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1. Sumário Executivo
A utilização de pesticidas na agricultura tem sido um problema de longo prazo a
resolver-se devido às consequências negativas que apresenta em várias vertentes.
Assim, o objetivo deste relatório é apresentar alternativas sustentáveis aos pesticidas.
Os objetivos específicos consistem em identificar os impactos dos pesticidas e
apresentar as atuais e possíveis alternativas sustentáveis. A partir de pesquisas foram
encontrados os principais problemas causados pelos pesticidas, as alternativas
sustentáveis mais utilizadas para combate-los e futuras áreas de investigação para
possivelmente melhorar e encontrar mais alternativas à utilização de pesticidas.
Recomenda-se, sobretudo, aos agricultores a exploração e aprofundamento das novas
alternativas sustentáveis para que possam praticar uma agricultura mais amiga do
ambiente e boa para todos. Conclui-se deste modo que as alternativas sustentáveis aos
pesticidas oferecem soluções eficazes para o controlo de pragas, sem comprometer a
saúde humana e o meio ambiente, contribuindo para um futuro mais saudável e
equilibrado.
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Índice
1. Sumário Executivo………………………………………………………………..1
2. Introdução…………………………………………………………………………..3
3. Evolução do uso de pesticidas……………………………………………….4
4. Necessidade de alternativas sustentáveis………………………………..5
5. Alternativas Sustentáveis………………………………………………………5
5.1. Controle biológico……………………………………………………………5
5.2. Agricultura orgânica…………………………………………………………6
5.3. Pesticidas naturais…………………………………………………………..7
5.4. Agricultura de precisão…………………………………………………….8
6. Análise dos dados estatísticos……………………………………………….8
7. Desafios e limitações das alternativas sustentáveis………………...10
8. Futuras áreas de pesquisa…………………………………………………….11
8.1. Biopesticidas na agricultura sustentável…………………………….11
8.2. Agricultura sem pesticidas……………………………………………….11
8.3. Alternativas inovadoras aos pesticidas………………………………12
8.4. MIP……………………………………………………………………………….12
9. Conclusão………………………………………………………………………….13
10. Referências………………………………………………………………………..14
Índice de anexos
1. Anexo 1 | Valores de vendas……………………………………………………….15
2. Anexo 2 | Valores de vendas……………………………………………………....15
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2. Introdução
A agricultura moderna tem vindo a depender fortemente do uso de pesticidas para o
controlo de pragas e doenças que ameaçam a produção de alimentos. No entanto, o uso
extensivo de pesticidas tem levado a uma série de problemas ambientais e de saúde,
incluindo a contaminação do solo e da água, a perda de biodiversidade, a resistência a
pesticidas e os riscos para a saúde humana.
Neste contexto, a busca por alternativas sustentáveis aos pesticidas tornou-se uma
prioridade para investigadores, agricultores e decisores políticos. As alternativas
sustentáveis aos pesticidas não só têm o potencial de reduzir os impactos negativos dos
pesticidas, mas também podem contribuir para a resiliência dos sistemas agrícolas e
paisagísticos.
Assim sendo, este relatório técnico irá explorar várias alternativas sustentáveis aos
pesticidas, incluindo o controlo biológico, as práticas agrícolas sustentáveis e o uso de
compostos naturais. Cada alternativa será discutida em detalhes, incluindo os seus
benefícios, desafios e exemplos de implementação bem-sucedida. O objetivo deste
relatório é fornecer uma visão abrangente das alternativas sustentáveis aos pesticidas
e destacar seu potencial para transformar a agricultura e o paisagismo em direção a uma
maior sustentabilidade.
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3. Evolução do Uso de Pesticidas
A prática de utilização de pesticidas para proteger as colheitas tem raízes profundas na
história da agricultura. Civilizações antigas, como a China, a Grécia e a Suméria, já
reconheciam o potencial do enxofre em pó para controlar insetos e do sal para eliminar
ervas daninhas. No final do século XIX, começou-se a comercializar alguns sais
inorgânicos como pesticidas. No entanto, estes sais eram tão prejudiciais para as pessoas
como para as pragas, pelo que foram gradualmente substituídos por compostos
orgânicos.
Os pesticidas, embora sejam ferramentas eficazes para o controle de pragas, podem ter
efeitos prejudiciais no meio ambiente. Quando aplicados, esses produtos químicos
podem se espalhar para além do local de aplicação, contaminando o ar, a água e o solo.
Isso pode resultar em danos aos ecossistemas e à biodiversidade. Além disso, o uso
repetido de pesticidas pode levar ao desenvolvimento de resistência em pragas, o que
pode resultar no ressurgimento dessas pragas.
