0% acharam este documento útil (0 voto)
3 visualizações2 páginas

Espiritismo e a Matéria: Ação dos Espíritos

Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato TXT, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
3 visualizações2 páginas

Espiritismo e a Matéria: Ação dos Espíritos

Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato TXT, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

8.

a aula
CURSO DE EDUCA��O MEDI�NICA
A A��O DOS ESP�RITOS SOBRE A MAT�RIA
FEDERA��O ESP�RITA DO ESTADO DE S�O PAULO
�REA DE ENSINO

Numa �poca t�o positiva como a de hoje, em que todas as pessoas fazem quest�o
de se inteirar de tudo, e ignor�ncia da natureza dos Esp�ritos e dos meios pelos
quais se podem manifestar n�o se justifica mais, para o homem, tanto mais que essa
realidade est� sendo documentada pela tecnologia das transcomunica��es eletr�nicas.
Adquirindo esse conhecimento, atrav�s do estudo e da pesquisa, estas
manifesta��es, para o Esp�rita, nada mais apresentam de surpreendente e entram na
ordem dos fatos naturais.
"O Esp�rito n�o � uma abstra��o, mas um ser definido, limitado e
circunscrito", e, como princ�pio inteligente que �, pode viver encarnado ou
desencarnado. "Quando deixa o corpo, por ocasi�o da morte, conserva a sua
individualidade e tem consci�ncia do seu eu; portanto, a morte n�o � a destrui��o
de tudo; restam o Esp�rito imortal e seu Perisp�rito ou corpo espiritual. Libertos
do corpo f�sico, conservam a forma humana, geralmente da �ltima reencarna��o,
sendo, portanto, seres semelhantes aos encarnados".
"O Perisp�rito, por suas propriedades, se dilata, se contrai, se transforma e
se presta a todas as modifica��es, segundo a vontade que o dirige. S�o gra�as a
essas propriedades que o Esp�rito, utilizando os recursos de que disp�e, pode
fazer-se reconhecer, quando necess�rio, tomando exatamente a apar�ncia que tinha na
vida f�sica e at� mesmo com os defeitos que possam servir de sinais para
reconhecimento."
Comenta Kardec, ainda, em "O Livro dos M�diuns", item 55: "J� se disse que o
Esp�rito � uma flama, uma centelha. Isto se aplica ao Esp�rito propriamente dito,
como princ�pio intelectual e moral, ao qual n�o se poderia atribuir forma
determinada. Mas, qualquer que seja o grau em que se encontre, o Esp�rito est�
sempre revestido de um envolt�rio, ou Perisp�rito, cuja natureza se eteriza, �
medida que ele se purifica e se eleva na hierarquia espiritual. Dessa maneira, a
id�ia de forma �, para n�s, insepar�vel da id�ia de Esp�rito, a ponto de n�o
concebermos esta sem aquela. O Perisp�rito, portanto, faz parte integrante do
Esp�rito, como o corpo faz parte integrante do homem. Mas o Perisp�rito, sozinho,
n�o � o Esp�rito, como o corpo, sozinho, n�o � o homem, porquanto o Perisp�rito n�o
pensa. Ele � para o Esp�rito o que o corpo � para o homem: o agente ou instrumento
de sua atividade".
Diz Andr� Luiz que o "Esp�rito mais s�bio n�o se animaria a localizar, com
afirma��es dogm�ticas, o ponto onde termina a mat�ria e come�a o Esp�rito", e
complementa: "Na ess�ncia, toda mat�ria � energia tornada vis�vel e toda energia,
originariamente, � for�a divina de que nos apropriamos, para interpor os nossos
prop�sitos aos prop�sitos da Cria��o".
Por decorr�ncia, estando o princ�pio espiritual sempre associado ao princip�o
material, formam uma organiza��o mente-perispir�tica, com peso espec�fico
vari�velf, conforme o grau evolutivo em saber e amor, de cada um, na escalada rumo
� perfei��o.
O Esp�rito, portanto, precisa de mat�ria para agir sobre a mat�ria, e essa
a��o se faz atrav�s dos fluidos, com todas as suas vari�veis e propriedades,
principalmente pela expansibilidade e penetrabilidade.
O Esp�rito atua sobre a mat�ria pelo impulso de sua vontade e pelos
conhecimentos j� adquiridos. Nessa ordem nova de fatos � que o Espiritismo vem
explicar a causa das manifesta��es dos Esp�ritos; desaparecem, ent�o, o
sobrenatural e o maravilhoso, para dar lugar � realidade do funcionamento das leis
naturais, pois a causa se encontra inteiramente nas propriedades semimateriais do
Perisp�rito, as quais s�o explicadas por novas leis. Assim, em resumo, no plano
humano, podem-se anotar as principais a��es do Esp�rito, que atua sobre a mat�ria,
quando:
a) Imprime vitalidade ao corpo, sustentando sua organiza��o como instrumento
de a��o, em qualquer n�vel de sua fase evolutiva. Por�m, se � certo que o Esp�rito
sustenta a mat�ria, tamb�m � certo que a mat�ria animalizada lhe auxilia o
desenvolvimento. S�o exemplos, entre tantos, a absor��o e assimila��o de fluidos
(LE, 63), ou a transmiss�o de seu fluido vital para outro indiv�duo (LE, 70);
b) Irradia as pr�prias caracter�sticas, em raz�o da corrente mental que lhe
nasce das profundezas da alma, formando, ao seu redor, um campo �urico espec�fico,
ou t�nica de for�as eletromagn�ticas, como diz Andr� Luiz, em "Mecanismos da
Mediunidade", cap. XV. Complementa, ainda, o mesmo autor: "Onde h� pensamento, h�
correntes mentais e onde h� correntes mentais existe associa��o. E, toda associa��o
� interdepend�ncia e influencia��o rec�proca";
c) Cria formas-pensamentos ou imagens-moldes ao pensar, arrojando-as para
fora de si, atrav�s da atmosfera ps�quica que lhe caracteriza a presen�a.
(Mecanismos da Mediunidade, cap. XI);
d) Produz os fen�menos medi�nicos de efeitos f�sicos, manipulando ou fluidos
retirados do m�dium. (LM, cap. V, item 98)

---------------:
bibliografia
Livro dos M�diuns, 2.a parte, cap. I, item 53, 55 e 56.
No Mundo Maior, cap. I - Andr� Luiz.
Evolu��o em Dois Mundos, cap. I -Andr� Luiz.
Mecanismos da Mediunidade, cap. 15 - Andr� Luiz.

Você também pode gostar