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Importância da Prece no Espiritismo

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CURSO PREPARAT�RIO ESPIRITISMO

FEDERA��O ESP�RITA DO ESTADO DE S�O PAULO


�REA DE ENSINO
4 AULA
VALOR DA PRECE. PERSEVERAN�A. HOR�RIO DOS TRABALHOS

Valor da Prece

"E quando orardes, n�o imiteis os hip�critas que costumam exibir-se, orando
em p� nas sinagogas e nos cantos das ruas, para serem vistos pelos homens; em
verdade vos digo que eles j� receberam a sua recompensa. Mas, quando orardes,
entrai no vosso quarto e, fechada a porta, orai a vosso Pai em secreto; e vosso
Pai, que v� o que se passa em secreto, vos recompensar�. E quando orardes n�o
faleis muito, como fazem os gentios, que pensam que � pelo muito falar que ser�o
ouvidos. N�o vos torneis, pois, semelhantes a eles; porque vosso Pai sabe o que �
necess�rio, antes mesmo que lho pe�ais."(Mateus, VI, 5 a 8.)
"Por isso vos digo: tudo o que pedirdes, orando, crede que o haveis de obter,
e ser-vos-� dado. Mas, quando vos puserdes em ora��o, se tiverdes alguma coisa
contra algu�m, perdoai-lha, para que tamb�m vosso Pai, que est� nos c�us, vos
perdor os vossos pecados. Pois, se v�s n�o perdoardes, tamb�m vosso Pai, que est�
nos c�us, n�o vos perdoar� os vossos pecados."(Marcos, XI, 24 a 26.)
"E prop�s tamb�m esta par�bola a alguns que confiavam em si mesmos, como se
fossem justos, e desprezavam os outros. Subiram dois homens ao templo para orar; um
era fariseu, o outro publicano. O fariseu, posto em p�, orava no seu interior desta
forma: Gra�as te dou, � Deus, que n�o sou como os demais homens, que s�o ladr�es,
injustos e ad�lteros, nem como este publicano. Jejuo duas vezes na semana e pago o
d�zimo de tudo o que possuo. O publicano, por�m, mantendo-se a dist�ncia, n�o
ousava sequer levantar os olhos para o c�u, mas batia no seu peito, dizendo;
� Deus, tem piedade de mim pecador. Digo-vos que este voltou
justificado para sua casa, e n�o o outro, porque todo o que se exalta ser�
humilhado, e todo o que se humilha ser� exaltado."(Lucas, XVIII, 9 a 14.)
As qualidades da prece foram, assim, distintamente definidas por Jesus,
quando nos recomendou que, ao orarmos, n�o procur�ssemos exibir-nos, mas que o
fiz�ssemos sem afeta��o, em segredo, com simplicidade e sem muitas palavras, porque
n�o ser� pelo muito falarmos que seremos ouvidos, mas pela sinceridade com que
fizermos a prece. Se tivermos algum ressentimento contra algu�m, devemos perdo�-lo
antes de orarmos, porque somente ser� agrad�vel a Deus a prece dita com f�, com
fervor e sinceridade, plena de caridade com o pr�ximo. Na prece devemos tomar uma
atitude humilde como a do publicano e n�o orgulhosa como a do fariseu.
Muitos contestam a efic�cia da prece sob a alega��o de que, conhecendo Deus
as nossas necessidades, ser� sup�rfluo que lhas exponhamos, acrescentando ainda que
as nossas s�plicas n�o podem modificar os des�gnios de Deus, j� que todo o Universo
se encadeia por leis eternas e imut�veis. Compreendemos e concordamos que as leis
de Deus s�o eternas e s�bias e devem ser cumpridas, por�m, nem todas as
circunst�ncias de nossa vida est�o submetidas � fatalidade. Somos senhores de um
livre arb�trio relativo para dele fazermos uso e tomarmos iniciativa, e se Deus nos
deu racioc�nio e intelig�ncia foi para que deles nos serv�ssemos, assim como da
