FORMAÇÃO
PROFISSIONAL DE
PRIVACIDADE
DE DADOS (LGPD)
Realização Apoiadores
Módulo 5
Tratamento de dados pessoais
pelo Poder Público
Slide 2
Em qual parte da lei estamos?
I
X II
IX III
Capítulos
da LGPD
VIII IV
VII V CAPÍTULO IV - DO TRATAMENTO DE DADOS PESSOAIS PELO PODER PÚBLICO
VI Artigos 23 ao 32
Seção I - Das Regras – artigos 23 ao 30
Seção II - Da Responsabilidade – artigos 31 e 32
Slide 3
Premissas
• Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Acesso em:
[Link] .
Administração Pública = conjunto de órgãos, serviços e agentes do Estado que procura
satisfazer as necessidades da sociedade, tais como: educação, cultura, segurança, saúde
Administração Pública é a gestão dos interesses públicos por meio da prestação de serviços
públicos
(Fonte: Gregorius, Marcio Rosni. 2015. [Link] ).
Slide 4
Premissas
Constituição Federal
Art. 3º Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil:
• I - construir uma sociedade livre, justa e solidária;
• II - garantir o desenvolvimento nacional;
• III - erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais;
• IV - promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e
quaisquer outras formas de discriminação.
Slide 5
Premissas
Constituição Federal
Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos
Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade,
impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e, também, ao seguinte:
§ 3º A lei disciplinará as formas de participação do usuário na administração pública direta
e indireta, regulando especialmente:
II - o acesso dos usuários a registros administrativos e a informações sobre atos de
governo, observado o disposto no art. 5º, X e XXXIII; (Incluído pela Emenda
Constitucional nº 19, de 1998)
Slide 6
Premissas
Constituição Federal
Art. 5:
X - são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado
o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação;
XXXIII - todos têm direito a receber dos órgãos públicos informações de seu interesse
particular, ou de interesse coletivo ou geral, que serão prestadas no prazo da lei, sob pena
de responsabilidade, ressalvadas aquelas cujo sigilo seja imprescindível à segurança da
sociedade e do Estado; (Regulamento) (Vide Lei nº 12.527, de 2011)
Slide 7
Relacionamento da LGPD com outras leis
• Comitê Central de Governança de Dados. Guia de Boas Práticas Lei Geral de Proteção de
Dados (LGPD) - Guia de Boas Práticas para Implementação na Administração Pública
Federal. 2020. Acesso em: [Link]
dados/[Link]
• Cadastro Base do Cidadão e o Comitê Central de Governança de Dados. Decreto nº
10.046, de 9 de outubro de 2019. [Link]
2022/2019/Decreto/[Link]. (normas e as diretrizes para o compartilhamento de
dados entre os órgãos e as entidades da administração pública federal direta, autárquica
e fundacional)
Slide 8
Relacionamento da LGPD com outras leis
A LGPD, no art. 23, § 3º, cita expressamente as leis abaixo para o exercício dos direitos do
titular perante o Poder Público:
• Lei nº 9.507, de 12 de novembro de 1997 (Lei do Habeas Data)
Poder Judiciário
• Lei nº 9.784, de 29 de janeiro de 1999 (Lei Geral do Processo Administrativo)
Ex: Art. 68. As sanções, a serem aplicadas por autoridade competente, terão
natureza pecuniária ou consistirão em obrigação de fazer ou de não fazer,
assegurado sempre o direito de defesa.
• Lei nº 12.527, de 18 de novembro de 2011 (Lei de Acesso à Informação)
Slide 9
Relacionamento da LGPD com outras leis
Há decisões no sentido de que a divulgação da remuneração de servidores no site do
órgão, não fere o direito à privacidade (Constituição Federal).
“STF decide que divulgação de salário de servidor não fere a Constituição
O Recurso Extraordinário com Agravo (ARE 652777) foi interposto pelo município de São Paulo contra decisão
da Justiça estadual que garantiu a uma servidora a exclusão da publicação oficial, internet, de documento com
sua remuneração nominal.
Ao julgar o caso, os ministros do STF concluíram - como em julgamentos anteriores - que a divulgação da
remuneração dos servidores públicos com o nome dos respectivos titulares é de interesse geral e não viola o
direito à intimidade e à privacidade (artigo 5º, inciso X, da Constituição Federal). Para eles, a pessoa que
decide ingressar no serviço público adere ao regime jurídico próprio da Administração Pública, que prevê a
publicidade de todas as informações de interesse da coletividade.
