0% acharam este documento útil (0 voto)
20 visualizações9 páginas

Adesão ao Tratamento em Diabetes Tipo 2

Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
20 visualizações9 páginas

Adesão ao Tratamento em Diabetes Tipo 2

Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

2189

Estudo de fatores associados à adesão ao tratamento não

TEMAS LIVRES FREE THEMES


farmacológico em portadores de diabetes mellitus assistidos
pelo Programa Saúde da Família, Ventosa, Belo Horizonte

A study of factors associated to non-pharmacological treatment


delivered by the Family Health Program in Ventosa,
Belo Horizonte, to carriers of diabetes mellitus

Thaís Silva Assunção 1


Príscila Guedes Santana Ursine 1

Abstract Diabetes Mellitus is turning into one of Resumo O diabetes mellitus vem se tornando um
the main public health problems in Brazil. Many dos principais problemas de saúde pública no Bra-
factors may contribute to the low adherence to sil. Há vários fatores que podem contribuir para a
treatment. The objective of this study was to in- baixa adesão ao tratamento. O objetivo deste estu-
vestigate the association between educational and do foi investigar a associação entre fatores educa-
social-economic factors and factors related to the cionais, demográficos, socioeconômicos, de saúde,
health, the perception of disease, social support percepção da doença, suporte social e adesão ao
and adherence to non-pharmacological treatment tratamento não farmacológico em portadores de
of carriers of diabetes mellitus assisted in the fam- diabetes mellitus assistidos pelo Programa Saúde
ily health program of the Health Center in Ven- da Família do Centro de Saúde Ventosa, em Belo
tosa, Belo Horizonte. Data were collected in in- Horizonte. As informações foram obtidas através
terviews with 164 diabetics who were waiting for de entrevistas com 164 diabéticos que estavam
assistance in the health center. Univariate analy- aguardando o acolhimento do Centro de Saúde.
sis showed significant association between adhe- Na análise univariada, verificou-se associação sig-
sion to the non-pharmacological treatment and nificante entre a adesão ao tratamento não far-
low income; place of residence; knowledge about macológico e baixa renda, local de residência, co-
consequences; motivation with regard to the treat- nhecimento sobre complicações, motivação com o
ment; making part of a diabetics group and orien- tratamento, fazer parte de grupo de diabéticos e
tation received from the nurse and the physio- orientações recebidas pelo enfermeiro e fisiotera-
therapist. Multivariate analysis showed the vari- peuta. Após análise multivariada, as variáveis
ables “ treatment motivation” and “part of some “motivação com o tratamento” e “faz parte de al-
diabetics group”, to be statistically significant as gum grupo de diabético” foram estatisticamente
refers to the total adhesion (p <0,05). The vari- significativas para a adesão total (p<0,05). As va-
ables “knowledge about consequences “ and “ place riáveis “conhecimento sobre as complicações” e
of residence - high risk area” were statistically sig- “local de residência – área de elevado risco” obti-
1
Departamento de
nificant as refers to the total adhesion (p < 0,06), veram limiar de significância estatística em rela-
Fisioterapia, Centro
Universitário de Belo however presenting an inverse relation. ção à adesão total (p= 0,06), apresentando, no en-
Horizonte. Av. Prof. Mário Key words Diabetes mellitus, Treatment adhe- tanto, relação inversa.
Werneck 1685, Estoril.
30455-610 Belo
sion, Family Health Program Palavras-chave Diabetes mellitus, Adesão ao tra-
Horizonte MG. tamento, Programa Saúde da Família
bdthais@[Link]
2190
Assunção, T. S. & Ursine, P. G. S.

