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Contratos Bancários: Teoria e Exercícios

aula 12 de empresarial

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Aula 12

SEFAZ-GO (Auditor Fiscal) Direito


Empresarial

Autor:
Cadu Carrilho

17 de Outubro de 2024

90807338737 - Fábio nascimento Pires


Cadu Carrilho
Aula 12

Índice
1) 13 Contratos Empresariais Bancários TEORIA
..............................................................................................................................................................................................3

2) 13 Contratos Empresariais Bancários EXERCÍCICOS


..............................................................................................................................................................................................
30

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CONTRATOS BANCÁRIOS

1. Introdução

Os contratos bancários caracterizam-se pelo fato de que pelo menos uma das partes é um banco ou
instituição financeira. O contrato bancário é o que tem o crédito como objeto, o banco é um movimentador
de valores. A atividade bancária, pois, tem como pressuposto a intermediação de recursos monetários entre
os agentes econômicos. Apesar desse ensinamento é possível encontrarmos alguns tipos de contratos
classificados como bancários impróprios e que uma das partes não é um banco ou instituição financeira, o
exemplo clássico disso seria o contrato de faturização.

Lei 4.595 de 1964 - Art. 17. Consideram-se instituições financeiras, para os efeitos da
legislação em vigor, as pessoas jurídicas públicas ou privadas, que tenham como atividade
principal ou acessória a coleta, intermediação ou aplicação de recursos financeiros próprios
ou de terceiros, em moeda nacional ou estrangeira, e a custódia de valor de propriedade
de terceiros.

Outra definição está na lei que define os crimes contra o sistema financeiro nacional

Lei 7.492 de 1986 - Art. 1º Considera-se instituição financeira, para efeito desta lei, a
pessoa jurídica de direito público ou privado, que tenha como atividade principal ou
acessória, cumulativamente ou não, a captação, intermediação ou aplicação de recursos
financeiros (Vetado) de terceiros, em moeda nacional ou estrangeira, ou a custódia,
emissão, distribuição, negociação, intermediação ou administração de valores mobiliários.

Em regra, as instituições financeiras são bancos. A atividade bancária é exercida pelas instituições
financeiras. São pessoas jurídicas, podendo ser públicas ou privadas. Os bancos podem ter também
atividade de custódia, distribuição, negociação e administração de valores mobiliários ou outros valores
de propriedades de terceiros. É preciso autorização do Banco Central do Brasil (BACEN), se forem bancos
estrangeiros necessitarão também de autorização por meio de Decreto do poder Executivo.

Art. 18. As instituições financeiras somente poderão funcionar no País mediante prévia
autorização do Banco Central da República do Brasil ou decreto do Poder Executivo,
quando forem estrangeiras.

A lei de crimes contra o sistema financeira prevê pena de reclusão para quem exercer atividade bancária
sem a devida autorização, considerando crime tal prática. Em regra, as instituições financeiras privadas
devem adotar a sociedade anônima como tipo de pessoa jurídica, exceto a cooperativa de crédito.

Art. 25. As instituições financeiras privadas, exceto as cooperativas de crédito, constituir-


se-ão unicamente sob a forma de sociedade anônima, devendo a totalidade de seu capital
com direito a voto ser representada por ações nominativas.

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INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS Devem adotar a forma de sociedade anônima

Exceto as cooperativas de crédito


Direito Privado
Pessoa Jurídica Totalidade do capital com direito
a voto deve ser representada por
Direito Público
ações nominativas

A coleta, intermediação ou aplicação de recursos


financeiros próprios ou de terceiros, em moeda
nacional ou estrangeira (Art. 17, Lei 4.595/64)
Que tenha como
atividade, principal ou A custódia de valor de propriedade de terceiros
(Art. 17, Lei 4.595/64)
acessória

A custódia, emissão, distribuição, negociação,


intermediação ou administração de valores
mobiliários (Art. 1º, Lei 7.492/86)

Banco Central da República do Brasil


(BACEN)
Somente poderão funcionar no Brasil
mediante prévia autorização do
Poder Executivo, por meio de Decreto,
se instituição estrangeira

2. Classificação

Contratos bancários são os feitos por um banco e que tenham como objeto a intermediação de recursos
financeiros, ou seja, as atividades relacionadas na lei consideradas bancárias que envolvem o crédito,
podendo ser a intermediação, a captação, a aplicação, a coleta de recursos financeiros ou valores.
Contratos bancários próprios e que aprenderemos são o depósito bancário, conta corrente, aplicação
financeira e ainda, mútuo bancário, desconto bancário, abertura de crédito. Contratos bancários
impróprios são a alienação fiduciária, o arrendamento mercantil (leasing), o cartão de crédito e o fomento
mercantil (factoring ou faturização). Os contratos bancários próprios podem ser classificados ainda em
operações passivas e operações ativas.

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CONTRATOS BANCÁRIOS

PRÓPRIOS / TÍPICOS IMPRÓPRIOS / ATÍPICOS

Previstos em lei para uso Contratos não exclusivos da


em atividades bancárias atividade bancária

Depósito bancário Alienação fiduciária


Operações Passivas
Conta corrente Banco é devedor Arrendamento mercantil
(leasing)
Aplicação financeira Cartão de crédito

Mútuo bancário Factoring

Desconto bancário Operações Ativas Faturização


Banco é credor

Abertura de crédito

3. Aplicação do CDC aos Contratos Bancários

O STJ sumulou e pacificou o entendimento, pelo menos para fins de concurso, que é aplicável às instituições
financeiras o CDC.

Súmula 297 do STJ. - O Código de Defesa do Consumidor é aplicável às instituições


financeiras. Referência: CDC, art. 3º, § 2º.
Lei 8078 de 1990 – Art. 3º - § 2° Serviço é qualquer atividade fornecida no mercado de
consumo, mediante remuneração, inclusive as de natureza bancária, financeira, de crédito
e securitária, salvo as decorrentes das relações de caráter trabalhista.

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4. Outros Julgados do STJ

Sobre juros moratórios, são aqueles que devem ser pagos em função de atraso no pagamento do valor
devido, temos que os bancos devem respeitar o limite de 1% ao mês quando não houver lei especificando.

Súmula 379: Nos contratos bancários não regidos por legislação específica, os juros
moratórios poderão ser convencionados até o limite de 1% ao mês.

No que tange aos juros remuneratórios, são aqueles calculados em função de uma contrapartida pelo valor
colocado à disposição do cliente, o fato de os juros remuneratórios serem superiores a 12% ao ano.

Súmula 382: A estipulação de juros remuneratórios superiores a 12% ao ano, por si só, não
indica abusividade.

As cláusulas abusivas de um contrato bancário não devem ser conhecidas de ofício pelo juiz, cabe à parte
prejudicada levantar a questão de cláusulas abusivas no contrato bancário.

Súmula 381: Nos contratos bancários, é vedado ao julgador conhecer, de ofício, da


abusividade das cláusulas.

Existem muitos tipos de contratos bancários, aprenderemos sobre 10 contratos. Depósito bancário, conta
corrente, aplicação financeira, mútuo bancário, desconto bancário, abertura de crédito, alienação
fiduciária, arrendamento mercantil, cartão de crédito e faturização.

CONTRATOS BANCÁRIOS PRÓPRIOS

1. Depósito Bancário

O depósito bancário é o contrato feito entre o banco e o cliente do banco. Nesse contrato a pessoa entrega
ao banco uma determinada quantia em dinheiro e o banco guarda esse dinheiro, mas deve restituir o
dinheiro quando o cliente pedir ou no prazo e nas condições conveniadas entre eles. O depósito bancário é
um contrato real que só se aperfeiçoa com a entrega do dinheiro ao banco depositário.

2. Conta Corrente

Um organizador dos recursos financeiros para o seu cliente. Geralmente está atrelado ao contrato de
depósito, em que o cliente coloca um dinheiro nessa conta ou também está associado a um contrato de
abertura de crédito. Na conta corrente o banco se obriga a receber valores monetários entregues pelo
correntista, além de fazer pagamentos de cheques ou de boletos por ordem do correntista, utilizando-se
dos recursos disponíveis na conta. Repare que é um acordo bem mais complexo do que o simples depósito.

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3. Aplicação Financeira

Por meio desse contrato o depositante autoriza o banco a empregar os recursos depositados pelo cliente
em determinados mercados de capitais em um investimento, podendo ser esse investimento em fundos
organizados pelos próprios bancos. Essas aplicações podem ser em ações, em títulos da dívida pública, em
fundos de investimentos etc. O depositante tem direito a um retorno em forma de remuneração do capital
de acordo com o sucesso obtido pelo banco com esse investimento.

4. Mútuo Bancário

O mútuo bancário é o famoso empréstimo. É o contrato feito entre o cliente e o banco em que o banco
empresta ao cliente um determinado valor e esse cliente tem que devolver ao banco o valor
correspondente com os acréscimos legais e contratuais, dentro do prazo e condições estipulados no
contrato. Tem origem no mútuo civil, mas difere desse em função de algumas peculiaridades. Assim como
no mútuo civil trata-se de um empréstimo de coisa fungível. Precisamos aprender um pouco sobre a questão
das taxas de juros no mútuo bancário. A Lei de Usura (Decreto 22.626 de 1933) limita os juros a uma taxa
de 12% ao ano, porém o STF e o STJ entendem que esse limite não deve ser aplicado aos contratos feitos
com bancos ou instituições financeiras.

Sumula 596 do STF - As disposições do Decreto 22.626/1933 não se aplicam às taxas de


juros e aos outros encargos cobrados nas operações realizadas por instituições públicas ou
privadas, que integram o Sistema Financeiro Nacional.

As taxas de juros a serem praticadas pelos bancos devem respeitar o que for decidido pelo Conselho
Monetário Nacional, pois é o órgão que tem competência legal para isso.

Lei 4.595 de 1964 - Art. 4º Compete ao Conselho Monetário Nacional, segundo diretrizes
estabelecidas pelo Presidente da República:
IX - Limitar, sempre que necessário, as taxas de juros, descontos comissões e qualquer
outra forma de remuneração de operações e serviços bancários ou financeiros, (...)

5. Desconto Bancário

O desconto bancário é um tipo de contrato em que o banco recebe do cliente um crédito que ainda irá
vencer e o banco entrega ao cliente o valor devido por esse crédito antecipando-o com os descontos
bancários previstos no contrato. É uma antecipação de pagamento. É um contrato real, pois se aperfeiçoa
com a transferência do valor do banco ao cliente, ou seja, com o valor do crédito descontado a ser entregue
ao banco, pois, antes disso, o cliente já endossou o título ao banco. Se o crédito devido for pago no
vencimento pelo terceiro devedor do crédito descontado, o contrato estará extinto.

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6. Abertura de Crédito

A abertura de crédito é o contrato em que o banco deixa à disposição do cliente um valor a ser utilizado
por ele caso queira ou necessite. Os bancos poderiam cobrar uma tarifa só por colocar o valor à disposição
do cliente, mas isso não acontece na prática. É o que conhecemos como cheque especial. Então, o banco
não cobra por disponibilizar o dinheiro, pois é uma maneira de angariar clientes no mercado, mas cobrará
sim juros e encargos caso o cliente utilize o crédito disponível. Geralmente esse contrato está ligado a um
contrato de conta corrente, pois é nessa conta que o banco deixa o crédito à disposição do cliente. É um
contrato consensual e bilateral. O cheque especial, ou seja, o contrato de abertura de crédito não é um
título executivo extrajudicial.

Súmula 233 do STJ - O contrato de abertura de crédito, ainda que acompanhado de extrato
da conta-corrente, não é título executivo.
Súmula 247 do STJ - O contrato de abertura de crédito em conta-corrente, acompanhado
do demonstrativo de débito, constitui documento hábil ao ajuizamento da ação monitória.

Cliente entrega uma determinada quantia de dinheiro para o banco que deve
guardá-lo. Banco deve restituir o dinheiro quando o cliente solicitar ou no prazo e
condições ajustadas.
→ Credor: pessoa depositante. Devedor: Banco.
Depósito → Contrato real.
Bancário → Aperfeiçoa com a simples entrega do dinheiro.
➢ Modalidades:
▪ à vista (restitui quando solicitado);
▪ com pré-aviso (após solicitação, o banco terá um prazo para restituir);
▪ a prazo fixo (cliente só pode pedir valor depositado após certo prazo).
Banco se obriga a receber valores monetários entregues pelo correntista, além de
fazer debitar da conta os pagamentos de cheques e boletos por ordem do
Conta
correntista.
Corrente → Banco presta um serviço de administração de fluxo de caixa, compromete-se a
fazer operações de débito e de crédito.
Depositante autoriza o banco a aplicar os recursos depositados em determinados
mercados de capitais em um investimento.
Aplicação → Aplicações podem ser em: ações, em títulos da dívida pública, em fundos de
investimentos etc.
Financeira → Banco responde por administração, atos ilegais ou contrários ao contrato firmado.
→ Não será responsabilizado por perdas da própria variação e derivações dos valores
e do mercado financeiro

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Cliente pega emprestado do Banco determinado valor, comprometendo-se a


devolver o valor correspondente, com acréscimos legais e contratuais, nos prazos e
condições do contrato.
→ Credor: Banco (operação ativa). Devedor: Contratante.
Mútuo → Contrato real.
Bancário → Lei de Usura (Decreto 22.626 de 1933), que limita os juros a uma taxa de 12% ao
ano, não se aplica aos contratos feitos com bancos ou instituições financeiras
(Súmula 596 do STF).
→ As taxas de juros praticadas pelos bancos devem observar os limites estabelecidos
pelo Conselho Monetário Nacional (Lei nº 4.595 de 1964, art. 4º).
Antecipação de pagamento que o banco faz ao cliente em troca do crédito devido no
instrumento jurídico. O cliente recebe o valor do crédito descontado dos juros e das
Desconto taxas bancárias e que correspondem à remuneração por essa antecipação de valores.
Bancário → Se o crédito devido for pago no vencimento pelo terceiro devedor do crédito
descontado, o contrato estará extinto.
→ Se o devedor do título não pagar, o banco vai cobrar do seu cliente.
Crédito colocado à disposição do cliente para que utilize caso necessite. A simples
disponibilização do crédito pode gerar encargos, embora a maioria cobra juros e
encargos somente se crédito for utilizado.
→ Conhecido como cheque especial.
→ Não é título executivo extrajudicial.
Abertura de
→ Contrato consensual e bilateral.
Crédito
➢ Súmula 233 do STJ - "O contrato de abertura de crédito, ainda que
acompanhado de extrato da conta-corrente, não é título executivo".
➢ Súmula 247 do STJ - "O contrato de abertura de crédito em conta-corrente,
acompanhado do demonstrativo de débito, constitui documento hábil ao
ajuizamento da ação monitória".

ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA EM GARANTIA

1. Definição

A instituição financeira empresta o dinheiro, mas esse empréstimo terá o próprio bem alienado como
garantia de pagamento, já que, quem emprestou o dinheiro, o credor, passa a ser o proprietário do bem e
tendo a posse indireta e o devedor, que deve pagar o empréstimo, passa a ter a posse direta do bem. Esse
é um tipo de propriedade resolúvel, ou seja, a propriedade do bem é do credor até que a condição
estabelecida seja cumprida. Credor-fiduciário. Devedor-fiduciante.

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Veja o que o Código Civil estabelece sobre a propriedade fiduciária:

Código Civil - Art. 1.361. Considera-se fiduciária a propriedade resolúvel de coisa móvel
infungível que o devedor, com escopo de garantia, transfere ao credor.

Perceba que o contrato de alienação fiduciária é celebrado entre devedor-fiduciante e o credor-fiduciário,


mas existe uma participação indireta do terceiro que é o agente econômico que quer vender o bem.

Instituição financeira (CREDOR-FIDUCIÁRIO) empresta dinheiro


para que interessado (DEVEDOR-FIDUCIANTE) adquira o bem

Proprietário resolúvel do bem


CREDOR-FIDUCIÁRIO
Instituição Financeira Exerce posse indireta sobre o bem

DEVEDOR-FIDUCIANTE Tem a posse direta do bem

Bem é usado para garantir o pagamento

Pagando Devedor adquire propriedade plena

Bem móvel Busca e apreensão


Não Credor retoma a
pagando propriedade plena
Bem imóvel Imissão na posse

Propriedade resolúvel

de coisa móvel infungível

transferida do devedor ao credor

para garantir o adimplemento

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2. Legislação

É um tipo de contrato que tem previsão em alguns diplomas legais. No tocante a mercado de capitais temos
a Lei de Mercado de Capitais e do mercado financeiro no Artigo 66-B que é a Lei 4.728 de 1965, trata da
alienação fiduciária no mercado financeiro. Temos a propriedade fiduciária, que é um direito real
decorrente da alienação, e está prevista no Código Civil artigos 1.361 a 1.368 e aplica-se, em regra, aos bens
móveis. Temos ainda, a Lei 9.514 de 1997 que trata em alguns artigos da alienação fiduciária de bens imóveis.
O Decreto Lei 911 de 1969 trata do aspecto processual desse tipo de contrato.

3. Refinanciamento

É o que chamamos de refinanciamento feito por meio de uma alienação fiduciária, nesses casos não há a
participação de um terceiro. O contrato de alienação fiduciária em garantia recai sobre o próprio bem do
devedor-fiduciante. O STJ admite o refinanciamento

Súmula 28 do STJ - O contrato de alienação fiduciária em garantia pode ter por objeto bem
que já integrava o patrimônio do devedor.

4. Propriedade e Posse

A propriedade fiduciária constitui-se com o registro do contrato no Registro de Títulos e Documentos,


podendo o contrato ser por instrumento público ou particular.

Art. 1.361 - § 1o Constitui-se a propriedade fiduciária com o registro do contrato, celebrado


por instrumento público ou particular, que lhe serve de título, no Registro de Títulos e
Documentos do domicílio do devedor, ou, em se tratando de veículos, na repartição
competente para o licenciamento, fazendo-se a anotação no certificado de registro.

No momento em que a alienação fiduciária é celebrada, temos uma situação peculiar que envolve a posse e
a propriedade do bem. A posse direta fica com o devedor e a posse indireta com o credor, por isso, há o
desdobramento da posse.

Art. 1.361 - § 2o Com a constituição da propriedade fiduciária, dá-se o desdobramento da


posse, tornando-se o devedor possuidor direto da coisa.

Trata-se, portanto, de uma propriedade resolúvel e quando o devedor quitar toda a dívida a propriedade
passa a ser do devedor. Essa propriedade torna-se plena e eficaz do devedor possuidor do bem desde o
arquivamento nos órgãos competentes dos instrumentos de quitação fornecido pelo banco.

Art. 1.361 - § 3o A propriedade superveniente, adquirida pelo devedor, torna eficaz, desde
o arquivamento, a transferência da propriedade fiduciária.

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PROPRIEDADE FIDUCIÁRIA

Firmado em instrumento público ou particular


Requisitos para a
constituição
Registrar no Registro de Títulos e Documentos ou repartição
competente para licenciamento, no caso de veículos

Dá-se o desdobramento da posse

Devedor fica na Credor fica na


posse direta posse indireta

A propriedade torna-se plena e eficaz do devedor possuidor do


bem desde o arquivamento nos órgãos competentes

Aplica-se à propriedade fiduciária no que for compatível e pertinente as regras dos direitos reais de garantia
do próprio Código Civil.

