UNIVERSIDADE DA REGIÃO DE JOINVILLE - UNIVILLE
Bacharelado em Engenharia de Software (BES)
Estatística para computação
Professora Priscila Ferraz Franczak
Engenheira Ambiental - UNIVILLE
Mestre em Ciência e Engenharia de Materiais - UDESC
Doutora em Ciência e Engenharia de Materiais - UDESC
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1
Plano de Aula
1. Criando gráficos com o R
2. Uso do comando plot( )
3. Histogramas
4. Exercícios
2
1. Criando gráficos com o R
• Na estatística, em especial, o R possibilita
a criação de histogramas, ogivas, boxplots,
curvas de distribuições, regressões e muito
mais.
Conceitos básicos
Os comandos gráficos do R podem ser divididos em
três categorias:
• Comandos de alto nível, que criam gráficos
completos.
• Comandos de baixo nível, que adicionam
informações à algum gráfico já existente.
• Comandos interativos, que permitem que o
usuário interaja com a janela gráfica.
2. Uso do comando plot( )
Um gráfico simples
• O plot( ) é o comando mais simples
para a criação de gráfico no R.
• É possível criar desde simples gráficos de
dispersão até aqueles com imagens de
satélites.
• Em sua forma mais simples, o comando recebe
valores de coordenadas para plotar nas abcissas e
ordenadas:
• O comando plot( ) tem inúmeros
argumentos que permitem personalizar o
gráfico de acordo com a necessidade.
• O argumento type, por exemplo, é usado
para definir como os pontos de
coordenadas descritas pelos valores no
eixo das abcissas e no eixo das
ordenadas (x e y no nosso exemplo) são
desenhados.
Type pode assumir diferentes caracteres,
dentre eles:
• “l” – segmentos de reta são usados para ligar
os pontos;
• “b” – tanto segmentos de retas quanto pontos
são desenhados;
• “o” – o mesmo que o anterior, mas as retas
tocam os pontos;
• “c” – como “b” mas sem os pontos;
• “n” – cria um gráfico vazio, omitindo pontos e
segmentos de reta.
Alterando o padrão dos pontos
• Além do type, outro argumento bastante
utilizado no comando plot( ) é o pch,
que pode ser usado para mudar o padrão
dos pontos.
Exemplo:
Observe o comando e a figura que ele gera:
O padrão dos pontos, representados por
números no argumento pch, são:
Números de 0 a 6 mostram os padrões
básicos;
De 7 a 14 são composições de padrões
obtidos por sobreposição dos padrões
básicos;
E de 15 a 17 são versões sólidas dos
padrões de 0 a 2.
Além dos padrões definidos por números
(desde pch=0 até pch=20), ainda há a
possibilidade de utilizar um caractere
qualquer como padrão dos pontos.
Exemplo:
> plot(x,y,pch="M")
Vários gráficos na mesma janela gráfica
É possível fazer com que o R mostre
diversos gráficos em uma mesma janela
gráfica ao invés de um gráfico em cada
janela.
Para isso, use o comando par( ),
juntamente com o argumento mfrow.
• O primeiro número dentro do c( ) no
argumento mfrow informa o número de divisões
horizontais e o segundo número indica o número
de divisões verticais na janela gráfica.
• Para apresentar várias curvas num único
gráfico, cada uma originada de uma coluna de
uma matriz, use o comando matplot( ).
• Legendas podem ser adicionadas aos gráficos
utilizando o comando legend( ).
Personalizando gráficos
Exemplos:
Vamos criar dois conjuntos de 10 números cada um.
1º gráfico:
2º gráfico:
3. Histogramas
A ideia deste gráfico é categorizar uma
variável quantitativa, dividindo-a em
intervalos ou classes.
Contar quantos valores se encaixam em
cada intervalo e construir um gráfico de
colunas com o resultado.
Ao se interpretar um histograma, deve-se
tentar responder às seguintes questões:
Qual é a forma da distribuição dos dados?
Existe um ponto central bem definido?
Como é a amplitude de variação dos dados?
Existe apenas um pico isolado?
A distribuição é simétrica?
Tipos de histogramas
Histograma simétrico: A frequência de dados é mais
alta no centro e decresce gradualmente à esquerda e à
direita de forma aproximadamente simétrica, em forma
de sino.
Histograma fortemente assimétrico: A
frequência dos dados decresce rapidamente
num dos lados e muito lentamente no outro,
provocando uma assimetria na distribuição
dos valores.
A distribuição dos salários numa empresa é um exemplo
comum de histograma assimétrico: muitas pessoas
ganham pouco e poucas pessoas ganham muito (A). A
situação (B), apesar de mais rara, também pode
acontecer.
A B
Histograma tipo despenhadeiro: O
histograma termina abruptamente em um ou
nos dois lados, dando a impressão de que
faltam dados.
Possivelmente os dados muito pequenos
e/ou muito grandes foram eliminados da
amostra.
Histograma com dois picos: Ocorrem
picos na distribuição e a frequência é baixa
entre os picos.
Possivelmente, os dados se referem a uma
mistura de valores de diferentes populações,
devendo ser avaliados com cuidado.
Se houve mistura dos dados, é melhor
separá-los.
Histograma tipo platô: As classes de valores
centrais apresentam aproximadamente a
mesma frequência.
Essa situação também sugere mistura de
valores de diferentes populações.
Histograma com uma pequena ilha isolada:
Alguns valores isolados têm frequência elevada,
formando uma espécie de ilha.