Introdução boa supervisão, assim como uma elevada eficá-


cia do tratamento; 2) adesão, fase de transição
O Brasil assiste, desde a década de 1960, a sua entre os cuidados prestados pelos profissionais
transição demográfica e epidemiológica caracteri- de saúde e o autocuidado, no qual, com uma
zada pelo envelhecimento populacional e aumen- vigilância limitada, o doente continua com o seu
to das doenças crônico-degenerativas1. Dentre as tratamento, o que implica uma grande partici-
doenças crônicas mais freqüentes, destaca-se o pação e controle da sua parte; 3) manutenção,
diabetes mellitus (DM), que consiste em uma dis- quando, já sem vigilância (ou vigilância limita-
função metabólica crônica, grave, de evolução lenta da), o doente incorpora o tratamento no seu es-
e progressiva, caracterizada pela falta ou produ- tilo de vida, possuindo um determinado nível de
ção diminuída de insulina e/ou da incapacidade autocontrole sobre os novos comportamentos8.
dessa em exercer adequadamente seus efeitos me- A cronicidade da doença, associada às carac-
tabólicos, levando à hiperglicemia e glicosúria2. terísticas do regime terapêutico e às responsabi-
Um estudo multicêntrico desenvolvido na lidades do doente, pode contribuir para a baixa
população brasileira encontrou uma prevalência adesão vulgarmente encontrada nos diabéticos7.
geral de DM de 7,6% em pessoas de 30 a 69 anos3. Segundo estudo desenvolvido por Assunção et
A alta prevalência associada às complicações crô- al.9, apenas 25% dos pacientes diabéticos que re-
nicas inerentes à doença torna o DM um dos ceberam orientações quanto a prática de ativida-
principais problemas de saúde pública em nosso de física realizaram algum tipo de atividade; e
país, representando alto custo social e grande dos pacientes que receberam orientações quanto
impacto na morbi-mortalidade da população4. à dieta, apenas metade seguiu as recomendações.
Na rede pública de saúde, a porta de entrada Outro estudo realizado por Assunção et al.4 veri-
para o portador de DM é a Unidade Básica de ficou que cerca de 53% dos pacientes relataram
Saúde, que está estruturada de acordo com o ter feito dieta nos últimos quinze dias, 10% não
Programa Saúde da Família (PSF)5. O PSF é uma estavam fazendo nenhum tipo de tratamento e
estratégia que tem como principal propósito re- 26% afirmaram usar apenas medicamento no
organizar a prática da atenção básica à saúde e tratamento da doença.
substituir o modelo tradicional de assistência, O presente estudo teve como objetivo verifi-
priorizando ações de prevenção, promoção e re- car se fatores demográficos, socioeconômicos, de
cuperação da saúde, de forma integral e contí- saúde, percepção da doença e suporte social es-
nua. O atendimento é prestado na unidade bási- tão associados à adesão ao tratamento não far-
ca de saúde ou no domicílio pelos profissionais macológico em portadores de DM assistidos pelo
da saúde que compõem as Equipes de Saúde da PSF-Ventosa, o que poderá auxiliar no planeja-
Família. Esses profissionais e a população acom- mento de estratégias de prevenção e intervenção
panhada criam vínculos de co-responsabilidade, mais adequadas para abranger essa população e
o que facilita a identificação dos problemas de suas peculiaridades.
saúde da comunidade e seu atendimento5.
De acordo com a Sociedade Brasileira de Di-
abetes, o tratamento básico e o controle da do- Materiais e métodos
ença consistem, primordialmente, na utilização
de uma dieta específica baseada na restrição de Local do estudo
alimentos ricos em carboidratos, gorduras e pro-
teínas, atividade física regular e no uso adequado Este estudo foi realizado na área de abran-
de medicação6. Entretanto, a adesão a esse trata- gência do Centro de Saúde Ventosa (CSV), situ-
mento exige comportamentos de alguma com- ado no bairro Jardim América, Distrito Sanitá-
plexidade que devem ser integrados na rotina rio Oeste, em Belo Horizonte (MG), cidade de
diária do portador de DM7. grande porte e que possui atualmente 2.238.526
A adesão ao tratamento em pacientes crôni- habitantes.
cos representa a extensão no qual o comporta- A Secretaria Municipal de Saúde (SMSA-BH),
mento da pessoa coincide com o aconselhamen- órgão da administração direta da Prefeitura
to dado pelo profissional de saúde, contemplan- Municipal de Belo Horizonte, optou pela reorga-
do três estágios: 1) concordância, no qual o indi- nização dos serviços de saúde em base territorial
víduo, inicialmente, concorda com o tratamen- através da definição de nove distritos sanitários
to, seguindo as recomendações dadas pelos pro- (Venda Nova, Barreiro, Leste, Nordeste, Oeste,
fissionais da saúde. Existe, freqüentemente, uma Pampulha, Centro-sul, Noroeste e Norte). Cada
2191

