Curso 03
2.a Aula - Curso de Educa��o Medi�nica
1.a Parte
FLUIDOS
"O fluido c�smico universal � a mat�ria elementar primitiva."
Est� colocado entre o Esp�rito e a mat�ria, onde exerce o papel de
intermedi�rio, para que o Esp�rito possa exercer alguma a��o sobre ela.
Esse fluido � "suscet�vel de inumer�veis combina��es e, sob a a��o dos
Esp�ritos, de produzir infinita variedade de coisas...Ele, sendo o agente de que o
Esp�ritos se serve, � o princ�pio sem o qual a mat�ria permaneceria em perp�tuo
estado de dispers�o e n�o adquiriria jamais as propriedades que a gravidade lhe
d�". ( O Livro dos Esp�ritos, perg. 27)
"Como princ�pio elementar universal, oferece dos estados distintos: o de
eteriza��o ou de imponderabilidade, que se pode considerar como o estado normal,
primitivo, e o de materializa��o ou de ponderabilidade. O ponto intermedi�rio � o
da transforma��o do fluido em mat�ria tang�vel, por�m, mesmo a�, n�o h� uma
transi��o brusca, pois, podem-se considerar nossos fluidos imponder�veis como um
termo m�dio entre os dois estados."( A G�nese, cap. XIV, �tem 2)
Cada um desses estados d� lugar a fen�menos especiais: os do mundo vis�vel -
fen�menos materiais, que s�o al�ada da Ci�ncia propriamente dita, e os do mundo
invis�vel, chamados fen�menos espirituais ou ps�quicos e s�o da atribui��o do
Espiritismo.
"A mesma mat�ria elementar � suscet�vel de passar por todas as modifica��es e
adquirir todas as propriedades", e � por isso que podemos dizer que tudo est� em
tudo, como se l� no "O Livro dos Esp�ritos", perg. 33.
Diz Andr� Luiz em "Mecanismos da Mediunidade", cap. IV, que, na cria��o, do
macro ao micro, percebemos as manifesta��es da Eterna Sabedoria que mobiliza
agentes incont�veis para a estrutura��o de sistemas e formas, em variedade infinita
de graus e fases, e entre o infinitamente pequeno e o infinitamente grande surge a
intelig�ncia humana, dotada igualmente da faculdade de mentalizar e co-criar
empunhando, para isso, os recursos intr�nsecos � vida ambiente." � onde os poderes
do Esp�rito se manifestam".
Como j� foi dito, das inumer�veis combina��es surge o chamado fluido el�trico,
ou fluido el�trico animalizado, fluido magn�tico, princ�pio vital ou fluido vital
etc.
"O Perisp�rito, ou corpo flu�dico dos Esp�ritos, � um dos produtos mais
importantes do fluido c�smico.
� uma condensa��o deste fluido em torno de um foco inteligente ou alma."( A
G�nese, cap. XIV, �tem 7)
"O corpo carnal e o corpo perispiritual tamb�m t�m sua origem no mesmo
elemento primitivo. Ambos constituem mat�ria, embora em dois estados
diferentes."(Idem, A G�nese)
"Como os Esp�ritos extraem o seu Perisp�rito do meio em que se encontram, esse
envolt�rio � formado de fluidos ambientais.
Disso resulta que os elementos constitutivos do Perisp�rito variam, segundo os
mundos, e conforme o grau moral de cada um."( A G�nese, cap. XIV, �tem 8)
� por isso que a constitui��o �ntima do Perisp�rito n�o � id�ntica em todos os
Esp�ritos encarnados ou desencarnados. Com a evolu��o moral do Esp�rito, seu
Perisp�rito se modifica em cada encarna��o, tornando-se mais sutil e eterizado.
"O princ�pio ou fluido vital � a causa da animaliza��o da mat�ria. Pode-se
dizer que ele � efeito e causa, pois a vida � um efeito produzido pela a��o de um
agente sobre a mat�ria, mas esse agente sem a mat�ria n�o � vida, da mesma forma
que a mat�ria n�o pode viver sem ele. � ele que d� vida a todos os seres materiais
que o absorvem e assimilam."( O Livro dos Esp�ritos, perg. 62 e 63)
A vitalidade, portanto, � uma propriedade especial da mat�ria universal,
devida a certas modifica��es desta. N�o � um atributo permanente do agente vital,
mas se desenvolve com o corpo. � necess�ria a uni�o de ambos para produzir a vida.
Pode-se dizer que a vitalidade permanece latente, enquanto o agente vital ainda n�o
se uniu ao corpo.
