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Formação de Carvão em Bacias Sedimentares

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EXERCÍCIOS_ROCHAS SEDIMENTARES

Os carvões ocorrem em Portugal em formações do Paleozoico (Carbonífero), do Mesozoico


(Jurássico Superior) e do Cenozoico (Miocénico e, principalmente, Pliocénico) e, em termos de
qualidade, cobrem todas as gamas consideradas nas classificações internacionais, nomeadamente
em relação ao grau de incarbonização. Ou seja, em Portugal, ocorrem carvões cujo grau se distribui
desde as lignites menos evoluídas (como na Bacia de Rio Maior) às antracites mais evoluídas (como
na Bacia Carbonífera do Douro). Também a turfa, embora não seja um carvão, mas apenas a
matéria-prima originária do carvão, ocorre abundantemente em Portugal.
As ocorrências de carvão no Mesozoico português restringem-se ao Jurássico Superior, sendo que as
grandes áreas aflorantes se localizam no Cabo Mondego e na zona costeira da Lourinhã. Na Bacia do
Cabo Mondego teve lugar a mais antiga exploração de carvão em Portugal, a Mina de Carvão de Pedra
de Buarcos (Figura 1), que iniciou trabalhos em 1750 e encerrou definitivamente 1967.
No Cabo Mondego, aflora uma espessa sucessão do Jurássico Superior, abrangendo várias unidades
litoestratigráficas. Entre elas, ocorre o Complexo Carbonoso, com cerca de 50 m de espessura,
constituído por margas e calcários com níveis de carvão e algumas camadas de arenitos. A este
complexo sobrepõe-se uma unidade, com cerca de 80 m de espessura, que inclui calcários, calcários
margosos e margas, e lignites. Superiormente, existe um conjunto de camadas com cerca de 100 m
de espessura, de calcários biogénicos, e que representam um período de domínio marinho com
interrupções pontuais de sedimentação terrígena. Desta forma, na zona do Cabo Mondego, está
representado um ambiente de plataforma pouco profunda; o carvão ocorre associado a um ambiente
pantanoso, periodicamente invadido pela água salgada, depositando-se níveis carbonosos em
intercalação com argilas betuminosas.
Adaptado de Cunha, P. et al (2012) “O Carvão na Atualidade, Vol. 1 – Petrologia, Métodos analíticos,
Classificação e Avaliação de Recursos e Reservas, Papel no contexto energético, Carvão em Portugal” (pp.309);

Figura 1 – Esboço geográfico e geológico do Cabo Mondego e sua envolvente, com localização da Mina de Carvão de Pedra de
Buarcos (adaptado de Callapez 2015, com base na cartografia geológica disponível à escala 1/50 000).
1. O Complexo Carbonoso do Cabo Mondego formou-se na Era _________ e as instalações da Mina
Carvão de Pedra de Buarcos localizavam-se a _________ da cidade da Figueira da Foz.
(A) Paleozoico … NE
(B) Paleozoico … NO
(C) Mesozoico … NO
(D) Mesozoico … NE

1
2. O carvão classifica-se como uma rocha sedimentar _________, que se forma em condições _________.
(A) quimiogénica … aeróbias
(B) quimiogénica … anaeróbias
(C) biogénica … aeróbias
(D) biogénica … anaeróbias

3. A turfa forma-se a partir da decomposição de _________, dando origem a diferentes formas de carvão
em condições em que ocorre o aumento _________.
(A) detritos vegetais continentais … da pressão e da temperatura
(B) detritos vegetais continentais … da compactação e da hidratação
(C) plâncton … da compactação e da desidratação
(D) plâncton … da pressão e diminuição da temperatura

4. O carvão da bacia de Rio Maior, comparativamente ao carvão da Bacia Carbonífera do Douro, apresenta
um
(A) maior grau de incarbonização e, por isso, menor teor de carbono.
(B) menor grau de incarbonização e menor teor de materiais voláteis.
(C) maior teor de água, libertando mais fumo durante a sua combustão.
(D) menor teor de carbono, libertando maior quantidade de calor durante a sua combustão.

5. A formação de carvão no Complexo Carbono, após a constituição de camadas de calcários, implicou um


_________ da água do mar, de modo a formar-se um ambiente _________.
(A) recuo … pantanoso
(B) recuo … de plataforma muito profunda
(C) avanço … de plataforma muito profunda
(D) avanço … pantanoso

6. A formação sequencial de conglomerados, arenitos e argilitos no Cretácico Inferior implicou _________


do hidrodinamismo na Bacia do Cabo Mondego, uma vez que estas rochas apresentam
progressivamente uma _________ granulometria.
(A) um aumento … menor
(B) um aumento … maior
(C) uma diminuição … maior
(D) uma diminuição … menor

7. A formação de calcários na Bacia do Cabo Mondego, por precipitação de _________, é favorecida se a


água do mar contiver um _________ teor de dióxido de carbono.
(A) carbonato de cálcio … reduzido
(B) sulfato de cálcio … reduzido
(C) carbonato de cálcio … elevado
(D) sulfato de cálcio … elevado

2
8. Complete o texto seguinte com a opção adequada a cada espaço.
Transcreva para a folha de respostas cada uma das letras, seguida do número que corresponde à opção
selecionada. A cada letra corresponde um só número.
Os evaporitos são rochas sedimentares __(a)__ que se formam a partir da __(b)__ de substâncias
dissolvidas em água. O __(c)__ é um exemplo deste tipo de rochas, sendo constituído fundamentalmente
por __(d)__ e podendo formar estruturas designadas __(e)__.
(a) (b) (c) (d) (e)

1. calcário
[Link]énicas 1. evaporação 1. cloreto de sódio 1. diapiros
conquífero
2. detríticas 2. precipitação [Link] 2. dolinas
2. petróleo
[Link]énicas [Link]énese 3. sulfato de cálcio 3. estalagmites
3. sal-gema

9. Faça corresponder cada uma das descrições relacionadas com processos de meteorização física,
expressas na Coluna I, à designação correspondente, que consta na Coluna II.

COLUNA I COLUNA II

(a) Formação de minerais a partir de sais dissolvidos contribui para a (1) Alívio de pressão
desagregação de rochas.
(2) Crioclastia
(b) Grandes amplitudes térmicas provocam variações de volume do
(3) Haloclastia
maciço rochoso.
(4) Hidratação
(c) Rochas formadas em profundidade sofrem diaclasamento quando
afloram. (5) Termoclastia

10. Na zona do Cabo Mondego existem várias pedreiras, onde se extraem calcários para utilizar na
construção civil. Tendo em conta a crescente poluição atmosférica, explique qual o risco da utilização
desta rocha como material de construção.

1. Opção C.
2. Opção D.
3. Opção A.
4. Opção C.
5. Opção A.
6. Opção D.
7. Opção A.
8. (a) – 3; (b) – 2; (c) – 3; (d) – 1; (e) – 1.
9. (a) – (3); (b) – (5); (c) – (1).
10. O aluno deve contemplar na sua resposta os seguintes elementos:
(A) A emissão de gases como os óxidos de carbono e outros óxidos (de enxofre e de nitrogénio) pode,
por dissolução na água, levar à formação de ácidos como o ácido carbónico (H2CO3).
(B) O ácido carbónico reage com o calcário, provocando a sua dissolução.

(C) Este processo de meteorização química compromete a conservação dos edifícios com calcário.
3
II
Os Montes Apeninos formam uma crista de calcário que percorre toda a Península Italiana. A paisagem
dos Apeninos centrais, inserida no Parque Nacional Monti Sibillini, é uma manifestação dos processos
geológicos que atuam nesta região há mais de 200 Ma e que foi marcada, principalmente, por duas
fases de forte deformação tectónica durante o Cenozoico: inicialmente por um regime compressivo
marcado pela formação de falhas inversas, que contorceu e elevou rochas na zona oeste da cordilheira,
seguido de um regime distensivo, resultando na formação de falhas normais que criou bacias rodeadas
por relevos de montanhas íngremes.
A história das rochas do Parque Nacional Monti Sibillini começa no final do Triásico, há 200 Ma, com
a abertura do mar de Tétis entre os supercontinentes Gondwana e Laurasia. No Jurássico Inferior (200
a 174 Ma), foram criadas condições propícias para a deposição de sedimentos carbonatados. Com o
tempo, as conchas de calcário de organismos, particularmente de foraminíferos microscópicos,
passaram a integrar esses sedimentos.
Uma formação geológica que ganhou destaque na comunidade científica, devido à sua cor e ao seu
aspeto laminado, é conhecida por calcários Scaglia.
A formação Scaglia Bianca é branca, a Scaglia Rossa é vermelha e a Scaglia Variegata é mista. Dentro
da Scaglia Rossa está a fronteira do Cretácico-Paleogénico que data de há 66 Ma. A queda repentina
na diversidade, tamanho e ornamentação dos foraminíferos na fronteira permitem inferir a existência
de um evento global cataclástico que aconteceu na época: a extinção em massa do fim do Cretácico.
No desfiladeiro de Bottaccione perto de Gubbio, cerca de 60 km a noroeste do parque nacional, o
famoso afloramento onde os cientistas identificaram uma anomalia de irídio – que mais tarde foi ligada
ao impacto maciço de Chicxulub implicado na extinção em massa – permanece um local de
peregrinação para geólogos.
Adaptado de [Link]

Figura 1 – Corte geológico da zona central dos Montes Apeninos.


Adaptado de Pierantoni, P., Deiana, G. e Galdenzi, S. (2013). Stratigraphic and structural features of the Sibillini Mountains
(Umbria-Marche Apennines, Italy). Italian Journal of Geosciences, vol: 132, pp: 497-520
1. Algumas espécies de foraminíferos presentes nos calcários de Scaglia Rossa constituem bons fósseis
de idade, uma vez que possuem uma _________ distribuição vertical e uma _________ distribuição
geográfica.
(A) reduzida … restrita
(B) elevada … restrita
(C) reduzida … ampla
(D) elevada … ampla

4
2. As formações calcárias Scaglia apresentam um modelado cársico que é devido
(A) ao facto de a água da chuva adquirir menor acidez ao atravessar a atmosfera.
(B) a um processo lento e natural de abertura de fraturas através da dissolução do carbonato de cálcio.
(C) ao enriquecimento do maciço calcário em dióxido de carbono atmosférico.
(D) à introdução de águas enriquecidas em iões de cálcio pelas fraturas do maciço.
3. Nos calcários Scaglia, foram encontrados _________ de conchas de foraminíferos que consistem na
_________.
(A) moldes … reprodução da morfologia interna ou externa da concha
(B) marcas … preservação de registos da atividade do animal marinho
(C) moldes … substituição da totalidade do ser vivo por matéria mineral
(D) marcas … conservação completa das estruturas orgânicas do ser vivo

4. De acordo com o princípio da _________, as falhas representadas na figura 1 são _________ à formação
dos estratos de evaporitos e de calcários.
(A) interseção … anteriores
(B) inclusão … anteriores
(C) interseção … posteriores
(D) inclusão … posteriores

5. A sequência de turbiditos é _________ aos evaporitos do Triásico, contrariando, devido à deformação


tectónica, o princípio da _________.
(A) anterior… sobreposição de estratos
(B) anterior … horizontalidade inicial
(C) posterior … sobreposição de estratos
(D) posterior … horizontalidade inicial

6. Os depósitos de sedimentos superficiais representados na figura 1 podem transformar-se numa rocha


sedimentar se sofrerem _________, ocorrendo _________ do volume inicial da rocha.
(A) sedimentogénese ... um aumento
(B) sedimentogénese ... uma diminuição
(C) diagénese ... um aumento
(D) diagénese ... uma diminuição
7. Associar a extinção em massa do final do Cretácico ao impacto de um meteorito de grandes dimensões
é contrariar o _________, de acordo com o qual as mudanças geológicas da história da Terra terão sido
_________.
(A) uniformitarismo ... lentas e graduais
(B) uniformitarismo ... rápidas e pontuais
(C) catastrofismo ... lentas e graduais
(D) catastrofismo ... rápidas e pontuais

5
8. Ordene as expressões indicadas pelas letras A a E de modo a reconstituir a sequência de
acontecimentos geológicos da zona central dos Montes Apeninos.
A – Deposição de calcários e margas, na região sudoeste dos Montes Apeninos.
B – Formação de rochas em ambientes lagunares de zonas áridas.
C – Deformação em regime distensivo e formação de falhas normais.
D – Atuação de forças compressivas com consequente formação de falhas inversas.
E – Precipitação de carbonato de cálcio, no início do Jurássico.

9. Mencione uma condição física do meio favorável ao processo de fossilização dos foraminíferos.

10. Faça corresponder cada uma das descrições relativas a princípios da estratigrafia, expressas na Coluna
I, à designação correspondente, que consta na Coluna II.

COLUNA I COLUNA II

(a) Estratos com o mesmo conteúdo fossilífero têm a mesma (1) Princípio da Continuidade Lateral
idade.
(2) Princípio da Identidade
(b) O mesmo período de sedimentação pode ocorrer em Paleontológica
diferentes ambientes que se podem estender por uma vasta
(3) Princípio da Inclusão
área.
(4) Princípio da Interseção
(c) Fragmentos de rochas incorporados num estrato são mais
antigos do que a rocha que os engloba. (5) Princípio da Sobreposição

11. Explicite a importância do estudo do registo fossilífero para a caracterização de paleoambientes e para
a elaboração da escala de tempo geológico.

12. Relacione a presença dos calcários Scaglia dos Montes Apeninos com o contexto ambiental da sua
formação.

1. Opção C.
2. Opção B.
3. Opção A.
4. Opção C.
5. Opção C.
6. Opção D.
7. Opção A.
8. B–E–D–A–C
9. O aluno deve referir uma das seguintes condições do meio: baixo hidrodinamismo, rápida deposição de
sedimentos finos.
10. (a) – (2); (b) – (1); (c) – (3).
11. O aluno deverá contemplar na sua resposta os seguintes elementos:
(A) A presença de fósseis de fácies permite a reconstituição de paleoambientes, dando informações sobre
o ambiente de deposição e formação das rochas onde se encontram.
(B) Os fósseis de idade permitem estabelecer correlações entre sequências estratigráficas, contribuindo
para a elaboração da escala do tempo geológico.

6
(C) O estudo do registo fossilífero permite, ainda, efetuar a divisão desta escala, considerando as
extinções em massa e a diversificação de seres vivos.
12. O aluno deverá contemplar na sua resposta os seguintes elementos:
(A) Os calcários são rochas sedimentares quimiogénicas que resultam da precipitação de carbonato de
cálcio.
(B) Os ambientes de sedimentação do calcário são de fácies marinha, ao nível da plataforma continental.
(C) O ambiente marinho teria reduzida concentração de dióxido de carbono.

III

Em 1935, Filip Hjulström publica a sua tese de doutoramento intitulada “Estudos sobre a atividade
morfológica da atividade dos rios, como ilustrado pelo rio Fyris (Suécia)”. A investigação produziu um
gráfico que viria a ficar conhecido como diagrama de Hjulström (figura 1). O diagrama delimita,
relativamente a um curso de água, os domínios de erosão, transporte e sedimentação, em função da
velocidade (expressa em cm/s) e das dimensões (expressa em mm) das partículas. A curva superior
relaciona a velocidade crítica de erosão, em cm/s, e o tamanho das partículas (mm), enquanto a curva
inferior apresenta a velocidade de deposição (decantação), em função do tamanho dos sedimentos. De
notar que os eixos são logarítmicos.
A curva apresentada resultou de uma investigação que data das primeiras décadas do século XX e,
atualmente, apesar da sua simplicidade ser atrativa, possui apenas um valor histórico. Uma das
principais críticas prende-se com o facto de o diagrama não ter em consideração a profundidade da água
ou, ainda mais importante, que a erosão é provocada pela aceleração do fluxo, enquanto a sedimentação
pela desaceleração do fluxo.

Adaptado de Exame Nacional 120 (2001) 1.ª Fase, 2.ª Chamada


– Diagrama
Figura 1 de
Baseado em Dissertação de Mestrado Yokoyama,[Link]öm.
(2012) Mobilidade sedimentar da plataforma do estado
de São Paulo, em função da propagação de ondas, Instituto oceanográfico da Universidade de São Paulo

1. Se a velocidade da água for de 1 cm/s, uma partícula com 1 mm de diâmetro, de acordo com os
dados do diagrama, poderá
(A) provocar erosão na margem direita do curso de água.
(B) provocar erosão na margem esquerda do curso de água.
(C) ser transportada ao longo do curso de água.
(D) sedimentar no leito ou nas margens do curso de água.

2. Para deslocar da posição de repouso uma partícula de ________ de diâmetro, a velocidade mínima
necessária é de aproximadamente ________.
(A) 10 mm … 100 cm/s (C) 10 mm … 30 cm/s
(B) 1 mm … 100 cm/s (D) 1 mm … 30 cm/s

7
3. Os detritos que são mais facilmente transportados são
(A) os calhaus rolados. (C) os siltes.
(B) as areias. (D) as argilas.

4. Partículas com 20 mm de diâmetro a uma velocidade inferior a 30 cm/s são


(A) depositadas. (C) transportadas em suspensão.
(B) transportadas em carga. (D) erodidas.

5. Conseguem ser transportadas na corrente, partículas com um diâmetro de 0,1 mm, num intervalo
de velocidade
(A) abaixo de 100 cm/s e acima de 30cm/s. (C) abaixo de 40 cm/s e acima de 10 cm/s.
(B) abaixo de 20 cm/s e acima de 1 cm/s. (D) abaixo de 10 cm/s e acima de 0,1 cm/s.

6. Os sedimentos depositados pelo rio tendem a ser, à medida que se aproxima a foz, cada vez
________ arredondados e ________ calibrados.
(A) menos … menos (C) mais … mais
(B) menos … mais (D) mais … menos

7. Faça corresponder a cada uma das afirmações, expressas na coluna A, o respetivo termo referido
na coluna B.

Coluna A Coluna B

(a) Resulta da intensa evaporação de água em zonas áridas, constituída, 1. Brecha


essencialmente, por halite. 2. Gesso
(b) Constituída por sedimentos de origem detrítica de menor tamanho na 3. Argilito
escala granulométrica. 4. Sal-gema
(c) Mineral que resulta da meteorização química dos feldspatos. 5. Silte
(d) Resulta da precipitação de sulfato de cálcio. 6. Travertino
(e) Sensível à dissolução por ação da água, em reações de 7. Caulinite
carbonatação. 8. Arenito

8. O perfil longitudinal de um rio varia desde a nascente até à foz, influenciando a competência do
fluxo. A competência de um rio diz respeito à capacidade de transporte de carga sólida e é
determinada pela partícula de diâmetro máximo que pode ser posta em movimento.
Justifique o facto de os sedimentos característicos dos deltas serem constituídos por areias finas,
siltes e argilas.

9. Explique, atendendo aos dados do diagrama de Hjulström, a razão para as partículas da dimensão
de argilas apresentarem uma velocidade de erosão diferente das partículas de maior diâmetro,
como as areias.

10. Em Portugal, frequentemente, os portos de mar, como os de Viana do Castelo, Figueira da Foz ou
Lisboa, coincidem com a foz dos rios que desaguam nesses locais (rios Lima, Mondego e Tejo,
respetivamente).
Explique a razão para, nestes portos de mar, serem frequentes os trabalhos de desassoreamento.