A manifestação também destacou que a divulgação da remuneração dos servidores assegura a efetividade
da Lei de Acesso de Informação (Lei 12.527/2011), garantindo maior transparência à administração pública”.
Fonte: [Link]
constituicao
Slide 10
Seção I
Das regras
Slide 11
Quando é permitido o tratamento de dados pessoais?
Art. 23. O tratamento de dados pessoais pelas pessoas jurídicas de direito público
referidas no parágrafo único do art. 1º da Lei de Acesso à Informação, deverá ser realizado
para o atendimento de sua finalidade pública, na persecução do interesse público, com o
objetivo de executar as competências legais ou cumprir as atribuições legais do serviço
público, desde que:
Slide 12
Quando é permitido o tratamento de dados pessoais?
Pessoas jurídicas de direito público:
[Link]
• I - os órgãos públicos integrantes da administração direta dos Poderes Executivo,
Legislativo, incluindo as Cortes de Contas, e Judiciário e do Ministério Público;
• II - as autarquias, as fundações públicas, as empresas públicas, as sociedades de
economia mista e demais entidades controladas direta ou indiretamente pela União,
Estados, Distrito Federal e Municípios.
Slide 13
Quando é permitido o tratamento de dados pessoais?
Informações sobre o tratamento no site
• I - sejam informadas as hipóteses em que, no exercício de suas competências, realizam o
tratamento de dados pessoais, fornecendo informações claras e atualizadas sobre a
previsão legal, a finalidade, os procedimentos e as práticas utilizadas para a execução
dessas atividades, em veículos de fácil acesso, preferencialmente em seus sítios
eletrônicos;
Slide 14
Quando é permitido o tratamento de dados pessoais?
• II e IV – VETADOS (proibição de compartilhamento de dados, bem como com pessoas jurídicas de direito
privado) – ago/2018
“Ouvido, o Ministério da Fazenda manifestou-se pelo veto ao seguinte dispositivo: Inciso II do art. 23
´II - sejam protegidos e preservados dados pessoais de requerentes de acesso à informação, nos termos da Lei
nº 12.527, de 18 de novembro de 2011 (Lei de Acesso à Informação), vedado seu compartilhamento no
âmbito do Poder Público e com pessoas jurídicas de direito privado;´
Razões do veto: ´O dispositivo veda o compartilhamento de dados pessoas no âmbito do Poder Público e com
pessoas jurídicas de direto privado. Ocorre que o compartilhamento de informações relacionadas à pessoa
natural identificada ou identificável é medida recorrente e essencial para o regular exercício de diversas
atividades e políticas públicas. É o caso, por exemplo, do banco de dados da Previdência Social e do
Cadastro Nacional de Informações Sociais, cujas informações são utilizadas para o reconhecimento do
direito de seus beneficiários e alimentados a partir do compartilhamento de diversas bases de dados
administrados por outros órgãos públicos. Ademais, algumas atividades afetas ao poder de polícia
administrativa poderiam ser inviabilizadas, a exemplo de investigações no âmbito do Sistema Financeiro
Nacional, dentre outras.´”
Slide 15
Quando é permitido o tratamento de dados pessoais?
Art. 23. O tratamento de dados pessoais pelas pessoas jurídicas de direito público referidas
no parágrafo único do art. 1º da Lei de Acesso à Informação, deverá ser realizado para o
atendimento de sua finalidade pública, na persecução do interesse público, com o objetivo
de executar as competências legais ou cumprir as atribuições legais do serviço público,
desde que:
Quando essas pessoas jurídicas forem operadoras, deverão indicar um encarregado
• III - seja indicado um encarregado quando realizarem operações de tratamento de dados pessoais, nos
termos do art. 39 desta Lei.
Slide 16
No caso de empresas públicas e
as sociedades de economia mista
Se explorarem atividade econômica, podem ter o mesmo tratamento das PJs de direito
privado
Art. 24. As empresas públicas e as sociedades de economia mista que atuam em regime de
concorrência, sujeitas ao disposto no art. 173 da Constituição Federal , terão o mesmo
tratamento dispensado às pessoas jurídicas de direito privado particulares, nos termos
desta Lei.
