Espanha
Visão geral1
Espanha (em castelhano: España [esˈpaɲa], oficialmente Reino da/de Espanha (em castelhano: Reino
de España), é um país situado na Europa meridional, na Península Ibérica. O seu território principal
é delimitado a sul e a leste pelo Mar Mediterrâneo, com exceção a uma pequena fronteira com o
território britânico ultramarino de Gibraltar; ao norte pela França, Andorra e pelo Golfo da Biscaia e
ao noroeste e oeste pelo Oceano Atlântico e por Portugal.
O território espanhol inclui ainda as Ilhas Baleares, no Mediterrâneo, as Ilhas Canárias, no Oceano
Atlântico, próximas da costa africana e duas cidades autônomas no norte de África, Ceuta e Melilla,
que fazem fronteira com o Marrocos. Com uma área de 504 030 km², a Espanha é, depois da França,
o segundo maior país da Europa Ocidental e da União Europeia.
Devido à sua localização, o território da Espanha foi sujeito a muitas influências externas, muitas
vezes simultaneamente, desde os tempos pré-históricos até quando a Espanha se tornou um país. Por
outro lado, o próprio país foi uma importante fonte de influência para outras regiões, principalmente
durante a Era Moderna, quando se tornou um império mundial que deixou como legado mais de 400
milhões de falantes do espanhol espalhados pelo mundo.
A Espanha é uma democracia organizada sob a forma de um governo parlamentar sob uma monarquia
constitucional. É um país desenvolvido com o 14º PIB nominal mais elevado do mundo e elevado
padrão de vida (a Espanha possui o 27º melhor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do
mundo). É um membro das Organização das Nações Unidas (ONU), da União Europeia (UE), da
Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), da Organização para a Cooperação e
Desenvolvimento Económico (OCDE) e da Organização Mundial do Comércio (OMC).
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Demografia:
Em 2021, a população de Espanha é oficialmente de 47 milhões de pessoas, conforme registado pelo
Padrón municipal. A densidade populacional do país, em 91 hab./km², é menor do que a da maioria
dos países da Europa Ocidental e sua distribuição através do país é bastante desigual. Com exceção
da região do entorno da capital, Madrid, as áreas mais povoadas ficam em torno da costa. A população
da Espanha mais que dobrou desde 1900, quando se situava em 18,6 milhões, principalmente devido
ao espetacular crescimento demográfico vivido pelo país na década de 1960 e início de 1970.
Os espanhóis nativos compõem 88% da população total da Espanha. Depois da taxa de natalidade ter
caído na década de 1980, a taxa de crescimento populacional da Espanha diminuiu, mas a população
novamente cresceu baseada inicialmente no regresso de muitos espanhóis que emigraram para outros
países europeus durante os anos 1970 e, mais recentemente, alimentada por um grande número de
imigrantes que constituem 12% da população. Os imigrantes são originários principalmente na
América Latina (39%), Norte da África (16%), Europa Oriental (15%) e África subsaariana (4%). Em
2005, a Espanha instituiu um programa de anistia de três meses através do qual foi concedida
residência legal à imigrantes ilegais.
Em 2008, o país concedeu a cidadania a 84 170 pessoas, principalmente para pessoas vindas do
Equador, Colômbia e Marrocos. Uma parte considerável dos residentes estrangeiros na Espanha
também vêm de outros países da Europa Ocidental e Central. Estes são em sua maioria britânicos,
franceses, alemães, holandeses e noruegueses. Eles residem principalmente na costa do Mediterrâneo
e nas ilhas Baleares para viver a sua reforma.
Populações substanciais descendentes de colonos espanhóis e imigrantes existem em outras partes do
mundo, com destaque para a América Latina. Começando no final do século XV, um grande número
de colonos ibéricos estabeleceu-se no que se tornou a América Latina e no momento a maior parte
dos latino-americanos brancos (que representam cerca de um terço da população da América Latina)
são de origem espanhola ou portuguesa. No século XVI, estima-se que 240 000 espanhóis emigraram,
principalmente para Peru e México. A eles se juntaram 450.000 que emigraram no século seguinte.
Entre 1846 e 1932 estima-se que cerca de 5 milhões de espanhóis emigraram para a América,
especialmente para Argentina, Brasil e Cuba Cerca de dois milhões de espanhóis migraram para
outros países da Europa Ocidental entre 1960 e 1975. Durante o mesmo período, cerca de 300 000
foram para a América Latina.