8
A

IV

A compreensão da história geológica de determinada região, envolve, frequentemente, a recolha de


amostras de materiais detríticos, para realizar estudos sedimentológicos e mineralógicos, visando a
caracterização dos processos sedimentares que ocorreram na área e a determinação das principais
fontes dos sedimentos.

Com o intuito de estudar algumas características de materiais detríticos recolhidos em diferentes


pontos de uma dada região, prepararam-se quatro tubos (A, B, C e D), representados na figura 1, que
se preencheram com igual volume de material detrítico seco (linha tracejada vermelha). Os materiais
dos tubos A, B e C são bem calibrados e o tubo D contém uma mistura dos outros três.

O tratamento laboratorial das amostras envolveu, entre outros procedimentos, a utilização de tubos
todos idênticos, fechados na base, por uma membrana permeável idêntica. No quadro I foram registados
valores teóricos relativos à porosidade e ao tempo de escoamento, em função do tamanho das
partículas.

Figura 1

9
Tabela 1

Tamanho das partículas Tempo de escoamento


Tubo Porosidade (%)
(diâmetro em mm) (s)

A Fino (0,008) 40 14

B Médio (0,2) 40 8

C Grosseiro (1) 40 6

D Variável (entre 0,08 e 1) 20 20

1. Para a validade das conclusões dos resultados, foi fundamental a


(A) utilização de diferente volume de material seco.
(B) introdução de igual volume de água.
(C) sua realização na ausência de agitação.
(D) utilização de uma membrana com diferentes permeabilidades.

2. A variável dependente, na situação experimental descrita, é


(A) o volume de água escoada.
(B) o tempo de escoamento.
(C) o volume de matéria seca.
(D) o diâmetro das partículas.

3. De acordo com os dados obtidos na experiência, é correto afirmar que,


(A) o tempo de escoamento aumenta com o aumento da porosidade.
(B) o tempo de escoamento diminui com o aumento da porosidade.
(C) o tempo de escoamento aumenta com o aumento da permeabilidade.
(D) o tempo de escoamento diminui com o aumento da permeabilidade.

4. Considerando que o conteúdo dos quatro tubos ficou saturado


(A) os tubos A, B e C contêm igual quantidade de água e metade da quantidade de água do tubo
D.
(B) nos tubos A, B e C contêm igual quantidade de água e o dobro da quantidade de água do tubo
D.
(C) o tubo D é o que contém mais água e o tubo A é o que contém menos.
(D) o tubo C é o que contém mais água e o tubo D é o que contém menos.

5. Verteu-se o conteúdo do tubo D num outro tubo contendo apenas água e criaram-se as condições
para uma deposição sequencial. A ordem natural de deposição dos materiais, da base para o topo,
foi
(A) fino, médio e grosseiro.
(B) fino, grosseiro e médio.
(C) grosseiro, fino e médio.
(D) grosseiro, médio e fino.

10
6. Faça corresponder a cada uma das letras (de A a E), que identificam afirmações relativas à
formação de rochas sedimentares e do seu conteúdo, o número (de I a VIII) da chave que assinala
o respetivo processo de formação.
Afirmações
A – É o processo que altera as características primárias (físicas e/ou químicas) das rochas, à
superfície da Terra.
B – É um fenómeno que ocorre quando a ação dos agentes de erosão e de transporte se anula
ou é muito fraca.
C – Consiste na transformação dos sedimentos em rochas sedimentares, por via física ou química.
D – É o conjunto de processos físicos que permitem remover os materiais resultantes da
desagregação da rocha-mãe.
E – Ocorre por substituição dos tecidos, partícula a partícula, por sílica, ficando a estrutura original
preservada.

Chave
I – Mineralização
II – Sedimentação
III – Transporte
IV – Diagénese
V – Moldagem
VI – Erosão
VII – Meteorização
VIII – Mumificação

7. Relacione o tamanho das partículas com a duração do transporte e a distância percorrida.

A Paisagem Protegida da Arriba Fóssil da Costa da Caparica situa-se na península de Setúbal, numa
região limitada a norte pelo estuário do Tejo e a sul pelo estuário do Sado. Desenvolve-se, mais
exatamente, na região entre a Costa da Caparica e a Lagoa de Albufeira, ocupando uma área de 1570
hectares ao longo da costa atlântica, que abarca os concelhos de Almada e Sesimbra. A paisagem da
área protegida é constituída por uma planície costeira, que é acompanhada a oeste, em toda a sua
extensão, por uma arriba fóssil. Grande parte da plataforma de topo da arriba é ocupada pelos medos,
designação atribuída ao conjunto de dunas fixas que se desenvolve sobre as arribas. A arriba fóssil
insere-se na unidade morfoestrutural da Bacia Sedimentar do Tejo e Sado (figura 1).

11
No início do Cenozoico, a Bacia Sedimentar do Tejo e Sado foi uma vasta depressão tectónica, aberta
às influências oceânicas, sendo, progressivamente, preenchida por estratos sedimentares sub-
horizontais, com enorme conteúdo fossilífero, nomeadamente de peixes tropicais do Miocénico que
indicam mares ou correntes quentes. Os sedimentos tiveram origem nas sucessivas e alternadas
transgressões e regressões marinhas, com uma idade de cerca de 15 Ma. Só em 1755, depois da
ocorrência do sismo de Lisboa, a linha de costa regrediu definitivamente, formando esta arriba fóssil que
deixou de estar em contacto direto com o mar.

Na Península de Setúbal, da base para o topo, ocorrem formações com idades do Miocénico médio
ao Holocénico, conforme quadro 1.

Quadro 1

Fonte Idade

Formação das Argilas de Xabregas Miocénico Médio

Formações dos Calcários de Marvila e dos Grés de Grilos


Miocénico Médio a Superior
indiferenciadas

Areolas de Braço de Prata, Areolas de Cabo Ruivo e Depósitos


Miocénico Superior
de Ribeira da Lage

Formação de Santa Marta Pliocénico

Conglomerado de Belverde Pleistocénico

Dunas antigas e areias eólicas indiferenciadas, areias de praia,


Holocénico
depósitos de vertente e aluviões e/ou aterros.

Fontes: [Link]
[Link]/portal/page/portal/AMBIENTE/AMB_NAT_BIO/?amb=0&ambiente_ambiente_bio=14103731&cboui=14103731
(consultado em 24 de abril de 2018)
[Link] (consultado em 24 de abril de 2018)

Cruces, A., Lopes, I., Freitas, M. C. & Andrade, César (2002) – Geologia no Verão 2002 – Guia de Excursão.
A Geologia no Litoral – Parte I: Do Tejo à Lagoa de Albufeira.
Departamento de Geologia. Faculdade de Ciência da Universidade de Lisboa.

1. A arriba fóssil da Costa da Caparica corresponde a uma zona costeira ________ que já não é
modelada pela ação ________ das águas atlânticas.
(A) alta … diagenética
(B) baixa … erosiva
(C) alta … erosiva
(D) baixa … sedimentar

2. As rochas que afloram no cabo Espichel pertencem


(A) à Era Paleozoico.
(B) ao Período Mesozoico.
(C) à Época Cenozoico.
(D) ao Éon Fanerozoico.

12
3. No topo da arriba fóssil da Costa da Caparica encontram-se dunas fixas. Estas estruturas
sedimentares formaram-se em zonas onde a ação dos agentes de erosão é ________ e o transporte
é ________.
(A) elevado … elevado
(B) quase nula … reduzido
(C) reduzido … elevado
(D) elevado … reduzido

4. Os sedimentos datados do Miocénico Médio foram transportados, predominantemente, por


fenómenos de
(A) suspensão.
(B) dissolução.
(C) deslizamento.
(D) saltação.

5. No Pleistocénico, a energia do ambiente sedimentar era ________ e os sedimentos detríticos foram


________ rolados.
(A) baixa … muito
(B) alta … pouco
(C) baixa … pouco
(D) alta … muito

6. Os fósseis de peixe que ocorrem nos estratos sedimentares do Miocénico são considerados bons
indicadores de fácies se possuírem
(A) grande distribuição geográfica e grande distribuição estratigráfica.
(B) pequena distribuição estratigráfica e pequena distribuição geográfica.
(C) grande distribuição geográfica e pequena distribuição estratigráfica.
(D) pequena distribuição geográfica e grande distribuição estratigráfica.

7. A preservação de escamas de peixes do Miocénico resulta de processos de


(A) preservação da atividade do animal.
(B) moldagem da estrutura externa do animal.
(C) substituição da matéria mineral por matéria orgânica.
(D) mumificação.

8. Explique de que forma o aquecimento global poderá colocar em risco o património geológico da
Paisagem Protegida da Arriba Fóssil da Costa da Caparica.

9. Explique de que forma a análise dos sedimentos depositados no Cenozoico permitem determinar
os períodos de transgressão e regressão marinha.

13
VI

Na foz do rio Douro, na margem esquerda (a sul) do estuário do rio Douro e com uma extensão média
de cerca de 800 m, encontra-se um elemento geomorfológico de grande importância – uma restinga
denominada de Cabedelo. A sua formação deve-se à acumulação de areias e outros materiais
sedimentares provenientes da bacia hidrográfica do rio, que ao longo do seu transporte até ao mar, se
vão acumulando junto à foz. Ao longo dos anos algumas das suas características, bem como a sua
posição e dimensão, têm sofrido alterações. A acumulação de areias que se observa à superfície
prolonga-se em profundidade, preenchendo o paleovale wurmiano do Douro, formado num dos últimos
episódios glaciares, numa altura em que o nível do mar estava mais baixo do que o atual e a foz do rio
se estabelecia na plataforma continental, cerca de 30 km a oeste da foz atual.

Este cordão arenoso tem uma certa mobilidade e funciona como uma espécie de válvula reguladora
da circulação marinha e fluvial. Em épocas de cheia pode quase desaparecer, facilitando o escoamento
do caudal fluvial. Em épocas de acalmia da agitação marítima pode lentamente reconstituir-se, criando
um obstáculo à penetração da agitação marítima no estuário. Na atualidade, o canal de navegação do
rio Douro sofre a influência de fortes correntes fluviomarítimas que procedem à sua dragagem natural,
isto é, à remoção de sedimentos. Este processo natural tem sido muito perturbado nas últimas décadas,
por vários fatores antrópicos. A tendência para o recuo do Cabedelo manifesta-se desde os finais do
século XIX, tendo provocado uma migração da linha de costa de mais de 600 metros para o interior. O
recuo da restinga tem aumentado o perímetro do estuário exposto à agitação, com graves
consequências para a estabilidade destas zonas e para a população nela residente. No sentido de se
melhorarem as condições de segurança das zonas ribeirinhas e de acesso à barra e impedir, ou até
reverter, o processo erosivo, foram construídos dois quebra-mares na foz do rio Douro.
Fonte: GOMES, A.; PEREIRA, J; ARAÚJO, A; (2002) – A riqueza geomorfológica e geológicas da praia de Lavadores
(Vila Nova de Gaia) – Um património a Divulgar e a preservar.
GOMES, F.; PINTO, F; PAREDES, G.; (2009) – Estudo da evolução da fisiografia da restinga do rio Douro desde 2002.
SANTOS, I.; TEODORO, A.; PINTO, F.; (2010) – Análise da evolução morfológica da restinga do rio Douro.

14
Figura 1 – Corte transversal da zona de encaixe da foz do rio
Douro com destaque do paleovale e do atual canal de navegação.

1. O paleovale wurmiano do Douro formou-se num regime ________ onde dominavam os processos
de ________.
(A) regressivo ... erosão e transporte
(B) transgressivo ... erosão e transporte
(C) regressivo ... transporte e sedimentação
(D) transgressivo ... transporte e sedimentação

2. A evolução morfológica da restinga está maioritariamente relacionada com


(A) a agitação marítima.
(B) os caudais fluviais.
(C) a agitação marítima e os caudais fluviais.
(D) a agitação marítima e os caudais lagunares.

3. Estimulada pela energia das ondas e das marés que penetram com maior intensidade no estuário,
durante os períodos de fraco caudal fluvial, a extremidade do Cabedelo pode recuar para
(A) montante (norte).
(B) montante (leste).
(C) jusante (leste).
(D) jusante (oeste).

4. Para melhorar as condições de segurança da barra do rio Douro e potenciar a estabilização e


recuperação da restinga foram construídos dois quebra-mares. Com esta obra de engenharia
costeira pretende-se ________ a erosão a que a restinga do rio Douro está sujeita e desta forma
promover o ________ do tamanho e do volume desta estrutura sedimentar.
(A) aumentar ... acréscimo
(B) diminuir ... decréscimo
(C) aumentar ... decréscimo
(D) diminuir ... acréscimo

15
5. A mobilidade natural da restinga do rio Douro tem sido afetada ao longo dos tempos por diversos
fenómenos antrópicos.
Faça corresponder S (sim) ou N (não) a cada uma das letras que identificam as seguintes
afirmações, de acordo com a possibilidade de serem utilizadas como fatores antrópicos que
condicionem a mobilidade natural do Cabedelo e favoreçam o seu recuo.
A – Construção de barragens hidroelétricas ao longo do rio Douro.
B – Enchimento artificial da restinga.
C – Construção dos molhes do porto marítimo de Leixões a norte da foz do rio.
D – Extração de inertes do rio.
E – Construção de diversas pontes rodoviárias e ferroviárias.
F – Variação do nível do mar.

6. A deposição de sedimentos depende de diversos fatores, nomeadamente da energia do meio. De


uma maneira geral, em ambientes de baixa energia depositam-se sedimentos mais finos e em
ambientes de alta energia depositam-se sedimentos mais grosseiros. Tendo presente a energia
do meio, caracterize a granulometria dos sedimentos nas zonas Oeste, Este e Norte da restinga
da foz do Douro.

VII

Os calcários rudistas representados no perfil há muito que são explorados, em Lisboa e arredores,
tendo em vista a sua utilização como rochas ornamentais, sobretudo em pavimentos e em revestimentos
de edifícios.
Os rudistas surgiram no final do Jurássico e extinguiram-se no final do Cretácico. Viviam em mares
tépidos e pouco profundos, de modo sedentário, fixando-se uns aos outros e assim constituindo
verdadeiros recifes, por vezes, de grandes dimensões. É notável o desenvolvimento e a espessura das
suas conchas, formadas por duas valvas, uma das quais cónica ou cilíndrica, ou em forma de chifre,
muito desenvolvida, e a outra funcionando como uma tampa.
A figura 1 representa um perfil geológico (adaptado) no troço terminal do Tejo, na zona da ponte 25
de Abril, que liga Lisboa a Almada.

16
Adaptado de Exame Nacional 120 (2003), 1.a Fase, 1.a Chamada (GAVE)

1. Classifique as falhas F1 e F2.

2. As falhas assinaladas na figura 1 como F1 e F2 apresentam uma direção aproximada


(A) N – S e inclinam no mesmo sentido.
(B) N – S e inclinam em sentidos diferentes.
(C) E – O e inclinam no mesmo sentido.
(D) E – O e inclinam em sentidos diferentes.

3. A fossilização dos rudistas foi facilitada pela


(A) existência de mares tépidos e pouco profundos.
(B) forma cónica ou cilíndrica das suas conchas.
(C) grandes quantidades de seres vivos.
(D) presença de conchas duras.

4. O ________ encontra-se representada pelos estratos do Miocénico e o ________ pelos estratos do


Jurássico.
(A) Cenozoica … Mesozoico
(B) Mesozoica … Paleozoico
(C) Mesozoica … Cenozoico
(D) Cenozoica … Paleozoico

5. As rochas cretácicas e miocénicas presentes no perfil fazem parte de uma grande dobra com
flancos muito abertos. Tendo em conta os dados da figura 1, a seção representada corresponderá
ao flanco
(A) sul de um sinclinal.
(B) norte de um sinclinal.
(C) norte de um anticlinal.
(D) sul de um anticlinal.

17
6. As formações geológicas mais recentes são
(A) as argilas.
(B) os arenitos.
(C) os calcários.
(D) os aluviões.

7. A importância dos rudistas como fósseis de fácies é evidente


(A) por terem surgido no final do Jurássico.
(B) pelo notável desenvolvimento e espessura das suas conchas.
(C) por se terem extinguido no final do Cretácico.
(D) por terem vivido em mares tépidos e pouco profundos.

8. A região do Alentejo já próximo da fronteira – concelhos de Borba, Estremoz e Vila Viçosa – é a


principal produtora, em Portugal, de rochas ornamentais. Estas rochas apresentavam, na altura da
sua formação, todas as condições ambientais para a ocorrência de fossilização.
Refira a razão mais óbvia para a inexistência, nesta região, de calcários com rudistas.

9. Explique, atendendo à plasticidade dos materiais utilizados na construção da ponte 25 de Abril, a


importância de dispor os pilares da ponte antes e depois da falha F1.

18
VIII

As rochas do Grand Canyon bem como outras partes do planalto do Colorado têm muitas histórias
para contar. A partir da correlação de estratos localizados em diferentes locais, os geólogos conseguem
reconstituir uma história geológica com mais de 1000 Ma de idade.

Por cima do grupo de Vishnu estendem-se os estratos sedimentares mais recentes do Pré-Câmbrico,
que possuem fósseis de organismos unicelulares. A discordância que se verifica entre estas duas
formações prova a ocorrência de deformações estruturais acompanhadas de metamorfismo do grupo de
Vishnu e a sua consequente erosão, antes da deposição dos estratos sedimentares. Os estratos
sedimentares do Pré-Câmbrico estão em discordância angular com as camadas de arenitos. Os arenitos,
juntamente com os Argilitos Bright Angel, podem ser datados pelo seu conteúdo fóssil, rico em trilobites.
Por cima desta camada, há um grupo de camadas horizontais de calcário (Muav, Temple Butte e
Redwall) e xistos, desde o Câmbrico ao Carbonífero Inferior.

O grupo Supai contém fósseis de plantas terrestres e, por cima deste, encontra-se um argilito
vermelho – a formação de Hermit de fácies marinha.

Nas zonas mais elevadas da Canyon é ainda possível identificar depósitos continentais do Pérmico,
arenitos de Coconino, com registos de vertebrados terrestres. Com a mesma idade, é ainda possível
identificar as formações de Toroweap e a de Kaibab camada espessa de areia e arenitos de grão fino e
de calcários.
Baseado em: Grotzinger et al, Understanding Earth, 5th Ed., W. H. Freeman, 2007

Figura 1 – Perfil estratigráfico do planalto do Colorado.

19
1. Nos estratos sedimentares mais recentes do Pré-Câmbrico, existem fósseis de organismos
unicelulares. Os fósseis
(A) são restos de seres vivos ou vestígios da sua atividade, por vezes usados na datação relativa
de rochas.
(B) são restos de seres vivos ou vestígios da sua atividade, por vezes usados na datação absoluta
de rochas.
(C) surgem, normalmente, em rochas magmáticas, a partir da preservação das partes mais duras
dos seres vivos.
(D) surgem, normalmente, em rochas metamórficas, por preservação de estruturas de fácil
decomposição.

2. A fossilização é um processo que conduz à ________ de restos de seres vivos. Entre os seus
processos destaca-se, por exemplo, a ________.
(A) conservação (…) hidratação
(B) alteração (…) mineralização
(C) conservação (…) mineralização
(D) alteração (…) mumificação

3. O estrato Bright Angel resultou


(A) da consolidação de depósitos arenosos.
(B) da meteorização do granito.
(C) da diagénese de calcite.
(D) da compactação de argilas.

