Formação de Carvão em Bacias Sedimentares
Formação de Carvão em Bacias Sedimentares
Figura 1 – Esboço geográfico e geológico do Cabo Mondego e sua envolvente, com localização da Mina de Carvão de Pedra de
Buarcos (adaptado de Callapez 2015, com base na cartografia geológica disponível à escala 1/50 000).
1. O Complexo Carbonoso do Cabo Mondego formou-se na Era _________ e as instalações da Mina
Carvão de Pedra de Buarcos localizavam-se a _________ da cidade da Figueira da Foz.
(A) Paleozoico … NE
(B) Paleozoico … NO
(C) Mesozoico … NO
(D) Mesozoico … NE
1
2. O carvão classifica-se como uma rocha sedimentar _________, que se forma em condições _________.
(A) quimiogénica … aeróbias
(B) quimiogénica … anaeróbias
(C) biogénica … aeróbias
(D) biogénica … anaeróbias
3. A turfa forma-se a partir da decomposição de _________, dando origem a diferentes formas de carvão
em condições em que ocorre o aumento _________.
(A) detritos vegetais continentais … da pressão e da temperatura
(B) detritos vegetais continentais … da compactação e da hidratação
(C) plâncton … da compactação e da desidratação
(D) plâncton … da pressão e diminuição da temperatura
4. O carvão da bacia de Rio Maior, comparativamente ao carvão da Bacia Carbonífera do Douro, apresenta
um
(A) maior grau de incarbonização e, por isso, menor teor de carbono.
(B) menor grau de incarbonização e menor teor de materiais voláteis.
(C) maior teor de água, libertando mais fumo durante a sua combustão.
(D) menor teor de carbono, libertando maior quantidade de calor durante a sua combustão.
2
8. Complete o texto seguinte com a opção adequada a cada espaço.
Transcreva para a folha de respostas cada uma das letras, seguida do número que corresponde à opção
selecionada. A cada letra corresponde um só número.
Os evaporitos são rochas sedimentares __(a)__ que se formam a partir da __(b)__ de substâncias
dissolvidas em água. O __(c)__ é um exemplo deste tipo de rochas, sendo constituído fundamentalmente
por __(d)__ e podendo formar estruturas designadas __(e)__.
(a) (b) (c) (d) (e)
1. calcário
[Link]énicas 1. evaporação 1. cloreto de sódio 1. diapiros
conquífero
2. detríticas 2. precipitação [Link] 2. dolinas
2. petróleo
[Link]énicas [Link]énese 3. sulfato de cálcio 3. estalagmites
3. sal-gema
9. Faça corresponder cada uma das descrições relacionadas com processos de meteorização física,
expressas na Coluna I, à designação correspondente, que consta na Coluna II.
COLUNA I COLUNA II
(a) Formação de minerais a partir de sais dissolvidos contribui para a (1) Alívio de pressão
desagregação de rochas.
(2) Crioclastia
(b) Grandes amplitudes térmicas provocam variações de volume do
(3) Haloclastia
maciço rochoso.
(4) Hidratação
(c) Rochas formadas em profundidade sofrem diaclasamento quando
afloram. (5) Termoclastia
10. Na zona do Cabo Mondego existem várias pedreiras, onde se extraem calcários para utilizar na
construção civil. Tendo em conta a crescente poluição atmosférica, explique qual o risco da utilização
desta rocha como material de construção.
1. Opção C.
2. Opção D.
3. Opção A.
4. Opção C.
5. Opção A.
6. Opção D.
7. Opção A.
8. (a) – 3; (b) – 2; (c) – 3; (d) – 1; (e) – 1.
9. (a) – (3); (b) – (5); (c) – (1).
10. O aluno deve contemplar na sua resposta os seguintes elementos:
(A) A emissão de gases como os óxidos de carbono e outros óxidos (de enxofre e de nitrogénio) pode,
por dissolução na água, levar à formação de ácidos como o ácido carbónico (H2CO3).
(B) O ácido carbónico reage com o calcário, provocando a sua dissolução.
(C) Este processo de meteorização química compromete a conservação dos edifícios com calcário.
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II
Os Montes Apeninos formam uma crista de calcário que percorre toda a Península Italiana. A paisagem
dos Apeninos centrais, inserida no Parque Nacional Monti Sibillini, é uma manifestação dos processos
geológicos que atuam nesta região há mais de 200 Ma e que foi marcada, principalmente, por duas
fases de forte deformação tectónica durante o Cenozoico: inicialmente por um regime compressivo
marcado pela formação de falhas inversas, que contorceu e elevou rochas na zona oeste da cordilheira,
seguido de um regime distensivo, resultando na formação de falhas normais que criou bacias rodeadas
por relevos de montanhas íngremes.
A história das rochas do Parque Nacional Monti Sibillini começa no final do Triásico, há 200 Ma, com
a abertura do mar de Tétis entre os supercontinentes Gondwana e Laurasia. No Jurássico Inferior (200
a 174 Ma), foram criadas condições propícias para a deposição de sedimentos carbonatados. Com o
tempo, as conchas de calcário de organismos, particularmente de foraminíferos microscópicos,
passaram a integrar esses sedimentos.
Uma formação geológica que ganhou destaque na comunidade científica, devido à sua cor e ao seu
aspeto laminado, é conhecida por calcários Scaglia.
A formação Scaglia Bianca é branca, a Scaglia Rossa é vermelha e a Scaglia Variegata é mista. Dentro
da Scaglia Rossa está a fronteira do Cretácico-Paleogénico que data de há 66 Ma. A queda repentina
na diversidade, tamanho e ornamentação dos foraminíferos na fronteira permitem inferir a existência
de um evento global cataclástico que aconteceu na época: a extinção em massa do fim do Cretácico.
No desfiladeiro de Bottaccione perto de Gubbio, cerca de 60 km a noroeste do parque nacional, o
famoso afloramento onde os cientistas identificaram uma anomalia de irídio – que mais tarde foi ligada
ao impacto maciço de Chicxulub implicado na extinção em massa – permanece um local de
peregrinação para geólogos.
Adaptado de [Link]
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2. As formações calcárias Scaglia apresentam um modelado cársico que é devido
(A) ao facto de a água da chuva adquirir menor acidez ao atravessar a atmosfera.
(B) a um processo lento e natural de abertura de fraturas através da dissolução do carbonato de cálcio.
(C) ao enriquecimento do maciço calcário em dióxido de carbono atmosférico.
(D) à introdução de águas enriquecidas em iões de cálcio pelas fraturas do maciço.
3. Nos calcários Scaglia, foram encontrados _________ de conchas de foraminíferos que consistem na
_________.
(A) moldes … reprodução da morfologia interna ou externa da concha
(B) marcas … preservação de registos da atividade do animal marinho
(C) moldes … substituição da totalidade do ser vivo por matéria mineral
(D) marcas … conservação completa das estruturas orgânicas do ser vivo
4. De acordo com o princípio da _________, as falhas representadas na figura 1 são _________ à formação
dos estratos de evaporitos e de calcários.
(A) interseção … anteriores
(B) inclusão … anteriores
(C) interseção … posteriores
(D) inclusão … posteriores
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8. Ordene as expressões indicadas pelas letras A a E de modo a reconstituir a sequência de
acontecimentos geológicos da zona central dos Montes Apeninos.
A – Deposição de calcários e margas, na região sudoeste dos Montes Apeninos.
B – Formação de rochas em ambientes lagunares de zonas áridas.
C – Deformação em regime distensivo e formação de falhas normais.
D – Atuação de forças compressivas com consequente formação de falhas inversas.
E – Precipitação de carbonato de cálcio, no início do Jurássico.
9. Mencione uma condição física do meio favorável ao processo de fossilização dos foraminíferos.
10. Faça corresponder cada uma das descrições relativas a princípios da estratigrafia, expressas na Coluna
I, à designação correspondente, que consta na Coluna II.
COLUNA I COLUNA II
(a) Estratos com o mesmo conteúdo fossilífero têm a mesma (1) Princípio da Continuidade Lateral
idade.
(2) Princípio da Identidade
(b) O mesmo período de sedimentação pode ocorrer em Paleontológica
diferentes ambientes que se podem estender por uma vasta
(3) Princípio da Inclusão
área.
(4) Princípio da Interseção
(c) Fragmentos de rochas incorporados num estrato são mais
antigos do que a rocha que os engloba. (5) Princípio da Sobreposição
11. Explicite a importância do estudo do registo fossilífero para a caracterização de paleoambientes e para
a elaboração da escala de tempo geológico.
12. Relacione a presença dos calcários Scaglia dos Montes Apeninos com o contexto ambiental da sua
formação.
1. Opção C.
2. Opção B.
3. Opção A.
4. Opção C.
5. Opção C.
6. Opção D.
7. Opção A.
8. B–E–D–A–C
9. O aluno deve referir uma das seguintes condições do meio: baixo hidrodinamismo, rápida deposição de
sedimentos finos.
10. (a) – (2); (b) – (1); (c) – (3).
11. O aluno deverá contemplar na sua resposta os seguintes elementos:
(A) A presença de fósseis de fácies permite a reconstituição de paleoambientes, dando informações sobre
o ambiente de deposição e formação das rochas onde se encontram.
(B) Os fósseis de idade permitem estabelecer correlações entre sequências estratigráficas, contribuindo
para a elaboração da escala do tempo geológico.
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(C) O estudo do registo fossilífero permite, ainda, efetuar a divisão desta escala, considerando as
extinções em massa e a diversificação de seres vivos.
12. O aluno deverá contemplar na sua resposta os seguintes elementos:
(A) Os calcários são rochas sedimentares quimiogénicas que resultam da precipitação de carbonato de
cálcio.
(B) Os ambientes de sedimentação do calcário são de fácies marinha, ao nível da plataforma continental.
(C) O ambiente marinho teria reduzida concentração de dióxido de carbono.
III
Em 1935, Filip Hjulström publica a sua tese de doutoramento intitulada “Estudos sobre a atividade
morfológica da atividade dos rios, como ilustrado pelo rio Fyris (Suécia)”. A investigação produziu um
gráfico que viria a ficar conhecido como diagrama de Hjulström (figura 1). O diagrama delimita,
relativamente a um curso de água, os domínios de erosão, transporte e sedimentação, em função da
velocidade (expressa em cm/s) e das dimensões (expressa em mm) das partículas. A curva superior
relaciona a velocidade crítica de erosão, em cm/s, e o tamanho das partículas (mm), enquanto a curva
inferior apresenta a velocidade de deposição (decantação), em função do tamanho dos sedimentos. De
notar que os eixos são logarítmicos.
A curva apresentada resultou de uma investigação que data das primeiras décadas do século XX e,
atualmente, apesar da sua simplicidade ser atrativa, possui apenas um valor histórico. Uma das
principais críticas prende-se com o facto de o diagrama não ter em consideração a profundidade da água
ou, ainda mais importante, que a erosão é provocada pela aceleração do fluxo, enquanto a sedimentação
pela desaceleração do fluxo.
1. Se a velocidade da água for de 1 cm/s, uma partícula com 1 mm de diâmetro, de acordo com os
dados do diagrama, poderá
(A) provocar erosão na margem direita do curso de água.
(B) provocar erosão na margem esquerda do curso de água.
(C) ser transportada ao longo do curso de água.
(D) sedimentar no leito ou nas margens do curso de água.
2. Para deslocar da posição de repouso uma partícula de ________ de diâmetro, a velocidade mínima
necessária é de aproximadamente ________.
(A) 10 mm … 100 cm/s (C) 10 mm … 30 cm/s
(B) 1 mm … 100 cm/s (D) 1 mm … 30 cm/s
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3. Os detritos que são mais facilmente transportados são
(A) os calhaus rolados. (C) os siltes.
(B) as areias. (D) as argilas.
5. Conseguem ser transportadas na corrente, partículas com um diâmetro de 0,1 mm, num intervalo
de velocidade
(A) abaixo de 100 cm/s e acima de 30cm/s. (C) abaixo de 40 cm/s e acima de 10 cm/s.
(B) abaixo de 20 cm/s e acima de 1 cm/s. (D) abaixo de 10 cm/s e acima de 0,1 cm/s.