A exposição a pesticidas pode levar a uma série de problemas de saúde. Estudos indicam
que a exposição a certos pesticidas pode estar associada a vários tipos de câncer,
distúrbios neurológicos como doenças de Parkinson ou Alzheimer. Além disso, a
exposição a longo prazo a pesticidas pode potencializar o desenvolvimento de múltiplos
problemas de saúde.
Hoje em dia, a aplicação de pesticidas é rigorosamente controlada pela legislação
europeia sobre pesticidas. Recentemente, a Comissão Europeia propôs um novo
regulamento que exige que os países estabeleçam os seus próprios objetivos nacionais
de redução do uso de pesticidas, garantindo que todos os agricultores e outros
utilizadores profissionais de pesticidas adotem sistemas de gestão de pragas que
respeitem o ambiente e limitando a aplicação de pesticidas em áreas sensíveis, como as
zonas verdes urbanas e as áreas protegidas.
A aplicação de pesticidas deve ser realizada com muita responsabilidade, considerando:
1. A quantidade ideal para o ambiente;
2. O tipo adequado;
3. As opções menos tóxicas para pessoas e animais;
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4. A aplicação realizada da maneira correta, levado em conta equipamentos de
segurança individual para quem aplicar tais produtos;
5. Estudo da biodiversidade local, a fim de não a prejudicar.
4. Necessidade de Alternativas Sustentáveis
A busca por alternativas sustentáveis aos pesticidas é impulsionada pela necessidade de
mitigar esses impactos ambientais e de saúde já referidos no capítulo anterior. As
alternativas sustentáveis podem ajudar a manter a produção agrícola e ao mesmo tempo
reduzir os impactos negativos dos pesticidas. Além disso, a Comissão Europeia
estabeleceu objetivos ambiciosos para a utilização sustentável de pesticidas, incluindo
uma redução de 50% na utilização e no risco dos pesticidas químicos e mais perigosos
na UE até 2030.
Portanto, a transição para alternativas sustentáveis aos pesticidas é uma necessidade
urgente para proteger a saúde humana e o meio ambiente. A pesquisa e o
desenvolvimento contínuos são necessários para descobrir e implementar essas
alternativas de maneira eficaz.
5. Alternativas Sustentáveis
5.1. Controle biológico
O controle biológico é uma abordagem sustentável para o manuseamento de pragas
que se fundamenta na utilização de organismos vivos, como insetos, fungos e bactérias,
para controlar as pragas de forma natural.
Deste modo, existem diferentes tipos de controle biológico, como:
• O controle biológico clássico que envolve a introdução de inimigos naturais das
pragas no ambiente. Esses inimigos naturais podem ser predadores, parasitoides
ou patógenos que atacam as pragas de forma eficiente;
• O controle biológico conservativo em que este baseia-se na preservação e
promoção dos inimigos naturais já presentes no ambiente. Esta estratégia
envolve a criação de habitats favoráveis para os inimigos naturais, como a
plantação de plantas atrativas e preservação de áreas naturais;
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• O controle biológico inundativo que consiste na liberação massiva de inimigos
naturais no ambiente para controlar rapidamente a população de pragas.
O controle biológico, como uma alternativa sustentável aos pesticidas, oferece várias
vantagens:
1. Redução do impacto ambiental: minimização da poluição ambiental, evitando o uso
de produtos químicos que podem contaminar o ar, a água e o solo;
2. Segurança alimentar: alimentos produzidos deste modo não contêm resíduos de
pesticidas, tornando-os mais seguros para o consumo;
3. Preservação da biodiversidade: utilização de organismos naturais para controlar as
pragas, ajudando a manter a diversidade de espécies no ecossistema;
4. Economia: opção mais econômica a longo prazo, pois reduz a dependência de
pesticidas caros;
5. Sustentabilidade: prática sustentável que contribui para a saúde a longo prazo dos
ecossistemas agrícolas;
6. Eficiência: os organismos utilizados para controlar as pragas podem estabelecer-se no
ambiente e continuar a controlar as pragas a longo prazo.
5.2. Agricultura Orgânica
A agricultura orgânica é uma prática agrícola que se baseia no uso de métodos naturais
para cultivar plantas, evitando o uso de agrotóxicos e fertilizantes sintéticos. Esta
abordagem concentra-se na produção de alimentos mais saudáveis, ou seja, mais
próximos do seu estado natural e com menos intervenção humana. A agricultura
orgânica também procura minimizar o impacto ambiental, diminuindo a intervenção
humana e utilizando técnicas que promovem a sustentabilidade e a conservação dos
recursos naturais.
