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Entendendo o Perispírito e suas Funções

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5.

a aula - Curso de Educa��o Medi�nica


PERISP�RITO
Federa��o Esp�rita do Estado de S�o Paulo
�rea de Ensino

Na Introdu��o do "O Livro dos Esp�ritos"�tem VI, Kardec afirmou que "oHomem
se comp�e de tr�s elementos: o corpo, ou ser material, composto das part�culas
materiais id�nticas �quelas utilizadas na constitui��o fisiol�gica de todo animal;
a alma, ser inteligente, imaterial, ou Esp�rito encarnado no corpo, e o
Perisp�rito, o la�o que prende a alma ao corpo, princ�pio intermedi�rio entre a
mat�ria e o Esp�rito".

Estudando as religi�es e as filosofias, v�-se que muitos homens procuraram um


elementos flu�dico que pudesse servir de uni�o entre o corpo f�sico e o Esp�rito,
numa harm�nica grada��o vibrat�ria. Por exemplo: No Egito (h� 5 mil anos mais ou
menos), acreditava-se na exist�ncia de um corpo chamado "KA". Na �ndia, denominavam
de "L�ngua Sharira". O Esoterismo Judeu denominou de "Nephesh". Os fil�sofos gregos
chamaram de "Ve�culo Leve". "Corpo Luminoso"e "Carro Sutil da Alma". Os Br�manes de
"Kama-Rupa". Hip�crates denominou-o de "Enormon". Pit�goras, de "Carne Sutil da
Alma". Paracelso, de "Corpo Astral"ou "Evestrom". Arist�teles, de "Corpo Sutil e
Et�reo". Para Leibnitz, chamava-se "Corpo Flu�dico". Para Reichenbach era "Luz
�dica". Para o Dr. H. Baraducera era "Alma". Para Paulo de Tarso, "O Corpo
Espiritual"ou "Corpo Incorrupt�vel". A Kabala Hebraica denominava-o de "Rovach".
Para o tradicionalismo latino, "Imago". Para o tradicionalismo chin�s, "Khi". Na
R�ssia, foi denominado de "Corpo Energ�tico". Emmanuel o chama de "Campo
Eletromagn�tico"e Andr� Luiz de "Psicossoma".

No exame de suas principais caracter�sticas, o "Perisp�rito dever� ser


analisado, sob os seguintes aspectos:

a) fun��o - quando encarnado, � o intermedi�rio entre o Esp�rito e o corpo


som�tico, tendo como fun��o transmitir as sensa��es do corpo para o Esp�rito e as
impress�es do Esp�rito para o corpo; b) forma - apresenta a apar�ncia co corpo
som�tico. Por ser de extrema plasticidade, ele se irradia para o exterior do corpo,
envolvendo-o numa esp�cie de atmosfera que o pensamento e a for�a de vontade podem
dilatar, mais ou menos. �, ali�s, em decorr�ncia desta plasticidade que Kardec
explica os fen�menos das apari��es e das transfigura��es". ("Obras P�stumas"-
Manifesta��es dos Esp�ritos, �tens 1 a 22). � tamb�m decorrente desta mesma
plasticidade que se v�em as altera��es perispir�ticas, processadas pelas entidades
obsessoras, e as deforma��es das entidades vingadoras, dando aos Esp�ritos sujeitos
aos seus ataques formas animalescas monstruosas (zoantropia), de lobos vorazes
(licantropia) e perda da forma humana (ov�ides), em decorr�mcia das mais variadas
t�cnicas do processo hipn�tico (Martins Peralva - "O Pensamento de Emmanuel", cap.
3, e Divaldo Pereira Franco - "Nos Bastidores da Obsess�o", cap. 4); c)densidade -
rarefeita, nos Esp�ritos j� evolu�dos, e pastosa ou opaca, nos Esp�ritos ainda
imperfeitos; d) colora��o - luminosa e brilhante, nos Esp�ritos superiores e sem
nenhum birlho, sem luminosidade, nos Esp�ritos inferiores; e) expansibilidade - �
a chave para a explica��o das altera��es dos efeitos psicol�gicos, fisiol�gicos e
patol�gicos que os encarnados refletem. Foi por isso que Kardec afirmou em "Obras
P�stumas"(Manifesta��es dos Esp�ritos, �tens 11, 12 e 16) que as ci�ncias m�dicas
acertar�o mais, quando levarem em considera��o a plasticidade e a expansibilidade
da roupagem dos Esp�ritos; f) penetrabilidade - � a possibilidade que tem o
Esp�rito de entrar em qualquer ambiente ou local, e sair depois. O mundo material
n�o lhe apresenta obst�culos de nenhuma esp�cie.

Em "Evolu��o em Dois Mundos", cap. XVII, Andr� Luiz ensina: "Amadurecido para
pensar e lan�ando de si a subst�ncia de seus prop�sitos mais �ntimos, ensaiou,
pouco a pouco, tal como aprendera, vagarosamente, o desprendimento definitivo nas
opera��es da morte, o desprendimento parcial do corpo sutil, durante o sono,
desenfaixando-o do ve�culo de mat�ria mais densa, embora sustentando-o, ligado a
ele, por la�os flu�dico-magn�ticos, a se dilatarem levemente dos plexos e, com mais
seguran�a, da fossa romb�ide.