Art. 1.367. A propriedade fiduciária em garantia de bens móveis ou imóveis sujeita-se às


disposições do Capítulo I do Título X do Livro III da Parte Especial deste Código e, no que
for específico, à legislação especial pertinente, não se equiparando, para quaisquer efeitos,
à propriedade plena de que trata o art. 1.231.

Existe a lei de alienação fiduciária em garantia para bens imóveis e para o mercado de capitais e tais
institutos serão regrados pelas leis específicas

Art. 1.368-A. As demais espécies de propriedade fiduciária ou de titularidade fiduciária


submetem-se à disciplina específica das respectivas leis especiais, somente se aplicando as
disposições deste Código naquilo que não for incompatível com a legislação especial.

A alienação fiduciária em garantia de bem móvel ou imóvel dá ao fiduciante-devedor o direito real de


aquisição.

Art. 1.368-B. A alienação fiduciária em garantia de bem móvel ou imóvel confere direito
real de aquisição ao fiduciante, seu cessionário ou sucessor.

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5. Bens Móveis

Vamos analisar especificamente algumas regras aplicáveis aos bens móveis que estão previstas no Código
Civil. Se o devedor-fiduciante não pagar a dívida no dia combinado será considerada vencida e o credor
utilizará os meios legais e pegar para si o bem objeto da garantia. Ao tomar o bem para si, o credor terá que
vender o bem, essa venda pode ser judicial ou extrajudicial.

Art. 1.364. Vencida a dívida, e não paga, fica o credor obrigado a vender, judicial ou
extrajudicialmente, a coisa a terceiros, a aplicar o preço no pagamento de seu crédito e das
despesas de cobrança, e a entregar o saldo, se houver, ao devedor.
Art. 1.365. É nula a cláusula que autoriza o proprietário fiduciário a ficar com a coisa
alienada em garantia, se a dívida não for paga no vencimento.
Art. 1.366. Quando, vendida a coisa, o produto não bastar para o pagamento da dívida e
das despesas de cobrança, continuará o devedor obrigado pelo restante.

ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA EM
GARANTIA DE BEM MÓVEL

Obrigação do Devedor

Pagar o remanescente, se valor da venda não bastar para


quitar dívida e despesas da cobrança

Obrigações do Credor

Vender a coisa, judicial ou extrajudicialmente

Deduzir seu crédito e despesas de cobrança

Entregar o saldo, se houver, ao devedor

São nulas as cláusulas que autorizem o proprietário


fiduciário a ficar com a coisa alienada em garantia

6. Regras Processuais

As regras processuais nesse tipo de contrato estão no Decreto-Lei 911 de 1.969, o procedimento de venda
do bem ou da coisa deve ser seguido e o preço obtido com a venda do bem será utilizado para pagamento
da dívida.

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Decreto-Lei 911 de 1969 - Art. 2o No caso de inadimplemento ou mora nas obrigações


contratuais garantidas mediante alienação fiduciária, o proprietário fiduciário ou credor
poderá vender a coisa a terceiros, independentemente de leilão, hasta pública, avaliação
prévia ou qualquer outra medida judicial ou extrajudicial, salvo disposição expressa em
contrário prevista no contrato, devendo aplicar o preço da venda no pagamento de seu
crédito e das despesas decorrentes e entregar ao devedor o saldo apurado, se houver, com
a devida prestação de contas.

O devedor sabe que tem que pagar, sabe também o valor e a data de cada pagamento, se não pagar
conforme combinado estará em mora.

Art. 2º - § 2o A mora decorrerá do simples vencimento do prazo para pagamento e poderá


ser comprovada por carta registrada com aviso de recebimento, não se exigindo que a
assinatura constante do referido aviso seja a do próprio destinatário

Em caso de mora e inadimplemento comprovado do devedor, o proprietário fiduciário e credor poderá pedir
a busca e a apreensão do bem objeto do contrato de alienação fiduciária.

Art. 3o O proprietário fiduciário ou credor poderá, desde que comprovada a mora, na


forma estabelecida pelo § 2o do art. 2o, ou o inadimplemento, requerer contra o devedor
ou terceiro a busca e apreensão do bem alienado fiduciariamente, a qual será concedida
liminarmente, podendo ser apreciada em plantão judiciário.

O credor e autor da ação poderá solicitar a conversão do pedido de busca e apreensão em ação de
execução de acordo com as regras da execução do Código de Processo Civil.

Art. 4o Se o bem alienado fiduciariamente não for encontrado ou não se achar na posse do
devedor, fica facultado ao credor requerer, nos mesmos autos, a conversão do pedido de
busca e apreensão em ação executiva, na forma prevista no Capítulo II do Livro II da Lei
no 5.869, de 11 de janeiro de 1973 - Código de Processo Civil.

Duas súmulas sobre isso foram emitidas pelo STJ, uma diz que a mora para pedir busca e apreensão deve
ser comprovada e pela lei o instrumento de comprovação da mora é a carta por AR. A outra súmula diz que
essa notificação ao devedor não precisa ter o valor do débito.

Súmula 72 do STJ - A comprovação da mora é imprescindível à busca e apreensão do bem


alienado fiduciariamente.
Súmula 245 do STJ - A notificação destinada a comprovar a mora nas dívidas garantidas por
alienação fiduciária dispensa a indicação do valor do débito.

O credor fiduciário que consegue tomar o bem do devedor por meio da busca e apreensão passa a ter a
propriedade plena do bem.

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Art. 1368 – B - Parágrafo único. O credor fiduciário que se tornar proprietário pleno do
bem, por efeito de realização da garantia, mediante consolidação da propriedade,
adjudicação, dação ou outra forma pela qual lhe tenha sido transmitida a propriedade
plena, passa a responder pelo pagamento dos tributos sobre a propriedade e a posse,
taxas, despesas condominiais e quaisquer outros encargos, tributários ou não, incidentes
sobre o bem objeto da garantia, a partir da data em que vier a ser imitido na posse direta
do bem.

7. Veículo Automotor

O STJ entendeu que, se não tiver essa anotação, o terceiro de boa-fé não pode ser prejudicado e não é
oponível a esse terceiro a alienação fiduciária.

Súmula 92 do STJ - A terceiro de boa-fé não é oponível a alienação fiduciária não anotada
no certificado de registro do veículo automotor.

8. Mercado Financeiro

Quando esse tipo de contrato é celebrado no mercado financeiro e de capitais ou como garantia de créditos
fiscais e previdenciários devemos utilizar o previsto no Artigo 66-B da Lei 4.728/1965.

Lei 4.728 de 1965 - Art. 66-B. O contrato de alienação fiduciária celebrado no âmbito do
mercado financeiro e de capitais, bem como em garantia de créditos fiscais e
previdenciários, deverá conter, além dos requisitos definidos na Lei no 10.406, de 10 de
janeiro de 2002 - Código Civil, a taxa de juros, a cláusula penal, o índice de atualização
monetária, se houver, e as demais comissões e encargos

9. Bens Imóveis

A alienação fiduciária em garantia de bem imóvel está disciplinada na Lei 9.514/1997, em que o devedor-
fiduciante transfere a propriedade fiduciária resolúvel de um bem imóvel ao credor-fiduciário.

Lei 9.514 de 1997 - Art. 22. A alienação fiduciária regulada por esta Lei é o negócio jurídico
pelo qual o devedor, ou fiduciante, com o escopo de garantia, contrata a transferência ao
credor, ou fiduciário, da propriedade resolúvel de coisa imóvel.
Art. 22 - § 1o A alienação fiduciária poderá ser contratada por pessoa física ou jurídica, não
sendo privativa das entidades que operam no SFI,(...)

Temos, nesse tipo de negociação:

Devedor – fiduciante. Credor – fiduciário. Terceiro – vendedor do bem. A propriedade fiduciária de bem
imóvel é constituída pelo registro no Cartório de Registro de Imóveis.

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Art. 23. Constitui-se a propriedade fiduciária de coisa imóvel mediante registro, no


competente Registro de Imóveis, do contrato que lhe serve de título.

A propriedade fiduciária de bem imóvel enseja a divisão da posse, de maneira que o devedor-fiduciante tem
a posse direta do bem e o credor-fiduciário tem a posse indireta do bem imóvel.

Art. 23 - Parágrafo único. Com a constituição da propriedade fiduciária, dá-se o


desdobramento da posse, tornando-se o fiduciante possuidor direto e o fiduciário
possuidor indireto da coisa imóvel.

A propriedade se resolve, por isso, dizemos que esse tipo de contrato constitui uma propriedade resolúvel
do bem imóvel.

Art. 25. Com o pagamento da dívida e seus encargos, resolve-se, nos termos deste artigo,
a propriedade fiduciária do imóvel.

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ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA EM GARANTIA DE BEM IMÓVEL


Lei nº 9.514/1997

Negócio jurídico pelo qual o Devedor (fiduciante) transfere a propriedade fiduciária resolúvel
de um bem imóvel ao Credor (fiduciário), como garantia de pagamento do financiamento

Terceiro Devedor Credor

Vendedor Fiduciante Fiduciário

==369ed6==

Podem contratar
Desmembramento da posse
Pessoa Física

Fiduciante Fiduciário
Pessoa Jurídica

Possuidor Possuidor
A alienação fiduciária não é
direto indireto
atividade privativa das
entidades que operam no SFI

Quitando a dívida Propriedade se resolve

Se o devedor não paga a dívida ocorre a consolidação da propriedade ao credor. O devedor deve ser
notificado da mora.

Art. 26. Vencida e não paga, no todo ou em parte, a dívida e constituído em mora o
fiduciante, consolidar-se-á, nos termos deste artigo, a propriedade do imóvel em nome do
fiduciário.
§ 5º Purgada a mora no Registro de Imóveis, convalescerá o contrato de alienação
fiduciária.

Para quitação da dívida o imóvel será levado a leilão em 30 dias.

Art. 27. Uma vez consolidada a propriedade em seu nome, o fiduciário, no prazo de trinta
dias, contados da data do registro de que trata o § 7º do artigo anterior, promoverá público
leilão para a alienação do imóvel.

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Os atos relativos à alienação fiduciária em garantia poderão ser feitos por meio de escritura pública ou por
instrumento particular com efeitos de escritura pública.

Art. 38. Os atos e contratos referidos nesta Lei ou resultantes da sua aplicação, mesmo
aqueles que visem à constituição, transferência, modificação ou renúncia de direitos reais
sobre imóveis, poderão ser celebrados por escritura pública ou por instrumento particular
com efeitos de escritura pública.

ARRENDAMENTO MERCANTIL (LEASING)

1. Conceitos Iniciais

Arrendamento mercantil é um contrato celebrado entre uma pessoa jurídica, chamada de arrendadora e
uma outra pessoa que pode ser física ou jurídica, chamada de arrendatária. Tem como objeto um bem que
pode ser móvel ou imóvel, esse bem pertence à arrendadora que ao celebrar o contrato entrega a posse ao
arrendatário durante o contrato. Nesse contrato a propriedade do bem é da arrendadora e a posse direta
fica com a arrendatária que paga por essa posse e pelo uso do bem uma prestação, geralmente mensal. O
leasing é uma sucessão de dois contratos, dizem alguns, o de locação e o de compra e venda, sendo essa
opcional.

LEASING

Pessoa Pessoa

Fica na do bem do bem

Móvel ou imóvel
pela do bem
Devolver o bem
Ao do contrato, pagando
Renovar contrato
todas as prestações,
Comprar o bem

Concretiza-se com o pagamento de um valor


final chamado Valor Residual Garantido (VRG)

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2. Legislação

Está regulamentado na Resolução BACEN 2.309 de 1996 do Conselho Monetário Nacional.

Lei 6.099 de 1974 – Art. 1º - Parágrafo único - Considera-se arrendamento mercantil, para
os efeitos desta Lei, o negócio jurídico realizado entre pessoa jurídica, na qualidade de
arrendadora, e pessoa física ou jurídica, na qualidade de arrendatária, e que tenha por
objeto o arrendamento de bens adquiridos pela arrendadora, segundo especificações da
arrendatária e para uso próprio desta.

Relembrando um detalhe nessa definição, a arrendadora sempre será uma pessoa jurídica e a arrendatária
pode ser uma pessoa física ou jurídica.

LC 105 de 2001 - § 1o São consideradas instituições financeiras, para os efeitos desta Lei
Complementar: VII – sociedades de arrendamento mercantil;
Resolução BACEN 2309 de 1996 - Art. 4º As sociedades de arrendamento mercantil devem
adotar a forma jurídica de sociedades anônimas e a elas se aplicam, no que couber, as
mesmas condições estabelecidas para o funcionamento de instituições financeiras
Art. 3º A constituição e o funcionamento das pessoas jurídicas que tenham como objeto
principal de sua atividade a prática de operações de arrendamento mercantil,
denominadas sociedades de arrendamento mercantil, dependem de autorização do Banco
Central do Brasil.

O arrendamento mercantil pode ter como objeto um bem móvel, podendo ser esse bem nacional ou
estrangeiro. Pode também ser bem imóvel adquirido pela arrendadora e que passa a posse para a
arrendatária recebendo o valor da prestação combinado entre eles.

Art. 11. Podem ser objeto de arrendamento bens móveis, de produção nacional ou
estrangeira, e bens imóveis adquiridos pela entidade arrendadora para fins de uso próprio
da arrendatária, segundo as especificações desta.

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LEGISLAÇÃO APLICÁVEL

Lei 6.099 de 1974

Dispõe sobre tratamento tributário das operações de arrendamento mercantil

Define arrendamento mercantil

Negócio jurídico realizado entre pessoa jurídica, na qualidade de


arrendadora, e pessoa física ou jurídica, na qualidade de arrendatária

Que tenha por objeto o arrendamento de bens adquiridos pela arrendadora


segundo especificações da arrendatária e para uso próprio desta

Resolução BACEN 2.309/96 do Conselho Monetário Nacional

Regulamenta a Lei 6.099 de 1974

Determina a adoção da forma jurídica de sociedades anônimas

Equipara as sociedades de arrendamento mercantil às instituições financeiras

Condiciona constituição e funcionamento à autorização do Banco Central

Ao final do contrato, o arrendatário tem três opções:

Renovar o contrato, permanecendo com a posse do bem. Encerrar o contrato, devolvendo o bem. Comprar
o bem, pagando-se o valor residual.

Renovar o
contrato

Ao final do contrato, o Encerrar o


arrendatário pode contrato
optar entre

Comprar o bem

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3. Modalidades de Arrendamento Mercantil

A Resolução do BACEN distingue duas modalidades de leasing. Temos previstos o leasing financeiro, o
leasing operacional e o terceiro seria o leasing-back.

3.1. Arrendamento Mercantil Operacional

Leasing operacional: ocorre quando a próprio produtor ou fabricante do bem faz o arrendamento, ficando
responsável pela manutenção técnica do bem, a não ser que convencionem diferente. No arrendamento
operacional as prestações devem servir para pagar o custo de arrendamento e os serviços inerentes e o
prazo do arrendamento tem que ser inferior a 75% da vida útil econômica do bem.

Art. 6º Considera-se arrendamento mercantil operacional a modalidade em que:


I - as contraprestações a serem pagas pela arrendatária contemplem o custo de
arrendamento do bem e os serviços inerentes a sua colocação à disposição da arrendatária,
não podendo o valor presente dos pagamentos ultrapassar 90% (noventa por cento) do
custo do bem;
II - o prazo contratual seja inferior a 75% (setenta e cinco por cento) do prazo de vida útil
econômica do bem;
III - o preço para o exercício da opção de compra seja o valor de mercado do bem
arrendado;
§ 3º A manutenção, a assistência técnica e os serviços correlatos à operacionalidade do
bem arrendado podem ser de responsabilidade da arrendadora ou da arrendatária.

3.2. Arrendamento Mercantil Financeiro

Leasing Financeiro: uma empresa fabrica o bem e vende a uma empresa arrendadora, essa empresa
arrendadora tem como principal atividade o arrendamento mercantil. Tem que pagar o valor residual
garantido (VRG). A arrendadora é uma financeira que se preocupa mais com o valor do lucro obtido com
essa operação.

Art. 5º Considera-se arrendamento mercantil financeiro a modalidade em que:


I - as contraprestações e demais pagamentos previstos no contrato, devidos pela
arrendatária, sejam normalmente suficientes para que a arrendadora recupere o custo do
bem arrendado durante o prazo contratual da operação e, adicionalmente, obtenha um
retorno sobre os recursos investidos;
II - as despesas de manutenção, assistência técnica e serviços correlatos à operacionalidade
do bem arrendado sejam de responsabilidade da arrendatária;
III - o preço para o exercício da opção de compra seja livremente pactuado, podendo ser,
inclusive, o valor de mercado do bem arrendado.

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3.3. Arrendamento Mercantil de Retorno

Leasing-back ou Leasing de retorno: ocorre quando uma empresa é dona de um bem, essa empresa vende
esse bem para uma empresa de arrendamento mercantil, Assemelha-se a um refinanciamento.

ARRENDAMENTO MERCANTIL OPERACIONAL


M
O
Realizado pelo próprio produtor ou fabricante
D
A Produtor ou fabricante fica responsável pela manutenção técnica do bem
L bancário
Prestações contemplam os custos de arrendamento e os serviços inerentes
I
D Prazo de duração deve ser inferior a 75% da vida útil econômica do bem
A
Valor pago no final do contrato deve ser de acordo com o valor de mercado
D do bem
E
S ARRENDAMENTO MERCANTIL FINANCEIRO
Abertura de
crédito
D Proprietária do bem
E
Arrendadora recupera custo do bem com contraprestações

A Arrendadora deve obter retorno sobre os recursos investidos


R
Manutenção, assistência e serviços correlatos por conta da arrendatária
R
E Valor residual garantido (VRG) pode ser livremente pactuado
N
D ARRENDAMENTO MERCANTIL DE RETORNO
A
M Empresa vende o próprio bem para empresa de arrendamento
E mercantil
N Bem continua na posse da empresa que vendeu o bem

T Empresa arrendadora será a proprietária do bem


O

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4. Mora do Devedor

O devedor só será constituído em mora se for notificado pelo credor anteriormente. Importante ter essa
noção, pois trata-se de súmula do STJ.

Súmula 369 do STJ - No contrato de arrendamento mercantil (leasing), ainda que haja
cláusula resolutiva expressa, é necessária a notificação prévia do arrendatário para
constituí-lo em mora.

5. Valor Residual Garantido (VRG)

O valor residual garantido é o que deve ser pago ao final do contrato no caso em que o arrendatário faça a
opção pela compra do bem. O STJ entendeu que não, considerou que a antecipação do pagamento do VRG
não descaracteriza o contrato de arrendamento mercantil.

Súmula 293 do STJ - A cobrança antecipada do valor residual garantido (VRG) não
descaracteriza o contrato de arrendamento mercantil.
Enunciado 38 da I Jornada de Direito Comercial do CJF: “É devida devolução simples, e não
em dobro, do Valor Residual Garantido (VRG) em caso de reintegração de posse do bem
objeto de arrendamento mercantil celebrado entre empresários”.

