História de Mikage ( Porque o mestre é pau mole )
??? não era um ser comum. Nascido de uma energia arcana, ele tomou a forma de um
corpo humano que encontrou nas profundezas de uma floresta. Não havia memórias,
não havia passado. ??? despertou em uma clareira, cercado por árvores e o canto de
pássaros. Seus primeiros passos foram com dificuldade, suas mãos explorando o
terreno com a fascinação de uma criança. Ele não compreendia as palavras e sons
que sussurravam ao seu redor. Ao se aventurar para fora da floresta, ??? encontrou
uma pequena cidade. Ele se escondeu nas sombras, observando os habitantes com
olhos arregalados. As crianças brincavam, os adultos trabalhavam, e as vozes deles
eram como uma melodia estranha. ??? tentou imitar seus gestos, seus sorrisos, mas
quando se aproximava, os humanos recuavam, assustados pelo seu comportamento
estranho.
Um dia uma mulher chama Aya estava colhendo flores perto da borda da floresta
quando avistou um ser estranho. Sua beleza celestial e a aura que emanava dele a
deixaram sem palavras, e a visão de suas asas brilhantes e sua aréola de luz a
encheu de uma sensação de reverência quase mística. Aya hesitou por um momento,
o coração batendo forte com a realização de que estava diante de algo
verdadeiramente extraordinário.
Ela deu um passo hesitante em direção a ???, tentando não assustá-lo. No entanto,
ao notar sua aproximação, ??? reagiu com uma expressão de pânico, seu corpo se
encolhendo e seus olhos cheios de terror. Aya parou e se agachou, o medo e a
compaixão se misturando em seu olhar. Com uma voz suave e tremendo de emoção,
ela falou, tentando alcançar a essência de seu encontro mágico. "Você… você é como
um anjo, algo que nunca imaginei ver.
??? olhava para ela com uma mistura de confusão e medo. Aya, percebendo que suas
palavras não eram compreendidas, fez um gesto de calma, abrindo os braços em um
gesto que transmitia paz e acolhimento. "Vou te dar um nome," continuou Aya, a voz
carregada de uma emoção sincera. "Vou te chamar de Mikage eu acho que combina
com você em nossas histórias antigas. Acho que é o que você representa." Enquanto
Aya falava, o nome "Mikage" parecia flutuar no ar, como uma promessa de aceitação e
compreensão. Mikage repetiu o nome lentamente, seus lábios formando a palavra com
um toque de dúvida, mas também com um brilho de esperança. "Mikage."
Mikage, começando a sentir a bondade no gesto de Aya, começou a relaxar, sua aura
tremendo com um vislumbre de confiança. Ele olhou para Aya, sentindo a força da sua
empatia e o calor da sua presença. A barreira de medo estava começando a se
desfazer, substituída por uma pequena, mas crescente, sensação de pertencimento.
Aya, percebendo a simplicidade e inocência dele, começou a visitá-lo algumas vezes,
ensinando-lhe palavras e [Link] sua orientação, Mkage começou a aprender os
princípios básicos de convivência.
Assi ele teve que praticar sozinho, imitando as falas que ouvia, tentando formar sons e
frases. Às vezes, ele encontrava pequenos grupos de crianças brincando na floresta e
as observava de longe, copiando seus jogos e risadas, embora muitas vezes sem
entender o propósito. Miguel não entendia o conceito de certo e errado. Sua
curiosidade e instinto o guiavam, levando-o a cometer atos que assustavam os
humanos. Ele podia, sem perceber, roubar alimentos ou entrar nas casas em busca de
objetos brilhantes que chamavam sua atenção. As pessoas começaram a vê-lo como
um espírito perturbador, uma presença que trazia desconforto. Cada interação falha
era uma lição para Miguel. Ele começou a perceber que certas ações causavam medo
e que precisava ser mais cuidadoso. Aprendeu a se aproximar devagar, a sorrir e
acenar antes de falar. Com o tempo, alguns humanos começaram a tolerar sua
presença, embora ainda o vissem como uma figura estranha e enigmática. Ana se
tornou sua guia e amiga, ajudando-o a entender as complexidades das emoções
humanas e as regras sociais. Com seu apoio, Miguel começou a encontrar seu lugar
no mundo, mesmo que de forma lenta e gradual. Ele continuou a vagar pelo mundo,
sempre observando, sempre aprendendo, sonhando com o dia em que poderia
finalmente viver entre os humanos, não mais como um estranho, mas como um deles.