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Evolução da Avaliação Educacional

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Sabemos que a avaliação é de fato muito importante para o âmbito

educacional e seu processo de aprendizagem, mas afinal, como ela surgiu? Ao


longo da história houve várias evoluções com relação à avaliação educacional,
que com o passar do tempo teve diversas concepções. Ao longo desse texto,
trabalharei as ideias e conceitos trazidos por Desprebiteris (2007). A ideia
principal aqui é entender como as mudanças de concepções foram ocorrendo
ao longo desse tempo avaliando as funções sociais de seus diversos formatos
e os seus cenários educacionais e sociais em meio as transformações que
definem a avaliação como a conhecemos hoje.

Diz a lenda que ela teve sua origem lá Na Grécia Antiga, através dos
enigmas gregos “enigma de Esfinge”, esses foram os primeiros testes a serem
realizados de forma oral, que logo após progrediu para os exames orais na
China Imperial onde o imperador usava avaliação para promover ou eliminar
seus soldados.

Outra lenda da avaliação é a “lenda de Jepha” Líder do povo gileade te


que resolveu criar uma espécie de teste oral usando de sua sabedoria para
distinguir o seu povo os seus inimigos. Através de constantes ameaças que a
China Imperial sofria viu-se a necessidade da exigência de exames. Segundo
Desprebiteris (2007), “O exame nasceu, então, como instrumento de controle
social, função que perdurou durante muito tempo.” A partir disso, vemos que a
avaliação desde a Grécia antiga até os exames imperiais da China, era usada
como instrumento de controle social e poder para evitar o monopólio de poder
não sendo usada apenas como uma ferramenta educacional mas sendo
também ligada a justiça social e a equidade.

Neste percurso destacam-se as diferentes formas na avaliação, trazidas


por Scriven, ainda na década de 1960. Temos a avaliação somativa e
formativa, enquanto a avaliação formativa ocorria durante todo o processo de
aprendizagem a avaliação somativa era dada apenas no período final desse
processo de aprendizagem. Essas já eram mudanças que direcionava a
avaliação para uma forma mais humanizada que consideraria o
desenvolvimento do aluno como um todo. Também, surgi com Parlett e
Hamilton, uma nova concepção de avaliação, a “Avaliação
Iluminativa/Naturalista”, investiga as práticas educacionais, experiências dos
envolvidos, procedimentos institucionais e gestão, para obter uma visão
completa de todo o contexto educacional. Ela também observa eventos reais,
sem cenários artificiais, e incentiva os avaliadores a discutir os resultados e
promover reflexões entre os participantes.

A avaliação varia em vários níveis desde estimativas amplas de sistemas


educacionais até a avaliação da sala de aula, ou seja, dentro dessa
perspectiva, ela se desenvolve em vários níveis. Que vão desde o nível
internacional, até a sala de aula.

A abordagem internacional vai buscar estabelecer padrões e


comparações entre os países, enquanto a avaliação na sala de aula, focará na
individualidade do aluno e na melhoria do seu processo educacional. Dito isso,
é perceptível que a avaliação é mais do que um mero instrumento de
avaliação, ela é uma ferramenta de poder, permitindo que alunos e educadores
tomem decisões controladas e se engajem ativamente em suas jornadas
educacionais, pois, quando ela fornece informações sobre o progresso,
desempenho e metas, ela se torna uma ferramenta para a “autogestão”
educacional, fazendo com que todos os envolvidos no processo escolar, sejam
ativos no seu processo de ensino-aprendizagem (PRESBITERIS 2007).

Sobre o conceito de “accountability”, nas palavras de Presbiteris (2007),


“Macpherson sugere que se interprete o termo accountability como
“responsabilização”. Sendo assim, é sabido através de Macpherson que, a
responsabilidade das instituições educacionais em relação aos resultados e à
equidade educacional, as questões do individualismo, e mercado,
demonstrando como a avaliação se tornou uma ferramenta crucial para garantir
a qualidade da educação e a equidade educacional. Pensando em nosso
contexto atual, há de fato, uma grande ênfase na prestação de contas, isso me
fez pensar em como os sistemas educacionais precisam encontrar um
equilíbrio entre prestar contas e garantir a equidade e qualidade na educação.
Segundo Presbiteris (2007), a importância de instrumentos bem
elaborados para avaliação em sala de aula, também é de fato extremamente
importante, ou seja, é necessário que se tenha uma avaliação ética. E ela,
que vai garantir que a avaliação seja realizada de forma equitativa, e inclusiva,
respeitando o direitos de todos os indivíduos envolvidos no processo
educacional. Ela se tornar mais que um meio de medir o conhecimento do
aluno, ela mexe com a autoestima, e a saúde física e mental do aluno. Isso me
fez refletir sobre a responsabilidade que os educadores possuem, em garantir
que a avaliação seja justa e equitativa. A autora ainda salienta que, durante o
ensino e aprendizado, é de extrema importância comunicar antecipadamente
aos alunos quais serão os critérios de avaliação, evitar fazer julgamentos
rápidos, não usar palavras que possam criar rótulos ou estereótipos, e permitir
que tenham acesso aos resultados, entre outras práticas. Toda via, na
realidade não é bem isso que acontece. Muitas vezes avaliação ocorre de
forma injusta, sem se preocupar com as individualidades dos alunos, nem
mesmo com sua opiniões.

Hanna Arendt, atribui que a mudança na avaliação como ação, não é


apenas sobre medir conhecimentos, mas o conceito de avaliação como ação, é
refletido na discussão de como tomar medidas para melhorar a educação. Isso
me faz perceber que a avaliação pode ser um catalisador para uma mudança
positiva nos sistemas educacionais, mas, isso dependerá de como a
concepção dela será tratada e de que forma ela será utilizada.

Ao saber que a avaliação não é apenas um processo que pode perturbar


e mexer com nossas emoções de forma negativa penso que se começa a
pesquisar de forma mais aprofundada sobre a avaliação e como posso realizá-
la da maneira correta sinto que posso superar meus estigmas acerca da
avaliação e De meu pensamento que ela só serve para ter dor de cabeça e
fazer com que o aluno prove que aprendeu certos conteúdos que por muitas
vezes estão postos ali naquela avaliação somativa que nem sequer foram
trabalhados. Por vezes passei por situações em que o assunto da prova nem
sequer tinha visto. Isso também me faz refletir sobre o porquê da avaliação
formativa ser tão pouco utilizada talvez tenha raízes na ideia de que a
avaliação tenha que ser um processo em que você ou é reprovado ou é
Aprovado onde seus conhecimentos adquiridos são limitados a uma simples
folha de papel com 10 questões que vão decidir se você passa ou não de ano
ou se você tem ou não conhecimento sobre algo.

Com futura professora pedagoga, ao estudar esse processo histórico de


avaliação compreendi que tem várias formas de se ver interpretar e trabalhar
esse processo avaliativo e que sim eu posso me basear em estudiosos sobre o
assunto para fazer com que meus alunos não tenham a mesma visão e
experiências que tive com relação a esse processo avaliativo e que eu também
possa melhorar consequentemente a relação entre professor e aluno.

Pude perceber também que a prática pedagógica e seu processo


didático estão correlacionados com a educação visto que a avaliação não é
somente para acompanhar o conhecimento mas também envolve várias
aspectos físicos e psicológicos dos estudantes. De fato posso afirmar que
depois dessa leitura a minha visão e opinião sobre avaliação mudaram um
pouco ao compreender melhor o pensamento de que A avaliação não se baseia
apenas em notas mas sim trata-se de um instrumento de poder.

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