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Recurso Ordinário: Insalubridade e Horas Extras

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EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA 13ª VARA DO TRABALHO

DA COMARCA DE ARACAJU, ESTADO DE SERGIPE.


Processo nº [insira o número do processo]

Sociedade Empresária Ômega Ltda, já devidamente qualificada nos autos do


processo em epígrafe, por seu advogado que esta subscreve (procuração anexa),
vem, respeitosamente, perante Vossa Excelência, com fundamento no art. 895, I
da Consolidação das Leis do Trabalho, interpor
RECURSO ORDINÁRIO

contra a r. sentença proferida por este douto Juízo, que julgou totalmente
procedente a ação proposta pelo reclamante, Adalberto Sussurana Procopio,
condenando a recorrente ao pagamento do adicional de insalubridade em grau
máximo e ao pagamento de horas extras trabalhadas no mês de dezembro de
2019, pelos motivos de fato e de direito a serem apresentados nas razões
anexas.

Requer-se, pois, o recebimento do presente recurso, no seu duplo efeito,


devolutivo e suspensivo, o seu regular processamento, e, após as formalidades
legais, a remessa dos autos ao Egrégio Tribunal Regional do Trabalho da 20ª
Região, para que, ao final, seja dado provimento ao recurso, reformando-se a
sentença recorrida.

Termos em que,
Pede deferimento.
Aracaju, [data].

[Nome do advogado]
OAB N° X
AO EGRÉGIO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 20ª REGIÃO
Processo nº. X

Eméritos julgadores,
Nos autos do processo em epígrafe foi prolatada a R. decisão que julgou
totalmente procedente o pedido de condenação ao pagamento do adicional de
insalubridade em grau máximo e ao pagamento de horas extras trabalhadas no
mês de dezembro, porém esta não merece prosperar e deve ser revista pelas
razões, que passa a expor:
SÍNTESE DA DEMANDA
A Sociedade Empresária Ômega Ltda., ora recorrente, foi demandada em ação
trabalhista proposta por Adalberto Sussurana Procopio, ex-empregado, nos autos
do Processo nº X, em trâmite perante a 13ª Vara do Trabalho de Aracaju-SE. A
sentença de primeiro grau julgou totalmente procedentes os pedidos formulados
pelo reclamante, condenando a recorrente ao pagamento de adicional de
insalubridade em grau máximo durante todo o pacto laboral, bem como ao
pagamento de horas extras supostamente trabalhadas no mês de dezembro de
2019.
A recorrente, inconformada com a decisão, destaca que a perícia realizada em
sua empresa concluiu pela inexistência de insalubridade no local de trabalho do
reclamante. No entanto, a sentença, contraditoriamente, condenou a recorrente
ao pagamento do adicional de insalubridade, desconsiderando o laudo pericial
favorável.
Ademais, a recorrente informa que a decisão também a condenou ao pagamento
de 60 horas extras referentes ao mês de dezembro de 2019, sem levar em conta
os comprovantes de pagamento dessas horas, devidamente juntados aos autos.
Ressalta-se que o próprio reclamante, em audiência, admitiu ter recebido tais
valores, reconhecendo sua assinatura nos recibos apresentados pela defesa.
Diante dessas inconsistências, a recorrente busca a reforma da sentença, uma
vez que a decisão de primeiro grau não observou as provas produzidas nos
autos, resultando em condenação indevida.
Tempestividade
A Sociedade Empresária Ômega Ltda. foi devidamente intimada da sentença
proferida pelo Juízo da 13ª Vara do Trabalho de Aracaju-SE no mesmo dia em que
a decisão foi publicada. O presente recurso ordinário está sendo interposto
dentro do prazo legal de 8 dias úteis, conforme estipulado pelo artigo 895, inciso
I, da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Portanto, resta claro que o recurso
é tempestivo, uma vez que respeita o prazo legalmente estabelecido para sua
interposição.
Cabimento do Recurso
A decisão de primeiro grau condenou a Sociedade Empresária Ômega Ltda ao
pagamento de adicional de insalubridade em grau máximo e ao pagamento de
horas extras, contrariando as provas apresentadas nos autos. Diante dessa
situação, a recorrente busca a reforma da sentença, sendo o recurso ordinário o
meio adequado para tal.
O cabimento do recurso ordinário está previsto no artigo 895, inciso I, da
Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), que estabelece que cabe recurso
ordinário para a instância superior das decisões definitivas ou terminativas das
Varas do Trabalho. Portanto, considerando que a decisão de primeiro grau é uma
decisão definitiva que impôs condenações à recorrente, o recurso ordinário é o
instrumento processual adequado para buscar a revisão dessa decisão.
Assim, a interposição do presente recurso ordinário pela Sociedade Empresária
Ômega Ltda. é plenamente cabível e encontra respaldo na legislação trabalhista
vigente.
Inexistência de Insalubridade Comprovada por Perícia e Contradição entre Laudo
Pericial e Sentença
A perícia realizada na empresa da recorrente, Sociedade Empresária Ômega Ltda,
concluiu pela inexistência de insalubridade no local de trabalho do reclamante,
Adalberto Sussurana Procopio. O laudo pericial, elaborado por perito nomeado
pelo juízo, é claro ao afirmar que as condições de trabalho não expunham o
reclamante a agentes insalubres.
O artigo 195, § 2º, da CLT, estabelece que a caracterização e a classificação da
insalubridade devem ser feitas por meio de perícia técnica. No presente caso, a
perícia técnica foi realizada e concluiu pela inexistência de insalubridade. A
Súmula 448, I, do TST, reforça que a insalubridade deve ser comprovada por
laudo pericial, o que foi devidamente cumprido.
No entanto, a sentença de primeiro grau, apesar de reconhecer a inexistência de
insalubridade na fundamentação, condenou a recorrente ao pagamento do
adicional de insalubridade em grau máximo. Tal contradição entre a
fundamentação e a conclusão da sentença deve ser corrigida, uma vez que a
decisão não observou o laudo pericial favorável à recorrente.
O artigo 489, § 1º, IV, do CPC, exige que a decisão judicial seja fundamentada de
forma coerente e que não haja contradição entre os fundamentos e a conclusão.
Além disso, o artigo 832 da CLT determina que a sentença deve ser certa, precisa
e congruente com os pedidos formulados e com as provas dos autos.
Diante disso, é evidente que a sentença de primeiro grau incorreu em erro ao
condenar a recorrente ao pagamento do adicional de insalubridade, mesmo
havendo laudo pericial que concluiu pela inexistência de insalubridade. Portanto,
é imperativo que a decisão seja reformada para que se observe o laudo pericial e
se corrija a contradição presente na sentença.
Pagamento de Horas Extras Comprovado e Confissão do Reclamante sobre
Recebimento das Horas Extras
A recorrente, Sociedade Empresária Ômega Ltda, apresentou nos autos
comprovantes de pagamento das horas extras referentes ao mês de dezembro
de 2019, totalizando 60 horas extras. Os recibos de pagamento foram
devidamente assinados pelo reclamante, Adalberto Sussurana Procopio,
comprovando que as horas extras foram pagas de forma correta e tempestiva.
Em audiência, o reclamante confessou ter recebido as horas extras trabalhadas
no mês de dezembro de 2019, reconhecendo sua assinatura nos recibos
apresentados pela defesa. Tal confissão é de extrema relevância e deve ser
considerada para afastar a condenação ao pagamento das horas extras,
conforme preceituam os artigos 818 da CLT e 373, II, do CPC, que dispõem sobre
o ônus da prova, e os artigos 348 e 400 do CPC, que tratam da confissão como
meio de prova.
Dessa forma, a confissão do reclamante, aliada aos comprovantes de pagamento
apresentados, evidencia que as horas extras foram devidamente quitadas, não
havendo fundamento para a condenação imposta.
Erro Material na Sentença
A sentença proferida no presente caso apresenta um erro material ao condenar a
recorrente, Sociedade Empresária Ômega Ltda, ao pagamento do adicional de
insalubridade ao reclamante, Adalberto Sussurana Procopio. Tal condenação se
mostra equivocada, uma vez que a perícia técnica realizada nos autos concluiu
pela inexistência de condições insalubres no ambiente de trabalho do
reclamante.
A perícia, conduzida por profissional habilitado, foi clara ao atestar que as
atividades desempenhadas pelo reclamante não se enquadram nas condições
previstas para a caracterização da insalubridade, conforme as normas
regulamentadoras aplicáveis. Portanto, a decisão judicial que impôs a obrigação
de pagamento do adicional de insalubridade à recorrente não reflete
corretamente as provas produzidas nos autos.
Nos termos do artigo 494 do Código de Processo Civil, o juiz pode corrigir, de
ofício ou a requerimento da parte, inexatidões materiais ou erros de cálculo
contidos na sentença. Além disso, o artigo 897-A da Consolidação das Leis do
Trabalho prevê a possibilidade de interposição de embargos de declaração para
sanar omissão, contradição ou obscuridade, bem como para corrigir erro
material.