4. O estudo estratigráfico do Gran Canyon permite, de acordo com o


(A) princípio da sobreposição, identificar o conteúdo dos diferentes estratos.
(B) princípio das causas atuais, correlacionar ambientes antigos com ambientes atuais.
(C) princípio da identidade paleontológica, determinar a idade absoluta do estrato que os possui.
(D) princípio da interseção, conhecer os paleoambientes do Grand Canyon no Pré-Câmbrico.

5. A série estratigráfica do Pérmico permite inferir que, durante esse período, ocorreu uma
(A) regressão marinha.
(B) transgressão marinha.
(C) regressão marinha, seguida de transgressão.
(D) transgressão marinha, seguida de uma regressão.

6. As afirmações seguintes dizem respeito à geologia do Grand Canyon. Selecione a alternativa correta.
I – As rochas plutónicas são anteriores aos xistos de Vishnu.
II – A exposição do granito conduziu à sua erosão.
III – Durante a formação de alguns estratos, houve deposição de balastros.

(A) III é verdadeira, I e II são falsas.


(B) II é verdadeira, I e III são falsas.
(C) I e II são verdadeiras e III é falsa.
(D) II e III são falsas e I é verdadeira.

7. Refira a que Era pertencem as camadas sedimentares que cobrem o grupo de Vishnu.
20
8. Considere os seguintes acontecimentos da história geológica da série da região do Grand Canyon,
referenciados pelas letras de A a E. Coloque esses acontecimentos segundo a ordem cronológica
dos mais antigos para os mais recentes.
A – Intrusão magmática
B – Sedimentação durante o Pérmico
C – Erosão fluvial causada pelo rio Colorado
D – Formação dos “Xistos de Vishnu”
E – Erosão pré-câmbrica dos “Xistos de Vishnu” e da “Série do Grand Canyon”

9. Os eventos geológicos associados à discordância angular que se descreve no texto são


(A) meteorização das séries inferiores, seguida de deformação e de outro ciclo sedimentar.
(B) erosão da série inferior, seguida de deformação e de outro ciclo sedimentar.
(C) erosão da série inferior, seguida de um ciclo sedimentar e de deformação.
(D) meteorização da série inferior, seguida de um ciclo sedimentar e de deformação.

10. Explique as vantagens de se terem usado os fósseis para correlacionar a idade dos estratos do
planalto do Grand Canyon em detrimento das suas propriedades litológicas.

11. Faça corresponder cada uma das descrições expressas na coluna A ao termo da coluna B que
identifica o princípio da estratigrafia aplicado.

Coluna A Coluna B

(a) A formação de Kaibab é mais recente do que a Formação 1 – Princípio do atualismo


de Supai.
2 – Princípio da inclusão
(b) A existência de areias graníticas no seio de argilitos
3 – Princípio da sobreposição
mostra que estes são posteriores à formação do granito.
4 – Princípio da horizontalidade inicial
(c) A intrusão magmática é mais recente do que os Xistos de
Vishnu. 5 – Princípio da interseção

1. Opção A.
2. Opção C.
3. Opção D.
4. Opção B.
5. Opção C.
6. Opção B.
7. Paleozoico.
8. D – A – E – B – C
9. Opção B.
10. Tópicos de resposta:
– O conteúdo fossilífero permite correlacionar rochas, pois
as diferenças entre associações de fósseis de idade, como
as trilobites, caracterizam determinados intervalos de
tempo.
– A composição litológica não permite definir intervalos de
tempo, pois num mesmo tempo e num mesmo local,
podem depositar-se diferentes sedimentos que originam
diferentes rochas da mesma idade.
11. a – 3; b – 2; c – 5.

21
IX
O rio Caceribu nasce no município de Rio Bonito, na Serra do Sambê, no Brasil, a cotas próximas de
740 m, percorrendo cerca de 61 km. Com o objetivo de estudar a distribuição granulométrica dos
sedimentos ao longo do percurso do rio, foram colhidas 53 amostras de sedimentos ao longo de 26 km
do rio. As amostras foram feitas com um amostrador do tipo Ekman (figura 2), sendo depois preservadas
em recipientes de plástico de 300 mL. As colheitas iniciaram-se a partir da foz e foram colhidas a cada
500 m. As coordenadas de cada ponto de colheita foram anotadas e feita uma descrição visual da
amostra. Ao mesmo tempo, foi medida a velocidade da corrente.

Figura 2 – Amostrador do tipo Ekman.

No laboratório, as amostras foram congeladas e, em seguida, liofilizadas (redução da quantidade de


água) para secagem. A análise granulométrica foi realizada através do método do crivo. A amostra foi
passada pelos crivos de 4 mm; 2,8 mm; 2,0 mm; 1,41 mm; 1,0 mm; 0,71 mm; 0,5 mm; 0,35 mm; 0,25
mm; 0,177 mm; 0,125 mm; 0,088 mm; 0,062 mm e fundo (< 0,062 mm) com o auxílio de um agitador,
durante 15 minutos. Posteriormente, foi realizada a pesagem do material retido em cada um dos crivos.
Os sedimentos analisados são bem rolados. Os dados obtidos estão representados na figura 3.
Adaptado de RJ Silva, F.T., Santos Filho, J.R., Macedo C.L.S.; Figueiredo Jr.,
Distribuição granulométrica ao longo do rio Caceribu, ITABORA
No diagrama abaixo representado pela figura 4 estão representadas as curvas experimentais que
tentam explicar a influência da velocidade da corrente de um rio e da dimensão dos materiais nos
fenómenos de erosão, de transporte e de sedimentação.

Figura 3 – Gráfico comparativo entre os parâmetros abordados.

Figura 4 – Diagrama de Hjulström.


22
1. Este estudo teve por objetivo analisar
(A) a evolução do rio Caceribu.
(B) a quantidade de sedimentos transportados pelo rio Caceribu.
(C) a granulometria dos sedimentos ao longo do rio Caceribu.
(D) o perfil do rio Caceribu.

2. Neste estudo, podemos considerar como variável independente


(A) os pontos de amostragem.
(B) o tipo de sedimento.
(C) a calibragem dos sedimentos.
(D) a constituição química dos sedimentos.

3. O grau de rolamento da maior parte dos sedimentos recolhidos sugere que


(A) estes foram sujeitos a meteorização química.
(B) estes colidiram muito entre si e com as rochas do leito do rio, durante o seu longo percurso.
(C) foram sujeitos a um transporte de curta duração.
(D) estes colidiram muito entre si e com as rochas do leito do rio, durante o seu curto percurso.

4. A montante do rio, os detritos que predominam são


(A) de grandes dimensões como os cascalhos.
(B) de dimensões médias, como as areias.
(C) de grandes dimensões, como as lamas.
(D) de pequenas dimensões, como as lamas.

5. As areias podem originar um arenito, por processos de


(A) desidratação, seguida de cimentação.
(B) meteorização, seguida de deposição.
(C) transporte, seguido de sedimentação.
(D) erosão, seguida de transporte.

6. Com base nos gráficos da figura 3, explique como varia a granulometria dos sedimentos e a
velocidade do curso de água, no percurso estudado.

7. Com base no diagrama da figura 4, se a velocidade da água atingir 1 cm/s, uma partícula de 1 mm
de diâmetro, poderá
(A) provocar erosão na margem do leito do rio.
(B) ser transportada ao longo do leito do rio.
(C) provocar erosão no leito do curso de água.
(D) sedimentar no leito ou nas margens do curso de água.

8. As partículas com 1 mm podem ser transportadas de diferentes modos. Indique dois desses modos
de transporte.

23
9. Pela análise da figura 4, é possível verificar que
(A) a velocidade de transporte com capacidade erosiva diminui com o tamanho do grão.
(B) grãos de 1 mm de diâmetro começam a movimentar-se quando a velocidade atinge 8 cm/s;
por outro lado, cascalho com 10 mm de diâmetro, começa a movimentar-se quando a
velocidade atinge 80 cm/s.
(C) são necessárias velocidades mais elevadas para erodir sedimentos finos (silte e argila), do que
aquelas requeridas para erodir areias finas, médias e grossas.
(D)sedimentos grosseiros, uma vez erodidos e colocados em suspensão, ao contrário de grãos de
areia muito finos, podem ser transportados por correntes de baixa velocidade.

1. Opção C.
2. Opção A.
3. Opção B.
4. Opção B.
5. Opção A.
6. Tópicos de resposta:
– Ao longo do percurso estudado, ocorre uma diminuição na
granulometria média de montante para jusante, de areia
para argila/silte.
– A velocidade do fluxo varia bastante ao longo do percurso.
A montante, as velocidades variam mais, enquanto no
curso médio são menores e mais estáveis. Ao
aproximar-se da foz, a velocidade do fluxo aumenta
ligeiramente.
7. Opção D.

8. Suspensão, Saltação.

9. Opção C.

As salinas de Rio Maior localizam-se na zona sul da área protegida do Parque Natural das Serras de
Aire e Candeeiros, a 99 metros de altitude, e ocupam uma área com cerca de 21 865 m 2. Estas são as
únicas salinas de interior em exploração em Portugal. As salinas encaixam-se no Vale Tifónico, onde
abundam sal-gema e gesso (Formação Margas da Dagorda) rodeados por argilas e calcários.

A água salgada provém de um extenso e profundo filão de sal-gema, que é atravessado por uma
corrente de água doce subterrânea, que se torna salgada (7 vezes mais salgada do que a água do mar)
e que termina num poço, na zona centro das salinas. A existência de importantes acumulações de sal-
gema indica-nos que o paleoambiente de formação tinha características litorais.

Durante o Mesozoico, há cerca de 200 Ma, a sedimentação ocorria num ambiente de pouca
profundidade, em lagoas alimentadas por águas marinhas, dando lugar a alternâncias de argilas
salgadas e de sal-gema, sendo, hoje em dia, estas argilas que separam o filão de sal-gema da superfície,
servindo-lhe de proteção.

O sal-gema é ainda matéria de interesse na prospeção petrolífera, onde cerca de 70% dos campos
de petróleo gigantes estão associados a depósitos deste tipo de rochas.
Adaptado: Santos, C., Cardeira, C. M. J.; Feteiro, A. J. A.; Louro, D. C.; Moreira, A. R. C.; Neto, J. C. A.; Santos,
I. L AS SALINAS DE RIO MAIOR – DO PRESENTE AO PASSADO

24
1. O sal-gema é uma rocha sedimentar
(A) detrítica.
(B) evaporítica.
(C) biogénica.
(D) arenítica.

2. A existência de sal-gema indica que, no Mesozoico, o clima seria


(A) quente e húmido.
(B) frio e húmido.
(C) quente e seco.
(D) frio e seco.

3. A formação de sal-gema resulta da


(A) dissolução de halite, por evaporação da água.
(B) dissolução do gesso, a partir de soluções sulfatadas.
(C) precipitação de halite, por evaporação da água.
(D) precipitação da calcite, por evaporação da água.

4. A água salgada do poço das salinas de Rio Maior resulta


(A) da contaminação da água do mar.
(B) da dissolução do filão de sal-gema.
(C) da hidrólise do filão de sal-gema.
(D) da hidratação do filão de sal-gema.

5. Os evaporitos formam-se em resultado de uma ___________ evaporação, que ___________ a


concentração dos compostos dissolvidos e ___________ a sua precipitação.
(A) reduzida (…) diminui (…) dificulta
(B) reduzida (…) aumenta (…) favorece
(C) intensa (…) aumenta (…) favorece
(D) intensa (…) diminui (…) dificulta

25
6. Os calcários que rodeiam o sal-gema e o gesso possuem uma origem
(A) biogénica e resultam da precipitação de sulfato de cálcio.
(B) biogénica e resultam da sedimentação de areias carbonatadas.
(C) quimiogénica e resultam da dissolução de carbonato de cálcio.
(D) quimiogénica e resultam da diagénese de cristais de carbonato de cálcio.

7. Para identificar jazigos ___________ potencialmente favoráveis à acumulação de petróleo, realizam-


se estudos ___________.
(A) metálicos (...) gravimétricos
(B) metálicos (...) magnéticos
(C) de sal-gema (…) gravimétricos
(D) de sal-gema (...) magnéticos

8. O gesso, enquanto rocha, é considerado uma rocha ___________, mas, enquanto mineral, é um dos
termos da escala de Mohs, escala que mede ___________.
(A) sedimentar detrítica (...) a dureza relativa dos minerais
(B) sedimentar detrítica (...) a densidade dos minerais
(C) sedimentar quimiogénica (...) a dureza relativa dos minerais
(D) sedimentar quimiogénica (...) a densidade dos minerais

9. A halite é um mineral com clivagem cúbica perfeita, pois apresenta ___________, planos de clivagem
que se interssetam a 90º, e a sua dureza é 2,5, o que significa que pode ser riscada pelo(a)
___________.
(A) três (...) talco
(B) dois (...) talco
(C) três (...) calcite
(D) dois (...) calcite

10. Faça corresponder cada uma das descrições relacionadas com as propriedades dos minerais
expressas na coluna A ao termo da coluna B que identifica a respetiva designação.

Coluna A Coluna B

1 – Dureza
(a) Depende da forma como mineral reflete a luz.
2 – Brilho
(b) Tendência de um mineral se dividir, segundo superfícies
3 – Traço
planas.
4 – Dureza
(c) Cor do mineral em pó.
5 – Clivagem

11. A formação de petróleo pode ocorrer se os restos orgânicos forem


(A) rapidamente cobertos por sedimentos em ambiente marinho.
(B) lentamente cobertos por sedimentos em ambiente marinho.
(C) lentamente cobertos por sedimentos em ambiente continental.
(D) rapidamente cobertos por sedimentos em ambiente continental.

12. Indique as principais etapas de formação de um jazigo de petróleo.

26
1. Opção B.
2. Opção C.
3. Opção C.
4. Opção B.
5. Opção C.
6. Opção D.
7. Opção C.
8. Opção C.
9. Opção C.
10. (a) – 2; (b) – 5; (c)-3.
11. Opção A.
12. Tópicos de resposta:
– Para haver formação de petróleo é necessário ocorrer
deposição e preservação de matéria orgânica planctónica
em ambiente sedimentar redutor, em águas pouco
profundas e pouco agitadas.
– Afundamento e aquecimento da matéria orgânica, com
eliminação de oxigénio, nitrogénio e enriquecimento
relativo em carbono e hidrogénio, conduzindo à formação,
de querogénio, processo que ocorre na rocha-mãe.
– Após a sua formação, por ser pouco denso, este migra da
rocha mãe até a rocha-armazém, onde fica acumulado sob
a rocha de cobertura.
FICHA DE AVALIAÇÃO

XI

O estudo dos sedimentos mais recentes da margem direita do rio Mondego, entre Coimbra e
Montemor-o-Velho, permitiram individualizar várias unidades, descritas segundo um perfil entre
Tentúgal e Zouparria do Campo, descritas na figura 1.

Zouparria do Campo

Tentúgal 50 m

São U3
Silvestre

U3 Uz

U2
(calcário)
400 m

Fig. 1

Unidades:

U1 – essencialmente conglomerática, imatura a submatura.

U2 – arenoconglomerática, muito grosseira a grosseira, imatura. Por vezes apresenta-se rica em crostas
férricase com estratificação oblíqua e/ou subplanar.

U3 – arenosa, com siltes e argilas, cinzenta a negra, micácea, rica em fragmentos de carvão. Rica em crostas
férricas e fragmentos carbonosos. Localmente, perto do teto encontram-se materiais extremamente finos e
negros, ricos em fragmentos carbonosos.

Uz – arenosa, grosseira a fina, submatura a imatura, amarelada a rosada, com bolsadas e/ou corpos
métricos de cascalheiras.

Ut – arenítica e rica em feldspato, média a fina, matura a submatura e, localmente, com seixos e calhaus
subarredondados a redondos. Possui elevada percentagem de grãos de quartzo redondos e foscos, o que
apontapara acumulações eólicas.

Baseado em Soares et al. (1998). “Os depósitos mais recentes da margem direita do Mondego entre Coimbra e

Montemor-o-Velho”. Cadernos de Geografia, 17: pp. 73-79

27
1. Da unidade U2 para a unidade U3 a energia do agente transportador, verificando-se
da granulometria dos sedimentos.
(A) diminuiu … uma diminuição
(B) diminuiu … um aumento
(C) aumentou … uma diminuição
(D) aumentou … um aumento

2. Por “teto da unidade U3” entende-se


(A) o seu limite inferior definido pelo estrato com granulometria diferente.
(B) a superfície de estratificação correspondente ao seu limite superior.
(C) a parte do estrato que é constituída sempre por sedimentos com granulometria fina.
(D) a superfície superior definida sempre por uma granulometria grosseira.

3. Os sedimentos apresentam-se mais calibrados na


(A) componente arenítica da unidade Ut.
(B) parte arenosa e argilosa da unidade Uz.
(C) base da unidade U3.
(D) secção arenoconglomerática da unidade U2.

4. Os detritos da unidade U3 têm origem


(A) quimiogénica e biogénica.
(B) detrítica e quimiogénica.
(C) detrítica e biogénica.
(D) apenas detrítica.

5. Os sedimentos da unidade U1 indiciam transporte


(A) longo e pouco energético.
(B) curto e pouco energético.
(C) longo e energético.
(D) curto e energético.

6. Relativamente às unidades Uz e Ut podemos afirmar que já ocorreu


(A) sedimentogénese e diagénese em ambas.
(B) sedimentogénese na Uz e diagénese na unidade Ut.
(C) sedimentogénese em ambas e diagénese na Ut.
(D) sedimentogénese apenas na Ut e diagénese na Uz.

28
7. Associe os tipos de meteorização química apresentados na coluna I às afirmações da
colunaII que lhes correspondem. Cada um dos números deve ser associado apenas a
uma letra e todos os números devem ser utilizados.

Coluna I Coluna II
(a) Hidrólise (1) Ocorre nos calcários por ação de águas ácidas.
(b) Dissolução (2) Há perda de eletrões de uma substância para outra.
(c) Oxidação (3) Reação de substâncias com os iões H+ e OH–.
(d) Hidratação (4) Formam-se minerais de argila em resultado desta reação nos feldspatos.
(5) Incorporação de moléculas de H2O na estrutura cristalina do mineral.
(6) Pode ocorrer nas crostas de ferro.
(7) Responsável pelo modelado cársico.

8. Explique em que medida a variação das características nas unidades definidas no


perfilevidencia variações na extensão do transporte dos sedimentos.

1. (A)
2. (B)
3. (A)
4. (C)
5. (D)
6. (C)
7. (a) – (3), (4); (b) – (1), (7); (c) – (2), (6); (d) – (5).
8. Relaciona a presença de sedimentos angulosos e mal calibrados com um transporte pequeno (A) e a presença
de sedimentos arredondados e calibrados com um transporte mais prolongado (B), concluindo, assim, sobre as
variações na extensão do transporte (C).
A. Algumas das unidades apresentam sedimentos angulosos e pouco calibrados, o que indica um transporte
reduzido.
B. Outras unidades apresentam detritos mais arredondados e mais calibrados, revelando um transporte mais
prolongado.
C. Quanto maior for o grau de arredondamento e de calibração, mais extenso foi o transporte.