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ENTENDIMENTOS
SUMULADOS

Mora no arrendamento mercantil (leasing) - Súmula 369 do STJ

Necessária notificação prévia do arrendatário para constituí-lo em mora

Existência de cláusula resolutiva não dispensa a notificação

Valor Residual Garantido (VRG) - Súmula 293 do STJ

A cobrança antecipada do valor residual garantido (VRG) não


descaracteriza o contrato de arrendamento mercantil
Valor pago ao FINAL
do contrato se
arrendatário optar pela
Mais sobre VRG! compra do bem

Reintegração de posse
Devolução do VRG
do bem objeto de
ocorre na forma
arrendamento mercantil
SIMPLES, não em dobro
entre empresários

Enunciado 38 da I Jornada de Direito Comercial do CJF

6. Prazo

A resolução do BACEN sobre arrendamento mercantil estipula algumas regras sobre prazos do
arrendamento. No arrendamento mercantil financeiro o prazo mínimo de contrato deve ser de 2 ou de 3
anos a depender da vida útil do bem.

Prazo mínimo de 2 anos se o bem arrendado tiver uma vida útil igual ou inferior a 5 anos. Prazo mínimo
será de 3 anos se a vida útil do bem for maior do que 5 anos. Para o arrendamento mercantil operacional
o prazo mínimo será de 90 dias.

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Art. 8º Os contratos devem estabelecer os seguintes prazos mínimos de arrendamento:


I - para o arrendamento mercantil financeiro:
a) 2 (dois) anos, compreendidos entre a data de entrega dos bens à arrendatária,
consubstanciada em termo de aceitação e recebimento dos bens, e a data de vencimento
da última contraprestação, quando se tratar de arrendamento de bens com vida útil igual
"ou inferior a 5 (cinco) anos;
b) 3 (três) anos, observada a definição do prazo constante da alínea anterior, para o
arrendamento de outros bens;
II - para o arrendamento mercantil operacional, 90 (noventa) dias.

CARTÃO DE CRÉDITO

1. Conceito

Cartão magnético pressupõe a existência do que aprenderemos agora que é o contrato de cartão de crédito.

2. Relações Jurídicas

Repare que esse tipo de contrato faz surgir três tipos de relações jurídicas diferentes. Existe uma relação
entre o cliente, titular do cartão, e a instituição financeira operadora/emissora do cartão, essa é
caracterizada como uma relação de consumo.

Relações jurídicas que surgem nesse contrato:

Operadora com cliente que possui o cartão (consumo).

Cliente com o estabelecimento (consumo).

Estabelecimento com a operadora.

O STJ sumulou entendimento de que os juros cobrados pelas operadoras de cartão de crédito sobre seus
clientes podem ultrapassar o limite da lei de usura que é de 12%, já que o STJ também entendeu que as
operadoras de cartão de crédito devem ser consideradas instituições financeiras.

Súmula 283 do STJ: As empresas administradoras de cartão de crédito são instituições


financeiras e, por isso, os juros remuneratórios por elas cobrados não sofrem as limitações
da Lei de Usura.

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A lei complementar 105 de 2001 que trata do sigilo das operações bancárias também especificou que as
operadoras de cartão de crédito devem ser classificadas como instituições financeiras e por isso devem
guardar sigilo sobre suas operações.

LC 105 de 2001 - Art. 1o As instituições financeiras conservarão sigilo em suas operações


ativas e passivas e serviços prestados.
§ 1o São consideradas instituições financeiras, para os efeitos desta Lei Complementar:
VI – administradoras de cartões de crédito;

Contrato bancário impróprio

CARTÃO DE
feito por uma instituição financeira
CRÉDITO

que cede um crédito ao seu cliente

Relações
jurídicas
por meio de um cartão
decorrentes

Operadora x Cliente Relação de consumo

Cliente x Estabelecimento Relação de consumo

Estabelecimento x Operadora Não consumerista


x

São consideradas instituições financeiras

Responsabiliza-se pelo pagamento ao estabelecimento


Operadoras de
cartão de crédito Devem guardar sigilo sobre suas operações (LC 105/2001)

Juros remuneratórios por elas cobrados não sofrem as


limitações da Lei de Usura (Súmula 283 do STJ)

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FATURIZAÇÃO

1. Conceito

O contrato de faturização, também é chamado de fomento mercantil e por vezes chamado de factoring, é
um tipo de contrato feito entre uma empresa de factoring e uma determinada sociedade ou empresário.
Aqui chamamos de faturizado, que abriu crediário a diversos clientes, passa todas essas funções à empresa
faturizadora. O fomento mercantil é um contrato em que a faturizadora assume as atribuições inerentes
à administração dos créditos concedidos pela outra contratante. Como a faturizadora assumirá o crédito,
geralmente, ela tem a opção de quais os créditos ela vai aceitar ou não, já que assume também o risco pela
inadimplência. O contrato de faturização consiste na administração do crédito pagando ao empresário o
valor devido descontado pelo valor do serviço prestado.

Lei 9.249 de 1995, Art 15, parágrafo 1º, inciso III:


d) prestação cumulativa e contínua de serviços de assessoria creditícia, mercadológica,
gestão de crédito, seleção de riscos, administração de contas a pagar e a receber, compra
de direitos creditórios resultantes de vendas mercantis a prazo ou de prestação de serviços
(factoring).

Fomento Mercantil ou Factoring

Repassa a cobrança de seus créditos


FATURIZADO
Transfere seus créditos por cessão civil

Cede seus
créditos de
natureza Paga o crédito
comercial descontado
para sua
retribuição

Assume a administração dos créditos concedidos

FATURIZADORA Assume o risco da inadimplência

Pode recursar créditos

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2. Modalidades de Factoring

Na faturização convencional a faturizadora antecipa ao empresário todo o valor do crédito negociado,


Nessa modalidade temos a administração do crédito, o seguro e o financiamento. Na faturização madura,
a faturização só aplicada em relação à administração do crédito, pois a faturizadora só paga ao empresário
o valor do crédito no dia do vencimento da fatura, então, os créditos parcelados só serão pagos no dia do
vencimento. Nesses termos temos a administração do crédito e o seguro, mas não temos o financiamento.

MODALIDADES DE FACTORING

Administração do crédito

Serviço de seguro

3. Cláusulas

A cláusula de exclusividade em que o faturizado se compromete a não contratar serviço de faturização com
outra instituição financeira, essa cláusula é comum, pois evita que a sociedade contratadora escolha créditos
bons e ruins e passe os créditos bons para uns e créditos ruins para outros. O contrato pode ter também a
cláusula de totalidade, dando à faturizadora a opção de pegar todos os créditos, ficando a cargo da própria
faturizadora quais os que ele vai escolher, não sendo obrigado a aceitar todos, a cláusula obriga ao faturizado
a disponibilizar todos. Cláusula de aprovação prévia, em que a faturizadora pode fazer uma análise prévia
de determinados créditos para dizer se aceita ou não assumir a faturização desse crédito.

4. Factoring e as Instituições Financeiras

Empresa de factoring não é contrato bancário típico, não precisa de autorização do BACEN, não é banco e
não é considerado instituição financeira, então cabe a aplicação da lei de usura no limite de 12% de juros
ao ano para esse tipo de empresa. O STJ já entendeu que o limite de 12% previsto na lei da usura não é
aplicado às instituições financeiras que funcionem com autorização do BACEN, para o mesmo tribunal as
empresas que exercem atividade de fomento mercantil não são consideradas instituições financeiras.
Factoring presta serviços e compra créditos, é considerada, portanto, uma sociedade mercantil.

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Empresas de faturização guardem o sigilo das informações e das suas operações assim como as instituições
financeiras devem guardar sigilo. Dispõe a Lei Complementar 105/2001 que as instituições financeiras
conservarão sigilo em suas operações ativas e passivas e serviços prestados e por meio dessa lei a regra do
sigilo deve ser aplicada também às empresas de factoring ou faturização ou fomento mercantil.

LC 105 - Art. 1o As instituições financeiras conservarão sigilo em suas operações ativas e


passivas e serviços prestados. § 2o As empresas de fomento comercial ou factoring, para
os efeitos desta Lei Complementar, obedecerão às normas aplicáveis às instituições
financeiras previstas no § 1o.

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QUESTÕES COMENTADAS

CEBRASPE/CESPE

1. CEBRASPE (CESPE) - Promotor de Justiça (MPE AP)/2021


Determinada empresa firmou com uma instituição financeira contrato cujo objeto é a aquisição de um
equipamento que a empresa locará pelo prazo de cinco anos, ao fim do qual poderá a parte optar por
devolver o equipamento, renovar a locação ou adquiri-lo pelo preço residual fixado no momento inicial do
contrato.
Nessa situação hipotética, está configurado o contrato de
a) faturização.
b) franquia.
c) arrendamento mercantil.
d) alienação fiduciária em garantia.
e) locação mercantil atípica.
Comentários:
Das informações dispensadas pelo enunciado, podemos concluir que foi firmado um contrato de
arrendamento mercantil uma vez que o objeto equipamento será utilizado pela empresa no decurso do
contrato.
Lei nº 6.099/74- Art. 1º O tratamento tributário das operações de arrendamento mercantil
reger-se-á pelas disposições desta Lei.
Parágrafo único - Considera-se arrendamento mercantil, para os efeitos desta Lei, o
negócio jurídico realizado entre pessoa jurídica, na qualidade de arrendadora, e pessoa
física ou jurídica, na qualidade de arrendatária, e que tenha por objeto o arrendamento de
bens adquiridos pela arrendadora, segundo especificações da arrendatária e para uso
próprio desta.
Gabarito: C

2. CEBRASPE (CESPE) - Auditor de Controle Interno (COGE CE)/Correição/2019


A respeito de contratos bancários, é correto afirmar que
a) um dos polos da relação contratual deve ser uma instituição bancária.
b) a alienação fiduciária em garantia pode ter por objeto bem imóvel que já integre o patrimônio do devedor.
c) o fornecedor do capital envolvido deve ser uma instituição bancária.

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d) o mútuo bancário é uma espécie de contrato bancário de empréstimo de coisas infungíveis.


e) o arrendamento mercantil pressupõe o direito de compra, ao final do contrato, a critério da arrendadora.
Comentários:
a) Errada - Essa até é a regra geral e fica difícil por vezes desvendar os mistérios da banca. Enfim,
considerando que existem contrários classificados como bancários impróprios e que não há instituição
bancária como os contratos de faturização, a afirmativa não atende o enunciado. Porém, ouso discordar do
gabarito oficial e penso que essa questão deveria ter sido considerada correta, e assim a questão toda
deveria ter sido anulada. Tentando entender melhor a banca, talvez tenha feito questão de diferenciar
INSTITUIÇÃO BANCÁRIA de INSTITUIÇÃO FINANCEIRA, já que nesses casos outros contratos considerados
bancários seriam feitos por instituições financeiras e não bancárias, como é o caso do arrendamento
mercantil.
b) Correta - Pode sim fazer uma alienação em garantia em que o objeto seja um bem que já pertence ao
devedor.
Súmula STJ - 28. O contrato de alienação fiduciária em garantia pode ter por objeto bem
que já integrava o patrimônio do devedor.
c) Errada - Lembrando o comentário acima, o fornecedor do capital pode ser uma instituição financeira e não
necessariamente ou bancária ou quando for um contrato em que o banco é passivo e recebe dinheiro do
cliente será um contrato bancário em que o fornecedor de capital não é um banco.
d) Errada - Mútuo bancário é contrato bancário de empréstimo de coisa fungível, geralmente de dinheiro.
e) Errada - Ao final do arrendamento o arrendatário pode comprar, ou pode devolver ou pode ainda
refinanciar.
Gabarito: B

3. CEBRASPE (CESPE) - Oficial Técnico de Inteligência/Área 2/2018


No que concerne aos requisitos, impedimentos, direitos e deveres do empresário, aos atos de comércio e
aos contratos de empresas, julgue o item subsecutivo.
Conforme súmula do Superior Tribunal de Justiça em vigor, a cobrança antecipada do valor residual garantido
de um contrato de leasing o descaracteriza, transformando-o em compra e venda a prestação.
( ) Certo
( ) Errado
Comentários:
Geralmente o VRG é pago ao final quando o arrendatário resolve comprar o bem, porém admite-se que esse
valor seja pago antes desse final. Esse pagamento antecipado do VRG não descaracteriza o contrato como
de arrendamento mercantil
Súmula 293 do STJ - A cobrança antecipada do valor residual garantido (VRG) não
descaracteriza o contrato de arrendamento mercantil.
Gabarito: Errada

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4. CEBRASPE (CESPE) - Defensor Público do Estado do Acre/2017


O contrato de arrendamento mercantil
a) é um contrato de natureza acessória, pois fica vinculado à aquisição de bens para uma atividade
empresarial de cunho mercantil desempenhada pelo arrendatário.
b) possibilita que, concluído o prazo contratual estipulado, o arrendatário adquira a coisa arrendada pelo
pagamento de valor residual.
c) é um contrato especial de venda e compra a prazo por meio do qual a arrendadora assume a promessa de
readquirir o objeto da transação, após a quitação do contrato, mediante pagamento do preço integral em
parcela única.
d) é um instrumento jurídico destinado a atender exclusivamente à necessidade das pessoas jurídicas que
exercem atividade mercantil, por meio da aquisição de equipamentos e veículos destinados a sua atividade
empresarial.
e) possibilita que o bem arrendado possa ser alienado no curso do contrato sem a anuência da arrendadora,
hipótese na qual o adquirente assumirá a condição de arrendatário.
Comentários:
a) Errada - O arrendamento mercantil não é um contrato acessório. E não fica vinculado à aquisição de bens,
tanto é que ao final do contrato o arrendatário possui algumas opções.
b) Correta - Uma das opções do arrendatário ao final do contrato é a de comprar o bem objeto do
arrendamento.
c) Errada - Alguns até dizem que o arrendamento mercantil se assemelha à locação de bens e um de compra
e venda ao final. A arrendatária tem a opção de comprar o bem ao final, mas isso não é determinante.
d) Errada - Pessoas físicas podem também fazer arrendamento mercantil.
e) Errada - Não há essa opção de venda do bem arrendado, até porque quem está de posse do bem que é a
arrendatária não é a proprietária do bem.
Gabarito: B

5. (CESPE/TJ-AM/Juiz/2016)
Em relação aos contratos bancários, assinale a opção correta.
a) No contrato de abertura de crédito, é abusivo cobrar do cliente comissão pela simples disponibilização do
montante, ainda que este não venha a ser utilizado.
b) O contrato de alienação fiduciária em garantia não pode ter por objeto bem que já integrava o patrimônio
do devedor.
c) Denomina-se leasing o contrato de fomento mercantil.
d) O depósito bancário é contrato real.
e) O mútuo bancário é uma operação passiva dos bancos.

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Comentário:
a) Incorreta – A abertura de crédito é o contrato em que o banco deixa à disposição do cliente um valor a ser
utilizado por ele caso queira ou necessite. Os bancos poderiam cobrar uma tarifa só por colocar o valor à
disposição do cliente. Na prática essa cobrança não acontece, mas não é abusivo cobrar uma taxa pela
simples disponibilização do montante em forma de crédito.
b) Incorreta – É o que chamamos de refinanciamento, a alienação fiduciária em garantia pode ser feita com
bem que já integrava o patrimônio do devedor.
c) Incorreta – Fomento mercantil é o outro nome do contrato de faturização e leasing é a outra maneira de
chamar o contrato de arrendamento mercantil.
d) Correta – Depósito bancário é um contrato real, já que só se configura com a entrega do valor ao banco.
e) Incorreta – Mútuo bancário é o empréstimo que o banco faz ao cliente, e por isso configura-se como uma
operação ativa do banco, já que ele é credor nessa relação.
Gabarito: D

6. (CESPE/TJ-DF/Juiz/2015)
Maria adquiriu um carro em determinada concessionária, por meio de contrato de mútuo bancário com
instituição financeira. Conforme estabelecido no contrato, o carro foi dado em garantia por alienação
fiduciária. Após sucessivos atrasos no pagamento das prestações, o banco ajuizou ação para a retomada do
automóvel, com pedido liminar de busca e apreensão do bem que, no entanto, não foi localizado. Em face
dessa situação hipotética, assinale a opção correta.
a) Maria passou a ser considerada proprietária fiduciária do carro no momento da assinatura do contrato,
independentemente do registro desse instrumento na repartição competente para o licenciamento.
b) Por ter ingressado judicialmente com ação cautelar de busca e apreensão do bem alienado
fiduciariamente, o banco deverá ajuizar ação principal no prazo máximo de trinta dias.
c) Maria poderá se valer do instrumento da purga da mora, efetivando o depósito das parcelas em aberto,
mais juros moratórios, correção monetária e honorários advocatícios, o que ensejará a revogação da liminar.
d) Como o bem não foi localizado, o credor poderá postular judicialmente a conversão do pedido de busca e
apreensão em ação de depósito.
e) Na situação em apreço, o contrato de alienação fiduciária configura um contrato meio de garantia de
cumprimento do contrato de mútuo bancário.
Comentário:
a) Incorreta – A proprietária fiduciária na verdade é a instituição que emprestou o dinheiro. E o registro,
nesse caso, não confirma a propriedade, apenas dá publicidade ao contrato.
b) Incorreta – Não há que se falar em ação principal, na própria medida cautelar podem ser feitos os trâmites
da execução da dívida.
c) Incorreta – Não existe mais na lei que trata da busca e apreensão em alienação fiduciária a chamada purga
da mora, agora o legislador usou a expressão pagamento integral da dívida pendente, após esse pagamento
o bem será restituído ao devedor.

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d) Incorreta – Antigamente isso realmente acontecia, agora não cabe mais mudar a ação de busca e
apreensão em ação de depósito, agora a conversão será feita para ação de execução.
e) Correta – Vimos que o contrato de alienação fiduciária é um contrato instrumental para que o bem objeto
do contrato fique como garantia do pagamento do que foi acertado no contrato principal que é o de mútuo
ou empréstimo.
Gabarito: E

7. (CESPE/TJ-SE/Notário/2014)
As empresas de fomento mercantil, por serem instituições financeiras, são obrigadas a manter sigilo sobre
suas operações.
( ) Certo
( ) Errado
Comentário:
As empresas de fomento mercantil devem sim guardar o sigilo de suas operações, pois há essa previsão legal,
mas não consideradas instituições financeiras.
LC 105 - Art. 1o As instituições financeiras conservarão sigilo em suas operações ativas e
passivas e serviços prestados. § 2o As empresas de fomento comercial ou factoring, para
os efeitos desta Lei Complementar, obedecerão às normas aplicáveis às instituições
financeiras previstas no § 1o.
Gabarito: Errada

8. (CESPE/TJ-DF/Notário/2014)
I - O mútuo de dinheiro ou mútuo feneratício é espécie de contrato de empréstimo em que a posse do
dinheiro é transferida do mutuante para o mutuário, mantendo o primeiro a propriedade sobre a quantia
entregue, que deverá ser integralmente devolvida pelo mutuário, acrescida de juros.
( ) Certo
( ) Errado
II - Segundo o Código Civil, o registro do contrato de alienação fiduciária em garantia de veículo na repartição
competente para o seu licenciamento produz o desdobramento da posse sobre o bem alienado, ficando o
devedor com a posse direta, e o credor, com a posse indireta e a propriedade resolúvel sobre o veículo.
( ) Certo
( ) Errado
Comentário:
I – Incorreta – Mútuo bancário é o empréstimo que o banco faz. O banco empresta dinheiro e recebe o
mesmo valor que foi emprestado mais os juros devidos pela operação. Essa entrega de valor caracteriza que
o mutante transfere ao mutuário o domínio da coisa. Então, não se fala em caso de mútuo de posse e
propriedade e sim sobre domínio.

