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Teoria das Manifestações Físicas Espíritas

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CURSO DE EDUCA��O MEDI�NICA

"Teoria das Manifesta��es F�sicas"


Federa��o Esp�rita do Estado de S�o Paulo
�rea de Ensino
Edi��es FEESP

"Demonstrado pelo racioc�nio e pelos fatos, a exist�ncia dos Esp�ritos, assim


como a possibilidade de agirem sobre a mat�ria, devemos agora saber como se efetua
essa opera��o e como eles agem para mover as mesas e corpos inertes."(LM, 2.a
parte, cap. IV, item 72)

Quando se conhecem a natureza dos Esp�ritos, as propriedades semimateriais do


Perisp�rito, a a��o mec�nica que podem exercer sobre a mat�ria, a atua��o deles nas
apari��es, como no caso das m�os flu�dicas e at� mesmo tang�veis que pegam objetos
e os carregam, fica sempre a pergunta: qual a necessidade de m�diuns? O Esp�rito
n�o poderia agir sozinho?

O Esp�ritos de S�o Luiz explicou:

"O Fluido Universal � o pr�prio elemento universal; � o princ�pio elementar


de todas as coisas. � a fonte que anima a mat�ria. (LM, cap. IV, item 74, par 6). O
fluido el�trico � um dos seus elementos."

Para encontr�-lo na sua simplicidade absoluta seria preciso remontar aos


Esp�ritos puros. No mundo terreno est� modificado para formar todos os corpos
f�sicos. O mais pr�ximo dessa simplicidade � o fluido magn�tico animal. "As teorias
cient�ficas atuais, no campo da Fisiologia e da Psicologia, tentam negar a
exist�ncia do fluido magn�tico. A palavra fluido tornou-se uma heresia cient�fica.
Mas o Espiritismo a conserva e j� agora estamos vendo a sua volta ao campo
cient�fico sob outras formas, como na teoria f�sica de campo, na dos el�trons
livres e assim por diante." (Nota de Herculano Pires, item 74, par 5).

� do fluido do planeta em que vai reencarnar que o Esp�rito tira elementos


para formar o seu Perisp�rito; por isso, apresenta uma esp�cie de condensa��o que,
certa maneira, o aproxima da mat�ria propriamente dita, mas n�o possui todas as
suas propriedades. Sua condensa��o � maior ou menor, segundo a natureza dos Mundos.

Combinando, portanto, uma por��o do Fluido Universal com o fluido que se


desprende do m�dium, para esses efeitos, o Esp�rito pode mover um corpo s�lido. Ele
o envolve com mat�ria flu�dica, dando-lhe uma vida fact�cia ou artificial. Assim,
ele o atrai e o movimenta, sob a influ�ncia do seu pr�prio fluido, emitido pela
sua vontade. Se o objeto � muito pesado para ele, pede ajuda a outros esp�ritos da
sua condi��o, sempre inferior, pois ainda n�o est�o suficientementes livres das
influ�ncias materiais. O Esp�rito propriamente dito n�o pode agir sobre a mat�ria
grosseira sem um liame que o ligue a ela; esse liame � seu Perisp�rito que, bem
compreendido, � a chave de todos os fen�menos esp�ritas materiais.

Os Esp�ritos superiores n�o se ocupam em produzir esses efeitos; eles possuem


a for�a moral, e, quando necessitam deles, se servem dos Esp�ritos inferiores que
possuem a for�a f�sica, como os homens se servem de carregadores. Observa Kardec
que a densidade do Perisp�ritos varia de acordo com a natureza dos mundos e segundo
os indiv�duos. Nos seres moralmente adiantados � mais sutil; nos inferiores, mais
pr�ximos da mat�ria, isso lhes d� as ilus�es da vida terrena.

Essa densidade do Perisp�rito estabelece maior afinidade com a mat�ria e o


torna mais apto para as manifesta��es f�sicas.
Nesses fen�menos, o m�dium participa consciente ou inconscientemente, doando,
por sua vontade ou a sua revelia, seu fluido magn�tico animal.

