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Linha do Tempo do Programa de Alimentação do Trabalhador

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Caroline Galindo
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PROGRAMA DE

ALIMENTAÇÃO DO
TRABALHADOR (PAT)
Décadas de 50 a 70 no Brasil
✖Os numerosos inquéritos conduzidos pela CNA* em
diversas regiões do país
✖os estudos de Waterlow Vergara (1955) e Parahym (1958)
✖o inquérito do Interdepartmental Committee on
Nutrition for National Development em cinco estados do
Nordeste (1963)
✖Os trabalhos do grupo de Nelson Chaves, na Zona da
Mata (1965 – 1966)
✖o Estudo do Consumo Alimentar, pela Fundação Getúlio
Vargas (1961 – 1963):
 apontavam para altos índices de desnutrição rural e
urbana, com déficit calórico e protéico acompanhado de
anemia e, ao menos em algumas regiões do Nordeste,
hipovitaminose A
✖Paralelamente, um amplo estudo do Ministério da Saúde, em 1955
identificava o bócio endêmico como grave problema de saúde pública
✖ De Vargas a Itamar políticas e programas de alimentação e nutrição SILVA, Alberto Carvalho,
1995 *Comissão Nacional de Alimentação, instalada em 1945 para definir a política nacional de
alimentação
Origem do pat
✖BRASIL: no início da década de 70: a subnutrição
atingia 1/3 da população brasileira, com as seguintes
implicações: saúde deficiente, elevadas taxas de
acidente de trabalho e baixa produtividade (mão de
obra e tecnológica)
✖*A partir de 1973, PRONAN–ampla agenda de
políticas gerais de alimentação e nutrição no país
(ex: merenda escolar, aleitamento materno,
suplemento e vigilância alimentar, alimentação do
trabalhador etc)
✖1976, PAT –programa específico para o
trabalhador (em especial, o de baixa renda, até 5
SM, público mais sujeito à deficiência alimentar),
visando a melhoria das suas condições nutricionais
e de saúde.
✖Lógica: Nutrição & Saúde  qualidade de vida 
Produtividade!
O QUE É O PAT?
Criado pela lei 6.321 em
14/04/76.
Programa de complementação
alimentar no qual Governo, empresa e
trabalhador partilham
responsabilidades e tem como
princípio norteador o atendimento ao
trabalhador de baixa renda
MELHORANDO SUAS CONDIÇÕES
NUTRICIONAIS gerando saúde, bem-
estar e produtividade.
objetivo
Melhorar as condições nutricionais do trabalhador
visando promover a saúde e prevenir doenças
relacionadas ao trabalho.
A quem se destina?

Prioritariamente ao trabalhador de
baixa renda que recebe até 5 salários
mínimos mensais
O PAT como política pública

✖“é um programa governamental de


adesão voluntária, que busca estimular
o empregador a fornecer alimentação
nutricionalmente adequada aos
trabalhadores, por meio da concessão
de incentivos fiscais, tendo como
prioridade o atendimento aos
trabalhadores de baixa renda”
(PAT Responde-Orientações, no portal MTE)
Benefícios para o trabalhador:
✖Melhoria de suas condições
nutricionais e de qualidade de vida;
✖Aumento de sua capacidade física;
✖Aumento de resistência à fadiga;
✖Aumento de resistência à doenças;
✖Redução de riscos de acidente de
trabalho.
Benefícios para as empresas:
✖Aumento da produtividade;
✖Maior integração entre trabalhador e
empresa;
✖Redução de falta de pontualidade e
assiduidade;
✖Redução de rotatividade
✖Isenção de encargos sociais sobre o
valor da alimentação fornecida;
✖Incentivo fiscal (dedução até 4% IR)
Benefícios para o governo:
✖Redução de despesas e investimento
na área da saúde;
✖Crescimento da atividade econômica;
✖Bem-estar social
As empresas podem participar de 3 formas

Prestadora
de serviços
Beneficiária Fornecedora de
alimentação
coletiva
✖1) Beneficiária: ✖2)Fornecedora: ✖3) Prestadora de
serviços de
é a empresa que é a empresa que alimentação
concede um prepara e coletiva:
benefício comercializa a
alimentação ao alimentação para É a empresa que
trabalhador por outras empresas. administra
ela contratado. Ex: Refeição documentos de
pronta ou cesta legitimação
de alimentos. (impressos ou
cartão) para
aquisição de
gêneros ou
refeições em
restaurantes.
Modalidades de Serviços de Alimentação
✖Autogestão (serviço próprio):
A empresa beneficiária assume toda
responsabilidade para elaboração das
refeições, desde a contratação de pessoal
até a distribuição aos usuários.