Também pode ter ocorrido uma mistura de dados.
Histograma tipo serrote: As frequências de
valores se alternam formando vários dentes.
Pode indicar algum problema na obtenção (leitura)
dos dados.
O comando hist( ) produz um histograma dos
dados informados em seu argumento:
Para auxiliar na interpretação do histograma, pode-se
usar:
Observe que a coluna de 2 a 3 do histograma indica que
há oito elementos nessa classe.
Vale frisar, entretanto, que o padrão do comando hist( )
considera intervalos de classes fechados a direita
(right=TRUE), ou seja, o 3 também está incluído na
primeira classe do histograma acima, sendo o intervalo
(2,3].
Então, por que o 2 foi contabilizado se o
intervalo é aberto em 2?
Isso acontece por causa do argumento
[Link], que, por default, é definido como
TRUE.
Isso inclui o primeiro valor do vetor na primeira
classe, quando os intervalos de classes são
fechados a direita e o último quando fechados a
esquerda.
Outro argumento importante é o breaks,
que define os intervalos a serem usados
no eixo das abscissas do histograma.
Personalizando histogramas
O comando que gera histogramas pode ser
manipulado de forma que, ao combinarmos os
argumentos right, [Link] e breaks, entre
outros, podemos gerar histogramas da maneira
que quisermos.
Exemplo:
Suponha um conjunto de dados, coletados por um
professor, que se refere ao tempo gasto (em
minutos) pelos alunos para a resolução de um
problema de álgebra.
25 27 18 16 21 22 21 20 18 23 27 21 19 20 21 16
Construa um histograma do conjunto de dados com
intervalos fechados à esquerda.
25 27 18 16 21 22 21 20 18 23 27 21 19 20 21 16
Dados agrupados sem intervalo de classe
Tempo Frequência
(em minutos)
16 2
18 2
19 1
20 2
21 4
22 1
23 1
25 1
27 2
Como agrupar dados com intervalo
de classe?
Na coluna da esquerda serão representadas as
variáveis em intervalos de classe. Os extremos de uma
classe são denominados limites da classe e são
representador por:
li se for limite inferior da classe i e Li é o limite superior
da classe i. No extrato da tabela abaixo podemos verificar
um exemplo de classe em que o limite inferior é li = 2 e o
limite superior é Li = 6 com frequência de classe fi = 3
xi fi
li ├ Li
2├ 6 (intervalo de classe) 3
46
xi fi
li ├ Li
2├ 6 (intervalo de classe) 3
Fonte: CARELLI, 2017
Fonte: CARELLI, 2017
47
O número "i", de classes
Tempo Frequência
ideal para esse problema (em minutos)
em geral o pesquisador 16 2
decide. Em geral, os 18 2
autores aconselham usar 19 1
o número de classes 20 2
entre 5 e 15. Uma regra 21 4
bastante usada e a regra 22 1
23 1
de STURGES dada por:
25 1
27 2
i = 1 + 3,3log(n)
i = 1 + 3,3log(16) n = número de amostras
i = 4,97
i = 5 classes
48
A amplitude da amostra é dada
pela diferença entre o maior e o Tempo Frequência
menor valor das variáveis da (em minutos)
amostra. 16 2
18 2
Ht = (maior xi) – (menor xi)
19 1
Ht = (27) – (16)
Ht = 11 20 2
21 4
Para saber o intervalo de classe 22 1
hi dividimos a amplitude total da 23 1
distribuição Ht pelo número i de 25 1
classes.
𝐻 27 2
ℎ𝑖 = 𝑡
𝑖
11
ℎ𝑖 = Onde hi = Li - li
5
ℎ𝑖 = 2,2
ℎ𝑖 = 2
Tempo Frequência ℎ𝑖 = 2
(em minutos)
16 2
Tempo Frequência
18 2 (em minutos)
19 1 16 ├ 18 2
20 2 18 ├ 20 3
21 4 20 ├ 22 6
22 1 22 ├ 24 2
23 1 24 ├ 26 1
26 ├ 28 2
25 1
Soma 16
27 2
Soma 16
𝑁𝑎 𝑣𝑒𝑟𝑑𝑎𝑑𝑒 𝑡𝑒𝑛ℎ𝑜 6 𝑐𝑙𝑎𝑠𝑠𝑒𝑠, 𝑒𝑛𝑡ã𝑜 𝑡𝑒𝑟𝑒𝑖 6 𝑐𝑜𝑙𝑢𝑛𝑎𝑠 𝑛𝑜 ℎ𝑖𝑠𝑡𝑜𝑔𝑟𝑎𝑚𝑎
Voltando ao Exemplo:
Suponha um conjunto de dados, coletados por um
professor, que se refere ao tempo gasto (em minutos)
pelos alunos para a resolução de um problema de
álgebra.
25 27 18 16 21 22 21 20 18 23 27 21 19 20 21 16
Construa um histograma do conjunto de dados com
intervalos fechados à esquerda.
Tempo Frequência
(em minutos)
16 ├ 18 2
18 ├ 20 3
20 ├ 22 6
22 ├ 24 2
24 ├ 26 1
26 ├ 28 2
Soma 16
Caso você não informe o número de
colunas, ele distribui as colunas de
acordo com os dados.
Para alterar os limites dos eixos é só
determinar os valores através dos
comandos:
ylim = c(0,10)
xlim = c(130,170)
Para ver nomes de cores possíveis, digite
colors( ) no prompt do Rstudio e veja as
possibilidades.
4. Exercícios