FORMAÇÃO
PROFISSIONAL DE
PRIVACIDADE
DE DADOS (LGPD)
Realização Apoiadores
Módulo
Introdução à LGPD e fundamentos
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Estrutura da LGPD
CAPÍTULO I - DISPOSIÇÕES PRELIMINARES
Artigos 1 ao 6 (definições, aplicabilidade)
CAPÍTULO II - DO TRATAMENTO DE DADOS PESSOAIS
I
X II Artigos 7 ao 16
Seção I - Dos Requisitos para o Tratamento de Dados Pessoais – artigos 7 ao 10
Seção II - Do Tratamento de Dados Pessoais Sensíveis – artigos 11 a 13
IX III Seção III - Do Tratamento de Dados Pessoais de Crianças e de Adolescentes – artigo 14
Seção IV - Do Término do Tratamento de Dados – artigos 15 e 16
Capítulos
da LGPD CAPÍTULO III - DOS DIREITOS DO TITULAR
VIII IV Artigos 17 ao 22
VII V CAPÍTULO IV - DO TRATAMENTO DE DADOS PESSOAIS PELO PODER PÚBLICO
VI Artigos 23 ao 32
Seção I - Das Regras – artigos 23 ao 30
Seção II - Da Responsabilidade – artigos 31 e 32
CAPÍTULO V - DA TRANSFERÊNCIA INTERNACIONAL DE DADOS
Artigos 33 ao 36
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Estrutura da LGPD
CAPÍTULO X - DISPOSIÇÕES FINAIS E TRANSITÓRIA
Artigos 60 ao 65
CAPÍTULO IX - DA AUTORIDADE NACIONAL DE PROTEÇÃO DE DADOS (ANPD) E
DO CONSELHO NACIONAL DE PROTEÇÃO DE DADOS PESSOAIS E DA
PRIVACIDADE I
Artigos 55-A ao 58-B X II
Seção I - Da Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) – artigos 55-A ao 55-L
Seção II - Do Conselho Nacional de Proteção de Dados Pessoais e da Privacidade – artigos 58- A ao 58-B
IX III
CAPÍTULO VIII – DA FISCALIZAÇÃO Capítulos
Seção I - Das Sanções Administrativas – artigos 52 ao 54
da LGPD
VIII IV
CAPÍTULO VII - DA SEGURANÇA E DAS BOAS PRÁTICAS
Artigos 46 ao 51
Seção I - Da Segurança e do Sigilo de Dados – artigos 46 ao 49 VII V
Seção II - Das Boas Práticas e da Governança – artigos 50 e 5 VI
CAPÍTULO VI - OS AGENTES DE TRATAMENTO DE DADOS PESSOAIS
Artigos 37 ao 45 Seção I - Do Controlador e do Operador – artigos 37 ao 40 Seção II - Do
Encarregado pelo Tratamento de Dados Pessoais – artigo 41 Seção III - Da Responsabilidade e do
Ressarcimento de Danos – artigos 42 ao 45
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Propósito da LGPD
Art. 1º Esta Lei dispõe sobre o tratamento de dados
pessoais, inclusive nos meios digitais, por pessoa natural
ou por pessoa jurídica de direito público ou privado, com
o objetivo de proteger os direitos fundamentais de
liberdade e de privacidade e o livre desenvolvimento da
personalidade da pessoa natural.
• Parágrafo único. As normas gerais contidas nesta Lei são
de interesse nacional e devem ser observadas pela
União, Estados, Distrito Federal e Municípios.
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Quando a LGPD entrará em vigor?
Quando a LGPD entrará em vigor?
Art. 65. Esta Lei entra em vigor:
I - dia 28 de dezembro de 2018, quanto aos arts. 55-A, 55-B, 55-C, 55-D, 55-E, 55-F, 55-G,
55-H, 55-I, 55-J, 55-K, 55-L, 58-A e 58-B; e (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019)
I-A – dia 1º de agosto de 2021, quanto aos arts. 52, 53 e 54; (Incluído pela Lei nº
14.010, de 2020)
II - em 3 de maio de 2021, quanto aos demais artigos. (Redação dada pela Medida
Provisória nº 959, de 2020)
Quando a LGPD entrará em vigor?
Início da O quê? Dispositivos da LGPD Lei que alterou a
vigência LGPD
(Lei n. 13.709/2018)
Desde Estrutura e atribuições da Arts. 55-A, 55-B, 55-C, 55-D, Lei nº 13.853/2019
28/12/2018 Autoridade Nacional de 55-E, 55-F, 55-G, 55-H, 55-I,
Proteção de Dados (ANPD) 55-J, 55-K, 55-L, 58-A e 58-B
A partir de Adequação das operações Demais artigos Medida Provisória nº
03/05/2021 envolvendo dados 959/2020
pessoais, princípios,
enquadramento legal,
implementação de boas
práticas, governança e
observação aos direitos dos
titulares
A partir de Sanções administrativas Arts. 52, 53 e 54 Lei nº 14.010/2020
01/08/2021
Quando a LGPD entrará em vigor?