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II – Correta – O registro do contrato de alienação fiduciária de veículo na repartição competente faz a


constituição da propriedade fiduciária. Com a constituição da propriedade fiduciária temos o
desdobramento da posse.
Art. 1.361 - § 1o Constitui-se a propriedade fiduciária com o registro do contrato, celebrado
por instrumento público ou particular, que lhe serve de título, no Registro de Títulos e
Documentos do domicílio do devedor, ou, em se tratando de veículos, na repartição
competente para o licenciamento, fazendo-se a anotação no certificado de registro.
Art. 1.361 - § 2o Com a constituição da propriedade fiduciária, dá-se o desdobramento da
posse, tornando-se o devedor possuidor direto da coisa.

9. (CESPE/TJ-DF/Notário/2014)
Acerca de contratos empresariais, concentração empresarial e títulos emitidos pelos empresários, assinale a
opção correta.
I - A emissão de cartões de crédito deve ser feita obrigatoriamente por instituição financeira de natureza
bancária, por haver sempre um contrato de abertura de crédito bancário que suporta os pagamentos que o
titular do cartão faz aos comerciantes até que ocorra o pagamento da fatura.
( ) Certo
( ) Errado
II - O credor de uma obrigação protegida por alienação fiduciária em garantia, assim como o credor
hipotecário, permanece dependente da venda do bem dado em garantia em hasta pública para ver seu
crédito satisfeito
( ) Certo
( ) Errado
III - De acordo com o entendimento do STJ, o arquivamento do contrato de alienação fiduciária em garantia
no registro de títulos e documentos competente é suficiente para que o ônus seja oposto pelo credor ao
terceiro de boa-fé adquirente do veículo alienado.
( ) Certo
( ) Errado
Comentário:
I – Incorreta – A emissoras de cartão de crédito são sim consideradas instituições financeiras, mas não
necessariamente bancárias. Há um contrato de abertura de crédito, mas pode não ser bancário.
II – Incorreta – A venda do bem deve ser feita pelo credor em caso de inadimplemento do devedor, mas não
precisa necessariamente ser feita por hasta pública.
Decreto-Lei 911 - Art. 2o No caso de inadimplemento ou mora nas obrigações contratuais
garantidas mediante alienação fiduciária, o proprietário fiduciário ou credor poderá vender
a coisa a terceiros, independentemente de leilão, hasta pública, avaliação prévia ou
qualquer outra medida judicial ou extrajudicial, salvo disposição expressa em contrário
prevista no contrato, devendo aplicar o preço da venda no pagamento de seu crédito e das

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despesas decorrentes e entregar ao devedor o saldo apurado, se houver, com a devida


prestação de contas
III – Incorreta – O STJ entende que para opor a alienação ao terceiro de boa-fé que tenha adquirido o veículo
é preciso que o certificado do veículo tenha a anotação, não basta o registro no registro de títulos e
documentos.
Súmula 92 do STJ - A terceiro de boa-fé não é oponível a alienação fiduciária não anotada
no certificado de registro do veículo automotor.

10. (CESPE/Câmara dos Deputados/Analista/2014)


I - Comumente, a doutrina apresenta três modalidades de contrato de arrendamento mercantil, o leasing
financeiro, o leasing back e o leasing operacional; no caso do leasing operacional, o próprio fabricante ou
importador do bem é o arrendante.
( ) Certo
( ) Errado
II - Entre as várias modalidades de factoring elencados na doutrina, destaca-se o maturity factoring, que tem
como característica a cessão de crédito mediante adiantamento, pelo faturizador, dos valores que mais tarde
serão pagos pelo terceiro devedor.
( ) Certo
( ) Errado
Comentário:
I – Correta - Aprendemos as três modalidades de arrendamento mercantil, operacional, financeiro e leasing-
back.
II – Incorreta - A questão deu as características do factoring convencional e não do maturity. A antecipação
do valor é feita na faturização convencional enquanto na faturização madura os valores vão sendo pagos
conforme os vencimentos dos créditos forem acontecendo.

11. (CESPE/BACEN/Procurador/2013)
No que concerne a contratos no direito empresarial e a títulos de financiamento de atividade econômica,
assinale a opção correta.
a) As empresas de fomento mercantil não são instituições financeiras, não sendo, portanto, obrigadas por
lei a manter sigilo sobre suas operações.
b) As transações com cartão de crédito só adquirem natureza bancária propriamente dita quando o titular
parcela o valor da compra perante a emissora do cartão, ao invés de pagá-lo totalmente no vencimento
mensal.
c) No contrato de depósito bancário, a instituição financeira, a partir da celebração do ajuste, passa a ter a
custódia dos valores, mas não a sua titularidade.
d) A aplicação financeira é um contrato bancário compreendido na categoria das operações ativas.

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e) Os títulos de financiamento não se enquadram completamente no regime jurídico-cambial,


principalmente em virtude do princípio da cedularidade.
Comentário:
a) Incorreta – As empresas de fomento mercantil ou factoring não são consideradas instituições financeiras,
mas precisam sim guardar sigilo de suas operações.
LC 105 - Art. 1o As instituições financeiras conservarão sigilo em suas operações ativas e
passivas e serviços prestados. § 2o As empresas de fomento comercial ou factoring, para
os efeitos desta Lei Complementar, obedecerão às normas aplicáveis às instituições
financeiras previstas no § 1o.
b) Incorreta – Não é o parcelamento do cartão de crédito que faz com que esse tipo de contrato seja de
natureza bancária. O que faz o contrato ser de natureza bancária é o fato de o emissor do cartão ser um
banco, já que é possível contrato de cartão de crédito com instituição financeira que não seja banco.
c) Incorreta - O contrato de depósito inicia no momento em que o cliente passa o valor ao banco e não no
momento do ajuste entre eles.
d) Incorreta – A aplicação financeira é uma operação em que o banco é devedor do cliente e, portanto, uma
operação passiva.
e) Correta – Essa alternativa não é escopo da matéria dessa aula, deve ser explicada no contexto próprio
sobre títulos de financiamento da atividade econômica.
Gabarito: E

FCC

12. FCC - Juiz Estadual (TJ GO)/2021/57º


No caso de inadimplemento de obrigação garantida por alienação fiduciária em garantia, no regime do
Decreto-lei nº 911, de 1º de outubro de 1969, o credor fiduciário,
a) comprovando previamente a mora, por meio de carta registrada com aviso de recebimento, assinado ou
não pelo próprio destinatário, requererá busca e apreensão do bem contra o devedor fiduciante, que, para
se ver restituído do bem, livre de ônus, deverá pagar a integralidade da dívida em até cinco dias da execução
da liminar.
b) depois do transcurso do prazo para a resposta, em ação de busca e apreensão, poderá apropriar-se da
coisa alienada, dando ao devedor quitação da dívida mediante termo próprio.
c) independentemente de comprovação da mora, requererá a busca e apreensão do bem contra o devedor
fiduciante, que poderá apresentar resposta em até cinco dias da execução da liminar.

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d) comprovando previamente a mora, por meio de carta registrada com aviso de recebimento, assinado
necessariamente pelo próprio destinatário, requererá a busca e apreensão do bem contra o devedor
fiduciante, que poderá apresentar resposta em até cinco dias da execução da liminar.
e) comprovando previamente a mora, por meio de carta registrada com aviso de recebimento, assinado
necessariamente pelo próprio destinatário, requererá a busca e apreensão do bem contra o devedor
fiduciante, que, para se ver restituído do bem, livre de ônus, poderá realizar a purga da mora, depositando
o valor das parcelas em atraso em até cinco dias da execução da liminar.
Comentários:
a) Correta – Comprovando a mora, o credor poderá vender o bem a terceiros, independentemente de leilão,
hasta pública, avaliação prévia ou qualquer outra medida judicial ou extrajudicial. Para comprovar a mora o
credor poderá enviar carta registrada com aviso de recebimento, a qual não precisa conter a assinatura do
próprio destinatário. Assim, basta o envio para na notificação para o endereço do devedor.
Decreto-lei nº 911/69 - Art. 2º. No caso de inadimplemento ou mora nas obrigações
contratuais garantidas mediante alienação fiduciária, o proprietário fiduciário ou credor
poderá vender a coisa a terceiros, independentemente de leilão, hasta pública, avaliação
prévia ou qualquer outra medida judicial ou extrajudicial, salvo disposição expressa em
contrário prevista no contrato, devendo aplicar o preço da venda no pagamento de seu
crédito e das despesas decorrentes e entregar ao devedor o saldo apurado, se houver, com
a devida prestação de contas.
§ 2 A mora decorrerá do simples vencimento do prazo para pagamento e poderá ser
comprovada por carta registrada com aviso de recebimento, não se exigindo que a
assinatura constante do referido aviso seja a do próprio destinatário.
b) Errada – A ação de busca e apreensão será concedida liminarmente, ou seja, a busca e apreensão do bem
será determinada sem a prévia oitiva do devedor.
Art. 3º O proprietário fiduciário ou credor poderá, desde que comprovada a mora, na forma
estabelecida pelo § 2 do art. 2, ou o inadimplemento, requerer contra o devedor ou terceiro
a busca e apreensão do bem alienado fiduciariamente, a qual será concedida liminarmente,
podendo ser apreciada em plantão judiciário.
§1º Cinco dias após executada a liminar mencionada no caput, consolidar-se-ão a
propriedade e a posse plena e exclusiva do bem no patrimônio do credor fiduciário,
cabendo às repartições competentes, quando for o caso, expedir novo certificado de
registro de propriedade em nome do credor, ou de terceiro por ele indicado, livre do ônus
da propriedade fiduciária.
§2º No prazo do §1º, o devedor fiduciante poderá pagar a integralidade da dívida
pendente, segundo os valores apresentados pelo credor fiduciário na inicial, hipótese na
qual o bem lhe será restituído livre do ônus.
c) Errada – Como visto acima, a ação depende de comprovação da mora.
Art. 3º. §1º Cinco dias após executada a liminar mencionada no caput, consolidar-se-ão a
propriedade e a posse plena e exclusiva do bem no patrimônio do credor fiduciário,
cabendo às repartições competentes, quando for o caso, expedir novo certificado de

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registro de propriedade em nome do credor, ou de terceiro por ele indicado, livre do ônus
da propriedade fiduciária.
d) Errada – Não depende da assinatura do devedor.
e) Errada – É dispensada a assinatura do próprio destinatário
Gabarito: A

13. FCC - Analista de Fomento (AFAP)/Crédito/2019


Em relação aos contratos bancários, é correto afirmar:
a) No contrato de desconto bancário, o descontante não se obriga pela solvabilidade dos títulos cedidos.
b) No desconto bancário, o cliente transfere ao banco um título, de sua emissão ou de terceiro, ainda não
exigível, recebendo determinada quantia que corresponde à antecipação de seu crédito, deduzidos juros e
comissões remuneratórios da operação.
c) No contrato de depósito bancário em conta corrente, o depositante transfere a titularidade da importância
depositada e assume a qualidade de credor da instituição financeira, tornando-se seu mutuante.
d) Quanto à movimentação, os depósitos bancários serão sempre à vista, permitindo-se a livre
movimentação pelo depositante, isto é, seu saque parcial ou total a qualquer tempo.
e) Os contratos de abertura de crédito podem ser instrumentalizados em Cédulas de Crédito Bancário, títulos
despidos de executividade mas de liquidez que prescinde de seu vencimento, configurando promessa de
pagamento de soma de dinheiro.
Comentários:
a) Errada - O cliente que vai ao banco e desconta um título obriga-se sim pela solvência do crédito, se o
devedor não pagar a dívida, o banco poderá reaver o valor descontado e entregue ao cliente.
b) Correta - Essa é a correta definição e aplicação do contrato de desconto bancário.
c) Errada - No caso de depósito, a maioria entende que não se trata de mútuo.
d) Errada - Pode ser feito depósito com prazo de resgate ou à vista podendo retirar o valor a qualquer
momento.
e) Errada - Existe sim o instituto da cédula de crédito bancário, sendo um título de crédito previsto em lei e
com executividade sim.
Gabarito: B

14. FCC - Promotor de Justiça (MPE PB)/2018/XV


Em relação aos contratos empresariais seguintes,
a) no contrato de alienação fiduciária em garantia, o credor fiduciário tem o domínio resolúvel e a posse
indireta da coisa alienada, ficando o devedor fiduciante como depositário e possuidor direto do bem, que
nada impede já pertencesse ao devedor por ocasião da celebração do contrato.

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b) verificada a mora no contrato de alienação fiduciária em garantia de bens móveis, haverá a pronta
exigibilidade das prestações vincendas, cabendo ao credor fiduciário requerer em juízo a reintegração da
posse do bem objeto do contrato.
c) a exploração da atividade de faturização de créditos é exclusiva das instituições financeiras, pois necessita
de autorização do Banco Central.
d) os contratos de leasing são restritos a bens móveis, por se tratar de um híbrido de locação e compra e
venda pelo valor residual.
e) o desconto bancário implica a transferência de crédito do descontário ao banco e este lhe paga o valor
correspondente, deduzidos os juros e encargos, sem possibilidade de endosso em nenhuma hipótese, pelo
caráter personalíssimo da operação.
Comentários:
a) Correta - Essa está de acordo com o que aprendemos sobre alienação fiduciária.
Lei 9.514 de 1997 - Art. 22. A alienação fiduciária regulada por esta Lei é o negócio jurídico
pelo qual o devedor, ou fiduciante, com o escopo de garantia, contrata a transferência ao
credor, ou fiduciário, da propriedade resolúvel de coisa imóvel.
Súmula STJ - 28. O contrato de alienação fiduciária em garantia pode ter por objeto bem
que já integrava o patrimônio do devedor.
b) Errada - Não pode exigir direto, tem que comunicar por meio de carta registrada.
Decreto-Lei nº 911/69 - Art. 2o No caso de inadimplemento ou mora nas obrigações
contratuais garantidas mediante alienação fiduciária, o proprietário fiduciário ou credor
poderá vender a coisa a terceiros, independentemente de leilão, hasta pública, avaliação
prévia ou qualquer outra medida judicial ou extrajudicial, salvo disposição expressa em
contrário prevista no contrato, devendo aplicar o preço da venda no pagamento de seu
crédito e das despesas decorrentes e entregar ao devedor o saldo apurado, se houver, com
a devida prestação de contas.
§ 2o A mora decorrerá do simples vencimento do prazo para pagamento e poderá ser
comprovada por carta registrada com aviso de recebimento, não se exigindo que a
assinatura constante do referido aviso seja a do próprio destinatário.
c) Errada - A empresa de faturização não é considerada instituição financeira.
d) Errada - Pode sim fazer leasing de bens imóveis, já que a lei não restringe apenas a bens móveis.
e) Errada - No contrato de desconto bancário ocorre a transmissão do título ao banco que entrega um
dinheiro ao cliente com os devidos descontos e o cliente passa o título ao banco por meio do endosso.
Gabarito: A

15. FCC - Auditor Público Externo (TCE-RS)/Ciências Jurídicas e Sociais, Direito/2018


Sobre o contrato de arrendamento mercantil, ou consoante as leis que dele tratam, considere:
I. Considera-se arrendamento mercantil o negócio jurídico realizado entre pessoa jurídica, na qualidade de
arrendadora, e pessoa física ou jurídica, na qualidade de arrendatária, e que tenha por objeto o

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arrendamento de bens adquiridos pela arrendadora, segundo especificações da arrendatária e para uso
próprio desta.
II. Só pode ter por objeto bens móveis infungíveis e imóveis residenciais.
III. Serão consideradas como custo ou despesa operacional da pessoa jurídica arrendatária as
contraprestações pagas ou creditadas por força do contrato de arrendamento mercantil.
IV. Às operações de arrendamento mercantil de imóveis não se aplica a legislação pertinente à locação de
imóveis residenciais, não residenciais ou comerciais.
Está correto o que se afirma APENAS em
a) I e IV.
b) I e II.
c) I, III e IV.
d) II, III e IV.
e) II e III.
Comentários:
I - Correta - Essa é a definição de arrendamento mercantil contrato feito entre arrendadora que só pode ser
pessoa jurídica e a arrendatária que pode ser pessoa física ou jurídica.
Lei 6.099/74 - Art. 1º. Parágrafo único - Considera-se arrendamento mercantil, para os
efeitos desta Lei, o negócio jurídico realizado entre pessoa jurídica, na qualidade de
arrendadora, e pessoa física ou jurídica, na qualidade de arrendatária, e que tenha por
objeto o arrendamento de bens adquiridos pela arrendadora, segundo especificações da
arrendatária e para uso próprio desta
II - Errada - Não há essa limitação de bens objeto de arrendamento.
III - Correta - São os custos do arrendamento mercantil a serem pagos pela arrendatária.
Lei 6.099/74 - Art. 11. Serão consideradas como custo ou despesa operacional da pessoa
jurídica arrendatária as contraprestações pagas ou creditadas por força do contrato de
arrendamento mercantil.
IV - Correta - De acordo com a lei sobre sistema financeiro imobiliário.
9.514/97 - Art. 37. Às operações de arrendamento mercantil de imóveis não se aplica a
legislação pertinente à locação de imóveis residenciais, não residenciais ou comerciais.
Gabarito: C

16. (FCC/SEFAZ-PE/JATTE/2015)
Em relação ao contrato mercantil de alienação fiduciária, é correto afirmar:
a) Trata-se de contrato acessório, pois assegura o cumprimento de outro contrato, de financiamento de bens
móveis ou imóveis, pelo qual o credor fiduciário disponibilizou recursos a serem utilizados na aquisição
desses bens.

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b) É o contrato em garantia pelo qual o devedor, a fim de garantir o pagamento de uma dívida, transfere a
propriedade de um bem móvel durável ou imóvel, sob condição suspensiva da integral quitação do débito.
c) O credor fiduciário assume a posse direta do bem dado em garantia, o que será mantido enquanto o
devedor fiduciante estiver em dia com o pagamento.
d) O devedor fiduciante assume a condição de fiel depositário do bem, tanto que poderá ser preso,
civilmente, se referido bem desaparecer por sua culpa.
e) Trata-se de avença solene, a ser realizada necessariamente por meio de instrumento público e registrada
no Cartório de Títulos e Documentos.
Comentário:
a) Correta – Perfeita definição do que vem a ser o contrato de alienação fiduciária em garantia. É um contrato
instrumental ou acessório de um empréstimo feito pelo banco ao cliente que queira compra um bem móvel
ou imóvel e não tem dinheiro. O banco empresta o dinheiro e passa a ser o proprietário do bem como forma
de garantia do pagamento desse empréstimo.
b) Incorreta – A condição da alienação fiduciária não é suspensiva e sim resolutiva, já que estamos falando
de uma propriedade resolúvel de maneira que com o implemento da condição a propriedade se resolve nas
mãos do devedor.
c) Incorreta - O credor assume a posse indireta do bem e o devedor assume a posse direta do bem objeto da
alienação fiduciária.
d) Incorreta – O devedor não pode ser preso já que não existe mais a possibilidade legal de converter a busca
e apreensão em depósito e mesmo quando havia essa possibilidade, o STF já tinha firmado entendimento
de que não cabe prisão de depositário infiel.
e) Incorreta – Pode ser feito por instrumento público ou particular.
Gabarito: A

17. (FCC/TRT-24/Juiz/2014)
I - Pelo contrato de factoring ou faturização, privativamente uma instituição financeira, ela assume o crédito
proveniente de vendas mercantis, pagando ao cedente sempre antecipadamente o valor ajustado, mediante
desconto de juros bancários e comissão pela administração do crédito adquirido.
( ) Certo
( ) Errado
II - Pelo contrato de leasing uma instituição financeira, ou um particular, concede a uma pessoa física ou
jurídica, pelo prazo mínimo de 24 meses, o direito de utilizar máquinas ou veículos que adquiriu para esse
fim, cobrando-lhe aluguel por esse uso temporário e admitindo que, a certo tempo, declare opção de
compra, pagando o preço residual do bem.
( ) Certo
( ) Errado

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III - Alienação fiduciária em garantia é o negócio jurídico pelo qual o devedor fiduciante, para garantir o
pagamento da dívida, transmite ao credor fiduciário a propriedade de um bem, retendo-lhe a posse direta,
sob a condição resolutiva de saldar o débito.
( ) Certo
( ) Errado
Comentário:
I – Incorreta – Essa questão falou muito bem sobre o contrato de faturizaçao, mas seu erro está em afirmar
que sempre será pago ao cedente o valor de maneira antecipada, e isso não é verdade porque depende do
tipo de factoring a ser utilizado. Um tipo antecipa e o outro não. Factoring maturity não antecipa e o factoring
convencional antecipa.
II – Incorreta – O prazo mínimo do arrendamento mercantil ou leasing não é de 24 meses, na verdade pode
ser de no mínimo 2 anos ou de 3 anos a depender da vida útil do bem.
III – Correta – Definição perfeita de alienação fiduciária.

