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Governança Corporativa: Teorias e Práticas

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Ana Letícia Farias Garcia

Matrícula: 20214170167

Elabore um resumo de no máximo 500 palavras por cada um dos capítulos indicados.

Capítulo 5 - TEORIAS E TEMAS RELACIONADOS COM A GOVERNANÇA CORPORATIVA

O desenvolvimento das primeiras companhias, como a Rússia Company (1555), a East India
Company (1600) e a Companhia da Índia Oriental Holandesa (1602), esteve ligado à
exploração e colonização, fortemente associado ao comércio escravagista e interesses
coloniais. A sociedade anônima foi regulamentada em 1807 pelo Código Comercial Francês,
que introduziu a expressão “sociedades anônimas”. No Brasil, essa estrutura foi consolidada
com marcos legais como o Decreto nº 434/1891 e a Lei nº 6.404/1976, atualizada pela Lei nº
14.195/2021. O termo “governança” origina-se do grego e do latim, referindo-se à direção
de organizações. Governança corporativa, introduzida na década de 1980, aborda a gestão
das sociedades anônimas e as relações entre acionistas e gestores, evidenciando a Teoria da
Agência, que analisa os conflitos de interesse entre esses grupos. A Teoria da Firma,
proposta por Ronald Coase, e a Teoria dos Contratos também são essenciais para entender
as dinâmicas internas das empresas. A assimetria informacional é um desafio constante, e os
contratos são instrumentos cruciais para alinhar interesses e minimizar conflitos. A Teoria da
Agência evidencia que a separação entre propriedade e controle nas empresas gera custos
de agência, levando à necessidade de mecanismos de monitoramento e incentivos para
alinhar os interesses dos gestores e acionistas. A gestão de pessoas e a governança
corporativa são fundamentais para garantir que os objetivos organizacionais sejam atingidos
de forma harmônica. Em suma, as empresas modernas enfrentam desafios complexos
relacionados à governança, e a busca por um equilíbrio entre os interesses dos diversos
stakeholders é essencial para a sustentabilidade e o sucesso a longo prazo.
Capítulo 6 - CONCEITOS DA GOVERNANÇA CORPORATIVA

A governança corporativa refere-se a um conjunto de práticas voltadas à otimização do


desempenho das organizações, protegendo os interesses de investidores, empregados e
credores, e facilitando o acesso ao capital. Elementos como "Reputação, Confiança, Pessoas
e Ética" são considerados ativos essenciais para o desenvolvimento organizacional. Diversas
definições de governança corporativa apresentam coesão em seus conceitos, princípios e
práticas. O Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC) define a governança como
um sistema de diretrizes que envolve a relação entre sócios, conselhos e partes interessadas.
A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) destaca a estrutura
de direitos e responsabilidades dos participantes na tomada de decisões corporativas.
Outros autores, como o Cadbury Committee, enfatizam a estrutura de poder que rege as
companhias. Além disso, a governança corporativa é vista como um conjunto de
mecanismos que visa maximizar o valor a longo prazo da empresa e garantir a mediação das
relações de poder entre acionistas e gestores. A adoção de boas práticas traz benefícios
como a melhoria da imagem institucional, valorização das ações e redução do custo de
capital. Contudo, a governança enfrenta desafios relacionados à assimetria informacional e
conflitos de interesse. Para mitigar esses problemas, é fundamental a implementação de
princípios de transparência, equidade e prestação de contas, que buscam reduzir a
assimetria informacional e tratar todos os investidores de maneira equitativa. Em uma
perspectiva mais ampla, a governança corporativa deve ser entendida em quatro
agrupamentos conceituais: como guardiã dos direitos das partes interessadas, um sistema
de relações, uma estrutura de poder e um sistema normativo. A prática de governança deve
alinhar os interesses de todos os stakeholders e preservar a ética nos negócios. O
fortalecimento do conselho de administração e a transparência na divulgação de
informações são ações recomendadas para aprimorar a governança. A classificação de
padrões de governança varia entre as organizações, podendo ser dividida em Shareholder e
Stakeholder, com subcategorias que consideram a maximização dos resultados financeiros e
a responsabilidade social e ambiental. A governança deve ser orientada por um sistema de
gestão que assegure a proteção dos direitos dos acionistas e a maximização do desempenho
organizacional. Assim, a governança corporativa é um campo complexo e multifacetado que
envolve a inter-relação de princípios éticos, estruturas de poder, e práticas de gestão que
buscam equilibrar interesses diversos. A implementação de um sistema eficaz de governança
é fundamental para a sustentabilidade e o sucesso das organizações no mercado
contemporâneo.