✖Terceirização:
O fornecimento de refeições é
formalizado por intermédio de contrato
firmado entre a beneficiária e a
concessionária.
Podem ser registradas nas seguintes categorias:
 Fornecedora de alimentação coletiva:
 Refeição no local
 Refeições transportadas
 Cesta de Alimentos
 Prestadora de serviços de
alimentação coletiva:
 Refeição convênio
 Alimentação convênio
Refeição no local
Refeição transportada
Cesta de alimentos
Alimentação e Refeição convênio
Participação do Trabalhador no custo
✖De acordo com o artigo 4º da Portaria
nº 3 de 1 de março de 2002, a
participação financeira do trabalhador
fica limitada a 20% do custo direto da
refeição.
✖Educação alimentar, pra quê?
✖Estudos realizados pelo Ministério da Saúde em
1996 e pelo IBGE em 1997 revelaram mudanças
significativas nos padrões alimentares brasileiros.
Esses estudos apontaram para uma tendência de
consumo excessivo de alimentos com elevado teor
calórico, escassez de fibras e uma crescente
preferência por produtos industrializados. Além
disso, houve um aumento na ingestão de açúcares
em geral e de gorduras, especialmente as de origem
animal.
✖Nesse cenário, a educação alimentar emerge como
uma ferramenta eficaz para destacar a relevância da
alimentação para a saúde e os possíveis impactos
adversos decorrentes de uma alimentação
inadequada. Essa abordagem, sem dúvida, fortalece
ainda mais a eficácia do Programa de Alimentação
do Trabalhador.
✖Entende-se como alimentação
saudável o direito humano a um padrão
alimentar que atenda às necessidades
biológicas e sociais dos indivíduos,
seguindo os princípios da variedade,
moderação e equilíbrio. Destaca-se a
importância dos alimentos regionais,
respeitando seu significado
socioeconômico e cultural, dentro do
contexto da Segurança Alimentar e
Nutricional
(artigo 5º da Portaria Interministerial nº 05 de 1999.)
✖A segurança alimentar e nutricional
implica na garantia do direito de todos
ao acesso regular e contínuo a
alimentos de qualidade em quantidade
adequada, sem prejudicar o acesso a
outras necessidades essenciais. Isso se
fundamenta em práticas alimentares
que promovam a saúde, respeitando a
diversidade cultural e sendo ambiental,
cultural, econômica e socialmente
sustentáveis.
(artigo 3º da Lei nº 11.346 de 2006.)
✖O direito à segurança alimentar e
nutricional está atrelado:
✖à qualidade do alimento (foodsafety), e
✖ao acesso em si desses produtos pela
população (food security)

✖Alimento: “qualquer substância ou


produto destinado a ser ingerido pelo ser
humano com propriedade de nutrir
beneficamente o seu corpo físico” (Helena
Telino Neves, 2017);

“o alimento não
é alimento, se
não tem a faculdade de
alimentar” (Hipócrates)
✖Refeições principais: almoço, jantar e
ceia;
✖Refeições menores: desjejum e
lanches.
✖O Guia de Orientação da Educação
Alimentar (MTE,2001), sugere a
composição dos cardápios dessas
refeições de acordo com a atividade
desenvolvida pelo trabalhador:
 a)leve (ex: professor, bancário,
vendedor);
 b)moderada (ex: faxineira,
carpinteiro); ou
 c)intensa (ex: atleta, pedreiro,
metalúrgico)
Necessidades calóricas
✖Portaria interministerial nº 66 de
25/08/2006;
✖Direito a um padrão alimentar
adequado às necessidades biológicas e
sociais dos indivíduos.
Distribuição de macronutrientes, fibra e sódio
✖ATIVIDADE:

✖Elaboração de Cardápio Balanceado


para uma empresa metalúrgica.

(Pode ser dividido em dois grupos)

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