18. (FCC/TRT-1/Juiz/2014)
O banco Dinheiro Fácil e Feliz - DFF contrata com Édipo empréstimo em dinheiro para aquisição de um
veículo, garantido por alienação fiduciária. Olvida-se de proceder à anotação do gravame no Certificado de
Registro do Veículo, que permanece livre e desembaraçado perante a autoridade de trânsito.
Édipo, então, deixa de pagar o mútuo contratado e vende o veículo para Jocasta, que desconhecia o fato de
que o veículo encontrava-se alienado fiduciariamente. Em face disso, DFF propõe ação de busca e apreensão
contra Édipo, mesmo porque ignorava a venda para Jocasta, que não lhe foi comunicada. Nessas condições,
DFF poderá
a) cobrar de Jocasta o valor inadimplido do mútuo, embora não possa apreender o veículo em sua posse, por
sua condição de terceiro de boa-fé.
b) apreender eventualmente o veículo com Édipo, ou dele cobrar a inexecução contratual, mas não com
Jocasta, por sua condição de terceiro de boa-fé, tendo em vista que a alienação fiduciária não foi anotada no
Certificado de Registro de Veículo e desconhecia ela o gravame sobre o bem.
c) propor a prisão civil de Édipo, por sua condição de depositário infiel, já que não lhe era dado transferir o
veículo a Jocasta se o bem encontrava-se alienado fiduciariamente.
d) opor a busca e apreensão tanto contra Édipo como contra Jocasta, pois apesar da ausência de certificação
do gravame esta correu o risco da aquisição de um veículo alienado fiduciária
Comentário:
A credora deve cobrar o valor devido de Édipo, a terceira de boa-fé, Jocasta, não pode responder pela
entrega do veículo, pois a alienação fiduciária não estava anotada no certificado de registro do veículo.
Súmula 92 do STJ - A terceiro de boa-fé não é oponível a alienação fiduciária não anotada
no certificado de registro do veículo automotor.
Gabarito: B

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19. (FCC/TRT-1/Juiz/2013)
I - A faturização é contrato exclusivo de instituições financeiras, caracterizado pelo desconto de títulos de
crédito após o abatimento dos juros remuneratórios convencionados livremente.
( ) Certo
( ) Errado
II - O arrendamento mercantil é o contrato pelo qual, transferida a propriedade do bem móvel ao
arrendatário, este paga em parcelas sucessivas o bem, até optar por adquiri-lo pelo preço residual ou
devolvê-lo ao arrendador.
( ) Certo
( ) Errado
III - Pela alienação fiduciária, a propriedade do bem transfere-se em garantia ao devedor fiduciante, que
obterá o domínio pleno após o implemento da condição suspensiva consistente no pagamento total das
parcelas avençadas.
( ) Certo
( ) Errado
Comentário:
I – Incorreta – As empresas de faturização não são consideradas instituições financeiras. O desconto de
títulos, como citado na questão, é um contrato chamado de desconto bancário.
II – Incorreta – No arrendamento mercantil o que é transferido ao arrendatário é a posse do bem e não a
propriedade. O arrendador continua com a propriedade do bem.
III – Incorreta – A condição da alienação fiduciária não é suspensiva e sim resolutiva.

20. (FCC/TRT-1/Juiz/2012)
Em relação aos seguintes contratos comerciais, é correto afirmar:
I - Nos contratos de faturização, como regra, o cedente dos títulos ou faturizado responsabiliza-se não apenas
pela existência do crédito, como também pela solvência do devedor.
( ) Certo
( ) Errado
II - Na alienação fiduciária em garantia, havendo inadimplemento, o credor poderá requerer a reintegração
na posse do bem móvel alienado fiduciariamente, que será concedida após justificação prévia e com a
comprovação da mora do devedor.
( ) Certo
( ) Errado
III - Nos contratos de leasing a cobrança dos juros remuneratórios é limitada a 1% ao mês, por não se tratar
de operação financeira e sim locatícia, com opção de compra do bem pelo valor residual ao fim do contrato.
( ) Certo

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( ) Errado
Comentário:
I – Incorreta – Na faturização o cedente do crédito responde pela existência, mas não responde pela
solvência do devedor. Se o devedor do crédito cedido não pagar cabe ao faturizador a cobrança por esse
valor, quem cedeu o crédito não tem responsabilidade sobre esse pagamento. Quem recebe o crédito
assume esse risco.
II – Incorreta – O instituto correto para a recuperação do bem em alienação fiduciária por parte do devedor
é a busca e apreensão e não a reintegração de posse.
III – Incorreta – Trata-se sim de uma operação financeira e por isso não está sujeita ao limite de juros
remuneratórios de 1% ao mês.

21. (FCC/TJ-GO/Juiz/2012)
Em relação aos contratos bancários, é correto afirmar:
a) O objeto do contrato de alienação fiduciária em garantia será sempre bem móvel, pertencente ou não ao
devedor.
b) O mútuo bancário é o contrato consensual de empréstimo de coisa infungível ao cliente.
c) Como regra geral, as instituições financeiras estão limitadas, na cobrança dos juros remuneratórios, à taxa
de 12% ao ano.
d) Pelo contrato de abertura de crédito, o banco disponibiliza ao cliente certa quantia de dinheiro, a ser por
ele necessariamente utilizada.
e) O depósito bancário é o contrato pelo qual uma pessoa, denominada depositante, entrega valores
monetários a um banco, que se obriga a restituí-los quando solicitados.
Comentário:
a) Incorreta – Também pode ter como objeto bem imóvel.
b) Incorreta – O mútuo bancário é o empréstimo de dinheiro, ou seja, o bem é fungível.
c) Incorreta – A limitação da Lei de Usura não se aplica aos contratos bancários.
Súmula 382 do STJ - A estipulação de juros remuneratórios superiores a 12% ao ano, por si
só, não indica abusividade
Súmula 379 STJ – Nos contratos bancários não regidos por legislação específica, os juros
moratórios poderão ser convencionados até o limite de 1% ao mês.
d) Incorreta – O contrato de abertura de crédito apenas disponibiliza o dinheiro. Fica a critério do cliente
fazer o uso do crédito. Inexiste a obrigação de utilizar a quantia disponibilizada.
e) Correta – No depósito bancário o depositante entrega determinada quantia ao banco, que se obriga a
restituí-los quando solicitados
Gabarito: E

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22. (FCC/TRT-20/Juiz/2012)
A alienação fiduciária em garantia de bem móvel faculta ao credor, vencida a dívida e não paga,
a) promover a busca e apreensão judicial do bem, a qual será convertida em ação de depósito, se o bem não
for encontrado e, por isso, ficando o devedor sujeito a prisão civil como depositário infiel.
b) ficar com a coisa alienada, a título de pagamento de seu crédito, pelo valor de mercado, restituindo ao
devedor a diferença que houver entre aquele valor e a dívida não paga.
c) somente cobrá-la do devedor ou de seus garantidores, preferindo o bem alienado na penhora, sobre
qualquer outro.
d) vender, judicial ou extrajudicialmente, a coisa a terceiro e aplicar o preço no pagamento de seu crédito,
entregando o saldo, se houver, ao devedor.
e) ficar com a coisa alienada, a título de dação em pagamento, independente da vontade do devedor, e sem
a necessidade de qualquer restituição em dinheiro, salvo se já houver sido pago mais de 40% (quarenta por
cento) do débito.
Comentário:
a) Incorreta – A busca e apreensão não é mais convertida em ação de depósito e sim em ação de execução
quando o bem objeto da alienação fiduciária não for encontrado.
b) Incorreta – O credor, na alienação fiduciária de bem móvel, não pode ficar com o bem objeto da alienação,
tem que vendê-lo.
c) Incorreta - Outros bens podem ser penhorados, a critério do autor, se a maneira de recuperar o crédito
for uma ação de execução.
d) Correta – O credor deve vender o bem e aplicar no preço da venda para pagar as despesas dessa venda e
para pagar o crédito devido e se sobrar algum valor, entregar ao devedor.
Art. 1.364. Vencida a dívida, e não paga, fica o credor obrigado a vender, judicial ou
extrajudicialmente, a coisa a terceiros, a aplicar o preço no pagamento de seu crédito e das
despesas de cobrança, e a entregar o saldo, se houver, ao devedor.
e) Incorreta – O credor não pode ficar com a coisa alienada.
Gabarito: D

23. (FCC/MPE-CE/Promotor/2011)
Descumprida a obrigação pecuniária pelo arrendatário, no contrato de leasing financeiro,
a) o arrendante apenas pode cobrar a dívida, mas não pleitear a rescisão do contrato ou a sua reintegração
na posse, dada a existência de opção de compra.
b) não se admite em nenhuma hipótese a ação de reintegração de posse, se nas parcelas tiver sido incluído
o denominado Valor Residual Garantido (VRG), de acordo com a jurisprudência mais recente consolidada em
súmula do Superior Tribunal de Justiça.
c) admite-se a reintegração do arrendante na posse, caso haja no contrato cláusula resolutória expressa e
tenha sido o arrendatário devidamente notificado de sua mora.

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d) perde o arrendatário o direito de usar o bem enquanto não purgar a mora, independentemente de
notificação do arrendante, mas não fica sujeito à retomada do bem antes do trânsito em julgado da sentença
que rescindir o contrato.
e) a reintegração na posse pelo arrendante prescinde de cláusula resolutória expressa e de notificação prévia
do arrendatário, vencendo-se a dívida por inteiro, e será o bem vendido para seu pagamento e o arrendatário
ficará pessoalmente responsável pelo saldo devedor se o valor obtido com a venda for insuficiente.
Comentário:
a) Incorreta – O arrendante pode sim pleitear a rescisão do contrato e a reintegração de posse do bem de
sua propriedade objeto do arrendamento mercantil.
b) Incorreta – É possível sim a reintegração de posse, já que o pagamento antecipado do VRG não
descaracteriza o contrato de arrendamento mercantil.
c) Correta - Para a reintegração de posse, é preciso que o contrato preveja expressamente a cláusula
resolutória e que o arrendatário seja notificado para caracterizar sua mora.
d) Incorreta – É preciso ser notificado para que seja constituído em mora.
e) Incorreta – Prescinde quer dizer que não precisa e, como vimos, preciso sim desses requisitos.
Gabarito: C

VUNESP

24. VUNESP - Juiz Estadual (TJ SP)/2021/189º


Assinale a alternativa correta sobre alienação fiduciária e propriedade fiduciária, segundo entendimento
dominante e atual do Superior Tribunal de Justiça.
a) O contrato de venda com alienação fiduciária em garantia sobre bens imóveis, independentemente de
seu valor, pode ser celebrado por escritura pública ou instrumento particular com efeitos de escritura
pública.
b) No regime atual da Lei nº 9.514/97, o devedor fiduciante inadimplente será intimado pelo Oficial do
Registro de imóveis a satisfazer a prestação vencida e as que se vencerem, com os encargos da mora, até o
momento da realização do leilão extrajudicial.
c) A alienação fiduciária sobre bens imóveis permite ao devedor fiduciante inadimplente tomar a iniciativa
de pedir a resolução do contrato, com objetivo de obter a restituição de parte das parcelas pagas.
d) O registro imobiliário é constitutivo da propriedade fiduciária sobre bens imóveis, e deve ser precedido
do recolhimento do imposto de transmissão inter vivos.
Comentários:
a) Correta – Diferente do Código Civil, os contratos de alienação fiduciária regulados pela lei nº 9.514/97
poderão ser celebrados escritura pública ou por instrumento particular com efeitos de escritura pública,
qualquer que seja o valor do imóvel.

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Lei nº 9.514/97 - Art. 38. Os atos e contratos referidos nesta Lei ou resultantes da sua
aplicação, mesmo aqueles que visem à constituição, transferência, modificação ou
renúncia de direitos reais sobre imóveis, poderão ser celebrados por escritura pública ou
por instrumento particular com efeitos de escritura pública.
b) Errada – O prazo é de 15 dias, não até a data do leilão extrajudicial.
Art. 26. Vencida e não paga, no todo ou em parte, a dívida e constituído em mora o
fiduciante, consolidar-se-á, nos termos deste artigo, a propriedade do imóvel em nome do
fiduciário.
§ 1º Para os fins do disposto neste artigo, o fiduciante, ou seu representante legal ou
procurador regularmente constituído, será intimado, a requerimento do fiduciário, pelo
oficial do competente Registro de Imóveis, a satisfazer, no prazo de quinze dias, a
prestação vencida e as que se vencerem até a data do pagamento, os juros convencionais,
as penalidades e os demais encargos contratuais, os encargos legais, inclusive tributos, as
contribuições condominiais imputáveis ao imóvel, além das despesas de cobrança e de
intimação.
c) Errada – O STJ entende que o pedido de resolução do contrato de compra e venda com pacto de alienação
fiduciária em garantia configura quebra antecipada do contrato.
Configura quebra antecipada do contrato o pedido de resolução do contrato de compra e
venda com pacto de alienação fiduciária em garantia por desinteresse do adquirente,
mesmo que ainda não tenha havido mora no pagamento das prestações.
STJ. 3ª Turma. REsp 1.867.209-SP, Rel. Min. Paulo de Tarso Sanseverino, julgado em
08/09/2020 (Info 680).
Art. 26. Vencida e não paga, no todo ou em parte, a dívida e constituído em mora o
fiduciante, consolidar-se-á, nos termos deste artigo, a propriedade do imóvel em nome do
fiduciário.
d) Errada – Na alienação fiduciária temos uma propriedade resolúvel, ou seja, uma propriedade subordinada
a termo ou condição resolutiva. Por não ter o caráter de definitividade, o pagamento do imposto será devido
não no momento do registro da alienação fiduciária, mas somente quando ocorrer a transmissão efetiva da
propriedade.
Art. 23. Constitui-se a propriedade fiduciária de coisa imóvel mediante registro, no
competente Registro de Imóveis, do contrato que lhe serve de título.
Parágrafo único. Com a constituição da propriedade fiduciária, dá-se o desdobramento da
posse, tornando-se o fiduciante possuidor direto e o fiduciário possuidor indireto da coisa
imóvel.
Gabarito: A

25. VUNESP - Juiz Estadual (TJ SP)/2017/187º


Na alienação fiduciária em garantia, regida pelo Decreto-lei nº 911/1969,
a) a mora e a busca e apreensão do bem estão condicionadas à prévia notificação do devedor.

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b) a mora se configura com o vencimento da obrigação, mas a busca e apreensão do bem está condicionada
à prévia notificação do devedor.
c) a notificação do devedor é facultativa, mas necessária para a preservação de direitos de terceiros.
d) não há necessidade de prévia notificação do devedor para a busca e apreensão do bem, sendo esta
decorrência imediata do inadimplemento.
Comentários:
a) Errada - A mora caracteriza-se pelo simples vencimento, a carta registrada a ser enviada serve para
comprovação da mora.
Art. § 2o A mora decorrerá do simples vencimento do prazo para pagamento e poderá ser
comprovada por carta registrada com aviso de recebimento, não se exigindo que a
assinatura constante do referido aviso seja a do próprio destinatário.
b) Correta - A busca e apreensão só pode ser feita após a devida notificação que comprova a mora.
Art. 3o O proprietário fiduciário ou credor poderá, desde que comprovada a mora, na
forma estabelecida pelo § 2o do art. 2o, ou o inadimplemento, requerer contra o devedor
ou terceiro a busca e apreensão do bem alienado fiduciariamente, a qual será concedida
liminarmente, podendo ser apreciada em plantão judiciário.
c) Errada - A notificação é sim obrigatória para poder requerer a propriedade fiduciária.
d) Errada - Há sim necessidade de prévia notificação.
Gabarito: B

26. (VUNESP/TJ-SP/Juiz/2015)
Existindo cláusula resolutiva expressa no contrato de arrendamento mercantil, a constituição em mora do
arrendatário não exige notificação prévia.
( ) Certo
( ) Errado
Comentário:
O entendimento do STJ é de que a notificação do devedor é necessária para que seja constituído em mora.
Súmula 369 do STJ - No contrato de arrendamento mercantil (leasing), ainda que haja
cláusula resolutiva expressa, é necessária a notificação prévia do arrendatário para
constituí-lo em mora.
Gabarito: Errada

27. (VUNESP/TJ-SP/Juiz/2015)
Nos contratos bancários,
a) o julgador pode conhecer de ofício a abusividade de cláusulas.

