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Formação em Privacidade de Dados LGPD

Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
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FORMAÇÃO

PROFISSIONAL DE
PRIVACIDADE
DE DADOS (LGPD)

Realização Apoiadores
Apresentação do Instrutor

Prof. Matheus Passos Silva


IAPP® CIPP/E, CIPM | EXIN® Certified DPO
EXIN® Certified Blockchain Foundation | Inteligência Artificial
▪ Data Protection Officer na L’Oréal Portugal.
▪ Professor Convidado na Faculdade de Direito da Universidade NOVA de Lisboa
▪ Doutorando em Direito e Tecnologia pela Universidade Nova de Lisboa
[Link]
▪ Doutorando em Direito pela Universidade de Lisboa
@profmatheuspassos
▪ Pós-Graduação Avançada em Direito da Proteção de Dados
▪ Graduado e Mestre em Ciência Política
▪ Graduado em Ciência da Computação

Slide 2
Módulo

Bases legais para o tratamento de


dados pessoais

Slide 3
Em qual parte da lei estamos?

CAPÍTULO II - DO TRATAMENTO DE DADOS PESSOAIS


Artigos 7 ao 16
Seção I - Dos Requisitos para o Tratamento de Dados Pessoais – artigos 7 ao 10
Seção II - Do Tratamento de Dados Pessoais Sensíveis – artigos 11 a 13
Seção III - Do Tratamento de Dados Pessoais de Crianças e de Adolescentes – artigo 14
Seção IV - Do Término do Tratamento de Dados – artigos 15 e 16

Slide 4
Seção I

Dos Requisitos para o Tratamento de


Dados Pessoais

Slide 5
Bases legais na LGPD
Consentimento

Legítimo interesse
Proteção do crédito

Processos judiciais ou adm. Execução de contratos

Obrigação legal Saúde

Política pública Pesquisa

Vida
Hipóteses para o tratamento de dados pessoais
Art. 7º O tratamento de dados pessoais somente poderá ser realizado nas seguintes
hipóteses:
• I - mediante o fornecimento de consentimento pelo titular;
• II - para o cumprimento de obrigação legal ou regulatória pelo controlador;
• III - pela administração pública, para o tratamento e uso compartilhado de dados
necessários à execução de políticas públicas previstas em leis e regulamentos ou
respaldadas em contratos, convênios ou instrumentos congêneres, observadas as
disposições do Capítulo IV desta Lei;
• IV - para a realização de estudos por órgão de pesquisa, garantida, sempre que possível,
a anonimização dos dados pessoais;
• V - quando necessário para a execução de contrato ou de procedimentos preliminares
relacionados a contrato do qual seja parte o titular, a pedido do titular dos dados;

Slide 7
Hipóteses para o tratamento de dados pessoais
Art. 7º O tratamento de dados pessoais somente poderá ser realizado nas seguintes
hipóteses:
• VI - para o exercício regular de direitos em processo judicial, administrativo ou arbitral,
esse último nos termos da Lei nº 9.307, de 23 de setembro de 1996 (Lei de Arbitragem) ;
• VII - para a proteção da vida ou da incolumidade física do titular ou de terceiro;
• VIII - para a tutela da saúde, exclusivamente, em procedimento realizado por
profissionais de saúde, serviços de saúde ou autoridade sanitária;
• IX - quando necessário para atender aos interesses legítimos do controlador ou de
terceiro, exceto no caso de prevalecerem direitos e liberdades fundamentais do titular
que exijam a proteção dos dados pessoais; ou
• X - para a proteção do crédito, inclusive quanto ao disposto na legislação pertinente.

Slide 8
Hipóteses para o tratamento de dados pessoais
Art. 7º :
• § 1º (revogado)
• § 2º (revogado)
• § 3º O tratamento de dados pessoais cujo acesso é público deve considerar a finalidade,
a boa-fé e o interesse público que justificaram sua disponibilização.
• § 4º É dispensada a exigência do consentimento previsto no caput deste artigo para os
dados tornados manifestamente públicos pelo titular, resguardados os direitos do titular
e os princípios previstos nesta Lei.
• § 5º O controlador que obteve o consentimento referido no inciso I do caput deste artigo
que necessitar comunicar ou compartilhar dados pessoais com outros controladores
deverá obter consentimento específico do titular para esse fim, ressalvadas as hipóteses
de dispensa do consentimento previstas nesta Lei.

Slide 9
Hipóteses para o tratamento de dados pessoais
Art. 7º :
• § 6º A eventual dispensa da exigência do consentimento não desobriga os agentes de
tratamento das demais obrigações previstas nesta Lei, especialmente da observância dos
princípios gerais e da garantia dos direitos do titular.
• § 7º O tratamento posterior dos dados pessoais a que se referem os §§ 3º e 4º deste
artigo poderá ser realizado para novas finalidades, desde que observados os propósitos
legítimos e específicos para o novo tratamento e a preservação dos direitos do titular,
assim como os fundamentos e os princípios previstos nesta Lei.

