gasta. 3. Substituir o mergulhador
Não engatilha na ação simples
1 . Entalhe da noz gasta 1. Substituir o cão
2 . Dente posterior superior gasto 2. Substituir o gatilho
Não engatilha na dupla ação
1 . Alavanca de armar quebrada 1. Substituir a alavanca de armar
2. Dente posterior inferior quebrado o en- 2. Substituir o gatilho
gatilhamento não será completo
Apresentação defeituosa
1 . Retém do tambor gasto ou quebrado 1. Substituir o retém do tambor
2 . Alojamento do retém do tambor obtura- 2. Desobstruir o alojamento do retém do
do tambor
O tambor não gira
1. Dente do impulsor do tambor quebrado 1. Substituir o impulsor do tambor
ou gasto
2. Dente do extrator gasto 2. Substituir o extrator
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A arma não abre
1 . Haste guia não esta totalmente atarraxa- 1. atarraxá-la
do
2 . Parafuso retém do suporte do tambor 2. desapertá-lo
apertado demais
A arma não extrai
1. Corpo estranho no alojamento do cartu- 1. remover o corpo estranho
cho 2. substituir o cartucho
2. Cartucho defeituoso
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