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b) os juros moratórios sujeitam-se ao limite de 1% ao mês, caso não se trate de contratos bancários regidos
por legislação específica.
c) os juros remuneratórios superiores a 12% ao ano presumem-se abusivos, cabendo à instituição financeira
demonstrar sua adequação e razoabilidade.
d) a comissão de permanência pode ser cumulada com os juros remuneratórios contratados.
Comentário:
a) Incorreta – A abusividade de cláusula em contrato bancário não pode ser conhecida de ofício pelo julgador.
Súmula 381: Nos contratos bancários, é vedado ao julgador conhecer, de ofício, da
abusividade das cláusulas.
b) Correta – A súmula do STJ diz que os juros moratórios serão regidos por lei específica do tipo de contrato,
nos casos em que não exista lei específica os juros poderão ser convencionados com um limite de 1% ao mês.
Súmula 379: Nos contratos bancários não regidos por legislação específica, os juros
moratórios poderão ser convencionados até o limite de 1% ao mês.
c) Incorreta – Juros remuneratórios superiores a 12% ao ano não indicam necessariamente abuso.
Súmula 382: A estipulação de juros remuneratórios superiores a 12% ao ano, por si só, não
indica abusividade.
d) Incorreta – A comissão de permanência não pode ser acumulada com os juros remuneratórios
contratados.
Súmula 472 do STJ - A cobrança de comissão de permanência - cujo valor não pode
ultrapassar a soma dos encargos remuneratórios e moratórios previstos no contrato -
exclui a exigibilidade dos juros remuneratórios, moratórios e da multa contratual.
Gabarito: B

28. (VUNESP/TJ-PA/Juiz/2014)
As operações de arrendamento mercantil subordinam-se ao controle e fiscalização da Comissão de Valores
Mobiliários, segundo normas estabelecidas pelo Conselho Monetário Nacional.
( ) Certo
( ) Errado
Comentário:
As empresas de arrendamento mercantil estão sujeitas à fiscalização do Banco Central e não da Comissão de
Valores Mobiliários.
Art. 3º A constituição e o funcionamento das pessoas jurídicas que tenham como objeto
principal de sua atividade a prática de operações de arrendamento mercantil,
denominadas sociedades de arrendamento mercantil, dependem de autorização do Banco
Central do Brasil.
Gabarito: Errada

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29. (VUNESP/TJ-SP/Juiz/2013)
A jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça, em relação ao contrato de arrendamento mercantil, tem,
atualmente, como entendimento sumulado:
a) no contrato de arrendamento mercantil com cláusula resolutiva expressa, é desnecessária a notificação
prévia do arrendatário para constituí-lo em mora.
b) a cobrança antecipada do valor residual garantido (VRG) não descaracteriza o contrato de arrendamento
mercantil.
c) a cobrança antecipada do valor residual (VRG) descaracteriza o contrato de arrendamento mercantil,
transformando-o em compra e venda à prestação.
d) a simples propositura de ação revisional do contrato de arrendamento mercantil inibe a caracterização da
mora do autor.
Comentário:
a) Incorreta – No arrendamento mercantil é preciso notificar o devedor inadimplente para constituí-lo em
mora.
Súmula 369 do STJ - No contrato de arrendamento mercantil (leasing), ainda que haja
cláusula resolutiva expressa, é necessária a notificação prévia do arrendatário para
constituí-lo em mora.
b) Correta – O VRG pode ser cobrado antes do fim do contrato de maneira antecipada e vencida toda
discussão sobre a possibilidade ou não dessa antecipação, o STJ pacificou que essa antecipação do
pagamento do VRG não descaracteriza o arrendamento mercantil.
Súmula 293 do STJ - A cobrança antecipada do valor residual garantido (VRG) não
descaracteriza o contrato de arrendamento mercantil.
c) Incorreta - O contrário da explicação anterior.
d) Incorreta – É uma regra de súmula para todos os contratos com relação consumerista e não apenas sobre
arrendamento mercantil. A ação revisional não inibe a mora do autor.
Súmula 380 do STJ - A simples propositura da ação de revisão de contrato não inibe a
caracterização da mora do autor
Gabarito: B

FGV

30. FGV - Analista Legislativo (ALERO)/Engenharia Elétrica/2018


Considere o seguinte caso hipotético: João deseja comprar um apartamento vendido por uma construtora.
Como João possuía apenas 50% do valor necessário para a compra do imóvel, optou por dar uma entrada de

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50% e financiar o restante do valor através de uma linha de crédito imobiliário disponibilizado por uma
determinada instituição bancária. Nesta modalidade de financiamento, João se compromete a pagar sua
dívida em 120 parcelas mensais, definidas a partir de uma certa taxa de juros. Durante o prazo em que
perdurar a dívida, o apartamento permanece como propriedade temporária do banco, podendo o banco
reavê-lo plenamente, em caso de inadimplência no pagamento das parcelas. Após o pagamento completo
da dívida, a propriedade é transferida de maneira plena a João. A situação em questão é um exemplo de
a) empréstimo bilateral.
b) hipoteca direta.
c) locação prestamista.
d) alienação fiduciária.
e) mútuo discretizado.
Comentários:
De acordo com todos os contratos que aprendemos, está nítida a caracterização do contrato de alienação
fiduciária. Nesse contrato a propriedade fica com o alienante-credor-fiduciário e a posse do bem fica com o
devedor-fiduciante. Lembrando, a propriedade é sob condição resolúvel, pois quitada a dívida o devedor
passa a ter a propriedade plena do bem.
Art. 1.368-B. A alienação fiduciária em garantia de bem móvel ou imóvel confere direito
real de aquisição ao fiduciante, seu cessionário ou sucessor.
Lei 9.514 de 1997 - Art. 22. A alienação fiduciária regulada por esta Lei é o negócio jurídico
pelo qual o devedor, ou fiduciante, com o escopo de garantia, contrata a transferência ao
credor, ou fiduciário, da propriedade resolúvel de coisa imóvel.
Gabarito: D

31. (FGV/Prefeitura Niterói/Fiscal de Tributos/2015)


Sobre o contrato de arrendamento mercantil, analise as afirmativas a seguir:
I. As operações de arrendamento mercantil somente podem ser realizadas por sociedades anônimas cujo
objeto principal seja a prática de operações de arrendamento mercantil, pelos bancos múltiplos com carteira
de arrendamento mercantil ou por cooperativas de crédito.
II. Considera-se arrendamento mercantil financeiro a modalidade em que o prazo contratual seja inferior a
75% (setenta e cinco por cento) do prazo de vida útil econômica do bem e as despesas de manutenção,
assistência técnica e serviços correlatos à operacionalidade do bem arrendado sejam de responsabilidade da
arrendatária.
III. O contrato de arrendamento mercantil deve ser formalizado por instrumento público ou particular e
conter a forma de pagamento das contraprestações por períodos determinados, não superiores a 1 (um)
semestre, salvo no caso de operações que beneficiem atividades rurais, quando o pagamento pode ser fixado
por períodos não superiores a 1 (um) ano.
IV. No arrendamento mercantil operacional, a manutenção, a assistência técnica e os serviços correlatos à
operacionalidade do bem arrendado são de responsabilidade da arrendadora.

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V. Nos contratos de arrendamento mercantil, deve haver previsão de a arrendatária pagar valor residual
garantido (VRG) ao final do primeiro ano da vigência do contrato, não caracterizando o pagamento do VRG
o exercício da opção de compra.
Está correto somente o que se afirma em:
a) II;
b) III;
c) II e IV;
d) I, III e V;
e) I, IV e V.
Comentário:
I – Errada – O erro consiste em afirmar que as cooperativas de crédito também podem exercer atividade de
arrendamento mercantil, uma vez que não consta dentre as entidades autorizadas pela Resolução 2309 de
1996 do BACEN.
Resolução 2309 de 1996 do BACEN - Art. 3º A constituição e o funcionamento das pessoas
jurídicas que tenham como objeto principal de sua atividade a prática de operações de
arrendamento mercantil, denominadas sociedades de arrendamento mercantil, dependem
de autorização do Banco Central do Brasil.
Art. 4º As sociedades de arrendamento mercantil devem adotar a forma jurídica de
sociedades anônimas e a elas se aplicam, no que couber, as mesmas condições
estabelecidas para o funcionamento de instituições financeiras na Lei nº. 4.595, de
31.12.64, e legislação posterior relativa ao Sistema Financeiro Nacional, devendo constar
obrigatoriamente de sua denominação social a expressão "Arrendamento Mercantil".
Art. 13 - § 2º Os bancos múltiplos com carteira de investimento, de desenvolvimento e/ou
de crédito imobiliário, os bancos de investimento, os bancos de desenvolvimento, as caixas
econômicas e as sociedades de crédito imobiliário também podem realizar as operações
previstas neste artigo.
II – Errada – O conceito de arrendamento mercantil está previsto na Lei 6.099 de 1974, a qual considera
arrendamento mercantil o negócio realizado entre pessoa jurídica, na qualidade de arrendadora, e pessoa
física ou jurídica, na qualidade de arrendatária, e que tenha por objeto o arrendamento de bens adquiridos
pela arrendadora.
Art 1º - Parágrafo único - Considera-se arrendamento mercantil, para os efeitos desta Lei,
o negócio jurídico realizado entre pessoa jurídica, na qualidade de arrendadora, e pessoa
física ou jurídica, na qualidade de arrendatária, e que tenha por objeto o arrendamento de
bens adquiridos pela arrendadora, segundo especificações da arrendatária e para uso
próprio desta.
Já o arrendamento mercantil financeiro é tratado pela Resolução 2309 do BACEN. O erro da alternativa está
na confusão entre o arrendamento financeiro e o operacional, sendo que o caso exposto é modalidade de
arrendamento operacional.
Art. 5º Considera-se arrendamento mercantil financeiro a modalidade em que:

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I - as contraprestações e demais pagamentos previstos no contrato, devidos pela


arrendatária, sejam normalmente suficientes para que a arrendadora recupere o custo do
bem arrendado durante o prazo contratual da operação e, adicionalmente, obtenha um
retorno sobre os recursos investidos;
II - as despesas de manutenção, assistência técnica e serviços correlatos à operacionalidade
do bem arrendado sejam de responsabilidade da arrendatária;
III - o preço para o exercício da opção de compra seja livremente pactuado, podendo ser,
inclusive, o valor de mercado do bem arrendado.
Art. 6º Considera-se arrendamento mercantil operacional a modalidade em que:
I - as contraprestações a serem pagas pela arrendatária contemplem o custo de
arrendamento do bem e os serviços inerentes a sua colocação à disposição da arrendatária,
não podendo o valor presente dos pagamentos ultrapassar 90% (noventa por cento) do
"custo do bem;"
II - o prazo contratual seja inferior a 75% (setenta e cinco por cento) do prazo de vida útil
econômica do bem;
III - o preço para o exercício da opção de compra seja o valor de mercado do bem
arrendado;
IV - não haja previsão de pagamento de valor residual garantido.
III – Correta – A resolução traz prazo maior para as operações que beneficiam atividades rurais, sendo
permitido estipular o período de até um ano entre cada prestação.
Art. 7º Os contratos de arrendamento mercantil devem ser formalizados por instrumento
público ou particular, devendo conter, no mínimo, as especificações abaixo relacionadas:
IV - a forma de pagamento das contraprestações por períodos determinados, não
superiores a 1 (um) semestre, salvo no caso de operações que beneficiem atividades rurais,
quando o pagamento pode ser fixado por períodos não superiores a 1 (um) ano;
IV – Errada – Tal obrigação incumbe à arrendatária.
Art. 5º Considera-se arrendamento mercantil financeiro a modalidade em que:
II - as despesas de manutenção, assistência técnica e serviços correlatos à operacionalidade
do bem arrendado sejam de responsabilidade da arrendatária;
V – Errada – O pagamento do valor residual de garantia (VRG) pode ser realizado em qualquer momento
durante a vigência do contrato.
Art. 7º - VII - as despesas e os encargos adicionais, inclusive despesas de assistência técnica,
manutenção e serviços inerentes à operacionalidade dos bens arrendados, admitindo-se,
ainda, para o arrendamento mercantil financeiro:
a) a previsão de a arrendatária pagar valor residual garantido em qualquer momento
durante a vigência do contrato, não caracterizando o pagamento do valor residual
garantido o exercício da opção de compra;
Gabarito: B

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32. (FGV/TJ-AM/Juiz/2013)
I - No contrato de alienação fiduciária regido pelo Decreto-Lei n. 911/1969, após apreensão e venda do bem
objeto do contrato, o credor fiduciário não poderá cobrar eventual saldo remanescente em processo
monitório, pois o contrato de alienação fiduciária é considerado um título executivo.
( ) Certo
( ) Errado
II - No contrato de arrendamento mercantil (leasing), caso haja cláusula resolutiva expressa, não será
necessária a notificação prévia do arrendatário para constituí-lo em mora.
( ) Certo
( ) Errado
Comentário:
I – Incorreta – O credor toma o bem para si e deve vendê-lo. Se com o produto da venda o valor arrecadado
não for suficiente para pagar todas as despesas e a dívida junto ao credor, o devedor continuará o obrigado
a pagar o saldo apurado. Então, o credor poderá sim cobrar eventual saldo remanescente.
Art. 1.366. Quando, vendida a coisa, o produto não bastar para o pagamento da dívida e
das despesas de cobrança, continuará o devedor obrigado pelo restante.
II – Incorreta – No arrendamento mercantil é preciso notificar o devedor para constituí-lo em mora.

33. (FGV/SEFAZ-RJ/AFRE/2010)
Com relação à alienação fiduciária em garantia, analise as afirmativas a seguir:
I. Por meio do contrato de alienação fiduciária em garantia, o credor torna-se proprietário do bem alienado
e seu possuidor direto.
II. Não se admite a alienação fiduciária em garantia de bens imóveis.
III. No contrato de alienação fiduciária, não se admite cláusula que autoriza o proprietário fiduciário a ficar
com a coisa alienada em garantia, se a dívida não for paga no vencimento.
Assinale:
a) se nenhuma afirmativa estiver correta.
b) se somente a afirmativa I estiver correta.
c) se somente a afirmativa II estiver correta.
d) se somente a afirmativa III estiver correta.
e) se somente as afirmativas I e III estiverem corretas.
Comentário:
I – Incorreta - O credor é o proprietário do bem, mas possuidor INDIRETO.

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Art. - 1.361, § 2° - com a constituição da propriedade fiduciária, dá-se o desdobramento da


posse, tornando-se o devedor possuidor direto da coisa.
II – Incorreta - A Lei nº 9.514/97 que dispõe acerca do Sistema de Financiamento Imobiliário permite a
alienação fiduciária em garantia de bens móveis e imóveis.
Art. 22. A alienação fiduciária regulada por esta Lei é o negócio jurídico pelo qual o devedor,
ou fiduciante, com o escopo de garantia, contrata a transferência ao credor, ou fiduciário,
da propriedade resolúvel de coisa imóvel.
III – Correta - Na alienação fiduciária será nula a cláusula que autorizar o proprietário fiduciário ficar com a
coisa alienada se não houver o pagamento da dívida.
Art. 1.365 do Código civil: É nula a cláusula que autoriza o proprietário fiduciário a ficar com
a coisa alienada em garantia, se a dívida não for paga no vencimento.
Gabarito: D

34. (FGV/SEAD-AP/Fiscal de Rendas/2010)


A respeito dos contratos de arrendamento mercantil (leasing) é correto afirmar que:
a) ainda que haja cláusula resolutiva expressa no instrumento contratual, é necessária a notificação prévia
do arrendatário para constituí-lo em mora.
b) a previsão de cláusula resolutiva expressa no instrumento contratual exclui a necessidade de notificação
do arrendatário para constituí-lo em mora.
c) é nula de pleno direito a cláusula resolutiva expressa.
d) a cláusula que determina a obrigatoriedade da compra do bem pelo arrendatário ao final do prazo
contratual é essencial para configurar contrato como de arrendamento mercantil.
e) apenas pessoas jurídicas podem figurar como partes neste tipo contratual.
Comentário:
a) Correta – Mesmo que o contrato preveja expressamente a cláusula resolutiva, será necessária a prévia
notificação do arrendatário para constituí-lo em mora.
Súmula 369 do STJ - No contrato de arrendamento mercantil (leasing), ainda que haja
cláusula resolutiva expressa, é necessária a notificação prévia do arrendatário para
constituí-lo em mora.
b) Incorreta – Em função da explicação acima verificamos o erro da questão.
c) Incorreta - Não é nula a cláusula resolutiva expressa.
d) Incorreta – No arrendamento mercantil não pode ter cláusula que exija a compra ao final, uma das
características desse tipo de contrato é a opção de compra ou não ao final do contrato.
e) Incorreta – Só pessoas jurídicas podem ser arrendadoras, mas podem ser arrendatárias tanto pessoas
físicas como jurídicas.
Gabarito: A

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35. (FGV/SEFAZ-RJ/Fiscal de Rendas/2009)


A respeito do contrato de arrendamento mercantil, é correto afirmar que:
a) a cobrança antecipada do Valor Residual Garantido (VRG) descaracteriza o contrato de arrendamento
mercantil, transformando-o em compra e venda a prestação.
b) a cobrança antecipada do Valor Residual Garantido (VRG) não descaracteriza o contrato de arrendamento
mercantil.
c) é proibido o pagamento antecipado de Valor Residual Garantido (VRG).
d) o bem objeto do contrato de arrendamento mercantil deve necessariamente ser adquirido pelo
arrendatário.
e) o bem objeto do contrato de arrendamento mercantil deve necessariamente retornar à instituição
financeira.
Comentário:
Segundo a jurisprudência do STJ é possível sim o pagamento antecipado do VRG sem que isso descaracterize
o contrato de arrendamento mercantil.
Súmula 293 do STJ - A cobrança antecipada do valor residual garantido (VRG) não
descaracteriza o contrato de arrendamento mercantil.
Gabarito: B

Demais bancas

36. CONSULPLAN - Notário e Registrador (TJ MG)/Remoção/2017/"2017.1"


Quanto à constituição em mora em contrato de Alienação Fiduciária, regida pelo Decreto-lei nº 911/69, é
correto afirmar:
a) A mora decorrerá do simples vencimento do prazo para pagamento e poderá ser comprovada por carta
registrada com aviso de recebimento, não se exigindo que a assinatura constante do referido aviso seja a do
próprio destinatário.
b) A mora decorrerá do simples vencimento do prazo para pagamento e poderá ser comprovada por carta
registrada com aviso de recebimento, mas se exigindo que a assinatura constante do referido aviso seja a do
próprio destinatário.
c) A mora decorrerá do simples vencimento do prazo para pagamento e deverá ser comprovada por
notificação feita através de Cartório de Títulos e Documentos, estabelecido na Comarca onde mora ou reside
o devedor.
d) A mora decorrerá do simples vencimento do prazo para pagamento e deverá ser comprovada mediante
notificação feita através de Cartório de Títulos e Documentos, de qualquer localidade, desde que o devedor
a receba pessoalmente.