Slide 10
Consentimento
Art. 8º O consentimento previsto no inciso I do art. 7º desta Lei deverá ser fornecido por
escrito ou por outro meio que demonstre a manifestação de vontade do titular.
• § 1º Caso o consentimento seja fornecido por escrito, esse deverá constar de cláusula
destacada das demais cláusulas contratuais.
• § 2º Cabe ao controlador o ônus da prova de que o consentimento foi obtido em
conformidade com o disposto nesta Lei.
• § 3º É vedado o tratamento de dados pessoais mediante vício de consentimento.
• § 4º O consentimento deverá referir-se a finalidades determinadas, e as autorizações
genéricas para o tratamento de dados pessoais serão nulas.

Slide 11
Consentimento
Art. 8º O consentimento previsto no inciso I do art. 7º desta Lei deverá ser fornecido por
escrito ou por outro meio que demonstre a manifestação de vontade do titular.
• § 5º O consentimento pode ser revogado a qualquer momento mediante manifestação
expressa do titular, por procedimento gratuito e facilitado, ratificados os tratamentos
realizados sob amparo do consentimento anteriormente manifestado enquanto não
houver requerimento de eliminação, nos termos do inciso VI do caput do art. 18 desta
Lei.
• § 6º Em caso de alteração de informação referida nos incisos I, II, III ou V do art. 9º desta
Lei, o controlador deverá informar ao titular, com destaque de forma específica do teor
das alterações, podendo o titular, nos casos em que o seu consentimento é exigido,
revogá-lo caso discorde da alteração.

Slide 12
Interesse legítimo
Art. 10. O legítimo interesse do controlador somente poderá fundamentar tratamento de dados
pessoais para finalidades legítimas, consideradas a partir de situações concretas, que incluem, mas
não se limitam a:
I - apoio e promoção de atividades do controlador; e
II - proteção, em relação ao titular, do exercício regular de seus direitos ou prestação de serviços
que o beneficiem, respeitadas as legítimas expectativas dele e os direitos e liberdades
fundamentais, nos termos desta Lei.
• § 1º Quando o tratamento for baseado no legítimo interesse do controlador, somente os dados
pessoais estritamente necessários para a finalidade pretendida poderão ser tratados.
• § 2º O controlador deverá adotar medidas para garantir a transparência do tratamento de dados
baseado em seu legítimo interesse.
• § 3º A autoridade nacional poderá solicitar ao controlador relatório de impacto à proteção de
dados pessoais, quando o tratamento tiver como fundamento seu interesse legítimo, observados
os segredos comercial e industrial.
Slide 13
Seção II

Do Tratamento de Dados Pessoais


Sensíveis

Slide 14
Hipóteses para o tratamento de dados pessoais sensíveis
Art. 11. O tratamento de dados pessoais sensíveis somente poderá ocorrer nas seguintes
hipóteses:
• I - quando o titular ou seu responsável legal consentir, de forma específica e destacada,
para finalidades específicas;
• II - sem fornecimento de consentimento do titular, nas hipóteses em que for
indispensável para:
a) cumprimento de obrigação legal ou regulatória pelo controlador;
b) tratamento compartilhado de dados necessários à execução, pela administração pública, de políticas
públicas previstas em leis ou regulamentos;
c) realização de estudos por órgão de pesquisa, garantida, sempre que possível, a anonimização dos dados
pessoais sensíveis;
d) exercício regular de direitos, inclusive em contrato e em processo judicial, administrativo e arbitral, este
último nos termos da Lei nº 9.307, de 23 de setembro de 1996 (Lei de Arbitragem) ;
e) proteção da vida ou da incolumidade física do titular ou de terceiro;
Slide 15
Hipóteses para o tratamento de dados pessoais sensíveis
Art. 11. O tratamento de dados pessoais sensíveis somente poderá ocorrer nas seguintes
hipóteses:
• II - sem fornecimento de consentimento do titular, nas hipóteses em que for
indispensável para:
f) tutela da saúde, exclusivamente, em procedimento realizado por profissionais de saúde, serviços de
saúde ou autoridade sanitária; ou
g) garantia da prevenção à fraude e à segurança do titular, nos processos de identificação e autenticação
de cadastro em sistemas eletrônicos, resguardados os direitos mencionados no art. 9º desta Lei e exceto
no caso de prevalecerem direitos e liberdades fundamentais do titular que exijam a proteção dos dados
pessoais.