6. Os sedimentos depositados pelo rio tendem a ser, à medida que se aproxima a foz, cada vez
________ arredondados e ________ calibrados.
(A) menos … menos (C) mais … mais
(B) menos … mais (D) mais … menos
7. Faça corresponder a cada uma das afirmações, expressas na coluna A, o respetivo termo referido
na coluna B.
Coluna A Coluna B
8. O perfil longitudinal de um rio varia desde a nascente até à foz, influenciando a competência do
fluxo. A competência de um rio diz respeito à capacidade de transporte de carga sólida e é
determinada pela partícula de diâmetro máximo que pode ser posta em movimento.
Justifique o facto de os sedimentos característicos dos deltas serem constituídos por areias finas,
siltes e argilas.
9. Explique, atendendo aos dados do diagrama de Hjulström, a razão para as partículas da dimensão
de argilas apresentarem uma velocidade de erosão diferente das partículas de maior diâmetro,
como as areias.
10. Em Portugal, frequentemente, os portos de mar, como os de Viana do Castelo, Figueira da Foz ou
Lisboa, coincidem com a foz dos rios que desaguam nesses locais (rios Lima, Mondego e Tejo,
respetivamente).
Explique a razão para, nestes portos de mar, serem frequentes os trabalhos de desassoreamento.
8
A
IV
O tratamento laboratorial das amostras envolveu, entre outros procedimentos, a utilização de tubos
todos idênticos, fechados na base, por uma membrana permeável idêntica. No quadro I foram registados
valores teóricos relativos à porosidade e ao tempo de escoamento, em função do tamanho das
partículas.
Figura 1
9
Tabela 1
A Fino (0,008) 40 14
B Médio (0,2) 40 8
C Grosseiro (1) 40 6
5. Verteu-se o conteúdo do tubo D num outro tubo contendo apenas água e criaram-se as condições
para uma deposição sequencial. A ordem natural de deposição dos materiais, da base para o topo,
foi
(A) fino, médio e grosseiro.
(B) fino, grosseiro e médio.
(C) grosseiro, fino e médio.
(D) grosseiro, médio e fino.
10
6. Faça corresponder a cada uma das letras (de A a E), que identificam afirmações relativas à
formação de rochas sedimentares e do seu conteúdo, o número (de I a VIII) da chave que assinala
o respetivo processo de formação.
Afirmações
A – É o processo que altera as características primárias (físicas e/ou químicas) das rochas, à
superfície da Terra.
B – É um fenómeno que ocorre quando a ação dos agentes de erosão e de transporte se anula
ou é muito fraca.
C – Consiste na transformação dos sedimentos em rochas sedimentares, por via física ou química.
D – É o conjunto de processos físicos que permitem remover os materiais resultantes da
desagregação da rocha-mãe.
E – Ocorre por substituição dos tecidos, partícula a partícula, por sílica, ficando a estrutura original
preservada.
Chave
I – Mineralização
II – Sedimentação
III – Transporte
IV – Diagénese
V – Moldagem
VI – Erosão
VII – Meteorização
VIII – Mumificação
A Paisagem Protegida da Arriba Fóssil da Costa da Caparica situa-se na península de Setúbal, numa
região limitada a norte pelo estuário do Tejo e a sul pelo estuário do Sado. Desenvolve-se, mais
exatamente, na região entre a Costa da Caparica e a Lagoa de Albufeira, ocupando uma área de 1570
hectares ao longo da costa atlântica, que abarca os concelhos de Almada e Sesimbra. A paisagem da
área protegida é constituída por uma planície costeira, que é acompanhada a oeste, em toda a sua
extensão, por uma arriba fóssil. Grande parte da plataforma de topo da arriba é ocupada pelos medos,
designação atribuída ao conjunto de dunas fixas que se desenvolve sobre as arribas. A arriba fóssil
insere-se na unidade morfoestrutural da Bacia Sedimentar do Tejo e Sado (figura 1).
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No início do Cenozoico, a Bacia Sedimentar do Tejo e Sado foi uma vasta depressão tectónica, aberta
às influências oceânicas, sendo, progressivamente, preenchida por estratos sedimentares sub-
horizontais, com enorme conteúdo fossilífero, nomeadamente de peixes tropicais do Miocénico que
indicam mares ou correntes quentes. Os sedimentos tiveram origem nas sucessivas e alternadas
transgressões e regressões marinhas, com uma idade de cerca de 15 Ma. Só em 1755, depois da
ocorrência do sismo de Lisboa, a linha de costa regrediu definitivamente, formando esta arriba fóssil que
deixou de estar em contacto direto com o mar.
Na Península de Setúbal, da base para o topo, ocorrem formações com idades do Miocénico médio
ao Holocénico, conforme quadro 1.
Quadro 1
Fonte Idade
Fontes: [Link]
[Link]/portal/page/portal/AMBIENTE/AMB_NAT_BIO/?amb=0&ambiente_ambiente_bio=14103731&cboui=14103731
(consultado em 24 de abril de 2018)
[Link] (consultado em 24 de abril de 2018)
Cruces, A., Lopes, I., Freitas, M. C. & Andrade, César (2002) – Geologia no Verão 2002 – Guia de Excursão.
A Geologia no Litoral – Parte I: Do Tejo à Lagoa de Albufeira.
Departamento de Geologia. Faculdade de Ciência da Universidade de Lisboa.
1. A arriba fóssil da Costa da Caparica corresponde a uma zona costeira ________ que já não é
modelada pela ação ________ das águas atlânticas.
(A) alta … diagenética
(B) baixa … erosiva
(C) alta … erosiva
(D) baixa … sedimentar
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3. No topo da arriba fóssil da Costa da Caparica encontram-se dunas fixas. Estas estruturas
sedimentares formaram-se em zonas onde a ação dos agentes de erosão é ________ e o transporte
é ________.
(A) elevado … elevado
(B) quase nula … reduzido
(C) reduzido … elevado
(D) elevado … reduzido
6. Os fósseis de peixe que ocorrem nos estratos sedimentares do Miocénico são considerados bons
indicadores de fácies se possuírem
(A) grande distribuição geográfica e grande distribuição estratigráfica.
(B) pequena distribuição estratigráfica e pequena distribuição geográfica.
(C) grande distribuição geográfica e pequena distribuição estratigráfica.
(D) pequena distribuição geográfica e grande distribuição estratigráfica.
8. Explique de que forma o aquecimento global poderá colocar em risco o património geológico da
Paisagem Protegida da Arriba Fóssil da Costa da Caparica.
9. Explique de que forma a análise dos sedimentos depositados no Cenozoico permitem determinar
os períodos de transgressão e regressão marinha.
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VI
Na foz do rio Douro, na margem esquerda (a sul) do estuário do rio Douro e com uma extensão média
de cerca de 800 m, encontra-se um elemento geomorfológico de grande importância – uma restinga
denominada de Cabedelo. A sua formação deve-se à acumulação de areias e outros materiais
sedimentares provenientes da bacia hidrográfica do rio, que ao longo do seu transporte até ao mar, se
vão acumulando junto à foz. Ao longo dos anos algumas das suas características, bem como a sua
posição e dimensão, têm sofrido alterações. A acumulação de areias que se observa à superfície
prolonga-se em profundidade, preenchendo o paleovale wurmiano do Douro, formado num dos últimos
episódios glaciares, numa altura em que o nível do mar estava mais baixo do que o atual e a foz do rio
se estabelecia na plataforma continental, cerca de 30 km a oeste da foz atual.
Este cordão arenoso tem uma certa mobilidade e funciona como uma espécie de válvula reguladora
da circulação marinha e fluvial. Em épocas de cheia pode quase desaparecer, facilitando o escoamento
do caudal fluvial. Em épocas de acalmia da agitação marítima pode lentamente reconstituir-se, criando
um obstáculo à penetração da agitação marítima no estuário. Na atualidade, o canal de navegação do
rio Douro sofre a influência de fortes correntes fluviomarítimas que procedem à sua dragagem natural,
isto é, à remoção de sedimentos. Este processo natural tem sido muito perturbado nas últimas décadas,
por vários fatores antrópicos. A tendência para o recuo do Cabedelo manifesta-se desde os finais do
século XIX, tendo provocado uma migração da linha de costa de mais de 600 metros para o interior. O
recuo da restinga tem aumentado o perímetro do estuário exposto à agitação, com graves
consequências para a estabilidade destas zonas e para a população nela residente. No sentido de se
melhorarem as condições de segurança das zonas ribeirinhas e de acesso à barra e impedir, ou até
reverter, o processo erosivo, foram construídos dois quebra-mares na foz do rio Douro.
Fonte: GOMES, A.; PEREIRA, J; ARAÚJO, A; (2002) – A riqueza geomorfológica e geológicas da praia de Lavadores
(Vila Nova de Gaia) – Um património a Divulgar e a preservar.
GOMES, F.; PINTO, F; PAREDES, G.; (2009) – Estudo da evolução da fisiografia da restinga do rio Douro desde 2002.
SANTOS, I.; TEODORO, A.; PINTO, F.; (2010) – Análise da evolução morfológica da restinga do rio Douro.
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Figura 1 – Corte transversal da zona de encaixe da foz do rio
Douro com destaque do paleovale e do atual canal de navegação.
1. O paleovale wurmiano do Douro formou-se num regime ________ onde dominavam os processos
de ________.
(A) regressivo ... erosão e transporte
(B) transgressivo ... erosão e transporte
(C) regressivo ... transporte e sedimentação
(D) transgressivo ... transporte e sedimentação
3. Estimulada pela energia das ondas e das marés que penetram com maior intensidade no estuário,
durante os períodos de fraco caudal fluvial, a extremidade do Cabedelo pode recuar para
(A) montante (norte).
(B) montante (leste).
(C) jusante (leste).
(D) jusante (oeste).
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5. A mobilidade natural da restinga do rio Douro tem sido afetada ao longo dos tempos por diversos
fenómenos antrópicos.
Faça corresponder S (sim) ou N (não) a cada uma das letras que identificam as seguintes
afirmações, de acordo com a possibilidade de serem utilizadas como fatores antrópicos que
condicionem a mobilidade natural do Cabedelo e favoreçam o seu recuo.
A – Construção de barragens hidroelétricas ao longo do rio Douro.
B – Enchimento artificial da restinga.
C – Construção dos molhes do porto marítimo de Leixões a norte da foz do rio.
D – Extração de inertes do rio.
E – Construção de diversas pontes rodoviárias e ferroviárias.
F – Variação do nível do mar.
VII
Os calcários rudistas representados no perfil há muito que são explorados, em Lisboa e arredores,
tendo em vista a sua utilização como rochas ornamentais, sobretudo em pavimentos e em revestimentos
de edifícios.
Os rudistas surgiram no final do Jurássico e extinguiram-se no final do Cretácico. Viviam em mares
tépidos e pouco profundos, de modo sedentário, fixando-se uns aos outros e assim constituindo
verdadeiros recifes, por vezes, de grandes dimensões. É notável o desenvolvimento e a espessura das
suas conchas, formadas por duas valvas, uma das quais cónica ou cilíndrica, ou em forma de chifre,
muito desenvolvida, e a outra funcionando como uma tampa.
A figura 1 representa um perfil geológico (adaptado) no troço terminal do Tejo, na zona da ponte 25
de Abril, que liga Lisboa a Almada.
16
Adaptado de Exame Nacional 120 (2003), 1.a Fase, 1.a Chamada (GAVE)
5. As rochas cretácicas e miocénicas presentes no perfil fazem parte de uma grande dobra com
flancos muito abertos. Tendo em conta os dados da figura 1, a seção representada corresponderá
ao flanco
(A) sul de um sinclinal.
(B) norte de um sinclinal.
(C) norte de um anticlinal.
(D) sul de um anticlinal.
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6. As formações geológicas mais recentes são
(A) as argilas.
(B) os arenitos.
(C) os calcários.
(D) os aluviões.
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VIII
As rochas do Grand Canyon bem como outras partes do planalto do Colorado têm muitas histórias
para contar. A partir da correlação de estratos localizados em diferentes locais, os geólogos conseguem
reconstituir uma história geológica com mais de 1000 Ma de idade.