N�o se deve esquecer, todavia, de que esse fen�meno extingue-se com o fim da
a��o e at�, muitas vezes, antes que a a��o termine, quando a quantidade de fluido
n�o for suficiente para animar o corpo s�lido.

Afirma Herculano Pires (item 74, par 14) de "O Livro dos M�diuns", que "isto
explica as interrup��es inesperadas de comunica��es. A falta de fluido faz a mesa
cessar de mover-se, como se o Esp�rito comunicante se houvesse ausentado".

Nestes fen�menos, a causa preponderante � o Esp�rito, e o fluido � o seu


instrumento. Complementa Herculano que "um bast�o na m�o � animado por esta
facticiamente, mas quando lan�ado ao ch�o n�o tem vida. No mundo espiritual, os
objetos s�o de outra natureza. A m�o pode pegar um bast�o e moviment�-lo, mas o
pensamento n�o. Misturando o fluido animal do m�dium com o fluido universal do
Esp�rito, temos um pouco da natureza humana e um pouco da espiritual, formando um
elemento intermedi�rio". Diz, ainda: "Os parapsic�logos Wathelu Carington e G.S.
Soal, em sess�o realizada na Universidade de Cambridge, na Inglaterra, obtiveram o
fen�meno de voz direta, com levita��o do megafone. A comunica��o foi interrompida
em meio, sem que eles pudessem explicar o motivo. Como vemos nestas explica��es,
deve Ter sido a falta de fluido ectopl�smico".

A produ��o desses efeitos e a pot�ncia deles dependem do organismo e da maior


ou menor facilidade na combina��o dos fluidos e da simpatia do m�dium com o
Esp�rito que com ele se une para esse a��o.

Esclarecem os Esp�ritos (LM, cap. IV, item 74, par 19) que "esta pot�ncia,
como a dos magnetizadores, � maior ou menor. Encontramos, nesse caso, pessoas
inteiramente refrat�rias, outras em que a combina��o s� se verifica pelo esfor�o da
sua pr�pria vontade, e outras, enfim, em que ela se d� t�o natural e facilmente,
que nem a percebem, servindo de instrumentos sem o saberem".

As pessoas ditas el�tricas "tiram de si mesmas o fluido necess�rio �


produ��o dos fen�menos e podem agir sem aux�lio dos Esp�ritos. N�o s�o propriamente
m�diuns, no sentido exato da palavra. Mas pode ser tamb�m que um Esp�rito as
assista e aproveite as suas disposi��es naturais.

Observa��o: Essas pessoas seriam como os son�mbulos, que podem agir com ou
sem o aux�lio dos Esp�ritos". (LM, item 74, par 20). Pondo em a��o o fluido
combinado, pela sua vontade, "os Esp�ritos podem fazer tudo quanto fazemos, mas
pelos meios correspondentes ao seu organismo. Algumas for�as que lhes s�o pr�prias
substituem os nossos m�sculos, da mesma maneira que a m�mica substitui, nos mudos,
a palavra que lhes falta". (LM, cap. IV, item 74, par 24)

Certos Esp�ritos n�o percebem a verdadeira causa dos efeitos que produzem,
como um homem sem cultura n�o compreende a teoria dos sons que pronuncia.

Fala Kardec (LM, no item 75) que "a emiss�o do fluido animalizado pode ser
mais ou menos abundante e sua combina��o mais ou menos f�cil, e da� os m�diuns mais
ou menos poderosos. Mas essa emiss�o n�o � permanente, o que explica a
intermit�ncia da for�a".

Herculano Pires diz, em nota ao item 81, que essa faculdade medi�nica de
efeitos f�sicos est� "sujeita a intermit�ncias e varia��es que mostram a sua
independ�ncia da vontade pessoal do m�dium.

Essa independ�ncia poderia ser determinada por condi��es org�nicas ou


ps�quicas, como Kardec j� acentuou, mas acusam tamb�m, em muitas ocasi�es, a
participa��o ou n�o de intelig�ncia estranha ao m�dium, sem as quais ele n�o
consegue a produ��o dos fen�menos de maneira satisfat�ria".

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Bibliografia:
Livro dos M�diuns.

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