Possíveis hipóteses
MP 959 é convertida em lei -> LGPD vigente em 05/2021
-> Sanções em 05/2021
MP 959 não é convertida em -> LGPD vigente no mesmo dia da rejeição ou
lei 08/2020
(rejeição ou caducidade) -> Sanções em 05/2021
Fundamentos
Art. 2º A disciplina da proteção de dados pessoais tem como fundamentos:
I - o respeito à privacidade;
II - a autodeterminação informativa;
III - a liberdade de expressão, de informação, de comunicação e de opinião;
IV - a inviolabilidade da intimidade, da honra e da imagem;
V - o desenvolvimento econômico e tecnológico e a inovação;
VI - a livre iniciativa, a livre concorrência e a defesa do consumidor; e
VII - os direitos humanos, o livre desenvolvimento da personalidade, a dignidade e o
exercício da cidadania pelas pessoas naturais.
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Escopo territorial
Art. 3º Esta Lei aplica-se a qualquer operação de tratamento realizada por pessoa natural
ou por pessoa jurídica de direito público ou privado, independentemente do meio, do país
de sua sede ou do país onde estejam localizados os dados, desde que:
I - a operação de tratamento seja II - a atividade de tratamento tenha III - os dados pessoais objeto do
realizada no território nacional; por objetivo a oferta ou o tratamento tenham sido coletados no
fornecimento de bens ou serviços ou o território nacional.
tratamento de dados de indivíduos
localizados no território nacional; ou
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Escopo territorial
Art. 3º, III
• § 1º Consideram-se coletados no território
nacional os dados pessoais cujo titular nele se
encontre no momento da coleta.
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Quando a LGPD não se aplica?
Art. 4º Esta Lei não se aplica ao tratamento de dados pessoais:
• I - realizado por pessoa natural para fins exclusivamente particulares e não econômicos;
O artigo 3.o, n.o 2, segundo travessão, da Diretiva 95/46/CE do Parlamento Europeu e do Conselho, de
24 de outubro de 1995, relativa à proteção das pessoas singulares no que diz respeito ao tratamento de
dados pessoais e à livre circulação desses dados, deve ser interpretado no sentido de que a exploração
de um sistema de câmera que dá lugar a uma gravação vídeo de pessoas, guardada num dispositivo
de gravação contínua, como um disco rígido, sistema esse instalado por uma pessoa singular na sua
casa de família, para proteger os bens, a saúde e a vida dos proprietários dessa casa, e que vigia
igualmente o espaço público, não constitui um tratamento de dados efetuado no exercício de
atividades exclusivamente pessoais ou domésticas, na acepção desta disposição.
(Fonte:Acórdão do Tribunal de Justiça (Quarta Secção) de 11 de dezembro de 2014, Processo C-212/13.
[Link]
Quando a LGPD não se aplica?
Art. 4º Esta Lei não se aplica ao tratamento de dados pessoais:
• II - realizado para fins exclusivamente:
a) jornalístico e artísticos; ou
b) acadêmicos, aplicando-se a esta hipótese os arts. 7º e 11 desta Lei;
• III - realizado para fins exclusivos de:
a) segurança pública;
b) defesa nacional;
c) segurança do Estado; ou
d) atividades de investigação e repressão de infrações penais; ou
Quando a LGPD não se aplica?
Art. 4º :
• IV - provenientes de fora do território nacional e que não
sejam objeto de comunicação, uso compartilhado de dados
com agentes de tratamento brasileiros ou objeto de
transferência internacional de dados com outro país que
não o de proveniência, desde que o país de proveniência
proporcione grau de proteção de dados pessoais adequado
ao previsto nesta Lei.