29
XII

O mar Morto localiza-se no Médio Oriente, entre Israel, a Jordânia e a Palestina. É composto
por uma sequência espessa de estratos constituídos por halite e gesso, que se sobrepõem a um
substrato sedimentar de origem distinta (fig. 1A). Este mar é, geologicamente, um lago, que
ocupaa mais profunda bacia de sedimentação, 427 m abaixo do nível médio do mar, ao longo de
um sis-tema de influência marcadamente tectónica.
Há cerca de 4 Ma, o mar Mediterrâneo invadiu e passou a fornecer água à área depressionada
através de vales conectantes, interrompendo a sedimentação detrítica e iniciando a deposição
de material salino. A subida do território entre os atuais dois corpos de água isolou o lago
atualmente conhecido, ficando este sem saída para o mar passando a ser alimentado por cursos
de água regio-nais, como o rio Jordão e o rio Yarmouk.
O desvio de água destes rios para irrigação e consumo humano tem diminuído o nível da
águado lago a uma taxa média de 0,7 m/ano, que aumentou para cerca de 1 m/ano desde 1996.
O recuotem como consequência a formação de extensas áreas expostas onde se formam dolinas
de colapso. Estas dolinas são estruturas de abatimento de vários metros de profundidade,
podendo atingir 30 metros de diâmetro, que resultam da interação da água das chuvas com as
rochas ante-riormente submersas e que suportam o substrato atualmente exposto (fig. 1B).
Baseado em Neugebauer, I. (2015). Reconstructing climate from the Dead Sea sediment record using high-
resolution

micro-facies analyses. Tese de doutoramento. Universidade de


Potsdam.

A B

Fig. 1 Mar Morto. A Localização e estratigrafia.


B Dolina de colapso.

1. As rochas da base da coluna estratigráfica do mar Morto são de origem


(A) detrítica, com uma componente quimiogénica.
(B) quimiogénica, com uma componente detrítica.
(C) exclusivamente quimiogénica.
(D) exclusivamente detrítica.

30
2. As rochas da estratigrafia do mar Morto, resultantes da precipitação química, são os ,
constituídos por carbonato de cálcio, e as que resultam da deposição provocada pela
evaporação são .
(A) calcários … o gesso e o sal
(B) conglomerados … os calcários
(C) balastros … o gesso
(D) evaporitos … os calcários

3. Selecione a opção que melhor classifica as frases seguintes sobre o mar Morto.
I. Da base até ao topo da sequência, os estratos têm a mesma origem.
II. Atualmente, o nível da água do mar Morto encontra-se abaixo do nível médio da água do
mar.
III. A salinidade da água do mar Morto tende a aumentar.
(A) II é falsa; I e III são verdadeiras.
(B) I e II são falsas; III é verdadeira.
(C) I é falsa; II e III são verdadeiras.
(D) I e III são falsas; II são verdadeiras.

4. A estratigrafia do mar Morto revela a ocorrência de processos de


(A) exclusiva evaporação em ambiente árido.
(B) predominante evaporação em ambiente árido.
(C) exclusiva sedimentação detrítica.
(D) predominante sedimentação detrítica.

5. A deposição de sedimentos quimiogénicos foi possível devido ao


(A) fornecimento de água pelo mar Mediterrâneo.
(B) fornecimento de água pelos rios Jordão e Yarmouk.
(C) transporte de sedimentos pelo mar Mediterrâneo.
(D) transporte de sedimentos pelos rios Jordão e Yarmouk.

6. Ordene as expressões seguintes, identificadas pelas letras de A a E, de modo a


reconstituir a sequência correta dos acontecimentos relacionados com a evolução da área
do mar Morto.
A. Deposição de evaporitos.
B. Sedimentação de balastros numa área depressionada.
C. Formação de estruturas de colapso.
D. Invasão da área pelo mar Mediterrâneo.
E. Deposição de sedimentos fluviais pelo rio Jordão.

7. Explique a formação das dolinas de colapso em torno do mar Morto.

8. Preveja, tendo em conta o aquecimento global, a evolução futura do mar Morto.

31
1. (D)
2. (A)
3. (C)
4. (B)
5. (A)
6. B – D – A – E – C
7. Explica a exposição dos evaporitos com o recuo da água (A), o que provoca a maior dissolução destas
rochas pela água da chuva (B) e o posterior colapso da zona (C).
A. Com o recuo da água, os evaporitos ficam expostos aos agentes atmosféricos.
B. A água da chuva dissolve uma grande parte dos evaporitos.
C. Com a continuidade do processo perde-se sustentação e os materiais restantes colapsam.
8. Relaciona o aquecimento global com o aumento da evaporação da água do mar Morto (A) e, sem
reposição de água por desvio dos rios que alimentavam a zona (B), ocorrerá o desaparecimento do mar
Morto (C).
A. O aquecimento global provoca um aumento da taxa de evaporação da água do mar Morto.
B. Não há reposição de água pelos rios (Jordão e Yarmouk).
C. Os dois fatores conjugados podem levar ao desaparecimento do mar Morto.

32
XIII

O rifte de Oslo corresponde a um antigo rifte, formado durante o Paleozoico, que afetou sedi-
mentos do Paleozoico Inferior. Nos milhões de anos que se seguiram, após formação da
depressãoinicial, ocorreu sedimentação nesta bacia formada na fase de protorrifte (fig. 1). Na
fase de rifting inicial, a continuação dos processos de distensão tornou possível a ocorrência de
vulcanismo, cujasevidências se encontram associadas aos sedimentos que continuaram a ser
depositados. O pro- cesso culminou no preenchimento da depressão daí resultante com lava
resultante de intensos fenómenos de vulcanismo. Entretanto, o processo de evolução do rifte
cessou, encontrando-se o conjunto exposto à superfície.

Fig. 1 Rifte de Oslo. A Localização. B Estratigrafia da região central.

33
1. A afirmação de que a Formação Tanum é mais antiga do que a Formação Kolsäs resulta
daaplicação do princípio da
(A) interseção.
(B) horizontalidade inicial dos estratos.
(C) sobreposição dos estratos.
(D) continuidade lateral dos estratos.

2. A transição na granulometria nos sedimentos do Paleozoico Inferior a Médio indicia


(A) uma regressão marinha com diminuição da granulometria dos sedimentos.
(B) uma transgressão marinha, já que ocorreu deposição de sedimentos mais finos.
(C) um recuo da linha de costa.
(D) um recuo do nível médio das águas do mar.

3. As fendas de dessecação nos calcários argilosos são evidência de exposição


emambientes , no passado.
(A) subaérea … húmidos
(B) subaquática … áridos
(C) subaérea … áridos
(D) subaquática … húmidos

4. Os estratos do Moscoviano podem ser atribuídos a este intervalo de tempo devido à ,


tendo em conta .
(A) associação de fósseis … que alguns são fósseis de idade
(B) litologia … princípio da sobreposição dos estratos
(C) litologia … princípio da horizontalidade inicial
(D) associação de fósseis … o princípio da identidade paleontológica

5. Considere as afirmações seguintes e selecione a opção que as classifica corretamente.


I. Os paleossolos revelam a existência de um paleoambiente continental.
II. Os sedimentos clásticos sugerem que a sedimentação ocorreu longe da linha de costa.
III. A estratigrafia do Paleozoico confirma que os estratos se formam sempre na
posiçãohorizontal.
(A) I é verdadeira; II e III são falsas.
(B) II é verdadeira; I e III são falsas.
(C) I e II são verdadeiras; III é falsa.
(D) I e III são verdadeiras; II é falsa.

6. De entre as afirmações seguintes, relacionadas com a estratigrafia do rifte de Oslo,


selecioneas duas que estão corretas.
I. A superfície de erosão entre as rochas paleozoicas e as rochas mesozoicas pode
terresultado da emersão dos estratos.
II. O estudo do passado do rifte de Oslo só pode ser feito recorrendo a fósseis.
III. Em determinado momento pode ter ocorrido variação na direção do agente de transporte.
IV. Ao longo do tempo só foram depositados sedimentos com o mesmo calibre.
V. Ao longo do tempo nunca ocorreu um ciclo sedimentar completo.
34
7. Ordene as afirmações de A a E, de modo que constituam uma sequência lógica da
evoluçãodo rifte de Oslo.
A. Dobramento dos estratos e posterior erosão.
B. Deposição de areias no topo de sedimentos carbonatados.
C. Exposição subaérea dos basaltos.
D. Início da deposição da Formação Tanum.
E. Ocorrência de vulcanismo.

8. Complete o texto seguinte com a opção adequada a cada espaço. A cada letra
correspondeum só número.
O processo de fossilização de moluscos em que há preservação da forma da concha é
a (a) e ocorre num ambiente (b) . Um fóssil de idade pertence a um ser com uma
curta distribuição (c) que possuía partes duras. A datação relativa também pode ser
determinada pelo princípio da (d) , quando um material rochoso é incorporado, por
magmaascendente. Segundo o princípio da (e) , os sedimentos depositados numa
mesma bacia sedimentar estendem-se em todas as direções.

(a) (b) (c) (d) (e)


1. conservação 1. redutor 1. estratigráfica 1. intrusão 1. continuidade
2. impressão 2. oxidante 2. geográfica 2. inclusão lateral
3. moldagem 3. seco 3. geográfica ou 3. interseção 2. sobreposição
temporal 3. horizontalidade
inicial

9. Explique de que modo o conteúdo da Formação Tanum apoia a alternância de


ambientescontinentais e marinhos, durante a sua formação.

1. (C)
2. (D)
3. (C)
4. (A)
5. (A)
6. I e III.
7. B – A – D – E – C
8. (a) – (3); (b) – (1); (c) – (1); (d) – (2); (e) – (1).
9. Relaciona a presença de paleossolos com um ambiente continental (A) e a presença de fósseis de animais
marinhos com um ambiente sedimentar marinho (B), concluindo, assim, sobre a alternância de ambientes de
sedimentação (C).
A. Na formação Tanum encontram-se estratos com paleossolos que indicam um ambiente continental.
B. Os fósseis de animais marinhos revelam a existência de um ambiente marinho.
C. A alternância dos fósseis sugere também a alternância dos ambientes de sedimentação.

35
XIV

Nas regiões costeiras, o oceano é fonte de aerossóis salinos, que reagem com os materiais
geológicos usados no revestimento de habitações, deteriorando-os precocemente.
Com o objetivo de determinar a resistência de calcários, em construções perto da linha de
costa, várias amostras foram sujeitas a envelhecimento acelerado numa câmara de produção
de nevoeiro. Placas de 150 milímetros de lado e 25 milímetros de espessura foram expostas a
uma neblina salina durante 4 horas, seguidas de secagem durante 12 horas. O procedimento
foi repetido 60 vezes de forma automatizada. Após estes ciclos, as amostras foram mergulhadas
em água destilada, até se garantir que a maior parte dos precipitados salinos foram dissolvidos.
De seguida, determinou-se a perda de massa das amostras, a absorção de água e a resistência
à flexão. Foi calculada uma taxa de variação, por comparação com resultados obtidos em
amostras não sujeitas a envelhecimento. Os resultados obtidos encontram-se expressos na
tabela I.
Tabela I • Parâmetros avaliados no ensaio de resistência do calcário ao envelhecimento por nevoeiro salino.

Variação de Variação da
Porosidade Perda de massa absorção de água resistência à
Calcário aberta inicial (%) (%) (%) flexão (%)

“Cabeça de 8,3 0,18 -5 -4


Veada”
“Semi-Rijo do 17,0 0,38 -7 12
Arrimal”
“Creme Fátima” 9,3 0,23 2 12
“Moca Creme” 6,9 0,16 -3 4
“Moleanos” 3,4 0,12 7 -8
“Azul de Ataíja” 1,8 0,20 0 10

Baseado em Carvalho, C. (2015). Estudo da influência do nevoeiro salino nas propriedades de calcários portugueses
(tese de doutoramento). Universidade Nova de Lisboa. Disponível em [Link]/handle/10362/16315

7. O processo de meteorização física simulado na experiência é


(A) a crioclastia, por ação do nevoeiro mais frio do que a rocha.
(B) a termoclastia, devido às diferenças de temperatura nas zonas litorais.
(C) a haloclastia, que corresponde ao aumento das fissuras por ação de sais minerais.
(D) o alívio de pressão à superfície.

8. O aumento da absorção de água nos calcários testados é consequência direta


(A) do aumento da porosidade.
(B) do nevoeiro salino.
(C) do número de ciclos de teste.
(D) da meteorização química.

36
9. Considere as afirmações seguintes, relativas ao estudo realizado, e selecione a opção que
as avalia corretamente.
I. O calcário mais apto para revestimentos em áreas costeiras é o de Arrimal.
II. Não há uma relação direta entre a perda de massa do calcário e a variação da
absorção de água.
III. A ação das soluções salinas foi menos intensa nos vértices e arestas das amostras.
(A) I é falsa; II e III são verdadeiras.
(B) I e III são falsas; II é verdadeira.
(C) II é falsa; I e III são verdadeiras.
(D) I e II são falsas; III é verdadeira.
10. Uma das condições determinantes da fiabilidade dos resultados foi
(A) a variedade das amostras de calcário.
(B) a mesma duração de exposição à neblina.
(C) a repetição do procedimento.
(D) o uso de calcários porosos.

11. Estabeleça a correspondência correta entre as afirmações da coluna I, relativas a


diferentes tipos de meteorização química, e a designação correspondente, na coluna II.

Coluna I Coluna II
(a) Processo que ocorre nos minerais com ferro na sua (1) Hidrólise
composição. (2) Oxidação
(b) Processo responsável pela formação de caulinite a (3) Dissolução
partir do feldspato. (4) Hidratação
(c) Processo que permite a entrada de água na rede (5) Carbonatação
cristalina do mineral.

12. A do calcário pela água acidificada provoca a libertação de iões


e hidrogenocarbonato.
(A) oxidação … K+
(B) dissolução …K+
(C) dissolução … Ca2+
(D) oxidação … Ca2+

13. Descreva as condições experimentais de um eventual grupo de controlo.

7. (C)

8. (A)

9. (B)

10. (C)

11. (a) – (2); (b) – (1); (c) – (4).

12. (C)

13. Usar o mesmo tipo de rochas, sendo sujeitas a envelhecimento por nevoeiro, sem sais minerais em
solução.
37
XV

As pedras boroas do Junqueiro encontram-se no planalto da serra da Freita, concelho de


Arouca (fig. 3). Aí, encontram-se blocos graníticos que, nas superfícies verticais, exibem fissuras
poligonais bem individualizadas. Estas formas apresentam, geralmente, cinco a seis lados não
regulares e apenas alguns centímetros de profundidade.
A sua génese e evolução envolveu
a associação de processos
subsuperficiais e subaéreos. Este tipo
de modelado terá tido início perto da
superfície, através de processos de
fissuração. Esta rede de
fraturas/fissuras permite a circulação
de água, que propicia a ocorrência de
processos físico-químicos, e a
progressão da meteorização e da
erosão, que se mantém com a
exposição subaérea dos blocos.
Fig. 3. Pedras boroas do Junqueiro, no Geoparque de Arouca.

Baseado em [Link] geodiversidade/geossitios/pedras-boroas-do-


junqueiro/ [consult. mar 2022]

1. A génese das fissuras das geoformas relaciona-se com um processo de meteorização

por .
(A) física … crioclastia
(B) física … alivio de pressão
(C) química … haloclastia
(D) química… hidrólise

2. Com a ocorrência de poderá ocorrer o alargamento das fissuras por .


(A) crioclastia … aumento do volume da água
(B) haloclastia … crescimento de cristais de gelo
(C) termoclastia … esfoliação
(D) hidratação … perda de água pelas rochas

3. As geoformas representadas na figura 3


(A) só têm origem quando o granito fica exposto à superfície.
(B) originam-se no interior da crusta, próximo da superfície.
(C) só evoluem por meteorização física.
(D) não sofrem alteração química.

38
4. Associe os processos da sedimentogénese, apresentados na coluna I, às afirmações da
coluna II que lhe correspondem. Cada uma das afirmações deve ser associada apenas a
uma das letras, e todas as afirmações devem ter correspondência.

Coluna I Coluna II
(a) Meteorização (1) Responsável direto pela formação de caos de blocos nos
(b) Erosão maciços graníticos.
(c) Transporte (2) Pode levar à formação de novos minerais.
(d) Sedimentação (3) Devido a este processo ocorre a formação de estratos.
(4) Durante o processo ocorre granosseleção e calibragem.
(5) Ocorre por haloclastia, em regiões costeiras.
(6) Pode ocorrer como resultado do degelo de glaciares.
(7) Apresenta diferentes modos, de acordo com o tamanho dos
detritos.

5. Explique de que forma o desenvolver do processo representado na figura 3 pode


levar à formação de rochas detríticas.

1. (B)

2. (A)

3. (B)

4. (a) – (2), (5); (b) – (1); (c) – (4), (7); (d) – (3), (6).

5. Relaciona a meteorização com o aumento das fissuras (A) que facilitam a erosão

de detritos (B) que, depois de transportados e depositados, podem originar uma rocha sedimentar detrítica
(C).

A. A meteorização vai ocorrendo com o alargamento das fissuras e com o aumento da sua
profundidade e faz-se sentir mais especialmente nas arestas dos polígonos.

B. A erosão remove as partes mais meteorizadas da rocha.

C. Estes detritos removidos são depois transportados e constituem os sedimentos que poderão
originar rochas sedimentares detríticas, após sedimentação.

39
XVI
Texto1
A Bacia Algarvia constitui uma província geológica no sul de Portugal, desde o cabo de São
Vicente até ao rio Guadiana. É constituída por rochas depositadas no Mesozoico e no Cenozoico,
que assentam em discordância sobre rochas metamórficas paleozoicas da Zona Sul Portuguesa
(fig. 1). O conteúdo fóssil foi essencial para a datação destas rochas.

Fig. 1. Geologia simplificada do Algarve. A Distribuição geográfica das litologias. B Estratigrafia da Bacia Algarvia.
Baseado em Oliveira et al. (1992). Folha sul da Carta Geológica de Portugal à escala 1/500
000.

40
1. Os fósseis assinalados na estratigrafia da figura 1B são fósseis de , pois
permitem a datação ____dos estratos onde se encontram.
(A) idade … relativa (C) de fácies … relativa
(B) idade … (D) de fácies … absoluta
absoluta

2. A existência de rochas evaporíticas indica um paleoambiente em climas .


(A) fluvial … áridos uma
(B) luvial … húmidos (C) (C)lagunar … áridos
(D) lagunar … húmidos
3. No Cretácico pode ter ocorrido
(A) transgressão marinha, com deposição de sedimentos grosseiros no topo dos finos.
(B) regressão marinha, com avanço da linha de costa.
(C) diminuição da granulometria dos sedimentos na coluna estratigráfica.
(D) alteração da dinâmica sedimentar, passando a ser principalmente por precipitação de iões.

4. As rochas sedimentares da Bacia Algarvia são, sucessivamente, mais para sul,


sendo as do Mesozoico essencialmente .
(A) antigas … (C) recentes … detríticas
detríticas
(D) recentes … quimiogénicas
(B) antigas…
quimiogénicas

5. Estabeleça a correspondência correta entre as afirmações da coluna I, relativas a


rochas sedimentares, e o respetivo conceito, referido na coluna II.
Coluna I Coluna II
(a) Rocha formada pela cimentação de balastros. (1) Calcário
(b) Rocha quimiogénica formada em lagunas salobras. (2) Gesso
(c) Rocha detrítica de granolumetria muito fina. (3) Argilito
(4) Conglomerado
(5) Arenito

6. A espécie Trocholina elongate é frequente em estratos cretácicos depositados em


faixas marinhas de reduzida profundidade. Explique por que se considera T. elongate
como fóssil de idade e fóssil de ambiente.