Slide 16
Dados anonimizados
Art. 12. Os dados anonimizados não serão considerados dados pessoais para os fins desta
Lei, salvo quando o processo de anonimização ao qual foram submetidos for revertido,
utilizando exclusivamente meios próprios, ou quando, com esforços razoáveis, puder ser
revertido.
• § 1º A determinação do que seja razoável deve levar em consideração fatores objetivos,
tais como custo e tempo necessários para reverter o processo de anonimização, de
acordo com as tecnologias disponíveis, e a utilização exclusiva de meios próprios.
• § 2º Poderão ser igualmente considerados como dados pessoais, para os fins desta Lei,
aqueles utilizados para formação do perfil comportamental de determinada pessoa
natural, se identificada.
• § 3º A autoridade nacional poderá dispor sobre padrões e técnicas utilizados em
processos de anonimização e realizar verificações acerca de sua segurança, ouvido o
Conselho Nacional de Proteção de Dados Pessoais.
• Slide 17
Acesso por órgãos de pesquisa
Art. 13. Na realização de estudos em saúde pública, os órgãos de pesquisa poderão ter
acesso a bases de dados pessoais, que serão tratados exclusivamente dentro do órgão e
estritamente para a finalidade de realização de estudos e pesquisas e mantidos em
ambiente controlado e seguro, conforme práticas de segurança previstas em regulamento
específico e que incluam, sempre que possível, a anonimização ou pseudonimização dos
dados, bem como considerem os devidos padrões éticos relacionados a estudos e
pesquisas.

Slide 18
Seção III

Do Tratamento de Dados Pessoais de


Crianças e de Adolescentes

Slide 19
Tratamento de dados pessoais de crianças e de
adolescentes
Art. 14. O tratamento de dados pessoais de crianças e de adolescentes deverá ser realizado
em seu melhor interesse, nos termos deste artigo e da legislação pertinente.
• § 1º O tratamento de dados pessoais de crianças deverá ser realizado com o
consentimento específico e em destaque dado por pelo menos um dos pais ou pelo
responsável legal.
• § 2º No tratamento de dados de que trata o § 1º deste artigo, os controladores deverão
manter pública a informação sobre os tipos de dados coletados, a forma de sua utilização
e os procedimentos para o exercício dos direitos a que se refere o art. 18 desta Lei.

Slide 20
Tratamento de dados pessoais de crianças e de
adolescentes
Art. 14.
• § 3º Poderão ser coletados dados pessoais de crianças sem o consentimento a que se
refere o § 1º deste artigo quando a coleta for necessária para contatar os pais ou o
responsável legal, utilizados uma única vez e sem armazenamento, ou para sua proteção,
e em nenhum caso poderão ser repassados a terceiro sem o consentimento de que trata
o § 1º deste artigo.
• § 4º Os controladores não deverão condicionar a participação dos titulares de que trata o
§ 1º deste artigo em jogos, aplicações de internet ou outras atividades ao fornecimento
de informações pessoais além das estritamente necessárias à atividade.
• § 5º O controlador deve realizar todos os esforços razoáveis para verificar que o
consentimento a que se refere o § 1º deste artigo foi dado pelo responsável pela criança,
consideradas as tecnologias disponíveis.

Slide 21
Tratamento de dados pessoais de crianças e de
adolescentes
Art. 14.
• § 6º As informações sobre o tratamento de dados referidas neste artigo deverão ser
fornecidas de maneira simples, clara e acessível, consideradas as características físico-
motoras, perceptivas, sensoriais, intelectuais e mentais do usuário, com uso de recursos
audiovisuais quando adequado, de forma a proporcionar a informação necessária aos
pais ou ao responsável legal e adequada ao entendimento da criança.

Slide 22
Seção III

Do Término do Tratamento de Dados

Slide 23
Quando ocorre o término do tratamento?
Art. 15. O término do tratamento de dados pessoais ocorrerá nas seguintes hipóteses:
• I - verificação de que a finalidade foi alcançada ou de que os dados deixaram de ser
necessários ou pertinentes ao alcance da finalidade específica almejada;
• II - fim do período de tratamento;
• III - comunicação do titular, inclusive no exercício de seu direito de revogação do
consentimento conforme disposto no § 5º do art. 8º desta Lei, resguardado o interesse
público; ou
• IV - determinação da autoridade nacional, quando houver violação ao disposto nesta Lei.

Slide 24
Eliminação dos dados pessoais
Art. 16. Os dados pessoais serão eliminados após o término de seu tratamento, no âmbito e
nos limites técnicos das atividades, autorizada a conservação para as seguintes finalidades:
• I - cumprimento de obrigação legal ou regulatória pelo controlador;
• II - estudo por órgão de pesquisa, garantida, sempre que possível, a anonimização dos
dados pessoais;
• III - transferência a terceiro, desde que respeitados os requisitos de tratamento de dados
dispostos nesta Lei; ou
• IV - uso exclusivo do controlador, vedado seu acesso por terceiro, e desde que
anonimizados os dados.

Slide 25

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