Por cima do grupo de Vishnu estendem-se os estratos sedimentares mais recentes do Pré-Câmbrico,
que possuem fósseis de organismos unicelulares. A discordância que se verifica entre estas duas
formações prova a ocorrência de deformações estruturais acompanhadas de metamorfismo do grupo de
Vishnu e a sua consequente erosão, antes da deposição dos estratos sedimentares. Os estratos
sedimentares do Pré-Câmbrico estão em discordância angular com as camadas de arenitos. Os arenitos,
juntamente com os Argilitos Bright Angel, podem ser datados pelo seu conteúdo fóssil, rico em trilobites.
Por cima desta camada, há um grupo de camadas horizontais de calcário (Muav, Temple Butte e
Redwall) e xistos, desde o Câmbrico ao Carbonífero Inferior.
O grupo Supai contém fósseis de plantas terrestres e, por cima deste, encontra-se um argilito
vermelho – a formação de Hermit de fácies marinha.
Nas zonas mais elevadas da Canyon é ainda possível identificar depósitos continentais do Pérmico,
arenitos de Coconino, com registos de vertebrados terrestres. Com a mesma idade, é ainda possível
identificar as formações de Toroweap e a de Kaibab camada espessa de areia e arenitos de grão fino e
de calcários.
Baseado em: Grotzinger et al, Understanding Earth, 5th Ed., W. H. Freeman, 2007
19
1. Nos estratos sedimentares mais recentes do Pré-Câmbrico, existem fósseis de organismos
unicelulares. Os fósseis
(A) são restos de seres vivos ou vestígios da sua atividade, por vezes usados na datação relativa
de rochas.
(B) são restos de seres vivos ou vestígios da sua atividade, por vezes usados na datação absoluta
de rochas.
(C) surgem, normalmente, em rochas magmáticas, a partir da preservação das partes mais duras
dos seres vivos.
(D) surgem, normalmente, em rochas metamórficas, por preservação de estruturas de fácil
decomposição.
2. A fossilização é um processo que conduz à ________ de restos de seres vivos. Entre os seus
processos destaca-se, por exemplo, a ________.
(A) conservação (…) hidratação
(B) alteração (…) mineralização
(C) conservação (…) mineralização
(D) alteração (…) mumificação
5. A série estratigráfica do Pérmico permite inferir que, durante esse período, ocorreu uma
(A) regressão marinha.
(B) transgressão marinha.
(C) regressão marinha, seguida de transgressão.
(D) transgressão marinha, seguida de uma regressão.
6. As afirmações seguintes dizem respeito à geologia do Grand Canyon. Selecione a alternativa correta.
I – As rochas plutónicas são anteriores aos xistos de Vishnu.
II – A exposição do granito conduziu à sua erosão.
III – Durante a formação de alguns estratos, houve deposição de balastros.
7. Refira a que Era pertencem as camadas sedimentares que cobrem o grupo de Vishnu.
20
8. Considere os seguintes acontecimentos da história geológica da série da região do Grand Canyon,
referenciados pelas letras de A a E. Coloque esses acontecimentos segundo a ordem cronológica
dos mais antigos para os mais recentes.
A – Intrusão magmática
B – Sedimentação durante o Pérmico
C – Erosão fluvial causada pelo rio Colorado
D – Formação dos “Xistos de Vishnu”
E – Erosão pré-câmbrica dos “Xistos de Vishnu” e da “Série do Grand Canyon”
10. Explique as vantagens de se terem usado os fósseis para correlacionar a idade dos estratos do
planalto do Grand Canyon em detrimento das suas propriedades litológicas.
11. Faça corresponder cada uma das descrições expressas na coluna A ao termo da coluna B que
identifica o princípio da estratigrafia aplicado.
Coluna A Coluna B
1. Opção A.
2. Opção C.
3. Opção D.
4. Opção B.
5. Opção C.
6. Opção B.
7. Paleozoico.
8. D – A – E – B – C
9. Opção B.
10. Tópicos de resposta:
– O conteúdo fossilífero permite correlacionar rochas, pois
as diferenças entre associações de fósseis de idade, como
as trilobites, caracterizam determinados intervalos de
tempo.
– A composição litológica não permite definir intervalos de
tempo, pois num mesmo tempo e num mesmo local,
podem depositar-se diferentes sedimentos que originam
diferentes rochas da mesma idade.
11. a – 3; b – 2; c – 5.
21
IX
O rio Caceribu nasce no município de Rio Bonito, na Serra do Sambê, no Brasil, a cotas próximas de
740 m, percorrendo cerca de 61 km. Com o objetivo de estudar a distribuição granulométrica dos
sedimentos ao longo do percurso do rio, foram colhidas 53 amostras de sedimentos ao longo de 26 km
do rio. As amostras foram feitas com um amostrador do tipo Ekman (figura 2), sendo depois preservadas
em recipientes de plástico de 300 mL. As colheitas iniciaram-se a partir da foz e foram colhidas a cada
500 m. As coordenadas de cada ponto de colheita foram anotadas e feita uma descrição visual da
amostra. Ao mesmo tempo, foi medida a velocidade da corrente.
6. Com base nos gráficos da figura 3, explique como varia a granulometria dos sedimentos e a
velocidade do curso de água, no percurso estudado.
7. Com base no diagrama da figura 4, se a velocidade da água atingir 1 cm/s, uma partícula de 1 mm
de diâmetro, poderá
(A) provocar erosão na margem do leito do rio.
(B) ser transportada ao longo do leito do rio.
(C) provocar erosão no leito do curso de água.
(D) sedimentar no leito ou nas margens do curso de água.
8. As partículas com 1 mm podem ser transportadas de diferentes modos. Indique dois desses modos
de transporte.
23
9. Pela análise da figura 4, é possível verificar que
(A) a velocidade de transporte com capacidade erosiva diminui com o tamanho do grão.
(B) grãos de 1 mm de diâmetro começam a movimentar-se quando a velocidade atinge 8 cm/s;
por outro lado, cascalho com 10 mm de diâmetro, começa a movimentar-se quando a
velocidade atinge 80 cm/s.
(C) são necessárias velocidades mais elevadas para erodir sedimentos finos (silte e argila), do que
aquelas requeridas para erodir areias finas, médias e grossas.
(D)sedimentos grosseiros, uma vez erodidos e colocados em suspensão, ao contrário de grãos de
areia muito finos, podem ser transportados por correntes de baixa velocidade.
1. Opção C.
2. Opção A.
3. Opção B.
4. Opção B.
5. Opção A.
6. Tópicos de resposta:
– Ao longo do percurso estudado, ocorre uma diminuição na
granulometria média de montante para jusante, de areia
para argila/silte.
– A velocidade do fluxo varia bastante ao longo do percurso.
A montante, as velocidades variam mais, enquanto no
curso médio são menores e mais estáveis. Ao
aproximar-se da foz, a velocidade do fluxo aumenta
ligeiramente.
7. Opção D.
8. Suspensão, Saltação.
9. Opção C.
As salinas de Rio Maior localizam-se na zona sul da área protegida do Parque Natural das Serras de
Aire e Candeeiros, a 99 metros de altitude, e ocupam uma área com cerca de 21 865 m 2. Estas são as
únicas salinas de interior em exploração em Portugal. As salinas encaixam-se no Vale Tifónico, onde
abundam sal-gema e gesso (Formação Margas da Dagorda) rodeados por argilas e calcários.
A água salgada provém de um extenso e profundo filão de sal-gema, que é atravessado por uma
corrente de água doce subterrânea, que se torna salgada (7 vezes mais salgada do que a água do mar)
e que termina num poço, na zona centro das salinas. A existência de importantes acumulações de sal-
gema indica-nos que o paleoambiente de formação tinha características litorais.
Durante o Mesozoico, há cerca de 200 Ma, a sedimentação ocorria num ambiente de pouca
profundidade, em lagoas alimentadas por águas marinhas, dando lugar a alternâncias de argilas
salgadas e de sal-gema, sendo, hoje em dia, estas argilas que separam o filão de sal-gema da superfície,
servindo-lhe de proteção.
O sal-gema é ainda matéria de interesse na prospeção petrolífera, onde cerca de 70% dos campos
de petróleo gigantes estão associados a depósitos deste tipo de rochas.
Adaptado: Santos, C., Cardeira, C. M. J.; Feteiro, A. J. A.; Louro, D. C.; Moreira, A. R. C.; Neto, J. C. A.; Santos,
I. L AS SALINAS DE RIO MAIOR – DO PRESENTE AO PASSADO
24
1. O sal-gema é uma rocha sedimentar
(A) detrítica.
(B) evaporítica.
(C) biogénica.
(D) arenítica.
25
6. Os calcários que rodeiam o sal-gema e o gesso possuem uma origem
(A) biogénica e resultam da precipitação de sulfato de cálcio.
(B) biogénica e resultam da sedimentação de areias carbonatadas.
(C) quimiogénica e resultam da dissolução de carbonato de cálcio.
(D) quimiogénica e resultam da diagénese de cristais de carbonato de cálcio.
8. O gesso, enquanto rocha, é considerado uma rocha ___________, mas, enquanto mineral, é um dos
termos da escala de Mohs, escala que mede ___________.
(A) sedimentar detrítica (...) a dureza relativa dos minerais
(B) sedimentar detrítica (...) a densidade dos minerais
(C) sedimentar quimiogénica (...) a dureza relativa dos minerais
(D) sedimentar quimiogénica (...) a densidade dos minerais
9. A halite é um mineral com clivagem cúbica perfeita, pois apresenta ___________, planos de clivagem
que se interssetam a 90º, e a sua dureza é 2,5, o que significa que pode ser riscada pelo(a)
___________.
(A) três (...) talco
(B) dois (...) talco
(C) três (...) calcite
(D) dois (...) calcite
10. Faça corresponder cada uma das descrições relacionadas com as propriedades dos minerais
expressas na coluna A ao termo da coluna B que identifica a respetiva designação.
Coluna A Coluna B
1 – Dureza
(a) Depende da forma como mineral reflete a luz.
2 – Brilho
(b) Tendência de um mineral se dividir, segundo superfícies
3 – Traço
planas.
4 – Dureza
(c) Cor do mineral em pó.
5 – Clivagem
26
1. Opção B.
2. Opção C.
3. Opção C.
4. Opção B.
5. Opção C.
6. Opção D.
7. Opção C.
8. Opção C.
9. Opção C.
10. (a) – 2; (b) – 5; (c)-3.
11. Opção A.
12. Tópicos de resposta:
– Para haver formação de petróleo é necessário ocorrer
deposição e preservação de matéria orgânica planctónica
em ambiente sedimentar redutor, em águas pouco
profundas e pouco agitadas.
– Afundamento e aquecimento da matéria orgânica, com
eliminação de oxigénio, nitrogénio e enriquecimento
relativo em carbono e hidrogénio, conduzindo à formação,
de querogénio, processo que ocorre na rocha-mãe.
– Após a sua formação, por ser pouco denso, este migra da
rocha mãe até a rocha-armazém, onde fica acumulado sob
a rocha de cobertura.
FICHA DE AVALIAÇÃO
XI
O estudo dos sedimentos mais recentes da margem direita do rio Mondego, entre Coimbra e
Montemor-o-Velho, permitiram individualizar várias unidades, descritas segundo um perfil entre
Tentúgal e Zouparria do Campo, descritas na figura 1.
Zouparria do Campo
Tentúgal 50 m
São U3
Silvestre
U3 Uz
U2
(calcário)
400 m
Fig. 1
Unidades:
U2 – arenoconglomerática, muito grosseira a grosseira, imatura. Por vezes apresenta-se rica em crostas
férricase com estratificação oblíqua e/ou subplanar.
U3 – arenosa, com siltes e argilas, cinzenta a negra, micácea, rica em fragmentos de carvão. Rica em crostas
férricas e fragmentos carbonosos. Localmente, perto do teto encontram-se materiais extremamente finos e
negros, ricos em fragmentos carbonosos.
Uz – arenosa, grosseira a fina, submatura a imatura, amarelada a rosada, com bolsadas e/ou corpos
métricos de cascalheiras.
Ut – arenítica e rica em feldspato, média a fina, matura a submatura e, localmente, com seixos e calhaus
subarredondados a redondos. Possui elevada percentagem de grãos de quartzo redondos e foscos, o que
apontapara acumulações eólicas.