vontade para querermos e da atividade para agirmos. De nossa iniciativa se originam
acontecimentos que escapam for�osamente � fatalidade e que nem por isso destroem a
harmonia das leis universais; assim Deus pode aceder a certos pedidos sem infirmar
a imutabilidade das leis que regem o conjunto, dependendo sempre isso do
assentimento de Sua vontade.
Seria il�gico tamb�m concluir que basta pedirmos, para obtermos tudo o que
quisermos. Invariavelmente obteremos resposta para as nossas s�plicas, por�m a
concess�o nem sempre vem de acordo com nossos desejos, ou melhor, a imperfeita
compreens�o que temos das nossas verdadeiras necessidades nos leva a concluir,
erradamente, sobre a n�o-satisfa��o dos nossos pedidos.
"A prece � um ato de adora��o. Orar a Deus � pensar Nele; � aproximar-se
Dele; � p�r-se em comunica��o com Ele, tr�s coisas podemos propor-nos por meio da
prece: louvar, pedir, agradecer."( O Livro dos Esp�ritos, perg. 659.)
Devemos orar no come�o e no fim de cada sess�o: no come�o para elevarmos
nossas almas e atrairmos os esp�ritos esclarecidos e bons, e no fim, para
agredecermos os benef�cios e ensinos que houvermos recebido.
Seja a nossa prece curta, humilde e fervorosa, muito mais um transporte do
nosso cora��o do que uma f�rmula decorada. A prece, para ser eficaz, n�o deve ser
uma recita��o, mas um ato de vontade capaz de atrair as boas vibra��es do Plano
Espiritual e as irradia��es do Divino Foco.
A prece deve ser improvisada de prefer�ncia, porque assim a preocupa��o do
que estamos dizendo mais depressa prende a nossa aten��o e favorece o nosso
desprendimento. Deve ser curta. N�o � a quantidade de palavras que representa o
verdadeiro sentimento da criatura.
"A prece deve ser cultivada, n�o para que sejam revogadas as disposi��es da
lei divina, mas a fim de que a coragem e a paci�ncia inundem o cora��o da fortaleza
nas lutas �speras, por�m necess�rias. A alma, em se voltado para Deus, n�o deve Ter
em mente sen�o a humildade sincera na aceita��o de sua vontade
superior."("Emmanuel" p�gina. 19.)
"Ningu�m pode imaginar, enquanto na Terra, o valor, a extens�o e a efic�cia
de uma prece, nascida na fonte viva do sentimento."("Mediunidade no Lar", mensagem
de Emmanuel.)
Ora��o Dominical - De todas as preces, o "Pai Nosso", ou ora��o dominical, �
a que por consenso comum ocupa o primeiro lugar, quer porque foi ensinada pelo
pr�prio Mestre, quer porque a todas pode substituir, conforme o pensamento que se
lhe atribui. � o mais perfeito modelo de concis�o, verdadeira obra-prima de
sublimidade em sua simplicidade. Apesar de breve, resume nas suas sete proposi��es
todos os deveres do homem para com Deus, para consigo mesmo e para com o pr�ximo; �
uma profiss�o de f�, um ato de adora��o e de submiss�o, o pedido de coisas
necess�rias � vida e o princ�pio da caridade.

"Pai nosso que estai no C�u, santificado seja o vosso nome. Venha a n�s o
vosso Reino, seja feita a vossa vontade, assim na Terra como no C�u. O p�o nosso,
de cada dia, da�-nos hoje. Perdoai as nossas d�vidas, assim como n�s perdoamos aos
nossos devedores. N�o nos deixeis cair em tenta��o, mas livrai-nos do mal. Assim
seja."(Mateus, VI, 9 a 13.) (Em Lucas, acrescenta-se: "Pois vossos s�o o reino, o
poder e a gl�ria.")

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