Ciência & Saúde Coletiva, 13(Sup 2):2189-2197, 2008


um dos nove distritos sanitários, que correspon- nador, foi utilizada a estatística Kappa, sendo a
dem às Administrações Regionais da Prefeitura confiabilidade classificada como quase perfeita
de Belo Horizonte, tem definido certo espaço ge- (Kappa= 0,96)
ográfico, populacional e administrativo de sua O questionário semi-estruturado desenvol-
abrangência. vido para este estudo tinha como objetivo obter
informações referentes às características demo-
Amostra gráficas (sexo, idade e local da residência), socio-
econômicas (classe social e renda mensal), de
A população do estudo foi composta por 164 saúde (tipo de diabetes, o tempo de diagnóstico
diabéticos assistidos pelo PSF do Centro de Saú- da doença, uso de medicamento e controle de
de Ventosa. Para o cálculo do tamanho da amos- glicose), percepção da doença (nível de conheci-
tra, usamos a seguinte fórmula10: mento e aceitação da doença, motivação com o
tratamento), suporte social (apoio da família,
N
n= orientações com relação ao diabetes, fazer parte
E 2
(N - 1) + 1 de algum grupo de diabéticos no PSF/ Ventosa) e
Zσ adesão ao tratamento proposto para o DM.
Quanto às características socioeconômicas, a
renda mensal familiar foi registrada como os
Fixando: somatórios das rendas individuais de todas as
pessoas economicamente ativas. A classe social
N = 1663 (tamanho da população de diabéti- foi categorizada em A, B, C, D e E, de acordo com
cos cadastrados ao PSF/Ventosa); a classificação da ABIPEME (Associação Brasi-
E = 0,1453 (margem de erro) leira de Institutos de Pesquisa de Mercado)11.
σ = 1,00(desvio padrão máximo que pode- O local de residência foi categorizado como
mos ter para uma amplitude de 0 a 2); elevado, médio e baixo risco com os critérios do
Z = 1,96 (valor tabelado da distribuição nor- Índice de Vulnerabilidade Social (IVS) utilizado
mal para 95% de confiança) pela SMSA/PBH . O IVS é uma combinação de
Temos que n = 164 diferentes variáveis num indicador que busca re-
As entrevistas foram realizadas no Centro de sumir informações relevantes que traduzem as
Saúde Ventosa com os indivíduos que estavam desigualdades intra-urbanas, apontando áreas
na fila de espera para o acolhimento, sendo in- prioritárias para intervenção e alocação de re-
cluídos no estudo indivíduos portadores de DM cursos, o que favorece a proposição de ações in-
tipo 1 e 2, capazes de se comunicar verbalmente, tersetoriais.
com idade acima de 18 anos e que consentiram Quanto às questões referentes à percepção da
em participar da pesquisa. doença, o nível de conhecimento foi classificado
como nenhum, básico (conhecimento de apenas
Coleta de dados uma forma de tratamento – dieta ou atividade
física ou medicação), moderado (conhecimento de
A coleta de dados foi realizada por três alu- duas formas de tratamento), ou avançado (co-
nos do nono período do curso de Fisioterapia nhecimento dos três formas de tratamento).
do Centro Universitário de Belo Horizonte, os A adesão ao tratamento não farmacológico
quais foram devidamente treinados para a utili- para o DM foi definida por resposta positiva em
zação dos instrumentos propostos. Para tanto, ambas as perguntas relacionadas à realização de
foi realizada uma discussão teórica sobre o tema atividade física regular e controle alimentar. A ade-
de estudo, aplicabilidade de cada item do questi- são parcial foi definida por resposta positiva em
onário e estratégia para a coleta de dados. Fo- uma das perguntas (atividade física regular ou con-
ram realizadas também simulações de situações trole alimentar) e nenhuma adesão foi definida
de campo, nas quais os pesquisadores aplicaram por resposta negativa em ambas as perguntas.
os instrumentos entre si e, em seguida, em seis A aplicação do questionário foi feita no Cen-
pacientes da Clínica-Escola do Uni-BH, porta- tro de Saúde Ventosa, onde os indivíduos eram
dores de DM, para avaliação crítica da compre- abordados e convidados a participarem do estu-
ensão, ordem das questões, identificação de dú- do. Após a assinatura do termo de consentimen-
vidas a respeito de preenchimento e, posterior- to livre e esclarecido pelos participantes, iniciou-
mente, cálculo da confiabilidade inter-examina- se a aplicação do questionário em local reserva-
dor. Para cálculo da confiabilidade inter-exami- do sem a presença de familiares, curiosos ou trân-
2192
Assunção, T. S. & Ursine, P. G. S.

sito de pessoas para que o mesmo não se disper- duos entrevistados adere totalmente (52,44%),
sasse ou ficasse constrangido ao responder as 38,41% aderem parcialmente e 9,15% não aderem.
perguntas e omitisse algum dado. A distribuição das características socioeconô-
micas, demográficas e fatores relativos à saúde
Variáveis do estudo associados à adesão ao tratamento não farmaco-
lógico dos portadores de DM está apresentada na
A variável dependente deste trabalho foi à Tabela 1. Verificou-se associação significante (p<
adesão ao tratamento não farmacológico, defi- 0,20) entre a adesão ao tratamento não farmaco-
nida por resposta positiva em ambas as pergun- lógico e baixa renda (até um salário), local de re-
tas: “Faz algum tipo de atividade física regular?” e sidência (área de elevado risco), controle eventual
“Faz algum tipo de controle alimentar?”. Foi in- de glicose e conhecimento sobre as complicações
vestigada a associação entre a adesão ao trata- do DM relacionadas à visão. As outras variáveis
mento não farmacológico e cinco conjuntos de não apresentaram significância estatística.
variáveis independentes: características socioeco- A Tabela 2 representa a distribuição dos fa-
nômicas (renda mensal e classe social), demo- tores relativos à avaliação subjetiva de saúde e ao
gráficas (sexo, idade e local da residência - área suporte social. As variáveis “motivação com o
de elevado, médio, baixo risco), referentes à saú- tratamento”, “fazer parte de algum grupo de dia-
de (tipo de diabetes, o tempo de diagnóstico da béticos” e “orientações recebidas pelo enfermeiro
doença, uso de medicamento e controle de glico- e fisioterapeuta” apresentaram associação signi-
se), referentes à percepção da doença (nível de ficante com a adesão ao tratamento não farma-
conhecimento e aceitação da doença e suas com- cológico (p<0,20). As outras variáveis não apre-
plicações, motivação do paciente com o trata- sentaram significância estatística.
mento) e referentes ao suporte social (receber Os resultados finais da análise de regressão
apoio da família no controle do DM, receber ori- nominal das variáveis estatisticamente significan-
entações com relação à doença, fazer parte de tes na análise univariada encontram-se nas ta-
algum grupo para diabéticos no PSF/Ventosa). belas 3, 4 e 5. Os fatores que apresentaram asso-