Baseado em Soares et al. (1998). “Os depósitos mais recentes da margem direita do Mondego entre Coimbra e
27
1. Da unidade U2 para a unidade U3 a energia do agente transportador, verificando-se
da granulometria dos sedimentos.
(A) diminuiu … uma diminuição
(B) diminuiu … um aumento
(C) aumentou … uma diminuição
(D) aumentou … um aumento
28
7. Associe os tipos de meteorização química apresentados na coluna I às afirmações da
colunaII que lhes correspondem. Cada um dos números deve ser associado apenas a
uma letra e todos os números devem ser utilizados.
Coluna I Coluna II
(a) Hidrólise (1) Ocorre nos calcários por ação de águas ácidas.
(b) Dissolução (2) Há perda de eletrões de uma substância para outra.
(c) Oxidação (3) Reação de substâncias com os iões H+ e OH–.
(d) Hidratação (4) Formam-se minerais de argila em resultado desta reação nos feldspatos.
(5) Incorporação de moléculas de H2O na estrutura cristalina do mineral.
(6) Pode ocorrer nas crostas de ferro.
(7) Responsável pelo modelado cársico.
1. (A)
2. (B)
3. (A)
4. (C)
5. (D)
6. (C)
7. (a) – (3), (4); (b) – (1), (7); (c) – (2), (6); (d) – (5).
8. Relaciona a presença de sedimentos angulosos e mal calibrados com um transporte pequeno (A) e a presença
de sedimentos arredondados e calibrados com um transporte mais prolongado (B), concluindo, assim, sobre as
variações na extensão do transporte (C).
A. Algumas das unidades apresentam sedimentos angulosos e pouco calibrados, o que indica um transporte
reduzido.
B. Outras unidades apresentam detritos mais arredondados e mais calibrados, revelando um transporte mais
prolongado.
C. Quanto maior for o grau de arredondamento e de calibração, mais extenso foi o transporte.
29
XII
O mar Morto localiza-se no Médio Oriente, entre Israel, a Jordânia e a Palestina. É composto
por uma sequência espessa de estratos constituídos por halite e gesso, que se sobrepõem a um
substrato sedimentar de origem distinta (fig. 1A). Este mar é, geologicamente, um lago, que
ocupaa mais profunda bacia de sedimentação, 427 m abaixo do nível médio do mar, ao longo de
um sis-tema de influência marcadamente tectónica.
Há cerca de 4 Ma, o mar Mediterrâneo invadiu e passou a fornecer água à área depressionada
através de vales conectantes, interrompendo a sedimentação detrítica e iniciando a deposição
de material salino. A subida do território entre os atuais dois corpos de água isolou o lago
atualmente conhecido, ficando este sem saída para o mar passando a ser alimentado por cursos
de água regio-nais, como o rio Jordão e o rio Yarmouk.
O desvio de água destes rios para irrigação e consumo humano tem diminuído o nível da
águado lago a uma taxa média de 0,7 m/ano, que aumentou para cerca de 1 m/ano desde 1996.
O recuotem como consequência a formação de extensas áreas expostas onde se formam dolinas
de colapso. Estas dolinas são estruturas de abatimento de vários metros de profundidade,
podendo atingir 30 metros de diâmetro, que resultam da interação da água das chuvas com as
rochas ante-riormente submersas e que suportam o substrato atualmente exposto (fig. 1B).
Baseado em Neugebauer, I. (2015). Reconstructing climate from the Dead Sea sediment record using high-
resolution
A B
30
2. As rochas da estratigrafia do mar Morto, resultantes da precipitação química, são os ,
constituídos por carbonato de cálcio, e as que resultam da deposição provocada pela
evaporação são .
(A) calcários … o gesso e o sal
(B) conglomerados … os calcários
(C) balastros … o gesso
(D) evaporitos … os calcários
3. Selecione a opção que melhor classifica as frases seguintes sobre o mar Morto.
I. Da base até ao topo da sequência, os estratos têm a mesma origem.
II. Atualmente, o nível da água do mar Morto encontra-se abaixo do nível médio da água do
mar.
III. A salinidade da água do mar Morto tende a aumentar.
(A) II é falsa; I e III são verdadeiras.
(B) I e II são falsas; III é verdadeira.
(C) I é falsa; II e III são verdadeiras.
(D) I e III são falsas; II são verdadeiras.
31
1. (D)
2. (A)
3. (C)
4. (B)
5. (A)
6. B – D – A – E – C
7. Explica a exposição dos evaporitos com o recuo da água (A), o que provoca a maior dissolução destas
rochas pela água da chuva (B) e o posterior colapso da zona (C).
A. Com o recuo da água, os evaporitos ficam expostos aos agentes atmosféricos.
B. A água da chuva dissolve uma grande parte dos evaporitos.
C. Com a continuidade do processo perde-se sustentação e os materiais restantes colapsam.
8. Relaciona o aquecimento global com o aumento da evaporação da água do mar Morto (A) e, sem
reposição de água por desvio dos rios que alimentavam a zona (B), ocorrerá o desaparecimento do mar
Morto (C).
A. O aquecimento global provoca um aumento da taxa de evaporação da água do mar Morto.
B. Não há reposição de água pelos rios (Jordão e Yarmouk).
C. Os dois fatores conjugados podem levar ao desaparecimento do mar Morto.
32
XIII
O rifte de Oslo corresponde a um antigo rifte, formado durante o Paleozoico, que afetou sedi-
mentos do Paleozoico Inferior. Nos milhões de anos que se seguiram, após formação da
depressãoinicial, ocorreu sedimentação nesta bacia formada na fase de protorrifte (fig. 1). Na
fase de rifting inicial, a continuação dos processos de distensão tornou possível a ocorrência de
vulcanismo, cujasevidências se encontram associadas aos sedimentos que continuaram a ser
depositados. O pro- cesso culminou no preenchimento da depressão daí resultante com lava
resultante de intensos fenómenos de vulcanismo. Entretanto, o processo de evolução do rifte
cessou, encontrando-se o conjunto exposto à superfície.
33
1. A afirmação de que a Formação Tanum é mais antiga do que a Formação Kolsäs resulta
daaplicação do princípio da
(A) interseção.
(B) horizontalidade inicial dos estratos.
(C) sobreposição dos estratos.
(D) continuidade lateral dos estratos.
8. Complete o texto seguinte com a opção adequada a cada espaço. A cada letra
correspondeum só número.
O processo de fossilização de moluscos em que há preservação da forma da concha é
a (a) e ocorre num ambiente (b) . Um fóssil de idade pertence a um ser com uma
curta distribuição (c) que possuía partes duras. A datação relativa também pode ser
determinada pelo princípio da (d) , quando um material rochoso é incorporado, por
magmaascendente. Segundo o princípio da (e) , os sedimentos depositados numa
mesma bacia sedimentar estendem-se em todas as direções.
1. (C)
2. (D)
3. (C)
4. (A)
5. (A)
6. I e III.
7. B – A – D – E – C
8. (a) – (3); (b) – (1); (c) – (1); (d) – (2); (e) – (1).
9. Relaciona a presença de paleossolos com um ambiente continental (A) e a presença de fósseis de animais
marinhos com um ambiente sedimentar marinho (B), concluindo, assim, sobre a alternância de ambientes de
sedimentação (C).
A. Na formação Tanum encontram-se estratos com paleossolos que indicam um ambiente continental.
B. Os fósseis de animais marinhos revelam a existência de um ambiente marinho.
C. A alternância dos fósseis sugere também a alternância dos ambientes de sedimentação.
35
XIV
Nas regiões costeiras, o oceano é fonte de aerossóis salinos, que reagem com os materiais
geológicos usados no revestimento de habitações, deteriorando-os precocemente.
Com o objetivo de determinar a resistência de calcários, em construções perto da linha de
costa, várias amostras foram sujeitas a envelhecimento acelerado numa câmara de produção
de nevoeiro. Placas de 150 milímetros de lado e 25 milímetros de espessura foram expostas a
uma neblina salina durante 4 horas, seguidas de secagem durante 12 horas. O procedimento
foi repetido 60 vezes de forma automatizada. Após estes ciclos, as amostras foram mergulhadas
em água destilada, até se garantir que a maior parte dos precipitados salinos foram dissolvidos.
De seguida, determinou-se a perda de massa das amostras, a absorção de água e a resistência
à flexão. Foi calculada uma taxa de variação, por comparação com resultados obtidos em
amostras não sujeitas a envelhecimento. Os resultados obtidos encontram-se expressos na
tabela I.
Tabela I • Parâmetros avaliados no ensaio de resistência do calcário ao envelhecimento por nevoeiro salino.
Variação de Variação da
Porosidade Perda de massa absorção de água resistência à
Calcário aberta inicial (%) (%) (%) flexão (%)
Baseado em Carvalho, C. (2015). Estudo da influência do nevoeiro salino nas propriedades de calcários portugueses
(tese de doutoramento). Universidade Nova de Lisboa. Disponível em [Link]/handle/10362/16315
36
9. Considere as afirmações seguintes, relativas ao estudo realizado, e selecione a opção que
as avalia corretamente.
I. O calcário mais apto para revestimentos em áreas costeiras é o de Arrimal.
II. Não há uma relação direta entre a perda de massa do calcário e a variação da
absorção de água.
III. A ação das soluções salinas foi menos intensa nos vértices e arestas das amostras.
(A) I é falsa; II e III são verdadeiras.
(B) I e III são falsas; II é verdadeira.
(C) II é falsa; I e III são verdadeiras.
(D) I e II são falsas; III é verdadeira.
10. Uma das condições determinantes da fiabilidade dos resultados foi
(A) a variedade das amostras de calcário.
(B) a mesma duração de exposição à neblina.
(C) a repetição do procedimento.
(D) o uso de calcários porosos.
Coluna I Coluna II
(a) Processo que ocorre nos minerais com ferro na sua (1) Hidrólise
composição. (2) Oxidação
(b) Processo responsável pela formação de caulinite a (3) Dissolução
partir do feldspato. (4) Hidratação
(c) Processo que permite a entrada de água na rede (5) Carbonatação
cristalina do mineral.
7. (C)
8. (A)
9. (B)
10. (C)
12. (C)
13. Usar o mesmo tipo de rochas, sendo sujeitas a envelhecimento por nevoeiro, sem sais minerais em
solução.
37
XV
por .
(A) física … crioclastia
(B) física … alivio de pressão
(C) química … haloclastia
(D) química… hidrólise
38
4. Associe os processos da sedimentogénese, apresentados na coluna I, às afirmações da
coluna II que lhe correspondem. Cada uma das afirmações deve ser associada apenas a
uma das letras, e todas as afirmações devem ter correspondência.
Coluna I Coluna II
(a) Meteorização (1) Responsável direto pela formação de caos de blocos nos
(b) Erosão maciços graníticos.
(c) Transporte (2) Pode levar à formação de novos minerais.
(d) Sedimentação (3) Devido a este processo ocorre a formação de estratos.
(4) Durante o processo ocorre granosseleção e calibragem.
(5) Ocorre por haloclastia, em regiões costeiras.
(6) Pode ocorrer como resultado do degelo de glaciares.
(7) Apresenta diferentes modos, de acordo com o tamanho dos
detritos.
1. (B)
2. (A)
3. (B)
4. (a) – (2), (5); (b) – (1); (c) – (4), (7); (d) – (3), (6).
5. Relaciona a meteorização com o aumento das fissuras (A) que facilitam a erosão
de detritos (B) que, depois de transportados e depositados, podem originar uma rocha sedimentar detrítica
(C).
A. A meteorização vai ocorrendo com o alargamento das fissuras e com o aumento da sua
profundidade e faz-se sentir mais especialmente nas arestas dos polígonos.
C. Estes detritos removidos são depois transportados e constituem os sedimentos que poderão
originar rochas sedimentares detríticas, após sedimentação.
39
XVI
Texto1
A Bacia Algarvia constitui uma província geológica no sul de Portugal, desde o cabo de São
Vicente até ao rio Guadiana. É constituída por rochas depositadas no Mesozoico e no Cenozoico,
que assentam em discordância sobre rochas metamórficas paleozoicas da Zona Sul Portuguesa
(fig. 1). O conteúdo fóssil foi essencial para a datação destas rochas.