Imigração e migração
Os movimentos migratórios, tanto internos quanto externos, foram determinantes na composição
demográfica moderna da Espanha. Entre o final do século XIX e início do século XX, houve uma
significativa corrente imigratória da Espanha para países ibero-americanos. Entre os principais
destinos estavam Cuba, Argentina e Brasil. A densidade populacional da Espanha é menor que a da
maioria dos países europeus. As populações rurais estão a deslocar-se para as cidades. Nos últimos
anos, o número de imigrantes que vivem na Espanha aumentou em 950.994 pessoas, um 16,14%.
Além disso, o 9° país com maior percentagem de imigrantes dentro da UE, abaixo de países como
Luxemburgo, Irlanda, Áustria e Alemanha.
Idiomas
Os idiomas de Espanha
• Espanhol oficial; falado em todo o país
• Catalão/Valenciano, cooficial na Comunidade Valência, Catalunha e Ilhas Baleares
• Basco, cooficial no País Basco e Navarra
• Galego, cooficial em Galícia
• Aranês, cooficial na Catalunha (dialeto do Occitano)
• Asturiano, não oficial.
• Aragonês, não oficial
• Leonês, não oficial
• Estremenho, não oficial
A Espanha é abertamente um país multilingue. O idioma oficial e o mais falado no conjunto da
Espanha, por 98.9% da população, é o espanhol, língua materna de 89% dos espanhóis, que pode
receber a denominação alternativa, e até mais comum de castelhano. A estimativa do número de
falantes em todo o mundo vai desde os 450 aos 500 milhões de pessoas, sendo a segunda língua
materna mais falada depois do chinês. Há previsões que se torne a segunda língua de comunicação
internacional depois do inglês no futuro, e, após este, é a segunda língua mais estudada.
Além disso, falam-se outras línguas que podem ser oficiais em suas comunidades, de acordo com a
Constituição e os Estatutos de Autonomia de cada Comunidade Autônoma. Ordenadas por número
de falantes, estas línguas são:
• Catalão (entre 9% e 17% da população), oficial na Catalunha e nas Ilhas Baleares. Oficialmente,
denomina-se valenciano na Comunidade Valenciana, onde também é oficial.
• Galego (entre 5% e 7% da população), oficial na Galiza. É falado também em algumas zonas das
províncias de Astúrias, Leão e Zamora, nestes territórios sem estatuto de oficialidade.
• Basco (1% da população), oficial no País Basco e terço norte de Navarra, onde se denomina
estatutariamente "Euskera". É falado também na chamada zona mista de Navarra (onde o basco,
sem ser oficial, tem certo reconhecimento) e de forma muito residual no resto de Navarra (sul).
Também se falam uma série de línguas ou dialetos românicos que não tem estatuto de língua oficial:
o asturiano, falado nas Astúrias (chamado Bable), Leão, Zamora (chamado "leonês"), Salamanca e
Estremadura (chamado "estremenho") e o aragonês no norte de Huesca.
O aranês, variante do occitano, é considerado co-oficial na Catalunha, onde é falado nos municípios
do Vale de Arão (Lérida).
Governo e política
Espanha é uma monarquia parlamentar, com um monarca hereditário que exerce como Chefe de
Estado – o Rei de Espanha, e um parlamento bicameral, formado pelas Cortes Generales (Congreso
e Senado). O poder executivo é formado por um Conselho de Ministros presidido pelo Presidente do
Governo, que exerce como Chefe de Governo, e o poder judicial está formado pelo conjunto de
Juizados e Tribunais, integrado por Juízes e Magistrados, que têm a potestade de administrar justiça
em nome do Rei. O poder legislativo se estabelece nas Cortes Gerais, que é o órgão supremo de
representação do povo espanhol. As Cortes Gerais são compostas de uma câmara baixa, o Congresso
dos Deputados, e uma câmara alta, o Senado.
O Congresso dos Deputados é formado por 350 membros eleitos por votação popular, em listas
fechadas e através de representação proporcional mediante circunscrições provinciais, para servir em
legislaturas de quatro anos. O sistema não é absolutamente proporcional, já que existe um número
mínimo de cadeiras (Escaños) por circunscrição (3) e se usa um sistema proporcional levemente
corrigido para favorecer as listas majoritárias (o Sistema d’Hondt).