Este método de cultivo dá prioridade à qualidade em vez da quantidade. A agricultura
orgânica visa a conservação e a fertilidade do solo, garantindo o equilíbrio ambiental. E
também otimiza o uso dos recursos naturais, garantindo a sustentabilidade ecológica.
Assim, algumas das vantagens da agricultura orgânica são:
1. Preservação dos Recursos Naturais: ajuda a preservar os recursos naturais, pois evita
o uso de produtos químicos que podem degradar o solo e a água;
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2. Sustentabilidade e Baixo Impacto Ambiental: tem um impacto ambiental menor em
comparação com a agricultura convencional, pois utiliza técnicas que minimizam a
poluição e promovem a sustentabilidade;
3. Manutenção da Biodiversidade: promove o cultivo de uma variedade de plantas e a
preservação de habitats naturais;
4. Uso de Adubos Naturais: utilização de adubos naturais, como compostagem e
minhocultura, que são mais seguros para o meio ambiente;
5. Rotatividade de Culturas: ajuda a manter a saúde do solo e a prevenir doenças das
plantas, tornando-o mais rico em nutrientes e mais produtivo a longo prazo;
6. Utilização de Energias Renováveis: coopera para a redução das emissões de gases de
efeito estufa.
5.3. Pesticidas Naturais
Os pesticidas naturais são uma alternativa sustentável aos pesticidas sintéticos. Eles são
feitos a partir de microrganismos, substâncias naturais ou derivados de plantas
geneticamente modificadas que controlam as pragas. Estes pesticidas naturais são
menos tóxicos e têm um impacto ambiental menor em comparação com os pesticidas
sintéticos.
As vantagens dos pesticidas naturais consistem em:
1. Menor Impacto Ambiental: os pesticidas naturais são biodegradáveis e têm um
impacto ambiental menor em comparação com os pesticidas sintéticos;
2. Segurança Alimentar: alimentos produzidos com o uso de pesticidas naturais são mais
seguros para o consumo, pois contêm menos resíduos de pesticidas;
3. Preservação da Biodiversidade: são menos prejudiciais para os organismos não-alvo,
ajudando a preservar a biodiversidade;
4. Eficácia: podem ser eficazes no controle de pragas, embora possam agir mais
lentamente do que os pesticidas sintéticos;
5. Sustentabilidade: promove a saúde a longo prazo dos ecossistemas agrícolas.
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5.4. Agricultura de Precisão
A agricultura de precisão é um procedimento inovador para a gestão agrícola que utiliza
tecnologias avançadas para otimizar a produção de culturas e a eficiência dos recursos.
Este procedimento concentra-se na aplicação precisa de recursos com base na
variabilidade específica do local dentro de um campo agrícola. Isso significa que os
recursos, como água, fertilizantes e pesticidas, são aplicados onde e quando são
necessários, minimizando o desperdício e maximizando a produtividade.
Desta forma, as vantagens da agricultura de precisão são:
1. Eficiência de Recursos: permite o uso otimizado de recursos, levando a um aumento
da eficiência e redução do impacto ambiental;
2. Melhoria da Produtividade: permite a aplicação direcionada de insumos com base nas
necessidades específicas de diferentes áreas dentro de um campo agrícola;
3. Redução de Custos: reduz a necessidade de aplicação excessiva de insumos;
4. Sustentabilidade: contribui para a saúde a longo prazo dos ecossistemas agrícolas;
5. Monitoramento e Gestão da Saúde das Culturas: permite a deteção precoce de
doenças ou deficiências nutricionais.
6. Análise dos dados estatísticos
As vendas de pesticidas de substâncias ativas de baixo risco na Dinamarca mostram um
aumento acentuado a partir de 2013, atingindo um pico em 2015. A partir daí, há uma
tendência de declínio gradual até 2019, com uma leve recuperação em 2020.
Já as vendas de pesticidas de substâncias ativas de baixo risco em Portugal são
consideravelmente mais baixas em comparação com a Dinamarca. Observa-se um leve
aumento ao longo dos anos, com um crescimento mais significativo a partir de 2018.
Em todos os anos analisados, as vendas de pesticidas na Dinamarca superaram as de
Portugal por uma margem substancial. Por exemplo, em 2015, a Dinamarca vendeu
27.413 kg de pesticidas, enquanto Portugal vendeu apenas 240 kg.
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A Dinamarca experimentou grandes variações anuais, com aumentos e declínios
acentuados. Portugal, em contraste, apresentou um crescimento mais consistente e
controlado, especialmente após 2017.