Fig. 1. Geologia simplificada do Algarve. A Distribuição geográfica das litologias. B Estratigrafia da Bacia Algarvia.
Baseado em Oliveira et al. (1992). Folha sul da Carta Geológica de Portugal à escala 1/500
000.
40
1. Os fósseis assinalados na estratigrafia da figura 1B são fósseis de , pois
permitem a datação ____dos estratos onde se encontram.
(A) idade … relativa (C) de fácies … relativa
(B) idade … (D) de fácies … absoluta
absoluta
41
Texto 2
O ácido carbónico da chuva resulta da interação do CO 2 atmosférico com a água e acelera a
dissolução de minerais como os do calcário. Por conter CO 2, a água gasocarbónica pode ser
usada como análoga da chuva ligeiramente acidificada. Com o objetivo de estudar a influência
deste fator ambiental na dissolução de calcá-rios da Bacia Algarvia, montou-se o seguinte
dispositivo experimental (fig. 2):
O conteúdo dos tubos foi homogeneizado e deixado a reagir durante 30 minutos. Os tubos
foram, depois, centrifugados, rejeitando-se a fração líquida e medindo a massa do material sólido
sobrante (tabela I).
Tabela I • Parâmetros e resultados relativos à experiência descrita.
42
9. Relativamente à hipótese formulada, os resultados nos três tubos
(A) apoiam-na, pois a menor massa de calcário final resultou da dissolução pela água ácida.
(B) apoiam-na, já que ocorreu maior dissolução nos tubos A e C.
(C) refutam-na, já que o pH da água não teve influência na massa final do calcário.
(D) refutam-na, pois a menor massa de calcário final é a do tubo B.
11. Complete o texto seguinte com a opção adequada a cada espaço. A cada letra
corresponde um só número.
Os calcários são rochas sedimentares (a) formadas por (b) de iões, que nas grutas
pode originar (c) , se o processo ocorrer a partir do teto. Se os calcários contiverem
impurezas, após a sua meteorização pode originar-se a terra rossa, que adquire a sua cor
por um processo de (d) dos seus elementos (e) .
12. Tendo em conta os resultados obtidos nos três tubos, explique a meteorização química
que afeta, atualmente, os calcários da Bacia Algarvia.
Texto 3
O Metoposaurus algarvensis é uma espécie de anfíbio pré-histórico único no mundo. Os
fósseis, um elevado número de ossos do crânio, foram encontrados num estreito nível
estratigráfico do “grés de Silves”, uma unidade de tons avermelhados e de origem continental, no
lugar da Penina. O grés de Silves é constituído por uma sequência de sedimentos, depositados
na Era Mesozoica, durante o Triásico Superior, e a base do Jurássico Inferior (230 a 200 Ma), e
engloba várias unidades sedimentares, da base para o topo: as argilas de S. Bartolomeu de
Messines, depositadas em ambiente lacustre; os arenitos de Silves, com estruturas sedimentares
compatíveis com ambientes fluviais; os pelitos, calcários e evaporitos de Silves; e o Complexo
Vulcano-Sedimentar, cuja idade é atribuída à base do Jurássico Inferior (198 Ma) e relacionado
com a abertura do oceano Atlântico.
43
O estudo paleoambiental determinou que esta espécie vivia em lagos e rios há cerca
de 227 milhões de anos. Metoposaurus algarvensis alimentava-se principalmente de peixes e
pequenos animais. Por vezes, os locais onde
vivia sofriam secas prolongadas, evaporando-se a
água gradualmente até desaparecer. À medida
que os lagos e charcos diminuíam ao longo do
tempo geológico, os Metoposaurus
concentravam-se nos últimos corpos de água da
região, onde acabavam por morrer em grande
número, dando, assim, origem a jazidas com
elevadas concentrações de fósseis, como a da
Penina.
Fósseis deste tipo de animais foram também
encontrados em África e na América do Norte,
com diferenças na estrutura do crânio Fig. 3. Crânio fossilizado de Metoposaurus.
relativamente aos encontrados em Portugal. (Crédito: Science Photo Library/[Link])
44
15. Ordene as afrimações seguintes de modo a reconstruir a sequência dos acontecimentos
que traduzem a formação e o afloramento do fóssil na Penina.
A. Formação de um ambiente pobre em oxigénio.
B. Deposição de sedimentos detríticos em lagoas continentais.
C. Soterramento do fóssil por deposição de novos estratos.
D. Morte do Metoposaurus por falta de água.
E. Erosão das camadas e exposição do fóssil.
Texto 1
1. (A)
2. (C)
3. (B)
4. (D)
5. (a) – (4); (b) – (2); (c) – (3).
6. Relaciona a existência da Trocholina elongate exclusivamente em estratos cretácicos, o
que permite usar a espécie como fóssil de idade (A), e em ambientes marinhos de
reduzida profundidade com a possibilidade de ser um fóssil de fácies (B).
A. A espécie Trocholina elongate é frequente em estratos cretácicos, o que permite dar uma
cronologia aos estratos com a presença do fóssil, sendo considerado fóssil de idade, já
que a espécie viveu num curto intervalo de tempo geológico.
B. A espécie viveu num ambiente muito restrito, em faixas marinhas de reduzida
profundidade, podendo ser considerado um fóssil de ambiente, já que permite reconstruir
o paleoambiente.
Texto 2
7. (A)
8. (C)
9. (A)
10. (D)
11. (a) – 3; (b) – 1; (c) – 1; (d) – 2; (e) – 2.
12. Relaciona o aumento da massa de calcário nos três tubos com a sua associação com a
água (A) e assinala que no tubo B há mais dissolução do calcário, comprovada pela
menor massa relativamente aos outros tubos (B), o que poderá explicar a meteorização
química dos calcários da Bacia Algarvia (C).
A. A massa de calcário aumentou nos três tubos, pois ocorreu a sua associação com a
água.
B. Na presença de água ácida ocorreu a dissolução do calcário, o que explica a menor
quantidade de calcário no tubo B.
C. Assim, tal como observado na experiência, as rochas calcárias da Bacia Algarvia podem
sofrer um processo de dissolução por ação de águas acidificadas, como, por exemplo, as
chuvas ácidas.
Texto 3
13. (C)
14. I e IV.
45
15. B – D – A – C – E.
16. Explica que o princípio do atualismo afirma que o presente é a chave do passado (A) e
que, se atualmente os anfíbios vivem em ambientes lagunares, o fóssil do Metoposaurus
algarvensis permite reconstituir o paleoambiente lagunar em que
vivia (B).
A. O princípio do atualismo refere que o presente é a chave do passado, ou seja, os
fenómenos atuais permitem reconstituir os fenómenos do passado.
B. O Metoposaurus algarvensis era um anfíbio e, por isso, o ambiente em que vivia era
lagunar, o que permitiu a reconstituição do paleoambiente em que foi encontrado.
XVII
Fig. 5 Percentagem de sedimentos nos tabuleiros, antes e após a conclusão da experiência. A Variação no
tabuleiro 1.B Variação no tabuleiro 2.
46
1. Na calha verifica-se a acumulação de sedimentos de granulometria média em
relação aos do tabuleiro, que se apresentam com calibragem.
(A) menor … menor (C) maior … menor
(B) menor … maior (D) maior… maior
3. Preveja os resultados observáveis nos tabuleiros, caso seja aumentada a sua inclinação.
1. (B)
2. (B)
A. O aumento da inclinação dos tabuleiros faz aumentar a velocidade de escoamento da água, o que
lhe confere maior capacidade de transporte.
B. Assim, é de esperar que diminua a quantidade de sedimentos que permanecem no tabuleiro, sendo
que, no tabuleiro 1, deverá desaparecer a areia fina e diminuir a percentagem de areia média e, no
tabuleiro 2, diminuirá a quantidade de areia.
47
XVIII
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1. Selecione, de entre as afirmações seguintes, respeitantes a acontecimentos relacionados com a coluna
estratigráfica do Sector de Alter do Chão-Elvas, as três verdadeiras.
I. Esta série estratigráfica é constituída por rochas sedimentares, magmáticas e metamórficas.
II. A análise das rochas sedimentares do Setor de Alter do Chão-Elvas indicia que se formaram sob
idênticas condições de hidrodinamismo.
III. A análise do rolamento dos sedimentos que constituem os conglomerados indicia que sofreram uma
distância de transporte favorável à sua meteorização.
IV. A discordância no topo da Série Negra evidencia um episódio de sedimentação acentuado.
V. Os diferentes graus de resistência dos minerais à meteorização química explica que umas rochas do
Sector de Alter do Chão – Elvas estejam mais erodidas do que outras.
(A) identidade paleontológica … Formação de Vila Boim tem idade inferior a 251 Ma
(B) continuidade lateral … Formação de Fatuquedo tem idade igual às das Camadas de Playon
(C) continuidade lateral … Formação de Vila Boim formou-se durante a Era Mesozoica
(D) sobreposição … Formação de Fatuquedo é mais recente do que a Formação de Vila Boim
3. A Barra Quartzítica é formada por grãos de quartzo, que é um mineral que apresenta ________ variável,
propriedade que exprime ________.
4. Para garantir que apenas a fração carbonatada foi analisada, os pós das amostras foram sujeitos à
extração seletiva com ácido fraco, para determinação da razão isotópica 87Sr/86Sr apenas na fase
carbonatada. Os pós da amostra continham metade da percentagem inicial de estrôncio 87 ( 87Sr), cuja
semivida é de 488 Ma. Conclui-se que os pós da fração carbonatada têm
5. O arenito da Formação de Vila Boim é uma rocha ________ que, durante a diagénese, passou por um
processo de ________.
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6. Os fósseis que permitiram fazer a datação ________ da Formação de Vila Boim têm reduzida distribuição
________, podendo afirmar-se que esta formação rochosa tem idade ________ à dos fósseis nela
contidos.
7. A Formação Carbonatada de Elvas ter-se-á formado em ambiente a) ________ com condições para a b)
________ de c) ________. A génese de rochas, como as que constituem a Formação Carbonatada de Elvas,
fica comprometida quando a quantidade de dióxido de carbono atmosférico d) ________, provocando
a/o e) ________ da basicidade da água.
a) b) c) d) e)
8. Faça corresponder a cada uma das afirmações sobre rochas sedimentares expressas na coluna I um dos
termos que constam na coluna II.
Coluna I Coluna II
9. A dolomite, muito abundante na natureza sob a forma de rochas sedimentares dolomíticas, é um mineral
anidro cuja fórmula química é CaMg (CO3)2. A sua identificação é possível, realizando o teste do ácido
clorídrico a quente.
Proponha um procedimento experimental que permita determinar a natureza química da
Formação Carbonatada de Elvas, permitindo distinguir as frações carbonatadas das frações dolomíticas.
Apresente uma explicação para os resultados esperados.
1. I; III; V
2. (D)
3. (A)
4. (A)
5. (C)
6. (C)
7. a) -3; b) 2; c) 1; d) 3; e) 1
8. (a) – (3); (b) – (4); (c) – (5)
9. A origem carbonatada da Formação Carbonatada de Elvas pode ser comprovada pela presença de carbonato de cálcio (CaCO 3),
constituição do mineral predominante dos calcários, a calcite. A presença de calcite é facilmente testada recorrendo ao teste do
ácido clorídrico a frio, que provoca a sua dissolução, evidenciada por forte efervescência.
Para distinguir os minerais de calcite dos minerais de dolomite:
a) colocar sobre os minerais de calcite e dolomite algumas gotas de ácido clorídrico à temperatura ambiente e observar;
b) colocar sobre os minerais de calcite e dolomite algumas gotas de ácido clorídrico a quente e observar.
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É expectável que a calcite reaja com o ácido, evidenciando grande efervescência à temperatura ambiente, e não a quente. No
caso da dolomite, espera-se que apresente uma reduzida efervescência a frio, tornando-se mais abundante quando a reação é
realizada a elevadas temperaturas.