Encetado o processo de sonol�ncia, com as rea��es motoras empobrecidas e


impondo mecanicamente a si mesmo o descanso tempor�rio, no aux�lio �s c�lulas
fatigadas de tens�o, isto desde as eras remotas em que o pensamento se lhe
articulou com flu�ncia e continuidade, permanece a mente, atrav�s do corpo
espiritual, na maioria das vezes, justaposta ao ve�culo f�sico, � guisa de um
cavaleiro que repousa ao p� do animal de que necessita para a travessia de grande
regi�o, em complicada viagem, dando-lhe ensejo � recupera��o e pastagem, enquanto
se recolhe ao pr�prio �ntimo, ensimesmando-se para refletir, para imaginar, de
conformidade com seus problemas e inquieta��es, necessidades e desejos.

Desta forma, aliviando o controle sobre as c�lulas que a servem no corpo


carnal, a mente se volta, no sono, para o ref�gio de si mesma, plasmando na onda
constante de suas pr�prias id�ias as imagens com que se compraz nos sonhos
agrad�veis, em que saca da mem�ria a ess�ncia de seus pr�prios desejos,
retemperando-se na antecipada contempla��o dos pain�is ou situa��es que almeja
concretizar."

Continua Andr� Luiz: "Dessa posi��o de espectador � fun��o de agente existe


apenas um passo. O pensamento cont�nuo, em fluxo insopit�vel, desloca-lhe a
organiza��o celulas perispiritual, � maneira de c�rrego que em sua passagem
desarticula da gleba em que se desliza todo um ros�rio de seixos. E assim como como
os seixos soltos seguem a dire��o da corrente, lapidando-se no curso dos dias, o
corpo espiritual acompanha, de in�cio, o impulso da corrente mental que por ele
atravessa, conscientizando-se, muito vagarosamente, no sono, que lhe propicia meia
liberta��o".

No cap. I, item 40 de "A G�nese", Kardec ressaltou "a import�ncia do


Perisp�rito para o estudo, an�lise e tratamento de v�rios fen�menos da alma,
englobando a vista dupla, vis�o a dist�ncia, sonambulismo natural e artificial,
catalepsia, letargia, presci�ncia, pressentimentos, transfigura��es, transmiss�o de
pensamento etc". O Codificador ainda colocou como "decorrente da grande
plasticidade do Perisp�rito a possibilidade de o Esp�rito atuar sobre a mat�ria, da
movimenta��o dos corpos inertes, dos ru�dos e das apari��es", conforme se l� em "O
Livro dos M�diuns". Item 109.

Dizem os Esp�ritos (LM, item 51) que o "Perisp�rito, para n�s, outros
Esp�ritos errantes, � o agente por meio do qual comunicamos convosco, quer
indiretamente, pelo vosso corpo ou pelo vosso Perisp�rito, quer diretamente, pela
vossa alma; donde, infinitas modalidades de m�diuns e de comunica��es".

Por isso, complementam:"Nosso trabalho se torna mais demorado e penoso",


quando tem de servir-se de m�diuns que desconhecem a mat�ria revelada, pois os
Esp�ritos geralmente se comunicam pelo pensamento e se utilizam das palavras, do
vocabul�rio dos m�diuns para traduzirem as suas id�ias numa linguagem articulada.

Do que foi analisado at� aqui, pode-se verificar que a sintonia se estabelece
com o mundo espiritual, de conformidade, com a faixa de vibra��o mente-psico-
emocional em que se postar o m�dium. A mente voltada para o mal vai identificar-se
com entidades mal�ficas. A mente doentia, pessimista, rancorosa, maledicente,
desesperan�ada, vai captar para si companheiros da mesma esp�cie. A grande maioria
dos m�diuns se desarmoniza, em virtude de manter a mente em desalinho. (Divaldo
Pereira Franco - "Nos Bastidores da Obsess�o", p�gs. 27 e 28).
Como o Perisp�rito irradia, reflete, exterioriza os mais �ntimos pensamentos
e as paix�es do Esp�rito, encarnado ou desencarnado, o homem vive em constante
interc�mbio com o padr�o espiritual, com que se harmoniza ou se identifica. Tamb�m
o homem se aproxima dos que est�o identificados com suas paix�es e repele os que
com ele n�o se harmonizam.

Kardec, em "A G�nese", XIV, �tens 10, 20 e 21, diz que este fato se d� em
raz�o da dispers�o de fluidos pelo pensamento e, par evitar que esta comunh�o
flu�dica seja perniciosa, � preciso criar pensamentos puros e nobres, pelo esfor�o
pr�prio, concluindo que o Perisp�rito � uma coura�a a que se deve dar a melhor
t�mpera poss�vel.

O m�dium ser� tanto mais �til e equilibrado, quanto mais praticar a li��o:
"Esp�ritas: amai-vos, eis o primeiro ensinamento; instrui-vos, eis o segundo".
(ESSE, cap. VI, �tem 5). "� necess�rio amar. Sem amor nada se edificar�, nada se
construir�, nada se far� no Universo. � necess�rio, tamb�m, instruir-se. Sem a
instru��o o homem ser� escravo dos outros homens e da falange trevosa, que ainda
n�o aprendeu o valor do amor. Ser� escravo, tamb�m, de si mesmo, porque viver� na
ignor�ncia, na supersti��o, no fanatismo e na ilus�o de sua pr�pria mente".
(Emmanuel, em "Mediunidade e Sintonia", cap. 3)

QUESTION�RIO DE FIXA��O

1) No exame de suas caracter�sticas, sob que aspectos deve ser estudado o


Perisp�rito?
2) Explicar a caracter�stica da expansibilidade.
3) Explicar a caracter�stica da penetrabilidade.
4) Por que h� infinitas modalidades de m�diuns e de comunica��es?
5) Por que � necess�rio instruir-se?

Bom estudo e felicidades a todos.

Tadeu - Dourados (MS)

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