O Senado possui 259 membros, dos quais 208 são eleitos diretamente mediante voto popular, por
circunscrições provinciais, em cada uma das quais se elegem 4 senadores, seguindo um sistema
majoritário (3 para a lista majoritária, 1 para a seguinte), exceto nas Ilhas Baleares e nas Ilhas
Canárias, onde cada circunscrição é uma ilha. Os outros 51 são designados pelos órgãos regionais
para servir, também, por períodos de quatro anos.
Para o Congresso não se vota no candidato, mas sim no partido, que já tem listas provinciais
predefinidas. À medida que cada partido recebe seus votos, os integrantes da lista vão sendo eleitos.
Chefia do estado.
Atualmente, o Chefe do estado é o Rei Felipe Juan Pablo Alfonso de Todos los Santos de Borbón y
Grecia que reina com o nome de Felipe VI.
No dia 2 de junho de 2014, o rei Juan Carlos I renunciou a favor do seu filho, Felipe de Borbón, foi
a primeira vez em mais de 50 anos que um rei abdica do trono em Espanha.
As funções do Rei de Espanha são:
1- Funções representativas e simbólicas. Representação do estado no estrangeiro e símbolo da
unidade nacional.
2- Funções arbitrais e moderadoras. Sancionar leis estatais.
3- Funções mediadoras. Obrigação de estar informado dos acontecimentos do país. Obrigação de
escutar, aconselhar e receber os membros de todos os estamentos.
É comummente dito que «O Rei reina, mas não governa» Todas as decisões do Rei são feitas através
das cortes e do Presidente do Governo.
Missões diplomáticas da Espanha
O único litígio internacional diz respeito ao município de Olivença. Português desde 1297, o
município de Olivença foi cedido à Espanha no âmbito do Tratado de Badajoz, em 1801, após a
Guerra das Laranjas. Portugal alegou que lhe pertencia, em 1815, no âmbito do Tratado de Viena. No
entanto, as relações diplomáticas bilaterais entre os dois países vizinhos são cordiais, bem como no
âmbito da União Europeia.
O Tratado de Alcanizes, de 1297, estabelecia Olivença como parte de Portugal. Em 1801, através do
Tratado de Badajoz, denunciado em 1808 por Portugal, o território foi anexado a Espanha. Em 1817
a Espanha reconheceu a soberania portuguesa subscrevendo o Congresso de Viena de 1815,
comprometendo-se à retrocessão do território o mais prontamente possível.
As forças armadas da Espanha são conhecidas como as Forças Armadas Espanholas (em espanhol:
Fuerzas Armadas Españolas). Seu comandante-em-chefe é o rei da Espanha, Felipe VI.
Subdivisões territoriais
Espanha é dividida territorialmente em
1. Estado
[Link] autônomas
[Link]íncias
[Link].Comarcas
[Link].[Link]ípios
Desde a Constituição de 1978 que a Espanha está dividida em 17 Comunidades Autônomas e duas
cidades autônomas de (Ceuta e Melilla).
Lista das comunidades e cidades autônomas:
• Andaluzia (Andalucía) (capital: Sevilha) • Principado das Astúrias (capital: Oviedo)
• Aragão (Aragón) (capital: Saragoça) • Ilhas Baleares (capital: Palma de Maiorca)
• País Basco (capital: Vitória-Gasteiz) • Galiza (capital: Santiago de Compostela)
• Ilhas Canárias (capitais das províncias): • Comunidade de Madrid (capital: Madrid)
• (Las Palmas de Gran Canaria e Santa Cruz • Melilha (cidade autônoma)
de Tenerife) • Região de Múrcia (capital: Múrcia)
• Cantábria (capital: Santander) • Comunidade Foral de Navarra (capital:
• Castela-La Mancha (capital: Toledo) Pamplona)
• Castela e Leão (capital: Valladolid) • La Rioja (capital: Logronho)
• Catalunha (capital: Barcelona) • Comunidade Valenciana (capital:
• Ceuta (cidade autônoma) Valência)
• Estremadura (capital: Mérida)
Estado das Autonomias
A Espanha é na atualidade o que se denomina um "Estado de Autonomias", um país formalmente
unitário, mas que funciona como uma federação descentralizada de comunidades autônomas, cada
uma delas com diferentes níveis de autonomia. As diferenças dentro deste sistema são provocadas
pelo processo de transferência de responsabilidades do governo central para as regiões foi pensado
em um princípio como um processo que garantisse um maior grau de autonomia somente àquelas
comunidades que buscavam um tipo de relação mais federalista com o resto da Espanha (as chamadas
comunidades autônomas de regime especial: Andaluzia, Catalunha, Galiza, Navarra e País Basco).