Análise de dados

Foi elaborado um banco de dados utilizando


o programa computacional Microsoft Excel. Após
a tabulação dos dados, esses foram exportados
para o software Minitab for Windows versão 14.
Através desse software, foram realizadas as esta-
tísticas descritivas das variáveis independentes e Tabela 1 . Distribuição das características
variável dependente. socioeconômicas, demográficas e fatores relativos à
saúde associados à adesão ao tratamento não
Em seguida, foi realizada a análise univaria-
farmacológico dos portadores de diabetes mellitus.
da através do teste não paramétrico de Kruskal Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil, 2006.
Wallis. As variáveis estatisticamente significantes
(p< 0,20) na análise univariada e biologicamente Variáveis H p
plausíveis foram examinadas simultaneamente
usando-se a regressão logística nominal para Sexo 0,10 0,746
identificação dos fatores associados à adesão ao Idade 0,76 0,683
Renda mensal (até um salário) 3,42 0,181 *
tratamento não farmacológico dessa população.
Local de residência (elevado risco) 4,50 0,105 *
Classe social 3,02 0,221
Controle eventual da glicose 9,95 0,019 *
Resultados Tipo de diabetes 0,62 0,732
Tempo de diagnóstico 2,11 0,550
Durante o período proposto, 164 indivíduos fo- Toma medicamento 1,56 0,212
ram entrevistados (71,9% do sexo feminino e 28% Se sim, qual 1,56 0,212
do sexo masculino). A maioria tinha idade entre Você sabe das complicações:
60-75 anos (31,7%), com média de 57,7 anos e Sim 0,36 0,547
desvio padrão de 12,9 anos. Amputação 0,43 0,512
Quanto à porcentagem de adesão ao trata- Visão 2,01 0,156 *
mento não farmacológico, a maioria dos indiví- H= Kruskal Wallis;* p<0,20
2193

Ciência & Saúde Coletiva, 13(Sup 2):2189-2197, 2008


ciação com a adesão ao tratamento não farma- quase significância estatística (p<0,06). O conheci-
cológico, após análise multivariada, foram: mo- mento sobre complicações, caso o tratamento não
tivação com o tratamento; fazer parte de algum seja bem feito, está inversamente relacionado com
grupo de diabéticos; conhecimento sobre as com- a adesão total (Odds<1). Pela Odds, podemos di-
plicações relacionadas à amputação e problemas zer que um indivíduo que diz conhecer alguns pro-
na visão e local residência - área de elevado risco. blemas acarretados pelo DM tem uma chance 2,17
A variável “motivação com o tratamento” vezes menor de aderir ao tratamento total se com-
obteve significância estatística (p<0,05) em rela- parado ao tratamento parcial (1/0,46 = 2,17). A
ção à adesão parcial, como mostra a Tabela 3. A resposta dada pelo indivíduo em motivação está
resposta dada pelo indivíduo com motivação está diretamente relacionada à adesão total (Odds >1).
diretamente relacionada à adesão parcial (Odds Pela Odds, podemos dizer que um indivíduo que
>1). Pela Odds, podemos dizer que um indivíduo se diz motivado tem uma chance 3,06 vezes maior
que se diz motivado tem uma chance 6,60 vezes de aderir ao tratamento total que ao parcial.
maior de ser aderente ao tratamento parcial do A variável local de residência – área de elevado
que o indivíduo que não adere. risco apresentou-se como quase significativa à ade-
Apenas a variável “faz parte de algum grupo são total (p=0,96), como mostra a Tabela 5. A
de diabéticos” foi estatisticamente significativa relação é inversa e, portanto, um indivíduo que
para a adesão total (p<0,05), como mostra a Ta- mora em área de elevado risco teria uma chance
bela 4. 1,85 vezes menor de aderir ao tratamento total do
A participação em algum grupo de diabéticos que outro que mora em uma área de menor ris-
está relacionada diretamente com a adesão total co. (1/0,54=1,85)
(Odds>1). Logo podemos dizer que um indivíduo
que diz participar de algum grupo tem uma chan-
ce 5,54 vezes maior de ser aderente ao tratamento Discussão
total do que o indivíduo que adere parcialmente.
As variáveis “conhecimento sobre as complica- Apesar das limitações previstas na utilização de
ções” e “motivação com o tratamento” obtiveram um roteiro de entrevista estruturado, sujeito às