Capítulo 7 - OBJETIVOS, ESTRUTURA, BENEFÍCIOS E PRINCÍPIOS BÁSICOS DA GOVERNANÇA


CORPORATIVA

Os objetivos centrais da governança corporativa, conforme Silva (2016), incluem aumentar o


valor econômico das organizações, melhorar seu desempenho, facilitar o acesso a capital a
custos reduzidos, promover a longevidade e a sustentabilidade (EESG), monitorar a conduta
ética e o alinhamento de interesses, incentivar a diversidade nos conselhos, e preservar os
valores e a integridade corporativa. Uma estrutura de governança bem definida proporciona
vantagem competitiva, ajudando as empresas a enfrentar desafios complexos, otimizar sua
estrutura de capital, promover inovações e identificar oportunidades de mercado.
A regulamentação do sistema de governança corporativa envolve a relação com partes
interessadas e o meio ambiente. O Código das Melhores Práticas de Governança Corporativa
do IBGC (2015) é dividido em cinco capítulos: Sócios, Conselho de Administração, Diretoria,
Órgãos de Fiscalização e Controle, e Conduta e Conflito de Interesses. O controle de uma
organização pode ser classificado em três tipos: definido, difuso e pulverizado, com cada um
exigindo formas distintas de governança. Os princípios básicos da governança, que são
aplicáveis a instituições públicas e privadas, promovem um clima de confiança. Esses
princípios incluem a transparência, que visa disponibilizar informações relevantes; a
equidade, que assegura tratamento justo a todos os sócios e partes interessadas; a
prestação de contas, que requer responsabilidade nas ações dos agentes de governança; e a
responsabilidade corporativa, que envolve a viabilidade econômico-financeira e a redução
de externalidades negativas. As organizações devem seguir um código de conduta que inclua
responsabilidades sociais e ambientais, refletindo sua cultura, valores e práticas éticas. Os
princípios de governança corporativa também se correlacionam com os princípios gerais da
administração pública, como legalidade, impessoalidade, publicidade e eficiência. Os
princípios globais de governança corporativa, segundo a OCDE, abrangem transparência,
prestação de contas, avaliação de desempenho, contrapesos no processo decisório,
sustentabilidade, e comportamento ético das lideranças. Os benefícios internos da
governança corporativa incluem aprimoramento da gestão, estruturação das relações entre
acionistas e executivos, e maior transparência com stakeholders. As razões para a
implementação de boas práticas de governança incluem a promoção de inovação, segurança
na tomada de decisões, adaptação ao cenário econômico global, e a prevenção de fraudes e
abusos de poder. Assim, a governança corporativa desempenha um papel crucial na
sustentabilidade e no sucesso das organizações, refletindo a necessidade de práticas que
assegurem a confiança e a integridade no ambiente empresarial.

Capítulo 22 - GESTÃO DE RISCOS

De acordo com o Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC, 2017), o risco é a


probabilidade de perda em relação a resultados esperados, abrangendo incertezas que
podem levar a desvios positivos (oportunidades) ou negativos (ameaças). O gerenciamento
corporativo de riscos é essencial e deve ser integrado ao planejamento estratégico,
envolvendo processos contínuos e estruturados para identificar e responder a eventos que
possam afetar os objetivos organizacionais. A gestão de riscos (GR) desempenha um papel
crucial na tomada de decisões empresariais, proteção de ativos e criação de valor. As
organizações enfrentam diversos riscos, incluindo operacionais, financeiros, regulatórios,
tecnológicos e ambientais, que precisam ser geridos para subsidiar decisões administrativas.
A norma ISO 31000 estabelece diretrizes para o gerenciamento de riscos, visando garantir
que os riscos sejam efetivamente geridos em diferentes contextos organizacionais. Embora
existam modelos como a ISO 31000 e o ERM (COSO), não há uma abordagem única para a
gestão de riscos, que deve ser adaptada à cultura e complexidade de cada organização. Para
implementar uma gestão eficaz, as empresas devem seguir etapas como identificação,
avaliação e monitoramento dos riscos, além da preparação de relatórios periódicos. As
reflexões do conselho de administração e da diretoria executiva são fundamentais para a
gestão de riscos, abordando questões como oportunidades, ameaças e a cultura de riscos na
organização. O compliance é vital para garantir a conformidade com princípios e normas,
refletindo a importância da transparência e da comunicação eficaz dos riscos envolvidos nas
atividades empresariais. A pesquisa da KPMG (2017) sobre estruturas de governança revela
que muitas empresas, mesmo aquelas listadas no Novo Mercado, apresentam deficiências
na comunicação e na prática de gerenciamento de riscos, com apenas 12% utilizando
práticas adequadas. A transparência é essencial para promover um relacionamento saudável
entre a corporação e a sociedade. O conceito de "Cisne Negro", introduzido por Nassim
Taleb, refere-se a eventos raros com grandes impactos, enfatizando a importância de
identificar vulnerabilidades e rever processos. A gestão de riscos deve incluir a consideração
de eventos inesperados que podem alterar significativamente a trajetória de uma
organização. A definição de apetite de risco, especialmente em relação a fatores ESG
(Ambientais, Sociais e de Governança), está se tornando cada vez mais relevante. Para isso, é
necessário envolver uma equipe diversificada e elaborar declarações que reflitam os
objetivos estratégicos da empresa.

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