Por outro lado, o resto de comunidades autônomas (comunidades autônomas de regime comum) teria
uma menor autonomia. Porém, estava previsto que ao longo dos anos, estas comunidades fossem
adquirindo gradativamente maior autonomia.
Hoje em dia, a Espanha está considerada como um dos países europeus mais descentralizados, pois
todos os seus diferentes territórios administram de forma local os seus sistemas de saúde e educativos,
assim como alguns aspetos do orçamento público; alguns deles, como o País Basco e Navarra,
administram o seu orçamento sem praticamente contar, excetuado em alguns aspetos, com a
supervisão do governo central espanhol.
A Pandemia do COVID-19 e a situação de necessidade de uma liderança na tomada de decisões
mudou todo o panorama político, sendo este agora incerto e fez renascer a discussão entre a vantagem
de ter um estado unitário centralizado ou dar mais poderes as autonomias.
Movimentos separatistas
Existem em Espanha diversos movimentos políticos de posição separatista, ligados a nacionalismos
periféricos, como o nacionalismo basco, o nacionalismo galego, ou o nacionalismo catalão, que
reclamam a independência da Espanha dos territórios em que são ativos. Estes movimentos
acontecem maioritariamente na Catalunha, Galiza, Navarra e no País Basco, onde existem partidos
explicitamente separatistas como a Bloque Nacionalista Galego (BNG), Esquerra Republicana da
Catalunya ou Bildu (Euskadi) , assim como os seguidores da chamada esquerda abertzale que não se
desvinculam da já desaparecida ETA. Por outro lado, partidos como o, Partido Nacionalista Basco
(PNV) e Catalunya en comú (com ligação a Podemos) oscilam entre posturas autonomistas e
abertamente separatistas.
Os movimentos independentistas têm uma alta participação na atualidade política no estado espanhol.
A declaração do fim da luta armada e a entrega das armas do grupo terrorista ETA e os movimentos
a favor de um referendo vinculativo para o povo catalão decidir o seu futuro, são movimentos que
marcam a atualidade espanhola.
Movimentos sociais
Espanha, embora já estabelecidos, vive atualmente uma grande crise de identidade política que se
reflete no surgimento de partidos como Podemos que junta no seu partido partidos mais pequenos nas
diferentes cidades (en comú podem, Marea, Compromís, entre outros). Algumas das câmaras mais
importantes como Madrid o Barcelona foram ganhas por estes partidos nas últimas eleições à Câmara,
mas foram recuperados pelos partidos mais “tradicionais” como PP ou PSOE. Atualmente, Espanha
está a viver o retorno ao bipartidismo. Partidos que surgiram com as protestas do 15M, estão a ver o
seu poder muito diminuído.
Recentemente (tal como aconteceu em toda a Europa) a estrema direita conseguiu um papel muito
importante com o partido VOX que é considerado atualmente a terceira força política.
Isto mudou completamente a ideia da Espanha bipartidistas (PP-PSOE) e a mudou para uma Espanha
com quatro grandes partidos (PP, PSOE, VOX e Podemos2) o que dificulta muito que haja maiorias
absolutas para formar um governo estável sem passar por negociações com o resto de partidos. Para
agravar a situação de grandes partidos, como foi referido, juntou-se recentemente VOX, um partido
considerado por muitos de Extrema direita e que faz lembrar no seu discurso à Guerra Civil. Todavia,
este partido obteve 55 lugares no Congresso o que lhe deu muita força e poder para propor leis. No
outro lado negativo, estava Ciudadanos que perdeu muitos deputados, ficando atualmente sem
qualquer diputado (lugares no parlamento). O resultado de VOX é facilmente explicado pelo
agravamento do chamado problema catalão ou o desafio independentista catalão e a sua declaração
de independência. São problemas de identidade de Espanha como nação unida a que muito devemos
ter em consideração.
2
Nas eleições de 2023, Podemos uniu-se à Coligação Sumar que pretendia ser uma coligação de todos os partidos de
Esquerda (exceto PSOE). Esta coligação foi liderada por Yolanda Díaz, atual Vice presidenta do Governo Espanhol.