Tabela 2. Distribuição dos fatores relativos à Tabela 3. Resultado da análise multivariada em relação
percepção da doença e ao suporte social associados à à não adesão e adesão parcial. Belo Horizonte, Minas
adesão ao tratamento não farmacológico dos Gerais, Brasil, 2006.
portadores de diabetes mellitus. Belo Horizonte, Variável p Odds Ratio
Minas Gerais, Brasil, 2006.
Motivação para o tratamento 0,003 6,60
Variáveis H p
p<0,05
Você se sente motivado 16,22 0,00 *
Conhecimento sobre a doença 2,24 0,326
Você tem algum problema em 0,08 0,780
aceitar Tabela 4. Resultado da análise multivariada em
Faz parte de algum grupo 16,46 0,000 * relação à adesão parcial e adesão total. Belo
Orientações com relação a diabetes Horizonte, Minas Gerais, Brasil, 2006.
Médico 1,23 0,267 Variáveis p Odds Ratio
Enfermeiro 1,73 0,188 *
Fisioterapeuta 3,73 0,053 * Motivação com o tratamento 0,067 3,06
Relação com a família 0,19 0,660 Fazer parte de algum grupo 0,002 5,54
Família sabe sobre os cuidados 0,00 0,947 de diabéticos
Você sente interesse de sua 0,03 0,874 Conhecimento sobre as 0,063 2,17
família em ajudar complicações
H= Kruskal Wallis;* p<0,20 p<0,05
2194
Assunção, T. S. & Ursine, P. G. S.

Tabela 5. Resultado da análise multivariada em maior tempo livre e, conseqüentemente, uma


relação à não adesão e adesão total. Belo Horizonte, maior disponibilidade de freqüentar os serviços
Minas Gerais, Brasil, 2006. de saúde, aumentando, assim, o acesso aos ser-
Variável p Odds Ratio viços médicos15.
Em relação à variável de desfecho, verificou-se
Local residência - área 0,096 1,85
que a maioria dos indivíduos entrevistados neste
elevado risco
estudo aderiu totalmente ao tratamento não far-
p<0,05
macológico (52,44%). Embora atualmente sejam
vários os estudos que se debruçam sobre a ade-
são, essa continua a ser um problema, estiman-
do-se um nível aproximado de 50% de adesão às
recomendações dos profissionais de saúde16.
A alta taxa de adesão encontrada no presente
distorções e tendenciosidades do informante, bem estudo pode ser explicada pelo fato da maioria
como a possíveis falhas inerentes ao procedimen- dos entrevistados serem participantes de grupos
to de coleta de dados, verifica-se que o instrumento de diabéticos e estarem motivados com o trata-
utilizado ofereceu dados relevantes e coerentes com mento proposto, de acordo com análise multi-
aqueles encontrados na literatura da área. variada.
Os resultados do presente estudo mostra- A relação encontrada entre motivação e ade-
ram uma maior proporção de mulheres porta- são ao tratamento em pacientes diabéticos está
doras de DM, sendo quase três vezes maior que a em acordo com outros estudos que afirmam que
de homens. Araújo et al.12 e Assunção et al.9, em a motivação é uma das estratégias para melho-
estudos transversais com diabéticos atendidos em rar a adesão ao tratamento em pacientes diabéti-
nível primário em Pelotas/ RS, também encon- cos juntamente com a prontidão para a modifi-
traram maior proporção de mulheres diabéticas cação do estilo de vida, aceitação da doença e
(70,6% e 76,1%, respectivamente). Entretanto, em apoio familiar17. Santos et al.18 também preconi-
nosso país, em 1989, foi realizado um Estudo zaram a necessidade da adoção de uma interven-
Multicêntrico, pelo Ministério da Saúde, em nove ção que aumente a motivação dos pacientes, fa-
capitais brasileiras, indicando que a proporção miliares, médicos e das pessoas que convivem
foi semelhante entre homens e mulheres, respec- com os portadores de DM, requisitos fundamen-
tivamente 7,5 e 7,6% 3. tais para um bom controle da doença.
Por ser uma amostra de conveniência, os Para tanto, é importante conhecer os fatores
achados de nosso estudo podem sugerir uma intrínsecos e extrínsecos que podem influenciar a
maior preocupação das mulheres com sua pró- motivação. No caso do DM, os fatores intrínse-
pria saúde e acesso aos serviços. Isso porque, cos são a própria motivação do paciente no con-
desde a perspectiva da divisão sexual do traba- trole da doença. Dentre os fatores extrínsecos,
lho, a tarefa de providenciar assistência médica à podemos destacar a convivência com pessoas
família é vista como atributo feminino, vindo a próximas, pois isso é motivo de extrema satisfa-
aumentar o contato da mulher com o serviço de ção, fazendo com que os encontros freqüentes
saúde e garantindo-lhe acesso facilitado. Golden- para a realização de alguma atividade tornem-se
berg et al.13, avaliando o diabetes auto-referido uma rotina em suas vidas, o que também lhes
no município de São Paulo, verificaram, entre os proporcionará uma ajuda no controle metabó-
pacientes diagnosticados, que as mulheres tam- lico. Neste caso, o apoio e incentivo das pessoas
bém freqüentaram mais os serviços de saúde. próximas são indispensáveis19.
A maior parte dos participantes encontrava- A participação em grupos operativos no PSF
se na faixa etária de 60 a 75 anos (31,7%), o que se favorece o apoio social ao indivíduo portador de
aproxima do observado em outros estudos 9,14. diabetes e a ação integrada da equipe multipro-
No Brasil, observa-se um processo de transição fissional em processos de educação em saúde16.
demográfica e epidemiológica, levando a um au- O apoio social é um processo recíproco, ou
mento do número de idosos e também a um seja, gera efeitos positivos tanto para o sujeito
acréscimo significativo da expectativa de vida da que recebe como também para quem oferece o
população brasileira. Com o processo de enve- apoio. Esse apoio social pode contribuir para uma
lhecimento populacional, ocorre uma ruptura do melhor adesão ao tratamento, uma vez que ofe-
mercado de trabalho, ocasionada pelo advento rece aos integrantes do grupo ajuda emocional,
da aposentadoria. Com isso, o idoso tem um realização de atividades conjuntas, interação so-
2195