"O conjunto dos �rg�os constitui uma esp�cie de mecanismo, impulsionado pela
atividade �ntima ou princ�pio vital, que nele existe. O princ�pio vital � a for�a
motriz dos corpos org�nicos. Ao mesmo tempo em que o agente vital impulsiona os
�rg�os, a a��o destes entret�m e desenvolve o agente vital, mais ou menos como o
atrito produz o calor."(O Livro dos Esp�ritos, perg. 67-a)
"Os Esp�ritos atuam sobre os fluidos espirituais, manipulando-os por meio do
pensamento e da vontade. Imprimem a esses fluidos esta ou aquela dire��o;
aglomeram-nos, combinam-nos ou dispersam-nos; com eles forma conjuntos de
apar�ncia, forma ou cor determinadas; modificam-lhes as propriedades. � a grande
oficina, ou laborat�rio, da vida espiritual. Basta ao Esp�rito pensar alguma coisa,
para que esta se produza, assim como basta modular uma �ria, para que esta
repercuta na atmosfera."(A G�nese, cap. XIV, �tem 14)
O pensamento dos Esp�ritos pode, pois, modificar as propriedades dos fluidos,
e esta a��o gera consequ�ncias de uma import�ncia direta e capital para os
encarnados.
Os fluidos que n�o possuem qualidades pr�prias, ao se tornarem ve�culo do
pensamento, ficam impregnados das qualidades boas ou m�s dos pensamentos que os
p�em em vibra��o. Segundo tais circunst�ncias, estas qualidades s�o tempor�rias ou
permanentes, o que os tornam mais especialmente pr�prios para a produ��o de
determinados efeitos.
Sob o aspecto moral, os fluidos trazem o cunho dos sentimentos exteriorizados
de �dio, inveja, ci�me, orgulho, ego�smo, viol�ncia, hipocrisia, bondade,
benevol�ncia, amor, caridade, do�ura, etc.
Com respeito ao lado f�sico, s�o excitantes, calmantes, penetrantes,
adstringentes, irritantes, suavizantes, sopor�feros, narc�ticos, t�xicos,
reparadores, expulsores, etc.
O quadro dos fluidos seria, pois, o de todas as paix�es, virtudes e v�cios da
Humanidade, e o das propriedades da mat�ria, correspondentes aos efeitos que
produzem.
Ao encarnar-se, o Esp�rito conserva o seu Perisp�rito com as qualidades que
lhe s�o pr�prias, e, como se sabe, n�o fica circunscrito ao corpo, mas irradia-se a
sua volta, envolvendo-o como que de uma atmosfera flu�dica.
Assim, o Perisp�rito desempenha um papel preponderante no organismo, pois, sua
expans�o, p�e o Esp�rito encarnado em comunica��o mais direta com os Esp�ritos
livres e com outros encarnados.
Sendo o Perisp�rito dos encarnados de natureza id�ntica � dos fluidos
espirituais, ele os assimila com facilidade. Esses fluidos t�m sobre o Perisp�rito
uma a��o direta, quando este, por expans�o e por irradia��o, mistura-se com eles.
�, portanto, necess�rio que haja sintonia vibrat�ria.
O Perisp�rito, por sua vez, age sobre o organismo material com o qual est� em
contato molecular.
Se os efl�vios forem de natureza boa, o corpo sente uma impress�o salutar; se
forem maus, a impress�o � penosa.
Se os fluidos maus forem permanentes e fortes, poder�o determinar perturba��es
f�sicas. Ambientes desajustados est�o impregnados de maus fluidos, que s�o
absorvidos pelo Perisp�rito, assim como os miasmas pestilentos s�o absolvidos pelo
corpo f�sico.
N�o podemos esquecer que a irradia��o flu�dica, quer seja expressa atrav�s de
palavras, de a��o, ou n�o, nem por isso deixa de existir e atua sempre no meio onde
� produzido.
O pensamento produz um tipo de efeito f�sico que reage sobre o moral. O homem
o sente instintivamente, visto que procura as reuni�es homog�neas e simp�ticas, nas
quais encontrar� novas for�as morais.
Como, pois, evitar a influ�ncia dos maus?
O meio � muito simples, pois depende da vontade da pr�pria pessoa. Os fluidos
se unem devido a similitude de sua natureza. Fluidos dissemelhantes se repelem. H�
incompatibilidade entre os bons e os maus fluidos.
� invas�o dos fluidos � preciso, pois, oporem-se os bons fluidos. E, como cada
um tem no pr�prio Perisp�rito uma fonte flu�dica permanente, carrega consigo mesmo
o rem�dio, criando for�as repulsoras �s m�s influ�ncias. O Perisp�rito �, portanto,
uma coura�a, � qual � mister que se d� a melhor t�mpera poss�vel. As qualidades do
Perisp�rito s�o proporcionais �s da alma.
�, ent�o, necess�rio trabalhar pelo melhoramento pr�prio, porquanto s�o as
imperfei��es da alma que atraem os maus fluidos.
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Bibliografia:
O Livro dos Esp�ritos - LE
A G�nese - GE
Mecanismos da Mediunidade - Andr� Luiz
Assist�ncia Espiritual - Moacyr Petrone
Nota: Li��o tirada da apostila "Curso de Educa��o Medi�nica - 1.a ano - �rea de
Ensino - Edi��es FEESP - Federa��o Esp�rita do Estado de S�o Paulo - p�gina 27 a
31.