Os dados indicam que a Dinamarca teve um uso muito mais elevado de pesticidas
comparado a Portugal durante o período de 2011 a 2020. A Dinamarca mostrou picos
notáveis em 2016 e um declínio gradual nos anos subsequentes, enquanto Portugal teve
um aumento constante, mas de menor magnitude, especialmente após 2014. Estas
diferenças refletem as distintas práticas agrícolas e políticas de uso de pesticidas entre
os dois países.
2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2019 2020
Portugal 0 442 73 17 61 334 404 206 12 134
Dinamarca 3674 11269 7778 12638 9166 27413 13659 8919 2552 7621
Tabela 1- Vendas de pesticidas por kg de substâncias ativas de baixo risco
Fonte: ESTAT
A tendência geral na Bélgica é de uma diminuição gradual ao longo do período. Em 2014,
as vendas foram de 7.719.634 kg e, em 2022, reduziram para 5.065.853 kg. Para a
Bélgica, o ano com a maior venda foi 2014 com 7.719.634 kg.
A República Checa também mostra uma tendência de diminuição. Em 2014, as vendas
foram de 5.663.374 kg e, em 2022, diminuíram para 4.384.645 kg. Para a República
Checa, o ano com a maior venda foi 2015 com 6.430.835 kg.
A Bélgica, em geral, tem vendas de pesticidas um pouco maiores do que a República
Checa durante a maior parte do período analisado. O volume de vendas na Bélgica varia
de aproximadamente 5 milhões a quase 8 milhões de quilogramas, enquanto na
República Tcheca varia de cerca de 4 milhões a 6,5 milhões de quilogramas.
Em anos específicos, como 2015, a República Checa teve um aumento nas vendas em
comparação com 2014, enquanto a Bélgica mostrou uma diminuição. A partir de 2016,
ambas os países apresentaram uma tendência de diminuição nas vendas de pesticidas,
com a República Checa registrando quedas mais acentuadas em 2020 e 2021.
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Ambas as nações, apresentam uma tendência de diminuição nas vendas de pesticidas
ao longo do período de 2014 a 2022. A Bélgica, embora tenha começado com volumes
maiores em 2014, teve uma redução constante, caindo de 7.719.634 kg para 5.065.853
kg. A República Checa também reduziu seu volume de vendas, de 5.663.374 kg para
4.384.645 kg, com uma queda mais acentuada após 2015. Esta tendência pode ser
influenciada por mudanças nas práticas agrícolas, políticas governamentais ou uma
maior conscientização sobre os impactos ambientais dos pesticidas.
2014 2015 2016 2017 2018 2019 2020 2021 2022
Bélgica 7.179.634 6.479.244 6.570.443 6.245.917 6.355.292 5.940.604 5.667.462 5.575.943 5.065.853
República 5.663.374 6.310.835 5.942.725 5.248.376 5.178.116 5.052.758 4.359.751 4.479.836 5.542.760
Checa
Tabela 2- Vendas de pesticidas por kg
Fonte: ESTAT
7. Desafios e limitações das alternativas sustentáveis
A implementação de alternativas sustentáveis é uma tarefa complexa e trabalhosa que
enfrenta vários desafios e limitações, pois a sustentabilidade é um objetivo a longo
prazo que requer esforço contínuo e compromisso de todos os setores da sociedade.
Aqui estão alguns dos desafios e limitações:|
1. Mudança de paradigma: a transição para a sustentabilidade requer uma mudança
profunda na maneira como se produz e consome. Isso implica uma transformação
sistêmica que vai além dos debates de especialistas ou ambientalistas, sendo uma
exigência da sociedade em geral;
2. Desinteresse e desinformação: muitas vezes, a falta de interesse e a desinformação
são obstáculos significativos para a implementação de práticas sustentáveis. Isso pode
acontecer devido à falta de consciência sobre a importância da sustentabilidade ou à
falta de conhecimento sobre como implementar práticas sustentáveis;
3. Desigualdade social: a desigualdade social também é um grande desafio para a
sustentabilidade. Sem uma distribuição equitativa de recursos e oportunidades, é difícil
alcançar a sustentabilidade em uma escala mais ampla;
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4. Implementação de legislação e regulamentação: um dos aspetos mais críticos da
política ambiental é garantir a plena implementação da legislação e da regulamentação.
Isso é essencial para promover a igualdade entre todos os agentes do mesmo setor e
acabar com a competição desleal;
5. Avaliação de impacto: é fundamental ter a capacidade de avaliar o impacto no
ambiente e na sustentabilidade das políticas definidas. Isso pode ser feito através da
criação de uma unidade de análise de políticas que informe os decisores sobre os custos
e benefícios sociais, económicos e ambientais de diferentes projetos de infraestruturas,
legislação, políticas.