Ciência & Saúde Coletiva, 13(Sup 2):2189-2197, 2008


cial, ajuda profissional, dos serviços de saúde e saúde, favorecem o desenvolvimento de atitudes
acesso a novos contatos, levando à interação com pessoais que se associam à mudança no estilo de
pessoas que até então não faziam parte da rede vida22. No entanto, no nosso estudo não foram
social do indivíduo. Os grupos ajudam não só avaliados o conhecimento nem a forma como os
no tratamento propriamente dito, mas também profissionais da saúde passavam a informação a
na parte psicológica, em que o paciente pode co- seus pacientes, sendo esse um dos fatores limi-
locar seus problemas em debate, recebendo res- tantes da pesquisa.
postas e condutas corretas a serem utilizadas, A informação é um fator-chave para que os
além de ouvir outros indivíduos com problemas pacientes possam participar ativamente nas de-
semelhantes ou mesmo opostos e tirar várias cisões acerca da sua saúde23. Para tal, estes neces-
conclusões e experiências de vida, o que torna o sitam de trocar informações com o seu profissio-
tratamento mais dinâmico e completo16. nal de saúde, sobre as quais farão a respectiva
Entende-se por educação em saúde quaisquer integração, compreensão e avaliação. O forneci-
combinações de experiências de aprendizagem mento de informação é um aspecto considerado
delineadas com vistas a facilitar ações voluntári- básico para que a pessoa tome decisões consci-
as conducentes à saúde20. O processo de educa- entes sobre a sua saúde, permitindo que esta en-
ção em saúde consiste, basicamente, em cinco frente as dificuldades e incertezas, e mantenha a
etapas: inicia-se com a escolha adequada de téc- sua máxima autonomia 24.
nicas e estratégias para o processo de aprendiza- Embora a adesão ao tratamento dependa da
do; em seguida, ocorre a absorção da informa- absorção da informação, o conhecimento ou in-
ção que pode ser resultante da internalização dos formação sobre a doença não funciona por si só
conhecimentos adquiridos ou simplesmente da como um preditor da adesão. Um estudo desen-
memorização. A internalização acontece quando volvido por Chan & Molassiotis 25 analisou a re-
o indivíduo é capaz de interpretar a importância lação entre o conhecimento sobre diabetes e ade-
da informação recebida e relacioná-la com sua são e demonstrou a existência de uma grande
vida particular, dos familiares e ou da comuni- distância entre aquilo que é ensinado aos pacien-
dade. Por fim, ocorre a aplicação dessas infor- tes a fazer e aquilo que eles realmente fazem. A
mações, ocorrendo a promoção da saúde, com maioria dos participantes apresentou boas no-
conseqüente mudança no estilo de vida21. tas no conhecimento da doença, mas perderam
Caso haja uma falha em algumas dessas eta- pontos, quando se trata de aplicar esse conheci-
pas, o processo de educação em saúde fica preju- mento nos seus hábitos diários. Esses resultados
dicado. Isso pode explicar a relação inversa en- sugerem que o conhecimento não é garantia úni-
contrada em nosso estudo entre o conhecimento ca para a mudança de comportamentos nos do-
sobre complicações do DM e a adesão total. Os entes diabéticos.
fatores que podem ter contribuído para tal acha- Em relação à condição socioeconômica, este
do podem ser o conhecimento do profissional de estudo demonstrou que os pacientes portadores
saúde a respeito da doença e a estratégia utilizada de DM residentes em área de alto risco tiveram
para passar a informação sobre o tratamento. menor adesão ao tratamento não farmacológi-
O profissional da saúde tem um papel im- co, o que está em acordo com a literatura 26-28.
portante no processo de adesão ao tratamento, Pace et al.26 demonstraram ser a dieta e o fa-
já que atua como agente facilitador e mobiliza- tor financeiro as maiores dificuldades encontra-
dor através da conscientização, mudança de com- das pelos pacientes no tratamento do DM. Nesse
portamento e desenvolvimento da capacidade e estudo, verificou-se que existe uma relação entre
habilidade do indivíduo para o autocuidado, ade- as duas dificuldades, visto que uma melhor ren-
quando seus conhecimentos e experiências à pra- da poderia facilitar a aquisição de alimentos.
tica clínica e à realidade do paciente 22. Para isso, Para que a adesão do diabético ao programa
os profissionais de saúde necessitam de ter um alimentar proposto seja satisfatória, é importante
conhecimento avançado sobre o controle, a pre- considerar seu estilo de vida, rotina de trabalho,
venção e as complicações da doença, sendo res- nível socioeconômico, tipo de diabetes, medica-
ponsáveis por propiciar condições favoráveis ao ção prescrita e hábitos alimentares anteriores ao
processo de aquisição de conhecimentos e possí- DM. A adaptação da dieta aos hábitos alimenta-
veis mudanças comportamentais por parte do res preexistentes, sempre que possível, é a me-
indivíduo diabético. Além disso, o entendimento lhor conduta, pois, além do indivíduo, a família
pelo indivíduo da prática educativa e as interfa- ficará mais integrada ao tratamento. Do ponto
ces estabelecidas entre esta e o profissional de de vista econômico, o uso de alimentos já roti-
2196
Assunção, T. S. & Ursine, P. G. S.