• Parágrafo único. As empresas públicas e as sociedades de economia mista, quando
estiverem operacionalizando políticas públicas e no âmbito da execução delas, terão o
mesmo tratamento dispensado aos órgãos e às entidades do Poder Público, nos termos
deste Capítulo.
Slide 17
Formato interoperável para uso compartilhado
Art. 25. Os dados deverão ser mantidos em
formato interoperável e estruturado para o uso
compartilhado, com vistas à execução de
políticas públicas, à prestação de serviços
públicos, à descentralização da atividade pública
e à disseminação e ao acesso das informações
pelo público em geral.
Slide 18
Uso compartilhado de dados pessoais
Art. 26. O uso compartilhado de dados pessoais pelo Poder Público deve atender a
finalidades específicas de execução de políticas públicas e atribuição legal pelos órgãos e
pelas entidades públicas, respeitados os princípios de proteção de dados pessoais
elencados no art. 6º desta Lei.
• § 1º É vedado ao Poder Público transferir a entidades privadas dados pessoais constantes
de bases de dados a que tenha acesso, exceto:
I - em casos de execução descentralizada de atividade pública que exija a transferência, exclusivamente
para esse fim específico e determinado, observado o disposto na Lei de Acesso à Informação ;
II - (VETADO);
III - nos casos em que os dados forem acessíveis publicamente, observadas as disposições desta Lei.
IV - quando houver previsão legal ou a transferência for respaldada em contratos, convênios ou
instrumentos congêneres; ou
V - na hipótese de a transferência dos dados objetivar exclusivamente a prevenção de fraudes e
irregularidades, ou proteger e resguardar a segurança e a integridade do titular dos dados, desde que
vedado o tratamento para outras finalidades.
Slide 19
Uso compartilhado de dados pessoais com
consentimento do titular
Regra: compartilhamento de dados pessoais entre pessoa de direito público e privado =
ciência da ANPD + consentimento do titular
Art. 27. A comunicação ou o uso compartilhado de dados pessoais de pessoa jurídica de
direito público a pessoa de direito privado será informado à autoridade nacional e
dependerá de consentimento do titular, exceto:
• I - nas hipóteses de dispensa de consentimento previstas nesta Lei; (ex. dados tornados
manifestamente públicos pelo titular)
• II - nos casos de uso compartilhado de dados, em que será dada publicidade nos termos
do inciso I do caput do art. 23 desta Lei; ou (infos no site)
• III - nas exceções constantes do § 1º do art. 26 desta Lei. (quando houver convênios,
contratos cientificados à ANPD)
• Parágrafo único. A informação à autoridade nacional de que trata o caput deste artigo
será objeto de regulamentação.
Slide 20
Registros das operações de tratamento
Art. 29. A autoridade nacional poderá solicitar, a qualquer momento, aos órgãos e às
entidades do poder público a realização de operações de tratamento de dados pessoais,
informações específicas sobre o âmbito e a natureza dos dados e outros detalhes do
tratamento realizado e poderá emitir parecer técnico complementar para garantir o
cumprimento desta Lei.
Art. 30. A autoridade nacional poderá estabelecer normas complementares para as
atividades de comunicação e de uso compartilhado de dados pessoais.
Slide 21
Publicação RIPD e ações de padrões e boas práticas
Art. 32. A autoridade nacional poderá solicitar a
agentes do Poder Público a publicação de
relatórios de impacto à proteção de dados
Relatório de
pessoais e sugerir a adoção de padrões e de boas impacto à proteção
práticas para os tratamentos de dados pessoais de dados pessoais
pelo Poder Público. (RIPD)
Slide 22
Registros das operações de tratamento
Exemplo: em ação movida pela Defensorias Públicas da União e de SP, IDEC, Artigo 19 e
Intervozes, para a produção de provas pelo Metrô de SP em relação à leitura facial de
passageiros, o Poder Judiciário exigiu a apresentação do RIPD.
Link para mais informações: [Link]
prote%C3%A7%C3%A3o-dados-pessoais-%C3%A9-ao-sp-correia-lima/
Slide 23
Seção II
Da responsabilidade
Slide 24
Em caso de violação
Art. 31. Quando houver infração a esta
Lei em decorrência do tratamento de
dados pessoais por órgãos públicos, a
autoridade nacional poderá enviar
informe com medidas cabíveis para fazer
cessar a violação.
Slide 25
Obrigada!
Adrianne Correia Lima
[Link]
Slide 26
Próximo painel
Slide 27