Diante do exposto, é evidente que a sentença incorreu em erro material ao


desconsiderar a conclusão pericial e condenar a recorrente ao pagamento do
adicional de insalubridade. Tal erro deve ser corrigido para que a decisão judicial
reflita fielmente as provas dos autos e a realidade dos fatos apurados

DOS PEDIDOS

Diante do exposto, requer a recorrente, Sociedade Empresária Ômega Ltda., que


este Egrégio Tribunal Regional do Trabalho conheça e dê provimento ao presente
Recurso Ordinário para reformar a sentença de primeiro grau, nos seguintes
termos: a) seja reconhecida a tempestividade e o cabimento do presente recurso,
conforme fundamentação apresentada; b) seja reformada a sentença para
afastar a condenação ao pagamento do adicional de insalubridade em grau
máximo, considerando a inexistência de insalubridade comprovada por perícia
técnica, conforme laudo pericial favorável à recorrente; c) seja reformada a
sentença para afastar a condenação ao pagamento de horas extras,
considerando os comprovantes de pagamento apresentados e a confissão do
reclamante sobre o recebimento das horas extras referentes ao mês de
dezembro de 2019; d) seja reconhecido e corrigido o erro material presente na
sentença, que condenou a recorrente ao pagamento do adicional de
insalubridade, desconsiderando a conclusão pericial que atestou a inexistência
de condições insalubres no ambiente de trabalho do reclamante; e) seja a
recorrente isentada de qualquer condenação ao pagamento de honorários
advocatícios sucumbenciais, por não ter dado causa à presente demanda. Por
fim, requer a condenação do reclamante ao pagamento das custas processuais e
demais cominações legais. Termos em que, pede deferimento.

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