neiros e que sejam adequados oferece maior fle- portador de DM que procura auxílio do Centro
xibilidade na escolha e impede a substituição por de Saúde Ventosa.
outros, às vezes impróprios e mais caros27. Os fatores que apresentaram associação com
Em relação à atividade física, o estudo de Silva a adesão ao tratamento não-farmacológico fo-
& Lima28 mostrou que 78,7% dos participantes ram: motivação com o tratamento, fazer parte
que aderiram à atividade física foram considera- de algum grupo de diabéticos, conhecimento so-
dos em uma condição socioeconômica muito boa. bre as complicações do diabetes e morar em local
Monteiro et al.19 preconizaram também que o de elevado risco.
comportamento sedentário aumenta com a ida- Entende-se que há, ainda, a necessidade de
de e é maior entre aqueles com menor poder aqui- mais estudos que avaliem os possíveis fatores que
sitivo, o que corrobora os nossos resultados. podem influenciar na adesão ao tratamento não-
Uma corrente médica bem antiga defende a farmacológico no DM.
utilização de exercícios físicos como forma de
prevenção, controle e procedimento terapêutico
empregado em inúmeras doenças humanas.
Nesse contexto, é necessário considerar o cotidi-
ano das pessoas, uma vez que as poucas opções
de lazer determinadas por condições socioeco-
nômicas precárias e as estruturas familiares vol-
tadas unicamente para a própria subsistência são
aspectos que limitam a relação entre o indivíduo,
o exercício físico e a saúde19.

Conclusão Colaboradores

Com base nos resultados obtidos com esta in- TS Assunção trabalhou na pesquisa, metodolo-
vestigação, pôde-se concluir que há uma grande gia e redação do artigo e PGS Ursine trabalhou
adesão ao tratamento não-farmacológico no na concepção e redação final do artigo.
2197