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Comentários:
a) Correta - A mora é o atraso do pagamento na data devida, mas se concretiza pela carta registrada, mesmo
que quem tenha assinado a carta seja outra pessoa.
Decreto-Lei 911/69 - Art.2º - § 2º A mora decorrerá do simples vencimento do prazo para
pagamento e poderá ser comprovada por carta registrada com aviso de recebimento, não
se exigindo que a assinatura constante do referido aviso seja a do próprio destinatário
b) Errada - A assinatura do A.R da carta não precisa ser do próprio destinatário.
c) Errada - A notificação é por carta com aviso de recebimento.
d) Errada - Não precisa ser notificação feita por meio de cartório.
Gabarito: A

37. CONSULPLAN - Juiz Estadual (TJ MG)/2018


Com relação aos contratos bancários, é correto afirmar que
a) o arrendamento mercantil é a locação caracterizada pela faculdade conferida ao locatário de, ao seu
término, optar pela compra do bem locado.
b) o contrato de abertura de crédito é contrato unilateral, pelo qual o banco põe determinada quantia de
dinheiro à disposição do cliente, que pagará juros e encargos, independentemente de efetiva utilização dos
recursos.
c) na modalidade de fomento mercantil denominada conventional factoring, a instituição financeira
faturizadora assume a obrigação de prestar serviços de administração do crédito e de financiamento, sem
oferecer o serviço de seguro.
d) o mútuo bancário é um contrato real, que se aperfeiçoa com a celebração do ajuste entre as partes, sendo
possível cobrar do banco mutuante as obrigações contratuais convencionadas, antes da entrega do dinheiro
ao cliente mutuário.
Comentários:
a) Correta - Essa não é a definição legal de arrendamento, mas é um posicionamento correto da doutrina
sobre as características do arrendamento, já que ao arrendamento acontece como uma locação com opção
de compra ao final do contrato.
b) Errada - O cheque especial, outro nome dado ao contrato de abertura de crédito, é um tipo de contrato
que só ensejará a cobrança de juros e encargos se houver a efetiva utilização dos recursos colocados à
disposição.
c) Errada - Nas duas modalidades de factoring que existe sim o serviço de seguro. Então, no conventional
factoring a ocorre os serviços de administração de crédito, de financiamento e de seguro. A faturizadora é
um tipo de empresa que não é considerada instituição financeira.
d) Errada - O mútuo é contrato real que só se concretiza com a entrega do dinheiro pelo banco ao mutuário.
Gabarito: A

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38. (FAURGS/TJ-RS/Notário/2015)
Assinale a alternativa que apresenta afirmação correta a respeito da disciplina sobre a alienação fiduciária
na Lei nº 9.514/97.
a) Com a constituição da propriedade fiduciária, dá-se o desdobramento da posse, tornando-se o fiduciário
possuidor direto e o fiduciante possuidor indireto da coisa imóvel.
b) A alienação fiduciária poderá ser contratada por pessoa física ou jurídica, sendo privativa das entidades
que operam no Sistema de Financiamento Imobiliário.
c) Vencida e não paga a dívida, no todo ou em parte, e constituído em mora o fiduciante, consolida-se a
propriedade do imóvel em nome do fiduciário.
d) Purgada a mora no Registro de Imóveis, resolve-se o contrato de alienação fiduciária.
Comentário:
a) Incorreta – A questão inverteu os papéis, o fiduciante é o devedor e possuidor direto e o fiduciário é o
credor e possuidor indireto. A lei 9.514, citada no enunciado, é a que versa sobre a alienação fiduciária de
bens imóveis.
Art. 23 - Parágrafo único. Com a constituição da propriedade fiduciária, dá-se o
desdobramento da posse, tornando-se o fiduciante possuidor direto e o fiduciário
possuidor indireto da coisa imóvel.
b) Incorreta – Podem contratar com a instituição financeira tanto a pessoa física como a pessoa jurídica, mas
não é privativa de entidades que operam no SFI.
Art. 22 - § 1o A alienação fiduciária poderá ser contratada por pessoa física ou jurídica, não
sendo privativa das entidades que operam no SFI,(...)
c) Correta – Se o devedor fiduciante não pagar, e o credor constituir em mora esse devedor, a propriedade
fiduciária passa a ser plena desse credor fiduciário.
Art. 26. Vencida e não paga, no todo ou em parte, a dívida e constituído em mora o
fiduciante, consolidar-se-á, nos termos deste artigo, a propriedade do imóvel em nome do
fiduciário.
d) Incorreta – A regra legal para a mora não é a resolução do contrato e sim o convalescimento do contrato
de alienação fiduciária, ou seja, as partes voltam a mesma situação de antes do contrato.
Art. 26 - § 5º Purgada a mora no Registro de Imóveis, convalescerá o contrato de alienação
fiduciária.
Gabarito: C

39. (CONSULPLAN/TJ-MG/Notário/2015)
Nos termos do artigo 3º,do Decreto-Lei 911, de 1º de outubro de 1969, que estabelece normas de processo
sobre alienação fiduciária, e dá outras providências, o proprietário fiduciário ou credor poderá requerer
contra o devedor ou terceiro a busca e apreensão do bem alienado fiduciariamente, desde que comprovada

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a mora ou o inadimplemento do devedor. Nos termos do §2º, do artigo 2º, do citado normativo, a mora
decorrerá do simples vencimento do prazo para pagamento e poderá ser comprovada
a) carta registrada com aviso de recebimento, não se exigindo que a assinatura constante do referido aviso
seja a do próprio destinatário
b) somente por citação válida em processo judicial.
c) somente por carta registrada expedida por intermédio de Cartório de Títulos e Documentos, do lugar onde
a obrigação deve ser satisfeita.
d) somente por carta registrada expedida por intermédio de Cartório de Títulos e Documentos, do lugar onde
tem sede o credor.
Comentário:
A lei em comento foi alterada em 2014 e estabeleceu uma nova forma de constituir o devedor em mora. A
mora do devedor na alienação fiduciária será comprovada por carta registrada com aviso de recebimento.
Art. 2º - § 2o A mora decorrerá do simples vencimento do prazo para pagamento e poderá
ser comprovada por carta registrada com aviso de recebimento, não se exigindo que a
assinatura constante do referido aviso seja a do próprio destinatário
Gabarito: A

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LISTA DE QUESTÕES

CEBRASPE/CESPE

1. CEBRASPE (CESPE) - Promotor de Justiça (MPE AP)/2021


Determinada empresa firmou com uma instituição financeira contrato cujo objeto é a aquisição de um
equipamento que a empresa locará pelo prazo de cinco anos, ao fim do qual poderá a parte optar por
devolver o equipamento, renovar a locação ou adquiri-lo pelo preço residual fixado no momento inicial do
contrato.
==369ed6==

Nessa situação hipotética, está configurado o contrato de


a) faturização.
b) franquia.
c) arrendamento mercantil.
d) alienação fiduciária em garantia.
e) locação mercantil atípica.

2. CEBRASPE (CESPE) - Auditor de Controle Interno (COGE CE)/Correição/2019


A respeito de contratos bancários, é correto afirmar que
a) um dos polos da relação contratual deve ser uma instituição bancária.
b) a alienação fiduciária em garantia pode ter por objeto bem imóvel que já integre o patrimônio do devedor.
c) o fornecedor do capital envolvido deve ser uma instituição bancária.
d) o mútuo bancário é uma espécie de contrato bancário de empréstimo de coisas infungíveis.
e) o arrendamento mercantil pressupõe o direito de compra, ao final do contrato, a critério da arrendadora.

3. CEBRASPE (CESPE) - Oficial Técnico de Inteligência/Área 2/2018


No que concerne aos requisitos, impedimentos, direitos e deveres do empresário, aos atos de comércio e
aos contratos de empresas, julgue o item subsecutivo.
Conforme súmula do Superior Tribunal de Justiça em vigor, a cobrança antecipada do valor residual garantido
de um contrato de leasing o descaracteriza, transformando-o em compra e venda a prestação.
( ) Certo

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( ) Errado

4. CEBRASPE (CESPE) - Defensor Público do Estado do Acre/2017


O contrato de arrendamento mercantil
a) é um contrato de natureza acessória, pois fica vinculado à aquisição de bens para uma atividade
empresarial de cunho mercantil desempenhada pelo arrendatário.
b) possibilita que, concluído o prazo contratual estipulado, o arrendatário adquira a coisa arrendada pelo
pagamento de valor residual.
c) é um contrato especial de venda e compra a prazo por meio do qual a arrendadora assume a promessa de
readquirir o objeto da transação, após a quitação do contrato, mediante pagamento do preço integral em
parcela única.
d) é um instrumento jurídico destinado a atender exclusivamente à necessidade das pessoas jurídicas que
exercem atividade mercantil, por meio da aquisição de equipamentos e veículos destinados a sua atividade
empresarial.
e) possibilita que o bem arrendado possa ser alienado no curso do contrato sem a anuência da arrendadora,
hipótese na qual o adquirente assumirá a condição de arrendatário.

5. (CESPE/TJ-AM/Juiz/2016)
Em relação aos contratos bancários, assinale a opção correta.
a) No contrato de abertura de crédito, é abusivo cobrar do cliente comissão pela simples disponibilização do
montante, ainda que este não venha a ser utilizado.
b) O contrato de alienação fiduciária em garantia não pode ter por objeto bem que já integrava o patrimônio
do devedor.
c) Denomina-se leasing o contrato de fomento mercantil.
d) O depósito bancário é contrato real.
e) O mútuo bancário é uma operação passiva dos bancos.

6. (CESPE/TJ-DF/Juiz/2015)
Maria adquiriu um carro em determinada concessionária, por meio de contrato de mútuo bancário com
instituição financeira. Conforme estabelecido no contrato, o carro foi dado em garantia por alienação
fiduciária. Após sucessivos atrasos no pagamento das prestações, o banco ajuizou ação para a retomada do
automóvel, com pedido liminar de busca e apreensão do bem que, no entanto, não foi localizado. Em face
dessa situação hipotética, assinale a opção correta.
a) Maria passou a ser considerada proprietária fiduciária do carro no momento da assinatura do contrato,
independentemente do registro desse instrumento na repartição competente para o licenciamento.
b) Por ter ingressado judicialmente com ação cautelar de busca e apreensão do bem alienado
fiduciariamente, o banco deverá ajuizar ação principal no prazo máximo de trinta dias.

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c) Maria poderá se valer do instrumento da purga da mora, efetivando o depósito das parcelas em aberto,
mais juros moratórios, correção monetária e honorários advocatícios, o que ensejará a revogação da liminar.
d) Como o bem não foi localizado, o credor poderá postular judicialmente a conversão do pedido de busca e
apreensão em ação de depósito.
e) Na situação em apreço, o contrato de alienação fiduciária configura um contrato meio de garantia de
cumprimento do contrato de mútuo bancário.

7. (CESPE/TJ-SE/Notário/2014)
As empresas de fomento mercantil, por serem instituições financeiras, são obrigadas a manter sigilo sobre
suas operações.
( ) Certo
( ) Errado

8. (CESPE/TJ-DF/Notário/2014)
I - O mútuo de dinheiro ou mútuo feneratício é espécie de contrato de empréstimo em que a posse do
dinheiro é transferida do mutuante para o mutuário, mantendo o primeiro a propriedade sobre a quantia
entregue, que deverá ser integralmente devolvida pelo mutuário, acrescida de juros.
( ) Certo
( ) Errado
II - Segundo o Código Civil, o registro do contrato de alienação fiduciária em garantia de veículo na repartição
competente para o seu licenciamento produz o desdobramento da posse sobre o bem alienado, ficando o
devedor com a posse direta, e o credor, com a posse indireta e a propriedade resolúvel sobre o veículo.
( ) Certo
( ) Errado

9. (CESPE/TJ-DF/Notário/2014)
Acerca de contratos empresariais, concentração empresarial e títulos emitidos pelos empresários, assinale a
opção correta.
I - A emissão de cartões de crédito deve ser feita obrigatoriamente por instituição financeira de natureza
bancária, por haver sempre um contrato de abertura de crédito bancário que suporta os pagamentos que o
titular do cartão faz aos comerciantes até que ocorra o pagamento da fatura.
( ) Certo
( ) Errado
II - O credor de uma obrigação protegida por alienação fiduciária em garantia, assim como o credor
hipotecário, permanece dependente da venda do bem dado em garantia em hasta pública para ver seu
crédito satisfeito

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( ) Certo
( ) Errado
III - De acordo com o entendimento do STJ, o arquivamento do contrato de alienação fiduciária em garantia
no registro de títulos e documentos competente é suficiente para que o ônus seja oposto pelo credor ao
terceiro de boa-fé adquirente do veículo alienado.
( ) Certo
( ) Errado

10. (CESPE/Câmara dos Deputados/Analista/2014)


I - Comumente, a doutrina apresenta três modalidades de contrato de arrendamento mercantil, o leasing
financeiro, o leasing back e o leasing operacional; no caso do leasing operacional, o próprio fabricante ou
importador do bem é o arrendante.
( ) Certo
( ) Errado
II - Entre as várias modalidades de factoring elencados na doutrina, destaca-se o maturity factoring, que tem
como característica a cessão de crédito mediante adiantamento, pelo faturizador, dos valores que mais tarde
serão pagos pelo terceiro devedor.
( ) Certo
( ) Errado

11. (CESPE/BACEN/Procurador/2013)
No que concerne a contratos no direito empresarial e a títulos de financiamento de atividade econômica,
assinale a opção correta.
a) As empresas de fomento mercantil não são instituições financeiras, não sendo, portanto, obrigadas por
lei a manter sigilo sobre suas operações.
b) As transações com cartão de crédito só adquirem natureza bancária propriamente dita quando o titular
parcela o valor da compra perante a emissora do cartão, ao invés de pagá-lo totalmente no vencimento
mensal.
c) No contrato de depósito bancário, a instituição financeira, a partir da celebração do ajuste, passa a ter a
custódia dos valores, mas não a sua titularidade.
d) A aplicação financeira é um contrato bancário compreendido na categoria das operações ativas.
e) Os títulos de financiamento não se enquadram completamente no regime jurídico-cambial,
principalmente em virtude do princípio da cedularidade.

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FCC

12. FCC - Juiz Estadual (TJ GO)/2021/57º


No caso de inadimplemento de obrigação garantida por alienação fiduciária em garantia, no regime do
Decreto-lei nº 911, de 1º de outubro de 1969, o credor fiduciário,
a) comprovando previamente a mora, por meio de carta registrada com aviso de recebimento, assinado ou
não pelo próprio destinatário, requererá busca e apreensão do bem contra o devedor fiduciante, que, para
se ver restituído do bem, livre de ônus, deverá pagar a integralidade da dívida em até cinco dias da execução
da liminar.
b) depois do transcurso do prazo para a resposta, em ação de busca e apreensão, poderá apropriar-se da
coisa alienada, dando ao devedor quitação da dívida mediante termo próprio.
c) independentemente de comprovação da mora, requererá a busca e apreensão do bem contra o devedor
fiduciante, que poderá apresentar resposta em até cinco dias da execução da liminar.
d) comprovando previamente a mora, por meio de carta registrada com aviso de recebimento, assinado
necessariamente pelo próprio destinatário, requererá a busca e apreensão do bem contra o devedor
fiduciante, que poderá apresentar resposta em até cinco dias da execução da liminar.
e) comprovando previamente a mora, por meio de carta registrada com aviso de recebimento, assinado
necessariamente pelo próprio destinatário, requererá a busca e apreensão do bem contra o devedor
fiduciante, que, para se ver restituído do bem, livre de ônus, poderá realizar a purga da mora, depositando
o valor das parcelas em atraso em até cinco dias da execução da liminar.

13. FCC - Analista de Fomento (AFAP)/Crédito/2019


Em relação aos contratos bancários, é correto afirmar:
a) No contrato de desconto bancário, o descontante não se obriga pela solvabilidade dos títulos cedidos.
b) No desconto bancário, o cliente transfere ao banco um título, de sua emissão ou de terceiro, ainda não
exigível, recebendo determinada quantia que corresponde à antecipação de seu crédito, deduzidos juros e
comissões remuneratórios da operação.
c) No contrato de depósito bancário em conta corrente, o depositante transfere a titularidade da importância
depositada e assume a qualidade de credor da instituição financeira, tornando-se seu mutuante.
d) Quanto à movimentação, os depósitos bancários serão sempre à vista, permitindo-se a livre
movimentação pelo depositante, isto é, seu saque parcial ou total a qualquer tempo.
e) Os contratos de abertura de crédito podem ser instrumentalizados em Cédulas de Crédito Bancário, títulos
despidos de executividade mas de liquidez que prescinde de seu vencimento, configurando promessa de
pagamento de soma de dinheiro.

14. FCC - Promotor de Justiça (MPE PB)/2018/XV

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Em relação aos contratos empresariais seguintes,


a) no contrato de alienação fiduciária em garantia, o credor fiduciário tem o domínio resolúvel e a posse
indireta da coisa alienada, ficando o devedor fiduciante como depositário e possuidor direto do bem, que
nada impede já pertencesse ao devedor por ocasião da celebração do contrato.
b) verificada a mora no contrato de alienação fiduciária em garantia de bens móveis, haverá a pronta
exigibilidade das prestações vincendas, cabendo ao credor fiduciário requerer em juízo a reintegração da
posse do bem objeto do contrato.
c) a exploração da atividade de faturização de créditos é exclusiva das instituições financeiras, pois necessita
de autorização do Banco Central.
d) os contratos de leasing são restritos a bens móveis, por se tratar de um híbrido de locação e compra e
venda pelo valor residual.
e) o desconto bancário implica a transferência de crédito do descontário ao banco e este lhe paga o valor
correspondente, deduzidos os juros e encargos, sem possibilidade de endosso em nenhuma hipótese, pelo
caráter personalíssimo da operação.

15. FCC - Auditor Público Externo (TCE-RS)/Ciências Jurídicas e Sociais, Direito/2018


Sobre o contrato de arrendamento mercantil, ou consoante as leis que dele tratam, considere:
I. Considera-se arrendamento mercantil o negócio jurídico realizado entre pessoa jurídica, na qualidade de
arrendadora, e pessoa física ou jurídica, na qualidade de arrendatária, e que tenha por objeto o
arrendamento de bens adquiridos pela arrendadora, segundo especificações da arrendatária e para uso
próprio desta.
II. Só pode ter por objeto bens móveis infungíveis e imóveis residenciais.
III. Serão consideradas como custo ou despesa operacional da pessoa jurídica arrendatária as
contraprestações pagas ou creditadas por força do contrato de arrendamento mercantil.
IV. Às operações de arrendamento mercantil de imóveis não se aplica a legislação pertinente à locação de
imóveis residenciais, não residenciais ou comerciais.
Está correto o que se afirma APENAS em
a) I e IV.
b) I e II.
c) I, III e IV.
d) II, III e IV.
e) II e III.

16. (FCC/SEFAZ-PE/JATTE/2015)
Em relação ao contrato mercantil de alienação fiduciária, é correto afirmar:

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a) Trata-se de contrato acessório, pois assegura o cumprimento de outro contrato, de financiamento de bens
móveis ou imóveis, pelo qual o credor fiduciário disponibilizou recursos a serem utilizados na aquisição
desses bens.
b) É o contrato em garantia pelo qual o devedor, a fim de garantir o pagamento de uma dívida, transfere a
propriedade de um bem móvel durável ou imóvel, sob condição suspensiva da integral quitação do débito.
c) O credor fiduciário assume a posse direta do bem dado em garantia, o que será mantido enquanto o
devedor fiduciante estiver em dia com o pagamento.
d) O devedor fiduciante assume a condição de fiel depositário do bem, tanto que poderá ser preso,
civilmente, se referido bem desaparecer por sua culpa.
e) Trata-se de avença solene, a ser realizada necessariamente por meio de instrumento público e registrada
no Cartório de Títulos e Documentos.