Alguns outros movimentos muito marcados e combativos são os movimentos feministas que
procuram não só a igualdade do ponto de vista da legalidade, mas também a igualdade real dentro da
sociedade espanhola a combater os chamados micromachismos e que têm um alto impacto na
sociedade espanhola.
A corrupção em Espanha
Nos últimos anos têm sido descobertos muito casos de corrupção nomeadamente entre a classe
política espanhola de baixo e alto nível. Estima-se que o dinheiro defraudado pela classe política seja
de 87000 milhões. Entre os casos mais importantes estão o caso Bankia, Caso Brugal, Caso Bárcenas,
Caso Noos, Caso cabra ou Caso AVE.
É neste tipo de casos junto com a crise económica que se explica o surgimento de novos partidos e
que a população em geral, peça uma renovação profunda da classe política.
Os Partidos políticos.
Os partidos nacionais com maior representação parlamentaria atualmente (2023) são:
Nome Sigla Tendência política Notas Líder
Partido na Chefia
Partido Socialista do Governo em
PSOE Socialista Pedro Sánchez
Obrero Español coligação com
Podemos
Principal partido na Alberto Nuñez
Partido Popular PP Democracia cristã
oposição Feijoó
Conglomerado de
partidos sem
definição explícita Partido no Governo
Podemos n/a ideológica, mas (vice-Presidente e Ione Belarra
com claras Ministros)
tendências para a
esquerda.
Foi às eleições
junto com o partido
de Podemos, com
Izquierda Unida IU Esquerda. a coligação Unidas Alberto Garzón
Podemos. A seu
líder é atualmente
Ministro
É considerado
como o partido de
extrema-direita em
Espanha. Atingiu
55 lugares nas
VOX n/a Direita nacionalista Santiago Abascal
últimas eleições e é
considerada a
Terceira força
política depois do
PP e do PSOE
Existem, aliás, os partidos regionais que, mesmo com poucos deputados no congresso, pelo facto de
as maiorias serem tão difíceis, tornaram-se imprescindíveis para obter o poder. Partidos como Junts
(nacionalista de direita Catalão) é imprescindível para ter a maioria no atual governo tendo por isso
a possibilidade de negociar uma amnistia para os envolvidos na declaração unilateral independentista
de 2017.
Meios de comunicação
A televisão é o principal meio de comunicação audiovisual do país, com emissoras nacionais,
regionais e locais. As principais emissoras são a La 1, La 2, Antena 3, Cuatro, Telecinco e La Sexta.
Com a introdução do TDT (televisão digital terrestre) os canais gratuitos multiplicaram-se entre 30 e
40 dependendo de cada Comunidade Autónoma.
Na imprensa, os principais jornais de circulação nacional são El País, El Mundo, ABC, La Razón e
La Vanguardia. Na imprensa desportiva, destacam-se os jornais Marca e As.
Uma visão geral do passado e do futuro
Em definitiva, Espanha é uma nação com graves problemas de unidade que alastra desde o tempo das
perdas das colónias (Cuba, Porto Rico e Filipinas) em que começou a primeira grande crise de
identidade da Espanha como hoje a conhecemos. Conhecer a história de Espanha desde então até o
início da democracia, é saber dar resposta às questões que a Sociedade e Cultura Espanhola apresenta
hoje em dia. Por exemplo, as questões de identidade da Catalunha, se bem podem ter raízes no
romantismo, a explicação base pode ser encontrada no levantamento militar que deu origem à Guerra
Civil. Foi este conflito que desencadeou uma sanguinária guerra entre espanhóis e muitas vezes entre
as próprias famílias. Esta guerra e o posterior franquismo marcou muito a maneira em como nos
exprimimos em público do ponto de vista político, como a geração da Transição olha de maneira
heurística para essa altura, como o silencio das mortes pós e pré guerra foram ressuscitadas com as
leis da memória história do governo de Zapatero e a lei da Memória democrática do Governo de
Sánchez, como voltam entre o Podemos e o VOX as lutas das duas Espanhas que dizia Machado
(monárquica/militar e republicana), como as autonomias só conseguiram manter um tempo curto o
sentimento nacionalista dos catalães e como, talvez, devamos voltar a ler a constituição espanhola
para acomodar as diferentes realidades dos espanhóis num estado conjunto e unido que nos faça mais
fortes.