41
Texto 2
O ácido carbónico da chuva resulta da interação do CO 2 atmosférico com a água e acelera a
dissolução de minerais como os do calcário. Por conter CO 2, a água gasocarbónica pode ser
usada como análoga da chuva ligeiramente acidificada. Com o objetivo de estudar a influência
deste fator ambiental na dissolução de calcá-rios da Bacia Algarvia, montou-se o seguinte
dispositivo experimental (fig. 2):

Tubo A – 0,4 g de calcário em pó + água destilada;


Tubo B – 0,4 g de calcário em pó + água gasocarbónica;
Tubo C – 0,4 g de calcário em pó + água gasocarbó-
nica previamente levada à ebulição.

Fig. 2. Aspeto do dispositivo experimental, após 30 minutos de


reação

O conteúdo dos tubos foi homogeneizado e deixado a reagir durante 30 minutos. Os tubos
foram, depois, centrifugados, rejeitando-se a fração líquida e medindo a massa do material sólido
sobrante (tabela I).
Tabela I • Parâmetros e resultados relativos à experiência descrita.

Tubo A Tubo B Tubo C


pH inicial 7,0 6,5 6,9
Massa inicial de calcário 0,4 g 0,4 g 0,4 g
Massa final de calcário 0,82 g 0,77 g 0,82 g
Baseado em Novais, H. (2010). Atividade laboratorial – Influência do dióxido de carbono na dissolução de calcários.
Ação de formação: Utilização dos Novos Laboratorios Escolares.

7. A variável independente da experiência é


(A) o pH da água.
(B) a massa final de calcário.
(C) o processo de aquecimento.
(D) a massa inicial de calcário.

8. Considere as afirmações seguintes e selecione a opção que as avalia corretamente.


I. A massa de calcário aumentou em todos os tubos devido à presença de água.
II. Na água gasocarbónica, o dióxido de carbono contribui para aumentar o pH da água.
III. No tubo B ocorreu dissolução de calcário pela água gasocarbónica.

(A) I é verdadeira; II e III são falsas.


(B) I e II são verdadeiras; III é falsa.
(C) I e III são verdadeiras; II é falsa.
(D) III é verdadeira; I e II são falsas.

42
9. Relativamente à hipótese formulada, os resultados nos três tubos
(A) apoiam-na, pois a menor massa de calcário final resultou da dissolução pela água ácida.
(B) apoiam-na, já que ocorreu maior dissolução nos tubos A e C.
(C) refutam-na, já que o pH da água não teve influência na massa final do calcário.
(D) refutam-na, pois a menor massa de calcário final é a do tubo B.

10. A partir desta experiência, podemos concluir que


(A) a solubilidade do calcário é maior quanto maior for o pH.
(B) o pH da água não tem influência na solubilidade do calcário.
(C) o calcário é mais solúvel em água destilada.
(D) a fração líquida rejeitada do tubo B é a que possui mais iões carbonatados.

11. Complete o texto seguinte com a opção adequada a cada espaço. A cada letra
corresponde um só número.
Os calcários são rochas sedimentares (a) formadas por (b) de iões, que nas grutas
pode originar (c) , se o processo ocorrer a partir do teto. Se os calcários contiverem
impurezas, após a sua meteorização pode originar-se a terra rossa, que adquire a sua cor
por um processo de (d) dos seus elementos (e) .

(a) (b) (c) (d) (e)


1. detríticas 1. precipitação 1. estalactites 1. hidrólise 1. carbonatados
2. biogénicas 2. dissolução 2. estalagmites 2. oxidação 2. férricos
3. quimiogénicas 3. carsificação 3. travertino 3. hidratação 3. carbonosos

12. Tendo em conta os resultados obtidos nos três tubos, explique a meteorização química
que afeta, atualmente, os calcários da Bacia Algarvia.

Texto 3
O Metoposaurus algarvensis é uma espécie de anfíbio pré-histórico único no mundo. Os
fósseis, um elevado número de ossos do crânio, foram encontrados num estreito nível
estratigráfico do “grés de Silves”, uma unidade de tons avermelhados e de origem continental, no
lugar da Penina. O grés de Silves é constituído por uma sequência de sedimentos, depositados
na Era Mesozoica, durante o Triásico Superior, e a base do Jurássico Inferior (230 a 200 Ma), e
engloba várias unidades sedimentares, da base para o topo: as argilas de S. Bartolomeu de
Messines, depositadas em ambiente lacustre; os arenitos de Silves, com estruturas sedimentares
compatíveis com ambientes fluviais; os pelitos, calcários e evaporitos de Silves; e o Complexo
Vulcano-Sedimentar, cuja idade é atribuída à base do Jurássico Inferior (198 Ma) e relacionado
com a abertura do oceano Atlântico.

43
O estudo paleoambiental determinou que esta espécie vivia em lagos e rios há cerca
de 227 milhões de anos. Metoposaurus algarvensis alimentava-se principalmente de peixes e
pequenos animais. Por vezes, os locais onde
vivia sofriam secas prolongadas, evaporando-se a
água gradualmente até desaparecer. À medida
que os lagos e charcos diminuíam ao longo do
tempo geológico, os Metoposaurus
concentravam-se nos últimos corpos de água da
região, onde acabavam por morrer em grande
número, dando, assim, origem a jazidas com
elevadas concentrações de fósseis, como a da
Penina.
Fósseis deste tipo de animais foram também
encontrados em África e na América do Norte,
com diferenças na estrutura do crânio Fig. 3. Crânio fossilizado de Metoposaurus.
relativamente aos encontrados em Portugal. (Crédito: Science Photo Library/[Link])

Baseado em [Link] [consult. jan


2022]

13. Relativamente às características geológicas do “grés de Silves”, pode referir-se que


(A) em toda a formação, as rochas detríticas passaram por um processo de diagénese.
(B) toda a sequência é constituída por rochas sedimentares resultantes da
sedimentação de clastos.
(C) ocorreu transporte de clastos por saltação, antes de ocorrer a sedimentação.
(D) as rochas quimiogénicas da formação originaram-se por processos químicos diferentes.

14. Selecione as duas afirmações corretas sobre os fósseis de Metoposaurus algarvensis


e a Formação em que foram encontrados.
I. Aplicando o princípio da identidade paleontológica, determina-se a mesma idade
relativa aos estratos de locais do mundo que contenham o fóssil Metoposaurus
algarvensis.
II. Os restos fósseis de Metoposaurus algarvensis formaram-se por um processo
de conservação.
III. Para a existência de fósseis de Metoposaurus algarvensis contribuiu a deposição
de sedimentos finos e permeáveis.
IV. Segundo o princípio da sobreposição dos estratos, a camada mais antiga é a das
argilas de S. Bartolomeu de Messines.
V. A camada vulcano-sedimentar é a mais recente, por aplicação do princípio da inclusão.

44
15. Ordene as afrimações seguintes de modo a reconstruir a sequência dos acontecimentos
que traduzem a formação e o afloramento do fóssil na Penina.
A. Formação de um ambiente pobre em oxigénio.
B. Deposição de sedimentos detríticos em lagoas continentais.
C. Soterramento do fóssil por deposição de novos estratos.
D. Morte do Metoposaurus por falta de água.
E. Erosão das camadas e exposição do fóssil.

16. Explique, aplicando o princípio do atualismo, de que modo o fóssil do M. algarvensis


permite reconstituir o paleoambiente, tendo em conta as condições em que vivem os
anfíbios.

Texto 1
1. (A)
2. (C)
3. (B)
4. (D)
5. (a) – (4); (b) – (2); (c) – (3).
6. Relaciona a existência da Trocholina elongate exclusivamente em estratos cretácicos, o
que permite usar a espécie como fóssil de idade (A), e em ambientes marinhos de
reduzida profundidade com a possibilidade de ser um fóssil de fácies (B).
A. A espécie Trocholina elongate é frequente em estratos cretácicos, o que permite dar uma
cronologia aos estratos com a presença do fóssil, sendo considerado fóssil de idade, já
que a espécie viveu num curto intervalo de tempo geológico.
B. A espécie viveu num ambiente muito restrito, em faixas marinhas de reduzida
profundidade, podendo ser considerado um fóssil de ambiente, já que permite reconstruir
o paleoambiente.

Texto 2
7. (A)
8. (C)
9. (A)
10. (D)
11. (a) – 3; (b) – 1; (c) – 1; (d) – 2; (e) – 2.
12. Relaciona o aumento da massa de calcário nos três tubos com a sua associação com a
água (A) e assinala que no tubo B há mais dissolução do calcário, comprovada pela
menor massa relativamente aos outros tubos (B), o que poderá explicar a meteorização
química dos calcários da Bacia Algarvia (C).
A. A massa de calcário aumentou nos três tubos, pois ocorreu a sua associação com a
água.
B. Na presença de água ácida ocorreu a dissolução do calcário, o que explica a menor
quantidade de calcário no tubo B.
C. Assim, tal como observado na experiência, as rochas calcárias da Bacia Algarvia podem
sofrer um processo de dissolução por ação de águas acidificadas, como, por exemplo, as
chuvas ácidas.
Texto 3
13. (C)
14. I e IV.
45
15. B – D – A – C – E.
16. Explica que o princípio do atualismo afirma que o presente é a chave do passado (A) e
que, se atualmente os anfíbios vivem em ambientes lagunares, o fóssil do Metoposaurus
algarvensis permite reconstituir o paleoambiente lagunar em que
vivia (B).
A. O princípio do atualismo refere que o presente é a chave do passado, ou seja, os
fenómenos atuais permitem reconstituir os fenómenos do passado.
B. O Metoposaurus algarvensis era um anfíbio e, por isso, o ambiente em que vivia era
lagunar, o que permitiu a reconstituição do paleoambiente em que foi encontrado.

XVII

Realizou-se a experiência da figura 4


com o objetivo de estudar o transporte de
sedimentos em áreas expostas à chuva.
Foram simuladas duas vertentes, uma
com areia de calibres heterogéneos
(tabuleiro 1) e outra com seixos e areias
(tabuleiro 2). Os tabuleiros foram sujeitos a
chuva artificial durante dois minutos, a
partir de um bocal situado acima deles,
permitindo a distribuição de igual volume
de água sobre as superfícies. A água foi
encaminhada para uma calha de
escoamento posicionada na horizontal. A
calha foi dimensionada de forma a Fig. 4. Dispositivo experimental.
acomodar sedimentos transportados pela
água, sem que o escoamento desta fosse
afetado.
Após a experiência, foram colhidas amostras de sedimento acumuladas na calha de
escoamento, e também se mediu a quantidade de material geológico sobrante nos tabuleiros
(fig. 5).

Fig. 5 Percentagem de sedimentos nos tabuleiros, antes e após a conclusão da experiência. A Variação no
tabuleiro 1.B Variação no tabuleiro 2.

46
1. Na calha verifica-se a acumulação de sedimentos de granulometria média em
relação aos do tabuleiro, que se apresentam com calibragem.
(A) menor … menor (C) maior … menor
(B) menor … maior (D) maior… maior

2. Considere as afirmações seguintes, relativas ao estudo realizado, e selecione a opção que


as avalia corretamente.
I. Os agentes de transporte foram a água e a gravidade.
II. A fiabilidade dos resultados é garantida através da constância do volume de água
usada ao longo da experiência.
III. Os resultados mostram que entre os seixos se encontravam areias finas.
(A) I é verdadeira; II e III são falsas.
(B) I e II são verdadeiras; III é falsa.
(C) II e III são verdadeiras; I é falsa.
(D) III é verdadeira; I e II são falsas.

3. Preveja os resultados observáveis nos tabuleiros, caso seja aumentada a sua inclinação.

1. (B)

2. (B)

3. Relaciona a maior inclinação dos tabuleiros com um aumento da velocidade da água

(A) e a consequente capacidade de transportar uma maior carga de sedimentos (B).

A. O aumento da inclinação dos tabuleiros faz aumentar a velocidade de escoamento da água, o que
lhe confere maior capacidade de transporte.

B. Assim, é de esperar que diminua a quantidade de sedimentos que permanecem no tabuleiro, sendo
que, no tabuleiro 1, deverá desaparecer a areia fina e diminuir a percentagem de areia média e, no
tabuleiro 2, diminuirá a quantidade de areia.

47
XVIII

Formação carbonatada de Alter do Chão-Elvas


As rochas da Formação Carbonatada de Elvas do Setor de Alter do Chão resultam de um
episódio de sedimentação carbonatada marinha (calcítica ou dolomítica) durante o Câmbrico
Inferior. Durante a sedimentação, o estrôncio presente na água do mar entra na estrutura
cristalina dos minerais carbonatados, substituindo o cálcio ou o magnésio na estrutura dos
carbonatos precipitados. A assinatura 87Sr/86Sr para as águas do mar é considerada uniforme
para um mesmo oceano, num determinado momento temporal, permitindo a definição de curvas
de variação de 87Sr/86Sr para a água do mar. Este princípio permite confirmar se a assinatura da
razão 87Sr/86Sr nas rochas carbonatadas da Formação Carbonatada de Elvas do Setor de Alter
do Chão é semelhante à assinatura considerada como representativa do Câmbrico Inferior.
A sequência estratigráfica do Setor de Alter do Chão (Fig. 1) inicia-se, da base para o topo, pela
Formação de Mosteiros, também conhecida como Série Negra, composta por xistos negros e
grauvaques. Discordante, sobre a Formação de Mosteiros, ocorre uma sucessão constituída por
conglomerados e passagens de vulcanitos ácidos, com espessura variável. Segue-se, também
discordante, a Formação Carbonatada de Elvas, constituída por bancadas de carbonatos, por
vezes dolomíticos, de cor clara e maciços, onde se pode observar localmente laminação paralela
atribuída a estruturas estromatólitas. Seguidamente, em concordância, observa-se a Formação
de Vila Boim, constituída pela alternância de arenitos e grauvaques com intercalações de rochas
claras e escuras, que culminam num termo quartzítico-conglomerático, denominado Barra
Quartzítica. Sobre a Formação de
Vila Boim, depositou-se o
Complexo Vulcano-Sedimentar
de Terrugem, constituído por
xistos e arenitos grauvacoides, e
intercalações de vulcanitos,
basaltos alcalinos e rochas
peralcalinas extrusivas. É
atribuída a idade de Câmbrico
médio à Formação de Vila Boim,
admitindo-se que seja equivalente
da parte inferior das Camadas de
Playon, que ocorrem na região de
Badajoz, e onde foram
identificados fósseis de
braquiópodes e trilobites do
Câmbrico Médio. A sucessão
estratigráfica deste setor termina
com a Formação de Fatuquedo,
composta pela alternância de
xistos cinzentos
e grauvaques, com intercalações
de microconglomerados na parte
superior, seguindo-se no topo da
sequência, a Formação de Barrancos Fig. 1 Coluna estratigráfica do Sector de Alter do Chão-Elvas.
composta por xistos cinzentos, arenitos ferruginosos e conglomerados na base.
Adaptado de [Link] (consultado em 01/05/2022)

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1. Selecione, de entre as afirmações seguintes, respeitantes a acontecimentos relacionados com a coluna
estratigráfica do Sector de Alter do Chão-Elvas, as três verdadeiras.
I. Esta série estratigráfica é constituída por rochas sedimentares, magmáticas e metamórficas.
II. A análise das rochas sedimentares do Setor de Alter do Chão-Elvas indicia que se formaram sob
idênticas condições de hidrodinamismo.
III. A análise do rolamento dos sedimentos que constituem os conglomerados indicia que sofreram uma
distância de transporte favorável à sua meteorização.
IV. A discordância no topo da Série Negra evidencia um episódio de sedimentação acentuado.
V. Os diferentes graus de resistência dos minerais à meteorização química explica que umas rochas do
Sector de Alter do Chão – Elvas estejam mais erodidas do que outras.

2. Pela aplicação do princípio da ________ pode afirmar-se que a ________.

(A) identidade paleontológica … Formação de Vila Boim tem idade inferior a 251 Ma

(B) continuidade lateral … Formação de Fatuquedo tem idade igual às das Camadas de Playon

(C) continuidade lateral … Formação de Vila Boim formou-se durante a Era Mesozoica

(D) sobreposição … Formação de Fatuquedo é mais recente do que a Formação de Vila Boim

3. A Barra Quartzítica é formada por grãos de quartzo, que é um mineral que apresenta ________ variável,
propriedade que exprime ________.

(A) cor … a intensidade da luz que é refletida na sua superfície

(B) clivagem … a tendência do mineral se quebrar sem direções definidas

(C) dureza … a tendência do mineral se quebrar em superfícies planas e brilhantes

(D) risca … a intensidade da luz que é refletida na sua superfície

4. Para garantir que apenas a fração carbonatada foi analisada, os pós das amostras foram sujeitos à
extração seletiva com ácido fraco, para determinação da razão isotópica 87Sr/86Sr apenas na fase
carbonatada. Os pós da amostra continham metade da percentagem inicial de estrôncio 87 ( 87Sr), cuja
semivida é de 488 Ma. Conclui-se que os pós da fração carbonatada têm

(A) 488 Ma. (C) 244 Ma.


(B) 976 Ma. (D) 1464 Ma.

5. O arenito da Formação de Vila Boim é uma rocha ________ que, durante a diagénese, passou por um
processo de ________.

(A) quimiobiogénica ... cimentação (C) detrítica ... compactação


(B) biogénica ... precipitação (D) detrítica não consolidada ... meteorização

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6. Os fósseis que permitiram fazer a datação ________ da Formação de Vila Boim têm reduzida distribuição
________, podendo afirmar-se que esta formação rochosa tem idade ________ à dos fósseis nela
contidos.

(A) relativa … geográfica … superior (C) relativa … estratigráfica … igual


(B) absoluta … geográfica … inferior (D) absoluta … estratigráfica … superior

7. A Formação Carbonatada de Elvas ter-se-á formado em ambiente a) ________ com condições para a b)
________ de c) ________. A génese de rochas, como as que constituem a Formação Carbonatada de Elvas,
fica comprometida quando a quantidade de dióxido de carbono atmosférico d) ________, provocando
a/o e) ________ da basicidade da água.

a) b) c) d) e)

1. fluvial 1. meteorização 1. carbonato de cálcio 1. diminui 1. diminuição


2. de transição 2. precipitação 2. cloreto de sódio 2. se mantém 2. aumento
3. marinho 3. dissolução 3. sulfato de cálcio 3. aumenta 3. manutenção

8. Faça corresponder a cada uma das afirmações sobre rochas sedimentares expressas na coluna I um dos
termos que constam na coluna II.

Coluna I Coluna II

(a) Formação de minerais de óxido de ferro por reação (1) Dissolução


do ião Fe2+ com o oxigénio atmosférico. [ ___ ] (2) Hidratação
(b) Formação de anidrite a partir de gesso. [ ___ ] (3) Oxidação
+
(c) Originam-se iões K e sílica, por reação de iões H + (4) Desidratação
dissolvidos na água com feldspatos. [ ___ ] (5) Hidrólise

9. A dolomite, muito abundante na natureza sob a forma de rochas sedimentares dolomíticas, é um mineral
anidro cuja fórmula química é CaMg (CO3)2. A sua identificação é possível, realizando o teste do ácido
clorídrico a quente.
Proponha um procedimento experimental que permita determinar a natureza química da
Formação Carbonatada de Elvas, permitindo distinguir as frações carbonatadas das frações dolomíticas.
Apresente uma explicação para os resultados esperados.