XIX
Ilha do Pessegueiro
Na região Sines-Porto Covo, no litoral alentejano (Fig. 2), encontram-se dunas consolidadas em
diversos locais, que datam do Pleistocénico (Era Cenozoica). Os afloramentos mais a norte
localizam- se na arriba marinha da extremidade sul da praia de São Torpes. Depósitos idênticos
são visíveis, aqui e ali, ao longo do litoral, até bastante para sul do forte do Pessegueiro. Estas
rochas, de resto, prolongaram-se certamente para oeste, onde a ilha do Pessegueiro e as ilhotas
que a rodeiam estão talhadas em duna consolidada. Mais para o interior, 2 km a sudeste do forte,
entre Lendiscais e Fontainhas, encontram-se, ainda, rochas do mesmo tipo.
Na arriba entre São Torpes e Porto Covo, as dunas consolidadas sobrepõem-se diretamente a
xistos ou a arenitos argilosos, que, por sua vez, são cobertos por areias de dunas recentes.
As rochas que formam a plataforma sobre a qual foi contruído o forte do Pessegueiro são
calcarenitos areníticos de acumulação eólica bem patente, com estratificação entrecruzada
evidente. Os componentes fundamentais desta rocha são carbonato de cálcio (79,4%), detrItos
terrígenos arenosos (19,5%) e argila em escassa percentagem (0,9%). A fração bioclástica é
abundante, variada e encontra-se rolada, apresentando conchas diversas, fragmentos de ouriços,
carapaças de foraminíferos, entre outros. Na fração detrítica, muito bem calibrada, encontram-
se essencialmente grãos de quartzo, quartzito e feldspato. Acessoriamente, nesta fração,
encontram-se piroxenas e fragmentos de rochas vulcânicas com origem nas rochas que afloram
mais a norte, na zona de Sines. Estas duas frações estão cimentadas por calcite proveniente da
fração bioclástica. Por este motivo, as dunas consolidadas, que tiveram origem na areia da praia
de então, apresentam hoje um elevado grau de consolidação.
Adaptado de [Link]
(consultado a 12/11/2021)
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Quadro 1 Classificação dos clastos
quanto ao diâmetro (em mm).
1. Complete o texto seguinte com a opção adequada, indicando para cada uma das letras o número
correspondente.
As rochas da ilha do Pessegueiro classificam-se como a) e são b) xistos luzentes que afloram naquela
região, que são considerados rochas c) . As dunas recentes são constituídas por sedimentos d)
transportados através e) .
a) b) c) d) e)
1. detríticas não 1. mais recentes do 1. magmáticas 1. consolidados 1. de uma
consolidadas que os 2. sedimentares 2. não rede
2. detríticas 2. mais antigas do 3. metamórficas consolidados fluvial
consolidadas que os 3. cimentados 2. das
3. quimiogénicas 3. contemporâneas correntes
dos marinhas
3. do vento
2. Faça corresponder a cada um dos acontecimentos da coluna I o princípio estratigráfico que permite
estabelecer a geocronologia do mesmo, que consta na coluna II.
Coluna I Coluna II
(a) «Na arriba entre São Torpes e Porto Covo, as dunas consolidadas (1) Princípio da inclusão
sobrepõem-se diretamente a xistos ou a arenitos argilosos (…)» (2) Princípio da horizontalidade
[ ] inicial
(b) «Acessoriamente, nesta fração, encontram-se (…) fragmentos (3) Princípio da sobreposição
de rochas vulcânicas com origem nas rochas que afloram mais a dos estratos
norte, na zona de Sines.» [ ]
(4) Princípio da interseção
(c) «Estas rochas, de resto, prolongaram-se certamente para oeste;
(5) Princípio da continuidade
a ilha do Pessegueiro e as ilhotas que a rodeiam estão talhadas
lateral
em duna consolidada.» [ ]
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3. Considere as afirmações seguintes, relativas às rochas que formam a plataforma sobre a qual foi contruído
o forte do Pessegueiro.
I. Estas rochas fazem efervescência com o ácido clorídrico diluído e são quimiogénicas.
II. O agente de transporte dos sedimentos que constituem estas rochas sofreu mudanças de direção.
III. A fração bioclástica apresenta restos de seres vivos marinhos que evidenciam um baixo
hidrodinamismo.
(A) I e II são verdadeiras; III é falsa. (C) I é verdadeira; II e III são falsas.
(B) II é verdadeira; I e III são falsas. (D) III é verdadeira; I e II são falsas.
4. Há evidências de registo fóssil variado nos arenitos da ilha do Pessegueiro. Tendo em conta a idade destas
rochas, é possível encontrar-se fossilizado neste local
(A) moldes de conchas de amonites. (C) trilhos de dinossáurios.
(B) rastos de trilobites. (D) trilhos de mamíferos.
6. As dunas consolidadas da região Sines-Porto Covo formaram-se num ambiente, cujos sedimentos
apresentam uma granularidade ________.
(A) de transição … maior do que 2 mm (C) marinho … maior do que 2 mm
(B) de transição … entre 2 mm e 1/16 mm (D) marinho … entre 2 mm e 1/16 mm
7. Explique, tendo em conta a composição da rocha, por que razão nas imediações do forte não é provável
encontrar terra rossa, como consequência de meteorização.
_______________________________________________________________________________________________
1. a) 2; b) 1; c) 3; d) 2; e) 3
2. (a) – (3); (b) – (1); (c) – (5)
3. (A)
4. (D)
5. (A)
6. (B)
7. A fração carbonatada dos calcarenitos sofre me-teorização química, por dissolução, que remove os iões cálcio e
hidrogenocarbonato em solução, deixando a fração argilosa depositada, que é praticamente inexistente (0,9%). Como a terra
rossa corresponde a depósitos de argilas oxidadas, estes não se formam devido à baixa quantidade de minerais argilosos na
rocha.
8. As dunas consolidadas da região de Sines-Porto Covo formaram-se a partir de dunas móveis, com uma elevada fração
bioclástica, num ambiente de transição (praia). A calcite presente nessa fração, ao sofrer meteorização química, foi dissolvida,
originando iões Ca2+, que ao reprecipitarem, originaram um cimento carbonatado que uniu os constituintes das duas frações das
dunas móveis, transformando-as em dunas consolidadas.
XX
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Comparação entre séries de rochas sedimentares
Os cortes estratigráficos representados na figura 3 pertencem a rochas do Mesozoico formadas
em bacias sedimentares na América do Norte (Vale de Connecticut, Fundy e Jeanne d’Arc) e
em Marrocos (MBEB).
Adaptado de [Link]
(consultado a 20/01/2022)
2. Os fósseis de idade encontrados na formação carbonatada da bacia Jeanne D’Arc são as e são utilizados
em métodos de datação ________.
(A) amonites … relativa, que resultaram de seres que viveram num período de tempo geológico curto
(B) amonites … absoluta, que resultaram de seres que viveram em condições ambientais restritas
(C) trilobites … relativa, que resultaram de seres que viveram num período de tempo geológico curto
(D) trilobites … absoluta, que resultaram de seres que viveram em condições ambientais restritas
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(B) Apoiam a abertura de um oceano há cerca de 201 Ma.
(C) Formaram-se predominantemente num ambiente marinho.
(D) Predomina a fácies de transição.
(E) Na bacia de Jeanne d’Arc, as rochas suprajacentes ao calcário evidenciam uma trans-gressão.
5. Tendo em conta a análise litológica das séries representadas na figura 3, justifique, apresentando dois
argumentos, de que forma as bacias Fundy e de Vale de Connecticut evidenciam um ambiente com maior
hidrodinamismo, comparativamente com as restantes bacias de sedimentação.
_______________________________________________________________________________________________
6. Faça corresponder a cada um dos processos de meteorização química expressos na coluna I a rocha ou o
mineral que sofre esse tipo de meteorização, que consta na coluna II.
Coluna I Coluna II
(1) Travertino
(a) Oxidação [ ] (2) Hematite
(b) Hidrólise [ ] (3) Feldspato potássico
(c) Carbonatação [ ] (4) Sal-gema
(5) Quartzo
1. a) Argilito ou siltito.
b) Calcário ou evaporitos.
c) Basalto.
2. (A)
3. (D)
4. (B) e (D)
5. Na Bacia de Fundy e no Vale Connecticut há predo-minância/intercalação de rochas sedimentares com detritos de maiores
dimensões/maior granulometria (conglomerados e arenitos), quando comparados com as bacias de Jeanne d'Arc e MBEB, cujos
detri-tos são de granulometria mais fina (argilitos e silti-tos). A existência de detritos de maiores dimensões é consequência de
um transporte com mais energia/ maior hidrodinamismo, como é o caso de Vale Connecticut e Fundy. A presença de evaporitos
nas bacias de Jeanne d'Arc e MBEB evidenciam baixo hidrodinamismo.
6. (a) – (2); (b) – (3); (c) – (1)
7. (C)
Grupo I
Texto A
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A serra de Arrábida é o resultado da tectónica compressiva resultante da colisão intercontinental
entre as placas litosféricas Eurasiática e Africana. Antes da colisão miocénica, há cerca de 20 Ma,
os terrenos que hoje formam a serra da Arrábida integravam-se na parte sul da Bacia Lusitânica,
uma bacia de tipo rifte intracontinental formada durante os estádios de fraturação do
supercontinente Pangeia, entre 250 Ma e 92 Ma, que levou à separação da Eurásia, América do
Norte e África.
Uma sequência de rochas sedimentares, resultantes da deposição de sedimentos nesta bacia, pode
ser visualizada junto ao cabo Espichel (fig. 1A). Neste local, as arribas são constituídas por uma
sucessão de camadas inclinadas, com mais de 600 metros de espessura, essencialmente
constituídas por calcários, margas (calcários com 35 a 60% de argila) e arenitos, com idades
compreendidas entre os 140 e os 150 Ma, correspondendo a uma transição contínua entre os
períodos Jurássico e Cretácico.
Inicialmente, ocorreu um período de sedimentação em ambiente marinho que originou a unidade
de calcários (fig. 1A). Posteriormente, este período de sedimentação termina com a deposição de
argilitos. Após o fim deste período sedimentar, seguiu-se um novo episódio de sedimentação em
ambiente sedimentar continental, representado por arenitos. Nesta unidade podemos observar a
ocorrência de estratos resultantes de processos químicos (diferença de tonalidades) e de processos
físicos (diferença de granulometrias), onde ocorreu também estratificação cruzada (fig. 1B). Mais
tarde, ocorreu a deposição de sedimentos carbonatados e detríticos, juntamente com fauna
marinha, dando origem à unidade calcoarenítica com lamelibrânquios. Seguidamente, ocorreu a
deposição de calcários, em ambiente marinho, onde está presente fauna marinha como
gastrópodes e lamelibrânquios. Posteriormente aos processos sedimentares, por ação de
movimentos tectónicos, as camadas sofreram deformação. Após este processo tectónico, as
unidades litológicas ficaram sujeitas a fenómenos erosivos, até à atualidade, originando a topografia
atual do terreno.
Baseado em Kullberg, M. C., Kullberg, J. C. & Terrinha, P. (2000). Tectónica da Cadeia da Arrábida. Tectónica Das
Regiões De Sintra E Arrábida. Mem. Geociências, Museu Nac. Hist. Nat. Univ. Lisboa, 2, 35-84.
B
B
1. As arribas do cabo Espichel são constituídas por uma sequência de rochas sedimentares
(A) somente detríticas.
(B) detríticas e quimiogénicas.
(C) exclusivamente quimiogénicas.
(D) quimiogénicas e biogénicas.
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2. Entre a deposição dos sedimentos que originaram os calcários e a deposição das areias
ocorreu uma
(A) alteração do nível do mar com deposição de sedimentos cada vez mais finos.
(B) transgressão marinha com recuo da linha de costa.
(C) regressão marinha com avanço da linha de costa.
(D) alteração do meio de sedimentação que passou a ser cada vez mais profundo.
6. Explique, tendo em conta o princípio da horizontalidade inicial, porque podemos afirmar que a
disposição das camadas, visíveis no cabo Espichel, ocorreu após a formação das rochas
sedimentares.
Texto B
Euphorbia pedroi (Trovisco de Espichel) é uma planta endémica da península de Setúbal, onde se
encontra circunscrita às arribas e escarpas marítimas de calcário, entre Sesimbra e o cabo Espichel.