A sustentabilidade é um objetivo a longo prazo que requer esforço contínuo e
compromisso de todos os setores da sociedade.
8. Futuras áreas de pesquisa
Existem várias áreas de pesquisa promissoras para o desenvolvimento de novas
alternativas sustentáveis aos pesticidas que podem beneficiar tanto o meio ambiente
quanto a saúde humana. É um campo de estudo em constante evolução, com novas
descobertas e inovações sendo feitas regularmente. Algumas delas são:
8.1. Biopesticidas na agricultura sustentável
A pesquisa nesta área está focada no desenvolvimento de biopesticidas como
alternativas aos pesticidas sintéticos. Assim sendo, são substâncias derivadas de
organismos vivos usadas para controlar pragas. Eles são considerados mais seguros e
menos prejudiciais para o meio ambiente e para a saúde humana em comparação com
os pesticidas sintéticos. A pesquisa nesta área pode envolver a identificação de novos
organismos ou compostos que podem ser usados como biopesticidas, bem como a
otimização de métodos de aplicação para garantir a eficácia dos biopesticidas.
8.2. Agricultura sem pesticidas
Este é um novo paradigma que envolve o desenvolvimento de métodos de cultivo que
minimizam ou eliminam a necessidade de. A investigação nesta área pode incluir o uso
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de técnicas de rotação de culturas, o desenvolvimento de sistemas de cultivo que
aumentem a profilaxia, a diversificação de estratégias de biocontrole e modelos de
negócios associados, e a ampliação do escopo dos programas de melhoramento de
plantas para incluir conceitos de biodiversidade funcional e ecologia evolutiva. A
pesquisa também pode concentrar-se em entender melhor as interações entre plantas,
pragas e o ambiente para desenvolver estratégias de manejo mais eficazes.
8.3. Alternativas inovadoras aos pesticidas
A pesquisa nesta área pode envolver o desenvolvimento de tecnologias baseadas em
substituição, como o biocontrole, e a revisão profunda dos sistemas de cultivo e
produção agrícola, mudando para a agricultura orgânica ou agroecologia. Isto pode
incluir o uso de tecnologias de precisão, como drones ou robôs, para monitorar e
controlar pragas, ou o desenvolvimento de novos métodos de biocontrole.
8.4. Manejo integrado de pragas (MIP)
O MIP é uma abordagem holística para o controle de pragas que combina várias
estratégias e práticas para alcançar o controle de pragas de longo prazo com impacto
mínimo no meio ambiente. A pesquisa nesta área pode envolver o desenvolvimento de
novas estratégias de MIP, bem como a avaliação da eficácia das estratégias existentes.
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9. Conclusão
A necessidade de alternativas sustentáveis aos pesticidas é evidente, dada a crescente
preocupação com os impactos ambientais e de saúde associados ao uso de pesticidas.
As alternativas sustentáveis, como o controle biológico, a agricultura orgânica, os
pesticidas naturais e a agricultura de precisão, oferecem soluções promissoras para
esses desafios.
Cada uma destas alternativas tem as suas próprias vantagens e desafios, e a escolha da
melhor alternativa depende de vários fatores, incluindo o tipo de praga, o ambiente e
as condições econômicas. No entanto, todas estas alternativas compartilham um
objetivo comum: promover a sustentabilidade na agricultura e no paisagismo.
A pesquisa contínua e o desenvolvimento de novas tecnologias e práticas são essenciais
para expandir o leque de alternativas disponíveis e melhorar a sua eficácia. Além disso,
a educação e a conscientização sobre as alternativas sustentáveis aos pesticidas são
fundamentais para promover a sua adoção em larga escala.
Em suma, as alternativas sustentáveis aos pesticidas representam uma oportunidade
significativa para melhorar a sustentabilidade da agricultura e do paisagismo, proteger
a saúde humana e o meio ambiente, e contribuir para um futuro mais sustentável.
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10. Referências
[Link]
farming/pesticides_pt
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cada-vez-mais-sustentavel-e-organica/
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exemplos/
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brasil-quais-sao-os-desafios-e-solucoes/
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sustentabilidade/
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agrotoxicos/
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desenvolvimento-sustentavel-e-por-que-ele-e-importante
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[Link]
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Anexos
Anexo 1- Vendas de pesticidas por kg de substâncias de baixo risco
Anexo 2- Vendas de pesticidas por kg
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