1. I; III; V
2. (D)
3. (A)
4. (A)
5. (C)
6. (C)
7. a) -3; b) 2; c) 1; d) 3; e) 1
8. (a) – (3); (b) – (4); (c) – (5)
9. A origem carbonatada da Formação Carbonatada de Elvas pode ser comprovada pela presença de carbonato de cálcio (CaCO 3),
constituição do mineral predominante dos calcários, a calcite. A presença de calcite é facilmente testada recorrendo ao teste do
ácido clorídrico a frio, que provoca a sua dissolução, evidenciada por forte efervescência.
Para distinguir os minerais de calcite dos minerais de dolomite:
a) colocar sobre os minerais de calcite e dolomite algumas gotas de ácido clorídrico à temperatura ambiente e observar;
b) colocar sobre os minerais de calcite e dolomite algumas gotas de ácido clorídrico a quente e observar.

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É expectável que a calcite reaja com o ácido, evidenciando grande efervescência à temperatura ambiente, e não a quente. No
caso da dolomite, espera-se que apresente uma reduzida efervescência a frio, tornando-se mais abundante quando a reação é
realizada a elevadas temperaturas.

XIX

Ilha do Pessegueiro
Na região Sines-Porto Covo, no litoral alentejano (Fig. 2), encontram-se dunas consolidadas em
diversos locais, que datam do Pleistocénico (Era Cenozoica). Os afloramentos mais a norte
localizam- se na arriba marinha da extremidade sul da praia de São Torpes. Depósitos idênticos
são visíveis, aqui e ali, ao longo do litoral, até bastante para sul do forte do Pessegueiro. Estas
rochas, de resto, prolongaram-se certamente para oeste, onde a ilha do Pessegueiro e as ilhotas
que a rodeiam estão talhadas em duna consolidada. Mais para o interior, 2 km a sudeste do forte,
entre Lendiscais e Fontainhas, encontram-se, ainda, rochas do mesmo tipo.
Na arriba entre São Torpes e Porto Covo, as dunas consolidadas sobrepõem-se diretamente a
xistos ou a arenitos argilosos, que, por sua vez, são cobertos por areias de dunas recentes.
As rochas que formam a plataforma sobre a qual foi contruído o forte do Pessegueiro são
calcarenitos areníticos de acumulação eólica bem patente, com estratificação entrecruzada
evidente. Os componentes fundamentais desta rocha são carbonato de cálcio (79,4%), detrItos
terrígenos arenosos (19,5%) e argila em escassa percentagem (0,9%). A fração bioclástica é
abundante, variada e encontra-se rolada, apresentando conchas diversas, fragmentos de ouriços,
carapaças de foraminíferos, entre outros. Na fração detrítica, muito bem calibrada, encontram-
se essencialmente grãos de quartzo, quartzito e feldspato. Acessoriamente, nesta fração,
encontram-se piroxenas e fragmentos de rochas vulcânicas com origem nas rochas que afloram
mais a norte, na zona de Sines. Estas duas frações estão cimentadas por calcite proveniente da
fração bioclástica. Por este motivo, as dunas consolidadas, que tiveram origem na areia da praia
de então, apresentam hoje um elevado grau de consolidação.
Adaptado de [Link]
(consultado a 12/11/2021)

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Quadro 1 Classificação dos clastos
quanto ao diâmetro (em mm).

Classificação dos clastos quanto ao


diâmetro (em mm)

Balastro Balastro Superior a 2


Areia Entre 2 e 1/16
Silite Entre 1/16 e 1/256
Argila Inferior a 1/256

Fig. 2 Esboço geológico da região do forte do Pessegueiro, no concelho de Sines.

1. Complete o texto seguinte com a opção adequada, indicando para cada uma das letras o número
correspondente.
As rochas da ilha do Pessegueiro classificam-se como a) e são b) xistos luzentes que afloram naquela
região, que são considerados rochas c) . As dunas recentes são constituídas por sedimentos d)
transportados através e) .
a) b) c) d) e)
1. detríticas não 1. mais recentes do 1. magmáticas 1. consolidados 1. de uma
consolidadas que os 2. sedimentares 2. não rede
2. detríticas 2. mais antigas do 3. metamórficas consolidados fluvial
consolidadas que os 3. cimentados 2. das
3. quimiogénicas 3. contemporâneas correntes
dos marinhas
3. do vento

2. Faça corresponder a cada um dos acontecimentos da coluna I o princípio estratigráfico que permite
estabelecer a geocronologia do mesmo, que consta na coluna II.

Coluna I Coluna II
(a) «Na arriba entre São Torpes e Porto Covo, as dunas consolidadas (1) Princípio da inclusão
sobrepõem-se diretamente a xistos ou a arenitos argilosos (…)» (2) Princípio da horizontalidade
[ ] inicial
(b) «Acessoriamente, nesta fração, encontram-se (…) fragmentos (3) Princípio da sobreposição
de rochas vulcânicas com origem nas rochas que afloram mais a dos estratos
norte, na zona de Sines.» [ ]
(4) Princípio da interseção
(c) «Estas rochas, de resto, prolongaram-se certamente para oeste;
(5) Princípio da continuidade
a ilha do Pessegueiro e as ilhotas que a rodeiam estão talhadas
lateral
em duna consolidada.» [ ]

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3. Considere as afirmações seguintes, relativas às rochas que formam a plataforma sobre a qual foi contruído
o forte do Pessegueiro.
I. Estas rochas fazem efervescência com o ácido clorídrico diluído e são quimiogénicas.
II. O agente de transporte dos sedimentos que constituem estas rochas sofreu mudanças de direção.
III. A fração bioclástica apresenta restos de seres vivos marinhos que evidenciam um baixo
hidrodinamismo.
(A) I e II são verdadeiras; III é falsa. (C) I é verdadeira; II e III são falsas.
(B) II é verdadeira; I e III são falsas. (D) III é verdadeira; I e II são falsas.

4. Há evidências de registo fóssil variado nos arenitos da ilha do Pessegueiro. Tendo em conta a idade destas
rochas, é possível encontrar-se fossilizado neste local
(A) moldes de conchas de amonites. (C) trilhos de dinossáurios.
(B) rastos de trilobites. (D) trilhos de mamíferos.

5. Na região representada no esboço geológico da figura 2, a ausência de formações datadas do ________


pode ser explicada pela ocorrência de episódios de ________.
(A) Mesozoico … erosão (C) Mesozoico … transgressão
(B) Paleozoico … transgressão (D) Paleozoico … erosão

6. As dunas consolidadas da região Sines-Porto Covo formaram-se num ambiente, cujos sedimentos
apresentam uma granularidade ________.
(A) de transição … maior do que 2 mm (C) marinho … maior do que 2 mm
(B) de transição … entre 2 mm e 1/16 mm (D) marinho … entre 2 mm e 1/16 mm

7. Explique, tendo em conta a composição da rocha, por que razão nas imediações do forte não é provável
encontrar terra rossa, como consequência de meteorização.
_______________________________________________________________________________________________

8. Explique de que forma se originaram as dunas consolidadas na região de Sines-Porto Covo.

1. a) 2; b) 1; c) 3; d) 2; e) 3
2. (a) – (3); (b) – (1); (c) – (5)
3. (A)
4. (D)
5. (A)
6. (B)
7. A fração carbonatada dos calcarenitos sofre me-teorização química, por dissolução, que remove os iões cálcio e
hidrogenocarbonato em solução, deixando a fração argilosa depositada, que é praticamente inexistente (0,9%). Como a terra
rossa corresponde a depósitos de argilas oxidadas, estes não se formam devido à baixa quantidade de minerais argilosos na
rocha.
8. As dunas consolidadas da região de Sines-Porto Covo formaram-se a partir de dunas móveis, com uma elevada fração
bioclástica, num ambiente de transição (praia). A calcite presente nessa fração, ao sofrer meteorização química, foi dissolvida,
originando iões Ca2+, que ao reprecipitarem, originaram um cimento carbonatado que uniu os constituintes das duas frações das
dunas móveis, transformando-as em dunas consolidadas.

XX

Página 53 de 80
Comparação entre séries de rochas sedimentares
Os cortes estratigráficos representados na figura 3 pertencem a rochas do Mesozoico formadas
em bacias sedimentares na América do Norte (Vale de Connecticut, Fundy e Jeanne d’Arc) e
em Marrocos (MBEB).

Fig. 3 Comparação de cortes


estratigráficos de rochas formadas
em bacias sedimentares na América
do Norte e em Marrocos.

Adaptado de [Link]
(consultado a 20/01/2022)

1. Selecione, das rochas representadas nos cortes da figura 3, uma rocha:


a) detrítica impermeável; ___________________________________________________________
b) quimiogénica; __________________________________________________________________
c) que não seja sedimentar. _________________________________________________________

2. Os fósseis de idade encontrados na formação carbonatada da bacia Jeanne D’Arc são as e são utilizados
em métodos de datação ________.
(A) amonites … relativa, que resultaram de seres que viveram num período de tempo geológico curto
(B) amonites … absoluta, que resultaram de seres que viveram em condições ambientais restritas
(C) trilobites … relativa, que resultaram de seres que viveram num período de tempo geológico curto
(D) trilobites … absoluta, que resultaram de seres que viveram em condições ambientais restritas

3. Rochas que ocorrem nas formações de ________ evidenciam um paleoambiente ________.


(A) Connecticut e Fundy … árido.
(B) Jeanne d’Arc e MBEB … tropical
(C) Connecticut e Fundy … tropical
(D) Jeanne d’Arc e MBEB … árido

4. Relativamente às séries da figura 3, selecione as duas afirmações verdadeiras.


(A) O calcário tem mais do que 201 Ma.

Página 54 de 80
(B) Apoiam a abertura de um oceano há cerca de 201 Ma.
(C) Formaram-se predominantemente num ambiente marinho.
(D) Predomina a fácies de transição.
(E) Na bacia de Jeanne d’Arc, as rochas suprajacentes ao calcário evidenciam uma trans-gressão.

5. Tendo em conta a análise litológica das séries representadas na figura 3, justifique, apresentando dois
argumentos, de que forma as bacias Fundy e de Vale de Connecticut evidenciam um ambiente com maior
hidrodinamismo, comparativamente com as restantes bacias de sedimentação.
_______________________________________________________________________________________________

6. Faça corresponder a cada um dos processos de meteorização química expressos na coluna I a rocha ou o
mineral que sofre esse tipo de meteorização, que consta na coluna II.

Coluna I Coluna II
(1) Travertino
(a) Oxidação [ ] (2) Hematite
(b) Hidrólise [ ] (3) Feldspato potássico
(c) Carbonatação [ ] (4) Sal-gema
(5) Quartzo

7. Considere as afirmações seguintes, relativas ao ciclo das rochas.


I. A meteorização é um dos processos envolvidos na génese dos sedimentos.
II. O metamorfismo ocorre em condições subaéreas.
III. As rochas magmáticas podem ser formadas, à superfície, a partir de rochas preexistentes.
(A) I e III são verdadeiras; II é falsa.
(B) I e II são verdadeiras; III é falsa.
(C) I é verdadeira; II e III são falsas.
(D) II e III são verdadeiras; I é falsa.

1. a) Argilito ou siltito.
b) Calcário ou evaporitos.
c) Basalto.
2. (A)
3. (D)
4. (B) e (D)
5. Na Bacia de Fundy e no Vale Connecticut há predo-minância/intercalação de rochas sedimentares com detritos de maiores
dimensões/maior granulometria (conglomerados e arenitos), quando comparados com as bacias de Jeanne d'Arc e MBEB, cujos
detri-tos são de granulometria mais fina (argilitos e silti-tos). A existência de detritos de maiores dimensões é consequência de
um transporte com mais energia/ maior hidrodinamismo, como é o caso de Vale Connecticut e Fundy. A presença de evaporitos
nas bacias de Jeanne d'Arc e MBEB evidenciam baixo hidrodinamismo.
6. (a) – (2); (b) – (3); (c) – (1)
7. (C)

Grupo I
Texto A

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A serra de Arrábida é o resultado da tectónica compressiva resultante da colisão intercontinental
entre as placas litosféricas Eurasiática e Africana. Antes da colisão miocénica, há cerca de 20 Ma,
os terrenos que hoje formam a serra da Arrábida integravam-se na parte sul da Bacia Lusitânica,
uma bacia de tipo rifte intracontinental formada durante os estádios de fraturação do
supercontinente Pangeia, entre 250 Ma e 92 Ma, que levou à separação da Eurásia, América do
Norte e África.
Uma sequência de rochas sedimentares, resultantes da deposição de sedimentos nesta bacia, pode
ser visualizada junto ao cabo Espichel (fig. 1A). Neste local, as arribas são constituídas por uma
sucessão de camadas inclinadas, com mais de 600 metros de espessura, essencialmente
constituídas por calcários, margas (calcários com 35 a 60% de argila) e arenitos, com idades
compreendidas entre os 140 e os 150 Ma, correspondendo a uma transição contínua entre os
períodos Jurássico e Cretácico.
Inicialmente, ocorreu um período de sedimentação em ambiente marinho que originou a unidade
de calcários (fig. 1A). Posteriormente, este período de sedimentação termina com a deposição de
argilitos. Após o fim deste período sedimentar, seguiu-se um novo episódio de sedimentação em
ambiente sedimentar continental, representado por arenitos. Nesta unidade podemos observar a
ocorrência de estratos resultantes de processos químicos (diferença de tonalidades) e de processos
físicos (diferença de granulometrias), onde ocorreu também estratificação cruzada (fig. 1B). Mais
tarde, ocorreu a deposição de sedimentos carbonatados e detríticos, juntamente com fauna
marinha, dando origem à unidade calcoarenítica com lamelibrânquios. Seguidamente, ocorreu a
deposição de calcários, em ambiente marinho, onde está presente fauna marinha como
gastrópodes e lamelibrânquios. Posteriormente aos processos sedimentares, por ação de
movimentos tectónicos, as camadas sofreram deformação. Após este processo tectónico, as
unidades litológicas ficaram sujeitas a fenómenos erosivos, até à atualidade, originando a topografia
atual do terreno.
Baseado em Kullberg, M. C., Kullberg, J. C. & Terrinha, P. (2000). Tectónica da Cadeia da Arrábida. Tectónica Das
Regiões De Sintra E Arrábida. Mem. Geociências, Museu Nac. Hist. Nat. Univ. Lisboa, 2, 35-84.

B
B

Figura 1. Geologia do cabo Espichel. A. Panorâmica da região e perfil geológico.


B. Estratificação entrecruzada

1. As arribas do cabo Espichel são constituídas por uma sequência de rochas sedimentares
(A) somente detríticas.
(B) detríticas e quimiogénicas.
(C) exclusivamente quimiogénicas.
(D) quimiogénicas e biogénicas.

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2. Entre a deposição dos sedimentos que originaram os calcários e a deposição das areias
ocorreu uma
(A) alteração do nível do mar com deposição de sedimentos cada vez mais finos.
(B) transgressão marinha com recuo da linha de costa.
(C) regressão marinha com avanço da linha de costa.
(D) alteração do meio de sedimentação que passou a ser cada vez mais profundo.

3. A estratificação entrecruzada evidencia uma


(A) alteração no ambiente de sedimentação.
(B) mudança de direção do agente transportador.
(C) alteração do agente de transporte.
(D) mudança de granulometria dos sedimentos.

4. As diferenças de granulometria na unidade dos arenitos podem ser explicadas pela


(A) existência de um percurso longo no transporte dos sedimentos.
(B) granulometria da rocha sujeita à meteorização, da qual resultaram os sedimentos.
(C) perda de energia do agente transportador.
(D) variação de energia das águas fluviais.

5. Analise as afirmações que se seguem, relativas à região da serra da Arrábida. Reconstitua a


sequência temporal dos acontecimentos mencionados no texto, colocando por ordem as letras
que os identificam.
A. Atuação da água e do vento, originando a topografia atual.
B. Deposição de sedimentos fluviais transportados por saltação.
C. Movimentos tectónicos ocorridos há cerca de 20 Ma.
D. Precipitação dos iões cálcio e bicarbonato.
E. Sedimentação de clastos que podem ter resultado da hidrólise de feldspatos.

6. Explique, tendo em conta o princípio da horizontalidade inicial, porque podemos afirmar que a
disposição das camadas, visíveis no cabo Espichel, ocorreu após a formação das rochas
sedimentares.

Texto B
Euphorbia pedroi (Trovisco de Espichel) é uma planta endémica da península de Setúbal, onde se
encontra circunscrita às arribas e escarpas marítimas de calcário, entre Sesimbra e o cabo Espichel.
É avaliada como “Em Perigo” por apresentar uma área de ocupação reduzida (32 km2), por estar
identificada apenas em três localizações e por se observar um declínio no tamanho da população
desta planta. De entre as diversas pressões a que a população está sujeita, destaca-se a predação

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de frutos e sementes por insetos e a destruição de plantas para a criação de vias de escalada, além
da mortalidade de plantas adultas que se tem vindo a agravar nos últimos anos. Os efeitos
combinados destas pressões poderão levar à diminuição da capacidade de regeneração em alguns
dos núcleos populacionais mais restritos, com consequente redução populacional no futuro.
O género a que esta planta pertence possui uma grande diversidade, integrando cerca de 2160
espécies. Em Portugal, para além deste endemismo, há mais duas espécies afins na ilha da
Madeira, a Euphorbia anachoreta e a Euphorbia piscatoria (figueira-do-inferno).
E. pedroi é uma espécie com proximidade filogenética com a espécie Euphorbia dendroides, uma
planta que não existe em Portugal, mas que é muito abundante em toda a costa do mar
Mediterrâneo.
Baseado em [Link]
e [Link] [consult. mar 2022]

7. Euphorbia pedroi e Euphorbia anachoreta são nomes científicos de eufórbias existentes em


Portugal, que pertencem à mesma
(A) espécie e ao mesmo género.
(B) ordem, mas não à mesma classe.
(C) espécie, mas não à mesma família.
(D) família e ao mesmo género.

8. Nas arribas calcárias do cabo Espichel, o trovisco e as outras plantas sujeitas a idênticas
pressões seletivas apresentam estruturas ____ que evidenciam processos de evolução ____.
(A) homólogas … divergente (C) homólogas … convergente
(B) análogas … convergente (D) análogas … divergente

9. Euphorbia pedroi apresenta um ciclo de vida_______ com meiose _______ .


(A) diplonte … pós-zigótica
(B) diplonte … pré-gamética
(C) haplodiplonte … pós-zigótica
(D) haplodiplonte … pré-espórica

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10. Estabeleça as correspondências possíveis entre as letras da coluna I e os números da coluna
II. Cada uma das afirmações deve ser associada apenas a uma das letras e todas as afirmações
devem ser utilizadas.