É avaliada como “Em Perigo” por apresentar uma área de ocupação reduzida (32 km2), por estar
identificada apenas em três localizações e por se observar um declínio no tamanho da população
desta planta. De entre as diversas pressões a que a população está sujeita, destaca-se a predação
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de frutos e sementes por insetos e a destruição de plantas para a criação de vias de escalada, além
da mortalidade de plantas adultas que se tem vindo a agravar nos últimos anos. Os efeitos
combinados destas pressões poderão levar à diminuição da capacidade de regeneração em alguns
dos núcleos populacionais mais restritos, com consequente redução populacional no futuro.
O género a que esta planta pertence possui uma grande diversidade, integrando cerca de 2160
espécies. Em Portugal, para além deste endemismo, há mais duas espécies afins na ilha da
Madeira, a Euphorbia anachoreta e a Euphorbia piscatoria (figueira-do-inferno).
E. pedroi é uma espécie com proximidade filogenética com a espécie Euphorbia dendroides, uma
planta que não existe em Portugal, mas que é muito abundante em toda a costa do mar
Mediterrâneo.
Baseado em [Link]
e [Link] [consult. mar 2022]
8. Nas arribas calcárias do cabo Espichel, o trovisco e as outras plantas sujeitas a idênticas
pressões seletivas apresentam estruturas ____ que evidenciam processos de evolução ____.
(A) homólogas … divergente (C) homólogas … convergente
(B) análogas … convergente (D) análogas … divergente
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10. Estabeleça as correspondências possíveis entre as letras da coluna I e os números da coluna
II. Cada uma das afirmações deve ser associada apenas a uma das letras e todas as afirmações
devem ser utilizadas.
Coluna I Coluna II
11. Euphorbia pedroi e Euphorbia piscatoria pertencem, inequivocamente, ao reino Plantae, porque
(A) são seres multicelulares com um elevado grau de diferenciação.
(B) são seres multicelulares fotossintéticos.
(C) têm nutrição autotrófica e possuem um elevado grau de diferenciação.
(D) são produtores e multicelulares.
Texto C
Na praia dos Lagosteiros observa-se o contacto entre o Cretácico e o Jurássico, constituídos por
litologias predominantemente calcárias. No topo da arriba norte podem ainda ser vistos calcários
recifais formados num ambiente de mar aberto.
Entre esta praia e o cabo Espichel encontram-se testemunhos da presença de dinossauros em
estratos inclinados que também contêm fósseis de bivalves, gastrópodes e algas, entre outros.
O trilho mais nítido da jazida dos Lagosteiros pertence a um dinossauro bípede. Este trilho, com
cerca de 50 metros de comprimento, apresenta 30 impressões de forma arredondada, onde não é
possível distinguir a morfologia da pata. Geralmente, este tipo de pegadas não definidas resultam
da pressão exercida diretamente pelas patas num estrato superior ao da superfície atualmente
exposta, a que se dá o nome de subimpressão ou pegada-fantasma. Este trilho está interrompido
por detritos que o separam em duas zonas, uma com catorze e a outra com dezasseis impressões.
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A
Figura 2. Praia dos Lagosteiros. A. Esquema geológico interpretativo (Q – Quaternário; M-P – Miocénico e Pliocénico;
C – Cretácico; J – Jurássico). B. Grupo de pegadas na jazida dos Lagosteiros.
15. Antes da deposição da série sedimentar que forma as arribas da zona, tinham-se depositado
evaporitos. Estes depósitos evidenciam
(A) um clima quente e húmido e a ocorrência de sedimentação marinha.
(B) a formação de rochas detríticas em climas desérticos.
(C) a presença de zonas lagunares em climas quentes e secos sujeitos a evaporação.
(D) a formação de calcários e gesso em zonas de transição devido a processos de precipitação.
16. Explique em que medida a existência das pegadas de dinossauros é fundamental para a
reconstituição do paleoambiente em que as mesmas se formaram.
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Texto A
1. B
2. C
3. B
4. D
5. D, E, B, C, A.
6. Explica que, segundo o princípio da horizontalidade inicial, os sedimentos se depositam na
horizontal (A), formando estratos que depois sofrem diagénese, dando origem a rochas sedimentares (B)
que foram inclinadas pela tectónica (C).
A. O princípio da horizontalidade inicial refere que os sedimentos se depositam formando camadas
horizontais.
B. Após a sedimentação ocorre a diagénese e a consequente formação das rochas sedimentares.
C. Posteriormente, ocorrem movimentos tectónicos que provocam a inclinação dos estratos alterando a
sua posição inicial.
Texto B
7. D
8. B
9. D
10. (a) – (3), (7); (b) – (1), (4), (5); (c) – (2), (6).
11. C
12. Relaciona a variabilidade genética de uma população tendo em conta a teoria sintética da evolução
(A) e a maior possibilidade de sobrevivência de Euphorbia dendroides (B) perante uma alteração ambiental
(C).
A. A variabilidade genética de uma população deve-se à ocorrência de mutações e recombinação
génica resultantes da meiose e da fecundação.
B. As populações da espécie Euphorbia dendroides possuem um maior número de indivíduos e, por
isso, possuem uma maior variabilidade genética devido ao elevado fluxo de genes que ocorre na
fecundação.
C. Na espécie Euphorbia dendroides, a elevada diversidade de indivíduos aumenta a probabilidade de,
em caso de mudança ambiental, existirem indivíduos aptos para essas condições, garantindo a
sobrevivência da população. Pelo contrário, a espécie Euphorbia pedroi apresenta menor número de
indivíduos, logo menor diversidade genética e, por isso, menor capacidade de adaptação a alterações
ambientais.
13. D
14. A
15. C
16. Relaciona a existência das pegadas de dinossauros com a existência de um ambiente de
sedimentação (A), o que permite reconstituir o paleoambiente (B).
A. As pegadas são moldadas em sedimentos finos de uma lama calcária.
B. A existência das pegadas permite afirmar que o ambiente corresponderia a uma zona baixa
próximo do mar, onde estava a decorrer a sedimentação.
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Para estudar o processo de fossilização por mineralização de tecidos moles, como o tecido
muscular, investigadores simularam diferentes condições de decomposição de animais marinhos.
Organismos recentemente mortos do camarão Crangon crangon e do camarão Palaemun sp. foram
colocados em vários tubos de ensaio com 50 ml de água do mar, à qual se acrescentou sedimentos
do estuário do rio Tay (Escócia) e leveduras, fungos unicelulares anaeróbios facultativos. Os vários
tubos foram associados em quatro conjuntos, de A a D, e incubados a uma temperatura de 20 oC.
Amostras dos tecidos de camarão foram colhidas a partir do terceiro dia até à vigésima quinta
semana. As condições experimentais e os resultados encontram-se na tabela I.
A análise química dos vestígios mineralizados revelou a presença de fosfatos (P2O5) e de óxido de
cálcio (CaO).
Baseado em Briggs, D. & Kear, A. (1993). Fossilization of soft tissue in the laboratory. Science. 259, 1439-1142.
Página 62 de 80
1. C
2. A
3. A
4. Relaciona a existência dos tubos controlo (A) com a fiabilidade dos resultados e as conclusões
da experiência (B).
A. Os tubos A e B são tubos de controlo, cujos resultados podem ser comparados com os dos
grupos experimentais.
B. A comparação com os resultados nos tubos C e D permite aferir acerca da influência das
variáveis testadas na ocorrência da mineralização.
As três turfeiras da serra de Arga, Viana do Castelo, constituem uma área de 591 hectares e
fazem parte de um conjunto denominado “turfeiras atlânticas das montanhas do Noroeste
Ibérico”. Apresentam uma profundidade mínima de 30 cm e localizam-se a 800 m de altitude,
no topo granítico da serra. As mais antigas ter-se-ão formado há cerca de 10 000 anos,
embora a maioria apresente idade inferior (fig.1).
A turfa é um material negro constituído por uma mistura de restos de matéria orgânica vegetal
não decomposta, ou parcialmente decomposta, e minerais.
As turfeiras formam-se em locais onde a água se acumula, ou flui lentamente, e onde existe
uma diversidade de plantas características. A existência de determinadas condições
ambientais faz com que essas plantas não se decomponham totalmente e se misturem com
minerais clásticos, originando a turfa.
As turfeiras são também uma das maiores reservas terrestres de carbono. Podem influenciar,
igualmente, a regulação microclimática, ao promover a formação de orvalho, geada e neblina.
Baseado em [Link]
arga/segredos-da-terra-preta/ [consult. abr 2020]
Página 63 de 80
(B)
(A)
Página 64 de 80
(D) evaporíticas, como gesso.
6. Explique, tendo em conta a constituição principal da turfa, porque se pode considerar que
este material representa um processo de sequestro de carbono.
1. (C)
2. (A)
3. (B)
4. (D)
5. B – C – E – D – A.
A. A turfa é constituída por restos de vegetais que têm carbono na constituição das suas
biomoléculas.
B. A permanência do carbono na turfa, sedimento biogénico, evita a sua circulação nos subsistemas
terrestres considerando-se assim que ocorre um processo de sequestro na formação deste
elemento.
Página 65 de 80
Texto 1
Na margem ocidental portuguesa afloram (A)
espessos depósitos marinhos e continentais do
Mesozoico. Estão relacionados com o processo
geodinâmico de pré-abertura do oceano Atlântico
e englobam o conjunto que compõe o enchimento
sedimentar da Bacia Lusitânica ou Lusitana (BL).
Esta bacia localiza-se na margem ocidental da
Placa Ibérica e pertence a uma família de bacias
criadas durante o processo de rifting do Atlântico
Norte, iniciado no final do Triásico e que se
concluiu no Cretácico Superior (fig.1A).
O Jurássico Inferior é representado pela fase inicial
do enchimento carbonatado da Bacia Lusitânica
(fig. 1B). Nas arribas das praias de S. Pedro de
Moel aflora uma espessa série margo-calcária (B)
pertencente ao Sinemuriano, que integra a
Formação de Coimbra.
Em S. Pedro de Moel, para além da Formação de
Coimbra, também se definem as de Água de
Madeiros, de Vale das Fontes, de Lemede e de S.
Gião, totalizando o intervalo compreendido entre o
Sinemuriano Inferior e o Toarciano Médio. As três
primeiras unidades mostram um registo
estratigráfico muito completo, enquanto as duas
mais recentes afloram de forma limitada, em
consequência da intensa fraturação existente na
região (fig. 1.C). (C)
Na base da Formação de Coimbra
encontram-se sedimentos argilo-
evaporíticos (Fm. de Dagorda), do
Triásico Superior – Hetangiano. A
unidade hetangiana é de natureza
gipsífera (gesso).
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1. As rochas carbonatadas de S. Pedro de Moel formaram-se por um processo de _____ de
substâncias dissolvidas na água, e por isso são classificadas de rochas _____.
(A) carbonatação … detríticas
(B) carbonatação … quimiogénicas
(C) precipitação … detríticas
(D) precipitação … quimiogénicas
2. Em áreas calcárias a meteorização _____ produz uma paisagem designada por modelado
cársico, onde é visível a terra rossa, devido à presença de frações _____ nos calcários.
(A) química … insolúveis
(B) química … solúveis
(C) física … insolúveis
(D) física … solúveis
3. Das formações calcárias que afloram na Bacia Lusitânica, podemos afirmar que a
Formação de
(A) Coimbra é a mais antiga, pelo princípio da horizontalidade inicial.
(B) Coimbra foi a primeira a depositar-se, pelo princípio da sobreposição dos estratos.
(C) Vale das Fontes é a mais recente, já que é a base da sequência.
(D) Água de Madeiros foi a única a depositar-se durante um determinado período de
tempo.
Coluna I Coluna II
(a) Hidrólise (1) Ocorre em minerais ricos em ferro, em que este elemento cede
(b) Dissolução eletrões.
(c) Oxidação (2) Reação de substâncias com os iões H+ e OH- resultantes da
dissociação da água.
(3) Origina caulinite a partir de meteorização do feldspato potássico.
(4) Forma estruturas e cavidades como os algares e as grutas.
(5) Depende da polaridade da molécula da água para que
determinados iões sejam removidos da rede cristalina de um
mineral.
(6) Responsável pelo aparecimento de uma cor avermelhada
durante a meteorização.
(7) Responsável pela formação de minerais de argila em regiões
graníticas.
5. Explique, com base na coluna estratigráfica da figura 1C, a transição ambiental que ocorreu
entre a deposição da Formação da Dagorda e a de Coimbra.