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Termos-chave da LGPD
Art. 5º Para os fins desta Lei, considera-se:
• I - dado pessoal: informação relacionada a pessoa natural
identificada ou identificável; Dados
pessoais
• II - dado pessoal sensível: dado pessoal sobre origem racial
ou étnica, convicção religiosa, opinião política, filiação a
sindicato ou a organização de caráter religioso, filosófico ou Alguns dados
político, dado referente à saúde ou à vida sexual, dado podem ser
genético ou biométrico, quando vinculado a uma pessoa sensíveis
natural;
• IV - banco de dados: conjunto estruturado de dados pessoais,
estabelecido em um ou em vários locais, em suporte eletrônico
ou físico;
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Termos-chave da LGPD
Dado pessoal:
Para fins do Decreto nº 10.046/2019 (Cadastro Base do Cidadão e o Comitê Central de
Governança de Dados), considera-se:
I - atributos biográficos - dados de pessoa natural relativos aos fatos da sua vida, tais como
nome civil ou social, data de nascimento, filiação, naturalidade, nacionalidade, sexo, estado
civil, grupo familiar, endereço e vínculos empregatícios;
II - atributos biométricos - características biológicas e comportamentais mensuráveis da
pessoa natural que podem ser coletadas para reconhecimento automatizado, tais como a
palma da mão, as digitais dos dedos, a retina ou a íris dos olhos, o formato da face, a voz e
a maneira de andar;
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Dados
Termos-chave da LGPD pessoais
Dado pessoal:
Para fins do Decreto nº 10.046/2019 (Cadastro Base do Cidadão e o Comitê Central
de Governança de Dados), considera-se:
III - dados cadastrais - informações identificadoras perante os cadastros de órgãos
públicos, tais como:
b) o número de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas - CPF;
c) o número de inscrição no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas - CNPJ;
i) outros dados públicos relativos à pessoa jurídica ou à empresa individual;
IV - atributos genéticos - características hereditárias da pessoa natural, obtidas pela
análise de ácidos nucleicos ou por outras análises científicas;
(...)
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Termos-chave da LGPD
Art. 5º Para os fins desta Lei, considera-se:
Nome Anonimizado
São dados pessoais
• III - dado anonimizado: dado relativo a
titular que não possa ser identificado, convertidos em
considerando a utilização de meios técnicos dados não
razoáveis e disponíveis na ocasião de seu identificáveis, cujo
tratamento; processo de
anonimização não
Alguns dados
• XI - anonimização: utilização de meios pode serpodem ser
reversível.
técnicos razoáveis e disponíveis no sensíveis
momento do tratamento, por meio dos
quais um dado perde a possibilidade de
associação, direta ou indireta, a um
indivíduo;
(+ art. 12)
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Termos-chave da LGPD
Art. 5º Para os fins desta Lei, considera-se:
• V - titular: pessoa natural a quem se referem os dados pessoais que são objeto de
tratamento;
• VI - controlador: pessoa natural ou jurídica, de direito público ou privado, a quem
competem as decisões referentes ao tratamento de dados pessoais;
• VII - operador: pessoa natural ou jurídica, de direito público ou privado, que realiza o
tratamento de dados pessoais em nome do controlador;
• IX - agentes de tratamento: o controlador e o operador;
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Termos-chave da LGPD
Art. 5º Para os fins desta Lei, considera-se:
• VIII - encarregado: pessoa indicada pelo controlador e operador para atuar como canal de
comunicação entre o controlador, os titulares dos dados e a Autoridade Nacional de
Proteção de Dados (ANPD);
Obs:
Art. 41, par. 4: foi retirada a necessidade de conhecimento jurídico-técnico do encarregado
de proteção de dados pessoais, porém, na prática, identifica-se a obrigatoriedade.
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Termos-chave da LGPD
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Termos-chave da LGPD
Agentes de
tratamento
Titular
Dados
Dados Controlador
pessoais
pessoais
Operador
Autoridade
nacional (ANPD)
Comunicações Encarregado
(ou DPO)
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Termos-chave da LGPD
Art. 5º Para os fins desta Lei, considera-se:
• XII - consentimento: manifestação livre, informada e inequívoca pela qual o titular
concorda com o tratamento de seus dados pessoais para uma finalidade determinada;
• XIII - bloqueio: suspensão temporária de qualquer operação de tratamento, mediante
guarda do dado pessoal ou do banco de dados;
• XIV - eliminação: exclusão de dado ou de conjunto de dados armazenados em banco de
dados, independentemente do procedimento empregado;
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Termos-chave da LGPD
Art. 5º Para os fins desta Lei, considera-se:
• XV - transferência internacional de dados: transferência de dados pessoais para país
estrangeiro ou organismo internacional do qual o país seja membro;
• XVI - uso compartilhado de dados: comunicação, difusão, transferência internacional,
interconexão de dados pessoais ou tratamento compartilhado de bancos de dados pessoais
por órgãos e entidades públicos no cumprimento de suas competências legais, ou entre
esses e entes privados, reciprocamente, com autorização específica, para uma ou mais
modalidades de tratamento permitidas por esses entes públicos, ou entre entes privados;
• XVII - relatório de impacto à proteção de dados pessoais: documentação do controlador
que contém a descrição dos processos de tratamento de dados pessoais que podem gerar
riscos às liberdades civis e aos direitos fundamentais, bem como medidas, salvaguardas e
mecanismos de mitigação de risco;
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Termos-chave da LGPD
Art. 5º Para os fins desta Lei, considera-se:
• XVIII - órgão de pesquisa: órgão ou entidade da administração pública direta ou indireta
ou pessoa jurídica de direito privado sem fins lucrativos legalmente constituída sob as leis
brasileiras, com sede e foro no País, que inclua em sua missão institucional ou em seu
objetivo social ou estatutário a pesquisa básica ou aplicada de caráter histórico, científico,
tecnológico ou estatístico; e
• XIX - autoridade nacional: órgão da administração pública responsável por zelar,
implementar e fiscalizar o cumprimento desta Lei em todo o território nacional.