Coluna I Coluna II

(a) Classificações (1) Tem em conta as características ancestrais.


fenéticas (2) Analisam-se diagramas que ilustram as semelhanças.
(3) São classificações horizontais.
(b) Classificações
(4) Baseiam-se, essencialmente, em semelhanças moleculares.
filogenéticas (5) Estabelecem relações de parentesco ao longo do tempo.
(c) Ambas as (6) Mostram semelhanças entre as espécies.
classificações (7) Estabelece o grau de semelhança tendo em conta,
essencialmente, características morfológicas.

11. Euphorbia pedroi e Euphorbia piscatoria pertencem, inequivocamente, ao reino Plantae, porque
(A) são seres multicelulares com um elevado grau de diferenciação.
(B) são seres multicelulares fotossintéticos.
(C) têm nutrição autotrófica e possuem um elevado grau de diferenciação.
(D) são produtores e multicelulares.

12. Explique, tendo em conta a teoria sintética da evolução, a possibilidade de sobrevivência de


Euphorbia dendroides, face a uma possível alteração ambiental, ao contrário do que poderia
ocorrer com a Euphorbia pedroi.

Texto C
Na praia dos Lagosteiros observa-se o contacto entre o Cretácico e o Jurássico, constituídos por
litologias predominantemente calcárias. No topo da arriba norte podem ainda ser vistos calcários
recifais formados num ambiente de mar aberto.
Entre esta praia e o cabo Espichel encontram-se testemunhos da presença de dinossauros em
estratos inclinados que também contêm fósseis de bivalves, gastrópodes e algas, entre outros.
O trilho mais nítido da jazida dos Lagosteiros pertence a um dinossauro bípede. Este trilho, com
cerca de 50 metros de comprimento, apresenta 30 impressões de forma arredondada, onde não é
possível distinguir a morfologia da pata. Geralmente, este tipo de pegadas não definidas resultam
da pressão exercida diretamente pelas patas num estrato superior ao da superfície atualmente
exposta, a que se dá o nome de subimpressão ou pegada-fantasma. Este trilho está interrompido
por detritos que o separam em duas zonas, uma com catorze e a outra com dezasseis impressões.

Baseado em [Link] [consult. mar 2022]

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A

Figura 2. Praia dos Lagosteiros. A. Esquema geológico interpretativo (Q – Quaternário; M-P – Miocénico e Pliocénico;
C – Cretácico; J – Jurássico). B. Grupo de pegadas na jazida dos Lagosteiros.

13. Considere as seguintes afirmações, referentes à zona em estudo.


I. Através do princípio da sobreposição, podemos afirmar que os primeiros estratos a
depositarem foram os da zona do cabo Espichel.
II. Os fósseis de bivalves, gastrópodes e algas pertencem a organismos que viveram antes
do período Jurássico.
III. Na Jazida dos Lagosteiros são visíveis icnofósseis obtidos por moldagem.

(A) I é verdadeira; II e III são falsas.


(B) II é verdadeira; I e III são falsas.
(C) II e III são verdadeiras; I é falsa.
(D) I e III são verdadeiras; II é falsa.

14. Os fósseis de corais permitem a


(A) reconstituição do paleoambiente pela aplicação do princípio do atualismo.
(B) obtenção da idade relativa dos calcários através do princípio da inclusão.
(C) cronologia das camadas visíveis na praia dos Lagosteiros.
(D) correlação de idades com outros calcários recifais.

15. Antes da deposição da série sedimentar que forma as arribas da zona, tinham-se depositado
evaporitos. Estes depósitos evidenciam
(A) um clima quente e húmido e a ocorrência de sedimentação marinha.
(B) a formação de rochas detríticas em climas desérticos.
(C) a presença de zonas lagunares em climas quentes e secos sujeitos a evaporação.
(D) a formação de calcários e gesso em zonas de transição devido a processos de precipitação.

16. Explique em que medida a existência das pegadas de dinossauros é fundamental para a
reconstituição do paleoambiente em que as mesmas se formaram.

Página 60 de 80
Texto A
1. B
2. C
3. B
4. D
5. D, E, B, C, A.
6. Explica que, segundo o princípio da horizontalidade inicial, os sedimentos se depositam na
horizontal (A), formando estratos que depois sofrem diagénese, dando origem a rochas sedimentares (B)
que foram inclinadas pela tectónica (C).
A. O princípio da horizontalidade inicial refere que os sedimentos se depositam formando camadas
horizontais.
B. Após a sedimentação ocorre a diagénese e a consequente formação das rochas sedimentares.
C. Posteriormente, ocorrem movimentos tectónicos que provocam a inclinação dos estratos alterando a
sua posição inicial.

Texto B
7. D
8. B
9. D
10. (a) – (3), (7); (b) – (1), (4), (5); (c) – (2), (6).
11. C
12. Relaciona a variabilidade genética de uma população tendo em conta a teoria sintética da evolução
(A) e a maior possibilidade de sobrevivência de Euphorbia dendroides (B) perante uma alteração ambiental
(C).
A. A variabilidade genética de uma população deve-se à ocorrência de mutações e recombinação
génica resultantes da meiose e da fecundação.
B. As populações da espécie Euphorbia dendroides possuem um maior número de indivíduos e, por
isso, possuem uma maior variabilidade genética devido ao elevado fluxo de genes que ocorre na
fecundação.
C. Na espécie Euphorbia dendroides, a elevada diversidade de indivíduos aumenta a probabilidade de,
em caso de mudança ambiental, existirem indivíduos aptos para essas condições, garantindo a
sobrevivência da população. Pelo contrário, a espécie Euphorbia pedroi apresenta menor número de
indivíduos, logo menor diversidade genética e, por isso, menor capacidade de adaptação a alterações
ambientais.
13. D
14. A
15. C
16. Relaciona a existência das pegadas de dinossauros com a existência de um ambiente de
sedimentação (A), o que permite reconstituir o paleoambiente (B).
A. As pegadas são moldadas em sedimentos finos de uma lama calcária.
B. A existência das pegadas permite afirmar que o ambiente corresponderia a uma zona baixa
próximo do mar, onde estava a decorrer a sedimentação.

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Para estudar o processo de fossilização por mineralização de tecidos moles, como o tecido
muscular, investigadores simularam diferentes condições de decomposição de animais marinhos.
Organismos recentemente mortos do camarão Crangon crangon e do camarão Palaemun sp. foram
colocados em vários tubos de ensaio com 50 ml de água do mar, à qual se acrescentou sedimentos
do estuário do rio Tay (Escócia) e leveduras, fungos unicelulares anaeróbios facultativos. Os vários
tubos foram associados em quatro conjuntos, de A a D, e incubados a uma temperatura de 20 oC.
Amostras dos tecidos de camarão foram colhidas a partir do terceiro dia até à vigésima quinta
semana. As condições experimentais e os resultados encontram-se na tabela I.

Tabela I. Condições experimentais na simulação de fossilização por mineralização.

Tubos A Tubos B Tubos C Tubos D


Saturação 50% 50% 50% 0%
inicial em
oxigénio
Condições Expostos ao Selados com Selados em recipiente de alumínio com
experimentais oxigénio tampas que culturas bacterianas aeróbias, que
específicas atmosférico permitem a consomem oxigénio e libertam CO2
difusão lenta de
oxigénio
Resultados Restos decompostos de acordo com a Ocorrência de mineralização de parte dos
sequência-padrão em ecossistemas músculos a partir da segunda semana
“naturais”

A análise química dos vestígios mineralizados revelou a presença de fosfatos (P2O5) e de óxido de
cálcio (CaO).
Baseado em Briggs, D. & Kear, A. (1993). Fossilization of soft tissue in the laboratory. Science. 259, 1439-1142.

1. A ocorrência de mineralização no tubo C sugere que a saturação de oxigénio terá atingido


valores próximos de ____ , devido ao estabelecimento de um ambiente _____.
(A) 50% … aeróbio (C) 0% … anaeróbio
(B) 50% … anaeróbio (D) 0% … aeróbio

2. Os tubos A e B representam, respetivamente, ambientes


(A) marinhos e lagunares.
(B) de águas paradas e marinhos.
(C) lacustres e fluviais.
(D) fluviais e de elevado hidrodinamismo.

3. Considere as seguintes afirmações, referentes aos resultados experimentais.


I. Uma das variáveis independentes é a presença de oxigénio.
II. A mineralização dos músculos inicia-se pela precipitação de carbonato de cálcio.
III. Uma das condições necessárias à mineralização é a presença de água do mar.

(A) I é verdadeira; II e III são falsas.


(B) II é verdadeira; I e III são falsas.
(C) II e III são verdadeiras; I é falsa.
(D) I e III são verdadeiras; II é falsa.

4. Explique a importância dos tubos A e B para a fiabilidade dos resultados.

Página 62 de 80
1. C

2. A

3. A

4. Relaciona a existência dos tubos controlo (A) com a fiabilidade dos resultados e as conclusões
da experiência (B).

A. Os tubos A e B são tubos de controlo, cujos resultados podem ser comparados com os dos
grupos experimentais.

B. A comparação com os resultados nos tubos C e D permite aferir acerca da influência das
variáveis testadas na ocorrência da mineralização.

As três turfeiras da serra de Arga, Viana do Castelo, constituem uma área de 591 hectares e
fazem parte de um conjunto denominado “turfeiras atlânticas das montanhas do Noroeste
Ibérico”. Apresentam uma profundidade mínima de 30 cm e localizam-se a 800 m de altitude,
no topo granítico da serra. As mais antigas ter-se-ão formado há cerca de 10 000 anos,
embora a maioria apresente idade inferior (fig.1).

A turfa é um material negro constituído por uma mistura de restos de matéria orgânica vegetal
não decomposta, ou parcialmente decomposta, e minerais.

As turfeiras formam-se em locais onde a água se acumula, ou flui lentamente, e onde existe
uma diversidade de plantas características. A existência de determinadas condições
ambientais faz com que essas plantas não se decomponham totalmente e se misturem com
minerais clásticos, originando a turfa.

A turfa constitui um registo mais ou menos contínuo de sedimentos, vegetação e animais


depositados no lugar. É um “arquivo” no qual é possível interpretar, em cada nível da turfeira,
a história do desenvolvimento do ecossistema estabelecido na área.

As turfeiras são também uma das maiores reservas terrestres de carbono. Podem influenciar,
igualmente, a regulação microclimática, ao promover a formação de orvalho, geada e neblina.

A turfa é um importante recurso energético, utilizado como combustível doméstico em


diversas partes do mundo.

Baseado em [Link]
arga/segredos-da-terra-preta/ [consult. abr 2020]

Página 63 de 80
(B)
(A)

Figura 1. Turfeiras da serra de Arga. (A) Panorâmica da Chã


Grande, a maior das três turfeiras. (B) Esquema interpretativo da
evolução de uma turfeira.

1. A formação de turfa ocorre em locais

(A) sempre montanhosos, sendo considerada carvão.

(B) planos e resulta, unicamente, da acumulação de sedimentos detríticos.

(C) ligeiramente depressionados, sendo considerada um combustível fóssil.

(D) com muita vegetação e é considerada rocha detrítica.

2. A matéria orgânica depositada nas turfeiras evolui em ambientes com sedimentos

(A) finos e impermeáveis que conferem um ambiente anaeróbio.

(B) grosseiros e permeáveis que permitam a circulação de ar.

(C) muito porosos e permeáveis, já que permitem a circulação de água.

(D) pouco porosos e impermeáveis, permitindo somente um meio aeróbio.

3. Nas turfeiras podem formar-se rochas sedimentares

(A) biogénicas, como calcário conquífero.

(B) detríticas, como argilitos.

(C) quimiogénicas, como calcário.

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(D) evaporíticas, como gesso.

4. Os granitos da zona das turfeiras da serra de Arga estão sujeitos a processos de

(A) meteorização química por dissolução.

(B) alteração dos seus feldspatos, formando óxidos de ferro.

(C) alteração de minerais de quartzo por hidrólise.

(D) meteorização física por crioclastia.

5. Ordene as afirmações de A a E para reconstituir a sequência temporal dos acontecimentos


relativos a uma possível evolução de uma turfeira.

A. Perda de água e voláteis e enriquecimento máximo em carbono.

B. Deposição de sedimentos transportados pelo vento.

C. Início da diagénese por aumento da pressão e temperatura.

D. Formação de carvão betuminoso.

E. Formação de carvão com um menor grau de incarbonização.

6. Explique, tendo em conta a constituição principal da turfa, porque se pode considerar que
este material representa um processo de sequestro de carbono.

1. (C)

2. (A)

3. (B)

4. (D)

5. B – C – E – D – A.

6. Relaciona a constituição da turfa (A) e a permanência do carbono na sua constituição deixando de


circular nos subsistemas (B).

A. A turfa é constituída por restos de vegetais que têm carbono na constituição das suas
biomoléculas.

B. A permanência do carbono na turfa, sedimento biogénico, evita a sua circulação nos subsistemas
terrestres considerando-se assim que ocorre um processo de sequestro na formação deste
elemento.

Página 65 de 80
Texto 1
Na margem ocidental portuguesa afloram (A)
espessos depósitos marinhos e continentais do
Mesozoico. Estão relacionados com o processo
geodinâmico de pré-abertura do oceano Atlântico
e englobam o conjunto que compõe o enchimento
sedimentar da Bacia Lusitânica ou Lusitana (BL).
Esta bacia localiza-se na margem ocidental da
Placa Ibérica e pertence a uma família de bacias
criadas durante o processo de rifting do Atlântico
Norte, iniciado no final do Triásico e que se
concluiu no Cretácico Superior (fig.1A).
O Jurássico Inferior é representado pela fase inicial
do enchimento carbonatado da Bacia Lusitânica
(fig. 1B). Nas arribas das praias de S. Pedro de
Moel aflora uma espessa série margo-calcária (B)
pertencente ao Sinemuriano, que integra a
Formação de Coimbra.
Em S. Pedro de Moel, para além da Formação de
Coimbra, também se definem as de Água de
Madeiros, de Vale das Fontes, de Lemede e de S.
Gião, totalizando o intervalo compreendido entre o
Sinemuriano Inferior e o Toarciano Médio. As três
primeiras unidades mostram um registo
estratigráfico muito completo, enquanto as duas
mais recentes afloram de forma limitada, em
consequência da intensa fraturação existente na
região (fig. 1.C). (C)
Na base da Formação de Coimbra
encontram-se sedimentos argilo-
evaporíticos (Fm. de Dagorda), do
Triásico Superior – Hetangiano. A
unidade hetangiana é de natureza
gipsífera (gesso).

Figura 1. (A) Localização da Bacia


Lusitânica. (B) Divisões (andares) do
Triásico Superior e do Jurássico. (C) Mapa
litostratigráfico do Sinemuriano da Bacia
Lusitaniana.
Baseado em Duarte, L. V., Silva, R. L., Azerêdo, A. C., Paredes, R. & Rita, P. (2014). A Formação
de Coimbra na região de S. Pedro de Moel (Oeste de Portugal). Caracterização litológica, definição
litostratigráfica e interpretação sequencial. Comunicações Geológicas, 101, Especial I: 421-425

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1. As rochas carbonatadas de S. Pedro de Moel formaram-se por um processo de _____ de
substâncias dissolvidas na água, e por isso são classificadas de rochas _____.
(A) carbonatação … detríticas
(B) carbonatação … quimiogénicas
(C) precipitação … detríticas
(D) precipitação … quimiogénicas

2. Em áreas calcárias a meteorização _____ produz uma paisagem designada por modelado
cársico, onde é visível a terra rossa, devido à presença de frações _____ nos calcários.
(A) química … insolúveis
(B) química … solúveis
(C) física … insolúveis
(D) física … solúveis

3. Das formações calcárias que afloram na Bacia Lusitânica, podemos afirmar que a
Formação de
(A) Coimbra é a mais antiga, pelo princípio da horizontalidade inicial.
(B) Coimbra foi a primeira a depositar-se, pelo princípio da sobreposição dos estratos.
(C) Vale das Fontes é a mais recente, já que é a base da sequência.
(D) Água de Madeiros foi a única a depositar-se durante um determinado período de
tempo.

4. Estabeleça as correspondências possíveis entre as letras da coluna I e os números da


coluna II. Cada uma das afirmações deve ser associada apenas a uma das letras, e todas
as afirmações devem ser utilizadas.

Coluna I Coluna II
(a) Hidrólise (1) Ocorre em minerais ricos em ferro, em que este elemento cede
(b) Dissolução eletrões.
(c) Oxidação (2) Reação de substâncias com os iões H+ e OH- resultantes da
dissociação da água.
(3) Origina caulinite a partir de meteorização do feldspato potássico.
(4) Forma estruturas e cavidades como os algares e as grutas.
(5) Depende da polaridade da molécula da água para que
determinados iões sejam removidos da rede cristalina de um
mineral.
(6) Responsável pelo aparecimento de uma cor avermelhada
durante a meteorização.
(7) Responsável pela formação de minerais de argila em regiões
graníticas.

5. Explique, com base na coluna estratigráfica da figura 1C, a transição ambiental que ocorreu
entre a deposição da Formação da Dagorda e a de Coimbra.
1. (D)

2. (A)

Página 67 de 80
3. (B)

4. (a) (2), (3), (7); (b) (4), (5); (c) (1), (6).

5. Explica a existência de evaporitos com o ambiente de sedimentação da formação da Dagorda


(A) e a existência de calcários com o ambiente de sedimentação da Formação de Coimbra (B).

A. Os evaporitos formam-se em ambientes lagunares de climas quentes e secos sujeitos a forte


evaporação.

B. Os calcários da Formação de Coimbra depositaram-se num oceano pouco profundo, daí a


mudança de ambiente de sedimentação.

Texto 2
Do ponto de vista estrutural, as séries carbonatadas jurássicas de S. Pedro de Moel
encontram-se fortemente afetadas por uma tectónica diapírica (diapiro de S. Pedro de Moel),
facto que se salienta do ponto de vista geomorfológico na sua porção norte, através da
imponência das suas arribas (fig. 2A). O diapiro de S. Pedro de Moel é uma estrutura alongada
com direção NNE-SSW, cujos sedimentos argilo- (B)
-evaporíticos associados afloram imediatamente a norte
(Pedras Negras) e a sul (Praia da Senhora da Vitória) da
região de S. Pedro de Moel (fig. 2B); o diapiro é recoberto
por sedimentos mais recentes e depósitos eólicos (corpos
dunares formados por areias). Por vezes, os estratos
encontram-se atravessados por filões de rochas
magmáticas. Toda a área é afetada por intensa fraturação,
destacando-se, pela sua importância, as falhas.

Baseado em Duarte, L. V., Silva, R. L., Azerêdo, A. C., Comas-Rengifo,


M. J. & Filho, J. G. M. (2022). Shallow-water carbonates of the Coimbra
Formation, Lusitanian Basin (Portugal):contributions to the integrated
stratigraphic analysis of the Sinemurian sedimentary successions in the
western Iberian Margin. Comptes Rendus. Géoscience, 354(S3):89-106

(A)

Figura 2. (A) Visualização da inclinação dos estratos de S. Pedro de Moel. (B) Esquema interpretativo
da formação do diapiro (Fonte: Dias, P. A. C., Figueiredo, F. P. O. O., Lopes, F. C. S. C. (2020).
Modelação estrutural e gravimétrica da estrutura salífera de Monte Real, Leiria, Portugal.
Comunicações Geológicas, 107(especial I):99-103).

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6. Os filões de rochas magmáticas são mais _____ do que as camadas sedimentares, pela
aplicação do princípio estratigráfico da _____.