17. (FCC/TRT-24/Juiz/2014)
I - Pelo contrato de factoring ou faturização, privativamente uma instituição financeira, ela assume o crédito
proveniente de vendas mercantis, pagando ao cedente sempre antecipadamente o valor ajustado, mediante
desconto de juros bancários e comissão pela administração do crédito adquirido.
( ) Certo
( ) Errado
II - Pelo contrato de leasing uma instituição financeira, ou um particular, concede a uma pessoa física ou
jurídica, pelo prazo mínimo de 24 meses, o direito de utilizar máquinas ou veículos que adquiriu para esse
fim, cobrando-lhe aluguel por esse uso temporário e admitindo que, a certo tempo, declare opção de
compra, pagando o preço residual do bem.
( ) Certo
( ) Errado
III - Alienação fiduciária em garantia é o negócio jurídico pelo qual o devedor fiduciante, para garantir o
pagamento da dívida, transmite ao credor fiduciário a propriedade de um bem, retendo-lhe a posse direta,
sob a condição resolutiva de saldar o débito.
( ) Certo
( ) Errado

18. (FCC/TRT-1/Juiz/2014)
O banco Dinheiro Fácil e Feliz - DFF contrata com Édipo empréstimo em dinheiro para aquisição de um
veículo, garantido por alienação fiduciária. Olvida-se de proceder à anotação do gravame no Certificado de
Registro do Veículo, que permanece livre e desembaraçado perante a autoridade de trânsito.
Édipo, então, deixa de pagar o mútuo contratado e vende o veículo para Jocasta, que desconhecia o fato de
que o veículo encontrava-se alienado fiduciariamente. Em face disso, DFF propõe ação de busca e apreensão
contra Édipo, mesmo porque ignorava a venda para Jocasta, que não lhe foi comunicada. Nessas condições,
DFF poderá

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a) cobrar de Jocasta o valor inadimplido do mútuo, embora não possa apreender o veículo em sua posse, por
sua condição de terceiro de boa-fé.
b) apreender eventualmente o veículo com Édipo, ou dele cobrar a inexecução contratual, mas não com
Jocasta, por sua condição de terceiro de boa-fé, tendo em vista que a alienação fiduciária não foi anotada no
Certificado de Registro de Veículo e desconhecia ela o gravame sobre o bem.
c) propor a prisão civil de Édipo, por sua condição de depositário infiel, já que não lhe era dado transferir o
veículo a Jocasta se o bem encontrava-se alienado fiduciariamente.
d) opor a busca e apreensão tanto contra Édipo como contra Jocasta, pois apesar da ausência de certificação
do gravame esta correu o risco da aquisição de um veículo alienado fiduciária

19. (FCC/TRT-1/Juiz/2013)
I - A faturização é contrato exclusivo de instituições financeiras, caracterizado pelo desconto de títulos de
crédito após o abatimento dos juros remuneratórios convencionados livremente.
( ) Certo
( ) Errado
II - O arrendamento mercantil é o contrato pelo qual, transferida a propriedade do bem móvel ao
arrendatário, este paga em parcelas sucessivas o bem, até optar por adquiri-lo pelo preço residual ou
devolvê-lo ao arrendador.
( ) Certo
( ) Errado
III - Pela alienação fiduciária, a propriedade do bem transfere-se em garantia ao devedor fiduciante, que
obterá o domínio pleno após o implemento da condição suspensiva consistente no pagamento total das
parcelas avençadas.
( ) Certo
( ) Errado

20. (FCC/TRT-1/Juiz/2012)
Em relação aos seguintes contratos comerciais, é correto afirmar:
I - Nos contratos de faturização, como regra, o cedente dos títulos ou faturizado responsabiliza-se não apenas
pela existência do crédito, como também pela solvência do devedor.
( ) Certo
( ) Errado
II - Na alienação fiduciária em garantia, havendo inadimplemento, o credor poderá requerer a reintegração
na posse do bem móvel alienado fiduciariamente, que será concedida após justificação prévia e com a
comprovação da mora do devedor.
( ) Certo
( ) Errado

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III - Nos contratos de leasing a cobrança dos juros remuneratórios é limitada a 1% ao mês, por não se tratar
de operação financeira e sim locatícia, com opção de compra do bem pelo valor residual ao fim do contrato.
( ) Certo
( ) Errado

21. (FCC/TJ-GO/Juiz/2012)
Em relação aos contratos bancários, é correto afirmar:
a) O objeto do contrato de alienação fiduciária em garantia será sempre bem móvel, pertencente ou não ao
devedor.
b) O mútuo bancário é o contrato consensual de empréstimo de coisa infungível ao cliente.
c) Como regra geral, as instituições financeiras estão limitadas, na cobrança dos juros remuneratórios, à taxa
de 12% ao ano.
d) Pelo contrato de abertura de crédito, o banco disponibiliza ao cliente certa quantia de dinheiro, a ser por
ele necessariamente utilizada.
e) O depósito bancário é o contrato pelo qual uma pessoa, denominada depositante, entrega valores
monetários a um banco, que se obriga a restituí-los quando solicitados.

22. (FCC/TRT-20/Juiz/2012)
A alienação fiduciária em garantia de bem móvel faculta ao credor, vencida a dívida e não paga,
a) promover a busca e apreensão judicial do bem, a qual será convertida em ação de depósito, se o bem não
for encontrado e, por isso, ficando o devedor sujeito a prisão civil como depositário infiel.
b) ficar com a coisa alienada, a título de pagamento de seu crédito, pelo valor de mercado, restituindo ao
devedor a diferença que houver entre aquele valor e a dívida não paga.
c) somente cobrá-la do devedor ou de seus garantidores, preferindo o bem alienado na penhora, sobre
qualquer outro.
d) vender, judicial ou extrajudicialmente, a coisa a terceiro e aplicar o preço no pagamento de seu crédito,
entregando o saldo, se houver, ao devedor.
e) ficar com a coisa alienada, a título de dação em pagamento, independente da vontade do devedor, e sem
a necessidade de qualquer restituição em dinheiro, salvo se já houver sido pago mais de 40% (quarenta por
cento) do débito.

23. (FCC/MPE-CE/Promotor/2011)
Descumprida a obrigação pecuniária pelo arrendatário, no contrato de leasing financeiro,
a) o arrendante apenas pode cobrar a dívida, mas não pleitear a rescisão do contrato ou a sua reintegração
na posse, dada a existência de opção de compra.

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b) não se admite em nenhuma hipótese a ação de reintegração de posse, se nas parcelas tiver sido incluído
o denominado Valor Residual Garantido (VRG), de acordo com a jurisprudência mais recente consolidada em
súmula do Superior Tribunal de Justiça.
c) admite-se a reintegração do arrendante na posse, caso haja no contrato cláusula resolutória expressa e
tenha sido o arrendatário devidamente notificado de sua mora.
d) perde o arrendatário o direito de usar o bem enquanto não purgar a mora, independentemente de
notificação do arrendante, mas não fica sujeito à retomada do bem antes do trânsito em julgado da sentença
que rescindir o contrato.
e) a reintegração na posse pelo arrendante prescinde de cláusula resolutória expressa e de notificação prévia
do arrendatário, vencendo-se a dívida por inteiro, e será o bem vendido para seu pagamento e o arrendatário
ficará pessoalmente responsável pelo saldo devedor se o valor obtido com a venda for insuficiente.

VUNESP

24. VUNESP - Juiz Estadual (TJ SP)/2021/189º


Assinale a alternativa correta sobre alienação fiduciária e propriedade fiduciária, segundo entendimento
dominante e atual do Superior Tribunal de Justiça.
a) O contrato de venda com alienação fiduciária em garantia sobre bens imóveis, independentemente de
seu valor, pode ser celebrado por escritura pública ou instrumento particular com efeitos de escritura
pública.
b) No regime atual da Lei nº 9.514/97, o devedor fiduciante inadimplente será intimado pelo Oficial do
Registro de imóveis a satisfazer a prestação vencida e as que se vencerem, com os encargos da mora, até o
momento da realização do leilão extrajudicial.
c) A alienação fiduciária sobre bens imóveis permite ao devedor fiduciante inadimplente tomar a iniciativa
de pedir a resolução do contrato, com objetivo de obter a restituição de parte das parcelas pagas.
d) O registro imobiliário é constitutivo da propriedade fiduciária sobre bens imóveis, e deve ser precedido
do recolhimento do imposto de transmissão inter vivos.

25. VUNESP - Juiz Estadual (TJ SP)/2017/187º


Na alienação fiduciária em garantia, regida pelo Decreto-lei nº 911/1969,
a) a mora e a busca e apreensão do bem estão condicionadas à prévia notificação do devedor.
b) a mora se configura com o vencimento da obrigação, mas a busca e apreensão do bem está condicionada
à prévia notificação do devedor.
c) a notificação do devedor é facultativa, mas necessária para a preservação de direitos de terceiros.
d) não há necessidade de prévia notificação do devedor para a busca e apreensão do bem, sendo esta
decorrência imediata do inadimplemento.

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26. (VUNESP/TJ-SP/Juiz/2015)
Existindo cláusula resolutiva expressa no contrato de arrendamento mercantil, a constituição em mora do
arrendatário não exige notificação prévia.
( ) Certo
( ) Errado

27. (VUNESP/TJ-SP/Juiz/2015)
Nos contratos bancários,
a) o julgador pode conhecer de ofício a abusividade de cláusulas.
b) os juros moratórios sujeitam-se ao limite de 1% ao mês, caso não se trate de contratos bancários regidos
por legislação específica.
c) os juros remuneratórios superiores a 12% ao ano presumem-se abusivos, cabendo à instituição financeira
demonstrar sua adequação e razoabilidade.
d) a comissão de permanência pode ser cumulada com os juros remuneratórios contratados.

28. (VUNESP/TJ-PA/Juiz/2014)
As operações de arrendamento mercantil subordinam-se ao controle e fiscalização da Comissão de Valores
Mobiliários, segundo normas estabelecidas pelo Conselho Monetário Nacional.
( ) Certo
( ) Errado

29. (VUNESP/TJ-SP/Juiz/2013)
A jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça, em relação ao contrato de arrendamento mercantil, tem,
atualmente, como entendimento sumulado:
a) no contrato de arrendamento mercantil com cláusula resolutiva expressa, é desnecessária a notificação
prévia do arrendatário para constituí-lo em mora.
b) a cobrança antecipada do valor residual garantido (VRG) não descaracteriza o contrato de arrendamento
mercantil.
c) a cobrança antecipada do valor residual (VRG) descaracteriza o contrato de arrendamento mercantil,
transformando-o em compra e venda à prestação.
d) a simples propositura de ação revisional do contrato de arrendamento mercantil inibe a caracterização da
mora do autor.

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FGV

30. FGV - Analista Legislativo (ALERO)/Engenharia Elétrica/2018


Considere o seguinte caso hipotético: João deseja comprar um apartamento vendido por uma construtora.
Como João possuía apenas 50% do valor necessário para a compra do imóvel, optou por dar uma entrada de
50% e financiar o restante do valor através de uma linha de crédito imobiliário disponibilizado por uma
determinada instituição bancária. Nesta modalidade de financiamento, João se compromete a pagar sua
dívida em 120 parcelas mensais, definidas a partir de uma certa taxa de juros. Durante o prazo em que
perdurar a dívida, o apartamento permanece como propriedade temporária do banco, podendo o banco
reavê-lo plenamente, em caso de inadimplência no pagamento das parcelas. Após o pagamento completo
da dívida, a propriedade é transferida de maneira plena a João. A situação em questão é um exemplo de
a) empréstimo bilateral.
b) hipoteca direta.
c) locação prestamista.
d) alienação fiduciária.
e) mútuo discretizado.

31. (FGV/Prefeitura Niterói/Fiscal de Tributos/2015)


Sobre o contrato de arrendamento mercantil, analise as afirmativas a seguir:
I. As operações de arrendamento mercantil somente podem ser realizadas por sociedades anônimas cujo
objeto principal seja a prática de operações de arrendamento mercantil, pelos bancos múltiplos com carteira
de arrendamento mercantil ou por cooperativas de crédito.
II. Considera-se arrendamento mercantil financeiro a modalidade em que o prazo contratual seja inferior a
75% (setenta e cinco por cento) do prazo de vida útil econômica do bem e as despesas de manutenção,
assistência técnica e serviços correlatos à operacionalidade do bem arrendado sejam de responsabilidade da
arrendatária.
III. O contrato de arrendamento mercantil deve ser formalizado por instrumento público ou particular e
conter a forma de pagamento das contraprestações por períodos determinados, não superiores a 1 (um)
semestre, salvo no caso de operações que beneficiem atividades rurais, quando o pagamento pode ser fixado
por períodos não superiores a 1 (um) ano.
IV. No arrendamento mercantil operacional, a manutenção, a assistência técnica e os serviços correlatos à
operacionalidade do bem arrendado são de responsabilidade da arrendadora.
V. Nos contratos de arrendamento mercantil, deve haver previsão de a arrendatária pagar valor residual
garantido (VRG) ao final do primeiro ano da vigência do contrato, não caracterizando o pagamento do VRG
o exercício da opção de compra.
Está correto somente o que se afirma em:
a) II;

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b) III;
c) II e IV;
d) I, III e V;
e) I, IV e V.

32. (FGV/TJ-AM/Juiz/2013)
I - No contrato de alienação fiduciária regido pelo Decreto-Lei n. 911/1969, após apreensão e venda do bem
objeto do contrato, o credor fiduciário não poderá cobrar eventual saldo remanescente em processo
monitório, pois o contrato de alienação fiduciária é considerado um título executivo.
( ) Certo
( ) Errado
II - No contrato de arrendamento mercantil (leasing), caso haja cláusula resolutiva expressa, não será
necessária a notificação prévia do arrendatário para constituí-lo em mora.
( ) Certo
( ) Errado

33. (FGV/SEFAZ-RJ/AFRE/2010)
Com relação à alienação fiduciária em garantia, analise as afirmativas a seguir:
I. Por meio do contrato de alienação fiduciária em garantia, o credor torna-se proprietário do bem alienado
e seu possuidor direto.
II. Não se admite a alienação fiduciária em garantia de bens imóveis.
III. No contrato de alienação fiduciária, não se admite cláusula que autoriza o proprietário fiduciário a ficar
com a coisa alienada em garantia, se a dívida não for paga no vencimento.
Assinale:
a) se nenhuma afirmativa estiver correta.
b) se somente a afirmativa I estiver correta.
c) se somente a afirmativa II estiver correta.
d) se somente a afirmativa III estiver correta.
e) se somente as afirmativas I e III estiverem corretas.

34. (FGV/SEAD-AP/Fiscal de Rendas/2010)


A respeito dos contratos de arrendamento mercantil (leasing) é correto afirmar que:
a) ainda que haja cláusula resolutiva expressa no instrumento contratual, é necessária a notificação prévia
do arrendatário para constituí-lo em mora.

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b) a previsão de cláusula resolutiva expressa no instrumento contratual exclui a necessidade de notificação


do arrendatário para constituí-lo em mora.
c) é nula de pleno direito a cláusula resolutiva expressa.
d) a cláusula que determina a obrigatoriedade da compra do bem pelo arrendatário ao final do prazo
contratual é essencial para configurar contrato como de arrendamento mercantil.
e) apenas pessoas jurídicas podem figurar como partes neste tipo contratual.

35. (FGV/SEFAZ-RJ/Fiscal de Rendas/2009)


A respeito do contrato de arrendamento mercantil, é correto afirmar que:
a) a cobrança antecipada do Valor Residual Garantido (VRG) descaracteriza o contrato de arrendamento
mercantil, transformando-o em compra e venda a prestação.
b) a cobrança antecipada do Valor Residual Garantido (VRG) não descaracteriza o contrato de arrendamento
mercantil.
c) é proibido o pagamento antecipado de Valor Residual Garantido (VRG).
d) o bem objeto do contrato de arrendamento mercantil deve necessariamente ser adquirido pelo
arrendatário.
e) o bem objeto do contrato de arrendamento mercantil deve necessariamente retornar à instituição
financeira.

Demais bancas

36. CONSULPLAN - Notário e Registrador (TJ MG)/Remoção/2017/"2017.1"


Quanto à constituição em mora em contrato de Alienação Fiduciária, regida pelo Decreto-lei nº 911/69, é
correto afirmar:
a) A mora decorrerá do simples vencimento do prazo para pagamento e poderá ser comprovada por carta
registrada com aviso de recebimento, não se exigindo que a assinatura constante do referido aviso seja a do
próprio destinatário.
b) A mora decorrerá do simples vencimento do prazo para pagamento e poderá ser comprovada por carta
registrada com aviso de recebimento, mas se exigindo que a assinatura constante do referido aviso seja a do
próprio destinatário.
c) A mora decorrerá do simples vencimento do prazo para pagamento e deverá ser comprovada por
notificação feita através de Cartório de Títulos e Documentos, estabelecido na Comarca onde mora ou reside
o devedor.
d) A mora decorrerá do simples vencimento do prazo para pagamento e deverá ser comprovada mediante
notificação feita através de Cartório de Títulos e Documentos, de qualquer localidade, desde que o devedor
a receba pessoalmente.

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37. CONSULPLAN - Juiz Estadual (TJ MG)/2018


Com relação aos contratos bancários, é correto afirmar que
a) o arrendamento mercantil é a locação caracterizada pela faculdade conferida ao locatário de, ao seu
término, optar pela compra do bem locado.
b) o contrato de abertura de crédito é contrato unilateral, pelo qual o banco põe determinada quantia de
dinheiro à disposição do cliente, que pagará juros e encargos, independentemente de efetiva utilização dos
recursos.
c) na modalidade de fomento mercantil denominada conventional factoring, a instituição financeira
faturizadora assume a obrigação de prestar serviços de administração do crédito e de financiamento, sem
oferecer o serviço de seguro.
d) o mútuo bancário é um contrato real, que se aperfeiçoa com a celebração do ajuste entre as partes, sendo
possível cobrar do banco mutuante as obrigações contratuais convencionadas, antes da entrega do dinheiro
ao cliente mutuário.

38. (FAURGS/TJ-RS/Notário/2015)
Assinale a alternativa que apresenta afirmação correta a respeito da disciplina sobre a alienação fiduciária
na Lei nº 9.514/97.
a) Com a constituição da propriedade fiduciária, dá-se o desdobramento da posse, tornando-se o fiduciário
possuidor direto e o fiduciante possuidor indireto da coisa imóvel.
b) A alienação fiduciária poderá ser contratada por pessoa física ou jurídica, sendo privativa das entidades
que operam no Sistema de Financiamento Imobiliário.
c) Vencida e não paga a dívida, no todo ou em parte, e constituído em mora o fiduciante, consolida-se a
propriedade do imóvel em nome do fiduciário.
d) Purgada a mora no Registro de Imóveis, resolve-se o contrato de alienação fiduciária.

39. (CONSULPLAN/TJ-MG/Notário/2015)
Nos termos do artigo 3º,do Decreto-Lei 911, de 1º de outubro de 1969, que estabelece normas de processo
sobre alienação fiduciária, e dá outras providências, o proprietário fiduciário ou credor poderá requerer
contra o devedor ou terceiro a busca e apreensão do bem alienado fiduciariamente, desde que comprovada
a mora ou o inadimplemento do devedor. Nos termos do §2º, do artigo 2º, do citado normativo, a mora
decorrerá do simples vencimento do prazo para pagamento e poderá ser comprovada
a) carta registrada com aviso de recebimento, não se exigindo que a assinatura constante do referido aviso
seja a do próprio destinatário
b) somente por citação válida em processo judicial.
c) somente por carta registrada expedida por intermédio de Cartório de Títulos e Documentos, do lugar onde
a obrigação deve ser satisfeita.

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d) somente por carta registrada expedida por intermédio de Cartório de Títulos e Documentos, do lugar onde
tem sede o credor.

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GABARITO

CEBRASPE/CESPE 14. A 26. ERRADA


1. C 15. C 27. B
2. B 16. A 28. ERRADA
3. ERRADA 17. ERRADA, ERRADA, 29. B
4. B CORRETA FGV
5. D 18. B 30. D
6. E 19. ERRADA, ERRADA, 31. B
7. ERRADA ERRADA 32. ERRADA. ERRADA
8. ERRADA, CORRETA 20. ERRADA, ERRADA, 33. D
9. ERRADA, ERRADA, ERRADA 34. A
ERRADA 21. E 35. B
10. CORRETA, ERRADA 22. D Demais bancas
11. E 23. C 36. A
FCC VUNESP 37. A
12. A 24. A 38. C
13. B 25. B 39. A.

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