Ciência & Saúde Coletiva, 13(Sup 2):2189-2197, 2008


Referências

1. Lopes FAM, Oliveira FA. Fatores de risco para o 16. Braga MRMGCS. Estudo dos conhecimentos e repre-
desenvolvimento do pé diabético em sujeitos aten- sentações de doença associados à adesão terapêutica
didos pelo programa saúde da família (PSF). Patge nos diabéticos tipo 2 [dissertação]. São Paulo (SP):
2004; 9(15):154-166. Instituto de Educação e Psicologia,Universidade do
2. Maia FFR, Araújo LR. Projeto “Diabetes Weekend” Minho; 2003.
Proposta de educação em diabetes mellitus tipo 1. 17. Koenigsberg MR, Bartle TD, Cramer S. Facilitating
Arq Bras Endocrinol Metab 2002; 46(5):550-556. treatment adherence with lifestyle changes in diabe-
3. Malerbi DA, Franco LJ. Multicenter study of the tes. American Family Physician 2004; 69(2):309-324.
prevalence of diabetes mellitus and impaired gluco- 18. Santos ECB, Zanetti ML, Otero LM, Santos MA. O
se tolerance in the urban Brazilian population aged cuidado sob a ótica do paciente diabético e de seu
30-69 years. Diabetes Care 1992; 15 (11):1509-1516. principal cuidador. Rev. Latino- americana Enfer-
4. Assunção MCF, Santos IS, Gigante DP. Atenção magem 2005; 13(3):397-406.
primária em diabetes no Sul do Brasil: Estrutura, 19. Monteiro LH, Gonçalves A, Padovani RC, Neto
processo e resultado. Rev. Saúde Pública 2001; FLJ. Fatores sócio-econômicos e ocupacionais e a
35(1):88-95. prática de atividade física regular: estudo a partir
5. Brasil. Ministério da Saúde. Programa Saúde da de policiais militares em Bauru, São Paulo. Motriz
Família. Informe Técnico 1993. [acessado 2005 abr 1998; 4(2):345-350.
13]. Disponível em: [Link] 20. Candeias NMF. Conceitos de educação e de pro-
6. Brasil Ministério da Saúde. Manual de hipertensão moção em saúde: mudanças individuais e mudan-
arterial e diabetes mellitus. Informe Técnico 2002. ças organizacionais. Rev. Saúde Pública 1997;
[acessado 2005 jun 29]. Disponível em: http:// 31(2):209-213.
[Link] 21. Steven JMD. A Perspective on Educating Physicians
7. Cox DJ, Gonder FL. Major Developments in Beha- for Prevention. Public Health Reports 1982; 97
vioral Diabetes Research. Journal of Consulting and (3):789-798.
Clinical Psychology 1992; 60(4):628-638. 22. Takayanagui AMM, Guimarães FPM. Orientações
8. Soares MC, Ribeiro A, Lima P, Ribeiro J. O efeito do recebidas do serviço de saúde por pacientes para o
fornecimento da informação na ansiedade pós-ope- tratamento do portador de diabetes mellitus tipo 2.
ratória numa população portuguesa de pacientes Rev. Nutr. 2002; 15(1):377-385.
candidatos a cirurgia cardíaca. In: Actas do 2º con- 23. Golin CE, Dimatteo MR, Gelber GL. The Role of
gresso Nacional de Psicologia da Saúde; 1997; Lisboa. Patient Participation in the Doctor Visit. Implicati-
9. Assunção MCF, Santos IS, Costa JS. Avaliação do ons for adherence to diabetes care. Diabetes Care
processo da atenção médica: adequação de paci- 1996; 9(10):1153-1164.
entes com diabetes mellitus. Cad Saúde Pública 2002; 24. Paúl C, Fonseca AM. Psicossociologia da Saúde.
18(1):205-211. Public Health Reports 2001; 12(4):78-90.
10. Morettin LG. Inferência. Estatística básica. São Pau- 25. Chan YM, Molassiotis A. The relationship between
lo: Makron Books; 2000. diabetes knowledge and compliance among Chine-
11. 11. Associação Brasileira de Institutos de Pesquisa se with non-insulin dependent diabetes mellitus in
de Mercado. [acessado 2005 set 05]. Disponível em: Hong Kong. Journal of Advanced Nursing 1999;
[Link] 30(2):431-438.
12. Araújo RB, Santos I, Cavaleti MA, Costa JSD, Béria 26. Pace EA, Nunes DP, Vigo OK. O conhecimento dos
JU. Avaliação do cuidado prestado a pacientes dia- familiares acerca da problemática do portador de
béticos em nível primário. Rev. Saúde Pública 1999; diabetes mellitus. Rev. Latino-Americana de Enfer-
33(2):24-32. magem 2003; 11(2):312-319.
13. Goldenberg P, Franco LJ, Pagliaro H, Silva RS, San- 27. Seyffarth S, Lima PL, Leite CM. Abordagem nutri-
tos CA. Diabetes mellitus auto-referido no municí- cional em diabetes mellitus. Arq Bras Endocrinol
pio de São Paulo: prevalência e desigualdade. Cad Metabol 1999; 8(2):155-160.
Saúde Pública 1996; 12(1):37-45. 28. Silva AC, Lima CW. Efeito benéfico do exercício
14. Khawali C, Andriolo A, Ferreira SRG. Benefícios da físico no controle metabólico do diabetes mellitus
atividade física no perfil lipídico de pacientes com tipo 2 a curto prazo. Arq Bras Endocrinol Metabol
diabetes tipo [Link] Bras Endocrinol Metab 2003; 2002; 46(5):550-556.
47(1):49-54.
15. Patarra NL. Mudanças na dinâmica demográfica.
In: Monteiro CA. Velhos e novos males da saúde no
Brasil: a evolução do país e de suas doenças. São Pau- Aprovado em 08/01/2007
lo: Hucitec; 1995. p.67-80. Versão final apresentada em13/12/2007

Você também pode gostar