(A) recentes … inclusão


(B) recentes … interseção
(C) antigos … inclusão
(D) antigos … interseção

7. Pelo princípio da _____, podemos afirmar que a inclinação dos estratos em S. Pedro de
Moel ocorreu após a sua _____.
(A) continuidade lateral … sedimentogénese
(B) continuidade lateral … diagénese
(C) horizontalidade inicial … diagénese
(D) horizontalidade inicial … sedimentogénese

8. Analise as afirmações que se seguem, relativas aos acontecimentos que ocorreram em S.


Pedro de Moel. Reconstitua a sequência temporal dos acontecimentos mencionados,
colocando por ordem as letras que os identificam.
A. Início da erosão do corpo diapírico.
B. Deposição das camadas carbonatadas do Jurássico.
C. Deposição de sedimentos detríticos transportados pelo vento.
D. Formação do diapiro.
E. Ocorrência de falhas que afetaram os sedimentos evaporíticos.

9. De entre as frases seguintes, selecione as duas que estão relacionadas com a geologia da
área de S. Pedro de Moel, transcrevendo para a sua folha de respostas os números
romanos correspondentes.
I. As rochas carbonatadas e as evaporíticas formam-se por processos diferentes de
sedimentação.
II. Na formação das rochas evaporíticas, os primeiros minerais a precipitarem são os
menos solúveis.
III. O diapiro pode ter na sua constituição rochas ricas em halite, como o sal-gema.
IV. Todas as falhas representadas são mais antigas do que o diapiro.
V. O diapiro só se forma porque as rochas que o constituem são mais densas do que as
envolventes.

10. Faça corresponder a cada uma das descrições relativas a processos de meteorização
física, expressas na coluna I, à respetiva designação, na coluna II.

Coluna I Coluna II

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(a) Ocorre, geralmente, em regiões de grande (1) Haloclastia
altitude e elevada latitude. (2) Termoclastia
(b) Pode originar disjunção esferoidal em blocos. (3) Crioclastia
(c) Precipitação de sais minerais e consequente (4) Alívio da pressão
alargamento de fissuras. (5) Ação dos seres vivos

11. Tendo em conta os dois tipos de meteorização (física e química), explique porque é que
o alargamento de fissuras em calcários e em granitos, quando as rochas estão expostas
à superfície, é causada por processos diferentes.

6. (B)
7. (C)
8. E, B, D, A, C.
9. II e III
10. (a) – (3); (b) – (4); (c) – (1).
11. Relaciona a ocorrência de processos de meteorização química com o alargamento de
fissuras no calcário (A) e a ocorrência de processos de meteorização física com o alargamento
de fissuras no granito (B).
A. As fissuras nos maciços calcários vão alargando por dissolução, uma reação química
que ocorre entre o carbonato de cálcio e a água acidificada.
B. No granito, o alargamento das fissuras vai ocorrendo, essencialmente, pelos vários
processos de meteorização física (tais como a haloclastia, a crioclastia, a termoclastia e a
ação dos seres vivos).

Texto 3
O imenso registo geológico de natureza sedimentar na região de S. Pedro de Moel ostenta
variadíssimos tipos de estruturas e acumulações/construções de natureza microbiana,
bentónica (região do ambiente marinho situada próximo do fundo oceânico). Entre as diversas
estruturas, contam-se, no registo sedimentar, vários tipos de morfologias, onde se incluem os
estromatólitos (fig. 3A), que são depósitos microbianos laminados, estratiformes, em doma ou
colunares que resultaram da precipitação química carbonatada, associada à atividade de
microrganismos, onde se incluem as cianobactérias, conotados com um ambiente claramente
marinho, mas de baixa coluna de água. Há registos de estromatólitos em várias partes do
mundo relacionados com vários períodos geológicos.
A esta fácies sobrepõe-se uma sucessão de calcários mais ou menos bioclásticos e
extremamente fossilíferos. Entre estes destacam-se lumachelas (rochas sedimentares,
carbonatadas, formadas por conchas ou carapaças de organismos marinhos) de bivalves de
gasterópodes e do icnogénero Rhizocorallium (tocas feitas por animais que vasculhavam o
sedimento em busca de comida) (fig. 3B). Este registo resulta de um aumento gradual do nível
do mar, que tem o seu auge expresso na porção mais margosa e mais rica em matéria
orgânica e em amonoides da Formação de Coimbra. A prevalência de condições salinas e de

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clara influência marinha é atingida na parte superior da unidade, evidenciada pela ocorrência
de uma grande diversidade de braquiópodes (animais solitários, exclusivamente marinhos e
bentónicos).
Baseado em Duarte, L. V. & Azerêdo, A. C. (2022). A atividade microbiana no processo sedimentar, Revista
Ciência Elementar, 10(2): 029. Disponível em [Link]

Figura 3. Estruturas fossilíferas em S. Pedro de Moel. (A) Estromatólitos. (B) Rhizocorallium.

12. As lumachelas podem ser classificadas de rochas sedimentares _____, tal como o _____.
(A) detríticas … arenito (C) biogénicas … calcário recifal
(B) quimiogénicas … travertino (D) evaporíticas … gesso

13. Durante a deposição das camadas calcárias da Formação de Coimbra, ocorreu uma
_____ marinha, verificando-se, por isso, um _____ da linha de costa.

(A) transgressão … recuo


(B) transgressão … avanço
(C) regressão … recuo
(D) regressão … avanço

14. Os estromatólitos são fósseis


(A) de idade, já que estão restritos a uma estreita distribuição estratigráfica.
(B) de fácies, pois formaram-se em condições ambientais marinhas.
(C) que podem ser usados na aplicação do princípio da identidade paleontológica.
(D) que permitem deduzir o paleoambiente pela aplicação do princípio do atualismo.

15. Explique de que modo a existência de Rhizocorallium nos pode fornecer informações
sobre o tipo de ser que a construiu.
1. (C)

2. (A)

3. (D)

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4. Explica que a formação Rhizocorallium é um icnofóssil (A), relacionando-o com o ser
que não fossilizou (B), permitindo, assim, a possibilidade de ficar a conhecer o ser (C).

A. A formação Rhizocorallium é um icnofóssil, mostrando a atividade de um ser no


passado.

B. Os icnofósseis, muitas vezes, têm origem em seres vivos que não fossilizaram, sendo
o único registo da atividade desse ser.

C. Os vestígios da atividade deixados pelos seres permitem-nos ficar a saber o seu modo
de vida e inferir sobre a sua possível morfologia.

Grupo II

Os primeiros fósseis de vida macroscópica complexa de que há registo ocorrem num restrito
conjunto de locais onde se encontram rochas de idade Pré-Câmbrica (Ediacarano). Consistem
em moldes excecionalmente bem preservados, que são revestidos externamente por
depósitos ricos em sílica (SiO2). Na maioria das ocorrências, a presença destes fósseis é
duplamente surpreendente, pois trata-se de vestígios de organismos constituídos
exclusivamente por partes moles, preservados frequentemente em arenitos. Se, por um lado,
as partes moles são de difícil conservação, a textura relativamente grosseira dos arenitos não
estabelece, à partida, as condições ideais à preservação.
Trabalhos recentes indiciam que as altas concentrações de sílica dissolvida (SiD) nos
oceanos do Ediacariano podem ter criado condições que favoreceram a preservação dos
tecidos moles. Admite-se que terá ocorrido precipitação de cimentos de sílica, que envolveram
os restos orgânicos e tomaram a sua forma previamente à decomposição.
Na tabela 1 encontram-se as condições experimentais a que foram sujeitos restos de
medusas do género Phymanthus depositados em diferentes condições ambientais. Em alguns
dos grupos foram acrescentadas cianobactérias e/ou algas dos géneros Fischerella,
Anabaena, Vaucheria e Spirogyra, isoladas ou em associação.
No fim da experiência 11 foi possível visualizar estruturas de conservação compatíveis com
as estruturas fósseis da fauna ediacariana.

Tabela 1. Condições experimentais dos ensaios de conservação de tecidos moles


Condições experimentais SiD (mM) Areia Phymanthus Algas/ cianobactérias Tampão** (ml)
1 Phymanthus 0 – + – 2
2 Phymanthus + areia 0 + + – 2
3 SiD + areia 2 + – – 2
4 SiD + Fischerella + areia 2 + – + 2
5 SiD + Anabaena + areia 2 + – + 2
6 SiD + Vaucheria + areia 2 + – + 2
7 SiD + Spirogyra + areia 2 + – + 2
8 SiD + Phymanthus 2 – + – 2
9 SiD + Phymanthus + areia 2 + + – 2
10 SiD + areia + biofilme* 2 + – + 2

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Condições experimentais SiD (mM) Areia Phymanthus Algas/ cianobactérias Tampão** (ml)
11 SiD + Phymanthus + areia + biofilme* 2 + + + 2
SiD – sílica em solução.
*Biofilme – proporções iguais de Fischerella, Anabaena, Vaucheria e Spirogyra.
**Tampão – solução que mantém constante o pH do meio durante o decurso da experiência.

Baseado em Slagter et al. (2022). Biofilms as agents of Ediacara‑style fossilization.


Nature Scientific Reports, 12:8631. Disponível em [Link]

1. Com a experiência, pretendeu-se testar o contributo


(A) de microrganismos na fossilização de tecidos moles.
(B) de Anabaena na precipitação de sílica.
(C) da areia como fonte de sílica.
(D) da variação do pH na fossilização.

2. De acordo com os dados da experiência, a precipitação da sílica foi ______ pela presença
de biofilmes, a que se seguiu um processo de fossilização por _______.
(A) intensificada … mineralização (C) diminuída … mineralização
(B) intensificada … moldagem (D) diminuída … moldagem

3. Explique a importância da adição de solução-tampão aos vários grupos para a fiabilidade


dos resultados.

1. (A)
2. (B)
3. Relaciona as prováveis reações com alterações do pH (A), com a manutenção do pH, com
a adição da solução-tampão (B) e a necessidade de se manter constantes as variáveis que
não estão a ser testadas (C).
A. As reações em alguns dos grupos experimentais poderiam mudar o pH do meio.
B. A adição do tampão mantém o pH constante.
C. Garantia que só há alteração da variável testada.

Grupo III

As argilas são um grupo de minerais com estrutura molecular específica, quimicamente


definidas com corpos com silício, oxigénio e alumínio, muito estáveis nas condições de
exposição subaérea. Quando húmidas, as argilas deixam-se moldar, mas, após cozedura a
temperaturas elevadas, passam a rígidas e impermeáveis. Esta característica torna as argilas
um material de excelência na produção de materiais cerâmicos como loiças, materiais de
construção e equipamento sanitário. Das várias argilas existentes, assume importância
económica relevante a caulinite. Diferentes conjuntos argilosos terão diferente utilidade,
sendo importante uma caracterização física prévia destes materiais.

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Na região de Tábua
foram cartografadas
e caracterizadas as
argilas aí
ocorrentes.
Descobriu-se que
ocorrem duas
unidades
sedimentares, a
Unidade Superior e MNA – minerais
não argilosos
a Unidade Inferior,
C – Caulinite
com diferenças I – Ilmenite
suficientemente E-int – esmectite
interestratificada
marcadas que
justificam diferentes
usos para essas
argilas (fig. 4).
Figura 4. Localização da área em estudo
e resultados da análise à fração argilosa.

Baseado em Lisboa, Carvalho & Oliveira. (2011). Cartografia e caracterização tipológica de


argilas comuns na região de Tábua (Portugal). In Berrezueta Alvarado & Dominguez-Cuesta
(Eds.), Técnicas aplicadas a la caracterización y aprovechamiento de recursos geológicos-
mineros. II: 183-193. Oviedo: Instituto Geológico y Minero de España

1. A determinação rigorosa da dureza relativa de 2,5 da caulinite implicou o recurso a


(A) minerais da metade superior da escala de Mohs.
(B) minerais da metade inferior da escala de Mohs.
(C) materiais de uso corrente, como metais.
(D) materiais de uso corrente, como placa de porcelana.

2. Por ter cor branca a vermelha/castanha e produzir superfícies planas que se repetem no
espaço, a caulinite é um mineral
(A) idiocromático sem clivagem. (C) idiocromático com clivagem.
(B) alocromático sem clivagem. (D) alocromático com clivagem.

3. O parâmetro “cor das argilas” é de natureza ______, e a “dureza” é de natureza ________.


(A) mecânica … mecânica (C) ótica … ótica
(B) mecânica … ótica (D) ótica … mecânica

4. Selecione a opção que classifica corretamente as afirmações seguintes:


I. A Unidade Inferior contém menos de 30% de minerais não argilosos.
II. Em parte das amostras, a ilite chega a atingir 50% do total de minerais.
III. As granulometrias das duas unidades são equivalentes.

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(A) II e III são verdadeiras; I é falsa.
(B) I é verdadeira; II e III são falsas.
(C) I e II são verdadeiras; III é falsa.
(D) II é verdadeira; I e III são falsas.

5. A maior absorção de água pelas argilas da Unidade Superior, significa que


(A) estas são mais leves quando saturadas.
(B) demoram mais tempo a ficar impermeáveis durante a cozedura.
(C) a sua plasticidade será menor do que as da Unidade Inferior.
(D) os solos associados são menos húmidos.

6. A eventual descoberta, na região, de vestígios arqueológicos cerâmicos sem a argila


esmectite permite concluir que
(A) a fonte dos materiais é a Unidade Superior.
(B) a fonte dos materiais são os estratos mais antigos.
(C) os achados têm elevada plasticidade.
(D) houve mistura de argilas das duas unidades.

7. Tendo em conta o conceito de mineralógico de argila e o conceito usado na divisão


granulométrica de sedimentos, justifique a dualidade de critérios usada na classificação
destes materiais.

1. (B)

2. (D)

3. (D)

4. (A)

5. (B)

6. (A)

7. Relaciona a definição de mineral com a composição química (A) e a classificação das


argilas como sedimentos (B), justificando a dualidade de critérios (C).

A. Em mineralogia, as argilas são minerais com Si, O e Al.

B. Nos sedimentos, as argilas são a fração mais pequena dos mesmos.

C. Assim, há dois critérios diferentes que podem ser usados na sua classificação, o de
mineral e o de sedimento.

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Na Rua Sampaio Bruno, em Campo de Ourique (Lisboa), é possível encontrar um
geomonumento que nos permite fazer uma viagem no tempo, até um passado tropical de Lisboa.
Datado do Aquitaniano (Miocénico Inferior), terá uma idade compreendida entre 21 Ma e 23 Ma.

O afloramento de calcário com fósseis de briozoários (invertebrados marinhos construtores de


recifes, à semelhança dos corais), nesta rua em Campo de Ourique, representa um precioso
testemunho do passado geológico da região onde, mais de 20 milhões de anos depois, surgiu a
cidade de Lisboa. Nessa altura, havia aqui um mar litoral, de pequena profundidade, com águas
tépidas e muito límpidas, favorável ao desenvolvimento de um ambiente recifal. A proteção e
valorização deste e de outros geomonumentos existentes na cidade e a sua colocação ao serviço
do público, como bens culturais e pedagógicos de reconhecido interesse na área das Ciências
da Terra, resultaram de um protocolo estabelecido entre a Câmara Municipal de Lisboa e o Museu
Nacional de História Natural. Podemos observar um nível de calcário argiloso onde se destacam
concreções carbonatadas (saliências) que correspondem a colónias semiesféricas de briozoários
com alguns centímetros de diâmetro. O regime de agitação marinha da época levava a que estas
colónias se movimentassem em vaivém, por rolamento, nos fundos, à semelhança do que sucede
com os sedimentos, conduzindo ao aspeto de estratificação entrecruzada visível no afloramento.
Subjacente a este nível existe uma camada de natureza argilosa que terá sido explorada como
barreiro (exploração de barros) pela antiga Cerâmica Lisbonense.
Referências [Link]
Consultado em 26/12/ 2020

Figura 1 – Geomonumento de Sampaio Bruno (Lisboa).

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1. Ordene as letras de A a E de modo a reconstituir a sequência cronológica de acontecimentos
relacionados com a formação das rochas do geomonumento na Rua Sampaio Bruno, em
Lisboa.
A – Regressão com alteração do paleoambiente marinho de pequena profundidade.
B – Deposição de sedimentos detríticos muito finos.
C – Transporte de fragmentos de briozoários.
D – Compactação dos sedimentos em ambiente marinho.
E – Cimentação carbonatada com fragmentos de conchas e material argiloso.

2. O estudo dos briozoários permite a reconstituição de paleoambientes. Os briozoários


requerem condições de sobrevivência ________ específicas, sendo, por isso, considerados
bons fósseis de ________.
(A) pouco (…) idade (C) pouco (…) fácies
(B) muito (…) idade (D) muito (…) fácies

3. Os fósseis de briozoários do geomonumento da Rua Sampaio Bruno correspondem a


moldes do corpo do organismo, cavados ou salientes na rocha. São, por isso,
(A) impressões. (C) marcas.
(B) mineralizações. (D) icnofósseis.

4. Na Terra, entre as rochas sedimentares formadas existem calcários de origem ________,


porque o CO2 é ________ por alguns animais no processo de formação do seu exoesqueleto.
(A) quimiogénica (…) libertado (C) biogénica (…) libertado
(B) quimiogénica (…) fixado (D) biogénica (…) fixado

5. Faça corresponder a cada uma das descrições relativas à estratigrafia, expressas na coluna
I, à designação correspondente na coluna II.

Coluna I Coluna II

(a) Numa sequência não deformada de estratos, aqueles


que se encontram no topo são mais recentes. 1 – Princípio da inclusão
(b) Torna possível a identificação de idades relativas 2 – Princípio da interseção
entre um filão e as rochas que este atravessa. 3 – Princípio da sobreposição
(c) A ocorrência de balastros graníticos no seio de 4 – Princípio da continuidade lateral
sedimentos marinhos mostra que estes sedimentos 5 – Princípio da horizontalidade inicial
são posteriores à formação do granito.

6. Em determinados locais nos arredores de Lisboa, é possível observar sequências de rochas


magmáticas com alternância de escoadas basálticas e de leitos de piroclastos. Nestas áreas,
onde aflora o Complexo Vulcânico de Lisboa, ocorrem aquíferos cativos. Refira quais as
características de um aquífero cativo e explique em que litologias deste complexo é
expectável encontrar uma maior porosidade.

7. Subjacente ao nível onde se encontram os briozoários, existe uma camada de natureza


argilosa que terá sido explorada como barreiro pela antiga Cerâmica Lisbonense.
As argilas são sedimentos (a) considerados como sendo recursos (b) , classificados como
(c).

(a) (b) (c)

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1. biogénicos 1. minerais 1. não metálicos
2. quimiogénicos 2. energéticos 2. metálicos
3. detríticos 3. hidrológicos 3. energéticos

1. B – C – D – E – A
2. Opção D.
3. Opção A.
4. Opção D.
5. (a) 3; (b) 2; (c) 1.
6. Um aquífero cativo está limitado a topo e a base por
camadas de rochas impermeáveis. A recarga é lenta porque
não ocorre por toda a superfície do terreno, a água tem uma
pressão superior à pressão atmosférica e o nível hidrostático
varia pouco com as estações do ano.
Os níveis piroclásticos por serem fragmentos formam
litologias com elevada porosidade onde pode ocorrer
acumulação de água.
7. (a) 3; (b) 1; (c) 1.

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