1. (D)
2. (A)
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3. (B)
4. (a) (2), (3), (7); (b) (4), (5); (c) (1), (6).
Texto 2
Do ponto de vista estrutural, as séries carbonatadas jurássicas de S. Pedro de Moel
encontram-se fortemente afetadas por uma tectónica diapírica (diapiro de S. Pedro de Moel),
facto que se salienta do ponto de vista geomorfológico na sua porção norte, através da
imponência das suas arribas (fig. 2A). O diapiro de S. Pedro de Moel é uma estrutura alongada
com direção NNE-SSW, cujos sedimentos argilo- (B)
-evaporíticos associados afloram imediatamente a norte
(Pedras Negras) e a sul (Praia da Senhora da Vitória) da
região de S. Pedro de Moel (fig. 2B); o diapiro é recoberto
por sedimentos mais recentes e depósitos eólicos (corpos
dunares formados por areias). Por vezes, os estratos
encontram-se atravessados por filões de rochas
magmáticas. Toda a área é afetada por intensa fraturação,
destacando-se, pela sua importância, as falhas.
(A)
Figura 2. (A) Visualização da inclinação dos estratos de S. Pedro de Moel. (B) Esquema interpretativo
da formação do diapiro (Fonte: Dias, P. A. C., Figueiredo, F. P. O. O., Lopes, F. C. S. C. (2020).
Modelação estrutural e gravimétrica da estrutura salífera de Monte Real, Leiria, Portugal.
Comunicações Geológicas, 107(especial I):99-103).
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6. Os filões de rochas magmáticas são mais _____ do que as camadas sedimentares, pela
aplicação do princípio estratigráfico da _____.
7. Pelo princípio da _____, podemos afirmar que a inclinação dos estratos em S. Pedro de
Moel ocorreu após a sua _____.
(A) continuidade lateral … sedimentogénese
(B) continuidade lateral … diagénese
(C) horizontalidade inicial … diagénese
(D) horizontalidade inicial … sedimentogénese
9. De entre as frases seguintes, selecione as duas que estão relacionadas com a geologia da
área de S. Pedro de Moel, transcrevendo para a sua folha de respostas os números
romanos correspondentes.
I. As rochas carbonatadas e as evaporíticas formam-se por processos diferentes de
sedimentação.
II. Na formação das rochas evaporíticas, os primeiros minerais a precipitarem são os
menos solúveis.
III. O diapiro pode ter na sua constituição rochas ricas em halite, como o sal-gema.
IV. Todas as falhas representadas são mais antigas do que o diapiro.
V. O diapiro só se forma porque as rochas que o constituem são mais densas do que as
envolventes.
10. Faça corresponder a cada uma das descrições relativas a processos de meteorização
física, expressas na coluna I, à respetiva designação, na coluna II.
Coluna I Coluna II
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(a) Ocorre, geralmente, em regiões de grande (1) Haloclastia
altitude e elevada latitude. (2) Termoclastia
(b) Pode originar disjunção esferoidal em blocos. (3) Crioclastia
(c) Precipitação de sais minerais e consequente (4) Alívio da pressão
alargamento de fissuras. (5) Ação dos seres vivos
11. Tendo em conta os dois tipos de meteorização (física e química), explique porque é que
o alargamento de fissuras em calcários e em granitos, quando as rochas estão expostas
à superfície, é causada por processos diferentes.
6. (B)
7. (C)
8. E, B, D, A, C.
9. II e III
10. (a) – (3); (b) – (4); (c) – (1).
11. Relaciona a ocorrência de processos de meteorização química com o alargamento de
fissuras no calcário (A) e a ocorrência de processos de meteorização física com o alargamento
de fissuras no granito (B).
A. As fissuras nos maciços calcários vão alargando por dissolução, uma reação química
que ocorre entre o carbonato de cálcio e a água acidificada.
B. No granito, o alargamento das fissuras vai ocorrendo, essencialmente, pelos vários
processos de meteorização física (tais como a haloclastia, a crioclastia, a termoclastia e a
ação dos seres vivos).
Texto 3
O imenso registo geológico de natureza sedimentar na região de S. Pedro de Moel ostenta
variadíssimos tipos de estruturas e acumulações/construções de natureza microbiana,
bentónica (região do ambiente marinho situada próximo do fundo oceânico). Entre as diversas
estruturas, contam-se, no registo sedimentar, vários tipos de morfologias, onde se incluem os
estromatólitos (fig. 3A), que são depósitos microbianos laminados, estratiformes, em doma ou
colunares que resultaram da precipitação química carbonatada, associada à atividade de
microrganismos, onde se incluem as cianobactérias, conotados com um ambiente claramente
marinho, mas de baixa coluna de água. Há registos de estromatólitos em várias partes do
mundo relacionados com vários períodos geológicos.
A esta fácies sobrepõe-se uma sucessão de calcários mais ou menos bioclásticos e
extremamente fossilíferos. Entre estes destacam-se lumachelas (rochas sedimentares,
carbonatadas, formadas por conchas ou carapaças de organismos marinhos) de bivalves de
gasterópodes e do icnogénero Rhizocorallium (tocas feitas por animais que vasculhavam o
sedimento em busca de comida) (fig. 3B). Este registo resulta de um aumento gradual do nível
do mar, que tem o seu auge expresso na porção mais margosa e mais rica em matéria
orgânica e em amonoides da Formação de Coimbra. A prevalência de condições salinas e de
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clara influência marinha é atingida na parte superior da unidade, evidenciada pela ocorrência
de uma grande diversidade de braquiópodes (animais solitários, exclusivamente marinhos e
bentónicos).
Baseado em Duarte, L. V. & Azerêdo, A. C. (2022). A atividade microbiana no processo sedimentar, Revista
Ciência Elementar, 10(2): 029. Disponível em [Link]
12. As lumachelas podem ser classificadas de rochas sedimentares _____, tal como o _____.
(A) detríticas … arenito (C) biogénicas … calcário recifal
(B) quimiogénicas … travertino (D) evaporíticas … gesso
13. Durante a deposição das camadas calcárias da Formação de Coimbra, ocorreu uma
_____ marinha, verificando-se, por isso, um _____ da linha de costa.
15. Explique de que modo a existência de Rhizocorallium nos pode fornecer informações
sobre o tipo de ser que a construiu.
1. (C)
2. (A)
3. (D)
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4. Explica que a formação Rhizocorallium é um icnofóssil (A), relacionando-o com o ser
que não fossilizou (B), permitindo, assim, a possibilidade de ficar a conhecer o ser (C).
B. Os icnofósseis, muitas vezes, têm origem em seres vivos que não fossilizaram, sendo
o único registo da atividade desse ser.
C. Os vestígios da atividade deixados pelos seres permitem-nos ficar a saber o seu modo
de vida e inferir sobre a sua possível morfologia.
Grupo II
Os primeiros fósseis de vida macroscópica complexa de que há registo ocorrem num restrito
conjunto de locais onde se encontram rochas de idade Pré-Câmbrica (Ediacarano). Consistem
em moldes excecionalmente bem preservados, que são revestidos externamente por
depósitos ricos em sílica (SiO2). Na maioria das ocorrências, a presença destes fósseis é
duplamente surpreendente, pois trata-se de vestígios de organismos constituídos
exclusivamente por partes moles, preservados frequentemente em arenitos. Se, por um lado,
as partes moles são de difícil conservação, a textura relativamente grosseira dos arenitos não
estabelece, à partida, as condições ideais à preservação.
Trabalhos recentes indiciam que as altas concentrações de sílica dissolvida (SiD) nos
oceanos do Ediacariano podem ter criado condições que favoreceram a preservação dos
tecidos moles. Admite-se que terá ocorrido precipitação de cimentos de sílica, que envolveram
os restos orgânicos e tomaram a sua forma previamente à decomposição.
Na tabela 1 encontram-se as condições experimentais a que foram sujeitos restos de
medusas do género Phymanthus depositados em diferentes condições ambientais. Em alguns
dos grupos foram acrescentadas cianobactérias e/ou algas dos géneros Fischerella,
Anabaena, Vaucheria e Spirogyra, isoladas ou em associação.
No fim da experiência 11 foi possível visualizar estruturas de conservação compatíveis com
as estruturas fósseis da fauna ediacariana.
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Condições experimentais SiD (mM) Areia Phymanthus Algas/ cianobactérias Tampão** (ml)
11 SiD + Phymanthus + areia + biofilme* 2 + + + 2
SiD – sílica em solução.
*Biofilme – proporções iguais de Fischerella, Anabaena, Vaucheria e Spirogyra.
**Tampão – solução que mantém constante o pH do meio durante o decurso da experiência.
2. De acordo com os dados da experiência, a precipitação da sílica foi ______ pela presença
de biofilmes, a que se seguiu um processo de fossilização por _______.
(A) intensificada … mineralização (C) diminuída … mineralização
(B) intensificada … moldagem (D) diminuída … moldagem
1. (A)
2. (B)
3. Relaciona as prováveis reações com alterações do pH (A), com a manutenção do pH, com
a adição da solução-tampão (B) e a necessidade de se manter constantes as variáveis que
não estão a ser testadas (C).
A. As reações em alguns dos grupos experimentais poderiam mudar o pH do meio.
B. A adição do tampão mantém o pH constante.
C. Garantia que só há alteração da variável testada.
Grupo III
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Na região de Tábua
foram cartografadas
e caracterizadas as
argilas aí
ocorrentes.
Descobriu-se que
ocorrem duas
unidades
sedimentares, a
Unidade Superior e MNA – minerais
não argilosos
a Unidade Inferior,
C – Caulinite
com diferenças I – Ilmenite
suficientemente E-int – esmectite
interestratificada
marcadas que
justificam diferentes
usos para essas
argilas (fig. 4).
Figura 4. Localização da área em estudo
e resultados da análise à fração argilosa.
2. Por ter cor branca a vermelha/castanha e produzir superfícies planas que se repetem no
espaço, a caulinite é um mineral
(A) idiocromático sem clivagem. (C) idiocromático com clivagem.
(B) alocromático sem clivagem. (D) alocromático com clivagem.
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(A) II e III são verdadeiras; I é falsa.
(B) I é verdadeira; II e III são falsas.
(C) I e II são verdadeiras; III é falsa.
(D) II é verdadeira; I e III são falsas.
1. (B)
2. (D)
3. (D)
4. (A)
5. (B)
6. (A)
C. Assim, há dois critérios diferentes que podem ser usados na sua classificação, o de
mineral e o de sedimento.
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Na Rua Sampaio Bruno, em Campo de Ourique (Lisboa), é possível encontrar um
geomonumento que nos permite fazer uma viagem no tempo, até um passado tropical de Lisboa.
Datado do Aquitaniano (Miocénico Inferior), terá uma idade compreendida entre 21 Ma e 23 Ma.
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1. Ordene as letras de A a E de modo a reconstituir a sequência cronológica de acontecimentos
relacionados com a formação das rochas do geomonumento na Rua Sampaio Bruno, em
Lisboa.
A – Regressão com alteração do paleoambiente marinho de pequena profundidade.
B – Deposição de sedimentos detríticos muito finos.
C – Transporte de fragmentos de briozoários.
D – Compactação dos sedimentos em ambiente marinho.
E – Cimentação carbonatada com fragmentos de conchas e material argiloso.
5. Faça corresponder a cada uma das descrições relativas à estratigrafia, expressas na coluna
I, à designação correspondente na coluna II.
Coluna I Coluna II
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1. biogénicos 1. minerais 1. não metálicos
2. quimiogénicos 2. energéticos 2. metálicos
3. detríticos 3. hidrológicos 3. energéticos
1. B – C – D – E – A
2. Opção D.
3. Opção A.
4. Opção D.
5. (a) 3; (b) 2; (c) 1.
6. Um aquífero cativo está limitado a topo e a base por
camadas de rochas impermeáveis. A recarga é lenta porque
não ocorre por toda a superfície do terreno, a água tem uma
pressão superior à pressão atmosférica e o nível hidrostático
varia pouco com as estações do ano.
Os níveis piroclásticos por serem fragmentos formam
litologias com elevada porosidade onde pode ocorrer
acumulação de água.
7. (a) 3; (b) 1; (c) 1.
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