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Princípios
Art. 6º As atividades de tratamento de dados pessoais deverão observar a boa-fé e os
seguintes princípios:
IX X
não responsabilização
discriminação
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Princípios
Para Miguel Reale, o legislador, quando da redação da lei, reconhece que o "sistema de
leis não é suscetível de cobrir todo o campo da experiência humana, restando sempre
grande número de situações imprevistas, algo que era impossível ser vislumbrado".
Para essas lacunas do direito, "há a possibilidade do recurso aos princípios gerais de
direito, mas é necessário advertir que a estes não cabe apenas essa tarefa de preencher ou
suprir as lacunas da legislação" (1998, p. 306).
(REALE, Miguel. Lições Preliminares de Direito. 24. ed. São Paulo: Saraiva, 1998.
CUNHA, Guilherme Bohrer Lopes. A situação atual da teoria dos princípios no Brasil. Revista Jus Navigandi, ISSN 1518-4862, Teresina, ano 15, n.
2410, 5 fev. 2010. Disponível em: [Link] Acesso em: 12 jun. 2020).
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Princípios
Violar um princípio é muito mais grave que transgredir uma norma qualquer. A
desatenção ao princípio implica ofensa não apenas a um específico mandamento
obrigatório, mas a todo o sistema de comandos. É a mais grave forma de ilegalidade ou de
inconstitucionalidade, conforme o escalão do princípio atingido, porque representa
insurgência contra todo o sistema, subversão de seus valores fundamentais, contumélia
irremissível a seu arcabouço lógico e corrosão de sua estrutura mestra. Isto porque, com
ofendê-lo, abatem-se as vigas que os sustêm e alui-se toda a estrutura nelas esforçada”.
(MELLO, Celso Antônio Bandeira de, Curso de Direito Administrativo. 12ª ed. – São Paulo : Malheiros, 2000, p. 747/748.)
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Princípios e a demonstração de adequação à LGPD
Art. 49. Os sistemas utilizados para o tratamento de dados pessoais devem ser
estruturados de forma a atender aos
• requisitos de segurança,
• aos padrões de boas práticas e de governança e
• aos princípios gerais previstos nesta Lei e às demais normas regulamentares.
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Princípios
• I - finalidade: realização do tratamento para propósitos legítimos, específicos, explícitos
e informados ao titular, sem possibilidade de tratamento posterior de forma
incompatível com essas finalidades;
• II - adequação: compatibilidade do tratamento com as finalidades informadas ao titular,
de acordo com o contexto do tratamento;
• III - necessidade: limitação do tratamento ao mínimo necessário para a realização de
suas finalidades, com abrangência dos dados pertinentes, proporcionais e não excessivos
em relação às finalidades do tratamento de dados;
• IV - livre acesso: garantia, aos titulares, de consulta facilitada e gratuita sobre a forma e a
duração do tratamento, bem como sobre a integralidade de seus dados pessoais;
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Princípios
• V - qualidade dos dados: garantia, aos titulares, de exatidão, clareza, relevância e
atualização dos dados, de acordo com a necessidade e para o cumprimento da finalidade
de seu tratamento;
• VI - transparência: garantia, aos titulares, de informações claras, precisas e facilmente
acessíveis sobre a realização do tratamento e os respectivos agentes de tratamento,
observados os segredos comercial e industrial;
• VII - segurança: utilização de medidas técnicas e administrativas aptas a proteger os
dados pessoais de acessos não autorizados e de situações acidentais ou ilícitas de
destruição, perda, alteração, comunicação ou difusão;
• VIII - prevenção: adoção de medidas para prevenir a ocorrência de danos em virtude do
tratamento de dados pessoais;
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Princípios
• IX - não discriminação: impossibilidade de realização do tratamento para fins
discriminatórios ilícitos ou abusivos;
• X - responsabilização e prestação de contas: demonstração, pelo agente, da adoção de
medidas eficazes e capazes de comprovar a observância e o cumprimento das normas de
proteção de dados pessoais e, inclusive, da eficácia dessas medidas.
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Obrigada!
Adrianne Correia Lima
[Link]
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Próximo painel
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